EMERGÊNCIAS. Autoridade a bordo. O comandante ou piloto em comando é o responsável, e é a autoridade final na operação da aeronave.

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1 EMERGÊNCIAS É uma situação anormal, que pode ocorrer em voo, terra, mar, decolagem ou pouso, e que coloca em risco a segurança da aeronave e de seus ocupantes. Autoridade a bordo O comandante ou piloto em comando é o responsável, e é a autoridade final na operação da aeronave. Piloto em comando CMTE; Co-piloto; Engenheiro de voo FE; 1 Comissário; Hierarquia a bordo Tripulantes de cabine (em ordem hierárquica). Cockpit Estéril Período no qual os pilotos não devem ser interrompidos em suas atividades. Se ativa em terra imediatamente antes da decolagem e continua durante o Ascenso até FT (aproximadamente 10 min.), durante o descenso, ao cruzar FT se reinicia até o abandono da pista depois do pouso. Briefing Procedimento prévio ao voo que realiza em coordenação entre comandante, 1 comissário e tripulação de cabine. Procedimentos rotineiros de segurança É de responsabilidade de cada tripulante de cabine efetuar um rigoroso cheque pré-voo dos equipamentos de emergência na cabine de passageiro, condizente a localização, fixação, integridade, validade, etc. Portas; Manômetro Scape Slide ; Pré-Voo Check List o Pressão (2700 a 3000 PSI) Jump Seats; Equipamento de emergência;

2 Painel de CMS; Equipamento de demonstração; Assento passageiro; P.S.U Unidade de serviço do passageiro; Janelas de emergência; Visor do trem de pouso (limpeza); Overhead bins (abertos). Toilettes; Cortinas; Galleys Cheque terminado reporte de obs. ou ok ao 1 comissário. Embarque de passageiros Alguns passageiros necessitam de uma atenção especial, portanto terão embarque prioritário e não poderão ocupar os assentos das saídas de emergências. São eles: Menores desacompanhados; Gestantes; Deficientes físicos, visuais, auditivos; Enfermos; Idosos; Presos; Acompanhados de crianças de colo; Em maca; Que não dominam o idioma (cartão de instrução de segurança). Demonstração de segurança aos passageiros Proibição do uso de equipamentos eletrônicos; Uso dos cintos de segurança;

3 Proibição de fumar; Encosto das poltronas na posição vertical; Obrigação de colocar a equipagem de mão em lugares adequados; Localização das saídas de emergência; Uso das mascaras de oxigênio; Colete salva-vidas (voos sobre o mar, mais de 50 milhas náuticas da costa); Cartão de instrução de segurança. Equipamento eletrônico É proibida a utilização a bordo de qualquer aparelho eletrônico emissor de energia eletromagnética, sendo obrigatória a realização do anuncio respectivo antes da decolagem. Equipamentos de emergência São equipamentos que estão dispostos a bordo em locais de fácil acesso, em numero e quantidade de acordo com a especificação de cada aeronave e numero de assentos disponíveis dentro das mesmas. Tem a finalidade de auxiliar os tripulantes em situações adversas que poderão vir a suceder. Sistema fixo de oxigênio As aeronaves pressurizadas possuem um sistema de fornecimento de oxigênio em caso de perda de pressão de dois tipos: Gasoso: Oxigênio armazenado em cilindros para PAX e TRIP; Químico: Oxigênio resultado de uma reação química que ocorre dentro de geradores para PAX e CMS. Este oxigênio estará disponível através de mascaras oro nasais que caem automaticamente dos compartimentos da PSU, quando a altitude interna da cabine atinge FT. O fornecimento Gasoso dá-se o fluxo de oxigênio somente para a mascara puxada. O fornecimento Químico dá-se o fluxo de oxigênio para todas as mascaras do conjunto, esse fluxo não poderá ser interrompido e terá a duração aproximada de 15 min.

4 O sistema fixo de oxigênio que supre a cabine de PAX pode ser ativado: automaticamente, eletricamente e manualmente. Sistema portátil de oxigênio com máscaras oro nasais As garrafas portáteis estão localizadas na cabine principal para atender PAX e TRIP com insuficiência respiratória e estão equipadas com mascaras oro nasais. Os cilindros tem capacidade de 311 litros e proporciona oxigênio em 2 fluxos: FLUXO LITROS x MINUTO DURAÇÃO APLICAÇÃO HI 4 77 = 1h, 17 min. Adulto e PAX traqueotômico LO = 2h, 34 min. Crianças e bebes Pressão: 1600/ 1800 PSI Sistema portátil de oxigênio com máscara full-face São cilindros portáteis para proteção no combate ao fogo. Seu fluxo é a pedido. Extintores de incêndio Durante a ocorrência de fumaça ou fogo, a coordenação entre os tripulantes é essencial para um combate efetivo, havendo a intervenção mínima de três tripulantes de cabine: Operador; Transmissor; Assistente. Localize o fogo, Combata o fogo, Avise o CMTE, Divida as tarefas, Nunca abandone o fogo e Previna o pânico. C.A.F Capuz anti fumaça ou P.B.E Protective Breathing Equipment Equipamento de emergência para proteção dos órgãos da respiração e visão. Proporciona oxigênio por aproximadamente 15 min. E seu visor tem a cor azul celeste. Machadinha Usada para cortar fuselagem, abrir passagem em certas áreas quando as saídas normais estiverem bloqueadas.

5 Luvas de amianto Utilizadas para proteger-se em incêndio, pegar peças ou objetos com alta temperatura. Óculos anti-fumaça São óculos plásticos que servem como proteção contra a fumaça. Detector de fumaça Sistema que detecta a fumaça, localizado no teto de cada lavatório. Funciona com bateria e se ativa automaticamente, emitindo um sinal auditivo, quando houver moléculas de fumaça. Verificar se a luz verde esta acesa (sistema energizado). Megafone Amplificador de voz portátil, que permite a comunicação em situação de Emergência ou, falta de sistema P.A. Funciona com bateria própria, possui um gatilho, um microfone e um amplificador. Rádio Beacon Cilindro metálico, vermelho, portátil, resistente à água e flutuante. Tem bateria própria, antena, bolsa plástica e corda. A bateria é ativada em contato com ma água, transmitindo sinais de emergência através de duas frequências internacionais, por um período de 48h. Os sinais são interrompidos ao retira-lo da água ou coloca-lo na horizontal. Caso necessário funciona em terra, desde que introduzido em um recipiente com liquido. As frequências internacionais são: Civil: 121,5 Mhz; Militar: 243 Mhz. Em água salgada transmite em 5 seg., em água doce em 5 minutos. Luzes de emergência Quando houver falha no sistema normal de iluminação, as luzes de emergência serão acesas automaticamente. Estão localizadas no interior e exterior da cabine, as internas são fixas e portáteis e podem ser usadas como lanterna. Coletes salva-vidas

6 Equipamento de auxilio a flutuação exigidos para aeronaves que efetuam voos sobre o mar, disponíveis a baixo de todas as poltronas. Assentos flutuantes Todos os assentos de passageiros, o encosto e assento do banco duplo de CMS, o assento do banco do observador e o encosto dos assentos da cabine de comando são flutuantes. Cordas Encontram-se cordas no batente das janelas do cockpit e das janelas de emergência sobre a asa, que auxiliam a saída rápida. Escape-Slide (Rampa de abandono) As portas principais e de serviço estão equipadas. Possui um visor de manômetro de pressão de 2700 a 3000 PSI. Bote Os slides botes são usados para evacuação e amerrisagem, permitindo a saída de duas pessoas ao mesmo tempo. Kit de sobrevivência A quantidade de kits de emergência é calculada na proporção de 1 kit para cada 50 passageiros, localizado sempre atrás das ultimas fileiras. Uso exclusivo de médicos. Kit médico First Aid kit Os medicamentos contemplados poderão ser administrados aos passageiros durante ocorrência de pouca gravidade, durante o voo, pelos tripulantes de cabine. Saídas de emergência Toda abertura onde possam passar com relativa facilidade uma ou mais pessoas que se encontram bloqueadas em determinado especo em uma situação determinada. Portas principais e de serviço; Janelas Escotilhas.

7 Todas saídas de emergência operam internamente e externamente, exceto a janela do CMTE. Portas principais e de serviços Em situação de emergência, como equipamento de evacuação, são usadas as portas como escorregadeiras. Janelas de emergência Localizam-se na direção da asa uma de cada lado ou mesmo duas de cada lado conforme a aeronave. Sequencia correta para sair por uma janela de emergência: Perna; Cabeça; Tronco; Perna. Escotilhas Geralmente localizadas na cabine de comando, possuindo cordas de escape rápido. Operatividade de uma saída de emergência Uma saída só será considerada operativa quando: Aeronave e motores estiverem completamente parados; Área adjacente estiver livre; Ser possível abri-la; Equipamento auxiliar operando. Não completando uma das condições acima a mesma será considerada inoperante. Estação de emergência Compreende o lugar de uma ou mais saídas de emergência, deverá ter: Assentos de tripulantes (simples ou duplos); Equipamentos auxiliares para evacuação; Sistema de comunicação.

8 Evacuação da aeronave Compreende o abandono dos seus ocupantes diante de uma situação de emergência. 90 segundos é o tempo considerado para que todos os ocupantes de uma aeronave, após pouso em emergência, tenham condições de abandoná-la. Tipos de saídas/ coeficientes de evacuação É o numero de ocupantes de uma aeronave que possam sair por uma saída operativa obedecendo ao tempo padrão de 90 segundos. Tipo Saída Número de PAX Tempo (seg.) Tipo I Escorregadeiras infláveis 50 a Tipo II Escorregadeiras não infláveis 30 a Tipo III Janelas sobre a asa 20 a Tipo IV Classe A Janelas de cabine de comando Escorregadeiras infláveis duplas 15 a a Sequencia de comando Comandante; Qualquer membro da tripulação técnica na incapacidade do comandante; Qualquer comissário, quando haja evidencia da necessidade de evacuação da aeronave. Evacuação evidente Alta concentração de fumaça ou gases tóxicos na cabine; Quebra do trem de pouso; Fogo incontrolável; Grandes danos estruturais; Explosões; Pouso na água.

9 Procedimentos de emergência Despressurização Quando a altitude da cabine interna atingir Ft (pés) soara um alarme no cockpit, alertando os pilotos que a aeronave entrou no processo de despressurização. Se a cabine atingir Ft ocorrera a queda automática das mascaras de oxigênio, com fluxo de 1 litro por minuto: Ft = 2 litros por minuto; Ft = 3 litros por minuto; Ft = 4 litros por minuto, 4 é o fluxo máximo. Vazamento de pressão Tire todos os PAX da área e avise ao Cockipit. Acate os pedidos dos sequestradores. Sequestro Comportamento anormal Notifique ao cockipit e tente conter o PAX; Se o comportamento anormal do PAX não colocar em risco a segurança de outros PAX e da tripulação, trate-o como achar mais conveniente. Bomba Se você ouvir comentários de que há bomba ou ameaça de sabotagem, ou se você suspeitar de qualquer dispositivo avise imediatamente o cockpit. Fumaça na luz fluorescente O superaquecimento deste filtro pode causar fumaça antes que o fusível interrompa o circuito, sem necessariamente provocar fogo. Neste caso os comissários devem lembrar que o uso desnecessário do extintor pode gerar confusão e tumulto, espere que um tripulante técnico venha verificar a causa. Fogo interno Aeronave em voo Lute contra o fogo e notifique o cockpit. Jogue liquido na área do fogo para impedir o seu reinicio, monitore a área durante o restante do voo. Fogo interno Aeronave no solo

10 Lute contra o fogo e notifique o cockpit. Só inicie a evacuação após a parada total da aeronave. Saídas na área do fogo são consideradas inoperantes. A.P.U Auxiliary Power Unit ( Unidade de força auxiliar) É um motor instalado no cone de cauda da aeronave, que supre dois tipos de energia para a aeronane: força elétrica e pneumática. Tem seus controles na cabine de comando. A APU funciona no solo, em muitas aeronaves pode ser usada também em voo. Fatores que originam um acidente Fator Humano: Ocasionado por erro humano. EX: Erro de rota; Fator Técnico: Ocasionado por erro técnico. EX: Motores pararam de funcionar; Fator Operacional: Ocasionado por erro operacional. EX: Má informação da torre de controle. Fator Meteorológico: Ocasionado por fenômeno da natureza. EX: Neve, ventania, etc; Fator Casual: Ocasionado pelo acaso. EX: Pássaro na turbina; Fator Desconhecido: Ocasionado pelo desconhecido. EX: Triangulo das bermudas. Fogo; Calor; Fumaça; Gases tóxicos; Ação das forças de impacto. Consequências após um acidente Emergência preparada Quando há tempo para os comissários prepararem a cabine e orientar os passageiros para o pouso. O comandante avisara aos comissários da situação, informando, dentro do possível, os seguintes itens: Natureza da emergência; Tempo disponível a preparação;

11 Local do pouso; Zonas da aeronave provavelmente mais atingidas, havendo impacto; Quem comunica na emergência aos PAX: Sinal convencional para a posição de impacto. De frente para a cabine os comissários: Cinto de segurança apertado; Braços cruzados; Queixo baixo apertando contra o pescoço. De frente para a cabine os comissários: De costas para a cabine de comando os comissários: PAX: Cinto de segurança apertado; Braços cruzados; Cabeça pressionada para trás. Cinto de segurança apertado; Cabeça abaixada. Ditching Pouso no mar Selecione e coloque junto às saídas de emergência PAX com condições de opera-las (devem saber nadar) e instrua-os quanto à operação da mesma. Saídas utilizáveis são as sobre a asa e acima do nível d água. Após o pouso deverão permanecer juntos utilizando os equipamentos de flutuação. Os botes só deverão ser retirados do alojamento após a parada total da aeronave. Os coletes salva vidas deverão ser inflados na soleira da porta. Emergência imprevista Quando provocada por quebra do trem de pouso, saída da aeronave da pista com danos estruturais, toque no solo fora da pista e paradas em altitude anormal. Com a parada da aeronave, verificar a operatividade da saída e sair o mais depressa possível e afastar-se o mais longe possível. Abrir os cintos; Dinâmica geral de evacuação de aeronave

12 Verificar a operatividade da saída; Abrir a porta; Conduzia a evacuação com rapidez e segurança; Verificar a cabine após a evacuação; Abandonar a aeronave. Evacuação de pessoas inválidas Segurar o inválido por trás e de costas; Mantenha as mãos do invalido seguras e na altura da cintura; Levante as suas costas de modo que fique sentado; Coloque suas mãos abaixo dos braços do invalido, segurando-o pelo pulso. O MELHOR EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA A BORDO DE UMA AERONAVE É UM TRIPULANTE BEM TREINADO. SOBREVIVÊNCIA NA SELVA Princípios Afastar-se da aeronave e voltar somente após evaporar o combustível e esfriar o motor e se possível permanecer próximo a ela; Tratar os feridos; Acionar o rádio transmissor de emergência; Planejamento de como agir; Grupo organizado; Descansar física e mentalmente; Construir um abrigo; Construir fogueiras. Tripé de sobrevivência: Água Alimentação

13 Sono Maior inimigo na selva: Mosquitos e insetos transmissores de doenças; Sinalização Usar partes brilhantes ou de coloração viva da aeronave, sob a asa do avião e ao redor dele; Fazer fogueiras num raio de 50 a 100 metros do avião; De dia produzir fumaça negra = óleo ou pedaços de borracha Fumaça branca = por fogo em folhas verdes, musgo ou pouca água. Espelho de sinalização= para uso diurno alcance de 10 milhas. Sinais de busca e salvamento: 1 Necessitamos assistência = V 2- Necessitamos assistência médica = X 3 Não ou Negativo = N 4 Sim ou afirmativo = Y 5 Avançado nesta direção = SAR = Serviço de busca e salvamento (Search And Rescue) Sinalização Aeronaves SAR /Sobreviventes: Mensagem recebida e entendida De dia ou luar forte = balançando as asas; De noite = fazendo sinais verdes com lâmpadas ou com pirotécnicos. Mensagem recebida e não entendida De dia ou luar forte = Fazendo uma curva de 360º pela direita; De noite = Fazendo sinais vermelhos com lâmpadas ou com pirotécnicos. Rádio de Emergência BEACON Emite SOS na frequência CIVIL = 121,5 Mhz / MILITAR = 243 Mhz ( mantendo sempre alerta, principalmente no período internacional de silencio) que vai: 15 aos 18 / 45 aos 48 minutos (no ocidente) 00 aos 03 / 30 aos 33 minutos (no oriente)

14 Na água salgada começa a transmitir em = 5 segundos Na água doce = em 5 minutos Alcance: Vertical = pés (aprox metros) Horizontal = 250 milhas náuticas (aprox. 460 quilômetros) Duração = 48 horas (ininterrupta) Abrigos O local ideal deverá ser um ponto um pouco elevado, seco, a mais de 100 metros de curso de água (rios ou correntes), para se evitar riscos de inundação e oferecer facilidades de obter água e lenha. Sapé ou folhas largas = Cobrir uma estrutura em formato de A, com folhas de palmeiras ou folhas largas, pedaços de casca de arvores ou sapé (feixes de capim). Tarimba = Estacas que suportam estrados e suportam adequadamente um mosquiteiro, o estrado é coberto com folhas largas 4 ou 5 camadas de folhas. Purificação: Água Pela fervura, durante pelo menos 1 minuto; Pelo adicionamento de 8 gotas de tintura de iodo em um litro de água,esperando 30 minutos para beber; Ou juntando a água o purificador existente no equipamento de primeiros socorros. Nunca beba de um cipó que produza liquido leitoso e amargo. Provisões 3 partes: Alimentação Separe duas terças partes (2/3) para a primeira metade do período que calculou até o salvamento Deixe a ultima terça parte (1/3) das provisões para a segunda metade deste período.

15 Alimento silvestre Nunca comer sapos, nem peixes estragados. Alimento animal Peixes perigosos: Bagres e mandis= possuem 3 ferroes, um em cada nadadeira. (uma ferroada resulta em inflamação, às vezes acompanhada de febre). Piranhas= O peixe mais perigoso que existe, vive em cardumes e tem 3 tipos (branca, acaju ou preta e vermelha). Arraias= Possuem o corpo romboidal, comprido de cima para baixo, com a calda muito delgada e armada de um ferrão bi farpeado, com aspas retorcidas em formas de punhal. Baiacus= São perigosos devido aos espinhos, são extremamentes venenosos. Poraquê= Peixe elétrico, devido ao efeito produzido por uma descarga elétrica para sua defesa, habita na região Amazonas, Pará e Mato Grosso. Candiru= Minúsculo peixe, até 3 cm. Facilidade em penetrar no anûs ou uretra de banhistas de rios. (Somente comer peixes que obtenham escamas de revestimento e não comer os de pele espinhosa e lisa.) Insetos = Cupins (as fêmeas) tirando as asas podem ser comidas, Gafanhotos e grilos (escaravelhos). Alimento vegetal Nunca comer alimento desconhecido sem antes testar uma prova, cozinhar uma pequena amostra, por na boca e mastigar sem engolir em torno de 5 minutos. Regra (CAL) toda substancia cabeluda, amarga ou leitosa deverá ser abandonada. Podemos comer qualquer alimento procurado por roedores ou macacos. O cozimento ao fogo elimina o veneno de todos os vegetais, exceto do cogumelo. Todos alimentos devem ser cozidos para eliminar riscos de intoxicação.

16 Não comer sapos, peixes estragados, baiacus e animais mortos. Todo alimento que contem amido deverá ser cozido pois cru é indigestivo Frutas Nenhuma espécie de banana é venenosa; Com exceção do mamão, qualquer fruta leitosa deverá ser refogada; Nozes, castanhas e pinhões (são os alimentos mais nutritivos que a floresta oferece). Algumas castanhas, como os pinhões ficam melhor cozidas. Palmeira (praticamente todas contem palmito (miolo), que pode ser comido cru ou cozido, também produzem coquinhos, que nenhuma espécie é venenosa). Casca de arvores Evitando aquelas de coloração marrom por serem muito amargas, a parte comestível é a casca interna, geralmente esbranquiçada, que deve ser cozida em varias águas e depois consumida ou transformada em farinha. Armadilhas O alimento de origem animal tem a vantagem de fornecer um teor bastante elevado de proteínas, sendo o de maior valor nutritivo por quilo de peso. A melhor hora para caçar é pela manha bem cedo, ou no final da tarde, à noitinha. A armadilha deve ser colocada nas trilhas de animais. A caça noturna costuma dar bons resultados, coloque as armadilhas no final da tarde/inicio da noite e pela manha examine-as para conferir o resultado. Animais que podem ser comidos = aves, lagartos, roedores, tartarugas, macacos, cobras (jogando fora aproximadamente um palmo da região da cabeça e um palmo da região da calda). Cuidados especiais= Todas as cobras exceto as cobras do mar servem para comer. Métodos para preparar alimentos

17 Assar= É mais vagaroso do que fogueira ao ar livre, mas exige menos atenção e protege contra moscas e outras pragas o alimento; Moquear= Armar sobre a fogueira uma grade de madeira verde (bambu), distando mais ou menos 50 cm do fogo; Cozimento indireto sob o fogo= Cozimento em uma escavação debaixo do fogo; alimento envolvido a folhas, cobrir com areia e acima acender o fogo; Cozimento por meio de pedras aquecidas= Aquecer várias pedras dentro de uma fogueira, e deixe-os ficar até desaparecerem as chamas e restarem brasas. Fervura por meio de pedras quentes= Fazer um buraco no chão e forrar com lona coloque dentro água e o alimento, colocar pedras aquecidas ao rubro, até a água ferver, cobrir a vasilha com folhas grandes pelo período de 1 hora, até preparar a comida. Pode-se acender o fogo utilizando: Fogo Fósforos/ Isqueiros/ Pederneira de aço/ Lente de vidro/atrito/taquara de bambu e Correia. Insetos Formigas = podem-se combatê-las com gasolina ou fogo; Mutucas= espremer com as unhas; Sanguessugas= Aplicar uma pitada de sal ou tocá-las com fósforo aceso ou ponta de cigarro; Carrapatos= tirar cuidadosamente, nunca espremer contra a pele; Orientação por bussola Métodos de orientação Quem determina o NORTE é a agulha e não o limbo; O primeiro passo é colocar o NORTE do limbo de maneira que coincida com o NORTE da agulha; A direção a ser seguida será marcada a partir do local do acidente; A bussola da aeronave poderá ser utilizada, retirando-se os magnetos compensadores que vêm acoplados a ela. Orientação por relógio

18 Coloque o numero 12 do mostrador na direção do sol, a bissetriz do ângulo formado entre 12 e o ponteiro de horas indicara o norte a qualquer hora do dia. Orientação pelo sol Estende-se o braço direito para o nascente, à esquerda teremos o Oeste, à frente o Norte, e as costas o Sul. Falso cruzeiro do sul= tem uma estrela bem no centro, completando cinco estrelas no total; O cruzeiro do sul verdadeiro= tem uma estrela bem no centro, completando cinco estrelas no total (uma delas é excêntrica, duas contam-se entre as mais brilhantes nos céus. São as estrelas dos braços sul e leste da cruz, as estrelas dos braços norte e oeste, embora brilhantes são menores. Navegação terrestre diurna Equipe de navegação (compõe-se de quatro homens): HOMEM PONTO= Será aquele lançado a frente para servir de ponto de referencia, portando um facão para abrir a picada; HOMEM BUSSOLA= Será o portador da bussola e deslocar-se a imediatamente a retaguarda do homem ponto, devendo manter a bussola amarrada ao corpo para não perde-la, a bussola deve estar fechada quando não utilizada; HOMEM PASSO= atrás do homem bussola, com a missão de contar os passos percorridos e transformá-los em metros. HOMEM CARTA= conduzira a carta e auxiliara na identificação de pontos de referencia, ao mesmo tempo em que nela lançara outros pontos que merecem ser locados. SOBREVIVÊNCIA NO MAR Cuidados imediatos para sobrevivência no mar: Manter-se afastado da aeronave sinistrada, até que ela afunde, (mas não em excesso); Evitar flutuar em água coberta de combustível; Procure imediatamente os desaparecidos;

19 Salve tudo o que puder dos equipamentos que estiverem flutuando; Verifique se o bote não esta vazando ou se não apresenta zonas esfoladas; Retire a água do mar que estiver dentro do bote; Proteja o bote contra arranhaduras provocadas por sapatos ou objetos pontiagudos e cortantes; Arme um toldo sobre o bote e procure instalar um quebra vento para evitar salpicos de água do mar; Mantenha os náufragos juntos para se aquecerem; Movimente-se com regularidade para manter ativa a circulação; Socorra os que necessitarem de primeiros socorros. Coloque os feridos de comprido dentro do bote; Se houver mais de um bote, ligue-os por meio de amarras, fixando-as a corda salva-vidas que circunda o bote; Ponha para funcionar o radio de emergência e prepare todos os demais meios de sinalização; Proteja bussolas relógios, fósforos e isqueiros contra umidade; Proteja-se contra raios solares por meio de toldo, de vestes, de óculos, de cera protetora de lábios; Avalie a quantidade de água disponível, levando em conta que, em media, um naufrago necessita de Meio litro de água por dia (500ml). Cuidados especiais com o bote salva-vidas: Se houver mais de uma embarcação coletiva, elas deverão ser unidas por uma corda, de no mínimo 8 a 10 metros, para evitar abalroamento entre elas e para que as embarcações não derivem para rumos diferentes, facilitando o resgate pelo SAR. Ocorrendo um esvaziamento do bote, procure corrigir com o auxilio de bomba manual, em dias frios coloque mais ar no bote e em dias quentes retire um pouco o ar, necessário devido à expansão dos gases; Evite objetos cortantes no fundo do bote; Conserve o bote seco e em constante estado de equilíbrio;

20 Não deixe de usar uma biruta de água ligada ao bote, se não tiver, providencie uma por meio de balde de lona, uma camisa ou pedaço de lona. Ela manterá o bote próximo ao local do acidente e facilitara o trabalho do salvamento; tomar cuidado para que a biruta não fique presa a aeronave ou partes dela; Use tampões para vedar infiltrações; Cuidados com a saúde dos náufragos; Poderá ser feita por meio de: Sinalização Espelho (apropriado ou improvisado); Pedidos de socorro nos horários internacionais de silencio de 15 a 18,45 a 48 minutos depois de cada hora cheia. A palavra MAYDAY em 121,5 MHz é emitida em radio telefonia ou por qualquer emissor de voz humana; Artifícios pirotécnicos= sinais de fumaça durante o dia/sinais de luz vermelha durante a noite; Corantes de marcação, usados durante o dia, produz uma mancha sinalizadora que permanece ativa durante 3 horas e pode ser vista a uma distancia de 10NM; Sinais luminosos à noite (por meio de lanternas); Apitos (à noite ou em nevoeiro) atraem a atenção de navios ou pessoas na praia. Água = Se não tiver água não coma. Para reduzir a necessidade de água procure: Reduzir a alimentação/conservar o corpo bem protegido do sol e do reflexo dele na água/mantendo as roupas molhadas ou úmidas com a água do mar (nos dias quentes), apenas se obter um toldo protetor/ Sempre que puder fique quieto e procure cochilar um pouco. Utilização do aparelho destilador atuado pelo sol, se existir a bordo: Leia com atenção as instruções/ Monte sem perda de tempo, amarrando-o firmemente no bote/não tendo o aparelho, nem contando com água da chuva, utilize o dessalgante. Utilização da água da chuva:

21 Deverá ser coletada em vasilhas, no toldo, ou recipiente feito com lona. Sempre que chover beber o tanto de água que o estomago aguentar. Se utilizar o bote para recolher água, use o lado azul do dossel (teto) do bote. Água salgada: Não tomar a água do mar, pois só dara mais sede, até o naufrago perder o autodomínio. Não se deve comer: Alimentos Mariscos e ostras agarrados a cascos de navios ou qualquer objeto metálico (provocam intoxicação), nem mariscos pertencentes a colônias com moluscos mortos ou quase mortos e mal cheirosos; Medusas, águas vivas, caravelas, cobras do mar e holotúrias; Vísceras ou ovos de qualquer peixe desconhecido; Baiacus lisos ou de espinhos. Como pescar em pleno mar: Se no bote não existir um material de pesca, improvise um anzol com alfinetes, clipes, pregos de sapatos e canivetes, devem ser pequenos e a linha de pesca muito leve; Improvise a linha de pescar com cordão de sapatos ou fios de roupa; Improvise um arpão, amarrando uma faca a um remo; Utilize tudo que possa funcionar como uma rede; Empregue um facho de luz a noite fazendo incidir sobre a água, a luz atrairá os peixes, antes de trazê-lo para bordo mate com uma pancada na cabeça. Peixes venenosos: Baiacu de espinho e Baiacu Animais marinhos perigosos: Moréia, Barracuda, Arraia, Medusa, Ouriço e Anêmona, Caracol venenoso, Tubarões. Peixes comestíveis de alto mar:

22 Albacora, Agulha, Cavala, Xaréu, Dourado, Sardinha, Atum, Enchova, Bonito, Voador. Fatores adversos ao sobrevivente Fatores Subjetivos: Pânico, Solidão, Tédio. Fatores Objetivos: Frio, Congelamento, Queimaduras. SOBREVIVÊNCIA NO DESERTO As dificuldades de sobrevivência em áreas desérticas baseiam-se, principalmente, na obtenção de água e na resistência as temperaturas extremamente altas destas regiões. Abrigo Dia = Protegera de calor e raios solares (cavar sobre pedras para se obter sombras); Noite= protegera do frio (utilizar a aeronave). Sinalização Fogueiras em forma de triangulo equilátero (aproximadamente 30 metros uma da outra); sempre mantê-las acessa. Água Necessitara de 4 a 6 litros de água para sobreviver no deserto; Não beber água nas primeiras 24horas após o pouso, exceto feridos e doentes; Se houver menos de ½ litro de água por dia não comer; Cavar ao redor de plantas para procurar água; Alimento Ao encontrar vegetais secos, cavar em busca da raiz, pois provavelmente servira como fonte de alimento; Favos e grãos (se tornam comestíveis se ficarem imersos em água por tempo prolongado); Frutos de cactos são comestíveis;

23 Roedores, coiotes, lagartos e cobras, o mais fácil de capturar é o roedor que durante o dia fica escondido em tocas. Cuidados Roupas frouxas suportam melhor o calor; Usar pano sobre a cabeça para proteger principalmente os olhos; Roupas compridas; Não abandonar o local do acidente. SOBREVIVÊNCIA NO GELO Manter-se com o máximo de roupas possível; As extremidades (Mãos, pés, orelhas, nariz), mucosas e faces devem ser muito protegidas. Ação Imediata Prestação de primeiros socorros e acionamento de rádios e faróis de emergência; Providenciar abrigo imediatamente; Acender um fogo para iluminar e aquecer. Abrigo Não utilizar o interior da aeronave, pois sua temperatura também estará muito reduzida; Manter acessa uma vela ou outra fonte de calor, para manter a temperatura próxima a 0º C; O teto deve ser liso para evitar que a neve derretida fique gotejando TRINCHEIRA = Construída rapidamente, proteção eficiente. CAVERNA DE NEVE= Cômoda, porem de difícil construção. Fogo Únicos combustíveis são provenientes da aeronave (querosene e óleo), ou de origem animal. Água

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