TERRITÓRIOS DA MEMÓRIA CANDANGA NA CONSTRUÇÃO DA CAPITAL DO BRASIL ( )

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1 TERRITÓRIOS DA MEMÓRIA CANDANGA NA CONSTRUÇÃO DA CAPITAL DO BRASIL ( ) Everaldo Batista da Costa Universidade de Brasília Marília Luiza Peluso Universidade de Brasília Resumo A análise da formação territorial urbana por meio do resgate da memória social sugere, no âmbito da geografia histórica urbana, um percurso metodológico calcado: em relatos daqueles que vivenciaram e conceberam seu espaço da vida ativa; em fontes documentais; e em iconografias. Nesse sentido, esta pesquisa visa a resgatar e a reforçar, introdutoriamente, a memória candanga sobre a relação entre a construção da nova capital brasileira (Plano Piloto de Brasília) e a formação de seus primeiros núcleos populacionais periféricos decorrentes das chamadas invasões originadas do desejo de fixação dos imigrantes construtores. Trata-se da formação das cidades-satélites: Núcleo Bandeirante (Cidade Livre), Taguatinga e Ceilândia, no interregno que compreende o início da edificação da Capital Federal (1956) até a fundação da cidade-satélite de Ceilândia (1971). Palavras-chave: Distrito Federal Brasileiro; Cidades-satélites; Territórios da memória candanga. Grupo de Trabalho n 8: Geografia Histórica Urbana

2 1. Preâmbulo Os candangos, Norte e Nordeste, gente trabalhadora, gente honesta, graças a eles que Brasília foi feita assim tão depressa [...] diferença que agora tem mais conforto. Tem água, asfalto, luz, muita coisa que antigamente não tinha, mais eu era mais para o Núcleo Bandeirante antigo, não sei porque, tinha minha família, meu marido, meus filhos pequenos, ilusão? Esperança era melhor. (Entrevista de Prima Mandotti Cavaleiro Pioneira, APDF, cad. pesq. 9, p. 24). A memória coletiva corresponde a um elemento atinente às grandes questões das sociedades ditas desenvolvidas ou em desenvolvimento, das classes dominantes e das classes dominadas em comum acordo de luta pela vida ou pelo poder, pela autopromoção e pela sobrevivência, considera Jacques Le Goff. Podemos dizer que, pela constituição do poder, a memória é manipulada para se formalizar tradições inventadas que, por vezes, não correspondem à totalidade da existência social, o que acaba por mascarar a essência da própria memória: seu caráter híbrido e de síntese do fazer combativo histórico por meio das lembranças. Partimos do pressuposto de que os territórios da memória histórica candanga, no Distrito Federal brasileiro, foram forjados e são ainda hoje negligenciados pela força política do discurso que enaltece a materialidade que oficializa a estética da memória nacional, que concretizada na nova capital construída, ou seja, o Plano Piloto de Brasília. Este trabalho objetiva resgatar e reforçar, introdutoriamente, a memória histórica candanga por meio dos relatos orais dos pioneiros da construção da capital federal (operários imigrantes) que chegaram no Planalto Central entre , interregno que compreende o início da construção de Brasília e a inauguração da cidade satélite de Ceilândia. Para tanto, sustentamo-nos nesses relatos disponíveis no Arquivo Público do Distrito Federal (APDF) e em pesquisas geográficas, antropológicas, sociológicas e históricas, correlatas à complexidade socioterritorial da construção da capital nacional. Justificamos essa análise no contexto de uma geografia histórica urbana por duas questões basilares: a) pelo fato de a memória não guardar apenas elementos de conquista, mas ser um instrumento e um objetivo do poder, como salienta Le Goff (2003); e b) no contexto de uma necessidade de preservar a memória urbana, quando o passado é uma das dimensões mais importantes da singularidade dos lugares, conforme Abreu (1998). Entender a manifestação da memória por meio do território forjado exige, no cerne da geografia histórica urbana, um percurso metodológico calcado no respeito 2

3 àqueles que, concretamente, vivenciaram e conceberam seu espaço da vida ativa, através de depoimentos orais. Esse recurso, ainda, favorece-nos que compreendamos a história do território no sentido inverso ao usualmente empregado: dos territórios esquecidos síntese da história dos subalternos das classes sociais para os territórios significativos da ideologia espacial que consagra o Estado nacional, no caso: das primeiras cidades-satélites para a centralidade material que guarda a utopia da capital federal do Brasil. De acordo com Vesentini (1986), a relação entre o Plano Piloto e as cidades-satélites esboça as segregações e as contradições vigentes junto à constituição da própria sociedade brasileira. Através dos relatos, as lembranças dos pioneiros se sobrepõem e ganham vida ante a memória oficial celebrada pela história institucionalizada e instrumentalizada. Nesta reflexão, os territórios da memória histórica candanga são resistências, imagens reais e invertidas do poder e da ideologia que materializa Brasília enquanto signo paradoxal de uma pretensa brasilidade. A luta dos lugares é, em primeiro plano, uma luta pelo lugar e passa pela constituição de espaços urbanos suscetíveis de reconquistar uma dimensão temporal, uma memória e um futuro. No plano corporal, estético e político, o espaço urbano é marcado pelo ritmo de oscilações permanentes: o dentro e o fora, o interior e o exterior, o privilegiado e o subalterno, indica Olivier Mongin (2009). Nesse sentido, partiremos para a análise da constituição dos lugares de vida cotidiana ou territórios da memória histórica candanga, no contexto da edificação de Brasília. Em resumo, deixaremos notas sobre elementos materiais, simbólicos e imaginários da formação do Núcleo Bandeirante, de Taguatinga e de Ceilândia, primeiras cidades satélites do Distrito Federal brasileiro, as quais surgem no embalo contraditório e à revelia da ideologia que buscou consagrar a nova capital nacional. 2. A Utopia Brasília Diferentes projetos são contemporâneos à construção da capital nacional, todos no bojo do Plano de Metas de Juscelino Kubitschek ( ), tais como: ampliação da malha rodoviária, novos aeroportos, indústrias, implantação de hidroelétricas e a própria construção da capital (Paviani, 2003). No contexto da Marcha para o Oeste, o interior do país ainda se perfazia em território a se conquistar e a se dominar, do plano imaginário ao concreto; a urbanização brasileira se fez ante as agruras dessa ideologia. Nesse contexto é que, politicamente, junto à construção da nova cidade, foi decidido 3

4 que seria impossível abrigar no Plano Piloto a leva de imigrantes trabalhadores dos canteiros de obras (os candangos). Logo, concomitante à edificação de Brasília, eclodem o Núcleo Bandeirante, Taguatinga e Ceilândia (objetos desta análise), para se erradicar as ditas invasões. Brasília contextualiza-se com o alavancamento industrial nacional (naval, siderúrgica, petrolífera e, especialmente, automobilística, juntamente com o deslindamento dos bens de produção). Se a cidade, por um lado, faz-se a Meta-Síntese de um projeto nacional em andamento, em meados do século XX, por outro lado, guarda concretamente controversas no seio do próprio projeto: simboliza a intervenção do Estado sobre o território com uma política de controle socioeconômico e de dominação, onde um ideário geopolítico translada a capital do Rio de Janeiro para o interior do país (Vesentini, 1986); essa mudança trouxe consigo muito do Brasil, sobretudo da diversidade cultural nacional, mesmo que, desde sua origem, Brasília esteja em uníssono com seu entorno, sendo expressão direta (imagem real e invertida) da dinâmica histórica de precarização das chamadas cidades-satélites, que são originárias do movimento veloz de construção da capital (foto 01 e foto 02). Fotos 01 e 02: Construção da Catedral de Brasília e a remoção da invasão na UNB. Fonte: APDF ( ). Outro importante pressuposto que baliza o debate neste trabalho é o de que Brasília sintetiza um projeto de desenvolvimento fundamentado em um paradoxo. Ao mesmo tempo em que representa a utopia necessária de um novo Brasil, a cidade negou as condições vigorantes da realidade brasileira, como também prescreve Holston (1993). Emerge uma utopia de cidade ideal e idealizada para o desenvolvimento que nega e afirma, dialeticamente, as contradições históricas atinentes à nossa formação territorial ou à ideologia espacial constitutiva do Estado nacional (ver o debate em Costa; Suzuki, 2012). Se, discursivamente, a fundação da capital representaria a inauguração de um novo país, na prática, a história é outra. Entendemos que a inauguração da capital, no 4

5 plano das cidades, reinaugura as agruras de nosso processo desenvolvimentista, de uma industrialização a baixos salários e uma modernização conservadora que desloca, para a Região Concentrada do país, as populações mais pobres, sobretudo, do Nordeste e do Norte. Notória premissa na construção de Brasília é a de que a sua concepção transformaria a sociedade brasileira. Em um país em que infraestrutura, serviços e acessos urbanos se dão de forma desigual conforme as classes, em que o lugar ou o território que ocupa o sujeito social registra sua condição social, a nova capital seria antítese dessa situação e mais, uma solução, exemplo de uma nova sociedade. De acordo com Holston (1993), Brasília era vista como uma inovação em todas as áreas de desenvolvimento, de engenharia viária, moradia, pesquisa tecnológica, educação, serviços médicos, técnicas de planejamento governamental, uma cidade modelo, uma imagem construída, não a partir das condições brasileiras existentes, mas do futuro do país. Porém, entendemos, por outro lado, que Brasília vai reforçar, de fato, o Brasil que se consolidou em sua realidade concreta histórica, expressão objetiva de uma modernização precária, o que se expressou na negligência aos seus construtores imigrantes que formaram as primeiras cidades do Distrito Federal. Traçando o retrato desse futuro imaginado e desejável, Brasília representava a crítica das condições existentes, daquilo que era inadequado e irrealizado no Brasil, a nova cidade era assim apresentada como uma utopia tanto racional quanto crítica. Era uma utopia racional enquanto meio e processo para o desenvolvimento. Sua construção iria desvelar as até então desconhecidas riquezas do interior, o poder desconhecido da integração nacional e, em última análise, o universo irrevelado da grandeza brasileira (Holston, 1993, p. 92). A adversidade e a negligência aos candangos ou construtores proletarizados é a face perversa desse projeto, que continuou a ideologia espacial de cunho integracionista (e segregador) do país; integrar segregando parece ter sido o caminho ou a via possível ao desenvolvimento nacional sintetizado na nova capital. Logo, consideramos que a negligência à história cadanga é a negligência à memória como um elemento essencial da identidade de um lugar (Abreu, 1998, p. 82). Como se situou o direito à cidade na nova capital? A fundação de Brasília, que sinalizaria a alvorada do novo Brasil, apagaria, ideologicamente, as marcas irredutíveis dos interstícios da história da própria cidade em sua origem. Enquanto utopia imaginada, ele (o Plano Piloto) silencia a respeito dos detalhes da construção, da ocupação e da organização da cidade, pois estas teriam negado seu objetivo: libertar-se 5

6 das condições existentes, daquilo que era inadequado e inaceitável no Brasil (Holston, 1993, p. 199). De fato, o governo tentou romper com a história brasileira, tentou negar a ordem vigorante que se expressou sim na Brasília construída. Estimular chegada de mão-de-obra diversa do grande país para erigir a capital, mas fazer uso da força ou do poder para remover esses trabalhadores da cidade construída foi a saída que, em verdade, reafirmou a história da formação territorial e da urbanização brasileiras. Negando aos operários da construção direitos de residência, pretendia evitar que o Brasil por eles representado fincasse raízes na cidade inaugural. A dificuldade desta solução é que destruía o projeto utópico. Os planejadores do governo usaram, de modo necessário e até mesmo inconsciente, os únicos meios à disposição para assegurar seu objetivo: os mecanismos de estratificação social e de repressão que constituem a própria sociedade que tentavam ver excluída. Fazendo isto, introduziram os princípios e os processos desta sociedade nos fundamentos de Brasília (Holston, 1993, p. 200). Podemos dizer que a fundação de Brasília guarda, então, elementos de uma necessária utopia Brasil e, simultaneamente, a heterotopia do Distrito Federal (aos moldes foucaultianos dos espaços das alteridades, espaços físicos e também mentais). Emerge a cidade entre o real e o imaginado. As iniciativas históricas, que trataremos a seguir, sobre a erradicação de invasões, favelas, a tentativa de impedimento do crescimento caótico e a repressão à organização política de comunidades expressam uma cidade única, mas não a que imaginavam, para parafrasear Holston (1993). Brasília representa, desde a origem, o marco mais simbólico da segregação socioespacial imposta pelo Estado no Brasil; chancelou a capacidade governamental de dar corpo às desigualdades e à luta de classes, cuja memória pouco é divulgada. Se, para Juscelino Kubitschek, Brasília representaria nada menos que uma nova fundação do Brasil, para nós, Brasília passou a retratar a retomada do projeto nacional de um território pensado enquanto recurso, com a negligência material-memorial dos protagonistas desta empresa, os quais resistem pela duração do passado; eles permanecem, no contexto em que a duração é o progresso contínuo do passado que rói o porvir e incha à medida que avança, ou seja, nossa duração não é um instante que substitui outro instante: nesse caso, haveria sempre apenas presente, não haveria prolongamento do passado no atual, não haveria evolução, não haveria duração concreta (Bergson, 2011, p. 47). 1. A chegada do candango para a construção da Nova Capital 6

7 O governo se organizou para a construção da capital com duas medidas estratégicas: 1. criação da estatal Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), fundada em 1956 por ato legislativo e dirigida por Israel Pinheiro; sua tarefa era construir e administrar a cidade durante o período da edificação. Entre 1956 e 1960, a Novacap exerceu estas funções como um pequeno Estado, governando uma ilha de atividades no Planalto Central. Para todos os fins práticos, exerceu poder absoluto sobre uma população de pioneiros que chegou a 100 mil pessoas na época da inauguração de Brasília (Holston, 1993, p. 202). 2. Criação do Grupo de Trabalho de Brasília GTB que objetivou preparar, na forma de planos e cronogramas, a transferência dos órgãos governamentais e seus funcionários (o órgão reunia representantes de ministérios, órgãos do Legislativo, Judiciário e da Novacap). Concebe-se uma cidade para burocratas; minoria com acesso privilegiado a um âmbito público de recursos que excluía a massa populacional; antes da inauguração, lembra Holston (1993), a capital do país já era uma cidade estratificada, onde a incorporação diferencial de benesses era condição fundamental de sua organização socioespacial. Conforme o autor, a diversidade fez-se, inclusive, no recrutamento para a construção realizado pela Novacap e pelo Grupo de Trabalho de Brasília; a primeira convocou engenheiros, arquitetos, funcionários administrativos, trabalhadores especializados ou não, comerciantes, agricultores; já o segundo, chamou ministros, chefes de departamento, assessores técnicos, funcionários, motoristas, porteiros e outros. Havia, segundo Holston (1993), para estas pessoas, ao chegarem a Brasília, uma posição definida, dentro de suas posições, com relação aos seus direitos à cidade: os candangos, migrantes pobres da construção civil ou trabalhadores não tinham direitos à cidade; houve, em verdade, a hierarquização espacial dos níveis mais baixos do funcionalismo público com funcionários localizados no Cruzeiro, distante do Plano Piloto, e mesmo habitando invasões; isso favoreceu a base para alianças inter-classes em torno de reivindicações visando o direito de morar no novo Distrito Federal. Essas reivindicações levaram à mobilização política, ao confronto violento com o Estado e, por fim, à criação das cidades-satélites (Holston, 1993, p. 206). Assim, os pioneiros são todos aqueles recrutados ou que chegaram para a construção da nova capital, a partir de A campanha do recrutamento baseou-se na divulgação da construção de Brasília enquanto possibilidade de uma nova identidade e a integração brasileiras. O discurso da participação (na construção dessa identidade) era contraditado pelo plano do regime de incorporar diferencialmente as primeiras 7

8 populações de Brasília: procurava recrutar grande número de pioneiros que, ao fim e ao cabo, seriam excluídos da cidade que construíram (Holston, 1993, p. 207). No contexto da campanha de Juscelino para a divulgação da construção, em rádio, imprensa e televisão, dois grupos foram convocados: pioneiros e candangos. Pioneiro referia-se aos primeiros, àqueles funcionários, profissionais, agricultores e comerciantes que vieram para dar corpo à empresa da construção da capital (referia-se à totalidade dos novos bandeirantes, como tratava Kubitschek); os operários de construção do interior, qualificados ou não, estes eram os candangos. Enquanto pioneiro era usado como um termo honorífico, candango era depreciativo, quase insultuoso. Significava alguém sem qualidades, sem cultura, um ignorante sem eira nem beira da classe baixa (Holston, 1993, p. 209). Cabe maior detalhamento do termo candango : A etimologia desta palavra condensa uma boa parcela da história das relações de classe luso-africanas e luso-brasileiras, antes de ter passado por uma fundamental mas breve redefinição no curso da construção de Brasília. Segundo a maior parte das autoridades, é uma corrupção de candongo, uma palavra da língua quimbundo ou quilombo, dos bantos do Sudoeste de Angola. Era o termo pelo qual os africanos se referiam, pejorativamente, aos colonizadores portugueses. Como tal, veio ao Novo Mundo, com os escravos angolanos. No Brasil, aparece primeiramente nas plantações de cana do Nordeste, onde os escravos a empregavam dirrisoriamente com relação a seus senhores portugueses e, mais tarde, brasileiros (...) os brasileiros terminaram por inverter o alvo da depreciação: a palavra candango torna-se um sinônimo de cafuso, o mestiço do índio e do negro; ou, mais precisamente, na mescla de tipos raciais brasileiros, o mestiço de um mameluco (filho de índio e branco) e do negro (...) a palavra candango tornou-se um termo geral para as pessoas do interior em oposição às do litoral, e especialmente para os trabalhadores itinerantes pobres que o interior produziu em grande quantidade. Com esses trabalhadores o termo chegou a Brasília. (Holston, 1993, p ) Tratado como homem comum no contexto do recrutamento para a construção da cidade capital, o futuramente candango fora colocado, primeiramente, como novo construtor da nacionalidade (fotos 03 e 04); negligenciados no processo de crescimento do país, ficaram em evidência, mas por pouco tempo; foram valorizados para o recrutamento da construção: trabalhadores itinerantes, sem qualificação e sem instrução do interior, os empobrecidos, as massas de nordestinos, mineiros e goianos, os 8

9 trabalhadores avulsos de origem rural ou urbana conhecidos, de forma depreciativa e negligente, por termos como cabeça-chata, pau-de-arara, baiano (Holston, 1993). Fotos 03 e 04: Construção do Palácio do Planalto e construção do ICC-UNB - Instituto Central de Ciências da Universidade de Brasília. Fonte: APDF ( ) Juscelino Kubitschek reconhecia o candango como titã anônimo, obscuro e formidável herói da construção de Brasília, aquele a quem devemos essa cidade ; candango se fez todo pioneiro, no decurso de Brasília, dos administradores aos operários; pioneiros declararam-se candangos e candangos declararam-se pioneiros, os bandeirantes do século XX. Do trabalhador sem qualificação ao presidente da Novacap, a palavra se generalizou como um termo de prestígio para incluir todos os envolvidos na construção (...) candango tornou-se o epíteto preferido para todos os que nasceram ou passaram a viver em Brasília, como carioca para o Rio de Janeiro (Holston, 1993, p ). Em verdade, o candango de 1957 (o migrante trabalhador pobre) foi tão negligenciado e desistoricizado que sua origem de classe original se perdeu; para se apagar a memória de um Brasil atrasado, Brasília não poderia guardar a memória daqueles que fizeram a sangue, suor e ferro essa mesma memória. E de fato, segundo Holston (1993, p. 212), a amargura dos pioneiros pobres diz respeito ao período posterior à inauguração e não no auge da construção da capital, que é lembrada com nostalgia em muitos relatos orais colhidos; sua amargura se dirige ao período posterior à inauguração, não contra Kubitschek ou a Nocacap. Há de lembrarmos que o passado se conserva por si mesmo, automaticamente. Inteiro, sem dúvida, ele nos segue a todo instante: o que sentimos, pensamos, quisemos desde nossa primeira infância está aí, debruçado sobre o presente que a ele irá se juntar forçando a porta da consciência que gostaria de deixá-lo de fora (Bergson, 2011, p. 48). 9

10 Brasília necessitava daqueles que, efetivamente, a transformariam em realidade espacial concreta, em cidade-produto, resultado do trabalho: os imigrantes pobres, chegados de todos os recantos do país. O Plano Piloto, porém, não reservava lugar aos candangos, pois a gradação social pensada por Lúcio Costa e assumida pelo governo da cidade foi (...) incapaz de equacioná-la corretamente (...) Favelas, acampamentos, barracos espalhados pelo cerrado, o núcleo provisório da Cidade Livre foram soluções encontradas para o primeiro momento em que se erguia o conjunto arquitetônico planejado (Peluso, 1989, p. 127). Assim, a cidade que fora construída para ser representante da modernidade e da modernização do país somou-se morfológica e historicamente às tendências de todas as cidades brasileiras, com favelas, bairros miseráveis e uma periferia precarizada. A tabela a seguir, adaptada de Holston (1993), bem ilustra a população por tipo de povoamento no Distrito Federal no ano de Podemos verificar que: a) os povoamentos pré-existentes ao DF eram agrupados em três e detinham 10,3% da população; b) o povoamento planejado permanente corresponde ao Plano Piloto, que concentrava apenas 3,5% da população; c) o povoamento planejado provisório corresponde aos Acampamentos da construção (Novacap, Velhacap e Candangolândia); Instituto de Previdência Social (Asa Sul); Empreiteiras particulares (Acampamento da Praça dos Três Poderes e outros); Cidade Livre (Núcleo Bandeirante). Estes somados totalizavam, em 1959, 53% da população do DF; d) Povoamentos Ilegais (ditas invasões ): Vila Sara Kubitschek (Taguatinga), Vila Amaury (Sobradinho), Vila Planalto (Gama), Vila IAPI (Ceilândia). Tabela 01 - População por tipo de povoamento no Distrito Federal (1959) Localidade População Porcentagem I Povoamentos preexistentes % Planaltina % Brazlândia % Zona Rural % II Povoamentos planejados permanentes ,5% Plano Piloto (Fileiras de casas da FPC) [a] % III - Povoamentos planejados provisórios % 1. Acampamentos da construção % Novacap % Velhacap % Candangolândia [b] % Institutos de Prev. Social - Asa Sul % Empreiteiras Particulares % Acampamento da Praça dos Três Poderes % Outros acampamentos % 2. Cidade Livre (Núcleo Bandeirante) % 10

11 IV - Povoamentos ilegais (ditas invasões) % 1. Zona Urbana [c] % a. Vila Sara Kubitschek (Taguatinga ) % b. Vila Amaury (Sobradinho ) % c. Vila Planalto (Gama ) [d] [6.500] d. Vila do IAPI (Ceilândia ) [d] [8.084] 2. Zona Rural % TOTAL % Fonte: Adaptado de Holston (1993, p ). As informações seguintes, que justificam a tabela, também advém da tese de James Holston e da tese de Guerra da Costa. [a] O alto escalão dos quadros técnico e administrativo da Novacap e suas famílias ocuparam as 500 casas geminadas construídas ao longo da Avenida W-3, construídas pela Fundação da Casa Popular FCP. [b] Em 1956, antes mesmo da construção de Brasília, foram edificados, provisoriamente, os escritórios da Novacap, primeiras barracas de lona e pequenas casas de tábua para alojamento dos operários, para dar suporte à construção (Guerra da Costa, 2011, p. 209). De Vila Operária, a Vila dos Candangos, a Candangolândia. Era o acampamento construído pela Novacap, onde ficavam os escritórios da empresa; a Caixa Forte que realizava o pagamento dos trabalhadores; uma escola primária; várias instalações do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI), formadas por um posto de saúde e pelo Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira; um posto policial; dois restaurantes da Novacap e do Serviço de Alimentação Popular (SAPS); e residências para cerca de 850 pessoas da equipe administrativa e técnica da Novacap; além de alojamentos para seus operários e trabalhadores que chegavam a Brasília (Guerra da Costa, 2011, p. 209). Os dois acampamentos (Novacap e trabalhadores) eram limítrofes, mas em 1959, os escritórios da Novacap foram transferidos para o Plano Piloto e o Acampamento Central ficou conhecido como Velhacap, prossegue a autora. Suas instalações passaram, provisoriamente, a servirem de moradia para a população trabalhadora que chegava a Brasília. A Candangolândia que fazia parte do Núcleo Bandeirante, administrativamente, até 1994, foi emancipada; a relação entre as duas regiões era intensa. Havia uma interdependência entre Candangolância/Velhacap, Núcleo Bandeirante (Cidade Livre) e o ex-hospital Juscelino Kubitschek, no contexto da construção da capital do país. São duas localidades que coexistiram ou surgiram concomitantemente, no cerne da origem do Plano Piloto (Guerra da Costa, 2011). [c] A origem das cidades-satélites autorizadas está ligada à tentativa do governo de remover e reassentar os habitantes dos povoados ilegais. O parêntese traz a nova cidade-satélite e a data da fundação. Assim, a população atribuída à Vila Sara Kubitschek é a da cidade-satélite Taguatinga, que recebeu quase todos seus moradores, no período. [d] Essa população das duas vilas é de A Vila IAPI é uma junção de várias favelas menores como: Vila Tenório, Vila Bernando Sayão, Vila Esperança, Morro Querosene e Morro do Urubu. Nesse cenário urbano histórico que retrata o prelúdio objetivo do Distrito Federal do Brasil, partiremos para a recuperação da memória candanga atinente à formação da Cidade Livre (Núcleo Bandeirante), Ceilândia e Taguatinga, por serem as primeiras cidades satélites e por representarem importantes núcleos urbanos correlatos à Brasília. Para tanto, reconhecemos, junto a Abreu (1998), que a memória individual pode contribuir para a recuperação da memória das cidades e que a partir dos registros podemos enveredar pelas lembranças das pessoas e atingir momentos do urbano que já passaram e formas espaciais que já desapareceram. Somar-se-ão a tais registros o debate já realizado sobre a origem geohistórica dessas cidades. 2. A Resistência da Cidade Livre (1956) / Núcleo Bandeirante (1961) 11

12 A Cidade Livre foi a pioneira da nova capital brasileira. Idealizada por Bernardo Sayão, na época Diretor Técnico da Novacap, seria um núcleo provisório com a funcionalidade de centro comercial e recreativo para os construtores da capital nacional, pois as cidades de Planaltina, Luziânia e Brazlândia, à época, não detinham condições ou infraestrutura para sustentar a dinâmica que exigia a construção de Brasília. Traçada em apenas três ruas, foi denominada Cidade Livre, pois todas as atividades eram isentas de taxas e impostos, política de incentivo do governo para fixação popular (fotos 05 e 06): os lotes destinados ao comércio, indústria e serviços foram arrendados pelo prazo máximo de quatro anos e para atrair trabalhadores e comerciantes as atividades foram isentas de taxas e impostos (APDF, cad. pesq. 9, p. 11). Fotos 05 e 06: Panorâmica da invasão Vila IAPI, Tenório e Colombo, constituindo a Cidade Livre / Núcleo Bandeirante (1966), junto a uma rua comercial da Cidade Livre ( ). Fonte: Arquivo Público do Distrito Federal ( ). Foi implantada em 16 de dezembro de 1956 (mesma época da Candangolândia, como vimos no rodapé à tabela 01), entre os córregos Riacho Fundo e Vicente Pires, em uma faixa de 3 km de terra envolvendo antigas fazendas goianas: Vicente Pires, Bananal e Gama. O nome (Bandeirante), como consta do documento consultado, advém da observação de Juscelino Kubitschek sobre a visão dos grupos de homens chegando de calças de brim, com seus pertences às costas chamou a atenção do presidente (...) demoninou-os bandeirantes modernos. Os três depoimentos a seguir nos dão uma dimensão dos primórdios da ocupação da Cidade Livre, futuro Núcleo Bandeirante: o fluxo populacional e a busca de assentamento pelos recém-chegado. A importância desses depoimentos reside no fato de que é improvável atingir o passado se não nos colocarmos nele de saída, como quer Bergson (2011); entretanto, como não vivemos, de fato, aquele momento, cabe-nos seguir e adotar o movimento pelo qual ele se manifesta em imagem e imaginação dos protagonistas do lugar. 12

13 Vinha de fora e se esparramavam aqui, saiam invadindo, já iam invadindo fora do Núcleo Bandeirante, como em Taguatinga, Gama, Sobradinho. Essa Vila IAPI que era aqui no Núcleo Bandeirante mesmo, ia se inchando, diariamente chegavam caminhões e mais caminhões trazendo gente. (Entrevista de Salvador Átila Cunha Pioneiro, APDF, cad. pesq. 9, p. 25). [...] Nós viemos em 16 pessoas [...] compramos um caminhão, trouxemos um motorista [...] dois ajudantes, a empregada da minha irmã [...] parecendo os bandeirantes [...] gastamos 19 dias na viagem, mas não foram assim diretos porque o caminhão era nosso mesmo [...] meu pai que determinava a viagem [...] a gente acampava embaixo de uma árvore, na beira de rio, na beira de um córrego, nós ficávamos um dia, dois dias [...]a viagem foi desse jeito [...] uma cama em cima da carroceria com meu cunhado doente, a gente com crianças novas de seis meses mais ou menos [...] a gente ouvindo falar em Brasília [...] meu irmão estava em Goiânia nos esperando, ele tinha vindo alugar casa [...] nós chegamos no Torto, os topógrafos estavam medindo [...] meu pai foi sugeriu: Vamos passar por Brasília para gente conhecer? nós chegamos aqui, não conhecíamos nada, me pai estacionou o caminhão no final da Avenida Central, nós ficamos ali para conhecer Brasília, ver o movimento dos candangos [...] combinamos que a gente não iria para Goiânia, foi namoro à primeira vista [...] meu pai fez tirar o caminhão [...] de um lado e pôs no outro embaixo de uma árvore, e nós fomos lutar por um local [...] fomos correr atrás do Dr. Bernardo Sayão, para ver se ele arrumava um local para nós, vendido ou dado, como fosse, mas a gente queria ficar em Brasília. (Entrevista de Else Pereira Haine Pioneira, APDF, cad. pesq. 9, p. 22). Os lotes aqui no Núcleo Bandeirante não eram vendidos, no início eram invadidos, essa cidade cresceu muito, depois quando veio o critério de urbanização da cidade é que os lotes passaram a ser vendidos. (Entrevista de Sebastião Teixeira Preto Pioneiro, APDF, cad. pesq. 9, p. 26). Ao que indica a fonte primária consultada, a construção do Núcleo Bandeirante pode ser tratada no âmbito da provisoriedade. O material empregado nas construções (tábuas de madeiras e telhas de amianto ou metálicas), o ritmo rápido de seu erguimento associado ao descaso com as condições de habitabilidade indicam, de pronto, a saga empreendedora a todo custo da construção da capital, negligenciando aqueles que sobrepuseram pedra sobre pedra na cidade ícone da modernidade e da modernização brasileiras (fotos 07 e 08). Construída para ser um núcleo ou almoxarifado durante a construção de Brasília, local para instalação dos candangos, transformou-se em um dinâmico centro. Foi ponto de referência para a nova capital, o centro abastecedor. Brasileiros vindos de todos os cantos do país e estrangeiros chegavam ao local, trazendo dentro de si a esperança e o sentimento desbravador de melhores dias (APDF, cad. pesq. 9, p. 12). 13

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