APRESENTANDO A HOMEOPATIA

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "APRESENTANDO A HOMEOPATIA"

Transcrição

1 APRESENTANDO A HOMEOPATIA INTRODUÇÃO Podemos dizer, de forma sucinta, que a Homeopatia é o tratamento do doente por meio de um medicamento capaz de produzir em sua experimentação no homem são um conjunto de sintomas com características semelhantes ao conjunto de sintomas característicos do doente. Muito importante, entretanto, é o fato da homeopatia tratar dos doentes e não de suas doenças, embora resultando também na cura de suas doenças. A abrangência, significado, alcance e importância desta questão poderá ser percebida ao longo do desenvolvimento desta apresentação. Vamos primeiro ver as origens do tratamento pela similitude na medicina desde a Grécia antiga: A SIMILITUDE NA MEDICINA NA GRÉCIA ANTIGA O tratamento pelo semelhante - Similia Similibus Curantur - já havia sido citado por Hipócrates, médico que viveu na Grécia antiga, na época de 460 a 377 anos antes de Cristo. Dizia ele que haviam duas formas básicas de tratamento: Cura pelo contrário Contraria Contrariis Curantur ; HIPÓCRATES Cura pelo semelhante - Similia Similibus Curantur.

2 Porém, esta segunda forma de tratamento, pelos semelhantes, que veio a ser a base da Homeopatia, somente foi muito bem estudada mais de 20 séculos depois. Foi o médico alemão, Christian Friedrich Samuel Hahnemann, quem a decodificou, isto é, nos deixou um importante tratado sobre os princípios e as regras para o bom exercício desta arte de curar e nomeou esta forma de tratamento como Homeopatia, que vem do grego, em que Christian Friedrich Samuel Hahnemann 1755 a 1843 homoios significa semelhante e pathos doença. Hipócrates, quem primeiro citou a Cura pelo Semelhante - Similia Similibus Curantur nasceu na ilha de Cos na Grécia e descendente de um dos ramos da família de Podalírio, filho de Asclépio. Asclépio, príncipe de Tricca, na Tessália, região da Grécia, que viveu no século 13 antes de Cristo, ficou conhecido por seu grande saber médico (Esculápio, como ficou conhecido pelos romanos, tornou-se um termo empregado para designar os médicos). Foi condiderado o Deus da medicina pelos gregos. Asclépio

3 Asclépio foi pai de Higéia, Panacéia, Telésforo, Podalírio e Macaão. Higéia dedicava-se à saúde pública, cuidava dos doentes de uma forma preventiva, com banhos, e de seu nome veio o termo higiene. Já Panacéia dedicava-se à farmácia, a encontrar recursos para curar todas as HIGÉIA doenças. Recebeu a denominação de Asclepion o lugar onde os cidadãos gregos iam buscar conhecimentos sobre a saúde e se curar, pela hidroterapia através de banhos medicinais, pela dietoterapia através de alimentação especial para cada paciente, pela helioterapia através de banhos de luz solar, pela geoterapia através de emplastros e uso de diferentes tipos de argila, pela cromoterapia através do uso das cores e pelas artes cênicas. Foi construído um Asclepion na ilha de Cós, que fica na região do Dodecaneso, um grupo de doze ilhas da Grécia, no sudeste do mar Egeu. Asclépion de Cós

4 Asclepion de Cós Teatro de Cós - palco de artes cênicas na Grécia Antiga Também na Grécia, na ilha de Epidaurus, foi construído, um anfiteatro, o Epidaurus, construído no século IV antes de Cristo, com capacidade para pessoas. Teatro de EPIDAURUS

5 Alguns dos descendentes de Asclépio fundaram, tempos antes, na ilha de Cós (Kos), a Escola de Cós, da qual fez parte Hipócrates. Hipócrates, o principal representante desta escola médica de Cós, é considerado o pai da Medicina por ter exercido a medicina sem conotações religiosas ou mágicas, tendo fundamentado a sua prática médica em uma minuciosa observação da evolução dos sintomas dos doentes no percurso de seu adoecimento ou de sua melhoria. Construiu assim um vasto e notável conhecimento empírico. Hipócrates centrava o tratamento no doente e não na doença, procurando valorizar as influências climáticas, dietéticas e ambientais no processo de adoecimento e de cura de cada doente, percebendo o seu adoecer como uma unidade individualizada, uma síntese, e não como um processo independente, localizado em uma parte ou órgão. Considerava que os sinais podiam ser observados pelo médico, mas que os sintomas eram sentidos e expressos pelo paciente. Dava valor também aos sintomas mentais, às expressões, aos costumes, aos sonhos, ao sono, à transpiração, urina, fezes, pele, enfim, a todos os aspectos possíveis de serem percebidos pelo médico e aos expressos pelo doente. O conhecimento que originou compõe o Corpus Hippocraticum, são mais de 50 tratados em cerca de 70 livros. Entre os mais conhecidos estão: Os Aforismos, O Juramento, As Dietas, As Epidemias e Os Prognósticos. Foi também um animista. Dizia que o corpo é animado por um sopro, pneuma, que o vivifica, organiza e harmoniza a vida, conforme o grupo dos filósofos daquela época também chamados de "naturalistas" ou filósofos da physis, como Anaximandro de Mileto( A.C) e Anaxímenes de Mileto ( A.C.). Os "naturalistas" ou filósofos da physis procuravam entender o que seria o fundamental, a origem, contrapondo ao secundário ou derivado, procurando sempre perceber o elo, a lei ou o princípio que rege e une todos os fenômenos. Para Hipócrates, este sopro vivificador e organizador da vida, tem a capacidade de manter a saúde, através da Vis Medicatrix naturae, força natural de cura que atua em todos os seres vivos para a manutenção da saúde, trazendo em si a possibilidade da cura, e considera que o trabalho do médico deve ser o de procurar auxiliá-la no caminho da cura. O pensamento de Hipócrates foi uma das principais fontes de estudos de Hahnemann, e responsável pelo seu embasamento vitalista, e a sua afirmação de que uma das

6 possibilidades terapêuticas era através do Similia Similibus Curantur - ou seja, a cura pelo semelhante - foi fundamental para Hahnemann perceber e dedicar-se a desenvolver com grande rigor e minúcias as regras que regem a arte de curar pelo semelhante e nomeá-la Homeopatia. Assim, podemos dizer que a medicina Homeopática tem uma de suas origens em Hipócrates, na Escola de Cós. Outras grandes influências nas concepções de Hahnemann foram de: Philippus Teophrastus Von Hohenheim conhecido como Paracelso ( ); Francis Bacon ( ); Jan von Helmont ( ); Thomaz Sydenham ( ); Isaac Newton ( ); Gottfried Wilhelm Leibniz ( ); Albrecht von Haller ( ) e Paul Josepf Barthez ( ). Outros descendentes de Asclépio, também do ramo de Podalírio, fundaram, também na Grécia, uma escola, em Cnido, uma península próxima a ilha de Cos, que hoje faz parte da Turquia. Um dos grandes representantes desta Escola de Cnido foi o médico grego, Cláudio Galeno, que viveu por volta dos anos 129 a 199 depois de Cristo. Esta escola tinha um pensamento podemos dizer oposto à escola de Cos, de Cláudio Galeno Hipócrates. Galeno trabalhou como médico dos gladiadores quando adquiriu experiência no tratamento das feridas. Foi médico de senadores e do imperador romano Marco Aurélio a quem curou de uma ferida na perna. Escreveu vasta obra, organizada em aproximadamente 500 volumes. A concepção médica de sua obra influenciou a medicina ocidental até a atualidade. A Escola de Cnido, de Galeno, considerava que a doença era devida a uma perturbação local, de um órgão, de causa material, e que o tratamento devia ser dirigido à doença, à parte, ou seja, uma visão centrada na doença, conceito que coincide com os paradigmas da medicina alopática e enantiopática.

7 Mas a história mesmo da Homeopatia se inicia com Christian Friedrich Samuel Hahnemann, o grande mestre que a decodificou. Hahnemann nasceu em Meissem, pequena cidade da Saxônia, atualmente parte da Alemanha, na virada do dia 10 para o dia 11 Christian Friedrich Samuel Hahnemann de abril de 1755, durante a guerra dos sete anos de Frederico, O Grande. Meissen cidade onde nasceu hahnemann A FORMAÇÃO DE HAHNEMANN Hahnemann aprendeu a ler com seu pai que era pintor em uma fábrica de porcelanas. Foi sempre muito dedicado aos estudos, e na adolescência já era fluente em alemão, francês, italiano, inglês, latim, árabe e ídiche. Mais tarde também em grego, hebreu, espanhol sírio, e caldeu.

8 Casa Natal de Hahnemann em Meissen Os seus estudos de medicina que iniciou aos 20 anos em Leipzig (Saxônia Alemanha), foram custeados com seus trabalhos de tradução e aulas particulares de grego e francês. Continuou seus estudos em Viena, na Áustria e logo a seguir, em Erlangen, onde se formou e apresentou sua tese em 1779: Etiologia e terapêutica das afecções espasmódicas, recebendo o grau de doutor em medicina. Universidade de Erlangen Em sua prática médica, Hahnemann já percebendo os efeitos por vezes danosos provocados pela aplicação da medicina desta época recorria, conhecedor dos ensinamentos

9 de Hipócrates, principalmente, à indicação de dietas e exercícios físicos para o tratamento de seus pacientes. Porém, apesar de ter atingido uma relativa prosperidade desde o tempo que residiu em Dresden, Hahnemann decide abandonar a medicina. O que mais o influenciou nesta decisão foi sua incapacidade de, com os recursos da medicina de sua época, tratar das graves doenças que acometeram seus filhos e amigos. Hahnemann não mais suportava a ausência de uma base científica, de uma lei diretriz para a terapêutica. Assim, desiludido com a medicina desta época, dedicou-se no período de 1785 a 1790 aos estudos, tradução e produção de inúmeros trabalhos. Destes seus trabalhos, pré-homeopáticos, destacam-se: Na Medicina: Publicou um trabalho sobre a assepsia com o uso de um sublimado mercurial, isto por ter observado os barbeiros drenando abcessos e as parteiras atendendo as parturientes. Na Saúde pública desenvolveu um método para a purificação da água que naquela época já estava suja e contaminada, através do uso do nitrato de prata e a seguir o sal, provocando floculação e desidratação. Na Mineração: Publicou trabalho sobre a intoxicação dos mineradores nas minas de prata, cobalto e cobre. Na Indústria: Trabalho sobre a intoxicação das pessoas que usavam roupas vermelhas coloridas com cobalto e das que cozinhavam com panelas de chumbo. Trabalho sobre a intoxicação pelo carvão mineral nas cidades que o usavam na calefação ao invés do carvão vegetal. Observou e destacou a cura dos problemas respiratórios destas pessoas pelo uso de pó do carvão mineral em pomada com vaselina, no peito.

10 Aperfeiçoou vários testes de bromatologia e criou métodos para a tintura dos tecidos e testes para pesquisa de adulteração dos vinhos. Na Farmácia: Trabalho sobre a intoxicação pelo arsênico, através do levantamento de inúmeros casos de intoxicação por este, que na época era amplamente vendido nas farmácias como febrífugo. Realizou um trabalho de intoxicação experimental com o arsênico em 350 cachorros as farmácias foram então proibidas da venda deste após ter mostrado este seu trabalho no parlamento. O SURGIMENTO DA HOMEOPATIA Hahnemann já não clinicava, mas continuava estudando a medicina, à procura de algo que ele não sabia, mas pressentia existir: uma lei racional de cura. Ele já compreendia que a primeira condição para usar com vantagem os medicamentos era conhecer seus efeitos sobre o organismo humano. Suas palavras por volta de 1783: É a eleição do medicamento e a maneira de usá-lo que caracteriza o verdadeiro médico, que não está ligado a nenhum sistema, que recusa o que não é investigado por ele mesmo e não toma a palavra de outrem, tendo a coragem de pensar por si mesmo e tratar de acordo com isto. Assim, em 1790, traduzindo a Matéria Médica editada em 1888 do escocês William Cullen ( ) discorda do que este diz: que a ação terapêutica da China sobre as febres intermitentes é devida à sua ação fortificante sobre o estômago.

11 Dr. William Cullen ( ) Matéria Médica do Dr. W. Cullen Resolve experimentar a China, e após escreve a seguinte nota: A EXPERIMENTAÇÃO DA CHINA Tomei como experiência, durante vários dias, duas vezes ao dia, quatro dracmas de boa quina. No início, meus pés e as extremidades dos meus dedos logo ficaram frios; fui ficando lânguido e sonolento, depois meu coração começou a palpitar e meu pulso ficou fraco e acelerado; experimentei uma ansiedade insuportável, tremores, prostração de todos os meus membros; em seguida, latejamento na cabeça, vermelhidão das faces, sede, e, resumindo, apareceram todos esses sintomas, que são ordinariamente característicos da febre intermitente, um após o outro, sem, no entanto, o frio peculiar e o calafrio. Esse acesso durava duas ou três horas de cada vez e só reaparecia se eu repetisse a dose; caso contrário, não; interrompi a dosagem e fiquei com boa saúde. E concluiu: A china exerce ação terapêutica sobre as febres intermitentes porque é capaz de produzir estes mesmos sintomas, os sintomas das febres intermitentes, em sua experimentação no homem são. Durante muitos séculos se afirmou sobre a possibilidade da cura pelos semelhantes. Foi porém Hahnemann quem determinou a regra para a sua aplicabilidade com o seguinte procedimento:

12 Tomei como experiência. A GENIALIDADE DE HAHNEMANN: a clínica dos semelhantes similia similibus curantur é aplicável por intermédio de uma experiência : A EXPERIMENTAÇÃO NO HOMEM SÃO. Neste momento deixou a citação os semelhantes se curam pelos semelhantes similia similibus curantur de ser uma possibilidade para ser um procedimento a ser decodificado, por intermédio da experimentação no homem são para a aplicação segundo estes critérios de similitude. Com este procedimento, percebeu Hahnemann regras precisas para o processo de conhecimento das possibilidades terapêuticas das substâncias - a experimentação de cada uma destas em experimentos no homem são, e assim passou a pesquisar e determinar o conjunto de regras para o bom exercício do que nomeou como Homeopatia: a arte de medicar pela similitude entre os sintomas obtidos através da experimentação no homem são com os sintomas do doente. A EPISTEME HOMEOPÁTICA A episteme homeopática tem como pilares centrais: Lei dos Semelhantes Experimentação no Homem São Como alguns dos pilares auxiliares que norteiam os procedimentos desta arte de curar temos: Medicamento único Doses mínimas Individualização Sintomas Característicos Conjunto representativo de sintomas característicos Doenças crônicas Vitalismo - doente x doença - sujeito x organismo Dinâmica miasmática

13 Supressão e metástase mórbida Medicina do sujeito A LEI DOS SEMELHANTES A lei dos semelhantes é o Pilar Básico da Homeopatia a similitude o semelhante cura o semelhante lei já citada por Hipócrates, antes de Cristo: aquilo que é capaz de provocar um sintoma é capaz de curá-lo. Porém ninguém até Hahnemann havia pesquisado sobre esta forma de tratamento e muito menos pensado em como seria a forma de como saber o que pode provocar o sintoma e menos ainda uma decodificação de todas as regras para o exercício desta arte de curar como o fez Hahnemann. A EXPERIMENTAÇÃO NO HOMEM SÃO A experimentação no homem são é o segundo pilar da Homeopatia e condição sem a qual não é possível aplicar com presteza a Homeopatia. Este pilar veio da genialidade de Hahnemann: tomei como experiência - e assim estava consubstanciado o procedimento para a aplicação da lei dos semelhantes. Na Homeopatia, a este procedimento de experimentação no homem são denominamos de experimentação patogenética homeopática. Ao conjunto dos sintomas patogenéticos de um medicamento, obtidos através de sua experimentação no homem são, denominamos de matéria médica homeopática deste medicamento. A similaridade, para a indicação do medicamento a ser prescrito, deve ser entre os sintomas do doente e os sintomas obtidos através da Experimentação no Homem São. Vejamos trechos de 2 dos 41 parágrafos onde Hahnemann em sua obra Organon da Arte de Curar nos diz sobre a experimentação no homem são: Não há, portanto, nenhum outro meio pelo qual seja possível determinar com precisão os efeitos peculiares dos medicamentos na saúde do homem são, não há maneira mais segura e mais natural de atingir este objetivo do que administrar experimentalmente os diversos medicamentos, em doses moderadas, a pessoas sadias, a fim de determinar as mudanças, sintomas e sinais da influência que cada um produz no estado de saúde física e mental; isto é, quais são os elementos morbíficos que eles podem e tendem a produzir, visto que, todo o poder curativo dos medicamentos depende deste

14 poder que possuem de poder alterar o estado de saúde do homem, sendo revelado mediante a observação desse estado Portanto, os medicamentos dos quais dependem a vida e a morte do homem, sua saúde e doença, devem ser precisamente distinguidos uns dos outros, e, por isso, testados por meio de experiências puras e cuidadosas no homem são, para que seus poderes e efeitos reais sejam bem determinados, a fim de se obter um conhecimento exato deles, e podermos evitar qualquer erro em seu emprego terapêutico... Porém, um parágrafo ( 63) de Vital importância para a compreensão da Homeopatia e de seus dois pilares centrais é aquele em que Hahnemann (Organon da Arte de Curar) nos diz sobre o EFEITO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO DOS MEDICAMENTOS SOBRE O HOMEM SÃO: 63 - Toda força que atua sobre a vida, todo medicamento afeta, em maior ou menor escala, a força vital, causando certa alteração no estado de saúde do Homem por um período de tempo maior ou menor. A isso se chama ação primária. Embora produto da força vital e do poder medicamentoso, faz parte, principalmente, deste último. A essa ação, nossa força vital se esforça para opor sua própria energia. Tal ação oposta faz parte de nossa força de conservação, constituindo uma atividade automática da mesma, chamada ação secundária ou reação. 1. Efeito Primário ação do medicamento sobre o homem são. 2. Efeito Secundário reação do homem são ao efeito primário (efeito rebote - em sentido oposto). Assim, NO TRATAMENTO HOMEOPÁTICO teremos: Efeito durante a medicação: Sintoma do Doente > Ação do Medicamento Homeopático Reação do Doente à Medicação > < Mesmo sentido do sintoma do doente Sentido oposto ao sintoma do doente Consequência após suspensão da medicação: Sintoma do Doente Reação do Doente à Medicação

15 > < Sentido oposto ao sintoma do doente Como conseqüência após a suspensão do medicamento homeopático teremos um Estímulo à cura por intermédio da reação do doente à medicação homeopática, medicamento este diluído e dinamizado, através de diluições seguidas de sucussões, provocando reação esta, no sentido inverso ao de seu sintoma. Já NO TRATAMENTO ENANTIOPÁTICO (pelo CONTRÁRIO), teremos: Efeito durante a medicação: Sintoma do Doente > Ação do Medicamento Contrário Reação do Doente à Medicação < > Sentido oposto ao sintoma do doente Mesmo sentido do sintoma do doente Consequência após suspensão da medicação: Sintoma do Doente Reação do Doente à Medicação > > Mesmo sentido do sintoma do doente Como consequência após a suspensão do medicamento homeopático, teremos propensão a tornar-se ainda mais doente por intermédio da reação do doente à medicação contrária, reação esta no mesmo sentido da produção do sintoma, sobrepondo-se ao sintoma. MEDICAMENTO ÚNICO Devemos usar medicamento único por que, assim como é feita a experimentação, com um único medicamento (substância simples ou composta) em diversos experimentadores para obtermos toda a gama de sintomas com as suas características provocadas por este, assim também deve ser a medicação para o paciente, com um só medicamento por vez. Somente desta forma poderemos avaliar o efeito da medicação e sabermos a que esta modificação ou não se deve e do seu sentido, isto é, a direção em que o quadro evolui, se para melhor ou pior. Com mais de um medicamento perdemos a avaliação de a que se deve a possível evolução.

16 DOSES MÍNIMAS Doses mínimas de medicamento diluído e succionado - dinamizado - Hahnemann a princípio começou a fazer experimentações em doses ponderais, ainda que diminutas, com substâncias dos três grandes reinos da natureza, mineral, vegetal e animal. Com estas experimentações e sua aplicação por similaridade com os sintomas dos doentes, percebeu que antes da cura eram fortes as agravações dos sintomas do doente. Foi assim cada vez mais diluindo a concentração da substância aplicada e succionando - dinamizando, com o intuito de diminuir estas agravações, o que foi acontecendo. Podemos ver suas afirmações neste sentido no parágrafo abaixo (Organon da Arte de Curar): Entre os sinais que, em todas as moléstias, especialmente nas de natureza aguda, nos informa de um ligeiro início de melhora ou agravação, o qual não é perceptível a todos, o estado de espírito e todo o comportamento do paciente são os mais certos e instrutivos. No caso de melhora, por menor que seja, observa-se maior conforto, calma e despreocupação, melhor humor uma espécie de retorno ao normal. No caso de agravação, por menor que seja, observamos o contrário: tensão, desconforto de espírito, da mente, observáveis na atitude geral, nos menores gestos e ações, que podem facilmente ser percebidos mediante observação cuidadosa, mas que não podem ser descritos com palavras (*). (*) O s sinais de melhora do humor ou da mente, contudo, só podem ser esperados algum tempo depois de haver o medicamento sido tomado, quando a dose houver sido o suficientemente pequena (isto é, tão pequena quanto possível); uma dose desnecessariamente grande, mesmo do remédio homeopático mais conveniente, age de modo excessivamente violento, e produz, primeiro, uma perturbação física e mental muito grande e duradoura para permitir-nos verificar, logo após, as melhoras do estado destas últimas; sem falar das outras desvantagens sobrevindas pelo emprego de doses muito fortes. INDIVIDUALIZAÇÃO SINTOMAS CARACTERÍSTICOS Hahnemann como estava usando doses bastante diluídas para o tratamento, iniciou as experimentações com doses também cada vez mais diluídas. Com este procedimento percebeu que os sintomas assim obtidos, não tinham mais a ver com semelhança com sintomas de doenças, e sim eram sintomas que definiam uma característica própria, individual, provocada pela substância, e que estes sintomas com estas características eram também encontrados no modo individual, característico de ser dos doentes.

17 CONJUNTO REPRESENTATATIVO DE SINTOMAS CARACTERÍSTICOS É ao conjunto dos sintomas característicos, entendendo-se este conjunto como os sintomas mais chamativos (estranhos), singulares, incomuns, peculiares e bem modalizados aos que se deve dar maior importância na busca da similaridade entre os sintomas do doente e os dos medicamentos em sua experimentação. Porém maior importância não quer dizer exclusão dos demais sintomas, embora sejam de muito pouca importância os sintomas indefinidos que são comuns em quase todos os doentes e nas experimentações. Na Homeopatia temos os sintomas indefinidos ou comuns e os sintomas característicos. Como exemplo de sintomas comuns ou indefinidos podemos citar as cefaléias em geral. Porém uma cefaléia que melhora pelo movimento e é localizada sempre somente na região frontal do lado esquerdo e que vem acompanhada de náuseas e que melhora lavando o rosto com água fria, estas particularidades, já a individualizam, agregando-lhe modalizações indicativas de sintoma característico. Quando a este conjunto de sintomas característicos agregamos os conceitos de hierarquia de sintomas e de dinâmica miasmática, identificando os sintomas mais marcantes de sofrimento que permeiam a história do doente podemos aprimorar a escolha do conjunto representativo de sintomas característicos dele que nos orientará na busca do medicamento cujo conjunto de sintomas obtidos em experimentação (matéria médica homeopática), denotaram também estas mesmas características e esta dinâmica de sofrimento. DOENÇAS CRÔNICAS Hahnemann observou no início de seu trabalho que, após um período variável, alguns dos doentes tornavam a adoecer. Concluiu então que haveria algo mais profundo que deveria ser curado, que seria esta tendência, predisposição ao adoecimento. Trabalhando com a clínica da similitude, isto é, utilizando medicamento único, diluído, cujo conjunto de SINTOMAS CARACTERÍSTICOS, obtido através de experimentações no HOMEM SÃO com a substância diluída, apresentasse semelhança com o conjunto dos SINTOMAS CARACTERÍSTICOS INDIVIDUALIZADOS e representativos de cada DOENTE, ao longo de vários anos, legou-nos profundos conhecimentos sobre o crônico adoecer no ser humano.

18 VITALISMO O Vitalismo afirma a existência de uma força vital, não redutível ao domínio físico-químico, que anima os seres vivos, distinguindo-os dos corpos inanimados e cuja ausência nos seres vivos determina o fenômeno da morte. Na Grécia antiga, na escola de Cos, também Hipócrates, considerado o pai da medicina, considerava a idéia de um princípio, força, sopro, unificador, vivificador e organizador da vida (animismo), impulso este que atuava mantendo a vida e a saúde através da Vis Naturae Medicatrix, e que o médico devia agir auxiliando esta força no caminho da cura. Para Hahnemann, criador da Homeopatia, e também vitalista, esta força vital é a responsável pela dinâmica da vida, controlando os fenômenos fisiológicos, integrando todas as partes do ser e conferindo-lhe as sensações e funções inerentes à vida e à consciência. No estado de saúde mantém a harmonia. Já o seu desequilíbrio propicia sensações desagradáveis, perturbação das funções, sentimentos e atitudes equivocadas, propiciando o aparecimento das doenças. DOENTE X DOENÇA - SUJEITO X ORGANISMO A Saúde, conforme definição da OMS, é definida como: Bem-estar físico, psíquico e social. Podemos inferir desta definição que é o sujeito quem diz de seu estado de saúde, de seu bem ou mal estar físico, psíquico e social, e como tal é através de sua escuta atenta que se deriva o procedimento médico. A saúde pode também, segundo outra visão, ser focada no organismo, procedimento que exclui o sujeito do contexto de dizer de seu processo de adoecimento, sendo neste caso, entendida como: silêncio dos órgãos. Assim, teríamos as seguintes dicotomias: Doente x Doença Sujeito x Organismo

19 DINÂMICA MIASMÁTICA Sendo a saúde definida a partir de quem sente, teremos o sujeito, dizendo de seu sofrimento, do seu desequilíbrio, do seu adoecer, como ser humano, imerso em sua cultura e com a sua linguagem, dizendo da trama de sua vida, de seus amores e ódios, de seus laços parentais, de seus apegos e suas carências, de seus sentimentos de rejeição, de seus medos e suas inseguranças, de suas dependências e de seus traumas, feridas e marcas, do seu stress, enfim, de sua vida... E assim, conforme esta sua trama, que já vai encontrando um meio propício devido às tendências culturais, patológicas, familiares, hereditárias e genéticas, vai construindo e definindo as suas sensibilidades, as suas susceptibilidades e a sua predisposição ao adoecer, possibilitando assim, o desenvolvimento do crônico adoecer e a instalação e desenvolvimento dos processos agudos, e tudo isto com as suas características próprias de sensibilidade, susceptibilidade e predisposição. Enfim, o adoecer é no percurso, na correnteza destes fatores, que cada um vai construindo, de acordo com suas atitudes, a sua biopatografia inscrevendo no corpo o insuportável para o consciente ou expressando a sua incapacidade (de dar conta) de ir construindo a sua evolução. Na experimentação homeopática, teremos também o sujeito dizendo de sua experiência com o medicamento, dizendo de como se sente subjetivamente com ele, das características que este determina na sua forma de sentir e dizer de sua história e de seus sintomas. O tratamento homeopático com o medicamento escolhido pela similaridade entre os sintomas da matéria médica homeopática e os sintomas do doente possibilita o restabelecimento do equilíbrio fisiológico, a ativação do sistema imunológico e uma nova postura do sujeito frente ao seu sofrimento, possibilitando-lhe assim o caminho da cura de seu crônico adoecer. O SUJEITO O SOFRIMENTO - O DESEQUILÍBRIO O ADOECER A DOENÇA O SER HUMANO A CULTURA A LINGUAGEM A TRAMA O AMOR O ÓDIO OS LAÇOS PARENTAIS - OS APEGOS AS CARÊNCIAS AS REJEIÇÕES

20 OS MEDOS - AS INSEGURANÇAS AS DEPENDÊNCIAS OS TRAUMAS - AS MARCAS AS FERIDAS O STRESS As tendências culturais e patológicas, familiares, hereditárias, genéticas De acordo com nossa história anterior e atual Que denotam nossa sensibilidade, nossa susceptibilidade e nossa predisposição O ADOECER - A VIDA A BIOPATOGRAFIA A DIREÇÃO DO ADOECER A ESCUTA NO TRATAMENTO HOMEOPÁTICO No tratamento homeopático o que o médico procura, através de atenta escuta da narrativa do paciente de sua história de vida e da história de suas doenças, do relato de seus sofrimentos afetivos e volitivos, de suas inseguranças e seus medos, de cada um de seus sintomas com todas as suas características de singularidade, peculiaridade e modalização, é perceber o seu particular jeito de sofrimento. SUPRESSÃO E METÁSTASE MÓRBIDA Em um tratamento o importante é tratar o doente. Tratar focando a doença, muitas vezes leva somente à eliminação da doença e de seus sintomas, e o doente segue pior, em sua condição psicológica, em sua infrutífera tentativa de dar conta de sua peculiar forma de sofrer diante das circunstâncias da vida, sem conseguir mudar a sua atitude centrada na sua peculiar vulnerabilidade, o que dependendo de sua vitalidade, das circunstâncias e do nível de supressão ocorrida, pode redundar, ao final de algum tempo no retorno do mesmo processo, ou quiçá em algo mais grave, ao que denominamos metástase mórbida. Um dos grandes problemas da medicina é o da supressão. Tudo o que o médico deve procurar fazer é auxiliar o processo de cura da Vis naturae medicatrix que se encontra insuficiente em seu intento curativo, e não agir em sentido oposto. HOMEOPATIA RAPIDEZ E EFICIÊNCIA

Homeopatia. Copyrights - Movimento Nacional de Valorização e Divulgação da Homeopatia mnvdh@terra.com.br 2

Homeopatia. Copyrights - Movimento Nacional de Valorização e Divulgação da Homeopatia mnvdh@terra.com.br 2 Homeopatia A Homeopatia é um sistema terapêutico baseado no princípio dos semelhantes (princípio parecido com o das vacinas) que cuida e trata de vários tipos de organismos (homem, animais e plantas) usando

Leia mais

A Homeopatia foi criada pelo médico alemão Christian Friedrish Samuel Hahneman (1755-1843), portanto, no final do século XVIII.

A Homeopatia foi criada pelo médico alemão Christian Friedrish Samuel Hahneman (1755-1843), portanto, no final do século XVIII. HOMEOPATIA Margarida Maria Vieira Médica homeopata e pediatra CRM: SC 4107 Associação Médico Espírita de Santa Catarina- AME/SC Muito se fala sobre Homeopatia e, talvez, pouco se conheça a seu respeito

Leia mais

1º Princípio Lei dos Semelhantes

1º Princípio Lei dos Semelhantes Homeopatia 1º Princípio Lei dos Semelhantes A Homeopatia é a medicina que cura baseando-se na Lei dos Semelhantes. Esta estabelece que uma substância capaz de desencadear determinados sintomas em indivíuos

Leia mais

Modo de ação do medicamento homeopático

Modo de ação do medicamento homeopático Modo de ação do medicamento homeopático Prof. Dr. Romeu Carillo Junior Associação Brasileira de Reciclagem e Assistência em Homeopatia Diferentes concepções de doença Visão Materialista Mal Morbo Enfermidade

Leia mais

PARÂMETROS PARA EVOLUÇÃO E

PARÂMETROS PARA EVOLUÇÃO E PARÂMETROS PARA EVOLUÇÃO E ACOMPANHAMENTO DOS CASOS CLÍNICOS Drª. Elizabeth Valente e Dr. Erasto Luiz de Souza As dificuldades e as soluções encontradas nos respectivos casos apresentados nos possibilitam

Leia mais

Roteiro VcPodMais#005

Roteiro VcPodMais#005 Roteiro VcPodMais#005 Conseguiram colocar a concentração total no momento presente, ou naquilo que estava fazendo no momento? Para quem não ouviu o programa anterior, sugiro que o faça. Hoje vamos continuar

Leia mais

ESTRUTURALISMO 1. DEFINIÇÃO

ESTRUTURALISMO 1. DEFINIÇÃO ESTRUTURALISMO 1. DEFINIÇÃO Considera-se como fundador da psicologia moderna Wilhelm Wundt, por ter criado, em 1879, o primeiro laboratório de psicologia na universidade de Leipzig, Alemanha. A psicologia

Leia mais

A tecnologia e a ética

A tecnologia e a ética Escola Secundária de Oliveira do Douro A tecnologia e a ética Eutanásia João Manuel Monteiro dos Santos Nº11 11ºC Trabalho para a disciplina de Filosofia Oliveira do Douro, 14 de Maio de 2007 Sumário B

Leia mais

Émile Durkheim 1858-1917

Émile Durkheim 1858-1917 Émile Durkheim 1858-1917 Epistemologia Antes de criar propriamente o seu método sociológico, Durkheim tinha que defrontar-se com duas questões: 1. Como ele concebia a relação entre indivíduo e sociedade

Leia mais

AS REGRAS DO MÉTODO SOCIOLÓGICO ÉMILE DURKHEIM

AS REGRAS DO MÉTODO SOCIOLÓGICO ÉMILE DURKHEIM AS REGRAS DO MÉTODO SOCIOLÓGICO DE ÉMILE DURKHEIM Prof. Railton Souza OBJETO Na obra As Regras do Método Sociológico, publicada em 1895 Émile Durkheim estabelece um objeto de investigação para a sociologia

Leia mais

A origem dos filósofos e suas filosofias

A origem dos filósofos e suas filosofias A Grécia e o nascimento da filosofia A origem dos filósofos e suas filosofias Você certamente já ouviu falar de algo chamado Filosofia. Talvez conheça alguém com fama de filósofo, ou quem sabe a expressão

Leia mais

Apostila de Fundamentos. Arrependimento. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados...

Apostila de Fundamentos. Arrependimento. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados... Apostila de Fundamentos Arrependimento Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados... (Atos 3:19) A r r e p e n d i m e n t o P á g i n a 2 Arrependimento É muito importante

Leia mais

Você conhece a Medicina de Família e Comunidade?

Você conhece a Medicina de Família e Comunidade? Texto divulgado na forma de um caderno, editorado, para a comunidade, profissionais de saúde e mídia SBMFC - 2006 Você conhece a Medicina de Família e Comunidade? Não? Então, convidamos você a conhecer

Leia mais

É o que mantém o organismos em harmonia. Sem ela, o organismo não age, não sente e desitegra-se, sendo a força vital responsável pela

É o que mantém o organismos em harmonia. Sem ela, o organismo não age, não sente e desitegra-se, sendo a força vital responsável pela FARMACOTÉCNICA HOMEOPÁTICA AULA 4: SAÚDE E DOENÇA Professora Esp. Camila Barbosa de Carvalho FORÇA VITAL É o que mantém o organismos em harmonia. Sem ela, o organismo não age, não sente e desitegra-se,

Leia mais

John Locke (1632-1704) Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750

John Locke (1632-1704) Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750 John Locke (1632-1704) Biografia Estudou na Westminster School; Na Universidade de Oxford obteve o diploma de médico; Entre 1675 e 1679 esteve na França onde estudou Descartes (1596-1650); Na Holanda escreveu

Leia mais

A CRIAÇÃO DO MUNDO-PARTE II

A CRIAÇÃO DO MUNDO-PARTE II Meditação Crianças de 10 a 11 anos NOME: DATA: 03/03/2013 PROFESSORA: A CRIAÇÃO DO MUNDO-PARTE II Versículos para decorar: 1 - O Espírito de Deus me fez; o sopro do Todo-poderoso me dá vida. (Jó 33:4)

Leia mais

Perguntas e Concepções presentes sobre a natureza do Psicológico e da Psicologia. I Natureza Humana

Perguntas e Concepções presentes sobre a natureza do Psicológico e da Psicologia. I Natureza Humana Perguntas e Concepções presentes sobre a natureza do Psicológico e da Psicologia I Natureza Humana * Qual a natureza humana? Ou seja, qual é a ontologia humana? - Uma teoria da natureza humana busca especificar

Leia mais

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES Introdução ao tema A importância da mitologia grega para a civilização ocidental é tão grande que, mesmo depois de séculos, ela continua presente no nosso imaginário. Muitas

Leia mais

Genialidade, Fernando Pessoa

Genialidade, Fernando Pessoa Um homem de génio é produzido por um conjunto complexo de circunstâncias, começando pelas hereditárias, passando pelas do ambiente e acabando em episódios mínimos de sorte. Genialidade, Fernando Pessoa

Leia mais

MITO: vem do vocábulo grego mythos, que significa contar ou narrar algo.

MITO: vem do vocábulo grego mythos, que significa contar ou narrar algo. ORIGEM DA FILOSOFIA Nasce no século VI a.c., em Mileto (cidade situada na Jônia, região de colônias gregas na Ásia menor). Filosofia representa a passagem do saber mítico (alegórico, fantástico, fantasioso)

Leia mais

COMPETÊNCIAS E SABERES EM ENFERMAGEM

COMPETÊNCIAS E SABERES EM ENFERMAGEM COMPETÊNCIAS E SABERES EM ENFERMAGEM Faz aquilo em que acreditas e acredita naquilo que fazes. Tudo o resto é perda de energia e de tempo. Nisargadatta Atualmente um dos desafios mais importantes que se

Leia mais

A BOA SORTE NÃO É SENÃO A S. MARDEN CAPACIDADE DE APROVEITAR BEM OS MOMENTOS FAVORÁVEIS.

A BOA SORTE NÃO É SENÃO A S. MARDEN CAPACIDADE DE APROVEITAR BEM OS MOMENTOS FAVORÁVEIS. A BOA SORTE NÃO É SENÃO A CAPACIDADE DE APROVEITAR BEM OS MOMENTOS FAVORÁVEIS. S. MARDEN Fertilidade Natural: Homeopatia CAPÍTULO 12 Homeopatia HOMEOPATIA E UNIÃO INFÉRTIL Unir-se em uma família e ter

Leia mais

Quando o medo transborda

Quando o medo transborda Quando o medo transborda (Síndrome do Pânico) Texto traduzido e adaptado por Lucas Machado Mantovani, mediante prévia autorização do National Institute of Mental Health, responsável pelo conteúdo original

Leia mais

PSICANÁLISE: UM SOBREVÔO SOBRE A HISTÓRIA DE SIGMUND FREUD E DE SUAS IDÉIAS

PSICANÁLISE: UM SOBREVÔO SOBRE A HISTÓRIA DE SIGMUND FREUD E DE SUAS IDÉIAS 1 PSICANÁLISE: UM SOBREVÔO SOBRE A HISTÓRIA DE SIGMUND FREUD E DE SUAS IDÉIAS Sandra Mara Volpi 1856: Nasce Sigmund Freud, onde hoje localiza-se a Tchecoslováquia, em uma família de origem judaica em que

Leia mais

TRAÇOS CARACTEROLÓGICOS: MARCAS E REGISTROS DAS ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL

TRAÇOS CARACTEROLÓGICOS: MARCAS E REGISTROS DAS ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL TRAÇOS CARACTEROLÓGICOS: MARCAS E REGISTROS DAS ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL Christiano de Oliveira Pereira 1 RESUMO O caráter específico de cada indivíduo é resultante de todas as experiências

Leia mais

As ciências da natureza: Ciência, Tecnologia e Sociedade

As ciências da natureza: Ciência, Tecnologia e Sociedade Sugestões de atividades As ciências da natureza: Ciência, Tecnologia e Sociedade 9 CIÊNCIAS 1 Ciências Naturais 1. Por que a Física é considerada uma ciência básica? 2. O que a Biologia estuda? 3. O que

Leia mais

Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer. A importância de todos os familiares no processo de recuperação.

Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer. A importância de todos os familiares no processo de recuperação. Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer A importância de todos os familiares no processo de recuperação. Introdução Criar um filho é uma tarefa extremamente complexa. Além de amor,

Leia mais

VALÊNCIAS FÍSICAS. 2. VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO: Tempo que é requerido para ir de um ponto a outro o mais rapidamente possível.

VALÊNCIAS FÍSICAS. 2. VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO: Tempo que é requerido para ir de um ponto a outro o mais rapidamente possível. VALÊNCIAS FÍSICAS RESISTÊNCIA AERÓBICA: Qualidade física que permite ao organismo executar uma atividade de baixa para média intensidade por um longo período de tempo. Depende basicamente do estado geral

Leia mais

Meio ambiente conforme o Dicionário Aurélio é aquilo que cerca ou envolve os seres vivos ou as coisas.

Meio ambiente conforme o Dicionário Aurélio é aquilo que cerca ou envolve os seres vivos ou as coisas. Justificativa Meio ambiente conforme o Dicionário Aurélio é aquilo que cerca ou envolve os seres vivos ou as coisas. A Escola de Ensino Fundamental Mondrian, fundada em 2011, começou suas atividades em

Leia mais

Wertheimer pode provar experimentalmente que diferentes formas de organização perceptiva são percebidas de forma organizada e com significado

Wertheimer pode provar experimentalmente que diferentes formas de organização perceptiva são percebidas de forma organizada e com significado Wertheimer pode provar experimentalmente que diferentes formas de organização perceptiva são percebidas de forma organizada e com significado distinto por cada pessoa. o conhecimento do mundo se obtém

Leia mais

Um outro objetivo ajudar os doentes a atingirem a aceitação da vida vivida e a aceitarem morte! Ter medo da morte é humano

Um outro objetivo ajudar os doentes a atingirem a aceitação da vida vivida e a aceitarem morte! Ter medo da morte é humano CUIDADOS PALIATIVOS A diversidade das necessidades da pessoa humana em sofrimento intenso e em fim de vida encerram, em si mesmo, uma complexidade de abordagens de cuidados de Saúde a que só uma equipa

Leia mais

MÉTODO CIENTÍFICO. BENEFÍCIOS DO MÉTODO: execução de atividade de forma mais segura, mais econômica e mais perfeita;

MÉTODO CIENTÍFICO. BENEFÍCIOS DO MÉTODO: execução de atividade de forma mais segura, mais econômica e mais perfeita; MÉTODO CIENTÍFICO CONCEITO: palavra de origem grega, significa o conjunto de etapas e processos a serem vencidos ordenadamente na investigação da verdade; IMPORTÃNCIA DO MÉTODO: pode validar ou invalidar

Leia mais

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------- GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA, ÉTICA E SALA DE AULAS Cipriano Carlos Luckesi 1 Nos últimos dez ou quinze anos, muito se tem escrito, falado e abordado sobre o fenômeno da gestão democrática da escola. Usualmente,

Leia mais

Os sindicatos de professores habituaram-se a batalhar por melhores salários e condições de ensino. Também são caminhos trilhados pelas lideranças.

Os sindicatos de professores habituaram-se a batalhar por melhores salários e condições de ensino. Também são caminhos trilhados pelas lideranças. TEXTOS PARA O PROGRAMA EDUCAR SOBRE A APRESENTAÇÃO DA PEADS A IMPORTÂNCIA SOBRE O PAPEL DA ESCOLA Texto escrito para o primeiro caderno de formação do Programa Educar em 2004. Trata do papel exercido pela

Leia mais

AULA CRIATIVA DE HISTÓRIA - FOLCLORE

AULA CRIATIVA DE HISTÓRIA - FOLCLORE AULA CRIATIVA DE HISTÓRIA - FOLCLORE Mesmo não acreditando na Educação Criativa, o professor pode fazer uma experiência para ver o resultado. É o caso da professora deste relato. Glorinha Aguiar glorinhaaguiar@uol.com.br

Leia mais

CRONORISCHIO Dr. DANIELE LO RITO

CRONORISCHIO  Dr. DANIELE LO RITO CRONORISCHIO Dr. DANIELE LO RITO 1 ÍNDICE APRESENTAÇÃO pag. 4 A DIMENSÃO DO CRONORISCHIO NA IRIDOLOGIA pag. 5 TESTE CLÍNICOS E SINAIS PREDOMINANTES pag. 32 O FUTURO DO CRONORISCHIO pag. 53 CONCLUSÃO pag.

Leia mais

A FILOSOFIA HELENÍSTICA A FILOSOFIA APÓS A CONQUISTA DA GRÉCIA PELA MACEDÔNIA

A FILOSOFIA HELENÍSTICA A FILOSOFIA APÓS A CONQUISTA DA GRÉCIA PELA MACEDÔNIA A FILOSOFIA HELENÍSTICA A FILOSOFIA APÓS A CONQUISTA DA GRÉCIA PELA MACEDÔNIA O IMPÉRIO ALEXANDRINO A FILOSOFIA ESTOICA PARTE DA SEGUINTE PERGUNTA: COMO DEVO AGIR PARA VIVER BEM? COMO POSSO VIVER BEM E,

Leia mais

Kimberly Willis. The Little Book Of Diet Help. Inês Rodrigues. Liliana Lourenço. Tradução de. Ilustrações de

Kimberly Willis. The Little Book Of Diet Help. Inês Rodrigues. Liliana Lourenço. Tradução de. Ilustrações de Kimberly Willis The Little Book Of Diet Help Tradução de Inês Rodrigues Ilustrações de Liliana Lourenço PARTE 1 > SOBRE ESTE LIVRO 9 PARTE 2 > VAMOS COMEÇAR 19 PARTE 3 > MUDE A FORMA COMO SE SENTE 49

Leia mais

Caminhando Com as Estrelas

Caminhando Com as Estrelas Caminhando Com as Estrelas Espiritualidade que Liberta Com Alessandra França e Jaqueline Salles Caminhando Com as Estrelas Espiritualidade que Liberta Aula 1 Com Alessandra França Temas: O Reino dos Céus

Leia mais

Novas e velhas epidemias: os vírus

Novas e velhas epidemias: os vírus Acesse: http://fuvestibular.com.br/ Novas e velhas epidemias: os vírus A UU L AL A - Maria, veja só o que eu descobri nesta revista velha que eu estava quase jogando fora! - Aí vem coisa. O que é, Alberto?

Leia mais

INTRODUÇÃO A PSICOLOGIA

INTRODUÇÃO A PSICOLOGIA INTRODUÇÃO A PSICOLOGIA Objetivos Definir Psicologia Descrever a trajetória historica da psicologia para a compreensão de sua utilização no contexto atual Definir Psicologia da Educação A relacão da Psicologia

Leia mais

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM CORRENTES DO PENSAMENTO DIDÁTICO 8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Se você procurar no dicionário Aurélio, didática, encontrará o termo como feminino substantivado de didático.

Leia mais

Qual o aspecto das Ostomias?

Qual o aspecto das Ostomias? Qual o aspecto das Ostomias? Toda ostomia é uma mucosa, parecida com a pele existente dentro da boca. Sendo assim, o aspecto também é parecido: úmido, vermelho vivo ou róseo. Não há sensibilidade no estoma:

Leia mais

I - RELATÓRIO DO PROCESSADOR *

I - RELATÓRIO DO PROCESSADOR * PSICODRAMA DA ÉTICA Local no. 107 - Adm. Regional do Ipiranga Diretora: Débora Oliveira Diogo Público: Servidor Coordenadora: Marisa Greeb São Paulo 21/03/2001 I - RELATÓRIO DO PROCESSADOR * Local...:

Leia mais

Saúde Preventiva e Natural. Por que não?

Saúde Preventiva e Natural. Por que não? Saúde Preventiva e Natural. Por que não? Luiz Alberto Verri (1) Miriam Regina Xavier de Barros (2) 1. Introdução Com base em ampla experiência em gerenciamento de projetos nos mundos acadêmicos e da tecnologia,

Leia mais

ARTE E SAUDE - EXPERIMENTAÇÕES LÚDICO-PEDAGÓGICAS NA PESQUISA SOBRE CUIDADO DE ENFERMAGEM RENAN TAVARES

ARTE E SAUDE - EXPERIMENTAÇÕES LÚDICO-PEDAGÓGICAS NA PESQUISA SOBRE CUIDADO DE ENFERMAGEM RENAN TAVARES 1 ARTE E SAUDE - EXPERIMENTAÇÕES LÚDICO-PEDAGÓGICAS NA PESQUISA SOBRE CUIDADO DE ENFERMAGEM RENAN TAVARES UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO/UNIRIO Palavras-chave: JOGO, CORPO, CUIDADO DE

Leia mais

Formacão em Renascimento com Fanny Van Laere

Formacão em Renascimento com Fanny Van Laere Formacão em Renascimento com Fanny Van Laere Apoiado por Rebirthing internacional, escola oficial fundada por Leonard Orr, criador do Renacimiento. A quem se destina? Para quem deseja transformar a sua

Leia mais

O AUTISMO- NA CRIANÇA

O AUTISMO- NA CRIANÇA AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MÉRTOLA Escola E,B 2,3 ES\Escola S. Sebastião de Mértola Curso Profissional de Técnico de Apoio Psicossocial- 3ºano Disciplina de Psicopatologia Geral Ano letivo 2013\14 Docente:

Leia mais

Acupuntura: a escuta das dores subjetivas

Acupuntura: a escuta das dores subjetivas 38 Acupuntura: a escuta das dores subjetivas Simone Spadafora A maior longevidade expõe os seres vivos por mais tempo aos fatores de risco, resultando em maior possibilidade de desencadeamento de doenças

Leia mais

Aspectos externos: contexto social, cultura, rede social, instituições (família, escola, igreja)

Aspectos externos: contexto social, cultura, rede social, instituições (família, escola, igreja) Lembretes e sugestões para orientar a prática da clínica ampliada e compartilhada Ampliar a clínica significa desviar o foco de intervenção da doença, para recolocá-lo no sujeito, portador de doenças,

Leia mais

Page 1 of 6. http://www2.unifap.br/borges

Page 1 of 6. http://www2.unifap.br/borges Page 1 of 6 Universidade Federal do Amapá Pró-Reitoria de Ensino de Graduação Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia Disciplina: Filosofia da Educação I Educador: João Nascimento Borges Filho Pequena

Leia mais

Será que doses elevadas de creatina "atrasam o início clínico" da doença de Huntington? Porquê a creatina?

Será que doses elevadas de creatina atrasam o início clínico da doença de Huntington? Porquê a creatina? Notícias científicas sobre a Doença de Huntington. Em linguagem simples. Escrito por cientistas. Para toda a comunidade Huntington. Será que doses elevadas de creatina "atrasam o início clínico" da doença

Leia mais

AS LEIS DE NEWTON PROFESSOR ANDERSON VIEIRA

AS LEIS DE NEWTON PROFESSOR ANDERSON VIEIRA CAPÍTULO 1 AS LEIS DE NEWTON PROFESSOR ANDERSON VIEIRA Talvez o conceito físico mais intuitivo que carregamos conosco, seja a noção do que é uma força. Muito embora, formalmente, seja algo bastante complicado

Leia mais

COMO TRABALHAR COM VÍDEOS DE INTERNET. A presente metodologia que se construiu foi desenvolvida e aplicada em uma

COMO TRABALHAR COM VÍDEOS DE INTERNET. A presente metodologia que se construiu foi desenvolvida e aplicada em uma COMO TRABALHAR COM VÍDEOS DE INTERNET Jackes Alves de Oliveira 1º momento: Contextualização A presente metodologia que se construiu foi desenvolvida e aplicada em uma tradicional escola da Rede Municipal

Leia mais

No E-book anterior 5 PASSOS PARA MUDAR SUA HISTÓRIA, foi passado. alguns exercícios onde é realizada uma análise da sua situação atual para

No E-book anterior 5 PASSOS PARA MUDAR SUA HISTÓRIA, foi passado. alguns exercícios onde é realizada uma análise da sua situação atual para QUAL NEGÓCIO DEVO COMEÇAR? No E-book anterior 5 PASSOS PARA MUDAR SUA HISTÓRIA, foi passado alguns exercícios onde é realizada uma análise da sua situação atual para então definir seus objetivos e sonhos.

Leia mais

Filosófo: considera a força vital responsável pela manutenção da saúde

Filosófo: considera a força vital responsável pela manutenção da saúde FARMACOTÉCNICA HOMEOPÁTICA AULA 5: FARMACOLOGIA HOMEOPÁTICA Professora Esp. Camila Barbosa de Carvalho 2001/2 MODELO HOMEOPÁTICO Filosófo: considera a força vital responsável pela manutenção da saúde Científico:

Leia mais

Como escrever um estudo de caso que é um estudo de caso? Um estudo so é um quebra-cabeça que tem de ser resolvido. A primeira coisa a

Como escrever um estudo de caso que é um estudo de caso? Um estudo so é um quebra-cabeça que tem de ser resolvido. A primeira coisa a Página 1 1 Como escrever um Estudo de Caso O que é um estudo de caso? Um estudo de caso é um quebra-cabeça que tem de ser resolvido. A primeira coisa a lembre-se de escrever um estudo de caso é que o caso

Leia mais

A ILUSÃO NOS ADOECE E A REALIDADE NOS CURA. O ENIGMA DA DOENÇA E DA CURA

A ILUSÃO NOS ADOECE E A REALIDADE NOS CURA. O ENIGMA DA DOENÇA E DA CURA 1 A ILUSÃO NOS ADOECE E A REALIDADE NOS CURA. O ENIGMA DA DOENÇA E DA CURA José Fernando de Freitas RESUMO Os doentes têm uma relação especial com suas doenças. A mente diz que quer se curar, mas, na realidade,

Leia mais

O papel do corpo na contemporaneidade, as novas patologias e a escuta analítica.

O papel do corpo na contemporaneidade, as novas patologias e a escuta analítica. O papel do corpo na contemporaneidade, as novas patologias e a escuta analítica. Silvana Maria de Barros Santos Entre o século XVI a XIX, as transformações políticas, sociais, culturais e o advento da

Leia mais

ença grave, provavelmente do cérebro, com poucas perspetivas de recuperação e que poderá mesmo, num breve espaço de tempo, levar à morte da paciente.

ença grave, provavelmente do cérebro, com poucas perspetivas de recuperação e que poderá mesmo, num breve espaço de tempo, levar à morte da paciente. I Minhas senhoras e meus senhores! É para mim uma experiência nova e desconcertante apresentar me como conferencista no Novo Mundo diante de um público interessado. Parto do princípio de que esta honra

Leia mais

O ERRO COMO ELEMENTO PARTICIPATIVO DO PROCESSO DO APRENDER: UM RECORTE DE ESTÁGIO BÁSICO

O ERRO COMO ELEMENTO PARTICIPATIVO DO PROCESSO DO APRENDER: UM RECORTE DE ESTÁGIO BÁSICO O ERRO COMO ELEMENTO PARTICIPATIVO DO PROCESSO DO APRENDER: UM RECORTE DE ESTÁGIO BÁSICO Autora: Maria Carolina Santana de Castro*, *Acadêmica do Curso Bacharelado em Psicologia da Faculdade Santa Maria

Leia mais

Folheto Informativo, Vol. 4, n.º 21. idos pais. Associação

Folheto Informativo, Vol. 4, n.º 21. idos pais. Associação Folheto Informativo, Vol. 4, n.º 21. idos pais Associação promoção do desenvolvimento, tratamento e prevenção da saúde mental Associação Edição online gratuita i dos pais. Folheto Informativo. Vol. 4,

Leia mais

MECANISMOS DE DEFESA

MECANISMOS DE DEFESA 1 MECANISMOS DE DEFESA José Henrique Volpi O Ego protege a personalidade contra a ameaça ruim. Para isso, utilizase dos chamados mecanismos de defesa. Todos estes mecanismos podem ser encontrados em indivíduos

Leia mais

CONVIVENDO COM O LÚPUS

CONVIVENDO COM O LÚPUS CONVIVENDO COM O LÚPUS Dr. Jean-Luc Senecal Aprender a viver com o lúpus é semelhante a todas as outras coisas da vida. Alguns deverão exercitar-se e este aprendizado não se faz da noite para o dia. A

Leia mais

DILMA MARIA DE ANDRADE. Título: A Família, seus valores e Counseling

DILMA MARIA DE ANDRADE. Título: A Família, seus valores e Counseling DILMA MARIA DE ANDRADE Título: A Família, seus valores e Counseling Projeto de pesquisa apresentado como Requisito Para obtenção de nota parcial no módulo de Metodologia científica do Curso Cousenling.

Leia mais

IV EDIPE Encontro Estadual de Didática e Prática de Ensino 2011 A IMPORTÂNCIA DAS ARTES NA FORMAÇÃO DAS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL

IV EDIPE Encontro Estadual de Didática e Prática de Ensino 2011 A IMPORTÂNCIA DAS ARTES NA FORMAÇÃO DAS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL A IMPORTÂNCIA DAS ARTES NA FORMAÇÃO DAS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL Marília Darc Cardoso Cabral e Silva 1 Tatiane Pereira da Silva 2 RESUMO Sendo a arte uma forma do ser humano expressar seus sentimentos,

Leia mais

O que você deve saber sobre

O que você deve saber sobre O que você deve saber sobre TOC Transtorno Obsessivo Compulsivo Fênix Associação Pró-Saúde Mental 1. O que é TOC? O Transtorno Obsessivo Compulsivo é uma doença mental crônica (transtorno psiquiátrico),

Leia mais

EXERCÍCIO E DIABETES

EXERCÍCIO E DIABETES EXERCÍCIO E DIABETES Todos os dias ouvimos falar dos benefícios que os exercícios físicos proporcionam, de um modo geral, à nossa saúde. Pois bem, aproveitando a oportunidade, hoje falaremos sobre a Diabetes,

Leia mais

QUESTÃO 1 Nessa charge, o autor usou três pontos de exclamação, na fala da personagem, para reforçar o sentimento de

QUESTÃO 1 Nessa charge, o autor usou três pontos de exclamação, na fala da personagem, para reforçar o sentimento de Nome: N.º: endereço: data: telefone: E-mail: Colégio PARA QUEM CURSA O 6.O ANO EM 2013 Disciplina: Prova: português desafio nota: Texto para a questão 1. (Disponível em: )

Leia mais

Desenvolvimento motor do deficiente auditivo. A deficiência auditiva aparece, por vezes, associada a outras deficiências, como

Desenvolvimento motor do deficiente auditivo. A deficiência auditiva aparece, por vezes, associada a outras deficiências, como Texto de apoio ao Curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Desenvolvimento motor do deficiente auditivo A deficiência auditiva aparece, por vezes, associada

Leia mais

Piaget diz que os seres humanos passam por uma série de mudanças previsíveis e ordenadas; Ou seja, geralmente todos os indivíduos vivenciam todos os

Piaget diz que os seres humanos passam por uma série de mudanças previsíveis e ordenadas; Ou seja, geralmente todos os indivíduos vivenciam todos os Teoria cognitivista Piaget utilizou os princípios conhecidos como o conceito da adaptação biológica para desenvolver esta teoria; Ela diz que o desenvolvimento da inteligência dos indivíduos acontece à

Leia mais

A PERCEPÇÃO DAS SENSAÇÕES DO CORPO NA FLEXIBILIDADE DA POSTURA E NO CONTATO COM O AMBIENTE

A PERCEPÇÃO DAS SENSAÇÕES DO CORPO NA FLEXIBILIDADE DA POSTURA E NO CONTATO COM O AMBIENTE 1 A PERCEPÇÃO DAS SENSAÇÕES DO CORPO NA FLEXIBILIDADE DA POSTURA E NO CONTATO COM O AMBIENTE RESUMO Luciana Gandolfo O objetivo da prática da eutonia é orientar a pessoa a focalizar a atenção em um segmento

Leia mais

GT Psicologia da Educação Trabalho encomendado. A pesquisa e o tema da subjetividade em educação

GT Psicologia da Educação Trabalho encomendado. A pesquisa e o tema da subjetividade em educação GT Psicologia da Educação Trabalho encomendado A pesquisa e o tema da subjetividade em educação Fernando Luis González Rey 1 A subjetividade representa um macroconceito orientado à compreensão da psique

Leia mais

ÉTICA E CIÊNCIA: CONFLITO OU CONSENSO? Ekaterina Akimovna Botovchenco Rivera 2012

ÉTICA E CIÊNCIA: CONFLITO OU CONSENSO? Ekaterina Akimovna Botovchenco Rivera 2012 ÉTICA E CIÊNCIA: CONFLITO OU CONSENSO? Ekaterina Akimovna Botovchenco Rivera 2012 1 2 USO DE ANIMAIS ESTÁ CERCADO DE : aspectos emocionais questões religiosas dilemas morais aspectos culturais influenciado

Leia mais

Os encontros de Jesus. sede de Deus

Os encontros de Jesus. sede de Deus Os encontros de Jesus 1 Jo 4 sede de Deus 5 Ele chegou a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, que ficava perto das terras que Jacó tinha dado ao seu filho José. 6 Ali ficava o poço de Jacó. Era mais ou

Leia mais

Os Quatros Elementos Ter, 02 de Dezembro de 2008 09:12

Os Quatros Elementos Ter, 02 de Dezembro de 2008 09:12 O estudo das forças ocultas da natureza presente nos quatro elementos e seus elementais, são comuns a todas as culturas por tratar-se de uma necessidade latente do ser humano. A Iniciação Hermética quase

Leia mais

Relaxamento e Visualização. Dra. Marisa Campio Müller Coordenadora Grupo de Pesquisa - PUCRS

Relaxamento e Visualização. Dra. Marisa Campio Müller Coordenadora Grupo de Pesquisa - PUCRS Relaxamento e Visualização Dra. Marisa Campio Müller Coordenadora Grupo de Pesquisa - PUCRS Vamos trabalhar na perspectiva holística, sistêmica, integrativa. Este enfoque ressalta a interdependência biológica,

Leia mais

13. A FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL, AS ÁREAS DE CONHECIMENTO E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA ATÉ OS 6 ANOS

13. A FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL, AS ÁREAS DE CONHECIMENTO E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA ATÉ OS 6 ANOS 13. A FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL, AS ÁREAS DE CONHECIMENTO E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA ATÉ OS 6 ANOS A importância da formação pessoal e social da criança para o seu desenvolvimento integral e para a

Leia mais

O Antigo Testamento tem como seus primeiros livros a TORÀ, ou Livro das leis. É um conjunto de 5 livros.

O Antigo Testamento tem como seus primeiros livros a TORÀ, ou Livro das leis. É um conjunto de 5 livros. O Antigo Testamento tem como seus primeiros livros a TORÀ, ou Livro das leis. É um conjunto de 5 livros. A Torá é o texto mais importante para o Judaísmo. Nele se encontram os Mandamentos, dados diretamente

Leia mais

Idealismo - corrente sociológica de Max Weber, se distingui do Positivismo em razão de alguns aspectos:

Idealismo - corrente sociológica de Max Weber, se distingui do Positivismo em razão de alguns aspectos: A CONTRIBUIÇÃO DE MAX WEBER (1864 1920) Max Weber foi o grande sistematizador da sociologia na Alemanha por volta do século XIX, um pouco mais tarde do que a França, que foi impulsionada pelo positivismo.

Leia mais

Christian H. Godefroy

Christian H. Godefroy Christian H. Godefroy Tradução: Thérèse Como se libertar dos pensamentos negativos, com o método Vittoz Introdução Infelizmente, pensar negativamente contribui pouco para a nossa felicidade. O que acontece

Leia mais

Primeira Parte: Aprender a Relacionar-se. Capítulo Três: A Relação Consigo Mesmo

Primeira Parte: Aprender a Relacionar-se. Capítulo Três: A Relação Consigo Mesmo A ARTE DE VIVER A RELAÇÃO por Jorge Waxemberg Copyright 1992 por Jorge Waxemberg Tradução - Equipe da ECE - Editora de Cultura Espiritual Direitos para a língua portuguesa adquiridos pela ECE Primeira

Leia mais

A patroa quer emagrecer

A patroa quer emagrecer A patroa quer emagrecer A UU L AL A Andando pela rua, você passa em frente a uma farmácia e resolve entrar para conferir seu peso na balança. E aí vem aquela surpresa: uns quilinhos a mais, ou, em outros

Leia mais

A SIMBOLOGIA DA DOENÇA PSICOFÍSICA COMO UM CAMINHO POSSÍVEL PARA A INDIVIDUAÇÃO RESUMO

A SIMBOLOGIA DA DOENÇA PSICOFÍSICA COMO UM CAMINHO POSSÍVEL PARA A INDIVIDUAÇÃO RESUMO A SIMBOLOGIA DA DOENÇA PSICOFÍSICA COMO UM CAMINHO POSSÍVEL PARA A INDIVIDUAÇÃO Fany Patrícia Fabiano Peixoto Orientadora: Eugenia Cordeiro Curvêlo RESUMO O termo psicossomática esclarece a organização

Leia mais

11 Segredos para a Construção de Riqueza Capítulo II

11 Segredos para a Construção de Riqueza Capítulo II Capítulo II Mark Ford 11 Segredos para a Construção de Riqueza Capítulo Dois Como uma nota de $10 me deixou mais rico do que todos os meus amigos Das centenas de estratégias de construção de riqueza que

Leia mais

I Jornada sobre Prevenção De Comportamento De Risco Nas Escolas Paulistanas

I Jornada sobre Prevenção De Comportamento De Risco Nas Escolas Paulistanas I Jornada sobre Prevenção De Comportamento De Risco Nas Escolas Paulistanas Colégio I.L.Peretz Setembro/2011 Qual o lugar da Família nesta reflexão? Profa. Dra. Elizabeth Polity Penso que vivemos um momento

Leia mais

MONTEIRO, Eduardo...[et al.]. Ensino Religioso Ensino Médio. A Vida é Mais educação e valores. Belo Horizonte: PAX Editora, 2010. p. 158.

MONTEIRO, Eduardo...[et al.]. Ensino Religioso Ensino Médio. A Vida é Mais educação e valores. Belo Horizonte: PAX Editora, 2010. p. 158. SOCIEDADE MINEIRA DE CULTURA Mantenedora da PUC Minas e do COLÉGIO SANTA MARIA UNIDADE: DATA: / / 03 III ETAPA AVALIAÇÃO ESPECIAL DE EDUCAÇÃO RELIGIOSA.º ANO/EM PROFESSOR(A): VALOR: MÉDIA: RESULTADO: %

Leia mais

Palestra Virtual. Tema: Reuniões Mediúnicas. Palestrante: Carlos Feitosa. Promovida pelo IRC-Espiritismo http://www.irc-espiritismo.org.

Palestra Virtual. Tema: Reuniões Mediúnicas. Palestrante: Carlos Feitosa. Promovida pelo IRC-Espiritismo http://www.irc-espiritismo.org. Palestra Virtual Promovida pelo IRC-Espiritismo http://www.irc-espiritismo.org.br Tema: Reuniões Mediúnicas Palestrante: Carlos Feitosa Rio de Janeiro 04/10/2002 Organizadores da Palestra: Moderador: "_Alves_"

Leia mais

Ao longo deste 2 semestre, a turma dos 1 anos vivenciaram novas experiências e aprendizados que contemplaram suas primeiras conquistas do semestre

Ao longo deste 2 semestre, a turma dos 1 anos vivenciaram novas experiências e aprendizados que contemplaram suas primeiras conquistas do semestre Ao longo deste 2 semestre, a turma dos 1 anos vivenciaram novas experiências e aprendizados que contemplaram suas primeiras conquistas do semestre anterior, dentro de contextos que buscavam enfatizar o

Leia mais

Estudo de Caso. Cliente: Rafael Marques. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses

Estudo de Caso. Cliente: Rafael Marques. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses Estudo de Caso Cliente: Rafael Marques Duração do processo: 12 meses Coach: Rodrigo Santiago Minha idéia inicial de coaching era a de uma pessoa que me ajudaria a me organizar e me trazer idéias novas,

Leia mais

coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - u s a r Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça.

coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - u s a r Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - Sou so profes r a, Posso m a s n ão parar d aguento m e ai ensinar s? d a r a u la s Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. A

Leia mais

Transcriça o da Entrevista

Transcriça o da Entrevista Transcriça o da Entrevista Entrevistadora: Valéria de Assumpção Silva Entrevistada: Ex praticante Clarice Local: Núcleo de Arte Grécia Data: 08.10.2013 Horário: 14h Duração da entrevista: 1h COR PRETA

Leia mais

PARA CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL

PARA CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL Panorama Social Viviani Bovo - Brasil 1 RELATÓRIO FINAL PARA CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL PANORAMA SOCIAL Viviani Bovo Campinas - Brasil Panorama Social Viviani Bovo - Brasil 2 Relatório para Certificação

Leia mais

Marcelo Ferrari. 1 f i c i n a. 1ª edição - 1 de agosto de 2015. w w w. 1 f i c i n a. c o m. b r

Marcelo Ferrari. 1 f i c i n a. 1ª edição - 1 de agosto de 2015. w w w. 1 f i c i n a. c o m. b r EUSPELHO Marcelo Ferrari 1 f i c i n a 1ª edição - 1 de agosto de 2015 w w w. 1 f i c i n a. c o m. b r EUSPELHO Este livro explica como você pode usar sua realidade para obter autoconhecimento. Boa leitura!

Leia mais

Era considerado povo os cidadãos de Atenas, que eram homens com mais de 18 anos, filhos de pais e mães atenienses.

Era considerado povo os cidadãos de Atenas, que eram homens com mais de 18 anos, filhos de pais e mães atenienses. Trabalho de Filosofia Mito e Filosofia na Grécia Antiga Texto 1 1- (0,3) Democracia quer dizer poder do povo. De acordo com o texto, quem era considerado povo em Atenas Antiga? Explique com suas palavras.

Leia mais

DICAS MENSAIS SOCIOLOGIA 1ª SÉRIE

DICAS MENSAIS SOCIOLOGIA 1ª SÉRIE DICAS MENSAIS SOCIOLOGIA 1ª SÉRIE INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro pôs uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia

Leia mais

EMILE DURKHEIM E O FATO SOCIAL

EMILE DURKHEIM E O FATO SOCIAL EMILE DURKHEIM E O FATO SOCIAL EMILE DURKHEIM (1858-1917) -Livro: as regras do Método Sociológicos (1895) -Relações entre indivíduo e sociedade -Contribuição: a sociologia é uma disciplina que pode ser

Leia mais

Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica

Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica 0 O que é Filosofia? Essa pergunta permite muitas respostas... Alguns podem apontar que a Filosofia é o estudo de tudo ou o nada que pretende abarcar tudo.

Leia mais

Para gostar de pensar

Para gostar de pensar Rosângela Trajano Para gostar de pensar Volume III - 3º ano Para gostar de pensar (Filosofia para crianças) Volume III 3º ano Para gostar de pensar Filosofia para crianças Volume III 3º ano Projeto editorial

Leia mais