Brasília, 27 de novembro de 2014 às 15h05 Seleção de Notícias CNI NEGOCIAÇÕES INTERNACIONAIS CLIPPING NACIONAL

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2 Valor Econômico BR Temas de Interesse Comércio Internacional Salário baixo impulsiona setor automotivo do México INTERNACIONAL Temas de Interesse Comércio Internacional Pré-sal e obras elevam déficit em serviços BRASIL O Estado de S. Paulo BR Temas de Interesse Colunas e Editoriais Celso Ming CELSO MING UE anuncia plano de estímulo de EUR 300 bi ECONOMIA Governo faz acordo para tributar bebida ECONOMIA A Europa perdeu terreno ECONOMIA Folha de S. Paulo BR Vendas de aço caem 9% com crise da indústria MERCADO

3 Temas de Interesse Comércio Internacional Valor Econômico Salário baixo impulsiona setor automotivo do México Por Brendan Case e Nacha Cattan Bloomberg O florescente setor automotivo do México está gerando mais dólares com exportações do que o petróleo, fabricandomais carrosdo queo Brasil edando um emprego a Esmeralda Velázquez. O que ele não está fazendo é aumentar seu padrão de vida. Aos 37 anos, a operadora de máquinas em uma fábrica desuspensão decarrosganha US$295 por mêsvalor insuficiente para pagar um serviço de telefonia ou comprar camas separadas para suas duas filhas, quanto mais um computador ou um carro. Ela conta que os aumentos salariais praticamente não acompanharam a inflação desde que ela começou a trabalhar no setor, há 15 anos. "Quando vejo um carro bonito passando, eu penso: 'Eufiz essa suspensão, mas nunca vou poder ter um'", diz Velázquez, em sua casa alugadafeitadeblocosde concreto na cidade de Querétaro, uns 208 quilômetros a noroeste da Cidade do México. Desde 2005, a produtividade no México aumentou com o dobro da velocidade em relação aos salários, calcula o Bank of America, o que ajudou o país a atrair investimentos e se converter no segundo maior fornecedor de carros aos EUA e no maior exportador de TVs de tela plana do mundo. O lado negativo é que não sobrou muito para os trabalhadores, o que limitou as vendas varejistas e manteve o crescimento econômico nos últimos dez anos em menos de metade do ritmo de colegas regionais como o Chile, o Peru e a Argentina. Ainda que as exportações mexicanas tenham aumentado em média 7,1% por ano desde 2001, graças à competitividade do seu setor local, as vendas varejistas domésticas cresceram 2% até o final do ano INTERNACIONAL passado. A cifra se compara com 5% no Chile, 5,1% no Brasil e 5,6% na Colômbia. No México, a média de salários cresceu 0,6% por ano, descontada a inflação, na década terminada em 2012, mostram dados da Organização Internacional do Trabalho. Os salários subiram duas vezes mais rápido no Brasil e na Colômbia, três vezes mais rápido no Chile e cinco vezes mais rápido no Peru. Em parte por causa da demanda doméstica fraca, segundo o analista do Citigroup Sergio Luna, a economia do México cresceu 2,6% por ano nos últimos dez anos, comparada com 3,8% no Brasil, 4,7% no Chile e 6,4% no Peru. A mão deobrabarataajudou aatrairus$16,1 bilhões em investimentos anunciados por fabricantes de veículos desde o começo de 2010, segundo o Center for Automotive Research, dos EUA. No comércio internacional, o México superará o Japão neste ano como maior fornecedor de carros para o mercado americano depois do Canadá, segundo um relatório da Associação do Setor Automotivo do México que cita dados da Ward's Automotive. As exportações totais de carros, caminhões leves e autopeças chegaram a US$ 54,5 bilhões durante os primeiros oito meses do ano, comparadas a US$ 30,2 bilhões em produtos petrolíferos, disse a associação do setor com sede na Cidade do México. As coisas poderiam estar prestes a melhorar para os trabalhadores da indústria automotiva, afirma Guido Vildozo, analista da IHS Automotive para o setor. A avalanche de investimentos poderia fazer com que a demanda por mão de obra qualificada aumentasse tão rapidamente que acabaria com os salários baixos no segmento, diz ele. pg.3

4 Temas de Interesse Comércio Internacional Valor Econômico Continuação: Salário baixo impulsiona setor automotivo do México O governo também está começando a adotar medidas. A Comissão do Salário Mínimo Nacional do México formou um comitê para estudar formas de reforçar o salário mínimo, que despencou 70% nas últimas quatro décadas em termos reais e atualmente é de 67,29 pesos mexicanos (US$ 4,93) por dia na Cidade do México, segundo o Bank of America. "Ganhar em cima da mão de obra não funciona", diz Barry Lawrence, diretor do Global Supply Chain Laboratory, na Texas A&M University, autor de um estudo em 2011 no qual comparou a competitividade do país com a da China. "Não é sustentável e nem é justo para a sua gente." pg.4

5 Temas de Interesse Comércio Internacional Valor Econômico Pré-sal e obras elevam déficit em serviços Comércio exterior Apenas com aluguel de equipamentos o país gastou US$ 18,3 bi entre janeiro e outubro Por Rodrigo Pedroso De São Paulo O déficit na balança de serviços é responsável por pouco mais da metade do rombo nas transações correntes do Brasil. Em 2014, até outubro, o movimento verificado nos últimos anos de concentração da piora do saldo negativo em serviços em poucos setores se acentuou com o aumento dos investimentos no pré-sal, o incremento da atividade mineradora e o avanço de grandes obras. Apenas com aluguel de equipamentos o país gastou US$ 18,3 bilhões nos dez primeiros meses do ano, quase a metade do déficit total (US$ 39,9 bilhões) e seis pontos percentuais acima do observado entre janeiro e outubro de BRASIL Juntamente com esse movimento das transações correntes do Brasil, houve mudança nas relações econômicas entre os países e o setor de serviços, que adiciona valor e condiciona a venda de produtos, ganhou maior participação. Em comparação a sempre entre janeiro a outubro, de acordo com dados do Banco Central divulgados esta semana - o déficit em serviços cresceu pouco neste ano, 1,3%. O Brasil conseguiu obter superávit expressivo apenas em serviços empresariais, profissionais e técnicos (US$ 9,8 bilhões). O saldo negativo é causado quase na totalidade por três subcontas: aluguel de equipamentos, onde o saldo negativo subiu 17,3%, viagens internacionais (alta de 15%) e transportes (queda de 10% no déficit de US$ 7,5 bilhões). O último subsetor flutua de acordo com acorrentedecomércio debens. Nesteanoaté outubro, o recuo era de 3,7%, segundo o Ministério do Desenvolvimento. O cenário do início da década, quando superávit com bens compensava a conta negativa em serviços, chegou ao fim com a deterioração da balança comercial no período, na avaliação de analistas. A tendência é que o setor de serviços continue piorando o saldo do país com o exterior. Segundo analistas, o foco do país está no comércio de bens, o que dificulta a reversão da trajetória de elevado e persistente déficit em serviços. Enquanto a conta de serviços dobrou o saldo negativo ano a ano na última década, as transações correntes - que somam ainda as contas de rendas e balança comercial - só começaram a ficar deficitárias a partir de Nos três anos anteriores, o saldo na balança de bens foi superavitário na casa dos US$ 40 bilhões. De lá para cá, o saldo foi diminuindo e neste ano deve registrar pequeno déficit. O saldo com gastos e receitas com viagens internacionais bateu recorde neste ano ao ficar negativo em US$ 15,8 bilhões. A desaceleração da economia e a desvalorização do real neste segundo semestre, no entanto, possuem poder maior para frear o incremento desse tipo de gasto no exterior. Na visão do economista Rafael Bistafa, da Rosenberg & Associados, outubro já demonstra essa tendência, com o recuo de 11% nesses gastos ante setembro e de 7% em relação ao mesmo mês um ano antes. "Essa depreciação do dólar já começa a fazer algum efeito na conta de viagens internacionais, que é mais sensível. Em aluguel de equipamentos, por outro lado, os contratos são mais longos, respondem a outra dinâmica da economia. Por isso, essa conta tende a ganhar mais peso no déficit total no próximo ano", afirma Bistafa. Entre janeiro do ano passado e outubro deste ano, a pg.5

6 Temas de Interesse Comércio Internacional Valor Econômico Continuação: Pré-sal e obras elevam déficit em serviços Petrobras exportou US$ 9,7 bilhões em plataformas de petróleo de maneira contábil - o produto não sai fisicamente do país, mas a estatal paga aluguel para a subsidiária no exterior para ganhar vantagem fiscal. O grosso desses aluguéis, não divulgados pela Petrobras, está em operação e influencia o aumento nos gastos com o serviço. As outras empresas de petróleo e gás que trabalham no país em conjunto com a estatal também alugam do exterior a maior parte do maquinário usado na produção. Como neste ano a produção de petróleo do país cresceu 9,8% de janeiro a setembro ante o mesmo período um ano antes, puxada pelo avanço na exploração do pré-sal, houve maior pressão na conta de aluguéis. Bistafa destaca que grandes obras exigem o aluguel de máquinas pesadas do exterior, assim como a atividade mineradora. A composição do déficit em serviços mostra que essa balança é mais rígida do que a de bens em relação aos movimentos da economia, na visão de Bruno Lavieri, economista da Tendências Consultoria. A estabilidade do déficit neste ano foi precedido de incremento de 13,6% do saldo negativo em 2013 sobre o ano anterior. "O ano passado foi de baixo crescimento, mas a conta de serviços não acompanhou esse movimento. Dado que a economia não vai acelerar forte nos próximos anos, alguma hora o déficit vai se estabilizar. O problema é que ele é alto e não há mais o resultado de bens para balancear", afirma. O déficit naconta derendas,deus$30,3 bilhões neste ano, forma a outra metade do rombo de US$ 70 bilhões nas transações correntes até outubro. Até fim de dezembro, o saldo negativo deve ficar em US$ 91 bilhões nas contas da Tendências e em US$ 87 bilhões nos cálculos da Rosenberg. "Dificilmente vamos sair desse patamar em O câmbio serve mais para mudar a composição, não o resultado em serviços", diz Lavieri. A trajetória na balança de serviços revela, a medida que o tempo avança, "as deficiência do setor externo", segundo Jorge Arbache, professor da Universidade de Brasília(UnB). Ele nota que a economia brasileira, considerada protecionista tanto em bens como em serviços, não consegue conter a tendência de crescimento das importações na segunda conta e acredita queatendência estruturalem serviçosédeincremento do déficit nos próximos anos. Atualmente, o saldo negativo na balança de manufaturados, dentro da balança comercial, está ao redor de US$ 105 bilhões. "Ainda é bem maior do que em serviços, mas a distância vem diminuindo. Agora, imagina esses dois déficits, grandes, o impacto que isso provoca nas contas externas. E se nem estamos discutindo isso, como país, muito menos estamos perto de tomar alguma medida que ajude a solucionar o problema", afirma Arbache. Arbache cita o acordo comercial que está sendo negociado entre Mercosul e União Europeia. A proposta sul-americana, encabeçada pelos interesses brasileiros, não contempla o setor de serviços. "É aí que está o maior nó, pois os europeus querem entrar nesse mercado, possuem uma proposta para ser negociada e por aqui ainda nem se olha com a devida atenção o setor", afirma o economista. pg.6

7 Temas de Interesse Comércio Internacional Valor Econômico Continuação: Pré-sal e obras elevam déficit em serviços pg.7

8 Temas de Interesse Colunas e Editoriais O Estado de S. Paulo Celso Ming CELSO MING A Venezuela está entre os desesperados. Precisa de que o barril de 159 litros seja negociado entre US$ 100 e US$ 120 para reequilibrar seu orçamento altamente dependente das receitas com petróleo. Anton Siluanov, ministro das finanças da Rússia, país não integrante da Opep, admitiu há semanas que está perdendo entre US$90 bilhões e US$ 100 bilhões por ano com essa queda dos preços. Ontem, as cotações do tipo Brent, negociado em Londres, fecharam em US$ 77,75, menor nível em quatro anos. Uma boa ideia da força desse tombo pode ser deduzida do fato de que nem os conflitos geopolíticos na Ucrânia e no Oriente Médio, em tempos normais suficientes para puxar as cotações,foram capazes de conter o processo de baixa nos últimos meses. (Veja o gráfico ao lado.) A proposta é de corte da produção (e, portanto, corte das disponibilidades de exportação) para reerguer os preços. O país-chave é a Arábia Saudita, hoje responsável por exportações de cerca de 10 milhões de barris diários. Até agora, a estratégia saudita foi manter o mesmo volume das exportações,ainda queapreços mais baixos, para cumprir dois objetivos: sustentar sua fatia de mercado e alijar ou desestimular novos concorrentes que operam a custos mais altos esó se mantêm àtona porqueos preçosainda compensam. Celso Ming Operação segura-barril cartel que reúne os principais exportadores de petróleo do mundo, a Opep, detentora de cerca de 30% da oferta global, reúne-se hoje em sua sede, em Viena, para examinar o que fazer diante do mergulho dos preços do petróleo no mercado internacional. Esta é considerada a reunião mais importante do grupo dos últimos dez anos. É um equívoco pensar que a crise global tenha derrubado o consumo e, com isso, os preços. Embora a ritmo mais lento, o consumo vem crescendo entre 1% e 2% ao ano. O principal fator responsável pela baixa das cotações é o aumento da produção, principalmente nos Estados Unidos, que hoje passam pela revolução do xisto e estão muito próximos de se tomarem autossuficientes em petróleo e gás. Nos últimos seis anos, a produção norte-americana a partir de fontes não convencionais aumentou em cerca de 4 milhões de barris diários, o dobro da produção da Petrobrás. pg.8

9 Temas de Interesse Colunas e Editoriais O Estado de S. Paulo Continuação: Celso Ming Os altos preços do petróleo que prevaleceram nos últimos cinco anos foram o principal fator que empurrou para o mercado produtores novos, que operam a custos bem mais altos. As petroleiras que extraem óleo e gás de xistotrabalham com custos que variam entre US$ 55 e US$ 78 por barril. Quanto maior for a queda dos preços, mais produtores serão alijados da oferta. O maior problema da Opep tem sido a dificuldade em cumprir acordos. Certos sócios concordam com tudo, assinam os documentos, mas acabam por trair o grupo ao empurrar seus produtos "por fora", deixando por conta da Arábia Saudita a maior parte da conta do ajuste. É provável que algum corte seja decidido. A dúvida é se aopep serácapazdecortar mais de1 milhãodebarris diários, nível percebido como o mínimo em condições de recuperar os preços. E, se a Opep for incapaz de uma atitude vigorosa, os preços continuarão a deslizar. - Caderno novo O governo já não esconde que está administrando as contas públicas para descarregar todas as pendências negativas ainda em 2014, supostamente para começar 2015 de caderno novo e vida nova. Ainda assim, espera obter um superávit primário (sobra de arrecadação para pagamento da dívida) de cerca de R$ 10 bilhões, pouco mais do que um décimo da meta definida anteriormente. Falta saber como este desastroso 2014 não se repetirá nos próximos anos. pg.9

10 O Estado de S. Paulo UE anuncia plano de estímulo de EUR 300 bi ECONOMIA A UE está esperando aumentar esses EUR 21 bilhões iniciais em 15 vezes, com dinheiro proveniente de grandes investidores, que têm alocado capital em ativos de baixo risco por causa das perspectivas de crescimento fraco da Europa. Passivos. Autoridades dizem que os investimentos oferecidos pelo fundo - projetos de infraestruturas de longa duração - estão em linha com os passivos de longo prazo dos fundos de pensões e companhias de seguros de vida, os tipos de investidores que os funcionários da UE estão esperando atrair. Objetivo é atrair investimentos em projetos de infraestrutura nos países da Europa O novo presidente da Comissão Européia, Jean-Claude Juncker, apresentou ontem um plano, que pode passar de EUR 300 bilhões, com o objetivo de atrair fundos de pensão, seguradoras e outros grandes investidores para financiar projetos de infraestruturas entre países da Europa. O plano para impulsionar o investimento no bloco é uma das prioridades de Juncker, que defendeu a ideia no Parlamento Europeu. "Este é o maior esforço na história da Europa para mobilizar o orçamento da União Européia para gerar investimento adicional, e sem alterar as regras", disse Juncker. A proposta da Comissão é criar um novo Fundo Europeu de Investimentos Estratégicos. O fundo será apoiado por EUR 16 bilhões em garantias do Orçamento da União Européia e EUR 5 bilhões do Banco Europeu de Investimento (BEI), que é a agência de crédito de longo prazo da UE. O fundo será alojado e gerido pelo BEI, mas suas operações devem ameaçar os ratings AAA de crédito do BEI, disseram autoridades. Segundo autoridades, o plano vai criar de 1 milhão a 1,3 milhão de novos postos de trabalho ao longo dos próximos três anos e gerará EUR 307 bilhões em investimento adicional. Investimento moderado é uma fraqueza gritante da economia europeia, disse Juncker, que assumiu o cargo de chefe do órgão executivo da União Europeia em 1º de novembro. "Enquanto o investimento está decolando nos Estados Unidos, a Europa está ficando para trás. Por quê? Porque os investidores não têm segurança, confiança e credibilidade", disse Juncker. Estratégia. Ressaltando a necessidade de manter os esforços nas reformas estruturais das economias mais maduras deixando para trás dívidas e déficits da crise financeira, o novo chefe executivo da UE disse ainda que seu plano seria a terceira etapa da estratégia para colocar os europeus de volta ao trabalho. "A Europa precisa de um pontapé inicial e hoje a Comissão está fazendo isso", disse Juncker, ex-primeiro-ministro conservador de Luxemburgo, que assumiu o cargo este mês. Na Alemanha, a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que apoia o plano de investimentos de EUR pg.10

11 O Estado de S. Paulo Continuação: UE anuncia plano de estímulo de EUR 300 bi 300 bilhões proposto pelo presidente de Comissão Europeia, mas insistiu que os gastos adicionais devem ser direcionados para projetos para o futuro. Durante discurso na Câmara baixa do Parlamento alemão, Merkel disse que parte do dinheiro, que deve incentivar o investimento em infraestrutura, precisa ser direcionado para a modernização das redes digitais e enfatizou a importância do fortalecimento do investimento privado. pg.11

12 O Estado de S. Paulo Governo faz acordo para tributar bebida ECONOMIA É justamente os preços dessa tabela que o governo vem tentando corrigir desde o primeiro semestre, maspor pressão do setordesistiu econcordou em discutir um novo modelo de tributação. Ou seja, o preço médio de varejo sobre o qual se aplicam os redutores para se adiar a base de cálculo da tributação do setor está defasado em três anos. Renata Veríssimo e Ricardo Brito BRASÍLIA O governo e as empresas fabricantes de bebidas frias conseguiram chegar a um acordo sobre a nova tributaçãopara o setor.a nova fórmula seráincluída no texto da Medida Provisória 656 que tramita no Congresso Nacional, conforme foi acertado anteontem à noite durante reunião entre o secretário adjunto do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira, o relator da MP, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), e o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Segundo apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, houve um consenso de que deve prevalecer no novo modelo uma tributação "ad valorem", que considere os valores das vendas dos produtos - água, cervejas, refrigerantes e isotônicos - no varejo. A tributação atualdo setordebebidas ecomplexa, baseada numa fórmula que leva em consideração uma pesquisa de preços de varejo para cada tipo de produto e embalagem da bebida, multiplicado por um redutor e uma alíquota do imposto. Dessa fórmula, é definido um valor em reais que incide sobre o produto tributado. O novo modelo apresentado pelo governo foi bem recebido pelo setor, afirmou uma fonte. Representantes das empresas tiveram várias reuniões nos últimos dias com representantes do Ministério da Fazenda. O setortem pressa porquequerevitarumaumento da carga tributária em "Nós estamos ultimando o texto", afirmou Jucá. O senador disse que a expectativa é apresentar o texto da MP até a segunda-feira, dia 1-? de dezembro, para tentar votar na comissão mista da medida provisória na próxima semana. O governo também negocia com os senadores a inclusão de outras medidas no corpo da medida provisória. Banco. O Ministério da Fazenda já deu sinais com a necessidade de fazer um novo aporte no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (B- NDES) para que o banco consiga fechar as contas deste ano.o governoestimava umaporte der$20 bilhões, mas o valor ainda estava em aberto. Outro ponto é a inclusão na medida provisória da permissão para que o governo possa adquirir produtos nacionais até 25% mais caros que os importados, a chamada margem de preferência. Esse assunto foi incluído na MP 651 durante a tramitação no Congresso, mas acabou saindo do texto. A margem de foi uma das medidas anunciadas na política industrial do governo. A sua ampliação é considerada importante para dar um impulso à indústria nacional. pg.12

13 O Estado de S. Paulo Continuação: Governo faz acordo para tributar bebida A Medida Provisória 656, entre outras coisas, traz a prorrogação de incentivos tributários para alguns setores, muda o crédito consignado e altera o financiamento de imóveis, além de criar as Letras Imobiliárias Garantidas (LIG). -- "A sistemática acordada atende as expectativas do setor de bebidas e do governo, ao garantir um tratamento justo e isonômico no recolhimento de impostos." NOTA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BE- BIDAS (ABRABE) Consenso pg.13

14 O Estado de S. Paulo ANALISE: Gilles Lapouge E m visita a Estrasburgo, o papa Francisco disse que a Europa "envelheceu" e "perdeu seu vigor". Ela declina. Não se pode esconder nada desse Soberano Pontífice. Há dez anos todos percebem que a Europa, principalmente depois da invenção do euro, vem desfalecendo, perde terreno em relação a todos os outros continentes. O paralelo entre a Europa e os Estados Unidos mostra isso: nos dois trimestres passados, enquanto os Estados Unidos cresceram 4,6% e 3,9%, a zona do euro avançou apenas 0,1% e 0,2%. Algo assustador. E irrefutável. No entanto, com o risco de ser considerado umamigo do paradoxo, e embora eu não seja minimamente indulgente em relação à União Europeia, tenho a impressão de que hoje a Europa tem motivos para esperar uma saída suave da crise. De fato, podemos destacar três elementos inéditos. O primeiro é a desvalorização do euro, particularmente depois da reunião dos presidentes dos bancos centrais em agosto, em Jackson Hole, que facilitou, sob a batuta americana e graças ao acordo do Banco Central Europeu (BCE), uma desvalorização da moeda. Lembremos que um dos numerosos inconvenientes do euro foi o fato de proibir a este ou àquele país uma desvalorização. A rigor, a Grécia, por exemplo, deveria ter desvalorizado sua moeda de 30% a 50%, há cinco anos. Como fazia parte da zona do euro, ela não pôde fazê-lo e esta foi sua tragédia. Hoje, entretanto, A Europa perdeu terreno ECONOMIA assistimos a uma desvalorização disfarçada, não de uma moeda nacional mais frágil do que as outras (as moedas nacionais deixaram de existir) e, sim, da "moeda comum". Uma desvalorização de cerca de 10%. Segundo elemento favorável: a queda persistente dos preços do petróleo, que deverá consolidar o efeito da depreciação do euro e castigar as exportações. E não é tudo. O presidente do BCE, Mario Draghi, anteriormente de uma postura tão rígida, mudou de estratégia no dia em que declarou que é preciso salvar o euro, "custe o que custar", e designou como inimigo público "número 1" da Europa não a inflação, mas a deflação (como no Japão). E, finalmente, o último elemento: a Comissão de Bruxelas, guardiã da ortodoxia orçamentária, mostra-se indulgente, e exige severa disciplina dos 28 países-membros, o que ameaça estrangular as economias mais enfraquecidas. Mas tudo deixa supor que, por trás dessa intransigência de fachada, destinada antes de mais nada a acalmar os "pruridos de austeridade" de madame Merkel, a comissão se mostrará flexível em relação aos países que violarem a regra "dourada" dos 3% de déficit. Estes são os elementos que deixam crer que, embora a posição da Europa continue difícil, devemos constatar que esse continente debilitado está decidido a mudar algumas regras para não permitir ser deixado excessivamente para trás pelas economias rivais. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA pg.14

15 Folha de S. Paulo Vendas de aço caem 9% com crise da indústria Produção deve recuar para níveis de 2010 Num cenário de economia doméstica combalida, excesso de capacidade ao redor do mundo e forte competição com a China, as vendas brasileiras de produtos siderúrgicos devem fechar 2014 com queda de 8,9% sobre Em volume, serão 20,8 milhões de toneladas, patamar próximo a 2010, segundo o Instituto Aço Brasil. Já a produção ficou praticamente estável, com avanço de apenas 0,1%. Os dados consideram projeções apenas para o terceiro trimestre. MERCADO Até outubro, as vendas apresentavam queda de 8,7%. Já a produção, que tende a piorar neste fim de ano, registrava alta de 0,7%. Para Marco Polo de Mello Lopes, presidente-executivo do instituto que representa as indústria siderúrgica, um dos principais entraves do setor atualmente é o mercado interno, principalmente a crise de indústrias como as de veículos e eletrodomésticos. A desaceleração, segundo ele, é resultado da"falta de confiança do setor produtivo" na economia do país. pg.15

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