UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES INSTITUTO A VEZ DO MESTRE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ISS OU ICMS SOBRE OS SERVIÇOS DE PROVEDORES DE INTERNET

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES INSTITUTO A VEZ DO MESTRE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ISS OU ICMS SOBRE OS SERVIÇOS DE PROVEDORES DE INTERNET"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES INSTITUTO A VEZ DO MESTRE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ISS OU ICMS SOBRE OS SERVIÇOS DE PROVEDORES DE INTERNET Por: CRISTIANE DE OLIVEIRA PAIVA ORIENTADOR PROF. ANSELMO SOUZA RIO DE JANEIRO 2012

2 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES INSTITUTO A VEZ DO MESTRE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ISS OU ICMS SOBRE OS SERVIÇOS DE PROVEDORES DE INTERNET Monografia apresentada à Universidade Candido Mendes Instituto a Vez do Mestre, como requisito parcial para a conclusão do curso de Pós- Graduação Lato Sensu em Direito Público e Tributário. Por: Cristiane de Oliveira Paiva.

3 3 AGRADECIMENTOS Meus agradecimentos aos grandes amigos que fiz no decorrer deste curso acadêmico assim como ao corpo docente e aos professores que ministraram tal evento.

4 4 DEDICATÓRIA Dedico esta obra a minha família, grande torcedora, incentivadora e base de todo meu sucesso.

5 5 RESUMO O estudo abordado visa chamar a atenção dos juristas e demais operadores do direito acerca de um tema novo quanto à tributação na internet e a incidência de tributos sobre os provedores de acesso à internet. A complexidade do assunto gera em torno das divergências doutrinárias sobre a prestação de serviços prestados pela rede, sendo eles de comunicação sofrendo a incidência do ICMS ou são classificados como serviços de qualquer natureza sofrendo a incidência do ISS. A tributação na internet é um tema que requer a atenção dos operadores do direito visto sua eclosão recente e ausência de jurisprudências consolidadas a cerca do assunto. A falta de normas jurídicas e a frágil legislação sobre o tema evidencia um caos legal em flagrante desrespeito aos princípios fundamentais constitucionais. A legislação tributária possui previsão de diversas hipóteses suscetíveis de sofrerem incidência tributária e, nos dias atuais, praticamente todos os atos praticados pelos contribuintes no mundo dos fatos se enquadram em um tipo legal tributário. Ainda assim, devido ao desenvolvimento tecnológico, iremos encontrar alguns atos do sujeito passivo, do contribuinte, que não estão previstos em nenhuma espécie tributária e que deveriam estar, a princípio, fora do mundo da incidência. Já existem posicionamentos e jurisprudências que tratam do assunto, sendo estas tratadas no decorrer do trabalho, a fim de esclarecer a aplicabilidade de tais tributos sob a ótica constitucional.

6 6 O presente estudo abordará o surgimento da internet e dos provedores de acesso, seus reflexos na sociedade e no mundo jurídico. Distinguirá os tributos objeto do estudo e analisará a incidência destes no novo mercado virtual. Analisamos, por ora, a possibilidade de haver incidência de tributos sobre estas relações jurídicas realizadas entre os provedores de acesso e seus usuários, e confrontamos esta hipótese com os princípios informadores da tributação e com os requisitos legais, indispensáveis para que se configure uma relação jurídica tributária, como o é a necessidade de previsão legal e expressa de todos os elementos desta obrigação.

7 7 METODOLOGIA Este estudo constitui-se de descrição detalhada sobre o surgimento da internet e sua evolução. Analisa um novo mercado, uma nova economia e o comportamento da sociedade e do Direito diante da nova descoberta e tecnologia sob o aspecto constitucional e processual utilizando-se da doutrina moderna, das jurisprudências que tratam do tema e das leis complementares que regulam os tributos objeto do nosso estudo. Serviu como base de nosso estudo a Constituição da Republica Federativa do Brasil de 1988 em seu Título VI, capítulo I, que trata do Sistema Tributário Nacional, assim como a lei complementar nº 87, de e a lei complementar nº 116 de 31 de julho de Utilizamos também a doutrina processualista, a legislação processual civil a exposição da jurisprudência dos Tribunais Superiores e a exposição das fontes e o tratamento jurídico pela ótica do direito positivo moderno Neste ensejo, a presente monografia enfocou também o método dogmático, utilizando-se da pesquisa bibliográfica de livros publicados por autores processualistas renomados, além da disposição das leis, bem como o entendimento aplicado à incidência desses tributos aos provedores de acesso à internet, consoante acórdãos que estão digitalizados e publicados nos sítios dos Tribunais de Justiças dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

8 8 SUMÁRIO INTRODUÇÃO... 8 CAPÍTULO I DA CRIAÇÃO DA INTERNET E PROVEDORES DE ACESSO A INTERNET E SEUS REFLEXOS NO MUNDO HODIERNO DO NASCIMENTO E EVOLUCAÇÃO DA INTERNET DOS PROVEDORES DE ACESSO NOVO CONTEXTO ECONÔMICO DOS REFLEXOS NO MUNDO HODIERNO NA SOCIEDADE NO MUNDO JURÍDICO CAPÍTULO II DO ICMS E DO ISS DO ICMS DO ISS CAPÍTULO III TRIBUTAÇÃO NA INTERNET PROVEDORES DE ACESSO: INCIDÊNCIA DE ICMS OU ISS FUNÇÃO DA EMPRESA PROVEDORA DE ACESSO SIGNIFICADO DE COMUNICAÇÃO DIVERGÊNCIA DOUTRINÁRIA JURISPRUDÊNCIAS EM SÍNTESE CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA... 40

9 9 INTRODUÇÃO O presente trabalho tem por objeto estudar a tributação na internet passando pelo seu nascimento, desenvolvimento até a sua aplicabilidade nos dias atuais, abordando a natureza dos serviços prestados pelos provedores de acesso à rede, esclarecendo sua classificação, se entendidos como serviços de qualquer natureza sofrendo a incidência do ISS ou se entendidos como de comunicação, sofrendo a incidência do ICMS. O estudo mostrará as divergências existentes acerca do assunto visto sua complexidade e pouca jurisprudência consolidada, fazendo-se entender os tributos em tela, passando por seus conceitos e aplicabilidades sob a ótica constitucional e sob as leis que o complementam, sendo estas a lei complementar 87, de e a lei complementar 116 de 31 de julho de O intuito da abordagem da incidência de tais tributos sobre os serviços de acesso a internet dar-se-á haja vista o não entendimento de sua natureza se, são prestação de serviços de qualquer natureza ou se por ser rede, devem ser entendidos como de comunicação, havendo neste caso a incidência de outro tributo pertinente a matéria. O objetivo da discussão é evidenciar os dois tributos para entender sua aplicabilidade nas relações de consumo via internet, passando pelas correntes doutrinárias que divergem quanto as suas características e natureza.

10 10 Esta pequena obra subdivide-se em três capítulos. O primeiro capítulo destina-se ao nascimento da internet e dos provedores de acesso a rede e seus reflexos no mundo atual e no mundo do direito. O capítulo em referência é de suma importância para entendermos a evolução dos serviços prestados virtualmente, fazendo com que surjam novas regras jurídicas para regulamentar um mercado novo, autêntico, original e carente normas. O segundo capítulo abordaremos os tributos objeto de nosso estudo. Analisaremos a aplicabilidade do ICMS - Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e Comunicação, e do ISS - Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza. O terceiro e o mais importante capítulo, trataremos do tema central de nosso trabalho, relatando qual tributo pertinente às relações de prestação de serviço de provedores de acesso à internet, analisando a possibilidade de haver incidência de tributos sobre estas relações jurídicas realizadas entre os provedores de acesso e seus usuários, e confrontamos esta hipótese com os princípios informadores da tributação e com os requisitos legais, indispensáveis para que se configure uma relação jurídica tributária, como o é a necessidade de previsão legal e expressa de todos os elementos desta obrigação.

11 11 CAPÍTULO I DA CRIAÇÃO DA INTERNET E PROVEDORES DE ACESSO A INTERNET E SEUS REFLEXOS NO MUNDO HODIERNO 1. DO NASCIMENTO E EVOLUCAÇÃO DA INTERNET No final da década de cinquenta, no auge da Guerra Fria, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos criou a ARPA - Advanced Research Projects Agency com o objetivo de liderar pesquisas científicas e tecnológicas às forças armadas no intuito de desenvolver projetos em conjunto tendo como vantagem a garantia de salvaguardar dados que poderiam ser perdidos em caso de ataque a uma das bases e sem o inconveniente da distancia física. Assim, em 1969 surgiu o embrião da internet com a criação da ARPANET ARPAnetwork, permitindo a partilha de recursos computacionais, tais como: bancos de dados, computadores de alto desempenho e dispositivos gráficos, entre os pesquisadores e fornecedores contratados pelo Departamento. Logo ela passou a ser usada também como meio de cooperação entre os participantes do projeto, possibilitando o uso de correio eletrônico, dentre outros serviços. Na década de 80, essa rede experimental foi dividida. A Arpanet, para pesquisa civil com fins militares, e a Milnet, com fins exclusivamente militares. A interligação dessas redes foi chamada de Defense Advanced Research

12 Projects Agency Internetwork, nome que foi abreviado posteriormente para INTERNET Para o dicionário da língua portuguesa, internet significa rede mundial de computadores. Rede telemática internacional que une computadores de particulares, organizações de pesquisa, institutos de cultura, institutos militares, bibliotecas, corporações de todos os tamanhos. Já o Ministério das Comunicações define internet_ consoante portaria nº 148, de 31 de maio de 1995, que aprovou a norma 004/95_ como o nome genérico que designa o conjunto de redes, os meios de transmissão e comutação, roteadores, equipamentos e protocolos necessários à comunicação entre computadores, bem como o software e os dados contidos nestes computadores". Assim, provedores de acesso a internet seriam empresas que provêm acesso à Internet aos seus clientes através da manutenção de uma central de linhas telefônicas exclusivas ligadas aos seus servidores Internet. 2. DOS PROVEDORES DE ACESSO. A conexão com a internet é feita através dos provedores de acesso, assim, definido supra, e uma das implicações jurídicas é a discussão a respeito da tributação dos serviços prestados pelos mesmos, tema central de nosso estudo. 1 Em 1982, foi implementado o TCP/IP, protocolo padrão da Rede. No ano seguinte, toda a parte militar (que recebeu o nome de MILNET) foi separada da ARPANET. Em 1985, surgiram os primeiros domínios (.edu,.org e.gov), logo após à criação deste conceito. Também nessa época, começou a ser usado o nome INTERNET para se referir ao conjunto de redes liderado pela ARPANET. Depois da cisão com a parte militar e o uso já comum do termo INTERNET, a ARPANET se esvaziou e deixou de existir oficialmente em 1990.

13 13 Contudo, para melhor compreensão do estudo, a fim de identificarmos os sujeitos desta obrigação, far-se-á necessário entender melhor a definição de provedor. Existem dois tipos de provedores, o provedor de informações, sendo este, aquele que alimenta a rede com informações e o provedor de acesso, definido supra, também conhecido pela sigla ISP, Internet Service Provider, que são empresas que colocam à disposição de usuários de computadores, o acesso à internet por um equipamento chamado servidor. Melhor dizendo, provedor de acesso é "a empresa ou entidade que gerencia um sistema de acesso à Internet, fornecendo os códigos de identificação das estações dos usuários. No sentido de prestador de serviço, porém, o provedor é "pessoa, física ou jurídica, que utiliza esse conjunto de equipamentos para a prestação de serviço consistente em viabilizar o acesso à Internet." 2 3. NOVO CONTEXTO ECONÔMICO Com surgimento de novas descobertas e tecnologias, em um efeito dominó, haverá reflexão no comportamento social e, por conseguinte, no mundo econômico e no mundo jurídico que implicará alteração e criação de normas com vistas a regulamentar a nova matéria em detrimento do novo comportamento da sociedade diante desta nova descoberta. É certo que o conceito de nova economia" não está somente ligado às novas tecnologias de Internet, mas também ao novo modelo social e empresarial. 2 MARTINS, Ives Granda da Silva (coord.). Tributação na internet. São Paulo : Revista dos Tribunais. Centro de Extensão Universitária, (Pesquisas tributárias : nova série n. 7)

14 14 Neste contexto econômico que surge, têm vantagem as empresas que otimizam suas relações com clientes, fornecedores, distribuidores e outras empresas. O domínio e a utilização do conhecimento e da informação serão vitais no processo de eliminar ineficiências nas transações econômicas. As empresas estão conquistando maior produtividade e eficiência, diminuindo desperdícios de insumos e tempo ao integrarem seus fornecedores on-line. Com a Internet, tamanho seu desenvolvimento, não poderia ser diferente. Com ela inúmeros questionamentos e desafios surgiram tanto no âmbito do Direito, como âmbito do comportamento social dos usuários, dentre eles, o comércio e a proteção ao consumidor na Internet, os crimes ocorridos na rede, os direitos autorais, a tributação dos serviços, e uma gama de questões a serem discutidas. 4. DOS REFLEXOS NO MUNDO HODIERNO 4.1 NA SOCIEDADE A Internet fez surgir novos conceitos de comércio e serviços, onde os bens imateriais ou incorpóreos (ativo intangível) têm enorme importância. O comércio eletrônico trouxe consigo inúmeras implicações econômicas e sociais, inclusive no campo da tributação. A regulamentação dos negócios realizados através da internet tem gerado discussões, em praticamente todos os países. Países como Portugal, Espanha, Itália e Alemanha, têm legislação específica no campo da regulamentação do comércio Eletrônico. Todos eles, assim como os Estados Unidos, basearam-se num modelo criado pela Uncitral, a Comissão das Nações Unidas para o Direito Comercial Internacional.

15 15 No Brasil, a OAB encaminhou proposta ao Congresso Nacional, regulamentando o comércio eletrônico. O texto outorga ao documento eletrônico a mesma validade do contrato em papel. 4.2 NO MUNDO JURÍDICO Inúmeras são as questões levantadas. Qual o território que tem a competência para tributar; onde é o local da prestação de serviços; quando é fato gerador do ICMS e quando é do ISS; o que é na verdade o software para fins de tributação; tributação de estabelecimento virtual - titularidade do site e hospedagem, entre outras questões, são preocupações constantes dos usuários ("lato sensu") da Internet. As questões vão além. Como tributar a remuneração do provimento de acesso, a hospedagem de site, a colocação de banner em site, a montagem e manutenção de sites, a assinatura de jornais eletrônicos, o provimento de espaço, entre outras atividades ligadas diretamente à Internet é uma das prioridades dos governos de todos os países. Enfocando nosso estudo, as dúvidas são de toda ordem. No caso dos provedores de acesso, qual o serviço que eles prestam: o de qualquer natureza (incidência do ISS) ou o de comunicação (ICMS)? Para isso, passamos a analisar os tributos em capítulo próprio a fim de se compreender a incidência destes no mercado e a sua real aplicabilidade no mundo virtual.

16 16 CAPÍTULO II DO ICMS E DO ISS Antes de se concluir pela incidência de um dos tributos, ou de nenhum deles, cabe um breve estudo dos mesmos, a fim de se posicioná-los no ordenamento jurídico tributário brasileiro. 1. DO ICMS Qualquer que seja o exame que se faça sobre um imposto, deve-se iniciar pela descrição constitucional a seu respeito. O Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, de competências dos Estados Federados e do Distrito Federal, encontra-se previsto na Constituição Federal, no artigo A Constituição atribuiu competência tributária à União para criar uma lei geral sobre o ICMS, através de Lei Complementar (Lei Complementar 87/1996, a chamada "Lei Kandir"). Com a nova discriminação de rendas da Constituição de 1988, que atribuiu aos Estados federados a competência tributária sobre as prestações de serviços de comunicação, que, anteriormente, na vigência da Constituição de 1967, cabia à União e aos Municípios este poder de tributar, isto por meio do 3 Art Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir :I - Impostos sobre (...) b) Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior.

17 17 Imposto sobre Serviços de Transportes e de Comunicações - ISTC e do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN ou ISS, surge novo campo passível de arrecadação tributária os serviços de comunicação campo esse que vem alcançando desenvolvimento assustador e despertado, cada vez mais, a atração das Fazenda Públicas, seja federal, estadual ou municipal, fato este que tem gerado as controvérsias que serão abordadas no trabalho. A inclusão do "S" no antigo ICM (Imposto sobre circulação de mercadorias), tributo este responsável por mais da metade da arrecadação estadual, merece aprofundamento científico, tendo em vista as conseqüências, sobretudo econômicas, tanto para os entes públicos quanto para os contribuintes, na condição de sujeito passivo dessa exação tributária. A importância do avanço tecnológico nesse campo apresenta reflexos diretamente na tributação dos serviços, tendo em vista o crescimento proporcional da arrecadação de tributos incidentes sobre tal atividade. E surge aqui o cerne da questão, uma exata extensão do vocábulo "comunicação", conceito esse que ainda não se apresenta solidificado na doutrina, mas de grande importância, uma vez que a prestação onerosa da comunicação de qualquer natureza consiste no critério material deste tributo. Sem dúvida, a inclusão dos serviços de comunicação e transporte no âmbito do ICMS alargou em muito a base tributária do mesmo, tendo, com a Lei Complementar 87, de 13 de setembro de 1996, com a seguinte redação: "Art. 2 º. O imposto incide sobre: (...) III prestações onerosas de serviços de comunicação, por qualquer meio, inclusive a geração, a emissão, a recepção, a

18 18 transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza;" O principal fato gerador para a incidência do ICMS é a circulação de mercadorias, mesmo que se tenha iniciado no exterior. Além disso, o ICMS incide sobre pretações onerosas de serviços de comunicação, prestações de serviços de transporte intermunicipal e interestadual, e desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior. Como visto, o ICMS incidirá em regra sobre a circulação de bens, na qual ocorre a mudança de titularidade entre os sujeitos da relação, desse modo, uma simples mudança de estabelecimento da mesma empresa, não configura Fato Gerador do imposto. 1. DO ISS O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, de competência dos Municípios e do Distrito Federal, tem como fato gerador a prestação de serviços constantes da lista anexa à Lei Complementar 116/2003, ainda que esses não se constituam como atividade preponderante do prestador. É um imposto brasileiro, municipal, ou seja, somente os municípios têm competência para instituí-lo (Art.156, IV, da Constituição Federal, com execão do Distrito Federeal), tendo como contribuinte o prestador do serviço. O serviço considera-se prestado e o imposto devido no local do estabelecimento prestador ou, na falta do estabelecimento, no local do domicílio do prestador, exceto nas hipóteses previstas nos itens I a XXII do art. 3 da Lei Complementar 116/2003.

19 19 Frente ao fato de que é o próprio texto magno quem determina e divide as competências tributárias, a análise do imposto supra deve ter como ponto de partida, análise e chegada principalmente os dispositivos constitucionais que dispões sobre este tributo, conjugando e conformando às normas constitucionais toda a produção legislativa infraconstitucional atinente ao Imposto sobre Serviços de qualquer natureza. O Imposto sobre Serviços de qualquer natureza, a partir deste momento designado unicamente pela sigla ISS é imposto genericamente previsto no art. 156, inc. III da Constituição Federal que determina, in verbis: "Art Compete aos Municípios Instituir imposto sobre: (...) III serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei complementar." Sabedores de que a imposição tributária está dirigida a todo sujeito que venha a praticar o fato imponível, excetuadas as hipóteses constitucionalmente delimitadas, vê-se que no ISS serão sujeitos passivos na figura de Contribuintes todos os que realizarem a conduta de prestar serviço de qualquer natureza em subsunção à hipótese de incidência, conforme disposto, por exemplo, no art. 5º da Lei Complementar 116/2003.

20 20 CAPÍTULO III TRIBUTAÇÃO NA INTERNET PROVEDORES DE ACESSO: INCIDÊNCIA DE ICMS OU ISS? 1. FUNÇÃO DA EMPRESA PROVEDORA DE ACESSO O objetivo cerne do nosso trabalho é elucidar sobre a aplicabilidade desse ou desses tributos ao provedor de acesso a internet. Já sabido que provedor de acesso é uma empresa que prove acesso à Internet aos seus clientes através da manutenção de uma central de linhas telefônicas exclusivas ligadas aos seus servidores Internet, e neste sentido de prestador de serviço deve ser entendido como pessoa, física ou jurídica, que utiliza esse conjunto de equipamentos para a prestação de serviço consistente em viabilizar o acesso à Internet", passamos a entender como fuciona o provedor de acesso. Nos provedores de acesso, tudo tem início, em regra, com um serviço de comunicação de qualquer natureza realizado pela empresa telefônica ao usuário, observada também a possibilidade de haver conexão via cabo, sem a prestação da empresa de telefonia. Deste momento em diante, este usuário da empresa de telefonia passa a acessar geralmente uma outra empresa 4, a provedora de acesso à internet, que lhe presta um serviço diverso do primeiro, agora o de disponibilizar aos seus usuários um canal que acesse a rede mundial de computadores via internet. 4 Há casos de uma mesma empresa prestar serviços de telefonia e de provedora de acesso.

21 21 Inicialmente, precisamos saber se os provedores de acesso prestam serviços de comunicação e assim o sendo, se são passíveis de incidência do ICMS. Primeiramente devemos entender o que realiza a empresa provedora de acesso para, em seguida, verificarmos se este é um serviço de comunicação paralelo ao que é prestado pela empresa de telefonia e suscetível de tributação pelo ICMS; se é um serviço adicionado e sujeito à incidência do ISS nos termos do artigo 61 da Lei n.º 9.472/97 ou, ainda, se a provedora de acesso é uma usuária dos serviços de telefonia e realiza um outro serviço, o qual não faz parte do conceito de comunicação e deve, portanto, ser incluído na lista de serviços do ISS para que somente a partir daí sofra referida tributação. A prestação de serviço de comunicação está inserida no artigo 155, inciso II, da Constituição Federal 5. O texto constitucional é claro ao determinar que o ICMS incide sobre os serviços de comunicações. Para isso, precisa-se entender o significado de comunicação. 2. SIGNIFICADO DE COMUNICAÇÃO O significado de comunicação segundo o Dicionário Aurélio, dentre outras significações é 1. o ato ou efeito de comunicar-se, 2. Ato ou efeito de emitir, transmitir e receber mensagens por meio de métodos e/ ou processos convencionados, quer através da linguagem falada ou escrita, quer de outros sinais, signos ou símbolos, quer de aparelhamento técnico especializado, sonoro e/ou visual 6. 5 Vide artigo ou citação de número 3. 6 FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Aurélio século XXI : o dicionário da língua portuguesa. 3. ed., 4. imp. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 1999.

22 22 E, para os provedores de acesso, para as empresas que realizam o contato entre o usuário e a rede de internet por meio de seus computadores permanentemente conectados à rede, encontramos a seguinte definição: Empresa ou organização que tem instalada uma conexão de alta capacidade com uma grande rede de computadores, e que põe à disposição de outros usuários o acesso a esta rede, por meio de linhas telefônicas ou cabos, cobrando ou não pelo serviço 7. Consoante Roque CARRAZZA O ICMS não alcança simplesmente a comunicação, mas sim a prestação (onerosa) do serviço de comunicação. Em linguagem mais técnica, a hipótese de incidência possível deste ICMS é prestar, em caráter negocial, serviços de comunicação. Portanto, o tributo só pode nascer do fato de uma pessoa prestar a terceiro, mediante contraprestação econômica, um serviço de comunicação. 8 Note-se que há distinção entre a comunicação e o serviço de comunicação. Têm lugar aqui as indagações acerca do quer realmente seja serviço de comunicação, e, portanto, passível da imposição tributária do ICMS, surgindo imprescindível a necessidade de se abordar temas como a relação comunicativa, os serviços de comunicação, o serviço de valor adicionado, e, ainda, os conflitos de competência entre o ICMS e o ISS. Consoante Hugo de Brito Machado, "na publicidade, por exemplo, quem torna público sem dúvida está comunicando. Está fazendo comunicação. Mas, a comunicação, em si mesma, não é que sofre a incidência do ICMS. Tal 7 HOUAISS, Antônio e VILLAR, Mauro de Salles. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001, p CARRAZA, Roque Antonio. ICMS. 7ª ed. São Paulo: Malheiros, p. 144.

23 23 incidência é sobre o serviço de comunicação." E continua o autor mais adiante: É claro que a palavra comunicação tem sentido amplíssimo, no qual se encartam as informações, as manifestações de idéias e pensamentos em geral, por palavras, gestos e por qualquer outro meio, ainda que se trate de transmissão apenas unilateral. Não é neste sentido, porém, que a palavra está no texto do art. 155, inciso II, da Constituição Federal 9. Consoante art. 155, II da CRFB/88 10, o ICMS tem como critério material aqui a prestação de serviços de comunicação. Sérgio Pinto Martins 11,na obra Manual do ISS, assim define prestação de serviços: "Prestação de serviços é a operação pela qual uma pessoa, em troca do pagamento de um preço (preço do serviço) realiza em favor de outra a transmissão de um bem imaterial (serviço). Prestar serviços é vender bem imaterial, que pode consistir no fornecimento de trabalho, na locação de bens móveis ou na cessão de direitos. (...) a prestação de serviços (...) presume um vendedor (prestador do serviço), um comprador (tomador do serviço) e um preço (preço do serviço)." Ratificando o dito supra, há que se destacar a onerosidade como um dos requisitos para prestação do serviço de comunicação, pois nem toda comunicação consiste necessariamente em serviço de comunicação. Vale lembrar a lição de Roque Carrazza 12 "o ICMS não incide sobre a comunicação propriamente dita, mas sobre a "relação comunicativa", isto é, a 9 MARTINS, Ives Granda da Silva (coord.). Tributação na internet. São Paulo : Revista dos Tribunais. Centro de Extensão Universitária, (Pesquisas tributárias : nova série n. 7) 10 Vide artigo.

24 atividade de, em caráter negocial, alguém fornecer, a terceiro, condições materiais para que a comunicação ocorra. 24 Isto é feito mediante a instalação de microfones, caixas de som, telefones, rádio-transmissores etc. Tudo, enfim, que faz parte da infra-estrutura mecânica, eletrônica e técnica necessárias à comunicação. O serviço de comunicação tributável por meio do ICMS se perfaz com a só colocação à disposição do usuário dos meios e modos aptos à transmissão e recepção de mensagens. São irrelevantes, para fins de ICMS, tanto a transmissão em si mesma considerada (relação comunicativa), como o conteúdo da mensagem transmitida. Situação diversa ocorre quando uma pessoa (física ou jurídica) mantém em funcionamento o sistema de comunicações, consistente em terminais centrais, linhas de transmissão, satélites etc. Agora sim: há uma relação negocial entre o prestador e os usuários que possibilita, a estes últimos, a comunicação. É o quanto basta para que o ICMS incida. Mesmo que o usuário mantenha os equipamentos desligados." Destarte que o serviço de telefonia, o qual dá suporte para a existência do acesso à internet quando de sua transmissão via telefone, já é tributado pelo imposto sobre "operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações se iniciem no exterior" ou ICMS de competência dos Estados e do Distrito Federal já que, sem maiores questionamentos, se trata de um serviço de comunicação. 11 MARTINS, Sérgio Pinto. Manual do ISS. São Paulo: Malheiros, p CARRAZA, Roque Antonio. ICMS. 7ª ed. São Paulo: Malheiros, p

25 25 Aliás, como bem salientou o professor Roque Carrazza, na mesa de debates do XII Congresso Brasileiro de Direito Tributário, "a utilização da Internet não é tributável por meio de ICMS. Este imposto alcança, apenas, a prestação do serviço telefônico que a viabiliza". E mais adiante acrescenta: "a hipótese de incidência possível deste ICMS é prestar serviços de comunicação. Não é simplesmente realizar a comunicação." Na mesma linha de pensamento, Cláudio de Abreu e Marcos Vinícius Passarelli Prado 13, afirmam que o serviço de acesso a provedor de Internet é um plus ao serviço de telecomunicação e com este não se confunde. Infere-se daí que os provedores de acesso não realizam o transporte de sinais de telecomunicações. Eles somente fornecem os meios de acesso e não a comunicação, eis que realizam serviço de valor adicionado. 14 Segundo José Eduardo Soares de Melo 15 "os serviços públicos de telecomunicações são aqueles explorados diretamente pela própria União, ou mediante concessão ou permissão, destinados ao público em geral (Serviço 13 in Revista Dialética de Direito Tributário 67/ Valor adicionado, segundo o artigo 61, da Lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997, que dispõe sobre a organização dos serviços de telecomunicações é: "Art. 61. Serviço de valor adicionado é a atividade que acrescenta, a um serviço de telecomunicações que lhe dá suporte e com o qual não se confunde, novas utilidades relacionadas ao acesso, armazenamento, apresentação, movimentação ou recuperação de informações. 1º. Serviço de valor adicionado não constitui serviço de telecomunicações, classificando-se seu provedor como usuário do serviço de telecomunicações que lhe dá suporte, com os direitos e deveres inerentes a essa condição. 2º. É assegurado aos interessados o uso das redes de serviços de telecomunicações para prestação de serviços de valor adicionado, cabendo à Agência, para assegurar esse direito, regular os condicionamentos, assim como o relacionamento entre aqueles e as prestadoras de serviço de telecomunicações." 15 MELO, José Eduardo Soares de. Imposto sobre serviços de comunicação. São Paulo: Malheiros p

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Os caminhos da tributação dos provedores de acesso Lais Vieira Cardoso* Sumário: I Resumo; II O conceito de provedores de acesso; III - Tributação dos provedores de acesso: ICMS

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RESP Nº 456.650 - PR (2003/0223462-0) RELATOR : MINISTRO JOSÉ DELGADO R.P/ACÓRDÃO : MINISTRO FRANCIULLI NETTO EMBARGANTE : ESTADO DO PARANÁ PROCURADOR : CÉSAR AUGUSTO BINDER

Leia mais

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS Acórdão: 14.710/01/2ª Impugnação: 40.010105776-02 Impugnante: CTBC Celular S.A. Proc. S. Passivo: José Roberto Camargo/Outros PTA/AI: 01.000138911-28 Inscrição Estadual: 702.042559.0063 Origem: AF/Uberlândia

Leia mais

VOIP e o ICMS-comunicação

VOIP e o ICMS-comunicação VOIP e o ICMS-comunicação Elaborado em 02.2007. Fernando Awensztern Pavlovsky Bacharel em Direito pela Fundação Armando Álvares Penteado. Especialista em Direito Tributário pela Pontifícia Universidade

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATOR : MINISTRO CASTRO MEIRA AGRAVANTE : ONDREPSB LIMPEZA E SERVIÇOS ESPECIAIS LTDA ADVOGADO : IVAR LUIZ NUNES PIAZZETA E OUTRO(S) AGRAVADO : FAZENDA NACIONAL PROCURADORES : ANGELA T GOBBI ESTRELLA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.423.457 - PR (2013/0400739-4) RELATOR : MINISTRO HUMBERTO MARTINS AGRAVANTE : ZR IMPORTAÇÕES LTDA ADVOGADOS : CRISTIANO LISBOA YAZBEK E OUTRO(S) FERNANDO SOLÁ SOARES TAILANE

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 426.242 - RS (2013/0370295-0) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN EMENTA PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. COFINS. EMPRESAS CORRETORAS DE SEGUROS. MAJORAÇÃO DA ALÍQUOTA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.183.611 - PR (2010/0041616-9) RECORRENTE RECORRIDO : MUNICÍPIO DE CURITIBA : ELIANE CRISTINA ROSSI CHEVALIER E OUTRO(S) : MPS INFORMATICA LTDA : FLAVIO ZANETTI DE OLIVEIRA E OUTRO(S)

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 704.881 - RS (2004/0126471-0) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN AGRAVANTE : TRANSPORTADORA DE CARGAS MERCOSUL LTDA ADVOGADO : CLÁUDIO LEITE PIMENTEL E OUTRO(S) AGRAVADO

Leia mais

É devido o IPI na importação?

É devido o IPI na importação? É devido o IPI na importação? Kiyoshi Harada* Sumário: 1 Introdução. 2 O exame do fato gerador do IPI. 3 Interpretação do fato gerador do IPI a partir da matriz constitucional do imposto 1 Introdução Grassa

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 712.998 - RJ (2004/0180932-3) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN RECORRENTE : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROCURADOR : MARIANA RODRIGUES KELLY E SOUSA E OUTRO(S) RECORRIDO : ADELINO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 628.046 - MG (2004/0007362-1) RELATOR : MINISTRO CASTRO MEIRA RECORRENTE : TASK SOFTWARE LTDA ADVOGADO : JOSÉ FRANCISCO DE OLIVEIRA SANTOS E OUTROS RECORRIDO : ESTADO DE MINAS GERAIS

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Decisão sobre Repercussão Geral DJe 04/10/2012 Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 20/09/2012 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 688.223 PARANÁ RELATOR RECTE.(S) ADV.(A/S) : MIN.

Leia mais

14. TRIBUTOS EM ESPÉCIE Impostos sobre a Transmissão ITBI e ITCMD

14. TRIBUTOS EM ESPÉCIE Impostos sobre a Transmissão ITBI e ITCMD 14. TRIBUTOS EM ESPÉCIE Impostos sobre a Transmissão ITBI e ITCMD 1 - Imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos (ITCMD) Compete privativamente aos Estados a instituição

Leia mais

A TRIBUTAÇÃO DOS SERVIÇOS PRESTADOS PELAS PROVEDORAS DA INTERNET

A TRIBUTAÇÃO DOS SERVIÇOS PRESTADOS PELAS PROVEDORAS DA INTERNET A TRIBUTAÇÃO DOS SERVIÇOS PRESTADOS PELAS PROVEDORAS DA INTERNET ELIANA CALMON ALVES Ministra do Superior Tribunal de Justiça A Constituição Federal determina que sobre a prestação de serviços de comunicação

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.064.596 - SP (2008/0122681-2) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN AGRAVANTE : COMERCIAL CABO TV SÃO PAULO LTDA AGRAVANTE : FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGRAVADO :

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Ementa e Acórdão Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.859 RIO DE JANEIRO RELATOR AGTE.(S) PROC.(A/S)(ES) AGDO.(A/S) ADV.(A/S)

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE MACEIÓ SECRETARIA MUNICIPAL DE FINANÇAS DIRETORIA DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA

PREFEITURA MUNICIPAL DE MACEIÓ SECRETARIA MUNICIPAL DE FINANÇAS DIRETORIA DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA PREFEITURA MUNICIPAL DE MACEIÓ SECRETARIA MUNICIPAL DE FINANÇAS DIRETORIA DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA DESPACHO DESPACHO ISSQN-WEB ASSUNTO: SERVIÇOS PRESTADOS POR COOPERATIVAS EM: 10 de fevereiro de 2014

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 184.727 - DF (2012/0112646-2) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS EMENTA PROCESSUAL CIVIL. COMPETÊNCIA. PERIÓDICO

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Incidência Tributária sobre operações comerciais envolvendo software Fabiano Pereira dos Santos I Introdução; II Conceito de software; III A questão tributária; IV - Jurisprudência;

Leia mais

FATO GERADOR DO ICMS NA IMPORTAÇÃO RE 540.829-SP - 11/09/2014

FATO GERADOR DO ICMS NA IMPORTAÇÃO RE 540.829-SP - 11/09/2014 FATO GERADOR DO ICMS NA IMPORTAÇÃO RE 540.829-SP - 11/09/2014 ASPECTOS HISTÓRICOS Em passado remoto, o Estado de São Paulo tentou instituir a cobrança do ICMS na importação de mercadorias e o fez por decreto.

Leia mais

ICMS NÃO-INCIDÊNCIA SOBRE LOCAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DESTINADOS À PRESTAÇÃO DO SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO 1

ICMS NÃO-INCIDÊNCIA SOBRE LOCAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DESTINADOS À PRESTAÇÃO DO SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO 1 ICMS NÃO-INCIDÊNCIA SOBRE LOCAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DESTINADOS À PRESTAÇÃO DO SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO 1 ANDRÉ MENDES MOREIRA Doutor em Direito Econômico e Financeiro pela USP Mestre em Direito Tributário

Leia mais

ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GABINETE DESEMBARGADOR RAIMUNDO NONATO SILVA SANTOS

ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GABINETE DESEMBARGADOR RAIMUNDO NONATO SILVA SANTOS fls. 122 Processo: 0135890-46.2012.8.06.0001 - Apelação Apelante: Sindicato dos Guardas Municipais da Região Metrolitana de Fortaleza - SINDIGUARDAS Apelado: Município de Fortaleza Vistos etc. DECISÃO

Leia mais

ICMS FRACIONAMENTO DA BASE DE CÁLCULO EM ELEMENTOS AUTÔNOMOS JOSÉ EDUARDO SOARES DE MELO FESDT/GRAMADO 23.10.14

ICMS FRACIONAMENTO DA BASE DE CÁLCULO EM ELEMENTOS AUTÔNOMOS JOSÉ EDUARDO SOARES DE MELO FESDT/GRAMADO 23.10.14 ICMS FRACIONAMENTO DA BASE DE CÁLCULO EM ELEMENTOS AUTÔNOMOS JOSÉ EDUARDO SOARES DE MELO FESDT/GRAMADO 23.10.14 I. TELECOMUNICAÇÕES Incidência: Prestação de serviços de comunicação, por qualquer meio,

Leia mais

ESTADO DO RIO DE JANEIRO PODER JUDICIÁRIO. NONA CÂMARA CÍVEL Agravo de Instrumento nº 0047746-68.2014.8.19.0000 Desembargador GILBERTO DUTRA MOREIRA

ESTADO DO RIO DE JANEIRO PODER JUDICIÁRIO. NONA CÂMARA CÍVEL Agravo de Instrumento nº 0047746-68.2014.8.19.0000 Desembargador GILBERTO DUTRA MOREIRA 1 Agravo de instrumento. Mandado de segurança. Suspensão de exigibilidade de tributo. ICMS. Desembaraço aduaneiro. Contrato de afretamento de embarcação em regime de admissão temporária. REPETRO. Decisão

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATOR : MINISTRO CASTRO MEIRA ADVOGADO : LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(S) EMENTA DIREITO SINDICAL. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL RURAL. ART. 8º, IV, DA CF/88. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PUBLICAÇÃO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATOR : MINISTRO CASTRO MEIRA AGRAVANTE : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA INTERES. : MARIA DE HOLANDA E SILVA E OUTROS EMENTA ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL. DESAPROPRIAÇÃO.

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br ICMS no Contrato de Demanda Reservada de Potência de Energia Elétrica Tenille Gomes Freitas* 1. ICMS O ICMS (imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre

Leia mais

A Tributação dos Serviços Prestados pelas Provedoras da Internet

A Tributação dos Serviços Prestados pelas Provedoras da Internet A Tributação dos Serviços Prestados pelas Provedoras da Internet Eliana Calmon Ministra do Superior Tribunal de Justiça A Constituição Federal determina que sobre a prestação de serviços de comunicação

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO COMARCA DE SÃO PAULO FORO CENTRAL - FAZENDA PÚBLICA/ACIDENTES 8ª VARA DE FAZENDA PÚBLICA

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO COMARCA DE SÃO PAULO FORO CENTRAL - FAZENDA PÚBLICA/ACIDENTES 8ª VARA DE FAZENDA PÚBLICA fls. 1 SENTENÇA Processo nº: Impetrante: Impetrado: 1013166-69.2013.8.26.0053 - Mandado de Segurança HELLO BRAZIL TELECOMUCICAÇÕES LTDA. DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE RENDAS MOBILIARIAS DA SECRETARIA DAS

Leia mais

Tribunais reconhecem a não incidência de ICMS sobre encargos de energia elétrica

Tribunais reconhecem a não incidência de ICMS sobre encargos de energia elétrica Tribunais reconhecem a não incidência de ICMS sobre encargos de energia elétrica 22 de novembro de 2015, 9h00 Por Leonardo Augusto Bellorio Battilana Fonte: Consultor Jurídico Consumidores obtêm resultados

Leia mais

ANO XXIII - 2012-1ª SEMANA DE OUTUBRO DE 2012 BOLETIM INFORMARE Nº 40/2012

ANO XXIII - 2012-1ª SEMANA DE OUTUBRO DE 2012 BOLETIM INFORMARE Nº 40/2012 ANO XXIII - 2012-1ª SEMANA DE OUTUBRO DE 2012 BOLETIM INFORMARE Nº 40/2012 ASSUNTOS DIVERSOS SISTEMA EAN - PROCEDIMENTOS PARA A IMPLANTAÇÃO... ICMS - PA ACESSO À INTERNET - TRIBUTAÇÃO... Pág. 259 Pág.

Leia mais

i iiiiii uni uni mil uni mil mil mil llll llll

i iiiiii uni uni mil uni mil mil mil llll llll sajfâu PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO 397 ACÓRDÃO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SAC>PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRATICA REGISTRADO(A) SOB N i iiiiii uni uni mil uni mil mil mil llll llll Vistos,

Leia mais

TRATAMENTO TRIBUTÁRIO DIFERENCIADO PARA AS FARMÁCIAS DE MANIPULAÇÃO

TRATAMENTO TRIBUTÁRIO DIFERENCIADO PARA AS FARMÁCIAS DE MANIPULAÇÃO TRATAMENTO TRIBUTÁRIO DIFERENCIADO PARA AS FARMÁCIAS DE MANIPULAÇÃO Eduardo Augusto Cordeiro Bolzan 1 As farmácias de manipulação, aqui entendidos aqueles estabelecimentos de aviamento, manipulação 2 de

Leia mais

O ARTIGO 12, LETRA A, DO D. L. Nº 406/68

O ARTIGO 12, LETRA A, DO D. L. Nº 406/68 O ARTIGO 12, LETRA A, DO D. L. Nº 406/68 IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, Professor Emérito da Universidade Mackenzie, em cuja Faculdade de Direito foi Titular de Direito Econômico e de Direito Constitucional.

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Incidência de ISS ou ICMS nas Operações de Transportes- SP

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Incidência de ISS ou ICMS nas Operações de Transportes- SP Incidência de ISS ou ICMS nas Operações de Transportes- SP 16/06/2014 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da Consultoria... 3 3.1 Incidência

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.371.922 - SP (2013/0060257-8) RELATOR : MINISTRO HUMBERTO MARTINS AGRAVANTE : FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROCURADOR : DENISE FERREIRA DE OLIVEIRA CHEID E OUTRO(S) AGRAVADO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA Nº 32.453 - MT (2010/0118311-2) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN RECORRENTE : VIVO S/A ADVOGADO : SACHA CALMON NAVARRO COELHO RECORRIDO : ESTADO DE MATO GROSSO PROCURADOR

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 342.463 - SC (2014/0101370-3) RELATOR EMBARGANTE EMBARGADO : MINISTRO BENEDITO GONÇALVES : IPB CORRETORA DE SEGUROS LTDA : RAPHAEL DOS SANTOS BIGATON

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Locacao de Bens Moveis

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Locacao de Bens Moveis Locacao 03/04/2014 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas Apresentadas pelo Cliente... 3 3. Análise da Consultoria... 3 3.1. Lei Complementar 116/2003... 3 3.2. Mensagem 362/2003... 4 3.3.

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.340.604 - RJ (2012/0141690-8) RELATOR RECORRENTE PROCURADOR RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES : ESTADO DO RIO DE JANEIRO : ALEX CORDEIRO BERTOLUCCI E OUTRO(S) :

Leia mais

A inconstitucionalidade na fixação de alíquotas progressivas para o Imposto sobre transmissão causa mortis e doação.

A inconstitucionalidade na fixação de alíquotas progressivas para o Imposto sobre transmissão causa mortis e doação. www.apd.adv.br +55 (27) 3019-3993 A inconstitucionalidade na fixação de alíquotas progressivas para o Imposto sobre transmissão causa mortis e doação. RESUMO: Atualmente muitos contribuintes realizam o

Leia mais

REGIME ESPECIAL DO ICMS

REGIME ESPECIAL DO ICMS REGIME ESPECIAL DO ICMS O presente artigo se desenvolverá sobre os seguintes questionamentos: dado uma empresa que exerce atividade de Importação por Conta e Ordem de Terceiros trading no Estado de Santa

Leia mais

Secretaria de Finanças

Secretaria de Finanças SECRETARIA DE FINANÇAS CONSELHO ADMINISTRATIVO FISCA - CAF PROCESSO/CONSULTA Nº 15.74464.8.14 CONSULENTE: CENTAURO SUPRIMENTOS E SERVIÇOS LTDA Av. Visconde de Suassuna, 735 Santo Amaro - Recife/PE Inscrição

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 612.490 - MA (2003/0210159-0) RELATOR : MINISTRO CASTRO MEIRA RECORRENTE : NACIONAL GÁS BUTANO DISTRIBUIDORA LTDA ADVOGADO : OSÉAS DE SOUZA MARTINS FILHO E OUTRO(S) RECORRIDO : FAZENDA

Leia mais

Curso de atualização do Instituto Brasileiro de Direito Tributário (IBDT) 21.8.2010

Curso de atualização do Instituto Brasileiro de Direito Tributário (IBDT) 21.8.2010 JOSÉ LUIS RIBEIRO BRAZUNA Advogado em São Paulo, Mestre em Direito Tributário pela USP e Juiz do Tribunal de Impostos e Taxas de São Paulo - TIT ISS Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza Curso de

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.451.602 - PR (2014/0100898-3) RELATOR : MINISTRO HUMBERTO MARTINS AGRAVANTE : MTD COMÉRCIO LTDA ADVOGADOS : CHRISTIANO MARCELO BALDASONI CRISTIANO CEZAR SANFELICE

Leia mais

"ISS e questões polêmicas Decisões judiciais relevantes em 2012/2013" Primeiro Seminário Alterações Fiscais - 2013

ISS e questões polêmicas Decisões judiciais relevantes em 2012/2013 Primeiro Seminário Alterações Fiscais - 2013 www.pwc.com/br "ISS e questões polêmicas Decisões judiciais relevantes em 2012/2013" Primeiro Seminário Alterações Fiscais - 2013 Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil Abril 2013 Agenda Seção

Leia mais

(I) A INCIDÊNCIA DO ICMS SOBRE A VEICULAÇÃO DE PUBLICIDADE NA INTERNET. Carlos Henrique Pasqua Vecchi

(I) A INCIDÊNCIA DO ICMS SOBRE A VEICULAÇÃO DE PUBLICIDADE NA INTERNET. Carlos Henrique Pasqua Vecchi Ano III nº 11 (I) A INCIDÊNCIA DO ICMS SOBRE A VEICULAÇÃO DE PUBLICIDADE NA INTERNET Carlos Henrique Pasqua Vecchi 01. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual

Leia mais

A INCONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DO IPI NA IMPORTAÇÃO E NA REVENDA DE PRODUTOS IMPORTADOS. Por Carolina Silveira

A INCONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DO IPI NA IMPORTAÇÃO E NA REVENDA DE PRODUTOS IMPORTADOS. Por Carolina Silveira A INCONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DO IPI NA IMPORTAÇÃO E NA REVENDA DE PRODUTOS IMPORTADOS. Por Carolina Silveira O IPI é tributo de competência da União Federal, conforme se pode observar da análise

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA Nº 36.293 - RS (2011/0252417-2) RELATOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES RECORRENTE : MUNICÍPIO DE CAXIAS DO SUL PROCURADOR : LARISSA RAYMUNDI E OUTRO(S) RECORRIDO : ESTADO

Leia mais

1-RELATÓRIO 2- FUNDAMENTAÇÃO PARECER: 41 / 2009

1-RELATÓRIO 2- FUNDAMENTAÇÃO PARECER: 41 / 2009 PARECER: 41 / 2009 ASSUNTO: Descabimento da exigência de nota fiscal de serviços para pagamento de valores de aluguel contratados com a Administração Pública. ENTIDADE INTERESSADA: UESPI- Universidade

Leia mais

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Acórdão: 19.479/10/3ª Rito: Sumário PTA/AI: 01.000162662-08 Impugnação: 40.

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Acórdão: 19.479/10/3ª Rito: Sumário PTA/AI: 01.000162662-08 Impugnação: 40. Acórdão: 19.479/10/3ª Rito: Sumário PTA/AI: 01.000162662-08 Impugnação: 40.010126104-02 Impugnante: Proc. S. Passivo: Origem: EMENTA Planetarium Ltda IE: 062295010.00-81 Paulo Henrique da Silva Vitor/Outro(s)

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 897.205 - DF (2006/0235733-6) RELATOR : MINISTRO HUMBERTO MARTINS RECORRENTE : VOLKSWAGEN LEASING S/A - ARRENDAMENTO MERCANTIL ADVOGADO : VINICIUS OLLIVER DOMINGUES MARCONDES E OUTROS

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Decisão sobre Repercussão Geral DJe 18/09/2012 Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 06/09/2012 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 651.703 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S)

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 89.695 - RS (2011/0212549-1) RELATOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES EMENTA PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. ISS. BASE DE CÁLCULO. SERVIÇO DE TRANSPORTE COLETIVO MUNICIPAL.

Leia mais

06/02/2007 SEGUNDA TURMA : PGE-SP - MANOEL FRANCISCO PINHO : ROBERTO DE SIQUEIRA CAMPOS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O

06/02/2007 SEGUNDA TURMA : PGE-SP - MANOEL FRANCISCO PINHO : ROBERTO DE SIQUEIRA CAMPOS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O 06/02/2007 SEGUNDA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 461.968-7 SÃO PAULO RELATOR RECORRENTE(S) ADVOGADO(A/S) RECORRENTE(S) ADVOGADO(A/S) RECORRIDO(A/S) : MIN. EROS GRAU : ESTADO DE SÃO PAULO : PGE-SP - MANOEL

Leia mais

PARECER Nº, DE 2015. RELATOR: Senador FLEXA RIBEIRO

PARECER Nº, DE 2015. RELATOR: Senador FLEXA RIBEIRO PARECER Nº, DE 2015 Da COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA, sobre o Projeto de Lei do Senado n 501, de 2013 Complementar, que altera a Lei Complementar n 116, de 31 de

Leia mais

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA - CCTCI

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA - CCTCI COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA - CCTCI PROJETO DE LEI Nº 6835, DE 2010 Dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de pontos de acesso sem fio à Internet nas ERB Estações

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Ementa e Acórdão Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 17/12/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.398 SANTA CATARINA RELATORA AGTE.(S) ADV.(A/S) AGDO.(A/S) PROC.(A/S)(ES) : MIN.

Leia mais

RELATÓRIO. TRF/fls. E:\acordaos\200381000251972_20080211.doc

RELATÓRIO. TRF/fls. E:\acordaos\200381000251972_20080211.doc *AMS 99.905-CE (2003.81.00.025197-2) APTE: INSS-INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL ADV/PROC: PROCURADORIA REPRESENTANTE DA ENTIDADE APDO: LAR ANTÔNIO DE PÁDUA ADV/PROC: LEONARDO AZEVEDO PINHEIRO BORGES

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Decisão sobre Repercussão Geral DJe 23/10/2012 Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 30/08/2012 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.169 RIO GRANDE DO SUL RELATOR RECTE.(S) ADV.(A/S)

Leia mais

A previsão de cobrança do diferencial de alíquota pelos Estados- membros foi estabelecida pela Constituição Federal:

A previsão de cobrança do diferencial de alíquota pelos Estados- membros foi estabelecida pela Constituição Federal: RESOLUÇÃO : Nº 22/11 CÂMARA DE JULGAMENTO SESSÃO : 32ª EM: 07/06/2011 PROCESSO : Nº 22001.006916/10-31 RECORRENTE : RECORRIDO : DIVISÃO DE PROCEDIMENTOS ADM. FISCAIS AUTUANTES : JOÃO CRISÓSTOMO PEREIRA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 422.168 - AM (2002/0031898-4) RELATOR : MINISTRO JOÃO OTÁVIO DE NORONHA RECORRENTE : ESTADO DO AMAZONAS PROCURADOR : ELISSANDRA MONTEIRO FREIRE DE MENEZES E OUTROS RECORRIDO : CONSTRUTORA

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 2ª Câmara de Coordenação e Revisão

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 2ª Câmara de Coordenação e Revisão MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 2ª Câmara de Coordenação e Revisão VOTO Nº 220 /2008 - WG PROCESSO MPF Nº 1.00.000.006569/2008-99 ORIGEM: 1ª VARA FEDERAL DE CAMPINAS/SP RELATOR: WAGNER GONÇALVES EMENTA PEÇAS

Leia mais

Prezados clientes; Rua Amâncio Moro, 65 Bairro Alto da Glória Curitiba Paraná CEP 80030-220 Fone: (41) 3233-5121 - www.vilelavianna.adv.

Prezados clientes; Rua Amâncio Moro, 65 Bairro Alto da Glória Curitiba Paraná CEP 80030-220 Fone: (41) 3233-5121 - www.vilelavianna.adv. Prezados clientes; Foi publicada em 25/02/2014 a Instrução Normativa RFB nº 1.453, trazendo alteração importante quanto ao enquadramento do grau de risco para fins de pagamento do SAT Seguro de Acidentes

Leia mais

Política tributária do setor de telecomunicações linhas gerais Gabriel Boavista Laender

Política tributária do setor de telecomunicações linhas gerais Gabriel Boavista Laender Política tributária do setor de telecomunicações linhas gerais Gabriel Boavista Laender Antecedentes: a tragédia do Fundo Nacional de Telecomunicações O Código Brasileiro de Telecomunicações CBT, quando

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ. EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ. Assunto: Desconto da Contribuição Sindical previsto no artigo 8º da Constituição Federal, um dia de trabalho em março de 2015.

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DE FAZENDA CONSELHO DE CONTRIBUINTES

SECRETARIA DE ESTADO DE FAZENDA CONSELHO DE CONTRIBUINTES PUBLICADA A DECISÃO DO ACÓRDÃO No D.O. de 22/07/2010 Fls. 05 SECRETARIA DE ESTADO DE FAZENDA CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sessão de 07 de julho de 2010 CONSELHO PLENO RECURSO Nº 30.802 (21.895) ACÓRDÃO Nº

Leia mais

R E L A T Ó R I O. A Senhora Ministra Ellen Gracie: 1. Eis o teor da decisão embargada:

R E L A T Ó R I O. A Senhora Ministra Ellen Gracie: 1. Eis o teor da decisão embargada: EMB.DECL.NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.572-8 BAHIA RELATORA EMBARGANTE(S) ADVOGADO(A/S) EMBARGADO(A/S) ADVOGADO(A/S) : MIN. ELLEN GRACIE : TELEMAR NORTE LESTE S/A : BÁRBARA GONDIM DA ROCHA E OUTRO(A/S)

Leia mais

1-RELATÓRIO 2- FUNDAMENTAÇÃO 2-1 QUANTO AO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS-ISS PARECER: 42 / 2009

1-RELATÓRIO 2- FUNDAMENTAÇÃO 2-1 QUANTO AO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS-ISS PARECER: 42 / 2009 PARECER: 42 / 2009 ASSUNTO: Consulta sobre necessidade ou não de apresentação de nota fiscal de serviços ou de circulação de mercadorias para o recebimento de pagamento de valores de locação de automóvel

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 719.474 - SP (2015/0125771-3) RELATOR AGRAVANTE PROCURADOR AGRAVADO : MINISTRO BENEDITO GONÇALVES : MUNICIPIO DE GUARULHOS : ANA PAULA HYROMI YOSHITOMI : CECÍLIA CRISTINA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON : IA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA TRIBUTÁRIO - CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVISTA NO ART. 22, 1º, DA LEI 8.212/91 - EXIGÊNCIA DAS CORRETORAS DE SEGUROS - PRECEDENTE. 1.

Leia mais

ISTC Imposto sobre serviço de transporte e de comunicação 1

ISTC Imposto sobre serviço de transporte e de comunicação 1 ISTC Imposto sobre serviço de transporte e de comunicação 1 Andreza Beggiato Porto 2 Larissa Eleutério Silvério 3 Rebeca Marchezoni Alho da Silva 4 Resumo O imposto sobre serviço de comunicação está disposto

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 1.218.980 - RS (2009/0152036-0) RELATOR : MINISTRO CASTRO MEIRA EMENTA PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL. VIOLAÇÃO DO ART. 535, INCISO

Leia mais

Processo nº 0068167-75.2015.4.02.5101 (2015.51.01.068167-0) DESPACHO/DECISÃO

Processo nº 0068167-75.2015.4.02.5101 (2015.51.01.068167-0) DESPACHO/DECISÃO Fls 109 CONCLUSÃO Nesta data, faço estes autos conclusos a(o) MM. Sr(a). Dr(a). Juiz(a) da(o) 12ª Vara Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 30 de junho de 2015. Regina Cely Martins Correia Fonseca

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.237.312 - SP (2011/0019397-6) RELATOR RECORRENTE ADVOGADOS RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO HERMAN BENJAMIN : SAÚDE ABC PLANOS DE SAÚDE LTDA : PEDRO LUCIANO MARREY JUNIOR E OUTRO(S)

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.284.145 - RS (2011/0227462-5) RELATORA : MINISTRA DIVA MALERBI (DESEMBARGADORA CONVOCADA TRF 3a. REGIÃO) RECORRENTE : JAIME ODACI HEMMING ADVOGADO : DANIEL FERNANDO NARDÃO E OUTRO(S)

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE MACEIÓ SECRETARIA MUNICIPAL DE FINANÇAS DIRETORIA DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA

PREFEITURA MUNICIPAL DE MACEIÓ SECRETARIA MUNICIPAL DE FINANÇAS DIRETORIA DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA PREFEITURA MUNICIPAL DE MACEIÓ SECRETARIA MUNICIPAL DE FINANÇAS DIRETORIA DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA DESPACHO INTERESSADO : CONTRIBUINTES E SUBSTITUTOS TRIBUTÁRIOS DESPACHO ISSQN-WEB GM-008A/2015 ASSUNTO:

Leia mais

Fato gerador do ISS. Kiyoshi Harada*

Fato gerador do ISS. Kiyoshi Harada* Fato gerador do ISS Kiyoshi Harada* Este é um tema aparentemente pacífico, mas na prática vem causando muitas dúvidas. senão confusões. Façamos considerações pertinentes para melhor explicitar o aspecto

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 750.290 - MG (2015/0180435-4) RELATOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES AGRAVANTE : LÍDER TÁXI AÉREO S/A - AIR BRASIL ADVOGADOS : ANDRÉIA SANGLARD ANDRADE RESENDE

Leia mais

O ISS e a importação e exportação de serviços

O ISS e a importação e exportação de serviços O ISS e a importação e exportação de serviços Alberto Macedo Bacharel, Mestre e Doutor USP Presidente do Conselho Municipal de Tributos de São Paulo ÍNDICE 1. Exportação de Serviços 2. Importação de Serviços

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DO TOCANTINS SECRETARIA DA FAZENDA CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO-TRIBUTÁRIO CONSELHO DE CONTRIBUINTES E RECURSOS FISCAIS

GOVERNO DO ESTADO DO TOCANTINS SECRETARIA DA FAZENDA CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO-TRIBUTÁRIO CONSELHO DE CONTRIBUINTES E RECURSOS FISCAIS GOVERNO DO ESTADO DO TOCANTINS SECRETARIA DA FAZENDA CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO-TRIBUTÁRIO CONSELHO DE CONTRIBUINTES E RECURSOS FISCAIS ACÓRDÃO N o : 110/2011 RECURSO VOLUNTÁRIO N o : 7.968 PROCESSO N

Leia mais

O JUDICIÁRIO E A CARGA TRIBUTÁRIA NO SETOR ELÉTRICO ISABEL LUSTOSA

O JUDICIÁRIO E A CARGA TRIBUTÁRIA NO SETOR ELÉTRICO ISABEL LUSTOSA O JUDICIÁRIO E A CARGA TRIBUTÁRIA NO SETOR ELÉTRICO ISABEL LUSTOSA Agosto de 2007 Tópicos da Apresentação Questões tributárias já decididas pelo Judiciário Questões tributárias pendentes de apreciação

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ MARIA LUCENA

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ MARIA LUCENA APELANTE APELADO ADV/PROC REMTE ORIGEM RELATOR : FAZENDA NACIONAL : SUASSUNA CORRETORA E ADMINISTRADORA DE SEGUROS LTDA : MÁRIO DE GODOY RAMOS e outro : JUÍZO DA 12ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO (RECIFE)

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO ACÓRDÃO Registro: 2014.0000545150 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Embargos de Declaração nº 0021191-25.2012.8.26.0053/50000, da Comarca de São Paulo, em que é embargante TWW DO BRASIL S.A.,

Leia mais

APELAÇÃO CÍVEL Nº 0008220-49.2010.4.03.6100/SP EMENTA

APELAÇÃO CÍVEL Nº 0008220-49.2010.4.03.6100/SP EMENTA APELAÇÃO CÍVEL Nº 0008220-49.2010.4.03.6100/SP. EMENTA AÇÃO ORDINÁRIA. PIS/COFINS. RECOLHIMENTO NA FORMA DAS LEIS Nº 10.637/02 E 10.833/03. EXCEÇÃO ÀS PESSOAS JURÍDICAS REFERIDAS NA LEI Nº 7.102/83. SITUAÇÃO

Leia mais

NÃO INCIDÊNCIA DO ICMS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

NÃO INCIDÊNCIA DO ICMS NA CONSTRUÇÃO CIVIL NÃO INCIDÊNCIA DO ICMS NA CONSTRUÇÃO CIVIL Schubert de Farias Machado Advogado em Fortaleza SUMÁRIO: 1. A posição dos Estados. 2.Invalidade do convênio ICMS 71/89. 2.1. Invalidade formal. 2.2. Invalidade

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Ementa e Acórdão Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.295 RIO DE JANEIRO RELATOR AGTE.(S) ADV.(A/S) AGDO.(A/S) : MIN. ROBERTO BARROSO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg nos EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO Nº 1.095.369 - SP (2010/0052887-7) RELATOR : MINISTRO HUMBERTO MARTINS AGRAVANTE : BANCO ITABANCO S/A ADVOGADO : LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO E OUTRO(S) AGRAVADO

Leia mais

Controvérsias sobre o fato gerador do IPI

Controvérsias sobre o fato gerador do IPI Controvérsias sobre o fato gerador do IPI Kiyoshi Harada* Não há unanimidade na doutrina e na jurisprudência quanto ao fato gerador do IPI. Muitos doutrinadores sustentam que o produto industrializado

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA Nº 31.648 - MT (2010/0037619-1) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO PROCURADOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES : AMAGGI EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO LTDA : EUCLIDES RIBEIRO

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE SANT ANA DO LIVRAMENTO. Palácio Moisés Viana Unidade Central de Controle Interno

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE SANT ANA DO LIVRAMENTO. Palácio Moisés Viana Unidade Central de Controle Interno ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE SANT ANA DO LIVRAMENTO PARECER N 020/2005 Palácio Moisés Viana Unidade Central de Controle Interno ORIGEM: Secretaria da Fazenda Fiscalização Tributária

Leia mais

EMENTA ACÓRDÃO RELATÓRIO. A controvérsia foi assim relatada pelo juiz da causa:

EMENTA ACÓRDÃO RELATÓRIO. A controvérsia foi assim relatada pelo juiz da causa: PELAÇÃO/REEXAME NECESSÁRIO Nº 5011683-79.2010.404.7200/SC RELATOR : Juiz Federal LUIZ CARLOS CERVI APELANTE : UNIÃO - FAZENDA NACIONAL APELADO : ALPHA TRADE IMPORTACAO DE ELETRONICOS LTDA ADVOGADO : JOSÉ

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal )1( oãdróca atneme97404 RgA-ER Diário da Justiça de 06/11/2006 10/10/2006 SEGUNDA TURMA RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO AGRAVANTE(S) : AXA SEGUROS BRASIL S/A ADVOGADO(A/S) : FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.039.784 - RS (2008/0055814-3) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN RECORRENTE : CORCEL CORRETORA DE SEGUROS LTDA ADVOGADO : JOSÉ FRANCISCO SASSONE EDOM RECORRIDO : FAZENDA NACIONAL

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça EDcl no AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.046.929 - RS (2008/0077453-0) RELATOR : MINISTRO HUMBERTO MARTINS EMBARGANTE : CRISTAL FORM INDUSTRIA E COMERCIO DE EMBALAGENS LTDA ADVOGADO : EDISON FREITAS DE SIQUEIRA

Leia mais

O consulente não juntou outros documentos aos autos.

O consulente não juntou outros documentos aos autos. PROCESSO Nº : 24.482-1/2015 INTERESSADO : PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVA SANTA HELENA ASSUNTO : CONSULTA RELATOR : CONSELHEIRO JOSÉ CARLOS NOVELLI PARECER Nº : 072/2015 Excelentíssimo Senhor Conselheiro:

Leia mais

INFORMATIVO JURÍDICO

INFORMATIVO JURÍDICO 1 ROSENTHAL E SARFATIS METTA ADVOGADOS INFORMATIVO JURÍDICO NÚMERO 5, ANO III MAIO DE 2011 1 ESTADO NÃO PODE RECUSAR CRÉDITOS DE ICMS DECORRENTES DE INCENTIVOS FISCAIS Fiscos Estaduais não podem autuar

Leia mais

P O D E R J U D I C I Á R I O

P O D E R J U D I C I Á R I O Registro: 2013.0000791055 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0024907-79.2012.8.26.0564, da Comarca de São Bernardo do Campo, em que é apelante CRIA SIM PRODUTOS DE HIGIENE

Leia mais