Dispõe sobre utilização das dependências do Parque de Eventos Urbano Reis, e dá outras providências.

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1 DECRETO Nº de 30 de julho de 2012 Dispõe sobre utilização das dependências do Parque de Eventos Urbano Reis, e dá outras providências. O Prefeito Municipal de Carmo da Cachoeira, Estado de Minas Gerais, no uso das suas atribuições legais, que lhe são conferidas pela Lei Orgânica Municipal, vem, por meio deste Decreto, disciplinar o uso das dependências do referido Parque, levando em consideração as características próprias deste bem público; DECRETA: Capítulo I Das disposições Gerais Artigo 1º - O presente regulamento estabelece as normas de utilização do Parque de Eventos Urbano Reis, por seus usuários, aplicáveis ao bem comum do povo. Artigo 2º - O Parque de Eventos Urbano Reis, se destina a realização de eventos, tais como: exposições, feiras, festas, promoções, eventos festivos e agropecuários, leilões, semanas promocionais, bailes, formaturas, dentre outras atividades similares promovidas por entidades de classe, clubes de serviços, associações, iniciativa privada, bem como pela própria Administração Municipal; 1º As atividades acima descritas somente poderão ser realizadas após a celebração entre a Administração Municipal e a entidade Cessionária de um Contrato de Cessão Temporária de Uso. 2º A utilização do Parque de Eventos por terceiros dar-se-á pelo enquadramento nas seguintes modalidades: a) eventos de assistência e promoção social, beneficentes, de filantropia e outros que não tenham finalidade lucrativa; b) eventos religiosos; c) eventos culturais, educacionais, esportivos e de lazer; d) eventos econômicos e particulares.

2 3º - Fica facultada a isenção, total ou parcialmente dos preços públicos relativos à utilização da área do Parque por entidades, instituições ou empresas, que no interesse do Município, mediante solicitação da parte interessada, devidamente fundamentada e aprovada pelo poder executivo municipal. Artigo 3º - Independentemente do tipo de cessão, fica reservada à Administração Municipal, a área do estacionamento privativo, bem como assegurado o livre acesso dos funcionários públicos municipais que estiverem em serviço às dependências do Parque de Exposições; Capítulo II Da Cessão das Instalações Artigo 4º - A cessão das instalações do Parque de Eventos deve respeitar as normas de segurança, higiene e conservação, conforme legislação aplicável; 1º - O período contratado para a realização do evento deve ser rigorosamente obedecido. 2º - Quando do recebimento do parque ou da dependência/setor pela entidade Cessionária, um Servidor Público, designado pela Administração, acompanhado por representante da entidade, farão vistoria a fim de conferir o estado das instalações que serão utilizadas no evento. Da mesma forma, quando da devolução, será realizada nova vistoria, de preferência pelas mesmas pessoas que realizaram a primeira. 3º - Findo o período do contrato, as instalações e demais dependências do Parque de Eventos devem ser devolvidas no mesmo estado de conservação em que foram entregues à entidade Cessionária, em especial, a devolução das instalações devidamente limpas, na forma prescrita pelo contrato. 4º - A entidade Cessionária que descumprir disposição contratual, será punida com a pena de suspensão para a utilização das instalações do Parque de Eventos pelo prazo de 12 (doze) meses, além das outras comunicações constantes do contrato. Artigo 5º - A entidade interessada na cessão de instalações no Parque de Eventos deverá apresentar requerimento escrito endereçado ao Prefeito Municipal, com prazo mínimo de 15 (quinze) dias anteriores a data pretendida para a realização do evento;

3 1º - Do requerimento deverá constar: a identificação completa da entidade; a descrição da promoção a ser realizada; o período de duração; a finalidade do evento e a assinatura do seu representante legal da entidade promotora. 2º - Deferido o requerimento da entidade, será o seu representante legal chamado para celebrar o contrato e recolher a taxa pela utilização das instalações. Artigo 6º - A entidade Cessionária, caso solicitado pela Administração Municipal, deverá fornecer relação de servidores técnicos, promotores culturais, seguranças e outros envolvidos na realização do evento e que transitarão pelas dependências do próprio Parque. Capítulo III Da Instalação de Equipamentos Artigo 7º - A instalação e a operação de qualquer equipamento elétrico, eletrônico, hidráulico, de iluminação, som e outros afins, só será efetivada com autorização prévia e escrita do servidor público responsável pela fiscalização do parque de eventos. Parágrafo Único: Será de exclusiva responsabilidade da entidade Cessionária as despesas com a instalação, manutenção, consertos, reformas e outros custos relativos aos transformadores, distribuição de força, luz e água durante o período de cessão. Artigo 8º - É terminantemente, proibido à entidade Cessionária efetuar qualquer alteração ou modificação na estrutura física do Parque, sem prévia e escrita autorização da administração municipal. Artigo 9º - São responsabilidades da entidade Cessionária, a limpeza e conservação das instalações e áreas anexas que utilizar, enquanto durar a cessão, bem como, devolver o Parque após prévia e ampla limpeza; Artigo 10 - A entidade Cessionária não poderá, em hipótese alguma, ceder ou sublocar o contrato a terceiros, no todo ou em parte, nem alterar a destinação objeto da contratação, sob pena de rescisão contratual, aplicação de multa e ressarcimento por perdas e danos, na forma prevista no contrato; Artigo 11 - A não utilização das instalações do Parque na data contratada, sujeita a entidade Cessionária à perda do valor da taxa paga, além de outras penalidades previstas no contrato firmado com a Administração Pública.

4 Capítulo IV Dos Encargos de Entidade Cessionária Artigo 12 - A obtenção de licenças e alvarás, o pagamento de direitos autorais e o recolhimento de tributos referentes ao evento, é da exclusiva responsabilidade da entidade Cessionária; 1º - A entidade Cessionária se comprometerá, também, a pagar todos os impostos e taxas federais, estaduais e municipais incidentes sobre o evento, diretamente as repartições encarregadas; 2º - É ainda obrigação da entidade Cessionária, cumprir e fazer cumprir a legislação federal, estadual e municipal referente à defesa sanitária, animal e vegetal, leis ambientais e à poluição sonora, salvo, neste caso, quando inerente ao próprio evento (bailes, campeonatos de som, etc.) comprometendo-se, também, diretamente pelo pagamento de multas e outras sanções, fazendo sempre prova dos respectivos pagamentos ao município cedente. Artigo 13 - A entidade Cessionária será a única responsável pela guarda, proteção e segurança daquilo que for exposto ou do que for direcionado a finalidade do evento. Capítulo V Das condutas e normas gerais Artigo 14 - Quando da realização de eventos, não será permitida a cobrança ou taxa para estacionamento de automóveis particulares, motocicletas, bicicletas e veículos motorizados, nas dependências do Parque, exceto quanto for a Administração Municipal a promotora do evento. Artigo 15 - A velocidade máxima para qualquer veículo autorizado a circular no interior do Parque, incluídas as bicicletas normais, é de 10 Km/h. Artigo 16 - No interior do Parque é proibido (a): I - Portar instrumentos ou artefatos que possam vir a produzir ferimentos ou lesões de qualquer natureza a terceiros; II - Pessoas alcoolizadas, pedintes, que perturbem de alguma forma a tranqüilidade dos outros visitantes; III - Pessoas que praticam atitudes de forma a agredir a moral e os bons costumes;

5 IV - Empinar pipas, em áreas não permitidas, proibindo-se também, o uso de linhas cortantes em quaisquer locais; V - Subtrair ou danificar bens municipais; VI - Montar barracas de acampamento, quiosques e similares, sem expressa autorização da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo; VII - Usar, sem autorização, instrumentos musicais ou de percussão, alto-falantes ou outros aparelhos, para a amplificação do som, excetuados aqueles de rádios e gravadores portáteis de uso pessoal, exceto quando inerente ao evento a ser realizado; VIII - Apresentar espetáculos, shows de qualquer natureza, exceto os eventos requeridos e devidamente autorizados pela municipalidade com antecedência de no mínimo 15 (quinze) dias; IX - Filmar ou fotografar para fins publicitários ou comerciais, excetuados os casos previstos em lei devidamente autorizados pela municipalidade; XI - Realizar eventos com finalidade política, exceto quando a legislação específica permitir; XII - Realizar exibições, exposições de produtos e serviços eminentemente comerciais ou promocionais, com ou sem distribuição de impressos, que configurem, de qualquer modo, o lançamento, divulgação, sustentação no mercado ou propaganda de cunho particular, excetuados os casos expressamente autorizados pela municipalidade; XIII - Colocar qualquer anúncio nas dependências, salvo autorizados pela municipalidade; XIV - Praticar na condução de veículos quaisquer manobras que importem infração de trânsito; Artigo 17 - Os visitantes, quando no interior do Parque, deverão: I - Respeitar as determinações dos funcionários, monitores, seguranças, guardas e vigias em serviço; II - Observar comunicações e alertas constantes em placas indicativas ali presentes; III - Cumprir e zelar para que sejam integralmente obedecidas as regras deste regulamento; IV - Comunicar imediatamente à Administração do Parque qualquer irregularidade observada;

6 V - Preservar a limpeza e conservação do Parque, depositando detritos sempre nos recipientes específicos para a coleta de lixo. Capítulo VI Das taxas Artigo 18 - A taxa de utilização de qualquer setor do Parque ou de todos, importará no pagamento prévio do valor correspondente a R$ 100, 00 (cem ) reais, atualizado anualmente por índice oficial adotado pelo governo federal. Parágrafo único A assinatura do termo de cessão de uso, está condicionado ao pagamento das taxas equivalentes ao uso do Parque, e será recolhido junto ao setor de tributação, na Prefeitura Municipal. Artigo 19 - Excepcionalmente, quando o interesse público justificar, mediante ato formal, poderá haver a cessão temporária e gratuita, das instalações do Parque à entidade filantrópica ou clubes serviços, ou ainda, quando o evento for de caráter social ou beneficente. Artigo 20 - Os danos causados ao patrimônio pelo uso do parque, em qualquer de seus setores, deverão ser reparados pela entidade promotora do evento. Capitulo VII Das Disposições Finais Artigo 21 - A Administração Municipal poderá requisitar o auxilio da força policial, caso julgue necessário esta intervenção, para garantir a segurança do patrimônio público e particular durante a realização de qualquer evento no Parque de Eventos. Artigo 22 - A entidade Cessionária e seus prepostos se obrigam a cumprir e a fazerem cumprir todas as normas deste Regulamento, bem como a respeitar todas as cláusulas contratuais, responsabilizando-se, igualmente, pelas perdas e danos do patrimônio público. Artigo 23 - A Administração Municipal poderá rescindir o Contrato de Cessão a qualquer tempo, caso ocorra o descumprimento de suas cláusulas e condições por parte da entidade Cessionária, podendo ainda, rescindir o contrato se ocorrer situação ou motivo de força maior que impeça a realização do evento, mediante simples comunicação escrita e fundamentada à Cessionária, com a restituição dos pagamentos recebidos, isentando-se do pagamento de multa contratual.

7 Artigo 24 - A Administração do Parque manterá em local visível o Regulamento do Uso para que todos possam ter conhecimento. Artigo 25 - As dúvidas ou casos omissos serão resolvidos pela Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo, cabendo-lhe expedir as instruções que se fizerem necessárias, através de Portaria, observadas as peculiaridades do Parque, as quais serão consideradas complementares, e, como tal, integrantes do presente Regulamento. Artigo 26 - A utilização do Parque de Exposições por terceiros sujeita-se, exclusivamente, aos critérios do Município de Carmo da Cachoeira-MG, considerando a licitude, a legalidade, a conveniência, a compatibilidade e a exeqüibilidade, podendo ser denegada, sem que caiba qualquer direito de reclamação ou indenização ao requerente. 1º Os Termos de Cessão de Uso ou os Contratos de Locação, para a utilização do Parque de Eventos por terceiros, valem por uma única vez, devendo o interessado requerer a renovação da autorização para voltar a utilizar a área do Parque. 2º A Administração Municipal poderá, a qualquer momento, mesmo durante o evento, determinar a paralisação e evacuação do recinto, inclusive socorrendo-se da força policial, sempre que forem praticados atos atentatórios às instituições, ao patrimônio público e à segurança pública, sem que caiba direito a reclamação, ressarcimento ou indenização aos infratores, inclusive o valor recolhido ou caucionado. Artigo 26 - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Carmo da Cachoeira, 30 de julho de HÉLCIO ANTÔNIO CHAGAS REIS Prefeito Municipal

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