despertar da arte grega

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "despertar da arte grega"

Transcrição

1 2 O despertar da arte grega A cultura grega, ao contrário da tradição de outras civilizações antigas, valorizava extremamente o homem e, por esse motivo, até mesmo os deuses passaram a ser representados com formas humanas. marcokenya/shutterstock 1 Civilizações em trânsito Desde o terceiro milênio antes da era cristã, as relações entre os povos que ocupavam as regiões do Oriente Próximo, norte da África e Europa mediterrânea começaram a se estreitar, principalmente por rotas marítimas, nas águas dos mares Mediterrâneo, Egeu, Negro e Adriático. As penínsulas grega e italiana, bem como algumas localidades mais a ocidente, integraram-se cada vez mais ao ritmo das sociedades já constituídas no Oriente, dando início a um processo ainda inédito de circulação de pessoas, bens materiais e ideias. Estabelecia-se, então, uma intensa relação de troca entre os diversos povos e culturas, possibilitando, até mesmo, que se definissem os traços de nossa cultura ocidental. A movimentação dos povos naquele período foi motivada principalmente por interesses comerciais e territoriais. No entanto, um resultado natural desse movimento foi a transmissão de modelos culturais e artísticos, o que nos permite identificar aproximações entre as produções das mais diversas localidades. A apropriação desses modelos, bem como do trabalho dos artistas e suas obras, caracteriza, portanto, um dos aspectos mais importantes para a compreensão da arte que surge nesse contexto. Os gregos foram os motivadores dessa expansão cultural e artística e, antes deles, as civilizações de Creta e Micenas também influenciaram a chamada arte ocidental. A ilha de Creta localiza-se no Mediterrâneo oriental e abrigou uma sociedade com grande habilidade para a navegação e para o comércio, além de dominar a olaria, a ourivesaria e a cerâmica. A forma de governo era uma monarquia palaciana controlada por reis-sacerdotes, inspirada no modelo egípcio. No que diz respeito às crenças, porém, ainda que o rei fosse o sacerdote, eles adoravam a deusa-mãe, que representava o princípio feminino da fecundidade e era protetora dos lares. Fato compreensível em sociedades nas quais a maioria dos homens está envolvida com viagens e atividades comerciais, ficando, portanto, muito ausente do cotidiano da população. Se comparados aos palácios egípcios, as construções cretenses podem ser consideradas modestas. Do palácio mais famoso, erguido na cidade de Cnossos, há vestígios de painéis de pinturas murais. Nas construções, destaca-se o estilo de representação presente nas pinturas: com temática predominantemente marítima, os artistas empregaram uma representação naturalística, com forte ênfase linear que se manifesta nos contornos e ritmos ondulados das figuras. À linearidade dos traços, os cretenses acrescentaram cores puras e vivas, o que ainda hoje é motivo de admiração. As imagens cretenses, leves e graciosas, constituem uma importante herança dessa civilização às culturas que a sucederam. Figura 1 Numa busca pela perfeição, o artista grego cria uma arte intelectual em que predominam o ritmo, o equilíbrio e a harmonia. 12

2 ZZ1969/Shutterstock A B Kardmar/Shutterstock Figura 2 (A) Interior do palácio de Cnossos, ilha de Creta, 1600 a.c.; (B) Porta dos Leões, Micenas, c a.c. A decoração interna do palácio de Cnossos, vivamente colorida, com as delicadas cenas marítimas que caracterizam a arte figurativa cretense, contrasta com o rigor arquitetônico da Porta dos Leões, em uma muralha em Micenas. Forma construtiva característica daquele povo guerreiro, o elemento que traduz certa sensibilidade é o detalhe com dois leões esculpidos e voltados para uma coluna cretense. A civilização micênica desenvolveu-se em uma pequena cidade próxima à costa do mar Egeu. Dirigida por uma aristocracia militar e expansionista, essa civilização invadiu a ilha de Creta, absorvendo sua experiência cultural e artística. Além de Creta, os exércitos micênicos alcançaram a costa meridional italiana e a ilha da Sardenha, onde foram encontrados vestígios de sua civilização (cerâmicas, figuras votivas em terracota, ruínas arquitetônicas). Ao contrário dos cretenses, a civilização guerreira de Micenas imprimiu em sua arquitetura o sentido de força e defesa, empregando técnicas construtivas que originaram monumentos pesados e robustos, com destaque para os túmulos onde eram enterrados os reis-guerreiros. Em seu interior, além das ricas peças em ouro que acompanhavam o rei morto (joias e máscaras), a comunidade guardava os preciosos butins de guerra obtidos em suas campanhas. Essa circulação de homens e culturas intensificou-se após a formação dos povos gregos, que se disseminaram rapidamente para o Oriente e para o Ocidente. Os artistas gregos tinham liberdade para circular por onde pudessem encontrar trabalho, atendendo, muitas vezes, a demandas específicas de um mecenato que tendeu a se diversificar entre o século VI e as últimas décadas do século II a.c., momento em que a civilização grega sucumbe ao poder de Roma. A circulação de artistas gregos pelo mundo antigo favoreceu a constituição de um vocabulário de formas, que permanece como referência fundamental para a arte e para a arquitetura ocidentais até os dias de hoje: a tradição clássica. Butim: conjunto de bens materiais e de escravos, ou prisioneiros, que se toma ao inimigo no curso de um ataque, de uma batalha, de uma guerra. Mecenato: apoio econômico oferecido por um patrono a artistas, cientistas ou desportistas. Desde os primeiros tempos romanos, o termo clássico esteve associado ao termo modelo, atribuído a algum tipo de produção artística ou literária. Para a tradição ocidental, clássico assumirá sentido de modelo exemplar, sugerindo um conjunto de regras necessárias para se atingir a perfeição. A palavra remete, igualmente, à ideia de permanência, de estabilidade e de adequação a todo tempo e lugar. Na arte, o termo está associado à experiência estética vivida na Grécia, sobretudo no século V a.c. O termo classicismo refere-se aos outros momentos e situações em que o vocabulário e as regras de composição clássica, nascidas da experiência histórica grega, são recuperados e adaptados a outras condições históricas. Chamamos, assim, de classicismo o que vai acontecer na Itália do Renascimento, na França revolucionária e no Brasil imperial, por exemplo. 13

3 Figura 3 Os exemplos permitem visualizar as diferenças entre as decorações dos vasos gregos, de acordo com os estilos adotados. (A) Vaso no estilo geométrico, c. 675 a.c., encontrado em Creta. (B) Vaso no estilo de figuras negras, 540 a.c. (C) Vaso no estilo de figuras vermelhas, 515 a.c. Danilo Ascione/Shutterstock Jastrow/Musée du Louvre, Paris (França) A B 2 As bases do despertar da arte grega O ritmo das transformações da arte grega ao longo de tantos séculos (VIII-II a.c.), espalhada por tantas regiões e em contato com tantas culturas distintas, foi muito diverso. Como legado daquela civilização, destaca-se a mudança de perspectiva na representação das formas artísticas de uma arte mais rígida e esquemática para aquela que busca inspiração na postura naturalista de representar as coisas. Podemos afirmar que a dimensão humana substituiu a dimensão divina e isso se traduziu muito claramente na busca da simplicidade e da harmonia em todas as composições da arte grega, ainda que os propósitos religiosos continuassem a orientar grande parte dessa produção. Isso fez uma grande diferença para a arte e para arquitetura daquela civilização, pois já não veremos construções e monumentos colossais, ainda que muitos templos sejam imponentes. Podemos dizer que os gregos passaram a se orientar pelo olhar para elaborar as formas artísticas, buscando fazer com que as imagens parecessem mais vivas, numa representação direta da realidade. O início das artes pictóricas Contrastando com o mármore branco, as estátuas vivamente coloridas e a decoração mural dos edifícios públicos transformavam os templos em recintos de grande esplendor. Objetos do dia a dia (louças, placas de madeira, pedra ou metal, tecidos e tapeçarias) eram enriquecidos por imagens pictóricas. Os vasos de cerâmica constituem importante fonte de referência para os estudos da iconografia grega antiga. Em pequenas e irregulares superfícies, neles eram representados fatos religiosos ou mitológicos, histórias legendárias e épicas, bem como cenas da vida e dos costumes. Os exemplares mais antigos, datando de c a.c., pertencem ao chamado período geométrico. São vasos de variados formatos e tamanhos, geralmente destinados à guarda de vinho ou azeite, com decoração zoomorfa, posteriormente acrescida de figuras humanas, sobre fundo geométrico. Museu Nacional, Atenas (Grécia) C Jastrow Figura 4 Corinto e Atenas foram as cidades que mais produziram pinturas sobre painéis de diversos materiais. Esta placa votiva coríntia data de c. 540 a.c., é de madeira policromada, está no Museu Nacional de Atenas e mostra alguns praticantes devotos aproximando-se de um altar. Note as inscrições pintadas na placa, que trazem os nomes dos praticantes e também do artesão que a confeccionou. A presença de assinaturas nas obras de arte é uma questão complexa na arte antiga, aparecendo de forma intermitente. 14

4 A evolução da pintura em vasos mostra que, entre os séculos VII e VI a.c., o estilo geométrico deu lugar ao estilo com figuras pretas. Pintadas sobre o fundo rosado da argila cozida, as figuras pretas eram obtidas por meio do emprego de um fino verniz à base de óxidos de ferro, que escurecia após breve período de queima do vaso. O rosto das figuras femininas, porém, era pintado com verniz branco. No fim do século VI a.c., também encontramos exemplares pertencentes ao estilo com figuras vermelhas, ou seja, da própria cor do vaso, com o fundo pintado de preto. Além da pintura em vasos e recipientes de cerâmica, a partir do século VII a.c. registram-se também pinturas realizadas em métopas, com temas mitológicos. Na Anatólia ocidental, região também influenciada pela arte grega, ainda é possível vermos restos de pinturas murais, mais uma forma de arte pictórica na estendida Grécia Antiga. Fazem parte, ainda, desse grande acervo os painéis pintados em argila, bronze, pedra e madeira, com fins votivos ou funerários. Os primeiros passos da escultura A arte escultural grega pode ser encontrada sob forma de grandes esculturas e painéis de relevos nos templos e estatuetas e placas feitas de metais preciosos, marfim, bronze, madeira e terracota, estas produzidas por escultores motivados por um forte e poderoso mecenato. Sua função era, basicamente, religiosa, podendo ser dividida em subcategorias: esculturas de templos, votivas e funerárias. No entanto, a maior parte dessa rica e numerosa produção artística foi destruída pelas civilizações que sucessivamente ocuparam o território grego após a sua incorporação ao Império Romano. Além disso, muitas peças eram feitas de materiais valiosos (ouro, bronze, marfim ou prata) e acabaram sendo objeto de roubo ou butim. A chamada fase arcaica da arte grega estende-se de 625 a 480 a.c., aproximadamente. Essa fase apresenta esculturas ainda muito submetidas a esquemas e fórmulas, o que, para alguns especialistas, era uma maneira de compensar o momento de instabilidade da vida na Grécia. Os exemplos mais citados dessa fase escultórica grega são as imagens de Kouros e Kore, das quais ainda existem alguns exemplares, e que estavam destinadas à decoração de monumentos funerários ou espaços de devoção. A nudez do corpo masculino dos Kouroi (plural de Kouros, que significa moço, homem jovem ) revela como essas figuras guardam a rigidez, a frontalidade e o esquematismo das estátuas egípcias. Já as Korai (plural de Kore, que significa moça ), representadas vestidas, apesar do modelo frontal, permitem admirar a beleza dos panejamentos e dos finos traços de seus rostos. Nessa época, a elite se valia da arte para seus objetivos pessoais. Os gregos encomendavam imagens femininas e masculinas e relevos diversos inspirados em si mesmos e em membros de suas famílias, fazendo com que esses trabalhos fossem reconhecidos pela referência direta a sua família ou que proclamassem sua riqueza, brilhantismo e piedade diante das divindades e de sua cidade e não mais exaltassem os deuses ou governantes. Ricardo André Frantz/Museu Arqueológico Nacional de Atenas (Grécia) Métopa: termo que designa uma das partes do friso decorativo que compõe o entablamento de um templo. Entablamento é o nome que se dá à estrutura horizontal colocada acima das colunas de um edifício. Panejamento: o termo é usado para nomear a representação dos tecidos que vestem as figuras pintadas ou esculpidas, assim como o caimento, as dobras, pregas e o efeito dos panos que o artista procura reproduzir. Figura 5 As estátuas dos Kouroi marcam o início do desenvolvimento do nu masculino na arte grega, gênero que se tornaria central na escultura da Grécia Antiga. Em geral, sua figura é jovem, sedutora, traduzindo felicidade e beleza. Também as Korai refletiam essa condição, para a qual contribuiu a descoberta dos escultores gregos de elevar os cantos dos lábios e dos olhos, produzindo um efeito de alegria na fisionomia da personagem. As figuras femininas, porém, raramente seriam representadas nuas na arte grega. Museu da Acrópole, Atenas (Grécia) 15

5 3 O despertar da arte grega e a pólis Os antigos gregos não tinham obsessão da vida após a morte, mas preocupavam-se com o conforto de sua existência terrena e sempre buscavam imortalizar suas próprias ações e crenças por meio da arte. Essa valorização do humanismo e do tempo presente foi o alicerce para o desenvolvimento do pensamento grego clássico, o qual iria inspirar a civilização ocidental, tal qual a conhecemos hoje. A organização e o fortalecimento das cidades-estado gregas, as pólis, facilitaram esse desenvolvimento, e a cidade de Atenas é um caso emblemático, cujo papel é incomparável na história da evolução das formas artísticas dessa civilização. Ao longo dos séculos, muitos escritores e estudiosos têm atribuído o alto grau de desenvolvimento da arte e da arquitetura na Grécia Antiga, sobretudo seu período clássico ateniense, ao clima favorável que reinava na península e à beleza incomparável de seus habitantes. Esse nível de perfeição também era associado ao equilíbrio político e social alcançado na pólis, após a instituição da democracia ateniense. É certo que, a partir de 480 a.c., com a vitória dos gregos sobre os persas e a posição de supremacia alcançada por Atenas entre os povos gregos, a cidade se destaca. Seu momento de ouro, porém, aconteceria durante o governo de Péricles, a partir dos anos 460 a.c. Péricles foi responsável pelo projeto mais ambicioso da história da Grécia Antiga: a reconstrução da Acrópole, um dos maiores símbolos da superioridade ateniense. Durante esse período, Atenas tornou-se o berço de uma das maiores revoluções que a história da arte já registrou, com sinais evidentes na arquitetura, tanto quanto nas obras pictóricas e escultóricas. Sua principal manifestação é a descoberta das formas naturais e do escorço. O governo democrático instalado em Atenas deu continuidade, em certo sentido, ao mecenato estatal já atuante desde o período arcaico, quando os chamados tiranos, governantes dos diversos reinos gregos, investiam na construção de monumentos e encomendas de obras de arte. Algumas mudanças, porém, serão emblemáticas dessa nova fase da arte grega: as descobertas que revolucionaram a representação pictórica, a formulação de um vocabulário arquitetônico clássico e, finalmente, uma nova concepção a respeito da arte e do papel do artista na sociedade. A partir daí, percebemos que os artistas e o público passam a reconhecer o valor artístico das obras, e não apenas sua adequação às funções a que estavam destinadas. A arte torna-se, então, um assunto de debates entre os filósofos e gregos educados em geral, dando início à tradição de escritos sobre arte, base de toda a historiografia artística ocidental. Inaugurando o clássico No plano da representação, os artistas gregos da fase clássica, situada cronologicamente entre 480 e 330 a.c., vão desenvolver maneiras de alcançar uma representação ideal da forma humana. Partindo da observação da realidade, o objetivo será alcançar o belo ideal por meio de fórmulas e regras geométricas que evitassem o supérfluo, mantendo apenas o essencial de cada forma. A intenção, portanto, não era representar a realidade tal qual ela se apresentava aos seus olhos, mas criar, a partir dela, uma forma ideal. Acrópole: o termo designa a área sagrada da cidade grega, erguida em seus pontos mais altos e onde estão concentrados os santuários para o culto às divindades. Contrapunha-se à ágora, parte baixa da cidade, onde se desenrolava a vida cotidiana social, mercantil e política. Escorço: forma de representar a figura humana ou qualquer objeto, lançando mão das leis da perspectiva. O objetivo dessa técnica é criar a impressão de tridimensionalidade da figura. Figura 6 Cópia romana do Doríforo, de Policleto (mármore, c. 450 a.c.). Policleto alcançou equilíbrio e ritmo em suas esculturas. Grande estudioso da anatomia humana, elaborou um conjunto de regras de proporções com base na relação entre as diversas partes do corpo. O Doríforo resulta da aplicação dessas regras, cujo ritmo sugerido pela inclinação da cabeça e pela flexão da perna não compromete a tranquilidade da figura. A linha levemente sinuosa que percorre a escultura verticalmente equilibra-se com as curtas horizontais, que garantem a proporção entre suas diferentes partes. bip 16

6 Urban/British Museum, Londres (Inglaterra) Figura 7 Fragmento do friso norte do Partenon, c a.c., oficina de Fídias. A partir do século V a.c., os artistas gregos pretendiam demonstrar o domínio sobre o movimento, resultando numa arte que podia não se preocupar com a representação de todos os elementos de uma cena, como faziam os egípcios, mas selecionar um ponto de vista e, a partir dele, compor a cena. Como se pode perceber neste relevo, a naturalidade da composição obriga o escultor a sobrepor imagens, a omitir determinados aspectos e ângulos dos elementos, para garantir o aspecto real da cena. Para alcançar esse resultado, os artistas buscaram romper com o rigor egípcio e valorizar o naturalismo em suas obras. Podemos dizer que o artista grego desistiu de fazer com que sua obra fosse uma síntese de tudo o que existia, com todos os objetos claramente representados, em suas formas mais características. Ao contrário, o artista grego permitia- -se a liberdade de escolher o que iria privilegiar em sua representação, assumindo um ponto de vista a partir do qual realizaria sua composição. Seria incorreto, porém, afirmar que a escultura grega clássica nada manteve das antigas regras. Muito de sua grandeza e força se deve à observância das antigas fórmulas de representação, sobretudo quanto à clareza didática das partes do corpo humano. A diferença, no entanto, estava em que, para os gregos, essas regras não significavam proibição à sua liberdade. A exigência de se evidenciar a estrutura do corpo, por exemplo, levou os artistas gregos a estudar a anatomia humana, alcançando um nível que nos permite imaginar os movimentos dos ossos e músculos sob a roupagem das figuras. A linguagem clássica, como se vê, manifesta esse equilíbrio entre a adesão às regras e a liberdade de criação dentro dessas mesmas regras. A partir do século V a.c., percebemos o domínio total da perspectiva, do movimento e do escorço, elementos que o artista grego controlava, de acordo com suas próprias intenções e expectativas. Esta é mais uma característica do período: os artistas não se prendiam às regras já estabelecidas, buscando soluções pessoais e, muitas vezes, contrárias àquelas impostas por seus contemporâneos. Um caso emblemático desse embate é o que opõe os escultores Praxíteles e Lísipo, ambos atuantes no século IV a.c. Praxíteles criou o tipo antiatlético, alcançando grande naturalismo e leveza em suas figuras de deusas e deuses. Introduziu na escultura grega um conceito mais sensual da beleza física, obras hoje apreciadas em cópias romanas, importantes referências dessa liberdade defendida pelo escultor, em nome de uma escultura que rompesse com a impressão de rigidez e falta de vitalidade. Tal liberdade, porém, parece não ter agradado a Lísipo, que condenava, 17

7 Marie-Lan Nguyen/Museo Pio-Clementino, Roma (Itália) National Museum of Rome, Roma (Itália) A B C especialmente, a displicência e indolência das formas adotadas por Praxíteles. Suas esculturas resultam de uma grande investigação sobre o movimento e sobre a figura articulada no espaço. Ainda que suas regras sejam mais livres em relação às de Policleto, Lísipo manteve a articulação centralizada das diferentes partes do corpo humano. A progressiva aproximação da realidade não significou que os artistas houvessem desistido de buscar a expressão dos valores universais de perfeição e beleza. Por isso, mais do que pensar em uma cópia da aparência real dos objetos e figuras humanas, é preciso considerar a noção de verossimilhança. A famosa escultura do Discóbolo de Míron permite entender a questão. Apesar de o original ter se perdido, várias cópias dessa obra podem nos dar uma ideia do cuidado de Míron ao representar o movimento do atleta no momento de lançar o disco. Como vimos, o domínio do movimento faz parte das conquistas da arte clássica grega, possível a partir de uma série de outras descobertas, tais como a representação em escorço e o estudo aprofundado do corpo humano. Por isso temos essa impressão de um realismo absoluto ao admirar o Discóbolo, que se confunde com a própria realidade observe o cuidado de Míron ao representar o movimento do atleta no momento de lançar o disco. Somos levados a crer que qualquer atleta, para lançar um disco, deve se colocar nessa posição. A escultura de Míron seria, assim, um modelo universal; no entanto, algumas considerações devem ser feitas. A primeira delas chama atenção sobre as permanências das preocupações da estatuária antiga, que faz com que o artista mostre o corpo do atleta segundo os planos visuais mais característicos de suas partes: o tronco em vista frontal, braços e pernas, em vista lateral. No entanto, em vez de adotar essas regras de maneira esquemática e rígida, Míron usou um modelo para compor a cena e adaptou-a livremente para obter a sensação do corpo em movimento, sem perder a clareza da composição. Por isso, não se deve considerar se o movimento do Discóbolo é o mais adequado para quem deseja aprender a lançar um disco, mas que, ao combinar regras antigas e novos procedimentos, Míron alcançou a perfeita representação do movimento, ideal das obras de arte gregas. A partir do século V a.c., portanto, podemos afirmar que uma verdadeira revolução aconteceu no mundo da arte, traduzida pelo apego dos gregos à realidade, ao humanismo e à razão. Desde então, a tradição artística e o pensamento ocidentais têm recuperado, de tempos em tempos, a herança dessa revolução e seus resultados, adaptando-a aos seus próprios interesses, necessidades e condições. Staaltliche Atikensammlungen UndGlyptothek, Munique (Alemanha) Figura 8 (A) Afrodite, deusa do amor e da beleza, aparece pela primeira vez nua, em um trabalho de Praxíteles. O que vemos é uma das muitas cópias existentes dessa escultura, mas podemos bem perceber o ritmo imposto pelo escultor à figura da deusa. O mesmo ocorre com Hermes, submetido a uma pose sinuosa, descentrada em relação ao eixo vertical. O naturalismo perseguido por Praxíteles causa instabilidade na figura, que precisa de um apoio para compensá-la. (B) As preocupações de Lísipo estão claramente traduzidas nessa escultura: articulação da figura com o espaço (destaque para os braços projetados para a frente), equilíbrio garantido pelo pé esquerdo firmemente apoiado no chão, e o corpo que se articula mais livremente em relação ao eixo central da figura. As pernas, mais longas que o tronco, produzem um efeito geral de elegância e esbelteza. (C) Discóbolo, de Míron (cópia romana em mármore, século V a.c.). 18

8 ATIVIDADES 1 Explique a revolução ocorrida na arte grega, a partir do século V a.c. 2 (UFMS) Sobre a arte grega, assinale a alternativa correta. a) A estatuária grega representa os mais baixos padrões técnicos e estéticos já atingidos pelo homem. b) As pinturas dos vasos gregos representavam apenas pessoas mortas. c) No período arcaico, os gregos começaram a esculpir, em mármore, grandes figuras de homens. d) A característica mais evidente dos templos gregos é a assimetria entre o pórtico de entrada e as janelas. e) Os principais monumentos da arquitetura grega são os templos, as praças e os aquedutos. Exercícios complementares 3 (U. F. São Carlos-SP) Há muitas maravilhas, mas nenhuma é / tão maravilhosa quanto o homem. / [ ] / Soube aprender sozinho a usar a fala / e o pensamento mais veloz que o vento / e as leis que disciplinam as cidades, / e a proteger-se das nevascas gélidas, / duras de suportar a céu aberto [ ] SÓFOCLES. Antígona. Tradução de Mário da Gama Kury. Rio de Janeiro: Zahar, p O fragmento transcrito, apresentação do Coro de Antígona, drama trágico de autoria de Sófocles, manifesta uma perspectiva típica da época em que os gregos clássicos: a) enalteciam os deuses como o centro do Universo e submetiam-se a impérios centralizados. b) criaram sistemas filosóficos complexos e opuseram-se à escravidão, combatendo-a. c) construíram monumentos, considerando a dimensão humana, e dividiram-se em cidades-estados. d) proibiram a representação dos deuses do Olimpo e entraram em guerra contra a cidade de Troia. e) elaboraram obras de arte monumentais e evitaram as rivalidades e as guerras entre cidades. 4 Desenvolva uma ideia relacionada a cada um dos itens seguintes, sobre o despertar da arte grega. a) arte e cidade-estado; b) naturalismo; c) humanismo. 5 Segundo o filósofo Sócrates, os artistas deveriam, em suas obras, representar a grande atividade da alma, observando como os sentimentos afetam o corpo em ação. Qual das alternativas a seguir indica a maneira como os artistas gregos atenderam à demanda do filósofo? a) Mantendo-se fiéis às formas de representação egípcias. b) Representando o corpo humano de maneira naturalista. c) Respeitando regras e métodos de representação. d) Representando apenas os rostos das figuras, para enfatizar a fisionomia. e) Inserindo textos explicativos nas imagens. Vá em frente Leia BENDALA, Manuel. Saber ver a arte grega. São Paulo: Martins Fontes. Volume que expõe, em linguagem simples e agradável, detalhes a respeito da organização histórica e das atividades artísticas e arquitetônicas na Grécia Antiga. Acesse (acesso em 10 mar. 2011) Site oficial do Museu da Acrópole, em Atenas, que disponibiliza imagens de seu acervo, com obras oriundas dos templos da Acrópole. (acesso em 10 mar. 2011) Site oficial do Museu Nacional Arqueológico de Atenas, Grécia. Considerado um dos maiores museus do mundo com acervo de arte grega antiga. Nele podemos acessar, também, obras de arte de outras civilizações antigas, como a arte micênica. 19

Arte 1º. Ano do Ensino Médio. Linha do Tempo da História da Arte (Períodos/ Movimentos Artísticos/ Contexto Histórico).

Arte 1º. Ano do Ensino Médio. Linha do Tempo da História da Arte (Períodos/ Movimentos Artísticos/ Contexto Histórico). Arte 1º. Ano do Ensino Médio 1º. Trimestre - Conteúdo Avaliativo: Linha do Tempo da História da Arte (Períodos/ Movimentos Artísticos/ Contexto Histórico). Períodos Artísticos: Pré-História/Idade Antiga

Leia mais

A arte na Grécia. Capítulo 3

A arte na Grécia. Capítulo 3 A arte na Grécia Capítulo 3 Por volta do século X a. C, os habitantes da Grécia continental e das ilhas do mar Egeu formavam pequenas comunidades, distantes umas das outras, e falavam diversos dialetos.

Leia mais

1º Ano Artes 4ª Aula 2015 Prof. Juventino

1º Ano Artes 4ª Aula 2015 Prof. Juventino 1º Ano Artes 4ª Aula 2015 Prof. Juventino Contrapondo-se a Egípcia vida pósmortem. Arte grega fundamenta-se na inteligência Os governantes não eram deuses, mas seres mortais Usavam a razão e o senso de

Leia mais

ARTE PROTO-GREGA, GREGA E HELENÍSTICA

ARTE PROTO-GREGA, GREGA E HELENÍSTICA ARTE PROTO-GREGA, GREGA E HELENÍSTICA Arte Proto-Grega A arte Proto-Grega também é conhecida como Creto-Micênica. Na Ilha de Creta, no Mar Egeu, desenvolveu-se uma civilização que deixou como principal

Leia mais

Antiguidade Clássica: Grécia

Antiguidade Clássica: Grécia Antiguidade Clássica: Grécia Localização Localização Localização Período Creto-Micênico (XX a. C. XII a. C) Pinturas no palácio de Cnossos em Micenas Período Creto-Micênico (XX a. C. XII a. C) Escrita

Leia mais

ARTE NA GRÉCIA: Arcaico, Clássico e Helenístico. Professora: Grasiela Morais.

ARTE NA GRÉCIA: Arcaico, Clássico e Helenístico. Professora: Grasiela Morais. ARTE NA GRÉCIA: Arcaico, Clássico e Helenístico. Professora: Grasiela Morais. ARTE NA GRÉCIA: Arcaico, Clássico e Helenístico. A arte e a arquitetura gregas de 750 a. C. até o surgimento dos romanos tiveram

Leia mais

ARTES AVALIAÇÃO. Aula 3.2 - AVALIAÇÃO

ARTES AVALIAÇÃO. Aula 3.2 - AVALIAÇÃO Aula 3.2-2 1. A Anunciação é uma das obras mais conhecidas de Leonardo da Vinci. Feita por volta do ano de 1472, ela retrata uma das cenas bíblicas mais famosas de todos os tempos. Escreva nas linhas abaixo

Leia mais

ARTE PRÉ-HISTÓRICA. IDADE DOS METAISaproximadamente 5.000 a 3.500 a.c. aparecimento de metalurgia; invenção da roda;

ARTE PRÉ-HISTÓRICA. IDADE DOS METAISaproximadamente 5.000 a 3.500 a.c. aparecimento de metalurgia; invenção da roda; ARTE PRÉ-HISTÓRICA PALEOLÍTICO INFERIOR aproximadamente 5.000.000 a 25.000 a.c.; controle do fogo; e instrumentos de pedra e pedra lascada, madeira e ossos: facas, machados. PALEOLÍTICO SUPERIOR instrumentos

Leia mais

De Creta a Micenas. As Origens do Mundo Grego

De Creta a Micenas. As Origens do Mundo Grego De Creta a Micenas As Origens do Mundo Grego 1 O início da História Entre os séculos XX a.c. e XVI a.c., floresceu em Creta, a maior ilha do Mediterrâneo, uma brilhante civilização, que influenciou a desenvolvida

Leia mais

Arte Pré Histórica Bisão da Gruta de Altamira Bisão da Gruta de Altamira Réplica Museu Arqueológico Nacional da Espanha Espanha

Arte Pré Histórica Bisão da Gruta de Altamira Bisão da Gruta de Altamira Réplica Museu Arqueológico Nacional da Espanha Espanha Estes textos são produzidos sob patrocínio do Departamento Cultural da Clínica Naturale.Direitos são reservados. A publicação e redistribuição de qualquer conteúdo é proibida sem prévio consentimento.

Leia mais

Panorama dos pré-socráticos ao helenismo

Panorama dos pré-socráticos ao helenismo Panorama dos pré-socráticos ao helenismo Heidi Strecker* A filosofia é um saber específico e tem uma história que já dura mais de 2.500 anos. A filosofia nasceu na Grécia antiga - costumamos dizer - com

Leia mais

LEGADOS / CONTRIBUIÇÕES. Democracia Cidadão democracia direta Olimpíadas Ideal de beleza Filosofia História Matemática

LEGADOS / CONTRIBUIÇÕES. Democracia Cidadão democracia direta Olimpíadas Ideal de beleza Filosofia História Matemática LEGADOS / CONTRIBUIÇÕES Democracia Cidadão democracia direta Olimpíadas Ideal de beleza Filosofia História Matemática GEOGRAFIA, ECONOMIA E POLÍTICA Terreno montanhoso Comércio marítimo Cidades-estado

Leia mais

As famílias no Antigo Egipto; As famílias no Império romano.

As famílias no Antigo Egipto; As famílias no Império romano. Trabalho realizado por: Luís Bernardo nº 100 8ºC Gonçalo Baptista nº 275 8ºC Luís Guilherme nº 358 8ºC Miguel Joaquim nº 436 8ºC Índice; Introdução; As famílias no Antigo Egipto; As famílias no Império

Leia mais

História da Arte - Linha do Tempo

História da Arte - Linha do Tempo História da Arte - Linha do Tempo PRÉ- HISTÓRIA (1000000 A 3600 a.c.) Primeiras manifestações artísticas. Pinturas e gravuras encontradas nas paredes das cavernas. Sangue de animais, saliva, fragmentos

Leia mais

DATA: 18/12/2015 VALOR: 20,0 Pontos NOTA: RELAÇÃO DOCONTEÚDO PARA A RECUPERAÇÃO FINAL

DATA: 18/12/2015 VALOR: 20,0 Pontos NOTA: RELAÇÃO DOCONTEÚDO PARA A RECUPERAÇÃO FINAL DISCIPLINA: ARTE PROFESSORA: Cristiana de Souza DATA: 18/12/2015 VALOR: 20,0 Pontos NOTA: TRABALHO DE RECUPERAÇÃO FINAL SÉRIE: 6º ANO TURMA: ALUNO (A): RELAÇÃO DOCONTEÚDO PARA A RECUPERAÇÃO FINAL Nº: 01.

Leia mais

A CIVILIZAÇÃO CLÁSSICA: GRÉCIA. Profº Alexandre Goicochea História

A CIVILIZAÇÃO CLÁSSICA: GRÉCIA. Profº Alexandre Goicochea História A CIVILIZAÇÃO CLÁSSICA: GRÉCIA Profº Alexandre Goicochea História ORIGENS O mundo grego antigo ocupava além da Grécia, a parte sul da península Balcânica, as ilhas do mar Egeu, a costa da Ásia Menor, o

Leia mais

Coleguium -3ºEM 1ª etapa

Coleguium -3ºEM 1ª etapa Coleguium -3ºEM 1ª etapa CIVILIZAÇÃO EGÍPCIA: - Desenvolvida às margens do Nilo, na África; - Organização social complexa e rica em realizações culturais; - Escrita bem estruturada; Hieróglifos na parede

Leia mais

A História da Grécia Antiga se estende do século XX a.c. até o século II a.c. quando a região foi conquistada pelos romanos.

A História da Grécia Antiga se estende do século XX a.c. até o século II a.c. quando a região foi conquistada pelos romanos. HISTÓRIA ANTIGA Grécia I - formação Situada no sul da Europa (Península balcânica), numa região de relevo acidentado e um arquipélago no Mar Egeu, a Grécia foi palco de uma civilização que se desenvolveu

Leia mais

A arquitectura era para os gregos a ciência do número, do ritmo e da harmonia

A arquitectura era para os gregos a ciência do número, do ritmo e da harmonia 1 ARQUITECTURA A arquitectura era para os gregos a ciência do número, do ritmo e da harmonia A arquitectura é considerada uma das mais bela e importante arquitectura da humanidade que influenciou e inspirou

Leia mais

Introdução. Localização

Introdução. Localização Introdução A civilização grega surgiu entre os mares Egeu, Jônico e Mediterrâneo, por volta de 2000 AC. Formou-se após a migração de tribos nómadas de origem indo-europeia, como, por exemplo, aqueus, jônios,

Leia mais

História da Arte. Exercícios de Sala de Aula

História da Arte. Exercícios de Sala de Aula História da Arte Exercícios de Sala de Aula A arte é um conjunto de procedimentos que são utilizados para realizar obras, e no qual aplicamos nossos conhecimentos. Apresenta-se sob variadas formas como:

Leia mais

CURSO DE HISTÓRIA GRÉCIA ANTIGA. Professor Sebastião Abiceu 6º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG

CURSO DE HISTÓRIA GRÉCIA ANTIGA. Professor Sebastião Abiceu 6º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG CURSO DE HISTÓRIA GRÉCIA ANTIGA Professor Sebastião Abiceu 6º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG LOCALIZAÇÃO E POVOAMENTO A Grécia antiga localizava-se em sua maior parte do sudeste da Europa

Leia mais

Colégio Pedro II Departamento de Desenho e Artes Visuais

Colégio Pedro II Departamento de Desenho e Artes Visuais Colégio Pedro II Departamento de Desenho e Campus São Cristóvão II Coordenador pedagógico de Disciplina: Shannon Botelho 7º ano. TURMA: NOME: nº ARTE PÁLEO-CRISTÃ OU DAS CATACUMBAS Surgiu com os primeiros

Leia mais

EXERCÍCIOS SOBRE RENASCIMENTO

EXERCÍCIOS SOBRE RENASCIMENTO EXERCÍCIOS SOBRE RENASCIMENTO TEXTO O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européia que se desenvolveu entre 1300 e 1650. Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse

Leia mais

Lista de Exercícios:

Lista de Exercícios: PROFESSOR(A): Ero AVALIAÇÃO RECUPERAÇÃO DATA DA REALIZAÇÃO ROTEIRO DA AVALIAÇÃO 2ª ETAPA AVALIAÇÃO RECUPERAÇÃO DISCIPLINA: HISTÓRIA ANO: 6º CONTÉUDOS ABORDADOS Cap. 4: o mundo grego todos os temas Cap

Leia mais

Século XIX na Europa as inovações na arte. Predomínio do neoclassicismo ou academicismo

Século XIX na Europa as inovações na arte. Predomínio do neoclassicismo ou academicismo Século XIX na Europa as inovações na arte { Predomínio do neoclassicismo ou academicismo ANTIGUIDADE CLÁSSICA IDADE MÉDIA NEOCLASSICISMO OU ACADEMICISMO ROMANTISMO RENASCIMENTO BARROCO ROCOCÓ NEOCLÁSSICO

Leia mais

Arte da Grécia Antiga

Arte da Grécia Antiga Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes História e Cultura das Artes Ano Lectivo 2007/08 - Módulo 1 A Cultura da Ágora Arte da Grécia Antiga Vaso grego, 500-490 a.c., Louvre, Paris. Introdução

Leia mais

DAS ARTES. 1º semestre / 2012. Aula 4. Prof. a M. a Marcela Provinciatto Siscão. masiscao@hotmail.com

DAS ARTES. 1º semestre / 2012. Aula 4. Prof. a M. a Marcela Provinciatto Siscão. masiscao@hotmail.com ESTÉTICA TICA E HISTÓRIA DAS ARTES 1º semestre / 2012 Aula 4 Prof. a M. a Marcela Provinciatto Siscão masiscao@hotmail.com 1 ANTIGUIDADE OCIDENTAL ARTE ANTIGA: ROMANA 2 Roma Antiga Extensão máxima território

Leia mais

Disciplina:História Professora: Andréa Alexandre

Disciplina:História Professora: Andréa Alexandre Disciplina:História Professora: Andréa Alexandre Montanhas e costas marítimas; Mar Mediterrâneo, Mar Egeo e Mar Jônico. Costa bastante recortada com 80% de montanhas; Grande numero de Ilhas; Formação

Leia mais

A CIDADE-ESTADO ESTADO GREGA ORIGEM DAS PÓLIS GREGAS Causas geomorfológicas A Grécia apresenta as seguintes características: - Território muito montanhoso; na Antiguidade, as montanhas estavam cobertas

Leia mais

BARROCO BRASILEIRO séc. XVIII - XIX

BARROCO BRASILEIRO séc. XVIII - XIX Campus São Cristóvão II Coordenador pedagógico de disciplina: Shannon Botelho 8º ano. TURMA: NOME: nº BARROCO BRASILEIRO séc. XVIII - XIX O barroco brasileiro desenvolve-se principalmente em Minas Gerais,

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO HISTÓRIA FUNDAMENTAL 5 CEEJA MAX DADÁ GALLIZZI PRAIA GRANDE - SP ROTEIRO DA UNIDADE 05 FINALIDADE: Com esta UE você terminará de estudar

Leia mais

2014/2015. História da Cultura e das Artes ESCOLA SECUNDÁRIA DE AMORA. Curso Profissional de Técnico de Turismo 2º Ano

2014/2015. História da Cultura e das Artes ESCOLA SECUNDÁRIA DE AMORA. Curso Profissional de Técnico de Turismo 2º Ano . ESCOLA SECUNDÁRIA DE AMORA História da Cultura e das Artes Curso Profissional de Técnico de Turismo 2º Ano Planificação a Médio e Longo Prazo 2014/2015 1 -FINALIDADES DA DISCIPLINA: Preservar e cultural;

Leia mais

Paletas. Episódio: Pintado por Eufrônio. Palavras-chave Arte grega, cerâmica, mitologia grega, utensílios.

Paletas. Episódio: Pintado por Eufrônio. Palavras-chave Arte grega, cerâmica, mitologia grega, utensílios. Paletas Episódio: Pintado por Eufrônio Resumo Este episódio, de Paletas, aborda a análise de um antigo utensílio cerâmico grego, produzido e pintado por volta dos anos 515-510 a.c, chamado Cratera de Héracles

Leia mais

Cópia autorizada. II

Cópia autorizada. II II Sugestões de avaliação História 6 o ano Unidade 6 5 Unidade 6 Nome: Data: 1. Observe o mapa e responda às questões. A GRÉCIA NO SÉCULO VIII A.C. MAR JÔNICO ILÍRIA ÉPIRO ETÓLIA MACEDÔNIA TESSÁLIA CALCÍDIA

Leia mais

SÉRIE 10: Cenários. para olhar. pensar, imaginar... e fazer. Coliseu construído entre 70 e 80 a.c. Roma, Itália.

SÉRIE 10: Cenários. para olhar. pensar, imaginar... e fazer. Coliseu construído entre 70 e 80 a.c. Roma, Itália. Esta ficha é parte integrante dos materiais de Arteteca:lendo imagens, do Programa Endesa Brasil de Educação e Cultura (PRONAC 09-7945). 41 para olhar pensar, imaginar... e fazer The Bridgeman Art Library

Leia mais

Antropocentrismo (do grego anthropos, "humano"; e kentron, "centro") é uma concepção que considera que a humanidade deve permanecer no centro do

Antropocentrismo (do grego anthropos, humano; e kentron, centro) é uma concepção que considera que a humanidade deve permanecer no centro do ARTE GÓTICA A Arte Gótica se desenvolveu na Europa entre os séculos XII e XV e foi uma das mais importantes da Idade Média, junto com a Arte Românica. Ela teve grande influencia do forte Teocentrismo (O

Leia mais

MONARQUIA REPÚBLICA IMPÉRIO Governo de reis Governo de senadores Governo de imperadores 753 a.c. 509 a.c. 27 a.c. 476 d.c.

MONARQUIA REPÚBLICA IMPÉRIO Governo de reis Governo de senadores Governo de imperadores 753 a.c. 509 a.c. 27 a.c. 476 d.c. GUIA DE ESTUDO IMPÉRIO ROMANO e.g. ROMA E O SEU IMPÉRIO NOS SÉCULOS I E II 1. Escreve no mapa: Roma, Atenas, Conímbriga, Cartago, HISPÂNIA, ITÁLIA, GÁLIA, EGITO, ÁFRICA, OCEANO ATLÂNTICO, Mar Mediterrâneo,

Leia mais

Nome: nº. Data: / / Trabalho de recuperação 1º EM Arte Prof. Denise ARTE GREGA. QUESTÃO 01 Sobre a arte feita na Grécia antiga marque a alternativa

Nome: nº. Data: / / Trabalho de recuperação 1º EM Arte Prof. Denise ARTE GREGA. QUESTÃO 01 Sobre a arte feita na Grécia antiga marque a alternativa 1 Nome: nº Data: / / Trabalho de recuperação 1º EM Arte Prof. Denise ARTE GREGA QUESTÃO 01 Sobre a arte feita na Grécia antiga marque a alternativa correta: a- ( ) Os gregos não produziram pinturas. b-

Leia mais

Disciplina:História Professora: Andréa Alexandre

Disciplina:História Professora: Andréa Alexandre Disciplina:História Professora: Andréa Alexandre Cidadania Democracia Filosofia Geometria Teatro Período Pré-Homérico (2800 1100 a. C.) povoamento da Grécia. Período Homérico (1100 800 a. C.) poemas

Leia mais

Ano: 6 Turma:6.1 e 6.2

Ano: 6 Turma:6.1 e 6.2 COLÉGIO NOSSA SENHORA DA PIEDADE Programa de Recuperação Final 3ª Etapa 2014 Disciplina: História Professor (a): Rodrigo Ano: 6 Turma:6.1 e 6.2 Caro aluno, você está recebendo o conteúdo de recuperação.

Leia mais

ARTE NA PRÉ-HISTÓRIA HISTÓRIA DA ARTE. Colégio Einstein. A evolução do conhecimento. Aluno (a): 9º ano: A [ ] B [ ] Professor: Lucas Salomão

ARTE NA PRÉ-HISTÓRIA HISTÓRIA DA ARTE. Colégio Einstein. A evolução do conhecimento. Aluno (a): 9º ano: A [ ] B [ ] Professor: Lucas Salomão HISTÓRIA DA ARTE Aluno (a): Professor: Lucas Salomão Data: / /2015 9º ano: A [ ] B [ ] ARTE NA PRÉ-HISTÓRIA Há milhares de anos os povos antigos já se manifestavam artisticamente. Embora ainda não conhecessem

Leia mais

1 substituição do teto de madeira por abóbadas. 2 grande espessura das paredes,

1 substituição do teto de madeira por abóbadas. 2 grande espessura das paredes, Arte românica é o nome dado ao estilo artístico vigente na Europa entre os séculos XI e XIII. O estilo é visto principalmente nas igrejas católicas construídas após a expansão do cristianismo pela Europa

Leia mais

ARTE PRÉ-COLOMBIANA: nas artes, a arquitetura e a escultura foram dominantes. A pintura e o desenho foram relativamente apagados.

ARTE PRÉ-COLOMBIANA: nas artes, a arquitetura e a escultura foram dominantes. A pintura e o desenho foram relativamente apagados. ARTE PRÉ-COLOMBIANA: nas artes, a arquitetura e a escultura foram dominantes. A pintura e o desenho foram relativamente apagados. Três principais civilizações: Maias; Astecas; Incas. Civilização Maia:

Leia mais

ANTIGUIDADE CLÁSSICA GRÉCIA

ANTIGUIDADE CLÁSSICA GRÉCIA ANTIGUIDADE CLÁSSICA GRÉCIA 1 CARACTERÍSTICAS GERAIS: Território acidentado; Desenvolvimento do comércio e navegação; Descentralização política (Cidade-Estado); Modo de produção escravista; Contribuições

Leia mais

R.: R.: R.: R.: R.: R.: R.:

R.: R.: R.: R.: R.: R.: R.: PROFESSOR: EQUIPE DE HISTÓRIA BANCO DE QUESTÕES - HISTÓRIA - 6º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================== 01- Como o relevo

Leia mais

neoclassicismo Arquitetura Pintura Escultura

neoclassicismo Arquitetura Pintura Escultura neoclassicismo Arquitetura Pintura Escultura A arquitectura neoclássica De acordo com os ideais iluministas, os arquitectos neoclássicos responderam às necessidades do seu tempo com originalidade e engenho,

Leia mais

ALUNO: - ANO - TURMA - DATA \ \ 201. Ficha de Aula de Arte I Trimestre

ALUNO: - ANO - TURMA - DATA \ \ 201. Ficha de Aula de Arte I Trimestre ALUNO: Nº - ANO - TURMA - DATA \ \ 201 Profª Ana Lúcia Leal Ficha de Aula de Arte I Trimestre Arte no Antigo Egito Uma das principais civilizações da Antiguidade foi a que se desenvolveu no Egito. Era

Leia mais

ARTE NO EGITO ANTIGO

ARTE NO EGITO ANTIGO ARTE NO EGITO ANTIGO Ao longo do rio Nilo e principalmente na região norte - o Delta - ; e na região sul dos rios Eufrates e Tigre, desenvolveram-se as primeiras civilizações. No Egito desenvolveu-se um

Leia mais

ARTE PRÉ-HISTÓRICA. IDADE DOS METAISaproximadamente 5.000 a 3.500 a.c. aparecimento de metalurgia; invenção da roda;

ARTE PRÉ-HISTÓRICA. IDADE DOS METAISaproximadamente 5.000 a 3.500 a.c. aparecimento de metalurgia; invenção da roda; ARTE PRÉ-HISTÓRICA PALEOLÍTICO INFERIOR aproximadamente 5.000.000 a 25.000 a.c.; controle do fogo; e instrumentos de pedra e pedra lascada, madeira e ossos: facas, machados. PALEOLÍTICO SUPERIOR instrumentos

Leia mais

ALUNO: - ANO - TURMA - DATA \ \ 201. Ficha de Aula de Arte I Trimestre

ALUNO: - ANO - TURMA - DATA \ \ 201. Ficha de Aula de Arte I Trimestre ALUNO: Nº - ANO - TURMA - DATA \ \ 201 Profª Ana Lúcia Leal Ficha de Aula de Arte I Trimestre Arte no Antigo Egito Uma das principais civilizações da Antiguidade foi a que se desenvolveu no Egito. Era

Leia mais

Arquitetura: do repertório à prática

Arquitetura: do repertório à prática Arquitetura: do repertório à prática Arquiteto: - tecton, em grego, designava um artífice ligado à construção de objetos por junção de peças; - arqui, prefixo que indica superioridade. Arquitetura: Aurélio:

Leia mais

O RENASCIMENTO FOI UM MOVIMENTO CULTURAL, OCORRIDO NO INÍCIO DA IDADE MODERNA E QUE FEZ RENASCER A CULTURA GRECO-ROMANA

O RENASCIMENTO FOI UM MOVIMENTO CULTURAL, OCORRIDO NO INÍCIO DA IDADE MODERNA E QUE FEZ RENASCER A CULTURA GRECO-ROMANA O RENASCIMENTO FOI UM MOVIMENTO CULTURAL, OCORRIDO NO INÍCIO DA IDADE MODERNA E QUE FEZ RENASCER A CULTURA GRECO-ROMANA IDADE ANTIGA CULTURA GRECO-ROMANA ANTROPOCÊNTRICA ANTROPO = Homem CÊNTRICA = centro

Leia mais

O que é História? A história é uma ciência que investiga o passado para poder compreender melhor o presente.

O que é História? A história é uma ciência que investiga o passado para poder compreender melhor o presente. EXERCÍCIOS DE REVISÃO COM RESPOSTAS PARA O EXAME FINAL HISTÓRIA 5ª SÉRIE O que é História? A história é uma ciência que investiga o passado para poder compreender melhor o presente. Existem muitas fontes

Leia mais

(professora Elisabete eguerato@globo.com) A MATEMÁTICA NA CHINA NOS DIFERENTES PERÍODOS

(professora Elisabete eguerato@globo.com) A MATEMÁTICA NA CHINA NOS DIFERENTES PERÍODOS (professora Elisabete eguerato@globo.com) A MATEMÁTICA NA CHINA NOS DIFERENTES PERÍODOS A HISTÓRIA CHINESA De 2000 a 600 a.c. China Antiga De 600 a.c. a 221 d.c. China Clássica De 221 a 1911 China Imperial

Leia mais

Grécia Antiga. Profº Paulo Henrique

Grécia Antiga. Profº Paulo Henrique Grécia Antiga Profº Paulo Henrique Periodização Período pré-homérico (2800 1100 a.c.): povoamento da Grécia. Período homérico (1100 800 a.c): poemas Ilíada e Odisséia. Período arcaico (800 500 a.c) : formação

Leia mais

O Barroco no Brasil. Capitulo 11

O Barroco no Brasil. Capitulo 11 O Barroco no Brasil Capitulo 11 O Barroco no Brasil se desenvolveu do século XVIII ao início do século XIX, época em que na Europa esse estilo já havia sido abandonado. Um só Brasil, vários Barrocos O

Leia mais

Crise no Império Romano. Capítulo 6

Crise no Império Romano. Capítulo 6 Crise no Império Romano Capítulo 6 A falta de escravos leva ao aparecimento do sistema do colonato. Corte nas verbas do exército, gera revolta e briga entre os generais. Os generais passam a não obedecer

Leia mais

A ARTE EGÍPCIA. Desde sempre, o Egipto, como pais e como cultura, tem exercido um intenso fascínio e sedução.

A ARTE EGÍPCIA. Desde sempre, o Egipto, como pais e como cultura, tem exercido um intenso fascínio e sedução. CONTEXTO HISTORICO-CULTURAL Desde sempre, o Egipto, como pais e como cultura, tem exercido um intenso fascínio e sedução. Já os Gregos, como nos contam Heródoto, na sua História, o estudaram; os Persas,

Leia mais

MUSEU DA CIDADE OCA RECEBE A MAIOR EXPOSIÇÃO JÁ REALIZADA SOBRE A CIVILIZAÇÃO MAIA

MUSEU DA CIDADE OCA RECEBE A MAIOR EXPOSIÇÃO JÁ REALIZADA SOBRE A CIVILIZAÇÃO MAIA MUSEU DA CIDADE OCA RECEBE A MAIOR EXPOSIÇÃO JÁ REALIZADA SOBRE A CIVILIZAÇÃO MAIA Mayas: revelação de um tempo sem fim reúne pela primeira vez mais de 380 objetos e homenageia esta civilização em todo

Leia mais

Currículo Referência em Artes Visuais Ensino Médio

Currículo Referência em Artes Visuais Ensino Médio Currículo Referência em Artes Visuais Ensino Médio 1º ANO - ENSINO MÉDIO Objetivos Conteúdos Expectativas - Conhecer a área de abrangência profissional da arte e suas características; - Reconhecer e valorizar

Leia mais

Civilização Egéia antes de 1600 a.c. Grécia Micênicac. 1600-1200 a.c. Idade das Trevasc. 1200-800 a.c. Grécia Antiga776-323 a.c.

Civilização Egéia antes de 1600 a.c. Grécia Micênicac. 1600-1200 a.c. Idade das Trevasc. 1200-800 a.c. Grécia Antiga776-323 a.c. Civilização Egéia antes de 1600 a.c. Grécia Micênicac. 1600-1200 a.c. Idade das Trevasc. 1200-800 a.c. Grécia Antiga776-323 a.c. Período Helenístico323 a.c.-146 a.c. Período Greco-Romano146 a.c.-330 AD

Leia mais

ALEXA X NDR D E, E O G RANDE D

ALEXA X NDR D E, E O G RANDE D ALEXANDRE, O GRANDE A Macedônia é um país nos Balcãs, leste da Europa, que faz fronteira com a Grécia, Sérvia,Albânia e Bulgária. Foi anexada à Iugoslávia e no século XX, tornou-se independente LOCALIZAÇÃO

Leia mais

Planificação Anual ANO LECTIVO - 2010/ 2011 COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS TEMA(S) / CONTEÚDOS AVALIAÇÃO CALENDARIZAÇÃO

Planificação Anual ANO LECTIVO - 2010/ 2011 COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS TEMA(S) / CONTEÚDOS AVALIAÇÃO CALENDARIZAÇÃO ANO LECTIVO - 010/ 011 ÁREA DISCIPLINAR DE HISTÓRIA HISTÓRIA 7º ANO COMPETÊNCIAS GERAIS 1. Tratamento de informação; utilização de fontes;. Compreensão histórica:.1. Temporalidade.. Espacialidade.3. Contextualização

Leia mais

Grécia Antiga II. Cronologia

Grécia Antiga II. Cronologia Grécia Antiga II Cronologia Grécia - Cronologia Período pré-homérico (séc. XX- XII a.c) Migrações dos povos formadores da Grécia Período Homérico (séc. XII- VIII a.c) Genos (comunidades políticas) se estruturam,

Leia mais

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 1ª PROVA PARCIAL DE HISTÓRIA Aluno(a): Nº Ano: 1º Turma: Data: 26/03/2011 Nota: Professora: Élida Valor da Prova: 40 pontos Assinatura do responsável: Orientações

Leia mais

ARTE 1ª série Prof. Alysson

ARTE 1ª série Prof. Alysson ARTE 1ª série Prof. Alysson História contada a partir das Dinastias. Uma das formas mais estáveis de civilização A religiosidade integra toda a vida egípcia, interpretando o universo, justificando sua

Leia mais

1-Em janeiro de 2011, os jornais noticiaram que os protestos contra o governo do Egito poderiam ter um efeito colateral muito sério: a destruição ou

1-Em janeiro de 2011, os jornais noticiaram que os protestos contra o governo do Egito poderiam ter um efeito colateral muito sério: a destruição ou 1-Em janeiro de 2011, os jornais noticiaram que os protestos contra o governo do Egito poderiam ter um efeito colateral muito sério: a destruição ou dano de várias relíquias, obras e sítios arqueológicos

Leia mais

CAPÍTULO: 5 AULAS: 9, 10, 11 e 12 GRÉCIA ANTIGA

CAPÍTULO: 5 AULAS: 9, 10, 11 e 12 GRÉCIA ANTIGA CAPÍTULO: 5 AULAS: 9, 10, 11 e 12 GRÉCIA ANTIGA INTRODUÇÃO Período: 2000 a.c. 146 a.c. Região: Península Balcânica: Solo pobre e montanhoso. Várias ilhas. Uso da navegação. ORIGENS Ilha de Creta. Vida

Leia mais

Centro Educacional Juscelino Kubitschek

Centro Educacional Juscelino Kubitschek Centro Educacional Juscelino Kubitschek ALUNO: N.º: DATA: / / ENSINO: ( x ) Fundamental ( ) Médio SÉRIE: _5ª_ TURMA: TURNO: DISCIPLINA: HISTÓRIA PROFESSOR(A): Equipe de História Roteiro e Lista de recuperação

Leia mais

GRÉCIA. História da Arte Denise Dalle Vedove

GRÉCIA. História da Arte Denise Dalle Vedove GRÉCIA História da Arte Denise Dalle Vedove O EGEU Se navegarmos o delta do Nilo e cruzarmos o Mediterrâneo em direção noroeste, nosso primeiro relance da Europa será a extremidade oriental de Creta. Mais

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA

A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA A IMPORTÂNCIA DAS VIAGENS NA NOSSA VIDA PARA SABERMOS VER MELHOR A VIDA PERCEBERMOS O NOSSO PAPEL NO MUNDO PARA ENTENDERMOS O PRESENTE PARA SABERMOS COMO CHEGAMOS ATÉ AQUI VINDOS

Leia mais

QUESTÃO 04 QUESTÃO 05

QUESTÃO 04 QUESTÃO 05 QUESTÃO 01 Arte abstrata é uma arte: a) que tem a intenção de representar figuras geométricas. b) que não pretende representar figuras ou objetos como realmente são. c) sequencial, como, por exemplo, a

Leia mais

ARTES: A TRANSIÇÃO DO SÉCULO XVIII PARA O SÉCULO XIX

ARTES: A TRANSIÇÃO DO SÉCULO XVIII PARA O SÉCULO XIX ARTES: A TRANSIÇÃO DO SÉCULO XVIII PARA O SÉCULO XIX Neoclassicismo ou Academicismo: * Últimas décadas do século XVIII e primeiras do XIX; * Retoma os princípios da arte da Antiguidade grecoromana; * A

Leia mais

BARROCO. Pintura. 8º Ano Artes 2º bimestre

BARROCO. Pintura. 8º Ano Artes 2º bimestre 8º Ano Artes 2º bimestre BARROCO A arte barroca desenvolveu-se no século XVII, num período muito importante da história da civilização ocidental, pois nele ocorreram mudança que deram nova feição à Europa

Leia mais

HISTÓRIA E TEORIA ARQ. PAISAGISMO E URBANISMO I

HISTÓRIA E TEORIA ARQ. PAISAGISMO E URBANISMO I HISTÓRIA E TEORIA ARQ. PAISAGISMO E URBANISMO I União Educacional do Norte Faculdade Uninorte Professora: Edinete Oliveira Arquiteta e Urbanista Tema: A ignorância da Arquitetura & As várias idades do

Leia mais

Grécia Antiga - Questões de Vestibulares Gabarito *

Grécia Antiga - Questões de Vestibulares Gabarito * Grécia Antiga - Questões de Vestibulares Gabarito * 1. (Fatec) "A cidade-estado era um objeto mais digno de devoção do que os deuses do Olimpo, feitos à imagem de bárbaros humanos. A personalidade humana,

Leia mais

Antiguidade Ocidental (Arte Grega)

Antiguidade Ocidental (Arte Grega) Antiguidade Ocidental (Arte Grega) PERÍODOS ARCAÍCO E CLÁSSICO CIVILIZAÇÃO GREGA - SURGIMENTO No séc. XX a.c., os povos indo-europeus dominaram a região de ilhas correspondentes ao território grego ; Como

Leia mais

Os gregos tinham um clima instável. O meio de comunicação privilegiado dos gregos era o mar, como tal, faziam muito comercio.

Os gregos tinham um clima instável. O meio de comunicação privilegiado dos gregos era o mar, como tal, faziam muito comercio. ATENAS *Cidade-estado: É um território independente, com população própria, com uma forma de governo, deve ser auto-suficiente (ideal de autarcia), com leis próprias, e com um sistema religioso organizado.

Leia mais

Roma Antiga. O mais vasto império da antiguidade; Lendária fundação pelos gêmeos Rômulo e Remo, em 753 a.c.; Roma - centro político do Império;

Roma Antiga. O mais vasto império da antiguidade; Lendária fundação pelos gêmeos Rômulo e Remo, em 753 a.c.; Roma - centro político do Império; ROMA Roma Antiga O mais vasto império da antiguidade; Lendária fundação pelos gêmeos Rômulo e Remo, em 753 a.c.; Roma - centro político do Império; Sua queda, em 476, marca o início da Idade Média. O mito

Leia mais

Idade Antiga GRÉCIA: Dicotomia corpo e mente;

Idade Antiga GRÉCIA: Dicotomia corpo e mente; GRÉCIA ANTIGA Idade Antiga GRÉCIA: Dicotomia corpo e mente; Diferentes classes sociais; Escravos (produção); Aristocratas (representação mostra de superioridade e desenvolvimento para outros povos artes,

Leia mais

História Ilustrada da Arte volume 1. Marcos Faber www.historialivre.com

História Ilustrada da Arte volume 1. Marcos Faber www.historialivre.com História Ilustrada da Arte volume 1 Marcos Faber www.historialivre.com O Renascimento foi um movimento intelectual e cultural que iniciou na Itália, por volta do século XIV, como resultado das relações

Leia mais

Casamento da Virgem, Matias de Arteaga- Barroco espanhol.

Casamento da Virgem, Matias de Arteaga- Barroco espanhol. Apresentação: A pintura escolhida para a leitura analítica intitula-se Casamento da Virgem, de Matias de Arteaga (1633-1703), pintor pertencente ao barroco espanhol. Entre suas obras estão Uma aparição

Leia mais

A arte da Europa Ocidental no início da Idade Média

A arte da Europa Ocidental no início da Idade Média Natal, RN / /2014 ALUNO: Nº SÉRIE/ANO: TURMA: TURNO: 7º D V DISCIPLINA: TIPO DE ATIVIDADE: PROFESSOR (A): HISTÓRIA DA ARTE TEXTO COMPLEMENTAR - III 1º trimestre TATIANE A arte da Europa Ocidental no início

Leia mais

NEJAD EXAME SUPLETIVO 2016 ENSINO FUNDAMENTAL DISCIPLINA DE ARTE

NEJAD EXAME SUPLETIVO 2016 ENSINO FUNDAMENTAL DISCIPLINA DE ARTE NEJAD EXAME SUPLETIVO 2016 ENSINO FUNDAMENTAL DISCIPLINA DE ARTE ARTE RUPESTRE Arte rupestre é o nome da mais antiga representação artística da história do homem. Os mais antigos indícios dessa arte são

Leia mais

INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ IFPR ASSIS CHATEAUBRIAND GRUPO DE PESQUISAS FILOSOFIA, CIÊNCIA E TECNOLOGIAS IF-SOPHIA ASSIS CHATEAUBRIAND

INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ IFPR ASSIS CHATEAUBRIAND GRUPO DE PESQUISAS FILOSOFIA, CIÊNCIA E TECNOLOGIAS IF-SOPHIA ASSIS CHATEAUBRIAND INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ IFPR ASSIS CHATEAUBRIAND GRUPO DE PESQUISAS FILOSOFIA, CIÊNCIA E TECNOLOGIAS IF-SOPHIA ASSIS CHATEAUBRIAND ECONOMIA, SOCIEDADE E RELIGIÃO NA GRÉCIA ANTIGA: O HOMEM GREGO Prof.

Leia mais

aaaa aaaa aaaa aaaa aaaa aaaa aaaa aaaa aaaa aaaa aaaa aaaa aaaa aaa Barroco Barroco Profª Adalgiza

aaaa aaaa aaaa aaaa aaaa aaaa aaaa aaaa aaaa aaaa aaaa aaaa aaaa aaa Barroco Barroco Profª Adalgiza aaa Barroco Origem em Roma no final do século XVI; Disseminado por toda a Europa e, através dos colonizadores espanhóis e portugueses, pelas Américas; Pouco influente nos países protestantes. Suas características

Leia mais

AULA DE HISTÓRIA GRÉCIA ANTIGA 14/09/2009 GRÉCIA. Localização Península Balcânica sudeste da Europa Território Relevo Acidentado 80% montanhoso

AULA DE HISTÓRIA GRÉCIA ANTIGA 14/09/2009 GRÉCIA. Localização Península Balcânica sudeste da Europa Território Relevo Acidentado 80% montanhoso AULA DE HISTÓRIA GRÉCIA ANTIGA GRÉCIA Localização Península Balcânica sudeste da Europa Território Relevo Acidentado 80% montanhoso ASPECTOS GEOGRÁFICOS Povos invasores formada por muitas ilhas a maior

Leia mais

A Idade Média e O Renascimento

A Idade Média e O Renascimento Estes textos são produzidos sob patrocínio do Departamento Cultural da Clínica Naturale.Direitos são reservados. A publicação e redistribuição de qualquer conteúdo é proibida sem prévio consentimento.

Leia mais

- Transição da Idade Média para Idade Moderna

- Transição da Idade Média para Idade Moderna Renascimento - Transição da Idade Média para Idade Moderna - Movimento que começou na Itália por volta do século XV devido ao grande desenvolvimento econômico das cidades italianas (Genova, Veneza, Milão,

Leia mais

Total aulas previstas

Total aulas previstas ESCOLA BÁSICA 2/3 DE MARTIM DE FREITAS Planificação Anual de História do 7º Ano Ano Lectivo 2011/2012 LISTAGEM DE CONTEÚDOS TURMA Tema 1.º Período Unidade Aulas Previas -tas INTRODUÇÃO À HISTÓRIA: DA ORIGEM

Leia mais

Processos de análise. DESENHO A 12º ANO E S Campos de Melo

Processos de análise. DESENHO A 12º ANO E S Campos de Melo Processos de análise DESENHO A 12º ANO E S Campos de Melo Estudos da figura humana Pablo Picasso, Painter and knitting Model, 1927. Proporções e cânones; Tipologias canónicas; A representação gráfica da

Leia mais

Arte Românica e Gótica. 6º Ano 2015 Artes Professor Juventino

Arte Românica e Gótica. 6º Ano 2015 Artes Professor Juventino Arte Românica e Gótica 6º Ano 2015 Artes Professor Juventino Arte Românica O estilo românico germinou, desde o final do século X até XIII. Sua denominação foi dada por arqueólogos do século XIX, quando

Leia mais

PARNAMIRIM - RN. 6º ano Professores: Ricardo Gomes Verbena Ribeiro

PARNAMIRIM - RN. 6º ano Professores: Ricardo Gomes Verbena Ribeiro PARNAMIRIM - RN 6º ano Professores: Ricardo Gomes Verbena Ribeiro 1. CONTEXTO / INTRODUÇÃO Como vimos anteriormente, a Grécia, nada mais é do que o berço da cultura Ocidental, e como tal, nos deixou como

Leia mais

CIVILIZAÇÕES DA ANTIGUIDADE OCIDENTAL GRÉCIA ROMA

CIVILIZAÇÕES DA ANTIGUIDADE OCIDENTAL GRÉCIA ROMA CIVILIZAÇÕES DA ANTIGUIDADE OCIDENTAL GRÉCIA ROMA Atualmente Grécia = capital ATENAS Idioma = Grego Forma de Governo = República Helênica Península Peni = quase Ínsula = ilha Península é uma porção de

Leia mais

Recuperação - 1ª Etapa Ensino Fundamental II

Recuperação - 1ª Etapa Ensino Fundamental II 1 HISTÓRIA 6º ANO ENS. FUNDAMENTAL II PROFESSOR (A): SEBASTIÃO ABICEU NOME: Nº QUESTÃO 01: O que a História estuda? Responda com suas palavras. QUESTÃO 02: O que são fontes históricas? QUESTÃO 03: Dê exemplos

Leia mais

CIVILIZAÇÃO MAIA 1000 a.c. a 1500 d.c.

CIVILIZAÇÃO MAIA 1000 a.c. a 1500 d.c. CIVILIZAÇÃO MAIA 1000 a.c. a 1500 d.c. Os espanhóis que em 1519 chegaram à região do atual México, não puderam esconder seu espanto diante do que viram. Naquela época, muitas histórias sobre fantásticas

Leia mais

1. (1,0) APONTE o nome da região em que foi desenvolvida a civilização grega.

1. (1,0) APONTE o nome da região em que foi desenvolvida a civilização grega. PARA A VALIDADE DO QiD, AS RESPOSTAS DEVEM SER APRESENTADAS EM FOLHA PRÓPRIA, FORNECIDA PELO COLÉGIO, COM DESENVOLVIMENTO E SEMPRE A TINTA. TODAS AS QUESTÕES DE MÚLTIPLA ESCOLHA DEVEM SER JUSTIFICADAS.

Leia mais