equalificação Estratégias de Marketing Social

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "equalificação Estratégias de Marketing Social"

Transcrição

1 equalificação Estratégias de Marketing Social

2 A maior resistência à mudança social é dizer que ela não é necessária Gloria Steinem (escritora americana e activista 1935) If you ever think you're too small to be effective, you've never been in bed with a mosquito!" Wendy Lesko Introdução Marketing Social vs Marketing comercial? Até há umas décadas atrás era comum pensar-se que as técnicas de marketing se podiam aplicar somente a bens comerciais e, em particular, a bens de grande consumo. Os conceitos de marketing e de publicidade eram frequentemente confundidos, sendo vulgar dizer-se que o marketing servia para iludir, enganar e manipular as pessoas, levando-as a adquirir coisas de que não precisavam. Contudo, se você se inscreveu neste programa ( e parabéns por tê-lo feito!) é porque certamente não partilha destes preconceitos. Vejamos algumas noções sobre o Marketing Social. O conceito de marketing social nasceu formalmente como disciplina no anos 70, quando Philip Kotler e Gerald Zaltman dois estudiosos americanos perceberam que não havia qualquer motivo que impedisse a aplicação das mesmas técnicas utilizadas para vender produtos a causas sociais, isto é, para 1

3 vender ideias, mudanças de atitudes e de comportamentos. Muito se tem dito e escrito sobre esta importante questão que é: - Será possível vender ideias e comportamentos sociais utilizando exactamente as mesmas ferramentas e técnicas que se utilizam para vender detergentes? A resposta é Sim e Não. Sim, porque os princípios básicos do marketing são sem dúvida aplicáveis. E Não, porque é preciso atender às especificidades deste Produto Social e particularmente às características dos públicos que se pretende atingir e que são, naturalmente, diferentes do público consumidor em geral. O que é o Marketing social O conceito de marketing social é tão abrangente como o de economia social que, como é sabido, engloba instituições muito diversas. Na verdade, a actividade de instituições tão diferentes como as organizações de utilidade pública, ONG, fundações, IPSSs, empresas comerciais com uma política de responsabilidade social e organizações sem fins lucrativos vocacionadas para a economia social cai dentro da designada economia social De uma forma muito simples, podemos dizer que Marketing Social consiste na: 2

4 utilização de princípios e técnicas de marketing para influenciar determinados públicos-alvo para que voluntariamente aceitem, rejeitem, alterem ou abandonem um comportamento para benefício de indivíduos, grupos ou da sociedade em geral As especificidades do Marketing Social Apesar de poder utilizar as mesmas técnicas de venda do mercado empresarial, o marketing social possui algumas especificidades que importa lembrar: Por exemplo: Ainda que possa ter como objectivo a venda de produtos (de empresas de inserção, por exemplo), o marketing social procura fundamentalmente vender ideias e comportamentos, por vezes parcerias; O marketing social tem como objectivo principal um ganho social e não o lucro do proprietário da organização; Os critérios de segmentação de públicos não obedecem a imperativos comerciais mas são essencialmente o nível de prevalência do problema social que se tenta ultrapassar; 3

5 A concorrência das instituições que operam no economia social não são tanto outras instituições mas, fundamentalmente, o comportamento actual ou preferencial dos públicos-alvo que se pretende modificar. Similaridades entre a aplicação do marketing em causas sociais e em causas comerciais Porém, como já foi referido, o marketing social e o designado marketing comercial têm em comum, entre outros aspectos como veremos de seguida: a orientação para o cliente/destinatário; o benefício percebido tem que ser superior ao custo percebido; utilizam ambos pesquisa de informação e estudo do mercado-alvo; os públicos-alvo são segmentados; são válidas as tradicionais variáveis de marketing (4 P s); medem-se os resultados e aproveitam-se para casos futuros. Contudo, o marketing social pode ter e tem, muitas vezes objectivos bem mais complicados de atingir do que o marketing comercial. Pensemos nos seguintes 4

6 exemplos de alteração de comportamentos e nas dificuldades que lhes estão subjacentes: Comportamento desejado Implicações Deixar de fumar Abandonar um vício Não experimentar álcool Resistir à pressão grupal Fazer uma mamografia Sentir desconforto Exercício físico regular Criar novos hábitos Comprar papel reciclado Gastar mais dinheiro Fazer uma exame rectal Situações embaraçantes Fazer um teste ao colesterol Ouvir más notícias Recusar-se a deixar um alcoólatra conduzir Pôr em risco relações pessoais Tornar-se voluntário Deixar de ter tempo livre Não estar muito tempo ao sol Passar menos tempo no duche Ter menos bom aspecto Redução de prazer Qualquer destas alterações de comportamentais implica custos que, mesmo podendo não ser monetários, são bem mais delicados do que os de decidir comprar a nova marca de champô que apareceu recentemente no mercado. Quem utiliza o Marketing Social Podem utilizar estratégias de marketing social todas as organizações que operam na área da economia social, muito particularmente o designado 3º sector, na sequência do 1º e do 2º sectores, o Estado e as 5

7 empresas que operam no mercado com finalidades de lucro. Opostamente, as organizações do 3º sector sejam elas públicas ou privadas - procuram outros objectivos, designadamente conseguir benefícios sociais para as camadas populacionais mais desfavorecidas, promover acções que estimulem o desenvolvimento rural, cultural e social e, de uma forma geral, combater todas as formas de exclusão social. Como já foi referido, uma empresa com finalidades lucrativas pode também optar por uma política sustentada de marketing social, associando-se a uma ou várias causas e fazendo disso uma constante da sua política de marketing. É devido a esta enorme variedade de contextos que as técnicas de marketing social têm frequentemente aplicações e públicos muito díspares. Do chamado marketing de causas (o combate à Sida ou uma campanha de prevenção da Segurança Rodoviária) até à promoção de programas de desenvolvimento local ou de inclusão de minorias étnicas, existe uma vasto terreno de aplicação de estratégias de marketing social. 6

8 O marketing social e a alteração de comportamentos Por muito mal utilizado que possa ser em muitas circunstâncias, a verdade é que o conceito Marketing significa tão simplesmente, a orientação de toda a actividade de uma organização (e não necessariamente uma empresa!) em função do seu cliente ou destinatário. E quanto se diz toda a actividade quer-se dizer mesmo tudo e não apenas a comunicação como frequentemente se pensa. Na verdade, marketing não é sinónimo de publicidade. A publicidade é apenas uma das várias formas de Comunicação e esta é também apenas uma das várias componentes de uma estratégia de marketing, a par do Produto, do Preço ou do Canal de Distribuição. Como já foi dito, o marketing social procura, na maioria dos casos, operar sobre alterações de comportamento ou de atitudes. Por outras palavras, vende ideias que passam muitas vezes por alteração de velhos hábitos, ultrapassar preconceitos e vícios, aprender a aceitar os outros, etc... Contudo, alterar comportamentos não é fácil. Até num caso aparentemente simples como o de convencer o público-alvo para os benefícios de passar a fazer exercício físico regular, as alterações de comportamento requerem que os destinatários sejam efectivamente convencidos de que as vantagens do 7

9 novo comportamento superam os custos da respectiva alteração. Para conseguir uma alteração do comportamento, é necessário que os públicos-alvo: acreditem que existe um problema e que há necessidade de o ultrapassar; acreditem que a alteração de comportamento ajudará a diminuir o problema; acreditem que as vantagens da alteração comportamental superam as desvantagens de continuar a não fazer nada; tomem a decisão de aderir a uma proposta comportamental; possuam as competências necessárias para a alteração do comportamento proposto; acreditem que esta alteração é compatível com sua auto-imagem; sintam que a pressão social para agir é maior do que a pressão para nada fazer; existam mais barreiras à inacção do que à acção. Retomemos o exemplo do exercício físico: Para que o indivíduo possa efectivamente alterar o seu comportamento e passar a exercitar-se regularmente, 8

10 é necessário que passe por várias etapas vário mostra a figura abaixo: Conhecer Desejar Saber como Poder Estímulo aceder Optimismo Reforço Educador 1. Conheço os benefícios (de fazer exercício físico) 2. Quero alterar os meus hábitos (e começar a fazer exercício regularmente) 3. Sei como (começar a mudar de hábitos) 4. É fácil começar basta calçar uns ténis e uma roupa confortável 5. Vale a pena o esforço e o desconforto inicial (de praticar regularmente) 6. Vou começar amanhã (a fazer exercício) 7. Foi um sucesso! Vou continuar a fazer todas as semanas... Ou seja, ninguém muda até se convencer dos respectivos benefícios dessa mudança. Como exemplifica a figura abaixo. Sei que devo Conheço as vantagens Quero Desejo Sei como Posso Foi um sucesso Reforço Acessibilidade Éfácil Estímulo Optimismo Vou fazer Vale a pena 9

11 O Plano de Marketing Social Por mais simples que seja, uma acção de marketing deve obedecer sempre a um planeamento. Tanto faz que seja a promoção de um conjunto de sessões de sensibilização ou a mera distribuição porta-a-porta de um folheto. Não planear significa falhar com maior probabilidade A imagem seguinte sugere uma sequência de etapas que devem ser cumpridas, começando pela definição dos objectivos da acção. Definição de objectivos 1 Planeamento de uma acção de marketing social Variáveis Estratégicas Destinatários 10 2 Segmentação de públicosp 3 Decisão sobre os públicosp blicos-alvo Análise situacional Problema 4 Organização 5 Produto 6 Produto central Produto tangível Preço Custo monetário Custo não monetário 7 Público-alvo primário Enquadramento cultural, social e político Análise da concorrência Pesquisa de informação Planeamento das acções Distribuição Tipo de canal Quantidade Dimensão 8 Público-alvo secundário Localização Compatibilidade Comunicação 9 Fonte: Adaptado de Social Marketing Kotler e Zaltman, 1971 Publicidade Venda pessoal Relaç. Públicas Promoções Público em geral 10

12 Passemos a explicar sucintamente os passos principais. A Definição dos Objectivos Os objectivos que se pretendem atingir podem ser muito distintos: Por exemplo: alterações no conhecimento, atitude ou comportamento do público-alvo principal Exemplo: estimular os adolescentes a não começarem a fumar alteração da envolvência externa Exemplo: promoção de legislação proibitiva de fumo em determinados locais Progressão de um projecto já iniciado Exemplo: continuação da formação já iniciada para pessoas com dificuldade se arranjar emprego Estes são apenas três exemplos dos muitos que podem assumir as campanhas sociais. Contudo, em qualquer situação, é inegável que: Qualquer acção de marketing, por mais simples que seja, exige um diagnóstico da situação em causa e a segmentação dos públicos-alvo 11

13 A segmentação dos públicos-alvo A segmentação é uma das técnicas emprestadas no marketing comercial. Segmentar significa cortar o mercado em segmentos, tendo a consciência de que não é razoável pretender atingir todos os segmentos ao mesmo tempo e com as mesmas técnicas. Um SEGMENTO é um sub-grupo com características afins. A segmentação pode utilizar diversos critérios como, por exemplo: Critérios geográficos Critérios demográficos Critérios psicográficos Critérios atitudinais Critérios comportamentais Contudo, se pode fazer todo o sentido dividir o mercado de cereais em função de faixas etárias, por exemplo ou do momento de consumo, no marketing social os critérios mais utilizados são os atitudinais e os comportamentais. Pensemos em problemas que afectam gravemente a sociedade como a droga ou a violência. Será que o vício obedece a idades ou a classes sociais? A violência doméstica tem um perfil? Talvez não... Recuperando o exemplo da campanha de sensibilização para a prática de exercício físico regular. 12

14 Que segmentos podemos encontrar neste mercado que possam ser influenciados por uma campanha de sensibilização?... as famílias, em particular com crianças as escolas as marcas desportivas os desportistas profissionais os desportistas amadores a classe médica A questão que se coloca é a seguinte: É possível conseguir alcançar todos estes públicos ao mesmo tempo? A resposta é: Muito dificilmente! Cada público tem motivações diferentes e é convencido com argumentos diversos. Assim sendo, existe a necessidade de escolher ou mais segmentos e orientar a campanha em função deles. Por exemplo, orientar toda a acção para convencer as famílias a serem veículos de transmissão da necessidade de exercício físico. O segmento seleccionado passa a ser o PÚBLICO- ALVO. O público-alvo destinatário deve ser caracterizado em função do nível de incidência do problema. É crucial conhecer: o que os motiva? 13

15 onde podem ser encontrados? quem exerce influência sobre eles? a que argumentos são sensíveis? o que precisam para poder mudar de comportamento? que ajudas precisam para agir? Que barreiras existem? Uma das mais importantes singularidades do marketing social prende-se com a diversidade dos seus públicos-alvo. Na verdade, na economia social, os públicos-alvo podem dividir-se em dois grandes grupos com características distintas: Os públicos junto dos quais se procura captar recursos e estabelecer parcerias; Ex: (Estado, autarquias, empresas, população em geral para compra de produtos ou serviços, potenciais voluntários, etc...) Os públicos destinatários/beneficiários das acções Ex: (desempregados, crianças em risco de exclusão social, minorias étnicas, agricultores, vítimas de violência...) Mas os destinatários da acção podem não ser os beneficiários. Pensemos no caso de uma campanha para a integração de imigrantes, situação em que os 14

16 públicos a quem é preciso convencer não são apenas os imigrados clandestinos. Na realidade, quem tem que ser convencido a mudar de comportamento/atitude face a esta problema? Beneficiários (imigrantes) para trabalharem no sentido da sua legalização, aculturação social, capacidade de integração; Autarquias/poder público para facilitar a habitação social, por exemplo; Potenciais empregadores para a promoção do emprego População para a aceitação e inclusão social dos imigrantes Os públicos secundários Os públicos-alvo secundários também devem ser segmentados e trabalhados. Eles são influenciadores de comportamentos ou atitudes. Trata-se de pessoas ou entidades que influenciam o comportamento, actuam como modelos, conselheiros. Como tal, eles não podem ser esquecidos. Eis algumas questões-chave sobre estes públicos-alvo secundários: ß Que pessoas ou grupos exercem influência sobre os públicos-alvo principais? 15

17 ß como é exercida esta influência? ß que benefícios terá este público por participar como intermediário numa acção de marketing social? ß que obstáculos poderão estas pessoas levantar a esta proposta? ß qual é o nível deste público secundário relativamente ao conhecimento, atitudes e comportamentos face ao problema que se pretende abordar? A análise da situação Sem diagnóstico, não é possível actuar com eficácia. E um diagnóstico faz-se através da colocação de perguntas e procurando as respectivas respostas É, pois, importante procurar dar resposta às seguintes questões: Quais são os contornos do problema? Quais são os condicionantes que enquadram o problema? Quais os recursos que estão disponíveis? Que outras acções ou instituições concorrem com a acção que vamos levar a cabo? Este diagnóstico tem, então, como objectivo conhecer e estruturar a informação sobre: o problema em causa o ambiente circundante 16

18 os recursos existentes a concorrência existente A análise do problema envolve resposta às seguintes questões: Que aspectos do problema se pretendem abordar? De que forma se encontra esse problema disseminado pela população? O que pode ser feito para evitar o alastramento do problema? Quais são as consequências do problema? Que crenças, atitudes e comportamentos estão relacionados com o problema? Que resultados tiveram as acções anteriores? Nada ocorre no vazio. A análise da envolvente situacional procura conhecer o melhor possível todo o enquadramento que rodeia a situação em causa. Por exemplo: Que factores sociais, económicos ou demográficos impactam o nosso público-alvo? Qual é o clima político relativamente a este tema? Que legislação pode afectar este problema? 17

19 Que outras organizações também lidam com este problema? Que tipos de mensagens concorrem com as nossas? Que canais de divulgação estão disponíveis? A análise dos recursos disponíveis prende-se com a identificação dos recursos financeiros e humanos disponíveis mas também com recursos de tempo e espaço que importa conhecer e que, por vezes são negligenciados. É necessário conhecer a resposta para as seguintes questões: Que orçamento total está disponível? Que parte do orçamento vem de recursos próprios e de outras organizações? Há recursos humanos suficientes para a acção? Os locais e equipamentos necessários estão disponíveis? Dispõem de tempo suficiente para a acção? É fácil o acesso aos públicos-alvo? Onde se podem encontrar os destinatários? Tomemos como exemplo uma campanha sobre a violência doméstica sobre as mulheres. Passemos à análise do Problema. Que aspectos do problema se pretendem abordar? 18

20 Estimular a participação da violência doméstica às autoridades? Sensibilizar os maridos para que alterem o seu comportamento? De que forma se encontra esse problema disseminado pela população? Geral, na nossa área de abrangência? Maioritariamente em famílias com baixo nível de instrução? Prevalece nos casais a partir de uma determinada faixa etária? O que pode ser feito para evitar o alastramento do problema? Encorajar (as mulheres); sensibilizar (vítimas e agressores); castigar (agressores); educar (crianças e jovens), etc... Quais são as consequências do problema? Famílias desagregadas, mau ambiente familiar, exemplo para os filhos Que crenças, atitudes e comportamentos estão relacionados com o problema? Falta de instrução? Alcoolismo? Educação cultural? Exemplos familiares? Que resultados tiveram as acções anteriores? Melhoraram um pouco a situação? Sem resultados aparentes? E quanto à análise do enquadramento da situação: 19

21 Que factores sociais, económicos ou demográficos impactam o nosso público-alvo? Estrutura familiar, desemprego, nível educacional... Qual é o clima político relativamente a este tema? Comportamento tolerado por alguns grupos; grupos de oponentes activos Que legislação pode afectar este problema? Legislação relativa à violência Que outras organizações também lidam com este problema? APAV, associações locais... Que tipos de mensagens concorrem com as nossas? Combate ao alcoolismo, educação escolar? Que canais de divulgação estão disponíveis? Escolas, Igreja, reuniões de sensibilização, folhetos de sensibilização, órgãos de comunicação social A análise concorrencial A concorrência é outro dos aspectos que assume no marketing social características distintas do que ocorre no marketing das entidades com fins lucrativos. 20

22 Com efeito, se uma empresa tende a considerar como seus concorrentes todas as instituições que operem no mesmo mercado e que comercializem o mesmo tipo de bens ou serviços, na área social, a concorrência tem contornos diversos. Vejamos, por exemplo: Uma associação local que tenha como objectivo a promoção de educação e integração de desempregados considera como concorrente outra associação que tenha a mesma finalidade? Talvez sim mas a diferença é que se trate de uma concorrência amigável, isto é, uma concorrência que não deve ser combatida, ao contrário do que acontece no mercado empresarial. Em termos de marketing social, podemos falar de concorrência a três níveis: 1. ao nível dos destinatários das acções Que comportamentos concorrem com uma campanha anti-tabaco? A manutenção do hábito de fumar, isto é, a não alteração de comportamento por parte do público-alvo. 2. ao nível de outras instituições a operar no mercado São concorrentes todas as organizações que, sejam elas públicas ou privadas trabalhem para obter os mesmos objectivos. 21

23 3. ao nível da captação de recursos Sendo certo que existem no mercado social um grande número de instituições e causas a procurar captar recursos, são concorrentes e este nível todas as fontes de recursos que possam disponibilizar recursos para outras instituições em vez de disponibilizá-los para a nossa. Assim sendo, é necessário conhecer de perto toda a concorrência, por a forma conseguir obter uma vantagem competitiva que possa destacar a campanha de uma organização da de outras semelhantes. E, tal como no marketing dito comercial, é aconselhável todo o estudo do mercado que se puder fazer e toda a informação que for possível recolher que permita realizar um bom diagnóstico. As variáveis de uma campanha de Marketing Social No marketing social são válidas as componentes de uma estratégia de marketing comercial. Tal como referido anteriormente, pese embora as especificidades da área social, cada organização do 3º sector tem algo para vender e públicos para convencer. Passemos a identificar o produto no marketing social. 22

24 O Produto no Marketing Social No marketing social, o produto que se pretende vender é: O que pretendemos que o nosso público faça Por exemplo: aderir a um comportamento Exemplo: que passe a consumir mais leite e comida saudável alterar um hábito Exemplo: separar o lixo e depositá-lo no Ecoponto colaborar com tempo, dinheiro, bens, etc Exemplo: voluntariado para fazer companhia a idosos; donativos para causas sociais comprar um produto ou serviço com um objectivo de carácter social Exemplo: leilão a favor de uma instituição social aceite uma proposta com vista ao benefício social de alguém Exemplo: participar numa corrida contra o racismo No marketing social, tal como no marketing comercial : As pessoas não compram produtos; compram expectativas de benefícios! 23

25 Consideremos, a título de exemplo, os benefícios associados à prática de exercício regular descritos na figura abaixo. Atributo/ Características Benefício Benefício Benefício Ajuda a queimar calorias e melhora o metabolismo Perda de peso Melhor aparência Mais auto-estima Sentir-se mais interessante Aumenta a densidade das lipo-proteínas Baixa o nível de colesterol Baixa o risco de doenças cardíacas Viver uma vida mais longa e mais saudável Ver crescer a sua família (filhos, netos, bisnetos...) Baixa a pressão sanguínea Diminuição do risco de enfarte cardíaco Produz endorfinas Reduz o nível de stress Sentir-se mais enérgico Sentir mais autocontrolo Aproveitar melhor as 24 horas do dia Fortalece os músculos Tornar-se mais forte Maior autonomia nas actividades diárias Sentir maior liberdade Pode ser feito com outras pessoas Passar tempo com a família e amigos Oportunidade para socializar Diversão Pode ser feito sozinho Mais tempo consigo próprio Isolamento Poder dispor de tempo (merecido) para si próprio A importância do Posicionamento Com frequência, uma acção de marketing social tem no seu mercado e a concorrer consigo outras instituições que trabalham com os mesmos fins. Vale a pena, então, saber: 24

26 Porque motivo há-de o público-alvo alterar comportamentos, se outras campanhas de outras instituições não conseguiram tais resultados? Por outras palavras: O que tem esta acção de diferenciador? Por que motivo há-de o público-alvo alterar o seu comportamento? O que estamos a propor de diferente face às outras organizações que trabalham na mesma área de actividade e têm propostas parecidas? Porque hão-de os potenciadores financiadores ou parceiros acreditar neste projecto ou nesta acção? O que tem de diferente esta acção? À Característica distintiva que destaca a proposta (seja ela comercial ou social) da de outras organizações concorrentes chamamos POSICIONAMENTO. Em que pensa quando se refere o nome da Santa Casa da Misericórdia ou na Abraço? Ou em SKIP ou em Moviflor? Posicionar significa atribuir uma imagem distintiva para uma marca na cabeça dos públicos. 25

27 O Preço no Marketing Social Toda a venda tem um preço. No caso do marketing social, podemos não estar forçosamente a falar de um preço em dinheiro mas sim em esforço de mudança, em desconforto, em vontade de ultrapassar hábitos ou preconceitos... Outras vezes, existe mesmo um custo monetário associado. Vejamos: Qual é o preço que o meu destinatário paga quando, no âmbito de uma campanha de saúde, convencer a fazer uma mamografia? o consigo Mais importante do que o preço monetário do exame (que pode não existir para o beneficiário m alguns casos!) outros custos se podem associar a este exame: medo ter de descobrir que se tem cancro ter de esperar 1 semana preocupada pelos resultados contacto com superfícies metálicas frias pressão dolorosa encontrar um lugar para estacionar ter que deixar as crianças com alguém... Na verdade, em marketing social, o preço do produto/serviço tem dois grandes componentes: 26

28 1. o custo monetário ex: objectos tangíveis e serviços associados 2. custos não monetários ex: tempo, esforço, energia, risco psicológico, desconforto físico Como sucede no marketing comercial, só existe uma venda se: a percepção do custo for maior do que a do benefício Por vezes, quando a percepção do preço é demasiado baixa, o produto/serviço pode ser visto como pouco valioso (na verdade, tendemos a não valorizar aquilo que nos é oferecido gratuitamente). Inversamente, quando a percepção do preço é demasiado alta, nem todos poderão aceder ao produto serviço, por mais apetecível que ele seja. O que importa, então, é destacar os benefícios que possam justificar aquilo que parece ser um preço demasiado elevado (ver o exemplo da prática de exercício regular). Os Canais de Distribuição Em marketing comercial, um canal de distribuição integra todas as organizações (ou particulares) que participem no fluxo que leva um produto ou serviço 27

29 desde o seu fabricante até ao seu destinatário. Assim, estamos a falar de distribuidores físicos, grossistas e retalhistas em cujos pontos de venda encontramos normalmente os produtos de que precisamos. No caso do marketing social, a situação pode ser um pouco menos clara, dado que tipicamente não estamos a falar de lojas nem de distribuidores físicos. Contudo, continua verdadeira a noção tradicional de canal de distribuição: um conjunto de organizações interdependentes envolvidas no processo de tornar um produto ou serviço disponível para utilização ou consumo pelo consumidor ou utilizador Canal de distribuição, em marketing social, será qualquer local onde o segmento-alvo vai poder alterar o seu comportamento, adquirir os objectos tangíveis ou receber os serviços associados. No fundo, comprar o produto social. Trata-se de saber onde é que o produto social está acessível, o que não é o mesmo do que falar de um canal de comunicação. Desta forma, o produto social poderá estar disponível para compra em variadíssimos locais, dependendo do produto de que estejamos a falar. 28

30 Se pensarmos no caso de uma campanha para sensibilização para a reciclagem do lixo, qual é o canal de distribuição? Se o que está a ser vendido é o comportamento de separação do lixo então, sem dúvida que é nos contentores apropriados que o público atingido pela campanha pode alterar o seu comportamento. Da mesma forma, se se pretende convencer a população para os riscos da gravidez precoce, por exemplo, onde é que esta alteração de conhecimento está disponível? Onde podem as pessoas ser convencidas, isto é, comprar a ideia? Escolas, centros de saúde, programas especiais do poder local, sessões de sensibilização... E se um canal de distribuição é onde o comportamento desejado que se procura vender está acessível, um canal de comunicação é onde é divulgado esse comportamento desejado que é o nosso produto social. A Comunicação no Marketing Social Os meios e os canais de comunicação e distribuição mais adequados devem ser simultaneamente os mais eficazes para passar uma mensagem aos públicos pretendidos. 29

31 Para identificar os melhores canais, devem identificarse os locais onde o público-alvo passa mais tempo ou os meios e locais onde ele pode ter acesso à informação. Assim sendo, a distribuição de um folheto pode ter mais impacto do que um anúncio de imprensa. A mensagem Toda a comunicação pretende passar uma mensagem. Pode tratar-se de promover a notoriedade e os valores da própria organização, pode ser que se pretenda informar a população sobre o que foi feito com os recursos recolhidos num peditório ou simplesmente informar sobre um novo equipamento disponível. Em qualquer situação, é muito importante saber: O que se vai dizer? qual é a mensagem que se pretende passar? Como se vai dizer? que técnicas e abordagens criativas se utilizarão? São os seguintes os aspectos mais importantes para a definição da mensagem de comunicação: A quem nos dirigimos? Quem é o público destinatário da acção e da comunicação? O que se pretende que o público-alvo faça em resultado da comunicação? Que recompensa/benefício é que a promessa da mensagem oferece ao público-alvo? 30

32 Como se pode tornar a mensagem credível? Que técnicas comunicacionais e que meios devem ser utilizados para abordar o público destinatário? Que imagem se pretende passar da acção e da organização que a promove? Em termos muito simples, numa estratégia de comunicação deve ter-se sempre em conta: O que queremos dizer? a mensagem a passar A quem queremos chegar? o público-alvo da comunicação Vamos prometer o quê? qual o beneficio do público ao comprar/aderir à minha proposta? De que forma o vamos comunicar que técnicas utilizar? Onde o vamos dizer? que meios utilizaremos para divulgar a comunicação? A Publicidade no Marketing Social Apesar de ser frequentemente confundida com comunicação e até com marketing, a Publicidade é apenas umas das ferramentas de comunicação ao dispor de uma organização. 31

Mónica Montenegro António Jorge Costa

Mónica Montenegro António Jorge Costa Mónica Montenegro António Jorge Costa INTRODUÇÃO... 4 REFERÊNCIAS... 5 1. ENQUADRAMENTO... 8 1.1 O sector do comércio em Portugal... 8 2. QUALIDADE, COMPETITIVIDADE E MELHORES PRÁTICAS NO COMÉRCIO... 15

Leia mais

7. POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO. 7.1- Comunicação 7.2- Publicidade 7.3- Promoção 7.4- Marketing directo

7. POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO. 7.1- Comunicação 7.2- Publicidade 7.3- Promoção 7.4- Marketing directo 7. POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO 7.1- Comunicação 7.2- Publicidade 7.3- Promoção 7.4- Marketing directo A COMUNICAÇÃO Comunicar Comunicar no marketing emitir mensagem para alguém emitir mensagem para o mercado

Leia mais

LEITURA DA ENTREVISTA 2. E Boa tarde. Desde já quero agradecer-lhe a sua disponibilidade para colaborar neste

LEITURA DA ENTREVISTA 2. E Boa tarde. Desde já quero agradecer-lhe a sua disponibilidade para colaborar neste LEITURA DA ENTREVISTA 2 E Boa tarde. Desde já quero agradecer-lhe a sua disponibilidade para colaborar neste trabalho que estou a desenvolver. Como lhe foi explicado inicialmente, esta entrevista está

Leia mais

Um dos objetivos deste tema é orientar as ações sistemáticas na busca satisfazer o consumidor estimulando a demanda e viabilizando o lucro.

Um dos objetivos deste tema é orientar as ações sistemáticas na busca satisfazer o consumidor estimulando a demanda e viabilizando o lucro. PLANO DE MARKETING Andréa Monticelli Um dos objetivos deste tema é orientar as ações sistemáticas na busca satisfazer o consumidor estimulando a demanda e viabilizando o lucro. 1. CONCEITO Marketing é

Leia mais

Departamento Comercial e Marketing. Escola Secundaria de Paços de Ferreira 2009/2010. Técnicas de Secretariado

Departamento Comercial e Marketing. Escola Secundaria de Paços de Ferreira 2009/2010. Técnicas de Secretariado Escola Secundaria de Paços de Ferreira 2009/2010 Técnicas de Secretariado Departamento Comercial e Marketing Módulo 23- Departamento Comercial e Marketing Trabalho realizado por: Tânia Leão Departamento

Leia mais

Passo 1 - Faça um diagnóstico da comunicação

Passo 1 - Faça um diagnóstico da comunicação Manual Como elaborar uma estratégia de comunicação Índice Introdução Passo 1 - Faça um diagnóstico da comunicação. Passo 2 - Defina os alvos da comunicação Passo 3 - Estabeleça os objetivos da comunicação

Leia mais

Estratégias em Propaganda e Comunicação

Estratégias em Propaganda e Comunicação Ferramentas Gráficas I Estratégias em Propaganda e Comunicação Tenho meu Briefing. E agora? Planejamento de Campanha Publicitária O QUE VOCÊ DEVE SABER NO INÍCIO O profissional responsável pelo planejamento

Leia mais

PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO

PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO ÍNDICE 11. PRESSUPOSTO BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO 25 NO ALENTEJO pág. 11.1. Um sistema regional de inovação orientado para a competitividade

Leia mais

Como elaborar um plano de divulgação para a expansão das abordagens de MIFS

Como elaborar um plano de divulgação para a expansão das abordagens de MIFS Como elaborar um plano de divulgação para a expansão das abordagens de MIFS Um bom plano de divulgação deverá assegurar que todos os envolvidos estão a par do que está a ser proposto e do que irá acontecer

Leia mais

Partilha de informação com as comunidades

Partilha de informação com as comunidades Briefing da CAFOD sobre : Nível 1 (Básico) com as comunidades Este Briefing apresenta um guia básico passo-a-passo para os parceiros da CAFOD sobre a partilha de informação com as comunidades que apoiam

Leia mais

Como Atrair Clientes

Como Atrair Clientes COMO ATRAIR CLIENTES QUESTÕES BÁSICAS Quem são os meus clientes? Quantos sãos? Onde estão? Como fazer para falar com eles? DEFINIÇÃO SEGMENTO DE MERCADO Significa um grupo de consumidores com necessidades

Leia mais

Marketing Pessoal. aumentem de valor.

Marketing Pessoal. aumentem de valor. P U B L I C A Ç Ã O N º 3 2 3 D E Z E M B R O 2 0 0 9 Marketing Pessoal PONTOS DE INTERESSE: Conceito Na Prática Definir Objectivos Marca Pessoal Marketing Pessoal pode ser definido como o processo de

Leia mais

A certificação de Qualidade para a Reparação Automóvel.

A certificação de Qualidade para a Reparação Automóvel. A certificação de Qualidade para a Reparação Automóvel. Projecto A Oficina+ ANECRA é uma iniciativa criada em 1996, no âmbito da Padronização de Oficinas ANECRA. Este projecto visa reconhecer a qualidade

Leia mais

Análise de Mercado. Análise da Indústria/Setor. Descrição do Segmento de Mercado. Artigos de PN Como fazer Análise de Mercado. josedornelas.com.

Análise de Mercado. Análise da Indústria/Setor. Descrição do Segmento de Mercado. Artigos de PN Como fazer Análise de Mercado. josedornelas.com. Artigos de PN Como fazer Análise de Mercado Análise de Mercado A análise de mercado é um dos componentes do plano de negócios que está relacionado ao marketing da organização. Ela apresenta o entendimento

Leia mais

Manual Planeamento de Campanha de E-Marketing

Manual Planeamento de Campanha de E-Marketing Manual Planeamento de Campanha de E-Marketing Planeamento de Campanha de E-Marketing Cada variável, a nível de marketing tem normas próprias, em função dos meios de comunicação através dos quais se veiculam

Leia mais

SECRETÁRIO REGIONAL DA PRESIDÊNCIA Despacho Normativo n.º 69/2010 de 22 de Outubro de 2010

SECRETÁRIO REGIONAL DA PRESIDÊNCIA Despacho Normativo n.º 69/2010 de 22 de Outubro de 2010 SECRETÁRIO REGIONAL DA PRESIDÊNCIA Despacho Normativo n.º 69/2010 de 22 de Outubro de 2010 Considerando o Regime de enquadramento das políticas de juventude na Região Autónoma dos Açores, plasmado no Decreto

Leia mais

1 Briefing de Criação

1 Briefing de Criação 1 Briefing de Criação Antecedentes do processo de criação Para se criar uma campanha ou mesmo uma única peça é imprescindível que antes seja feito um briefing para orientar o trabalho do planejamento,

Leia mais

Planejamento de Campanha Publicitária

Planejamento de Campanha Publicitária Planejamento de Campanha Publicitária Prof. André Wander UCAM O briefing chegou. E agora? O profissional responsável pelo planejamento de campanha em uma agência de propaganda recebe o briefing, analisa

Leia mais

VAMOS DAR INICIO A MAIS UMA AULA DO CURSO DE PROPAGANDA E MARKETING- 4 MÓDULO COMO GANHAR DINHEIRO COM MALA DIRETA

VAMOS DAR INICIO A MAIS UMA AULA DO CURSO DE PROPAGANDA E MARKETING- 4 MÓDULO COMO GANHAR DINHEIRO COM MALA DIRETA VAMOS DAR INICIO A MAIS UMA AULA DO CURSO DE PROPAGANDA E MARKETING- 4 MÓDULO COMO GANHAR DINHEIRO COM MALA DIRETA 4 E ÚLTIMO MÓDULO: Como Ganhar dinheiro com Mala Direta APRESENTAÇÃO PESSOAL Edileuza

Leia mais

PROGRAMA: A FAMÍLIA (1º ano do 1º ciclo)

PROGRAMA: A FAMÍLIA (1º ano do 1º ciclo) PROGRAMA: A FAMÍLIA (1º ano do 1º ciclo) Duração: 5 Sessões (45 minutos) Público-Alvo: 6 a 7 anos (1º Ano) Descrição: O programa A Família é constituído por uma série de cinco actividades. Identifica o

Leia mais

Formulário de Projecto de Investimento

Formulário de Projecto de Investimento Formulário de Projecto de Investimento 1. Identificação do Projecto Título do projecto: Nome do responsável: Contacto Telefónico: Email: 1.1. Descrição sumária da Ideia de Negócio e suas características

Leia mais

EMPREENDEDORISMO: O CONTEXTO NACIONAL

EMPREENDEDORISMO: O CONTEXTO NACIONAL EMPREENDEDORISMO: O CONTEXTO NACIONAL Entrevista com Eng.º Victor Sá Carneiro N uma época de grandes transformações na economia dos países, em que a temática do Empreendedorismo assume uma grande relevância

Leia mais

T&E Tendências & Estratégia

T&E Tendências & Estratégia FUTURE TRENDS T&E Tendências & Estratégia Newsletter número 1 Março 2003 TEMA deste número: Desenvolvimento e Gestão de Competências EDITORIAL A newsletter Tendências & Estratégia pretende ser um veículo

Leia mais

COMO ELABORAR UM PLANO DE NEGÓCIOS DE SUCESSO

COMO ELABORAR UM PLANO DE NEGÓCIOS DE SUCESSO COMO ELABORAR UM PLANO DE NEGÓCIOS DE SUCESSO 1 Sumário: Conceito e Objectivos Estrutura do PN o Apresentação da Empresa o Análise do Produto / Serviço o Análise de Mercado o Estratégia de Marketing o

Leia mais

LEARNING MENTOR. Leonardo da Vinci DE/09/LLP-LdV/TOI/147 219. Perfil do Learning Mentor. Módulos da acção de formação

LEARNING MENTOR. Leonardo da Vinci DE/09/LLP-LdV/TOI/147 219. Perfil do Learning Mentor. Módulos da acção de formação LEARNING MENTOR Leonardo da Vinci DE/09/LLP-LdV/TOI/147 219 Perfil do Learning Mentor Módulos da acção de formação 0. Pré-requisitos para um Learning Mentor 1. O papel e a função que um Learning Mentor

Leia mais

Transcrição de Entrevista n º 24

Transcrição de Entrevista n º 24 Transcrição de Entrevista n º 24 E Entrevistador E24 Entrevistado 24 Sexo Feminino Idade 47 anos Área de Formação Engenharia Sistemas Decisionais E - Acredita que a educação de uma criança é diferente

Leia mais

Lic. Marketing e Publicidade. Marketing 1º Ano/2º Semestre Pós laboral

Lic. Marketing e Publicidade. Marketing 1º Ano/2º Semestre Pós laboral Lic. Marketing e Publicidade Marketing 1º Ano/2º Semestre Pós laboral Trabalho realizado por: Maria Marques, 7005 Docente: Dr. Fernando Gaspar SANTARÉM Licenciatura em Marketing & Publicidade 1 de 10 2007/2008

Leia mais

Marketing de Feiras e Eventos: Promoção para Visitantes, Expositores e Patrocinadores

Marketing de Feiras e Eventos: Promoção para Visitantes, Expositores e Patrocinadores Gestão e Organização de Conferências e Reuniões Organização de conferências e reuniões, nos mais variados formatos, tais como reuniões educativas, encontros de negócios, convenções, recepções, eventos

Leia mais

Escolher o futuro O papel do/a psicólogo/a clínico/a no contexto de intervenção em comunidades socioeconómicas desfavorecidas 1

Escolher o futuro O papel do/a psicólogo/a clínico/a no contexto de intervenção em comunidades socioeconómicas desfavorecidas 1 Escolher o futuro O papel do/a psicólogo/a clínico/a no contexto de intervenção em comunidades socioeconómicas desfavorecidas 1 Mário Jorge Silva (psicólogo clínico) e Marli Godinho (psicóloga clínica)

Leia mais

DESENVOLVER E GERIR COMPETÊNCIAS EM CONTEXTO DE MUDANÇA (Publicado na Revista Hotéis de Portugal Julho/Agosto 2004)

DESENVOLVER E GERIR COMPETÊNCIAS EM CONTEXTO DE MUDANÇA (Publicado na Revista Hotéis de Portugal Julho/Agosto 2004) DESENVOLVER E GERIR COMPETÊNCIAS EM CONTEXTO DE MUDANÇA (Publicado na Revista Hotéis de Portugal Julho/Agosto 2004) por Mónica Montenegro, Coordenadora da área de Recursos Humanos do MBA em Hotelaria e

Leia mais

COMUNICAÇÃO DE MARKETING

COMUNICAÇÃO DE MARKETING COMUNICAÇÃO DE MARKETING COMUNICAÇÃO INTEGRADA DE MARKETING Meio através do qual a empresa informa, persuadi e lembra os consumidores sobre o seu produto, serviço e marcas que comercializa. Funções: Informação

Leia mais

Indicadores Gerais para a Avaliação Inclusiva

Indicadores Gerais para a Avaliação Inclusiva PROCESSO DE AVALIAÇÃO EM CONTEXTOS INCLUSIVOS PT Preâmbulo Indicadores Gerais para a Avaliação Inclusiva A avaliação inclusiva é uma abordagem à avaliação em ambientes inclusivos em que as políticas e

Leia mais

Percepção de Portugal no mundo

Percepção de Portugal no mundo Percepção de Portugal no mundo Na sequência da questão levantada pelo Senhor Dr. Francisco Mantero na reunião do Grupo de Trabalho na Aicep, no passado dia 25 de Agosto, sobre a percepção da imagem de

Leia mais

Índice. rota 3. Enquadramento e benefícios 6. Comunicação Ética 8. Ética nos Negócios 11. Promoção para o Desenvolvimento Sustentável 13. Percurso 1.

Índice. rota 3. Enquadramento e benefícios 6. Comunicação Ética 8. Ética nos Negócios 11. Promoção para o Desenvolvimento Sustentável 13. Percurso 1. rota 3 CLIENTES Rota 3 Índice Enquadramento e benefícios 6 Percurso 1. Comunicação Ética 8 Percurso 2. Ética nos Negócios 11 Percurso 3. Promoção para o Desenvolvimento Sustentável 13 responsabilidade

Leia mais

Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva

Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva Na parte final da fase 1 do projecto Processo de Avaliação em Contextos Inclusivos foi discutido o conceito processo de avaliação inclusiva e prepararam-se

Leia mais

Pretendemos também abordar as filosofias e os tipos de Marketing. Outro dos pontos abordados é o planeamento estratégico e o processo de Marketing.

Pretendemos também abordar as filosofias e os tipos de Marketing. Outro dos pontos abordados é o planeamento estratégico e o processo de Marketing. Universidade do Algarve Escola superior de Tecnologia Engenharia Elétrica e Eletrónica MARKETING Docente: Jaime Martins Discentes: Mário Sousa Nº25649 Mário Fontainhas Nº24148 Paulo Rodrigues Nº23615 Introdução

Leia mais

POLÍTICA ANTI-CORRUPÇÃO. Política Anti-corrupção Versão 02 1/9

POLÍTICA ANTI-CORRUPÇÃO. Política Anti-corrupção Versão 02 1/9 POLÍTICA ANTI-CORRUPÇÃO Política Anti-corrupção Versão 02 1/9 RESUMO Resumo dos princípios fundamentais A Securitas acredita num mercado livre para a prestação dos seus serviços, e num ambiente competitivo

Leia mais

E- Marketing - Estratégia e Plano

E- Marketing - Estratégia e Plano E- Marketing - Estratégia e Plano dossier 2 http://negocios.maiadigital.pt Indíce 1 E-MARKETING ESTRATÉGIA E PLANO 2 VANTAGENS DE UM PLANO DE MARKETING 3 FASES DO PLANO DE E-MARKETING 4 ESTRATÉGIAS DE

Leia mais

1. Motivação para o sucesso (Ânsia de trabalhar bem ou de se avaliar por uma norma de excelência)

1. Motivação para o sucesso (Ânsia de trabalhar bem ou de se avaliar por uma norma de excelência) SEREI UM EMPREENDEDOR? Este questionário pretende estimular a sua reflexão sobre a sua chama empreendedora. A seguir encontrará algumas questões que poderão servir de parâmetro para a sua auto avaliação

Leia mais

Preparação de um Plano de Trabalho

Preparação de um Plano de Trabalho Preparação de um Plano de Trabalho Tomando em consideração os limites de tempo e recursos dos implementadores, as ferramentas da série Straight to the Point (Directo ao Ponto), da Pathfinder International,

Leia mais

Navegar é preciso. As Tecnologias de Informação e Comunicação na Fidelização de um Destino Turístico

Navegar é preciso. As Tecnologias de Informação e Comunicação na Fidelização de um Destino Turístico Navegar é preciso As Tecnologias de Informação e Comunicação na Fidelização de um Destino Turístico Se considerarmos um fluxo de informação como se fosse um rio, oriundo de qualquer lugar, como por exemplo

Leia mais

Microcrédito Damos Rumo à Vida

Microcrédito Damos Rumo à Vida Microcrédito Damos Rumo à Vida 1 Microcrédito no Millennium bcp O Microempreendedor e o seu perfil Empreendedorismo Dar Rumo à Vida Resultados Conclusões 2 Microcrédito no Millennium bcp Responsabilidade

Leia mais

Empresas Responsáveis Questionário de Sensibilização

Empresas Responsáveis Questionário de Sensibilização Empresas Responsáveis Questionário de Sensibilização 1. Introdução O presente questionário ajudá-lo-á a reflectir sobre os esforços desenvolvidos pela sua empresa no domínio da responsabilidade empresarial,

Leia mais

Como...fazer o pré-teste de materiais de extensão rural com pequenos agricultores

Como...fazer o pré-teste de materiais de extensão rural com pequenos agricultores Como...fazer o pré-teste de materiais de extensão rural com pequenos agricultores A realização de pré-testes antes da distribuição dos materiais de extensão rural é um processo importante no desenvolvimento

Leia mais

Regulamento da Rede de Mentores

Regulamento da Rede de Mentores Regulamento da Rede de Mentores 1. Enquadramento A Rede de Mentores é uma iniciativa do Conselho Empresarial do Centro (CEC) e da Associação Industrial do Minho (AIMinho) e está integrada no Projeto Mentor

Leia mais

Uma agenda para a mudança: conseguir acesso universal à água, ao saneamento e à higiene (WASH) até 2030.

Uma agenda para a mudança: conseguir acesso universal à água, ao saneamento e à higiene (WASH) até 2030. Uma agenda para a mudança: conseguir acesso universal à água, ao saneamento e à higiene (WASH) até 2030. O acordo sobre uma meta do Objectivo de Desenvolvimento Sustentável relativamente ao acesso universal

Leia mais

VOLUNTARIADO E CIDADANIA

VOLUNTARIADO E CIDADANIA VOLUNTARIADO E CIDADANIA Voluntariado e cidadania Por Maria José Ritta Presidente da Comissão Nacional do Ano Internacional do Voluntário (2001) Existe em Portugal um número crescente de mulheres e de

Leia mais

ECONOMIA SOCIAL PORTUGUESA: PAPEL NO PÓS-TROIKA GERIR UMA FUNDAÇÃO É UM COMPROMISSO PARA O FUTURO

ECONOMIA SOCIAL PORTUGUESA: PAPEL NO PÓS-TROIKA GERIR UMA FUNDAÇÃO É UM COMPROMISSO PARA O FUTURO GERIR UMA FUNDAÇÃO É UM COMPROMISSO PARA O FUTURO Citação de Dr. Emílio Rui Vilar 2 Tempo de mudanças sociais Estamos no início de um século que se adivinha difícil e instável nos seus Problemas Globais

Leia mais

Princípios e Conceitos de Marketing. Prof. Felipe A. Pires

Princípios e Conceitos de Marketing. Prof. Felipe A. Pires Princípios e Conceitos de Marketing Prof. Felipe A. Pires O que é Marketing? É a execução de um conjunto de atividades comerciais, tendo como objetivo final a troca de produtos ou serviços entre produtores

Leia mais

Escola Secundária com 3º CEB de Coruche EDUCAÇÃO SEXUAL

Escola Secundária com 3º CEB de Coruche EDUCAÇÃO SEXUAL Escola Secundária com 3º CEB de Coruche 0 EDUCAÇÃO SEXUAL INTRODUÇÃO A Educação da sexualidade é uma educação moral porque o ser humano é moral. É, também, uma educação das atitudes uma vez que, com base

Leia mais

Marketing Ambiental. Abril, 2011

Marketing Ambiental. Abril, 2011 Baseado em: Marketing Ambiental, de Joaquim Caetano, Marta Soares, Rosa Dias, Rui Joaquim e Tiago Robalo Gouveia, Plátano Editores, 2008 Abril, 2011 O ambiente de hoje Ao longo das últimas décadas têm

Leia mais

Importância da normalização para as Micro e Pequenas Empresas 1. Normas só são importantes para as grandes empresas...

Importância da normalização para as Micro e Pequenas Empresas 1. Normas só são importantes para as grandes empresas... APRESENTAÇÃO O incremento da competitividade é um fator decisivo para a maior inserção das Micro e Pequenas Empresas (MPE), em mercados externos cada vez mais globalizados. Internamente, as MPE estão inseridas

Leia mais

Para Entender o Resultado Do Seu Autodiagnóstico: EM QUE CASOS O EMAIL É MAIS RECOMENDADO?

Para Entender o Resultado Do Seu Autodiagnóstico: EM QUE CASOS O EMAIL É MAIS RECOMENDADO? Para Entender o Resultado Do Seu Autodiagnóstico: EM QUE CASOS O EMAIL É MAIS RECOMENDADO? Saber se o email é mais ou menos apropriado para o seu negócio depende do tipo de produto ou serviço que vende,

Leia mais

Entrevista com Tetrafarma. Nelson Henriques. Director Gerente. Luísa Teixeira. Directora. Com quality media press para Expresso & El Economista

Entrevista com Tetrafarma. Nelson Henriques. Director Gerente. Luísa Teixeira. Directora. Com quality media press para Expresso & El Economista Entrevista com Tetrafarma Nelson Henriques Director Gerente Luísa Teixeira Directora Com quality media press para Expresso & El Economista Esta transcrição reproduz fiel e integralmente a entrevista. As

Leia mais

Plano de Comunicação Reestruturação 2014. Comunicação e Marketing

Plano de Comunicação Reestruturação 2014. Comunicação e Marketing Plano de Comunicação Reestruturação 2014 Comunicação e Marketing Sumário Executivo 1. Conhecer a Macif Portugal Companhia de Seguros, S.A. A. Valores B. Missão C. Visão D. Posicionamento E. Públicos 2.

Leia mais

1- O que é um Plano de Marketing?

1- O que é um Plano de Marketing? 1- O que é um Plano de Marketing? 2.1-1ª etapa: Planejamento Um Plano de Marketing é um documento que detalha as ações necessárias para atingir um ou mais objetivos de marketing, adaptando-se a mudanças

Leia mais

Pacto Europeu. para a Saúde. Conferência de alto nível da ue. Bruxelas, 12-13 de junho de 2008

Pacto Europeu. para a Saúde. Conferência de alto nível da ue. Bruxelas, 12-13 de junho de 2008 Pacto Europeu para a Saúde Mental e o Bem-Estar Conferência de alto nível da ue JUNTOS PELA SAÚDE MENTAL E PELO BEM-ESTAR Bruxelas, 12-13 de junho de 2008 Slovensko predsedstvo EU 2008 Slovenian Presidency

Leia mais

Como trabalhar com voluntários na captação de recursos Andrea Goldschmidt*

Como trabalhar com voluntários na captação de recursos Andrea Goldschmidt* Como trabalhar com voluntários na captação de recursos Andrea Goldschmidt* Quando falamos de captação de recursos para uma organização, podemos estar falando em captação de dinheiro, de materiais, de produtos,

Leia mais

Testes de Diagnóstico

Testes de Diagnóstico INOVAÇÃO E TECNOLOGIA NA FORMAÇÃO AGRÍCOLA agrinov.ajap.pt Coordenação Técnica: Associação dos Jovens Agricultores de Portugal Coordenação Científica: Miguel de Castro Neto Instituto Superior de Estatística

Leia mais

Conhecer o mercado significa saber quem é o seu consumidor, quem são os seus concorrentes e os seus fornecedores.

Conhecer o mercado significa saber quem é o seu consumidor, quem são os seus concorrentes e os seus fornecedores. Tema 2: Mercado Assunto 3: Conhecendo o mercado concorrente Unidade 1: Quem são meus concorrentes Olá, caro(a) aluno(a). Este material destina-se ao seu uso como aluno(a) inscrito(a) no Curso Aprender

Leia mais

Enquadramento Campanhas de Comunicação Resíduos Urbanos

Enquadramento Campanhas de Comunicação Resíduos Urbanos Enquadramento Campanhas de Comunicação Resíduos Urbanos Entre as 10 maiores empresas que comunicam habitualmente nesta área são 5 as que se salientam pelo maior esforço de comunicação: Ponto Verde, ValorSul,

Leia mais

Plano de Acção. Rede Social 2011/2012

Plano de Acção. Rede Social 2011/2012 Plano de Acção - Rede Social Plano de Acção Rede Social Conselho Local da Acção Social de Figueira de Castelo Plano de Acção Rede Social Acções a desenvolver Objectivos Resultados esperados Calendarização

Leia mais

POR UMA ESCOLA INCLUSIVA

POR UMA ESCOLA INCLUSIVA POR UMA ESCOLA INCLUSIVA Sílvia Ferreira * Resumo: A promoção de uma escola democrática, onde incluir se torne um sinónimo real de envolver, é um desafio com o qual os profissionais de Educação se deparam

Leia mais

I. A empresa de pesquisa de executivos deve lhe fornecer uma avaliação precisa e cândida das suas capacidades para realizar sua pesquisa.

I. A empresa de pesquisa de executivos deve lhe fornecer uma avaliação precisa e cândida das suas capacidades para realizar sua pesquisa. DIREITO DOS CLIENTES O que esperar de sua empresa de Executive Search Uma pesquisa de executivos envolve um processo complexo que requer um investimento substancial do seu tempo e recursos. Quando você

Leia mais

&DPSDQKDV 3ODQHMDPHQWR

&DPSDQKDV 3ODQHMDPHQWR &DPSDQKDV 3ODQHMDPHQWR Toda comunicação publicitária visa atender a alguma necessidade de marketing da empresa. Para isso, as empresas traçam estratégias de comunicação publicitária, normalmente traduzidas

Leia mais

PHC Mensagens SMS. Desenvolva o potencial das comunicações imediatas com mensagens SMS PHC

PHC Mensagens SMS. Desenvolva o potencial das comunicações imediatas com mensagens SMS PHC PHCMensagens SMS DESCRITIVO O módulo PHC Mensagens SMS permite o envio de mensagens a múltiplos destinatários em simultâneo, sem ser necessário criar e enviar uma a uma. Comunique com mais sucesso: ganhe

Leia mais

FORMAÇÃO SOBRE: GÉNERO E DESENVOLVIMENTO

FORMAÇÃO SOBRE: GÉNERO E DESENVOLVIMENTO Projecto PIGEM FORMAÇÃO SOBRE: GÉNERO E DESENVOLVIMENTO LUBANGO 28 DE ABRIL DE 2015 ELABORADO POR: MARIANA SOMA /PRELECTORA 1 GÉNERO E DESENVOLVIMENTO CONCEITO É uma abordagem que se concentra nas relações

Leia mais

OBJETIVO VISÃO GERAL SUAS ANOTAÇÕES

OBJETIVO VISÃO GERAL SUAS ANOTAÇÕES OBJETIVO Combinar peças de mala direta criativas, concisas e sistemáticas com telefonemas, como um meio de formular uma estratégia de exploração e qualificação de prospects (clientes potenciais) mais eficaz

Leia mais

Enquadramento Turismo Rural

Enquadramento Turismo Rural Enquadramento Turismo Rural Portugal é um País onde os meios rurais apresentam elevada atratividade quer pelas paisagens agrícolas, quer pela biodiversidade quer pelo património histórico construído o

Leia mais

PLANO SUCINTO DE NEGÓCIO

PLANO SUCINTO DE NEGÓCIO 1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJECTO PLANO SUCINTO DE NEGÓCIO Título do projecto: Nome do responsável: Contacto telefónico Email: 1.1. Descrição sumária da Ideia de Negócio e suas características inovadoras (Descreva

Leia mais

ÁREA A DESENVOLVER. Formação Comercial Gratuita para Desempregados

ÁREA A DESENVOLVER. Formação Comercial Gratuita para Desempregados ÁREA A DESENVOLVER Formação Comercial Gratuita para Desempregados Índice 8. Sobre nós 7. Como pode apoiar-nos 6. Datas de realização e inscrição 5. Conteúdos Programáticos 4. Objectivos 3. O Workshop de

Leia mais

Técnicas de fecho de vendas

Técnicas de fecho de vendas Técnicas de fecho de vendas Índice Estratégias para a conversão de prospectos em clientes... 3 Algumas estratégias e técnicas de fecho de vendas... 4 Recolha de objecções... 4 Dar e depois 5rar o rebuçado

Leia mais

Trabalho realizado por: Diogo Santos Nº3 11ºD. Escola secundária de Figueiró dos Vinhos. Disciplina de Organização de gestão desportiva

Trabalho realizado por: Diogo Santos Nº3 11ºD. Escola secundária de Figueiró dos Vinhos. Disciplina de Organização de gestão desportiva Trabalho realizado por: Diogo Santos Nº3 11ºD Escola secundária de Figueiró dos Vinhos Disciplina de Organização de gestão desportiva Data de entrega: 10/02/2015 Diogo Santos Página 1 Escola secundária

Leia mais

Prof. Jorge Romero Monteiro 1

Prof. Jorge Romero Monteiro 1 Marketing 1 CONCEITOS DE MARKETING 2 Conceitos de Marketing O MARKETING é tão importante que não pode ser considerado como uma função separada. É o próprio negócio do ponto de vista do seu resultado final,

Leia mais

O papel do CRM no sucesso comercial

O papel do CRM no sucesso comercial O papel do CRM no sucesso comercial Escrito por Gustavo Paulillo Você sabia que o relacionamento com clientes pode ajudar sua empresa a ter mais sucesso nas vendas? Ter uma equipe de vendas eficaz é o

Leia mais

Um percurso formativo Fátima Fonseca (*)

Um percurso formativo Fátima Fonseca (*) 1 Um percurso formativo Fátima Fonseca (*) Este trabalho prende-se com o estudo que fizemos na formação na área das Competências Interpessoais, sendo que o grande objectivo é o de sermos capazes, nas nossas

Leia mais

Como elaborar um Plano de Negócios de Sucesso

Como elaborar um Plano de Negócios de Sucesso Como elaborar um Plano de Negócios de Sucesso Pedro João 28 de Abril 2011 Fundação António Cupertino de Miranda Introdução ao Plano de Negócios Modelo de Negócio Análise Financeira Estrutura do Plano de

Leia mais

Objetivos. Capítulo 16. Cenário para discussão. Comunicações de marketing. Desenvolvimento de comunicações de marketing eficazes

Objetivos. Capítulo 16. Cenário para discussão. Comunicações de marketing. Desenvolvimento de comunicações de marketing eficazes Capítulo 16 e administração de comunicações integradas de marketing Objetivos Aprender quais são as principais etapas no desenvolvimento de um programa eficaz de comunicações integradas de marketing. Entender

Leia mais

CEF/0910/28031 Relatório preliminar da CAE (Poli) - Ciclo de estudos em funcionamento

CEF/0910/28031 Relatório preliminar da CAE (Poli) - Ciclo de estudos em funcionamento CEF/0910/28031 Relatório preliminar da CAE (Poli) - Ciclo de estudos em funcionamento Caracterização do ciclo de estudos Perguntas A.1 a A.9 A.1. Instituição de ensino superior / Entidade instituidora:

Leia mais

FTAD FORMAÇÃO TÉCNICA EM ADMINISTRAÇÃO MÓDULO DE MARKETING. Professor: Arlindo Neto

FTAD FORMAÇÃO TÉCNICA EM ADMINISTRAÇÃO MÓDULO DE MARKETING. Professor: Arlindo Neto FTAD FORMAÇÃO TÉCNICA EM ADMINISTRAÇÃO MÓDULO DE MARKETING Professor: Arlindo Neto Competências a serem trabalhadas GESTÃO DE MARKETING PUBLICIDADE E PROPAGANDA GESTÃO COMERCIAL FTAD FORMAÇÃO TÉCNICA EM

Leia mais

ISO 9000:2000 Sistemas de Gestão da Qualidade Fundamentos e Vocabulário. As Normas da família ISO 9000. As Normas da família ISO 9000

ISO 9000:2000 Sistemas de Gestão da Qualidade Fundamentos e Vocabulário. As Normas da família ISO 9000. As Normas da família ISO 9000 ISO 9000:2000 Sistemas de Gestão da Qualidade Fundamentos e Vocabulário Gestão da Qualidade 2005 1 As Normas da família ISO 9000 ISO 9000 descreve os fundamentos de sistemas de gestão da qualidade e especifica

Leia mais

PROPOSTA DE REGULAMENTO INTERNO

PROPOSTA DE REGULAMENTO INTERNO PROPOSTA DE REGULAMENTO INTERNO VOLUNTARIOS SOCIAIS DO CONCELHO DE ALBERGARIA-A-VELHA - PROGRAMA ALBERGARIA SOLIDÁRIA NOTA JUSTIFICATIVA No âmbito de uma política social que se vem orientando para potenciar

Leia mais

FUNDAMENTOS DE MARKETING

FUNDAMENTOS DE MARKETING FUNDAMENTOS DE MARKETING Há quatro ferramentas ou elementos primários no composto de marketing: produto, preço, (ponto de) distribuição e promoção. Esses elementos, chamados de 4Ps, devem ser combinados

Leia mais

O que é a Responsabilidade Social Empresarial?

O que é a Responsabilidade Social Empresarial? O que é a Responsabilidade Social Empresarial? 1.5. Campos de acção da RSE Resumo O mundo dos negócios é extremamente heterogéneo. Assim as diferentes abordagens e estratégias sobre responsabilidade compromisso

Leia mais

Exemplos de Boas Práticas de RSE

Exemplos de Boas Práticas de RSE Exemplos de Boas Práticas de RSE 7.4. Pritchard Englefield Filme sobre a RSE na comunidade Resumo A empresa Pritchard Englefield foi fundada em 1848. Está sediada na City de Londres (Grã-Bretanha). A Pritchard

Leia mais

adaptados às características e expectativas dos nossos Clientes, de modo a oferecer soluções adequadas às suas necessidades.

adaptados às características e expectativas dos nossos Clientes, de modo a oferecer soluções adequadas às suas necessidades. A Protteja Seguros surge da vontade de contribuir para o crescimento do mercado segurador nacional, através da inovação, da melhoria da qualidade de serviço e de uma política de crescimento sustentável.

Leia mais

Condições do Franchising

Condições do Franchising Condições do Franchising ÍNDICE Introdução 1. Vantagens em entrar num negócio de franchising 2. O que nos distingue como sistema de franchising 2.1. vantagens para o franchisado face a outras redes 2.2.

Leia mais

PHC dcrm. Aumente o potencial da força de vendas da sua empresa ao aceder remotamente à informação comercial necessária à sua actividade

PHC dcrm. Aumente o potencial da força de vendas da sua empresa ao aceder remotamente à informação comercial necessária à sua actividade PHC dcrm DESCRITIVO O módulo PHC dcrm permite aos comerciais da sua empresa focalizar toda a actividade no cliente, aumentando a capacidade de resposta aos potenciais negócios da empresa. PHC dcrm Aumente

Leia mais

O VALOR DAS VERDADEIRAS PARCERIAS PARA O REFORÇO DAS CAPACIDADAES LOCAIS: A EXPERIÊNCIA DO FOJASSIDA. Pretoria Africa du Sul

O VALOR DAS VERDADEIRAS PARCERIAS PARA O REFORÇO DAS CAPACIDADAES LOCAIS: A EXPERIÊNCIA DO FOJASSIDA. Pretoria Africa du Sul O VALOR DAS VERDADEIRAS PARCERIAS PARA O REFORÇO DAS CAPACIDADAES LOCAIS: A EXPERIÊNCIA DO FOJASSIDA Pretoria Africa du Sul Conteúdo 1. Apresentação da FOJASSIDA 2. Introdução 3. Diferentes formas de parcerias

Leia mais

Guia do Voluntário a

Guia do Voluntário a Guia do Voluntário a 1. A AIDGLOBAL A AIDGLOBAL é uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD), sem fins lucrativos, com sede em Loures, que promove Acções nos domínios da Integração

Leia mais

CÓDIGO BOAS PRÁTICAS COMUNICAÇÃO COMERCIAL DAS BEBIDAS ALCOÓLICAS

CÓDIGO BOAS PRÁTICAS COMUNICAÇÃO COMERCIAL DAS BEBIDAS ALCOÓLICAS Novembro 2004 CÓDIGO DE BOAS PRÁTICAS NA COMUNICAÇÃO COMERCIAL DAS BEBIDAS ALCOÓLICAS O ENQUADRAMENTO DAS BOAS PRÁTICAS NA ACTIVIDADE E COMUNICAÇÃO COMERCIAL O ponto de partida adoptado pelo sector é o

Leia mais

Relatório de Monitorização do Regime de Fruta Escolar. Ano lectivo 2010/2011

Relatório de Monitorização do Regime de Fruta Escolar. Ano lectivo 2010/2011 Relatório de Monitorização do Regime de Fruta Escolar Ano lectivo 2010/2011 Apreciação Geral A aplicação do Regime de Fruta Escolar (RFE) em Portugal tem os seguintes objectivos gerais: Saúde Pública:

Leia mais

AGENDA 21 escolar. Pensar Global, agir Local. Centro de Educação Ambiental. Parque Verde da Várzea 2560-581 Torres Vedras 39º05'08.89" N 9º15'50.

AGENDA 21 escolar. Pensar Global, agir Local. Centro de Educação Ambiental. Parque Verde da Várzea 2560-581 Torres Vedras 39º05'08.89 N 9º15'50. AGENDA 21 escolar Pensar Global, agir Local Centro de Educação Ambiental Parque Verde da Várzea 2560-581 Torres Vedras 39º05'08.89" N 9º15'50.84" O 918 773 342 cea@cm-tvedras.pt Enquadramento A Agenda

Leia mais

Diagnóstico de Competências para a Exportação

Diagnóstico de Competências para a Exportação Diagnóstico de Competências para a Exportação em Pequenas e Médias Empresas (PME) Guia de Utilização DIRECÇÃO DE ASSISTÊNCIA EMPRESARIAL Departamento de Promoção de Competências Empresariais Índice ENQUADRAMENTO...

Leia mais

PHC dcrm. Aumente o potencial da força de vendas da sua empresa, ao aceder remotamente à informação comercial necessária à sua actividade

PHC dcrm. Aumente o potencial da força de vendas da sua empresa, ao aceder remotamente à informação comercial necessária à sua actividade O módulo PHC dcrm permite aos comerciais da sua empresa focalizar toda a actividade no cliente, aumentando a capacidade de resposta aos potenciais negócios da empresa. PHC dcrm Aumente o potencial da força

Leia mais

Determinantes da Satisfação com Funcionamento Actual & Prioridades de Reforma. Uma Abordagem Qualitativa

Determinantes da Satisfação com Funcionamento Actual & Prioridades de Reforma. Uma Abordagem Qualitativa OS CENTROS DE SAÚDE EM PORTUGAL Determinantes da Satisfação com Funcionamento Actual & Prioridades de Reforma Uma Abordagem Qualitativa Instituição promotora e financiadora Missão para os Cuidados de Saúde

Leia mais

As ações de formação ação no âmbito do presente Aviso têm, obrigatoriamente, de ser desenvolvidas com a estrutura a seguir indicada.

As ações de formação ação no âmbito do presente Aviso têm, obrigatoriamente, de ser desenvolvidas com a estrutura a seguir indicada. Anexo A Estrutura de intervenção As ações de formação ação no âmbito do presente Aviso têm, obrigatoriamente, de ser desenvolvidas com a estrutura a seguir indicada. 1. Plano de ação para o período 2016

Leia mais

PLANO DE MARKETING. Trabalho realizado por: Vera Valadeiro, nº20. TAG 4/2010 17 Valores

PLANO DE MARKETING. Trabalho realizado por: Vera Valadeiro, nº20. TAG 4/2010 17 Valores 0366 PLANO DE MARKETING Trabalho realizado por: Vera Valadeiro, nº20 TAG 4/2010 17 Valores Índice Introdução Diagnóstico Análise do Mercado Análise da Concorrência Análise da Empresa Análise SWOT Objectivos

Leia mais

Nos últimos anos o mercado brasileiro de imóveis vivenciou um crescimento inacreditável, o lançamento de novas unidades mais a valorização de imóveis

Nos últimos anos o mercado brasileiro de imóveis vivenciou um crescimento inacreditável, o lançamento de novas unidades mais a valorização de imóveis Nos últimos anos o mercado brasileiro de imóveis vivenciou um crescimento inacreditável, o lançamento de novas unidades mais a valorização de imóveis usados, além do crescimento de renda da população e

Leia mais