Rede Cyberela de Comunicadoras Populares PROMOVENDO A INCLUSÃO DIGITAL ATRAVÉS DO RÁDIO

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2 Rede Cyberela de Comunicadoras Populares PROMOVENDO A INCLUSÃO DIGITAL ATRAVÉS DO RÁDIO

3 Rede Cyberela de Comunicadoras Populares: Promovendo a Inclusão Digital através do Rádio Pesquisa e Redação: Colaboradores: Consultoria: Edição: Produção Editorial: Luciana Neto Silvana Lemos Bruno Borges Crispiano Ribeiro Marta Gil Graciela Selaimen Renata Bernardes Silvana Lemos Coordenação Editorial: Thais Corral Fotos: Projeto Gráfico: Divulgação Cemina A 4 Mãos Comunicação e Design M188 Magalhães Neto, Luciana. Rede Cyberela de Comunicadoras Populares: promovendo a Inclusão Digital através do Rádio / Luciana Neto e Silvana Lemos. Rio de Janeiro : CEMINA, p. Il. 1. Rádio. 2. Inclusão Digital. 3. Mulheres. I Neto, Luciana II Lemos, Silvana. III CEMINA - Comunicação, Educação e Informação em Gênero. IV Título. CDU Rio de Janeiro 2005 Esta edição é uma produção do CEMINA Comunicação, Educação e Informação em Gênero, com o financiamento da W.K. KELLOGG FOUNDATION e da UNESCO IPDC

4 Conteúdo Apresentação Parte I - Inclusão Digital: a democratização do acesso à informação e à comunicação Tecnologias de Informação e Comunicação: uma nova ordem mundial Sociedade da Informação: mudanças na relação espaço-tempo O cenário brasileiro: inclusão e excluídos E as mulheres, como ficam? Promovendo a Inclusão A ação do governo A Sociedade Civil e a Inclusão Digital PARTE II - A Experiência do CEMINA Rádio-telecentro: um modelo inovador de inclusão digital de mulheres PARTE III Operacionalizando um telecentro: idéias e sugestões Telecentros comunitários Importância do monitoramento a razão de ser do telecentro Cadastro de A valorização do espaço A importância de estar na Rede Acessibilidade Digital O Desafio da Sustentabilidade Como criar um Plano de Negócios Para enfrentar acidentes de percurso Dicas de sites Bibliografia

5 4 <<Rede Cyberela de Comunicadoras Populares: Promovendo a Inclusão Digital através do Rádio>>

6 Apresentação 5 O CEMINA é hoje uma das organizações do terceiro setor com reconhecido trabalho de inclusão digital de mulheres no Brasil.

7 Esta publicação tem como objetivo compartilhar o aprendizado de uma inovação social. Aliás, são elas que vem mudando de forma rápida a cara do planeta e das relações sociais. Quem poderia imaginar há apenas duas décadas atrás as mudanças que a Internet, ou a Rede,como é conhecida por muitos, ocasionou em termos de avanços na democracia, transparência pública, cidadania e poder individual? E quem somos nós? Por que estamos falando em invenção social e internet? 6 O CEMINA, Comunicação, Educação e Informação em Gênero é uma organização não governamental que desde 1990 vem apostando na comunicação como forma de desenvolvimento individual e comunitário em prol da cidadania e da qualidade de vida, ressaltando o importante papel que desempenham as mulheres. Nossa primeira iniciativa foi um programa de rádio no Rio de Janeiro, o programa Fala Mulher. Esse programa se transformou depois num modelo a ser replicado através de cursos de capacitação em rádio e questões de gênero. Muitas das participantes nesses cursos criaram seus próprios programas de rádio que por sua vez formaram uma rede, a Rede de Mulheres no Rádio. Essa rede conta com cerca de 400 comunicadoras de todos os cantos do Brasil. A associação do rádio com a Internet, mais especificamente a fase de nossa história que aqui relatamos, teve início a partir de 1999 quando as oportunidades oferecidas pela expansão da malha da infra-estrutura das telecomunicações se expandiu no Brasil. Falava-se já naquela época em políticas públicas de inclusão digital, em facilitar meios para superar as disparidades urbanas e regionais brasileiras, em acesso à Internet e aos outros benefícios propiciados por ferramentas de informação e comunicação digitais. A questão era, e continua sendo como chegar às pessoas excluídas não só socialmente, mas a margem dos grandes centros urbanos. O rádio nos parecia um caminho recomendável, até porque entre os mais de 5 mil municípios brasileiros todos contam pelo menos com uma emissora de rádio. Na sua grande maioria, essas rádios já atuam como núcleos de comunicação comunitária. A internet e outras ferramentas digitais somam-se a esse lugar já consolidado junto à comunidade. Ao longo dos últimos 5 anos essa experiência se consolidou e expandiu-se fazendo com que o CEMINA seja hoje uma das organizações do terceiro setor com reconhecido trabalho de inclusão digital de mulheres no Brasil. A implementação da estratégia de inclusão digital do CEMINA somente foi possível graças a um conjunto de parcerias, entre as quais destacam-se a Fundação Kellogg, o programa Infodev do Banco Mundial, a UNESCO, a Microsoft

8 que acreditaram em nossa visão e nos apoiaram com doação de recursos financeiros a fundo perdido. O governo brasileiro que forneceu as antenas GESAC para as rádios através do Ministério do Planejamento, a Fundação do Banco do Brasil com quem partilhamos o projeto das Estações Digitais e a RITS, Rede de Informações do Terceiro Setor, que nos acompanhou desde o início nesta trajetória. No entanto, este projeto não teria sido realizado se as comunicadoras populares, que fazem parte da Rede de Mulheres no Rádio articulada pelo CEMINA, não tivessem acreditado e investido na proposta. As cyberelas dividem conosco o mérito de ter tornado o sonho da inclusão digital uma realidade para centenas de pessoas no Brasil. THAIS CORRAL Coordenadora Geral do CEMINA 7

9 8 <<Rede Cyberela de Comunicadoras Populares: Promovendo a Inclusão Digital através do Rádio>>

10 PARTE I Inclusão Digital: A Democratização do Acesso à Informação e à Comunicação 9 Promover a Inclusão Digital é, portanto, incentivar que se apropriem dessas ferramentas e descubram a utilidade que elas podem ter em suas vidas.

11 1.1 Tecnologias de Informação e Comunicação: uma nova ordem mundial Quando se quer trabalhar com Inclusão Digital, o primeiro passo é entender o significado desta expressão tão na moda. Inclusão Digital (ID) significa possibilitar o acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), através da capacitação e motivação para o uso dessas tecnologias de forma crítica e consciente. Inclusão Digital não se alcança apenas com a posse de computadores, impressoras, scanners, e conexão à internet. Esta é apenas a primeira barreira a ser vencida. 10 TIC, O QUE É ISTO? TIC é a abreviação usada para as Tecnologias de Informação e Comunicação. As TIC possibilitam unir diferentes mídias como, por exemplo, passar um pelo celular, ouvir rádio pelo computador entre outras tantas tecnologias que integram a informação e promovem a comunicação. Os/as usuários/as precisam, também, ser habilitados para o uso de programas que atendam suas necessidades de trabalho e/ou educacionais. E, principalmente, para saber escolher quando, de que forma e para quê utilizar tais tecnologias. Promover a Inclusão Digital é, portanto, incentivar que se apropriem destas ferramentas e descubram a utilidade que elas podem ter em suas vidas. Trabalhar com Inclusão Digital exige, além disso, uma reflexão sobre os impactos e as mudanças que as TIC acarretaram: seria possível se falar em uma nova ordem de tempo e espaço e, por que não dizer, de indivíduos? 1.2 Sociedade da Informação: mudanças na relação espaço-tempo Nas sociedades contemporâneas, a informação é um dos bens de maior valor. E a velocidade com que circula, sua principal característica. Dados e notícias vão de um ponto a outro do mundo num piscar de olhos. Esta alteração na relação espaço-tempo provoca muitas outras mudanças com as quais sequer ainda aprendemos a conviver. As relações de trabalho, por exemplo, tendem a sofrer mudanças profundas à medida que determinados tipos de serviços podem ser realizados em casa e não necessariamente nas empresas que os contratam. Para determinadas atividades escrever, traduzir, elaborar projetos, por exemplo esta já é uma opção concreta, e todos ganham em conforto, eficiência e aproveitamento do tempo. Para os que já estão incluídos neste novo modelo de sociedade, o domínio do uso das TIC abre infinitas possibilidades: realizar pesquisa, manter contato com pessoas em qualquer lugar do planeta (através do correio eletrônico, listas e programas de comunicação em tempo real que incluem ferramentas de áudio e vídeo), enviar dados, organizar e participar de redes nacionais e internacionais.

12 É verdade que as TIC vêm sendo incorporadas a passos largos à vida cotidiana, mesmo daqueles que individualmente estão à margem da sociedade digital: receber aposentadoria sem o uso de um cartão magnético é hoje impossível até para quem vive afastado dos centros urbanos. Mas é também verdade que a divisão entre pessoas incluídas e excluídas digitalmente contribui para aumentar ainda mais o abismo econômico e social existente nas sociedades. Empresas solicitam o envio de currículos por correio eletrônico, inscrições para concorrer a emprego são feitas pela Internet, como também pagamentos de contas, declaração de imposto de renda, requisição do CPF, consultas públicas para a elaboração de leis. Enfim, tudo o que pode não só simplificar a vida, mas facilitar o exercício da cidadania vem se atrelando ao uso das TIC e dependendo, portanto, da Inclusão Digital. 11 Esta nova realidade, como vimos, tem provocado mudanças nas relações de trabalho, de educação, da economia e de comportamento. E as transformações decorrentes, em todo o mundo, são de tal ordem e têm impacto sobre tantos setores da vida social que a ONU Organização das Nações Unidas está promovendo um processo de discussão do uso dessas tecnologias, a chamada Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação (CMSI).

13 A CÚPULA MUNDIAL SOBRE A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO 12 A Comunidade Internacional (países membros da ONU) acredita que as TIC, dependendo de suas aplicações, podem contribuir para a solução de problemas sociais: erradicação da pobreza e fome; universalização da educação básica; promoção da igualdade de gênero e empoderamento das mulheres; redução da mortalidade infantil e melhora da saúde materna; combate ao HIV/Aids, malária e outras doenças; garantia da sustentabilidade ambiental. A primeira fase da CMSI que aconteceu em Genebra, na Suíça, em dezembro de 2003, com a participação de governos, setor privado e sociedade civil, não chegou a um consenso sobre como acabar com a exclusão digital. A CMSI é uma oportunidade de conciliar diferentes opiniões e a respeito do que pode ser a Sociedade da Informação. Os documentos oficiais da Cúpula Mundial, entretanto, não refletiram as idéias e reivindicações da sociedade civil sintetizados em três princípios: reconhecer que o conhecimento é um bem comum que deve estar acessível a todos, sob condições justas; rechaçar a concentração da propriedade e a exploração comercial do conhecimento, e incentivar seu compartilhamento; promover o empoderamento de oferecendo oportunidades iguais no acesso à educação e aos meios e tecnologias da informação e da comunicação. A segunda fase da CMSI acontece em 2005, na Tunísia e a sociedade espera conquistas mais significativas no campo das TIC e da ID. Outras informações: OBSERVATÓRIO DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE INFOINCLUSÃO (www.infoinclusao.org.br) 1.3 O cenário brasileiro: inclusão e excluídos O Brasil é o oitavo país do mundo em número de provedor de hospedagem (hosts). Segundo pesquisa da Network Wizards, publicada no site do Conselho Gestor da Internet, até janeiro de 2004 havia sítios.br cadastrados. Neste mesmo período, a quantidade de pessoas com acesso à internet havia alcançado os 30,3 milhões 1. Dessas, 14 milhões tinham conexão em casa, e 16 milhões utilizavam a Internet no trabalho, na universidade, em escolas, casa de amigos, cyber cafés e telecentros. De acordo com a pesquisa Mapa da Exclusão Digital 2 há diferenças de acesso conforme as regiões do país, a raça/etnia, além das diferenças econômicas e acesso à educação. O perfil de quem tem acesso ao computador seria: homem, branco, morador de uma grande cidade da região Sudeste, com renda superior à média da população e mais de doze anos de estudo. 1 Desempenho Setorial Associação Brasileira de Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) 2 Realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pelo Comitê para a Democratização da Informática (CDI), com números da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD) do IBGE, de 2001 e dados do Censo 2000 acessível pelo site: www2.fgv.br/ibre/cps/mapa_exclusão/apresentação/apresetacao.htm

14 1.4. E as mulheres, como ficam? Ao longo dos anos as mulheres vêm conseguindo derrubar preconceitos e conquistar garantias de direitos humanos e sociais. Mas ainda estão em situação de grande exclusão no que se refere ao acesso e uso estratégico das TIC. É o que mostra a pesquisa A mulher brasileira nos espaços público e privado 3, que realizou mais de entrevistas em 2002, apontando também que o tratamento desigual para homens e mulheres ainda está presente na família, na escola e, por reflexo, no mundo do trabalho, na cultura brasileira e no acesso e utilização das TIC. Revela, além disso, que no Brasil 72% das mulheres nunca utilizaram um computador, 86% não tiveram contato com a Internet e 30% nem sabem do que se trata Pesquisa de opinião pública: A mulher brasileira nos espaços público e privado como vivem e o que pensam as brasileiras no início do século XXI. Fundação Perseu Abramo. [Online]. Disponível: [a partir de março de 2002]

15 Se por um lado fica claro que as mulheres precisam buscar condições de igualdade em relação às TIC, por outro lado mostra também que não basta apenas igualar as estatísticas de acesso, porque as barreiras impostas às mulheres nesta área vêm somar-se a outros fatores de exclusão social. A própria ONU coloca a falta de acesso às tecnologias da informação em terceiro lugar entre estes fatores, logo após a pobreza e a violência de gênero. Por si só as TIC não garantem a igualdade de gênero, mas podem ser instrumentos de grande valia para a promoção de mudanças sociais. As TIC possibilitam o estabelecimento de conexões entre mulheres de qualquer parte do mundo, em uma rede de comunicação na qual a troca e a disseminação de informações têm infinitas possibilidades. 14 As redes promovem o processo de empoderamento feminino com base no conhecimento partilhado. Por isso, o acesso à informação deve ser visto como aspecto central deste processo, impulsionando o direito fundamental de liberdade de pensamento, criação e comunicação. O conhecimento fortalece a participação da mulher nos processos políticos, econômicos e sociais, permitindo-lhe um melhor entendimento de sua complexidade. Fortalecer e empoderar implica em que a pessoa assuma o comando de sua própria vida. E o poder está identificado com a eqüidade e a igualdade de gênero no acesso a recursos e na garantia de direitos. A inclusão digital tem ainda um efeito multiplicador, na medida em que as mulheres envolvidas tendem a encorajar outras mulheres para o contato com as TIC. A Associação para o Progresso das Comunicações APC, através do seu programa de Apoio a Redes de Mulheres, destaca a importância das mulheres estarem presentes em todos os níveis de acesso às TIC. Caso contrário iremos assistir novas formas de marginalização que podem minar avanços já conquistados pelas mulheres no século XX. A APC desenvolveu uma ferramenta a GEM (Metodologia para avaliação de Gênero em políticas e projetos de TIC) 4 para auxiliar organizações da sociedade civil e governos a monitorarem as questões de gênero na implementação de políticas de Inclusão Digital Promovendo a Inclusão Os governos federal, estadual e municipal, assim como as organizações da sociedade civil, têm implementado iniciativas visando à inclusão digital. 4 a GEM está disponível no site

16 1.5.1 A ação do governo O governo em suas várias instâncias desenvolve, muitas vezes em parceria com a sociedade civil, programas conhecidos como e-gov (governo eletrônico), que visam tornar mais democrática e transparente a relação entre os vários níveis governamentais, com seus fornecedores e com cidadãos e cidadãs. Um exemplo de sucesso é o Imposto de Renda: atualmente 98% das declarações são feitas via Internet. As pessoas que não estiverem conectadas à Rede Mundial de Computadores, porém, estarão excluídas desses benefícios. Para solucionar este problema, o Governo Federal vem há algum tempo investindo na Inclusão Digital e em uma melhor utilização social das TIC. RECURSOS GOVERNAMENTAIS PARA A INCLUSÃO DIGITAL Em 2000, foi aprovada a lei que criou no Brasil o FUST Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicação, com a finalidade de garantir recursos para o acesso de aos serviços de telecomunicações. O Ministério das Comunicações é responsável pela formulação de políticas e diretrizes para aplicação dos recursos do Fundo, além de definir programas, projetos e atividades. Cabe à ANATEL Agência Nacional de Telecomunicação colocar em prática, acompanhar e fiscalizar essas iniciativas. O FUST recolhe 1% da receita operacional bruta das operadoras de telefonia, além de 50% das receitas da Anatel referentes a concessões de serviços públicos, exploração de serviços privados e direito de uso de radiofreqüência, até o limite de R$700 milhões por ano. A legislação privilegia o acesso à internet por instituições de saúde, segurança pública, estabelecimentos de ensino e bibliotecas, com instalação de terminais para usuários e redes de alta velocidade para implantação de serviços de teleconferência entre estabelecimentos. Define, também, cotas mínimas de investimento para regiões Norte e Nordeste (30%) e para instituições públicas de ensino (18%). Ainda em 2000, aconteceu a reunião inicial do programa Sociedade da Informação SocInfo, do Ministério da Ciência e Tecnologia 5. Em 2001, foi rea- FUNÇÕES DO e-gov 1. Prestação eletrônica de informações e serviços. 2. Regulamentação das redes de informação, envolvendo principalmente governança, certificação e tributação. 3. Prestação de contas públicas, transparência e monitoramento da execução orçamentária. 4. Ensino a distância, alfabetização digital e manutenção de bibliotecas virtuais. 5. Difusão cultural com ênfase nas identidades locais, fomento e preservação de culturas locais. 6. Aquisição de bens e serviços por meio da Internet, como licitações públicas, pregões, bolsas de compras públicas virtuais e outros tipos de mercados digitais para os bens adquiridos pelo governo. 7. Estímulo aos e-negócios, através da criação de ambientes de transações seguras, especialmente para pequenas e médias empresas O programa SocInfo elaborou através de processo de consulta à sociedade uma proposta detalhada de metas para inserir o Brasil na sociedade da informação e um documento específico com possíveis aplicações das tecnologias de informação e comunicação, o Livro Verde. (http://www.socinfo.org.br/livro_verde/download.htm)

17 lizada a primeira Chamada Pública através do edital do FUST/Bibliotecas, programa que pretendia interligar em redes as bibliotecas e conectá-las à Internet com computadores para uso interno e terminais de consulta (http://portalfust.socinfo.org.br). Os recursos atuais do FUST somam R$ 3,4 bilhões e o novo decreto de regulamentação da Lei do FUST prevê que os repasses possam ser feitos diretamente para Estados e municípios, quando antes passavam pelas concessionárias de telecomunicações. A liberação dos recursos do FUST aos Estados e municípios dependerá da apresentação de um plano de inclusão digital feito segundo as diretrizes e prioridades estabelecidas pela Lei do Fust (www.mc.gov.br/fust) 16 INICIATIVAS GOVERNAMENTAIS EM CURSO O Brasil continua carente de uma estratégia nacional de inclusão digital, que reúna sociedade civil organizada, governos, entidades privadas e pesquisadores para mudar o quadro de exclusão atual. Entre as iniciativas em curso está a criação do Comitê Técnico para a Inclusão Digital, com representantes de vários Ministérios sob a coordenação da Secretaria de Logística de Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (www.planejamento.gov.br/tecnologia_informacao/index.htm) GESAC O Governo Lula herdou do anterior o programa GESAC-Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão, cuja meta inicial era instalar 4 mil terminais de acesso público, onde poderiam ser acessados os serviços oferecidos pelo governo na Internet. O atual governo optou pela instalação de pontos de conexão via satélite em comunidades, em todos os estados brasileiros. Estes estão em escolas, associações de bairros, creches, sindicatos, prefeituras e outras localidades. O critério utilizado para definir as localidades que seriam beneficiadas, com o kit de conexão antena, modem e um servidor, é que tenham baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e não possuam acesso à Internet de banda larga. Assim, ao invés de acessar apenas informações do governo, as pessoas podem aproveitar as várias possibilidades da Internet.

18 17 CASA BRASIL O Programa Casa Brasil é uma proposta de integração das iniciativas de inclusão digital e social do Governo Federal que possibilita o acesso público e gratuito à rede mundial de computadores. Cada Casa Brasil é composta por um telecentro com pelo menos 10 computadores, utilizando software livre, além de uma sala de leitura e um auditório para 50 pessoas. De acordo com as necessidades e oportunidades de cada comunidade, poderão ser utilizados outros espaços e serviços como rádio comunitária, postos de atendimento de bancos federais e espaços destinados à campanhas educativas, de saúde e culturais do Governo. O programa prevê na primeira fase a instalação de 90 Casas Brasil, 55 nas capitais brasileiras e o restante nas cidades mais populosas nas 5 regiões do país. A prioridade é para áreas com IDH negativo, superpopulosas e com altos níveis de violência e desemprego.

19 1.5.2 A Sociedade Civil e a Inclusão Digital Algumas organizações da sociedade civil têm sido pioneiras na implementação de projetos de inclusão digital. Conheça as experiências destas instituições. CDI O CDI- Comitê pela Democratização da Informática é uma organização nãogovernamental que promove a inclusão social e a cidadania através da tecnologia da informação. Seus públicos-alvo são comunidades de baixa renda, pessoas com necessidades especiais, jovens em situação de rua, populações indígenas, entre outros. 18 Tem como missão mobilizar e organizar as comunidades para a criação e manutenção de Escolas de Informática e Cidadania (EIC), espaços informais de ensino que nascem da parceria do CDI com associações e organizações comunitárias. A proposta das EIC é aliar o ensino técnico da informática a temas da realidade local. O CDI acompanha o processo de implantação das EIC nas comunidades para as quais são doados computadores e equipamentos, além de oferecer capacitação de educadores locais e material didático. A gestão das EIC é comunitária e o CDI presta-lhes assessoria para que se tornem auto-sustentáveis através da cobrança de taxas de serviço ou do apoio financeiro de instituições parceiras. Presente em 35 cidades de 20 estados brasileiros, o CDI funciona em 10 outros países, onde conta com 11 Comitês Regionais. Até maio de 2005 já haviam sido criadas 962 EIC, instalados computadores e formados educadores. Sua meta atual é garantir que todas as Escolas de Informática e Cidadania estejam conectadas à internet e funcionem em rede. REDE SACI O censo realizado pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2000, revela que 24,5 milhões de brasileiros e brasileiras, ou seja, 14,5% da população, são portadores de algum tipo de deficiência. Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e promover o exercício da cidadania dessas pessoas nasce, em 1999, a Rede SACI. A Rede percebeu que a Internet e a ID poderiam ser aliadas na promoção da inclusão social dos portadores de deficiências possibilitando a troca entre eles, familiares, amigos, profissionais especializados, instituições de ensino e pesquisa, e organizações da sociedade civil.

20 A Rede SACI oferece a seus usuários correio eletrônico ( ), suporte técnico, programas (softwares) adaptados para portadores de deficiência, além de base de dados especializada, programação de eventos, listas de trocas e discussões, entre outros serviços. Como muitos não possuem computadores e acesso à Internet em casa, investiu-se na criação dos CIC- Centros de Informação e Convivência, em locais de acesso fácil e gratuito, adaptados para portadores de todos os tipos de deficiência, onde são oferecidos cursos de informática. Estão em funcionamento quatro CIC: um em Ribeirão Preto/SP, dois na cidade de São Paulo e um em Uberlândia/MG. RITS A Rede de Informações para o Terceiro Setor RITS, organização sem fins lucrativos fundada em 1997, é uma rede virtual de informações voltada para organizações da sociedade civil e movimentos sociais. Foi pioneira em perceber a importância das TIC e do uso da Internet como ferramentas de produção e troca de informação para o fortalecimento das redes sociais. 19 Entre suas iniciativas no campo das novas tecnologias e da promoção da Inclusão Digital, está a edição semanal da Revista do Terceiro Setor-RETS, uma publicação eletrônica com informações de interesse das organizações da sociedade civil e dos movimentos sociais. Todas as semanas um boletim com as atualizações da revista é enviado por correio eletrônico para mais de 50 mil assinantes, que podem se cadastrar gratuitamente no endereço Outra iniciativa da RITS é o Portal Cidadania na Internet um espaço aberto à publicação de conteúdos produzidos por organizações da sociedade civil, pesquisadores(as) e pessoas que trabalham temas como democratização da informação, defesa dos direitos humanos e participação social cidadã. Através deste Portal, instituições e parceiros podem disseminar informações com autonomia. A Rits criou, também, o Observatório de Políticas Públicas de Infoinclusão OPPI, para divulgar, atualizar, monitorar e colocar em debate, permanentemente, projetos e políticas que promovam a infoinclusão e a universalização do acesso às TIC no Brasil. O projeto mantém o site que reúne informações sobre esses temas. A RITS é parceira de outras instituições na implementação de telecentros comunitários. Junto com a Prefeitura de São Paulo foi responsável pela realização de um dos maiores projetos de ID do país, criando pontos de acesso público e gratuito nas regiões mais carentes da cidade. Sua função foi de gerencia-

21 mento de recursos humanos, administração de cursos de software livre, promoção e apropriação das TIC para o desenvolvimento local. Outro projeto de inclusão digital desenvolvido pela Rits é o Projeto Ação Digital Nordeste que leva computadores e acesso à Internet para 40 pequenas organizações não-governamentais da região Nordeste do Brasil. O apoio para o uso das TIC é dado em encontros presenciais, suporte local e via Internet. As organizações beneficiadas de Pernambuco, Bahia e Paraíba foram selecionadas por edital e capacitadas para melhor se apropriarem das TIC e, assim, aprimorar o trabalho que realizam. SAMPA.ORG 20 A proposta do Sampa.Org é ampliar a cidadania e combater a exclusão social através da democratização do acesso às TIC. O modelo de acesso coletivo às TIC que utiliza são telecentros comunitários espaços coletivos com atividades planejadas e conexão à rede mundial de computadores, geridos pelas comunidades em que estão inseridos. O Sampa.Org já implementou 10 telecentros em parceria com entidades comunitárias da região de Capão Redondo (periferia da cidade de São Paulo) e seu entorno.

22 Uma de suas maiores vitórias é ter conseguido que a população não se interessasse pela informática visando apenas o ingresso no mercado de trabalho, mas por perceber a importância da inclusão digital e da utilização das TIC como ferramentas para ampliar sua interação com a sociedade e na produção de informação e conhecimento. Ao longo da atuação do Sampa.Org surgiram outros projetos comunitários que se utilizam das novas TIC, destacando-se a Agência de Notícias Capão On-line e a Rádio Biboca. Ambas são iniciativas de moradores da região para mostrar que a periferia da zona Sul paulistana não é apenas o cenário de drogas e violência exibido pela mídia convencional: acontecem lá, também, muitas experiências positivas nas áreas cultural e social, que podem ser conferidas nos sites e Um convênio firmado com a Prefeitura Municipal de São Paulo em 2002 permitiu que os telecentros implementados pelo Sampa.Org fossem encampados pelo Projeto Telecentros do Governo Eletrônico daquela municipalidade, reunindo duas iniciativas de inclusão digital uma governamental, outra da sociedade civil. 21 A partir daí os telecentros, coordenados pelos monitores e gerentes das associações locais, passaram a contar cada um com 10 a 20 terminais de acesso, conectados em rede à Internet e utilizando exclusivamente software livre. Além de assumir a responsabilidade pelo suporte e manutenção de todos equipamentos instalados nos telecentros, o Projeto Telecentros da Prefeitura Municipal de São Paulo fornece também mobiliário e ajuda de custo para despesas com infraestrutura física (incluindo conexão ADSL), divulgação e comunicação visual, material de rede e de escritório.

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