Contas Anuais como procedimento de controle: tendências e perspectivas no âmbito do TCEMG

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1 Contas Anuais como procedimento de controle: tendências e perspectivas no âmbito do TCEMG Heloisa Helena Nascimento Rocha (TCEMG) Pampulha (BH) Oscar Niemeyer

2 PLANO ESTRATÉGICO Reformular rito processual 2 Reformular política de recursos humanos 3 Reformular estrutura organizacional 4 Ampliar e aprimorar os canais de comunicação internos e externos 5 Intensificar o processo de informatização visando à implementação da gestão da informação 6 APRIMORAR O EXERCÍCIO DO CONTROLE EXTERNO 7 Buscar a eficácia das decisões 8 Criar estrutura técnica centralizada para prestar informações ao público interno e externo 9 Implantar novo modelo de gestão com foco em resultados 10 Organizar, consolidar e disponibilizar jurisprudência 11 Aprimorar o Sistema de Controle Interno do TCEMG; 12 Intensificar parcerias, através de convênios com órgãos e entidades públicas, inclusive para integração de bancos de dados

3 APRIMORAR O EXERCÍCIO DO CONTROLE EXTERNO REDESENHO DE MÉTODOS, TÉCNICAS E PROCEDIMENTOS DE FISCALIZAÇÃO 1 Analisar legislação pertinente aos Tribunais de Contas 2 Mapear os resultados esperados da sociedade, Poder Legislativo e gestores 3 Pesquisar tendências do controle externo 4 Pesquisar melhores práticas de controle externo (análise de estudos, legislação e práticas de outros Tribunais de Contas) 5 Debater com servidores os resultados da pesquisa, objetivando discutir as maiores dificuldades do TCEMG na implementação das tendências validadas e estabelecer ações necessárias 6 Definição dos macroprocessos de atividade do controle

4 MACROTENDÊNCIAS DE CONTROLE EXTERNO 1) CONTROLE COMO INSTRUMENTO DE GARANTIA À GESTÃO PÚBLICA EFICIENTE, EFICAZ E EFETIVA E DE GARANTIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2) PRIORIZAÇÃO DE INSTRUMENTOS DE CONTROLE PREVENTIVO E CONCOMITANTE DA GESTÃO PÚBLICA 3) COMBATE À CORRUPÇÃO 4) INTEGRAÇÃO COM ÓRGÃOS QUE POSSIBILITEM A MELHORIA DAS ATIVIDADES LIGADAS AO REPASSE, CONTROLE E FISCALIZAÇÃO DOS RECURSOS PÚBLICOS PARA ATUAÇÃO CONJUNTA OU PARA O FORTALECIMENTO DO CONTROLE INDIRETO 5) FOMENTO À PARTICIPAÇÃO SOCIAL NO CONTROLE GOVERNAMENTAL 6) MULTIDISCIPLINARIEDADE DO CONTROLE

5 LEI ORGÂNICA DO TCEMG (LEI COMPLEMENTAR 102/2008 TÍTULO II DA FISCALIZAÇÃO E DO CONTROLE I CONTAS DO GOVERNADOR E DO PREFEITO (CONTAS DE GOVERNO) II CONTAS ANUAIS E ESPECIAIS III DOS ATOS SUJEITO A REGISTRO IV - DA FISCALIZAÇÃO DOS ATOS E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS V DENÚNCIA E REPRESENTAÇÃO

6 LEI ORGÂNICA DO TCEMG (LEI COMPLEMENTAR 102/2008 CONTAS DO GOVERNADOR E DO PREFEITO CONTAS ANUAIS E ESPECIAIS ANÁLISE DA LEGALIDADE DOS ATOS SUJEITOS A REGISTRO FISCALIZAÇÃO DOS ATOS E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS Parecer prévio Julgamento Registro Ordem para instaurar TCE ou conversão em TCE Determinação para adoção de providências Fixação de prazo em caso de ilegalidade ou irregularidade Sustação da execução de ato ilegal Encaminhar para Poder Legislativo em caso de contrato ilegal

7 CONTAS ANUAIS Art As contas dos administradores e responsáveis indicados no art. 2º serão, em cada exercício, submetidas a julgamento do Tribunal, na forma de tomada ou prestação de contas, de acordo com as diretrizes estabelecidas em instrução normativa. (LEI ORGANICA 33/94) Art. 46. As contas dos administradores e responsáveis por gestão de recursos públicos estaduais e municipais, submetidas anualmente a julgamento do Tribunal na forma de tomada ou prestação de contas, observarão o disposto no Regimento Interno e em atos normativos do Tribunal. 1º No julgamento das contas anuais a que se refere o caput deste artigo serão considerados os resultados dos procedimentos de fiscalização realizados, bem como os de outros processos que possam repercutir no exame da legalidade, legitimidade, economicidade e razoabilidade da gestão. 2º As contas serão acompanhadas do relatório e do parecer conclusivo do órgão central do sistema de controle interno, que conterão os elementos indicados em atos normativos do Tribunal. (LEI ORGÂNICA DO TCEMG)

8 LEI ORGÂNICA DO TCEMG (LEI COMPLEMENTAR 102/2008 ATÉ 2008 CONTAS ANUAISCOMO PRINCIPAL INSTRUMENTO DE FISCALIZAÇÃO AO LADO DAS AUDITORIAS E INSPEÇÕES A PARTIR DA LEI 102/2008 CONTAS COMO UM DOS INSTRUMENTOS DE FISCALIZAÇÃO, AO LADO DE OUTROS INSTRUMENTOS EXPECTATIVA DE CONTROLE: CERTEZA DA FISCALIZAÇÃO E DO INSTRUMENTO EXPECTATIVA DE CONTROLE: INCERTEZA DA FORMA DE FISCALIZAÇÃO

9 REGIMENTO INTERNO DO TCEMG (RESOLUÇÃO 12/2008) As atividades de controle externo deverão ser planejadas e integradas, observando-se, entre outros, os princípios da eficiência, eficácia e efetividade do controle. CRITÉRIOS PARA O PLANEJAMENTO DAS ATIVIDADES DE CONTROLE EXTERNO MATERIALIDADE RISCO RELEVÂNCIA OPORTUNIDADE O Tribunal estabelecerá as diretrizes para o exercício das atividades de controle externo, em ato normativo próprio.

10 REGIMENTO INTERNO DO TCEMG (RESOLUÇÃO 12/2008) CONTAS ACOMPANHAMENTO PROCEDIMENTOS DE CONTROLE AUDITORIAS E INSPEÇÕES MONITORAMENTO REQUISIÇÃO DE INFORMAÇÕES LEVANTAMENTOS

11 CONTAS ANUAIS: CONTROLES CLÁSSICOS Art. 20. As contas da despesa e receita de cada exercicio financeiro serão organizadas pela Directoria Central de Contabilidade da Republica, até 30 de novembro do exercicio seguinte, e, em seguida, submettidas ao exame do Tribunal de Contas. Si não as receber até o fim do anno em que terminar o exercicio, o Tribunal de Contas as organizará de accôrdo com os elementos que possuir. Art. 21. As contas do exercicio financeiro comprehenderão: I. A conta do orçamento. II. O balanço do patrimonio. Decreto n , de 28 de janeiro de 1922

12 ACCOUNTABILITY Art Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária. Constituição da República de 1988

13 CONTAS Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: I - apreciar as CONTAS PRESTADAS ANUALMENTE pelo Presidente da República, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento; II - JULGAR AS CONTAS DOS ADMINISTRADORES E DEMAIS RESPONSÁVEIS por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, E AS CONTAS DAQUELES QUE DEREM CAUSA A PERDA, EXTRAVIO OU OUTRA IRREGULARIDADE DE QUE RESULTE PREJUÍZO AO ERÁRIO PÚBLICO; Constituição da República de 1988

14 CONTAS CONTAS CONTAS ANUAIS CONTAS ESPECIAIS PARECER PRÉVIO (CONTAS DE GOVERNO EM RAZÃO DA MATÉRIA) JULGAMENTO JULGAMENTO (CONTAS DE GESTÃO)

15 CONTAS ANUAIS CONTAS DE GOVERNO CONTAS DE GESTÃO Demonstram a conduta do chefe do poder executivo estadual e municipal no exercício de suas funções políticas de planejamento, organização, direção e controle das políticas públicas Atos de gestão e de gerência de recursos públicos praticados pelos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos estaduais e municipais TCE do Mato Grosso

16 CONTAS ANUAIS CONTAS ANUAIS CONTAS DE GOVERNO CONTAS DE GESTÃO PRESTAÇÃO DE CONTAS ANUAL TOMADA DE CONTAS ANUAL INTEGRAÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE FISCALIZAÇÃO: DEVERÃO SER CONSIDERADOS OS RESULTADOS DE OUTROS PROCEDIMENTOS E PROCESSOS QUE POSSAM REPERCURTIR EM SUA ANÁLISE

17 REGIMENTO INTERNO DO TCEMG (RESOLUÇÃO 12/2008) I - contas anuais, o conjunto de documentos, informações e demonstrativos de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial encaminhados ao Tribunal, na forma de tomada ou de prestação de contas, para fins de julgamento da gestão dos responsáveis por bens, dinheiros e valores públicos durante o exercício financeiro; II - prestação de contas anual, o procedimento pelo qual o responsável por órgãos e entidades estaduais e municipais apresenta documentos, informações e demonstrativos de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial destinado a comprovar, perante o Tribunal, a regularidade da gestão dos recursos públicos durante o exercício financeiro;

18 REGIMENTO INTERNO DO TCEMG (RESOLUÇÃO 12/2008) III - tomada de contas anual, o procedimento pelo qual o órgão competente toma as contas dos responsáveis por unidades de gestão financeira e patrimonial, compreendendo o conjunto de documentos, informações e demonstrativos de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial destinado a comprovar, perante o Tribunal, a regularidade da gestão dos recursos públicos durante o exercício financeiro;

19 REGIMENTO INTERNO DO TCEMG (RESOLUÇÃO 12/2008) IV - tomada de contas extraordinária, o procedimento instaurado pelo Tribunal nos casos em que as contas a ele devidas não tenham sido prestadas no prazo legal, nos termos do art. 3º, inciso VI, da Lei Complementar nº 102/2008, ou se o forem sem atender aos requisitos legais e regulamentares quanto à sua correta instrução; V - tomada de contas especial, o procedimento instaurado pela autoridade administrativa competente ou pelo Tribunal, de ofício, para apuração dos fatos e quantificação do dano, quando caracterizadas as ocorrências previstas no art. 47 da Lei Complementar nº 102/2008.

20 REGIMENTO INTERNO DO TCEMG (RESOLUÇÃO 12/2008) CONTAS DE GESTÃO O Tribunal definirá, até o fim do último trimestre de cada ano, a forma de apresentação e a composição das contas anuais, bem como os procedimentos para sua análise, observadas as diretrizes de controle As tomadas e prestações de contas anuais serão acompanhadas do relatório e do parecer conclusivo do órgão de controle interno e conterão os elementos indicados em ato normativo do Tribunal. No julgamento das contas anuais serão considerados também os resultados dos procedimentos de fiscalização realizados e os de outros processos que possam repercutir no exame da legalidade, legitimidade, economicidade e razoabilidade da gestão.

21 DELIBERAÇÕES Art A emissão do parecer prévio poderá ser: I - pela aprovação das contas, quando ficar demonstrada, de forma clara e objetiva, a exatidão dos demonstrativos contábeis, a compatibilidade dos planos e programas de trabalho com os resultados da execução orçamentária, a correta realocação dos créditos orçamentários e o cumprimento das normas constitucionais e legais; II - pela aprovação das contas, com ressalva, quando ficar caracterizada impropriedade ou qualquer outra falta de natureza formal, da qual não resulte dano ao erário, sendo que eventuais recomendações serão objeto de monitoramento pelo Tribunal; III - pela rejeição das contas, quando caracterizados atos de gestão em desconformidade com as normas constitucionais e legais. Lei Orgânica do TCEMG

22 DELIBERAÇÕES Art As contas serão julgadas: I - regulares, quando expressarem, de forma clara e objetiva, a exatidão dos demonstrativos contábeis e a legalidade, a legitimidade, a economicidade e a razoabilidade dos atos de gestão do responsável; II - regulares, com ressalva, quando evidenciarem impropriedade ou qualquer outra falta de natureza formal de que não resulte dano ao erário; III - irregulares, quando comprovada qualquer das seguintes ocorrências: a) omissão do dever de prestar contas; b) prática de ato ilegal, ilegítimo ou antieconômico; c) infração grave a norma legal ou regulamentar de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial; d) dano injustificado ao erário, decorrente de ato de gestão ilegítimo ou antieconômico; e) desfalque ou desvio de dinheiro, bens ou valores públicos. Lei Orgânica do TCEMG

23 JULGAMENTO DE CONTAS 1) DIMENSÃO POLÍTICA: JULGAMENTO DA GESTÃO (SOCIEDADE É A PRINCIPAL INTERESSADA) 2) DIMENSÃO SANCIONATÓRIA: PUNIBILIDADE DO GESTOR FALTOSO (PROCESSO DIRIGE-SE DIRETAMENTE AO GESTOR) 3) DIMENSÃO INDENIZATÓRIA: RESSARCIMENTO AO ERÁRIO

24 RESPONSABILIZAÇÃO A responsabilidade contábil deriva da relação jurídica que vincula o Estado a um sujeito de direito e se refere aos deveres relativos ao cuidado, à administração ou à disposição de bens públicos. A responsabilidade administrativa deriva de uma relação jurídica de emprego ou função pública e compreende todas as situações pelas quais se causa um dano como consequência da violação culposa ou dolosa de deveres específicos no exercício dessa função. O julgamento de contas é o procedimento que se origina quando a prestação de uma conta por parte do responsável é objeto de reparos e obriga o prestador de contas a contestar as acusações e a oferecer provas. (...) Se mediante a realização de um procedimento que tende à determinação de responsabilidades (sumário) surgem fatos que, em princípio, supõem transgressões aos deveres de um funcionário, deve-se abrir o julgamento administrativo de responsabilidade. Enrique Groisman e Emilia Lerner

25 PROCEDIMENTO E PROCESSO PROCEDIMENTO Atividade que precede a emissão ou emanação do provimento, constituída de atos que são disciplinados segundo um modelo normativo próprio, que determina sua especial forma de coordenação e de conexão, no iter até o final PROCESSO Espécie do gênero procedimento em que aqueles que sofrerão os efeitos do provimento participam, em contraditório, na atividade que o prepara. Elio Fazzalari/Aroldo Plínio Gonçalves

26 PROCEDIMENTO E PROCESSO Há processo sempre onde houver o procedimento realizando-se em contraditório entre os interessados, e a essência deste está na simétrica paridade da participação nos atos que preparam o provimento daqueles que, como seus destinatários, sofrerão os seus efeitos. CONTRADITÓRIO O contraditório não é o dizer e o contradizer sobre matéria controvertida, não é a polêmica que se desenvolve em torno de interesses divergentes sobre o conteúdo do ato. O contraditório é igualdade de oportunidade no processo, é a igual oportunidade de igual tratamento, que se funda na liberdade de todos perante a lei. Elio Fazzalari/Aroldo Plínio Gonçalves

27 PROCEDIMENTO E PROCESSO PROCEDIMENTOS DE CONTROLE PROCESSO PROCESSO É PROCEDIMENTO REALIZADO EM CONTRADITÓRIO

28 CONTAS ANUAIS TRANSPARÊNCIA? INFORMAÇÃO? RESPONSABILIDADE?

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