BIBLIOTERAPIA E LITERATURA INFANTOJUVENIL: Educar para incluir, em vez de criminalizar para excluir.

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1 BIBLIOTERAPIA E LITERATURA INFANTOJUVENIL: Educar para incluir, em vez de criminalizar para excluir. Me. Sirlene Cristófano (FLUP) 1 RESUMO: Esta comunicação pretende divulgar a utilização da literatura infantil enquanto promotora da formação da identidade de crianças marginalizadas, além de fazer uma reflexão sobre como a literatura infantojuvenil desponta a possibilidade de educar para incluir, em vez de criminalizar para excluir. PALAVRAS -CHAVE: Literatura; Imaginário Infantil; Educação; Inclusão. ABSTRAT: This communication aims to disseminate the use of children's literature as a promoter of identity formation of marginalized children, and to reflect on how children`s literature emerges the possibility of educating to include rather than to criminalize to exclude. KEYWORDS: Literature; Imaginary Infant, Education; Inclusion. INTRODUÇÃO A reestruturação económica, a evolução das novas tecnologias, assim como a concentração humana no território, incluem-se entre os fatores que segundo alguns estudos das ciências sociais, mais impacto tiveram na alteração do quotidiano familiar e social. Num contexto como o desemprego, a insegurança política, o isolamento do indivíduo, estes fatores de mudanças não só criam nova situação de risco, da 1 Sirlene de Lima Corrêa Cristófano é mestre em Literatura, Culturais e Interartes, pela Faculdade de Letras Universidade do Porto FLUP, em Portugal (2009). Atua principalmente nos seguintes temas: Educação, Psicanálise, Literatura, Antropologia do Imaginário e Simbologia.

2 criminalidade e à exclusão, como também exigem de especialistas, novas formas de atenção, dessas situações de risco. A literatura desde logo na Antiga Grécia, sempre teve um papel catártico e terapêutica: interessarmo-nos pelas histórias de outros, pelas suas tragédias e comédias, foi desde Aristóteles considerada uma foram de criar empatias sociais e proporcionar uma inteligência emocional das nossas próprias histórias. Segundo Bruno Bettelheim, os contos fantásticos favorecem o desenvolvimento psíquico e a compreensão dos conflitos pela criança, fornecendo-lhes imagens com as quais ela pode estruturar seus devaneios e com eles dar melhor direcção à sua vida (BETTELHEIM, 2006, p.16). A biblioterapia (pouco conhecida e menos estudada em Portugal) tem provas dadas nos EUA, em Espanha, em França, na Alemanha, na Argentina ou no Brasil: há por vezes mais estudos que comprovam cientificamente a importância das leituras literárias para a criação de valores empáticos as quais verdadeiramente levam à diminuição de risco, pois ao provocarem a discussão conflitos humanos de maneira pessoal e convincente funcionam como portas que se abrem para determinadas verdades humanas (COELHO, 1991, p.9). Este texto pretende divulgar a utilização da literatura infantil enquanto promotora da formação da identidade de crianças marginalizadas, além de fazer uma reflexão sobre como a literatura infantojuvenil desponta a possibilidade de educar para incluir, em vez de criminalizar para excluir. I. Prevenir ou repreender a criminalidade? Partindo do princípio de que criminologia é uma ciência, que tem como função não somente explicar e prevenir o crime, mas também, intervir na pessoa do delinquente, além de avaliar os diferentes modelos de resposta ao crime, para a sua cuja aplicação são necessárias novas profissões: psicólogo, assistente social, criminólogo, educador". (ALBERGARIA, 1999: 19). Esta ciência nos permite atuar na prevenção e não somente a repressão ao crime combatendo as causas. Na criminologia, vários são os conceitos de prevenção, mas nos manteremos a prosseguir no que pode ser associado ao papel das instituições de ensinos: o ato de prevenir o crime agindo sobre vários fatores de sua ocorrência. Neste contexto, o objetivo de prevenir ou dispor de maneira que evite dano ou mal, preparando medidas

3 ou providências de antecipação" (SOARES, 1983: 125). Supõe assim, que sejam trabalhadas as origens para que não ocorra a violência. Para tal, é necessário "criar os pressupostos necessários [...] procurando uma socialização proveitosa de acordo com os objetivos sociais" (MOLINA, 2000: 335). Essas dinâmicas presumem (re)ações positivas, mesmo que não sendo imediatas. Entende-se que o primordial objetivo da prevenção está na eliminação de focos que geram a violência, favorecendo assim, a extinção desta logo na sua origem, impedindo que a mesma evolua. Outra exercício, a repressão, significa reprimir, coibir, proibir por meios policiais ou judiciais a prática de determinados atos, considerados ilícitos penais, através duma reação, exercida de fato em nome do Direito, considerada reação social contra... O crime" (SOARES, 1983: 138). Esta são portanto, as (re)ações da sociedade em resposta às ações delituosas das pessoas. Ao falarmos nestas dinâmicas prevenção e repreensão, as estratégias de órgãos que se utilizam de meios normativos para conter a violência é fundamental refletirmos sobre os controles socias formais e informais. Partindo do princípio que controles sociais são o "conjunto de instituições, estratégias e sanções sociais que pretendem promover e garantir referido submetimento do indivíduo aos modelos e normas comunitárias" (MOLINA, 2000: 120); afirmamos ser os agentes de controlos sociais formais, a polícia, a justiça, a administração, carceragem, etc, Já os agentes de controlos sociais informais são: a família, a escola, a profissão, a opinião pública, etc. Os agentes de controlos sociais informais, mas precisamente a família e a escola, ao utilizar-se da biblioterapia, adquirem (re)ações positivas, contra a criminalidade, por meio da literatura infantojuvenil. Estas histórias podem levar a mudanças, pois ajudam as crianças a enxergar outras perspectivas e a distinguir opções de pensamentos, sentimentos e comportamentos, dando a oportunidade de discernimento e entendimento de novos caminhos saudáveis para enfrentar dificuldades (PAIVA, 2011:94). A repressão ao crime, somente por parte da polícia não é eficaz, devido a falta de condições de trabalho, pela quase ausência de afetivo e pela falta de instituições prisionais capazes de absorver os indivíduos infratores. A solução da criminalidade não está no fortalecimento da polícia, porém na maneira competente de prevenção, pois a eficaz prevenção do crime não depende tanto da maior efetividade do controle social formal, senão da melhor integração ou sincronização do controle social formal e

4 informal" (MOLINA, 2000: 124). Porém cabe aqui ressaltarmos, que a abordagem da prevenção dos conflitos associados à violência deve ser interdisciplinar; desde os serviços de saúde mental às instituições de proteção social e os centros de educação formal deveriam se envolver na prevenção" (ORTEGA; DELREY, 2002: 22). É importante que as instituições de ensino, da área da saúde, de proteção social e também da área da segurança no combate ao crime, tenham a consciência de exercer um trabalho conjunto, agindo sobre suas causas, para que as taxas de criminalidade possam diminuir. II. Entre o perfeito e o factual : Qual o verdadeiro papel da escola contra a criminalidade? Entre as muitas dificuldade em que a Educação encontra-se falta de material didáctico, de participação da família, de salários dignos e reconhecimento da importância do trabalho educacional - a escola/educadores ainda tem a dificuldade de se relacionar afectivamente tanto com a sua comunidade, quanto com seus alunos. Infelizmente, a escola possui relações interpessoais conflituosas e o aluno " situado na permanência por tempo prolongado em cenários e sistemas de convivência muito conflituosos, quando não claramente violentos, aumenta, de forma importante, outros riscos sociais, como a tendência ao consumo de produtos nocivos à saúde, hábitos de consumo de fumo e álcool, etc" (ORTEGA; DEL REY, 2002: 22). As instituições de ensino acabam por não só receber a violência, mas também alimentá-la, pela dificuldade que tem em dar limites e atuar com autoridade. Acabam por se afastar ainda mais de nossos jovens e não os entendem como uma força que podem ser administrada por meio do diálogo, do afectivo e de uma educação emocional. A escola acaba por exercer não a sua função de preventiva em relação a criminalidade, mas sim a de repressiva. Ela é uma instituição repleta de regras e normas que ao serem quebradas, geram um autoritarismo, exercido com muita desenvoltura, sem expor limites e discutí-los. Sendo assim, ao definir as regras e as penalidades, a instituição de ensino passa a tornar-se repressiva e a violência é evidente. Mas, então, o que os educadores podem fazer para prevenir a violência? O que precisam resgatar como estratégias e hábitos, que por alguma razão, ficaram esquecidas no tempo? A escola, sendo um ambiente que tem como principal objetivo formar cidadãos críticos e seres humanos mais humanos, tem que cultivar um espaço de cultura e de relações humanas permeadas de valores sociais como: respeito, justiça, solidariedade, compromisso, igualdade, democracia. Todos esses valores podem ser encontrados por

5 meio de muitas histórias, que transmitem não apenas o conhecimento, mas também de favorecer a formação da identidade de cada indivíduo. E é este também o papel do educador: favorecer esta possibilidade de encontro com este tipo de literatura. Os alunos precisam desesperadamente de educação emocional, e até que isso seja formalizado de algum modo em todos os currículos escolares, esperamos que a história terapêutica [ou seja, que a biblioterapia] possa, em parte, oferecer essa educação. E é sobre esta terapia por meio dos livros, que recebe o nome específico de biblioterapia, de quem falaremos a seguir. III. Biblioterapia: Ciência ou apenas Arte? Desde a antiguidade, os livros têm sido usados transmitindo informações sobre a vida e a evolução da humanidade, de geração em geração. A Bíblia foi e ainda é usada para preparar crianças e jovens para a vida, fornecendo consolo e cura espiritual, em determinadas circunstâncias. Portanto o leitor que está passando por algum momento de sofrimento, se volta para a Bíblia a fim de obter palavras de conforto, está fazendo Biblioterapia pessoal (PEREIRA, 1996: 30). Nesta mesma concepção, Clarice Fortkamp Caldin (apud SHRODES, 1949) cita a definição de biblioterapia feita por Alice Bryan como sendo a prescrição de leitura que auxiliem a desenvolver maturidade e nutram e mantenha a saúde mental. Sua teoria é que as pessoas são personalidades integradas e que devem ser educados emocionalmente e intelectualmente (CALDIN, 2001: 2). A Biblioterapia, implicitamente formulada há milénios, tem sido utilizada por muitas culturas e em épocas diferentes, para fins medicinais, com objetivo terapêutico, desde o antigo Egito, assim como também entre gregos e romanos, na Idade Média. A leitura não era somente utilizada como remédio para a alma no tempo do faraó Rammsés II e entre os gregos e romanos, mas também era auxílio no cuidado da saúde, no Oriente, na cultura mulçumana, onde em 1272, no Hospital Mansur, recomendava-se a leitura de trechos específicos do Alcorão como parte do tratamento médico (PAIVA, 2011:91). Até hoje, existem ainda muitas discussões sobre as origens do termo Biblioterapia. Entretanto, há estudiosos que confirmam ela ter sido utilizada de 1802 a 1853, na América do Norte [...] em trabalho relacionando biblioteca e ação

6 terapêutica (PEREIRA, 1996:31). Os médicos americanos afirmavam ser a leitura de livros selecionados e adaptados às necessidades individuais, uma das melhores receitas para seus pacientes hospitalizados. Em 1802, a leitura como recurso terapêutico foi indicada no tratamento para doentes mentais, pelo americano Benjamin Rush, considerado o Pai da Psicanálise Americana. Rush recomendou a Biblioterapia como apoio à psicoterapia para idosos e para pacientes com conflitos interiores, depressão e medos. Outro aspecto de destaque é que a biblioterapia, utilizada em hospitais sob orientação de profissionais na área da saúde, passou a partir de 1904, a ser compreendida como um ramo da biblioteconomia. Isso aconteceu quando uma bibliotecária, assumindo um trabalho em uma biblioteca de Massachusetts, iniciou uma experiência, conseguindo bons resultados. No final do século XVIII, os bibliotecários e educadores, assim como também algumas instituições humanitárias o Pinel da França, o Chiarugi na Itália e Tuke na Inglaterra - assumiram como atividade recreacional e ocupacional, o que antes era atividade terapêutica. Até a metade do século XIX, nos manicómios e prisões houve todo um estímulo religioso na demanda de livros. No século XX, mais precisamente a partir de 1930, a biblioterapia começou a ser compreendida e valorizada como ciência e não apenas como arte. Assim, a biblioterapia foi ganhando mais credibilidade, sendo considerada campo de pesquisa e de atuação profissional, no âmbito clínico, «Biblioterapia clínica», e educacional, «Biblioteconomia», Biblioterapia clínica. Destinada a las personas con serios problemas de comportamiento social, emocional, moral etc. Su aplicación se produce básicamente en instituciones de salud como hospitales, clínicas, y organizaciones de salud mental [...] Biblioterapia para el desarrollo personal. Se define como el apoyo literario personalizado para posibilitar un desarrollo normal y progresivo de la persona que busca ayuda. Puede ser aplicada en carácter preventivo y correctivo. También puede ser usada bajo la forma de tratamiento de grupo (Ferreira, 2003: 66 grifo meu).

7 Nos anos 40, 50 e 60 foram produzidas muitas outras publicações e revelantes pequisas sobre a Biblioterapia. O termo Biblioterapia foi definido pela primeira vez em 1941, por Dorland s Illustrated Medical Dictionary, como O emprego de livros e sua leitura no tratamento de doenças mentais (RATTON, 1975: 198). Posteriormente a esta data, já em 1961, o primeiro dicionário não especializado Webster s Third Internacional Dictionary apresentou a biblioterapia definida como, o uso de material de leitura selecionada, como adjuvante terapêutico em medicina e psicologia, além de ser um guia na solução de problemas pessoais através da leitura dirigida, sendo esta, mais tarde adotada como oficial pela Associação para Bibliotecas de Hospitais e Instituições (RATTON, 1975: 199). A falta de uma estrutura científica para a Biblioterapia foi assunto de muitos debates, até que surgiu em 1949, a dissertação de doutorado de Caroline Shrodes. Sua tese configura-se como pesquisa pioneira experimental da biblioterapia, sendo aceita como autoridade até os dias de hoje. Muitos conceitos têm sido propostos por pesquisadores da temática e abrangem os seguintes aspectos: escolha e récipe de narrativas conforme as necessidades dos pacientes/leitores, administração da terapia com base em comentários de leituras e compreensão da obra e avaliação dos resultados. De acordo com Angela Ratton, a utilização desta terapia com base na leitura dirigida, [...] é considerada actualmente na profilaxia, educação, reabilitação e na terapia propriamente dita, em indivíduos nas diversas faixas etárias, com doenças físicas ou mentais. Além disso aceitam-se como terapêuticas todas as influências benéficas da leitura espontânea, feita na vida diária com propósitos recreativos, assim como na educação sistemática. (RATTON, 1975: 200) Concluindo tal parecer, é necessário destacar que mesmo que a Biblioterapia geralmente ter sido evocada num ambiente hospitalar, ficou comprovado entretanto, que a sua inclinação é abranger várias outras áreas do conhecimento. Ela pode ser aplicada não apenas em hospitais, mas também em instituições de ensino, prisões, asilos, e no tratamento de problemas psicológicos em crianças, jovens, adultos,

8 deficientes físicos, doentes crónicos e viciados. Ou seja, ela pode ser aplicada num processo de hospitalização, no contexto escolar e no processo de sociabilização. Carolina Shroedes (1949) ao investigar detalhadamente a aplicabilidade da biblioterapia verificou, entre outros, que Moore utilizou o método biblioterapêutico como tratamento de jovens delinquentes, apresentando seus estudos nesta área com avaliação positiva. Verificou que o uso da biblioterapia nas instituições de ensino é defendida por Kircher, por acreditar no alívio psicológico por meio do vivenciar das emoções das personagens, mesmo que a leitura de imediato, não produza alguma reação, e que esta venha posteriormente. Alves (1982), considerando o valor positivo da biblioterapia nas prisões, afirmou ser necessário à (re)educação do recluso, o direito a leitura como fonte de cultura e informação e como fator de auto ajuda na questão do stress provocado pela perda de liberdade. Juntou o trabalho e o lazer - terapia convencional e biblioterapia - tendo como parceria: bibliotecário, psicólogo e assistente social. Caroline Shrodes (1949), como método para a pesquisa clínica experimental da biblioterapia, também aplicou a pesquisa de casos individuais, utilizando-se de fundamentos holística de psicologia dinâmica. Os indivíduos selecionados foram cinco estudantes de Comunicação Básica, sendo que um deles passou a receber atenção especial, devido às suas reações respostas à biblioterapia. Tal estudo explorou a teoria e prática da biblioterapia em indivíduos saudáveis. Portanto, existe uma terapia por meio dos livros e tal terapia recebe o nome específico de biblioterapia, originada de dois termos gregos biblion: todo o tipo de material bibliográfico ou de leitura [e] therapeia: tratamento, cura ou restabelecimento (PAIVA, 2011:90). Podemos conceituar biblioterapia como receita de recursos de leituras que contribuem para o desenvolvimento da maturidade, além de fortalecer e manter a saúde mental (apud SHODES, 1949). Na prática de biblioterapia há a preocupação em proporcionar ao público alvo textos que estimulam a alegria, o prazer, a descontração e elementos essenciais ao bem estar do leitor, além de cultivar os valores sociais como: respeito, justiça, solidariedade, compromisso, igualdade e democracia. Os vários suportes de leituras, com perspectivas terapêuticas que contenham elementos da ficção estimulantes de se ler, são narrativas com lacunas a serem preenchidas por meio da fantasia, imaginação e emoção dos leitores. Nesta mesma perspectiva, Louise Rosenblatt observa a leitura de textos ficcionais,

9 [...] como ajuda para o ajustamento social e pessoal. Sua teoria é de que a literatura imaginativa é útil para ajustar o indivíduo tanto em relação aos seus conflitos íntimos como em conflitos com os outros. [...] o processo de pensamento reflexivo estimulado pela leitura seja um prelúdio para a ação. (CALDIN, 2001: 3) Para leitores adultos são-lhes apresentados textos dramáticos (com final feliz), entremeados de humor; com relatos do cotidiano, e que são também instigantes. Já para as crianças, o discurso literário abre perspectivas para a percepção do mundo do ponto de vista da infância, traduzindo então suas emoções, seus sentimentos, suas condições existenciais em linguagem simbólica que efetue a catarse (YUNES E PONDÈS, 1988: 47). Sendo assim, a literatura atua, um como um brinquedo, um jogo que, ao proporcionar emoção e estimular a imaginação, alivia as pressões da dominação adulta no mundo da infância. A imaginação é agitada pelo jogo entre leitor/escritor, cujo efeito estético motiva a relação de cuidado. Em relação a este efeito estético, dizemos que o autor e o leitor participam portanto de um jogo de fantasia; jogo que sequer se iniciaria se o texto pretendesse ser algo mais do que uma regra de jogo (ISER, 1999: 10). A leitura (sendo jogo) transforma-se em prazer oferecendo possibilidades terapêuticas. A importância da leitura destes textos é que eles estimulam o uso da imaginação do leitor, onde o possibilita viajar por caminhos nunca viajados, além de despertar soluções nunca antes pensadas, auxiliando-o assim, a se descobrir e se reafirmar. Para muitos leitores, as experiências vividas em determinados personagens podem constituir medidas preventivas contra sentimentos como: a ansiedade, o medo, o isolamento, a raiva, a (des)esperança, a maldade,, a falta de uma identidade psicologicamente saudável, entre outros. A leitura de determinados contos contribui para a construção mental da criança e do jovem, pois não estão a limitar a expansão de seus horizontes, da sua identidade, de confiança, assim como também de coragem para enfrentar os obstáculos da vida. O dinâmico diálogo entre texto/leitor estimula a reflexão dos sentimentos e das ideias, além da identificação com a própria identidade. No processo de uma auto-reflexão e na tentativa de se compreender com baseando nas emoções proporcionadas por tal leitura, permite que o leitor examine os seus próprios problemas. Ou, seja, quando um leitor é

10 estimulado a comparar suas ideias e seus valores com os outros, poderá resultar em mudanças de atitudes (SEITZ, 2000:24). IV. A Biblioterapia e a literatura Infantil: Ajustando o emocional e resgatando os valores Os estudiosos garantem e sublinham a importância para a criança em ouvir histórias. Estas asseguram o desenvolvimento da identidade da criança, visto ser por meio delas que se abrem possibilidades para que ela treine e experimente os seus papéis na sociedade. Os contos transportam-na para situações reais e colocam-na dentro das aventuras narradas. Assim, as crianças constroem a sua sabedoria, desenvolvem reflexões, sentimentos e imaginação e, por outro lado, contactam com situações que só vivenciariam na vida adulta. Segundo Bruno Bettelheim, a sabedoria é construída, passo a passo, a partir das origens mais irracionais. Só na idade adulta é que uma compreensão inteligente do sentido da experiência de cada um neste mundo se pode obter, a partir das experiências vividas (BETTELHEIM, 2006: 09). Para além do prazer e dos aspectos lúdicos, os contos maravilhosos têm um papel de grande importância simbólica, visto proporcionarem o desenvolvimento criativo e uma personalidade saudável na criança. Estes tipos de contos maravilhosos são muito importantes, pois o que neles parece apenas infantil, divertido ou absurdo, na verdade carregam uma significativa herança de sentidos ocultos e essenciais para a nossa vida (COELHO, 1982: 09). Os tradicionais contos de fadas despertam emoções e, de forma lúdica, tratam as angústias existenciais, como por exemplo, a necessidade de ser amado, o desprezo por sofrer o preconceito, tal como no Patinho Feio. A rivalidade e a competição com a mãe bem expressas em Branca de Neve. O abandono e a solidão, em João e Maria. Os caminhos e os descaminhos no processo de humanização, como podemos ver em Pinóquio. A menina provocadora que se defronta com o mundo, em Chapeuzinho Vermelho, etc. Por meio da literatura infantil, qual um caminho mágico, conduz a inteligência e a sensibilidade da criança e, assim, favorece a sua formação. Nesse campo, como não recordar o grande escritor universal e imortal, Andersen. Atualmente ainda existem autores contemporâneos de contos maravilhosos que mantém essa mesma preocupação: escrever histórias terapêuticas que auxiliam-nos como trabalhar com problemas vigentes, os quais despertam muita preocupação, tanto

11 aos pais, como aos educadores, como o bullying, a injustiça social, o preconceito, entre outros. A rosa que não queria ser azul (2011), por exemplo, é a história de Cristal, uma menina atenta à tudo que tem o desejo de ser diferente do que é, para assim, ser aceite entre as outras crianças mais favorecidas. Ela encontra a solução através de seus devaneios, por meio de sua rica criatividade, que consegue ao longo do enredo colorir o mundo com a sua própria imaginação. O conto nos auxilia como trabalhar com a inclusão de crianças que sentem-se marginalizadas em seu pequeno grupo por motivos vários. Entendemos que vivemos em um mundo ou em uma sociedade onde as questões de preconceitos ainda se fazem presentes em todos os espaços. Na educação é possível constatar que são as crianças de bairros e comunidades mais carentes, as grandes vítimas da desigualdade principalmente no ambiente escolar. Estes contos infantis trabalham subsídios que nos leva a uma profunda reflexão sobre tais questões com predominância no cotidiano da educação infantil, ao verificar as dificuldades e levantar possibilidades que contribuam com a discussão da temática pelos demais educadores. Podemos dizer que essas narrativas projetam acontecimentos e problemas psicológicos, veiculados graças às imagens e às ações das personagens. Estas são capazes de auxiliar o leitor a compreender e aprender a lidar com o que se passa dentro de seu inconsciente o que, de outro modo, não conseguiria por meio de explicações racionais. Cada conto aborda um tema relacionado com a vida psíquica e particular da criança. Liana Trindade e François Laplatine (1996) afirmam que a imaginação pode ser entendida como tudo o que não é real, ou seja, um mundo oposto à realidade concreta, produtora de devaneios e de imagens que explicam e permitem a evasão fora do quotidiano. A necessidade de compreendermos a realidade assenta na verdade, e, tal é possível, pela imaginação. Podemos dizer que o imaginário reconstrói o real e atua como uma imaginação contraventora do presente. E, neste campo, a literatura é sem dúvida, uma das mais valiosas conquistas do homem, pois por meio dela pode-se conhecer-se, transmitir-se e comunicar a aventura da própria existência humana.qualquer que sejam, os contatos que a criança estabeleça com esse mundo, eles são mediados pela linguagem que representa um importante fator para a instauração da consciência. Graças a ela, a realização social se produz, ganha vida e identidade. As solicitações do meio constituem sempre fortes apelos para a criança, atuam como orientação nos interesses da sua vivência e da sua curiosidade intelectual.

12 Podemos afirmar que a criança realiza um faz de conta, na fuga do quotidiano para a construção do seu mundo ideal. Era uma vez é o abre-te sézamo na história da vida do homem (CARVALHO, 1982: 223). Portanto, privar a criança do encanto da fantasia e do imaginário é suprimir toda a riqueza do seu mundo interior. Para que tal não aconteça é necessário saber escolher o que oferecer às crianças que leem ou ouvem histórias e, para isto, torna-se imprescindível que o adulto conheça a literatura que melhor se identifica com elas. Assim sendo, devemos preocupar-nos com as influências que os contos infantis exercem sobre a mente da criança e, também, com as respectivas consequências que daí poderão advir quando adultas. A criança, pelo fato de ser muito criativa, necessita de material sadio e belo para assim poder organizar o seu imaginário e o seu universo mágico, lugar onde ela constrói, cria e destrói, ou seja, onde realiza tudo aquilo que deseja. A criança, por meio do seu imaginário - que os contos infantis despertam -, tem a capacidade de corrigir tudo o que considera errado. A imaginação revela-se uma fonte de libertação, uma maneira eficaz de permitir e conquistar a liberdade. Segundo Nelly Novaes Coelho, de todas as formas de expressão de que o homem dispõe para dar forma às suas vivências e experiências [ ] a Literatura é a das mais eloquentes, devido a amplitude de seus recursos expressionais (COELHO, 1982: 04). A autora ainda ressalta que a Literatura não só pode dar sentido ao ato fugaz de viver, como também se concretiza em uma matéria formal que corresponde àquilo que distingue o homem dos demais seres vivos: a palavra e a linguagem criadora. A literatura infantil é pois a biblioterapia da criança, ou seja, nela está presente uma série de imagens e diretrizes capazes de explorar o imaginário infantil da criança. Aos pensarmos nas histórias de Perrault, podemos dizer que foi exatamente com este autor que este tipo de literatura teve o seu início, visto os seus contos terem tido tanto eco nas crianças e terem se mantido, até hoje, como uma fonte de inquestionável interesse. Além de unir a estética e a didática, este escritor capta a criança em formação para a vida superior do espírito, que é um dos objetivos fundamentais da literatura infantil. Convém salientar aqui que o importante na literatura infantil é despertar a criança para todos os aspectos desde o intelectual, até o emocional, passando pelo psicológico e pelo social, entre outros. E é por meio do conto infantil, que se reflete toda essa complexidade. Muito embora o conto seja, hoje, recriado com problemáticas atuais,

13 ele conserva as suas fontes tradicionais e é um trampolim para a formação da criança, graças à influência dos ingredientes da área do maravilhoso. De acordo com a psicanálise, no inconsciente gera-se uma dualidade psíquica que as angústias e satisfações refletem. A interpretação torna-se, assim, um processo psicológico em que o símbolo possui lugar de destaque. Desse modo, uma ponte com as ciências cognitivas é estabelelcida, visto que a cognição pode corresponder ao tratamento de informação tendo em conta a manipulação dos símbolos. Os símbolos são representações do inconsciente e os psicanalistas preocupam-se em não perder de vista os contos de fadas, visto serem como que o prolongamento e continuidade dos antigos mitos. É que os símbolos revelam o inconsciente e o consciente, tendo estes, uma valiosa importância no nosso psíquico. Eles refletem a dualidade da alma humana, nas suas angústias, insatisfações e tristezas, mas também nos seus prazeres e nas suas alegrias. Os estudiosos deste ramo de saber afirmam também que o ser humano carrega, no seu interior, todas as lembranças de ações e de imagens passadas. As existências de tais figurações no inconsciente ficaram conhecidas como reminiscências ancestrais. A vida da criança é muitas vezes confusa, por isso, ela necessita de algo que lhe dê possibilidade de compreender a si mesma e ao mundo complexo em que vive. Para isso, é preciso fornecer-lhe condições para que encontre um sentido coerente para seus sentimentos. Justamente pelos contos de fadas, ela conseguirá atingir tal feito, servindolhe estes de modelo. Os contos maravilhosos assumem-se como uma viagem ao interior do espírito da criança e aos abismos do seu inconsciente. Neste tipo de ficção, logo de início somos lançados em acontecimentos fantásticos. Contudo, ao conduzir a criança para uma viagem ao mundo maravilhoso, o final da narrativa devolve o leitor à realidade, de forma tranquilizante. A criança por meio de devaneios, cria, recria e destrói a realidade, usando a fantasia e, através desse jogo, liberta as tensões de seu inconsciente. E assim, os contos maravilhosos rasgam na imaginação da criança novas perspectivas que seriam impossíveis descobrir de outro modo. O conteúdo destes contos maravilhosos desperta na criança imagens que podem estruturar os seus devaneios. As crianças, a que falta este tipo de material, ficarão menos criativas porque os contos as auxiliam a superar dificuldades.

14 Muitos contos modernos, destinados a crianças, evitam os problemas existenciais, mesmo sendo estes questões cruciais para o desenvolvimento emocional. Bruno Bettlheim adverte-nos que toda a criança necessita ter referências mesmo que seja de uma forma simbólica, o que lhe poderá fornecer elementos de como lidar com estes problemas para chegar à maturidade com um mínimo de risco. Tanto o bem, quanto o mal encontram-se onipresentes nos contos maravilhosos ao contrário do que acontece em alguns contos modernos infantis. E essa dicotomia é indispensável. Na narrativa infantil contemporânea alguns autores estabelecem uma comunicação natural com as crianças, nomeadamente por meio da linguagem coloquial. Esses autores possibilitam, com naturalidade, a formação afetiva, cognitiva e emocional, da criança. As personagens infantis, quando agentes da narrativa, possuem o dom de desencadear uma realidade imaginária e de veicularem a revelação de seus conflitos interiores, gerando-se, deste modo uma cumplicidade com o jovem leitor. Ao entrar no universo imaginário, a criança pode dominar os seus conflitos interiores, os seus problemas emocionais e ser capaz de ultrapassar a dependência infantil, caminhando assim, para uma valorização pessoal e individual. Os contos maravilhosos aparecem dessa forma como portadores de mensagens importantes para o psiquismo consciente, pré-consciente ou inconsciente, qualquer que seja o nível em que funcione (BETTELHEIM, 2006: 12). Essas histórias lidam com os problemas universais e assim falam ao ego da criança encorajando o seu desenvolvimento, além de aliviar tensões pré-conscientes ou conscientes. Em suma, as narrativas maravilhosas, graças a uma simbologia de que fazem uso, são fortes instrumentos didáticos e de ensinamento de valores que ajudam a superar as dificuldades da vida real, pois é imperioso que se esteja preparado para enfrentar grandes dificuldades. E, neste sentido, a literatura dá também sugestões de coragem e otimismo que serão úteis à criança para atravessar e vencer as inevitáveis crises de crescimento. Assim, pela intuição, a criança compreenderá que as narrativas maravilhosas, embora irreais, não são falsas, pois os fatos aí narrados assemelham-se aos que ela enfrenta no quotidiano e nas suas experiências pessoais. Dessa forma, quer as narrativas de há séculos atrás, quer as mais contemporâneas, têm um importante papel a desempenhar no desenvolvimento da criança. Todas elas a auxiliam e a ajudam a encontrar o verdadeiro significado da vida.

15 Em resumo, numa perspectiva psicanalítica, os contos maravilhosos, na prática de biblioterapia, servem para que a criança ensaie a construção de uma personalidade sadia. E é a biblioterapia que ajuda a sociabilização, troca de experiências e inserção no grupo. Ela permite os ajustes emocionais: o leitor, enfrentando problemas e situações semelhantes, experimenta a introspecção, estabelecendo um paralelo entre si e o carácter demonstrado, passando pela catarse que induz à uma mudança positiva e ao crescimento pessoal. Dizemos que o valor da palavra, da palavra escrita, outorga liberdade e poder, criando pessoas iluminadas. CONCLUSÃO Defendendo a ideia da biblioterapia como trampolim para a auto ajuda, o autoconhecimento e o encontro com a auto estima procuramos captar, nas narrativas infantis, uma espécie de espelho mágico capaz de operar como uma imagem fiel do universo dos valores infantis. Na verdade, os contos maravilhosos são registos simbólicos, pelos quais a psique se manifesta, podendo assim contribuir para a formação harmoniosa do leitor, seja ele criança ou jovem. Esse tipo de texto responde a uma necessidade dos jovens leitores, visto contribuir para a formação da sua identidade, abrindo caminhos para a reflexão e equilíbrio interior. A literatura maravilhosa ao encenar a complexidade dos problemas da vida torna-se um modelo exemplar para revelar as conexões entre Literatura Infantil, As novas Tecnologias e Educação, se entendermos que formula a discussão dos conflitos humanos de um modo significativo, funcionando assim, segundo Nelly Novaes Coelho (1982) como uma porta que se abre para determinadas verdades humanas. Apesar das circunstâncias externas, das conjunturas sócio político económicas, existem saídas para o ser humano, não apenas a partir da coletividade, mas também a partir das mudanças e transformações de cada um: o caminho a que Jung denominou processo de individualização. Para além disso, podemos dizer que, não importa se o leitor mirim utiliza o manuscrito ou as tecnologias para explorar o seu imaginário, mas o importante mesmo, é oferecer leituras com rico conteúdo para o imaginário. Entendemos que a leitura deste tipo de literatura, tanto no ecrã, como no objeto livro, representa um envolvimento intelectual sensorial e emotivo que ocasionam sentimentos como o medo, desejos,

16 confiança e reflexão. É pela linguagem criativa e bem-humorada, por meio das tecnologias e/ou livros infantis que se transporta para a reflexão individual. E assim, a criança leitora, ao refazer conceitos, liberta-se de angústias, medo, constrangimentos, preconceitos, graças ao acesso a textos que lhe oferecem magia e encantamento. Na prática de biblioterapia há a preocupação em proporcionar ao público alvo textos que estimulam a alegria, o prazer, a descontração e elementos essenciais ao bem estar do leitor, além de cultivar os valores sociais como: respeito, justiça, solidariedade, compromisso, igualdade e democracia. Referências ALBERGARIA, Jason (1999), Noções de criminologia, BH, Editora Mandamentos. BETTELHEIM, Bruno (2006), A psicanálise dos contos de fadas, Lisboa, Editora Bertrand. CARVALHO, Bárbara Vasconcelos de (1982), Literatura Infantil: Estudos, São Paulo, Editora Edart. COELHO, Nelly Novaes (1982), A Literatura Infantil: História, Teoria, Análise, São Paulo, Editora Global. CRISTÓFANO, Sirlene (2011), A rosa que não queria ser azul, Rio Grande do Sul, Ed. Alternativa. LAPLATINE, François; TRINDADE, Liana (1996) O que é imaginário? Col. Primeiros Passos, São Paulo, Editora Brasiliense. MOLINA António Garcia-Pablos (2000), Criminologia, SP, Editora Revista dos Tribunais. ORTEGA,Rosario; Del Rey, Rosario (2002), Estratégias Educativas para a prevenção da violência, Brasília, Ed. Unesco. SOARES, Orlando (1983), Prevenção e repressão da criminalidade, RJ, Ed. Biblioteca Jurídica Freitas Bastos. Webgrafia Disponível em: «http://www.angela-lago.com.br/». Acesso em: 15 de Maio de Disponível em: «http://caracol.imaginario.com/estorias/». Acesso em: 02 de Maio de Disponível em: «http://www.night.net/tucker/». Acesso em: 02 de Março de 2004.

17 Disponível em: «http://www.querido.org/guidaq/». Acesso em: 31 de Outubro de Disponível em: «http://www.ukchildrensbooks.co.uk/». Acesso em: 29 de Maio de 2009.

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