Algodão: BM&F forma novos classificadores. Simulador BM&F começa 2008 com novos contratos 15/1/ ANO 10

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1 Simulador BM&F começa 2008 com novos contratos 15/1/ ANO 10 página 2 Algodão: BM&F forma novos classificadores A Bolsa de Mercadorias & Futuros realiza, de 11 de fevereiro a 17 de março, o Curso de Formação de Classificador de Algodão em Pluma. Até 2007, foram constituídas 77 turmas, com mais de classificadores formados. O programa, voltado para técnicos das áreas agrícola e têxtil, engenheiros agrônomos e classificadores de outros produtos vegetais, já registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), tem como objetivo atender à demanda da cadeia, explica o professor Marcos Antônio Alcântara da Silva, funcionário do Departamento de Classificação de Algodão da BM&F. A classificação do algodão é considerada item fundamental na negociação internacional do produto. A Bolsa oferece o serviço, reconhecido pelo Ministério da Agricultura, em São Paulo e no Mato Grosso, nos escritórios de Sorriso e Rondonópolis, este inaugurado em agosto do ano passado. Em 2007, o departamento classificou amostras representativas de 1,62 milhão de fardos de algodão, o equivalente a 322 mil toneladas. São Paulo respondeu por 739 mil fardos; Sorriso, 356 mil; e Rondonópolis, 357. A classificação segue o padrão universal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), por tipo, cor e folha. Cada tipo dado pelo classificador é um valor no mercado, reforça o professor. Nas 39 aulas teóricas e práticas, que acontecem no Departamento de Classificação da BM&F em São Paulo, são abordados temas como legislação fiscal, padronização genérica de produtos de origem vegetal, princípios básicos de classificação fundamental e especializada, e tecnologia de fibras. Para acompanhar as novas turmas, acesse: bmf.com.br.

2 NOTÍCIAS Simulador BM&F começa 2008 com novos contratos A Bolsa de Mercadorias & Futuros começa o ano 2008 trazendo novidades para o Simulador BM&F. Uma delas é a inclusão de dois novos contratos agropecuários, soja e milho. A outra a alteração refere-se aos futuros de café e de boi gordo. Antes eram negociados na versão míni, agora no tamanho do contrato-padrão o do café arábica são 100 sacas de 60kg e o do boi gordo, 330 arrobas. Para Verdi Rosa Monteiro, diretor de Desenvolvimento e Fomento de Mercado da BM&F, a idéia de aumentar o número de mercados negociados e o tamanho dos contratos foi para melhorar o entendimento dos participantes sobre os mercados futuros na Bolsa. Muitos gerentes de agências bancárias usam o simulador de forma didática para mostrar ao produtor como funcionam os contratos. Nesse aspecto, a versão míni dificultava um pouco, explica. As novidades não param por aí. A BM&F prepara para fevereiro a inclusão, no simulador, do futuro de juro (DI). Atualmente, é o contrato de maior liquidez e o mais utilizado nas salas de aula para explicar o mercado futuro, justifica Verdi. O Simulador BM&F oferece aos iniciantes em derivativos um espaço que simula operações realizadas nos pregões da Bolsa. Os participantes recebem uma quantia fictícia de R$150 mil para comprar ou vender contratos futuros. Podem também obter, no mesmo ambiente de internet, explicações sobre o funcionamento desses mercados. Para saber mais: Síntese Agropecuária é um informativo quinzenal da Bolsa de Mercadorias & Futuros-BM&F S.A. Comissão editorial: Edemir Pinto, Ailton Coentro e Alcides Ferreira. Jornalista responsável: Alcides Ferreira. Textos e produção: Alexandre Biancardi, Beto Saglietti, Fátima Lopes, Mariana Quaranta, Miguel Baia Bargas, Patrícia Brighenti, Renato Baumer Jr., Ronald Capristo Trapino, Rosangela Kirst, Rose Jordão e Simone Regina e Silva. Colaboradores: Fabiana Perobelli, Félix Schouchana, Luiz Cláudio Caffagni e Matheus Levi Gury de Souza. Veja no site: Bolsa de Mercadorias & Futuros-BM&F S.A., Praça Antonio Prado, 48, , São Paulo, SP, telefone O conteúdo desta publicação não representa nenhum posicionamento oficial da BM&F, nem deve ser interpretado como recomendação de compra ou de venda de contratos em seus mercados. Caso você queira receber a Síntese Agropecuária por , escreva para Os textos de análise de mercado trazem informações até 15 de janeiro de 2008.

3 Bolsa divulga os vencedores de 2007 Em janeiro, saiu a lista dos dez participantes que conquistaram os melhores retornos em suas operações realizadas no Simulador BM&F em Os três primeiros no ranking anual foram Álvaro de Almeida, Luciano Eugênio Silveira e Igor Constantino Kazakos, que ganharam um pacote de prêmios, dentre os quais curso on-line de livre escolha no Instituto Educacional BM&F, assinatura anual do jornal Valor Econômico, parceiro na premiação, e notebook. Do quarto ao décimo, os colocados receberam curso on-line de livre escolha no Instituto Educacional BM&F e assinatura semestral do jornal Valor Econômico. A BM&F também anunciou os cinco primeiros no bimestre novembro dezembro de 2007, Sidney Lee Saikovitch de Almeida, Diego Pujol Álvares, Olinto Er- landes Silva Magalhães, Vitor Augusto e Gilberto Rabello Sanglard. Todos ganharam um Ipod, uma assinatura bimestral do jornal Valor Econômico e o curso online Introdução aos Mercados Derivativos da BM&F. O Simulador BM&F fechou 2007 com 15 mil participantes. Em 2008, entra em vigor alteração no ciclo de periodicidade da premiação, que passará a ser quadrimestral. Para Verdi Rosa Monteiro, diretor de Desenvolvimento e Fomento de Mercados da BM&F, o período de dois meses mostrou-se curto demais. Passando para quadrimestral, o participante terá tempo para aprender a fazer rolagem de posições, encerramento de operações em determinado vencimento e abertura de posições para novos meses de negociação. Ranking anual º Álvaro de Almeida 2º Luciano Eugenio Silveira 3º 4º Igor Constantino Hidalmasy Kazakos Alexandre Alvares de Lima Machado França 5º Sidney Lee Saikovitch de Almeida 6º Giovanni Margarido Righetto 7º Glauco Luiz Santiago 8º Diego Carvalho 9º Yuquiyo Sakai 10º Arnaldo Berger Joaquim da Silva Ferreira é o novo presidente da Bolsa Brasileira de Mercadorias A Bolsa Brasileira de Mercadorias tem novo presidente: Joaquim da Silva Ferreira, que substitui Manoel Felix Cintra Neto, presidente da BM&F. Raymundo Padilha, da Central Regional do Ceará, assumiu a vice-presidência. A instituição foi criada com o objetivo de organizar, desenvolver e prover o funcionamento, por meio de sistemas eletronicos, de transações com mercadorias, bens, serviços e títulos, nos mercados primário e secundário, nas modalidades a vista, a prazo e a termo.

4 ALGODÃO Produção de algodão brasileiro tem elevação De acordo com levantamento da Conab, a produção de algodão pode atingir 1,59 milhão de toneladas. Em 8 de dezembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgaram o 4º Levantamento de Avaliação da Safra de 2007/08, no qual projetam a produção de algodão em pluma para 1,59 milhão de toneladas, significando crescimento de 4,8% ante a safra 2006/07, quando o Brasil bateu recorde de produção com 1,52 milhão de toneladas. Verifica-se também que, dentre as principais culturas no País, o algodão teve maior aumento percentual de área plantada: 4,8%, devendo atingir 1,15 milhão hectares contra 1,1 milhão da safra 2006/07. Tal cenário tem sido atribuído ao grande volume de contratos para entrega futura, sendo 85% destinados à exportação. Mesmo com estimativa de novo recorde de produção, os preços têm se mantido em ascensão desde 27 de novembro, quando o índice Esalq, para pagamento em oito dias, atingiu US$ 65,10/lb, chegando a US$ 73,77 nos dias 3 e 4 de janeiro. Esse comportamento dos preços deve-se à percepção de que o período de entressafra será maior do que o habitual, em decorrência da estiagem na época do plantio, o que fez atrasar todo o processo produtivo. As regiões mais afetadas pelo problema climático foram Goiás e Oeste da Bahia. Além do atraso na oferta do produto da atual safra, no último quadrimestre de 2007, houve expressiva recuperação do consumo de algodão pela indústria têxtil local, fazendo seus estoques se reduzir a níveis bem abaixo de suas necessidades e pressionando, por conseqüência, a demanda. Os preços internacionais também estão elevados neste início de ano. Os valores do Esse aumento pode ser atribuído à forte demanda chinesa pela pluma. A China, na Índice A da Cotlook ficaram muito próximos do índice Esalq, enquanto os preços da bolsa de Nova Iorque atingiram patamares de rifas de importação, que agora oscilam entre tentativa de conter a inflação, diminuiu as ta- US$ 65,00/lb, com máximo de US$ 68,67/lb 5% e 40% antes entre 6% e 40%. em 2 de janeiro (Gráfico 1). Mesmo com a queda na tarifa de importação chinesa, as exportações mudiais Os dados do último relatório do International Cotton Advisory Committee (Icac), deverão ser reduzidas na safra 2008/09, atingindo 8,7 milhões de toneladas, ante 8,9 mi- publicado em 2 de janeiro, não trouxeram diferenças relevantes em relação ao de dezembro: previsão de consumo mundial de 27,2 Esse declínio deverá ser motivado pela melhões de toneladas estimadas para 2007/08. milhões de toneladas para a safra 2007/08 nor produção do Paquistão, devido ao clima e produção de 25,7 milhões de toneladas. desfavorável, fator que se soma à provável Já para a temporada seguinte, o consumo substituição de áreas cultivadas com algodão estimado é de 27,5 milhões de toneladas e por oleaginosas para produção de biocombustíveis nos Estados Unidos, o terceiro maior a produção, de 26,9 milhões de toneladas, o que deve diminuir os estoques mundiais para produtor do mundo. 10,7 milhões de toneladas no final da safra Em 9 de janeiro, o Índice A Cotlook 2008/09 e, segundo o Icac, elevar o valor médio do Índice A da Cotlook de US$ 59,15/lb Iorque, março/08 ficou em US$ 69,02. Nessa fechou em US$ 73,20, enquanto, em Nova (2006/07) para US$ 67/lb (2008/09), acréscimo de 13,3%. de pagamento, situou-se em mesma data, o indicador Esalq, para oito dias US$ 74,63. US$ /lb gráfico 1 Evolução dos preços 80,00 75,00 70,00 65,00 60,00 55,00 50,00 45,00 40,00 jan-07 fev-07 mar-07 abr-07 mai-07 jun-07 jul-07 ago-07 set-07 out-07 nov-07 dez-07 Índice Esalq 8 dias Índice A Cotlook NYCE 1º vencimento Fonte: BM&F.

5 SOJA Mercado internacional de soja mostra grande volatilidade Esse cenário pode ser explicado pela crescente competição do mercado de biocombustível. O plantio de soja da safra 2007/08 está encerrado, conforme o último relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), emitido em 18 de dezembro. Os primeiros focos de ferrugem foram encontrados em lavouras nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná. Contudo, em relação à safra passada, as contaminações foram bem inferiores, uma vez que apenas quatro focos foram identificados, bem abaixo dos 75 durante o mesmo período do ciclo anterior. A situação climática tem permanecido satisfatória, principalmente nos estados de maior produção, como Mato Grosso e Paraná. De acordo com consultoria especializada, o clima tem auxiliado as lavouras cujo desenvolvimento vegetativo alcançava 95% até 4 de janeiro. Apesar de o mercado físico brasileiro ter apresentado relativa tranqüilidade, o cenário internacional foi bastante diferente. A grande volatilidade pode ser explicada pela crescente competição do mercado de biocombustível, em decorrência da procura por soja para fins alimentares. A demanda crescente da China vem sendo registrada nos relatórios do United States Department of Agriculture (USDA), nos quais se percebe elevação, em comparação ao ano anterior, na importação de soja de 28,7 milhões para 34 milhões de toneladas, enquanto o consumo aumenta de 45,6 milhões para 48,4 milhões de toneladas. O relatório do USDA de janeiro reduziu os estoques finais dos Estados Unidos a 4,76 milhões de toneladas para a safra 2007/08. Tais números revelam que a estimativa de estoques finais é bastante inferior aos da safra anterior, quando estavam em 15,62 milhões de toneladas. Em janeiro e fevereiro, os produtores norte-americanos decidirão qual grão soja ou milho será eleito para crescer em áreas que já não estejam comprometidas com rotação de culturas. Segundo a Agência Rural, para que o produtor decida aumentar a área de soja, a relação de preços entre as duas commodities deve estar acima de 2,5 a 2,6 atualmente, está em 2,42 e, no ano passado, nessa mesma época, estava em 1,9, o que explicou a diminuição de 15,8% na área de soja (de 30,6 milhões para 25,7 milhões de hectares) e a elevação de 19,5% na área de milho (de 31,7 milhões para 37,9 milhões de hectares). No mercado futuro da BM&F, os vencimentos que refletem a safra maio/08 e junho/08, fecharam em US$ 26,60/safra. Em dezembro, foram negociados contratos ( toneladas), contra ( toneladas) no mesmo mês do ano anterior. Esse aumento corresponde a um crescimento de 74,5% no número de contratos negociados. O prêmio de exportação para embarque de soja em maio de 2008 foi cotado em US$ 95,00/bushel, apresentando forte queda (Gráfico 3). A volatilidade do prêmio traz riscos para agentes que precificam soja brasileira em bolsas internacionais, uma vez que tais variações não estão sendo captadas internamente em toda sua magnitude. Em 2007, foram transacionados contratos de soja. Gráfico 1 Evolução dos preços da soja na cbot (dezembro/07) US$/saca de 60kg 4/12/2007 Fonte: CBOT. gráfico 2 Evolução dos preços futuros na bm&f US$/saca de 60kg Fonte: BM&F. 7/12/ /12/ /12/ /12/ /12/ /12/ /12/ /12/ /12/2007 3/1/2008 6/1/2008 ago/08 jul/08 mai/08 mar/ /12/07 06/12/07 09/12/07 12/12/07 15/12/07 18/12/07 21/12/07 24/12/07 27/12/07 30/12/07 02/01/08 05/01/08 mar/08 abr/08 mai/08 jun/08 jul/08 gráfico 3 Evolução do prêmio de exportação (embarque maio/08) US$ /bushel -40,00-50,00-60,00-70,00-80,00-90,00-100,00-110,00-120,00 jun-07 Fonte: BM&F. jul-07 ago-07 set-07 out-07 nov-07 dez-07 9/1/ /01/08 jan-08

6 MILHO Em 2007, sobe o volume na exportação de milho Com base nos dados da Secex, só em dezembro foram exportadas 901,7 mil toneladas do grão. O 4º Levantamento de Avaliação da Safra de 2007/08, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estimou que a produção nacional de milho deve totalizar 53,4 milhões de toneladas, o que representa acréscimo de 3,7% em relação a 2006/07. A previsão de área cultivada ficou em 14,3 milhões de hectares, mostrando incremento de 1,5%. O clima tem auxiliado o desenvolvimento das lavouras, as quais, segundo algumas consultorias, está fora de perigo, exceto em localidades isoladas no Oeste da Bahia. Quanto às exportações brasileiras, a demanda européia e os preços internacionais são os fatores que determinarão seu desempenho em A Europa apresentou indícios de que continuará demandando milho um deles foi a decisão da União Européia de acabar com as tarifas de importação do grão. Além disso, países da UE exigem que o milho seja nãotransgênico e o Brasil, por enquanto, é um dos poucos que apresenta essa característica. Com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), só em dezembro foram exportadas 901,7 mil toneladas do grão, contra 304,8 mil toneladas no mesmo mês de Até o final do primeiro semestre de 2008, espera-se que já tenham sido contratados 2 milhões de toneladas de milho. Apesar das expectativas, analistas não acreditam que os 10,5 milhões de toneladas exportados em 2007 sejam alcançados. A conseqüência do processo de exportação poderá ser o aumento da incerteza dos consumidores internos, diante da concorrência das tradings nos volumes de milho destinados ao abastecimento doméstico. Por outro lado, importante alteração decorrente do processo de exportação foi a modernização da relação contratual na cadeia do milho, pois o mercado exportador se caracteriza pelo planejamento antecipado dos embarques, devido à necessidade de o importador contratar o transporte marítimo com antecedência. Desse modo, as tradings têm firmado contratos a termo para minimizar o risco de originação de milho, transmitindo essa cultura para outros agentes. Segundo informações de mercado, produtores têm demandado da indústria e de criadores contratação e fixação de preço antecipada, o que pode favorecer operações com futuros na BM&F. O relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado em 11 de janeiro, ajustou para baixo a produção colhida no final de 2007 para 332,1 milhões de toneladas, representando declínio de 0,54% em relação à estimativa de dezembro. Já os estoques finais tiveram queda de 20% (9,1 milhões de toneladas), ficando em 36,5 milhões de toneladas. Explica-se essa redução pela revisão para baixo da produção e pela elevação no consumo doméstico em 2,6% (266,84 milhões de toneladas). De acordo com o mesmo relatório, a estimativa de produção da Argentina ficou em 22,5 milhões de toneladas para 2007/08, não sofrendo alteração em comparação à projeção anterior. Porém, conforme consultoria especializada, a seca ocorrida em dezembro, e a possibilidade de escassez de chuvas em janeiro podem deprimir a safra 2007/08 em pelo menos 2 milhões de toneladas, o que corresponde a 150 mil hectares. Em 14 de janeiro, os vencimentos da nova safra de verão março e maio/08 fecharam em R$25,74/saca e R$24,35/saca, respectivamente. Setembro/08, que representa a safrinha, encerrou em R$24,80/saca. No mês de dezembro, foram negociados contratos, equivalentes a mil toneladas, com média diária de ,50 mil toneladas. gráfico 1 evolução dos preços na cbot por vencimento US$/saca 12,00 11,50 11,00 10,50 10,00 9,50 9,00 Fonte: cbot. 01/11/07 06/11/07 08/11/07 12/11/07 14/11/07 mar/08 set/08 dez/08 jul/08 mai/08 19/11/07 18/12/07 20/12/07 26/12/07 28/12/07 03/01/08 R$/saca Gráfico 2 Evolução dos preços futuros do milho /11/07 Fonte: bm&f. 07/11/07 12/11/07 16/11/07 22/11/07 27/11/07 30/11/07 05/12/07 10/12/07 13/12/07 18/12/07 21/12/07 28/12/07 04/01/08 mar/08 mai/08 jul/08 set/08 nov/08

7 SIMULAÇÃO DE OPERAÇÕES Prêmio de exportação de soja: como sintetizá-lo utilizando o mercado futuro da BM&F Os contratos de exportação geralmente são assinados com meses de antecedência, dada a necessidade do planejamento de produção, logística, processamento etc. A precificação das mercadorias agropecuárias costuma utilizar duas modalidades de preço: fixo ou a fixar. Por exemplo, na maioria dos contratos de exportação de carne (bovina, de frango e suína), o preço é fixo; na maior parte dos contratos de soja, café e açúcar, o preço é a fixar. A diferença entre estes é o momento e a referência na definição do preço. No caso de preço fixo, a negociação ocorre em balcão 1, com o preço acordado antes da assinatura do contrato. Com o preço a fixar, este terá referência na cotação de determinada bolsa no dia da comprovação do embarque pelo exportador. A estrutura da cadeia de cada commodity e a existência de bolsas que refletem a formação de preços mundiais especificam a modalidade de contrato a ser negociada. Quanto à soja, tanto exportadores como importadores preferem fixar seus preços de venda e de compra em data posterior à assinatura do contrato, pois podem definir estratégias mais eficientes em momentos distintos. Exportadores e importadores de soja têm as cotações da bolsa de Chicago (CBOT) como referência de preço de seus contratos a fixar. Porém, essa estrutura comercial apresenta risco de base, em decorrência da imperfeita correlação entre o preço daquela bolsa e o da soja brasileira, gerando a necessidade de fixação entre as partes. Essa base é conhecida comercialmente de prêmio de exportação. A fixação do preço futuro na CBOT pode ser efetuada a qualquer momento, por meio de ordens de venda e de compra para o mês correspondente ao do embarque. Mas a fixação do prêmio de exportação (base) necessária para eliminar o risco de variação é realizada no mercado de balcão, com número restrito de participantes, pouca transparência e risco de crédito suportado pelos agentes. Determinação do prêmio de exportação sintético de soja Como os preços pagos nos contratos de exportação de soja são constituídos pelo preço da CBOT (da data de comprovação do embarque) ±V prêmio de exportação do mês de embarque, é possível representá-los pela igualdade abaixo: PFOB - Brasil = PCBOT ± Vpr ê mio (1) onde: P FOB-Brasil : preço da soja posta no navio (Free on Board, FOB); P CBOT : preço da CBOT do dia da comprovação do embarque; : valor do prêmio de exportação. V prêmio Por outro lado, com o preço da BM&F, que se refere à condição de soja depositada no corredor de exportação de Paranaguá, adicionado aos custos de embarque (fobbings), obtém-se o preço de exportação da soja na condição FOB, conforme a seguinte fórmula: onde: P = P + fobbings (2) FOB- Brasil BM& F P BM&F : preço da BM&F; fobbings : custos de embarque. Igualando as equações (1) e (2), obtém-se: P ± V = P + fobbings CBOT prê mio BM& F ou ± Vpr ê mio = PBM & F PCBOT + fobbings (3) Segundo a equação (3), o prêmio de exportação é igual ao resultado da subtração dos preços da BM&F aos da CBOT, acrescidos dos custos de embarque. O Gráfico 1 compara os prêmios para embarques maio de 2007 e 2008 com a diferença entre os preços da BM&F e da CBOT para os mesmos vencimentos, acrescentados do custo de embarque de US$7,50/t (US$ 20,41/bushel 2 ). Nota-se que a diferença entre as duas curvas representa oportunidades de arbitragem. Como negociar o prêmio de exportação sintético Para reproduzir o prêmio de exportação, basta efetuar uma operação conhecida como arbitragem: vender e comprar futuros do mesmo vencimento na BM&F e na CBOT, respectivamente, ou vice-versa. Se o cliente deseja sintetizar uma venda de prêmio de exportação para maio de 2008, deve vender soja na BM&F para junho/08 3 e comprar soja na CBOT para maio/08. Igualmente a uma venda de prêmio de balcão, na qual o valor do prêmio está fixado, na arbitragem, se o preço da soja na BM&F cair mais que proporcionalmente ao preço da soja na CBOT, haverá ajustes compensatórios nas duas bolsas de maneira que o cliente estará com o diferencial travado. Por outro lado, se um importador quiser sintetizar uma compra de prêmio, basta comprar BM&F e vender CBOT, pois o crescimento do preço na BM&F mais que proporcional ao da CBOT ocasionará ajustes nas posições futuras, de maneira a deixar o cliente sempre comprado no nível de prêmio sintético adquirido inicialmente. 1 O balcão é um mercado não-organizado, no qual os negócios são efetuados entre duas partes, que negociam entre si preço e outras condições comerciais, assumindo cada qual o risco de crédito da contraparte na operação. 2 1 bushel corresponde a 27,216kg. 3 Na BM&F, a entrega de soja de determinado mês ocorre no mês anterior. Logo, o último dia de negociação do futuro junho/08 será em 19 de maio de Na CBOT, o último dia de negociação do vencimento maio/08 será em 14 de maio de 2008.

8 SIMULAÇÃO DE OPERAÇÕES Dependendo do momento, essa ferramenta permite efetuar operações mais lucrativas do que a negociação do prêmio no balcão. Imagine que, em determinado momento, o resultado da operação nas bolsas, acrescentado dos custos de embarque, esteja acima do prêmio vigente. O vendedor que realizar a operação de arbitragem estará sintetizando um prêmio melhor que o de mercado. Se o mesmo resultado for abaixo do prêmio de mercado, poderá negociar um prêmio sintético mais lucrativo. O processo de decisão para efetuar prêmio sintético deve ainda considerar que: a liquidez pode ser maior do que a do mercado físico ou de balcão; o prêmio pode ser fixado a qualquer momento; o prêmio permite a pulverização de lotes ou a fixação de lotes menores (conforme a estratégia individual); o prêmio não carrega a obrigatoriedade de embarcar a mercadoria; a posição individual não se torna conhecida pelo mercado; o risco de crédito é baixo; o cliente não precisa participar do string 4 no corredor de exportação. gráfico 1 comparação entre prêmio de mercado e prêmio sintético para embarques em maio de 2007 e em maio de Prêmio MAIO/07 (US$ /bu) jun-06 jul-06 ago-06 set-06 out-06 dez-06 jan-07 fev-07 mar-07 abr-07 mai-07 jun-07 jul-07 ago-07 set-07 out-07 nov-07 dez-07 Fonte: BM&F, CBOT e Safras & Mercado. BM&F CBOT + fobbings (US$ /bu) Prêmio MAIO/08 (US$ /bu) String: jargão do mercado exportador de soja que diz respeito ao processo de negociação de prêmios de balcão entre diversos agentes, com base em um único volume de soja depositada. 15/1/ ANO 10 Impresso

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