IMPACTOS DA TERCEIRIZAÇÃO SOBRE A EMPREGABILIDADE NA PERSPECTIVA DOS TÉCNICOS DE SUPORTE DE INFORMÁTICA EM UMA ORGANIZAÇÃO PÚBLICA.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "IMPACTOS DA TERCEIRIZAÇÃO SOBRE A EMPREGABILIDADE NA PERSPECTIVA DOS TÉCNICOS DE SUPORTE DE INFORMÁTICA EM UMA ORGANIZAÇÃO PÚBLICA."

Transcrição

1 31 de Julho a 02 de Agosto de 2008 IMPACTOS DA TERCEIRIZAÇÃO SOBRE A EMPREGABILIDADE NA PERSPECTIVA DOS TÉCNICOS DE SUPORTE DE INFORMÁTICA EM UMA ORGANIZAÇÃO PÚBLICA. Edgar Soares dos Santos (UFC MPA) Serafim Firmo de Souza Ferraz (UFC MPA) Marcia de Freitas Duarte (UFC MPA) Resumo Este estudo objetivou investigar os impactos do vínculo terceirizado de trabalho sobre a empregabilidade de técnicos de suporte de informática que prestam serviços em uma organização pública estadual. Buscou-se transversalmente também: identificar quais os fatores que motivaram a escolha da profissão desses técnicos e como eles percebem a perspectiva profissional; averiguar como eles se mantém atualizado das novas tendências no setor; verificar como suas competências profissionais são atualizadas; avaliar como mantém sua rede de relacionamentos; investigar como eles têm conhecimentos das oportunidades de trabalho, e ainda analisar quais os principais pontos positivos e negativos do trabalho na organização pública estadual em que atuam. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória e de campo, onde se adotou a entrevista semi-estruturada como forma de coleta e a amostra dos sujeitos foi não-probabilística e por acessibilidade.constatou-se que vários aspectos profissionais foram prejudicados devido ao vínculo terceirizado dos técnicos, tais como: capacitação, acesso a inovações, perspectivas profissionais, de uma forma geral, concluindo-se que, de fato, o vínculo terceirizado contribui para a deterioração da empregabilidade dos técnicos de informática da organização pública estudada. Abstract This study aimed to investigate the impacts of the outsourcing labor contracts on the employability of support technicians for computers which provide services in a state public organisation. The aim was to transversely also: identify the ffactors that motivated the choice of

2 profession of technicians and how they perceive the prospect training; ascertain how they keep updated with new trends in the industry, see how their professional skills are updated; assess how remains network of relationships; investigate how they have knowledge of job opportunities, and also consider what the main strengths and weaknesses of work in public organizing of the state in that act. This is a qualitative, exploratory and of field research, were adopted the semistructured interview as a collection and sample the subject was nonprobability and by accessibility.found out several aspects have been hampered due to the outsourced relationship as: professional training, access the innovations, career prospects, as a rule, concluding that is, in fact, the outsourced job contracts contributes to the deterioration of the technicians employability of the public organisation studied. Palavras-chaves: Terceirização. Empregabilidade. Tecnologia da informação. Competência profissional. IV CNEG 2

3 1. Introdução As mudanças ocorridas na estrutura das empresas nas últimas décadas tiveram alguns objetivos, dentre outros, a busca de maior flexibilidade nos processos, a redução de custos e a obtenção de maior competitividade diante dos mercados. Essas transformações fizeram surgir um grande número de práticas de gestão como downsizing, reengenharia, terceirização e outras (GABRIEL, 2004). Para Allan (2000 apud LOPES; SILVA, 2007), esta realidade fez aparecer no âmbito organizacional novos formatos de relações de trabalho, nos quais os contratos tradicionais passaram a coexistir com acordos mais precários tais como empregos em tempo parcial, prestações de serviços e terceirizados. Todavia, esses novos contratos de trabalho têm impacto na vida das pessoas no que concerne à preocupação com a instabilidade no emprego, exigindo delas uma nova postura diante do mercado de trabalho. O que passa a existir então, é um estímulo bem maior para que as pessoas tenham uma formação mais generalista, conhecimentos amplos e habilidades diferenciadas que as permitam atuar em diversas ocupações e em diferentes ramos (MINARELLI, 1995). Em setores como o de Tecnologia da Informação TI, extremamente dinâmicos, os profissionais necessitam atualizar constantemente suas competências, intensificando ainda mais a preocupação com a manutenção de sua empregabilidade. Em muitas organizações, o número de terceirizados de informática ultrapassa o número de efetivos (LOPES; SILVA, 2007). E no caso específico das organizações públicas, onde se percebe que há uma subutilização da prática de terceirização, como desvalorização dessa mão-de-obra terceirizada, tem-se então um ambiente propício para o estudo da empregabilidade nesta área profissional (GIOSA, 2003). Partindo-se deste contexto chegou-se ao questionamento de como o trabalho regido por contratos de terceirização em uma organização pública repercute sobre a empregabilidade dos técnicos de suporte de informática. Assim sendo, objetivou-se com este estudo, identificar os impactos que o trabalho regido por contratos de terceirização tem sobre a empregabilidade na perspectiva dos técnicos de suporte de informática de uma organização pública. Partindo-se da suposição geral de que o vínculo terceirizado prejudica a empregabilidade do trabalhador, foram avaliados aspectos específicos como: 1) os fatores que IV CNEG 3

4 motivaram a escolha da profissão desses técnicos e como percebem a perspectiva profissional; 2) avaliar como o profissional se mantém atualizado das novas tendências do seu setor de atividade; 3) analisar como o profissional atualiza as suas competências profissionais; 4) verificar como mantém sua rede de relacionamentos; 5)investigar como o profissional tem conhecimentos das oportunidades de trabalho; 6) verificar os principais pontos positivos e negativos do trabalho na organização. A relevância desta pesquisa está no fato de que ela contribui para o estudo do fenômeno de empregabilidade em um contexto terceirizado e de uma organização pública, tendo os profissionais de tecnologia da informação como sujeitos da análise. O mesmo pode ser utilizado como base para avaliação de percepções, anseios e perspectivas desses trabalhadores, bem como apontar caminhos para futuras ações voltadas a trabalhar a empregabilidade da mão-de-obra sublocada nas organizações públicas e com isto melhorar seus processos e resultados não apenas na área de TI, mas em outras atividades terceirizáveis. 2. Metodologia Para classificar a pesquisa aqui apresentada, utilizou-se como referência à taxionomia formulada por Vergara (2007, p. 46), que qualifica uma pesquisa sob dois prismas básicos: quanto aos fins e quantos aos meios. Quanto aos fins, trata-se de uma pesquisa exploratória, pois ainda são poucos os estudos que relacionam a prática de terceirização nas organizações públicas à empregabilidade de seus trabalhadores terceirizados. Quanto aos meios, esta pesquisa é bibliográfica e de campo. É Bibliográfica porque foi realizada uma revisão da literatura pertinente, necessária ao embasamento teórico sobre o assunto estudado. É também uma pesquisa de campo, do tipo estudo de caso, realizado em um órgão publico estadual onde, por meio de uma pesquisa com os técnicos de informática, analisou-se como os fenômenos da terceirização de serviços e da empregabilidade se manifestam e se relacionam. O estudo de caso foi realizado em uma das Secretarias do Governo Estado do Ceará responsável por planejar, coordenar e executar, diretamente ou por meio das suas entidades vinculadas, as ações do Governo para o desenvolvimento da agropecuária. Ao todo, esta organização conta com quarenta e dois funcionários terceirizados, divididos em três empresas prestadoras de serviços. Estes indivíduos desempenham atividades IV CNEG 4

5 variadas como: copeiros, motoristas, serviços gerais, informática, técnico em secretariado, e auxiliares administrativos. O quadro completo dos terceirizados da secretaria pode ser conferido a seguir. Tabela 1 Total de pessoal terceirizado por empresa e função Empresa Azul N de sublocados Auxiliar Administrativo 2 Copeiro 1 Serviços Gerais (bombeiro hidráulico) 1 Motorista 5 Técnico em Secretariado 5 Suporte Operacional em Informática 2 SUBTOTAL 16 Tabela 1 Total de pessoal terceirizado por empresa e função (continuação) Empresa Verde N de sublocados Analista de Sistema I 2 Programador Pleno 1 Técnico em Tele-processamento e Rede 4 Técnico em Atendimento 2 Suporte em Hardware e Software 5 SUBTOTAL 15 Empresa Branca N de sublocados Auxiliar de Serviços Gerais 10 Copeira 2 SUBTOTAL 12 TOTAL 42 Fonte: Adaptado pelo autor do núcleo administrativo do órgão público estudado. A Empresa Verde, assim denominada neste estudo, é a detentora do maior número de funcionários terceirizados de um mesmo setor profissional, o de informática. Assim, os profissionais desta empresa foram os sujeitos pesquisados no estudo. O universo da pesquisa, portanto, ficou restrito aos funcionários terceirizados do setor de Tecnologia de Informação TI da organização pública estadual pesquisada, ou seja, fizeram parte deste universo os profissionais como técnicos operacionais de hardware e software, analistas de sistemas, programadores, perfazendo um total de 15 técnicos. Todos os profissionais pesquisados eram prestadores de serviço que atuavam pela empresa terceirizada denominada neste estudo como Empresa Verde. Os demais profissionais terceirizados foram excluídos deste universo, pois não possuem relação com a área profissional escolhida como foco da pesquisa. A amostra é não-probabilística, pois conforme menciona Vergara (2007, p ) esta se subdivide em duas outras tipificações que são: por acessibilidade, pois o pesquisador do estudo atuava como estagiário da organização; e por tipicidade, pois a amostra selecionada constituía grupo representativo da população-alvo. IV CNEG 5

6 Dos 15 profissionais terceirizados de TI oficialmente listados pelo núcleo administrativo da Secretaria, apenas 10 atuavam efetivamente no setor de informática da mesma, exercendo suas funções de técnicos de informática. Dos outros cinco funcionários, quatro atuavam como técnicos de tele-processamento de rede e um como técnico de atendimento. Portanto, considerou-se que estes cinco profissionais que atuavam fora de suas funções originais não contribuiriam para a pesquisa, pois os mesmos não estariam a par da realidade do setor foco do estudo, a informática, tampouco da própria carreira nesse setor. Assim sendo, estes indivíduos foram excluídos da base de amostragem dos sujeitos da pesquisa. Considerou-se ainda o tempo de trabalho na empresa, que ficou restrito ao mínimo de quatro anos por técnico terceirizado, por considerarmos que um tempo de empresa menor que esse não era suficiente para refletir impactos na empregabilidade do trabalhador. Portanto, considerando as modificações necessárias, utilizou-se o número de 10 técnicos como universo da pesquisa e não 15 como se considerou inicialmente. Com essa alteração, a amostra dos sujeitos limitou-se ao número de cinco técnicos, representando 50% do universo da pesquisa. Este percentual é considerado aceitável para o critério de acessibilidade utilizado na amostra. Na coleta de dados, utilizou-se um questionário semi-estruturado apenas como forma de traçar o perfil da amostra. Em um segundo momento, foi adotado a técnica de entrevista semi-diretiva ou semi-estruturada com o pessoal técnico de suporte de TI da Secretaria. Buscou-se com a técnica de entrevista semi-estruturada obter uma análise qualitativa de conteúdo. Nessa técnica, a solicitação de informações não envolve o preenchimento de lacunas convencionais de informação sobre o respondente, mas a narração de uma história pessoal, nas palavras do próprio narrador (TEN HAVE, 2004 apud AZEVEDO et al., 2007). A narração é controlada pelo próprio entrevistado, o que faz com que esse tipo de entrevista não seja organizado em seqüências de perguntas/respostas relativamente curtas, mas como uma sucessão de unidades de turno múltiplo (HOUTKOOP; MAZELAND, 1985 apud AZEVEDO et al., 2007). Antes das entrevistas com os sujeitos selecionados, realizou-se uma entrevista-teste com um colaborador terceirizado que atua como Técnico em Tele-processamento e Rede. Nesse teste, foram seguidas todas as etapas pertinentes à pesquisa, simulando o mais próximo possível das reais condições que viriam a ser enfrentadas nas entrevistas válidas. Esta IV CNEG 6

7 simulação foi importante, pois serviu de base para apuração e retificação de possíveis erros na elaboração do questionário-perfil dos entrevistados, bem como sobre dúvidas que poderiam surgir no segmento da entrevista em relação aos conceitos abordados. As entrevistas consideradas no estudo foram realizadas no próprio local, ou seja, no setor de informática da organização em estudo, durante o mês de novembro de 2007 e tiveram duração média de quarenta minutos. Contou-se ainda com o auxílio de dispositivo eletrônico para a gravação das entrevistas e posterior análise das narrativas. 3. Referencial Teórico 3.1. Terceirização, tecnologia da informação e seus desdobramentos O termo terceirização originou-se do inglês outsourcing, e significa a obtenção de suprimentos por meio de outras fontes que não as internas à organização, ou seja, esta decide obter tais recursos por meio de transações mercantis externas e não internas a ela, a fim de atingir seus objetivos econômicos (CABRAL, 2002 apud GABRIEL, 2004). Batista (2004, p. 162) define a terceirização como um sistema em que uma organização contrata uma empresa especializada para executar alguma atividade que seja desenvolvida ou não pela organização. Ao terceirizarem os serviços de TI, por exemplo, as organizações visam principalmente, reduzir custos operacionais em todas as áreas que não apenas em TI. Além destes objetivos, continua o autor, destacam-se ainda outros como: favorecer a maior flexibilidade; reduzir preços de novos produtos e serviços; a melhoria na qualidade dos serviços de tecnologia; e contribuir para que a empresa foque em suas competências diferenciais (SAAD, 2006). A terceirização pode contribuir ainda para a competitividade estratégica das organizações principalmente quando aplicada aos preços praticados pela empresa no mercado, pois essa prática reduz investimentos, aumenta o nível tecnológico utilizado, reduz tempo e melhora resultados a baixos custos (GIOSA, 2003). Nesse sentido, setores como os de TI contribuem para as organizações na medida em que aprimoram processos internos, aplicam melhores controles, reduzem custos e otimizam a qualidade e disponibilidade das informações importantes interna e externamente à organização (BEAL, 2001 apud ARAGÃO, 2003). IV CNEG 7

8 Contudo, há desvantagens na terceirização, dentre as quais podemos citar as restrições de preços de produtos e serviços da empresa contratada, motivadas pelo mercado competitivo e pelos contratantes, e ainda a burla da legislação trabalhista que envolve custos altos, pois muitas empresas contratantes aderem a essa prática visando à eliminação de custos com admissões, treinamentos e demissões de empregados (SERRA, 2001 apud SOUZA, 2005). Para Cabral (2002 apud ARAÚJO, 2005), o estabelecimento de parcerias também constitui um fator de preocupação para organizações que optam pela terceirização, pois, buscam-se parceiros que garantam a competitividade, qualidade de produtos/serviços e prazo de entrega, o que significa um grande desafio para a contratante. Além da dificuldade apontada, constata-se ainda, apesar de ser uma prática muito utilizada pelas empresas brasileiras, o país carece de legislação específica que regulamente a terceirização (SOUZA, 2005). Diante de tantas restrições nesse tipo de gestão, a conseqüência é, via de regra, uma relação conflitante, entre a empresa contratante do serviço e os trabalhadores da empresa contratada. 3.2 A empregabilidade: o âmbito geral e o de TI Para Bridges (1995), as organizações de hoje estão retornando à simples execução de trabalhos sem empregos e livres do conceito de cargos em suas estruturas, pois estes cargos se flexibilizam de acordo com as necessidades que se apresentam. Neste sentido, o autor classifica as organizações entre aquelas que ainda utilizam as regras baseadas no paradigma dos cargos e entre aquelas que adotam uma nova postura, mais realista em relação à situação atual do emprego. Conforme o mesmo autor, as organizações modernas adotam uma certa postura em relação ao emprego na qual a premissa principal é que todos os trabalhadores são contingentes e o emprego é estabelecido de acordo com os resultados da empresa. Surge assim, uma outra característica dessa nova realidade, na qual os funcionários são valorizados a cada situação enfrentada pela empresa, fato que passa a exigir desses trabalhares um profundo conhecimento do negócio e da situação do mercado em que a organização está inserida. Nesta nova realidade, na qual grande parte das atividades organizacionais atualmente está nas mãos de pessoas que não tem um emprego real, os trabalhadores tornam-se responsáveis por suas próprias carreiras, atuando como um vendedor externo de serviços em IV CNEG 8

9 seu próprio negócio. As atividades passadas pela empresa são encaradas então, como um trabalho terceirizado para esses profissionais (BRIDGES, 1995). O profissional que busca desenvolver a sua empregabilidade, não foca mais primordialmente no vínculo estável em suas relações de trabalho. Sua intenção é se tornar cobiçado pelo mercado de trabalho, ampliando suas chances de recolocação quando precisar. Assim, o trabalhador passa a ver-se como um fornecedor de serviços e administrador da própria carreira como se fosse uma microempresa (MARTINS, 2004). O termo empregabilidade surgiu por volta de 1996 como um alerta para o indivíduo profissional pertencente a qualquer atividade ou nível. (CASE; FRANCIANATO, 1997). A empregabilidade é definida por Bitencourt (2004) como o desenvolvimento de um conjunto de habilidades, aptidões e conhecimentos que atendam as exigências do mercado de trabalho, de maneira a consolidar um perfil profissional interessante e atraente para futuros empregadores. Este termo propõe uma nova postura a ser adotada pelas pessoas que é a de não parar mais, buscando tanto a aprendizagem tradicional quanto uma formação de generalistas (SAVIANI, 1997). O mesmo termo ainda pressupõe agregar valor de forma contínua a empresa em que se trabalha e a si mesmo, tornando-se cada vez mais empregável (CASE; FRANCIANATO, 1997). Minarelli (1995, p. 39) acrescenta que o grande mercado da empregabilidade está, atualmente, em centenas de pequenas e médias empresas que se formam para prestar serviços cada vez mais atualizados. E para atender estas exigências, as pessoas devem estar atentas às características e competências empregáveis que devem possuir. Especificamente para os profissionais de tecnologia, Anell e Wilson (2000 apud LOPES; SILVA, 2007) apontam algumas características que são esperadas de qualquer profissional no contexto atual do mercado de trabalho, que não apenas o de TI. Os autores destacam principalmente o alto grau de flexibilidade, aprendizagem e mobilidade, e ainda a capacidade de lidar com mudanças de empregador, de horários, de ambiente de trabalho, de tarefas, de localização, além da habilidade de resolução de problemas e de uso do pensamento criativo. Saviani (1997) ressalta ainda que, seja qual for a área em que atue este profissional, ele deve adotar algumas atitudes como romper com a rotina de suas atividades, buscar atualização IV CNEG 9

10 constante, aprender idiomas, obter bons conhecimentos em informática e, principalmente, ter envolvimento com a área de negócio da empresa em que trabalha. Já Minarelli (1995) estabelece seis itens que atuam como pontos básicos da empregabilidade das pessoas, sendo denominadas pelo autor como pilares que sustentam um profissional empregável. São eles: a adequação vocacional, competência profissional, idoneidade, saúde física e mental, a reserva financeira e fontes alternativas e ainda os relacionamentos. Complementando estes aspectos, o mesmo autor traz ainda o conceito de pilares de empregabilidade os quais contribuem para traçar o perfil empregável de uma pessoa. São eles: auto-estima, vocação, motivação, resiliência, consciência auto-perceptiva e abertura para o novo. Esses pilares constroem a base que sustenta a empregabilidade das pessoas e devem ser trabalhados por elas de forma coesa e articulada, pois, na falta de algum deles, todos os demais falharão, daí a importância dessa inter-ralação entre eles para uma melhor condução da carreira profissional. 4. Resultados 4.1 Perfil dos entrevistados Para melhor visualização dos dados dos entrevistados e seus perfiz, usou-se criar um código para cada função de TI existente na Secretaria. Para identificar cada cargo foi atribuído um código se compõe da letra C acompanhada de uma numeração que nesse caso vai de 1 a 3, como pode ser visto no quadro abaixo. FUNÇÃO Analista de Sistema I Programador Pleno Suporte Operacional em Hardware e Software Quadro 1 - Funções do setor de informática Fonte: Elaborado pelo autor CÓDIGO DO CARGO No que concerne ao perfil completo dos técnicos pesquisados, têm-se os dados apresentados no quadro abaixo: C1 C2 C3 IV CNEG 10

11 Tabela 2 Perfil dos entrevistados ESTADO TEMPO DE SUJEITO SEXO IDADE ESCOLARIDADE CARGO CIVIL EMPRESA S1 F 33 anos Solteira Nível Médio C3 9 anos S2 M 40 anos Casado Nível Médio C3 4 anos S3 F 44 anos Solteira Pós - graduada C1 5 anos S4 F 32 anos Casada Universitária C2 12 anos S5 F 31 anos Casada Universitária C3 8 anos Fonte: Elaborado pelo autor Estes dados sobre os perfis dos técnicos também podem ser vistos no preâmbulo de cada um, antes das narrativas de suas entrevistas, cujos resultados serão apresentados a seguir. 4.2 Análise das entrevistas As entrevistas com os técnicos foram analisadas tendo-se por base a verificação dos aspectos assinalados nos objetivos específicos deste estudo, que são: o aspecto vocacional e as perspectivas para o setor; o acesso às tendências do setor de tecnologia da informação; atualização profissional; a rede de relacionamento desses técnicos; as oportunidades de trabalho; e ainda os pontos positivos e negativos do trabalho na Secretaria. Desta forma, partimos para a análise das entrevistas com os técnicos, buscando destacar o perfil destes sujeitos, tendo como base o referencial teórico pesquisado. O aspecto vocacional e perspectivas no setor No que se refere às características que o profissional de TI deve possuir para que o mesmo possa ser almejado pelo mercado, encontrase a relação feita por Loogman et al (2004 apud LOPES e SILVA, 2007) em seus estudos sobre o tema. Para este autor, as habilidades valorizadas são: confidencialidade, conhecimento técnico e em línguas, além de noções em administração, capacidade de se comunicar bem, facilidade para trabalhar em equipe, busca pelo desenvolvimento contínuo e capacidade de trabalhar em condições sob stress. Nesse aspecto, pôde-se apreender que os técnicos de TI pesquisados não utilizaram critérios vocacionais para escolha da profissão, mas sim outras motivações como o retorno financeiro da profissão e a oportunidade de trabalho, como podemos observar no relato do sujeito 2: S2: Em 1993 trabalhava na vice-governadoria quando fui convidado por um dos gerentes de lá que me deu a oportunidade de ir para área de informática. Na época não tinha experiência nenhuma na área, mas mesmo assim aceitei. Não fiz curso nem nada, aprendi tudo na prática. IV CNEG 11

12 Conforme esse trecho da entrevista, pode-se perceber que, em sua trajetória como terceirizado, este sujeito ingressou na área de informática mais por uma questão de oportunidade que surgiu por meio de convite de pessoas do ramo, e, além disso, o mesmo não possuía afinidade alguma com a área de TI na época. Para uma das entrevistadas, trabalhar na área de informática não foi uma escolha vocacional, mas sim uma opção como primeiro emprego. Ingressou no setor de TI por acaso, quando a Secretaria necessitava de digitadores e, a partir de então é que começou a desenvolver seu interesse na área, como podemos constatar em sua declaração: S5: Na verdade, quando entrei nesse ramo a informática era pouco vista, mas quando comecei a conhecer me deslumbrei, e pensei, é essa área que eu quero. Na época não tinha nenhuma outra profissão em vista, até porque era meu primeiro emprego e eu era muito nova, estava terminando o nível médio. Eu não sabia o queria para a carreira ainda, aí a informática veio e, como falei, me encantei e acabei seguindo. Isto revela que não houve por parte da entrevistada nenhum direcionamento de suas competências para o setor de TI, mas apenas a necessidade de uma oportunidade de primeiro emprego, o qual, por acaso, foi nesta área. Em relação à perspectiva profissional, observou-se um a maioria dos pesquisados vêem com pessimismo sua perspectiva profissional, em termos de reconhecimento e oportunidades, remuneração e prestígio, principalmente aqueles que atuam como técnicos de campo (hardware e software) na organização estudada. Conforme o primeiro sujeito 1: S1: Acho que tem prestígio sim. Não sei se no Estado acontece, mas novamente é aquela questão do profissionalismo e da reciclagem. Se a tecnologia tá avançando cada dia mais e você está por dentro disso você tem como crescer nessa área sim. Segundo este relato, este técnico em particular, vê o setor de TI como vantajoso e traz prestigio pra quem é analista, programador ou acima disto. No entanto, segundo o entrevistado, chamado aqui de sujeito 2, em funções como a de suporte de hardware e software, o prestígio e as oportunidades não ocorrem. Diante desta afirmação, observa-se uma certa decepção com a área em que ele trabalha atualmente. S2: Hoje essa área está estagnada. Antigamente era difícil ver alguém abrindo uma máquina, consertando um computador, hoje não, hoje qualquer menino faz isso. É a Internet, ela funciona como uma poderosa ferramenta de pesquisa e de conhecimento. Então eu vejo que área promissora na TI hoje é analise de sistema, programação, na minha área de suporte de hardware mesmo eu não vejo muito futuro não. IV CNEG 12

13 Quanto ao mercado de trabalho, uma entrevistada afirma ser o mesmo muito promissor, mas condicionou à reciclagem freqüente das competências profissionais. S1: É novamente aquela questão do profissionalismo e da reciclagem. Se a tecnologia ta avançando cada dia mais e você está por dentro disso você tem como crescer nessa área sim. Atualização das tendências no setor Avaliou-se que os técnicos de informática da organização pública estudada atualizam-se sobre as tendências no setor basicamente por meio de pesquisas e fóruns na Internet, livros da área e ainda por contatos com colegas da mesma área profissional, como podemos constatar no relato seguinte: S2: Eu particularmente tenho facilidade de aprender rápido essas inovações, mas deveria ter uma atenção maior no sentido de treinar o pessoal do setor responsável. Eu digo se colocar um passo a frente, tipo, levar um ou dois técnicos para fazer um curso, até porque a Secretaria não vai pagar vinte cursos de uma vez, mas poderia levar esses dois e depois eles repassariam para os outros. O mesmo sujeito acima revelou ainda que, há um grande compartilhamento de conhecimentos entre os técnicos das diferentes áreas, o que contribui para uma assimilação mais rápida de novos conhecimentos, além do uso da Internet. Ele ainda sugere ações dos gestores do setor no sentido de ajudar nesta questão da assimilação de inovações. Segundo a declaração de outra entrevistada: S3: Eu faço assim: quando vem algo que me interessa, eu vou lá, busco e aprendo. Quando é algo que eu vejo que não vai agregar na minha área, eu penso, não, isso não vai ser necessário para mim agora, então eu não invisto. Até porque não dá para você querer aprender tudo que chega, você tem que focar naquilo que tem haver com a sua área de atuação. Não procuro o que foge ao meu perfil. A postura profissional desta entrevistada só confirma a nova realidade do trabalho onde o que passa a existir é um estímulo bem maior para que as pessoas tenham uma formação mais generalista, conhecimentos amplos e, habilidades diferenciadas que as permitam atuar em diversas ocupações e em diferentes ramos (MINARELLI, 1995). Na verdade, estas ações constituem alternativas criadas pelos próprios técnicos, uma vez que as inovações são raras no setor graças aos atrasos provocados por burocracias que a terceirização exige. Isso pode ser comprovado em certos depoimentos, como os seguintes: S2: Nossa estrutura de trabalho hoje aqui na Secretaria está meio defasada, mas já esteve pior. Para o tamanho dessa organização, ela está com pelo menos IV CNEG 13

14 cinqüenta por cento de seu parque tecnológico defasado em termos de computadores, impressoras, scanners e multimídia. S5: O nosso setor é muito precário em termo de estrutura e até tem um aspecto de sujo. Nós não temos os programa e hardware necessários para o trabalho. Contudo, mesmo com todas estas dificuldades, estas pessoas declararam, assim como os demais, que quando finalmente as novidades chegam ao setor, elas não encontram dificuldades para assimilá-las. Atualização profissional Averiguou-se que a grande maioria dos técnicos atualiza suas competências através de cursos fora da Secretaria, pagos por eles mesmos, pois não há investimentos da Secretaria nesse sentido. Além disso, existe o compartilhamento do conhecimento dentro do setor de TI, onde os profissionais exercem diversas funções e contam com a ajuda dos colegas para repassar conhecimento novas áreas. Isso pode ser constatado no relato a seguir: S2: Nunca participei de curso algum pela Secretaria. Nada, nem na área de TI nem em qualquer outra área da Secretaria. Nunca fui chamado porque os cursos são oferecidos apenas aos funcionários e não aos terceirizados. Esta capacitação encontra barreiras no que diz respeito à visão que a secretaria possui dos terceirizados, por considerar que não é obrigada a capacitá-los mesmo quando se trata de treinamentos específicos que só serão úteis para a própria organização e que não serão usados pelos técnicos em outros locais. Conforme pode-se constatar no depoimento do sujeito 4: S4: Faz muito tempo que não tem nenhum tipo de curso ou treinamento aqui na Secretaria. Pela prestadora de serviços então, nunca teve. Na verdade a gente é como se fosse funcionário da própria secretaria, a prestadora de serviços fica meio escondida nessa historia de capacitação.inclusive acho que essa falta de capacitação se deve muito a troca de governo que é recente. Mas eles estão se estabilizando, na verdade eu não sei como isso acontece ao certo, não tomo muito conhecimento, acho que é mais do nível de gerente para lá. Também nunca fiz nenhum curso pago por mim não. Porém, apesar desta falta de incentivo, assim como a maioria dos pesquisados, a mesma entrevistada disse se sentir mais capacitada para competir no mercado de trabalho agora do que quando entrou na Secretaria, mas condicionou esta questão à área de atuação em que se trabalha na informática dentro do órgão: S4: Acho que depende da área em que você trabalha aqui, porque o tipo de trabalho que eu faço aqui, é muito voltado para cá, mais poderia ser aplicado IV CNEG 14

15 sim em outras empresas desde que eu me aprofundasse um pouco mais. Mas acho que esse período que passei até agora, me serviu de capacitação sim. Rede de relacionamentos Avaliou-se que os técnicos que mantêm suas redes de relacionamento o fazem dentro da própria secretaria, buscam contatos com outros profissionais da área e também por meio de mídias eletrônicas como Internet, s. Foram citados também outros meios como telefonemas e conversas com colegas da área profissional de outras secretarias. Com relação ao ambiente interno da organização, a entrevistada 1 relatou não ter dificuldades de acesso a outros funcionário terceirizados ou efetivos, mesmo aqueles que estão em cargos de gestão: S1: Tenho facilidade de interagir com o pessoal sim. Como a gente trabalha diretamente com o usuário, superior ou não daqui ou de outros setores a gente tem facilidade nessa interação. Como ela trabalha basicamente dentro da Secretaria, dando suporte aos usuários em campo, sua rede de relacionamento é mantida através de s, telefonemas etc. Outra entrevistada ressaltou a importância do trabalho em equipe que é desenvolvido no setor: S3: Desde os meninos do suporte, da programação, aos analistas, todo mundo entra nos projetos novos juntos como um time. Afinal ninguém pode fazer nada sozinho. Quando chega um projeto novo, já chamo o pessoal, e os olhos deles brilham. Elas encaram como um desafio mesmo. A gente mantém a equipe unida, e é isso. Conforme sujeito 4, em termos de relacionamentos internos na organização, este revelou que o e mesmo é horizontalizado, onde o acesso a qualquer funcionário ocorre sem maiores restrições. S4: Aqui a gente se relaciona bem, inclusive com nosso coordenador. A gente sabe que tem diferenças nas funções, mas todos falam com todo mundo, enfim, é uma família. Em relação à contratante, a gente também tem acesso às pessoas, claro que tem aqueles que acham que como a gente é terceirizada, a gente está aqui é para trabalhar mesmo e ficar na nossa. Mas é aquela coisa se a gente está aqui, é pra trabalhar para o Governo então, de certa forma nos também somos funcionários do Governo. A empregabilidade passou a ser uma característica exigida do trabalhador atual, onde, em vez de um vínculo estável de trabalho com o empregador, ele é levado a desenvolver uma condição empregável para sua carreira, tornando-se atraente ao mercado e ampliando suas chances de recolocação quando necessário (MARTINS, 2001). IV CNEG 15

16 No caso de um dos entrevistados, a maior forma de divulgação de seu trabalho é o diferencial que sempre busca na área em que atua, sem se preocupar com apego ao vínculo de trabalho. S3: O que eu faço é buscar o diferencial e quando você faz isso, você é notado, desejado pelas outras empresas. Mas aqui esse diferencial não conta porque infelizmente, quando você trabalha para o governo, não há interesse na sua qualificação. Há não ser que alguém conheça seu trabalho. Porque é assim: hoje te valorizam, amanhã entra um indicado e sua qualificação não vale mais nada. As oportunidades de trabalho Observou-se que os profissionais de informática da Secretaria têm informações sobre propostas de trabalho por meio de indicações de colegas, da mesma secretaria e de outras secretarias do governo estadual e ainda externamente, com contatos diretos com empresários do ramo, uma vez que grande parte dos entrevistados possui outra atividade remunerada na área. Há ainda os contatos nos cursos profissionalizantes e nas faculdades que oferecem cursos nesta área. Sobre este aspecto, o sujeito 1 afirmou que: S1: Eu tomo conhecimento das oportunidades por meio de amigos, Internet, do pessoal que já terminou outros cursos e se deram bem. Outro entrevistado declarou que já recebeu várias propostas desde que entrou na Secretaria, sempre de outros órgãos públicos estaduais. Porém demonstra interesse em mudar para área privada. Ele revelou ainda que o que o faria mudar de trabalho seria a questão do sucesso pessoal, em sua área ou em outra. O mesmo só lamenta que não tenha um curso superior, fato que, segundo ele, o impede de fazer planos mais audaciosos para a sua carreira. S2: Já recebi várias propostas de trabalho de diversos órgãos, mas sempre no âmbito do Estado... O que me faria mudar seria a questão do sucesso pessoal mesmo, na minha área ou em outra. Pena que eu não cheguei a fazer uma faculdade então eu não posso exigir muito. Eu não posso brigar aqui dentro do meu setor, pra ser um programador, um analista, porque tenho minha parcela de culpa por não ter cursado um nível superior. Ao falar das oportunidades na área de TI, um dos sujeitos em questão demonstrou tristeza ao constatar que infelizmente, pelo menos os profissionais internos da Secretaria não têm recebido propostas interessantes. Mas salientou que, dentre essas pessoas há aquelas que não procuram se capacitar, se prendem a um único trabalho e não buscam qualificação. Para ela, a pessoa que toma iniciativas como as descritas anteriormente, cria um know-how no IV CNEG 16

17 mercado, e chama a atenção das empresas. Mas este não é o caso de alguns técnicos do setor em sua opinião, conforme seu relato: S3: Eles não têm recebido boas propostas não, pelo menos não aqui. Mas tem aqueles que não procuram se capacitar, se prendem a um único trabalho e não vão em busca de qualificação. Quando você vai atrás e se qualifica, ganha experiência e conhecimento. Isso acaba te dando um know-how no mercado. Este trecho ratifica a máxima de o trabalhador não busca apenas o reconhecimento financeiro em suas relações de trabalho. Além disso, considerar o salário como única motivação para a realização do trabalho é uma forma simplista e inadequada de explicar o vínculo do homem à empresa a partir de uma única variável. Mesmo que o salário signifique objeto de troca importante entre indivíduo-empresa, são múltiplas as variáveis envolvidas nesta complexa relação (BOM SUCESSO, 1998). Em relação ao profissionais de TI que não trabalham na organização pesquisada, essa mesma pessoa afirma que muitos se acomodam e não procuram se capacitar devidamente para atender ao mercado, cada vez mais competitivo, e por isso também encontram dificuldades em conseguir boas propostas. É o que se pode apreender de sua resposta: S3: O que eu vejo é que infelizmente tem muita gente aqui que eu até gostaria de levar pra a trabalhar comigo nesse outro projeto, pois são pessoas que eu vejo que têm potencial. Eu até penso em levar para uma nova equipe, mas eles se apegaram tanto ao comodismo, que não dá. Quando perguntada sobre como recebia informações sobre oportunidades de trabalho, o sujeito 4 afirmou que: S4: Eu tomo conhecimento das oportunidades por meio de amigos mesmo. Não tenho cadastro em sites de empregos não. Mantenho contato com o pessoal da área por ou telefone mesmo. Também pelos amigos da área que tenho já há certo tempo, nas conversas com eles, onde acaba surgindo o assunto de trabalho, ai eu fico sabendo. Percepções sobre o trabalho realizado Na percepção dos técnicos, avaliou-se como pontos positivos do trabalho na Secretaria Estadual, a experiência em múltiplas áreas de informática que puderam adquirir, o relacionamento igualitário interno e o fato de que o setor poibilita um bom convívio entre os técnicos. Foram citadas ainda como vantagens do trabalho no órgão a contribuição social do trabalho com apoio aos programas assistenciais do governo, a flexibilidade na negociação de horários de trabalhos e folgas, o relacionamento interno favorável e a remuneração, que para IV CNEG 17

18 alguns cargos é o máximo alcançado no mercado. Isto pode er observado nas declarações dov sujeitos 1 e 2: S1: O que mais valorizo é o profissionalismo que está acumulando. Assim, para o que ele vê mais é questão do quanto vai pagar pelo serviço, mais para a gente o que vale é o profissionalismo mesmo. S2: O espaço que você tem aqui de aprender fazendo é bom. Na informática, a teoria é mínima. O espaço que o Estado, e algumas secretarias dão para você enfrentar as dificuldades na prática, consertando computadores antigos principalmente, é bem grande. Para a boa condução da parceria entre órgão contratante e prestadora de serviços, as duas devem estabelecer em conjunto as políticas que previnam problemas de incompatibilidade, principalmente entre as equipes que unem terceiros e efetivos da organização. As barreiras que se apresentam ao longo do processo de terceirização resultam em transtornos no desenvolvimento do trabalho (BATISTA, 2004). Exemplos dessas barreiras ou pontos negativos ficaram por conta do destrato que a organização pública tem com o setor, da obsolescência das máquinas e programas desatualizados e pela falta de reconhecimento do trabalho dos técnicos. Ainda pesaram aqui as dificuldades impostas pela burocracia existente na mesma secretaria no fornecimento de inovações, e falta de capacitação do pessoal de TI. Outros agravantes apontados estão relacionados à questão do nepotismo e cargos de indicação e ainda o preconceito com o pessoal terceirizado. Essas constatações podem ser observadas nas declarações a seguir: S3: O que eu vejo de negativo é que tecnologia da informação é um campo que está crescendo e, apesar disso eu vejo o nosso parque tecnológico aqui da Secretaria tão defasado...o que poderia ajudar nesse sentido era a valorização da área de informática. Acho que ainda tem muito gestor/gerente que não valoriza a informática de uma empresa.... S4: Como negativo tem o fato de que, por ser terceirizado, as solicitações do setor demoram a chegar.mas não sei falar muito sobre as razões, não sei é por causa das prioridades da Secretaria..Tem muita coisa a ser feita, mas depende mais do órgão, da gerência. Outros fatores citados foram a questão da remuneração, o prestígio e as oportunidades. Conforme o entrevistados, estes fatores não estão presentes na Secretaria, como aponta o sujeito 5: S5: Lá fora pode até ter essa história de prestigio e oportunidades, mas aqui dentro não. O pessoal acha que porque a gente é terceirizado ganha muito bem e então não precisa de incentivos. IV CNEG 18

19 5. Conclusões Esta pesquisa buscou identificar os impactos que o trabalho regido por contratos de terceirização tem sobre a empregabilidade na perspectiva dos técnicos de suporte de informática de uma organização pública, partindo da suposição geral de que o vínculo terceirizado prejudica a empregabilidade do trabalhador. Diante da pesquisa empreendida, percebeu-se que, na organização estudada, de fato isto acontece. A empregabilidade dos profissionais de informática é deteriorada em diversos aspectos observados, conforme mostra a análise sintética das entrevistas no quadro a seguir. Aspecto analisado Sujeito 1 Sujeito 2 Sujeito 3 Sujeito 4 Sujeito 5 I II I II I II I II I II 1.1 vocacional avalia se o técnico tem afinidade com a área de TI. 1.2 perspectiva profissional analisa a visão do técnico quanto ao futuro da área de TI em que atua e o retorno da mesma em termos de oportunidades, prestígio e remuneração. 2. Atualização das tendências verifica de que forma o técnico se atualiza das inovações e tendências no setor de TI. 3. Atualização profissional avalia como o técnico trabalha sua capacitação na área de TI em que atua. X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X 4. Rede de relacionamentos como se caracteriza e X X X X X como é mantida a rede de relacionamento do técnico. 5. Oportunidades de trabalho como o técnico tem X X X X X conhecimento e qual a sua postura do técnico diante das oportunidades de trabalho. Prejuízo final para empregabilidade do técnico conforme por aspectos analisados. 50% 66% 33% 100% 100% Quadro 2 Análise dos impactos para a empregabilidade dos técnicos conforme os aspectos avaliados. Fonte: Elaborado pelo autor. I Aspecto muito afetado: problemas para a empregabilidade do técnico. II Aspecto pouco ou não afetado: sem maiores problemas para a empregabilidade do técnico. A partir destes resultados, constatou-se que os técnicos de informática da organização pesquisada foram afetados em 58% dos aspectos mencionados acima. Este percentual ratifica o prejuízo à empregabilidade destes profissionais, que mesmo com uma ou outra atitude mais empregável vislumbrada nas narrativas, não estão conseguindo impedir a deterioração de sua característica de empregabilidade. IV CNEG 19

20 Os aspectos mais afetados foram aqueles relacionados à vocação, às afinidades dos técnicos com a área de TI, à rede de relacionamentos, por se restringirem ao ambiente da Secretaria e a de outros órgão públicos, e ainda o aspecto que avalia o acesso às oportunidades de trabalho, pois em muitos dos casos os técnicos não viram oportunidades vantajosas nem internamente nem externamente à Secretaria. Além disso, ainda em relação ao aspecto das oportunidades, os sujeitos demonstraram acomodação ou restrições pessoais como o nível educacional. Esses aspectos foram afetados em 80% das vezes, segundo os técnicos pesquisados. O aspecto que trata das percepções dos técnicos sobre o trabalho na Secretaria foi analisado separadamente dos demais por ensejar uma análise mais aprofundada, o que o quadro síntese apresentado não permitiria fazer. Dessa maneira, como vantagens do trabalho realizado na organização, os sujeitos citaram os seguintes pontos favoráveis: a valorização da prática; o bom ambiente de trabalho e as trocas de experiências e conhecimentos. Além disso, foi citado ainda o senso de contribuição social do trabalho que realizam, dando suporte ao programas assistenciais do Governo Estadual. A remuneração foi citada apenas por programadores, e não por todos os técnicos de TI, o que impede a generalização. As dificuldades relatadas pelos profissionais entrevistados começam com o pouquíssimo e quase inexistente apoio à capacitação do pessoal técnico, que em sua grande maioria, desde que entrou nessa organização, jamais teve um único treinamento ou curso pago pela mesma, como é o caso de alguns técnicos de hardware e software. Existem também outras dificuldades como as restrições de acesso às inovações do setor de TI, as quais são fundamentais, considerando-se a freqüência com a qual a informática se atualiza. Estas restrições se devem basicamente aos atrasos nas solicitações de maquinário, softwares e outros equipamentos, todos necessários ao bom andamento dos trabalhos no setor, e para a própria qualificação dos técnicos. Constatou-se ainda o tratamento preconceituoso dado aos técnicos de informática terceirizados da Secretaria. Esta diferenciação entre os funcionários foi percebida na análise dos dados em exemplos como coerções por meio de palavras e olhares, além das restrições naturais que os mesmos técnicos sofrem de participação em eventos sociais dentro da Secretaria. Levando em consideração todos os pontos estudados e quanto ao objetivo geral, avaliou-se que, de fato, os impactos do trabalho regido por contratos de terceirização nessa IV CNEG 20

Distribuidor de Mobilidade GUIA OUTSOURCING

Distribuidor de Mobilidade GUIA OUTSOURCING Distribuidor de Mobilidade GUIA OUTSOURCING 1 ÍNDICE 03 04 06 07 09 Introdução Menos custos e mais controle Operação customizada à necessidade da empresa Atendimento: o grande diferencial Conclusão Quando

Leia mais

Futuro do trabalho O futuro do trabalho Destaques O futuro do trabalho: Impactos e desafios para as empresas no Brasil

Futuro do trabalho O futuro do trabalho Destaques O futuro do trabalho: Impactos e desafios para as empresas no Brasil 10Minutos Futuro do trabalho Pesquisa sobre impactos e desafios das mudanças no mundo do trabalho para as organizações no B O futuro do trabalho Destaques Escassez de profissionais, novos valores e expectativas

Leia mais

1 O texto da Constituição Federal de 1988 diz: Art. 7. São direitos dos trabalhadores urbanos e

1 O texto da Constituição Federal de 1988 diz: Art. 7. São direitos dos trabalhadores urbanos e 1 Introdução A presente pesquisa tem como objeto de estudo a inserção da pessoa com deficiência física no mercado de trabalho. Seu objetivo principal é o de compreender a visão que as mesmas constroem

Leia mais

Empresas descobrem a importância da educação no trabalho e abrem as portas para pedagogos

Empresas descobrem a importância da educação no trabalho e abrem as portas para pedagogos Empresas descobrem a importância da educação no trabalho e abrem as portas para pedagogos Já passou a época em que o pedagogo ocupava-se somente da educação infantil. A pedagogia hoje dispõe de uma vasta

Leia mais

A PERCEPÇÃO DAS EMPRESAS SOBRE OS SERVIÇOS PRESTADOS PELOS PROFISSIONAIS DA AREA DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO 1

A PERCEPÇÃO DAS EMPRESAS SOBRE OS SERVIÇOS PRESTADOS PELOS PROFISSIONAIS DA AREA DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO 1 A PERCEPÇÃO DAS EMPRESAS SOBRE OS SERVIÇOS PRESTADOS PELOS PROFISSIONAIS DA AREA DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO 1 Tatiana Pereira da Silveira 1 RESUMO O objetivo deste trabalho é apresentar os resultados da

Leia mais

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey Executivos em todos os níveis consideram que a sustentabilidade tem um papel comercial importante. Porém, quando se trata

Leia mais

25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1

25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 RECURSOS HUMANOS EM UMA ORGANIZAÇÃO HOSPITALAR COM PERSPECTIVA DE DESENVOLVIVENTO DO CLIMA ORGANIZACONAL: O CASO DO HOSPITAL WILSON ROSADO EM MOSSORÓ RN

Leia mais

Investimento para Mulheres

Investimento para Mulheres Investimento para Mulheres Sophia Mind A Sophia Mind Pesquisa e Inteligência de Mercado é a empresa do grupo de comunicação feminina Bolsa de Mulher voltada para pesquisa e inteligência de mercado. Cem

Leia mais

Visão Geral sobre Gestão de Projetos e Iniciação de Projetos Aula 2

Visão Geral sobre Gestão de Projetos e Iniciação de Projetos Aula 2 Visão Geral sobre Gestão de Projetos e Iniciação de Projetos Aula 2 Miriam Regina Xavier de Barros, PMP mxbarros@uol.com.br Agenda Bibliografia e Avaliação 1. Visão Geral sobre o PMI e o PMBOK 2. Introdução

Leia mais

Veículo: Site Estilo Gestão RH Data: 03/09/2008

Veículo: Site Estilo Gestão RH Data: 03/09/2008 Veículo: Site Estilo Gestão RH Data: 03/09/2008 Seção: Entrevista Pág.: www.catho.com.br SABIN: A MELHOR EMPRESA DO BRASIL PARA MULHERES Viviane Macedo Uma empresa feita sob medida para mulheres. Assim

Leia mais

USO DE REDES SOCIAIS EM AMBIENTES CORPORATIVOS. www.gentispanel.com.br

USO DE REDES SOCIAIS EM AMBIENTES CORPORATIVOS. www.gentispanel.com.br USO DE REDES SOCIAIS EM AMBIENTES CORPORATIVOS www.gentispanel.com.br Só quem tem uma base de 6,5 milhões de pessoas pode resolver suas pesquisas de mercado em poucos dias. Pesquisas ad-hoc Consumidores

Leia mais

Pesquisa com Professores de Escolas e com Alunos da Graduação em Matemática

Pesquisa com Professores de Escolas e com Alunos da Graduação em Matemática Pesquisa com Professores de Escolas e com Alunos da Graduação em Matemática Rene Baltazar Introdução Serão abordados, neste trabalho, significados e características de Professor Pesquisador e as conseqüências,

Leia mais

AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE TERCEIRIZAÇÃO - TST -

AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE TERCEIRIZAÇÃO - TST - AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE TERCEIRIZAÇÃO - TST - (4 e 5 de outubro de 2011) PROF. LÍVIO GIOSA PROF. LÍVIO GIOSA Administrador de Empresas com Pós Graduação em Business Administration pela New York University

Leia mais

RECRUTAMENTO E SELEÇÃO DE PESSOAL: PERSPECTIVAS E DESAFIOS PARA A GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS

RECRUTAMENTO E SELEÇÃO DE PESSOAL: PERSPECTIVAS E DESAFIOS PARA A GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS RECRUTAMENTO E SELEÇÃO DE PESSOAL: PERSPECTIVAS E DESAFIOS PARA A GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS 2012 Graduando em Psicologia na Universidade Federal do Ceará (UFC), Brasil adauto_montenegro@hotmail.com

Leia mais

LIDERANÇA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO Prof. Joel Dutra

LIDERANÇA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO Prof. Joel Dutra LIDERANÇA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO Prof. Joel Dutra INTRODUÇÃO As organizações vivem em um ambiente em constante transformação que exige respostas rápidas e efetivas, respostas dadas em função das especificidades

Leia mais

FACULDADE ANHANGUERA DE ITAPECERICA DA SERRA

FACULDADE ANHANGUERA DE ITAPECERICA DA SERRA FACULDADE ANHANGUERA DE ITAPECERICA DA SERRA Profº Paulo Barreto Paulo.santosi9@aedu.com www.paulobarretoi9consultoria.com.br 1 Analista da Divisão de Contratos da PRODESP Diretor de Esporte do Prodesp

Leia mais

Alinhamento Estratégico. A importância do alinhamento entre a TI e o Negócio e o método proposto pelo framework do CobiT 4.1

Alinhamento Estratégico. A importância do alinhamento entre a TI e o Negócio e o método proposto pelo framework do CobiT 4.1 Conhecimento em Tecnologia da Informação Alinhamento Estratégico A importância do alinhamento entre a TI e o Negócio e o método proposto pelo framework do CobiT 4.1 2010 Bridge Consulting Apresentação

Leia mais

FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FEA USP ARTIGO

FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FEA USP ARTIGO FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FEA USP ARTIGO COMO AS MUDANÇAS NAS ORGANIZAÇÕES ESTÃO IMPACTANDO A ÁREA DE RECURSOS HUMANOS Paola Moreno Giglioti Administração

Leia mais

O turismo e os recursos humanos

O turismo e os recursos humanos Introdução O turismo e os recursos humanos Belíssimas praias, dunas, cachoeiras, cavernas, montanhas, florestas, falésias, rios, lagos, manguezais etc.: sem dúvida, o principal destaque do Brasil no setor

Leia mais

Freelapro. Título: Como o Freelancer pode transformar a sua especialidade em um produto digital ganhando assim escala e ganhando mais tempo

Freelapro. Título: Como o Freelancer pode transformar a sua especialidade em um produto digital ganhando assim escala e ganhando mais tempo Palestrante: Pedro Quintanilha Freelapro Título: Como o Freelancer pode transformar a sua especialidade em um produto digital ganhando assim escala e ganhando mais tempo Quem sou eu? Eu me tornei um freelancer

Leia mais

4. Tendências em Gestão de Pessoas

4. Tendências em Gestão de Pessoas 4. Tendências em Gestão de Pessoas Em 2012, Gerenciar Talentos continuará sendo uma das prioridades da maioria das empresas. Mudanças nas estratégias, necessidades de novas competências, pressões nos custos

Leia mais

Visão Geral dos Sistemas de Informação

Visão Geral dos Sistemas de Informação Visão Geral dos Sistemas de Informação Existem muitos tipos de sistemas de informação no mundo real. Todos eles utilizam recursos de hardware, software, rede e pessoas para transformar os recursos de dados

Leia mais

Resultados de Pesquisa sobre utilização empresarial de Plataformas Móveis

Resultados de Pesquisa sobre utilização empresarial de Plataformas Móveis Resultados de Pesquisa sobre utilização empresarial de Plataformas Móveis Apresentação Esta pesquisa sobre a utilização empresarial de Plataformas Móveis, teve como público-alvo profissionais de TI e executivos

Leia mais

RELATÓRIO DE PESQUISA INSTITUCIONAL: Avaliação dos alunos egressos de Direito

RELATÓRIO DE PESQUISA INSTITUCIONAL: Avaliação dos alunos egressos de Direito RELATÓRIO DE PESQUISA INSTITUCIONAL: Avaliação dos alunos egressos de Direito CARIACICA-ES ABRIL DE 2011 FACULDADE ESPÍRITO SANTENSE DE CIÊNCIAS JURÍDICAS Pesquisa direcionada a alunos egressos dos cursos

Leia mais

2012 Copyright. Curso Agora Eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. Tribunais Gestão de Pessoas Questões Giovanna Carranza

2012 Copyright. Curso Agora Eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. Tribunais Gestão de Pessoas Questões Giovanna Carranza 2012 Copyright. Curso Agora Eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. Tribunais Gestão de Pessoas Questões Giovanna Carranza 01. Conceitualmente, recrutamento é: (A) Um conjunto de técnicas e procedimentos

Leia mais

INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO. Adriana Beal, Eng. MBA Maio de 2001

INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO. Adriana Beal, Eng. MBA Maio de 2001 INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, Eng. MBA Maio de 2001 Apresentação Existe um consenso entre especialistas das mais diversas áreas de que as organizações bem-sucedidas no século XXI serão

Leia mais

O talento como diferencial de carreira... Uma fórmula de sucesso

O talento como diferencial de carreira... Uma fórmula de sucesso O talento como diferencial de carreira... Uma fórmula de sucesso Maiane Bertoldo Lewandowski Consultora de RH Hospital Mãe de Deus TRANSFORMAÇÕES NO MERCADO DE TRABALHO Mudança de modelo mental; Escassez

Leia mais

FORMAÇÃO CONTINUADA: MUDANÇAS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA NA VIVÊNCIA DE UM PROGRAMA.

FORMAÇÃO CONTINUADA: MUDANÇAS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA NA VIVÊNCIA DE UM PROGRAMA. FORMAÇÃO CONTINUADA: MUDANÇAS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA NA VIVÊNCIA DE UM PROGRAMA. Rosângela de Fátima Cavalcante França* Universidade Federal de Mato Grosso do Sul RESUMO Este texto apresenta de forma resumida

Leia mais

Agenda. Noções de Empregabilidade; Profissões tecnológicas ligadas à Computação; Visão do Mercado de Trabalho na Bahia e no Brasil.

Agenda. Noções de Empregabilidade; Profissões tecnológicas ligadas à Computação; Visão do Mercado de Trabalho na Bahia e no Brasil. Prof. Fernando Cardeal fcardeal@ifba.edu.br Agenda Noções de Empregabilidade; Profissões tecnológicas ligadas à Computação; Visão do Mercado de Trabalho na Bahia e no Brasil. Tempo estimado: 40 minutos.

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS 1 SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS John F. Eichstaedt, Toni Édio Degenhardt Professora: Eliana V. Jaeger RESUMO: Este artigo mostra o que é um SIG (Sistema de Informação gerencial) em uma aplicação prática

Leia mais

Ana Claudia M. dos SANTOS 1 Edson Leite Lopes GIMENEZ 2

Ana Claudia M. dos SANTOS 1 Edson Leite Lopes GIMENEZ 2 O desempenho do processo de recrutamento e seleção e o papel da empresa neste acompanhamento: Um estudo de caso na Empresa Ober S/A Indústria E Comercio Ana Claudia M. dos SANTOS 1 Edson Leite Lopes GIMENEZ

Leia mais

PROGRAMA JOVEM APRENDIZ

PROGRAMA JOVEM APRENDIZ JOVEM APRENDIZ Eu não conhecia nada dessa parte administrativa de uma empresa. Descobri que é isso que eu quero fazer da minha vida! Douglas da Silva Serra, 19 anos - aprendiz Empresa: Sinal Quando Douglas

Leia mais

EMBRATEL ENTREVISTA: Pietro Delai IDC Brasil DATA CENTER VIRTUAL - DCV

EMBRATEL ENTREVISTA: Pietro Delai IDC Brasil DATA CENTER VIRTUAL - DCV EMBRATEL ENTREVISTA: Pietro Delai IDC Brasil DATA CENTER VIRTUAL - DCV DATA CENTER VIRTUAL - DCV Em entrevista, Pietro Delai, Gerente de Pesquisa e Consultoria da IDC Brasil relata os principais avanços

Leia mais

Gestão. Práticas. Editorial. Geovanne. Acesse online: 01. Indicador de motivo de não venda 02. DRE (demonstração dos resultados do exercício) 03 e 04

Gestão. Práticas. Editorial. Geovanne. Acesse online: 01. Indicador de motivo de não venda 02. DRE (demonstração dos resultados do exercício) 03 e 04 Práticas de Gestão Editorial Geovanne. 02 01. Indicador de motivo de não venda 02. DRE (demonstração dos resultados do exercício) Como faço isso? Acesse online: 03 e 04 www. No inicio da década de 90 os

Leia mais

Administração de CPD Chief Information Office

Administração de CPD Chief Information Office Administração de CPD Chief Information Office Cássio D. B. Pinheiro pinheiro.cassio@ig.com.br cassio.orgfree.com Objetivos Apresentar os principais conceitos e elementos relacionados ao profissional de

Leia mais

Metodologia de Desenvolvimento de Sistemas

Metodologia de Desenvolvimento de Sistemas Metodologia de Desenvolvimento de Sistemas Aula 1 Ementa Fases do Ciclo de Vida do Desenvolvimento de Software, apresentando como os métodos, ferramentas e procedimentos da engenharia de software, podem

Leia mais

M A N U A L TREINAMENTO. Mecânica de Veículos Piçarras Ltda. Manual Prático de Procedimento do Treinamento

M A N U A L TREINAMENTO. Mecânica de Veículos Piçarras Ltda. Manual Prático de Procedimento do Treinamento M A N U A L TREINAMENTO 1. Introdução A velocidade das mudanças tecnológicas, o aumento da diversidade nos locais de trabalho e a acentuada mobilidade dos trabalhadores atuais são aspectos do mundo contemporâneo

Leia mais

HISTÓRIAREAL. Como o Rodrigo passou do estresse total para uma vida mais balanceada. Rodrigo Pinto. Microsoft

HISTÓRIAREAL. Como o Rodrigo passou do estresse total para uma vida mais balanceada. Rodrigo Pinto. Microsoft HISTÓRIAREAL Rodrigo Pinto Microsoft Como o Rodrigo passou do estresse total para uma vida mais balanceada Com a enorme quantidade de informação, o funcionário perde o controle do que é prioritário para

Leia mais

Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS

Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS Adm.Walter Lerner 1.Gestão,Competência e Liderança 1.1.Competências de Gestão Competências Humanas e Empresariais são Essenciais Todas as pessoas estão, indistintamente,

Leia mais

EMPREENDEDORISMO: POR QUE DEVERIA APRENDER?

EMPREENDEDORISMO: POR QUE DEVERIA APRENDER? EMPREENDEDORISMO: POR QUE DEVERIA APRENDER? Anderson Katsumi Miyatake Emerson Oliveira de Almeida Rafaela Schauble Escobar Tellis Bruno Tardin Camila Braga INTRODUÇÃO O empreendedorismo é um tema bastante

Leia mais

I. A empresa de pesquisa de executivos deve lhe fornecer uma avaliação precisa e cândida das suas capacidades para realizar sua pesquisa.

I. A empresa de pesquisa de executivos deve lhe fornecer uma avaliação precisa e cândida das suas capacidades para realizar sua pesquisa. DIREITO DOS CLIENTES O que esperar de sua empresa de Executive Search Uma pesquisa de executivos envolve um processo complexo que requer um investimento substancial do seu tempo e recursos. Quando você

Leia mais

Utilização dos processos de RH em algumas empresas da cidade de Bambuí: um estudo multi-caso

Utilização dos processos de RH em algumas empresas da cidade de Bambuí: um estudo multi-caso III Semana de Ciência e Tecnologia do IFMG campus Bambuí II Jornada Científica 9 a 23 de Outubro de 200 Utilização dos processos de RH em algumas empresas da cidade de Bambuí: um estudo multi-caso Sablina

Leia mais

Pessoas e Negócios em Evolução

Pessoas e Negócios em Evolução Empresa: Atuamos desde 2001 nos diversos segmentos de Gestão de Pessoas, desenvolvendo serviços diferenciados para empresas privadas, associações e cooperativas. Prestamos serviços em mais de 40 cidades

Leia mais

QUER TER SUCESSO NOS NEGÓCIOS? CONFIRA NOSSAS DICAS!

QUER TER SUCESSO NOS NEGÓCIOS? CONFIRA NOSSAS DICAS! QUER TER SUCESSO NOS NEGÓCIOS? CONFIRA NOSSAS DICAS! 4 Introdução 5 Conheça seu público 5 Crie uma identidade para sua empresa 6 Construa um site responsivo 6 Seja direto, mas personalize o máximo possível

Leia mais

Os desafios do Bradesco nas redes sociais

Os desafios do Bradesco nas redes sociais Os desafios do Bradesco nas redes sociais Atual gerente de redes sociais do Bradesco, Marcelo Salgado, de 31 anos, começou sua carreira no banco como operador de telemarketing em 2000. Ele foi um dos responsáveis

Leia mais

Proposta de Avaliação de Empresas para o uso do SAAS

Proposta de Avaliação de Empresas para o uso do SAAS 1 INSTITUTO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PÓS-GRADUAÇÃO Gestão e Tecnologia da Informação/ IFTI 1402 Turma 25 09 de abril de 2015 Proposta de Avaliação de Empresas para o uso do SAAS Raphael Henrique Duarte

Leia mais

Os profissionais estão envelhecendo. E agora?

Os profissionais estão envelhecendo. E agora? 10Minutos Gestão de talentos Pesquisa sobre envelhecimento da força de trabalho no Bras Os profissionais estão envelhecendo. E agora? Fevereiro 2015 Destaques O Bras está envelhecendo rapidamente. Estima-se

Leia mais

Perfil do egresso dos cursos de computação da UFS no mercado de trabalho

Perfil do egresso dos cursos de computação da UFS no mercado de trabalho Perfil do egresso dos cursos de computação da UFS no mercado de trabalho SEMINFO/UFS/ITA 2012 Leonardo Nogueira Matos Outubro de 2012 Leonardo Nogueira Matos (DCOMP/UFS) Perfil do egresso dos cursos de

Leia mais

TÍTULO: A DIMENSÃO TÉCNICO-OPERATIVO DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL: RELEITURA DOS INSTRUMENTOS E TÉCNICAS UTILIZADOS NA PROFISSÃO

TÍTULO: A DIMENSÃO TÉCNICO-OPERATIVO DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL: RELEITURA DOS INSTRUMENTOS E TÉCNICAS UTILIZADOS NA PROFISSÃO TÍTULO: A DIMENSÃO TÉCNICO-OPERATIVO DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL: RELEITURA DOS INSTRUMENTOS E TÉCNICAS UTILIZADOS NA PROFISSÃO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: SERVIÇO

Leia mais

8 Erros Que Podem Acabar Com Seu Negócio de Marketing Digital

8 Erros Que Podem Acabar Com Seu Negócio de Marketing Digital 8 Erros Que Podem Acabar Com Seu Negócio de Marketing Digital Empreender em negócios de marketing digital seguramente foi uma das melhores decisões que tomei em minha vida. Além de eu hoje poder ter minha

Leia mais

O IMPACTO DA UTILIZAÇÃO DE UM SOFTWARE DE GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE PROJETOS NAS EMPRESAS

O IMPACTO DA UTILIZAÇÃO DE UM SOFTWARE DE GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE PROJETOS NAS EMPRESAS O IMPACTO DA UTILIZAÇÃO DE UM SOFTWARE DE GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE PROJETOS NAS EMPRESAS Nadia Al-Bdywoui (nadia_alb@hotmail.com) Cássia Ribeiro Sola (cassiaribs@yahoo.com.br) Resumo: Com a constante

Leia mais

Outsourcing e Terceirização

Outsourcing e Terceirização ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Estratégia de Negócios em TI (Parte 4) Outsourcing e Terceirização Prof. Me. Walteno Martins Parreira Jr Definições Processo de gestão pelo qual se

Leia mais

ARTIGOS AÇÕES MOTIVACIONAIS

ARTIGOS AÇÕES MOTIVACIONAIS ARTIGOS AÇÕES MOTIVACIONAIS ÍNDICE em ordem alfabética: Artigo 1 - ENDOMARKETING: UMA FERRAMENTA ESTRATÉGICA PARA DESENVOLVER O COMPROMETIMENTO... pág. 2 Artigo 2 - MOTIVANDO-SE... pág. 4 Artigo 3 - RECURSOS

Leia mais

Rodrigo Rennó Questões CESPE para o MPU 12

Rodrigo Rennó Questões CESPE para o MPU 12 Rodrigo Rennó Questões CESPE para o MPU 12 Questões sobre o tópico Desenvolvimento e treinamento de pessoal: levantamento de necessidades, programação, execução e avaliação. Olá Pessoal, hoje veremos outro

Leia mais

Organização e a Terceirização da área de TI. Profa. Reane Franco Goulart

Organização e a Terceirização da área de TI. Profa. Reane Franco Goulart Organização e a Terceirização da área de TI Profa. Reane Franco Goulart Como surgiu? A terceirização é uma ideia consolidada logo após a Segunda Guerra Mundial, com as indústrias bélicas americanas, as

Leia mais

Uso de Equipamentos de Informática e Telecomunicações

Uso de Equipamentos de Informática e Telecomunicações O SETOR SERVIÇOS DO ESTADO DO ACRE Estrutura Características Setoriais e Regionais A Paer pesquisou as unidades locais, com mais de 20 pessoas ocupadas, do setor serviços do, constatando a presença de

Leia mais

cada fator e seus componentes.

cada fator e seus componentes. 5 CONCLUSÃO Conforme mencionado nas seções anteriores, o objetivo deste trabalho foi o de identificar quais são os fatores críticos de sucesso na gestão de um hospital privado e propor um modelo de gestão

Leia mais

5 Considerações finais

5 Considerações finais 5 Considerações finais 5.1. Conclusões A presente dissertação teve o objetivo principal de investigar a visão dos alunos que se formam em Administração sobre RSC e o seu ensino. Para alcançar esse objetivo,

Leia mais

O Administrador e a Magnitude de sua Contribuição para a Sociedade. O Administrador na Gestão de Pessoas

O Administrador e a Magnitude de sua Contribuição para a Sociedade. O Administrador na Gestão de Pessoas O Administrador e a Magnitude de sua Contribuição para a Sociedade Eficácia e Liderança de Performance O Administrador na Gestão de Pessoas Grupo de Estudos em Administração de Pessoas - GEAPE 27 de novembro

Leia mais

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID): UMA AVALIAÇÃO DA ESCOLA SOBRE SUAS CONTRIBUIÇÕES

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID): UMA AVALIAÇÃO DA ESCOLA SOBRE SUAS CONTRIBUIÇÕES PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID): UMA AVALIAÇÃO DA ESCOLA SOBRE SUAS CONTRIBUIÇÕES Silva.A.A.S. Acadêmica do curso de Pedagogia (UVA), Bolsista do PIBID. Resumo: O trabalho

Leia mais

GESTÃO POR COMPETÊNCIAS

GESTÃO POR COMPETÊNCIAS GESTÃO POR COMPETÊNCIAS STM ANALISTA/2010 ( C ) Conforme legislação específica aplicada à administração pública federal, gestão por competência e gestão da capacitação são equivalentes. Lei 5.707/2006

Leia mais

Aula 09 - Remuneração por competências: uma alavanca para o capital intelectual

Aula 09 - Remuneração por competências: uma alavanca para o capital intelectual Aula 09 - Remuneração por competências: uma alavanca para o capital intelectual Objetivos da aula: Estudar a remuneração por habilidades; Sistematizar habilidades e contrato de desenvolvimento contínuo.

Leia mais

Cursos de Formação em Alternância na Banca Relatório de Follow-up 2010-2013 Lisboa e Porto

Cursos de Formação em Alternância na Banca Relatório de Follow-up 2010-2013 Lisboa e Porto Cursos de Formação em Alternância na Banca Relatório de Follow-up 2010-2013 Lisboa e Porto Outubro de 2015 Índice 1. Introdução... 3 2. Caraterização do Estudo... 4 3. Resultado Global dos Cursos de Lisboa

Leia mais

Sistemas de Remuneração Tradicionais e a Remuneração Estratégica

Sistemas de Remuneração Tradicionais e a Remuneração Estratégica Sistemas de Remuneração Tradicionais e a Remuneração Estratégica por Camila Hatsumi Minamide* Vivemos em um ambiente com transformações constantes: a humanidade sofre diariamente mudanças nos aspectos

Leia mais

Contratação de serviços de Limpeza

Contratação de serviços de Limpeza 19º Jornada de Controle de Infecção Hospitalar de Ribeirão Preto 1º Jornada de Inovação da Prática em Enfermagem Contratação de serviços de Limpeza próprio terceirizado Vantagens e desvantagens e como

Leia mais

Jardim Fim de Semana UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE

Jardim Fim de Semana UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE Jardim Fim de Semana Bruna de Carvalho Raggi Terra Carolina Ramos Troeira Fabio Jose Cação Kono Gustavo Perticarati Ruiz Polido

Leia mais

Palestrante Paulo Gerhardt Inspira, Motiva e Sensibiliza para Resultados Superiores

Palestrante Paulo Gerhardt Inspira, Motiva e Sensibiliza para Resultados Superiores Palestrante Paulo Gerhardt Inspira, Motiva e Sensibiliza para Resultados Superiores Com uma abordagem inovadora e lúdica, o professor Paulo Gerhardt tem conquistado plateias em todo o Brasil. Seu profundo

Leia mais

Região. Mais um exemplo de determinação

Região. Mais um exemplo de determinação O site Psicologia Nova publica a entrevista com Úrsula Gomes, aprovada em primeiro lugar no concurso do TRT 8 0 Região. Mais um exemplo de determinação nos estudos e muita disciplina. Esse é apenas o começo

Leia mais

CASE PRÊMIO ANSP 2005

CASE PRÊMIO ANSP 2005 CASE PRÊMIO ANSP 2005 1 BVP HAND: Mobilidade para fazer cotações através de dispositivos portáteis. Índice...2 Resumo Executivo...3 Clientes no Brasil...4 1. Sinopse...5 2. Problema...6 3. Solução...7

Leia mais

Quais são os objetivos dessa Política?

Quais são os objetivos dessa Política? A Conab possui uma Política de Gestão de Desempenho que define procedimentos e regulamenta a prática de avaliação de desempenho dos seus empregados, baseada num Sistema de Gestão de Competências. Esse

Leia mais

Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS. Prof. Roberto Marcello

Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS. Prof. Roberto Marcello Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Prof. Roberto Marcello SI Sistemas de gestão A Gestão dos Sistemas Integrados é uma forma organizada e sistemática de buscar a melhoria de resultados.

Leia mais

Rodrigo Rennó Questões CESPE para o MPU 06

Rodrigo Rennó Questões CESPE para o MPU 06 Rodrigo Rennó Questões CESPE para o MPU 06 Questões sobre o tópico Avaliação de Desempenho: objetivos, métodos, vantagens e desvantagens. Olá Pessoal, Espero que estejam gostando dos artigos. Hoje veremos

Leia mais

medida. nova íntegra 1. O com remuneradas terem Isso é bom

medida. nova íntegra 1. O com remuneradas terem Isso é bom Entrevista esclarece dúvidas sobre acúmulo de bolsas e atividadess remuneradas Publicada por Assessoria de Imprensa da Capes Quinta, 22 de Julho de 2010 19:16 No dia 16 de julho de 2010, foi publicada

Leia mais

Estimativas Profissionais Plano de Carreira Empregabilidade Gestão de Pessoas

Estimativas Profissionais Plano de Carreira Empregabilidade Gestão de Pessoas By Marcos Garcia Como as redes sociais podem colaborar no planejamento e desenvolvimento de carreira (individual e corporativo) e na empregabilidade dos profissionais, analisando o conceito de Carreira

Leia mais

RELATÓRIO MESA DEVOLVER DESIGN (EXTENSÃO) Falta aplicação teórica (isso pode favorecer o aprendizado já que o aluno não tem a coisa pronta)

RELATÓRIO MESA DEVOLVER DESIGN (EXTENSÃO) Falta aplicação teórica (isso pode favorecer o aprendizado já que o aluno não tem a coisa pronta) 1ª RODADA RELAÇÃO PRÁTICA E TEORIA Pouca teoria, muitas oficinas Matérias não suprem as necessidades de um designer Falta aplicação teórica (isso pode favorecer o aprendizado já que o aluno não tem a coisa

Leia mais

A RELAÇÃO ENTRE A MOTIVAÇÃO E A ROTATIVIDADE DE FUNCIONÁRIOS EM UMA EMPRESA

A RELAÇÃO ENTRE A MOTIVAÇÃO E A ROTATIVIDADE DE FUNCIONÁRIOS EM UMA EMPRESA A RELAÇÃO ENTRE A MOTIVAÇÃO E A ROTATIVIDADE DE FUNCIONÁRIOS EM UMA EMPRESA Elaine Schweitzer Graduanda do Curso de Hotelaria Faculdades Integradas ASSESC RESUMO Em tempos de globalização, a troca de informações

Leia mais

PLANO DE NEGÓCIOS. O QUE É?

PLANO DE NEGÓCIOS. O QUE É? NE- CACT O Núcleo de Empreendedorismo da UNISC existe para estimular atitudes empreendedoras e promover ações de incentivo ao empreendedorismo e ao surgimento de empreendimentos de sucesso, principalmente,

Leia mais

CONTRIBUIÇÃO DE UMA DIRETORIA DE PROJETOS

CONTRIBUIÇÃO DE UMA DIRETORIA DE PROJETOS www.tecnologiadeprojetos.com.br Diretoria de Acompanhamento e Avaliação de Projetos da Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais DAPE/SEE-MG RELATÓRIO DE PESQUISA 1 : CONTRIBUIÇÃO DE UMA DIRETORIA

Leia mais

MANUAL DO ALUNO EM DISCIPLINAS NA MODALIDADE A DISTÂNCIA

MANUAL DO ALUNO EM DISCIPLINAS NA MODALIDADE A DISTÂNCIA MANUAL DO ALUNO EM DISCIPLINAS NA MODALIDADE A DISTÂNCIA ORIENTAÇÕES PARA OS ESTUDOS EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Caro (a) Acadêmico (a), Seja bem-vindo (a) às disciplinas ofertadas na modalidade a distância.

Leia mais

Solução CA Technologies Garante Entrega de Novo Serviço de Notícias do Jornal Valor Econômico

Solução CA Technologies Garante Entrega de Novo Serviço de Notícias do Jornal Valor Econômico CUSTOMER SUCCESS STORY Abril 2014 Solução CA Technologies Garante Entrega de Novo Serviço de Notícias do Jornal Valor Econômico PERFIL DO CLIENTE Indústria: Mídia Companhia: Valor Econômico Funcionários:

Leia mais

Nosso sucesso é sua logística bem-sucedida!

Nosso sucesso é sua logística bem-sucedida! Nosso sucesso é sua logística bem-sucedida! Sobre a Store Automação A Store Automação é uma das empresas líderes em TI no Brasil. Especializada em softwares orientados à logística e com vinte anos de atuação,

Leia mais

OS NOVOS PARADIGMAS DA FORMAÇÃO CONTINUADA: DA EDUCAÇÃO BÁSICA À PÓSGRADUAÇÃO

OS NOVOS PARADIGMAS DA FORMAÇÃO CONTINUADA: DA EDUCAÇÃO BÁSICA À PÓSGRADUAÇÃO OS NOVOS PARADIGMAS DA FORMAÇÃO CONTINUADA: DA EDUCAÇÃO BÁSICA À PÓSGRADUAÇÃO Profa. Drª. Ana Maria Maranhão 1 Resumo: A tecnologia da Informação e de modo específico o computador, oferece as diferentes

Leia mais

Segredos e Estratégias para Equipes Campeãs

Segredos e Estratégias para Equipes Campeãs Segredos e Estratégias para Equipes Campeãs Ultrapassando barreiras e superando adversidades. Ser um gestor de pessoas não é tarefa fácil. Existem vários perfis de gestores espalhados pelas organizações,

Leia mais

FIPECAFI e IBRI divulgam resultado da 5ª Pesquisa sobre o Perfil e a Área de Relações com Investidores

FIPECAFI e IBRI divulgam resultado da 5ª Pesquisa sobre o Perfil e a Área de Relações com Investidores FIPECAFI e IBRI divulgam resultado da 5ª Pesquisa sobre o Perfil e a Área de Relações com Investidores Os resultados da 5ª Pesquisa sobre o perfil e a área de Relações com Investidores no Brasil divulgado

Leia mais

Figura 1 - Processo de transformação de dados em informação. Fonte: (STAIR e REYNOLDS, 2008, p. 6, adaptado).

Figura 1 - Processo de transformação de dados em informação. Fonte: (STAIR e REYNOLDS, 2008, p. 6, adaptado). Tecnologia da Informação (TI) A tecnologia é o meio, o modo pelo qual os dados são transformados e organizados para a sua utilização (LAUDON; LAUDON, 1999). Os dados podem ser considerados como fatos básicos,

Leia mais

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva.

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva. COMPREENDENDO A GESTÃO DE PESSOAS Karina Fernandes de Miranda Helenir Celme Fernandes de Miranda RESUMO: Este artigo apresenta as principais diferenças e semelhanças entre gestão de pessoas e recursos

Leia mais

SIGNIFICADOS ATRIBUÍDOS ÀS AÇÕES DE FORMAÇÃO CONTINUADA DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DO RECIFE/PE

SIGNIFICADOS ATRIBUÍDOS ÀS AÇÕES DE FORMAÇÃO CONTINUADA DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DO RECIFE/PE SIGNIFICADOS ATRIBUÍDOS ÀS AÇÕES DE FORMAÇÃO CONTINUADA DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DO RECIFE/PE Adriele Albertina da Silva Universidade Federal de Pernambuco, adrielealbertina18@gmail.com Nathali Gomes

Leia mais

XVIII JORNADA DE ENFERMAGEM EM HEMODINÂMICA.

XVIII JORNADA DE ENFERMAGEM EM HEMODINÂMICA. . Qualificando o desempenho operacional utilizando ferramentas de Tecnologia de Informação. sfl.almada@gmail.com Enfª Sueli de Fátima da Luz Formação: Bacharel em Enfermagem e Obstetrícia Universidade

Leia mais

Revista Eletrônica Aboré Publicação da Escola Superior de Artes e Turismo - Edição 03/2007 ISSN 1980-6930

Revista Eletrônica Aboré Publicação da Escola Superior de Artes e Turismo - Edição 03/2007 ISSN 1980-6930 AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DA QUALIDADE DOS SERVIÇOS PRESTADOS NOS HOTÉIS DE CATEGORIA QUATRO ESTRELAS NA CIDADE DE MANAUS SEGUNDO A PERCEPÇÃO DOS COLABORADORES Érica de Souza Rabelo 1 Helen Rita Menezes Coutinho

Leia mais

ERP. Enterprise Resource Planning. Planejamento de recursos empresariais

ERP. Enterprise Resource Planning. Planejamento de recursos empresariais ERP Enterprise Resource Planning Planejamento de recursos empresariais O que é ERP Os ERPs em termos gerais, são uma plataforma de software desenvolvida para integrar os diversos departamentos de uma empresa,

Leia mais

GESTÃO DE EMPRESA FAMILIAR: Um estudo de caso da HEBRON

GESTÃO DE EMPRESA FAMILIAR: Um estudo de caso da HEBRON GESTÃO DE EMPRESA FAMILIAR: Um estudo de caso da HEBRON Antonio Henrique Neto, Discente da Faculdade Integrada de Pernambuco - FACIPE Suzane Bezerra de França, - FACIPE, SEDUC/PE docente. suzyfranca@yahoo.com.br

Leia mais

1. PRÁTICA EFICAZ DE GESTÃO EDUCACIONAL Gestão do ciclo completo de relacionamento com o aluno SRM da Universidade Feevale

1. PRÁTICA EFICAZ DE GESTÃO EDUCACIONAL Gestão do ciclo completo de relacionamento com o aluno SRM da Universidade Feevale RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO 1. PRÁTICA EFICAZ DE GESTÃO EDUCACIONAL Gestão do ciclo completo de relacionamento com o aluno SRM da Universidade Feevale 1.1 Histórico da Prática Eficaz Por meio do Departamento

Leia mais

Construindo o Conteúdo da Liderança. José Renato S. Santiago Jr.

Construindo o Conteúdo da Liderança. José Renato S. Santiago Jr. Construindo o Conteúdo da Liderança José Renato S. Santiago Jr. Gestão Estratégica de RH Módulo 1: Alinhando Gestão de Pessoas com a Estratégia da Empresa Módulo 2: Compreendendo e Dinamizando a Cultura

Leia mais

FIGURA 1: Capacidade de processos e maturidade Fonte: McCormack et al., 2003, 47p. Maturidade SCM Foco SCM. Inter-organizacional. Alta.

FIGURA 1: Capacidade de processos e maturidade Fonte: McCormack et al., 2003, 47p. Maturidade SCM Foco SCM. Inter-organizacional. Alta. Pesquisa IMAM/CEPEAD descreve os níveis de maturidade dos logísticos de empresas associadas Marcos Paulo Valadares de Oliveira e Dr. Marcelo Bronzo Ladeira O Grupo IMAM, em conjunto com o Centro de Pós-Graduação

Leia mais

6 Considerações Finais

6 Considerações Finais 6 Considerações Finais Este capítulo apresenta as conclusões deste estudo, as recomendações gerenciais e as recomendações para futuras pesquisas, buscadas a partir da análise dos casos das empresas A e

Leia mais

Palavras-chave: startups, gerenciamento de pessoas em projetos, processos do PMBOK.

Palavras-chave: startups, gerenciamento de pessoas em projetos, processos do PMBOK. PMBOK NA GESTÃO DE RH EM STARTUPS AUTORES Elaine Cristhina Castela Oyamada Henrique Spyra Gubert Juliana da Costa e Silva Juliana Theodoro de Carvalho Leitão Ricardo Takeshita ORIENTADOR Fábio Judice CURSO

Leia mais

6 Metodologia. 6.1 Situando a pesquisa

6 Metodologia. 6.1 Situando a pesquisa 6 Metodologia Apresento neste capítulo a metodologia utilizada nesta pesquisa, o contexto em que ocorreu a coleta de dados, os participantes, os instrumentos usados e os procedimentos metodológicos para

Leia mais

INOVAÇÃO NA ADVOCACIA A ESTRATÉGIA DO OCEANO AZUL NOS ESCRITÓRIOS JURÍDICOS

INOVAÇÃO NA ADVOCACIA A ESTRATÉGIA DO OCEANO AZUL NOS ESCRITÓRIOS JURÍDICOS INOVAÇÃO NA ADVOCACIA A ESTRATÉGIA DO OCEANO AZUL NOS ESCRITÓRIOS JURÍDICOS Ari Lima Um empreendimento comercial tem duas e só duas funções básicas: marketing e inovação. O resto são custos. Peter Drucker

Leia mais

ESTUDO DA INFLUÊNCIA DO TREINAMENTO NA MOTIVAÇÃO DE SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS

ESTUDO DA INFLUÊNCIA DO TREINAMENTO NA MOTIVAÇÃO DE SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS ESTUDO DA INFLUÊNCIA DO TREINAMENTO NA MOTIVAÇÃO DE SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS YARA DE MATOS MENDES 1, WEMERTON LUÍS EVANGELISTA 2, MYRIAM ANGÉLICA DORNELAS 3, RITA DE CÁSSIA DA SILVA COSTA 4 RESUMO

Leia mais

ERP SISTEMA DE GESTÃO EMPRESARIAL. Guia Prático de Compra O QUE SABER E COMO FAZER PARA ADQUIRIR CERTO. Edição de julho.2014

ERP SISTEMA DE GESTÃO EMPRESARIAL. Guia Prático de Compra O QUE SABER E COMO FAZER PARA ADQUIRIR CERTO. Edição de julho.2014 ERP SISTEMA DE GESTÃO EMPRESARIAL Guia Prático de Compra Edição de julho.2014 O QUE SABER E COMO FAZER PARA ADQUIRIR CERTO Í n d i c e 6 perguntas antes de adquirir um sistema 4 6 dúvidas de quem vai adquirir

Leia mais