In s t i tut o de C i ên cias Sociais D epart am ento de An t ro pol o gi a. Do underground ao mainstream: uma etnografia do Heavy Metal em Brasília

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1 1 U n iversidad e de Brasília In s t i tut o de C i ên cias Sociais D epart am ento de An t ro pol o gi a Do underground ao mainstream: uma etnografia do Heavy Metal em Brasília Marcos Vinicius De Olivei ra Jú nior 0 7/ Brasília

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3 3 Do underground ao mainstream: uma etnografia do Heavy Metal em Brasília Marcos Vinicius De Olivei ra Jú nior 0 7/ M onografi a ap r es ent ad a co mo p r é - r eq uisito para a conclusão do curso d e Bach arel ad o em Ciên cias S o ci ais co m habilitação em A n tropol o gi a, p ela U ni v ersidade d e Bras ília, sob o ri ent ação d a P ro f a. Dra. Julian a Braz Di as. Brasília

4 4 R ESUMO E sta di ssert ação busca en t en der o mundo art ístico do H eav y M etal em s u as es p eci fi ci d ades, s eus d i ferent es cenários e sua r elação co m o m ercad o musical. A t r av és de u m a etnografi a d o gênero m usical H eav y M etal n a ci d ad e de Brasília, almej a -s e d es crev er e an al isar a lógi c a d e m ercad o q u e orienta o s produt o res des s e gênero m usical. A s i n fo rm açõ es apresent adas refletem a importânci a d o estudo d a m anifestação art ística e m ques t ão p ara a construção d e conheciment o acerca d o atual m ercado cultural, no Bras il e no m undo. Palavras - ch ave: Heavy Metal, H eadbanger s, Grupos U rb anos, Mercado Musical, Un d er ground, M ainstream.

5 5 A BSTRACT This di ssert at ion seeks to i nves tigate the art w o rld of Heav y M etal i n its s p eci fi ci ties, its di f f erent s cen ari os and i ts r el ationship w ith t h e m usic m ark et. Through an ethnograph i c approach t o t h e H eav y M etal m usical genre at the ci t y o f Brasília, t his w ork aims at d es cribing and anal yz ing t h e m ark et l o gi c that gui d es the producers o f t his musical genre. The i n fo rm at ion s howed h ere r efl ect s the import ance o f the stud y o f this p h en om enon to the construction o f k nowledge about current p r ocess es o f commodi tiz ation of culture, in Brazil and abro ad. Key w o rd s: H ea vy Metal, H ea dbangers, U rb an Groups, Mu sic M a rk et, U nderground, M ainstream.

6 6 S U MÁ R IO I ntroduçã o O mundo artísti co d o gênero mu sica l H ea v y Metal 7 C ap ítulo I O H ea v y Metal n as produções an t rop ol ógi cas 14 C ap ítulo II Uma etn ografia do H eavy Metal em B ra sília O cenári o underground Ma rreco s Fest Porão do Rock Grandes atrações i ntern a ci onais 48 C ap ítulo III O undergrou nd, o m ainstream e o mercad o H eavy Meta l n o B rasil Di a d o H eavy Metal b ra sileiro O H eavy Meta l e a crise do mercado fonográfico 66 C on clusão 73 Bibliografia 75

7 7 I NT RO D U ÇÃO O mundo artí s ti co do gên ero musical Hea vy Metal E sta di ssert ação aborda o m undo artístico do gênero musical H eav y M etal. P r o cu r a -s e enten der, m ai s especifi cam ent e, a sua r elação co m o m ercad o musical, atrav és da análise de seus di f eren t es cen ári os: o m a instream e o u nderground. O cenári o d en ominado ma instream caracteriza-se p or s er um es p aço d e p r odução m usical inserido n a lógi ca capitalista e di sseminad o p el a m ídi a d e m assa. O chamado cenári o u n derground, por s u a v ez, caract eriz a -s e p o r s er u m espaço de convivência e p ro dução m usical margi n al e s upostamente alheio à l ó gi ca capitalista, r epro duz indo -s e q uase que ex cl usivam ent e através d e m eios m idi ático s especi al izados. P r et en d e -s e, através d e um a et nografi a do gênero m usical H eav y M etal n a cidad e d e Brasília, en tender a i nt erfa ce entre es tes dois cen ári os e, s obret udo, co mpreen d er a lógi ca d e m ercad o q u e o ri en t a os pro dutores desse gên ero musical. O H eav y M etal é um gênero musical cl arament e d istinguí vel em r elação a o ut ro s estilos m usicai s em v ários d e s eu s aspectos. P ossui características estab elecidas e consolidad as ao l ongo de s u a hi stória no âmbito da f o rm a musical, ou s ej a, n o m o do d e s e p r oduzir música d esse gênero s ej a n o di s cu rs o el ab o rado p o r m ei o d as letras ou n as i núm eras p ossibilidad es d e i nstrum en t ação, arranj o, h armoni a, ri tmo, m el odia o u cont r ap onto. Ainda, o H eav y M etal p o ssui caracterí sticas es p ecífi cas q u an do i dentificado a u m grupo, q u e n a vi v ên cia e ex p eriên cia d a música o r ganiz ou um a sociabi lidade dotad a de v alores, estética, es p aços, condut as e r egras próprios. T al especi fi ci d ad e é r eco nheci d a p elos m úsico s, produtores e consumidores d o es tilo, que por sua v ez f o rm am um a rede soci al global i mensuráv el, as soci ada a um mercado q ue cert am ent e m ovimen ta v ários b ilhões d e d ól ares p o r an o. Este f at o p o de s er f acilmente v eri fi cável p el a o bservação d a q uantidade d e w eb sites, b an d as, es co las d es tinadas à f o rm ação m usical es p eci aliz ada no estilo, r ev istas, r ádi os e canais d e T V, assim com o v ários o ut ro s v eí cu los d e comuni cação, como as f amosas zines, p opul ares n o m ei o under ground e m uitas v ez es f eitas p el os p r ópri os f ãs s em f ins l u crativos. S omam -s e ainda l oj as, s hows, f es tivais, C Ds, D V Ds e pro d utos p ersonalizados d os m ai s variáv eis d es d e

8 8 chavei ro s, camisetas e o ut r os tipos de v estuário até boneco s, instrum en tos m usicais e coi s as ainda m ai s inusitadas com o camisinhas, b ri nqued os s ex u ai s e ro upas í nt imas des tinados ao público ap r eci ador d o estilo. É i mportant e n ot ar q u e as especificidades do H eavy M etal n ão s ão s ó r eco nheci d as p el os m em bros d o gru p o em questão, mas t am bém pelos q u e s e s ituam fo r a d ele. O H eav y M etal é ainda h oj e, p o r ém em m enor p r oporção do que na décad a de 1980, um estilo mui to bem i n co r porad o nas m ídi as de m assa e na noção m ai nstream d e m ercad o. P ara ilustrar a p resença do H eav y M etal n as mídi as d e m as sa p o demos ex emplificar a presen ça d e v ári as p ers onal idad es ilustres d es t e estilo como as b an d as Kiss e Qu een e os cant ores Al ice Cooper e Bret M i ch ael s, que s e ap r esent aram n as finais d as d u as últimas t em porad as em 2009 e do A merican I d ol 1, um dos p rogramas d e m ai or audi ência d os Estad os U nidos e do m undo. S egui ndo a m esma t en d ên ci a d as t emporadas passad as, em o A m erica n Id ol, al ém d e t er i n co rp o r ad o na s ua cadeira d e jurados o í cone Stev en T yl er, d a b anda A erosmith, contou com um p articipante q u e s e declara u m v erd ad eiro r epres ent an t e d o univers o do H eav y M etal. J am es D u rbi n ch egou à quart a colocação do progr ama, toco u v ári as canções d o gênero, i n cluindo um a i ntitul ada Heav y M et al, d e S amm y H agar. J am es t am b ém t eve a o p ortunidade d e tocar na et apa fi n al d o p ro grama junt o a um a d as b an d as p ionei r as do H eav y M etal t r ad i cional, o J udas P r iest. Um a d as m arcas d a t em porada p as sada do r eferi do p r o grama foi a cam panha encab eçada por J ames co m o l ema g ive M et al a chance, q ue pode s er t r azido em p o rt u guês com o: dêem um a ch ance ao Metal. O s art istas de H eavy M etal também estiveram pres ent es na m oda dos r eality shows. Al guns deles o btiveram b astan t e suces so e au di ênci a, com o o T h e Os bournes 2 ( com a f amília d e Ozz y O s bourn e), G ene Si mmons F a mily Jew el s 3 ( com a f amília d e G en e S immons ), R o ck of L o ve 4 (com Bret M i ch ael s) e S u pergroup 5 ( com T ed Nu gent, S eb astian Bach, S cott Ian, J ason Bonhan e Evan Seinfel d ), en t re vári os out r os. N o Brasil, o H eav y M etal t am b ém estev e p r esent e em v eí cu los 1 Informações obtidas através da transmissão brasileira pela Sony Entertainment Television e através do website 2 Informações obtidas através da transmissão pela MTV Brasil. 3 Informações obtidas através da transmissão brasileira pelo canal A&E. 4 Informações obtidas através da transmissão pela VH1 Brasil. 5 Informações obtidas através da transmissão pela VH1 Brasil.

9 9 i mportant es d o ma instrea m, p ri n cipalment e n a p ri m ei r a m et ade da d écad a d os anos O p ro grama Tot al Ma ssacr ation, u m a s átira aos estereótipos do H eav y M etal f eita p elos hum oristas do programa H erm es e R enato, o cu pou o h o r ário nobre da M T V Brasil e o bt ev e al tos índi ces d e audi ência enquant o est eve no ar. N a m esma época, houve um cres ci ment o s i gni fi cativo d a cena do Heavy M etal n acional. A b anda An gra foi p r em i ad a co m d ois d isco s d e ouro consecut ivos no Brasil, v endendo cerca d e u m milhão e meio de cópi as d o di s co R eb irth 6, d e 2001, e oi tocen t as m il cópi as d o disco T empl e O f S hadows, d e 2 004, além d e obter grande s u ces so n as cent en as d e s hows d e s u as turnês, q u as e s empre lotad os, assim como n a v en d as d e outros artigos, co mo o D VD R ebirth Wo r ld T our: Live i n S ão P a ul o. A b an d a Shaman também n ão f i cou p ara t r ás, t endo v endas signi fi cat ivas d e s eu d isco R itual, d e , eleito o m el hor d isco do ano pela Fol h a de S ão P aulo e R ea son, d e A l ém d e cent en as d e shows pelo m undo e d o D V D m uito b em s u ced ido R itual i ve, d e 2 003, o Shaman t ev e u ma d e suas músicas incorp o rada como p art e d a t rilha s onora d a novel a d a R ede Gl obo O Beijo do V ampiro, f eito inéd it o e até então inimaginável para o Heav y M etal naci onal. V ários dados confirmam que o H eavy M etal tem espaço significativo n o m ercad o m ainstrea m, as sim como t ambém mostram que s u a especi fi ci d ad e é am pl am ent e r econhecida. N ão é di fí cil enco nt r ar s es sões s eparadas p ara o Heav y M etal em l oj as q ue vendem CDs e DVDs m usicai s. O H eavy M etal, apesar d e s er um a v erten t e d o ro ck, t em suas f ro nt ei ras b em d em arcad as e r econheci d as p o r vários m ecani smos d e legitimação da p r ópri a i ndústria cu ltural. O G rammy A wards e v árias outras p r em iações cont êm c at egori as especí fi cas para o H eav y M etal, e a r evi sta Billboard d isponi biliz a listas d os m a is v endidos n o estilo, com critérios bem d elimitad os. A l guns d ad os sobre v enda e arrecadação d e di nheiro t am bém m ostram a i nserção d o H eavy M etal n o mercad o m usical até h oj e. D ados d a B illboard 7 comprovam que b andas clássicas d e H eav y M etal s em pre estão en tre as 25 turnês m ais r ent ávei s d o an o. Em 2 009, o AC /DC f icou em quarto na lista d ivul gada p el a Bi llboard, chegando a arrecadar m ai s de 6 Informações obtidas através do site 7 Como visto em tours-of story, e 25-tours-of story#/features/top-25-tours-of story

10 milhões d e d ól ares, e a b an d a M etallica f icou em d écimo p r imei ro l u gar, arrecadando m ai s d e 79 milhões d e d ól ares. Em 2 010, o Bon J o vi apesar d e h oj e s er m ais co nsiderad a como u ma b anda de pop r o ck, m as ainda m uito p r es ent e e com grande influênci a n o cenário d o H eav y M etal teve a turn ê m ais r en t áv el d o an o, acumul ando m ais de 1 46 milhões d e d ól ares. O AC/DC f i c o u em t erceiro, arrecadan do m ai s de 1 23 milhões de d ól ares, e o Metal lica fi cou em o itavo lugar, arrecadando m ais d e 61 m ilhões d e dól ares. E m 2011, a b an d a Bon J o vi t ev e a s egunda t u rn ê m ais r ent ável, arrecad ando m ais d e 1 92 milhões d e dólares. A b anda J o u rn ey f i co u n a d éci m a oi tava col o cação, arrecadan do m ai s de 3 9 milhões de d ól ares, e o Ir o n M aiden f i co u em v i gésimo, arrecad an d o m ai s d e 3 3 m ilhões de dól ares. S egundo d ados da R IA A 8 ( R ecording In d u stry A s s o ciat ion of A m eri ca) e outras associ ações d e grav adoras ao r edor do m undo, v ários álbuns e artistas de H eavy M etal estão ent r e os que mais v en d eram n a h istóri a. Al guns d os artistas que estão n o topo da lista são : Led Zepel lin, A C/DC, A ero smith, M et allica, V an Halen, J ourne y, G u ns N Roses, D ef Leppard, Bon J o vi, Q ueen, R ush, Ozzy, M o tley C r ü e, entre outros. D e acordo co m o s istem a Ni el s en S oundscan, q u e com eço u a s er u tiliz ado em p ara cont abi liz ar as v en d as o fi ciais nos E U A, o ál bum m ais v en dido n o p aís é o álbum h o mônimo da b anda M et allica, conhecido com o Black A lbum, que vendeu m ai s de 15,6 milhões de có pi as at é então. O H eav y M etal tam b ém i nt erage com r ep r es ent an t es d a chamad a m úsica pop. C olaborações ent r e artistas clássicos d a cena H eav y M etal com artistas p op d e ex t r em o sucesso acont eceram m uitas v ez es. A p art i cipação do l en d ário gui t arri sta E d di e V an H al en n o solo d a m úsica Beat It, d e Michael Jackson, é ai nda h oj e p ara muitos críticos o as p ecto r esponsáv el por essa canção t er se tornad o um hit eterno. E s t e tipo de colab oração cont inua s endo r ecorrente e um d os ex em plos m ais r ecent es é o trabalho co njunt o d o vocal ista Br et Michaels, d a b anda i ntitul ada P oison, com a estrel a pop adoles cen t e Mile y C yr u s em seus últimos álbuns. N o Brasil, p o demos d es t acar v ári as o ut r as situações s em el h an t es, como a p art icipação d e C arlinhos Br o w n n a canção R at amahatta, da b anda d e S epul tura, e a p artici p ação d e Milton N as cimento n a música Late R edem pt i on, d a b anda An gra. A i n fluênci a d o H eav y M etal p erpassa as m ai s d i ferent es f ormas d a m úsica pop atual. Padrões m el ódico s, harmônico s, de p ro dução musical e engenhari a d e s om 8 Como visto em

11 11 característicos do H eav y M etal s ão hoje vi stos co m f aci lidade n a m úsica p o p e a m esma n ão p o d eria s er p ensada d a f o rm a que é, se o H eavy M etal n ão ex i stisse. O H eavy M etal é, s em d úvida, um gênero musical d e s uma i mportân ci a p ara a m ú sica popular m a instream e a i ndústri a fo n o gráfi ca, p o r ém n ão é simplesment e isso que o t o rn a i nt eressant e ao es tudo antropol ó gico. O Heav y M etal é d ot ado d e um a dinâm i ca s o ci al es p ecí fi ca q u e v ai muito além d a com erci aliz ação e al i en ação da arte. O gênero m usical em q u est ão s e o ri gi nou d e u m a carga d e v alores t ão fo r tes e d istintos do p ad r ão cultural vi gent e, que o m esmo acabou p o r consegui r, ao l on go d e suas décadas d e ex i stên cia, r eu ni r u ma quant idad e enorm e d e p essoas a nível global que p assaram a d edi car s u a vida ao m undo do H eav y M etal, os den om inad os headbangers 9. Est e t r abalho etnográfico p r et en d e en t en d er, d escrever, ex plicar e m apear o uni v erso d o H eav y M etal em s eus v ári os cen ári os e ní v eis de o r ganiz ação, t endo com o fo co a an ál ise da cena no Brasil, es p ecialmente em Bras ília-df. Também com p et e a es t a et nografia an alisar as p ectos m ercad ol ó gi cos r elativos à p ro dução m usical d es se gênero, t endo como enfoque o constante d i ál o go q u e ex iste ent r e o cen ári o u n derground e o m a instream, assim com o s al i ent ar as constant es m u danças na l ó gi ca do m ercad o musical atual, q u e a cada d i a s e tornam mais co mplex as e r ápi d as, em co nj unto co m as tran s fo rmações na s mídias de com uni cação. P ara tant o, foi r eal izada um a ex t ensa p es quisa d e campo nos m ai s d ivers os am bi en tes d e r el acionam en to d os h eadbangers, s ej am el es espaço s físicos o u v i rtuais. Conheci o H eav y M etal h á pouco m ais d e 13 a n os. M eu p rimo, P ab lo, q ue era bateri sta e tinha contato com o ut ro s m úsicos, emprestou um a fi ta cassete com a gravação d o ál bum The D i vine Wings O f T r aged y d a b an d a S ym p h o n y X p ara m eu i rm ão, el es estavam es cut an do a f ita quando chegu ei d a escol a. N a ép o ca tinha apen as 1 0 anos d e i d ad e e n u nca tinha escu t ad o algo p areci do. Fiquei f asci n ad o e ex tremam en te cu r ioso. P assei a co nhecer m ui tas outras b andas de H eav y M etal e d es d e ent ão com ecei a m e i nserir ao s pouco s n a l ó gica soci al dos h eadbangers. Depoi s d e um t empo, inspirado p el o V an H alen, p assei a estudar m úsica. Es tudei guitarra durant e al guns an os e posteriorm ent e acabei m e di r eci onando m ais ao can to e aos estudos r elacionad os à 9 A denominação headbanger origina-se da prática do headbanging, ato comum a fãs e músicos de balançar a cabeça violentamente em shows de Heavy Metal. No Brasil, o headbanging também é conhecido como banguear e bater cabeça.

12 12 p r odução musical, áudio e engenhari a d e som. O H eav y M etal acabou s endo a minha p o rt a d e ent r ada para a música, at r av és d ele am pliei m eu conheci m ent o musical e m eu gosto p el os m ai s di v ers os gênero s. Em alguns mom entos estive m ais di stan te d o H eav y M etal, m as el e s empre esteve p r es en t e de algum a fo rm a. H á d ois anos resolvi estudar o Heav y M etal a p art ir d e u ma p erspectiva ant r opol ó gica, e com i sso acabei m e integrando compl etam en te n a cena em questão, m e torn ando cap az d e r ealment e enten der esse gênero musical e o es tilo d e v ida a ele associad o. N o p erí odo, ent r ei em cont at o co m v árias p es soas import an t es para a cen a H eav y M etal em Br asília, r ealiz ei ent r ev istas e conversas i n fo rm ai s com m úsicos, p r odutores e f ãs do es tilo, as sim com o f r eq ü ent ei os es p aço s d e convivência dos headbanger s, incl uindo s hows, p r a ças, escol as, bares, w ebsites, f óruns v irtuais e at é f estas p art i cul ares d e m úsico s. D eb at i com o ut r os h ea dbangers s obre a históri a e o s i gni fi cad o d o H eav y M etal, estive a p ar d as n otíci as r el ativas às grandes di s cu ssões de ní v el n aci onal, envolvendo o H e avy M etal, assim com o t am bém p ude acompanhar o d i a a d i a d e bandas e produt o res do es tilo. Compet e ao p rimei r o capí tul o d esta d issertação r ealiz ar u m a b r ev e r evi s ão b ibl iográfica d o q u e j á f oi p ro d uzido p el a An t ropol o gia acerca d o assunt o, as sim com o apres ent ar o enfoque di f eren ci ad o d a present e p esqui sa, s alient ando o q u e a m esma p ode acrescent ar à discussão já p r oduzida an teriorm ent e. O capí tulo doi s apresent a um históri co acerca d a o r i gem d o m ovimen to H eav y M etal no Brasil e em Brasíl ia, b em co mo um a anál ise u m p ouco mais profunda acerca d as caract erísticas do estilo d e v ida associ ado ao H eavy M etal. Apres ento a b anda D ark Av enger, a p ri m ei ra b anda d e Heavy M etal b r as iliense a consegui r r el at ivo r econhecimen to, assim com o transcrevo p a r te d a ent revista q u e r ealiz ei com o m embro o r i gi n al d a b an da Leonel V al d ez. T am b ém ap r es ent o e analiso o s r el atos d e cam po q u e aj udam a ent ender e d istinguir o s di f erentes espaços do H eav y M etal, p artindo d o under ground ao mai nstream. N esse capí tulo, m apeio os l o cais d e convi vênci a d o grupo em Brasília, caract erizo e ex plico os cham ad os showzinhos u n d er grounds, ex empl ifican do e d escreven do os mesmos. In t r oduzo t am b ém o M arreco s Fest, o m ai o r f estival u nderground d e Brasília, apresent an do as i nformaçõ es por mim colet ad as em en trevista co m o produt o r do festival F ábio M arreco e t am b ém o r el at o d e cam po d as edições r ealiz adas em e 2011.

13 13 A p r es ent o e analiso ainda o P o rão do R o ck, o m aior f estival d es tinado ao r o ck em Brasília e q u e d ed ica um espaço signi fi cativo a atraçõ es d e H eav y M etal. R ealiz o u m r el at o d e campo d as edi ções d e 2 009, 2010 e , n as quai s estive present e. Concluo o capítul o argum ent an do s obre o aument o signi fi cat ivo do n úm ero d e at r açõ es i nt ern aci onais d o gênero em Brasília, que em s u a m aioria es t ão inseridas no cenário ma instream. P ro curo ex plicar a influên cia do aum ento d e at r açõ es d e t al p o rt e n a p r odução d o H eav y M etal n acional e, em es p eci al, p ara o cen ário u n derground da ci dade de Brasília. O capítulo t r ês é d edi cad o a um a discussão m ai s aprofu n dada dos t erm os under ground e m ai nstream, buscando co mpreen d er a infl u ên ci a dos d i ferent es espaços p ara a elaboração d e t ai s critérios v alorativos, assim como para a lógica de aceitação do indi ví duo no univers o do Heavy M etal. D ent r o d essa anál ise f aço r eferênci a aos termos h eadbanger e p o ser, q u e colocam em contraste os di f erent es espaços do H eav y M etal e s ão n ecessários p ara a compreen s ão d a l ó gica d e m ercad o q u e en volv e a p r odução d o gên ero musical em ques t ão. A present o o q u e Leite Lo p es ( 2 006, p. 92) chama d e pro jeto r o mânt ico de um m undo art ístico o p erário e a noção de v iver d e m et al, valor fu ndam ental no universo do H eav y M etal. Posteriorment e, discu to a ini ci at i v a de tentar se cri ar o Di a d o H eavy M etal brasilei ro. T am b ém apresent o um cenári o d a situação d o H eav y M etal n a atual crise do mercad o fo nográfico. Com p aro a s ituação d a música pop em r el ação ao H eav y M etal. Discut o as t át icas de d ivul gação q u e as b anda s costum avam r ealiz ar e a influên cia, n este p r o cesso, do av anço t ecnológi co, d as n ovas mídi as d e comuni cação (em especi al a int ernet ), d a pi r at ari a, do desenvol vimen to e do posicionam en to p r ivi l egi ado do Bras il na cri s e eco nômica mundial. N a conclusão, apres ent o p ossívei s estratégi as p ara a p r es ervação e r eprodução da cena H eav y M etal n o Brasil e em Bras ília, s al i ent o a i mportân ci a d esse gênero p ara a música p opul ar gl obal, assim co mo f riso a import ância d e estudá -l o ant ro pologi cam ent e e t om á -l o com o al go r epres ent ativo e ex t r em am ent e p r esente n a cu ltura brasilei r a q u e n ão d ev e s er i gnorado.

14 14 C A PÍ TULO I O H ea vy Metal nas p ro duçõ es antrop ológi cas A p esar da import ânci a d es s e gênero m usical n as cul turas e s o ci ed ades at u ais, d e f orma m ais predominant e n aq u el as inseridas na l ó gica gl obal, o H eav y M etal ainda é n egligenciado e v ítima d e p r econceitos t ant o p o r p art e d e v ários r amos e grupos d a s o ci ed ade que d esco nhecem ou não conseguem compreender os códi gos e v alores d es s e grupo, q u ant o p elo p r ó prio m ei o acad êmico q u e ai nda t em p ouquíssima p r odução destinada ao estudo d es se f enôm en o s o ci al, especi alment e n o Brasil. P oucas p r oduçõ es, sim, v isto q u e ainda há um número p eq u en o e i nsufi ci en t e d e publ icações em r ev istas especi al iz ad as e em m o nografi as, t eses d e m es t rado e d o utorado; ainda h á f alta d e ex posição e discussão s obre esse assunto n as disci plinas q u e f az em p art e d a f o r mação de cientistas soci ai s n as u ni versidades b r asileiras e ainda n ão h á uma etnografi a do H eavy M etal em Brasília f eita por um a u ni d ad e acad êmica. N o Depart am en to d e A nt ro pologi a d a U ni versidade d e Brasília, p or ex empl o, h á cerca d e 1 6 monografias d e graduação r el acionad as à m úsica, n as q u ais s ão co ntempl ad os os es tilos Hi p Ho p, R eggae, R ap, Ax é, J azz, H ardco r e, Música E l et rô ni ca, T ech no, m as n en hum sobre o H eav y M etal. O m esmo s e r epete n as t eses d e d outorad o, d estinad as a Worl d Music, S am b a, P agode, et c. N as p r oduçõ es acad êmicas em An t r opol o gia que es tudam o H eav y M etal, pude p erceb er algum as p ráticas r eco r r en t es. Primeirament e se ex plica o q u e é o H eav y M etal com o estilo musical, caracterizando e d escreven do o s elementos fo r mais da m úsica. Elabora-se um hi stórico ex plicativo sobre o Heavy M etal q ue l o caliz a a o ri gem e d escrev e a s ua evol u ção n o d ecorrer do t em po, com o en f oque p rincipal n a p r odução da m úsica. D epois d e ex plicado o gênero m usical, p assa-s e a p ensar n o H eav y M etal com o gru po, d ot ado d e s ociabi lidad e especí fi ca em conseqüênci a d a p artilha d a ex p eriên ci a e vi v ên ci a d a música. R ealiz a -se, então, um es tudo etnográfi co a f im d e ent en d er as di n âmicas soci ais d aquele grupo em u m d et erminad o t em po e l o cal. Posteriorment e o f o co v ai p ara u m f ato es p ecí fi co d e i nt eres s e d o aut o r, p ro cu r a ndo responder algum a q uestão p articul ar. É n esse es p aço que o co r r e o f ator di f eren ci al q u e t o rn a a p esquisa única, cap az d e acrescen tar algo novo n o estudo do H eav y M etal.

15 15 A p r odução acad êm ica em A nt r opologi a sobre H eavy M etal é d e m uita qual idade, abord ando v ários t em as e r efl ex ões i mport an tes e n ecessári as à compreensão d este gênero musical. Al guns d os aut ores q u e abord aram o Heavy M etal a partir de um a p erspectiva etnográfica, s ej a em artigo s, monografias, t eses de m estrad o, d out o r ad o ou docum ent ários, s ão Leite Lo p es (2 006 e 2 007) e C am poy ( a, 2 005b, e 2 009) no Brasil, W einstein ( e 2000) e Berger ( ) nos E UA, Rocco r ( 2000) n a A l em an h a, H ein n a França ( 2 004). S am Du nn ( e ), al ém d e estudar o H eavy M etal n o C anadá, n a E uropa e nos E U A, r eal izou um d o cu m ent ári o em 2008 n o q ual v iajou p o r S ão Paul o e Rio d e J an ei r o, no Brasil; Tókio, no Japão; Mumbai e Ban galore, na Ín d i a; P equi m, na China; J acart a, na In d o n ésia; J eru s al ém, em Is r ael ; e Du b ai, nos Emirad os Árabes U n idos. C am po y ( a, 2005b, e 2 009) nos ch ama at en ção p ara a n ecessidad e de l evar em co nsideração o H eavy M etal em doi s registros: N a m ú s i c a e n a i d e n t i d a d e d o g r u p o q u e a e x p e r i m e n t a. A m b o s e v o l u e m c o m p a s s a d a m e n t e, n u m m e s m o r i t m o, n u m a m e s m a h a r m o n i a, t o c a n d o u m a s ó m e l o d i a. D e m o d o q u e n a i n t e n ç ã o d e c o n s t r u i r u m a p e r s p e c t i v a a n t r o p o l ó g i c a s o b r e o h e a v y m e t a l e n q u a n t o c u l t u r a, n ã o p o d e r í a m o s e s c o l h e r, o u m e l h o r, p r i v i l e g i a r, s e j a a m ú s i c a d o e s t i l o, s e j a o e s t i l o d o g r u p o. D e f a t o, e l e é c o n s t r u í d o n a r e l a ç ã o e n t r e s u a p r o d u ç ã o, f a z e r h e a v y m e t a l, e s e u c o n s u m o, o u v i r h e a v y m e t a l. É n o e n c o n t r o d o s e n t i d o d a m ú s i c a c o m o s e n t i d o d e q u e m a o u v e, q u e e m e r g e o s e n t i d o d o n o s s o o b j e t o ( C A M P O Y a, , p. 3 8 ). C am po y t ambém r eflet e muito bem sobre os pont os d e apoio teóricos m ai s ad e quad os ao estudo d o H eavy M etal. P ara el e, ap esar d e o H eav y M etal s er u m produt o com erci aliz ad o p el a m ass m edi a, a p erspect iva crítica dos f r an k fu rt ianos n ão pode s e aplicad a. C ampoy e x pl ica que, p ara A d o rn o, D o l a d o d a p r o d u ç ã o a l ó g i c a d o c a p i t a l c o m p l e t a s e u d o m í n i o s o c i a l d e s e n v o l v e n d o s e u s t e n t á c u l o s s o b r e a c u l t u r a ; d o l a d o d o c o n s u m o o i n d i v í d u o a d q u i r e m a i s d o m e s m o, u m p r o d u t o q u e s ó n a a p a r ê n c i a é d i s t i n t o, p o i s s u a s u b s t â n c i a é f u n d a d a n o i d ê n t i c o, e q u a n d o c o m p r a d o i n s e r e s e u c o m p r a d o r m a i s

16 16 r a d i c a l m e n t e n a l ó g i c a d o f e t i c h e d a m e r c a d o r i a e d a a l i e n a ç ã o p o l í t i c a ( C A M P O Y, a, p. 3 8 ). C ontudo, pa r a C ampoy, U m a e t n o g r a f i a d o g r u p o q u e f a z e o u v e h e a v y m e t a l n o s m o s t r a q u e e m s u a p r á t i c a u m o u t r o e s p a ç o, à m a r g e m d o m e r c a d o, v e i o s e f o r m a n d o. N a o r g a n i z a ç ã o d o s s h o w s, n a i m a g i n é t i c a, n a m ú s i c a e n a s l e t r a s d a s c a n ç õ e s p e r c e b e m o s p r á t i c a s c o m p l e m e n t a r e s e n t r e s i, c o n s t r u i n d o u m d i s c u r s o, u m a p o s i ç ã o c u l t u r a l ( C A M P O Y, a, p. 3 8, 3 9 ). P or essa r azão, ao invés d e ir p ela v ia t eó ri ca estab elecida por A d o rn o e H o rk h eimer, C am po y p r efere p ensar n o ponto d e i nflex ão elaborad o por Walter Benj am im. P ara C ampoy, O f i l ó s o f o a l e m ã o t r a z à b a i l a o o u t r o l a d o d o m e c a n i s m o d a i n d ú s t r i a c u l t u r a l. E l e s e p e r g u n t a s e o p ú b l i c o, o r e c e p t o r, é t ã o p a s s i v o q u a n t o A d o r n o e H o r k e i m e r i m a g i n a m. P a r a t a n t o e r a n e c e s s á r i o, a o s e u v e r, c o m p r e e n d e r a p e r c e p ç ã o, o e s p a ç o q u e e s t á e n t r e a p r o d u ç ã o e a r e c e p ç ã o d a o b r a d e a r t e. N u m a p a l a v r a, n a e x p e r i ê n c i a. É n e s s e l ó c u s q u e B e n j a m i m e n c o n t r a a p o s s i b i l i d a d e d e u m u s o, d e u m m a n e j o, d o q u e é p r o d u z i d o s o b u m a i n s í g n i a d e a r t e ( C A M P O Y a, a, p. 3 9 ). E nt ão, ao co nt r ário d as p ers p ectivas d e A d orno e H o rk eimer, p ara C am po y ( a, p.39), Benj amim pesquisa a p en um bra, aquilo q u e se esconde n as m argens d a p ro dução cultural, e o que esses poet as e m ovimen tos artísticos m al di tos r evelavam, que n ão poderia s er notado no centro. C am po y ( a, 2005 b, 2008 e 2009) cham a a atenção para o fat o d e q u e, em um a etnografi a d o Heavy M etal, p ode-s e p erceber q u e a r elação d a p es soa co m o H eavy M et al n ão acab a quan d o el a desliga o s eu d isc p layer o u q uando vai p ara casa após o s how. An t es, o m an ej o do estilo musical, d essa m ani f es tação art ística, en quad r a relaçõ es s ociais e m ol da um códi go cu ltural.

17 17 O u tro aut or q u e é recorri do p ara a p ers p ectiva t eóri ca elaborad a p or C am po y é o Lévi - Strau ss, que com pl em ent a a idéia de Benjamim. C ampoy ex plica que, para Lévi-Strau ss, a música surge: (... ) c o m o u m a l i n g u a g e m n a q u a l o e x e c u t o r d o s e u s i g n i f i c a d o é o o u v i n t e. É e s t e q u e m r e a l i z a o o b j e t i v o d a m ú s i c a r e c e b e n d o - a. S e j a o u v i n d o s u a á r i a p r e f e r i d a, o u a s s i s t i n d o a o s h o w d e s u a b a n d a p r e d i l e t a, o s i g n i f i c a d o d a m ú s i c a f a z - s e n a a u d i ç ã o. O u s e j a, a s s i m c o m o n o m i t o, a m e n s a g e m c u l t u r a l v e i c u l a d a n a m ú s i c a r e s s o a n a q u i l o q u e o o u v i n t e f a r á c o m e l a. L é v i - S t r a u s s n ã o e s t á f a l a n d o a p e n a s d e u m s i g n i f i c a d o p e s s o a l q u e a m ú s i c a t r a r i a c o m o q u e c o n f o r t a n d o o o u v i n t e p e r a n t e s u a m o r a l. O a t o d e o u v i r m ú s i c a d e s p e r t a, n a e s t r u t u r a p s í q u i c a, r e m i n i s c ê n c i a s c o l e t i v a s. P a r a L é v i - S t r a u s s a m ú s i c a r e g e n o i n c o n s c i e n t e, t a l c o m o o m i t o, u m a d a n ç a d o s s i g n o s ( C A M P O Y, a, p. 4 0 ). C am po y, como ex p lici tado ant eri o rmente, ex p lica q u e o o bj et o de estudo d esse tipo de e tnografi a d eve se f o car no grupo, que por s u a v ez é f o rm ado p el a ex p eriên cia d o H eavy M etal. P ara el e a m úsica pode s er compreen di da co mo um element o f o rm ador d e col et ivos. A b ase t eórica q u e co mpl eta a p ossibilidad e d e p esqui s a v em com J acques At al li, que ex plica que a música é mai s do que um o bj et o d e estudo ; el a é um m eio de p erceb er o mundo. C am po y ( a, p. 40) ex plica que, p ara At alli, a m úsica é co mpreendida co mo um es pelho dos p ro ces sos s o ci ai s. Tant o a f u ndação do soci al q u an to s u a t ransfo r mação p odem ser identifi cadas n a m úsica com a música n as ce o poder e seu cont r ári o: a subvers ão. P ara C ampoy ( a, p.41), ex p eri m ent ar a música pode d esen cad ear sociabi lidades o r ganiz adas a p art i r d a p r ópria ex p eriên ci a. D essa fo rm a, a música é m ais d o que um v eícul o d e com unicação ; ela é o p r ópri o fundam en to do co l etivo, agenci ando a form ação do grupo. Leonardo C ampoy, além d e ex plicitar a i mportân ci a d e s e estudar o H eav y M etal ant ropol o gicament e, t am b ém ap onta p ara a n ecessidad e de começar a ent ender todos o s subgêneros que vi eram do H eav y M etal. M ui tos d eles acabam t en do características m uito especi ais, d e f orma que aproximá-los em ex cesso o u generaliz á -l os s e torna d i spl i cent e. Em alguns artigos, o autor s e p ro pôs a analisar m ai s p r opriam ent e o Bl a ck M etal, que p artilha d e lógi cas b em específicas, m ais ex tremistas e muito d i ferent es de estilos co mo o G lam Metal.

18 18 P ara compreen d er m el hor a p r eocu p ação d e C am po y, apresent o a s eguir uma geneal ogi a do H eavy M et al fei t a por Sam Dunn (2 006) 10. O caminho que C am po y t o m a é efici en t e e trouxe bons resultados à q u es tão q u e el e pro p unha, m as acredi to q u e sua d eci s ão d e p rioriz ar o espaço à m argem do m ercad o e d e focar no s en tido d a ex p eri ên ci a d eixa l acunas important es p ara o ent endi mento e a análise do grupo com o um 10 Imagem disponível em

19 19 t odo. Acredi to que uma etnografi a do Heav y M etal que não encare a fu ndo as p ro bl em áticas observ adas n a r el ação estab el ecida ent r e o grupo e as n o çõ es de m ercado é i nsufi ci ent e. P arece - m e cl aro que muitos as p ect os da d inâm i ca social do grupo Heavy M etal estão di r et am ent e relaci onad os com o d iscu r so e a p r ática acerca do m ercado. A s discussões s o b re essa l ó gi ca s ão muito mais compl ex as, elas implicam n egoci açõ es, di ál o gos e i nt erferênci as co nstant es en t re os co nceitos de ma instream e underground. N ão s e t r at a s impl esmen te d e espaço s b em defini dos entre o que es tá i nseri do n a l ó gi ca d e m ercado dominant e e o q u e está à m argem d el a. E sses espaço s s e relaci onam d e fo rma di r et a, co nstant em ent e, m oldando p r át i cas e valores es s en ci ais à uni d ad e d o grupo. P edro A lvi m Leite Lo p es ( 2006 e 2007) es tudou e f ez etnografi a s obre o H eavy M etal n o Rio d e J aneiro. Pode -s e p erceber q u e t an to n os t r ab alhos d el e, q u an to n os trabal hos d os v ári os outro s autores q u e citei, v ári os p ontos s ão compartilhados. O eixo t eó ri co, a h ipótes e e a q u es t ão p r inci p al mudam, m as t odos t êm cert o ponto em com um n o que toca à d escri ção. O t r ab al ho d el e é u m a etnografi a acerca d e um mundo artístico revoluci on ário ( Becker, 1982: 34) de o ri gem operári a e d e ex p ressão n acional e i nt ernacional. Leite Lo p es (2 006), procura ent ender um a q u es tão q u e f oi ditada p el os p r ópri os n ativos. El e p r ocura s aber quais s eri am o s m otivos p ara a i nt en s a discri minação s o frida p elos adept os e p ela m úsica d es s e m u ndo artístico. E m s ua t es e d e d o utorado, Leite Lo p es (2006) ex p lica sua hi pótes e: A t e m á t i c a e e s t é t i c a d o h e a v y m e t a l, e m p a r t e s o b r e o s s í m b o l o s s a g r a d o s ( G e e r t z, : ) í c o n e s d o d o m í n i o c o s m o l ó g i c o d o m a l n o p e n s a m e n t o r e l i g i o s o d e d i v e r s a s t r a d i ç õ e s, s o b r e t u d o a c r i s t ã, c o n v e r t e r i a m e s s e s s í m b o l o s t i d o s c o m o d a d o s ( W a g n e r, ) e m c o n v e n ç õ e s a r t í s t i c a s c o n s t r u í d a s, p r i m e i r o e s v a z i a n d o - o s d e s e u p o d e r t a b u d e c o e r ç ã o ( G e e r t z, : 1 4 4, ) e m e d o, e m s e g u i d a q u e s t i o n a n d o e / o u c o m p l e x i f i c a n d o a b i p a r t i ç ã o c o s m o l ó g i c a e s t a n q u e d e b e m v e r s u s m a l ( a l t e r a n d o a s s i m e t h o s e v i s ã o d e m u n d o v i a s í m b o l o s s a g r a d o s G e e r t z, ), o q u e t e r m i n a g e r a n d o a s r e a ç õ e s d e d e m o n i z a ç ã o e a c u s a ç õ e s a t r i b u i n d o p o d e r e s m a l é f i c o s a o g ê n e r o e a s e u s f ã s p o r p a r t e d e n ã o a d e p t o s ( r e l i g i o s o s d a s m a i s d i v e r s a s t r a d i ç õ e s, d o R i o d e J a n e i r o e d e o u t r a s p a r a g e n s, c o m o, p o r e x e m p l o, o s f u n d a m e n t a l i s t a s c r i s t ã o s n o r t e - a m e r i c a n o s q u e v ê e m n a s c o n v e n ç õ e s a r t í s t i c a s d e s s a c r a l i z a d a s, d e s t e r r i t o r i a l i z a d a s e c o n s t r u í d a s d o h e a v y m e t a l a a g ê n c i a d a ( s ) e n t i d a d e ( s ) d o m a l

20 20 q u e t o m a m p o r d a d o ; n ã o a d e p t o s d a s m a i s d i v e r s a s c e p a s, d e e s q u e r d a e / o u p r o g r e s s i s t a s, - q u e v ê e m n o s s í m b o l o s r e l i g i o s o s d e s s a c r a l i z a d o s d o h e a v y m e t a l a l i e n a ç ã o, d o e n ç a m e n t a l e a m e a ç a m a c h i s t a d e e x t r e m a - d i r e i t a ) ( W e i n s t e i n, ; H e i n, ; R o c c o r, ). ( L E I T E L O P E S, , p. 1 4 ). Leite Lo p es ( 2 006) m ostra que o H eavy M etal é um campo f értil d a antropol o gia urbana e dos es tudos de mudan ça cul tural, conseguindo p r ovar q u e os símbolos e os có di gos n ão s ão apen as usad os, s ão também t r an s fo rm ados e reinven t ad os. Boa p art e d a t es e d e d outorad o de Leite Lo p es ( 2 006) s e d edi ca à d escri ção e análise dos valores e d o s d iscu r sos produzidos pelos h eadbangers. N o que co n cern e à sua r elação com o m ercado musical, o p o nto mais i nt eres s an te por el e des t acado está n a ep í grafe pro jeto r o mânt ico d e um m undo artístico operári o (2 006, p.92). P ro curo me apropri ar d es s a idéi a e apro fu ndá -l a em u m a di r eção n ão apres ent ad a p or Leite Lo p es e que a m eu v er é d e i mportân ci a i n estimáv el. A característica d e o H eav y M etal s er u m proj et o ro m ânt ico d e um m undo artístico o p erári o t r az à t o na um a s érie d e conflitos e cont radi ções r ecorrent es n a dinâm ica soci al d o grupo e n a sua r el ação com o m ercado m usical, s ej a el e u n d erground ou m a instream. T ais q uestões serão abord adas no decorrer desta di ssert ação.

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