A ESSÊNCIA DA CAPACIDADE PARA O DIREITO

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1 A ESSÊNCIA DA CAPACIDADE PARA O DIREITO Elton de Souza Moreira Jeanderson Resende de Souza Wesley Ferreira dos Reis SOUZA, G.N. de et al. A essência da capacidade para o direito. Jornal eletrônico da Faculdade de Direito, Juiz de Fora, mai Disponível em: jorna l/dia. Acesso em 31 ago Direito é a arte do manejo da vida, a mais rica forma de controle da humanidade, essa é uma das primeiras frases usadas no artigo dos alunos do 1º ano B do curso de Direito e da professora de Teoria Geral do Direito Civil, Loren Dutra Franco, ambos, integrantes da equipe da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais Vianna Junior, em que objetivaram mostrar a implícita relação existente entre a capacidade de direito e de exercício, além dos tipos de incapacidade, examinando acima de tudo fatores e produtos do meio social, no intuito de mostrar os fenômenos civis através da colaboração doutrinária, e também como o Direito é o melhor e o mais seguro instrumento da paz, pois esta é a tranqüilidade da ordem, ou seja, quando todos os seres estão de acordo com a sua natureza e o seu fim, existe ordem, portanto existe paz, existe Direito. Para esclarecer sobre a capacidade de direito e exercício, os autores do artigo usaram de vários doutrinadores consagrados como: Sílvio Rodrigues, Maria Helena Diniz, Caio Mário de Silva Pereira, Paulo Nader, Fábio Ulhôa Coelho, o que dá muito peso a obra, além de fornecer elementos para distinguir o agente em capaz ou incapaz em determinada situação tudo de acordo como ncc. Acadêmicos do 1º período E do curso de Direito da Faculdade Integradas Vianna Junior. Orientadora Profª Loren Dutra Franco.

2 INTRODUÇÃO Desde o primeiro momento em que os homens começaram a se organizar em sociedade, surgiu à necessidade, de normas que regulassem o convívio, aí começa a história do Direito. 1 CAPACIDADE NO NOVO CÓDIGO CIVIL O artigo 1 do ncc expressa: toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil, isso quer dizer que todos podemos ser sujeitos ativos e passivos de uma relação jurídica. A capacidade de direito ou de gozo todos tem desde o nascituro (aquele já concebido, art. 2º ncc), os nascidos com vida, homem ou mulher, sadio ou não, que é a capacidade de adquirir direitos e contrair obrigações. A capacidade de fato ou exercício é adquirida ao atingir a maioridade (art. 5º ncc), ou ao ser emancipado e representa a capacidade que o homem tem de responder por si mesmo em todos os atos da vida civil. 2 A INCAPACIDADE CIVIL DE ACORDO COM O NOVO CÓDIGO 2.1 Definindo a incapacidade Quando falta a um individuo a aptidão plena para o exercício de atos civis de forma absoluta ou relativa, sendo necessária a presença de uma acompanhante temos o fenômeno da incapacidade. Como foi muito bem expressa no artigo a definição de Sílvio Rodrigues (2.002, p. 39) a incapacidade é o reconhecimento da inexistência, numa pessoa, daqueles direitos que a lei acha indispensável para que ela exerça os seus direitos. 2.2 A INCAPACIDADE ABSOLUTA Afirma o artigo 3º do ncc:

3 São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: I os menores de dezesseis anos; II os que, por enfermidade ou deficiência mental não tiverem o necessário. discernimento para a prática desses atos; III os que, ainda por motivo transitório, não puderem exprimir sua vontade. O Direito na sua maternalidade social, preocupa-se com aqueles que estão plenamente afastados da prática de um ato jurídico, são os absolutamente incapazes. Estes precisam de um representante, que pode ser um tutor, que representa um menor de idade, ou curador, que representa um maior de idade que por razões de enfermidade física ou mental, anula sua responsabilidade jurídica. No inciso primeiro vemos o quanto o direito considera o desenvolvimento mental do indivíduo, pois aos menores de dezesseis anos recai a estigma de um desenvolvimento mental desprovido de orientação vital adequada, pois nestes, grande parte de suas atitudes precisam da ajuda de outros com mais experiência de vida. No inciso segundo explicaremos de acordo com Maria Helena Diniz, 2.003, página 9: quem for portador de doença físico-psíquica ou anomalia mental, congênita ou adquirida, que retire o discernimento para a prática dos atos de vida civil, deverá sob pena de nulidade (ato nulo), ser representado por um curador. 2.3 A INCAPACIDADE RELATIVA Relativamente incapazes são pessoas que estão entre a incapacidade absoluta e a capacidade plena. Essas pessoas estão afastadas de exercer certos atos civis por motivos físicos ou mentais, são pessoas que precisão ser assistidos, não que elas sejam absolutamente incapazes, mas, elas têm um discernimento razoável e não desprezados juridicamente, por isso confirmamos que elas precisam ser assistidas. Temos vários casos como diz o ncc no artigo 4º: São incapazes relativamente a certos atos: I os maiores de dezesseis anos e menores de dezoito anos;

4 II os ébrios habituais, os viciados em tóxicos e os que por deficiência mental tenham discernimento reduzido; III os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; IV os pródigos. Parágrafo único: a incapacidade dos índios será regulada por legislação especial. 3 EMANCIPAÇÃO Emancipação é quando o indivíduo torna-se capaz de praticar atos cíveis antes de atingir a maioridade. A emancipação pode ser expressa quando outorgada pelos pais,sendo esta revogável ou pode ser tácita, sendo os demais casos de emancipação previstas no artigo 5º que são: A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada a todos os atos da vida civil. Parágrafo único. Cessa para os menores a incapacidade: I pela concessão dos pais, ou de um deles na falta de outro, mediante instrumento publico, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos; II pelo casamento; III pelo exercício de emprego publico efetivo; IV pela colação de grau em curso de ensino superior; V pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função dele, o menor com 16 (dezesseis) anos completos tenha economia própria, e na emancipação irrevogável. Neste ponto os autores do artigo foram muito felizes explicando inciso por inciso e se basearam em autores consagrados. Um único detalhe que eles não colocaram foi que a emancipação expressa é revogável, e este é um ponto muito importante na emancipação.

5 CONCLUSÃO A conclusão que os autores do artigo chegaram após analisarem a essência da capacidade para o direito foi que somos seres fracos, que dependem deste instrumento magnífico chamado Direito para realizarmos atos que nos seriam impossíveis somente com as nossas forças, observaram também uma verdadeira revolução do Direito através do tempo, pois a legislação civil anterior era arcaica, sobretudo com relação ao tema abordado, capacidade de direito, de fato e incapacidade, e além do mais a vital importância que foi dada aos surdos-mudos e aos silvícolas no novo Código Civil. Recomendamos o artigo como sendo de esclarecedora construtividade para aqueles que desejam se aprofundar nas águas puras e cristalinas do Direito, nele foi usado um vocabulário simples e de fácil interpretação além de conter uma plêiade de idéias concatenadas e fáceis de serem trabalhadas.

6 BIBLIOGRAFIA SILVA, José Maria da.; SILVEIRA, Emerson Sena da. Apresentação de trabalhos acadêmicos: normas e técnicas. 4.ed.Juiz de Fora: Templo, p.

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