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4 Expediente Cáritas Brasileira Organismo da CNBB Endereço: SGAN Av. L2 Norte, Quadra 601, Módulo F CEP: / Brasília (DF) Site: Telefone: Fax: SECRETARIADO NACIONAL Diretoria Presidente: Dom Flávio Giovenale Vice-Presidente: Anadete Gonçalves Reis Diretor-Secretário: Pe. Evaldo Praça Ferreira Diretor-Tesoureiro: Aguinaldo Lima Coordenação Colegiada Nacional Diretora executiva nacional: Maria Cristina dos Anjos da Conceição Coordenador: Jaime Conrado de Oliveira Coordenador: Luiz Cláudio Mandela Esta Publicação I Marco Referencial da Cáritas Brasileira 2013 Sistematização e organização I Equipe de Assessoria do Secretariado Nacional Ivo Poletto João de Jesus da Costa Fotos l arquivo Cáritas I arquivo Arte em Movimento Projeto gráfico l arteemmovimento.org Coordenação de arte l Patrícia Antunes Impressão I Paulinelli Serviços Gráficos Tiragem I exemplares Brasília,

5 Sumário Apresentação Introdução Missão, Identidade, Mística e Espiritualidade Diretriz Geral de Ação Princípios Prioridades Estratégicas Orientações para a Ação Orientações Políticas para a Rede Cáritas Somos Solidariedade, Somos Cáritas: Elementos para a Construção da Política de Voluntariado Política de Sustentabilidade Política de Formação Desenvolvimento Solidário Sustentável Comunicação - Orientações Gerais Gestão de Riscos e Emergências Infância, Adolescência e Juventude Prioridades, Objetivos Específicos e Metas para o Quadriênio /

6 Apresentação... todo amanhã se cria num ontem, através de um hoje... Temos de saber o que fomos para saber o que seremos Paulo Freire No decorrer da última década a Cáritas Brasileira tem se debruçado em estruturar processos que atendam ao mesmo tempo dois objetivos, um primeiro que é aprofundar a sua capacidade de ser e estar em rede. E o segundo está em estruturar processos que contribuam para que a rede concretize sua missão com cada vez mais clareza de seu papel. Para isso, a Cáritas vem praticando, se desafiando em rede, a experimentar formas de planejar, monitorar e avaliar suas ações. Durante este período foram construídas e/ou reconstruídas uma série de políticas e planos, vimos emergir, num processo muito rico e profundo, os princípios da Cáritas Brasileira e mais recentemente uma diretriz que em conjunto com a missão vão orientar a rede no desenvolvimento de suas prioridades para o alcance dos objetivos para o período de Como parte desta caminhada foi elaborado, num processo participativo e muito rico, o documento denominado Marco Referencial da Cáritas Brasileira nele pela primeira vez, conseguiu-se integrar as diferentes dimensões da Cáritas começando pela missão, sua identidade, a visão, sua organização, além da opção metodológica, os princípios orientadores e diretrizes. Ele conseguiu durante o quadriênio de ao mesmo tempo orientar a ação da rede dando fundamentos para o processo de PMAS (Planejamento, Monitoramento, Avaliação e Sistematização), assim como transmitir para sociedade quem é a Rede Cáritas no Brasil. Dando continuidade a esta caminhada e já no quadriênio , apresentamos a segunda edição do Marco Referencial da Cáritas Brasileira. Neste apresentam-se atualizadas as dimensões já colocadas na primeira edição, além das novas prioridades, objetivos e metas da Cáritas Brasileira para o atual quadriênio, aprovados no IV Congresso Nacional, realizado em 2011 na cidade de Passo Fundo-RS. Neste mesmo evento, fruto de um processo longo e participativo, foram avaliadas e definidas como instâncias de gestão da ação: os Grupos de Trabalho (GTs) com incumbência de rever as Políticas já elaboradas e concluir a sistematização de outras, assim como o aprofundamento e animação da rede Cáritas em temáticas específicas. Além dos grupos, foi também reafirmado o espaço dos Inter-regionais e do Fórum Nacional como instâncias privilegiadas para o processo de PMAS. Por fim, é fundamental que os agentes Cáritas vejam este documento como uma referência, um porto seguro. No entanto, ele não é hermético e representa um momento, uma radiografia de concepção da Cáritas, ou seja, as políticas, por exemplo, não se constituem propostas estanques e acabadas. Elas se apresentam com maior ou menor interação seja pelos aspectos comuns, seja pelos complementares. Como processo em construção que dialoga com a realidade que vai moldando ou emoldurando as relações, dando tons de cores que queremos que reflitam as mudanças que a Cáritas quer ver se concretizar. Luiz Cláudio Mandela Coordenação Colegiada Nacional 3

7 Introdução Estar a serviço, este sempre foi o carisma da Cáritas Brasileira desde sua criação em 1956 pela CNBB até os dias atuais. No inicio da década de 1950 a Cáritas, ao ser criada, foi incumbida da tarefa de: articular todas as obras sociais católicas e assumir a distribuição dos donativos do programa alimentos para paz.¹ Com a extinção do mesmo em 1974 e mergulhada no ambiente da ditadura militar e os clamores que já batiam a sua porta, alguns regionais e muitas Cáritas Diocesanas que vinham trabalhando para adequar-se aos novos tempos, foram gradativamente encontrando um novo sentido em torno da ideia da educação de base e da promoção humana no lugar do assistencialismo. Deu-se um processo de renascimento da Cáritas apoiado nas orientações do Concílio Vaticano II e da Conferência de Medellín. A partir dos anos 1980, os(as) agentes da Cáritas respiraram os ambientes da educação popular, das Comunidades Eclesiais de Base e Organismos e Pastorais Sociais (CIMI, CPT, CPO) e foram renovando sua metodologia de ação. A nova estratégia educativa exigia o estudo da realidade para melhor compreendê-la e assim assumir uma postura profética que se expressava através da prática com uma pedagogia libertadora. Tendo se projetado em iniciativas inovadoras como a dos Projetos Alternativos Comunitários, foi nos anos 1990 em diante que a Cáritas entrou na maturidade, com equipes (nacional, regionais e em muitas dioceses) com razoável estabilidade, qualificação técnica e pastoral, assumindo uma ativa liderança no conjunto das pastorais sociais. A entrada no terceiro milênio coincidiu com esse processo de aperfeiçoamento da Cáritas como uma organização eclesial e, ao mesmo tempo como organização atuante na sociedade em parceria com outras forças sociais, com vistas a contribuir na transformação social. Embora majoritariamente constituída por agentes voluntários(as), o grupo de pessoas fixas nas equipes de Cáritas foi acolhendo demandas de trabalho para além da sua capacidade operacional. Diante da crescente exigência passou a assumir, como prática sistemática, o planejamento, monitoramento, avaliação e sistematização PMAS e a busca instrumentos gestão, comunicação, sustentabilidade institucional e formação de agentes, levaram ao fortalecimento de processos participativos de gestão. Assim foram sendo criadas Comissões, Grupos Gestores, Grupos de Trabalho, Conselhos, Fóruns, Coordenações Colegiadas em complementação às instâncias estatutárias. Hoje, a Rede Cáritas Brasileira está composta de 178 entidades membro e 13 Regionais: Ceará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Norte 2 (Amapá, Pará), Nordeste 2 (Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Paraíba), Nordeste 3 (Bahia, Sergipe), Espírito Santo e Paraná - e três referências de articulações regionais: Noroeste (Acre e Rondônia) e Norte 1 (Amazonas e Roraima), têm atuado na defesa dos direitos humanos e do desenvolvimento sustentável solidário na perspectiva da construção de um projeto popular de sociedade para o Brasil. Em seu último Congresso, realizado em Passo Fundo em 2011, no Estado do Rio Grande do Sul, afirmou que sua ação se estrutura em: ¹ Mais detalhes no Doc. Estudos da CNBB, nº 92, p

8 Missão, Identidade, Mística e Espiritualidade A Cáritas formulou sua missão nos seguintes termos: Testemunhar e anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, defendendo e promovendo a vida e participando da construção solidária de uma sociedade justa, igualitária e plural, junto com as pessoas em situação de exclusão social. A missão da Cáritas brota dos apelos da realidade, da inspiração do Evangelho, das encíclicas e outras orientações da Tradição Cristã (incluindo as diretrizes atuais da CNBB) que constituem o chamado Ensino Social da Igreja. É da interação entre essas fontes, com apoio das ciências humanas e sociais, que se embasa a justificativa e a razão de existir da Cáritas. Como parte essencial da sua missão, assume a promoção, o testemunho e o anúncio da solidariedade libertadora. A partir da sintonia com o projeto de Deus, analisa e distingue tudo o que contradiz a utopia do Reino. Os(as) agentes de Cáritas, juntamente com as pessoas envolvidas nas ações sócio-pastorais, são protagonistas de uma organização que se coloca na história de forma aberta, sensível e sempre disposta a aprender. Apoiando-se na mística dos seguidores de Jesus, busca inserir-se sempre de maneira atualizada em cada contexto. Nessa inserção histórica um olhar de esperança fortalece a certeza de que a realidade pode ser mudada para melhor. A exigência ética e evangélica anima à constante busca de agir com coerência para denunciar as injustiças e contribuir na construção de novas relações de justiça, solidariedade e paz. Esta é a dimensão profética da Cáritas que não se propõe nenhum tipo de solidariedade assistencialista, compensatória, apaziguadora dos conflitos e contradições sociais. A postura profética expressa na missão passa por ações estratégicas baseadas na leitura crítica da realidade e na percepção dos sinais da vontade de Deus na História de libertação de seu povo. A Cáritas Brasileira, filiada à Cáritas Internationalis, é um organismo de pastoral social da Igreja Católica, vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e busca, através de sua missão, desenvolver a prática da cultura de solidariedade numa perspectiva de Rede, tendo como estratégia articular o conjunto diversificado das suas instâncias de organização e ação. Eis aí os elementos essenciais de sua identidade. Por sua maneira de agir, a Cáritas vai mostrando suas feições. Ela sempre se sentiu entrosada com a ação das Pastorais Sociais. Mas ela não se limita a uma determinada ação específica, embora possa apoiar qualquer uma delas (Dom Demétrio Valentini, 2005).² A cruz da logomarca institucional irradia para todos os cantos a Cáritas, a solidariedade que liberta. Da cruz da Paixão, mas também da vitória sobre a morte, saem chamas de fogo que expressam o amor incondicional, promotor da Justiça e da Solidariedade libertadora que se propaga aos quatro pontos cardeais do planeta e do cosmos. Esta compreensão simbólica se atualiza na fermentação da história, desde o local, em nossas comunidades e municípios, passando pelas regiões socioculturais e biomas, alcançando o país e o mundo. [...] Como parte específica de nossa missão, apostamos em ser fermentos da amorização das relações entre as pessoas. Relações que constituem a sociedade política, relações individuais e coletivas com todas as demais formas de vida e com todas as energias que constituem o Planeta e o Universo (Doc. Estudos da CNBB, nº 92, p. 6). ² Apresentação da cartilha Cáritas na promoção da solidariedade: como organizar a ação Cáritas. 5

9 Dessa missão emanam algumas afirmações que vão se desdobrando em princípios, diretrizes, prioridades nacionais que compõem a IDENTIDADE DA REDE CÁRITAS. Entre elas destacam-se: nosso compromisso com o testemunho e, em consequência, o anúncio do evangelho de Jesus Cristo, de forma viva e concreta PROMOVENDO A VIDA! Essa promoção da vida em vista da "construção do Reino de Deus", isto é, o Reino que se apresenta desde aqui, nas situações concretas de busca da justiça com solidariedade, se faz "junto com" as pessoas (grupos, comunidades) considerando-as "sujeitos" de dignidade humana. O que é mesmo mística e espiritualidade? A pergunta volta sempre porque não dá mesmo para definir o que seja de uma vez por todas. É como o caminho, na educação popular: é caminhando que se faz caminho. O entendimento do que sejam e de quais as diferenças e relações entre mística e espiritualidade vai ficando mais claro no encontro pessoal com Deus Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo e, nas práticas comunitárias e sociais de conquista da qualidade de vida do ser humano. Vida que tem origem num sopro divino, num desejo de Deus de que a mulher e o homem sejam imagem dele, criadores amorosos como ele. Todo ser humano é espiritual; manifesta-se, relaciona-se espiritualmente. Mas suas práticas mostram espíritos diferentes : convicções, motivações, valores que levam a viver de modo diferente. Por serem livres como Deus, podem fazer escolhas, e elas marcam o seu espírito, sua vida e sua história. Pessoas Amadas, Livres, Libertadoras Toda pessoa tem suas motivações, suas ideias e escolhas em relação a valores, seu modo de viver e de conviver com as pessoas e com a terra; toda pessoa tem sua mística. E a tem como fruto do que Deus semeou nela e do que ela própria semeou em si; isto é, do interesse, da busca, maior ou menor, do que a ajudaria a ser melhor. Essa busca resulta na a ação livre de cada pessoa na construção de si própria e nem Deus pode e quer substituir a liberdade. No entanto, a gente sabe que tanto a coletividade pode ajudar ou atrapalhar o crescimento das qualidades de cada pessoa. Da mesma forma que as pessoas podem ajudar a coletividade estas ou aquelas qualidades e atitudes diante da vida. Por isso, a mesma relação da semente com o terreno, vale para a relação da pessoa com o coletivo. A depender das escolhas, individuais e coletivas, a vida terá diferentes chances de germinar, multiplicar-se, produzir frutos. Partilhando a Vida Cada agente da Cáritas experimenta todo o tempo situações em que algumas ou muitas pessoas estão em necessidade e sofrimento. E o mesmo pode-se dizer da Mãe Terra, rasgada em propriedades privadas, cercada, agredida, explorada para gerar mercadorias e riqueza. Ao mesmo tempo, acontecem também situações em que as pessoas e comunidades se sentem profundamente felizes por causa da experiência de que Deus as ama. 6

10 Iluminando a Vida com a Palavra É ainda da vida de cada um(a) da comunidade que vai falar. Só que, agora, a fala será provocada por uma reflexão de Jesus, que estava ligado à realidade do seu tempo; a ligação com a realidade de hoje é feita por nós. Acolhida da Palavra (Bíblia) no silêncio provoca uma meditação, um olhar mais aprofundado sobre a vida, sobre a vontade de Deus. É uma reflexão em que se busca o alimento do espírito, renovando a mística através da espiritualidade. A prece pode e deve ocorrer em qualquer momento, e pode tomar a forma de poema, de oração espontânea, de cântico, de música religiosa ou popular. A oração do agente Cáritas parte da profunda convicção de que Deus ama primeiro, por isso, a prática humana do amor é resposta, é ser e agir como Deus; isso humaniza e diviniza, ao mesmo tempo: é o mistério de Jesus, e o mistério humano. Ama-se a Deus no amor aos irmãos: quem não ama ao irmão está nas trevas... e mente quando diz que ama a Deus, a quem não vê. (1Jo 2,9; 4,20) A outra convicção do agente Cáritas é a de que o mundo atual está cheio de sinais do amor de Deus e, ao mesmo tempo, de sinais de que existem seres humanos que não amam como ele e constroem leis e instituições que nos afastam do amor de Deus e do dom da vida. Inclusive, reconhece que o próprio Planeta Terra está sendo aquecido pelo tipo de progresso e consumismo que destrói o mundo. Renovando a Aliança Cáritas caridade é uma palavra nos remete ao amor de Deus, um amor que revela Deus, já que ele é Amor. Ele toma a iniciativa, e o faz com gratuidade. O amor de Deus se manifesta na história humana e seu compromisso com a vida toma a forma de aliança. Pessoalmente, o ser humano topa a parada e se compromete a amar como Deus, sendo seu povo. Uma das marcas da mística de cada agente da Cáritas é saber-se amado por Deus, vivendo a alegria de saber que ele tomou a dianteira, gratuitamente, apenas porque gosta da gente. Por outro lado, é motivo de alegria também o fato de ser membro do Povo de Deus, do povo que fez Aliança com ele. Como se trata de uma Aliança agente Cáritas cultiva uma espiritualidade que o leva a avaliar o grau de sua fidelidade para com o amor de Deus; rever práticas, atuar como membro filho de Deus que busca, com sua comunidade, alimentar sua opção por meio da Leitura Orante da Palavra, da vivência da Eucaristia e da oração ligada à vida. O compromisso da Cáritas está expresso em seu próprio nome: cabe-lhe ser amor, em resposta ao amor primeiro de Deus. Cabe-lhe praticar a misericórdia e a compaixão na sua relação com os diferentes tipos de "pequenos, de excluídos pelo mundo de hoje. É importante, então, examinar a prática para ver até que ponto ela revela que se age com coração de pobre, com o amor cordial dos pobres. E até que ponto o coração dos agentes de Cáritas sentem o que os outros(as) sentem, comprometendo sua própria vida por eles(as). É necessário retomar sempre o compromisso de fermentar a sociedade com a certeza de que a paz, que é fruto do desenvolvimento humano e social, é construída com a participação dos empobrecidos(as). Os excluídos(as) devem ser protagonistas de sua própria libertação; mas é preciso que haja as pessoas que levam esta boa notícia a eles, e que os anime a assumir sua missão na história. É preciso libertar a força de Jesus presente nos que têm fome, passam sede, estão presos, nus e sem autoestima; só então redescobrirão que são pessoas, com todos os direitos que as fazem humanas; com o direito à cidadania, que as fazem lutadoras sociais e políticas para exigir a realização universal dos direitos; com o direito à soberania, que as fazem ter poder e responsabilidade em relação aos que são eleitos para realizar, junto com a cidadania, as políticas públicas que garantem os direitos de cada uma e de todas as pessoas. 7

11 Diretriz Geral de Ação A Cáritas Brasileira se compromete com a construção do Desenvolvimento Solidário Sustentável e Territorial, na perspectiva de um projeto popular de sociedade democrática. O Plano Quadrienal da Cáritas Brasileira ( ) sintetiza uma opção, de certa forma radical: a opção por um modo de compreender concretamente que o desenvolvimento da pessoa humana é uma construção em que os esforços pessoais se conjugam com os esforços coletivos e exigem mudanças: Sejam elas de comportamento, de condições sociais e ou estruturais. Para que os direitos de justiça sejam assegurados a partir de uma perspectiva popular, partindo de um lugar: o território e de um método: a democracia. Dai também a opção evangélico-profética da denúncia, quando os direitos estão sendo usurpados em nome de um "desenvolvimento excludente" com consequências dramáticas para as populações. Essa diretriz unifica o nosso "olhar" sobre todas nossas iniciativas, em que Desenvolvimento e Direito passam a ser vistos como formas inseparáveis. 8

12 Princípios Defesa e promoção da vida sociobiodiversidade Promover a vida é a missão de Jesus e é também a missão da Cáritas. Trata-se da defesa e promoção da vida humana enquanto ser-de-relações-solidárias, - relações com a natureza, consigo e com Deus - em condições plenas, para que alcance a máxima felicidade na sua dimensão biológica, afetiva, racional e espiritual. Em vista disso, não se trata do ser humano de forma isolada, mas integrado com todos os seres criados por Deus, sem os quais não haveria vida humana. Isto como nos afirma Capra, no contexto da globalização, quer dizer que pelo menos há duas grandes comunidades às quais todos nós pertencemos: (a) todos nós somos membros da raça humana e (b) todos fazemos parte da biosfera global (Fritjof Capra, ). Isto é o que hoje se denomina sociobiodiversidade que assume a vida na sua perspectiva ampla: a manutenção das espécies, de materiais genéticos, habitats, ecossistemas e paisagens; promoção do uso sustentável dos recursos naturais; reconhecimento de cada país sobre sua própria biodiversidade; repartição equitativa dos benefícios econômicos e sociais (monetários e não monetários) frutos do uso sustentável da biodiversidade. Significa, pois, a vida compreendida como rede de relações com sustentabilidade ecológica e justiça econômica de forma interdependente. 4 Mística e espiritualidade ecumênica e libertadora Mística é o que dá sentido, motivação, força e resistência para assumir o projeto de Deus com paixão. É a energia que impulsiona uma nova forma de viver, de se relacionar, de se organizar de maneira solidária. A mística cristã baseia-se no Deus encarnado, que consagrou a nós também como filhos e filhas do mesmo Pai. Ele está em nós. E por isso, ao amar pessoas, estamos amando a Deus. O amor a Deus e ao próximo é um amor só, um movimento dialógico. Mas, com Jesus, nós agentes de Cáritas assumimos o Deus solidário com os excluídos e excluídas da sociedade e que, a partir deles, afirma o amor universal. Assim, nós agentes de Cáritas, tal como o bom samaritano, assumimos a missão de nos colocarmos junto aos caídos, aos empobrecidos pelo modelo excludente de sociedade. Inspirada na utopia do Reino associamos a mística àquela força interior que nos abre para os(as) outros(as), com uma ternura e compaixão especial pelos que sofrem a injustiça na carne. Ela está presente e nos anima no desenvolvimento das ações com os sujeitos da nossa ação que são as pessoas, grupos, comunidades, pastorais e movimentos com quem atuamos. Cultura de solidariedade Acreditamos que a verdadeira transformação social passa pela mudança da cultura. Segundo Marcos Arruda, a Cultura está silenciosamente presente nos gestos, palavras, olhares, ações do nosso cotidiano. Está presente na maneira como nos vemos e vemos o mundo, e nas maneiras de nos relacionarmos conosco mesmos, com a natureza, com a sociedade, com cada pessoa com quem convivemos diariamente, com os nossos ancestrais e com os seres que nos sucederão em infindáveis gerações futuras. Pouco adianta mudar estruturas externas sem mudar as estruturas culturais arraigadas nos corpos, mentes e corações. São padrões de vida historicamente construídos que podem mudar, mas, em geral, de forma lenta a partir de estímulos ou rupturas provocadas. ³ Fonte: relatório da Convenção sobre Diversidade Biológica. 4 Maior aprofundamento do tema encontra-se no texto Mística e Espiritualidade sistematizado por Ivo Poletto e divulgado durante o 2 Congresso Nacional da CB realizado de 22 a 27 de setembro de 2003, em Belo Horizonte. 9

13 É um grande desafio cultivar valores solidários e viver coerentemente em um ambiente social consumista, de competição e exploração da vida, consequência de um sistema nefasto, imposto pelos países capitalistas que dominam o mundo. A cultura da solidariedade baseia-se numa ética solidária onde é bom tudo o que nos ajuda a compartilhar os dons da natureza e os bens socialmente produzidos com vistas à realização de 5 todas as pessoas. Todos e todas somos corresponsáveis para cuidar desses bens para que frutifiquem e beneficiem a todos(as) em iguais condições. Para nós, a vivência da cultura de solidariedade constitui-se na mística da solidariedade. Uma estratégia da Cáritas é o trabalho em grupos para facilitar a luta contra comportamentos e práticas individualistas, na medida em que favorece a entre-ajuda num processo permanente de reeducação. Relações igualitárias de gênero, raça, etnia e geração Chamamos de relações de gênero à maneira como se constroem as relações entre pessoas do mesmo sexo e entre mulheres e homens, a partir da identidade masculina e feminina construída socialmente e não determinadas pela diferença biológica entre os sexos. Entendemos que as relações de gênero não são determinadas pelo aspecto biológico, mas pelo contexto social, político, econômico, cultural e religioso. As relações de gênero são uma construção social e, portanto, têm a ver com uma ética que perpassa todas as relações. Como parte da cultura, incorporamos, desde o ventre materno, um padrão de relação, especialmente pelo processo de socialização no ambiente familiar, escolar e social. As distinções discriminadoras em relação às mulheres sejam por considerá-las inferiores, ou por considerar o homem mais capaz, constituem a base de uma cultura de dominação machista. Da mesma forma, os preconceitos e discriminações, em relação à raça e etnia, são desumanos e não cristãs. Protagonismo dos excluídos e excluídas Protagonista é a pessoa que desempenha ou ocupa o primeiro lugar num acontecimento. É o principal ator. A proposta metodológica da Cáritas, coerente com a opção preferencial pelos pobres, entende que os excluídos e excluídas devem estar em primeiro lugar. São os sujeitos prioritários da ação implementada através dos diferentes programas e projetos da Cáritas. Eles(as) mesmos(as) assumem o seu lugar de agentes da sua transformação e, em todas as práticas sociais, as pessoas são estimuladas a assumir o seu processo de luta pelos seus direitos. Para Jesus, os(as) excluídos(as) da época são a pedra rejeitada que tornou-se a pedra angular por isso eles estão no centro da história. Como resultados da injustiça social, trazem, no seu interior, um potencial transformador. O objetivo é alcançar a autonomia e soberania popular, resgatando, revitalizando o trabalho de base, favorecendo seu envolvimento, na organização e participação na luta como agentes da própria transformação. 5 Atualmente fala-se na solidariedade sincrônica, que diz respeito às gerações presentes, e na solidariedade diacrônica, que tem em vista o respeito às gerações futuras. 10

14 Projeto alternativo de sociedade solidária e sustentável Sofremos o crescente desastre do capitalismo neoliberal que descarta dois terços da humanidade e que, apesar disso, pretende se impor ideologicamente como sistema único. Os extraordinários avanços no campo técnico-científico e econômico deram-se absurdamente à custa de um crescente número de seres humanos que sobrevivem na miséria, em condições inaceitáveis. A esse quadro nacional preocupante, soma-se a estrutura do modelo hegemônico que domina os quatro continentes hoje, subjugados a um mercado financeiro que impõe as regras à economia e à vida de todos os povos. O Ensino Social da Igreja propõe princípios que se contrapõem às afirmações e concepções que dão base ao sistema de livre mercado capitalista. Ninguém tem o direito de apropriar-se de coisas terra, bens culturais, técnica... e muito menos de vidas humanas. Somos administradores subordinados ao princípio da destinação universal dos bens. A Cáritas participa da mobilização social que propõe uma inversão de prioridades, para erradicar definitivamente a fome e a miséria em nosso país (cf. CNBB, 2002, n. 41). 11

15 Prioridades Estratégicas Promoção e fortalecimento de iniciativas locais e territoriais de desenvolvimento solidário e sustentável - Aqui estão elencados os objetivos que melhor concretizam algumas práticas explicitamente voltadas para projetos de desenvolvimento local, territorial em que os grupos e comunidades estão envolvidos a partir de sua inserção no mundo do trabalho, de atividades de sustentabilidade emancipatória, tais como: a Convivência com o Semiárido, a Economia Solidária em suas diferentes expressões rurais, como as agriculturas familiares e urbanas, como os grupos de catadores, artesãos, processos de comercialização. Defesa e promoção de direitos, mobilizações e controle social das políticas públicas - Esta prioridade traduz os esforços e acúmulos nas lutas por direitos, na formulação de políticas de reconhecimento e conquistas de direitos, nas iniciativas de controle social sobre as políticas públicas. Tem importância nossa participação em fóruns e em Conselhos de Direitos como espaços de construção dessas Políticas. Por outro lado são dois desafios permanentes: integrar as ações atomizadas de políticas públicas setorializadas e manter permanentes processos de mobilização que incidam sobre aspectos restritivos que impedem o D.S.S.T (Desenvolvimento Solidário Sustentável e Territorial) como a concentração de terras (a Reforma Agrária), a concentração e desvios de poderes (a ficha limpa), a irresponsabilidade ambiental no geral (os grandes projetos) e em áreas de risco (as emergências). Organização e fortalecimento da Rede Cáritas - A Rede Cáritas busca reforçar sua identidade através de objetivos que assegurem formas de gestão e atuação em rede, com grupos de trabalho de referência para as diferentes ações, com definição de políticas e planos de ação de formação, de comunicação, de mobilização de recursos, e elaboração de novas políticas internas como o Voluntariado. Mas também nossa relação e compromisso com as Pastorais Sociais de que somos parte. Aqui se coloca a permanente relação e atualização com nossas fontes de espiritualidade e mística na relação entre a "leitura dos tempos" e a inspiração evangélica. 12

16 Orientações para a Ação Se fosse necessário sintetizar a Cáritas diria que duas palavras não poderiam deixar de se fazer presentes: estar a serviço e estar em movimento, estes dois conceitos orientam todas as ações da Cáritas Brasileira e estas se orientam a curto, médio e longo prazos. No decorrer dessas quase seis décadas a Cáritas foi incorporando e adequando suas maneiras e formas de se fazer serviço e ao mesmo tempo estar cotidianamente em movimento, para isso quatro elementos centrais orientam e alimentam a ação da Cáritas no Brasil: 1. Educação Popular Para a Cáritas Brasileira a educação popular não é apenas uma figura retórica ou mesmo uma pratica mecânica, já na sua missão e mesmo nos seus princípios se observa características da sua pratica pedagógica e sua referência metodológica que orienta sua ação cotidiana. Participar e não promover a construção de uma sociedade; assim como, estar junto às pessoas em situação de exclusão social, é elementos que norteiam, já na missão, que a Cáritas é uma organização que, ao se colocar a serviço e em movimento, com uma prática de educação popular. Isso quer dizer que quando assumimos na Cáritas a ação pedagógica, como educadores e educadoras, partimos de duas premissas. A primeira trata de uma noção clássica, a partir dos gregos, em que o ato de educar é tirar de dentro, isto é, fazer aflorar as potencialidades que cada ser humano tem, como se fossem sementes no interior de cada pessoa, que podem desabrochar. A segunda refere-se à educação popular, de Paulo Freire, a qual aponta que: educador e educandos constroem conjuntamente os saberes, na perspectiva de que somos ensinantes e apreendentes. Tirar de dentro, de dentro para fora, em diálogo com o contexto histórico e social. 2. Trabalho em Rede - Na dinâmica intraorganizacional a escolha política de se estruturar em rede e não em outras formas mais hierárquicas têm sido a perspectiva e o horizonte estratégico, como também forte perspectiva metodológica orientando as reflexões e experimentações dentro da Cáritas, ainda que na prática persista o desafio de aprofundar uma compreensão de como e com quais mecanismos pode-se explorar para cada vez mais avançar no processo de enredamento da ação e da gestão da entidade. Da mesma forma, na busca pela concretização da sua missão e materialização das suas prioridades, a Cáritas tem priorizado três grandes espaços de articulação: no âmbito da Igreja, com as pastorais sociais, organismos e CEBs; com os movimentos e organizações sociais; e com os governos. A articulação com as pastorais sociais e organismos, no reconhecimento de uma relação de maior proximidade e reafirmação de sua identidade, se estrutura a partir da realidade e dinamismo da Igreja nas suas diferentes instâncias, bem como a partir dos princípios que orientam as ações mais gerais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil CNBB. É possível destacar articulações com organizações envolvidas no Grito dos Excluídos; nas Assembleias Populares; nas Semanas Sociais; no Jubileu Sul; e, mais recentemente, no enfrentamento ao judiciário, a partir do movimento iniciado pela Cáritas do Maranhão e que começa a tomar corpo pelo país. Com os movimentos e organizações sociais destacam-se algumas construções e conquistas conjuntas com a ASA e RESAB no Semiárido; diferentes atuações com o Movimento Nacional de Catadores(as) de Materiais Recicláveis; com as organizações de defesa e promoção de direitos da infância, adolescência e juventude; com os movimentos de luta pela moradia, em algumas regiões específicas; com os movimentos de luta pela terra e com o Movimento da Economia Solidária. 13

17 3. Gestão Compartilhada - A Cáritas Brasileira compreende a gestão como um sistema de decisões, mecanismos e procedimentos, com base em determinados princípios e valores, que viabilizam o desempenho de uma organização, em um dado contexto. A finalidade da gestão é o desempenho institucional. A gestão não tem um fim em si mesmo. Ela está a serviço da missão institucional, ou seja, a gestão é um dos princípios determinantes da Sustentabilidade institucional. Por isso, ela deve ser permanentemente construída e aperfeiçoada para que cumpra suas finalidades, sendo adequada à instituição, e à realidade (meio ambiente) onde a instituição está inserida e atua para realizar sua missão. O modelo de gestão assumido e vivenciado pela Cáritas Brasileira combina a gestão compartilhada e a ampliação da participação direta nos processos decisórios tendo por orientação as seguintes compreensões e iniciativas: I. A importância da unidade na diversidade; II. Compreensão de que o fortalecimento e a sustentabilidade institucional deve se dar 6 integralmente; III. A sistemática partilha de responsabilidades decisórias, envolvendo cada vez mais as entidades-membro nas instâncias de gestão regional e nacional; IV. A construção coletiva de planos de ação regionais; V. A partilha de capacidades e recursos; VI. A ampliação da participação dos seus agentes nos espaços e mecanismos de decisão e de coordenação. 4. Planejamento, Monitoramento, Avaliação e Sistematização (PMAS) - Para além do planejamento em longo prazo, a Cáritas reafirma sua identidade e seu caráter pedagógico, razão primeira, princípio que rege as ações e, ao mesmo tempo, assume uma dimensão de utopia enquanto alimenta a esperança dos excluídos e pequenos do Senhor e fornece as bases espirituais, éticas e sociais para todas as ações dos agentes Cáritas. Considerando a velocidade das informações e mudanças históricas, a velocidade produzida pela globalização, a Cáritas entende que o ato de planejar para um período de quatro anos seja um planejar em longo prazo. Em médio prazo, o planejamento anual (POA) cumpre o papel de ordenar e orientar o conjunto de ações no período de 12 meses para cumprir determinados objetivos ou metas específicas que foram definidos para quatro anos. Em curto prazo, os planos são delineados para um período de seis meses ou uma ação específica como um encontro, um congresso ou quaisquer ações de formação, defesa de direitos ou de incidência política num determinado período. Os projetos anuais e trienais têm cumprido um papel fundamental no ato de planejamento e definições estratégicas da Cáritas Brasileira. São eles que têm viabilizado todo o processo de construção coletiva da atual matriz de planejamento. Um planejamento fundamentalmente participativo. Cumpre afirmar que os projetos deverão gerar a oportunidade de qualificar a rede Cáritas para o exercício pleno da gestão compartilhada, das instâncias coletivas de PMAS em âmbito nacional, regional, interregional. 6 Outros textos e subsídios do Processo de Planejamento Estratégico estarão tratando dos demais aspectos da gestão da CB: de planejamento, monitoramento e avaliação (PMA) e de organização e administração da CB. Por isso, dedica-se o presente texto aos espaços decisórios e de coordenação da Cáritas Brasileira. 14

18 Orientações Políticas para a Rede Cáritas 155

19 Somos Solidariedade, Somos Cáritas: Elementos para a Construção da Política de Voluntariado A Rede Cáritas é majoritariamente formada por agentes, colaboradores voluntários. A pesquisa "Quem Somos" realizada em nosso último Congresso (2011) afirma: dos 12 mil agentes Cáritas no Brasil, 89% são voluntários/as, com forte presença feminina, predominando agentes de formação escolar de nível médio, sendo mais idosos no Sul e mais jovens no Nordeste. Nesse sentido a identidade (pertencimento) da Rede Cáritas e sua sustentabilidade (coerência com a missão) dependem fundamentalmente desse contingente de pessoas que se comprometem com o projeto de Jesus Cristo e nos impele a compromissos com os pobres na perspectiva de uma sociedade justa e igualitária. A Rede Cáritas vem buscando construir uma política nacional para o Voluntariado, de forma a tornar visível, valorizar, reconhecer e fortalecer esse sujeito fundamental a serviço de sua ação. Entre os vários elementos que devem prevalecer para a construção dessa política ressaltam-se: a importância da mística alimentadora das ações dos agentes, os diferentes contextos em que a noção do voluntariado foi sendo construída, a afirmação do voluntário-militante, a relação de complementação entre os voluntários e os "liberados" (contratados), a proximidade entre o voluntariado-militante e as lideranças de grupos, comunidades, movimentos sociais acompanhados; a formação específica para o voluntariado, a construção de uma noção sobre o voluntariado diferenciada do senso comum. Mística: a construção do Reino de Deus se dá a partir do aqui e agora. Alimentar-se da espiritualidade e mística significa vivenciar, celebrar e comungar o espírito da solidariedade que orienta o nosso "olhar" sobre os grupos, comunidades, movimentos acompanhados. Contexto Histórico: Em seus 57 anos de existência, a Cáritas passou por diversas fases. Em cada uma delas, predomina um tipo de ação e um perfil de voluntariado: a fase da caridade tutelada, a da caridade promocional e a da caridade libertadora. Em todas há um chamamento para ação: o voluntariado eventual das campanhas e emergências (dar o peixe), o das ações promocionais (ensinar a pescar) e o da militância (pescar juntos). Voluntários - militantes: A ação voluntária-militante requer identidade com a missão, com a mística, com a perspectiva de diálogo com os protagonistas, com uma metodologia que, desde o início promova a ação-participação coletiva no processo pedagógico de ação-reflexão-ação. Nesse sentido, as ações eventuais (como as de situações de emergência) vão se tornando ações permanentes, planejadas reduzindo o "voluntarismo" despreparado. Voluntários e "liberados" (contratados): Para dar suporte às ações das equipes de base diocesana ou paroquial, e para fazer as mediações, articulações em instâncias estaduais, regionais ou nacional, a Rede Cáritas tem um quadro de agentes contratados a "serviço" dos agentes voluntários. Essa aparente "inversão" vai se configurando de forma que as contratações também "liberem" agentes voluntários de acúmulo de práticas de base, para esse serviço. 16

20 Voluntários e lideranças dos movimentos: não são incomuns lideranças de movimentos acompanhados assumirem certo papel do voluntariado ou vice-versa. Essa "identidade" pode ser valorizada. Trata-se de um lado, do compromisso que o agente voluntário assume de atuar "junto com" o movimento; do outro lado, as lideranças, ao reconhecerem a metodologia de trabalho se integram aos voluntários; entretanto os papéis são diferentes e complementares. Formação: O plano de formação da Rede Cáritas construído na perspectiva de formação permanente prevê quatro níveis de formação para os agentes Cáritas, desde a formação básica, introdutória, até a formação para a gestão. Em todos os níveis o voluntariado pode ser incorporado, pois a própria gestão das Cáritas é assumida pelo voluntariado-militante. Nosso desafio é incorporar elementos próprios da especificidade do voluntariado nos Planos de formação. Parte-se da constatação de que mais da metade das Cáritas afirma realizar atividades de formação de seus agentes voluntários. Construção da especificidade do voluntariado: pergunta-se: temos, enquanto Rede Cáritas, uma especificidade de ação do voluntariado que o distingue de outros tipos de voluntariado? Como estamos "em construção" de uma linguagem própria, os termos agentes, colaboradores, voluntários, militantes podem ter significados diferentes. A Cáritas tem buscado intercambiar com outras organizações pastorais ou ONGs as formas de definições, estratégias de ação e de formação dos seus voluntariados. Esse aprendizado concorrerá para a construção de nossa política. Por fim, podemos assumir o conjunto de afirmações que se seguem como uma síntese dos passos até aqui construídos. O perfil e a identidade do(a) agente voluntário-militante que a Rede Cáritas se propõe a construir podem ser resumidos na articulação do trinômio: Vivência da mística e espiritualidade libertadora. Compromisso ético-político com a instauração de um novo projeto societário. Prática coerente com uma metodologia participativa. Assim é possível caracterizar o perfil dos agentes voluntários pela: Prática em favor e junto com os (as) excluídos(as). Habilidade, especialmente frente às emergências e/ou situações de conflitos. Trabalho coletivo, em mutirão. Fé animadora que os move e oriente todas as ações. Engajamento e prática da metodologia libertadora e emancipadora. Espírito marcado pela prática Jesus, pelo seu modo de agir junto ao povo, especialmente o mais empobrecido. Cultivo da fé nas celebrações litúrgicas com as comunidades. Vivência de uma espiritualidade integradora das diversas dimensões da vida. Postura ecumênica e capacidade de diálogo intercultural e interreligioso. Postura profética comprometida e engajada na mudança das estruturas injustas da sociedade. Postura acolhida, de escuta e diálogo. Atitude de anúncio e esperança inspirada pelo Espírito. Força animadora de processos de organização e mobilização. 17

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