Análise espacial de servidão aeronáutica e servidão militar terrestre na Base Aérea de Sintra

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1 Sessão UNL - ISEGI Análise espacial de servidão aeronáutica e servidão militar terrestre na Base Aérea de Sintra João Henrique Andrade Cardoso 22 de Maio 2014

2 CONTEÚDO Introdução e objetivos Servidão militar terrestre Servidão militar aeronáutica Metodologia Software e dados de análise Análise espacial e interpretação de resultados Obtenção de MDT Delimitação de servidão militar terrestre Interseção de superfícies de terreno com superfícies de desobstrução Obtenção de zonas críticas Conclusões

3 INTRODUÇÃO E OBJETIVOS DECRETO N.º 42245/1959, 7 Novembro Regras de servidão militar no aeródromo de Sintra avanço tecnológico alteração dos procedimentos operacionais e de aeronavegabilidade DECRETO N.º 31/2007, 11 Dezembro novas áreas abrangidas pela servidão

4 INTRODUÇÃO E OBJETIVOS SERVIDÃO Direito conferido a um prédio, permitindo o gozo de certas utilidades restrição ou limitação do direito de propriedade de prédios vizinhos inibição do proprietário vizinho de praticar atos que possam perturbar ou impedir o exercício da servidão garantir a segurança das pessoas, bens e instalações nas zonas confinantes medidas de segurança indispensáveis ao exercício da atividade aeronáutica e operações militares

5 SERVIDÃO MILITAR TERRESTRE Primeira zona de proteção Construções de qualquer natureza Alterações à configuração do solo Instalação de linhas, cabos elétricos ou condutas Vedações, mesmo que sejam de sebe e como divisórias de propriedades área limitada exteriormente por uma faixa de 100 m em toda a extensão, a partir do perímetro da área da BA1 Segunda zona de proteção parte restante da zona geral até aos 1000 m Construções decorrentes de operações urbanísticas Plantação de árvores e arbustos, constituindo bosques ou matas

6 SERVIDÃO MILITAR AERONÁUTICA Zona A1 (corredor de acesso) 132,21 m a 172,64 m, com gradiente de 2 %; Zona A2 (corredor de acesso) 127,64 m a 172,64 m, com gradiente de 2 %; Zonas B1 e B2 (corredores de acesso e horizontal interior) horizontal a 172,64 m; Zonas C (concordância) 127,64 m a 172,64 m, com gradiente de 1 para 7; Zona D (horizontal interior) 172,64 m; Zona E1 (corredor de acesso e cónica) 172,64 m a 238,59 m, com gradiente de 5 %; Zona E2 (corredor de acesso e cónica) 172,64 m a 230,97 m, com gradiente de 5 %; Zonas F (cónica) 172,64 m a 272,64 m, com gradiente de 5 %; Zona G1 (corredor acesso) 235,85 m a 282,21 m, com gradiente de 2 %; Zona G2 (corredor acesso) 228,91 m a 277,64 m, com gradiente de 2 %; Zona H1 (corredor de acesso) horizontal a 282,21 m; Zona H2 (corredor de acesso) horizontal a 277,64 m; Zonas I1 (concordância) 235,85 m a 282,21 m, com gradiente de 1 para 7; Zonas I2 (concordância) 228,91 m a 277,64 m, com gradiente de 1 para 7; Zona J (horizontal exterior sector Norte) horizontal a 272,64 m; Faixa H2 I2 G2 I2 E2 B2 A2 pista e a área de paragem de fim de pista (stopway) D C C A1 F D B1 E1 G1 I1 J I1 H1

7 ÁREA DE ESTUDO 80000, , , , , Legenda World Imagery Low Resolution 15m Imagery High Resolution 60cm Imagery High Resolution 30cm Imagery Pista Servidão aeronáutica, , , , Kilometers Source: Esri, DigitalGlobe, GeoEye, i-cubed, USDA, USGS, AEX, Getmapping, Aerogrid, IGN, IGP, swisstopo,

8 METODOLOGIA SOFTWARE ArcGIS Desktop 10.2 da ESRI aplicações integradas ArcCatalog ArcMap e ArcToolbox ArcScene Google Earth AutoCad Civil 3D da Autodesk

9 Modelo de Estrutura Dados dados de dados Sistema de georeferência PLANTA DA BASE AÉREA DE SINTRA Vetorial Polígonos Lisboa Hayford Gauss IGeoE SERVIDÃO AERONÁUTICA E MILITAR Vetorial Polígonos Lisboa Hayford Gauss IGeoE TERRESTRE DADOS PARA MODELAÇÃO DO Vetorial Polígonos WGS84 TERRENO (MDT) PRINCIPAIS LINHAS DE ÁGUA Vetorial Linhas Lisboa Hayford Gauss IGeoE CAOP V Vetorial Polígonos ETRS89/PT-TM06 CARTA DE OCUPAÇÃO DO SOLO Vetorial Polígonos ETRS89/PT-TM06 (COS2007) N1 E N2 MAP IMAGERY Raster Pixel WGS 1984 Web Mercator Auxiliary Sphere

10 OBTENÇÃO DE MDT - MÉTODO DE CONVERSÃO DE GOOGLE EARTH - CAD - SIG comando importgemesh do AutoCAD Civil 3D comando CAD to Geodatabase do ArcGIS do ArcMap dwg shapefile quadrícula de 10x13 Aeródromo Sintra Serra de Sintra Conversão para o formato TIN através do comando Create TIN da extensão 3d analyst

11 DELIMITAÇÃO DE SERVIDÃO MILITAR TERRESTRE LIMITES DA ZONA 1 (100M) não apresenta qualquer construção LIMITES DA ZONA 2 (1000M) Classes de uso do solo (COS2007) 1.1 (Tecido urbano) 1.2 (Indústria, comércio e transportes) área construída de cerca de 22%

12 INTERSEÇÃO DE SUPERFÍCIES DE TERRENO COM SUPERFÍCIES DE DESOBSTRUÇÃO

13 OBTENÇÃO DE ZONAS DE SOMBREAMENTO E EXPOSIÇÃO DE SUPERFÍCIES DE TERRENO EM RELAÇÃO À PISTA skyline e o skyline barrier da extensão 3d Analyst Definição de pontos de observação: proximidade das cabeceiras da pista vértices das superfícies de desobstrução próximos da pista Model builder zonas G1, G2, H1, H2, I1 e I2 edificação numa projeção horizontal no sentido oposto ao da pista até uma distância de 300 m

14 OBTENÇÃO DE ZONAS CRÍTICAS NA LADEIRA DA PISTA OPERAÇÕES DE UNION, CLIP, DISSOLVE E INTERSECT obtenção de silhuetas skyline barrier projeção horizontal das silhuetas obtidas multipatch footprint agrupamento das silhuetas union ajustamento à área de servidão clip interseção com relevo clip obtenção de área de 300 m para o lado da pista buffer caracterização do solo COS2007 N2 intersect interseção da caracterização do solo com a ladeira da pista clip

15 OBTENÇÃO DE ZONAS CRÍTICAS NA LADEIRA DA PISTA CARACTERIZAÇÃO PELA CARTA DE OCUPAÇÃO DOS SOLOS 2007 (NÍVEL 2) Legenda COS2007 Nível Tecido urbano 1.2-Indústria, comércio e transportes 1.3-Áreas de extracção de inertes, áreas de deposição de resíduos e estaleiros de construção 2.1-Culturas temporárias 2.4-Áreas agrícolas heterogéneas 3.1-Florestas 3.2-Florestas abertas e vegetação arbustiva e herbácea Ladeira da pista Pista Servidão aeronáutica

16 OBTENÇÃO DE ZONAS CRÍTICAS NA LADEIRA DA PISTA Apenas o lado sudeste da ladeira da pista apresenta o terreno como obstáculo N2 Descrição N2 % 1.1 Tecido urbano 10,44% 1.2 Indústria, comércio e transportes 1,54% 1.3 Áreas de extracção de inertes, áreas de deposição de resíduos e estaleiros de construção 5,54% 2.1 Culturas temporárias 10,56% 2.4 Áreas agrícolas heterogéneas 3,28% 3.1 Florestas 13,02% 3.2 Florestas abertas e vegetação arbustiva e herbácea 55,62%

17 OBTENÇÃO DAS ZONAS CRÍTICAS NA LADEIRA DA PISTA Sobreposição de imagem de satélite com recurso a um WMS DEVERÁ SER VERIFICADO NESTAS ZONAS O FATOR DE SOMBREAMENTO

18 CONCLUSÕES Demonstração de diversas potencialidades do ArcGIS através do ArcMap e ArcScene Possibilidade de exportação de dados para criar superfícies tridimensionais (TIN) com recurso ao Google Earth e a software CAD com posterior tratamento em ArcGIS - operação pode ser bastante morosa - recolha sucessiva de imagem no caso de áreas de estudo consideráveis Dificuldade na obtenção de interseções complexas, nomeadamente entre as superfícies de desobstrução e o relevo As operações de análise espacial efetuadas permitem uma primeira aproximação à realidade atual das servidões e facilitam o apoio à decisão na fase de licenciamentos de construção A desenvolver aperfeiçoar as metodologias para obtenção de zonas de sombreamento existentes na totalidade da servidão aeronáutica e as suas implicações no uso e programação do solo urbano da região.

19 FIM

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