Ana Catharina Mesquita de Noronha EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO ACAMPAMENTO HO CHI MINH: UM ESTUDO A PARTIR DAS PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Ana Catharina Mesquita de Noronha EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO ACAMPAMENTO HO CHI MINH: UM ESTUDO A PARTIR DAS PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO"

Transcrição

1 Ana Catharina Mesquita de Noronha EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO ACAMPAMENTO HO CHI MINH: UM ESTUDO A PARTIR DAS PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO Juiz de Fora Faculdade de Educação 2005

2 Ana Catharina Mesquita de Noronha EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO ACAMPAMENTO HO CHI MINH: UM ESTUDO A PARTIR DAS PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Educação. Linha de Pesquisa: Linguagem, pensamento e formação de professores. ORIENTADORA: Profa. Dra. Déa Lúcia Campos Pernambuco Juiz de Fora Faculdade de Educação 2005

3 Universidade Federal de Juiz de Fora Faculdade de Educação Programa de Pós-Graduação em Educação Dissertação de Mestrado intitulada Educação de jovens e adultos no acampamento Ho Chi Minh: um estudo a partir das práticas de alfabetização, de autoria da mestranda Ana Catharina Mesquita de Noronha aprovada pela banca examinadora constituída pelos seguintes professores: Profa. Dra. Déa Lúcia Campos Pernambuco Orientadora Prof. Dr Leôncio Soares Prof. Dr. Paulo Roberto Curvelo Lopes Profa. Dra. Diva Chaves Sarmento Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação UFJF Juiz de Fora, 03 de junho de 2005

4 Á minha mãe Thália, com quem aprendi a ler o mundo e com quem pude compartilhar a leitura das palavras.

5 AGRADECIMENTOS À Professora Dra. Déa Lúcia Campos Pernambuco, pela orientação que possibilitou a construção desta pesquisa e por perceber a importância de cada encontro. Aos professores, funcionários e colegas do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora, pelos ensinamentos e conhecimentos compartilhados. Aos educandos e à alfabetizadora, sujeitos participantes deste estudo, que me concederam a confiança e dividiram comigo seus pensamentos, vivências e sentimentos. À equipe e parceiros do Projeto Educação, Campo, Consciência Cidadã pelas condições oferecidas na realização deste trabalho. Em especial, à Profa. Gilvanice Barbosa da Silva Musial com quem pude compartilhar o interesse pela Educação na Reforma Agrária. Aos professores, Dr. Leôncio Soares e Dr. Paulo Roberto Curvelo Lopes, pelas contribuições que ofereceram no exame de qualificação à continuidade deste trabalho. À Léa Stahlschmidt Pinto Silva e Luiz Fernando Pinto Silva, pela agradável acolhida que tornou prazerosa a estada em Juiz de Fora. Aos colegas da Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Minas Gerais, pelo apoio e incentivo. À Alicia Fernández, Maria Aparecida Silva, Thais Gontijo, pelas intervenções que me possibilitaram a escrever este trabalho. À minha família e aos meus amigos, pelo companheirismo no decorrer do percurso.

6 Obrigada por estar aqui, apesar de... Apesar de... que a tristeza nos enluta não nos despojamos da alegria. Apesar de... que ocultem o sol o encontramos por suas sombras. (...) Apesar de... que nos seguem amordaçando o perguntar por qualquer greta, a erva do saber volta a nascer. Apesar de... que nos venham impondo esquecer por qualquer greta, volta o recordar a aparecer. Apesar de... Não estamos perdidos porque sabemos que crer é criar crer é buscar crer é possibilitar. (...) Apesar de... e por isso mesmo permanecemos ativos pois sabemos que qualquer vida vale uma vida. Alicia Fernández (tradução da autora)

7 RESUMO Esta pesquisa insere-se no campo de estudos sobre Educação de Jovens e Adultos e Educação do Campo. Tem por objetivo conhecer e compreender a prática de alfabetização desenvolvida com jovens e adultos, alunos do projeto Educação, Campo, Consciência Cidadã, inserido Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária. Para a realização da pesquisa, buscou-se acompanhar uma turma de alunos que se encontrava em processo inicial da alfabetização, no acampamento Ho Chi Minh, localizado em Esmeraldas, Região Metropolitana de Belo Horizonte. A estratégia de investigação utilizada foi o estudo de caso. A coleta de dados teve duração de sete meses e envolveu procedimentos metodológicos de observação participante, entrevistas com alunos e alfabetizadora, análise documental, procedimento experimental. A análise dos dados coletados mostrou que os alunos não tiveram acesso aos estudos devido às condições de vida no campo, a pobreza, a exclusão social, conseqüentemente, a exclusão da escola. O processo de alfabetização, ainda que desenvolvido pelo sistema de escrita baseado no método sintético de alfabetização, se faz necessário neste contexto como instrumento e, por conseguinte, como meio para aquisição do conhecimento que favoreça a conquista da cidadania, a emancipação de cada aluno, a inclusão social. Alfabetização Palavras-chave: Educação - Jovens - Adultos Educação do Campo

8 ABSTRACT This research studies Young and Middle Aged People Education as well as Field People Education. It aims to know and understand how the writing and reading process is developed with young and middle aged people, students at the Educational Process, Field, Citizen Conscience, and the inserted Agrarian Reform Educational National Program. To conduct this research, a group of students which was in the initial writing and reading process was followed. Such group was located at the Ho Chi Minh camp, in Esmeraldas town, at the metropolitan region of Belo Horizonte City. It was adopted case study to investigate it. Data collection lasted seven months and involved methodological studies to observe the participants, students and teacher interview, documentary analysis and experimental procedures. The collected data analysis showed that the students did not study due to life condition at the field, poverty, social exclusion and, consequently, school exclusion. Despite being developed by the writing system based on the writing and reading synthetic method, the writing and reading process is necessary at this context as an instrument and, consequently, as a way to achieve the knowledge that favors citizen conquest, each student s emancipation, and social inclusion. Key words: Education, Young Adults, Middle Aged Adults, Field Education, Writing and Reading Process

9 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte Figura 2 Portaria do acampamento Ho Chi Minh Figura 3 Mãos envelhecidas de um aluno Figura 4 Vista parcial do acampamento Ho Chi Minh Figura 5 Desenho Situação Pessoa Aprendendo feito pela alfabetizadora Edilene Figura 6 Desenho Situação Pessoa Aprendendo feito pelo aluno Valdir Figura 7 Desenho Situação Pessoa Aprendendo feito pelo aluno Álvaro Figura 8 Desenho Situação Pessoa Aprendendo feito pela aluna Margarida Figura 9 Desenho Situação Pessoa Aprendendo feito pelo aluno Aprígio Figura 10 Desenho Situação Pessoa Aprendendo feito pela aluna Aparecida Figura 11 Desenho Situação Pessoa Aprendendo feito pelo aluno José Luiz.. 80 Figura 12 Sala de aula do acampamento Ho Chi Minh Figura 13 Cartazes confeccionados pela alfabetizadora Figura 14 Faixa confeccionada pela alfabetizadora Quadro 1 Níveis de letramento dos alunos a partir do ingresso em sala de aula Quadro 2 Níveis de letramento dos alunos ao final da pesquisa

10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO CAPÍTULO 2 A PERSPECTIVA METODOLÓGICA DA PESQUISA A perspectiva metodológica Campo da pesquisa Procedimentos metodológicos Entrevistas Observação participante Procedimento experimental Análise documental CAPÍTULO 3 A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E A EDUCAÇÃO DO CAMPO Educação de jovens e adultos Educação de jovens e adultos: breve recorte da história da alfabetização de adultos Educação de jovens e adultos na legislação brasileira atual Educação do Campo Educação do Campo: breve recorte histórico Educação Rural e a Educação do Campo na legislação brasileira CAPÍTULO 4 A FORMAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO ACAMPAMENTO HO CHI MINH A formação do acampamento A formação do acampamento Ho Chi Minh e sua organização Os Sem Terra A relação do acampado com a terra e com o MST CAPÍTULO 5 AS SIGNIFICAÇÕES DO APRENDER Autoria de pensamento e modalidade de aprendizagem Fragmentos discursivos: algumas dimensões dos relatos de vida Um olhar sobre a história de Valdir Outros relatos discursivos As significações do aprender: Situação Pessoa Aprendendo... 71

11 CAPÍTULO 6 O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO NO ACAMPAMENTO HO CHI MINH Alfabetização e letramento A proposta metodológica no projeto Educação, Campo e Consciência Cidadã Educação de jovens e adultos no acampamento Ho Chi Minh A sala de aula do acampamento Ho Chi Minh A alfabetizadora participante do processo de educação de jovens e adultos no acampamento Ho Chi Minh Os alunos participantes da educação de jovens e adultos no acampamento Ho Chi Minh O processo de alfabetização e letramento no acampamento Ho Chi Minh CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

12 11 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho originou-se de inquietações vivenciadas na minha trajetória profissional na área da Educação, tanto no exercício de magistério quanto no atendimento a crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizagem, no consultório de Psicopedagogia. Apontarei um recorte dessa caminhada, que se apresenta como ponto de partida para esta investigação. Em 1997, iniciei o trabalho na Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Minas Gerais (FAE / UEMG) como professora no curso de Pedagogia, das disciplinas Didática e Psicologia da Educação. Nessa Instituição, participei, em 1998, de um grupo de trabalho formado por professores de várias unidades da UEMG, que elaborou, em parceria com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem -Terra (MST), com a Federação dos Trabalhadores da Agricultura de Minas Gerais (FETAEMG) e com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), o projeto Alfabetização, Campo e Consciência Cidadã. Esse projeto insere-se no Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA), criado no espaço de relação entre o poder público constituído e os Movimentos Sociais e Sindicais. Tal programa tem por objetivo favorecer a criação de projetos de educação em Assentamentos de Reforma Agrária (UEMG, 2000). Foi encaminhado à Comissão Pedagógica Nacional do Programa. Sua aprovação foi em julho de 1999, e o trabalho iniciou-se em dezembro de 2000, prosseguindo até fevereiro de Nesse projeto atuei como coordenadora regional, atendendo aos projetos de assentamento 1, localizados nas regiões do Mucuri e do Centro de Minas Gerais. No desenvolvimento do trabalho pedagógico, visitei, periodicamente, salas de aula. Essa experiência permitiu-me refletir sobre a necessidade de aprofundar a base 1 Forma de comunidade no campo, a partir do processo de Reforma Agrária. Para Rua e Abramovay (2000, p.50), os assentamentos rurais variam quanto aos processos históricos pelos quais foram constituídos: por ocupação e desapropriação de terras privadas, por ocupação de terras públicas, por transferência e reassentamento de populações afetadas por projetos governamentais etc.

13 12 teórico-conceitual sobre alfabetização e letramento 2 na realidade do campo, bem como dos processos de aprendizagem, a partir de uma abordagem sócio-histórica. Assim, pude perceber a necessidade de fortalecer a educação nos projetos de assentamento de Reforma Agrária, para possibilitar ao homem e à mulher do campo o direito ao saber sistematizado. Com essa perspectiva, eu e minha equipe de trabalho demos continuidade ao projeto. Em 2002, juntamente com uma equipe de professores e representantes dos movimentos sociais, elaboramos um projeto denominado Educação, Campo e Consciência Cidadã. Esse projeto tinha como objetivo atender aos jovens e aos adultos que participaram do projeto anterior, ampliar suas aprendizagens e proporcionar àqueles que não ingressaram no projeto Alfabetização, Campo e Consciência Cidadã o acesso à leitura e à escrita. Vale registrar que o projeto Educação, Campo e Consciência Cidadã foi aprovado em novembro de 2002 pela Comissão Nacional Pedagógica do Programa e, em dezembro de 2003, foi assinado o convênio entre a UEMG, com a interveniência da Fundação Renato Azeredo, e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) Superintendência Minas Gerais. No processo de execução desse projeto, desenvolvi a pesquisa que ora apresento. Tendo em vista a integração do projeto Educação, Campo e Consciência Cidadã ao PRONERA, cabe-me apontar os objetivos desse programa. São eles: (a) alfabetizar jovens e adultos nos Projetos de Assentamento e oferecer - lhes educação fundamental; (b) desenvolver a escolarização e formação de monitores para atuar na promoção da educação; (c) oferecer formação continuada e escolarização média e superior aos educadores de jovens e adultos e do ensino fundamental; (d) contribuir para o Desenvolvimento Rural Sustentável (BRASIL, 2001, p.12-13). No PRONERA, as entidades envolvidas assumem diferentes atribuições de responsabilidade nos projetos desenvolvidos. Enquanto as Instituições de Ensino Superior (IES) são responsáveis por elaborar e executar os projetos educacionais, quantificar e qualificar a demanda educacional nos Projetos de Assentamento, aplicar os recursos de acordo com o previsto no Plano de Trabalho e no Projeto, algumas pessoas ligadas aos movimentos sociais mobilizam jovens e adultos - 2 O termo letramento designa o estado ou condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como conseqüência de se ter apropriado da escrita (SOARES, M.,1998).

14 13 moradores dos Projetos de Assentamento - para identificação de demandas e participação do acompanhamento pedagógico do projeto. Nesse quadro, insere-se a Superintendência Regional do INCRA, promovendo a divulgação, articulação e implementação e acompanhamento do PRONERA no âmbito da Superintendência. A educação de pessoas jovens e adultas, moradoras em áreas comprometidas com os Projetos de Assentamento, é a principal ação do PRONERA. Assim sendo, o objetivo desse programa é desenvolver projetos que visem à alfabetização dessas pessoas e à capacitação pedagógica e escolarização de coordenadores locais, para atuarem como agentes sociais. O PRONERA tem como eixo a concepção de que o envolvimento de entidades é uma conquista dos movimentos sociais e integra a luta pela educação na Reforma Agrária. Na concepção dos participantes desse programa, Reforma Agrária não consiste somente na expropriação da terra, mas também criação de condições de infra-estrutura ao homem do campo que lhes possibilitem o desenvolvimento socioeconômico. Entretanto, o PRONERA indica novas possibilidades de ação e se propõe a favorecer a integração dos atores sociais nele envolvidos, bem como a aprendizagem e trocas de experiências. Além disso, ainda abre espaço para iniciativas de revisão de realidade da educação e das condições de vida nos assentamentos de Reforma Agrária. Foi por reconhecer a necessidade de ações como as descritas, que buscam garantir o acesso à leitura e à escrita aos jovens/adultos moradores nos acampamentos/assentamentos de Reforma Agrária, que escolhi a temática proposta para esta pesquisa. Convivendo com essa realidade, percebi como era necessário investigar como ocorre a prática de um projeto para a educação de jovens e adultos, no contexto do campo. Esta pesquisa surge, então, com o objetivo de conhecer e de compreender a prática de alfabetização desenvolvida com jovens e adultos inseridos no projeto Educação, Campo, Consciência Cidadã (PRONERA), a partir de um acampamento de Reforma Agrária. Ademais, a interação entre os eixos teóricos da EJA e da Educação do Campo mostra, com clareza, a necessidade de estudos que considerem essa realidade, as práticas pedagógicas aí desenvolvidas, bem como as dimensões socioeconômicas, políticas e históricas que as condicionam.

15 14 Em relação à literatura sobre a EJA (HADDAD, 2000) e à que pude ter acesso, notei que, apesar do volume de publicações a esse respeito, ainda são necessários estudos focalizando a exclusão de jovens e adultos da cultura letrada. Já no que tange à Educação do Campo, pautei-me pela revisão da literatura nos Documentos da I e II Conferência Nacional Por uma Educação do Campo. No Documento da I Conferência Por uma Educação Básica do Campo, são nítidos os desafios que enfrentam aqueles que se dedicam à educação do campo. Percebe-se nesses documentos a necessidade de pesquisas nessa área que discutam o tema possibilitando, portanto, novas perspectivas dentro dessa realidade (KOLLING et al.,1999). O Documento da II Conferência Nacional Por uma Educação do Campo destaca a necessidade de elaboração de uma política pública, a partir do reconhecimento da especificidade dos povos do campo, de suas formas de viver, de ser, de aprender, de produzir e de relacionar-se com o conhecimento e com a cultura. Ao meu ver, pesquisas sobre a educação dos povos do campo que visem ao aprofundamento no corpo teórico, poderão fornecer subsídios para a compreensão dessas especificidades. A constatação dessa necessidade tornou-se evidente no I Censo de Reforma Agrária do Brasil , o qual apontou a baixa escolaridade dos trabalhadores rurais assentados em projetos de Reforma Agrária: 70% em alguns estados e uma média nacional de 43%. Importa salientar que as baixas taxas de escolarização não expressam a falta de conscientização da importância da educação. Como afirmam Rua e Abramovay (2000 p.89) nos assentamentos rurais [...] tanto homens quanto mulheres têm consciência de que a educação é uma forma de romper barreiras sociais, ampliar horizontes e construir uma vida mais proveitosa. O Documento da I Conferência Por Uma Educação Básica do Campo destaca a exigência de projetos educativos fundamentados na cultura do campo, o que denuncia a ausência atual de políticas públicas específicas para tal propósito. Nesse documento, são indicadas algumas iniciativas que têm surgido em meio à própria população, por intermédio de suas organizações e de seus movimentos sociais, com o propósito de suprir a ausência do Estado, tais como: Escolas 3 Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrário-(INCRA)-I Censo da Reforma Agrária do Brasil.Brasília,1997.

16 15 Família Agrícola (EFAs); iniciativas no campo da alfabetização de adultos, o Movimento de Educação de Base (MEB); a luta do MST pelas escolas nos assentamentos e acampamentos; diversas iniciativas tomadas pelas comunidades; entre outras (KOLLING et al.,1999). Tais fatos vieram reforçar a intenção de desenvolver uma pesquisa buscando apreender, por meio de experiências concretas, os modos de construção do saber sobre o letramento e a alfabetização de adultos dentro do MST e de suas interfaces com o econômico, o político, o social e o cultural.

17 16 2 A PERSPECTIVA METODOLÓGICA DA PESQUISA Neste capítulo explicito inicialmente as opções metodológicas para a realização deste estudo e, em seguida, apresento a justificativa para definição do campo da pesquisa. Por último, descrevo os procedimentos metodológicos utilizados. 2.1 Perspectiva metodológica Com o objetivo de compreender o processo de alfabetização de jovens e adultos inseridos no Projeto Educação, Campo, Consciência Cidadã (PRONERA) num acampamento de Reforma Agrária, adotei a abordagem qualitativa, com enfoque da perspectiva sócio-histórica. Segundo Monteiro (1998, p.7), nessa forma de abordagem podem-se utilizar estratégias de pesquisa que privilegiem a compreensão do sentido dos fenômenos sociais para além de sua explicação, em termos de relações de causaefeito Tal afirmativa se fundamenta no paradigma qualitativo que, segundo Rey (2002), se apóia em três princípios: (a) o conhecimento é uma produção construtiva - interpretativa; (b) deve-se considerar o caráter interativo na relação pesquisador pesquisado; (c) ) deve-se considerar a significação da singularidade na produção do conhecimento. Algumas características desse tipo de pesquisa, apontadas por Bogdan e Biklen (1994), possibilitam considerá-la como a forma mais apropriada de investigação cuja origem dos temas seja: ambiente natural é a fonte direta dos dados; o investigador é o instrumento principal; pesquisa descritiva; o interesse dos investigadores é maior pelo processo que pelos resultados; tendência a analisar os dados de forma indutiva; a importância do significado é vital. Em meu estudo, ao optar pela abordagem qualitativa, adotei o estudo de caso como estratégia de investigação, com intuito de compreender melhor o fenômeno. Essa estratégia consta, como afirma Merriam, citado por Bogdan e Biklen

18 17 (1994, p.89) de uma observação detalhada de um contexto, ou indivíduo, de uma única fonte de documentos ou de um acontecimento específico. Nesse sentido, o estudo de caso configurou-se como a estratégia mais adequada à minha pesquisa, uma vez que me possibilitou a análise do fenômeno dentro do contexto. Ou melhor, possibilitou a investigação das práticas de alfabetização em uma sala de aula, inserida no Projeto Educação, Campo, Consciência Cidadã. Tal análise filiou-se à perspectiva sócio-histórica, isto é, procurou compreender os sujeitos envolvidos em suas inter-relações e inserção no contexto mais amplo. As características fundamentais do estudo de caso são apresentadas por Ludke e André (1986). Elas permitem compreender as especificidades dessa estratégia, destacando-se os seguintes pontos: esses estudos visam à descoberta, às novas respostas e às novas indagações; enfatizam a interpretação em contexto; buscam retratar a realidade de forma completa e profunda; usam uma variedade de fontes de informação; revelam experiência vicária e permitem generalizações naturalísticas. Em minha pesquisa, a fim de garantir o rigor do estudo, julguei importante considerar: (a) o tempo de permanência no campo; (b) o uso de mais de um procedimento de coleta de dados, permitindo estabelecer comparações entre eles, e também contrapor as entrevistas com as observações feitas; (c) manter o distanciamento necessário do meu lugar como pesquisadora, dos alunos e da alfabetizadora 1 ; (d) a preservação da fidedignidade dos dados obtidos. Para a análise dos dados, segui os pressupostos de Alves Mazzotti e Gewandsnaider (1998) ao afirmarem que, à medida que os dados vão sendo coletados, o pesquisador vai procurando identificar temas e relações, construindo interpretações e gerando novas questões, aperfeiçoando e buscando novos dados. Enfim, nesta pesquisa qualitativa, o processo se fez de forma contínua, durante toda a investigação, por meio de teorizações em interação com os dados. Não pude deixar de considerar, nessa abordagem, a contextualização do pesquisador, que é relevante para a análise dos dados. Ora, ele é um ser social, parte da pesquisa, e suas análises e interpretações são feitas a partir do lugar em que se situa (FREITAS,2002). 1 A terminologia monitor(a) foi utilizada seguindo as orientações do manual de operações do PRONERA (Brasil, 2001) e do projeto Educação, Campo, Consciência Cidadã (2002), porém optouse, neste trabalho, por utilizar a terminologia alfabetizador (a).

19 Campo da pesquisa Para a realização da pesquisa, escolhi uma turma de alfabetização do acampamento Ho Chi Minh 2, localizado em Esmeraldas/MG a 60 km de Belo Horizonte. FIGURA 1 - Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- IBGE O acampamento denomina-se Ho Chi Minh, em homenagem ao líder revolucionário e poeta, nascido na Indochina Francesa, em Ho Chi Minh fundou e liderou, em 1941, o grupo de resistência chamado Vietmin. Ele proclamou, em 45, a República Democrática do Vietnã o que deu início a guerra da Indochina, cuja batalha decidiu a guerra a seu favor. Em 1954, ocorreu a divisão provisória do Vietnã e Ho Chi Minh passou a ser chefe do Estado do Vietnã do Norte, de regime 2 A revelação do nome do acampamento, segundo YIN (2001), produz resultados úteis: (1) permite ao leitor recordar qualquer outra informação sobre o mesmo caso ao ler o relatório; (2) pode-se revisar o caso inteiro com facilidades.

20 19 comunista que buscava a reunificação do país. Em 1960, o Norte criou a Frente de Libertação Nacional para combater o governo e os soldados do Sul que haviam instalado uma ditadura partidária contra a reunificação. A escolha desse nome, entre outros sugeridos, foi feita pelos acampados, em uma reunião da comunidade em setembro de É interessante observar que, mesmo que o acampamento mude de lugar, agregue novas famílias, alguns deixem o acampamento, o nome dado inicialmente é mantido. Escolhi esse acampamento para a realização da pesquisa de campo após exame dos assentamentos e acampamentos atendidos pelo PRONERA e pela localização geográfica. Meu primeiro contato com alunos e alfabetizadores desse acampamento foi intermediado por uma integrante do MST, que, no Projeto Educação, Campo, Consciência Cidadã assumiu a coordenação local 3 na região Central/Sul 4 Tal fato ocorreu em março de 2004, em seguida ao I Ciclo de Formação dos Alfabetizadores 5. Vale ressaltar que ainda não estava concluído naquela época, o processo de organização do espaço físico onde funcionaria a sala de aula nem a determinação dos horários das aulas. As duas classes funcionavam no mesmo espaço físico dificultando o trabalho de alunos e alfabetizadores. Daí, na visão dos alfabetizadores, a necessidade de mudança de local de uma das turmas. A enturmação dos alunos havia sido feita pelos alfabetizadores de acordo com o nível de desempenho deles no que tangia ao conhecimento da leitura e escrita. Em uma das turmas, segundo os alfabetizadores, os alunos já eram alfabetizados e, em outra, a maioria não era. Escolhi, para a realização desta pesquisa, esta última. Selecionada a amostra da investigação, agendei uma reunião com todos os alunos, os dois alfabetizadores e a coordenadora local. Na ocasião, apresenteime ao grupo e esclareci a respeito do trabalho a ser realizado. Como os horários das 3 Os coordenadores locais são representantes dos movimentos sociais, tendo as seguintes atribuições: integrar os parceiros envolvidos; executar atividades de planejamento, implantação, monitoramento e avaliação; supervisionar as atividades nas diferentes áreas. (UEMG - UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS. 2002) 4 Municípios atendidos pelo Projeto Educação, Campo, Consciência Cidadã localizados próximos a Belo Horizonte e na região Sul do estado de Minas Gerais. (UEMG - UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS. 2002) 5 O I Ciclo de Formação ocorreu em Belo Horizonte, no mês de fevereiro de 2004, como parte de processo de formação dos alfabetizadores. A partir daí, iniciaram-se as aulas através do PRONERA.

21 20 aulas ainda não estavam fixos, solicitei aos alunos e à alfabetizadora que estudassem a possibilidade de um dos dias de aula ocorrer no sábado, pela manhã, para facilitar minha ida ao acampamento. Todos concordaram e escolheram o horário de 8 às 10h. A experiência no desenvolvimento do projeto anterior, como já foi citado, facilitou minha aceitação pelo grupo e a proposta de condução do acampamento Ho Chi Minh. Pude observar também que, apesar desse acampamento não ter sido inserido no projeto anterior Alfabetização, Campo, Consciência Cidadã, os alfabetizadores já me conheciam da época da realização do I Ciclo de Formação e relacionaram a minha pessoa ao fato de eu ser professora na UEMG o que facilitou minha entrada. Num primeiro momento da minha observação, procurei centrar meu foco principalmente, em três alunos, porém a instabilidade na organização das turmas e infreqüência de muitos impuseram-me uma limitação significativa para a escolha dos sujeitos. Foi necessário que eu criasse estratégias metodológicas que considerassem essas características. Finalmente, os sujeitos da minha pesquisa foram todos os alunos matriculados e freqüentes na turma da alfabetizadora Edilene 6, totalizando vinte alunos, conforme dados levantados no Projeto Educação, Campo, Consciência Cidadã. Pareceu-me relevante considerar cada pessoa investigada como sujeito, buscando compreendê-la como possuidora de voz reveladora da capacidade de se construir e reconstruir conhecimento sobre sua realidade (FREITAS, 2003). 2.3 Procedimentos metodológicos Os procedimentos metodológicos para o trabalho de coleta de dados na realização do estudo de caso incluem o uso de várias fontes de evidências. Selecionei, entre elas, as entrevistas, a observação participante, a análise documental e o procedimento experimental. 6 Adotei, para todos os entrevistados pseudônimos. Segundo YIN (2001), a questão do anonimato pode surgir em dois níveis: (1) em relação ao caso inteiro; (2) em relação a um nome, em particular, dentro do caso.

22 Entrevistas Com intuito de obter dados descritivos e fidedignos, optei pelo uso da entrevista uma vez que o veículo de comunicação seria a linguagem do próprio sujeito. Fundamentam tal procedimento, Bogdan e Biklen (1994) ao afirmarem que a entrevista permite ao investigador desenvolver intuitivamente uma idéia de como os sujeitos interpretam aspectos do mundo tal como mostra. Com esse objetivo, foram entrevistados os alunos e a alfabetizadora. Ouvi, também informalmente, diversas pessoas da comunidade. De acordo com Freitas (2002), a entrevista, na perspectiva sócio-histórica, também é marcada pela dimensão do social, não podendo ser reduzida a perguntas e respostas, mas concebida como produção de linguagem, portanto, dialógica. Nessa perspectiva, realizei as entrevistas semi-estruturadas com a alfabetizadora e os alunos em processo de alfabetização. Não estabeleci uma ordem rígida de questões, mas, sim um direcionamento, por meio de tópicos a serem abordados. Basicamente, minha entrevista com a alfabetizadora girou em torno de: a formação e organização do acampamento Ho Chi Minh, (a) a formação escolar da alfabetizadora, (b) a prática pedagógica adotada, (c) seu cotidiano, (d) dificuldades que ela enfrentava; (e) suas expectativas quanto à posse da terra. Já com os alunos procurei focalizar: (a) a vida escolar deles, (b) a vida no acampamento, o processo de aprendizagem a que eram submetidos, (c) suas dificuldades, (d) expectativas e os motivos que os levaram ao acampamento Ho Chi Minh. As entrevistas com os alunos foram realizadas após as aulas. Solicitei a eles que, no dia marcado para entrevista, permanecessem em sala de aula, após a saída dos demais. As entrevistas foram gravadas com a aprovação dos entrevistados e, posteriormente, as transcrevi. Além desse horário estipulado para entrevistá-los, procurei ouvi-los também em conversas informais no decorrer da aula e nos círculos de cultura 7 dentro do processo educativo. Em tais ocasiões, eu aproveitava para colher informes. Em duas delas, nas quais a alfabetizadora não estava no acampamento, 7 O Círculo de Cultura proposto por Paulo Freire proporciona aos educandos em diálogo circular, o reconhecimento de si mesmo como sujeito no mundo, a conscientização e a re-elaboração do mundo.

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO ACAMPAMENTO HO CHI MINH

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO ACAMPAMENTO HO CHI MINH EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO ACAMPAMENTO HO CHI MINH UM ESTUDO A PARTIR DAS PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO Ana Catharina Mesquita de Noronha Premio CREFAL a las Mejores Tesis sobre Educación de Jóvenes y

Leia mais

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A EXPERIÊNCIA DESENVOLVIDA PELA FACED/UFBA NA FORMAÇÃO DOS ALFABETIZADOES NA ALFASOL

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A EXPERIÊNCIA DESENVOLVIDA PELA FACED/UFBA NA FORMAÇÃO DOS ALFABETIZADOES NA ALFASOL 1 Pesquisas e Práticas Educativas ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A EXPERIÊNCIA DESENVOLVIDA PELA FACED/UFBA NA FORMAÇÃO DOS ALFABETIZADOES NA ALFASOL DANIELA DE JESUS LIMA FACED/UFBA INTRODUÇÃO - O presente

Leia mais

A EDUCAÇÃO DO CAMPO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NAS ESCOLAS DO ASSENTAMENTO SÃO FRANCISCO III.SOLÂNEA/PB.

A EDUCAÇÃO DO CAMPO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NAS ESCOLAS DO ASSENTAMENTO SÃO FRANCISCO III.SOLÂNEA/PB. A EDUCAÇÃO DO CAMPO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NAS ESCOLAS DO ASSENTAMENTO SÃO FRANCISCO III.SOLÂNEA/PB. Otaciana da Silva Romão (Aluna do curso de especialização em Fundamentos da Educação UEPB), Leandro

Leia mais

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA GT-1 FORMAÇÃO DE PROFESSORES EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA RESUMO Maria de Lourdes Cirne Diniz Profa. Ms. PARFOR E-mail: lourdinhacdiniz@oi.com.br

Leia mais

Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Tocantins decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Tocantins decreta e eu sanciono a seguinte Lei: LEI Nº 1.374, DE 08 DE ABRIL DE 2003. Publicado no Diário Oficial nº 1.425. Dispõe sobre a Política Estadual de Educação Ambiental e adota outras providências. O Governador do Estado do Tocantins Faço

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO TERMO DE REFERÊNCIA PARA AVALIAÇÃO EXTERNA DO PROJETO EDUCANDO COM A HORTA ESCOLAR 1. Breve Histórico do Projeto de Cooperação Técnica

Leia mais

VI ENCONTRO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO

VI ENCONTRO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO REFLEXÕES SOBRE O PENSAMENTO DE PAULO FREIRE ACERCA DA EDUCAÇÃO Cristiane Silva Melo - UEM 1 Rosileide S. M. Florindo - UEM 2 Rosilene de Lima - UEM 3 RESUMO: Esta comunicação apresenta discussões acerca

Leia mais

CIDADANIA: o que é isso?

CIDADANIA: o que é isso? CIDADANIA: o que é isso? Autora: RAFAELA DA COSTA GOMES Introdução A questão da cidadania no Brasil é um tema em permanente discussão, embora muitos autores discutam a respeito, entre eles: Ferreira (1993);

Leia mais

Secretaria Municipal de Educação SP. 144 Assessor Pedgógico. 145. Consultar o Caderno Balanço Geral da PMSP/SME, l992.

Secretaria Municipal de Educação SP. 144 Assessor Pedgógico. 145. Consultar o Caderno Balanço Geral da PMSP/SME, l992. PAULO FREIRE: A GESTÃO COLEGIADA NA PRÁXIS PEDAGÓGICO-ADMINISTRATIVA Maria Nilda de Almeida Teixeira Leite, Maria Filomena de Freitas Silva 143 e Antonio Fernando Gouvêa da Silva 144 Neste momento em que

Leia mais

EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA

EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA Autores: FIGUEIREDO 1, Maria do Amparo Caetano de LIMA 2, Luana Rodrigues de LIMA 3, Thalita Silva Centro de Educação/

Leia mais

PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA

PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA PROPOSTA DE AÇÃO Criar um fórum permanente onde representantes dos vários segmentos do poder público e da sociedade civil atuem juntos em busca de uma educação

Leia mais

CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares

CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares C M E CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO NATAL/RN RESOLUÇÃO Nº 003/2011 CME Estabelece normas sobre a Estrutura, Funcionamento e Organização do trabalho pedagógico da Educação de Jovens e Adultos nas unidades

Leia mais

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias novembro/2011 página 1 CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Elba Siqueira de Sá Barretto: Os cursos de Pedagogia costumam ser muito genéricos e falta-lhes um

Leia mais

CONFERÊNCIA NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Eixo VI Justiça Social, Educação e Trabalho: Inclusão, diversidade e igualdade EDUCAÇÃO DO CAMPO

CONFERÊNCIA NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Eixo VI Justiça Social, Educação e Trabalho: Inclusão, diversidade e igualdade EDUCAÇÃO DO CAMPO CONFERÊNCIA NACIONAL DE EDUCAÇÃO Eixo VI Justiça Social, Educação e Trabalho: Inclusão, diversidade e igualdade EDUCAÇÃO DO CAMPO Quanto à Educação do Campo Superar as discrepâncias e desigualdades educacionais

Leia mais

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 GRUPO 6.1 MÓDULO 4 Índice 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 1.1. Desenvolvimento e Aprendizagem de Jovens e Adultos... 4 1.1.1. Educar na Diversidade... 5 1.2. Os Efeitos da Escolarização/Alfabetização

Leia mais

Desafios da EJA: flexibilidade, diversidade e profissionalização PNLD 2014

Desafios da EJA: flexibilidade, diversidade e profissionalização PNLD 2014 Desafios da EJA: flexibilidade, diversidade e profissionalização Levantamento das questões de interesse Perfil dos alunos, suas necessidades e expectativas; Condições de trabalho e expectativas dos professores;

Leia mais

Seminario internacional: 2025: juventudes con una mirada estratégica Claves para un sistema de formación en perspectiva comparada - Uruguay

Seminario internacional: 2025: juventudes con una mirada estratégica Claves para un sistema de formación en perspectiva comparada - Uruguay Seminario internacional: 2025: juventudes con una mirada estratégica Claves para un sistema de formación en perspectiva comparada - Uruguay Experiência Brasil Eliane Ribeiro UNIRIO/UERJ/ Secretaria Nacional

Leia mais

EDUCAÇÃO DO CAMPO: Interfaces teóricas e políticas na formação do professor

EDUCAÇÃO DO CAMPO: Interfaces teóricas e políticas na formação do professor EDUCAÇÃO DO CAMPO: Interfaces teóricas e políticas na formação do professor Juliana Graciano Parise 1 Eliane de Lourdes Felden 2 Resumo: O trabalho apresenta uma experiência de ensino articulado à pesquisa

Leia mais

UNIDADE II METODOLOGIA DO FORMAÇÃO PELA ESCOLA

UNIDADE II METODOLOGIA DO FORMAÇÃO PELA ESCOLA UNIDADE II METODOLOGIA DO FORMAÇÃO PELA ESCOLA Quando focalizamos o termo a distância, a característica da não presencialidade dos sujeitos, num mesmo espaço físico e ao mesmo tempo, coloca se como um

Leia mais

experiência inovadora como contribuição da sociedade civil: Reintegração Familiar de Crianças e Adolescentes em Situação de Rua.

experiência inovadora como contribuição da sociedade civil: Reintegração Familiar de Crianças e Adolescentes em Situação de Rua. Título da experiência: Políticas públicas de apoio à população de rua Uma experiência inovadora como contribuição da sociedade civil: Reintegração Familiar de Crianças e Adolescentes em Situação de Rua.

Leia mais

Trabalho em Equipe e Educação Permanente para o SUS: A Experiência do CDG-SUS-MT. Fátima Ticianel CDG-SUS/UFMT/ISC-NDS

Trabalho em Equipe e Educação Permanente para o SUS: A Experiência do CDG-SUS-MT. Fátima Ticianel CDG-SUS/UFMT/ISC-NDS Trabalho em Equipe e Educação Permanente para o SUS: A Experiência do CDG-SUS-MT Proposta do CDG-SUS Desenvolver pessoas e suas práticas de gestão e do cuidado em saúde. Perspectiva da ética e da integralidade

Leia mais

Classes multisseriadas e nucleação das escolas: um olhar sobre a realidade da Educação do Campo

Classes multisseriadas e nucleação das escolas: um olhar sobre a realidade da Educação do Campo Classes multisseriadas e nucleação das escolas: um olhar sobre a realidade da Educação do Campo Segundo Fagundes & Martini (2003) as décadas de 1980 e 1990 foram marcadas por um intenso êxodo rural, provocado

Leia mais

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 É comum hoje entre os educadores o desejo de, através da ação docente, contribuir para a construção

Leia mais

Organização dos Estados Ibero-americanos Para a Educação, a Ciência e a Cultura MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO

Organização dos Estados Ibero-americanos Para a Educação, a Ciência e a Cultura MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO Organização dos Estados Ibero-americanos Para a Educação, a Ciência e a Cultura MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO TERMO DE REFERÊNCIA PARA CONTRATAÇÃO DE PESSOA FÍSICA

Leia mais

TÍTULO V DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO CAPÍTULO II DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Seção I Das Disposições Gerais

TÍTULO V DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO CAPÍTULO II DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Seção I Das Disposições Gerais TÍTULO V DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO CAPÍTULO II DA EDUCAÇÃO BÁSICA Seção I Das Disposições Gerais Art. 22. A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe

Leia mais

Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre

Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre N o Brasil há 2.361 municípios, em 23 estados, onde vivem mais de 38,3 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza. Para eles, o Governo Federal criou

Leia mais

ALFABETIZAR-SE: UM DIREITO DA CRIANÇA DE 6 ANOS

ALFABETIZAR-SE: UM DIREITO DA CRIANÇA DE 6 ANOS ALFABETIZAR-SE: UM DIREITO DA CRIANÇA DE 6 ANOS Marcia Aparecida Alferes 1 Resumo O presente texto pretende refletir sobre a questão da alfabetização como conceito presente nas políticas educacionais que

Leia mais

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337.

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337. PROGRAMA TÉMATICO: 6229 EMANCIPAÇÃO DAS MULHERES OBJETIVO GERAL: Ampliar o acesso das mulheres aos seus direitos por meio do desenvolvimento de ações multissetoriais que visem contribuir para uma mudança

Leia mais

O que é o Plano de Mobilização Social Pela Educação (PMSE)

O que é o Plano de Mobilização Social Pela Educação (PMSE) O que é o Plano de Mobilização Social Pela Educação (PMSE) É o chamado do Ministério da Educação (MEC) à sociedade para o trabalho voluntário de mobilização das famílias e da comunidade pela melhoria da

Leia mais

Mobilização e Participação Social no

Mobilização e Participação Social no SECRETARIA-GERAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME Mobilização e Participação Social no Plano Brasil Sem Miséria 2012 SUMÁRIO Introdução... 3 Participação

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO APRESENTAÇÃO O Projeto Político Pedagógico da Escola foi elaborado com a participação da comunidade escolar, professores e funcionários, voltada para a

Leia mais

COOPERAÇÃO E SOLIDARIEDADE: o programa COOPERJOVEM em turmas da EJA na Escola Municipal Maria Minervina de Figueiredo em Campina Grande-PB

COOPERAÇÃO E SOLIDARIEDADE: o programa COOPERJOVEM em turmas da EJA na Escola Municipal Maria Minervina de Figueiredo em Campina Grande-PB COOPERAÇÃO E SOLIDARIEDADE: o programa COOPERJOVEM em turmas da EJA na Escola Municipal Maria Minervina de Figueiredo em Campina Grande-PB Monaliza Silva Professora de ciências e biologia da rede estadual

Leia mais

Projeto Acelerando o Saber

Projeto Acelerando o Saber Projeto Acelerando o Saber Tema: Valorizando o Ser e o Aprender Lema: Ensinar pra Valer Público Alvo: Alunos do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino contemplando o 3º ano a 7ª série. Coordenadoras:

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS EM PROL DA ERRADICAÇÃO DO ANALFABETISMO EM MINAS GERAIS

POLÍTICAS PÚBLICAS EM PROL DA ERRADICAÇÃO DO ANALFABETISMO EM MINAS GERAIS POLÍTICAS PÚBLICAS EM PROL DA ERRADICAÇÃO DO ANALFABETISMO EM MINAS GERAIS TRINDADE, Jéssica Ingrid Silva Graduanda em Geografia Universidade Estadual de Montes Claros Unimontes jessica.ingrid.mg@hotmail.com

Leia mais

SEMINÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO SANTA CATARINA CHAPECÓ, 28 A 30 DE AGOSTO DE 2013 CARTA ABERTA À SOCIEDADE CATARINENSE E BRASILEIRA

SEMINÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO SANTA CATARINA CHAPECÓ, 28 A 30 DE AGOSTO DE 2013 CARTA ABERTA À SOCIEDADE CATARINENSE E BRASILEIRA SEMINÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO SANTA CATARINA CHAPECÓ, 28 A 30 DE AGOSTO DE 2013 CARTA ABERTA À SOCIEDADE CATARINENSE E BRASILEIRA 1. Nós, 350 educadores e educadoras das escolas públicas do campo,

Leia mais

O IDOSO EM QUESTÃO: ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS MOSTRAM SUA VISÃO SOBRE O QUE É SER IDOSO NA ATUALIDADE

O IDOSO EM QUESTÃO: ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS MOSTRAM SUA VISÃO SOBRE O QUE É SER IDOSO NA ATUALIDADE ISSN: 1981-3031 O IDOSO EM QUESTÃO: ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS MOSTRAM SUA VISÃO SOBRE O QUE É SER IDOSO NA ATUALIDADE Eva Pauliana da Silva Gomes 1. Givanildo da Silva 2. Resumo O presente

Leia mais

Projeto de Extensão. Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense

Projeto de Extensão. Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense Projeto de Extensão Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense 1.0 - JUSTIFICATIVA Considerando que a Extensão Universitária tem entre as suas

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL RESOLUÇÃO Nº 21 DE 10 DE OUTUBRO DE 2001

CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL RESOLUÇÃO Nº 21 DE 10 DE OUTUBRO DE 2001 Publicada no D.O.U. de 20/12/2001, Seção 1, Página 36 CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL RESOLUÇÃO Nº 21 DE 10 DE OUTUBRO DE 2001 Dispõe sobre a aprovação do Programa Jovem Agricultor

Leia mais

2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação

2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação 2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação 1. A saúde é direito de todos. 2. O direito à saúde deve ser garantido pelo Estado. Aqui, deve-se entender Estado como Poder Público: governo federal, governos

Leia mais

ESTÁGIO DOCENTE DICIONÁRIO

ESTÁGIO DOCENTE DICIONÁRIO ESTÁGIO DOCENTE Ato educativo supervisionado realizado no contexto do trabalho docente que objetiva a formação de educandos que estejam regularmente frequentando cursos e/ou programas de formação de professores

Leia mais

Carta Documento: pela construção e implementação de uma Política de Educação do Campo na UNEB

Carta Documento: pela construção e implementação de uma Política de Educação do Campo na UNEB Salvador, 21 de setembro de 2015 Carta Documento: pela construção e implementação de uma Política de Educação do Campo na UNEB Nos dias 19, 20 e 21 de agosto de 2015 realizou-se no Hotel Vila Velha, em

Leia mais

FUNDAMENTOS LEGAIS, PRINCÍPIOS E ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

FUNDAMENTOS LEGAIS, PRINCÍPIOS E ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL FUNDAMENTOS LEGAIS, PRINCÍPIOS E ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL I - Fundamentos legais A Constituição de 1988, inciso IV do artigo 208, afirma: O dever do Estado com a educação será efetivado

Leia mais

PROGRAMA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL PRS-FACIIP

PROGRAMA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL PRS-FACIIP PROGRAMA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL PRS-FACIIP Aprovado na Reunião do CONASU em 21/01/2015. O Programa de Responsabilidade Social das Faculdades Integradas Ipitanga (PRS- FACIIP) é construído a partir

Leia mais

Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX

Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental e dá outras providências. A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: FAÇO SABER

Leia mais

Governo do Estado do Rio Grande do Sul Secretaria da Educação Secretaria do Meio Ambiente Órgão Gestor da Política Estadual de Educação Ambiental

Governo do Estado do Rio Grande do Sul Secretaria da Educação Secretaria do Meio Ambiente Órgão Gestor da Política Estadual de Educação Ambiental Governo do Estado do Rio Grande do Sul Secretaria da Educação Secretaria do Meio Ambiente Órgão Gestor da Política Estadual de Educação Ambiental PROJETO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Leia mais

V Encontro Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares

V Encontro Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares V Encontro Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares: uma política de apoio à gestão educacional Clélia Mara Santos Coordenadora-Geral

Leia mais

AUDIÊNCIA PÚBLICA PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO jun/15 GRUPO I META 1

AUDIÊNCIA PÚBLICA PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO jun/15 GRUPO I META 1 AUDIÊNCIA PÚBLICA PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO jun/15 GRUPO I META 1 Universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta

Leia mais

Secretaria Municipal da Educação e Cultura - SMEC SALVADOR MAIO/2003

Secretaria Municipal da Educação e Cultura - SMEC SALVADOR MAIO/2003 Secretaria Municipal da Educação e Cultura - SMEC ATRIBUIÇÕES DOS GESTORES ESCOLARES DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE ENSINO VERSÃO PRELIMINAR SALVADOR MAIO/2003 Dr. ANTÔNIO JOSÉ IMBASSAHY DA SILVA Prefeito

Leia mais

O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS- EJA

O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS- EJA O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS- EJA RESUMO Alba Patrícia Passos de Sousa 1 O presente artigo traz como temática o ensino da língua inglesa na educação de jovens e adultos (EJA),

Leia mais

A EXPANSÃO DO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL: A QUALIDADE DA OFERTA A DISTÂNCIA DO CURSO DE PEDAGOGIA A PARTIR DA LDB DE 1996

A EXPANSÃO DO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL: A QUALIDADE DA OFERTA A DISTÂNCIA DO CURSO DE PEDAGOGIA A PARTIR DA LDB DE 1996 A EXPANSÃO DO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL: A QUALIDADE DA OFERTA A DISTÂNCIA DO CURSO DE PEDAGOGIA A PARTIR DA LDB DE 1996 RESUMO Aila Catori Gurgel Rocha 1 Rosana de Sousa Pereira Lopes 2 O problema proposto

Leia mais

MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA

MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA Jaqueline Oliveira Silva Ribeiro SESI-SP josr2@bol.com.br Dimas Cássio Simão SESI-SP

Leia mais

Objetivo Promover reflexões acerca da identidade, do papel e das atribuições das equipes pedagógicas do IFTM, visando à construção coletiva de ações

Objetivo Promover reflexões acerca da identidade, do papel e das atribuições das equipes pedagógicas do IFTM, visando à construção coletiva de ações Objetivo Promover reflexões acerca da identidade, do papel e das atribuições das equipes pedagógicas do IFTM, visando à construção coletiva de ações a serem implementadas nos câmpus do Instituto. A identidade

Leia mais

Quando começou a pensar na alfabetização, em 1962, Paulo Freire trazia mais de 15 anos de

Quando começou a pensar na alfabetização, em 1962, Paulo Freire trazia mais de 15 anos de PAULO FREIRE E A ALFABETIZAÇÃO Vera Lúcia Queiroga Barreto 1 Uma visão de alfabetização que vai além do ba,be,bi,bo,bu. Porque implica uma compreensão crítica da realidade social, política e econômica

Leia mais

EVASÃO ESCOLAR DE ALUNOS TRABALHADORES NA EJA

EVASÃO ESCOLAR DE ALUNOS TRABALHADORES NA EJA EVASÃO ESCOLAR DE ALUNOS TRABALHADORES NA EJA OLIVEIRA, Paula Cristina Silva de Faculdade de Educação/UFMG EITERER, Carmem Lúcia. (Orientadora) Faculdade de Educação/UFMG RESUMO: Este é um trabalho de

Leia mais

REFERENCIAIS ESTRATÉGICOS. PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011-2020: metas que envolvem a Educação Profissional

REFERENCIAIS ESTRATÉGICOS. PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011-2020: metas que envolvem a Educação Profissional REFERENCIAIS ESTRATÉGICOS Projeto de Lei nº 8.035, de 2010 PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011-2020: metas que envolvem a Educação Profissional O PNE é formado por: 10 diretrizes; 20 metas com estratégias

Leia mais

Em março de 1999, passaram a integrar o grupo, representantes da Secretaria do Tesouro Nacional e do Ministério da Educação.

Em março de 1999, passaram a integrar o grupo, representantes da Secretaria do Tesouro Nacional e do Ministério da Educação. PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO FISCAL PNEF 1 Antecedentes Historicamente, a relação fisco e sociedade, foram pautadas pelo conflito entre a necessidade de financiamento das atividades estatais e o retorno

Leia mais

MESTRADOS PROFISSIONAIS COMO ESTRATÉGIA DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA

MESTRADOS PROFISSIONAIS COMO ESTRATÉGIA DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA MESTRADOS PROFISSIONAIS COMO ESTRATÉGIA DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA Maria Cristina Araújo de Oliveira UFJF mcrisoliveira6@gmail.com Resumo: O artigo apresenta um breve panorama

Leia mais

A inclusão de alunos com necessidades educativas especiais no ensino superior

A inclusão de alunos com necessidades educativas especiais no ensino superior UNIrevista - Vol. 1, n 2: (abril 2006) ISSN 1809-4651 A inclusão de alunos com necessidades educativas especiais no ensino superior Marilú Mourão Pereira Resumo Fisioterapeuta especialista em neurofuncional

Leia mais

ANEXO II ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DOS PROJETOS

ANEXO II ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DOS PROJETOS ANEXO II ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DOS PROJETOS Roteiro Pedagógico e Metodológico Parte 1. Identificação do Projeto 1.1. Instituição de ensino proponente, com a respectiva identificação 1.2. Título do Projeto/Objeto

Leia mais

No entanto, a efetividade desses dispositivos constitucionais está longe de alcançar sua plenitude.

No entanto, a efetividade desses dispositivos constitucionais está longe de alcançar sua plenitude. A MULHER NA ATIVIDADE AGRÍCOLA A Constituição Federal brasileira estabelece no caput do art. 5º, I, que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações e reconhece no dispositivo 7º a igualdade de

Leia mais

ESCOLAS PÚBLICAS CORRELACIONADAS AOS PROGRAMAS DO ESTADO E SEUS RESULTADOS.

ESCOLAS PÚBLICAS CORRELACIONADAS AOS PROGRAMAS DO ESTADO E SEUS RESULTADOS. ESCOLAS PÚBLICAS CORRELACIONADAS AOS PROGRAMAS DO ESTADO E SEUS RESULTADOS. COLLING, Janete 1 ; ZIEGLER, Mariani 1 ; KRUM, Myrian 2. Centro Universitário franciscano - UNIFRA E-mails: janetecolling@hotmail.com;

Leia mais

Relatos de Experiência Paraisópolis: relato do processo de transformação da Biblioteca Comunitária em rede do conhecimento

Relatos de Experiência Paraisópolis: relato do processo de transformação da Biblioteca Comunitária em rede do conhecimento S. M. R. Alberto 38 Relatos de Experiência Paraisópolis: relato do processo de transformação da Biblioteca Comunitária em rede do conhecimento Solange Maria Rodrigues Alberto Pedagoga Responsável pelo

Leia mais

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR do Curso de Serviço Social

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR do Curso de Serviço Social ORGANIZAÇÃO CURRICULAR do Curso de Serviço Social O Projeto pedagógico do Curso de Serviço Social do Pólo Universitário de Rio das Ostras sua direção social, seus objetivos, suas diretrizes, princípios,

Leia mais

Carta-Compromisso pela. Garantia do Direito à Educação de Qualidade. Uma convocação aos futuros governantes e parlamentares do Brasil

Carta-Compromisso pela. Garantia do Direito à Educação de Qualidade. Uma convocação aos futuros governantes e parlamentares do Brasil 1 Carta-Compromisso pela Garantia do Direito à Educação de Qualidade Uma convocação aos futuros governantes e parlamentares do Brasil Para consagrar o Estado Democrático de Direito, implantado pela Constituição

Leia mais

POLÍTICAS DE EXTENSÃO E ASSUNTOS COMUNITÁRIOS APRESENTAÇÃO

POLÍTICAS DE EXTENSÃO E ASSUNTOS COMUNITÁRIOS APRESENTAÇÃO POLÍTICAS DE EXTENSÃO E ASSUNTOS COMUNITÁRIOS APRESENTAÇÃO A universidade vivencia, em seu cotidiano, situações de alto grau de complexidade que descortinam possibilidades, mas também limitações para suas

Leia mais

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL Fase: 1ª Carga Horária: 30 h/a Prática: 30 h/a Créditos: 4 A biologia educacional e os fundamentos da educação. As bases biológicas do crescimento e desenvolvimento humano. A dimensão

Leia mais

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 Institui o Programa Mais Educação, que visa fomentar a educação integral de crianças, adolescentes e jovens, por meio do apoio a atividades

Leia mais

PPAG 2016-2019 EM DISCUSSÃO

PPAG 2016-2019 EM DISCUSSÃO PPAG 2016-2019 EM DISCUSSÃO EIXO: EDUCAÇÃO E CULTURA RELATÓRIO DO GRUPO DE TRABALHO TEMA: NÍVEIS E MODALIDADES DE ENSINO O grupo discutiu o Programa 214 DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA. O grupo entendeu

Leia mais

B6-527 Educação do campo: um esforço para se fazer presente na história do Brasil

B6-527 Educação do campo: um esforço para se fazer presente na história do Brasil B6-527 Educação do campo: um esforço para se fazer presente na história do Brasil Raimundo Jackson Nogueira da Silva, Secretaria Municipal de Educação de Canindé-CE, e- mail: raimundojackson@hotmail.com.

Leia mais

ENSINO FUNDAMENTAL. De acordo a LDB 9394/96 o Ensino Fundamental, juntamente com a Educação Infantil e o Ensino Médio, compõe a Educação básica.

ENSINO FUNDAMENTAL. De acordo a LDB 9394/96 o Ensino Fundamental, juntamente com a Educação Infantil e o Ensino Médio, compõe a Educação básica. ENSINO FUNDAMENTAL De acordo a LDB 9394/96 o Ensino Fundamental, juntamente com a Educação Infantil e o Ensino Médio, compõe a Educação básica. Art. 32 "o Ensino Fundamental, com duração mínima de oito

Leia mais

POR UMA POLÍTICA PÚBLICA NACIONAL DE FORMAÇÃO EM ECONOMIA SOLIDÁRIA PPNFES

POR UMA POLÍTICA PÚBLICA NACIONAL DE FORMAÇÃO EM ECONOMIA SOLIDÁRIA PPNFES SECRETARIA NACIONAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA MTE/SENAES FÓRUM BRASILEIRO DE ECONOMIA SOLIDÁRIA ENCONTRO NACIONAL DE FORMAÇÃO/EDUCAÇÃO EM ECONOMIA SOLIDÁRIA POR UMA POLÍTICA PÚBLICA NACIONAL DE FORMAÇÃO EM

Leia mais

Formação docente e movimentos sociais: diálogos e tensões cotidianas

Formação docente e movimentos sociais: diálogos e tensões cotidianas A PRÁTICA PEDAGÓGICA E MOVIMENTOS SOCIAIS: DIÁLOGOS FORMATIVOS PARA O TRABALHO DOCENTE NA PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA Eliziane Santana dos Santos 1 Ludmila Oliveira Holanda Cavalcante 2 ¹ Bolsista FAPESB,

Leia mais

Avanços na Assistência Social brasileira: o trabalho multidisciplinar e a prática com grupos.

Avanços na Assistência Social brasileira: o trabalho multidisciplinar e a prática com grupos. Avanços na Assistência Social brasileira: o trabalho multidisciplinar e a prática com grupos. Autores Aline Xavier Melo alinexaviermelo@yahoo.com.br Juliana Roman dos Santos Oliveira ju_roman@hotmail.com

Leia mais

Prefeitura Municipal de Santos

Prefeitura Municipal de Santos Prefeitura Municipal de Santos Estância Balneária SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO Seção de Suplência/ SESUPLE Parceiros do Saber Projeto de alfabetização de Jovens e Adultos Justificativa

Leia mais

A Construção de Categorias e Indicadores para Avaliação Institucional de Cursos, Projetos e Atividades de Extensão Universitária

A Construção de Categorias e Indicadores para Avaliação Institucional de Cursos, Projetos e Atividades de Extensão Universitária Anais do 2º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária Belo Horizonte 12 a 15 de setembro de 2004 A Construção de Categorias e Indicadores para Avaliação Institucional de Cursos, Projetos e Atividades

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE FUNDAÇÃO ASSISTÊNCIA SOCIAL E CIDADANIA

PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE FUNDAÇÃO ASSISTÊNCIA SOCIAL E CIDADANIA PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE FUNDAÇÃO ASSISTÊNCIA SOCIAL E CIDADANIA 1 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO PROJETO TÉCNICO: ACESSUAS TRABALHO / PRONATEC EQUIPE RESPONSÁVEL: Proteção Social Básica PERÍODO: Setembro

Leia mais

AS NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS E A INCLUSÃO

AS NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS E A INCLUSÃO AS NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS E A INCLUSÃO Francelina Elena Oliveira Vasconcelos (france.vasconcelos@gmail.com) Rosilda Teixeira de Freitas (rosildafreitas@farrapo.com.br) Resumo Neste trabalho

Leia mais

EDUCAÇÃO EM SERVIÇO, EDUCAÇÃO CONTINUADA, EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: SINÔNIMOS OU DIFERENTES CONCEPÇÕES?

EDUCAÇÃO EM SERVIÇO, EDUCAÇÃO CONTINUADA, EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: SINÔNIMOS OU DIFERENTES CONCEPÇÕES? EDUCAÇÃO EM SERVIÇO, EDUCAÇÃO CONTINUADA, EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: SINÔNIMOS OU DIFERENTES CONCEPÇÕES? Beatriz Francisco Farah E-mail:biafarah@nates.ufjf.br A questão da educação para profissionais

Leia mais

TEIA: COMPARTILHANDO SABERES POPULARES E ACADÊMICOS

TEIA: COMPARTILHANDO SABERES POPULARES E ACADÊMICOS TEIA: COMPARTILHANDO SABERES POPULARES E ACADÊMICOS Resumo O Teia é um Programa que objetiva consolidar e articular 31 projetos de extensão que compartilham concepções, práticas e metodologias baseadas

Leia mais

O Papel do Pedagogo na Escola Pública CADEP

O Papel do Pedagogo na Escola Pública CADEP O Papel do Pedagogo na Escola Pública CADEP O Papel do Pedagogo na Escola Pública 1 A construção histórica do Curso de Pedagogia 2 Contexto atual do Curso de Pedagogia 3 O trabalho do Pedagogo prática

Leia mais

(IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ

(IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ (IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ Resumo O presente trabalho objetiva apresentar uma pesquisa em andamento que

Leia mais

BOLETIM DO LEGISLATIVO Nº 11, DE 2012

BOLETIM DO LEGISLATIVO Nº 11, DE 2012 BOLETIM DO LEGISLATIVO Nº 11, DE 2012 Educação e Sustentabilidade Tatiana Feitosa de Britto A Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) tem como tema o futuro que queremos,

Leia mais

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento;

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Objetivo geral Promover a igualdade no mundo do trabalho e a autonomia

Leia mais

o pensar e fazer educação em saúde 12

o pensar e fazer educação em saúde 12 SUMÁRIO l' Carta às educadoras e aos educadores.................5 Que história é essa de saúde na escola................ 6 Uma outra realidade é possível....... 7 Uma escola comprometida com a realidade...

Leia mais

EJA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

EJA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS PREFEITURA MUNICIPAL DE COLINA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E.M.E.F. CEL. JOSÉ VENÂNCIO DIAS EJA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Ninguém educa ninguém. Ninguém se educa sozinho. Os homens se educam em

Leia mais

CONSELHO UNIVERSITÁRIO

CONSELHO UNIVERSITÁRIO P R O P O S T A D E P A R E C E R CONSELHO UNIVERSITÁRIO PROCESS0 Nº: 007/2014 ASSUNTO: Proposta de texto Construção de Políticas e Práticas de Educação a Distância a ser incluído no Plano de Desenvolvimento

Leia mais

DIRETRIZES DO FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/NÓS PODEMOS. (aprovada em 2010 e 1ª revisão em agosto de 2012)

DIRETRIZES DO FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/NÓS PODEMOS. (aprovada em 2010 e 1ª revisão em agosto de 2012) DIRETRIZES DO FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/NÓS PODEMOS (aprovada em 2010 e 1ª revisão em agosto de 2012) Artigo 1º O Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade/Nós

Leia mais

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL Curso: Tecnologia Social e Educação: para além dos muros da escola Resumo da experiência de Avaliação do Programa "Apoio

Leia mais

PROVA SIMULADA SOBRE A LEI DE DIRETRIZES E BÁSICAS DA EDUCAÇÃO NACIONAL LDBEN

PROVA SIMULADA SOBRE A LEI DE DIRETRIZES E BÁSICAS DA EDUCAÇÃO NACIONAL LDBEN PROVA SIMULADA SOBRE A LEI DE DIRETRIZES E BÁSICAS DA EDUCAÇÃO NACIONAL LDBEN 1. A Lei de Diretrizes e Bases, Lei nº. 9394/96, em seu artigo 3º enfatiza os princípios norteadores do ensino no Brasil. Analise-os:

Leia mais

Palavras chaves: EJA, Alfabetização, Letramento, Educação Freireana,

Palavras chaves: EJA, Alfabetização, Letramento, Educação Freireana, DESAFIOS DA ALFABETIZAÇÃO/ LETRAMENTO NAS ESCOLAS DO CAMPO DA AMAZÔNIA PARAENSE: ANÁLISE A PARTIR DAS NARRATIVAS DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS DO MUNICÍPIO DE CURRALINHO Resumo Heloisa

Leia mais

PARECER Nº 717/05 APROVADO EM 22.08.05 PROCESSO Nº 34.087

PARECER Nº 717/05 APROVADO EM 22.08.05 PROCESSO Nº 34.087 PARECER Nº 717/05 APROVADO EM 22.08.05 PROCESSO Nº 34.087 Consulta oriunda da Gerência da Educação Básica da FIEMG com pedido de orientações de ordem prática para cumprimento da Lei Federal nº 11.114,

Leia mais

Faculdades Integradas do Vale do Ivaí Instituto Superior de Educação - ISE

Faculdades Integradas do Vale do Ivaí Instituto Superior de Educação - ISE DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1 Do estágio curricular supervisionado A modalidade de Estágio Supervisionado é uma importante variável a ser considerada no contexto de perfil do egresso. A flexibilidade prevista

Leia mais

Produção de vídeos pelos Educandos da Educação Básica: um meio de relacionar o conhecimento matemático e o cotidiano

Produção de vídeos pelos Educandos da Educação Básica: um meio de relacionar o conhecimento matemático e o cotidiano Produção de vídeos pelos Educandos da Educação Básica: um meio de relacionar o conhecimento matemático e o cotidiano SANTANA, Ludmylla Siqueira 1 RIBEIRO, José Pedro Machado 2 SOUZA, Roberto Barcelos 2

Leia mais

e construção do conhecimento em educação popular e o processo de participação em ações coletivas, tendo a cidadania como objetivo principal.

e construção do conhecimento em educação popular e o processo de participação em ações coletivas, tendo a cidadania como objetivo principal. Educação Não-Formal Todos os cidadãos estão em permanente processo de reflexão e aprendizado. Este ocorre durante toda a vida, pois a aquisição de conhecimento não acontece somente nas escolas e universidades,

Leia mais

O Proeja no IFG: o processo seletivo para admissão aos cursos ofertados no Campus Goiânia

O Proeja no IFG: o processo seletivo para admissão aos cursos ofertados no Campus Goiânia MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDRAL DE EDUCAÇÃO, CIENCIA E TECNOLOGIA DE GOIÁS MARCELO MENDES DOS SANTOS O Proeja no IFG: o processo seletivo para

Leia mais

FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Justificativa: As transformações ocorridas nos últimos anos têm obrigado as organizações a se modificarem constantemente e de forma

Leia mais

A formação de professores do campo: análise do perfil e dos sentidos da docência de estudantes da Licenciatura em Educação do Campo da FaE/UFMG

A formação de professores do campo: análise do perfil e dos sentidos da docência de estudantes da Licenciatura em Educação do Campo da FaE/UFMG A formação de professores do campo: análise do perfil e dos sentidos da docência de estudantes da Licenciatura em Educação do Campo da FaE/UFMG Introdução Aline Aparecida Angelo O debate sobre a formação

Leia mais

O papel dos conselhos na afirmação do Pacto pela Saúde

O papel dos conselhos na afirmação do Pacto pela Saúde Informativo interativo eletrônico do CNS aos conselhos de Saúde Brasília, junho de 2006 Editorial O papel dos conselhos na afirmação do Pacto pela Saúde A aprovação unânime do Pacto pela Saúde na reunião

Leia mais

Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão SECADI/MEC Objetivo

Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão SECADI/MEC Objetivo Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão SECADI/MEC Objetivo Contribuir para o desenvolvimento inclusivo dos sistemas de ensino, voltado à valorização das diferenças e da

Leia mais

Mostra de Projetos 2011. A Universidade e a Comunidade de Mãos Dadas

Mostra de Projetos 2011. A Universidade e a Comunidade de Mãos Dadas Mostra de Projetos 2011 A Universidade e a Comunidade de Mãos Dadas Mostra Local de: Arapongas. Categoria do projeto: Projetos em implantação, com resultados parciais. Nome da Instituição/Empresa: (campo

Leia mais