PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS"

Transcrição

1 PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS Instituto de Ciências Econômicas e Gerenciais Curso de Ciências Contábeis Contabilidade Intermediária Direito Tributário Introdução à Ciências Atuarial Logística das Organizações AS MUDANÇAS NO ATIVO PERMANENTE DAS SOCIEDADES ANÔNIMAS DECORRENTES DAS ALTERAÇÕES DA LEI , MEDIDA PROVISÓRIA 449, INCLUSIVE AS NOVAS ORINTAÇÕES DO CPC. Gabriela de Oliveira Campos Graziele da Silva Ferreira Leandro de Oliveira Silva Orli Felix Neves Soraya de Cássia Gonçalves Belo Horizonte 11 maio 2009

2 2 Gabriela de Oliveira Campos Graziele da Silva Ferreira Leandro de Oliveira Silva Orli Felix Neves Soraya de Cássia Gonçalves AS MUDANÇAS NO ATIVO PERMANENTE DAS SOCIEDADES ANÔNIMAS DECORRENTES DAS ALTERAÇÕES DA LEI , MEDIDA PROVISÓRIA 449, INCLUSIVE AS NOVAS ORINTÇÕES DO CPC. Artigo Científico apresentado às disciplinas: Contabilidade Intermediaria, Direito Tributário, Introdução à Ciência Atuarial e Logística das Organizações do 3º Período do Curso de Ciências Contábeis Noite do Instituto de Ciências Econômicas e Gerenciais da PUC Minas BH. Professores: Rafael Ornelas Machado Domingos Xavier Teixeira Geraldo de Assis Souza Junior Carlos Marcio Vitorino Belo Horizonte 11 maio 2009

3 3 AS MUDANÇAS NO ATIVO PERMANENTE DAS SOCIEDADES ANÔNIMAS DECORRENTES DAS ALTERAÇÕES DA LEI , MEDIDA PROVISÓRIA 449, INCLUSIVE AS NOVAS ORINTÇÕES DO CPC. RESUMO O seguinte artigo trata da convergência das normas contábeis brasileiras às normas internacionais, enfocando o trato do ativo não circulante. Com uma análise direta das alterações na legislação e uma interpretação das demonstrações financeiras de 2008 da Cemig Companhia Energética de Minas Gerais foram observadas as alterações das normas contábeis, como a nova disposição do Balanço Patrimonial e o Regime Tributário de Transição RTT. Como tema secundário uma breve identificação do sistema de logística e da política de seguros da Cemig. PALAVRAS CHAVE Lei /07; Medida provisória 449; Alterações no ativo; Regime Tributário de transição; Cemig. 1 INTRODUÇÃO Desde o ano de 2000 começou no Brasil as discussões sobre o projeto de lei que pretendia aproximar as práticas contábeis brasileiras às normas internacionais International Financial Reporting Standards IFRS. Entretanto somente em 2007 foi aprovado na forma da lei que vem então revogar e alterar dispositivos da lei 6.404/76, lei das Sociedades Anônimas, começando assim o processo de convergência das normas brasileiras para as internacionais. A partir daí o Comitê de Pronunciamento Contábil CPC começou a emitir pronunciamentos para complementa e direcionar a uma correta

4 4 interpretação da nova lei. Em dezembro de 2008 a Medida Provisória MP 449 trouxe mais aprimoramentos à legislação contábil. Segundo Ferreira (2009) as modificações vieram para facilitar a leitura dos balanços patrimoniais fazendo com que estes sejam mais globalizados. Este artigo abordara diretamente as alterações na legislação sobre o ativo das sociedades de grande porte através de um comparativo entre as normas antigas e as atuais, embasado na análise dos autores deste e em literaturas de diversos tributaristas. Com o intuito de observar como as empresas estão se adaptando as novas regras contábeis além da apresentação das principais alterações segue uma análise das demonstrações financeiras da Companhia Energética de Minas Gerais Cemig enfocando as adequações no trato ao ativo permanente, hoje classificado simplesmente de ativo não circulante, e da questão fiscal além de uma interpretação do sistema de logística utilizado pela Cemig e sua política de seguros. 2 AS NOVAS NORMAS CONTÁBEIS NO ATIVO Alterações nos três grandes grupos do balanço patrimonial fazem com que os eventos contábeis sejam interpretados de maneira nova. Subgrupos foram extintos e novos foram criados, ou ainda tiveram os critérios de avaliação alterados. Segundo Marchezin (2009, p.53-54), o ativo ficou dividido em ativo circulante e ativo não circulante sendo os subgrupos Realizável a Longo Prazo, Investimentos, Imobilizado e Intangível componentes do não circulante. Diferente de como disposto antigamente onde o ativo estava dividido em três grupos: Circulante, Realizável a Longo Prazo e Permanente. O grupo ativo permanente foi extinto seus subgrupos juntamente com o antigo grupo realizável a longo prazo formam agora os subgrupos do Ativo Não Circulante. O antigo subgrupo

5 5 diferido foi extinto, no entanto o saldo existente nesse subgrupo deverá ser reclassificado quando cabível para outras contas do ativo. Os que não puderem ser reavaliados e reclassificados deverão ser baixados contra lucro ou prejuízos acumulados. Existe a possibilidade da existência de saldo neste subgrupo ate o seu total desaparecimento, lembrando que sua amortização não pode ultrapassar dez anos (COMITÊ de pronunciamentos contábeis orientação 02). O subgrupo intangível foi criado para comportar os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos, desde que separáveis dos bens corpóreos, destinados a manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive fundo de comércio adquirido (HOOG, 2008, p.11). Ágios por expectativa de rentabilidade Futura, Patentes, Direitos de Franquia, Luvas, entre outros entram neste subgrupo do Balanço Patrimonial. O ativo imobilizado é formado por bens corpóreos destinados a manutenção das sociedades empresárias ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram benefícios a companhia, riscos e controles desses bens (HOOG, 2008, p.11). Essa nova redação que da ênfase a corporeidade dos bens se justifica pela invenção do subgrupo intangível específico para os bens não corpóreos. Outra novidade que trouxe essa nova classificação do imobilizado é a obrigação de ativar o bem que está sendo financiado por Leasing Financeiro. De acordo com as novas regras de contabilidade e com a Resolução do Conselho Federal de Contabilidade N (2008), existem duas formas de se depreciar o bem ou direito. O fiscal, considerado para fins tributários e o econômico considerado para fins contábeis. A diferença entre essas duas formas será lançada a parte em um livro de escrituração fiscal, como por exemplo, o Livro de Apuração do Lucro Real - LALUR. Existem três maneiras de depreciação do bem ou direito,

6 6 conforme Iudícibus, Martins e Gelbcke (2003, p. 217) a primeira é o método das quotas constantes ou linear, o qual será dividido o valor do custo do bem pelo seu tempo de vida útil. A segunda maneira é o método da soma dos dígitos dos anos, o qual mostra uma melhor forma de gerenciamento do bem, neste método permite uma depreciação maior no início e menor no fim, equilibrando os gastos relativos a manutenção, visto que os bens necessitam de pouca manutenção no início de sua vida e no entanto no fim dela o custo de manutenção é maior. O terceiro e último método é o das unidades produzidas, este é baseado em uma estimativa do número total de unidades que devem ser produzidas pelo bem a ser depreciado em relação a produção total ao longo da vida útil, o resultado da fração representa o percentual de depreciação a ser aplicado no ano X. O método linear é aceito pelo fisco para depreciação de bens corpóreos e o método das unidades produzidas para depreciação de direito, ou seja, exaustão de direitos. Para compreender a formação do subgrupo investimentos é necessário saber que existem dois tipos de investimentos para as sociedades empresárias, são estes: investimento temporário e investimento permanente. Afirma Iudícibus, Martins e Gelbcke (2003, p.90) que investimentos temporários são aplicação de excessos de disponibilidades que atenderão as necessidades empresariais imediatas ou à curto prazo com o objetivo de compensar perdas inflacionárias. Existem alguns tipos de títulos e formas disponíveis de aplicações, tais como: Fundo de aplicação imediata, títulos do Banco Central, Certificado de Depósito Bancário CDB, entre outros. O outro tipo de investimento são os investimentos permanentes este é considerado aplicação de recursos financeiros em outras sociedades empresárias, não podendo ser de forma temporária ou especulativa com característica de permanente (IUDÍCIBUS, MARTINS E GELBCKE, 2003, p. 148). Existem quatro tipos deste investimento: Participações permanentes em outras empresas,

7 7 incentivos fiscais, imóveis não destinados a uso da empresa e obras de arte. Dentro deste grupo de investimentos, existem duas maneiras de avaliação: Avaliação de Investimento pelo Método de Custo são avaliados pelo custo de investimentos, sob a forma de ações ou cotas, efetuadas em empresas não coligadas nem controladas. Outro método de avaliação é o método da equivalência patrimonial MEP. Segundo Iudícibus, Martins e Gelbcke (2003, p.156), este método é baseado no fato de que os resultados e variações patrimoniais deverão ser reconhecidos no momento de sua geração, seja esta uma controlada ou coligada. Conforme a nova redação do artigo 243 da lei /07, uma sociedade empresaria é coligada quando a investidora tiver influência significativa sobre as deliberações sociais da investida sem controlá-la, é presumida a influência quando a investidora possui pelo menos 20% do capital votante da investida. Uma sociedade empresária é controlada quando a controladora detém direta ou indiretamente de mais de 50% do capital votante da investida tendo assim a preponderância sobre deliberações sociais da investida e o poder de eleger a maioria dos administradores. 3 ANALISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Partindo do princípio que a Cemig Companhia Energética de Minas Gerais atua única e exclusivamente como holding, controlando individualmente ou em conjunto demais sociedades com a finalidade de exercer a função de sistema de produção e distribuição de energia elétrica, será observado os pontos relevantes das demonstrações contábeis de 31 de dezembro de A estrutura do Balanço Patrimonial não foi publicada de acordo com as modificações instituídas na Medida Provisória número 449, apresentando o grupo de contas Ativo Permanente

8 8 dentro do Ativo Não Circulante, Resultado de Exercício Futuro dentro do Passivo Não Circulante. Já no grupo Patrimônio Líquido nem mesmo as alterações previstas na lei 11638/07 foram atendidas onde os subgrupos: a) Reserva de Reavaliação e b) Lucros /Prejuízos Acumulados, ainda estão presentes (CEMIG B, 2009). Embora a Cemig não tenha adotado por completo a nova legislação para a estruturação do seu Balanço Patrimonial, em outros pontos houve atualização completa ou em direção as novas normas, no que se diz respeito do desmembramento do Ativo Intangível e do tratamento do subgrupo, extinto pela MP 449, Diferido. Segundo Notas Explicativas (CEMIG A, 2009, p.11) os ativos intangíveis são formados por ativos adquiridos de terceiros, ativos gerados internamente e por ágio apurado nas aquisições envolvendo combinações de negócio. O ágio não sofre amortização, porém é submetido ao teste de recuperabilidade de valor anualmente. Os ativos adquiridos de terceiros são avaliados pelo custo total de aquisição menos as despesas de amortização. Os ativos gerados internamente são reconhecidos como ativos apenas na fase de desenvolvimento uma vez demonstrada sua real utilidade para a sociedade. É de suma importância a análise dos Ativos gerados internamente neste atual contexto contábil, pois, estes valores antes da convergência as IFRS faziam parte da composição do Ativo Diferido. Outro ponto a se destacar é o tratamento do Ativo Diferido, que para adequar se a nova legislação foram adotados medidas cabíveis nas distintas sociedades controladas e na própria Cemig. A transição dos valores do Ativo Diferido para a conta Outros Créditos dentro do Ativo Não Circulante a Longo Prazo foi adotada pela Companhia holding. Sendo que em uma de sua controlada em conformidade com o CPC 13 (COMITÊ,

9 9 2009) o ativo diferido foi completamente baixado em contra partida nos Resultados. Este novo procedimento contábil é um exemplo de como a convergência contábil afeta o sistema tributário uma vez que a sociedade que optou por baixar o diferido teve naquele exercício uma base tributária menor. Pelo fato da Cemig ser um holding, sua atividade econômica principal é a participação em controle de outras sociedades, menos aquelas que se enquadram como instituições financeiras, os ativos classificados no investimento assumem um caráter peculiar, pois essas participações são exclusivamente de controle. Sendo assim a Cemig não foi afetada pelas novas regras de avaliação de investimento, pois empresas controladas eram e continuam sendo avaliadas pelo Método de Equivalência Patrimonial. Contudo em suas Notas Explicativas (CEMIG A, 2009, p.11) a Cemig afirma que as demais participações societárias permanentes [são] avaliadas pelo custo de aquisição, reduzidas de provisões para perdas, quando aplicável.. Além do investimento em controladas se encontra em notas explicativas um saldo classificado como Outros Investimentos, que representam apenas 3% de todo investimento permanente da Cemig, sendo a maioria destes investimentos participações em consórcio de concessão de geração de energia elétrica, consórcios estes que não foram constituídos com características jurídicas independente para administrar o objeto da referida concessão. 4 SEGUROS A política de seguros da Cemig é elaborada por especialistas sendo que as premissas adotadas nas classificações de quais itens e riscos assegurados não fazem parte do processo de auditoria e das Demonstrações Contábeis dificultando assim uma visão dos usuários das demonstrações

10 10 publicadas, colocando em xeque a veracidade de tais informações, pois nem mesmo a asseguradora responsável pelas apólices é mencionada em suas notas explicativas. Como se pode observar nas Notas Explicativas (CEMIG A, 2009 P.78), fica claro uma política protecionista às atividades operacionais tendo como maior importância segurada [R$ 1,78 bi] em cobertura total dos Geradores, Turbinas e Equipamentos de Potência, principais ativos de produção, sendo o prêmio anual destes um valor de R$ 3,06 mi. Utilizando se de uma política maquinicista a Cemig, exceto para o ramal aeronáutico, não possui apólices de seguros para cobrir acidentes com terceiros. Outro privilégio que a Companhia holding como fornecedora de bem essencial para a sociedade é percebido na política de seguros quando afirmado que não existe e não pretende adquirir apólices contra interrupção dos negócios. 5 O TRATAMENTO FISCAL O processo de convergência as IFRS no Brasil ainda está longe de ser concluído, um exemplo disso é a neutralidade da Receita Federal. Como todas as Normas Contábeis no Brasil ainda não estão completamente consolidadas, o fisco foi obrigado a tomar medidas provisórias para este período de adaptação. As primeiras medidas na questão fiscal vieram junto com a lei /07 que previa a segregação dos registros contábeis dos registros fiscais. Já a MP 449/08 trouxe mais novidades no setor fiscal, instituindo que a prática dos registros contábeis deverão seguir apenas as normas contábeis e em situações onde anteriormente a legislação tributária instituía os procedimentos contábeis agora serão ajustadas as diferenças de resultados contábeis e fiscal em uma escrituração a parte como exemplo o LALUR Lucro de Apuração Lucro Real -.

11 11 Para harmonizar as normas fiscais e contábeis a MP 449 instituiu então o Regime Tributário de Transição RTT. O RTT neutraliza os impactos dos novos métodos e critérios contábeis introduzidos pelas novas normas na apuração das bases de cálculos de tributos federais. (CEMIG A, 2009 p. 27). Para as empresas que adotarem o RTT, foi estabelecido que as alterações introduzidas pela Lei /07, com as modificações introduzidas pela MP 449/08 que modifiquem o critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do exercício não terão efeitos para fins de apuração do lucro real da pessoa jurídica, devendo ser considerados, para fins fiscais, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007.(CEMIG A, 2009 p.27) Apesar de não ser obrigatório, a Cemig já contabilizou em suas demonstrações contábeis os efeitos da adoção ao RTT, mas explicitou que serão realizados estudos adicionais até a entrega da Declaração de Imposto da Pessoa Jurídica. Para exemplificar os efeitos do RTT tomasse por base a depreciação dos bens ativos, um dos procedimentos que eram ditados pela Receita Federal, que foi então contemplado com novas regras pela MP 449. Agora a depreciação é contabilizada pela vida útil econômica. Entretanto os valores aceitos como despesa de depreciação para a Receita Federal, caso sejam divergentes da depreciação contábil, terão a diferença ajustada em uma escrituração fiscal a parte. Uma indústria tributada por Lucro Real que tenha R$ ,00 de imobilizado em máquinas cuja vida útil é de 20 anos, logo ela tem uma despesa contábil de depreciação de R$ 5.000,00 anual se usar o método linear. Por outro lado a vida útil fiscal desses bens é de 10 anos, ou seja a despesa fiscal de depreciação pode ser de até R$ por ano, uma vez que a depreciação fiscal é feita pelo método linear. Enfim a diferença entre esses dois valores, no caso R$ vai ser objeto de ajuste no LALUR. Como a despesa fiscal é maior que a contábil esse ajuste será registrado como exclusão do lucro líquido, fazendo com que o lucro tributável dessa sociedade

12 12 fique menor R$ 5.000,00. Considerando que as alíquotas de Imposto de Renda IR e Contribuição Social sobre Lucro Líquido CSLL juntas seja de 34%, essa indústria adotando o RTT pagará menos R$ de impostos federais que se optar a não fazer os ajustes propostos pelo RTT. 6 Logística A Cemig apenas apresenta em seu imobilizado, bens para a manutenção de uma sede administrativa, portanto uma análise do sistema logístico de distribuição de energia elétrica tem de ser feito através do Imobilizado da consolidada. Neste contexto é visto que 46 % do imobilizado é referente a distribuição, sendo que máquinas e equipamentos representam 96,5% dos ativos de distribuição. Esta situação não é comum entre a maioria das sociedades do setor industrial, onde geralmente o imobilizado voltado a produção representa uma porcentagem maior comparado com os ativos relacionados a distribuição. No entanto a peculiar situação da Cemig se deve a um sistema de transmissão inerte e de grande extensão. A rede de distribuição de energia elétrica da Cemig tem mais de 300 mil quilômetros de extensão sendo a maior da América Latina (CEMIG C, 2009). 7 CONCLUSÃO A contabilidade brasileira está sofrendo diversas modificações a fim de adequar-se às normas internacionais, modificando a estrutura das demonstrações contábeis, principalmente o balanço patrimonial. Analisando as notas explicativas fornecidas pela Cemig, percebe-se que a convergência as IFRS não ocorreu de forma completa, visto que o balanço patrimonial publicado ainda não se adaptou à nova legislação. A Cemig está utilizando o prazo

13 13 estabelecido pela própria legislação, que permite às sociedades empresárias apresentarem a estrutura do balanço na forma anterior, até o ano de Outra medida adotada neste período de transição, a RTT, que foi criada, exclusivamente, para auxiliar as sociedades empresárias e os órgãos fiscais na adaptação do sistema brasileiro contábil à sistemática internacional, tendo como segundo objetivo a neutralização das medidas contábeis em relação às obrigações fiscais. No que diz respeito à política de seguros, a Cemig não se utiliza de auditoria nas operações de seguros adquiridos, nem mesmo explicitando o nome da sociedade seguradora. Isso dificulta uma análise mais incisiva nessas operações, pois sua veracidade não é confirmada. Entretanto, por não ter uma política de seguros relevante para continuação de sua atividade, a veracidade dessas informações não afeta uma análise por parte dos investidores. O imobilizado da Cemig abastece apenas sua sede administrativa. Sendo assim, o seu sistema logístico é focado no imobilizado da consolidada. Uma vez que a Cemig atua como grande distribuidora de energia elétrica, percebe-se que os ativos relacionados à distribuição têm maior relevância se comparado aos outros setores. A Cemig terá que adaptar-se, aos poucos, às novas regras contábeis que entraram em vigor com o advento da Lei /07, adequando seu ativo permanente no novo formato exigido. REFERÊNCIAS BRASIL. Lei de 28 de Dezembro de Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil/_ato /2007/lei/l11638.htm> Acesso em: 10 abr

14 14. Medida provisória nº 449 de 03 de dezembro de Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato /2008/mpv/449.htm> Acesso em: 10 abr CEMIG A. Notas explicativas às demonstrações contábeis em 31 de dezembro de 2008 e Disponível em: <http://v2.cemig.infoinvest.com.br/modulos/arquivo_dfp- 3.asp?arquivo= WFL&codcvm=002453&language=ptb>. Acesso em: 20 abr CEMIG B. Balanço patrimonial Disponível em: <http://v2. cemig.infoinvest.com.br/modulos/arquivo_dfp- 3.asp?arquivo= WFL&codcvm=002453&language=ptb>. Acesso em: 20 abr CEMIG C. Como a energia elétrica é produzida. Disponível em:< >. Acesso em: 20 abr COMITÊ de pronunciamentos contábeis orientação 02. Disponível em: < Acesso em: 21 abr CONSELHO Federal de Contabilidade. Resolução CFC N de 21 de novembro de Disponível em:<www.cfc.org.br/sisweb/sre/docs/res_1136.doc>. Acesso em: 16 abr FERREIRA, Ricardo. Comentários às Mudanças Contábeis na Lei n 6.404/76 MP n 449/08. Disponível em: < -ferreira.pdf>. Acesso em: 20 abr GELBCKE,Ernesto Rubens; IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARTINS, Eliseu. Ativo Imobilizado. In:. Manual de Contabilidade das sociedades por ações. São Paulo: Atlas, Cap.12, p Investimentos Método da Equivalência Patrimonial. Ibid., Cap.11, p Investimentos - Método de Custo. Ibid., Cap.10, p Investimentos temporários. Ibid., Cap.5, p.90. HOOG, Wilson Alberto Zappa. Prolegômenos. In:. Lei das Sociedades Anônimas: comentada, com ênfase em temas destacados, e anotada nos demais temas inclusas as

15 15 modificações da Lei / ed. Curitiba: Juruá, p. 11. OLIVEIRA, Sergio Bispo de. Balanço Patrimonial e a Lei /07 após MP 449/08. Disponível em: < Acesso em: 20 abr

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais,

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, Resolução CFC nº 1.159, de 13/02/2009 DOU 1 de 04/03/2009 Aprova o Comunicado Técnico CT 01 que aborda como os ajustes das novas práticas contábeis adotadas no Brasil trazidas pela Lei nº 11.638/07 e MP

Leia mais

Comentários às Mudanças Contábeis na Lei nº 6.404/76 MP nº 449/08

Comentários às Mudanças Contábeis na Lei nº 6.404/76 MP nº 449/08 Comentários às Mudanças Contábeis na Lei nº 6.404/76 MP nº 449/08 Comentários às Mudanças Contábeis na Lei nº 6.404/76 MP nº 449/08 No dia 3 de dezembro de 2008, foi editada a Medida Provisória nº 449,

Leia mais

Notas Explicativas. Armando Madureira Borely armando.borely@globo.com

Notas Explicativas. Armando Madureira Borely armando.borely@globo.com CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Home page: www.crc.org.br - E-mail: cursos@crcrj.org.br Notas Explicativas Armando Madureira Borely armando.borely@globo.com (Rio de Janeiro)

Leia mais

Sumário do Pronunciamento Técnico CPC 13

Sumário do Pronunciamento Técnico CPC 13 Sumário do Pronunciamento Técnico CPC 13 Adoção Inicial da Lei n o 11.638/07 e da Medida Provisória n o 449/08 Observação: Este sumário, que não faz parte do Pronunciamento, está sendo apresentado apenas

Leia mais

O Impacto da Lei 11.638/07 no encerramento das Demonstrações Contábeis de 2008

O Impacto da Lei 11.638/07 no encerramento das Demonstrações Contábeis de 2008 O Impacto da Lei 11.638/07 no encerramento das Demonstrações Contábeis de 2008 Pronunciamento CPC 013 Adoção Inicial da Lei nº 11.638/07 e da Medida Provisória no 449/08 Antônio Carlos Palácios Vice-Presidente

Leia mais

Mudanças da Lei 11.638 e o novo regime tributário de transição RTT

Mudanças da Lei 11.638 e o novo regime tributário de transição RTT Mudanças da Lei 11.638 e o novo regime tributário de transição RTT 1 INTRODUÇÃO Com o desenvolvimento das organizações no decorrer dos anos, e dos novos mercados, inclusive os mercados internacionais que

Leia mais

A ESTRUTURA DO BALANÇO PATRIMONIAL: UM COMPARATIVO ANTES E DEPOIS DA ADOÇÃO DO PADRÃO CONTÁBIL INTERNACIONAL.

A ESTRUTURA DO BALANÇO PATRIMONIAL: UM COMPARATIVO ANTES E DEPOIS DA ADOÇÃO DO PADRÃO CONTÁBIL INTERNACIONAL. A ESTRUTURA DO BALANÇO PATRIMONIAL: UM COMPARATIVO ANTES E DEPOIS DA ADOÇÃO DO PADRÃO CONTÁBIL INTERNACIONAL. Eliseu Pereira Lara 1 RESUMO: As alterações ocorridas na legislação contábil, visando à adequação

Leia mais

Parecer Normativo nº 1 de 29 de julho de 2011. DOU de 9.8.2011

Parecer Normativo nº 1 de 29 de julho de 2011. DOU de 9.8.2011 Parecer Normativo nº 1 de 29 de julho de 2011 DOU de 9.8.2011 As diferenças no cálculo da depreciação de bens do ativo imobilizado decorrentes do disposto no 3º do art. 183 da Lei nº 6.404, de 1976, com

Leia mais

O IMPACTO DA LEI 11.638/07 NO MUNDO CONTÁBIL. Débora Cristina Dala Rosa¹, José César de Faria²

O IMPACTO DA LEI 11.638/07 NO MUNDO CONTÁBIL. Débora Cristina Dala Rosa¹, José César de Faria² O IMPACTO DA LEI 11.638/07 NO MUNDO CONTÁBIL Débora Cristina Dala Rosa¹, José César de Faria² ¹Universidade do Vale do Paraíba/Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas e Comunicação, Avenida Shishima Hifumi,

Leia mais

Amortização de ágio ou deságio somente influenciará o resultado quando da alienação do investimento

Amortização de ágio ou deságio somente influenciará o resultado quando da alienação do investimento Conheça o tratamento fiscal aplicável ao ágio e ao deságio apurados na aquisição dos investimentos avaliados pelo Método de Equivalência Patrimonial - MEP AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS - Ágio ou Deságio na

Leia mais

Palavras-chave: Lei 6.404/76. Lei 11.638/07. Normas Internacionais de Contabilidade IFRS.

Palavras-chave: Lei 6.404/76. Lei 11.638/07. Normas Internacionais de Contabilidade IFRS. 1 CONDUTA ÉTICA DO PROFISSIONAL DE CONTABILIDADE E SUA QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL FRENTE À NOVA LEI 11.638/07. * Leonardo dos Santos Pereira** RESUMO: Este artigo propõe uma análise das mudanças que a lei

Leia mais

ALTERAÇÕES DA LEI DAS SOCIEDADES POR AÇÕES MARCELO CAVALCANTI ALMEIDA

ALTERAÇÕES DA LEI DAS SOCIEDADES POR AÇÕES MARCELO CAVALCANTI ALMEIDA ALTERAÇÕES DA LEI DAS SOCIEDADES POR AÇÕES MARCELO CAVALCANTI ALMEIDA Sócio da Deloitte e autor de livros da Editora Atlas 1 EVOLUÇÃO Instrução CVM n 457/07 Demonstrações financeiras consolidadas a partir

Leia mais

ABDE Associação Brasileira de Desenvolvimento

ABDE Associação Brasileira de Desenvolvimento TAX ABDE Associação Brasileira de Desenvolvimento Ativo diferido de imposto de renda da pessoa jurídica e de contribuição social sobre o lucro líquido aspectos fiscais e contábeis Outubro de 2014 1. Noções

Leia mais

O impacto da Lei no. 11.638/2007 no fechamento das Demonstrações Financeiras de 2008. Prof. Ariovaldo dos Santos

O impacto da Lei no. 11.638/2007 no fechamento das Demonstrações Financeiras de 2008. Prof. Ariovaldo dos Santos O impacto da Lei no. 11.638/2007 no fechamento das Demonstrações Financeiras de 2008 Prof. Ariovaldo dos Santos Prof. Ariovaldo dos Santos 1 Prof. Ariovaldo dos Santos 1 As principais mudanças são de postura:

Leia mais

Adoção Inicial dos arts. 1º a 70 da Lei 12.973/2014. Lei 12.973/14 e IN RFB 1.515/14

Adoção Inicial dos arts. 1º a 70 da Lei 12.973/2014. Lei 12.973/14 e IN RFB 1.515/14 Adoção Inicial dos arts. 1º a 70 da Lei 12.973/2014 Adoção Inicial dos arts. 1º a 70 da Lei 12.973/2014 Lei 12.973/14 e IN RFB 1.515/14 Lei nº 12.973/2014 arts. 64 a 70 Adoção Inicial => procedimentos

Leia mais

Curso Extensivo de Contabilidade Geral

Curso Extensivo de Contabilidade Geral Curso Extensivo de Contabilidade Geral Adelino Correia 4ª Edição Enfoque claro, didático e objetivo Atualizado de acordo com a Lei 11638/07 Inúmeros exercícios de concursos anteriores com gabarito Inclui

Leia mais

3. 0 - Nível de Conhecimento dos Profissionais de Contabilidade no Brasil

3. 0 - Nível de Conhecimento dos Profissionais de Contabilidade no Brasil 1.0 - Introdução à Lei 11.638/07 Países com pouca tradição em mercados de capitais têm a tendência de sofrer, mais do que os demais, influências exógenas (externas) nos seus processos de desenvolvimento

Leia mais

Fiscal - ECF. Me. Fábio Luiz de Carvalho. Varginha-MG, 31.julho.2015

Fiscal - ECF. Me. Fábio Luiz de Carvalho. Varginha-MG, 31.julho.2015 Escrituração Contábil Fiscal - ECF Me. Fábio Luiz de Carvalho Varginha-MG, 31.julho.2015 Causa & Efeito A Lei n. 11.638/07 combinada com os Pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis

Leia mais

Curso Novas Regras de Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas

Curso Novas Regras de Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Curso Novas Regras de Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Conhecimento essencial em Gestão de Controladoria Depois de sucessivas crises econômicas, os investidores pressionam cada vez mais pela

Leia mais

Etapas para a elaboração do Balanço Patrimonial e consequentemente, das Demonstrações Financeiras.

Etapas para a elaboração do Balanço Patrimonial e consequentemente, das Demonstrações Financeiras. Etapas para a elaboração do Balanço Patrimonial e consequentemente, das Demonstrações Financeiras. Prof. MSc. Wilson Alberto Zappa Hoog Resumo: Apresenta-se uma breve análise sobre as vinte etapas para

Leia mais

Raízen Combustíveis S.A.

Raízen Combustíveis S.A. Balanço patrimonial consolidado e condensado (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) Ativo 30.06.2014 31.03.2014 Passivo 30.06.2014 31.03.2014 Circulante Circulante Caixa e equivalentes

Leia mais

IRPJ - REAVALIAÇÃO DE BENS BASE LEGAL PARA O PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO DE BENS

IRPJ - REAVALIAÇÃO DE BENS BASE LEGAL PARA O PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO DE BENS Page 1 of 14 IRPJ - REAVALIAÇÃO DE BENS BASE LEGAL PARA O PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO DE BENS A Lei 6.404/76 (também chamada Lei das S/A), em seu artigo 8 º, admite a possibilidade de se avaliarem os ativos

Leia mais

Ágio Contábil e Fiscal Aspectos Relevantes e Polêmicos

Ágio Contábil e Fiscal Aspectos Relevantes e Polêmicos Ágio Contábil e Fiscal Aspectos Relevantes e Polêmicos Ricardo Antonio Carvalho Barbosa DRJ/Fortaleza/CE Receita Federal do Brasil 13/11/12 1 Ágio: Decreto-Lei nº 1.598/77 CPC 15 e 18 a) Ágio ou deságio

Leia mais

Tributos sobre o Lucro Seção 29

Tributos sobre o Lucro Seção 29 Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo Tel. (11) 3824-5400, 3824-5433 (teleatendimento), fax (11) 3824-5487 Email: desenvolvimento@crcsp.org.br web: www.crcsp.org.br Rua Rosa e Silva,

Leia mais

FCONT. Regras para Apresentação

FCONT. Regras para Apresentação FCONT Regras para Apresentação 2 Conteúdo 1. FCONT - CONTROLE FISCAL CONTÁBIL DE TRANSIÇÃO... 3 1.1. INTRODUÇÃO... 3 1.2. OBJETIVO... 3 1.3. NOVAS PRÁTICAS CONTÁBEIS NO BRASIL... 5 1.4. Balanço De Abertura...

Leia mais

IFRS EM DEBATE: Aspectos gerais do CPC da Pequena e Média Empresa

IFRS EM DEBATE: Aspectos gerais do CPC da Pequena e Média Empresa IFRS EM DEBATE: Aspectos gerais do CPC da Pequena e Média Empresa outubro/2010 1 SIMPLIFICAÇÃO DOS PRONUNCIAMENTOS: Pronunciamento CPC PME - Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas (225 páginas)

Leia mais

BRITCHAM RIO AGIO NA AQUISICAO DE INVESTIMENTOS LEI 11638

BRITCHAM RIO AGIO NA AQUISICAO DE INVESTIMENTOS LEI 11638 BRITCHAM RIO 2009 AGIO NA AQUISICAO DE INVESTIMENTOS LEI 11638 JUSTIFICATIVAS DO TEMA Permanente movimento de concentração Aumento da Relevância dos Intangíveis Convergência/Harmonização/Unificação de

Leia mais

LEI N 12.973/14 (CONVERSÃO DA MP N 627/13) ALTERAÇÕES RELEVANTES NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA FEDERAL

LEI N 12.973/14 (CONVERSÃO DA MP N 627/13) ALTERAÇÕES RELEVANTES NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA FEDERAL LEI N 12.973/14 (CONVERSÃO DA MP N 627/13) ALTERAÇÕES RELEVANTES NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA FEDERAL A Lei n 12.973/14, conversão da Medida Provisória n 627/13, traz importantes alterações à legislação tributária

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 11.638, DE 28 DEZEMBRO DE 2007. Mensagem de veto Altera e revoga dispositivos da Lei n o 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e

Leia mais

Marcos Vinicius Neder

Marcos Vinicius Neder Marcos Vinicius Neder Nova regramento para o ágio Apuração do Lucro Real com base no lucro societário após ajustes definidos em lei Enumeração dos ajustes baseada na neutralização dos efeitos de alguns

Leia mais

Comentários da prova ISS-SJC/SP Disciplina: Contabilidade Professor: Feliphe Araújo

Comentários da prova ISS-SJC/SP Disciplina: Contabilidade Professor: Feliphe Araújo Disciplina: Professor: Feliphe Araújo Olá amigos, Comentários da prova ISS-SJC/SP ANÁLISE DA PROVA DE CONTABILIDADE - ISS-SJC/SP Trago para vocês os comentários da prova do concurso de Auditor Tributário

Leia mais

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 e 2008. (Em milhares de reais)

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 e 2008. (Em milhares de reais) NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 e 2008 (Em milhares de reais) NOTA 1 - CONTEXTO OPERACIONAL A Seguradora está autorizada a operar em seguros do

Leia mais

Avaliação de Investimentos em Participações Societárias

Avaliação de Investimentos em Participações Societárias Avaliação de Investimentos em Participações Societárias CONTABILIDADE AVANÇADA I 7º Termo de Ciências Contábeis Profª MSc. Maria Cecilia Palácio Soares Regulamentação do Método da Equivalência Patrimonial

Leia mais

Impacto fiscal. Depois de quase dois anos de longos debates entre empresas,

Impacto fiscal. Depois de quase dois anos de longos debates entre empresas, KPMG Business Magazine 30 TRIBUTOS Jupiterimages Stock photo/w101 Moeda funcional O artigo 58 da MP estabelece que as empresas que usam alguma moeda estrangeira para fins contábeis e demonstrações financeiras

Leia mais

RODANA RELÓGIOS S/A C.N.P.J. 22.800.833/0001-70

RODANA RELÓGIOS S/A C.N.P.J. 22.800.833/0001-70 RODANA RELÓGIOS S/A C.N.P.J. 22.800.833/0001-70 RELATÓRIO DA DIRETORIA Senhores Acionistas: Em cumprimento as disposições legais e estatutárias, submetemos a apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Adoção Inicial a Lei nº 12.973/2014 contabilização mantida em subcontas

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Adoção Inicial a Lei nº 12.973/2014 contabilização mantida em subcontas Adoção Inicial a Lei nº 12.973/2014 contabilização mantida em subcontas 24/09/2014 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da Legislação... 4 3.1

Leia mais

Novos requisitos necessários para amortização fiscal do ágio

Novos requisitos necessários para amortização fiscal do ágio MP 627 Novos requisitos necessários para amortização fiscal do ágio 26 de maio de 2014, 15:00h Por Daniel Serra Lima A legislação tributária determina que os investimentos de uma empresa em outra podem

Leia mais

EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL

EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL A equivalência patrimonial é o método que consiste em atualizar o valor contábil do investimento ao valor equivalente à participação societária da sociedade investidora no patrimônio

Leia mais

Luciano Silva Rosa Contabilidade 20

Luciano Silva Rosa Contabilidade 20 Luciano Silva Rosa Contabilidade 20 Tratamento contábil do ágio e do deságio O tratamento contábil do ágio e do deságio na aquisição de investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial (MEP)

Leia mais

AS PRINCIPAIS MUDANÇAS DA LEI 11.638/07 E AS NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTABILIDADE UM ESTUDO DE CASO EM UMA SOCIEDADE ANÔNIMA

AS PRINCIPAIS MUDANÇAS DA LEI 11.638/07 E AS NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTABILIDADE UM ESTUDO DE CASO EM UMA SOCIEDADE ANÔNIMA AS PRINCIPAIS MUDANÇAS DA LEI 11.638/07 E AS NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTABILIDADE UM ESTUDO DE CASO EM UMA SOCIEDADE ANÔNIMA RESUMO Em 28 de dezembro de 2007 foi promulgada a Lei 11.638 que altera e

Leia mais

AGENTE E ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL Disciplina: Contabilidade Prof.: Adelino Data: 07/12/2008

AGENTE E ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL Disciplina: Contabilidade Prof.: Adelino Data: 07/12/2008 Alterações da Lei 6404/76 Lei 11638 de 28 de dezembro de 2007 Lei 11638/07 que altera a Lei 6404/76 Art. 1o Os arts. 176 a 179, 181 a 184, 187, 188, 197, 199, 226 e 248 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro

Leia mais

CEMEPE INVESTIMENTOS S/A

CEMEPE INVESTIMENTOS S/A CEMEPE INVESTIMENTOS S/A RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações contábeis do exercício encerrado

Leia mais

CONTABILIDADE SOCIETÁRIA AVANÇADA Revisão Geral BR-GAAP. PROF. Ms. EDUARDO RAMOS. Mestre em Ciências Contábeis FAF/UERJ SUMÁRIO

CONTABILIDADE SOCIETÁRIA AVANÇADA Revisão Geral BR-GAAP. PROF. Ms. EDUARDO RAMOS. Mestre em Ciências Contábeis FAF/UERJ SUMÁRIO CONTABILIDADE SOCIETÁRIA AVANÇADA Revisão Geral BR-GAAP PROF. Ms. EDUARDO RAMOS Mestre em Ciências Contábeis FAF/UERJ SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 2. PRINCÍPIOS CONTÁBEIS E ESTRUTURA CONCEITUAL 3. O CICLO CONTÁBIL

Leia mais

NOTAS EXPLICATIVAS DAS DEMONSTRAÇÃOES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 Em reais

NOTAS EXPLICATIVAS DAS DEMONSTRAÇÃOES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 Em reais 1. CONTEXTO OPERACIONAL O Instituto Jundiaiense Luiz Braille De Assistência ao Deficiente da Visão, também designada Braille, fundada em 20 de dezembro de 1941, é uma Associação Civil, educacional beneficente,

Leia mais

CONSELHO REGIONAL CONTABILIDADE RIO GRANDE DO SUL PALESTRA

CONSELHO REGIONAL CONTABILIDADE RIO GRANDE DO SUL PALESTRA CONSELHO REGIONAL CONTABILIDADE RIO GRANDE DO SUL PALESTRA ATIVIDADE IMOBILIÁRIA Compra e Venda, Incorporação, Loteamento e Construção para Venda de Imóveis Aspectos Contábeis e Tributários Sergio Renato

Leia mais

A NOVA LEI CONTÁBIL DO BRASIL

A NOVA LEI CONTÁBIL DO BRASIL A NOVA LEI CONTÁBIL DO BRASIL SR AUDITORES E CONSULTORES S/S LTDA João Alfredo de Souza Ramos-CRC-ES 2289 srauditores@terra.com.br / 27-4009-4666 1 OBJETIVOS: - Alinhar a contabilidade às Normas Internacionais

Leia mais

6 Balanço Patrimonial - Passivo - Classificações das Contas, 25 Exercícios, 26

6 Balanço Patrimonial - Passivo - Classificações das Contas, 25 Exercícios, 26 Prefácio 1 Exercício Social, 1 Exercícios, 2 2 Disposições Gerais, 3 2.1 Demonstrações financeiras exigidas, 3 2.2 Demonstrações financeiras comparativas, 4 2.3 Contas semelhantes e contas de pequenos,

Leia mais

DELIBERAÇÃO CVM Nº 610, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2009

DELIBERAÇÃO CVM Nº 610, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2009 Aprova o Pronunciamento Técnico CPC 43 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, que trata da adoção inicial dos pronunciamentos técnicos CPC 15 a 40. A PRESIDENTE DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS - CVM

Leia mais

Aplicap Capitalização S.A. Demonstrações contábeis intermediárias em 30 de junho de 2014.

Aplicap Capitalização S.A. Demonstrações contábeis intermediárias em 30 de junho de 2014. Aplicap Capitalização S.A. Demonstrações contábeis intermediárias em 30 de junho de 2014. Relatório da Administração Senhores Acionistas, Em cumprimento as disposições legais e estatutárias, submetemos

Leia mais

Sumário. Demonstrações Contábeis. Notas Explicativas. Pareceres

Sumário. Demonstrações Contábeis. Notas Explicativas. Pareceres Companhia Estadual de Energia Elétrica Participações Divisão Contábil Departamento de Demonstrações Contábeis DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DEZEMBRO 2007 Sumário Demonstrações Contábeis Relatório da Administração...

Leia mais

Instrução Normativa RFB nº 1.397, de 16 de setembro de 2013

Instrução Normativa RFB nº 1.397, de 16 de setembro de 2013 Instrução Normativa RFB nº 1.397, de 16 de setembro de 2013 DOU de 17.9.2013 Dispõe sobre o Regime Tributário de Transição (RTT) instituído pelo art. 15 da Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009. O SECRETÁRIO

Leia mais

NBC T 19.4 - Subvenção e Assistência Governamentais Pronunciamento Técnico CPC 07

NBC T 19.4 - Subvenção e Assistência Governamentais Pronunciamento Técnico CPC 07 NBC T 19.4 - Subvenção e Assistência Governamentais Pronunciamento Técnico CPC 07 José Félix de Souza Júnior Objetivo e Alcance Deve ser aplicado na contabilização e na divulgação de subvenção governamental

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária Segmentos MP627 Alterações Fiscais sobre o Ajuste a Valor Presente

Parecer Consultoria Tributária Segmentos MP627 Alterações Fiscais sobre o Ajuste a Valor Presente 11/03/2014 Título do documento Sumário Sumário... 2 1. Questão... 3 2. Normas Apresentadas Pelo Cliente... 4 3. Análise da Legislação... 5 a. Ajuste a Valor Presente no Contas a Receber... 5 b. Ajuste

Leia mais

Unidade IV CONTABILIDADE SOCIETÁRIA. Profa. Divane Silva

Unidade IV CONTABILIDADE SOCIETÁRIA. Profa. Divane Silva Unidade IV CONTABILIDADE SOCIETÁRIA Profa. Divane Silva A disciplina está dividida em 04 Unidades: Unidade I 1. Avaliação de Investimentos Permanentes Unidade II 2. A Técnica da Equivalência Patrimonial

Leia mais

PERGUNTAS E RESPOSTAS NOVA LEI DAS S/A - LEI 11.638/07

PERGUNTAS E RESPOSTAS NOVA LEI DAS S/A - LEI 11.638/07 PERGUNTAS E RESPOSTAS NOVA LEI DAS S/A - LEI 11.638/07 1 Ativo 1.1 Classificação 1.1.1 Como passam a ser classificados os ativos? Os Ativos agora passam a ser classificados em Ativos Circulantes e Ativos

Leia mais

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ 01896-1 MEHIR HOLDINGS S.A. 04.310.392/0001-46 3 - CEP 4 - MUNICÍPIO 5 - UF

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ 01896-1 MEHIR HOLDINGS S.A. 04.310.392/0001-46 3 - CEP 4 - MUNICÍPIO 5 - UF SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 3/9/25 EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Divulgação Externa O REGISTRO NA CVM NÃO IMPLICA QUALQUER APRECIAÇÃO SOBRE A COMPANHIA, SENDO

Leia mais

NOVAS REGRAS CONTÁBEIS PARA 2010 CONTINUAÇÃO DE PADRONIZAÇÃO INTERNACIONAL CONTÁBIL

NOVAS REGRAS CONTÁBEIS PARA 2010 CONTINUAÇÃO DE PADRONIZAÇÃO INTERNACIONAL CONTÁBIL NOVAS REGRAS CONTÁBEIS PARA 2010 CONTINUAÇÃO DE PADRONIZAÇÃO INTERNACIONAL CONTÁBIL Ana Beatriz Nunes Barbosa Em 31.07.2009, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou mais cinco normas contábeis

Leia mais

Uma crônica de uma profissional da área Contábil/Tributária por Terezinha Massambani - Consultora Tributária do Cenofisco

Uma crônica de uma profissional da área Contábil/Tributária por Terezinha Massambani - Consultora Tributária do Cenofisco Medida Provisória 627 e o fim do RTT: R-Evolução? Uma crônica de uma profissional da área Contábil/Tributária por Terezinha Massambani - Consultora Tributária do Cenofisco Atualmente, nós, profissionais

Leia mais

TributAção. Novembro de 2013 Edição Extraordinária. MP 627/13 Regime tributário com o fim do RTT

TributAção. Novembro de 2013 Edição Extraordinária. MP 627/13 Regime tributário com o fim do RTT TributAção Novembro de 2013 Edição Extraordinária MP 627/13 Regime tributário com o fim do RTT Passados quase cinco anos da convergência das regras contábeis brasileiras ao padrão internacional contábil

Leia mais

LEI N 12.973/14 (IRPJ/CSLL/PIS-PASEP E COFINS)

LEI N 12.973/14 (IRPJ/CSLL/PIS-PASEP E COFINS) LEI N 12.973/14 (IRPJ/CSLL/PIS-PASEP E COFINS) Miguel Silva RTD REGIME TRIBUTÁRIO DEFINITIVO (Vigência e Opção pela Antecipação de seus Efeitos) 1 Para efeito de determinação do IRPJ, CSLL, PIS-PASEP e

Leia mais

Mudanças de natureza contábil e alguns ajustes relativos à tributação

Mudanças de natureza contábil e alguns ajustes relativos à tributação A Nova Lei das S/A Lei nº 11.638/07 Introdução Mudanças de natureza contábil e alguns ajustes relativos à tributação Dependência de normatização: CVM, BACEN, SUSEP, CFC e outros LEI nº 11.638 versus Medida

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 998, DE 21 DE MAIO DE 2004

RESOLUÇÃO Nº 998, DE 21 DE MAIO DE 2004 CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE RESOLUÇÃO Nº 998, DE 21 DE MAIO DE 2004 Aprova a NBC T 19.2 - Tributos sobre Lucros. O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais,

Leia mais

Original assinado por ROBERTO TEIXEIRA DA COSTA Presidente. NORMAS ANEXAS À INSTRUÇÃO N o 001 DE 27 DE ABRIL DE 1978.

Original assinado por ROBERTO TEIXEIRA DA COSTA Presidente. NORMAS ANEXAS À INSTRUÇÃO N o 001 DE 27 DE ABRIL DE 1978. Dispõe sobre as normas e procedimentos para contabilização e elaboração de demonstrações financeiras, relativas a ajustes decorrentes da avaliação de investimento relevante de companhia aberta em sociedades

Leia mais

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS REGULATÓRIAS. Período findo em 31 de Dezembro de 2011, 2010 e 2009. Valores expressos em milhares de reais

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS REGULATÓRIAS. Período findo em 31 de Dezembro de 2011, 2010 e 2009. Valores expressos em milhares de reais DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS REGULATÓRIAS Período findo em 31 de Dezembro de 2011, 2010 e 2009. Valores expressos em milhares de reais SUMÁRIO Demonstrações Contábeis Regulatórias Balanços Patrimoniais Regulatórios...3

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 13. Adoção Inicial da Lei nº 11.638/07 e da Medida Provisória n o 449/08

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 13. Adoção Inicial da Lei nº 11.638/07 e da Medida Provisória n o 449/08 COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 13 Adoção Inicial da Lei nº 11.638/07 e da Medida Provisória n o 449/08 Índice Itens Introdução 1 4 Objetivo 5 6 Alcance 7 9 Práticas contábeis

Leia mais

Avaliação de Investimentos pelo Método de Equivalência Patrimonial. Contabilidade Avançada I Profª MSc. Maria Cecilia Palácio Soares

Avaliação de Investimentos pelo Método de Equivalência Patrimonial. Contabilidade Avançada I Profª MSc. Maria Cecilia Palácio Soares Avaliação de Investimentos pelo Método de Equivalência Patrimonial Contabilidade Avançada I Profª MSc. Maria Cecilia Palácio Soares Aspectos Introdutórios No Método de Equivalência Patrimonial, diferentemente

Leia mais

Setembro 2012. Elaborado por: Luciano Perrone O conteúdo desta apostila é de inteira responsabilidade do autor (a).

Setembro 2012. Elaborado por: Luciano Perrone O conteúdo desta apostila é de inteira responsabilidade do autor (a). Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo Tel. (11) 3824-5400, 3824-5433 (teleatendimento), fax (11) 3824-5487 Email: desenvolvimento@crcsp.org.br web: www.crcsp.org.br Rua Rosa e Silva,

Leia mais

CONTABILIDADE INTERMEDIÁRIA II DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL)

CONTABILIDADE INTERMEDIÁRIA II DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL) CONTABILIDADE INTERMEDIÁRIA II DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO Prof. Emanoel Truta Conceito É uma demonstração contábil que visa evidenciar as variações ocorridas em todas as contas que compõem o Patrimônio

Leia mais

Mudanças na Lei 6.404/ 76 Novas Regras de Contabilidade Geral

Mudanças na Lei 6.404/ 76 Novas Regras de Contabilidade Geral Mudanças na Lei 6.404/ 76 Novas Regras de Contabilidade Geral Olá, pessoal! Espero que tenham tido um ótimo Natal e uma excelente Réveillon. Antes de tudo, desejo a todos muita paz e prosperidade e que

Leia mais

Rotina CONOR/SUNOT/CGE n.º 028/2014 Rio de Janeiro, 24 de março de 2014.

Rotina CONOR/SUNOT/CGE n.º 028/2014 Rio de Janeiro, 24 de março de 2014. Rotina CONOR/SUNOT/CGE n.º 028/2014 Rio de Janeiro, 24 de março de 2014. Trata a presente rotina dos procedimentos contábeis para registro dos Ajustes de Avaliação Patrimonial, objeto da Resolução CFC

Leia mais

Harmonização contábil internacional. Autor: Ader Fernando Alves de Pádua

Harmonização contábil internacional. Autor: Ader Fernando Alves de Pádua Harmonização contábil internacional Autor: Ader Fernando Alves de Pádua RESUMO O presente artigo tem por objetivo abordar o conceito e os aspectos formais e legais das Normas Brasileiras de Contabilidade

Leia mais

Maratona Fiscal ISS Contabilidade geral

Maratona Fiscal ISS Contabilidade geral Maratona Fiscal ISS Contabilidade geral 1. Em relação ao princípio contábil da Competência, é correto afirmar que (A) o reconhecimento de despesas deve ser efetuado quando houver o efetivo desembolso financeiro

Leia mais

1-DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS BÁSICOS 1.1 OBJETIVO E CONTEÚDO

1-DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS BÁSICOS 1.1 OBJETIVO E CONTEÚDO 2 -DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS BÁSICOS. OBJETIVO E CONTEÚDO Os objetivos da Análise das Demonstrações Contábeis podem ser variados. Cada grupo de usuários pode ter objetivos específicos para analisar as Demonstrações

Leia mais

AS MUDANÇAS DA LEI 11.638/07 NO BALANÇO PATRIMONIAL DAS EMPRESAS DE CAPITAL ABERTO

AS MUDANÇAS DA LEI 11.638/07 NO BALANÇO PATRIMONIAL DAS EMPRESAS DE CAPITAL ABERTO AS MUDANÇAS DA LEI 11.638/07 NO BALANÇO PATRIMONIAL DAS EMPRESAS DE CAPITAL ABERTO Vanessa Alves Cunha 1, Robernei Aparecido Lima 2 1 Universidade do Vale do Paraíba/Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas,

Leia mais

RESOLUÇÃO CFC N.º 1.315/10

RESOLUÇÃO CFC N.º 1.315/10 NOTA - A Resolução CFC n.º 1.329/11 alterou a sigla e a numeração desta Norma de NBC T 19.40 para NBC TG 43 e de outras normas citadas: de NBC T 1 para NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL; de NBC T 19.18 para

Leia mais

A RELEVÂNCIA DA EVIDENCIAÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO DECORRENTE DE ADIÇÕES INTERTEMPORAIS E DE PREJUÍZO FISCAL NAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

A RELEVÂNCIA DA EVIDENCIAÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO DECORRENTE DE ADIÇÕES INTERTEMPORAIS E DE PREJUÍZO FISCAL NAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS IDENTIFICAÇÃO DO TRABALHO TÍTULO: A RELEVÂNCIA DA EVIDENCIAÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO DECORRENTE DE ADIÇÕES INTERTEMPORAIS E DE PREJUÍZO FISCAL NAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS AUTOR: JOSÉ ANTONIO DE FRANÇA

Leia mais

EDITAL DE AUDIÊNCIA PÚBLICA SNC Nº 15/2009. Prazo: 15 de junho de 2009

EDITAL DE AUDIÊNCIA PÚBLICA SNC Nº 15/2009. Prazo: 15 de junho de 2009 Prazo: 15 de junho de 2009 A Comissão de Valores Mobiliários CVM, em conjunto com o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), submete à Audiência Pública, nos termos do art. 8º, 3º, I, da Lei nº 6.385,

Leia mais

CONGRESSO BRASILEIRO DE DIREITO TRIBUTÁRIO ATUAL

CONGRESSO BRASILEIRO DE DIREITO TRIBUTÁRIO ATUAL CONGRESSO BRASILEIRO DE DIREITO TRIBUTÁRIO ATUAL Incorporações e Outros Meios Legais para Aquisição de Controle e Suas Consequências Tributárias Palestrante: Sandra Faroni Sub-tema: Reestruturação societária

Leia mais

Conciliação do BR GAAP com o IFRS Resultado e Patrimônio Líquido em 31 de dezembro de 2008

Conciliação do BR GAAP com o IFRS Resultado e Patrimônio Líquido em 31 de dezembro de 2008 Bovespa: TPIS3 www.tpisa.com.br Departamento de RI Diretoria Ana Cristina Carvalho ana.carvalho@tpisa.com.br Gerência Mariana Quintana mariana.quintana@tpisa.com.br Rua Olimpíadas, 205-14º andar Fone +55

Leia mais

Graficamente, o Balanço Patrimonial se apresenta assim: ATIVO. - Realizável a Longo prazo - Investimento - Imobilizado - Intangível

Graficamente, o Balanço Patrimonial se apresenta assim: ATIVO. - Realizável a Longo prazo - Investimento - Imobilizado - Intangível CONTABILIDADE GERAL E GERENCIAL AULA 03: ESTRUTURA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS TÓPICO 02: BALANÇO PATRIMONIAL. É a apresentação padronizada dos saldos de todas as contas patrimoniais, ou seja, as que representam

Leia mais

Método de Equivalência Patrimonial e Reorganizações Empresariais

Método de Equivalência Patrimonial e Reorganizações Empresariais III CONGRESSO BRASILEIRO DE DIREITO TRIBUTÁRIO ATUAL IBDT/AJUFE/FDUSP-DEF Método de Equivalência Patrimonial e Reorganizações Empresariais Novo Regime e as Reorganizações Prof. Dr. João Dácio Rolim Características

Leia mais

Felipe Pedroso Castelo Branco Cassemiro Martins CONTABILIDADE INTERNACIONAL FINANCIAL REPORTING

Felipe Pedroso Castelo Branco Cassemiro Martins CONTABILIDADE INTERNACIONAL FINANCIAL REPORTING Felipe Pedroso Castelo Branco Cassemiro Martins CONTABILIDADE INTERNACIONAL FINANCIAL REPORTING Belo Horizonte 2012 Felipe Pedroso Castelo Branco Cassemiro Martins CONTABILIDADE INTERNACIONAL FINANCIAL

Leia mais

INSTRUÇÃO CVM Nº 469, DE 2 DE MAIO DE 2008

INSTRUÇÃO CVM Nº 469, DE 2 DE MAIO DE 2008 Dispõe sobre a aplicação da Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Altera as Instruções CVM n 247, de 27 de março de 1996 e 331, de 4 de abril de 2000. A PRESIDENTE DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS

Leia mais

Brito Amoedo Imobiliária S/A. Demonstrações Contábeis acompanhadas do Parecer dos Auditores Independentes

Brito Amoedo Imobiliária S/A. Demonstrações Contábeis acompanhadas do Parecer dos Auditores Independentes Brito Amoedo Imobiliária S/A Demonstrações Contábeis acompanhadas do Parecer dos Auditores Independentes Em 30 de Junho de 2007 e em 31 de Dezembro de 2006, 2005 e 2004 Parecer dos auditores independentes

Leia mais

Resumo de Contabilidade Geral

Resumo de Contabilidade Geral Ricardo J. Ferreira Resumo de Contabilidade Geral 4ª edição Conforme a Lei das S/A, normas internacionais e CPC Rio de Janeiro 2010 Copyright Editora Ferreira Ltda., 2008-2009 1. ed. 2008; 2. ed. 2008;

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS INSTITUTO DE CIÊNCIAS GERÊNCIAIS E ECONÔMICAS Ciências Contábeis Contabilidade em moeda constante e conversão de demonstrações contábeis para moeda estrangeira

Leia mais

MARAFON & FRAGOSO ADVOGADOS. pmarafon@marafonadvogados.com.br Fone 11 3889 22 84

MARAFON & FRAGOSO ADVOGADOS. pmarafon@marafonadvogados.com.br Fone 11 3889 22 84 MARAFON & FRAGOSO ADVOGADOS pmarafon@marafonadvogados.com.br Fone 11 3889 22 84 NOVO TRATAMENTO DO ÁGIO/DESÁGIO ARTIGO 20 O CONTRIBUINTE QUE AVALIAR INVESTIMENTO PELO VALOR DE PATRIMÔNIO LÍQUIDO DEVERÁ,

Leia mais

Demonstrações Contábeis

Demonstrações Contábeis Demonstrações Contábeis 12.1. Introdução O artigo 176 da Lei nº 6.404/1976 estabelece que, ao fim de cada exercício social, a diretoria da empresa deve elaborar, com base na escrituração mercantil, as

Leia mais

MOORE STEPHENS AUDITORES E CONSULTORES

MOORE STEPHENS AUDITORES E CONSULTORES DURATEX COMERCIAL EXPORTADORA S.A. AVALIAÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO CONTÁBIL APURADO POR MEIO DOS LIVROS CONTÁBEIS EM 31 DE AGOSTO DE 2015 Escritório Central: Rua Laplace, 96-10 andar - Brooklin - CEP 04622-000

Leia mais

E-LALUR e a extinção do Regime Tributário de Transição (RTT)

E-LALUR e a extinção do Regime Tributário de Transição (RTT) E-LALUR e a extinção do Regime Tributário de Transição (RTT) Setembro de 2012 Celso Pompeu Alcantara 1 Regime Tributário de Transição (RTT) Durante 2011/2012, ouvimos discussões sobre 4 diferentes cenários:

Leia mais

GMR Florestal S.A.- Reflorestamento e Energia do Tocantins

GMR Florestal S.A.- Reflorestamento e Energia do Tocantins GMR Florestal S.A.- Reflorestamento e Energia do Tocantins Demonstrações Financeiras Referentes ao Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2009 e ao Período de 13 de Maio a 31 de Dezembro de 2008 e Parecer

Leia mais

Comparações entre Práticas Contábeis

Comparações entre Práticas Contábeis IAS 12, SIC-21, SIC-25 SFAS 109, I27, muitas questões EITF NPC 25 do Ibracon, Deliberação CVM 273/98 e Instrução CVM 371/02 Pontos-chave para comparar diferenças D i f e r e n ç a s S i g n i f i c a t

Leia mais

SUPORTE TÉCNICO EBS Horário de atendimento: Das 08h00min às 18h00min, de Segunda a Sexta-feira. Formas de atendimento:

SUPORTE TÉCNICO EBS Horário de atendimento: Das 08h00min às 18h00min, de Segunda a Sexta-feira. Formas de atendimento: SUPORTE TÉCNICO EBS Horário de atendimento: Das 08h00min às 18h00min, de Segunda a Sexta-feira. Formas de atendimento: E-mail: Envie-nos suas dúvidas e/ou sugestões para suporte@ebs.com.br. Suporte On-Line

Leia mais

Banrisul Armazéns Gerais S.A.

Banrisul Armazéns Gerais S.A. Balanços patrimoniais 1 de dezembro de 2012 e 2011 Nota Nota explicativa 1/12/12 1/12/11 explicativa 1/12/12 1/12/11 Ativo Passivo Circulante Circulante Caixa e equivalentes de caixa 4 17.891 18.884 Contas

Leia mais

Aprovada a NBC T 19.18 Adoção Inicial da Lei n. 11.638/07 e da Medida Provisória n. 449/08

Aprovada a NBC T 19.18 Adoção Inicial da Lei n. 11.638/07 e da Medida Provisória n. 449/08 Aprovada a NBC T 19.18 Adoção Inicial da Lei n. 11.638/07 e da Medida Provisória n. 449/08 O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, CONSIDERANDO que o

Leia mais

(D) D: Investimentos C: Equivalência patrimonial...100.000,00. (E) D: Receita operacional. Resolução

(D) D: Investimentos C: Equivalência patrimonial...100.000,00. (E) D: Receita operacional. Resolução Aula 5 Questões Comentadas e Resolvidas Fusão, cisão e incorporação de empresas. Avaliação e contabilização de investimentos societários no país e no exterior. Reconhecimento de ágio e deságio em subscrição

Leia mais

PATACÃO DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA.

PATACÃO DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. 1. CONTEXTO OPERACIONAL A Patacão Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. ( Distribuidora ) tem como objetivo atuar no mercado de títulos e valores mobiliários em seu nome ou em nome de terceiros.

Leia mais

Lei n. 11.638/2007. Nova Lei das n. Sociedades 11.638/2007 Anônimas. Contabilidade Empresarial. Nova Lei das Sociedades Anônimas

Lei n. 11.638/2007. Nova Lei das n. Sociedades 11.638/2007 Anônimas. Contabilidade Empresarial. Nova Lei das Sociedades Anônimas Lei n. 11.638/2007 Nova Lei das n. Sociedades 11.638/2007 Anônimas Prof. Dr. José Carlos Marion Nova Lei das Sociedades Anônimas Seminários Cursos Debates Fóruns de Discussão Contabilistas - 400.000 Escritórios

Leia mais

CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS: AJUSTES E ELIMINAÇÕES IMPORTANTES

CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS: AJUSTES E ELIMINAÇÕES IMPORTANTES CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS: AJUSTES E ELIMINAÇÕES IMPORTANTES Qual o objetivo da consolidação? O que precisa ser consolidado? Quais são as técnicas de consolidação? Como considerar a participação

Leia mais

Principais Alterações na Estrutura das Demonstrações Contábeis a Lei nº 11.638/07

Principais Alterações na Estrutura das Demonstrações Contábeis a Lei nº 11.638/07 1 Principais Alterações na Estrutura das Demonstrações Contábeis a Lei nº 11.638/07 Eliane Sayuri Takahashi Nishio 1 Gerardo Viana Priscila Juliana Batista Ricardo Pereira Rios 2 Resumo Este estudo versa

Leia mais