SIMULAÇÃO BIOECONÔMICA DA TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES EM BOVINOS DA RAÇA NELORE RENATO TRAVASSOS BELTRAME UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE

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1 SIMULAÇÃO BIOECONÔMICA DA TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES EM BOVINOS DA RAÇA NELORE RENATO TRAVASSOS BELTRAME UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE CAMPOS DOS GOYTACAZES RJ FEVEREIRO 2006

2 SIMULAÇÃO BIOECONÔMICA DA TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES EM BOVINOS DA RAÇA NELORE RENATO TRAVASSOS BELTRAME Tese apresentada ao Centro de Ciências e Tecnologia Agropecuária da Universidade Estadual do Norte Fluminense, como parte das exigências para obtenção do título de Mestre em Produção Animal Orientadora : Dra. Celia Raquel Quirino Co-orientadores : Dr. Luis Gustavo Barioni Dr. Reginaldo Silva Fontes CAMPOS DOS GOYTACAZES RJ FEVEREIRO 2006

3 SIMULAÇÃO BIOECONÔMICA DA TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES EM BOVINOS DA RAÇA NELORE RENATO TRAVASSOS BELTRAME Tese apresentada ao Centro de Ciências e Tecnologia Agropecuária da Universidade Estadual do Norte Fluminense, como parte das exigências para obtenção do título de Mestre em Produção Animal Aprovada em 10 de Fevereiro de 2006 Banca Examinadora: Dr. Luis Gustavo Barioni EMBRAPA CERRADOS Prof. Dr. Paulo Marcelo de Souza - UENF Prof. Dr. Reginaldo Silva Fontes - UENF Profa. Dra. Célia Raquel Quirino UENF (Orientadora)

4 Esta obra é dedicada a minha família. Em especial a meus pais (Adinalte e Carmen), objetos de minha faculdade permanente, tentando transmitir experiências para evitar a dor de algumas delas. Eles são meu exemplo.

5 AGRADECIMENTO A orientadora Dr a Célia Raquel Quirino e seu marido Sr. Emídio pelos estímulos, ensinamentos, amizade e confiança. Ao Dr. Luis Gustavo Barioni, amigo multidisciplinar, pelo apoio ter sido fundamental na elaboração deste trabalho. Pelos conhecimentos adquiridos na criação do modelo de simulação. Pela amizade, paciência... À Dani, pelo apoio, amor e compreensão nos momentos de ausência. À família Barioni pela amizade e apoio nas diversas etapas deste trabalho. À ABCZ, em nome do Sr. Carlos Henrique Cavalari, pela concessão dos dados. À Controlmax Consultoria e Sistemas Ltda pelos dados concedidos. Ao Dr. Aurélio (Veterinários Reunidos), pela amizade e dados fornecidos. Ao amigo Dario (Informática_ Embrapa Cerrados), pelo auxílio na elaboração do banco de dados. À CAPES pela concessão da bolsa de estudo. Aos amigos do laboratório de Melhoramento Animal (Aline, Giliana, Pedro, Ricardo, Roberto, Sabrina e Vivian). Aos amigos da república dos Brodi, em especial à Luis, Sávio e Leandro. Sou profundamente grato.

6 BIOGRAFIA Renato Travassos Beltrame, filho de Adinalte João Beltrame e Carmen Travassos Beltrame, nasceu em 16 de Novembro de 1977, na cidade de Vila Velha ES. Graduado em Ciências Econômicas em 1999 pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), e Medicina Veterinária em 2002, pelo Centro Universitário Vila Velha (UVV). Foi admitido em Abril de 2004 no Curso de Pós Graduação em Produção Animal, Mestrado com ênfase em Melhoramento Animal e Biotecnologia da Reprodução, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), em Campos dos Goytacazes RJ, submetendo-se a defesa de tese para conclusão em Fevereiro de 2006.

7 LISTA DE ABREVIATURAS TE Transferência de Embriões IM - Intramuscular ECG Gonadotrofina Coriônica Eqüina GnRH Hormônio Liberador de Gonadotrofina P 4 Progesterona CL Corpo Lúteo ECC Escore Condição Corporal LH Hormônio Luteotrópico ET Estresse Térmico VPL Valor presente Líquido TIR Taxa Interna de Retorno TETF Transferência de Embriões por Tempo Fixo PGf2α Prostaglandina Mg Miligramas µg - Arroba R/D Razão Receptoras por Doadora vs - Versus

8 CONTEÚDO RESUMO...ix ABSTRACT...xi 1- INTRODUÇÃO REVISÃO DE LITERATURA Determinantes da variabilidade bioeconômica dos resultados de programas de transferência de embriões Doadoras Número de embriões e Idade da doadora Número de colheitas consecutivas Preço de aquisição Receptoras Idade, raça e taxa de gestação Protocolos de sincronização e descartes Número de fêmeas recomendado para sincronização Estado Nutricional e estresse térmico Terceirização de receptoras Modelos e simulação de sistemas Variável aleatória Análise Econômica Valor Presente Líquido Taxa Interna de Retorno...15

9 2.5. Simulação de Monte Carlo Análise de Sensibilidade REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS TRABALHOS Densidade de probabilidade do número de embriões gerados por doadoras da raça Nelore Resumo Abstract Introdução Material e Métodos Dados utilizados Análise de consistência dos dados Consistência dos dados Seleção dos dados relevantes Freqüência observada dos dados Equivalência a uma distribuição de freqüência conhecida Resultados e discussão Conclusões Referências Bibliográficas Modelagem e aspectos econômicos da TE para doadoras da raça Nelore Resumo Abstract Introdução Material e Métodos Dinâmica de receptoras Dinâmica de embriões Modelagem matemática Protocolos de sincronização Análise Econômica Cenário base Outros cenários Resultados e discussão...62

10 Análise Econômica O modelo de simulação Resultados para Fazendas Resultados para Centrais de TE Composição de custos Conclusões Referências bibliográficas CONSIDERAÇÕES GERAIS...81 ANEXOS...82

11 RESUMO BELTRAME, Renato Travassos, M.S., Universidade Estadual do Norte Fluminense; Fevereiro de 2006; Simulação bioeconômica da Transferência de Embriões em bovinos da raça Nelore; Professora orientadora: Dra. Célia Raquel Quirino. Professores conselheiros: Dr. Luis Gustavo Barioni e Dr. Reginaldo Silva Fontes. Determinou-se a curva de densidade de probabilidade do número de embriões gerados por doadoras da raça Nelore. Para tal, utilizou-se de dados da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu e da Controlmax Acessória de Sistemas LTDA para determinar-se a freqüência observada desta variável em uma situação real. Analisaram-se informações provenientes de doadoras e coletas de embriões no período de 1991 a Buscou-se identificar através de comparação gráfica e análise numérica, uma distribuição de freqüência consagrada, que representasse da melhor maneira possível a variabilidade da variável aleatória estudada. Análises foram realizadas no software Microsoft Excel 8.0. Os dados foram aproximados à distribuição exponencial negativa e à distribuição Gama. Foi utilizado o método da máxima verossimilhança para estimar os parâmetros da distribuição. Estatisticamente procedeu-se o teste F e o cálculo do coeficiente de determinação para avaliação dos ajustes. A distribuição ajustada foi utilizada para o desenvolvimento de um simulador em Delphi 7.0, objetivando gerar estimativas de custo, índices econômicos e otimizar o uso dos animais para a biotécnica de Transferência de Embriões em fazendas e em Centrais da atividade para a raça

12 Nelore em um horizonte de dois anos. Simulações foram utilizadas para estudo da dinâmica de receptoras e de embriões. Seis cenários foram elaborados (Base, C1, C2, C3, C4, C5) e otimizados (recebendo a letra M: BaseM, C1M, C2M, C3M, C4M, C5M) através da utilização do número ideal de receptoras sugerido pelo modelo para projeção da atividade em cada sistema. Dentre os cenários estudou-se os efeitos da utilização de um protocolo de sincronização de receptoras tradicional e modificações decorrentes da migração para um protocolo de transferência de embriões por tempo fixo. Resultados permitiram concluir que tanto à distribuição exponencial quanto à distribuição Gama permitem representar adequadamente a variabilidade do número de embriões gerados por doadoras da raça Nelore. Assim sugere-se a utilização da função exponencial devido ao menor número de parâmetros a serem ajustados. Os resultados obtidos ainda permitiram afirmar que: a) somente o cenário C3M é viável para execução tanto em fazendas como em Centrais de TE; b) fazendas tendem a obter estimativas de custo superiores as Centrais de TE; c) A escolha do protocolo de sincronização de receptoras está fundamentada no estudo do comportamento do binômio (R/D) vs custo da prenhez, tanto para fazendas como em Centrais de TE; e d) O número que otimiza a razão R/D na sincronização com prostaglandina tende a ser superior ao observado na sincronização com P 4, sendo 24 e 25 para os cenários viáveis economicamente em centrais e em fazendas respectivamente. Palavras-chave: transferência de embriões, densidade de probabilidade, simulação, sincronização, viabilidade econômica, otimização.

13 ABSTRACT BELTRAME, Renato Travassos, Msc., Universidade Estadual do Norte Fluminense; February 2006; Bioeconomic simulation of embryo transfer with Nelore breed donors; Adviser: Dra. Célia Raquel Quirino. Committee members: Dr. Luis Gustavo Barioni and Dr. Reginaldo Silva Fontes. It was determined the density function of probability of the number of embryos collected per donor at Nelore breed. Data collected from the Brazilian Association of Zebu Producer and from a private company ( Controlmax Accessorial systems Ltda ) were used to determine the observed frequency of embryos collected in a real situation. Were analyzed information from donors and embryo transfers from 1991 to We tried to identify through graphical observation and numerical analysis, a usual distribution that represent the random variable studied. Analyses were realized in a Microsoft Excel 2003 software. Data were approximates to negative exponential and gamma distribution. It was used maximum likelihood method to estimate parameters from distribution. Statistical analysis proceeds the F test and the coefficient of determination. Through the determined curve parameters, a mathematical model was carry out at Delphi 7.0 to create estimative from costs, economical indices and optimize animal uses to ET at farms and ET centrals. Donors from Nelore breeds were used and project for two years time duration. At this model, simulations were used to study recipient and embryo dynamic. Six situations were created (Base, C1, C2, C3, C4, C5) and optimized (receiving M letter) through utilization adequate of number of recipient, suggest by model. In created situations, was studied traditional synchronization protocol to recipient and their transformations

14 and effects to an embryo transfer of fixed time migration. Results have showed that because of simplicity it must be used negative exponential distribution at probability density determination to represent similar variability of number of embryos collected in donors from Nelore breed. Nevertheless obtained results allow suggest that: a) only situation C3M can be executed with economical benefits; b) farms estimation are frequently higher than ET Central; c) The choose of recipient synchronization protocol is based on binomial (R/D); and d) R/D reason at prostaglandin tends to be higher that P 4, being 24 and 25 to C3M at ET centrals and farms respectively. Key words: embryo transfer, probability density, simulation, synchronization, economic viability, optimization.

15 2 1. INTRODUÇÃO As descobertas recentes ocorridas em relação aos aspectos da fisiologia da reprodução em bovinos possibilitaram o desenvolvimento de tecnologias capazes de aumentar a velocidade e a eficiência da disseminação do material genético de fêmeas zootecnicamente superiores (Christiansen, 1991), promovendo assim uma maior contribuição das mesmas para o melhoramento genético da espécie. Essas novas biotecnologias tiveram sua utilização viabilizada na prática, tanto econômica quando na forma de aplicação (Fortune et al., 1991; Ginther et al., 1997). A transferência de embriões (TE) é uma destas tecnologias. Esta técnica desenvolvese rapidamente na pecuária bovina brasileira. Com ela, o melhoramento genético pode ser efetuado com mais rapidez e eficiência, mesmo em pequenas populações de animais (Christiansen, 1991). Embora a técnica de transferência de embriões em bovinos tenha evoluído consideravelmente nos últimos anos, no Brasil, ainda alcança uma proporção pouco expressiva de rebanhos leiteiros e de corte. A produção de embriões por doadoras e a transferência destes às receptoras, constituem a atividade básica de um programa de TE. Em conseqüência, a seleção e o manejo de doadoras e receptoras, formam a parte mais importante de toda a biotécnica. As primeiras para maximizar a produção de embriões e as receptoras para estarem disponíveis em um momento oportuno, com boa fertilidade, possibilitando redução da estimativa de custo final da biotécnica (Palma, 2001). Embora várias descobertas envolvendo a fisiologia da reprodução, tenham sido realizadas nas últimas décadas, a TE, de uma maneira geral, ainda apresenta alta variabilidade nos índices de eficiência, gerando alto risco em relação aos seus

16 resultados (Beltrame et al., 2003a). Em um programa de TE, geralmente, relegam-se os cuidados com as receptoras em favor de uma atenção extremada às doadoras (Fernandes, 1994). Após a transferência dos embriões classificados como morfologicamente viáveis, a taxa de gestação situa-se em torno de 55% (Fernandes, 1999). Desta forma, tem-se uma perda de aproximadamente metade dos embriões coletados, o que se traduz num percentual aumento nos custos de cada produto, influenciando negativamente o produtor na hora de decidir em adotar está técnica. Além dos aspectos inerentes aos embriões, Fernandes (1999) destaca que a receptora, o ambiente e o método de inovulação, são de decisiva importância na taxa de gestação final. A eficiência dos índices resultantes de biotécnicas reprodutivas em bovinos abrange aspectos econômicos, ambientais e sociais. A implantação de sistemas mais lucrativos é necessária, e depende do arsenal de recursos e tecnologias disponíveis e também da gerência eficiente das variáveis que afetam diretamente o sistema. Existe demanda, portanto, por métodos eficazes de análise que permitam a avaliação quantitativa do impacto de diferentes protocolos de sincronização e tecnologias em situações específicas (Beltrame, 2002). Tais análises dependem, por sua vez, da capacidade de previsão permitida pelo conhecimento científico existente (Barioni, 2002b). Fick et al. (1994), citado por Barioni (2002), afirmam que Uma das características de uma ciência madura é sua capacidade de predizer e a capacidade preditiva é demonstrada pela construção e aplicação de modelos quantitativos. Assim, uma abordagem matemática de simulação é imprescindível para a otimização biológica e econômica da TE em bovinos. A redução dos riscos em programas de TE depende de uma análise que considere a variabilidade inerente

17 nos resultados da biotécnica e os danos e benefícios da otimização do uso de receptoras e doadoras frente aos protocolos de sincronização utilizados em diferentes números de animais por programa. Objetivos Neste contexto, colocam-se como objetivos deste estudo: 1) A determinação de uma curva de densidade probabilidade do número de embriões gerados para a raça Nelore visando possibilitar a simulação da variabilidade e risco inerentes aos programas de Transferência de Embriões. 2) Modelar matematicamente o processo de Transferência de embriões para dar apoio a decisões em sistemas comerciais de aplicação da biotécnica. 3) Determinar o número ótimo de receptoras por doadora. 4) Comparar a eficiência dos protocolos de sincronização de receptoras, por meio de indicadores econômicos, reduzindo o risco na execução da biotécnica.

18 2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1. Determinantes da variabilidade bioeconômica dos resultados de programas de transferência de embriões O termo Transferência de Embriões (TE) engloba o conjunto das atividades necessárias para retirar embriões do útero de fêmeas doadoras e a posterior deposição desses embriões no útero de fêmeas denominadas receptoras. Tem como finalidade principal, aumentar o número de produtos geneticamente superiores acelerando o melhoramento genético introduzido em diversas propriedades (Moraes et al., 2002). A operacionalização de programas de TE depende da disponibilidade de fêmeas receptoras que possibilitam o desenvolvimento dos embriões até o nascimento. A decisão quanto ao número adequado de receptoras é de grande importância econômica em sistemas comerciais. A grande variabilidade na produção de embriões por doadora decorre principalmente do diferencial em genética e do aporte nutricional fornecido aos animais. Além disso, a necessidade de que as receptoras sejam adquiridas e sincronizadas antes que se tenha conhecimento sobre o número de embriões viáveis, que serão obtidos por meio de doadoras superovuladas, dificulta a decisão sobre que número de animais utilizar (Beltrame et al., 2005). A sincronização entre receptoras e doadoras somente é possível através do uso de fármacos. Embora seja o único meio conhecido, nenhum dos fármacos

19 existentes ou combinação deles garante que a totalidade dos animais tratados estejam aptos à inovulação por ocasião da coleta dos embriões (Bó, 2000; Odde,1994). Diante da variabilidade de protocolos de sincronização e dos diferentes índices obtidos, o descarte de receptoras após terem sido sincronizadas com insucesso representa uma grande parcela da ociosidade e dos custos da atividade. Além dos aspectos inerentes à qualidade dos embriões, Fernandes (1999) destaca que a receptora, o ambiente e o método de inovulação, são de decisiva importância na taxa de gestação final. Galimbert et al. (2001) destacam o efeito da doadora, idade e qualidade dos embriões transferidos, método e local da transferência, sincronia doadora receptora, estado nutricional, níveis séricos de progesterona na receptora bem como o estresse calórico como responsáveis pela redução na taxa de gestação. Entretanto, segundo Fernandes (2003), vale lembrar que a TE é de longe a biotécnica que apresenta os menores custos para disseminação em maior escala do genótipo de uma fêmea Doadoras Número de embriões e Idade da doadora A produção média de embriões por colheita é muito variável. Segundo Fernandes (2003), para animais de origem Européia situa-se em torno de 5,5 a 6,0, e para zebuínos entre 4,5 e 5,0 estruturas viáveis, ou seja, embriões que poderiam ser congelados ou transferidos a receptoras tendo capacidade de gerar um novo indivíduo. Reinchenbach (2003) cita um valor médio mundial de 6,0 embriões viáveis por colheita, destacando que 35% das doadoras respondem acima deste patamar e 15% não respondem ao tratamento superovulatório. A resposta à superovulação pode apresentar produção de embriões variável, ficando desta forma, impossível prever, antes que as receptoras sejam sincronizadas, uma estimativa determinista confiável em relação ao número de embriões gerados em uma primeira coleta. Quanto à idade de doadoras, segundo Moraes (2002), novilhas púberes devem ser incluídas em um programa de TE desde que tenham adquirido forma muscular adulta e apresentem desenvolvimento anatomo-fisiológico que permita a realização dos procedimentos necessários para a colheita de embriões. Embora

20 mostrem satisfatória resposta ao estímulo superovulatório, tais animais freqüentemente apresentam dificuldades de introduzir o cateter por via trans-cervical comprometendo a eficiência da TE. Callesen et al. (1996) indicou que vacas respondem pior à superovulação que novilhas, mas produzem maior número de embriões viáveis. Hasler et al. (1983) verificou decréscimo no número de embriões recuperados em vacas acima de 15 anos. Este autor relata que doadoras de alto valor são mantidas na propriedade além da idade à qual a maioria delas seria descartada e que mudanças na eficiência reprodutiva de doadoras idosas têm importância econômica. Peixoto (2000) caracteriza a redução de fertilidade devido ao aumento de idade manifestado com decréscimo na taxa de ovulação, refletido pela redução no total de estruturas recuperadas, na taxa de fertilização e no número e porcentagem de embriões viáveis. Ainda, segundo Peixoto (2000), a redução na taxa de ovulação observada em doadoras idosas, quando comparadas às doadoras jovens, deve-se à redução do número de folículos capazes de responder às gonadotrofinas exógenas. Peixoto (2000), citando Hasler et al (1983), afirmam não encontrar efeito da idade a superovulação sobre o número de corpos lúteos palpados. Neste caso, um maior número de embriões foi recuperado de doadoras entre 3 e 6 anos de idade e, nos casos em que mais de 20 embriões foram recuperados, as doadoras estavam entre 5 e 9 anos de idade Número de colheitas consecutivas Segundo Bastidas & Randel (1987), a transferência de embriões seria de interesse se todas as doadoras pudessem produzir freqüentemente grande número de embriões. Segundo estes autores, a redução no número de embriões obtidos se deve a repetição do tratamento superovulatório e a animais que não respondem bem ou não respondem ao tratamento. Peixoto (2000) analisou diversos trabalhos e relatou redução na produção de embriões mais tendenciosa em Bos Indicus do que em Bos Taurus. No mesmo estudo foi relatado como único efeito indesejável o aumento de intervalos de partos devido às superovulações consecutivas.

21 Preço de aquisição Embora na maioria das vezes os custos de aquisição de doadoras não sejam computados na análise econômica do investimento, estes são de extrema importância para exibir a real possibilidade de retorno do projeto analisado (Puccini, 1999). Sempre que o valor comercial de um produto de TE não ultrapassar, com alguma margem, os custos de produção, a técnica torna-se economicamente inviável, o que ocorre na maioria dos rebanhos comerciais do Brasil (Fernandes, 2003). A evolução do agronegócio nacional vem supervalorizando o preço de matrizes, e com isso colaborando para um processo especulativo em torno do valor de venda de doadoras, principalmente as da raça Nelore. Desta forma todas as análises econômicas devem, quando avaliado o preço de aquisição, estabelecer até que ponto se torna recomendável desembolsar uma determinada quantia para a aquisição destes animais Receptoras As receptoras constituem uma parte fundamental de um programa de TE porque necessitam conceber e levar a gestação a termo. Segundo Reicheinbach et al. (2002), a aquisição destes animais é de custo alto, a manutenção é dispendiosa e o estado de saúde é crítico para o êxito da TE Idade, raça e taxa de gestação Callesen et al. (1996) preferem o uso de receptoras jovens por razões econômicas, logísticas e técnicas, não descartando o uso de vacas como receptoras. Reinchenbach et al. (2002), recomendam uma rigorosa avaliação reprodutiva e zootécnica, entretanto não indicam preferência por uma idade específica. Fernandes (1999) obteve taxas de gestação superiores a 50%, utilizando somente novilhas mestiças e comparando facilidade de inovulação não cirúrgica. Bó et al. (2004) apresentaram maiores taxas de gestação em novilhas quando comparado a vacas analisando-se dois protocolos de sincronização. Fernandes et

22 al. (2004) utilizaram 676 novilhas mestiças, para correlacionar concentração plasmática de progesterona à taxa de gestação. Neste trabalho os autores obtiveram taxa média de gestação de 55,03%, tendo encontrado maiores índices de gestação em receptoras com níveis de progesterona intermediários. Souza et al. (2004a) compararam o uso de receptoras girolandas (777) e azebuadas (461), de um total de 1238 inovulações efetuadas. Este autor descreveu que as receptoras girolandas foram mais eficientes (63 % vs 37%) e que os índices foram maiores quando inovuladas em sincronismo 0 e -12. Rodrigues et al. (2004) avaliaram a sincronização de novilhas para inovulação em tempo fixo, relatando taxas de gestação entre 28,3% à 35,3%. Reis et al. (2004) obtiveram taxa de gestação máxima de 46,5% quando compararam tempo e dose de Gonadotrofina corionica eqüina (ECG) na sincronização de 594 novilhas mestiças. Pugh et al. (2004) obtiveram média de 64% de gestação quando avaliaram o uso de inibidores da ciclooxigenase (COX) em 383 novilhas Protocolos de sincronização e descarte O papel desempenhado pelas receptoras é de grande importância na TE. Entretanto, os altos custos de manutenção de receptoras e a baixa eficiência de resposta aos programas de sincronização de estro, limitam a ampla aplicação e o sucesso da TE (Bó et al., 2004; Nasser et al., 2004). O estro da receptora pode ser natural ou induzido (Callesen et al., 1996). Na literatura, os autores se contradizem naquela que parece ser a melhor forma de sincronização dos animais. Estes autores referem que as taxas de gestação em receptoras com estro induzido são mais altas (Hasler et al., 1987; Barreiros et al., 2004; Bó et al., 2004; Nasser et al., 2004) em comparação com o estro natural (Wright, 1981; Callesen et al., 1994). Alguns trabalhos analisando a aplicação IM de prostaglandina para sincronização do estro, demonstraram uma variação na resposta ao protocolo, a aptidão e gestação de 44% a 68%, 46% a 60% e 39% a 65%, respectivamente (Fernandes, 1999; Baruselli et al., 2000; Tribulo et al., 2000; Galimbert et al., 2001; Barreiros et al., 2004; Bó et al., 2004). Estudos recentes demonstraram que é possível manipular a dinâmica folicular e luteal, abolindo a necessidade de observação de estro para realização da transferência de embriões ( Bó et al., 2001). Os tratamentos consistem na inserção

23 de um dispositivo vaginal e administração de uma combinação de fármacos (benzoato de estradiol, prostaglandina, ECG, GnRH, P 4 ) dias e doses prédeterminadas de acordo com o protocolo escolhido. Barreiros et al. (2004) utilizaram 524 novilhas mestiças comparando o aproveitamento de diferentes protocolos de sincronização de estro, demonstrando que existe a possibilidade de se aumentar o número de receptoras aptas por intermédio da sincronização para TETF. Dentre os trabalhos analisados, os resultados apresentados, congregam alta variabilidade dos índices, destacando-se valores entre 71% e 93% para taxa de aproveitamento e de 39% a 65% para taxa de gestação (Galimbert et al., 2001; Barreiros et al., 2004; Reis et al., 2004; Rodrigues et al., 2004). O protocolo conhecido como Ovsynch objetiva a ovulação e formação de um CL com aplicação IM de 25 µg de GnRH no dia zero para posterior luteólise com aplicação IM de 150µg de PGF 2α no dia sete. Uma segunda aplicação IM de 25µg de GnRH no dia nove tem a finalidade de desencadear a ovulação e sua sincronia (Moraes et al., 2002). Segundo Baruselli et al. (2000), o emprego do protocolo Ovsynch em novilhas não é recomendado. A baixa resposta ao GnRH por falhas de ovulação e luteinização não sincroniza o desenvolvimento de uma nova onda de crescimento folicular. Em igual situação, este protocolo não é efetivo em vacas em anestro (14,9% de taxa de prenhez) e somente deve ser utilizado em vacas ciclando (Thatcher et al., 1994). A resposta ao protocolo encontra-se próxima a 94% (Vasconcelos, 2000), apresentando taxas de gestação de 26 a 55% (Del Rey et al., 2001; Moraes et al., 2002; Steckler et al., 2002). Devido ao alto valor agregado dos embriões produzidos, elevado custo de manutenção e ociosidade das receptoras que não respondem ao protocolo de sincronização, alguns autores recomendam projetos que identifiquem o melhor momento de inclusão e retirada dos animais de um determinado projeto de TE (Beltrame, 2002; Beltrame et al., 2004) Número de fêmeas recomendado para sincronização Segundo Bó et al. (2004), em geral, se devem ter entre 5 e 6 receptoras aptas por doadora, visto que são obtidos 5 a 6 embriões viáveis por coleta. Quando se

24 utiliza a sincronização a partir de doses intervaladas de prostaglandina, em torno de 10 receptoras devem ser tratadas, já que espera-se que 5 a 6 estejam aptas (com um CL) de cada 10 tratadas, no momento da TE. Bó et al. (2002), avaliando protocolos de sincronização, relataram que de um total de 854 sincronizações com prostaglandina, 45% responderam ao protocolo e somente 26% do total estavam aptas a inovulação. Taxas de aptidão entre 51% e 60% do total de receptoras são relatadas por Baruselli et al. (2000), Tribulo et al. (2000) e Zanenga et al. (2000). Quanto aos protocolos que utilizam implante de progesterona a maioria dos autores refere taxas de aptidão entre 70% e 93% do total de receptoras tratadas. Neste caso, segundo os autores um número menor de receptoras x doadoras pode ser sincronizado por coleta. (Barreiros et al., 2004; Reis et al., 2004; Rodrigues et al., 2004) Estado Nutricional e estresse térmico Embora o aumento no fornecimento, no volume e qualidade dos alimentos possa influenciar a função reprodutiva de ruminantes, a relação entre nutrição e reprodução é complexa e as respostas são freqüentemente variáveis e inconsistentes. A baixa nutrição é a principal causa da reduzida fertilidade de vacas criadas em áreas tropicais e subtropicais (Bó et al., 2003). Baruselli et al. (2004) demonstram que o escore de condição corporal (ECC), indica, com elevada acurácia, o nível de armazenamento de energia do animal, o que esta diretamente relacionado ao re-início da atividade ovariana pós parto. Da mesma forma, restrição alimentar levando a baixo ECC influenciam de maneira negativa a liberação pulsatil de LH. Quanto ao estresse térmico (ET), existem diferenças genéticas em relação a tolerância ao calor, pois animais Bos indicus são mais termotolerantes do que animais Bos Taurus, em virtude de sua maior capacidade de transpiração (Bó et al., 2003). O ET afeta negativamente o desempenho reprodutivo dos animais sensíveis ao calor. Ainda, pode estar diretamente ligado ao aumento da temperatura corporal, a qual produz seus efeitos no aparelho reprodutor e no feto. A queda no desempenho reprodutivo se deve a diferentes fatores, dentre eles; redução do período de estro, o que resulta em menores taxas de detecção de estro normal;

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