Nomes: Marcelo Lauer, Mariana Matté, Matheus Fernandes, Raissa Reis e Nadine Siqueira

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1 Escritor brasileiro

2 Dados de Identificação: Nomes: Marcelo Lauer, Mariana Matté, Matheus Fernandes, Raissa Reis e Nadine Siqueira Turma: 201 Professora: Ivânia Lamb

3 Romancista brasileiro nascido em São Luís, MA, cujos temas prediletos foram o anticlericalismo, a luta contra o preconceito de cor, o adultério, os vícios, o povo humilde e considerado o criador do naturalismo no Brasil. A chamado do irmão, o teatrólogo Artur Azevedo, viajou para o Rio de Janeiro aos 17 anos e começou a estudar na Academia Imperial de Belas-Artes. Logo passou a colaborar, com caricaturas e poesias, em jornais e revistas. A partir da publicação de seu primeiro romance, Uma lágrima de mulher, passou a viver do que ganhava como escritor.

4 Ao ingressar por concurso na carreira diplomática, encerrou a carreira literária durante a qual escreveu ao todo 19 trabalhos, entre romances e peças teatrais. A serviço do Brasil, esteve na Espanha, Japão, Uruguai, Inglaterra, Itália, Paraguai e Argentina. Membro fundador da Academia Brasileira de Letras, morreu em Buenos Aires, Argentina, quando ocupava o posto de vice-cônsul do Brasil.

5 Quando jovem ele fazia caricaturas e poesias, como colaborador, para jornais e revistas no Rio de Janeiro. Seu primeiro romance publicado foi: Uma lágrima de mulher, em Fundador da cadeira número quatro da Academia Brasileira de Letras e crítico social, este escritor naturalista foi autor de diversos livros, entre eles estão: O Mulato, que provocou escândalo na época de seu lançamento, Casa de Pensão, que o consagrou e O Cortiço, conhecido com sua obra mais importante.

6 Este autor, que não escondia seu inconformismo com a sociedade brasileira e com suas regras, escreveu ainda outros títulos: Condessa Vésper, Girândola de Amores, Filomena Borges, O Coruja, O Homem, O Esqueleto, A Mortalha de Alzira, O livro de uma Sogra e contos como: Demônios. Durante grande parte de sua vida, Aluísio de Azevedo viveu daquilo que ganhava como escritor, mas ao entrar para a vida diplomática ele abandonou a produção literária. Faleceu em Buenos Aires, Argentina, no dia 21 de janeiro de 1913.

7 Uma Lágrima de Mulher, romance (1880) O Mulato, romance (1881) Mistério da Tijuca ou Girândola de Amores, romance (1882) Memórias de um Condenado ou A Condessa Vésper, romance (1882) Casa de Pensão, romance (1884) Filomena Borges, romance (1884) O Homem, romance (1887) O Cortiço, romance (1890), Editora moderna, São Paulo, 1991, ISBN O Coruja, romance (1890) A Mortalha de Alzira, romance (1894) Demônios, contos (1895) O Livro de uma Sogra, romance (1895) O Japão, publicado, a partir de manuscritos encontrados na Academia Brasileira de Letras (1894)

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10 O Cortiço Conta a história do caminho que João Romão percorre para ficar rico. Para conseguir atingir esse objetivo, ele, que é o dono do cortiço, explora os seus empregados e até comete furtos. A sua amante, Bertoleza, trabalha continuamente, sem folgas ou descansos. Ao lado do cortiço mora Miranda, um comerciante bem sucedido, que entra em disputa com João Romão por uma braça de terra que quer comprar para aumentar o seu quintal. Como eles não entram em acordo, eles rompem relações. Movido por uma extrema inveja de Miranda, João passa a trabalhar arduamente para conseguir ficar mais rico do que o seu rival.

11 Quando Miranda recebe o título de barão, aos poucos João percebe que não basta apenas ganhar dinheiro, mas também participar ativamente da vida burguesa, como ler livros e ir ao teatro, por exemplo. O relacionamento entre Miranda e João Romão melhora quando João passa a tentar imitar as conquistas do rival, tanto que o cortiço passa a ser um lugar mais organizado e agradável e passa a se chamar Vila João Romão. João começa uma amizade com Miranda e pede a mão de sua filha em casamento, mas tem Bertoleza atrapalhando os seus planos. Dessa forma, João a denuncia como escrava fugida, e em um ato de desespero, ela acaba cometendo o suicídio. Assim, ele fica livre para se casar e se encerra O Cortiço.

12 Narrador A obra é narrada em terceira pessoa, com narrador onisciente (que tem conhecimento de tudo), como propunha o movimento naturalista. O narrador tem poder total na estrutura do romance: entra no pensamento dos personagens, faz julgamentos e tenta comprovar, como se fosse um cientista, as influências do meio, da raça e do momento histórico. O foco da narração, a princípio, mantém uma aparência de imparcialidade, como se o narrador se apartasse, à semelhança de um deus, do mundo por ele criado. No entanto, isso é ilusório, porque o procedimento de representar a realidade de forma objetiva já configura uma posição ideologicamente tendenciosa.

13 Tempo Em "O Cortiço", o tempo é trabalhado de maneira linear, com princípio, meio e desfecho da narrativa. A história se desenrola no Brasil do século XIX, sem precisão de datas. Há, no entanto, que ressaltar a relação do tempo com o desenvolvimento do cortiço e com o enriquecimento de João Romão.

14 Espaço São dois os espaços explorados na obra. O primeiro é o cortiço, amontoado de casebres malarranjados, onde os pobres vivem. Esse espaço representa a mistura de raças e a promiscuidade das classes baixas. Funciona como um organismo vivo. Junto ao cortiço estão a pedreira e a taverna do português João Romão. O segundo espaço, que fica ao lado do cortiço, é o sobrado aristocratizante do comerciante Miranda e de sua família. O sobrado representa a burguesia ascendente do século XIX. Esses espaços fictícios são enquadrados no cenário do bairro de Botafogo, explorando a exuberante natureza local como meio determinante. Dessa maneira, o sol abrasador do litoral americano funciona como elemento corruptor do homem local.

15 Personagens JOÃO ROMÃO taverneiro português, dono da pedreira e do cortiço. Representa o capitalista explorador. BERTOLEZA quitandeira, escrava cafuza que mora com João Romão, para quem ela trabalha como uma máquina. MIRANDA comerciante português. Principal opositor de João Romão. Mora num sobrado aburguesado, ao lado do cortiço. JERÔNIMO português cavouqueiro, trabalhador da pedreira de João Romão, representa a disciplina do trabalho. RITA BAIANA mulata sensual e provocante que promove os pagodes no cortiço. Representa a mulher brasileira. PIEDADE portuguesa que é casada com Jerônimo. Representa a mulher européia. CAPOEIRA FIRMO mulato e companheiro que se envolve com Rita Baiana. ARRAIA-MIÚDA representada por lavadeiras, caixeiros, trabalhadores da pedreira e pelo policial Alexandre.

16 Aquela pobre flor de cortiço, escapando à estupidez do meio em que desabotoou, tinha de ser fatalmente vítima da própria inteligência. À mingua de educação, seu espiríto trabalho à revelia, e atraiçoou-a, obrigando-a a tirar da substância caprichosa da sua fantasia de moça ignorante e viva a explicação de tudo que lhe não ensinaram a ver e sentir. Aluísio Azevedo

17 Questões: Quais eram seus temas prediletos? Qual foi seu primeiro livro publicado? Como era seu primeiro emprego?

18 Respostas Anticlericalismo, a luta contra o preconceito de cor, o adultério, os vícios. Uma lagrima de mulher Seu primeiro emprego era fazendo poemas e caricaturas para jornais e revistas

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