A TERCEIRIZAÇÃO NA PRODUÇÃO AGRÍCOLA. A dissociação entre a propriedade e o uso dos instrumentos de trabalho na moderna produção agrícola

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3 A TERCEIRIZAÇÃO NA PRODUÇÃO AGRÍCOLA A dissociação entre a propriedade e o uso dos instrumentos de trabalho na moderna produção agrícola

4 Antonio Carlos Laurenti

5 Pesquisador da Área Técnica de Socioeconomia do INSTITUTO AGRONÔMICO DO PARANÁ-IAPAR A TERCEIRIZAÇÃO NA PRODUÇÃO AGRÍCOLA A dissociação entre a propriedade e o uso dos instrumentos de trabalho na moderna produção agrícola

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7 À minha mãe Lourdes e às minhas filhas Carolina, Camila e Elisa

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9 SUMÁRIO ÍNDICE DE FIGURAS ÍNDICE DE TABELAS APRESENTAÇÃO D D I INTRODUÇÃO 1 I A terceirização dos trabalhos agrários diretos no Brasil Índice de terceirização A dispersão geográfica e evolução recente da terceirização dos trabalhos agrários diretos no território brasileiro A terceirização através da empreita de máquinas e equipamentos A empreita de serviços por grupo de área total do estabelecimento A empreita de serviços nos principais trabalhos agrários diretos A terceirização via aluguel de força de tração A terceirização via aluguel de fonte de tração por grupo de área total do estabelecimento A terceirização dos trabalhos agrários no Estado do Paraná A associação espacial entre a produção agrícola plenamente modernizada e a terceirização parcial 49 II A unidade de produção agrícola nas principais interpretações da economia política relativas a transformação da agricultura As unidades agrícolas nas interpretações fundadas no caráter exógeno dos fatores determinantes da transformação da agricultura A unidade estruturada como tipo básico da organização da produção agrícola 64

10 2.1.2 A unidade agrícola sem estoque de instrumentos de trabalho como o tipo básico da agricultura de gestão A unidade agrícola nas interpretações de conteúdo kautskysta A unidade agrícola estruturada como unidade típica do PSM A unidade agrícola semi-equipada como tipo básico da agricultura em tempo parcial A modernização da agricultura e a reconstituição modificada de prévias características das unidades de produção agrícolas A manutenção da disparidade entre o tempo de trabalho e o de produção pelo progresso técnico e a sua transposição via terceirização O duplo caráter do processo de terceirização: a diferenciação econômica e a decomposição social do produtor simples de mercadoria 86 III Aspectos microeconômicos da terceirização da execução dos trabalhos agrários diretos A agricultura de gestão como etapa da mudança organizacional da produção agrícola A terceirização e a potencialização da taxa de rentabilidade O risco de frustração de safras como fator relevante na decisão de imobilizar capital em maquinaria agrícola A terceirização como condição da modernização plena das unidades agrícolas de pequena escala de produção A terceirização e a especialização flexível das unidades agrícolas A produção simples de mercadoria como anteparo à generalização da plena terceirização ou da agricultura de gestão A diferenciação da base técnica do processo de formas da produção agrícola A natureza eco-regulatória do trabalho agrícola e o uso supraempresarial dos modernos instrumentos de trabalho agrícolas A polivalência dos instrumentos de trabalho motomecanizados A especialização flexível e a terceirização parcial A não-aleatoriedade da terceirização parcial na agricultura plenamente modernizada As inovações tecnológicas e a decomposição da categoria PSM132 IV 134

11 4. A instabilidade das condições externas e a transitoriedade da terceirização parcial A retração na produção de trigo como reafirmação da suspeita de não consolidação do padrão de crescimento intensivo da agricultura A terceirização da execução dos trabalhos agrários diretos como indicativo da maturidade do padrão intensivo na produção agrícola A contemporaneidade do ajuste do setor agrícola frente algumas inovações organizacionais na produção e na gestão do trabalho 143 V As condições externas e a diferenciação do produtor simples de mercadoria na moderna agricultura paranaense A mudança na base técnica e inversão das posições ocupadas pelos titulares das unidades agrícolas na organização da produção Um breve relato sobre a evolução da produção da soja e trigo no Estado do Paraná Os anos setenta: a modernização plena, a terceirização parcial e o êxodo rural A década de oitenta: o padrão intensivo na produção de soja e trigo A intervenção pública, as etapas e fases da evolução da produção de soja e trigo no Paraná A etapa do crescimento extensivo semi-modernizado A etapa do crescimento intensivo A fase da Revolução Verde A fase de fordização da produção agrícola 173 VI RESUMO E CONCLUSÕES 179 BIBLIOGRAFIA 203

12 ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1- Região de modernização intensiva do Estado do Paraná, Figura 2 - Custo da colheita mecânica de soja. 109 ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1. Í ndice de Terceirização (IT), segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação do Brasil, Tabela 2. Variação do total de estabelecimentos com serviços de empreitada, segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação, Brasil 1980 e Tabela 3. Total de estabelecimentos com serviços de empreitada e participação percentual, segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação, Brasil 1980 e Tabela 4. Distribuição e variação do total de estabelecimentos e do total de estabelecimentos com serviços de empreitada, por grupos de área total, Brasil 1980 e Tabela 5. Distribuição do total de estabelecimentos e dos estabelecimentos com serviço de empreitada, por grupo de área total, Brasil Tabela 6. Variação do total de estabelecimentos com serviços de empreitada, por tipo de serviço, segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação, Brasil 1980 e Tabela 7. Participação percentual dos estabelecimentos com serviços de empreitada, por tipo de serviço e segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação, Brasil 1980 e Tabela 8. Variação do total de estabelecimentos com serviço de empreitada, por tipo de serviço e grupos de área total, Brasil Tabela 9. Índice de terceirização por tipo de serviço empreitado (IT e ) e grupos de área total, Brasil 1980 e Tabela 10. Participação relativa e variação do total de estabelecimentos com uso de força de tração nos trabalhos agrários, segundo a procedência da força utilizada, por Grandes Regiões e Unidades da Federação, Brasil 1980 e

13 Tabela 11. Distribuição e variação do total de estabelecimentos com uso de força de tração, segundo a procedência da força utilizada e IT, por estrato de área total, Brasil 1980 e Tabela 12. Índice de terceirização relativo ao uso de força de tração nos trabalhos agrários, segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação, Brasil 1980 e Tabela 13. Distribuição do total de informantes, produção e área colhida de soja e trigo, por grupo de área de colheita, Brasil Tabela 14. Distribuição do total de informantes, produção e área colhida de soja e trigo, por grupo de área de colheita, Brasil Tabela 15. Distribuição do total de informantes, produção e área colhida de soja e trigo, por grupo de área de colheita, Brasil Tabela16. Distribuição do total de informantes, produção e área colhida de soja e trigo, por grupo de área de colheita, Paraná Tabela 17. Distribuição dos produtores de soja do Estado do Paraná, segundo o tipo e procedência da força utilizada nos trabalhos agrários e por estrato de área total Tabela 18. Distribuição dos triticultores do Estado do Paraná por estrato de área total, tipo e procedência da força de tração utilizada nos trabalhos agrários, Tabela 19. Relação das variáveis utilizadas na descrição da estrutura agrária do Estado do Paraná a partir das informações do Censo Agropecuário de Tabela 20. Pesos dos fatores após rotação ortogonal na análise fatorial da agricultura do Estado do Paraná com trinta e seis (36) variáveis descritivas calculadas para o ano de Tabela 21. Principais meses da colheita e quantidade colhida de soja e trigo no Estado do Paraná, Tabela 22. Distribuição do total de municípios, estabelecimentos e de estabelecimentos com uso de serviços de empreitada, 57 Tabela 23. Distribuição do total de estabelecimentos com empreita conjunta de equipamentos e mão-de-obra das regiões homogenêas 06 e 12, Paraná Tabela 24. Estimativa dos montantes de juro e de depreciação, anual e por hora máquina, relativos a uma colheitadeira automotriz de grãos SLC 122 CV MODELO 6200, e da área colhida para três períodos hipotéticos de depreciação do capital. 104 Tabela 25. Estimativa dos custos unitários máximo e mínimo da colheita mecânica de soja e da área de equivalência entre os custos de execução autônoma e a empreita de serviços, relativa a safra 1994/

14 Tabela 26. Disponibilidade de colheitadeiras em relação ao estrato de área anual da lavoura de soja, em 370 propriedades rurais amostradas no Estado do Paraná, na safra 1987/88. EMBRAPA - CNPSo. Londrina, PR Tabela 27. Variação do total de estabelecimentos, da área total ocupada e explorada e das áreas das lavouras de café e soja, na região de maior intensidade de modernização da base técnica no Estado do Paraná, período Tabela 28. Médias qüinqüenais da área plantada, produção e produtividade das lavouras de soja e trigo do Estado do Paraná, Tabela 29. Comparativo da receita bruta por hectare da lavoura do trigo, segundo os qüinqüênios da década de oitenta no Paraná. 175

15 APRESENTAÇÃO Nos países desenvolvidos um novo paradigma pós industrial está emergindo, fazendo com que o mundo rural volte a ser maior que a agricultura. Esse novo rural, como o temos denominado, compõe-se basicamente de três grandes subsetores de atividades: a) uma agropecuária moderna, baseada em commodities e intimamente ligadas às agroindústrias; b) um conjunto de atividades não-agrícolas, ligadas à moradia, ao lazer e a várias atividades industriais e de prestação de serviços; c) um conjunto de novas atividades agropecuárias, localizadas em nichos específicos de mercados. O termo novas foi colocado entre aspas porque muitas dessas atividades, na verdade, são seculares no país, mas não tinham, até recentemente, importância como atividades econômicas. Eram atividades de fundo de quintal, hobbies pessoais ou pequenos negócios agropecuários intensivos (piscicultura, horticultura, floricultura, fruticultura de mesa, criação de pequenos animais etc.), que foram transformados em importantes alternativas de emprego e renda no meio rural nos anos mais recentes. Muitas destas atividades, antes pouco valorizadas e dispersas, passaram a integrar verdadeiras cadeias produtivas, envolvendo, na maioria dos casos, não apenas transformações agroindustriais, mas também serviços pessoais e produtivos relativamente complexos e sofisticados nos ramos da distribuição, comunicações e embalagens. Tal valorização também ocorre com as atividades rurais não-agrícolas derivadas da crescente urbanização do meio rural (moradia, turismo, lazer e prestação de serviços) e com as atividades decorrentes da preservação do meio ambiente, além de um outro conjunto que busca nichos de mercado muito específicos para sua inserção econômica.

16 ii A conclusão é que o meio rural dos países desenvolvidos já não podia mais ser analisado apenas como o conjunto das atividades agropecuárias e agroindustriais, pois ganhou novas funções. O aparecimento (e a expansão) dessas novas atividades rurais agrícolas e não-agrícolas, altamente intensivas e de pequena escala tem propiciado novas oportunidades para um conjunto de pequenos produtores que não podem ser chamados de agricultores ou pecuaristas e que, muitas vezes, não são nem mesmo produtores familiares, uma vez que a maioria dos membros da família está ocupada em outras atividades não-agrícolas e/ou urbanas. Ou seja, o mundo rural dos países desenvolvidos tem um novo ator social já consolidado: as famílias pluriativas que combinam atividades agrícolas e nãoagrícolas na ocupação de seus membros ativos. A característica fundamental é que atualmente não são exclusivamente agricultores ou pecuaristas: combinam atividades dentro e fora de seu estabelecimento, tanto nos ramos tradicionais urbanoindustriais, como nas novas atividades que vem se desenvolvendo no meio rural, como lazer, turismo, conservação da natureza, moradia e prestação de serviços pessoais. Em resumo, deixam de ser trabalhadores agrícolas especializados para se converter em trabalhadores (empregados ou por conta própria) que combinam diversas formas de ocupação (assalariadas ou não, agrícolas e não-agrícolas). Na verdade, a novidade em relação aquilo que, na visão dos clássicos marxistas, seria considerado camponeses em processo de proletarização é a combinação de atividades não-agrícolas fora do estabelecimento, o que não ocorria anteriormente. E mais: os clássicos consideravam a existência de membros da família camponesa trabalhando fora de sua unidade produtiva como um indicador do processo de proletarização e, consequentemente, de desagregação familiar, empobrecimento e piora das condições de sua reprodução social. É preciso recordar que os camponeses não eram produtores agrícolas especializados dado que, usualmente, combinavam atividades não-agrícolas de bases artesanais dentro do estabelecimento, envolvendo praticamente todos os membros

17 iii da família na produção de doces e conservas, fabricação de tecidos rústicos, móveis e utensílios diversos, reparos e ampliação das construções e benfeitorias etc. O sinal visível de que não podiam mais garantir a sua reprodução era o assalariamento temporário fora, que ocorria fundamentalmente em unidades de produção vizinhas por ocasião da colheita. Com a urbanização do meio rural que ocorreu em paralelo à queda dos preços dos produtos agropecuários decorrente da modernização agrícola, o aparecimento de ocupações não-agrícolas passou a ser, na verdade, a salvação da lavoura, como se diz por aqui. Ou seja, foi a possibilidade de obter ocupações e rendas não-agrícolas que, muitas vezes, impediu o abandono total das propriedades, especialmente pelos membros mais jovens das famílias rurais. A possibilidade de combinar atividades agrícolas com atividades nãoagrícolas e alheias ao estabelecimento familiar, remete a um processo de "desdiferenciação" ou desespecialização da divisão social do trabalho, que tem na sua origem a modificação do próprio processo de trabalho, tanto na agricultura moderna como na indústria de base fordista. Vários fatores vêm contribuindo para impulsionar essa nova tendência no mundo rural dos países desenvolvidos, dentre os quais se deve destacar a crescente semelhança das formas de organização e contratação de trabalho na indústria com aquelas secularmente existentes na agricultura (flexibilidade de tarefas e da jornada, contratação por tarefa e/ou por tempos determinados etc.), a volta da indústria para os campos 1, a melhoria nos sistemas de comunicação e transporte e o aparecimento de novas formas de trabalho a domicílio. 1 Vale lembrar que as primeiras indústrias inglesas tinham que se localizar no campo, dada a necessidade de estarem próximas das fontes de energia hidráulica. Com o advento da máquina a vapor, elas se mudam para as cidades, onde havia maior disponibilidade de força de trabalho. É por isso que a máquina a vapor é consi-derada a mãe das cidades inglesas por Marx (O Capital, vol I, cap.13 : Maquinaria e Indústria Moderna).

18 iv Como assinalam Mingione e Pugliese 2, a pluriatividade, na maioria das vezes, se associa também a um outro fator complexo, que é a combinação, cada vez mais freqüente, numa mesma pessoa, do estatuto de empregado com o de trabalhador por conta própria. O resultado dessa associação é o aparecimento de tipos que, tanto do ponto de vista social como profissional, são difíceis de classificar. E citam o exemplo do alugador de máquinas que trabalha com seu próprio trator em várias unidades agrícolas e que, muitas vezes, recebe um salário diário em função das horas trabalhadas. Além disso tudo, concluem que assemelha-se mais a um mecânico do que a um camponês, do mesmo modo que hoje em dia o agricultor tende a preocupar-se mais com questões comerciais do que com o crescimento das culturas em si. Em resumo, a pluriatividade das famílias rurais nos países desenvolvidos tende a se configurar de duas formas básicas: a) através de um mercado de trabalho relativamente indiferenciado, que combina desde a prestação de serviços manuais até o emprego temporário nas indústrias tradicionais (agroalimentares, têxtil, vidro, bebidas etc.); e b) através da combinação de atividades tipicamente urbanas do setor terciário com o management das atividades agropecuárias a tempo parcial. É por essa segunda forma que, de um lado, milhares de profissionais liberais urbanos, atraídos pelas facilidades decorrentes dos novos serviços disponíveis para apoio das atividades agropecuárias, passaram a olhar os campos como uma oportunidade também para novos negócios. E que, de outro lado, milhões de agricultores por conta própria e até mesmo trabalhadores rurais assalariados não especializados buscam formas de prestação de serviços tipicamente urbanas. A generalização da atividade agropecuária em tempo parcial nos países avançados decorre fundamentalmente de uma redução do tempo de trabalho necessário dos produtores familiares e por conta própria. Isso se tornou possível com: 2 MINGIONE, E. & PUGLIESE, E. A Difícil Delimitação do Urbano e do Rural. Revista Crítica de Ciências Sociais, Lisboa, 22:83-89 (abril), 1987, p

19 a) o crescimento da mecanização das atividades agrícolas e da automação nas atividades criatórias; e b) os programas de redução das áreas cultivadas (set-aside) e/ou extensificação da produção agropecuária. Em função dessas mudanças, duas grandes transformações ocorreram nas atividades agropecuárias do mundo desenvolvido: a) as unidades familiares se individualizaram no que diz respeito à gestão produtiva, liberando os membros da família para buscarem fora outras atividades; b) os membros da família que já trabalhavam individualmente ou por conta própria reduziram o tempo dedicado às atividades agropecuárias, em busca de outras atividades rurais ou urbanas que lhes assegurassem maior nível de renda 3. Há um outro elemento que viria a se somar ao crescimento da atividade a- gropecuária em tempo parcial para garantir a pluriatividade no meio rural dos países desenvolvidos, que é a dinâmica de crescimento das atividades rurais nãoagrícolas. E aqui novamente é preciso chamar a atenção do que é novo no processo de transferência de atividades urbanas - em particular das atividades industriais - para os campos. É sabido que muitas indústrias tradicionais (que muitos preferem chamar de sujas ou decadentes ) há muito já vem procurando refúgio no espaço agrário por razões de custos internos (maior proximidade das matérias primas, busca de mão-de-obra barata e não sindicalizada etc.) e custos externos (dificuldades de transporte de cargas, menor rigor no controle de poluição etc.). Todavia, mais recentemente, estimuladas pelo desenvolvimento das telecomunicações - particularmente da telemática - novas indústrias e serviços auxiliares da produção, de alto nível tecnológico, também têm se transferido para os campos em busca de melhores condições de produção e de trabalho. Tomando-se a pluriatividade como a marca fundamental desse novo agricultor, podemos assinalar aqui vários outros fenômenos relacionados que podem ser observados no novo mundo rural dos países desenvolvidos: v 3 BAPTISTA, F. Famílias e Explorações Agrícolas. IV Congresso Latino-Americano de Sociologia Rural, Concepcion, Chile, 1994, 10 p.

20 vi a) o desmonte das unidades produtivas, em função da possibilidade de externalização de várias atividades que antes tinham que ser realizadas na fazenda, através de contratação de serviços externos (aluguel de máquinas, assistência técnica etc.) 4 ; b) a especialização produtiva crescente, permitindo o aparecimento de novos produtos e de mercados secundários, como, por exemplo, de animais jovens, mudas e insumos 5 ; c) a formação de redes vinculando fornecedores de insumos, prestadores de serviços, agricultores, agroindústrias e empresas de distribuição comercial 6 ; d) o crescimento do emprego qualificado no meio rural, especialmente de profissões técnicas e administrativas de conteúdo tipicamente urbano, como motoristas, mecânicos, digitadores e profissionais liberais vinculados a atividades rurais não-agrícolas; e e) a melhoria da infra-estrutura social e de lazer, além de maiores facilidades de transporte e meios de comunicação, possibilitando maiores chances de acesso aos bens públicos, como previdência, saneamento básico, assistência médica e educação, além de uma melhora substancial na qualidade de vida para os que moram nas zonas rurais 7. É evidente que esse novo mundo rural dos países desenvolvidos não é nenhum paraíso: os índices de pobreza e miséria, bem como o isolamento das populações de menores rendas, apesar de terem se reduzido, ainda continuam altos vis-à-vis os das regiões urbanas. Mas também já é evidente que, para uma dada renda monetária, os padrões de vida dos trabalhadores rurais são iguais ou superiores aos dos pobres urbanos. Talvez seja esse o ponto fundamental de interesse na nova relação de trabalho representada pela pluriatividade nos países desenvolvidos: os custos monetários de reprodução são mais baixos no contexto rural, espe- 4 ARNALTE, A, E. Estrutura de las explotaciones agrárias y externalización del proceso productivo. Revista de Economia, Madrid. 666: (feb.), GOODMAN, D. & SORJ, B. & WILKINSON, J. Da lavoura às biotecnologias. RJ, Ed. Campus, GREEN, R. H. & SANTOS, R. R. Economia de red y reestruturación del sector agroalimentario. Paris, INRA, BARLETT, P. Part-time Farming: Saving the Farm or Saving the Lyfestyle? Rural Sociology, EUA. 51(3): (fall), 1986.

21 vii cialmente quando, através da atividade agrícola a tempo parcial, também há interligação via mercado de trabalho 8. Nos países subdesenvolvidos também já se percebe com clareza o fenômeno da pluriatividade e da agricultura em tempo parcial 9, embora sem a mesma magnitude que assume nos países desenvolvidos. É notório que há diferenças substanciais, ainda que se possa observar, em graus diferentes de importância relativa conforme as diferentes regiões do país, os mesmos fenômenos apontados anteriormente: especialização das unidades produtivas, o crescimento da prestação de serviços, a formação de redes dentro dos distintos complexos agroindustriais, o crescimento do emprego rural não-agrícola e a melhoria das condições de vida e lazer no meio rural. São essas transformações que estamos estudando no âmbito do Projeto Rurbano 10, onde se propõe investigar a relevância dos cortes urbano/rural e agrícola/não-agrícola no desenvolvimento brasileiro recente. O trabalho de Laurenti, que agora é apresentado ao público na forma deste livro, é um dos precursores do projeto Rurbano. Ele aborda exatamente aquilo que é a razão última do desmonte das explorações agropecuárias em todo o mundo, qual seja, a dissociação entre a propriedade da terra e o uso dos instrumentos de trabalho. Não é apenas um estudo de caso da moderna produção agrícola, como se poderia depreender do subtítulo do livro: é uma tentativa de explicar teoricamente quem é esse novo personagem, esse novo ator social que denominamos de pluriativo. 8 MINGIONE, E. & PUGLIESE, E. op. cit., p Ver a respeito: GRAZIANO DA SILVA, J. Resistir, resistir, resistir: Considerações acerca do Futuro do Campesinato no Brasil, 1995; SCHNEIDER, S. As Transformações Recentes da Agricultura Familiar no RS: O Caso da Agricultura em Tempo Parcial. Ensaios FEE, Porto Alegre 16(1): , 1995 e também ANJOS, F, S. Agricultura Familiar em Transformação: O Caso dos Colonos-Operários de Massaranduba, SC, Pelotas, Ed. Universitária, 1995, 169 p. 10 É um Projeto Temático denominado Caracterização do Novo Rural Brasileiro, 1981/95 que conta com financiamento parcial da FAPESP e que pretende analisar as transformações no emprego rural em onze Uni-dades da Federação (PI,RN,AL,BA,MG,RJ,SP,PR,SC,RS e DF). Mais informações na nossa homepage

22 viii A sua importância é evidente: cada vez menos o que se faz da porteira pra dentro, revela a complexidade das relações sociais e econômicas envolvidas nas atividades agropecuárias modernas. As suas implicações também: até mesmo do ponto de vista da coleta das informações estatísticas, os estabelecimentos agropecuários não poderão mais ser definidos apenas do âmbito das suas relações internas. Laurenti já teve o seu mérito reconhecido: primeiro com a aprovação da tese por unanimidade da banca constituída pelos professores Rodolfo Hoffmann, Guilherme Costa Delgado, Shigeo Shiki, Walter Bélik e por mim, que tive ainda a honra de ser o seu orientador. Depois com o prêmio Edson Potch Magalhães, de melhor tese de doutorado na área de Economia Rural, obtido no XXXV Congresso Brasileiro de Economia e Sociologia Rural da Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural-SOBER, realizado em Natal(RN) de 04 a 08 de agosto de Foi a primeira vez que o Programa de Doutoramento em Economia do Instituto de Economia da UNICAMP teve uma de suas teses de doutorado da área de Economia Rural premiada na SOBER. Acho que não preciso dizer mais nada para os nossos leitores. José Graziano da Silva Campinas, abril de 1998.

23 INTRODUÇÃO A agricultura brasileira experimentou, na primeira metade dos anos oitenta, uma desaceleração do ritmo da concentração do acesso à terra e uma retração nos mercados dos insumos e instrumentos de trabalho agrícolas industrialmente produzidos 1. Tal arrefecimento 2 na modernização agrícola não evitou, porém, a suplantação do predomínio que a expansão da área cultivada e do pessoal ocupado preexerciam sobre os ganhos de produtividade na composição da taxa de crescimento do produto agrícola, a qual se efetivou ao longo da década de oitenta 3. O crescimento de forma intensiva, porém, não dissipou completamente as dúvidas que pairavam acerca da efetiva consolidação 4 do novo padrão de agricul- 1 Os índices relativos à desaceleração dos movimentos de concentração fundiária, de aumento do número de estabelecimentos com tratores e de expansão da área cultivada em ritmo superior ao de crescimento da pro-dutividade, que vigoravam de forma intensa no período , na agricultura brasileira, foram avaliados por Charles C. MUELLER (A evolução recente da agropecuária brasileira segundo os dados dos Censos Agropecuários) e por George MARTINE. (A evolução recente da estrutura da produção Agropecuária: Al-gumas notas preliminares). Ambos artigos estão contidos In: IPEA: Dados Conjunturais da Agropecuá-ria. ed. esp. Coordenadoria de Agricultura. Brasília, julho de 1987, p e p Entendido como diminuição do ritmo de crescimento do consumo de meios de produção e de instrumentos de trabalho agrícolas industrialmente produzidos, conforme José GRAZIANO DA SILVA. Uma Década Perversa: As Políticas Agrícola e Agrária dos anos 80. IE/UNICAMP, 1992, p A análise da taxa de crescimento do PIB agropecuário nacional, efetuada por Guilherme Silva DIAS - O Papel da Agricultura no Processo de Ajustamento - Nota Adicional. In: Anais do Congresso da SOBER, 27, 1989, p , evidenciou a inversão no sentido da variação das taxas geométricas anuais de in-cremento do produto por área, que de -0,58 no período , passou para 2,36 no período , en-quanto que, a taxa de crescimento do pessoal ocupado, neste último qüinqüênio, foi mais que o dobro daque-la observada para a segunda metade da década de setenta. Isto denota que a agricultura nacional retrocedeu, ao menos parcialmente, às formas de expansão da produção que prevaleciam nos anos cinqüenta. Por sua vez, José G. GASQUEZ & Carlos M. VILLAVERDE evidenciaram, no artigo Crescimento da agri-cultura brasileira e política agrícola nos anos 80. Texto para Discussão, IPEA 204, 1990, p. 8-11, a inci-dência diferenciada, nas grandes regiões, da taxa de crescimento do produto bruto da agricultura, da contri-buição da expansão área cultivada, do pessoal ocupado e da produtividade. 4 José GRAZIANO DA SILVA, no texto Condicionantes para um Novo Modelo Agrário e Agrícola. In: Crise Brasileira. Anos Oitenta e Governo Collor, Inst. CAJAMAR, 1993, p , avalia os limites, internos e externos, à consolidação do novo padrão da agricultura brasileira e comenta que: não se pode dizer que esse novo modelo esteja consolidado, no sentido de que possa caminhar com seus próprios pés, prescindindo de uma regulação estatal efetiva.

24 2 Antonio Carlos Laurenti tura, viabilizado pelas políticas públicas voltadas a complementar 5 agroindustrial iniciada em meados da década de sessenta. a estrutura A permanência da suspeita está associada ao fato de que a modernização da agricultura brasileira avançou, principalmente, pela redução da relação custo/benefício propiciada pelos financiamentos operacionalizados com subsídios pela não cobrança, parcial ou total, dos juros devidos e pela correção monetária dos débitos a taxas inferiores àquela sinalizada pelo índice de desvalorização da moeda, notadamente na segunda metade dos anos setenta 6. A contenção do crédito, iniciada em 1979, que prenunciava o colapso do padrão de financiamento da economia brasileira que se efetivou com a crise da dívida externa em 1982, resultou na suspensão dos incentivos à agricultura, particularmente na rubrica investimentos, e na retração do comércio dos modernos instrumentos de trabalho agrícola 7. Essa retração, aliada ao fato de que as perspectivas de saneamento da dívida pública (interna e externa) exigiria um esforço de longo prazo, reforçavam as dúvidas acerca da retomada do ritmo do processo de 5 Complementar no sentido de forjar uma agroindustrialização autônoma. Isto é, como sinônimo da endoge-neização da capacidade de modernizar a agricultura nacional por meio da internalização, a partir de meados da década de sessenta, da produção industrial de insumos e máquinas para a agricultura e, conseqüente-mente, reduzir a dependência externa quanto a esses produtos, conforme Ângela KAGEYAMA et alii. O Novo Padrão Agrícola Brasileiro: Do complexo Rural aos Complexos Agroindustriais. In: Guilherme C. DELGADO et alii. Agricultura e Políticas Públicas. IPEA, 1988, p A primazia da política de subsídio à agricultura, nos anos setenta, é mostrada por Ariel C. Garces PARES no texto Estado e Modernização: A Função do Crédito Agrícola e a Política de Preços Mínimos. In: Vilma FIGUEIREDO (Coord.). Estado, Sociedade e Tecnologia Agropecuária. Brasília, PAX, 1989, p Para uma apreciação, mais detalhada, das relações entre as vendas internas de tratores, a capacidade ociosa das fábricas de colheitadeiras automotrizes e o crédito rural para investimento, consultar o relatório preli-minar elaborado por Maria da Graça D. FONSECA intitulado O sub-setor de máquinas agrícolas. A política contracionista de crédito agrícola, notadamente quanto ao investimento, vigente nos anos oitenta, revelou-se efetiva ao menos pela retração do comércio de tratores no mercado interno. A drástica redução do volume de vendas, de unidades, em 1980, para cerca de em 1989, teria sido ainda maior ca-so muitos agricultores não tivessem optado pela imobilização de capital em máquinas e equipamentos, como forma de se proteger contra a desvalorização inflacionária. Esta argumentação é de Walter BELIK, no artigo A agricultura brasileira em um período de ruptura. In: OLIVEIRA, F.A. &

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