MONITORIZAÇÃO DE FLUXOS DE CAPITAIS PRIVADOS PARA OS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO: CAPACITAÇÃO PARA CÓDIGOS, NORMAS E ANÁLISE

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1 MONITORIZAÇÃO DE FLUXOS DE CAPITAIS PRIVADOS PARA OS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO: CAPACITAÇÃO PARA CÓDIGOS, NORMAS E ANÁLISE RELATÓRIO DA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL PARA AS PARTES INTERESSADAS Dar es Salaam, de Março de 2002 Development Finance International Ltd 4 th Floor, Lector Court, Farringdon Road, London EC1R 3AF, UK Tel: Fax: Correio Electrónico: Web:

2 SUMÁRIO EXECUTIVO DFI, os seus parceiros regionais MEFMI e WAIFEM, e o Banco da Tanzânia organizaram em Dar es Salaam a de Março um workshop internacional para encerrar a fase-piloto do programa Monitorização de Fluxos de Capitais Privados para os Países em. O workshop, que foi muito bem acolhido, contou com a comparência de 76 participantes de 18 países africanos, caraíbas e latino-americanos, e foi facilitado por 12 organismos regionais/internacionais. Os participantes examinaram as conclusões da Fase 1 e os aspectos-chave para a Fase 2, e partilharam melhores práticas internacionais na monitorização e análise de fluxos de capitais privados. As equipas dos países conduziram as discussões e definiram as suas prioridades para os próximos passos em planos de acção. Os ensinamentos da Fase 1 para monitorização são apresentados na Secção 3 abaixo. De acordo com os seus planos de acção, na Fase 2, os países desejam aperfeiçoar mais a monitorização: Continuando a empreender inquéritos sobre todos os stocks e fluxos de capitais privados estrangeiros, incluindo a dívida externa do sector privado, e a integrar estes inquéritos com inquéritos sobre a monitorização da conta corrente e as percepções dos investidores para melhorar as taxas de reacção. Continuando a melhorar o compromisso político face à implementação das recomendações das políticas, cimentando a coordenação com o sector privado e os ministérios estratégicos, e aperfeiçoando instrumentos legais para assegurar a confidencialidade dos dados e fazer cumprir os mandatos de recolha. Alargando as bases de dados das empresas com activos e passivos estrangeiros. Continuando a coordenar com outros inquéritos para evitar a duplicação. Assentando numa taxa de reacção de 82% do sector privado através de feedback analítico abrangente a todas as partes interessadas, e métodos aperfeiçoados de publicidade e trabalho de campo. Aperfeiçoando métodos para a validação de dados, formando o sector privado para entender aspectos técnicos, tranquilizando os investidores quanto à confidencialidade dos dados, e melhorando os dados. Continuando a desenvolver o software para analisar os APE e as percepções dos investidores, e aumentando a formação em CS-DRMS/SIGADE para a dívida do sector privado. Cumprindo e excedendo ainda mais os códigos e as normas internacionais, incluindo o BPM 5, e a cobertura, periodicidade e oportunidade do sistema GDDS. Comparando os dados com os países regionais e da OCDE e com as instituições internacionais. Os ensinamentos extensivos analíticos e de políticas da Fase 1 são apresentados na Secção 4 abaixo. Os países desejam basear-se nestes ensinamentos na Fase 2 através da análise: da volatilidade e da sustentabilidade dos fluxos e stocks de capitais privados, que são muito maiores do que previamente pensado; das implicações e das motivações para uma parcela muito elevada do financiamento da dívida do sector privado com termos altamente variáveis; da extensão e das perspectivas para a equidade de portfólio que não é registada a nível internacional; Relatório do Workshop Internacional 1

3 da diversificação acelerante dos países de origem dos investimentos, especialmente de dentro de África (incluindo o investimento africano registado offshore ou no estrangeiro); da forma como encorajar fluxos para todas as regiões do país receptor através da melhoria das ligações dos transportes, das infra-estruturas, e da mão-de-obra especializada; da forma como diversificar os sectores receptores, especialmente na agricultura e na agro-indústria; das taxas de rentabilidade exigidas ao capital privado estrangeiro. Os ensinamentos fascinantes dos inquéritos sobre as percepções dos investidores já estão a ter um grande impacto nas políticas, incluindo: a intenção de três quartos dos investidores de alargarem o seu investimento; iniciativas mais fortes para aumentar a estabilidade política regional e nacional e combater a criminalidade e a insegurança urbanas e suas causas sociais; o aumento dos mercados regionais/nacionais e do poder de compra popular, através da estabilização das taxas de câmbio e tomando em conta os pontos de vista dos investidores quanto à política fiscal e comercial; o aumento do acesso ao financiamento local, através da diversificação das fontes de financiamento não-bancárias; a melhoria da qualidade das infra-estruturas e a redução do seu custo, e a reforma das leis agrárias escutando ao mesmo tempo os pontos de vista dos pobres; o aumento da formação vocacional para fornecer mão-de-obra especializada, tomando em conta os pontos de vista dos investidores na reforma das leis do trabalho e acelerando a luta contra pandemias; a simplificação dos arranjos institucionais de investimentos e a identificação das causas de corrupção quer para investidores públicos quer para investidores do sector privado. No entanto, os governos também estão a evitar reacções automáticas aos resultados dos inquéritos: Comparando-os com partes interessadas nacionais chave (por exemplo, investidores, sindicatos); Comparando-os com os resultados dos países vizinhos para julgar a objectividade; Analisando-os de forma mais objectiva face a tendências económicas específicas; Comparando-os com rankings de países noutras análises internacionais. Também estão a identificar futuras melhorias a inquéritos sobre as percepções, incluindo uma incidência em aspectos negativos chave em mais pormenor, para identificar reacções rápidas a políticas. Os países também desejam alargar a agenda analítica para a Fase 2 em duas direcções que são cruciais para a avaliação da contribuição de capitais estrangeiros privados para o desenvolvimento através da: concepção de estratégias nacionais abrangentes de financiamento do desenvolvimento, incluindo a sustentabilidade e a volatilidade dos capitais privados. Isto irá ajudar a definir políticas para atrair os fluxos mais sustentáveis e menos voláteis, a prever e combater mudanças na direcção dos fluxos, conceber directivas para assistir o sector privado na mobilização de capitais nos melhores termos, e aperfeiçoar políticas de garantia. Relatório do Workshop Internacional 2

4 avaliação da contribuição de capitais privados para um desenvolvimento sustentável e redução da pobreza, analisando a transferência de tecnologias e competência, encadeamentos retrógrados e à frente, códigos de ética, práticas ambientalistas, e políticas sociais sem duplicar outros esforços nacionais de recolha de informações semelhantes. Na Fase 2, que irá durar 3 anos a partir de Julho de 2002, os países estão determinados a assegurar a sustentabilidade do programa, empoderando as instituições regionais para executarem o programa; assumindo eles próprios a responsabilidade pela execução das recomendações das políticas; assegurando uma propriedade crescente através de reformas institucionais e contribuições mais elevadas de financiamento local; e continuando a partilhar melhores práticas através de produtos de informática, novas metodologias e seminários internacionais; demonstrar eficazmente a sua reivindicação para participar na Fase 2 (19 países e 2 organismos regionais expressaram uma reivindicação forte, mas o financiamento terá que ser racionado de acordo com a propriedade, os progressos e as necessidades do país); reivindicar apoio adaptado às suas necessidades em termos de consolidação do apoio às partes interessadas, compromisso político e estruturas institucionais/legais; metodologia e software; bases de dados dos investidores; formação das partes interessadas; maximização das taxas de reacção; verificação dos dados, análise e redacção de relatórios; e introdução de novas metodologias tudo dependendo cada vez mais da competência nacional. Relatório do Workshop Internacional 3

5 1. Introdução Development Finance International, os seus parceiros regionais MEFMI e WAIFEM, e o Banco da Tanzânia foram anfitriões de um Workshop Internacional em Dar es Salaam a de Março para encerrar a Fase 1 do programa de Monitorização de Fluxos de Capitais Privados para os Países em : Capacitação para Códigos, Normas e Análise. O workshop contou com a comparência de 76 participantes, representantes de 18 países africanos, caraíbas e latino-americanos, 1 e foi facilitado por quadros de DFI, dos doadores financiadores (DFID, Seco e Asdi) e de organismos regionais/internacionais. 2 Este relatório descreve o evento, as suas conclusões metodológicas e analíticas importantes, e os próximos passos e aspectos de políticas para a Fase 2 do programa que está actualmente a ser finalizada pelas partes interessadas. Contém um resumo das circunstâncias e dos planos de acção dos países muito mais pormenorizados para a Fase 2, que foram preparados no workshop, e que estão disponíveis junto das autoridades dos países ou de DFI. 2. Metodologia Os participantes examinaram as conclusões da Fase 1 e os aspectos-chave para a Fase 2, e partilharam melhores práticas internacionais e regionais para monitorização e análise de fluxos de capitais privados. Mantendo a sua propriedade da Fase 1, as equipas dos países (de bancos centrais, gabinetes de estatística, agências de promoção do investimento e ministérios das Finanças) conduziram as apresentações e as discussões com apoio de peritos internacionais e regionais. Os dois primeiros dias discutiram ensinamentos de monitorização e os próximos passos incluindo o alcance de todos os alvos do Sistema Geral de Divulgação de Dados (General Data Dissemination System, GDDS) do FMI, e a cooperação com países vizinhos, países OCDE e organismos internacionais. Os dois dias seguintes cobriram ensinamentos analíticos e caminhos em frente, especialmente a sustentabilidade de capitais privados e a sua contribuição para a redução da pobreza e um desenvolvimento sustentável. As equipas dos países definiram a seguir as suas prioridades para os próximos passos em planos de acção pormenorizados, que serão apresentados aos doadores para financiamento na Fase 2. O workshop constituiu também um fórum para discussão com os países e os parceiros regionais do rascunho de uma proposta para a Fase 2, e entrevistas para apoiar a análise da Fase 1 que está a ser empreendida pelo DFID do Reino Unido. Todos os aspectos do workshop obtiveram uma avaliação muito elevada dos participantes, tendo 98% considerado que este tinha sido muito útil e vital para as suas vidas de trabalho quotidiano. 1 África do Sul, Botsuana, Etiópia, Gâmbia, Gana, Guiana, Jamaica, Lesoto, Malawi, Maurícias, Nigéria, Quénia, Suazilândia, Tanzânia, Trindade e Tobago, Uganda, Zâmbia, e Zimbabué. 2 O BEAC, o CEMLA, o COMESA, o MEFMI, o Secretariado da OCDE e o WAIFEM compareceram à conferência. O Serviço de Pesquisa e Informações sobre Investimentos Éticos (Ethical Investment Research and Information Service), o FMI, a OCDE, a CNUCED e o Banco Mundial forneceram documentos de fundo e apresentações, e o workshop também discutiu um projecto de LSE-CREFSA sobre a conciliação de dados entre 4 países da África Austral. Relatório do Workshop Internacional 4

6 3. Ensinamentos de Monitorização 3.1. Âmbito Como resultado da Fase 1, os países participantes estão a empreender inquéritos sobre todos os stocks e fluxos de activos e passivos estrangeiros (APE) do sector privado necessários para dados da balança de pagamentos (BdP) ou da posição do investimento internacional (PII). Alguns foram mais longe para captar a dívida externa do sector privado (DESP) empréstimo por empréstimo e melhorar a sua monitorização da conta corrente. A metodologia vai também além dos códigos internacionais, através da recolha de dados por sector receptor mais amplo, e por país de origem. Todos querem cimentar estes empreendimentos na Fase 2. A Fase 1 mostrou o valor de inquéritos simultâneos sobre as percepções dos investidores no aumento do diálogo entre os sectores público e privado e na melhoria da reacção a inquéritos sobre APE. Todos os países irão empreender inquéritos sobre as percepções dos investidores na Fase 2. Vários países irão aperfeiçoar a metodologia / alargar o âmbito para incluir a responsabilidade social das empresas (CSRG). Este é discutivelmente um ensinamento da Fase I, para restabelecer o equilíbrio no diálogo público-privado, i.e. não só como o governo pode melhorar o clima de investimentos, mas também como as empresas podem contribuir para o desenvolvimento nacional e regional em parceria com o governo Instituições e Legislação Em quase todos os países, instituições reforçadas e uma coordenação mais eficaz entre estas em estruturas existentes ou novas, melhoraram a eficiência e a poupança de custos. Isto tem sido essencial ao êxito dos inquéritos. Como resultado, todos têm planos para continuar a melhorar o compromisso político face à implementação das recomendações das políticas, e cimentar a coordenação com o sector privado e os ministérios estratégicos na Fase 2. Através da aplicação de melhores práticas internacionais, a Fase 1 ajudou os países a identificar, rever, fortalecer e publicar Leis e outros instrumentos legais, que asseguram a confidencialidade dos dados recolhidos e fazem cumprir os mandatos de recolha das agências do governo. Estes instrumentos continuarão a ser desenvolvidos na Fase Amostra Na Fase 1, os países compilaram bases de dados muito mais abrangentes e sofisticadas das suas comunidades de investidores. Isto conseguiu-se visando empresas acima dos limiares mínimos de investimento para inquéritos, ao mesmo tempo que se equilibrou o tamanho da amostra com representação por região e sector. Incidiram particularmente em empresas com passivos estrangeiros porque estes são os maiores fluxos e stocks. Os países serviram-se de fontes de informação múltiplas, incluindo agências de promoção do investimento, bancos centrais, gabinetes de estatística, registos das pessoas colectivas, zonas de promoção de exportações e especialistas sectoriais (ministérios sectoriais e entidades coordenadoras do sector privado, por exemplo, câmaras, banqueiros e outras associações). Na Fase 2, irão continuar a aperfeiçoar estas bases de dados, visando empresas com passivos estrangeiros em que os fluxos de capitais externos tenham sido, ou estejam a ser, liberalizados. Também irão continuar a coordenar com outros Relatório do Workshop Internacional 5

7 inquéritos (tais como inquéritos a empresas) para incluir perguntas-filtro, que ajudam a identificar empresas com APE e a evitar qualquer duplicação de esforços Taxa de Resposta A resposta aos inquéritos foi extremamente elevada, atingindo uma média de 71% das empresas com APE, e uma estimativa de 82% dos APE totais, fornecendo uma base fidedigna para análise. Isto reflectiu melhores práticas que irão continuar na Fase 2, incluindo: Sensibilização e continuação do estabelecimento de relações cooperativas entre os sectores público e privado através de workshops, colaboração com associações do sector privado, e cobertura e anúncios na imprensa/nos mass media. Estes testaram a metodologia, forneceram informações sobre os benefícios mútuos do exercício, e informaram o sector privado do mandato legal de recolha de dados. Metodologia de uso fácil e administração e acompanhamento pró-activos de formulários por quadros formados da sede e dos gabinetes regionais, usando manuais de recenseadores abrangentes personalizados, que serviram para fortalecer o entendimento público-privado. Visar o nível apropriado (Director-Geral, Chefe da Contabilidade, ou equivalente). Integração de perguntas de APE e Percepções de Investidores para aumentar a reacção. Coordenação com outros inquéritos ou eventos nacionais, reduzindo as cargas dos respondentes. Prioridade a grandes empresas e sectores/regiões chave, através de mecanismos de acompanhamento e técnicas de gestão eficazes. Relatórios atempados e abrangentes da análise ao sector privado no fim de cada projecto nacional forneceram uma base para a continuação de um nível elevado de respostas no futuro, conforme demonstrado por um feedback positivo por parte do sector privado em eventos de encerramento. Não obstante, os países irão continuar a aperfeiçoar a publicidade e o trabalho de campo na Fase Validação, Melhoria e Software de Dados Para validar os dados recolhidos em inquéritos, os países usaram verificações integradas em formulários e outras fontes incluindo balanços, informações publicadas e os órgãos de comunicação social. Continuarão a alargar o uso de tais fontes na Fase 2. Em comum com os países OCDE, o sector privado tem problemas técnicos em reportar valor comercial, remessas de dividendos e dívida (especialmente interempresas e comerciais) de curto prazo. A Fase 2 continuará a ministrar-lhes formação nestes aspectos. Os relatórios sobre alguns dados não eram suficientes, especialmente sobre receitas, lucros e dividendos retidos. Isto reflecte a desconfiança por parte do sector privado de relatórios às autoridades fiscais. A Fase 2 continuará a tranquilizar os investidores quanto à confidencialidade dos dados apresentados. Para superar erros de declaração, o programa desenvolveu métodos para melhorar os dados usando análise sectorial, empresas de tamanhos semelhantes, dados de outros inquéritos ou bases de dados, e entrevistas a investidores. A Fase 2 continuará a aperfeiçoar estes métodos. Relatório do Workshop Internacional 6

8 A Fase 1 desenvolveu o software Access para registar e analisar os APE e os dados das percepções dos investidores. Os países consideraram isto fácil de usar e fácil de adaptar às necessidades nacionais, mas sugeriram melhorias à documentação e aos resultados na Fase 2. Os países estão a começar a usar o CS-DRMS do Secretariado da Commonwealth e o SIGADE da CNUCED para registar dados da DESP, mas requerem mais apoio e formação nestes sistemas, especialmente no tratamento de empréstimos interempresas e da dívida de curto prazo. Os países entrarão em contacto com o MEFMI, o ComSec e a CNUCED no que respeita a estes aspectos durante a Fase Cumprindo Códigos e Normas Internacionais Todos os países da Fase 1 cumpriram a maior parte das normas do GDDS 3 e excedem muitas: Cobertura: agora todos captam todas as componentes relevantes da BdP (GDDS), e da PII (um prolongamento recomendado do GDDS). Alguns recolhem a DESP empréstimo por empréstimo (indo além do GDDS), e outros estão a considerar isto para a Fase 2 em que a DESP é grande ou o seu vencimento ou a sua composição tem implicações de políticas importantes. Além disso, a pedido dos países, o programa ajudou-os a melhorar a monitorização de rubricas da conta corrente através do empreendimento de inquéritos integrados, reduzindo desse modo a carga do sector privado e conservando recursos escassos. Vários países encontravam-se a um nível mais básico antes do programa, que os ajudou a passar da 4ª para a 5ª Edição do Manual da Balança de Pagamentos (BPM 5) do FMI, conforme requerido nos seus relatórios ao FMI. Periodicidade: todos cumpriram as normas do GDDS de recolha anual, mas tencionam passar a uma recolha mais frequente (um prolongamento recomendado do GDDS ou além do GDDS para a DESP) a médio prazo conforme a necessidade o ditar e os recursos o permitirem. Oportunidade: todos tiveram problemas em cumprir as directivas do GDDS (6 meses após o período de referência), reflectindo o timing e a duração do primeiro censo. Tencionam cumprir as directivas de aprazamento dentro dos próximos 2-3 anos. Transparência/relatórios: os países estão a apresentar dados/análise a todas as partes interessadas, especialmente aos sectores privado e público e à comunidade internacional, com base nas prioridades que estas partes interessadas identificarem para tomadas de decisão. Os países também estão a reportar ao FMI em conformidade com o formato no BPM Comparando Dados com Outros Países e Instituições Internacionais A maior parte dos conjuntos de dados dos países é agora suficientemente fidedigna para efectuar comparações que valem a pena com vizinhos regionais (especialmente países de origem tais como a África do Sul ou o Quénia), e com países OCDE (em publicações nacionais ou de organismos internacionais tais como o BPI e a OCDE). 3 O GDDS fornece um conjunto de directivas voluntárias sobre a qualidade dos dados incluindo a cobertura de rubricas específicas de dados, das quais a BdP constitui uma parte, a frequência da recolha, a oportunidade da publicação, e a qualidade / a transparência dos relatórios. A componente da BdP é muito consistente com a 5ª Edição do Manual da BdP do FMI, o Sistema de Contas Nacionais e outros códigos novos, incluindo o Guia da Dívida Externa. Relatório do Workshop Internacional 7

9 Assente na experiência do FMI e da OCDE, proteger a confidencialidade dos dados poderá impossibilitar uma conciliação de dados com qualquer grau de desagregação. Contudo, poderá revelar-se útil comparar dados agregados (como LSE CREFSA fez) ou métodos de compilação (como a DFI e a LSE estão a fazer), e desenvolver capacidades nos países para implementar uma metodologia comparável (como a DFI está a fazer). Também será útil comparar tendências nacionais com tendências regionais e internacionais. Um aspecto importante da Fase 2 do programa da DFI será proporcionar aos países maior acesso aos dados internacionais, e uma metodologia para a compilação destes dados para que possam julgar a sua qualidade e utilidade de suplementarem conjuntos de dados nacionais. 4. Ensinamentos Analíticos e Implicações das Políticas 4.1. Conclusões e Ensinamentos sobre Activos e Passivos Estrangeiros Os fluxos e stocks de capitais privados são na maior parte dos países maiores do que previamente pensado. Embora os relatórios sejam frequentemente insuficientes, as remessas de capitais e dividendos são também muito mais elevadas, contrabalançando uma grande parcela de entradas. A proporção de entradas e saídas acentua o seu actual e potencial impacto na BdP, na taxa de câmbio e na economia no sentido mais lato, especialmente em caso de volatilidade. Mais de três quartos do capital é fornecido pelas próprias empresas, em investimentos de equidade directa estrangeira, ou financiamentos das partes interessadas e inter-empresas. Contudo, quando financiamentos das partes interessadas e inter-empresas são acrescentados a financiamentos de outras fontes, os investidores têm rácios elevados de dívida/equidade. Estes variam entre cerca de um terço para a Tanzânia e quase 90% para a Guiana. As maiores empresas (especialmente em indústrias extractivas) financiam 80-90% dos seus projectos através de financiamentos. Os termos da dívida são altamente variáveis, tendo os financiamentos interempresas termos mais baratos e mais flexíveis dependendo da capacidade de pagar, mas tendo outros empréstimos taxas de juro elevadas (superiores a 10% em média). Níveis elevados de financiamento da dívida devem-se a impostos ou impostos de selo mais favoráveis, e ao desejo de alguns investidores estrangeiros evitarem compromissos de longo prazo de fundos de equidade. Os países precisam de mais análise de motivações e termos da dívida na Fase 2. Todos os países têm passivos de equidade de portfólio, embora os conjuntos de dados internacionais os reportem como zero. Estes são pequenos onde não existem bolsas de valores, ou estão vedadas a não-residentes, ou têm baixa capitalização ou liquidez. Porém, os países não estão a captar transacções por fundos internacionais de equidade de portfólio ou transacções de não-residentes na dívida pública de uma forma integrada, e muitos planeiam liberalizar em breve entradas e saídas de portfólio assim a Fase 2 deve incidir no registo destes fluxos com exactidão. O investimento provém de uma grande variedade de países, incluindo fontes tradicionais (EUA e Europa) assim como novas (Austrália e Canadá). Os países de origem estão estreitamente ligados a sectores especialmente ao sector mineiro e ao do petróleo, mas também reflectem motivações tais como vínculos coloniais, alianças estratégicas e políticas. Relatório do Workshop Internacional 8

10 O investimento intra-regional continua a crescer rapidamente, perfazendo os investidores africanos um terço da população total de investidores. Países de origem chave incluem a África do Sul, o Gana, o Quénia, as Maurícias, e os países do Norte de África. É difícil acompanhar a verdadeira origem/fonte de um investimento i.e. onde se tomou a decisão de investir por oposição ao país onde o investimento foi registado. Embora o último determine a classificação do investimento na BdP, o primeiro deverá orientar a política de promoção do investimento. Existem duas complicações principais: o Os investidores residentes estão a exportar capital, e depois a registar os seus investimentos como sendo provenientes de jurisdições estrangeiras, especialmente das Ilhas Caimãs, Bermudas, e de outros paraísos fiscais. Como resultado, muito investimento estrangeiro é na realidade dinheiro controlado por residentes de países africanos e caraíbas. o Muitas grandes empresas africanas (tais como fábricas de cerveja sulafricanas e anglo-americanas) estão a registar-se no estrangeiro, para que os investimentos pareçam ser provenientes de países OCDE, sendo na realidade provenientes de África. Os países irão acelerar esforços para detectar os verdadeiros países de origem na Fase 2. As regiões receptoras são muito mais diversas do que previsto, mas algumas regiões estão a atrair muito pouco investimento. Os factores que determinam a distribuição regional são a proximidade de cidades grandes (com maiores tamanhos de mercados), transportes para mercados internacionais e regionais, recursos naturais (especialmente minerais), infra-estruturas, e força de trabalho especializada. As equipas sugeriram por conseguinte políticas para diversificar os fluxos regionais. Os sectores receptores também são muito mais diversos do que previsto. Os sectores que recebem a parte de leão do financiamento estrangeiro são o manufactureiro (Malawi, Tanzânia), o mineiro (Guiana, Tanzânia), o das telecomunicações (Uganda), do turismo (Gâmbia, Tanzânia) e o financeiro (Gâmbia). A agricultura está a sofrer de um deficit de investimento devido a riscos elevados, à falta de incentivos de políticas, e a investimentos complementares limitados nas infra-estruturas por parte do governo. Os países estão actualmente a analisar taxas de rentabilidade (incluindo a comparação de taxas de remessas de lucros e dividendos sobre o IDE, e taxas de juro sobre os financiamentos). Irão desagregar esta análise para verificar taxas de rentabilidade para diferentes sectores ou países de origem, permitindo-lhes aperfeiçoar a análise da BdP e a política de promoção do investimento Conclusões e Ensinamentos sobre as Percepções de Investidores Perguntas sobre as percepções dos investidores dos climas de investimento nacionais atraíram reacções muito positivas, estando os investidores muito dispostos a aumentar o investimento futuro. Não obstante, os países retiraram muitos ensinamentos importantes para políticas futuras: A expansão do investimento: entre 50% e 82% dos respondentes planeiam alargar os investimentos devido a uma percepção positiva da estabilidade económica, política e social. O ambiente político/social: a estabilidade política foi a influência mais positiva em decisões de investimentos, mas a criminalidade e a insegurança foram factores negativos fortes. Os governos precisam de iniciativas mais fortes para aumentar a Relatório do Workshop Internacional 9

11 estabilidade política regional e nacional e influenciar os investidores estrangeiros no sentido de analisarem a estabilidade nacional em vez de medirem todos pela mesma bitola. Também precisam de combater a criminalidade e a insegurança urbanas e de tratar das causas sociais da criminalidade. Estabilidade macroeconómica: os investidores elogiaram muito a estabilidade económica, especialmente a redução da inflação, mas criticaram o tamanho pequeno dos mercados, o cumprimento rigoroso da política fiscal, a depreciação da taxa de câmbio e uma liberalização excessiva do comércio. A prioridade deverá ser no alargamento dos mercados regionais/nacionais e do poder de compra popular. O governo deverá também envidar mais esforços no sentido da estabilidade da taxa de câmbio e tomar em linha de conta os pontos de vista dos investidores relativamente à política de liberalização fiscal e do comércio. O acesso insuficiente ao financiamento local foi uma influência negativa, devido a taxas de crédito elevadas, taxas de depósito baixas, crédito de longo prazo insuficiente, e serviços de baixa qualidade. Os governos precisam de continuar esforços para aumentar o acesso ao financiamento local, especialmente através da diversificação das fontes de financiamento não-bancárias, e inserir percepções dos investidores em análises objectivas (e dos credores) das tendências da taxa de juro. Infra-estruturas e serviços: classificadas como deficientes na maioria dos países devido a custos elevados e baixa qualidade, as infra-estruturas das telecomunicações melhoraram no entanto marcadamente devido a um maior acesso à Internet e a redes de telefones celulares. A percepção das leis agrárias variou sendo alguns países considerados satisfatórios e outros a precisar de reformas. Os países identificaram a necessidade de incidir nos tipos de infraestruturas que afectam verdadeiramente o investimento nos sectores ou nas regiões, e encontrar formas de melhorar a qualidade e reduzir o custo, assim como reformar as leis agrárias escutando ao mesmo tempo os pontos de vista dos pobres; Trabalho e saúde: as reacções foram mistas. A falta de mão-de-obra especializada constituiu um forte desincentivo, assim os programas de redução da pobreza têm que aumentar a formação vocacional e a literacia/numeracia para fornecer mãode-obra especializada. A lei do trabalho foi considerada restritiva em alguns países, mas neutra noutros: os governos precisam de equilibrar os pareceres dos investidores face aos da sociedade civil mais ampla (organizações de trabalho, trabalhadores). Na África Oriental e Austral o VIH/SIDA e outras pandemias constituem uma grande influência negativa, exigindo uma aceleração urgente da luta contra estas pandemias; Governação: a burocracia e a corrupção constituíram um grande desincentivo em todos os países. No entanto, agências de promoção do investimento de uma só parada ( one-stop ) foram encorajadas, e os bancos centrais e os gabinetes de estatística gozavam de um modo geral de boa reputação. Os governos precisam de rever os arranjos institucionais e identificar as causas de corrupção quer para investidores do governo quer para investidores do sector privado. As políticas sectoriais reflectiram as conclusões na Secção 4.1 sobre a distribuição sectorial do financiamento estrangeiro: os investidores nos sectores do turismo, mineiro, financeiro, e manufactureiro aprovaram a política sectorial, mas os investidores no sector agrícola foram críticos. Terá que se colocar maior ênfase no investimento na agricultura e na agro-indústria. Relatório do Workshop Internacional 10

12 Estas conclusões já estão a ser inseridas em discussões sobre o ambiente económico e dos investimentos nos países, e a ter um grande impacto nas políticas, mas os países reconhecem a necessidade na Fase 2 de formalizar a sua discussão e implementação. Porém, os governos também estão a evitar reacções automáticas aos resultados dos inquéritos: Adaptando-os para representarem os pontos de vista de outras partes interessadas (tais como investidores nacionais, sindicatos e outros organismos/organizações da sociedade civil); Comparando-os com os resultados dos países vizinhos para julgar a objectividade; Analisando-os a nível nacional e regional em relação a formas mais objectivas de medir aspectos específicos tais como o acesso ao crédito, tendências de inflação, custos de serviços públicos, etc.; Comparando-os com rankings de países em inquéritos internacionais sobre ambiente económico ou análises da reputação de solvabilidade. Finalmente, os países identificaram futuras melhorias para inquéritos sobre as percepções dos investidores. Estas incluem o uso de um formulário de percepção mais curto que incide em aspectos negativos chave em mais pormenor para ajudar a identificar acções nucleares de políticas rápidas que podem ser tomadas. 5. Próximos Passos na Análise Os países também decidiram alargar a agenda analítica para a Fase 2 em duas direcções que são cruciais para a avaliação da contribuição dos capitais estrangeiros privados para o desenvolvimento Estratégias Nacionais Abrangentes de Financiamento do Os países tencionam incluir na próxima Fase muito mais análise e previsões da sustentabilidade e volatilidade dos capitais privados. Isto irá incluir a análise de taxas de rentabilidade sobre equidade e dívida, períodos de reembolso e remessas de dividendos para equidade, perfis de vencimento e taxas de juro da dívida; juro, moeda e risco de garantia; análise da volatilidade e da variância, e vários rácios de sustentabilidade para os fluxos. Uma análise mais pormenorizada de dados de melhor qualidade irá ajudar a definir políticas para: Atrair os fluxos mais sustentáveis e menos voláteis; Prever e combater mudanças na direcção dos fluxos; Definir directivas para assistir o sector privado na mobilização de capitais nos melhores termos; Aperfeiçoar políticas de garantia. Para facilitar esta análise, os países recolherão alguns dados micro adicionais de investidores através de inquéritos, e receberão mais formação em técnicas analíticas e acesso a informações internacionais. Isto estará combinado com uma análise da sustentabilidade da dívida pública para conceber estratégias nacionais abrangentes de financiamento do desenvolvimento, em conjunto com o programa da Debt Relief International. Relatório do Workshop Internacional 11

13 5.2. Contribuição para um Sustentável e para a Redução da Pobreza Os inquéritos do programa sobre as percepções dos investidores incidem em questões do sector privado sobre a política do governo. Os países desenvolvidos e as iniciativas internacionais estão a acompanhar cada vez mais o comportamento não-financeiro das empresas (Corporate Social Responsibility and Governance) para analisar a contribuição do sector privado para o desenvolvimento nacional, a redução da pobreza e os Alvos de do Milénio. No entanto, os países que recebem financiamento estrangeiro estiveram menos envolvidos em tais iniciativas, e estão por conseguinte ansiosos por analisar áreas com prioridade incluindo a transferência de tecnologias e competência, encadeamentos retrógrados e à frente, códigos de ética, práticas ambientalistas, e políticas sociais. Na Fase 2, os países irão desenvolver uma abordagem sofisticada para conseguir estes dados sem duplicar outros esforços nacionais de recolha destas informações: Acrescentando perguntas muito selectivas a inquéritos sobre as percepções dos investidores; Identificando e acedendo a outras fontes existentes de informações primárias ou secundárias, tais como corpos públicos ou privados, ONGs, organismos de pesquisa internacionais, e os órgãos de comunicação social locais e internacionais. 6. Implicações para a Fase Assegurando a Sustentabilidade Com base em compromissos existentes dos doadores, a Fase 2 irá durar 3 anos a partir de Julho de Os países já estão a avançar rapidamente para assegurar que após este período o programa seja auto-sustentável ao máximo: Através do empoderamento das suas instituições regionais para executarem os programas e reduzirem a dependência de fontes externas, incluindo: - a organização de workshops para formar peritos regionais como formadores; - colocações de quadros e peritos regionais em DFI para aperfeiçoar métodos de monitorização e análise; - a análise de ensinamentos de políticas do programa em fóruns regionais de decisores. Assumindo eles próprios a responsabilidade pela execução do programa através: - de formação ministrada por peritos nacionais a funcionários do sector público/privado nos seus próprios países em todos os conceitos técnicos e instrumentos de implementação do programa; - da organização de eventos de sensibilização para os decisores, o sector privado e os doadores reforçarem a sua consciência e o seu compromisso de longo prazo de tal análise; - do fornecimento de uma análise ainda mais abrangente e atempada ao governo, ao sector privado e à comunidade internacional. Através de uma maior propriedade nacional dos projectos do país: - criando novas estruturas institucionais/revendo as já existentes para melhorar a coordenação, a implementação, o uso de recursos e a execução de ensinamentos de políticas; - concebendo a sua própria metodologia adaptada às necessidades/circunstâncias nacionais; - incorporando o exercício nos programas de trabalho de todas as instituições, e em estruturas nacionais para a recolha coordenada de dados, para evitar o Relatório do Workshop Internacional 12

14 desperdício de recursos e a carga nos respondentes, e assegurar uma divisão de trabalho eficaz; - financiando uma maior parcela de orçamentos através do financiamento local para reduzir a dependência da ajuda, com uma subida das contribuições nacionais em 25% do orçamento por ano. Continuando a partilhar melhores práticas internacionais e inter-regionais através: - da produção de produtos de informática (publicações, boletins informativos, website, uma rede de ensino à distância e troca de informações em tempo real); - de mais desenvolvimento de metodologias de monitorização e analíticas, incluindo a sustentabilidade dos fluxos de capitais privados e a responsabilidade social das empresas; - de workshops internacionais para reportar sobre melhores práticas Respondendo a Reivindicações dos Países de Participação na Fase 2 Quase todos os países que compareceram ao Workshop Internacional solicitaram assistência durante a Fase 2. Além disso, alguns países não-anglófonos expressaram reivindicações através de vários ORs. Até à data as reivindicações dos países incluem: os oito países envolvidos na Fase 1 e projectos relacionados (Gâmbia, Gana, Guiana, Malawi, Tanzânia, Trindade e Tobago, Uganda, Zâmbia); nove países novos que compareceram ao workshop (Botsuana, Etiópia, Jamaica, Lesoto, Maurícias, Nigéria, Quénia, Suazilândia, Zimbabué); dois países não-anglófonos que não puderam comparecer mas expressaram reivindicações através de outros fóruns (Moçambique, Ruanda); o CEMLA e o BEAC para eventos específicos da região para introduzir o Programa. Com base em discussões com os países, os ORs, e os doadores, a Fase 2 irá: Rever as reivindicações dos países no contexto da capacidade e do financiamento do programa. A inclusão na Fase 2 assentará em diferentes factores, dependendo de os países terem participado na Fase 1. Os países existentes mostrariam a necessidade de uma continuação do apoio para assegurar uma transferência sustentável de capacidades, mas aumentariam o seu próprio contributo técnico, administrativo e financeiro, e passariam a uma análise mais sofisticada. Os novos países demonstrariam um forte compromisso político e uma necessidade baseada na extensão e na composição dos fluxos de capitais privados. Por razões práticas, incidir inicialmente sobretudo em países anglófonos. Dependendo do financiamento disponível, o programa irá rever as necessidades de outros países individuais e dos países que expressarem reivindicações em eventos regionais organizados pelo CEMLA e pelo BEAC, para decidir qual a melhor forma de ir ao encontro destas necessidades. Basear o seu programa de trabalho nos planos de acção dos países produzidos neste evento Respondendo a Reivindicações de Adaptação Técnica e de Políticas Os ensinamentos metodológicos e analíticos apresentados acima demonstram que para serem verdadeiramente dirigidas por reivindicações, a natureza e a intensidade do apoio de DFI variarão por país, e serão determinadas pelo grau de progressos em áreas específicas na Fase 1. Relatório do Workshop Internacional 13

15 Os novos países precisariam de apoio mais intensivo na mobilização do apoio e do compromisso político das partes interessadas; na análise das estruturas institucionais e da legislação; na concepção e transferência das metodologias e do software; na compilação das bases de dados dos investidores; na formação das partes interessadas em todas as áreas; no apoio à implementação para maximizar as taxas de resposta; na verificação de dados, análise e redacção de relatórios. Os países existentes irão progredir para além da metodologia actual no sentido de consolidar o apoio às partes interessadas, enquadramentos institucionais/legais e fóruns de políticas/lobbying; introduzir novas metodologias para analisar aspectos mais complexos ou pormenorizados; aperfeiçoar as bases de dados dos investidores, e a formação, a implementação e os métodos de análise, e contar cada vez mais com financiamento/competência nacionais. Para mais informações de fundo sobre o workshop, queira contactar Development Finance International em Relatório do Workshop Internacional 14

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