FRANCIELI FERREIRA PONTES. TIRANIA NA GRÉCIA CLÁSSICA (SÉCULOS V-IV a. C): PLATÃO E OS TIRANOS DE SIRACUSA, DIONÍSIO, O VELHO E DIONÍSIO, O JOVEM

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1 FRANCIELI FERREIRA PONTES TIRANIA NA GRÉCIA CLÁSSICA (SÉCULOS V-IV a. C): PLATÃO E OS TIRANOS DE SIRACUSA, DIONÍSIO, O VELHO E DIONÍSIO, O JOVEM Monografia apresentada à disciplina Estágio supervisionado em pesquisa histórica como requisito parcial à conclusão do curso de História - Bacharel e licenciatura da Universidade Federal do Paraná. Orientador: Prof. Dr. Renan Friguetto. CURITIBA 2009

2 A Deus e à Amizade

3 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente ao Prof. Renan Friguetto pela confiança, orientação e por ter acreditado na viabilidade de um tema semelhante. Agradeço ao grande amigo Marco Antônio de França pelas agradáveis e ricas conversas sobre filosofia e história no pátio da Reitoria. Seria bom poder conviver com mais pessoas assim, pessoas que procuram compreender o outro sem menosprezá-lo, que entendem o ser humano. Agradeço a todos que possibilitaram minha graduação. À PRAE pelo apoio financeiro. À Biblioteca de Ciências Jurídicas pelo estágio. À Biblioteca de Ciên. Hum. e Educ. pelos livros que não poderiam ser comprados. Ao Xérox da Reitoria pela qualidade e bom preço das cópias. Aos meus pais Leoni e Sirlei por entenderem minhas escolhas. À minha irmã Debora F. Pontes por ser minha melhor amiga. Ao amigo Tiago Felício por ser como irmão. Aos amigos Pedro Henrique, Paulo Ricardo, Fabrício, Roberson, Antônio Sérgio (Kojaque), Letícia, Bianca e Fred por aguentarem minhas ideias malucas. Ao pessoal da academia T ai Hu Phai de Kung Fu que, apesar do pouco tempo, ensinaram-me a superar fraquezas do corpo e da mente que eu acreditava ter vencido. Aos professores do Colégio Est. Prof. Algacyr Munhoz Mäeder por acreditarem que existem crianças dispostas a serem seres humanos melhores. À Formação Solidária pelas apostilas de pré-vestibular que possibilitaram minha entrada na UFPR. A todos os professores do departamento de história da UFPR pelo imenso aprendizado (não só profissional). Ao Gabriel Schulman que, mesmo sem saber, trouxe-me a compreensão do mais simples, porém essencial: nenhum ser humano é completo e feliz quando não ama com profunda amizade.

4 Detalhe de Platão, n A Escola de Atenas, obra do renascentista Rafael Diante da virtude os deuses imortais Colocaram o suor do esforço e longa E íngreme é a senda que a ela conduz, Sendo áspera a primeira subida; mas Conquistando o primeiro cimo, a jornada Facilitada é, a despeito de árdua ainda ser. Platão, Leis

5 RESUMO O presente estudo monográfico aborda as formas de governo no mundo grego clássico (séculos V-IV a. C) com base no pensamento político e nas experiências do filósofo ateniense Platão na polis tirânica de Siracusa, na Magna Grécia. A tirania é apresentada e analisada dentro do contexto histórico, já referido, a partir da visão que os homens da época possuíam da mesma. Após situar a tirania dentro dos modelos políticos existentes no período insere-se a discussão sobre a relação de Platão com tal regime e sua época. Através desta discussão buscou-se fomentar a reflexão sobre a relação entre a teoria e a prática na Grécia Clássica e no pensamento político-filosófico de Platão. A vida do autor é relacionada aos seus escritos de modo a verificar possíveis contradições entre o pensar e o agir platônicos. Destarte, dois tratados políticos do autor em questão, a República (obra de meia idade) e as Leis (obra do fim da vida), mais a Carta VII, são utilizados como fontes históricas e biográficas para que o devido cotejo dos mesmos com o contexto histórico fosse realizado de forma a apontar as características da tirania e da polis tirânica que permitiram Platão acreditar na possibilidade de aplicar suas ideias políticas em Siracusa. Além disso, este trabalho desfaz a falsa imagem cristã de Platão ao inseri-lo em sua época. Palavras-chave: Tirania. Platão. Formas de Governo. Magna Grécia. Política. Teoria e prática.

6 ABSTRACT The current monographic studies shows the forms of government on the Ancient Greek world (centuries V-IV B. C) with basis on the political thinking and on the experiences of Athenian philosopher Plato on the tyrannical polis of Syracuse, on Magna Graecia. The tyranny is presented and analyzed in the historical context, already referred, coming from the vision the men of that time possessed of it. After situating tyranny in the existent political models on the period it s inserted the discussion about the relationship of Plato with said regime and it s time. Through this discussion it was searched to stimulate the reflection about the relationship between theory and practice on Classical Greece and on the polical-philosophical thinking of Plato. The life of the author is related to his writings with the intent of checking possible contradictions between the platonic thinking and acting. After, two political treaties of the author in question, the Republic (work of his mid-age), the Laws (work from the end of his life), plus the Letter VII, are used like historical and biographical sources so that the correct relation of them with the historical context was made of the form that points the characteristics of tyranny and of the tyrannical polis that allowed Plato to believe on the possibility if applicating his political ideas on Syracuse. Besides, this work refutes the false Christian image of Plato when it inserts him on his time. Key-words: Tyranny. Plato. Government Forms. Magna Graecia. Politics. Theory and practice.

7 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO A GRÉCIA CLÁSSICA (SÉCULOS V-IV a. C) A polis grega As formas de governo A polis espartana A polis ateniense Guerra e rivalidade entre as poleis Tirania na Grécia Clássica A Magna Grécia Siracusa, uma polis tirânica O PENSAMENTO POLÍTICO PLATÔNICO E A GRÉCIA CLÁSSICA Platão, o Homem grego Platão, o pensador político Da teoria à prática O TIRANO: DE LOBO EM PELE DE HOMEM A AGENTE DA POLITEIA DIVINA As Leis: o legislador e a Polis Legal A Carta VII: Platão e os tiranos de Siracusa, Dionísio, o velho e Dionísio, o jovem... 5 CONCLUSÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FONTES

8 1 INTRODUÇÃO Platão, Aristóteles, Cícero, santo Agostinho, Tomas More, Montesquieu, são alguns dos nomes que podem ser citados quando pensamos em teoria política e formas de governo. Apesar das divergências entre suas concepções, todos possuem algo em comum, pensaram como deveria ser a melhor sociedade a fim de tornar o homem melhor e mais feliz. Refletindo sobre esta questão analisei as ideias políticas platônicas e o contexto histórico em que Platão viveu, a Grécia Clássica dos séculos V-IV a.c. Pois, fora justamente este contexto o berço das discussões políticas e dos termos política, filosofia e história. O pensamento político platônico, segundo o filólogo alemão Werner Jaeger na obra PAIDÉIA: a formação do homem grego, devido às deturpações ao longo da história perdeu aos nossos olhos as características do mundo ao qual fez parte. Construiu-se uma imagem cristã de Platão, atribuímos, muitas vezes sem perceber, uma moralidade monástica ao filósofo que não existia no mundo grego clássico. Esquecemos que tal personagem foi antes de tudo grego e, como grego, preocupou-se com a política, com a polis, com a teoria e, principalmente, com a prática. Assim, este trabalho propõe uma reflexão sobre as ideias políticas platônicas e as organizações políticas de seu tempo a partir das experiências de Platão com os tiranos da Magna Grécia. Procurei utilizar perspectivas históricas diferentes com o intuito de não me prender a uma única visão do período, pois nenhum autor deve ser descartado. Afinal, a comparação entre abordagens divergentes pode trazer à tona características fundamentais à compreensão de um contexto histórico. Desta forma, utilizei desde obras que oferecem um panorama geral da época como O Homem Grego organizado por Jean-Pierre Vernat até artigos mais específicos como Platón y la Guerra del Peloponeso de Plácido Soares. O primeiro texto aborda a cultura grega em seus principais aspectos (social, econômico, espiritual, etc.). Assim, pode-se perceber o que ela criou. Através do conhecimento deste Homem pude analisar o personagem que me intrigava e constatar o seu pertencimento ao mundo grego que lhe foi contemporâneo. Verifiquei que as críticas realizadas por alguns autores como Kelsen em A ilusão da Justiça ao pensamento político platônico eram devidas à imagem cristã de Platão. Platão foi ateniense e grego e, como tal, deve ser lido e compreendido

9 através da cultura grega. Destarte, convido aos interessados em política, filosofia e história a conhecer o Platão GREGO.

10 2 A GRÉCIA CLÁSSICA (SÉCULOS V-IV a. C) Chamamos anacronicamente de Grécia uma região ao norte do mar mediterrâneo em que havia traços ético-culturais semelhantes que, de forma alguma, apresentava uma unidade governamental. Aliás, a diversidade, a pluralidade cultural é uma característica fundamental para se compreender a Grécia dos séculos V-IV a.c. A partir deste traço delineiam-se os aspectos específicos que se pretendem serem analisados como literatura, arte, religião, filosofia, política, etc. Nossa sociedade contemporânea remete-se frequentemente à Grécia Clássica quando trata de questões políticas e filosóficas. Tal contexto histórico transmitiu aos seus posteriores obras culturais inigualáveis utilizadas, re-apropriadas e exploradas ao longo de mais de dois mil anos pelas mais diversas sociedades, por conta disso a então denominada Grécia Clássica nos alude a ideia de florescimento e riqueza cultural. Apesar de anacrônico o termo Grécia Clássica foi utilizado neste trabalho monográfico como fim didático, além disso, a imagem que ele nos remete do período em questão não é de todo errônea, pois a cultura em todos os seus aspectos borbulha nesta época como nunca dantes vista. Pode-se constatar isto através da influência, por exemplo, da própria língua grega antiga em nosso meio, das obras filosóficas ainda lidas, 1 do pensamento político ainda presente, etc. O mundo grego antigo devido ao seu caráter pluralista possibilitou o surgimento de profundos debates políticos e filosóficos. Afinal, ambos os termos são oriundos do grego, e denota não somente a influência deste período nos dias atuais, mas também mostra a importância de se conhecer o significado deles para aqueles que os criaram, afim de não haver confusão entre o significado original e o atual, evitando o anacronismo histórico. Esta cultura dinâmica permitiu ao homem fomentar seu intelecto, levando-o a questionar o mundo que o cercava. Assim, é com os gregos que nasce a reflexão política, 2 apenas no interior de um mundo variado como este pôde surgir um tão intenso debate político. É o homem pensando a si mesmo como constituinte de uma comunidade humana, como ser culturalmente definido. Desta forma a política tem 1 Por exemplo, Platão e Aristóteles. 2 BARKER, Sir Ernest, Teoria política grega. Platão e seus predecessores.

11 como berço a polis grega, como o próprio termo alude ou, cidade-estado, comumente conhecida. Somente numa cultura dinâmica e pluralista pôde haver o fenômeno da polis, esta é sua essência, seu sustentáculo, quando não pôde mais ultrapassar as dificuldades políticas interiores e exteriores a civilização grega antiga sucumbiu juntamente com a polis. 3 Destarte, neste primeiro capítulo há o destaque à configuração da Grécia Clássica nos termos políticos, a descrição e análise da polis grega, os modelos ou formas de governo existentes no período, a rivalidade entre as poleis hegemônicas e, principalmente, a exposição histórico-cultural que possibilitou o fomento de debates político-filosóficos e ações que visavam a melhora da organização social humana entre os gregos. 2.1 A polis grega A polis, ou cidade-estado, não era apenas uma aglomeração humana ou urbana, a polis grega era antes de tudo uma comunidade humana composta pelos politai, ou cidadão, mais o território definido em que estavam estabelecidos. 4 O termo polis é mais adequado que cidade-estado, pois este último sugere a ideia de um Estado como atualmente é entendido, 5 no seu sentido original a palavra polis designa um estado que governa a si mesmo, sem diferenciar sua estrutura de governo. A auto-suficiência era condição primordial à definição da polis, seu poder era total, abrangia todas as esferas do comportamento humano, era fonte de todos os direitos e obrigações. A diferenciação entre os termos é de suma importância na medida em que a concepção de Estado grega como associação moral, comunidade solidariamente definida é estranha ao pensamento que nos é contemporâneo. É na polis que se estabelecem todos os contatos políticos, econômicos, intelectuais, é onde residem as autoridades, onde se encontram os ginásios, as escolas, o teatro, os templos principais, o mercado, ou seja, é o lugar de 3 AYMARD, André; AUBOYER, Jeannine. História geral das civilizações. Tomo I. O Oriente e a Grécia Antiga. 4 MOSSÉ, Claude. Dicionário da civilização Grega. p Segundo definição do dicionário: Estado: 10. Nação politicamente organizada por leis próprias. 11. Terras ou países sujeitos à mesma autoridade ou jurisdição. 12. Conjunto de poderes políticos de uma nação. p. 424.

12 intensas relações coletivas, mútuas. O regime urbano alcançou notável desenvolvimento no período clássico (séculos V-IV a. C) principalmente nas regiões que propiciavam intercâmbio cultural, como Atenas, a maior polis grega. 6 A polis permitia aos seus cidadãos conhecer pessoalmente todos os outros fisicamente e moralmente, ou seja, na sua maneira de ser, nos seus meios de vida, nos seus laços familiares e na sua atividade quotidiana. O indivíduo não existia isoladamente, mas era constituinte de um todo maior: a polis. Ser humano significava antes de tudo fazer parte de uma comunidade. Até o século IV todas as formas de expressão políticas, culturais refletiam este espírito comunitário. A polis reunia em si mesma os mais altos aspectos da existência humana e os repartia como dons próprios, para os gregos o Eu somente existia conectado à totalidade do mundo, com a natureza, com a sociedade humana, nunca separado e individualizado. A Grécia antiga foi pioneira a unir em equilíbrio o impulso criador do indivíduo e a energia unificadora da comunidade. 7 A essência da polis eram os cidadãos, ou politai, nos escritos gregos há sempre a referência aos atenienses, aos lacedemônios, nunca à Atenas, à Lacedemônia, a ênfase é ao grupo formado pelos politai e não ao território onde estes se estabelecem. Doravante, para pertencer a uma polis era preciso ser filho de cidadãos, portanto a cidadania era adquirida basicamente via nascimento. Esta estrutura urbana produzida pela cultura grega pautada na norma universal válida para toda vida na polis gerou a necessidade da existência deste novo tipo de homem, o cidadão. Ser cidadão implicava, mormente, exercer um papel político ativo dentro da polis, da comunidade, por isso seu número foi sempre estritamente reduzido. Esta relação entre indivíduo e comunidade é a condição sumária ao desenvolvimento da reflexão política, devido à multiplicidade dos fatores nascidos de um âmbito dinâmico, como a cidade, os homens passam a indagar qual o significado, o sentido das estruturas que norteiam a vida em grupo. Na Grécia discutir questões políticas era discutir a politeia. 8 O termo, amplo e complexo, refere-se à constituição da polis, não apenas ao conjunto das 6 Contudo, o meio rural nunca deixou de ter papel preponderante. GLOTZ, Gustave. A Cidade Grega. 7 Ver Paidéia Jaeger. p MOSSÉ, Claude. Dicionário da civilização Grega. p.241

13 instituições que a governam, mas à própria estrutura da sociedade, seu modus vivendi, quer dizer, toda a cultura humana inserida na polis. A teoria política aparece como necessidade de se corrigir o que existia, conceber uma politeia ideal nasce no seio de um mundo real variado, múltiplo e intrincado. Não à toa a partir do século V o pensamento político sofre um desenvolvimento sem igual na história, passa-se a refletir sobre a melhor maneira de se viver em comunidade com o objetivo de formar o homem como ser completo em unidade com o mundo paideia. 2.2 As formas de governo Na polis grega a questão mais importante para sua constituição era sobre quem deveria governar, se poucos ou muitos. Tal preocupação fora registrada pelo historiador grego Heródoto no século V nas suas Histórias, relata uma discussão entre Dario, Megabizo e Otanes sobre a melhor forma de governo, o de um, o de poucos ou o de muitos. 9 Nesta primeira exposição da literatura grega sobre as formas de governo debate-se qual a melhor politeia que evitaria o regime tirânico, tido pelos gregos como pertencente a povos bárbaros. Os três personagens advogam respectivamente da monarquia, da oligarquia e da democracia. Cada um expõe as vantagens do regime preterido apontando paralelamente as desvantagens dos outros. Heródoto apresenta aqui as três formas básicas e generalizantes de classificação dos tipos de Estado da época, o mais importante a notar nesta fonte é o período em que foi escrita, marcado pelo florescimento, expansão e ampliação das relações externas da polis grega. A escolha das personagens não é aleatória, Dario, por exemplo, rei persa, é defensor da monarquia, o que denota a ligação que os gregos faziam entre esta forma de governo e os povos bárbaros, ou estrangeiros. A ideia de uma monarquia boa e harmônica dentro da polis não era conhecida na reflexão política grega do século V, pois não era considerada compatível com uma sociedade de cidadãos. Aparece somente no século IV como algo exterior à polis, o hégemon de Isócrates é o melhor exemplo do ideal de um monarca unificador da cultura helênica PLÁCIDO SOAREZ, Domingo. Las formas del poder personal: la monarquia y la tirania. In: Gerión ROCHER, Laura sancho. Las fronteras de la política. La vida política amenazada según Isócrates y Demóstenes. Gerión. p.233

14 Contudo, é bela a intenção de investigar o que os outros deixaram de lado e dar leis às monarquias (ISOCRATES, p.271). No mesmo século o amigo e rival de Isócrates, Platão, defende o conceito original de rei-filósofo, a direção do estado nas mãos de um sábio. Contrariamente à comumente concepção de democracia como governo de muitos, Isócrates acredita na Basiléia o governo dos melhores homens ou democracia guiada. Denomina democracia o Estado justo para todos, para ele o governo de uma elite responsável e mantenedora da dignidade do povo pode ser considerado como tal. Esta escolha dos termos põe em evidência a referida imagem negativa que os gregos, principalmente os atenienses, possuíam da oligarquia, o governo de poucos, e da monarquia, o governo de um, vista, por isso, como a mais próxima da tirania, sendo muitas vezes confundidas quando analisadas superficialmente. Demóstenes, orador e pensador político ateniense do século IV, corrobora a informação exposta acima, para ele as instituições democráticas seriam as únicas capazes de representar a autonomia política e os regimes constitucionais gregos frente ao despotismo que representavam os bárbaros. Porém, contrariamente à Isócrates, Demóstenes não critica em nenhum aspecto estrutural a democracia vigente, ainda que procure educar seus ouvintes através de discursos à atuação política. É bem provável que fora a negativa experiência oligárquica entre os anos a. C a condicionante à formação de uma imagem de oligarquia sempre associada à ilegalidade e crueldade entre os atenienses. A multiplicidade de formas de governo fruto do espírito moldável da cultura grega produziu em seu mais alto nível análises e reflexões ímpares sobre a vida humana em comunidade. O período clássico grego tem como marca o apogeu das poleis, ou cidades-estado, onde cada qual possuía sua própria organização política, o que levou à profundas diferenças e divergências entre elas. As principais poleis deste tempo são as grandes e contrárias Esparta e Atenas. Vê-se que embora os teóricos entendessem a política como a arte do bem comum, nunca se chegou a possuir um órgão adequado que o assegurasse. Buscou-se assazmente por ele, estimulados pelos males que a sua inexistência trazia. 2.3 A polis espartana A imagem de Esparta como uma polis militar é oriunda do pensamento político exterior a ela. Fora cristalizada na obra de Aristóteles, o que evidencia a

15 influência do período de hegemonia espartana na Grécia depois da vitória na guerra do Peloponeso (século V a. C). As instituições espartanas eram atribuídas pela tradição ao legislador Licurgo, esta ideia, comumente apresentada pelos gregos, devia-se à crença de que as diferentes formas de governo eram resultantes da elaboração por sábios de normas específicas para cada comunidade, tais homens acabavam sendo comparados a um herói, ou semi-deus, como os da tradição mitológica. Na realidade estas instituições eram tão antigas quanto à própria polis, derivavam da época da conquista dórica no século IX a. C da região conhecida como Lacônia. Por serem numericamente inferiores aos demais povos habitantes dessa região os dóricos mantiveram sua preponderância através da força, assim formou-se uma cidade guerreira e aristocrática. Mapa 1 Esparta e o Peloponeso FONTE: KAGAN, Donald. (2006) A politeia espartana tinha de ser imutável e, de fato, nos muitos séculos de sua história a constituição pouco se alterou, mesmo depois de seu declínio no século III foram feitas tentativas de se retornar às leis de Licurgo. A sociedade

16 espartana era rigidamente hierarquizada e dividida basicamente em esparciatas, periecos e hilotas. Os esparciatas descendiam dos conquistadores dóricos e eram os únicos a possuir todos os direitos de cidadão, portanto somente estes participavam do governo da polis, chamavam-se os Iguais (ηοµοιοι). Νo século IV os esparciatas não passavam de duas mil pessoas, alguns autores da época afirmavam que Esparta padeceu por falta de homens. A esta elite pertenciam as melhores terras localizadas em torno da cidade, cada lote de terra era mais uma propriedade da família do que do indivíduo, era inalienável. Apesar disso as obrigações do espartano eram tão numerosas que a perda da cidadania tornou-se frequente, aquele que não conseguisse manter sua condição de nobreza passava a fazer parte da classe dos Inferiores (ηψποµειονεσ) é por conta disso que Esparta começou a sofrer pela falta de homens. Todas as atividades realizadas pela elite eram altamente custosas, além de não poderem exercer qualquer atividade ligada ao trabalho. Consagravam todo seu tempo ao Estado, preparavam-se constantemente para a guerra através de exercícios físicos e negócios públicos. Os periecos eram antigos habitantes da região, livres, porém sem direitos políticos, dedicavam-se ao comércio e ao artesanato e, possuíam uma população quatro vezes maior que a dos esparciatas. Os hilotas eram servos pertencentes à Esparta, trabalhavam nas terras das famílias esparciatas não podendo abandoná-la ou serem expulsos dela, assim como os periecos não possuíam direitos políticos e nem ao menos eram considerados parte da cidade. Temiam grandemente os esparciatas, contudo suas revoltas eram constantemente latentes e controladas à força. Diz-se que uma vez ao ano os jovens espartanos percorriam os campos para caçar hilotas, talvez não seja verdade, porém isto revela o desprezo dado a eles. Esparta tornou-se uma poderosa potência no mundo grego mesmo sendo numericamente reduzida, assim despertou imensa curiosidade das elites gregas das demais poleis. Esparta teria sido a pior das sociedades e, ter-se-ia transformado na melhor vencendo apenas as suas tendências negativas. Isócrates chama-a de democracia, por considerá-la um modelo justo. Platão acredita que ela é um modelo singular e por isso a denomina timocracia, um tipo intermediário entre aristocracia (modelo ideal) e a oligarquia (modelo corrompido), ou seja, não era perfeita, mas se aproximava. Todo este louvor dado à Esparta pelas elites do mundo grego deve-se ao fato de os Lacedemônios representarem o ideal de aristocracia que

17 proporcionava o equilíbrio entre os elementos monárquicos e democráticos. Pois Esparta era uma diarquia (possuía dois reis) fiscalizada pelos Éforos (os cinco anciãos), o senado ou Gerusia (vinte e oito cidadãos com mais de sessenta anos) e a assembleia do povo (cidadãos com mais de trinta anos). 2.4 A polis ateniense Atenas, a mais conhecida e maior polis grega, foi fundada na Ática pelos jônios e, assim como Esparta, tem sua constituição atribuída a um sábio, o legislador Sólon. Marcou a história pelo seu modelo caracterizado pela participação dos cidadãos, ou politai, nos negócios públicos, bem como pela intensa atividade cultural de onde surgiram escritores, artistas, cientistas e filósofos. Mapa 2 A Grécia Antiga FONTE: Colégio São Francisco A sociedade ateniense dividia-se em cidadãos, metecos (estrangeiros domiciliados) e escravos. Havia aproximadamente 20 mil cidadãos em Atenas, um número muito alto se comparado com as demais poleis gregas. A cidadania era atribuída a todo filho de pai e mãe atenienses, sendo raramente concedida aos demais indivíduos. Em relação à Esparta, ser cidadão em Atenas era muito mais fácil, além disso, recebia acolhedoramente os estrangeiros (ou metecos). Ser cidadão significava participar ativamente da política e gozar de todos os direitos

18 civis, ao contrário dos metecos e escravos. O número de escravos ultrapassava no fim do século IV os 400 mil, 11 o escravo pertencia a um amo e poderia conquistar a liberdade transformando-se daí em meteco. A intensa urbanização alcançada por Atenas foi condição primordial ao seu poder na hélade, porém não se deve esquecer que apesar da característica urbana a agricultura possuía um importante papel econômico, muitos habitantes da cidade eram donos de terras. Centenas de famílias ricas viviam na cidade desfrutando dos rendimentos das suas propriedades e dos escravos. O fato de não precisarem trabalhar disponibilizou-os para se dedicarem à vida pública, ao estudo ou a simples ociosidade. Até mesmo os pobres atenienses costumavam ter tempo para participar da política. Estas características possibilitaram o desenvolvimento da democracia (demokratia) não havia a representação, funcionalismo público ou aparelho burocrático, a participação direta era o sustentáculo da democracia ateniense. Os negócios do Estado eram dirigidos pela Assembleia do povo, onde todos os cidadãos com mais de 20 anos poderiam participar, não havia hierarquia nos cargos oficiais. Os trabalhos da Assembleia do povo eram preparados pela boulé ou Conselho dos quinhentos, todo ano 500 cidadãos eram escolhidos por sorteio para fazer parte dela, desta forma o amadorismo definia este regime e, foi justamente esta característica a responsável por despertar profundas críticas de pensadores como Platão. 12 A massa se reunia na Assembleia para ouvir oradores, que a guiava nas tomadas de decisão, para Platão, e outros pensadores contemporâneos ou não, significava uma multidão de ignorantes dirigindo os negócios do Estado. Além da Assembleia do povo e da boulé havia ainda os magistrados, sempre subordinados àquelas. Porém, como mencionado em tópico anterior, havia aqueles que se posicionavam a favor de Atenas, como Demóstenes, para o qual a democracia representava a autonomia política em relação aos bárbaros. (...) Mas o instinto, nos homens razoáveis, tem em si mesmo uma defesa comum, que é uma proteção excelente para todo o mundo, mas especialmente para as democracias frente aos tiranos. (...) Os reis e os tiranos são por natureza inimigos da liberdade e adversários das leis. (DEMÓSTENES, p ) 11 ARDÉ, Auguste. A Grécia Antiga e a vida grega: geografia, história, literatura, artes, religião, vida pública e privada. p Idem.

19 Apesar das críticas direcionadas a esta politeia, é certo que foi graças a este tipo de sistema que pôde haver a reflexão política, dentro da sociedade conservadora de Esparta ela era praticamente inviável, principalmente no que concerne ao desenvolvimento cultural. O espírito dinâmico e inovador ateniense criou personalidades de relevo sem iguais em todas as áreas do conhecimento no mundo grego, poucos estudiosos entre 500 e 300 não estiveram pelo menos ligados à Atenas Guerra e rivalidade entre as poleis As divergências entre Atenas e Esparta levaram-nas à guerra no século V ( ), chamada pelos historiadores de Guerra do Peloponeso. Para os homens da época Liga do Peloponeso era sinônimo de Esparta e seus aliados 14 e não guerra entre estados peloponésicos. A rivalidade entre as duas poleis envolveu praticamente toda a Grécia e foi um dos principais fatores do declínio grego após o século IV. As diferenças entre as concepções de formas de governo vêm à tona com toda a força neste conflito, Esparta do lado daqueles que representavam a aristocracia e Atenas da democracia 15. Porém, não foram apenas as divergências ideológicas as responsáveis por desencadear a Guerra, desde o término das guerras Médicas (Greco-pérsicas) as relações de Atenas e Esparta arrefeciam-se progressivamente, por conta da disputa destas pela hegemonia no mundo grego. O fortalecimento do poder de ambas as poleis no século V levou-as a uma política expansionista e imperialista. Na Ática formou-se a Liga Délia encabeçada por Atenas, paulatinamente a liga transformou-se em um verdadeiro império marítimo. E na Lacedemônia a Liga do Peloponeso liderada por Esparta, formando o império terrestre. Os dois lados guerreavam-se sempre recriminando uns aos outros quando havia conflito aberto sob a justificativa de estarem agindo por necessidade 13 FINLEY, M. I. Os Gregos Antigos. p Ibidem. p O capítulo Guerra do Peloponeso, do historiador Pedro Paulo Funari, História das Guerras (org. Demétrio Magnoli), o autor faz uma curiosa comparação entre Guerra Fria (século XX) e a Guerra do Peloponeso (século V a. C), pois ambas foram frutos da rivalidade entre duas potências imperialistas com sistemas de governo divergentes.

20 política. Na realidade os interesses envolvidos iam desde o desejo de engrandecimento e poder moral até o enriquecimento material através da hegemonia comercial. Um dado curioso é que muitas vezes a guerra transformou-se em um meio e não um fim, pois liderar um bloco político era sinal de poder e, a sua existência dependia de uma ameaça latente, sem o qual deixaria de ter sentido. Assim, surgiu a expressão cidade-tirano uma polis desejosa de poder e glória à custa da submissão das demais. Em um mundo com tanta rivalidade a guerra tornou-se uma atividade corriqueira e essencial, por isso vários pensadores acreditavam ser fundamental a preparação dos cidadãos para a guerra, o próprio Platão destaca o papel dos guardiões no seu Estado ideal da República e no legal das Leis. A guerra fazia parte da vida dos gregos em geral, não somente dos lacedemônios. A longo prazo estes conflitos enfraqueceram as cidades-estado independentes e abriram caminho ao posterior domínio macedônico de Filipe e Alexandre. Além disso, influenciou decididamente todo o pensamento político contemporâneo e posterior à guerra, inclusive o platônico. 16 Esparta, apesar de vitoriosa, também sofreu com o conflito, entrando em decadência a partir do século IV. Contudo, a vitória espartana trouxe prejuízos gravíssimos à democracia ateniense. O período de hegemonia espartana despertou profunda admiração por sua politeia. Os gregos perguntavam-se como um Estado numericamente tão pequeno conseguiu conquistar tanto poder. Concomitantemente, a imposição em Atenas de um governo oligárquico por Esparta ( ), conhecido como o governo dos Trinta tiranos, contribuiu para a construção entre os defensores da democracia de uma imagem de oligarquia associada à crueldade e ilegalidade que, refletir-se-á em diversas obras de reflexão política como, por exemplo, a de Isócrates. Destarte, para este trabalho o fator mais importante a destacar sobre a Guerra do Peloponeso é a consequente crise da democracia após o término desta. O final do século V e início do IV marcam as primeiras experiências de Platão com as aspirações anti-democráticas e, a tirania dos Trinta acaba por levá-lo ao total desprezo pela política vigente. 16 Ver artigo Platón e a Guerra del Peloponeso de Domingo Plácido.

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