LUCIANO CASTILHO ASSUMPÇÃO

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1 LUCIANO CASTILHO ASSUMPÇÃO DIFCULDADES EM INTERCEPTAÇÕES AUTORIZADAS DE CHAMADAS VOIP Monografia apresentada à Escola Superior Aberta do Brasil, sob orientação da Prof a Beatriz Christo Gobbi VITÓRIA-ES 2007

2 LUCIANO CASTILHO ASSUMPÇÃO DIFICULDADES EM INTERCEPTAÇÕES AUTORIZADAS DE CHAMADAS VOIP Aprovado em de de. VITÓRIA 2007

3 Dedico a minha esposa Danielle e aos meus pais Luiz Fernando e Irene que sempre me apóiam e me guiam pelas trilhas do conhecimento.

4 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus e a minha família e a todos que colaboram de alguma forma colaboraram com este trabalho.

5 RESUMO O presente estudo tem por objetivo descrever os obstáculos a serem considerados visando o uso de recursos de interceptação de chamadas de voz sobre IP para fins de investigação criminal e inteligência policial, destacando os empecilhos tecnológicos próprios da telefonia IP (como a necessidade de Qos), da internet (considerando as inúmeras possibilidades de roteamento de pacotes dentro da rede) e dos equipamentos de interceptação e na ceara jurídica (aspectos relacionados à Constituição Federal, A Lei das Telecomunicações e a regulamentação da ANATEL), bem como suas correlações. Ainda tomam como exemplos as interceptações de chamadas telefônicas convencionais usadas em investigações, modelos similares para interceptação de chamadas de voz em redes IP demonstrando suas utilidades e limitações diante das características e tipos de chamadas de voz pela internet. Apreciar aspectos tecnológicos e legislativos para a questão apresentados em outros países do mundo. SUMÁRIO

6 1. INTRODUÇÃO PROBLEMATIZAÇÃO: ASPECTOS TÉCNICOS E LEGAIS A SEREM CONSIDERADOS JUSTIFICATIVA OBJETIVO Objetivos Específicos DELIMITAÇÃO DO TRABALHO PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Caracterização do estudo Instrumentos de coleta de dados REFERENCIAL TEÓRICO- COMUNICAÇÃO DE VOZ SOBRE IP TIPOS DE COMUNICAÇÕES VOIP PROTOCOLOS PARA VOZ SOBRE IP ESTABELECENDO UMA COMUNICAÇÃO VOIP MÉTODOS DE INTERCEPTAÇÃO MÉTODOS DE INTERCEPTACAO VOIP OS OBSTÁCULOS DA INTERCEPTAÇÃO VOIP OS OBSTÁCULOS TECNOLÓGICOS Os Obstáculos Tecnológicos Próprios do Voip com Relação à Interceptação das Comunicações Os Obstáculos Tecnológicos dos Modelos de Interceptação Voip Propostos OS OBSTÁCULOS JURÍDICOS Discussões Sobre A Abrangência da Lei Geral das Telecomunicações para o Voip MODELOS EM OUTROS PAISES CONSIDERAÇÕES FINAIS...50 REFERÊNCIAS...53

7 7 1.INTRODUÇÃO A sociedade hoje, de um modo geral, tem acesso a recursos tecnológicos cada vez mais sofisticados. Na mesma velocidade, observamos o crescimento da violência propiciada, dentre outros fatores, pelo crime organizado. Assim como disponível a toda a sociedade, a tecnologia também cria condições para o surgimento de novas modalidades criminosas. Por esta razão, agencias de investigação e instituições de segurança, como Polícia Militar, Civil e Federal tem buscado usar recursos modernos de combate ao crime, de inteligência policial e de investigação criminal. Dentre estes, um dos mais eficazes e conhecidos é a chamada Interceptação Telefônica Autorizada. A chegada da Telefonia Celular no Brasil em 1993, e a sua abertura de mercado em 1998 causaram um grande aumento no número de aparelhos telefônicos em uso no Brasil. Até então, uma linha telefônica era considerada um bem, como casa e automóvel. Com a popularização dos serviços telefônicos, ficou muito mais fácil para qualquer pessoa adquirir uma linha telefônica. Tal facilidade em se adquirir uma linha telefônica tornou-se uma nova arma a disposição de pessoas inescrupulosas, iniciando o uso destas ferramentas de comunicação pela criminalidade em maior escala. Esta realidade levou as autoridades a buscar mecanismos mais eficientes de investigação policial, considerando o emprego das tecnologias para fins da criminalidade. A interceptação começou a ser desenvolvida nos Estados Unidos nos anos 60 para uso militar. Sua finalidade era a de monitorar as atividades do inimigo e espionar preparando-se para possíveis investidas contrárias do inimigo. Com o fim da Guerra Fria nos anos 80, o objetivo bélico dos projetos de interceptação perdeu o sentido, iniciando então seu desenvolvimento para outros fins, como o combate à criminalidade. Sempre presente nas mídias, como método de investigação que auxilia na

8 8 solução de casos de investigação criminal e em muitos dos casos, a interceptação de comunicações vem tornando-se fator primordial para o rumo das investigações ou na elaboração de flagrantes. Para Araújo de Castro (2001) Interceptar é interromper o curso originário, impedir a passagem, sendo que na lei tem o sentido de captar a comunicação, conhecer seu conteúdo. Interceptar é ter contato com teor da comunicação, não impedindo que ela chegue ao seu destinatário. Atualmente com o crescimento e a popularização da Internet, a interceptação precisou sofrer uma nova ação de desenvolvimento além da interceptação telefônica, a interceptação telemática de s, acessos, mensagens, etc. Mais recentemente uma nova tecnologia começou a ser empregada nas comunicações de voz. O VOIP. Assim, hoje, as principais pesquisas nesta área buscam mecanismos para interceptar chamadas de voz, tratadas em redes de computadores pela Internet como pacotes de dados. Propomos-nos a analisar as formas de interceptar chamadas VOIP, discutindo os aspectos técnicos e legais que envolvem este assunto, suas limitações e desafios a serem superados PROBLEMATIZAÇÃO: ASPECTOS TÉCNICOS E LEGAIS A SE- REM CONSIDERADOS Existem dois aspectos relevantes no que se refere às necessidades de interceptação de chamadas telefônicas: as questões técnicas e as questões legais. Diversas técnicas aplicáveis em pontos distintos de uma rede de acesso telefônico que podem ser utilizadas com o intuito de se realizar uma interceptação de chamada telefônica convencional, sejam elas procedentes de telefones fixos ou móveis. Esta interceptação é realizada pela operadora telefônica mediante autorização judicial e enviadas as agencias de monitoração e investigação. Para a interceptação de chamadas VOIP, não existe ainda um padrão ou

9 9 equipamento definido especifico para esta finalidade, uma vez que por esta comunicação não ser orientada a conexão, isto faz com que a informação seja dividida em diversos pacotes que podem seguir por caminhos diferentes na rede e uma mesma conexão física trafegar pacotes de voz de outras chamadas de outros usuários. São usados para esta finalidade, equipamentos desenvolvidos originalmente para fins de manutenção nas redes IP (LEITE, 2005). É o caso dos analisadores de protocolos. Estes equipamentos se conectados em uma rede IP, podem analisar os protocolos e os pacotes que trafegam em uma rede, podendo identificar os protocolos da telefonia VOIP e agrupando seus pacotes, visando então convenção destes pacotes em um arquivo contendo fragmentos de chamadas VOIP. Outra barreira reside na dificuldade da identificação do usuário. Na interceptação de chamadas convencionais, a captura da chamada para fins de interceptação é realizada a partir da identificação do número do assinante. Na rede IP, não existe um número que possa ser associado para fim de i- dentificação. O endereço IP, seria o que mais se aproxima desta situação, de um modo geral nas conexões a internet é alocado dinamicamente pelos provedores ao usuário realizar o login na rede, o que torna a identificação do usuário praticamente impossível. As questões jurídicas que envolvem a interceptação de chamadas telefônicas convencionais foram definidas pela Lei Federal 9296 de 24 de julho de 1996 regulamenta o inciso XII do artigo 5º da Constituição Federal Brasileira, o qual possibilita a interceptação de chamadas telefônicas, de comunicações de dados, de telegrafia, mediante ordem judicial, para fins de investigação criminal ou instauração de processo penal. No Anteprojeto da Lei de Escutas Telefônicas (GRINOVER apud SILVA ET AL., 2007) em seu Capítulo III determina as necessidades de que as operações serem efetuadas por órgãos de polícia a fim de assegurar a inviolabilidade da informação. A Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações, órgão federal, regulamenta as condições em que as empresas de telecomunicações devem atender as solicitações das autoridades. Entretanto, a legislação não deixa claro se o objetivo da Lei de Interceptação foi admitir a interceptação de um fluxo em sistemas de informática e de telemática somente associados a uma comunicação telefônica de qualquer natureza ou em in-

10 10 terceptar fluxo de dados em geral, associada a um acesso telefônico, ou a um "login" de provedor. No caso das chamadas VOIP, não existe legislação que descreva uma comunicação VOIP com sendo uma chamada telefônica, ou mesmo telecomunicações de voz. Existem também provedores de serviços VOIP que, não estão sujeitos à lei brasileira, pois são registrados em outros países. O Brasil é um dos países signatários de um acordo internacional para fins de cooperação judicial o Mutual Legal Assistence Treaty (Acordo Legal de Assistência Mutua), através do qual poderá solicitar tal apoio do Poder Judiciário estrangeiro para requisitar a interceptação de chamadas telefônicas, ou de recursos de telemática em outros países. O Brasil ainda faz parte do grupo conhecido como "network for computer crime matters" (Rede para Assuntos de Crime de Informática). No entanto, não são todos os países do mundo que aderem a tratados de cooperação, o que dificulta não apenas a interceptação de chamadas VOIP, mas também investigações de crimes cibernéticos. Nestes países a hospedagem de sites de conteúdos duvidosos e outras práticas ilícitas envolvendo a internet encontram os chamados paraísos virtuais em seus servidores criminosos. Portanto existem dificuldades técnicas e jurídicas envolvendo este tema que fazem com que a interceptação de chamadas telefônicas VOIP ainda seja algo tema de estudos complexos envolvendo diversos atores, como as autoridades policiais e políticas, órgão reguladores, provedores de serviços de internet e operadoras telefônicas, embora a tecnologia tenha se popularizando e ampliando sua gama de usuários ao redor do mundo JUSTIFICATIVA Estamos acostumados a nos deparar com notícias envolvendo crimes descobertos através interceptação de chamadas telefônicas. Desde a lavagem de dinheiro, crimes como tráfego de drogas e armas, corrupção, crimes contra a ordem

11 11 pública e até mesmo em casos como seqüestros e outras práticas do crime organizado, têm sido investigadas através da técnica de interceptação de chamadas telefônicas. Esta técnica tem se revelado uma importante ferramenta no combate ao crime, não apenas para garantir as evidencias ou identificar os criminosos, mas também, mapeando os contatos de um suspeito a fim de relacionar situações que possam desencadear em redes criminosas de atuação local, nacional ou até mesmo internacional. As interceptações telefônicas são solicitadas pelas agencias de investigação com objetivos de investigação criminal e instrução de processo penal a um juiz de direito que determina que a operadora telefônica realize procedimento que possibilite a interceptação de chamadas de determinados suspeitos sem que estes tenham conhecimento da Interceptação. As interceptações telefônicas autorizada, conhecidas popularmente como grampos permitem a agencia de investigação não apenas monitorar os as chamadas telefônicas de voz, mas também permite obter dados relacionados às chamadas, como identificação dos interlocutores, data e hora das chamadas, localização de assinantes em caso de telefonia móvel, além da ocorrência de outros serviços, como acesso à Internet, transmissão de fax, envio de SMS. No modelo convencional, cada circuito alocado para uma chamada telefônica tem reservado todo o período de conversação 64 Kbps de banda para comunicações de voz em sistemas de telefonia digitais. Nos anos 90, os pesquisadores buscavam comprimir a voz de forma que ele pudesse ser transmitido em um meio sem garantia de banda e ainda mais com a banda compartilhada com o tráfego de dados da internet. Com os avanços da Telefonia e a chegada da Internet, com o passar dos anos, surgiu um fenômeno tecnológico presente na atualidade: o surgimento das redes convergentes. Redes de telefonia e internet poderiam trocar informações no mesmo meio. Neste cenário, surge o VOIP e por conseqüência, as chamadas de voz realizadas a partir da Internet. O RSVP é um protocolo que trabalha na camada de transporte do TCP IP. É um protocolo de controle que faz a reserva de recursos para a comunicação de voz sobre IP. Na rede tradicional de telefonia, a rede comutada, a comutação dos circuitos que permitem a conexão é realizada entre os pontos envolvidos para a transmissão

12 12 da chamada através do estabelecimento de circuitos dedicados temporários durante a duração da chamada. Já na comunicação de voz sobre IP, assim que ocorrem à formação de pacotes IP estes são transmitidos o mais rápido possível na rede IP, recebendo o mesmo tratamento de um pacote IP de dados, sofrendo, por exemplo, roteamentos em roteadores e trafegando pelos elementos ativos de uma rede, como switches, Hubs, servidores, modens, etc. As chamadas VOIP utilizam com maior eficácia os recursos de telecomunicações e de banda disponível para a transmissão de voz, do que a rede comutada convencional, permitindo que as chamadas de voz sejam tratadas pelos provedores em uma única rede IP para dados e voz. O trabalho realizado pelas centrais telefônicas na telefonia convencional, no VOIP é realizado pelos roteadores, os mesmos utilizados em redes de dados. Estas facilidades tecnológicas permitem aos provedores realizar chamadas de voz com custos bastante inferiores se comparados à telefonia convencional. As companhias telefônicas têm seus maiores custos na manutenção de e- quipamentos com altas capacidades para tratamento das chamadas de voz, como grandes centrais telefônicas, equipamentos de transmissão de grande porte, redes de acesso com grande capilaridade, a fim de atender muitas localidades, por mais distantes que sejam privativas de cada operadora. No caso do VOIP, as redes compartilhadas com pacotes de dados, além de possuir bandas melhores aproveitadas dependem de um acesso à internet e a transmissão dos pacotes é realizada pela rede IP pública, reduzindo consideravelmente o custo das chamadas telefônicas, especialmente nos casos de chamadas interurbanas. A redução de custo que o uso de comunicações VOIP oferece em razão do tráfego em rede pública de dados, aliado a questão de que provedores não recolhem ICMS neste tipo de serviço possibilita que a tecnologia possa adentrar ao mercado de comunicação por voz em longas distanciais oferecendo preços reduzidos, proporcionando uma enorme vantagem competitiva em relação à telefonia fixa comutada. Estimativas revelam que tal modalidade de telecomunicação crescerá 800% até (MILAGRE, 2006). A conexão do VOIP com as redes de telefonia convencional, sejam elas de telefonia fixa ou móvel, também conectadas entre si, coloca os usuários VOIP em

13 13 condições de realizar e receber chamadas não só de telefones VOIP ou outros computadores conectados na Internet, mas também de telefones convencionais. Através de equipamentos chamados gateways, pode-se interligar redes distintas, como as de telefonia convencional com a Internet, propiciando de que chamadas telefônicas partindo de um aparelho convencional possa realiza conexão com um computador na rede IP. Em uma situação diferente, tempos ainda uma comunicação de voz, na Internet, possa através de um gateway em algum ponto das redes envolvidas, chamar a um telefone convencional, estabelecendo uma conversação, através de conexões realizadas partes na rede telefônica convencional e parte na Internet. Este panorama estimula as agencias de investigação a estudar maneiras de se realizar interceptações de chamadas telefônicas conforme a necessidade, não apenas em telefones convencionais fixos ou móveis, mas também em chamadas telefônicas utilizando-se da tecnologia VOIP OBJETIVO O presente estudo tem como objetivo principal descrever os usos de tecnologias e legislações pertinentes à interceptação autorizada de chamadas VOIP, a- presentando suas aplicações e dificuldades Objetivos Específicos voz sobre IP; a) Apontar obstáculos tecnológicos para a Interceptação de comunicação de

14 14 b) Descrever questões jurídicas relacionadas à interceptação de chamadas VOIP; c) Apresentar modelos possíveis de interceptação de comunicações de voz pela Internet; 1.4. DELIMITAÇÃO DO TRABALHO Embora de conteúdo amplo, tendo em vista as quantidades de questões tecnológicas e jurídicas que envolvem a interceptação de chamadas de voz na Internet, obrigam o presente trabalho abordar os aspectos técnicos, considerando suas vantagens, desvantagens e aplicabilidade não somente a luz da tecnologia existente, mas também da aplicação das técnicas de acordo com a jurisprudência em vigor no Brasil, considerando como ilustração e exemplo, modelos de interceptação e de legislação adotados em alguns outros paises PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Caracterização do estudo Este trabalho consiste em uma pesquisa na forma de uma exploração. Seguindo a linha de pesquisa Gestão e Segurança das Novas Tecnologias, definida no Manual da Monografia para alunos da pós-graduação da Escola Superior Aberta do Brasil e seguindo as orientações apresentadas no modulo metodologia da pesquisa científica do mesmo curso.

15 Instrumentos de coleta de dados Os instrumentos de coleta de dados adotados neste trabalho são Entrevistas e pesquisas em documentos. As entrevistas foram realizadas com representantes de áreas envolvida: Delegados da Polícia Federal Brasileira, Consultores de Operadoras Telefônicas e Representantes de empresas que exploram a tecnologia VOIP na Internet. Estas entrevistas visam discutir a aplicabilidade de sistemas de interceptação de chamadas VOIP, observando os obstáculos enfrentados por cada uma das partes representadas, em atenção ao objetivo geral do tema proposto. Ressalta-se que nas entrevistas, foi evidenciado o consentimento informado dos sujeitos, preservando-se informações e identidades que possam causar problemas às investigações policiais e aos trabalhos de inteligência que a questão envolve. A pesquisa exploratória em documentos, definida no Modulo Metodologia de Pesquisa Cientifica da ESAB como a modalidade de pesquisa que busca aproximação com fenômenos, através do levantamento de informações que levam o pesquisador a conhecer mais a seu respeito e a modalidade do presente trabalho, buscando aproximar-se de situações envolvendo a interceptação de chamadas de voz na Internet, evidenciando os obstáculos técnicos e jurídicos que envolvem o assunto. A pesquisa pretende explorar um universo que contempla manuais de e- quipamentos, relatórios, documentos "on line", artigos e livros visando atender a objetivos geral e específico do trabalho.

16 16 2. REFERENCIAL TEÓRICO- COMUNICAÇÃO DE VOZ SOBRE IP A comunicação de Voz sobre IP consiste em digitalizar a voz, através do uso de um software ou equipamento específico, um sinal analógico, convertendo em pacotes de dados compactados para que trafeguem pela rede IP, através do protocolo TCP/IP ( Transmission Control Protocol Internet Protocol ), de acordo com especificação H.323 da ITU-T ("International Telecommunication Union Telecommunication Standardization Sector") para transmissão multimídia (voz, vídeo e dados) através da rede IP, convertendo-os em sinais de voz novamente em seu destino. (MILAGRE, 2006). As comunicações VOIP trafegam pela rede IP, como qualquer pacote de transmissão mutlimidia, passando por Box, switches, roteadores ate que atinjam dentro da rede IP seu destino final, ou em casos envolvendo comunicações cujos destinos não são atingiveis pelas rede IP, não estando conectados na internet. 2.1.TIPOS DE COMUNICAÇÕES VOIP Existem três tipos de comunicações VOIP As de comunicações entre dois PCs (computadores pessoais), as que envolvem ao menos um computador e um telefone convencional seja este fixo ou móvel e as que envolvem dois telefones convencionais (MILAGRE, 2006). As chamadas comunicações VOIP pc-to-pc são as comunicações de voz que são estabelecidas entre computadores, fazendo uso apenas de recursos de redes IP. Também realizar uma chamada de voz pela internet sem a mediação de um computador. Para tanto, conecta-se um telefone convencional a um adaptador de telefone analógico (ou ATA), que se responsabiliza por digitalizar a voz conectando-o a um acesso a internet, através um roteador e este a um modem para cone-

17 17 xão a internet. Há também uma situação, em que a comunicação de voz a ser estabelecida envolve ao menos um telefone convencional e um PC. Esta é a chamada comunicação VOIP pc-to-phone. Esta conversãção é estabelecida, através de um gateway, interligando um computador conectado à internet, cuja transmissão dos sinais de voz convertidos em pacotes são transmitidos na rede IP e um telefone fixo ou móvel, conectado à na rede pública comutada de serviços telefonicos. Os gateways, ou portas de ligação, são máquinas intermediárias destinadas a interligar redes, separarando domínios de colisão e traduzindo protocolos. Exemplos de gateways em uma rede podem ser considerados os roteadores e os firewalls, já que ambos servem de intermediários entre o usuário, com seu respectivo equipamento de acordo com a tecnologia deste e a rede IP(LOPES, 2003). No caso da telefonia VOIP, o gateway é o equipamento responsável pela mediação entre os protocolos que tratam à telefonia IP e os protocolos da telefonia comutada. Com um dos gateways estando conectado a uma central telefônica de serviços de comutação fixa ou móvel permite que se estabeleçam chamadas que envolvam as duas redes, a Internet e a rede pública de comutação telefônica, estabelecendo comunicações de voz hibridas entre telefonia VOIP e a telefonia convencional, através de um Provedor de Serviços de Telefonia IP (ITSP) interconectado a uma operadora telefônica. Através dos gateways entre as redes de voz IP e as redes de voz convencionais é possível estabelecer uma chamada de um telefone IP, para um telefone convencional e vice-versa, estejam eles em qualquer parte do mundo. Um terceiro tipo de chamada VOIP ocorre quando dois telefones convencionais, conectados a rede pública de telefonia usam os gateways para redes IP a fim de estabelecer uma comunicação que em uma ligação na telefonia convencional, trata-se de uma chamada de longa distancia. Este tipo de chamada é conhecido como VOIP phone-to-phone. Considerando que na rede IP não existem degraus tarifários como os existentes nas redes públicas, a comunicação interurbana entre dois telefones STFC que possuem gateways para a Internet torna-se economicamente vantajosa.

18 18 Neste caso, as centrais de comutação telefonica na qual os assinantes estão conectados em cada uma das localidades deve possuir um gateway conectado a internet, para que a fase em que a chamada trafega como dados substitua a parcela interurbana da chamada telefonica convencional em redes comutadas. Isto é ocorre por que as chamadas interurbanas na rede convencional ocupam circuitos dedicados temporários em muitas centrais e canais dos equipamentos de transmissão. Quanto maior for a distancia entre os interlocutores, maior será a quantidade de elementos de rede envolvidos para a formação do circuito dedicado para o estabelecimento da comunicação. Na internet, por onde trafegam os pacotes IP, o serviço de voz independe da distância entre os interlocutores, podendo até mesmo ser nulo o valor das chamadas de voz entre dois usuários da mesma tecnologia oferecida pelo mesmo provedor. Este cenário se observa uma vez que fazem uso dos mesmos recursos da rede de dados, dispensando a necessidade de formação de um circuito dedicado para o estabelecimento da comunicação, tornando assim a comunicação substancialmente mais barata se comparada a uma situação similar envolvendo chamadas telefônicas de longas distancias em serviços de telefonia fixa ou móvel comutado. O VOIP permite que o usuário possa ter um número de telefone de uma localidade, oriundo de um plano de numeração estabelecido e através da internet realizar uma chamada de um VOIP para um numero existente na rede fixa ou móvel de telefonia comutada desta mesma localidade, a preço de uma chamada local, partindo de qualquer outra localidade no planeta, desde que na localidade original exista um gateways entre as redes VOIP e de telefonia convencional. (MILAGRE, 2006) PROTOCOLOS PARA VOZ SOBRE IP O termo voz sobre IP análoga a comunicação de voz pela internet, através de protocolos como o TCP/IP. Este é na verdade um conjunto de protocolos de comunicação que definem como tipos diferentes de computadores comunicam-se entre si. O seu nome deriva dos protocolos mais comuns: o Protocolo de Controle de

19 19 Transmissão (TCP-Transmission Control Protocol) e o Protocolo de Internet (IP- Internet Protocol) (FERREIRA, 2003, apud CRUZ, 2006). Alguns dos protocolos utilizados em comunicações de Voz sobre IP para sinalização de chamadas são H.323, SIP, MGCP, H.248/MEGACO, Jingle e IAX (usado na presença de servidores Asterix). O padrão H.323 é parte da família H.32x de recomendações ITU-T que por sua vez pertence a série H da ITU-T, e que trata de "Sistemas Audiovisuais e Multimídia". É composto de terminais, Gateways, Gatekeepers, Controladores Multiponto, Processadores Multiponto e Unidades de Controle Multiponto. A recomendação H.323 tem por objetivo especificar sistemas de comunicação multimídia em redes baseadas em pacotes e que não provêem uma Qualidade de Serviço (QoS) garantida, como é o caso do tráfego de pacotes IP na internet (PINHEIRO, Cássio; 2000). A sinalização no H 323 segue a recomendação ISDN Q931 (da rede digital de serviços integrados da telefonia comutada) para estabelecer as comunicações VOIP. O protocolo Q931 é o responsável pelo controle de chamadas, e o H245 pelo controle e negociação da transmitindo mensagens de controle entre dois pontos H.323. (LOPES, 2003). No protocolo H323, o usuário deve registrar um elemento de rede o "gatekeeper", servidor cujas principais funções são o controle de ligações gerenciando a banda necessária para cada comunicação dentro de um acesso. O SIP é um protocolo que estabelece e modifica as comunicações VOIP que é baseado no http e assim como este, suporta o transporte de qualquer tipo de pacote e seu funcionamento numa arquitetura cliente servidor envolvem requisições simples como ACKNOLOGE, INVITE, BYE, OPTIONS, CANCEL e REGISTER. No protocolo H323, o usuário deve registrar um elemento de rede o "gatekeeper", servidor cujas principais funções são o controle de ligações gerenciando a banda necessária para cada comunicação dentro de um acesso. Os gatekeepers executam duas funções de controle de chamada importantes e relevantes no que se refere à possibilidade de interceptação das comunicações de um alvo. A primeira é tradução de endereço dos apelidos de terminais de rede e gateways para endereços IP ou IPX (PINHEIRO, 2000). A segunda função é administração de largura de banda. Assim é possível, por exemplo, estabelecer um limite para o número de conferências simultâneas na

20 20 rede. Com esta ação o gatekeeper pode recusar fazer mais algumas conexões uma vez que o limite destinado às comunicações VOIP seja alcançado. Os protocolos RTTP chamados de protocolo de transporte em tempo real, são responsáveis por estabelecer a ordem de chegada dos pacotes e não possua características para eventualmente retransmitir sinais em casos de erros ou atrasos no recebimento e envio dos pacotes IP. (CRUZ, 2003) Já o RSVP é um protocolo que trabalha na camada de transporte do TCP IP. É um protocolo de controle que faz a reserva de recursos para a comunicação de voz sobre IP. Estes protocolos propiciam a comunicação de voz sobre IP.São a partir das informações que são trocadas entre os protocolos se estabelecem modelos de interceptação a estas chamadas, embora sem que haja regulamentação para tanto ESTABELECENDO UMA COMUNICAÇÃO VOIP Um usuário, ao iniciar uma chamada informa ao sistema VOIP qual o número do usuario com o qual pretende estabelecer uma conversação. A partir da conexão com o roteador identificada a aplicação VOIP, os numeros são armazenados nos gateways, analogamente como o usuário indentificasse os tons de discar em um telefone comum e discasse para um determinado número. Os números armazenados nos gateways são comparados com os números prévimamente programados nos gateways a partir de um plano de numeração. Quando o gateway identifica que quando há coincidência entre o número informado pelo usuário e o número programado ele mapeia o endereço discado com o IP do gateway de destino. O número de telefone é mapeado em um endereço IP e o gateway destino chama o telefone receptor e, após a chamada ser atendida, a comunicação fim-a-fim tem início, com o sinal de voz sendo enviado através de datagramas IP entre os gateways. A codificação e o empacotamento do sinal de voz são feitos no gateway de origem, enquanto a decodificação e o desempacotamento são feitos no de destino. (SOUZA ALVES, 2004) Os endereços IP têm a conexão a internet estabelecida, e também a des-

21 21 tinação dos pacotes referentes à conversação de voz, e o número de telefone responsável por completar a chamada do destino configurado. A aplicação de sessão, então roda o protocolo H.245 sobre TCP, para estabelecer um canal de transmissão e recepção para cada direção através da rede IP. Quando a ligação é atendida pelo usuário chamado, este envia um sinal a fim de estabelecer, então, um fluxo RTP ("Real-Time Transport Protocol", ou Protocolo de Transmissão em Tempo Real) sobre UDP ("User Datagram Protocol ), entre os gateways de origem e o de destino. O UDP dá às aplicações acesso direto ao serviço de entrega de datagramas, como o serviço de entrega que o IP dá. O UDP é pouco confiável, isto é não apresenta técnicas no para confirmar que os dados chegaram ao destino corretamente, mas ao contrário do TCP oferece suporte a comunicações em tempo real. Passada esta fase, os dispositivos de compressão do codificadordecodificador (CODECs) são habilitados nas extremidades da conexão, a fim de transformar os pacotes IP em sinais de voz, para que a comunicação possa ser estabelecida se utilizado do RTP/UDP/IP como pilha de protocolos. Os CODECs apresentam moduladores e de moduladores para fazer as codificações e decodificações necessárias ao estabelecimento das chamadas, utilizando-se de técnicas PCM ("Pulse Code Modulation"), ADPCM ("Adaptive Differential Pulse Code Modulation") baseadas na modulação por códigos de pulsos a parir de sinais coletados em conversores digitais de formas de onda comprimidas explorando a redundância do sinal original, dentre outros menos difundidos (CRUZ, 2000). As redes telefônicas adotaram inicialmente a técnica de codificação PCM (Pulse Code Modulation Modulação por Codificação de Pulsos), que consiste em amostragens do sinal de voz contínuo, por segundo, representando o valor discreto amostrado em 8 bits. Isto implica na necessidade de um canal digital de 64Kbps para transmissão de cada canal de voz. Este tipo de codificação procura reproduzir o sinal amostra por amostra. Possui baixo atraso para o processo e pequena complexidade, mas requer um taxa de transmissão elevada o que para telefonia IP torna-se um obstáculo de grande relevância, uma vez que as comunicações VOIP podem ser efetuadas ao mesmo tempo em que outras aplicações de internet, compartilhando o mesmo acesso à rede. Hoje, novas técnicas de codificação foram desenvolvidas, explorando se os modelos de produção da voz. Estas técnicas fazem à segmentação do sinal analógi-

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