Mensagem do Presidente

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4 Mensagem do Presidente Reunir-se é um começo, permanecer juntos é um progresso, e trabalhar juntos é um sucesso." Henry Ford Antonio Mazurek Presidente do Conselho de Administração do Sicoob Brasília Começamos, há anos, nos reunindo. Trabalhamos juntos. Cada um dando a sua contribuição no esforço coletivo, fomos avançando e progredindo. E justamente por estarmos sempre unidos, a nossa cooperativa venceu vários obstáculos, cresceu com uma estrutura sólida e conquistou seu espaço. Foi acolhendo mais associados. E quanto mais a cooperativa foi crescendo, mais foi se arraigando no coração e no espírito de cada um a certeza de que juntos venceríamos. E realmente vencemos. O sucesso apareceu porque ficamos sempre juntos, comungando dos mesmos ideais. E é nesse diapasão que atravessamos o ano de Um ano marcado por uma conjuntura difícil, em que os países mais desenvolvidos experimentaram verdadeiramente uma estagnação econômica e com altas taxas de desemprego. Evidentemente que esse quadro adverso, numa economia globalizada, afetou o ritmo da economia nacional. Esse ambiente econômico atinge todos os agentes econômicos. O conjunto de todos esses players é atingido inevitavelmente. Em que pese esse ambiente adverso, a nossa cooperativa registra em seu balanço o patrimônio líquido na ordem de R$ 22,5 milhões. As nossas reservas totais atingiram mais de R$ 4 milhões. Temos, na nossa Central, um capital integralizado da ordem de R$ 5,4 milhões. Concedemos aos nossos associados, durante o ano de 2013, operações de crédito em diversas modalidades que somaram mais de R$ 113 milhões. Os depósitos dos nossos associados atingiram, ao final do ano, mais de R$ 39 milhões, o que denota a confiança que o quadro tem na sua instituição. No campo dos recursos humanos, contratamos mais funcionários e fizemos treinamentos permanentemente. Com isso, melhorou a qualidade do atendimento e o desempenho da instituição. Inauguramos o nosso prédio próprio na cidade de São João D Aliança. Planejamos e definimos uma nova unidade de atendimento na cidade Formosa, no Estado de Goiás, que será inaugurada brevemente. Será, sem dúvida, uma agência moderna, funcional e localizada em endereço privilegiado naquela progressista cidade. O fato mais relevante do ano foi, sem dúvida, a transformação da nossa cooperativa do modelo segmentado para o de livre admissão, por autorização do Banco Central. A nossa cooperativa está pronta, organizada, estruturada, com excelente imagem institucional, que continuará crescendo e ajudando os nossos associados nas suas atividades. Com efeito, ganhará o sistema cooperativista. Ganhará a sociedade. E ganhará, também, o nosso país na somatória do esforço coletivo da nação para a construção de um país melhor, mais justo e mais desenvolvido social e economicamente. 4 SICOOB Brasília

5 Órgãos Estatutários Conselho de Administração Conselho Fiscal Diretoria Executiva Relatório de Gestão

6 RELATÓRIO ANUAL 2013 Senhores Associados, Submetemos à apreciação de V.Sas as Demonstrações Contábeis do exercício de 2013 da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Brasília Ltda. SICOOB BRASÍLIA, na forma da Legislação em vigor. Panorama do Cooperativismo de Crédito O Cooperativismo de Crédito reúne mais de 200 milhões de pessoas associadas a instituições financeiras de crédito em 101 países. No Brasil o cooperativismo de crédito encontra-se em continua expansão, atualmente com mais de 6 milhões de associados e 5 mil pontos de atendimento. Na Europa, Estados Unidos e Canadá, as cooperativas de crédito atingem percentuais em torno de 20% de participação no mercado financeiro, enquanto que no Brasil o percentual é próximo de 3%. Dentro do território brasileiro ocupa a 14ª posição. Atualmente, a rede de atendimento das cooperativas representa 18% das agências bancárias. Em alguns estados 40% dos pontos de atendimento pertencem às cooperativas de crédito. Em muitos municípios ficam atrás somente do Banco do Brasil. No país, as cooperativas de crédito ocupam a sexta posição no ranking em volume de ativos. Estamos organizados em sistemas, compostos por cooperativas de 1º grau, denominadas singulares; cooperativas de 2º grau, que são as centrais e de 3º grau, as confederações. Atualmente há cooperativas de crédito singulares, 38 Centrais e quatro Confederações, apoiadas principalmente por cinco sistemas: Sicoob, Sicredi, Unicred, Cecred e Confesol. O Sicoob é o maior dos sistemas, possui 2,5 milhões de associados em 23 estados e no Distrito Federal. A exemplo das demais instituições financeiras, também somos integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN), estamos sujeitos às mesmas normas ditadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e somos fiscalizados pelo Banco Central do Brasil (Bacen), Possuímos praticamente todos os serviços e produtos de um banco, ou seja, conta corrente, cartões de crédito, cheques, caixas eletrônicos, poupança, previdência privada, consórcio e outros produtos e serviços. Porém quem abre uma conta conosco não é apenas cliente, mas sócio. "O cooperativismo de crédito está cada vez mais presente na vida dos brasileiros. A cada ano o Sicoob é mais conhecido e reconhecido pelos serviços que presta à população, pois o cooperativismo de crédito contribui para o desenvolvimento das comunidades e regiões onde está inserido, uma vez que os recursos captados são reaplicados em empréstimos e investimentos na própria região. 6 SICOOB Brasília

7 MENSAGEM DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO E DIRETORIA EXECUTIVA Fatos Relevantes Com o crescimento, ao longo de 18 anos de história de nossa cooperativa, chegou o dia que sentimos necessidade de ampliar nosso segmento de atuação, face a uma nova realidade. No futuro não haverá espaço para cooperativas de crédito com baixa estrutura patrimonial e sem escala vigorosa de negócios e número de associados. Cientes disso, a Diretoria Executiva iniciou em junho de 2011, junto ao Banco Central e com o auxílio da Central Sicoob Planalto Central, tratativas no sentido de transformar nossa cooperativa em Cooperativa de Crédito de Livre Admissão. Em março de 2013, o projeto foi aprovado em Assembleia Geral, e em maio de 2013 fomos agraciados, pelo Banco Central, com a decisão positiva sobre nosso pleito. Desde então pudemos iniciar o processo de admissão de novos associados dos mais diversos segmentos, tanto pessoas físicas quanto jurídicas. No médio e longo prazo essa mudança de paradigma abre enorme perspectiva de crescimento para nossa instituição. Todavia, no curto prazo é preciso, entender que há e haverá por um bom período o descasamento de custos e despesas versus receitas. Sendo que as primeiras acontecem de imediato e as receitas demoram um pouco mais, uma vez que elas dependem do resultado de relacionamento de confiança e conhecimento negocial mais apurado em relação aos novos associados. Neste sentido, em 2013, tivemos que dotar nossos 5 pontos de atendimento de todos os requisitos necessários para enfrentar as novas demandas, como por exemplo, vigilância armada, transporte de numerários, câmeras de vigilância, sistema de atendimento por senha, aumento do quadro de funcionários, seguros patrimoniais, dentre tantas outras medidas impactantes em termos de investimentos e despesas. Salienta-se ainda, que o projeto de Livre Admissão prevê a inauguração de dois novos pontos de atendimento nos próximos dois anos. Não temos dúvidas em afirmar que o futuro da cooperativa será promissor. Os primeiros levantamentos sobre a participação negocial dos novos associados, que entraram a partir da livre admissão, apontam nesta direção. Nossa Cooperativa está sólida, com instalações modernas, oferecendo amplo leque de produtos e serviços e, mais do que nunca, apoiando o produtor rural, haja vista nossa participação desde a primeira edição da Agrobrasília. Neste período, o incremento havido nos financiamentos de máquinas e equipamentos é significativo. Queremos continuar oferecendo o melhor atendimento, com segurança e tranquilidade aos que sempre foram parceiros da cooperativa e contribuíram na construção dessa história. Finalizando, contamos com o apoio de todos os associados no sentido de continuar apoiando e acreditando em sua cooperativa. Relatório de Gestão

8 Nossas Unidades SEDE SIA Sul - Quadra 4C - Loja 36 Brasília/DF Fone: (61) Fundada em: 11 de Março de SÃO JOÃO D'ALIANÇA-GO Rua Minas Gerais - Qd. L - Lote 08 São João D'Aliança - GO Fone: (62) Fundada em: 01 de Junho de SICOOB Brasília

9 PAD/DF Rod. BR Km 07 PAD/DF - Brasília/DF Fone: (61) Fundada em: 15 de Fevereiro de FORMOSA-GO Av. Visconde de Porto Seguro, 377 Formosa - GO Fone: (61) Fundada em: 01 de Julho de PLANALTINA-DF Av. Independência - Qd. 34 Lt Lj Planaltina Brasília/DF Fone: (61) Fundada em: 01 de Março de Relatório de Gestão

10 Relatório da Administração»» Política Operacional Em 2013 o SICOOB BRASÍLIA completou 17 anos mantendo sua vocação de instituição voltada ao fomento do crédito para seu público alvo, os cooperados. A atuação junto aos seus cooperados se dá principalmente através da concessão de empréstimos e captação de depósitos.»» Quadro Social O quadro de associados, em 31 de dezembro de 2013, era composto por (dois mil duzentos e sessenta e oito) cooperados, havendo um acréscimo de 28% em relação ao mesmo período do exercício anterior. Número de Associados Legenda Nº Associados Distribuição do Número de Associados por localidade (em percentuais) 27,69% 24,87% 16,62% 18,69% 12,13% Legenda Associados Sede PAD/DF Formosa São João D Aliança Planaltina 10 SICOOB Brasília

11 »» Avaliação de Resultados No exercício de 2013, o SICOOB BRASÍLIA obteve um resultado de R$ ,74 (quatrocentos e vinte e nove mil oitocentos e setenta e dois reais e setenta e quatro centavos), representando um retorno anual sobre o Patrimônio Líquido de 2%. Distribuição do Resultado 2013 R$ , , , , ,56 Sobras Fates Reserva Estatutária Reserva Legal»» Ativos Os recursos depositados na Centralização Financeira somaram R$ ,72 (vinte milhões duzentos e oitenta e seis mil oitocentos e nove reais e setenta e dois centavos). Por sua vez a carteira de créditos representava R$ ,44 (setenta milhões seiscentos e noventa e um mil setecentos e setenta e três reais e quarenta e quatro centavos). A carteira de crédito encontrava-se assim distribuída: Carteira Rural ,82 50,77% Carteira Comercial ,62 49,23% TOTAL ,44 100,00% Relatório de Gestão

12 Operações de Crédito em Geral (em mil reais) Legenda Operações de Crédito ,94% Distribuição do Número de Associados por localidade (em percentuais) 50,18% 45,35% 18,8% 11,94% 10,69% 10,70% 22,58% 18,47% 16,96% 12,37% 9,97% 9,52% 8,19% 5,34% Legenda Crédito Rural Crédito Comercial BNDES Sede PAD/DF Formosa São João D Aliança Planaltina»» Captação As captações, no total de R$ ,22 (trinta e nove milhões cento e noventa e dois mil seiscentos e setenta e quaro reais e vinte e dois centavos), apresentaram um acréscimo em relação ao mesmo período do exercício anterior de 21,59%. As captações encontravam-se assim distribuídas: Depósitos à Vista ,51 29,94% Depósitos à Prazo ,71 70,06% TOTAL ,22 100,00% 12 SICOOB Brasília

13 Depósitos (em mil reais) Legenda À Vista À Prazo Distribuição dos Depósitos à Vista X Aplicação por localidade 48,94% 45,35% 18,80% 10,69% 10,70% 18,47% 12,37% 16,96% 9,52% 8,19% Legenda À Vista Aplicações Sede PAD/DF Formosa São João D Aliança Planaltina»» Evolução Patrimonial O Patrimônio Líquido do SICOOB Brasília, em dezembro de 2013, era de R$ ,60 (vinte e dois milhões quinhentos e nove mil e setenta e três reais e sessenta centavos), sendo que o capital social representava R$ ,23 (dezoito milhões cento e quarenta e cinco mil cento e um reais e vinte e três centavos). Patrimônio Líquido e Capital Social (em mil reais) Legenda Capital Social Patrimônio Liquido Relatório de Gestão

14 Capital Social (em percentuais) 34,37% 29,70% 14,72% 13,29% 7,92% Legenda Capital Social Sede PAD/DF Formosa São João D Aliança Planaltina»» Política de Crédito A concessão de crédito está pautada em prévia análise do propenso tomador, havendo limites de alçadas pré-estabelecidos a serem observados e cumpridos, cercando ainda a cooperativa de todas as consultas cadastrais internas e externas, além da análise do associado através do RATING (avaliação por pontos), buscando assim garantir ao máximo a liquidez das operações. O SICOOB BRASÍLIA adota a política de classificação de risco de crédito de sua carteira de acordo com as diretrizes estabelecidas na Resolução CMN nº 2.682/99, havendo uma concentração de 91,52% nos níveis de A a C.»» Plano de Negócios No exercício de 2012 a cooperativa elaborou o plano de negócio e estudo de viabilidade econômica com vistas à concessão de autorização para funcionamento ou alteração estatutária para cooperativa de livre admissão, em conformidade com o disposto no artigo 11º da Resolução CMN nº 3.859/2010. O plano de negócio foi elaborado com projeções para os exercícios de 2013, 2014 e Atualmente o desempenho é satisfatório, estando as projeções parcialmente atingidas e com grande chance de que venham a ser cumpridas. O quadro abaixo descreve as projeções: Acompanhamento BACEN Projeções para Livre Admissão Descrição Inicial Projetado Realizado 12/2013 A Realizar até 2015 Associados Patrimônio Líquido , , , ,40 Depósitos Totais , , ,22 Realizado Operações de Crédito , , , ,56 Postos de Atendimento »» Governança Corporativa Governança corporativa é o conjunto de mecanismos e controles, internos e externos, que permitem aos associados definir e assegurar a execução dos objetivos da cooperativa, garantindo a sua continuidade, os princípios cooperativistas ou, ainda, a adoção de boas práticas de gestão. 14 SICOOB Brasília

15 Nesse sentido, a administração da Cooperativa tem na assembleia geral, que é a reunião de todos os associados, o poder maior de decisão. A gestão da Cooperativa está alicerçada em papéis definidos, com clara separação de funções. Cabe ao Conselho de Administração as decisões estratégicas e à Diretoria Executiva, a gestão dos negócios da Cooperativa no seu dia a dia. A Cooperativa possui ainda um Agente de Controles Internos, supervisionado diretamente pelo SICOOB PLANALTO CENTRAL, que, por sua vez, faz as auditorias internas. Os balanços da Cooperativa são auditados por auditor externo, que emite relatórios, levados ao conhecimento dos Conselhos de Administração e Fiscal e da Diretoria. Todos esses processos são acompanhados e fiscalizados pelo Banco Central do Brasil, órgão ao qual cabe a competência de fiscalizar a Cooperativa. Tendo em vista o risco que envolve a intermediação financeira, a Cooperativa adota ferramentas de gestão. Para exemplificar, na concessão de crédito, a Cooperativa adota o Manual de Crédito, aprovado, como muitos outros manuais, pelo Sicoob Confederação e homologado pela Central. Além do Estatuto Social, são adotados regimentos e regulamentos, entre os quais destacamos o Regimento Interno, o Regimento do Conselho de Administração, o Regimento do Conselho Fiscal e o Regulamento Eleitoral. A Cooperativa adota procedimentos para cumprir todas as normas contábeis e fiscais, além de ter uma política de remuneração de seus empregados e estagiários dentro de um plano de cargos e salários que contempla a remuneração adequada, a separação de funções e o gerenciamento do desempenho de seu quadro funcional. Todos esses mecanismos de controle, além de necessários, são fundamentais para levar aos associados e à sociedade em geral a transparência da gestão e de todas as atividades desenvolvidas pela instituição.»» Conselho Fiscal Eleito anualmente na AGO, com mandato até a AGO de 2014, o Conselho Fiscal tem função complementar à do Conselho de Administração. Sua responsabilidade é verificar de forma sistemática os atos da administração da Cooperativa, bem como validar seus balancetes mensais e seu balanço patrimonial anual.»» Código de Ética Todos os integrantes da equipe de funcionários do SICOOB BRASÍLIA aderiram, em 2008, por meio de compromisso firmado, ao Código de Ética e de Conduta Profissional proposto pela Confederação Nacional das Cooperativas do SICOOB SICOOB CONFEDERAÇÃO. A partir de então, todos os novos funcionários, ao ingressar na Cooperativa, assumem o mesmo compromisso.»» Sistema de Ouvidoria A Ouvidoria, constituída em 2007, representou um importante avanço a serviço dos cooperados. Dispõe de diretor responsável pela área e de um Ouvidor. Atende às manifestações recebidas por meio do Sistema de Ouvidoria do SICOOB, composto por sistema tecnológico específico, atendimento via DDG 0800 e sítio na internet integrado com o sistema informatizado de ouvidoria. Tem a atribuição de assegurar o cumprimento das normas relacionadas aos direitos dos usuários de nossos produtos, além de atuar como canal de comunicação com os nossos associados e integrantes das comunidades onde estamos presentes. Relatório de Gestão

16 No ano de 2013, a Ouvidoria do SICOOB BRASÍLIA registrou 06 (seis) manifestações de cooperados sobre a qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela Cooperativa. Nelas, havia reclamações, pedidos de esclarecimento de dúvidas e solicitações de providências relacionadas principalmente a atendimento, conta corrente, cartão de crédito e operações de crédito. Das reclamações e dúvidas constantes nas manifestações, 03 (três) foram consideradas procedentes e resolvidas dentro dos prazos legais, de maneira satisfatória para as partes envolvidas, em perfeito acordo com o previsto na legislação vigente, e 03 (três) foram consideras improcedentes.»» Gerenciamento de Risco e de Capital Risco Operacional O gerenciamento do risco operacional da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Brasília Ltda. SI- COOB BRASÍLIA objetiva garantir a aderência às normas vigentes e minimizar o risco operacional, por meio da adoção de boas práticas de gestão de riscos, na forma instruída na Resolução CMN nº 3.380/06. Conforme preceitua o art. 11 da Resolução CMN nº 3.721/09, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Brasília Ltda. SICOOB BRASÍLIA aderiu à estrutura única de gestão do risco operacional do Sicoob, centralizada na Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob Ltda. - Sicoob Confederação, a qual se encontra evidenciada em relatório disponível no sítio O processo de gerenciamento do risco operacional do Sicoob consiste na avaliação qualitativa dos riscos, objetivando a melhoria contínua dos processos. Está estruturado com base no preenchimento da Lista de Verificação de Conformidades (LVC), baseadas na metodologia Control Self Assessment (CSA), processo por meio do qual, sob a responsabilidade da Diretoria Executiva e a coordenação do Agente de Controles Internos e Risco, são identificadas situações de risco que são avaliadas quanto ao impacto e à probabilidade de ocorrência, de forma padronizada. O uso da lista de verificação de conformidade (LVC) tem por objetivo identificar situações de risco de não conformidade, que após identificadas são cadastradas no sistema de Controles Internos de Riscos Operacionais (SCIR). As informações cadastradas no sistema de Controles Internos e Riscos Operacionais (SCIR) são mantidas em banco de dados fornecidos pelo Sicoob Confederação. A documentação que evidencia a efetividade, a tempestividade e a conformidade das ações para tratamento dos riscos operacionais, bem como as informações referentes às perdas associadas ao risco operacional são registradas e mantidas em cada entidade do Sicoob, sob a supervisão da respectiva entidade auditora (se cooperativa singular, da cooperativa central; se cooperativa central e Bancoob, do Sicoob Confederação). Para situações de risco identificadas são estabelecidos planos de ação, com a aprovação da Diretoria Executiva, que são registrados em sistema próprio para acompanhamento pelo Agente de Controles Internos e Riscos (ACIR). Não obstante a centralização do gerenciamento do risco operacional, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Brasília Ltda. SICOOB BRASÍLIA possui estrutura compatível com a natureza das operações, a complexidade dos produtos e serviços oferecidos e é proporcional à dimensão da exposição ao risco operacional. 16 SICOOB Brasília

17 Risco de Mercado O gerenciamento do risco de mercado da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Brasília Ltda. SI- COOB BRASÍLIA objetiva garantir a aderência às normas vigentes e minimizar o risco de mercado, por meio das boas práticas de gestão de riscos, na forma instruída na Resolução CMN nº 3.464/07. Conforme preceitua o art. 11 da Resolução CMN nº 3.721/09, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Brasília Ltda. SICOOB BRASÍLIA aderiu à estrutura única de gestão do risco de mercado do Sicoob, centralizada no Banco Cooperativo do Brasil S.A. (Bancoob), a qual se encontra evidenciada em relatório disponível no sítio www. sicoob.com.br. No gerenciamento do risco de mercado são adotados procedimentos padronizados de identificação de fatores de risco, de classificação da carteira de negociação (trading) e não negociação (banking), de mensuração do risco de mercado, de estabelecimento de limites de risco, de testes de estresse e de aderência do modelo de mensuração de risco (backtesting). Não obstante a centralização do gerenciamento do risco de mercado e de liquidez, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Brasília Ltda. SICOOB BRASÍLIA possui estrutura compatível com a natureza das operações, a complexidade dos produtos e serviços oferecidos, sendo proporcional à dimensão da exposição ao risco de mercado da Entidade. Risco de Crédito O gerenciamento de risco de crédito da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Brasília Ltda. SICOOB BRASÍLIA objetiva garantir a aderência às normas vigentes, maximizar o uso do capital e minimizar os riscos envolvidos nos negócios de crédito por meio das boas práticas de gestão de riscos. Conforme preceitua o art. 10 da Resolução CMN nº 3.721/09, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Brasília Ltda. SICOOB BRASÍLIA aderiu à estrutura única de gestão do risco de crédito do Sicoob, centralizada no Banco Cooperativo do Brasil S.A. (Bancoob), a qual se encontra evidenciada em relatório disponível no sítio www. sicoob.com.br. Compete aos responsáveis pela estrutura centralizada de riscos a padronização de processos, de metodologias de análises de risco de clientes e de operações, de criação e de manutenção de política única de risco de crédito para o Sicoob, além do monitoramento das carteiras de crédito das cooperativas. Não obstante a centralização do gerenciamento de risco de crédito, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Brasília Ltda. SICOOB BRASÍLIA possui estrutura compatível com a natureza das operações, com a complexidade dos produtos e serviços oferecidos e é proporcional à dimensão da exposição ao risco de crédito da entidade. Gerenciamento de Capital A estrutura de gerenciamento de capital da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Brasília Ltda. SICOOB BRASÍLIA objetiva garantir a aderência às normas vigentes e minimizar o risco de insuficiência de capital para fazer face aos riscos em que a entidade está exposta, por meio das boas práticas de gestão de capital, na forma instruída da Resolução CMN 3.988/2011. Conforme preceitua o artigo 9 da Resolução CMN 3.988/2011, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Brasília Ltda. SICOOB BRASÍLIA aderiu estrutura de gerenciamento de capital centralizada na Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob Ltda. (Sicoob Confederação), a qual se encontra evidenciada em relatório disponível no sítio Relatório de Gestão

18 O gerenciamento de capital centralizado consiste em um processo continuo de monitoramento do capital, e é realizado pelas entidades do Sicoob com objetivo de: I - Avaliar a necessidade de capital para fazer face aos riscos a que as entidades do Sicoob estão sujeitas; II - Planejamento de metas e de necessidades de capital, considerando os objetivos estratégicos das entidades do Sicoob. III - Adotar postura prospectiva, antecipando a necessidade de capital decorrente de possíveis mudanças nas condições de mercado. Adicionalmente, são realizadas também simulações de eventos severos em condições extremas de mercado, com a consequente avaliação de seus impactos no capital das entidades do Sicoob. 18 SICOOB Brasília

19 Balanço Patrimonial em 31/12/2013 (em reais - R$) Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Brasília Ltda. - Sicoob Brasília CNPJ/MF nº / ATIVO 31/12/ /12/2012 CIRCULANTE , ,87 DISPONIBILIDADES , ,44 APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (NOTA 04) , ,67 CDI Pós Fixado Centralização , ,67 RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS (NOTA 05) , ,96 Correspondentes no país ,35 Centralização Financeira Cooperativas , ,61 OPERAÇÕES DE CRÉDITO (NOTA 06) , ,92 Operações de Crédito , ,91 (Rendas a Apropriar) ( ,31) ( ,31) (Provisão Operações de Crédito de Liquidação Duvidosa) ( ,48) ( ,68) OUTROS CRÉDITOS (NOTA 07) , ,11 Rendas a Receber , ,92 Diversos , ,19 OUTROS VALORES E BENS (NOTA 08) , ,77 Despesas Antecipadas , ,77 NÃO CIRCULANTE , ,55 REALIZÁVEL A LONGO PRAZO , ,26 OPERAÇÕES DE CRÉDITO (NOTA 06) , ,26 Operações de Crédito , ,78 (Rendas a Apropriar) ( ,63) ( ,35) (Provisão Operações de Crédito de Liquidação Duvidosa) ( ,61) ( ,17) PERMANENTE (NOTA 09) , ,29 INVESTIMENTOS (NOTA 09a) , ,06 Outros Investimentos , ,06 IMOBILIZADO DE USO (NOTA 09b) , ,88 Imóveis de Uso , ,24 Outras Imobilizações de Uso , ,36 (Depreciação acumulada) ( ,54) ( ,72) DIFERIDO (NOTA 09c) , ,91 Benfeitorias , ,90 (Amortização acumulada) ( ,28) ( ,99) INTANGÍVEL (NOTA 09d) , ,44 Outros Ativos Intangíveis , ,59 (Amortização acumulada) ( ,61) ( ,15) TOTAL DO ATIVO , ,42 As notas explicativas da administração são parte integrante das Demonstrações Contábeis. Relatório de Gestão

20 PASSIVO 31/12/ /12/2012 CIRCULANTE , ,92 DEPÓSITOS (NOTA 10) , ,51 Depósitos à Vista , ,59 Depósitos à Prazo , ,92 RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS (NOTA 11) , ,01 Obrigações por Repasses interfinanceiros , ,01 Recursos do Crédito Rural , ,13 (-) Despesas a apropriar Recursos de Crédito Rural ( ,05) ( ,12) OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMO (NOTA 11) , ,29 Empréstimos País - Outras Instituições , ,24 (-) Despesas a apropriar (37.487,34) ( ,95) OUTRAS OBRIGAÇÕES , ,11 Cobrança e Arrecadação de Tributos 6.269, ,96 Sociais e Estatutárias (NOTA 12) , ,90 Fiscais e Previdenciárias (NOTA 13) , ,50 Diversas (NOTA 13) , ,75 NÃO CIRCULANTE , ,65 EXIGÍVEL A LONGO PRAZO , ,62 DEPÓSITOS (NOTA 10) , ,26 Depósitos a Prazo , ,26 RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS (NOTA 11) , ,36 Recursos do Crédito Rural ,69 - (-) Despesas a apropriar Recursos de Crédito Rural ( ,71) - OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMO (NOTA 11) ,36 Empréstimos no País ,20 (-) Despesa a apropriar - (24.050,84) OUTRAS OBRIGAÇÕES (NOTA 13) , ,03 Provisão para riscos tributários , ,03 PATRIMÔNIO LÍQUIDO , ,85 CAPITAL SOCIAL (NOTA 16) , ,75 De Domiciliados no País (NOTA 16a) , ,92 (Capital a Realizar) (NOTA 16a) ( ,20) (80.194,17) RESERVAS DE SOBRAS (NOTA 16b e c) , ,19 SOBRAS OU PERDAS ACUMULADAS (NOTA 16d) , ,91 TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO , ,42 As notas explicativas da administração são parte integrante das Demonstrações Contábeis. 20 SICOOB Brasília

21 Demonstração de Sobras ou Perdas (em reais - R$) Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Brasília Ltda. - Sicoob Brasília CNPJ/MF nº / Descrição das Contas 2º SEM/ /12/ /12/2012 INGRESSOS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA , , ,89 Operações de Crédito , , ,61 Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários , , ,28 DISPÊNDIOS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ( ,47) ( ,20) ( ,11) Operações de Captação no Mercado ( ,70) ( ,83) ( ,52) Operações de Empréstimos, Cessões e Repasses ( ,32) ( ,62) ( ,71) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ( ,45) ( ,75) ( ,88) RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA , , ,78 OUTROS INGRESSOS E RECEITAS/DISPÊNDIOS E DESPESAS OPERACIONAIS ,54 ( ,10) ( ,61) Ingressos e Receitas de Prestação de Serviços , , ,84 Receitas de Prestação de Serviços de Atos Não Cooperativos , , ,74 Rendas de Tarifas Bancárias , , ,63 Resultado de Participações em Coligadas e Controladas , ,64 Dispêndios e Despesas de Pessoal ( ,45) ( ,02) ( ,99) Outros Dispêndios e Despesas Administrativas ( ,51) ( ,75) ( ,25) Dispêndios e Despesas Tributárias (31.731,40) (73.621,35) (39.093,50) Outros Ingressos e Receitas Operacionais , , ,10 Outros Dispêndios e Despesas Operacionais (88.723,35) ( ,82) ( ,82) RESULTADO OPERACIONAL ( ,13) , ,17 RESULTADO NÃO OPERACIONAL (41.835,52) (61.154,63) ( ,91) RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO ( ,65) , ,26 IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (11.708,65) (31.233,09) (9.746,51) RESULTADO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES ( ,30) , ,75 FATES - Ato não Cooperativo (66.013,60) (22.017,94) FATES - Ato Cooperativo (18.192,96) (65.198,69) Reserva Legal ( ,70) ( ,14) Reserva Estatutária (36.385,91) ( ,07) RESULTADO ANTES PROVISÃO JUROS AO CAPITAL ( ,30) , ,91 JUROS AO CAPITAL ,65 As notas explicativas da administração são parte integrante das Demonstrações Contábeis. Relatório de Gestão

22 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (em reais - R$) Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Brasília Ltda. - Sicoob Brasília CNPJ/MF nº / Capital Subscrito Capital a Realizar Reserva Legal Reserva Estatutária Sobras ou Perdas Acumuladas Total Saldos em 01/01/ ,75 (61.402,49) , , , ,70 Destinação de Sobras Exercício Anterior Ao Capital , ( ,46) - Por Subscrição/Realização ,90 (18.791,68) ,22 Por Devolução ( - ) ( ,44) ( ,44) Subscrição do Juros ao Capital , ,65 IRRF sobre Juros ao Capital ( ,40) ( ,40) Sobras ou Perdas Líquidas , ,75 FATES - Atos Não Cooperativos (22.071,94) (22.071,94) Destinação das Sobras ou Perdas: Fundos de Reservas , ,07 ( ,21) - F A T E S (65.198,69) (65.198,69) Saldos em 31/12/ ,92 (80.194,17) , , , ,85 Mutações do Período ,17 (18.791,68) , , , ,15 Saldos em 01/01/ ,92 (80.194,17) , , , ,85 Destinação de Sobras Exercício Anterior Ao Capital , ( ,91) - Por Subscrição/Realização ,71 (20.376,03) ,68 Por Devolução ( - ) ( ,11) ( ,11) Sobras ou Perdas Líquidas , ,74 FATES - Atos Não Cooperativos (66.013,60) (66.013,60) Destinação das Sobras ou Perdas: Fundos de Reservas , ,91 ( ,61) - F A T E S - (18.192,96) (18.192,96) Saldos em 31/12/ ,43 ( ,20) , , , ,60 Mutações do Período ,51 (20.376,03) , ,91 ( ,34) ,75 As notas explicativas da administração são parte integrante das Demonstrações Contábeis. 22 SICOOB Brasília

23 Demonstração dos Fluxos de Caixa (em reais - R$) Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Brasília Ltda. - Sicoob Brasília CNPJ/MF nº / º SEMESTRE/ /12/ /12/2012 ATIVIDADES OPERACIONAIS , , ,85 Sobras/Perdas do Exercício ( ,30) , ,26 Provisão para Operações de Crédito , , ,69 Depreciações e amortizações , , ,41 VARIAÇÃO DE ATIVOS E PASSIVOS OPERACIONAIS Aplicações Interfinanceiras de Liquidez , , ,26 Relações Interdependências (passivo) , , ,53 Operações de Crédito ( ,32) ( ,50) ( ,92) Outros Créditos , ,25 ( ,98) Outros Valores e Bens (5.784,37) (5.213,60) (15.404,77) Depósitos , , ,79 Obrigações por Empréstimos e Repasses ( ,95) ( ,84) ,46 Outras Obrigações , ,83 ( ,06) ATIVIDADES OPERACIONAIS Caixa Líquido Proveniente/ (Aplicado) ( ,31) , ,31 Alienação de Investimento ( ,41) ( ,71) ( ,57) Inversões em Imobilizado de Uso ( ,49) ( ,80) (88.391,72) Aplicação no Intangível (356,00) (1.036,00) - Baixa de Imobilizado por desuso 6.435, ,98 - ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS Caixa Líquido Proveniente/ (Aplicado) ( ,38) ( ,53) ( ,29) Aumento por novos aportes de Capital , , ,90 Devolução de Capital à cooperados ( ,05) ( ,11) ( ,44) Movimentação Capital a realizar (14.318,72) (20.376,03) (18.791,68) FATES - Atos Não Cooperativos (66.013,60) (66.013,60) (22.017,94) FATES - Sobras Exercício (18.192,96) (18.192,96) (65.198,69) Subscrição do Juros ao Capital ,65 IRRF sobre Juros ao Capital - - ( ,40) ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS Caixa Líquido Proveniente/ (Aplicado) AUMENTO / DIMINUIÇÃO LÍQUIDA DE CAIXA E EQUIVALENTE DE CAIXA , , , , , ,27 No início do período , , ,13 No fim do período , , ,40 VARIAÇÃO LÍQUIDA DE CAIXA 7.231, , ,3 As notas explicativas da administração são parte integrante das Demonstrações Contábeis. Relatório de Gestão

24 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E DE 2012 NOTA 01 - CONTEXTO OPERACIONAL A Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Ltda. - SICOOB BRASÍLIA é uma cooperativa de crédito singular, instituição financeira não bancária, fundada em 11/03/1996, filiada à Central das Cooperativas de Economia e Crédito do Planalto Central Ltda. SICOOB PLANALTO CENTRAL e componente da Confederação Nacional das Cooperativas do SICOOB SICOOB CONFEDERAÇÃO, em conjunto com outras cooperativas singulares e centrais. Tem sua constituição e o funcionamento regulamentados pela Lei nº 4.595/1964, que dispõe sobre a Política e as Instituições Monetárias, Bancárias e Creditícias, pela Lei nº 5.764/1971, que define a Política Nacional do Cooperativismo, pela Lei Complementar nº 130/2009, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo e pela Resolução CMN nº 3.859/2010, do Conselho Monetário Nacional, que dispõe sobre a constituição e funcionamento de cooperativas de crédito. Tem como atividade preponderante a operação na área creditícia, tendo como finalidade: i) Proporcionar, através da mutualidade, assistência financeira aos associados; ii) A formação educacional de seus associados, no sentido de fomentar o cooperativismo, através da ajuda mútua da economia sistemática e do uso adequado do crédito; e iii) Praticar, nos termos dos normativos vigentes, as seguintes operações dentre outras: captação de recursos, concessão de créditos, prestação de garantias, prestação de serviços, formalização de convênios com outras instituições financeiras e aplicação de recursos no mercado financeiro, inclusive depósitos a prazo com ou sem emissão de certificado, visando preservar o poder de compra da moeda e remunerar os recursos. O SICOOB BRASILIA possui 5 (cinco) Postos de Atendimento (PA) nas seguintes localidades: SIA - DF, PAD-DF, FORMOSA - GO, SÃO JOÃO D ALIANÇA - GO E PLANALTINA - DF. NOTA 02 - APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis são de responsabilidades da Administração da Cooperativa e estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, consideradas as alterações exigidas pelas Leis nº /2007 e nº /2009, adaptadas às peculiaridades da legislação cooperativista e às normas e instruções do Banco Central do Brasil BACEN, especificamente aquelas aplicadas às entidades cooperativas, as disposições das Leis nº 4.595/1964 e nº 5.764/1971, com alterações da Lei Complementar 130/2009 bem como apresentadas conforme o Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional COSIF. Consideram ainda, no que for julgado pertinente e relevante, os pronunciamentos, orientações e as interpretações técnicas emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis CPC. Desta forma, as demonstrações contábeis foram revisadas e aprovadas pelo Conselho de Administração, em sua reunião datada de 24/02/2014. Em aderência ao processo de convergência às normas internacionais de Contabilidade, algumas Normas e suas Interpretações foram emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), as quais serão aplicadas às instituições financeiras quando aprovadas pelo Banco Central do Brasil. Nesse sentido, os Pronunciamentos contábeis já aprovados pelo Banco Central do Brasil são: CPC Conceitual Básico (R1) - Resolução CMN nº4.144/2012; CPC 01(R1) - Redução ao Valor Recuperável de Ativos - Resolução CMN nº 3.566/2008; CPC 03 (R2) - Demonstrações do Fluxo de Caixa - Resolução CMN nº 3.604/2008; CPC 05 (R1) - Divulgação sobre Partes Relacionadas - Resolução CMN nº 3.750/2009; CPC 10 (R1) - Pagamento Baseado em Ações - Resolução CMN nº 3.989/11; CPC 23 Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro. Resolução CMN nº 4.007/11; CPC 24 - Evento Subsequente - Resolução CMN nº 3.973/2011; e CPC 25 Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes Resolução CMN nº 3.823/2009. Os demais pronunciamentos serão aplicáveis a partir de sua aprovação pelo órgão regulador. 24 SICOOB Brasília

25 A autorização para a conclusão e emissão destas demonstrações contábeis foi dada pela Diretoria em 24 de fevereiro de NOTA 03 - RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS a) Apuração do resultado Os ingressos e dispêndios são registrados de acordo com o regime de competência. As operações de crédito com taxas pré-fixadas são registradas pelo valor de resgate, e os ingressos e dispêndios correspondentes ao período futuro são apresentados em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. Os ingressos e dispêndios de natureza financeira são contabilizados pelo critério pro-rata temporis e calculados com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados, que são calculadas com base no método linear. As operações de crédito com taxas pós-fixadas são atualizadas até a data do balanço. As receitas e despesas são reconhecidas na demonstração de sobras em conformidade com o regime de competência. As receitas com prestação de serviços são reconhecidas na demonstração de sobras ou perdas quando da prestação de serviços a terceiros, substancialmente serviços bancários. Os dispêndios e as despesas e os ingressos e receitas operacionais, são proporcionalizados de acordo com os montantes do ingresso bruto de ato cooperativo e da receita bruta de ato não cooperativo, quando não identificados com cada atividade. De acordo com a Lei 5.764/1971, o resultado é segregado e apresentado em atos cooperativos, aqueles praticados entre as cooperativas e seus associados ou pelas cooperativas entre si, para a consecução de seus objetivos estatutários, e atos não cooperativos, aqueles que importam em operações com terceiros não associados. As cooperativas estão sujeitas à tributação pelo imposto de renda IR e contribuição social CSLL quando auferirem resultados positivos em atos não cooperativos. Nesses casos, a provisão é constituída com base nas alíquotas vigentes, considerando as adições e exclusões e a compensação de prejuízos fiscais e de base negativa de CSLL limitados a 30% do lucro tributável. b) Estimativas contábeis Na elaboração das demonstrações contábeis faz-se necessário utilizar estimativas para contabilizar certos ativos, passivos e outras transações. As demonstrações contábeis da Cooperativa incluem, portanto, estimativas referentes à provisão para créditos de liquidação duvidosa, à seleção das vidas úteis dos bens do ativo imobilizado, provisões necessárias para passivos contingentes, entre outros. Os resultados reais podem apresentar variação em relação às estimativas utilizadas. A Cooperativa revisa as estimativas e premissas, no mínimo, semestralmente. c) Caixa e equivalente de caixa Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3.604/2008, incluem as rubricas caixa, depósitos bancários e as relações interfinanceiras de curto prazo e de alta liquidez, com risco insignificante de mudança de valores e limites, com prazo de vencimento igual ou inferior a 90 dias. O caixa e equivalente de caixa compreendem: Descrição 31/12/ /12/2012 Caixa e depósitos bancários , ,44 Relações interfinanceiras centralização financeira , ,96 Total , ,40 Relatório de Gestão

26 d) Operações de crédito As operações de crédito com encargos financeiros pré-fixados são registradas a valor futuro, retificadas por conta de rendas a apropriar e as operações de crédito pós-fixadas são registradas a valor presente, calculadas pro rata temporis, com base na variação dos respectivos indexadores pactuados. e) Provisão para operações de Crédito Constituída em montante julgado suficiente pela Administração para cobrir eventuais perdas na realização dos valores a receber, levando-se em consideração a análise das operações em aberto, as garantias existentes, a experiência passada, a capacidade de pagamento e liquidez do tomador do crédito e os riscos específicos apresentados em cada operação, além da conjuntura econômica. A Resolução CMN nº 2.682/1999 introduziu os critérios para classificação das operações de crédito definindo regras para constituição da provisão para operações de crédito, as quais estabelecem nove níveis de risco, de AA (risco mínimo) a H (risco máximo). f) Depósitos em garantia Existem situações em que a cooperativa questiona a legitimidade de determinados passivos ou ações movidas contra si. Por conta desses questionamentos, por ordem judicial ou por estratégia da própria administração, os valores em questão podem ser depositados em juízo, sem que haja a caracterização da liquidação do passivo. g) Investimentos Representados substancialmente por quotas do SICOOB PLANALTO CENTRAL e ações do BANCOOB, avaliadas pelo método de custo de aquisição. h) Imobilizado Equipamentos de processamento de dados, móveis, utensílios e outros equipamentos, instalações, veículos, benfeitorias em imóveis de terceiros e softwares, são demonstrados pelo custo de aquisição, deduzido da depreciação acumulada. A depreciação é calculada pelo método linear para baixar o custo de cada ativo a seus valores residuais de acordo com as taxas divulgadas em nota específica abaixo, que levam em consideração a vida útil econômica dos bens. i) Diferido O ativo diferido foi constituído pelas benfeitorias realizadas nas propriedades de terceiros e classificados nessa conta conforme determinação do COSIF. Esses gastos estão sendo amortizados pelo método linear no período de 06 anos. Conforme determinado pela Resolução CMN nº 3.617/2008, devem ser registrados no ativo diferido, exclusivamente, os gastos que contribuirão para o aumento do resultado de mais de um exercício social. Os saldos existentes em setembro de 2008 são mantidos até a sua efetiva realização. j) Intangível Correspondem aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da Cooperativa ou exercidos com essa finalidade. Os ativos intangíveis com vida útil definida são geralmente amortizados de forma linear no decorrer de um período estimado de benefício econômico. Os ativos intangíveis compreendem softwares adquiridos de terceiros e são amortizados ao longo de sua vida útil estimada. 26 SICOOB Brasília

27 k) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis sobre as quais não cabem mais recursos contrários, caracterizando o ganho como praticamente certo. Os ativos contingentes com probabilidade de êxito provável, quando aplicável, são apenas divulgados em notas explicativas às demonstrações contábeis. l) Obrigações por empréstimos e repasses As obrigações por empréstimos e repasses são reconhecidas inicialmente no recebimento dos recursos, líquidos dos custos de transação. Em seguida, os empréstimos tomados são apresentados pelo custo amortizado, isto é, acrescidos de encargos e juros proporcionais ao período incorrido ( pro rata temporis ). m) Demais ativos e passivos São registrados pelo regime de competência, apresentados ao valor de custo ou de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos, até a data do balanço. Os demais passivos são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e das variações monetárias incorridos. n) Provisões São reconhecidas quando a cooperativa tem uma obrigação presente legal ou implícita como resultado de eventos passados, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para saldar uma obrigação legal. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. o) Passivos contingentes São reconhecidos contabilmente quando, com base na opinião de assessores jurídicos, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, gerando uma provável saída no futuro de recursos para liquidação das ações, e quando os montantes envolvidos forem mensurados com suficiente segurança. As ações com chance de perda possível são apenas divulgadas em nota explicativa às demonstrações contábeis e as ações com chance remota de perda não são divulgadas. p) Obrigações legais São aquelas que decorrem de um contrato por meio de termos explícitos ou implícitos, de uma lei ou outro instrumento fundamentado em lei, aos quais a Cooperativa tem por diretriz. q) Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro são calculados sobre o resultado apurado em operações consideradas como atos não cooperativos. O resultado apurado em operações realizadas com cooperados é isento de tributação. r) Segregação em circulante e não circulante Os valores realizáveis e exigíveis com prazos inferiores a 360 dias estão classificados no circulante, e os prazos superiores, no longo prazo (não circulante). s) Valor recuperável de ativos impairment A redução do valor recuperável dos ativos não financeiros (impairment) é reconhecida como perda, quando o valor de contabilização de um ativo, exceto outros valores e bens, for maior do que o seu valor recuperável ou de realização. As perdas por impairment, quando aplicável, são registradas no resultado do período em que foram identificadas. Em 31 de dezembro de 2013 não existem indícios da necessidade de redução do valor recuperável dos ativos não financeiros. Relatório de Gestão

28 t) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para a sua emissão. São compostos por: Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para as demonstrações contábeis encerradas em 31 de Dezembro de NOTA 04 - APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ Em 31 de Dezembro de 2013 e de 2012, as aplicações em Títulos e Valores Mobiliários do SICOOB BRASÍLIA estavam assim compostas: Descrição 31/12/ /12/2012 Aplicações em Depósitos Interfinanceiros (CDI) , ,67 Total , ,67 Tal recurso tem por objetivo garantir operações firmadas junto ao Bancoob referente aos recursos repassados para o Crédito Rural. NOTA 05 RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS Referem-se à centralização financeira das disponibilidades líquidas da Cooperativa, depositadas junto ao SICOOB PLANALTO CENTRAL, conforme determinado no art. 37, da Resolução CMN nº 3.859/2010. NOTA 06 OPERAÇÕES DE CRÉDITO E PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LI- QUIDAÇÃO DUVIDOSA A carteira de créditos está assim composta e classificada: a) Composição da carteira de créditos por tipo de operação, e classificação por nível de risco de acordo com a Resolução CMN nº de 21/12/1999: 28 SICOOB Brasília

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