XII Congresso Brasileiro de Meteorologia, Foz de Iguaçu-PR, 2002

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "XII Congresso Brasileiro de Meteorologia, Foz de Iguaçu-PR, 2002"

Transcrição

1 PARTIÇÃO DOS COMPONENTES DA RADIAÇÃO SOLAR, NA RESERVA FLORESTAL DE CAXIUANÃ-PA 1 Jesus, J.A.A.; 2 Costa, A.C.L.; 2 Ribeiro, J.B.M; 1 Campos, C.R.J. 1 UFPel / Faculdade de Meteorologia CEP: Pelotas-RS 2 UFPa / Departamento de Meteorologia CEP: Belém-PA ABSTRACT The present work aiming to study the radiation budget, the main meteorological element that sufficiently influences in all physical and dynamic processes of the atmosphere. After the analysis, the components of the radiation budget, in the less rainy period showed maximum values because its a inverse function of the amount of cloudiness. No longer in the rainier period, its components have a behavior inverse, cause in this period, we have the direct influence of the Inter Tropical Convergence Zone, that influence the most weather system that are observed in this region. 1- INTRODUÇÃO A radiação solar é o principal elemento climático, não só do globo quanto da região tropical especificamente, pois induz as características e comportamento de outros parâmetros, tais como: temperatura, umidade, precipitação, vento, etc. A maior parte da energia que o sistema Terra-atmosfera utiliza para seus diversos fins é proveniente do sol. Estima-se que a cada minuto o sol irradia cerca de 56 x calorias de energia da qual intercepta apenas 2,55 x calorias (Ayoade, 1983). Ayoade também observou que: o sol é uma esfera gasosa luminosa que possui temperatura em sua superfície de 6000ºC e emite energia em ondas eletromagnéticas. Essa energia se propaga radialmente, a partir do sol e leva 9 1/3 minutos para percorrer cerca de 150 milhões de km, que é a distância média Terra-Sol, e nesta propagação a energia não se dissipa, mas perde intensidade ao quadrado da distância do sol. O conhecimento de sua distribuição, no espaço e no tempo, é de suma importância para o planejamento e a tomadas de decisão em diversas atividades, tais como a definição de etapas do calendário agrícola e dimensionamento de coletores solares, bem como para avaliação de parâmetros relacionados ao balanço de água e energia em comunidades vegetais, e ao potencial de produção de biomassa. De acordo com Monteith (1958) a agricultura pode ser considerada como uma forma de exploração de energia solar, tornada possível mediante um adequado fornecimento de água e nutrientes, necessários para a manutenção da planta. A radiação solar sofre variação tanto sazonal, como interanual. Sazonalmente, sua variação está intimamente ligada a latitude local, sendo também afetada pelas características da atmosfera, que governam sua transmissividade até chegar a superfície da Terra, bem como, pelas características do solo, que governam seu grau de refletividade. As mudanças na intensidade de práticas agrícolas e do tipo de uso da terra, como no caso de queimadas, que é uma prática de manejo tradicional no meio rural da região Norte do Brasil, podem também contribuir para a variabilidade na radiação solar, pelo efeito que a fumaça exerce sobre sua transmissividade. Visto que, o sol é a principal fonte de energia para a superfície da Terra, e que outras fontes, tais como o calor do centro da Terra e os materiais radiativos que existem no interior do nosso planeta, contribuem pouco, uma vez que representam apenas 0,3 % do total de energia que o sistema Terra-atmosfera utiliza, justifica-se a execução deste trabalho. O presente trabalho tem como objetivo analisar o padrão da variabilidade sazonal dos componentes do balanço de radiação solar, tais como, radiação solar global, radiação solar refletida, balanço de radiação de ondas curtas e balanço de radiação de ondas longas e o saldo de radiação, para uma área de floresta tropical, localizada na Floresta Nacional de Caxiuanã-PA. 3079

2 2- MATERIAIS E MÉTODOS 2.1- Localização A Floresta Nacional de Caxiuanã-PA ( S, W), fica localizada no município de Melgaço, no estado do Pará, distante 400 km em linha reta da Capital do Estado. Seus limites geográficos são: ao Norte o divisor de água entre as bacias do Rio Caxiuanã e do Rio Amazonas, ao Sul o Rio Caxiuanã, a Leste a bacia de Caxiuanã e o igarapé Laranjal e a Oeste o igarapé Grande Climatologia dinâmica A característica da circulação geral da atmosfera sobre a região Norte apresenta, no setor oriental, ventos de Nordeste e Leste, que sopram periodicamente, provenientes dos anticiclones subtropicais semipermanentes sobre o Oceano Atlântico Sul e Atlântico Norte. O regime de precipitação é influenciado pelos deslocamento da Zona de Convergência Inter-Tropical (ZCIT) sobre a região, das brisas marítimas, das Linhas de Instabilidade (LI), dos sistemas frontais oriundos do quadrante Sul, e da imensa fonte de vapor d água atmosférico, representada pela Bacia Amazônica. Mais recentemente tem-se pesquisado a influência do fenômeno El Niño na distribuição da precipitação no mundo todo. Com atenção especial à Região Amazônica, têm-se notado uma redução nas taxas de precipitação. A ZCIT é formada pela confluência dos ventos alísios dos anticiclones semi-permanentes do Atlântico Sul e Atlântico Norte. É caracterizado por um cinturão de nuvens cumuliformes que oscila ao longo do ano latitudinalmente, com posições extremas assimétricas em relação ao Equador geográfico. Em janeiro a ZCIT localiza-se entre 5ºS e 8ºN e no mês de julho a sua variação é entre 2ºN e 17ºN. A ZCIT é considerada como o sistema atmosférico mais determinante no regime pluviométrico da estação chuvosa da Região Norte, devido a sua passagem ou permanência sobre a região. As frentes polares surgem durante o inverno do Hemisfério Sul e causam perturbações nas condições atmosféricas. Tais frentes são oriundas da Região Polar (continente Antártico) e ao penetrarem no continente sul-americano, deslocam-se rumo às baixas latitudes, geralmente apresentam ventos de Sul e Sudeste. Durante o seu deslocamento, os anticiclones polares sofrem alterações nas características de suas massas de ar, quanto a temperatura e umidade. Originalmente seca, fria e estável, a massa de ar em contato com a superfície mais quente e úmida dos trópicos, adquire absorção de calor e umidade no oceano, aumentando este aquecimento à medida que penetra na Região Equatorial, de modo que o ar polar marítimo torna-se instável. Ao adentrar na região Norte do Brasil, a superfície frontal muda sua orientação para Noroeste- Sudeste, acompanhada de ventos do quadrante Sul, provocando precipitação intensa e queda de temperatura. As LI s são pequenas depressões barométricas associadas a ondulações frontais, com formações de nuvens cumuliformes que se deslocam ao longo destas, gerando precipitações localizadas e intensas. No Brasil, o deslocamento destas ocorre no sentido de Oeste para Leste e na Amazônia, formam-se, principalmente no setor Ocidental, quando, após formadas, deslocam-se para o Sudeste, até a Amazônia Central. O El Niño é um fenômeno recorrente, quase períodico, associado com uma reversão da pressão barométrica entre o Pacífico Tropical Oeste e Leste, conhecida como Oscilação Sul. Normalmente, as águas da Costa Oeste da América do Sul são frias, devido a influência da corrente marítima de Humboldt, que traz as águas frias das regiões polares para as regiões sul equatorianas. Alguns graus de latitude, antes de atingir o Equador, essa corrente inflete para Oeste e dirige-se para as costas da Austrália e das Ilhas Salomão. O aquecimento anômalo das águas do Pacífico influencia de modo bastante evidente as condições de temperatura e umidade das massas de ar que afetam o clima do continente Sul Americano. Há a formação de massas de ar, originando extensas zonas frontais com amplas faixas de instabilidade. Os reflexos mais nítidos no território brasileiro são a ocorrência de pesadas e abundantes chuvas na Região Sul, secas prolongadas no Nordeste e faixas de seca na Amazônia. Normalmente a massa de ar úmido que penetra nos continentes, proveniente do oceano tende a precipitar e depois tornar-se seca. Então, em quase todas as regiões do mundo, 3080

3 o que se vê é que a costa é muito úmida e o interior é seco. Na Amazônia, a costa é úmida, depois passa-se por uma região de mínimo de chuvas, mas volta-se a ter uma região de máximo, tão grande quanto a da costa. A única explicação para isso é que floresta fornece o vapor d água necessário, mas são as frentes frias que convertem este vapor em chuva. Assim, quando essas frentes são bloqueadas sobre o Sul do País, é evidente que vai diminuir a precipitação na Amazônia, no entanto, devido à abundância de água, não sente-se tanto o efeito do El Niño sobre a região. O clima da região segundo a classificação climática de Köppen é o Am, ou seja, clima tropical úmido com precipitação pluviométrica excessiva durante alguns meses, e com ocorrência de um a dois meses (outubro e novembro) de pluviosidade inferior a 60 mm. A temperatura média anual é de 26,0ºC, com valores médios de temperatura mínima e máxima variando de 22,0ºC à 32,0ºC, respectivamente (Sudam, 1973). Já a umidade relativa do ar apresenta um valor médio anual de 85% Dados utilizados Para a elaboração deste trabalho foram utilizados dados coletados na estação meteorológica automática (EMA) localizada no topo de uma torre micrometeorológica de 57 metros de altura, na floresta Nacional de Caxiuanã-PA, onde a altura média das arvores é de 45 metros. Os dados médios horários utilizados foram de radiação solar global, radiação solar refletida, balanço de radiação de ondas curtas, balanço de radiação de ondas longas e o saldo de radiação. Os meses estudados foram de janeiro a dezembro de 2000, com exceção de junho, devido a problemas técnicos. A estação chuvosa ficou definida entre os meses de dezembro a maio, enquanto que a estação menos chuvosa entre os meses de julho a novembro. 3- RESULTADOS E DISCUSSÕES 3.1- Variabilidade sazonal da Radiação Solar Global As figuras 1,2,3,4,5 e 6 mostram o comportamento da radiação solar global na época mais chuvosa da região, onde observa-se que o valor máximo médio dos meses de dezembro a maio foi de 645,6 w/m 2. Neste período o máximo valor absoluto de radiação solar global foi no mês de abril, com 697,1 w/m 2, enquanto que o menor valor observado foi no mês de fevereiro, com 565,5 w/m 2, correspondendo a uma diferença percentual de 18,9 %. Este comportamento deve-se ao fato da grande quantidade de nebulosidade nesta época, influenciada pela presença da ZCIT, que é o principal sistema produtor de chuva nesta época na região. Quando analisadas as figuras 7,8,9,10 e 11 que correspondem ao período menos chuvoso da região, a curva de radiação solar global apresenta-se mais suave e sem deformações. Durante este período o valor máximo médio dos meses de julho a novembro foi de 682,9 w/m 2, que corresponde a 5,5 % a mais que o período mais chuvoso. O maior valor absoluto observado no período foi de 778,8 w/m 2, ocorrido no mês de julho, enquanto que o menor valor foi verificado no mês de novembro, com 609,5 w/m 2, correspondendo a uma diferença percentual de 21,7 %. Este comportamento deve-se, certamente, ao afastamento do principal sistema produtor de nebulosidade em direção ao Hemisfério Norte, que é a ZCIT. 3081

4 Figura 1: Média horária dos Fluxos Radiantes no Mês de Dezembro do ano 2000, Caxiuanã-PA. Figura 2: Média horária dos Fluxos Radiantes no Mês de Janeiro do ano 2000, Caxiuanã-PA. 3082

5 Figura 3: Média horária dos Fluxos Radiantes no Mês de fevereiro do ano 2000, Caxiuanã-PA. Figura 4: Média horária dos Fluxos Radiantes no Mês de Março do ano 2000, Caxiuanã-PA. 3083

6 Figura 5: Média horária dos Fluxos Radiantes no Mês de Abril do ano 2000, Caxiuanã-PA. Figura 6: Média horária dos Fluxos Radiantes no Mês de Maio do ano 2000, Caxiuanã-PA. 3084

7 Figura 7: Média horária dos Fluxos Radiantes no Mês de Julho do ano 2000, Caxiuanã-PA. Figura 8: Média horária dos Fluxos Radiantes no Mês de Agosto do ano 2000, Caxiuanã-PA. 3085

8 Figura 9: Média horária dos Fluxos Radiantes no Mês de Setembro do ano 2000, Caxiuanã-PA. Figura 10: Média horária dos Fluxos Radiantes no Mês de Outubro do ano 2000, Caxiuanã-PA. 3086

9 Figura 11 : Média horária dos Fluxos Radiantes no Mês de Novembro do ano 2000, Caxiuanã-PA Variabilidade sazonal da Radiação Solar Refletida As figuras 1,2,3,4,5 e 6 mostram o comportamento da radiação solar refletida na época mais chuvosa da região, onde observa-se que o valor máximo médio dos meses de dezembro a maio foi de 63,1 w/m 2. Neste período o máximo valor absoluto de radiação solar refletida foi no mês de março, com 63,9 w/m 2, enquanto que o menor valor observado foi no mês de fevereiro, com 58,1 w/m 2, correspondendo a uma diferença percentual de 8,1 %. Esta pequena diferença percentual pode ser observada para toda a estação mais chuvosa. Quando analisadas as figuras 7,8,9,10 e 11 que correspondem ao período menos chuvoso da região, as curvas mostram-se mais afastadas durante todos os meses do período menos chuvoso, certamente, devido a ausência de nuvens e chuvas neste período. Durante este período o valor máximo médio observado foi de 81,5 w/m 2, que foi 22,6 % a maior que o período mais chuvoso. Neste período o máximo valor absoluto da radiação refletida foi de 88,1 w/m 2, ocorrido no mês de agosto, enquanto que o mês de novembro apresentou o menor valor, com 76,6 w/m 2, que corresponde a uma diferença percentual de 13,1 % Variabilidade sazonal do Balanço de Ondas Curtas As figuras 1,2,3,4,5 e 6 mostram o comportamento do balanço de ondas curtas (Boc), na época mais chuvosa da região, onde observa-se que o valor máximo médio do meses de dezembro a maio, que foi de 582,8 w/m 2. Neste período o máximo valor absoluto ocorreu no mês de abril, com 634,6 w/m 2, enquanto que o menor valor observado foi no mês de fevereiro, com 507,4 w/m 2, correspondendo a uma diferença percentual de 20,1 %. Quando analisamos as figuras 7,8,9,10 e 11 que correspondem ao período menos chuvoso da região, o valor máximo médio dos meses de julho a novembro, foi de 627,7 w/m 2, que foi 7,2 % superior aos observados no período chuvoso. Neste período máximo valor absoluto do Boc, foi de 701,7 w/m 2, ocorrido no mês de julho, enquanto que o menor valor ocorreu no mês de novembro, com 536,0 w/m 2, que corresponde a uma diferença percentual de 23,6 %. 3087

10 3.4- Variabilidade sazonal do Balanço de Ondas Longas As figuras 1,2,3,4,5 e 6 mostram o comportamento do balanço de ondas longas, na época mais chuvosa da região, onde observa-se que o valor máximo médio do meses de dezembro a maio, que foi de 34,0 w/m 2. Para este período o máximo valor absoluto ocorreu no mês de dezembro, com 40,6 w/m 2, enquanto que o menor valor observado foi no mês de fevereiro, com 23,6 w/m 2, correspondendo a uma diferença percentual de 41,9 %. Quando analisamos as figuras 7,8,9,10 e 11 que correspondem ao período menos chuvoso da região, o valor máximo médio dos meses de julho a novembro, foi de 50,5 w/m 2, que foi 32,8 % superior aos observados no período chuvoso. Neste período máximo valor absoluto do Bol, foi de 55,9 w/m 2, ocorrido no mês de agosto, enquanto que o menor valor ocorreu no mês de novembro, com 45,6 w/m 2, que corresponde a uma diferença percentual de 18,5 % Variabilidade sazonal da Radiação Líquida As figuras 1,2,3,4,5 e 6 mostram o comportamento da radiação solar líquida (Rn), na época mais chuvosa da região, onde observa-se que o valor máximo médio do meses de dezembro a maio, que foi de 557,5 w/m 2. Para este período o máximo valor absoluto ocorreu no mês de abril, com 609,7 w/m 2, enquanto que o menor valor observado foi no mês de fevereiro, com 488,8 w/m 2, correspondendo a uma diferença percentual de 21,1 %. Quando analisamos as figuras 7,8,9,10 e 11, período menos chuvoso da região, observa-se o valor máximo médio dos meses de julho a novembro, foi de 589,0 w/m 2, que foi 5,4 % a mais do que o observado no período mais chuvoso. Neste período máximo valor absoluto da Rn, foi de 660,8 w/m 2, ocorrido no mês de julho, enquanto que o menor valor ocorreu no mês de novembro, com 497,3 w/m 2, que corresponde a uma diferença percentual de 24,7 % Variabilidade Anual dos fluxos e do Albedo Na figura 12, tem-se o comportamento médio anual das variáveis estudadas, ao longo do dia, no ano de Quando compara-se a variação dos fluxos radiantes no período das 7 as 18 HL (Hora Local), mostrados na figura 12, com aqueles da estação menos chuvosa (Figuras 7 a 11) observa-se um comportamento similar das curvas, com valores máximos próximo as 12 HL. Observamos na figura 13, o albedo médio mensal, que foi de aproximadamente 11 %. Na estação chuvosa seu valor médio foi de 9,8 %, ao passo que na estação menos chuvosa seu valor médio foi de 11,9 %. Confirmando os valores de radiação solar refletida que são maiores na estação menos chuvosa e menores na estação chuvosa. 3088

11 Figura 12: Média Anual dos Fluxos Radiantes, no ano 2000, na Floresta Nacional de Caxiuanã-PA. Figura 13: Albedo médio Anual para o ano 2000, na Floresta Nacional de Caxiuanã-PA. 3089

12 4- CONCLUSÃO A análise dos dados aqui apresentados referem-se a Floresta Nacional de Caxiuanã-PA, durante o período de janeiro a dezembro de Dentre os elementos estudados durante este ano, observou-se no período chuvoso (definido de dezembro a maio), que as curvas apresentaram um comportamento assimétrico, com as curvas de R, Rn e Boc, não apresentando grandes diferenças. Já na estação menos chuvosa (definida de julho a novembro), o comportamento das curvas foi simétrico e estas apresentaram maiores diferenças entre os valores de Rg, Rn e Boc. Isso deve-se ao fato dessas estações diferirem, basicamente, pela quantidade de nebulosidade presente. Como este sítio experimental encontra-se na região equatorial, essa variabilidade ocorre devido ao movimento meridional da ZCIT, ou seja, na estação mais chuvosa a ZCIT encontra-se mais ao sul e na estação menos chuvosa ela encontra-se mais ao norte. Esse movimento da ZCIT rege a quantidade de Radiação Solar na região. 6- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AYOADE, J. O. Introdução à climatologia para os trópicos 3º Ed., MONTTEITH, J. L & UBSWORTH, M. H. Principles of Enviromental Physics, HUSCHKE, R. E. Glossary of Meteorological, 1970.GALVÃO, J. A. C.- Estudo do Balanço de Radiação em Áreas de Floresta e Pastagem na Amazônia. São José dos Campos. Tese de Dissertação de Mestrado em Meteorologia. INPE, MOLION, L.B. Curso de Especialização em Meteorologia Tropical (Meteorologia Básica). Apostila, CRUTZEN, P.J., ANDREAE, M. O. Biomass burning in the tropics: impact on atmospheric chemistry and biochemical cycles. Science (Washington, D.C), v.250, p ,1990. GUEDES, R. L. e L. A. T MACHADO (1997): Características Médias da Cobertura de Nuvens Sobre a América do Sul com base em imagens do GOES-E/ISCCP: Julho de 1987 a junho de RBMet. V. 12. n.1, pg HOREL, J. D.;A. N. HAHMANN e J. E. GEISLER, (1989): Na Investigation of the Annual Cycle of Convective Activity Over Tropical Americas. J. Climate, 2, KOUSKY, V. E., 1988: Pentad Outgoing Longwave Radiation Climatology for the South American Sector. RBMet. V.3, pg MACHADO, L. A. T., R. L. GUEDES e M. S. A ALVES (1996): Características Estruturais de Sistemas Convectivos e Forçantes da Convecção na América do Sul Observados por Satélites. Climanálise 10 anos, CPTEC/INPE, pg , Cachoeira Paulista, SP. MACHADO, L. A. T., (1997): Estudo da variabilidade Espacial e Temporal da convecção na região Tropical da América do Sul. Relatório Final de Bolsa de Pós-Doutoramento, FAPESP:1996/ École Polytechnique, Laboratoire de Metéorologie Dynamique, Palaiseau, França. TORSANI, J. A., e Y. VISWANADHAM, (1982): Distribuição de Nebulosidade Total no Brasil. INPE pre/223,S. J. dos Campos 3090

INMET/CPTEC-INPE INFOCLIMA, Ano 13, Número 07 INFOCLIMA. BOLETIM DE INFORMAÇÕES CLIMÁTICAS Ano 13 13 de julho de 2006 Número 07

INMET/CPTEC-INPE INFOCLIMA, Ano 13, Número 07 INFOCLIMA. BOLETIM DE INFORMAÇÕES CLIMÁTICAS Ano 13 13 de julho de 2006 Número 07 INFOCLIMA BOLETIM DE INFORMAÇÕES CLIMÁTICAS Ano 13 13 de julho de 2006 Número 07 PERMANECE A TENDÊNCIA DE CHUVAS ABAIXO DA MÉDIA NA REGIÃO SUL SUMÁRIO EXECUTIVO A primeira semana da estação de inverno,

Leia mais

Elementos e fatores climáticos

Elementos e fatores climáticos Elementos e fatores climáticos O entendimento e a caracterização do clima de um lugar dependem do estudo do comportamento do tempo durante pelo menos 30 anos: das variações da temperatura e da umidade,

Leia mais

A atmosfera e sua dinâmica: o tempo e o clima

A atmosfera e sua dinâmica: o tempo e o clima A atmosfera e sua dinâmica: o tempo e o clima - Conceitos e definições (iniciais) importantes: - Atmosfera: camada gasosa que envolve a Terra (78% Nitrogênio, 21% Oxigênio e 1% outros). A camada gasosa

Leia mais

COLÉGIO SALESIANO DOM BOSCO

COLÉGIO SALESIANO DOM BOSCO COLÉGIO SALESIANO DOM BOSCO A DINÂMICA ATMOSFÉRICA CAPÍTULO 1 GEOGRAFIA 9º ANO Vanessa Andrade A atmosfera é essencial para a vida, porque além de conter o oxigênio que respiramos, ela mantém a Terra quente,

Leia mais

Atmosfera e o Clima. Clique Professor. Ensino Médio

Atmosfera e o Clima. Clique Professor. Ensino Médio Atmosfera e o Clima A primeira camada da atmosfera a partir do solo é a troposfera varia entre 10 e 20 km. É nessa camada que ocorrem os fenômenos climáticos. Aquecimento da atmosfera O albedo terrestre

Leia mais

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 1º Ano Fatores climáticos. Prof. Claudimar Fontinele

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 1º Ano Fatores climáticos. Prof. Claudimar Fontinele Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 1º Ano Fatores climáticos Prof. Claudimar Fontinele Latitude É a medida em graus de localização em relação à linha do Equador de um ponto dado

Leia mais

INMET: CURSO DE METEOROLOGIA SINÓTICA E VARIABILIDADE CLIMÁTICA CAPÍTULO 4

INMET: CURSO DE METEOROLOGIA SINÓTICA E VARIABILIDADE CLIMÁTICA CAPÍTULO 4 INMET: CURSO DE METEOROLOGIA SINÓTICA E VARIABILIDADE CLIMÁTICA CAPÍTULO 4 Ciclo Sazonal Global: Temperatura da Superfície do Mar, Pressão ao Nível do Mar, Precipitação, Monções, e Zonas de Convergência

Leia mais

Massas de ar do Brasil Centros de ação Sistemas meteorológicos atuantes na América do Sul Breve explicação

Massas de ar do Brasil Centros de ação Sistemas meteorológicos atuantes na América do Sul Breve explicação Massas de ar do Brasil Centros de ação Sistemas meteorológicos atuantes na América do Sul Breve explicação Glauber Lopes Mariano Departamento de Meteorologia Universidade Federal de Pelotas E-mail: glauber.mariano@ufpel.edu.br

Leia mais

Relação entre a Precipitação Acumulada Mensal e Radiação de Onda Longa no Estado do Pará. (Dezembro/2009 a Abril/2010)

Relação entre a Precipitação Acumulada Mensal e Radiação de Onda Longa no Estado do Pará. (Dezembro/2009 a Abril/2010) Relação entre a Precipitação Acumulada Mensal e Radiação de Onda Longa no Estado do Pará. (Dezembro/2009 a Abril/2010) Adriana Hellen Ferreira Cordeiro¹, Nilza Araújo Pachêco² 1. Graduanda de Meteorologia

Leia mais

CLIMATOLOGIA. Profª Margarida Barros. Geografia - 2013

CLIMATOLOGIA. Profª Margarida Barros. Geografia - 2013 CLIMATOLOGIA Profª Margarida Barros Geografia - 2013 CLIMATOLOGIA RAMO DA GEOGRAFIA QUE ESTUDA O CLIMA Sucessão habitual de TEMPOS Ação momentânea da troposfera em um determinado lugar e período. ELEMENTOS

Leia mais

O MEIO AMBIENTE CLIMA E FORMAÇÕES VEGETAIS

O MEIO AMBIENTE CLIMA E FORMAÇÕES VEGETAIS 2011/2012 Geografia 7º Ano de escolaridade O MEIO AMBIENTE CLIMA E FORMAÇÕES VEGETAIS Estado do tempo e clima Elementos e fatores do clima A ATMOSFERA: Invólucro gasoso (camada de ar) que envolve a Terra;

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO DA VARIABILIDADE INTERANUAL DAS VAZÕES MÉDIAS MENSAIS NA AMERICA DO SUL

CARACTERIZAÇÃO DA VARIABILIDADE INTERANUAL DAS VAZÕES MÉDIAS MENSAIS NA AMERICA DO SUL CARACTERIZAÇÃO DA VARIABILIDADE INTERANUAL DAS VAZÕES MÉDIAS MENSAIS NA AMERICA DO SUL Julián D. Rojo 1, Nelson J. Ferreira 2, Oscar J. Mesa 1 1 UN Medellín Colômbia, 2 CPTEC/INPE - Cachoeira Paulista

Leia mais

Climatologia GEOGRAFIA DAVI PAULINO

Climatologia GEOGRAFIA DAVI PAULINO Climatologia GEOGRAFIA DAVI PAULINO Efeito no clima sobre fatores socioeconômicos Agricultura População Diversidade global de climas Motivação! O Clima Fenômeno da atmosfera em si: chuvas, descargas elétricas,

Leia mais

PROGNÓSTICO DE VERÃO

PROGNÓSTICO DE VERÃO 1 PROGNÓSTICO DE VERÃO (Janeiro, Fevereiro e Março de 2002). O Verão terá início oficial às 17h21min (horário de verão) do dia 21 de dezembro de 2001 e estender-se-á até às 16h15min do dia 20 de março

Leia mais

GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 30 O CLIMA NO BRASIL

GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 30 O CLIMA NO BRASIL GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 30 O CLIMA NO BRASIL Como pode cair no enem (PUC Adaptado) ºC 30 20 10 0 mm 500 350 250 150 1811 mm anuais 50 0 Baseado no climograma e nas afirmativas a seguir, responda a

Leia mais

Elementos Climáticos CLIMA

Elementos Climáticos CLIMA CLIMA Elementos Climáticos O entendimento e a caracterização do clima de um lugar dependem do estudo do comportamento do tempo durante pelo menos 30 anos: das variações da temperatura e da umidade, do

Leia mais

II.5.1. MEIO FÍSICO. II.5.1.1. Meteorologia. A. Introdução

II.5.1. MEIO FÍSICO. II.5.1.1. Meteorologia. A. Introdução II.5.1. MEIO FÍSICO II.5.1.1. Meteorologia A. Introdução A caracterização ambiental de uma determinada região representa uma importante ferramenta de planejamento do uso dos recursos naturais e de otimização

Leia mais

Meteorologia e Poluição do Ar

Meteorologia e Poluição do Ar CONCURSO PETROBRAS PROFISSIONAL DE MEIO AMBIENTE JÚNIOR ENGENHEIRO(A) DE MEIO AMBIENTE JÚNIOR PROFISSIONAL JÚNIOR - ENG. DE MEIO AMBIENTE Meteorologia e Poluição do Ar Questões Resolvidas QUESTÕES RETIRADAS

Leia mais

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO. (Fevereiro, Março e Abril de 2002).

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO. (Fevereiro, Março e Abril de 2002). 1 PROGNÓSTICO CLIMÁTICO (Fevereiro, Março e Abril de 2002). O Instituto Nacional de Meteorologia, órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com base nas informações de análise e prognósticos

Leia mais

www.observatoriogeogoias.com.br

www.observatoriogeogoias.com.br Publicado originalmente em: Anais do VI Simpósio Brasileiro de Climatologia Geográfica, UFS, Aracaju, 24. ENSAIO AO ENTENDIMENTO DA POLUIÇÃO DO AR EM GOIÂNIA GO MESQUITA, Maria Elisabeth Alves Professora

Leia mais

Universidade de Aveiro Departamento de Física. Dinâmica do Clima. Precipitação

Universidade de Aveiro Departamento de Física. Dinâmica do Clima. Precipitação Universidade de Aveiro Departamento de Física Dinâmica do Clima Precipitação Objectivos Analisar a evolução do Clima, no nosso caso a taxa de precipitação, desde Dezembro de 1994 até Dezembro de 2006.

Leia mais

Climatologia. humanos, visto que diversas de suas atividades

Climatologia. humanos, visto que diversas de suas atividades Climatologia É uma parte da que estuda o tempo e o clima cientificamente, utilizando principalmente técnicas estatísticas na obtenção de padrões. É uma ciência de grande importância para os seres humanos,

Leia mais

EXERCÍCIOS DE REVISÃO - CAP. 04-7ºS ANOS

EXERCÍCIOS DE REVISÃO - CAP. 04-7ºS ANOS EXERCÍCIOS DE REVISÃO - CAP. 04-7ºS ANOS LEIA AS INFORMAÇÕES, CONSULTE O LIVRO PARA ADQUIRIR MAIS CONHECIMENTO E RESPONDA OS EXERCÍCIOS EM SEU CADERNO. 1- Quente e frio: um país de extremos O Brasil é

Leia mais

A EXPANSÃO URBANA E A EVOLUÇÃO DO MICROLIMA DE MANAUS Diego Oliveira de Souza 1, Regina Célia dos Santos Alvalá 1

A EXPANSÃO URBANA E A EVOLUÇÃO DO MICROLIMA DE MANAUS Diego Oliveira de Souza 1, Regina Célia dos Santos Alvalá 1 A EXPANSÃO URBANA E A EVOLUÇÃO DO MICROLIMA DE MANAUS Diego Oliveira de Souza 1, Regina Célia dos Santos Alvalá 1 1 Centro de Ciências do Sistema Terrestre. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. São

Leia mais

ANÁLISE TERMODINÂMICA DAS SONDAGENS DE CAXIUANÃ DURANTE O EXPERIMENTO PECHULA.

ANÁLISE TERMODINÂMICA DAS SONDAGENS DE CAXIUANÃ DURANTE O EXPERIMENTO PECHULA. ANÁLISE TERMODINÂMICA DAS SONDAGENS DE CAXIUANÃ DURANTE O EXPERIMENTO PECHULA. Dayana Castilho de Souza 1, Maria Aurora Santos da Mota 2, Júlia Clarinda Paiva Cohen 3 RESUMO Os dados utilizados neste estudo

Leia mais

CLIMATOLOGIA DA ESTAÇÃO CHUVOSA DE MINAS GERAIS: DE NIMER (1977) À ZONA DE CONVERGÊNCIA DO ATLÂNTICO SUL

CLIMATOLOGIA DA ESTAÇÃO CHUVOSA DE MINAS GERAIS: DE NIMER (1977) À ZONA DE CONVERGÊNCIA DO ATLÂNTICO SUL GEONOMOS, 6(2): 17-22 CLIMATOLOGIA DA ESTAÇÃO CHUVOSA DE MINAS GERAIS: DE NIMER (1977) À ZONA DE CONVERGÊNCIA DO ATLÂNTICO SUL Magda Luzimar de Abreu(*) ABSTRACT The climate of Minas Gerais state, Brazil,

Leia mais

ESTUDO DO CONFORTO TÉRMICO SAZONAL NAS CIDADES DE MACAPÁ-AP E SANTARÉM-PA NA REGIÃO AMAZONICA BRASILEIRA-ANO-2009.

ESTUDO DO CONFORTO TÉRMICO SAZONAL NAS CIDADES DE MACAPÁ-AP E SANTARÉM-PA NA REGIÃO AMAZONICA BRASILEIRA-ANO-2009. ESTUDO DO CONFORTO TÉRMICO SAZONAL NAS CIDADES DE MACAPÁ-AP E SANTARÉM-PA NA REGIÃO AMAZONICA BRASILEIRA-ANO-2009. MAGANO JÚNIO, H. 1 ; ANTÔNIO C. LÔLA DA COSTA 2 ; JOÃO DE A. SILVA JUNIOR 3 ; INGRID M.

Leia mais

Data: / / Analise as proposições sobre as massas de ar que atuam no Brasil, representadas no mapa pelos números arábicos.

Data: / / Analise as proposições sobre as massas de ar que atuam no Brasil, representadas no mapa pelos números arábicos. -* Nome: nº Ano: 1º Recuperação de Geografia / 2º Bimestre Professor: Arnaldo de Melo Data: / / 1-(UDESC) Observe o mapa abaixo.. Analise as proposições sobre as massas de ar que atuam no Brasil, representadas

Leia mais

INFORMATIVO CLIMÁTICO

INFORMATIVO CLIMÁTICO GOVERNO DO MARANHÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO NÚCLEO GEOAMBIENTAL LABORATÓRIO DE METEOROLOGIA INFORMATIVO CLIMÁTICO MARANHÃO O estabelecimento do fenômeno El Niño - Oscilação Sul (ENOS) e os poucos

Leia mais

Fenômenos e mudanças climáticos

Fenômenos e mudanças climáticos Fenômenos e mudanças climáticos A maioria dos fenômenos climáticos acontecem na TROPOSFERA. Camada inferior da atmosfera que vai do nível do mar até cerca de 10 a 15 quilômetros de altitude. Nuvens, poluição,

Leia mais

CLIMAS DO BRASIL MASSAS DE AR

CLIMAS DO BRASIL MASSAS DE AR CLIMAS DO BRASIL São determinados pelo movimento das massas de ar que atuam no nosso território. É do encontro dessas massas de ar que vai se formando toda a climatologia brasileira. Por possuir 92% do

Leia mais

Sazonalidade da temperatura do ar e radiação solar global em cidades de diferentes portes na Amazônia Brasileira.

Sazonalidade da temperatura do ar e radiação solar global em cidades de diferentes portes na Amazônia Brasileira. Sazonalidade da temperatura do ar e radiação solar global em cidades de diferentes portes na Amazônia Brasileira. Ingrid Monteiro Peixoto de Souza 1, Antonio Carlos Lôla da Costa 1, João de Athaydes Silva

Leia mais

Uma Síntese do Quarto Relatório do IPCC

Uma Síntese do Quarto Relatório do IPCC RESENHA Uma Síntese do Quarto Relatório do IPCC Por Ana Maria Heuminski de Avila Universidade Estadual de Campinas Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura - CEPAGRI CIDADE

Leia mais

VARIAÇÃO DA AMPLITUDE TÉRMICA EM ÁREAS DE CLIMA TROPICAL DE ALTITUDE, ESTUDO DO CASO DE ESPIRITO SANTO DO PINHAL, SP E SÃO PAULO, SP

VARIAÇÃO DA AMPLITUDE TÉRMICA EM ÁREAS DE CLIMA TROPICAL DE ALTITUDE, ESTUDO DO CASO DE ESPIRITO SANTO DO PINHAL, SP E SÃO PAULO, SP VARIAÇÃO DA AMPLITUDE TÉRMICA EM ÁREAS DE CLIMA TROPICAL DE ALTITUDE, ESTUDO DO CASO DE ESPIRITO SANTO DO PINHAL, SP E SÃO PAULO, SP Maria Cecilia Manoel Universidade de São Paulo maria.manoel@usp.br Emerson

Leia mais

Geografia do Brasil - Profº Márcio Castelan

Geografia do Brasil - Profº Márcio Castelan Geografia do Brasil - Profº Márcio Castelan 1. (Uerj 2007) As figuras a seguir apresentam os mapas com a atuação das massas de ar no inverno e no verão brasileiros e o climograma da cidade de Cuiabá. De

Leia mais

OS CLIMAS DO BRASIL Clima é o conjunto de variações do tempo de um determinado local da superfície terrestre.

OS CLIMAS DO BRASIL Clima é o conjunto de variações do tempo de um determinado local da superfície terrestre. OS CLIMAS DO BRASIL Clima é o conjunto de variações do tempo de um determinado local da superfície terrestre. Os fenômenos meteorológicos ocorridos em um instante ou em um dia são relativos ao tempo atmosférico.

Leia mais

Professores: Clodoaldo e Jaime

Professores: Clodoaldo e Jaime Professores: Clodoaldo e Jaime A atmosfera é uma camada gasosa que envolve a Terra composta por vários gases. Ela é dividida em camadas de acordo com a altitude e as propriedades físicas, e composição

Leia mais

ANÁLISE DA PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA E UMIDADE RELATIVA DO AR NO MUNICÍPIO DE RECIFE DURANTE 2009 A 2013

ANÁLISE DA PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA E UMIDADE RELATIVA DO AR NO MUNICÍPIO DE RECIFE DURANTE 2009 A 2013 ANÁLISE DA PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA E UMIDADE RELATIVA DO AR NO MUNICÍPIO DE RECIFE DURANTE 009 A 013 Thays Paes de Oliveira 1, Alaerte da Silva Germano, Lúcia Yola Costa Fernando 3, Rodrigo Lins da

Leia mais

Módulo 1 A Ciência da Mudança do Clima

Módulo 1 A Ciência da Mudança do Clima Módulo 1 A Ciência da Mudança do Clima Gás Porcentagem Partes por Milhão Nitrogênio 78,08 780.000,0 Oxigênio 20,95 209.460,0 Argônio 0,93 9.340,0 Dióxido de carbono 0,0379 379,0 Neônio 0,0018 18,0 Hélio

Leia mais

Clima e Formação Vegetal. O clima e seus fatores interferentes

Clima e Formação Vegetal. O clima e seus fatores interferentes Clima e Formação Vegetal O clima e seus fatores interferentes O aquecimento desigual da Terra A Circulação atmosférica global (transferência de calor, por ventos, entre as diferentes zonas térmicas do

Leia mais

Classificações climáticas

Classificações climáticas Classificações climáticas Glauber Lopes Mariano Departamento de Meteorologia Universidade Federal de Pelotas E-mail: glauber.mariano@ufpel.edu.br glaubermariano@gmail.com O clima do Brasil pode ser classificado

Leia mais

3.2.1 - Climatologia e Meteorologia... 1/23. 3.2.1.1 - Metodologia... 1/23

3.2.1 - Climatologia e Meteorologia... 1/23. 3.2.1.1 - Metodologia... 1/23 2818-00-EIA-RL-0001-00 LT 500 KV ESTREITO FERNÃO DIAS ÍNDICE... 1/23 3.2.1.1 - Metodologia... 1/23 3.2.1.2 - Caracterização dos Sistemas Meteorológicos e Eventos Extremos... 3/23 3.2.1.2.1 - Sistemas Meteorológicos

Leia mais

Climas do Brasil GEOGRAFIA DAVI PAULINO

Climas do Brasil GEOGRAFIA DAVI PAULINO Climas do Brasil GEOGRAFIA DAVI PAULINO Grande extensão territorial Diversidade no clima das regiões Efeito no clima sobre fatores socioeconômicos Agricultura População Motivação! Massas de Ar Grandes

Leia mais

Em seguida, foram coletadas as coordenadas geográficas de cada ponto, (total de 14 pontos, acima descritos) utilizando-se do aparelho GPS (Global

Em seguida, foram coletadas as coordenadas geográficas de cada ponto, (total de 14 pontos, acima descritos) utilizando-se do aparelho GPS (Global Em seguida, foram coletadas as coordenadas geográficas de cada ponto, (total de 14 pontos, acima descritos) utilizando-se do aparelho GPS (Global Position System) de navegação, modelo (Garmin e Trex Vista

Leia mais

Projeto Facilita. Queiroz foi levado para o Pinel porque estaria muito exaltado

Projeto Facilita. Queiroz foi levado para o Pinel porque estaria muito exaltado O começo deste verão é o mais abrasador dos últimos 11 anos no Rio Grande do Sul. As médias de temperatura máxima oscilam entre 28 C e 34 C nas diferentes regiões do Estado, chegando a alcançar três graus

Leia mais

ANÁLISE DO REGIME PLUVIOMÉTRICO DA ILHA DE SANTIAGO CABO VERDE DURANTE 1981 A 2009 E SUA RELAÇÃO COM A ZCIT

ANÁLISE DO REGIME PLUVIOMÉTRICO DA ILHA DE SANTIAGO CABO VERDE DURANTE 1981 A 2009 E SUA RELAÇÃO COM A ZCIT ANÁLISE DO REGIME PLUVIOMÉTRICO DA ILHA DE SANTIAGO CABO VERDE DURANTE 1981 A 2009 E SUA RELAÇÃO COM A ZCIT Gerson E. V. Lopes 1 3, Rosiberto S. da Silva Júnior 1, Diogo N da S. Ramos 1, Danielson J. D.

Leia mais

NOÇÕES BÁSICAS DE METEOROLOGIA

NOÇÕES BÁSICAS DE METEOROLOGIA NOÇÕES BÁSICAS DE METEOROLOGIA O objetivo principal deste documento é fornecer conhecimentos básicos de meteorologia prática para a interpretação dos principais sistemas meteorológicos que atingem boa

Leia mais

Instituto de Educação Infantil e Juvenil Verão, 2014. Londrina, de. Nome: Turma: Tempo: início: término: total: MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Instituto de Educação Infantil e Juvenil Verão, 2014. Londrina, de. Nome: Turma: Tempo: início: término: total: MUDANÇAS CLIMÁTICAS Instituto de Educação Infantil e Juvenil Verão, 2014. Londrina, de. Nome: Turma: Tempo: início: término: total: Edição III MMXIV Fase 3 - parte 2 MUDANÇAS CLIMÁTICAS Grupo B Questão 1 Observe que a sequência

Leia mais

MECANISMOS FÍSICOS EM MÊS EXTREMO CHUVOSO NA CIDADE DE PETROLINA. PARTE 3: CARACTERÍSTICAS TERMODINÂMICAS E DO VENTO

MECANISMOS FÍSICOS EM MÊS EXTREMO CHUVOSO NA CIDADE DE PETROLINA. PARTE 3: CARACTERÍSTICAS TERMODINÂMICAS E DO VENTO MECANISMOS FÍSICOS EM MÊS EXTREMO CHUVOSO NA CIDADE DE PETROLINA. PARTE 3: CARACTERÍSTICAS TERMODINÂMICAS E DO VENTO Roberta Everllyn Pereira Ribeiro 1, Maria Regina da Silva Aragão 2, Jaqueline Núbia

Leia mais

OCORRÊNCIA DE DESCARGAS ELÉTRICAS ATMOSFÉRICAS NO SUL DA AMÉRICA DO SUL DURANTE OS ANOS DE 2002 E 2003. Kellen Carla Lima 1 & Roseli Gueths Gomes 2

OCORRÊNCIA DE DESCARGAS ELÉTRICAS ATMOSFÉRICAS NO SUL DA AMÉRICA DO SUL DURANTE OS ANOS DE 2002 E 2003. Kellen Carla Lima 1 & Roseli Gueths Gomes 2 OCORRÊNCIA DE DESCARGAS ELÉTRICAS ATMOSFÉRICAS NO SUL DA AMÉRICA DO SUL DURANTE OS ANOS DE 2002 E 2003 Kellen Carla Lima 1 & Roseli Gueths Gomes 2 RESUMO Neste trabalho é pesquisada a incidência de Descargas

Leia mais

CLIMA da REGIÃO de GOIÂNIA

CLIMA da REGIÃO de GOIÂNIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS DEPARTAMENTO DE ARTES E ARQUITETURA "Escola Professor Edgar Albuquerque Graeff" CLIMA da REGIÃO de GOIÂNIA Prof. António Manuel C. P. Fernandes maio - 2002 APRESENTAÇÃO O

Leia mais

CLIMATOLOGIA SINÓTICA DE EVENTOS EXTREMOS DE CHUVA NA REGIÃO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO

CLIMATOLOGIA SINÓTICA DE EVENTOS EXTREMOS DE CHUVA NA REGIÃO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO CLIMATOLOGIA SINÓTICA DE EVENTOS EXTREMOS DE CHUVA NA REGIÃO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO Carlos R. W. Moura 1, Gustavo C. J. Escobar 1 1 Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos CPTEC/INPE

Leia mais

VARIABILIDADE, ANOMALIA E MUDANÇA CLIMÁTICA

VARIABILIDADE, ANOMALIA E MUDANÇA CLIMÁTICA VARIABILIDADE, ANOMALIA E MUDANÇA CLIMÁTICA 1. INTRODUÇÃO Profs. Luiz Roberto Angelocci e Paulo César Sentelhas Material didático da disciplina LCE306 -Meteorologia Agrícola - Turmas 1,4,5 e 6 Departamento.

Leia mais

CLIMA I. Fig. 8.1 - Circulação global numa Terra sem rotação (Hadley)

CLIMA I. Fig. 8.1 - Circulação global numa Terra sem rotação (Hadley) CAPÍTULO 8 CIRCULAÇÃO ATMOSFÉRICA 1 CLIMA I 8.1 CIRCULAÇÃO GLOBAL IDEALIZADA Nosso conhecimento dos ventos globais provém dos regimes observados de pressão e vento e de estudos teóricos de movimento dos

Leia mais

ANÁLISE TERMOPLUVIOMÉTRICA E BALANÇO HÍDRICO CLIMATOLÓGICO DOS DADOS DA ESTAÇÃO METEOROLÓGICA DO PEIXE TO

ANÁLISE TERMOPLUVIOMÉTRICA E BALANÇO HÍDRICO CLIMATOLÓGICO DOS DADOS DA ESTAÇÃO METEOROLÓGICA DO PEIXE TO ANÁLISE TERMOPLUVIOMÉTRICA E BALANÇO HÍDRICO CLIMATOLÓGICO DOS DADOS DA ESTAÇÃO METEOROLÓGICA DO PEIXE TO TATIANA DINIZ PRUDENTE 1 ALINE DE FREITAS ROLDÃO 2 ROBERTO ROSA 3 Resumo: O presente trabalho tem

Leia mais

VARIAÇÃO DIÁRIA DA PRESSÃO ATMOSFÉRICA EM BELÉM-PA EM UM ANO DE EL NIÑO(1997) Dimitrie Nechet (1); Vanda Maria Sales de Andrade

VARIAÇÃO DIÁRIA DA PRESSÃO ATMOSFÉRICA EM BELÉM-PA EM UM ANO DE EL NIÑO(1997) Dimitrie Nechet (1); Vanda Maria Sales de Andrade VARIAÇÃO DIÁRIA DA PRESSÃO ATMOSFÉRICA EM BELÉM-PA EM UM ANO DE EL NIÑO() Dimitrie Nechet (); Vanda Maria Sales de Andrade () Departamento de Meteorologia da UFPa ABSTRACT This work describes diary variation

Leia mais

Exercícios Tipos de Chuvas e Circulação Atmosférica

Exercícios Tipos de Chuvas e Circulação Atmosférica Exercícios Tipos de Chuvas e Circulação Atmosférica 1. De acordo com as condições atmosféricas, a precipitação pode ocorrer de várias formas: chuva, neve e granizo. Nas regiões de clima tropical ocorrem

Leia mais

Boletim Climatológico Mensal Setembro de 2013

Boletim Climatológico Mensal Setembro de 2013 Boletim Climatológico Mensal Setembro de 2013 CONTEÚDOS 23 de setembro 1923, atribuição ao observatório da Horta do nome de Príncipe Alberto de Mónaco. 01 Resumo Mensal 02 Resumo das Condições Meteorológicas

Leia mais

Massas de Ar e Frentes

Massas de Ar e Frentes Massas de Ar e Frentes Propriedades das Massas de Ar Massas de Ar adquirem as propriedades da superfície subjacente As massas de ar são classificadas de acordo com seu local de origem Características

Leia mais

CARACTERÍSTICAS DE EPISÓDIOS DE RAJADAS DE VENTO NO AEROPORTO INTERNACIONAL DE SALVADOR

CARACTERÍSTICAS DE EPISÓDIOS DE RAJADAS DE VENTO NO AEROPORTO INTERNACIONAL DE SALVADOR CARACTERÍSTICAS DE EPISÓDIOS DE RAJADAS DE VENTO NO AEROPORTO INTERNACIONAL DE SALVADOR Alexsandra Barbosa Silva 13, Maria Regina da Silva Aragão¹, Magaly de Fatima Correia¹, Pollyanna Kelly de Oliveira

Leia mais

PRINCIPAIS SISTEMAS ATMOSFÉRICOS ATUANTES SOBRE A REGIÃO NORDESTE DO BRASIL E A INFLUÊNCIA DOS OCEANOS PACÍFICO E ATLÂNTICO NO CLIMA DA REGIÃO 1

PRINCIPAIS SISTEMAS ATMOSFÉRICOS ATUANTES SOBRE A REGIÃO NORDESTE DO BRASIL E A INFLUÊNCIA DOS OCEANOS PACÍFICO E ATLÂNTICO NO CLIMA DA REGIÃO 1 Revista Brasileira de Climatologia, Vol. 1, N o 1. PRINCIPAIS SISTEMAS ATMOSFÉRICOS ATUANTES SOBRE A REGIÃO NORDESTE DO BRASIL E A INFLUÊNCIA DOS OCEANOS PACÍFICO E ATLÂNTICO NO CLIMA DA REGIÃO 1 Antonio

Leia mais

MATERIAIS E METODOLOGIA

MATERIAIS E METODOLOGIA QUANTIFICAÇÃO DA PRECIPITAÇÃO E A RELAÇÃO COM A PRESSÃO ATMOSFÉRICA EM UMA ÁREA DE CULTIVO DE MANGA NO MUNICÍPIO DE CUIARANA-PA SILVA, F. M. 1 ; TORRES, C.S.C. 2 ; SOUSA, A. M. L. 3 ; NUNES, H. G. G. C.

Leia mais

Características Climáticas da Primavera

Características Climáticas da Primavera Previsão Climática para a Primavera/2013 Data da Previsão: 16/09/2013 Duração da Primavera: 22/09/2013(17h44min) a 21/12/2013 (14h11min*) *Não acompanha o horário de verão Características Climáticas da

Leia mais

CLIMATOLOGIA E MUDANÇAS GLOBAIS VARIAÇÕES DECADAIS CLIMA DO FUTURO MUDANÇAS CLIMÁTICAS

CLIMATOLOGIA E MUDANÇAS GLOBAIS VARIAÇÕES DECADAIS CLIMA DO FUTURO MUDANÇAS CLIMÁTICAS Variabilidade Climática Eduardo Sávio P. R. Martins CLIMATOLOGIA E MUDANÇAS GLOBAIS SUMÁRIO CLIMA DO PRESENTE Conceitos Balanço de energia Circulação Atmosférica Circulação Atmosférica Sistemas Climáticos

Leia mais

CAPÍTULO 9. El Niño/ Oscilação Sul (ENOS) Nota: Para mais informações, consulte o PowerPoint: Kousky-Lecture-18-enso-cycle.ppt

CAPÍTULO 9. El Niño/ Oscilação Sul (ENOS) Nota: Para mais informações, consulte o PowerPoint: Kousky-Lecture-18-enso-cycle.ppt INMET: CURSO DE METEOROLOGIA SINÓTICA E VARIABILIDADE CLIMÁTICA CAPÍTULO 9 El Niño/ Oscilação Sul (ENOS) Nota: Para mais informações, consulte o PowerPoint: Kousky-Lecture-18-enso-cycle.ppt El Niño Originalmente,

Leia mais

Aula3 RADIAÇÃO E TRANSMISSÃO DE CALOR. Josefa Eliane Santana de Siqueira Pinto

Aula3 RADIAÇÃO E TRANSMISSÃO DE CALOR. Josefa Eliane Santana de Siqueira Pinto Aula3 RADIAÇÃO E TRANSMISSÃO DE CALOR META Apresentar alguns fenômenos radioativos como fontes de energia do sistema atmosférico e as formas de transmissão de calor, para que o aluno compreenda a instabilidade

Leia mais

DMet CTO / MN Centro Técnico Operacional de Manaus Divisão de Meteorologia

DMet CTO / MN Centro Técnico Operacional de Manaus Divisão de Meteorologia El Niño O fenômeno El Niño, identificado pelo aquecimento anômalo das águas do Pacífico equatorial central e/ou oriental, produz mudanças na circulação global com reconhecidos reflexos no regime pluviométrico

Leia mais

SEQUÊNCIA DIDÁTICA PODCAST CIÊNCIAS HUMANAS

SEQUÊNCIA DIDÁTICA PODCAST CIÊNCIAS HUMANAS SEQUÊNCIA DIDÁTICA PODCAST CIÊNCIAS HUMANAS Título do Podcast Área Segmento Duração Massas de Ar no Brasil Ciências Humanas Ensino Fundamental; Ensino Médio 5min33seg Habilidades: H.7 (Ensino Fundamental)

Leia mais

Estudo da ilha de calor urbana em cidade de porte médio na Região Equatorial

Estudo da ilha de calor urbana em cidade de porte médio na Região Equatorial Estudo da ilha de calor urbana em cidade de porte médio na Região Equatorial Paulo Wilson de Sousa UCHÔA (1); Antônio Carlos Lola da COSTA (2) Mestrando em Recursos Naturais da Amazônia Universidade Federal

Leia mais

O estado de tempo e o clima Elementos e fatores climáticos

O estado de tempo e o clima Elementos e fatores climáticos O estado de tempo e o clima Elementos e fatores climáticos Escola Estadual Desembargador Floriano Cavalcanti PIBID-UFRN Geografia 6º ano O ESTADO DE TEMPO O ESTADO DE TEMPO VARIA: 11H 30M AO LONGO DO DIA

Leia mais

PLANO DE ESTUDOS DE GEOGRAFIA - 7.º ANO

PLANO DE ESTUDOS DE GEOGRAFIA - 7.º ANO DE GEOGRAFIA - 7.º ANO Ano Letivo 2014 2015 PERFIL DO ALUNO Dentro do domínio da geografia e o território, o aluno deve compreender o objeto e o método da Geografia. No dominio da representação da superfície

Leia mais

Geografia - Clima e formações vegetais

Geografia - Clima e formações vegetais Geografia - Clima e formações vegetais O MEIO NATURAL Clima e formações vegetais 1. Estado do tempo e clima O que é a atmosfera? A atmosfera é a camada gasosa que envolve a Terra e permite a manutenção

Leia mais

Clima e sociedade: Rumo a um uso mais eficaz das informações de clima e tempo no Ceará

Clima e sociedade: Rumo a um uso mais eficaz das informações de clima e tempo no Ceará Clima e sociedade: Rumo a um uso mais eficaz das informações de clima e tempo no Ceará FUNCEME / IRI-Univ. Columbia / Univ. Arizona Janeiro de 2006 Renzo Taddei IRI-Univ. Columbia Terra em transe 2005

Leia mais

Nº Professor (a): MICHELLE VIEIRA EXERCÍCIOS DE REVISÃO 3º BIMESTRE REGIÃO NORTE

Nº Professor (a): MICHELLE VIEIRA EXERCÍCIOS DE REVISÃO 3º BIMESTRE REGIÃO NORTE Aluno (a): Nº Professor (a): MICHELLE VIEIRA Disciplina: GEOGRAFIA Ensino: Fundamental II 7º Ano Turma: Data: / /2015 EXERCÍCIOS DE REVISÃO 3º BIMESTRE CONTEÚDO: Unidades 1 à 4 (Apostila Vol. 3) REGIÃO

Leia mais

PREVISÃO CLIMÁTICA TRIMESTRAL

PREVISÃO CLIMÁTICA TRIMESTRAL PREVISÃO CLIMÁTICA TRIMESTRAL JULHO/AGOSTO/SETEMBRO - 2015 Cooperativa de Energia Elétrica e Desenvolvimento Rural JUNHO/2015 Previsão trimestral Os modelos de previsão climática indicam que o inverno

Leia mais

Análise sinótica associada a ocorrência de chuvas anômalas no Estado de SC durante o inverno de 2011

Análise sinótica associada a ocorrência de chuvas anômalas no Estado de SC durante o inverno de 2011 Análise sinótica associada a ocorrência de chuvas anômalas no Estado de SC durante o inverno de 2011 1. Introdução O inverno de 2011 foi marcado por excessos de chuva na Região Sul do país que, por sua

Leia mais

CARACTERÍSTICAS CLIMÁTICAS DOS SISTEMAS FRONTAIS NA CIDADE DE SÃO PAULO. Guilherme Santini Dametto¹ e Rosmeri Porfírio da Rocha²

CARACTERÍSTICAS CLIMÁTICAS DOS SISTEMAS FRONTAIS NA CIDADE DE SÃO PAULO. Guilherme Santini Dametto¹ e Rosmeri Porfírio da Rocha² CARACTERÍSTICAS CLIMÁTICAS DOS SISTEMAS FRONTAIS NA CIDADE DE SÃO PAULO Guilherme Santini Dametto¹ e Rosmeri Porfírio da Rocha² PALAVRAS CHAVES: Climatologia; frente fria; sistemas frontais; sinótica;

Leia mais

UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE A VARIABILIDADE DE BAIXA FREQU~NCIA DA CIRCULAÇ~O DE GRANDE ESCALA SOBRE A AM~RICA DO SUL. Charles Jones e John D.

UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE A VARIABILIDADE DE BAIXA FREQU~NCIA DA CIRCULAÇ~O DE GRANDE ESCALA SOBRE A AM~RICA DO SUL. Charles Jones e John D. 539 UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE A VARIABILIDADE DE BAIXA FREQU~NCIA DA CIRCULAÇ~O DE GRANDE ESCALA SOBRE A AM~RICA DO SUL Charles Jones e John D. Horel Dept. of Meteorology University of Utah - USA 1. Introdução.

Leia mais

ANÁLISE EXPLORATÓRIA DAS ALTERAÇÕES COMPORTAMENTAIS DA UMIDADE RELATIVA NO TRIANGULO MINEIRO

ANÁLISE EXPLORATÓRIA DAS ALTERAÇÕES COMPORTAMENTAIS DA UMIDADE RELATIVA NO TRIANGULO MINEIRO ANÁLISE EXPLORATÓRIA DAS ALTERAÇÕES COMPORTAMENTAIS DA UMIDADE RELATIVA NO TRIANGULO MINEIRO Érico Anderson de Oliveira 1 CEFET-MG ericoliv@dcsa.cefetmg.br Ruibran Januário dos Reis 2 PUCMINAS ruibrandosreis@gmail.com

Leia mais

TEMA 3: Qual é o papel do desmatamento nas mudanças climáticas?

TEMA 3: Qual é o papel do desmatamento nas mudanças climáticas? INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS (INPE) Concurso Público - NÍVEL SUPERIOR CARGO: Tecnologista da Carreira de Desenvolvimento Tecnológico Classe: Tecnologista Junior Padrão I (TJ17) CADERNO DE

Leia mais

A PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA NO MUNICÍPIO DE ARAPIRACA/AL E OS EVENTOS EL NIÑOS/ LA NIÑAS UTILIZANDO O ÍNDICE IME.

A PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA NO MUNICÍPIO DE ARAPIRACA/AL E OS EVENTOS EL NIÑOS/ LA NIÑAS UTILIZANDO O ÍNDICE IME. A PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA NO MUNICÍPIO DE ARAPIRACA/AL E OS EVENTOS EL NIÑOS/ LA NIÑAS UTILIZANDO O ÍNDICE IME. CRISTIANO DA SILVA CARDOSO 1, IRIS LISIÊ GOMES NETO 2, MICHELLE DA SILVA CARDOSO 3, ANDERLAN

Leia mais

INFORME SOBRE O VERÃO 2014-2015

INFORME SOBRE O VERÃO 2014-2015 INFORME SOBRE O VERÃO 2014-2015 1. INTRODUÇÃO A estação do verão inicia-se no dia 21 de dezembro de 2014 às 20h03 e vai até as 19h45 do dia 20 de março de 2015. No Paraná, historicamente, ela é bastante

Leia mais

PROGNÓSTICO TRIMESTRAL (Setembro Outubro e Novembro de- 2003).

PROGNÓSTICO TRIMESTRAL (Setembro Outubro e Novembro de- 2003). 1 PROGNÓSTICO TRIMESTRAL (Setembro Outubro e Novembro de- 2003). O prognóstico climático do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento,

Leia mais

Exercícios - Fatores Exógenos

Exercícios - Fatores Exógenos Exercícios - Fatores Exógenos 1. A figura abaixo retrata a barreira que o relevo representa para os ventos e as massas de ar. Com base nesta figura são feitas as seguintes afirmativas: ( F ) As letras

Leia mais

Análise de um evento de chuva intensa no litoral entre o PR e nordeste de SC

Análise de um evento de chuva intensa no litoral entre o PR e nordeste de SC Análise de um evento de chuva intensa no litoral entre o PR e nordeste de SC Entre o dia 11 de março de 2011 e a manhã do dia 13 de março de 2011 ocorreram chuvas bastante intensas em parte dos Estados

Leia mais

O Clima do Brasil. É a sucessão habitual de estados do tempo

O Clima do Brasil. É a sucessão habitual de estados do tempo O Clima do Brasil É a sucessão habitual de estados do tempo A atuação dos principais fatores climáticos no Brasil 1. Altitude Quanto maior altitude, mais frio será. Não esqueça, somente a altitude, isolada,

Leia mais

Unidade I Geografia física mundial e do Brasil.

Unidade I Geografia física mundial e do Brasil. Unidade I Geografia física mundial e do Brasil. 1 1.2 Conteúdo: A Dinâmica Climática no Brasil. 2 1.2 Habilidade: Localizar os diferentes tipos de climas existentes no território brasileiro. 3 Jorge Ben

Leia mais

COLÉGIO SÃO JOSÉ PROF. JOÃO PAULO PACHECO GEOGRAFIA 1 EM 2011

COLÉGIO SÃO JOSÉ PROF. JOÃO PAULO PACHECO GEOGRAFIA 1 EM 2011 COLÉGIO SÃO JOSÉ PROF. JOÃO PAULO PACHECO GEOGRAFIA 1 EM 2011 O Sol e a dinâmica da natureza. O Sol e a dinâmica da natureza. Cap. II - Os climas do planeta Tempo e Clima são a mesma coisa ou não? O que

Leia mais

ESTUDO TEMPORAL DO PERFIL DE TEMPERATURA NO SOLO NA EACF DURANTE PERÍODO DE OCORRÊNCIA DO FENÔMENO EL NIÑO (1997-1998)

ESTUDO TEMPORAL DO PERFIL DE TEMPERATURA NO SOLO NA EACF DURANTE PERÍODO DE OCORRÊNCIA DO FENÔMENO EL NIÑO (1997-1998) ESTUDO TEMPORAL DO PERFIL DE TEMPERATURA NO SOLO NA EACF DURANTE PERÍODO DE OCORRÊNCIA DO FENÔMENO EL NIÑO (1997-1998) Thalison Lempke da Silva 1, Paulo Roberto Pelufo Foster 2 RESUMO - Este trabalho tem

Leia mais

Detecção Precisa de Relâmpagos, Perto e Longe

Detecção Precisa de Relâmpagos, Perto e Longe Detecção Precisa de Relâmpagos, Perto e Longe / A Rede de Detecção de Relâmpagos Total GLD360 da Vaisala detecta atividades meteorológicas no mundo inteiro A rede em que você pode confiar! A Rede de Detecção

Leia mais

CAPÍTULO 8 O FENÔMENO EL NIÑO -LA NIÑA E SUA INFLUENCIA NA COSTA BRASILEIRA

CAPÍTULO 8 O FENÔMENO EL NIÑO -LA NIÑA E SUA INFLUENCIA NA COSTA BRASILEIRA CAPÍTULO 8 O FENÔMENO EL NIÑO -LA NIÑA E SUA INFLUENCIA NA COSTA BRASILEIRA O comportamento climático é determinado por processos de troca de energia e umidade que podem afetar o clima local, regional

Leia mais

Tempo & Clima. podendo variar durante o mesmo dia. é o estudo médio do tempo, onde se refere. às características do

Tempo & Clima. podendo variar durante o mesmo dia. é o estudo médio do tempo, onde se refere. às características do Definição A é uma ciência de pesquisa meteorológica e geográfica dedicada ao estudo do clima em seus vários aspectos. Ela investiga as causas e as relações físicas entre os diferentes fenômenos climáticos

Leia mais

Variabilidade Temporal das Formigas e suas relações com a baixa Atmosfera na Flona de Caixuanã-pa

Variabilidade Temporal das Formigas e suas relações com a baixa Atmosfera na Flona de Caixuanã-pa Variabilidade Temporal das Formigas e suas relações com a baixa Atmosfera na Flona de Caixuanã-pa Sérgio Rodrigo Quadros dos Santos 1, Maria Isabel Vitorino² e Ana Y. Harada 3 Aluno de graduação em Meteorologia

Leia mais

Ciclo do Carbono. Lediane Chagas Marques

Ciclo do Carbono. Lediane Chagas Marques Ciclo do Carbono Lediane Chagas Marques Carbono É o quarto elemento mais abundante do universo, depois do Hidrogênio, Hélio e Oxigênio; Fundamental para a Vida; No planeta o carbono circula através dos

Leia mais

INFLUÊNCIA DA ZONA DE CONVERGÊNCIA INTERTROPICAL NA VARIABILIDADE DA PRECIPITAÇÃO EM MACAPÁ - BRASIL 1

INFLUÊNCIA DA ZONA DE CONVERGÊNCIA INTERTROPICAL NA VARIABILIDADE DA PRECIPITAÇÃO EM MACAPÁ - BRASIL 1 CAMINHOS DE GEOGRAFIA - revista on line http://www.ig.ufu.br/revista/caminhos.html ISSN 1678-6343 Instituto de Geografia ufu Programa de Pós-graduação em Geografia INFLUÊNCIA DA ZONA DE CONVERGÊNCIA INTERTROPICAL

Leia mais

Os fenômenos climáticos e a interferência humana

Os fenômenos climáticos e a interferência humana Os fenômenos climáticos e a interferência humana Desde sua origem a Terra sempre sofreu mudanças climáticas. Basta lembrar que o planeta era uma esfera incandescente que foi se resfriando lentamente, e

Leia mais

2 Caracterização climática da região Amazônica 2.1. Caracterização da chuva em climas tropicais e equatoriais

2 Caracterização climática da região Amazônica 2.1. Caracterização da chuva em climas tropicais e equatoriais 2 Caracterização climática da região Amazônica 2.1. Caracterização da chuva em climas tropicais e equatoriais Para uma maior precisão na modelagem da atenuação provocada pela precipitação no sinal radioelétrico,

Leia mais

Boletim Climatológico Mensal

Boletim Climatológico Mensal ISSN 2183-1076 Boletim Climatológico Mensal Portugal Continental Janeiro de 2014 CONTEÚDOS Resumo Situação Sinóptica Temperatura do Ar Precipitação Radiação Tabela Resumo mensal 1 2 3 4 7 8 Instituto Português

Leia mais

VARIABILIDADE CLIMÁTICA PREJUDICA A PRODUÇÃO DA FRUTEIRA DE CAROÇO NO MUNICÍPIO DE VIDEIRA SC.

VARIABILIDADE CLIMÁTICA PREJUDICA A PRODUÇÃO DA FRUTEIRA DE CAROÇO NO MUNICÍPIO DE VIDEIRA SC. VARIABILIDADE CLIMÁTICA PREJUDICA A PRODUÇÃO DA FRUTEIRA DE CAROÇO NO MUNICÍPIO DE VIDEIRA SC. 1 Maurici A. Monteiro 1 Elaine Canônica Anderson Monteiro 3 RESUMO A variabilidade climática que tem ocorrido

Leia mais

Os principais tipos climáticos mundiais

Os principais tipos climáticos mundiais Os principais tipos climáticos mundiais Os principais tipos climáticos mundiais 1 massas de ar -Definição - Origens - Tipos - Frentes (fria e quente) 2 Climas -O que define os climas? - Tipos de climas

Leia mais