Pró-Reitoria de Graduação Curso de Direito Trabalho de Conclusão de Curso

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Pró-Reitoria de Graduação Curso de Direito Trabalho de Conclusão de Curso"

Transcrição

1 Pró-Reitoria de Graduação Curso de Direito Trabalho de Conclusão de Curso Repercussão das alterações nos crimes contra os costumes em sua execução penal Autor: Felipe Higino Orientador: Especialista Hailton da Silva Cunha Brasília - DF 2010

2 FELIPE HIGINO REPERCUSSÃO DAS ALTERAÇÕES NOS CRIMES CONTRA OS COSTUMES EM SUA EXECUÇÃO PENAL Monografia apresentada ao curso de Graduação em Direito da Universidade Católica de Brasília, como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Direito. Orientador: Especialista Hailton da Silva Cunha. Brasília 2010

3 Primeiramente a Deus pela oportunidade de continuar trilhando meu caminho, apesar das dificuldades que surgiram em minha vida. A meu pai (in memorian) que com a luz de sua utopia segue iluminando meu caminho. A minha mãe que nunca deixou de acreditar em mim. A Luana, minha namorada, pelos momentos de companheirismo e compreensão.

4 AGRADECIMENTO Ao Professor, Hailton da Silva Cunha, orientador estimado, que competentemente redirecionou minha linha de raciocínio rumo ao alcance os objetivos propostos pelo trabalho. A todos aqueles que contribuíram para realização deste trabalho.

5 RESUMO Referência: HIGINO, FELIPE. Repercussão das alterações nos crimes contra os costumes em sua execução penal Direito-Universidade Católica de Brasília. Brasília, A repercussão das alterações nos crimes praticados contra os costumes em sua execução penal, provocada pela publicação da Lei n.º /2009, estimulou o aumento na demanda de ações de revisão de pena para os agentes que praticaram os delitos de atentado violento ao pudor e atentado violento ao pudor mediante fraude, inclusive, em concurso com os delitos de estupro e posse sexual mediante fraude. Fusão dos artigos 214 e 216 aos artigos 213 e 215 do Código Penal, respectivamente. Revogação dos artigos 214 e 216 do Código Penal. A incidência de princípios legais e constitucionais propiciou uma situação benéfica para o agente que praticou crime sexual sob a rubrica dos costumes, reconhecida pelos Tribunais pátrios de forma unânime. O Código Penal de 1940 passou a tutelar a dignidade sexual, como atributo da dignidade da pessoa humana, deixando de considerar a moral pública sexual como bem jurídico a ser tutelado pela norma jurídica. Extinção da presunção de violência e criação da figura do vulnerável. Palavras-chave: Retroatividade Abolitio criminis Crimes contra os costumes Liberdade sexual Dignidade da pessoa humana.

6 ABSTRAT Reference: HIGINO, FELIPE. Effect of changes in crimes against morals in their criminal sentences Law Course, Catholic University of Brasilia. Brasília, The impact of changes in crimes against morals in its penal execution, caused by the publication of Law nº /2009, stimulated the increase in demand of penalty reviewing lawsuitworth for the agents who committed the crimes of indecent assault and assault violent indecent assault through fraud, even in competition with the crimes of rape and sexual possession through fraud. Fusion of Articles 214 and 216 to Articles 213 and 215 of the Penal Code, respectively. Annul of Articles 214 and 216 of the Penal Code. The incidence of legal and constitutional principles have brought a salutary situation for the agent who committed sexual crimes under the rubric of prescription rights, which has been recognized by brazilian courts unanimously. The Penal Code of 1940 came to protect the sexual dignity as an attribute of human dignity, thus not considering the sexual morals as judicial property to be protected by the legal rule of law. Extinction of the presumption of violence and the creation of the vulnerable role. Keywords: Retroactivity - Abolitio criminis - Crimes against morals - Sexual Freedom - Dignity of the human person.

7 LISTA DE SIGLAS ART. ARTIGO CP CÓDIGO PENAL CPC CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL CPP CÓDIGO DE PROCESSO PENAL CF/88 CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 DF DISTRITO FEDERAL ECA- ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE LCH LEI DOS CRIMES HEDIONDOS LCP LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS LEP LEI DE EXECUÇÃO PENAL MP MINISTÉRIO PÚBLICO N.º NÚMERO P. PÁGINA TJDFT TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓTIOS STF SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL STJ SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA

8 - PARÁGRAFO LISTA DE SÍMBOLOS

9 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...10 CAPÍTULO I ASPECTOS HISTÓRICOS DIREITO PENAL BRASILEIRO OS CRIMES SEXUAIS NO ORDENAMENTO PENAL BRASILEIRO DOS CRIMES HEDIONDOS...19 CAPÍTULO II O TRATAMENTO DOS CRIMES SEXUAIS NO CÓDIGO PENAL DE DOS CRIMES CONTRA OS COSTUMES Alterações promovidas nos crimes contra os costumes DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL...28 CAPÍTULO III DOS CRIMES SEXUAIS EM ESPÉCIE ESTUPRO ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR POSSE SEXUAL MEDIANTE FRAUDE ASSÉDIO SEXUAL CRIMES SEXUAIS CONTRA VULNERÁVEL Estupro de vulnerável Da corrupção de menores Satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente Favorecimento à prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável DO RAPTO MEDIAÇÃO PARA SERVIR A LASCÍVIA DE OUTREM FAVORECIMENTO À PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL CASA DE PROSTITUIÇÃO RUFIANISMO TRÁFICO INTERNACIONAL DE PESSOA PARA FIM DE EXPLORAÇÃO SEXUAL TRÁFICO INTERNO DE PESSOA PARA FIM DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DO ULTRAJE PÚBLICO AO PUDOR FORMAS QUALIFICADAS DOS CRIMES SEXUAIS...54

10 CAPÍTULO IV DISPOSIÇÕES GERAIS REFERENTES AOS CRIMES SEXUAIS CAUSAS DE AUMENTO DE PENA CAUSAS DE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE DA AÇÃO PENAL Ação penal secundária CONCURSO DE CRIMES Concurso material Concurso formal Crime continuado...67 CAPÍTULO V A LEI PENAL NO TEMPO PRINCIPIOS DO DIREITO PENAL Princípio da Irretroatividade da lei penal Princípio da Anterioridade Princípio da Continuidade normativo-típica Princípio da Intervenção mínima Princípio da Fragmentariedade Princípio da Dignidade da pessoa humana Princípio da Proporcionalidade ABOLITIO CRIMINIS...78 CAPÍTULO VI EXECUÇÃO PENAL DA APLICAÇÃO DA PENA LEI DE EXECUÇÃO PENAL...82 CAPÍTULO VII A REPERCUSSÃO DAS ALTERAÇÕES NOS CRIMES CONTRA OS COSTUMES EM SUA EXECUÇÃO PENAL...85 CONCLUSÃO...91 REFERÊNCIAS...95

11 10 INTRODUÇÃO A repercussão das alterações promovidas no Título VI, do Código Penal de 1940, intitulado Dos crimes contra os costumes, que por meio da Lei nº de 07 de agosto de 2009, passou a ostentar a rubrica Dos crimes contra a dignidade sexual, é significativa no campo da execução penal, principalmente no que concerne à natureza da ação penal, a eficácia da lei penal no tempo e na obrigatoriedade das ações que envolvam crimes sexuais tramitarem em segredo de justiça. O que é novo, é justamente a criação de novos tipos penais e a continuidade normativo-típica de condutas previstas anteriormente, cujos artigos foram revogados; houve a majoração da pena atribuída a determinadas condutas; a distinção de faixa etária nos crimes sexuais e a criação da figura do vulnerável; além da previsão de condutas em que o agente utiliza meios eletrônicos para atentar contra a dignidade sexual da vítima. Ademais, o legislador inovou ao promover a alteração do bem jurídico tutelado, deixando de considerar o caráter costumeiro e moralista para abranger a dignidade sexual através da liberdade sexual do indivíduo, destacando a proteção do atributo da dignidade da pessoa humana, previsto na Constituição Federal de 1988, de forma clara para o intérprete da norma penal. Essa ruptura nos padrões societários representa um importante avanço civilizatório no que concerne ao respeito à dignidade da pessoa humana, princípio situado no âmbito dos Direitos Humanos, tendo em vista que o sistema anterior não atendia às situações reais de violação da liberdade sexual, bem como a proteção ao desenvolvimento da sexualidade. As novas relações sociais que se desenvolveram no cenário sexual contemporâneo, derivadas da quebra de antigos preceitos morais que, com o transcurso dos anos, acabaram caindo em desuso, além da inexplicável razão que leva alguns indivíduos a satisfazerem sua lascívia atacando à dignidade sexual de outrem motiva a criação de novas normas que reprimam o abuso e vise à proteção do desenvolvimento sexual daqueles que ainda não atingiram a maturidade sexual e dos que possuem desenvolvimento mental incompleto, atribuindo punições rigorosas para aqueles que violam os direitos inerentes a dignidade sexual. A motivação da pesquisa se deu em razão da atualidade do tema e dos efeitos que atingiram os delitos praticados durante a vigência do antigo Título VI do Código Penal de 1940 Dos Crimes Contra os Costumes durante a fase de execução da pena, procurando

12 11 destacar a ocorrência ou não da abolitio criminis, em face dos princípios da continuidade normativa e da extra-atividade da lei penal, a partir da publicação da Lei n.º /2009 que modificou o mencionado título e quase todos os tipos penais descritos. Dessume-se que o legislador, ao editar a Lei n.º /2009, procurou garantir uma proteção maior a pessoa que se encontra em desenvolvimento, bem como tutelar a liberdade sexual do ser humano contra as ações que ofendam a liberdade do indivíduo em exercer sua sexualidade, escolher seu parceiro e manter ou não uma relação sexual. O objetivo geral do trabalho refere-se aos efeitos provocados pelas alterações promovidas no Título VI do diploma penal pela Lei n.º /2009, publicada com aplicação imediata, aos agentes que praticaram os delitos ainda sob a dicção Dos crimes contra os costumes. Como objetivo específico, o presente trabalho pretende: 1. Conhecer os novos crimes contra a dignidade sexual e os efeitos da extra-atividade da lei penal em relação aos delitos sexuais praticados sob a rubrica dos costumes; 2. Estudar as hipóteses e os efeitos dos novos tipos penais sobre as condutas praticadas sob a rubrica Dos crimes contra os costumes e, abordando o recente entendimento jurídico dos Tribunais acerca da não incidência da abolitio criminis dos crimes anteriormente previstos nos artigos 214 e 216 do Código Penal, reconhecendo a fusão com outras condutas que também têm por objeto a tutela da liberdade sexual. E, por fim, os efeitos da novatio legis que alcançaram a Lei n.º 8.072/1990 que trata dos crimes hediondos- e o Estatuto da Criança e do Adolescente - Lei n.º 8.069/1990; 3. Aprofundar o estudo acadêmico em relação aos efeitos da retroatividade da lei penal benéfica durante a execução penal. O método abordado no presente trabalho é o hipotético-dedutivo, por partir da fixação do problema, apresentando hipóteses e debatendo-as. A técnica de pesquisa utilizada foi a revisão bibliográfica de fontes baseadas em renomados autores e obras que abordam o tema, apresentando diferentes opiniões, além de ilustrar o posicionamento assumido pelo Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça e Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, por meio da jurisprudência. Destarte, através de sete capítulos, passou-se a demonstrar os efeitos das alterações produzidas no Título VI do Código Penal com a constante edição de leis modificativas, em especial a Lei n.º de 7 de agosto de 2009, em relação às condutas praticadas ainda sob a rubrica criada pelo legislador do Código Penal de 1940, durante a execução penal.

13 12 No primeiro capítulo, realizou-se uma abordagem acerca dos aspectos históricos do direito penal brasileiro e da evolução da penalização dos crimes sexuais no Brasil, analisando diplomas penais pátrios, desde a época do Brasil colônia até os dias atuais, abordando a inclusão dos crimes sexuais de estupro e atentado violento ao pudor no rol de crimes hediondos, em obediência ao mandamento constitucional, bem como suas recentes alterações na legislação que criaram novas condutas, adequaram algumas à realidade social e extinguiram outras. O segundo capítulo registrou o tratamento dispensado aos crimes sexuais no Brasil, previstos no Título VI do Código Penal de 1940, em sua redação original, e na atual rubrica introduzida pela Lei n.º /2009. No terceiro capítulo passou-se a tratar dos delitos sexuais em espécie. Para tanto, traçou-se breve comparação entre os delitos previstos sob a rubrica Dos crimes contra os costumes e os atualmente denominados Dos crimes contra a dignidade sexual, destacando as principais modificações produzidas. No quarto capítulo, apresentou-se as disposições gerais concernentes as causas de aumento de pena, extinção da punibilidade, ação penal e concurso de crimes, nas espécies formal e material, além do crime continuado. No quinto capítulo, realizou-se uma abordagem acerca da lei penal no tempo, dos princípios do direito penal relacionados ao estudo, em face da atividade da lei penal no tempo, como o princípio da irretroatividade da lei penal; anterioridade; continuidade normativotípica; intervenção mínima, fragmentariedade, dignidade da pessoa humana e proporcionalidade. Por fim, encerrou-se o capítulo, expondo acerca do instituto da abolitio criminis. O sexto capítulo tratou da execução penal, passando pela aplicação da lei penal até a edição da Lei n.º 7.210/1984, que dispõe sobre a execução penal. No sétimo capítulo registrou-se os efeitos da repercussão das alterações dos crimes contra os costumes em sua execução penal, os efeitos da novatio legis àquelas condutas praticas antes de sua publicação e os benefícios proporcionados pela retroatividade da lei penal mais benéfica aos agentes. O trabalho é concluído com a exposição objetiva do autor sobre as alterações promovidas no Título VI do Código Penal e ainda, acerca da ineficaz abrangência penal provocada pelas mudanças que propiciaram uma situação benéfica para os condenados pelos crimes contra os costumes.

14 13 CAPÍTULO I ASPECTOS HISTÓRICOS No momento em que os homens se agruparam para formar as sociedades, antes mesmo do estabelecimento do pacto social em que os indivíduos abriram mão de alguns direitos em prol da coletividade, com vistas a ordem social teoria defendida por Thomas Hobbes em Leviatã (1651), John Locke em o Segundo tratado sobre o governo civil (1690), e Jean- Jacques Rousseau em O Contrato Social (1762), as penas eram aplicadas desordenadamente, baseadas principalmente em princípios religiosos. As execuções eram espetáculos que as multidões assistiam e deliravam com os gritos do condenado e com a habilidade do carrasco em fazê-lo sofrer o máximo possível, o que transformou a história das penas em uma história de horrores (GRECO, 2009, p. 115). Somente com a Revolução Francesa, no século XVIII, surgiu a fase de humanização do Direito Penal, onde houve a busca pela não aplicação de penas cruéis e desumanas e pela valorização da dignidade da pessoa humana. De acordo com Greco (2009, p. 76), Efetivamente, o século XVIII foi marcante para as principais modificações sofridas pelo Direito Penal. Novos princípios foram desenvolvidos sob o fundamento da dignidade da pessoa humana.. E assim, a partir das idéias iluministas, a teoria do bem jurídico se desenvolveu e se projetou no Direito Penal, passando a ser uma garantia do cidadão aceitar a criação de tipos penais incriminadores pelo Estado somente quando um bem jurídico estivesse sendo por ele protegido. Para tanto, o tipo penal passou a exercer uma função seletiva de bens jurídicos, necessários à manutenção do corpo social (GRECO, 2009, p. 64). Dentre os bens jurídicos tutelados pelo Direito Penal brasileiro, podem ser citados a vida, a honra, o patrimônio, a fé pública, a dignidade da pessoa humana e a liberdade sexual. 1.1 DIREITO PENAL BRASILEIRO Com relação ao conceito de Direito Penal, Capez (2010a, p. 19) ensina que: O Direito Penal é o segmento do ordenamento jurídico que detém a função de selecionar os comportamentos humanos mais graves e perniciosos à coletividade, capazes de colocar em risco valores fundamentais para a convivência social, e

15 14 descrevê-los como infrações penais, cominando-lhes, em consequência, as respectivas sanções [...] A história do direito penal brasileiro remonta ao período colonial, época em que a legislação portuguesa instalou-se no Brasil, predominando a vingança pública, orientada por uma ampla e generalizada criminalização das condutas. Inicialmente, vigoraram as Ordenações Afonsinas em 1446, seguidas pelas Manuelinas de 1521 e, por derradeiro, as Filipinas em Contudo, apenas as Filipinas tiveram aplicação plena no território pátrio, prevendo penas sem nenhum tipo de sistematização, de caráter cruel e desumano. Foi, inclusive, sob a égide desse ordenamento que Tiradentes foi executado em 21 de abril de Greco (2009, p. 77) registra que as Ordenações Filipinas previam a punição daqueles que renegassem ou blasfemassem a Igreja Católica, dos hereges, dos apóstatas, dos feiticeiros e dos que benziam animais sem autorização das autoridades. Ensina que o período iluminista veio romper com a chamada secularização, ou seja, separou o direito da moral, de forma, que nem tudo que fosse considerado imoral poderia ser considerado ofensivo ao Direito. Ademais, destaca que a religião também foi separada do direito, não confundindo mais o Estado, direito com fé. Por sua vez, Tasse (2004, p ) afirma que nas Ordenações Filipinas não havia a distinção entre o direito da moral e o da religião, sendo o pecado e os vícios elevados à categoria de crime. A regra era combater a justiça privada, admitida apenas nos casos de adultério e de revelia; as sanções penais eram extremamente rigorosas, sendo atribuída, na maior parte dos delitos, a pena capital. Após a proclamação da independência do Brasil em 1822 e da promulgação da primeira Carta Constitucional de 1824, editou-se o Código Criminal do Império de 1830, que influenciado por idéias iluministas da Constituição de 1824, promoveu a sistematização penal, o que trouxe aspectos humanitários ao ordenamento jurídico pátrio. Entretanto, vigorou por pouco mais de meio século, sendo editado em 1890, o Código Republicano. Tasse (2004, p ) leciona que o Código Criminal do Império vigorou até sobrevir a abolição da escravatura, quando se fez necessária a alteração dos preceitos normativos contidos no diploma penal, retirando do ordenamento pátrio as disposições contrárias a nova condição social, sendo então publicado o Código Republicano de Este, a seu turno, sofreu interferência de inúmeras modificações penais e sociais, sendo substituído pela Consolidação das Leis Penais, em Aduz ainda, que o Código Penal de 1940, influenciado pelos Códigos Italiano e Dinamarquês de 1930, além do Suíço de 1937 e pelo

16 15 então denominado Projeto Ferri, manteve a pena privativa de liberdade como mecanismo avançado de defesa da sociedade. Portanto, o diploma penal de 1890, não trouxe nenhuma alteração significativa em relação ao Código Criminal do Império, mas inovou ao introduzir no ordenamento jurídico a previsão da retroatividade da lei penal mais benéfica. Entretanto, sofreu interferência de inúmeras leis modificativas durante a sua vigência, o que culminou com a criação, em 14 de dezembro de 1932, da Consolidação das Leis Penais, que vigorou em complemento ao Código Republicano até a publicação do Código Penal de Acerca dos aspectos históricos do Código Penal de 1940 (CP), Nucci (2010, p. 76) afirma que em 1969 houve uma tentativa de modificar integralmente o Código Penal, quando os militares, então no poder, editaram o Decreto-lei n.º /1969, no entanto, permaneceu em vacatio legis por cerca de nove anos, sendo revogado definitivamente pela Lei n.º de 11 de outubro de Com o advento da Lei de 11 de julho de 1984, o Código Penal passou por uma ampla reforma na Parte Geral, visando reduzir a aplicação da pena de prisão e reintroduziu no ordenamento o sistema de dias-multa, criado quando da edição do Código Criminal do Império. Dessa forma, o legislador buscou fortalecer na aplicação da pena, as noções de individualidade, personalidade e culpabilidade, seguindo a tendência à descriminalização de condutas e à despenalização (TASSE, 2004, p. 62). No mesmo ano foi publicada a Lei n.º 7.210, que trata da execução penal, disciplinando a maneira em que a sentença ou decisão criminal é cumprida, ou seja, efetivada em seus termos. Com a promulgação da Constituição Federal de 1988 (CF/88), diversas garantias penais passaram a gozar de tutela constitucional, como o princípio da legalidade, da anterioridade da lei penal, da culpabilidade, da individualização da pena, bem como a proibição de determinados tipos de penas, conforme artigo 5º e incisos. Destarte, no ano de 1995, o legislador, em atenção ao disposto no artigo 98 da CF/88, instituiu o Juizado Especial Criminal Estadual e Municipal, através da Lei n.º Porquanto, somente em 2001, por intermédio da Lei , institui-se o Juizado Especial no âmbito Federal. A Lei 9.099/1995 inovou ao introduzir no ordenamento jurídico pátrio o instituto da transação penal, que permite ao Ministério Público (MP) ofertar a imposição de uma pena alternativa para os agentes que cumprirem os requisitos legais, se eximirem do inconveniente proporcionado pela instrução processual, encerrando, após o cumprimento das

17 16 medidas, a persecução penal, sem que incidam os efeitos da condenação, previstos nos artigos 91 e 92 do Código Penal. Posteriormente, com o advento da Lei n.º de 1998, promoveu-se a ampliação da aplicação de penas alternativas à pena de prisão para aqueles crimes em que a pena não ultrapasse 4 (quatro) anos, desde que não fosse praticado com emprego de violência ou grave ameaça. A previsão da substituição da pena privativa de liberdade pelas penas alternativas de multa e restritivas de direito gerou uma alteração significativa no ordenamento pátrio, no que diz respeito à matéria punitiva, sendo estipulado pelo legislador diversas modalidades de penas restritivas de direito: a prestação de serviços à comunidade ou pecuniária; a perda de bens e valores; a proibição do exercício do cargo ou da profissão; a suspensão da habilitação para condução de veículos; a proibição de frequentar determinados locais e estabelecimentos; e a limitação de finais de semana (TASSE, 2004, p ). 1.2 OS CRIMES SEXUAIS NO ORDENAMENTO PENAL BRASILEIRO Nucci (2010, p. 166) apresenta o seguinte conceito de crime: É a concepção da sociedade sobre o que pode e deve ser proibido, mediante a aplicação de sanção penal. É, pois, a conduta que ofende um bem juridicamente tutelado, merecedora de pena.. Por sua vez, Greco (2008, p. 140) assevera que: Sob o aspecto formal, crime seria toda a conduta que atentasse, que colidisse frontalmente contra a lei penal editada pelo Estado. Considerando-se o seu aspecto material, conceituamos o crime como aquela conduta que viola os bens jurídicos mais importantes. Com relação aos aspectos históricos dos crimes sexuais, as Ordenações do Reino não distinguiam os crimes que ofendiam a moralidade sexual e a família. Nesse sentido, Prado (2010, p. 597) ensina que nas Ordenações Filipinas a previsão do crime de estupro voluntário de mulher virgem descrevia a obrigação do autor do crime em se casar com a vítima, sendo que, na impossibilidade, surgia o dever de constituir um dote; ou, na falta deste, o açoite. Havia a previsão do estupro violento, sancionado com a pena capital, que subsistia ainda que o autor se casasse com a vítima após o crime. Já no Código Criminal do Império, o tipo penal do estupro abrangeu diversas outras condutas sexuais, estipulando pena privativa de liberdade de 3 a 12 anos mais o pagamento de um dote. No entanto, se a vítima fosse considerada prostituta, a pena era mais branda, de 1

18 17 mês a 2 anos. Ademais, havia a previsão da extinção dos crimes sexuais com o casamento do agente com a vítima. Os crimes sexuais eram descritos no título que previa os crimes contra a segurança da honra, caracterizando proteção a outros bens jurídicos que não fossem aqueles relacionados à vítima, como o pai ou marido, a ordem familiar e os princípios religiosos. A respeito, Taquary (2005, p ) anota que por estarem descritos ao lado do crime de estupro, delitos como a calúnia e a injúria demonstram o pensamento confuso do legislador em relação ao atributo da liberdade sexual e a honra individual. O Código Republicano inovou ao prever a retroatividade da lei penal mais benéfica para o réu. Os crimes sexuais descritos no Título VIII, ostentam a rubrica: Dos crimes contra a segurança da honra e a honestidade das famílias e do ultraje público ao pudor. Descreveu em cinco capítulos, as condutas de violência carnal; estupro; defloramento; rapto; lenocínio; adultério ou infidelidade conjugal e do ultraje público ao pudor. No tocante às inovações trazidas ao ordenamento, o novo diploma penal não fez distinção de gênero quanto às vítimas de crimes de violência carnal, contudo, restringiu o crime de estupro à mulher honesta. Seguindo o raciocínio expresso no Código Criminal do Império, no caso da vítima de estupro ser prostituta ou mulher pública, mantendo pena mais branda em relação a atribuída para o crime praticado contra a denominada mulher honesta. 1 A Consolidação de Leis Penais não trouxe nenhuma inovação no que diz respeito ao tipo penal dos crimes sexuais, apenas reduziu a pena máxima prevista para os referidos delitos. Assim, por também prever a retroatividade de lei penal para a hipótese de uma novatio legis atribuir pena mais branda para determinada conduta, a nova previsão legal alcançou as condutas já praticadas, diminuindo a pena aplicada ou que seria aplicada, no caso de condenação. 2 No ano de 1940, o Código Penal editado promoveu a tutela dos crimes sexuais sob o enfoque dos costumes, considerando, o legislador, que o dano causado não se refere somente a vítima, mas a toda coletividade, atingindo um bem jurídico maior. 3 Nesse sentido, Silva (2006, p. 43) define que [...] ao lado da liberdade sexual o Código protege, em síntese, os costumes, entendidos como valores morais.. O Código Penal inovou ao prever a presunção de violência ou presunção de violência ficta, em razão da idade, alienação ou debilidade da vítima, e no caso de impossibilidade da vítima oferecer resistência (SILVA, 2006, p. 224). Além disso, o crime de adultério, 1 PIERANGELI, José Henrique. Códigos Penais do Brasil: Evolução histórica. 2. ed. RT, 2004, passim. 2 Idem. Ibidem, passim. 3 TAQUARY, Eneida O. de B.; LIMA, Arnaldo L. Temas de Direito Penal & Direito Processual Penal. 3. ed. Jurídica: 2005, p. 26.

19 18 contemplado pelo Código Republicano entre os crimes sexuais, com o Código Penal de 1940, passou a figurar no título que define os crimes contra família. A Parte Especial do Código Penal de 1940 promove, divida em onze títulos, promove a tutela de diversos bens jurídicos diferentes. Por sua vez, os títulos são divididos em capítulos, e estes, subdividos em seções. Os crimes contra os costumes foram dispostos, originalmente, em seis capítulos. Em 1990, editou-se a Lei dos Crimes Hediondos (LCH), sob o n.º 8.072, em atenção ao preceito constitucional contido na Carta Magna de 1988, em seu artigo 5, inciso XLIII. Acolhendo o clamor popular, promoveu-se o recrudescimento das sanções previstas para determinadas condutas tidas como repugnantes, definidas no artigo 1.º da referida Lei. Contudo, a referida lei ao dispor de um tratamento diferenciado, ofende princípios penais e até mesmo constitucionais. No ano de 2001, por intermédio da Lei n.º , foi incluído no Título VI, Capítulo I do Código Penal, o tipo penal do assédio sexual, elencado no artigo 216-A, em atenção a exigência da sociedade em se criminalizar a conduta do agente que se prevalece da condição hierárquica ocupada para obter vantagem ou favorecimento sexual sobre a vítima. Com o advento da Lei n.º /2005, o legislador descriminalizou as condutas de sedução, rapto e adultério. Além disso, revogou a causa de aumento de pena em razão do agente ser casado, prevista no inciso III do artigo 226, bem como as causas extintivas da punibilidade previstas nos incisos VII e VIII do artigo 107 do Código Penal. No que tange a conduta do rapto, a transferiu para um crime contra liberdade individual sequestro e cárcere privado, artigo 148, do qual, qualquer pessoa pode ser vítima (SILVA, 2006, p. 23). A publicação da Lei n.º /2009, alterou substancialmente o Titulo VI do Código Penal ao promover a tutela da dignidade sexual da pessoa humana, em vez de, segundo define Teles (2006, p. 2), promover a subordinação da liberdade sexual do indivíduo à conveniência e aos costumes sociais, determinados segundo regras de natureza ética e moral. Os crimes sexuais, dispostos no Título VI do Código Penal, atualmente estão agrupados em seis capítulos levando-se em conta, a revogação do Capítulo III. A partir das modificações promovidas, Greco (2010, p. 580) apresenta a seguinte descrição dos Capítulos: Capítulo I Dos crimes contra a liberdade sexual [estupro (art. 213); violação sexual mediante fraude (art. 215);assédio sexual (art. 216-A)]; Capítulo II Dos crimes sexuais contra vulnerável [estupro de vulnerável (art A); corrupção de menores (art. 218); satisfação de lascívia mediante a presença de criança ou adolescente (art.218-a); favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável (art. 218-B)]; Capítulo III revogado integralmente pela Lei n.º de 28 de março de 2005;

20 19 Capítulo IV Disposições gerais [ação penal (art. 225); aumento de pena (art. 226); Capítulo V Do lenocínio e do tráfico de pessoa para fim de prostituição ou outra forma de exploração sexual [mediação para servira lascívia de outrem (art. 227); favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual (art. 228); casa de prostituição (art. 229); rufianismo (art. 230); tráfico internacional de pessoa para fim de exploração sexual (art. 231); tráfico interno de pessoa para fim de exploração sexual (art. 231-A)]; Capítulo VI Do ultraje público ao pudor [ato obsceno (art. 233); escrito ou objeto obsceno (art.234)]; Capítulo VII Disposições gerais [aumento de pena (art. 234-A); segredo de justiça (art. 234-B)]. Calha ressaltar que o artigo 201, 6, do Código de Processo Penal (CPP), prevê que compete ao juiz tomar as providências necessárias à preservação da intimidade, vida privada, honra e imagem do ofendido, a fim de evitar exposição aos meios de comunicação. Porquanto, a previsão do artigo 324-B, refere-se apenas aos crimes sexuais definidos no Título VI do Código Penal, sendo que nos demais casos, o juiz terá competência para adotar as medidas necessárias, conforme dispõe o Código de Processo Penal. 1.3 DOS CRIMES HEDIONDOS O fundamento constitucional dos crimes hediondos está estampado no artigo 5, XLIII, da CF/88, que assim dispõe: XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem; 4 A Lei 8.072/90 é composta por treze artigos que veiculam normas de natureza material e processual, definindo os crimes hediondos, atribuindo inúmeras consequências para as condutas previstas em seu rol taxativo - artigo 1º -, como a impossibilidade de concessão de indulto, graça, anistia, fiança ou liberdade provisória e o aumento no tempo necessário para concessão de progressão de regime, bem como para o livramento condicional. Inicialmente, a redação do 1º do artigo 2º da Lei dos Crimes Hediondos descrevia o regime integralmente fechado para o cumprimento da pena. Contudo, ao entrar em vigor a Lei n.º /2007, a redação do referido parágrafo, foi alterada, estipulando a partir de então, 4 BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em:17/02/2010.

LEI N.º 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990

LEI N.º 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990 LEI N.º 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990 O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: LEI DOS CRIMES HEDIONDOS Dispõe sobre os crimes hediondos, nos termos do art. 5º, inciso XLIII, da Constituição Federal, e determina outras

Leia mais

Capítulo 1 Crimes Hediondos Lei 8.072/1990

Capítulo 1 Crimes Hediondos Lei 8.072/1990 Sumário Prefácio... 11 Apresentação dos autores... 13 Capítulo 1 Crimes Hediondos Lei 8.072/1990 1. Para entender a lei... 26 2. Aspectos gerais... 28 2.1 Fundamento constitucional... 28 2.2 A Lei dos

Leia mais

PROGRAMAÇÃO DO CURSO

PROGRAMAÇÃO DO CURSO DIREITO PENAL - PDF Duração: 09 semanas 01 aula por semana. Início: 04 de agosto Término: 06 de outubro Professor: JULIO MARQUETI PROGRAMAÇÃO DO CURSO DIA 04/08 - Aula 01 Aplicação da Lei Penal no tempo.

Leia mais

Capítulo 12 Dos Crimes Contra a Dignidade Sexual

Capítulo 12 Dos Crimes Contra a Dignidade Sexual Capítulo 12 Dos Crimes Contra a Dignidade Sexual 645. (CESPE / Promotor de Justiça - MPE - ES / 2010) No ordenamento jurídico brasileiro, apenas o homem pode ser autor do delito de estupro; a mulher pode

Leia mais

No dia 29 de março de 2007, entrou em vigor a lei nº 11.464/07 que alterou a redação do artigo 2º, da lei nº 8.072, de 28 de julho de 1990.

No dia 29 de março de 2007, entrou em vigor a lei nº 11.464/07 que alterou a redação do artigo 2º, da lei nº 8.072, de 28 de julho de 1990. A NOVA DISCIPLINA DA PROGRESSÃO DE REGIME TRAZIDA PELA LEI Nº 11.464/07. MAURICIO MAGNUS FERREIRA JUIZ DE DIREITO DO TJ/RJ No dia 29 de março de 2007, entrou em vigor a lei nº 11.464/07 que alterou a redação

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br O Estatuto do idoso em Benefício do Réu. Roberto Dantes Schuman de Paula * DA NOVATIO LEGIS IN PEJUS Em outubro de 2003 a ordem jurídica foi inovada com o advento da lei 10741/03,

Leia mais

REGIME PRISIONAL FECHADO NO DELITO DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES. Autor: Fábio Soares Valera. Promotor de Justiça. Comarca de Araxá.

REGIME PRISIONAL FECHADO NO DELITO DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES. Autor: Fábio Soares Valera. Promotor de Justiça. Comarca de Araxá. REGIME PRISIONAL FECHADO NO DELITO DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES. Autor: Fábio Soares Valera. Promotor de Justiça. Comarca de Araxá. Em sede do julgamento do habeas corpus n. 97.256/RS, o Supremo Tribunal

Leia mais

ALTERAÇÃO NO CÓDIGO PENAL: O DELITO DE FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL

ALTERAÇÃO NO CÓDIGO PENAL: O DELITO DE FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL ALTERAÇÃO NO CÓDIGO PENAL: O DELITO DE FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL. Nomen juris: a Lei nº 12.978/2014 alterou o nome

Leia mais

Roger Ancillotti. Considerações médico-legais sobre os crimes contra a liberdade sexual

Roger Ancillotti. Considerações médico-legais sobre os crimes contra a liberdade sexual Considerações médico-legais sobre os crimes contra a liberdade sexual Médico. Perito Legista, Professor de Medicina Legal. Ex-Diretor Geral do Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto (RJ). Autor do livro

Leia mais

1. PRINCÍPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS art. 62 da Lei 9.009/95 2. OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL

1. PRINCÍPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS art. 62 da Lei 9.009/95 2. OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL 1 PROCESSO PENAL PROCESSO PENAL PONTO 1: Princípios dos Juizados Especiais Criminais PONTO 2: Objetivos PONTO 3: Competência PONTO 4: Fase Policial PONTO 5: Fase Judicial PONTO 6: Recursos PONTO 7: Atos

Leia mais

ENUNCIADOS ELABORADOS PELA ASSESSORIA DE RECURSOS CONSTITUCIONAIS

ENUNCIADOS ELABORADOS PELA ASSESSORIA DE RECURSOS CONSTITUCIONAIS ENUNCIADOS ELABORADOS PELA ASSESSORIA DE RECURSOS CONSTITUCIONAIS ÁREA CRIMINAL CRIMES CONTRA OS COSTUMES 1. CRIMES CONTRA OS COSTUMES. ESTUPRO E ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. TODAS AS FORMAS. CRIMES HEDIONDOS.

Leia mais

SUBSTITUIÇÃO DE PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE EM PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS

SUBSTITUIÇÃO DE PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE EM PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS SUBSTITUIÇÃO DE PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE EM PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS BARBOSA, Lenires Terezinha de Oliveira Toledo1 JARDIM, Edeveraldo Alessandro da Silva2 NASCIMENTO, Rogerio3 SILVA, Cristiane

Leia mais

Ministério da Educação Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Sociais e Humanas Departamento de Direito PLANO DE ENSINO

Ministério da Educação Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Sociais e Humanas Departamento de Direito PLANO DE ENSINO Ministério da Educação Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Sociais e Humanas Departamento de Direito PLANO DE ENSINO 1) Identificação Disciplina Direito Penal II - NOTURNO Carga horária

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2011

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2011 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2011 Disciplina: Direito Penal IV Departamento III Penal e Processo Penal Docente Responsável: Mauro Augusto de Souza Mello Junior Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo:

Leia mais

<CABBCBBCCADACABCCBBABBCCACBABCADBCAAA DDADAAAD> EMENTA: AGRAVO EM EXECUÇÃO PENAL ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE DROGAS CRIME EQUIPARADO A HEDIONDO RECURSO NÃO PROVIDO. - O crime previsto no art. 35 da Lei

Leia mais

LEI PENAL X NORMA PENAL VIGÊNCIA A PERSECUÇÃO PENAL. -A persecução penal no Brasil é dividia em 5 fases: LEIS PENAIS INCOMPLETAS

LEI PENAL X NORMA PENAL VIGÊNCIA A PERSECUÇÃO PENAL. -A persecução penal no Brasil é dividia em 5 fases: LEIS PENAIS INCOMPLETAS 1 DIREITO PENAL PONTO 1: LEI PENAL X NORMA PENAL PONTO 2: VIGÊNCIA PONTO 3: FASES DA PERSECUÇÃO PENAL PONTO 4: LEIS PENAIS INCOMPLETAS PONTO 5: APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO PONTO 6: LEIS INTERMINTENTES

Leia mais

PLANO DE ENSINO. Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015. Carga

PLANO DE ENSINO. Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015. Carga 1 PLANO DE ENSINO Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015 Unidade Carga Horária Sub-unidade Introdução ao estudo do Direito Penal 04 hs/a - Introdução. Conceito

Leia mais

Exercícios da lei 9.455/97 - lei de tortura. Prof. Wilson Torres

Exercícios da lei 9.455/97 - lei de tortura. Prof. Wilson Torres Exercícios da lei 9.455/97 - lei de tortura. Prof. Wilson Torres 01- A prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes, o terrorismo e os crimes definidos como hediondos podem ser imputados, com

Leia mais

Direito Penal Dr. Caio Paiva Aprovado no Concurso para Defensor Público Federal

Direito Penal Dr. Caio Paiva Aprovado no Concurso para Defensor Público Federal Direito Penal Dr. Caio Paiva Aprovado no Concurso para Defensor Público Federal Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados. 1 Direito Penal Parte Especial do

Leia mais

1. DOS CRIMES CONTRA O SENTIMENTO RELIGIOSO

1. DOS CRIMES CONTRA O SENTIMENTO RELIGIOSO 1. DOS CRIMES CONTRA O SENTIMENTO RELIGIOSO Ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo Art. 208 - Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir

Leia mais

Estupro e atentado ao pudor, nas formas típicas simples, são hediondos?

Estupro e atentado ao pudor, nas formas típicas simples, são hediondos? SEM REVISÃO Estupro e atentado ao pudor, nas formas típicas simples, são hediondos? Damásio Evangelista de Jesus Professor SP Há duas orientações: 1ª) O estupro e o atentado violento ao pudor, em suas

Leia mais

Roteiro de Teses Defensivas OAB 2ª Fase Penal Vega Cursos Jurídicos

Roteiro de Teses Defensivas OAB 2ª Fase Penal Vega Cursos Jurídicos Roteiro de Teses Defensivas OAB 2ª Fase Penal Vega Cursos Jurídicos Prof. Sandro Caldeira Prezado(a) aluno(a), Na nossa primeira aula abordamos um roteiro de teses defensivas que iremos treinar durante

Leia mais

IMPOSSIBILIDADE DE RECOLHIMENTO DE PRESO CIVIL EM PRISÃO MILITAR

IMPOSSIBILIDADE DE RECOLHIMENTO DE PRESO CIVIL EM PRISÃO MILITAR ELBERT DA CRUZ HEUSELER Mestre em Direito da Administração Pública Doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais Pós Graduado em Estratégia e Relações Internacionais Especialista em Globalização e Brasil

Leia mais

PARECER - Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB)

PARECER - Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) PARECER - Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) Autor: Consócio Jacksohn Grossman Matéria: Nova Lei de Crimes Resultantes de Discriminação e Preconceito Relatora: Victoria-Amália de Barros Carvalho

Leia mais

1 Conflito de leis penais no tempo.

1 Conflito de leis penais no tempo. 1 Conflito de leis penais no tempo. Sempre que entra em vigor uma lei penal, temos que verificar se ela é benéfica ( Lex mitior ) ou gravosa ( Lex gravior ). Lei benéfica retroage alcança a coisa julgada

Leia mais

1. Questionamento: 2. Fundamentos:

1. Questionamento: 2. Fundamentos: 1. Questionamento: Preciso saber em qual dispositivo legal se encaixa o seguinte caso: Um senhor induziu um menor, com 12 anos de idade, a praticar ato sexual com animal (ovelha), porém não há indícios

Leia mais

Súmulas em matéria penal e processual penal.

Súmulas em matéria penal e processual penal. Vinculantes (penal e processual penal): Súmula Vinculante 5 A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. Súmula Vinculante 9 O disposto no artigo

Leia mais

As penas. Efeitos da condenação. Reabilitação. Medidas de segurança. Ação penal. Extinção da punibilidade.

As penas. Efeitos da condenação. Reabilitação. Medidas de segurança. Ação penal. Extinção da punibilidade. Programa de DIREITO PENAL II 3º período: 80h/a Aula: Teórica EMENTA As penas. Efeitos da condenação. Reabilitação. Medidas de segurança. Ação penal. Extinção da punibilidade. OBJETIVOS Habilitar o futuro

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 TÍTULO VIII DA ORDEM SOCIAL CAPÍTULO II DA SEGURIDADE SOCIAL Seção II Da Saúde Art. 199. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. 1º As instituições

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL PEÇA PROFISSIONAL Petição inicial: Queixa-crime. Endereçamento: Vara Criminal da Comarca de São Paulo SP. Vara criminal comum, visto que as penas máximas abstratas, somadas, ultrapassam dois anos. Como

Leia mais

PARECER DO CRESS/SP SOBRE A RESOLUÇÃO SAP 88, de 28/04/2010.

PARECER DO CRESS/SP SOBRE A RESOLUÇÃO SAP 88, de 28/04/2010. 1/7 CONSIDERANDO a Lei de Execução Penal 7.210/1984, a partir da redação em vigor dada pela Lei 10.792/2003, especificamente no que diz respeito ao Exame Criminológico; CONSIDERANDO a Súmula Vinculante

Leia mais

A 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia - Estatísticas e Cases

A 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia - Estatísticas e Cases A 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia - Estatísticas e Cases Dra.Ancilla-Dei Vega Dias Baptista Giaconi Maio/2014 0 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia Criada em 23 de Novembro

Leia mais

LEI DE TORTURA Lei n. 9.455/97

LEI DE TORTURA Lei n. 9.455/97 LEI DE TORTURA Lei n. 9.455/97 DUDH Artigo 5º Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante. ART. 5º DA CF Inciso III Ninguém será submetido à tortura nem

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal RECLAMAÇÃO 15.309 SÃO PAULO RELATORA RECLTE.(S) PROC.(A/S)(ES) RECLDO.(A/S) ADV.(A/S) INTDO.(A/S) ADV.(A/S) : MIN. ROSA WEBER :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Gilberto, quando primário, apesar de portador de maus antecedentes, praticou um crime de roubo simples, pois, quando tinha 20 anos de idade, subtraiu de Renata, mediante

Leia mais

Espelho Penal Peça. Endereçamento correto da interposição 1ª Vara Criminal do Município X 0 / 0,25

Espelho Penal Peça. Endereçamento correto da interposição 1ª Vara Criminal do Município X 0 / 0,25 Espelho Penal Peça O examinando deve redigir uma apelação, com fundamento no artigo 593, I, do Código de Processo Penal. A petição de interposição deve ser endereçada ao juiz de direito da 1ª vara criminal

Leia mais

Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11.

Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11. Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11. Ricardo Henrique Araújo Pinheiro. A breve crítica que faremos neste

Leia mais

MPE Direito Penal Aplicação da Lei Penal no Tempo e no Espaço Emerson Castelo Branco

MPE Direito Penal Aplicação da Lei Penal no Tempo e no Espaço Emerson Castelo Branco MPE Direito Penal Aplicação da Lei Penal no Tempo e no Espaço Emerson Castelo Branco 2013 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. 1. APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO E NO

Leia mais

DISCIPLINA: DIREITO PENAL

DISCIPLINA: DIREITO PENAL ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO DISCIPLINA: DIREITO PENAL QUESTÃO Nº 109 Protocolo: 11913003657-0 Não existe qualquer erro material na questão. Nada a ser alterado. O recorrente

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010.

RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010. RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010. Dispõe sobre a divulgação de dados processuais eletrônicos na rede mundial de computadores, expedição de certidões judiciais e dá outras providências. O PRESIDENTE DO CONSELHO

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA

MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA QUESTIONAMENTO: Solicito pesquisa acerca do enquadramento típico de indivíduo que fora abordado pela Brigada Militar, conduzindo veículo embriagado (306 dp CTB) e com a CNH vencida, sendo que foi reprovado

Leia mais

DEZ ANOS DA LEI DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE: QUESTÕES CONTROVERTIDAS E A JURISPRUDÊNCIA

DEZ ANOS DA LEI DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE: QUESTÕES CONTROVERTIDAS E A JURISPRUDÊNCIA DEZ ANOS DA LEI DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE: QUESTÕES CONTROVERTIDAS E A JURISPRUDÊNCIA Eladio Lecey Diretor-Presidente, Escola Nacional da Magistratura - AMB Diretor, Escola Brasileira de Direito

Leia mais

PROGRAMA DE DISCIPLINA

PROGRAMA DE DISCIPLINA PROGRAMA DE DISCIPLINA I. Curso: DIREITO II. Disciplina: TEORIA GERAL DO DIREITO PENAL (D-11) Área: Ciências Sociais Período: Segundo Turno: matutino/noturno Ano: 2013-1 Carga Horária: 72 H; Créd.: 04

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL ENUNCIADO Gilberto, quando primário, apesar de portador de maus antecedentes, praticou um crime de roubo simples, pois, quando tinha 20 anos de idade, subtraiu de

Leia mais

PRINCÍPIOS NORTEADORES DO PROCESSO PENAL

PRINCÍPIOS NORTEADORES DO PROCESSO PENAL PRINCÍPIOS NORTEADORES DO PROCESSO PENAL Carlos Antonio da Silva 1 Sandro Marcos Godoy 2 RESUMO: O Direito Penal é considerado o ramo jurídico mais incisivo, uma vez que restringe um dos maiores bens do

Leia mais

DIREITO PROCESSUAL PENAL IV

DIREITO PROCESSUAL PENAL IV AULA DIA 25/05/2015 Docente: TIAGO CLEMENTE SOUZA E-mail: tiago_csouza@hotmail.com DIREITO PROCESSUAL PENAL IV Procedimento Sumaríssimo (Lei 9.099/95) - Estabelece a possibilidade de conciliação civil,

Leia mais

Índice Geral. Índice Sistemático do Código Penal. Tábua de Abreviaturas. Código Penal Decreto-lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940

Índice Geral. Índice Sistemático do Código Penal. Tábua de Abreviaturas. Código Penal Decreto-lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940 Índice Geral Índice Sistemático do Código Penal Tábua de Abreviaturas Código Penal Decreto-lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940 Referências Bibliográficas Apêndice Índice Alfabético-Remissivo Obras do Autor

Leia mais

LEGISLAÇÃO CITADA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

LEGISLAÇÃO CITADA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 LEGISLAÇÃO CITADA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 TÍTULO VIII Da Ordem Social CAPÍTULO VII DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE E DO IDOSO Art. 227. É dever da família, da sociedade

Leia mais

Excelentíssimo Senhor Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

Excelentíssimo Senhor Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Excelentíssimo Senhor Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro., vem, auxiliado pela Amaerj Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro, com fulcro na jurisprudência e legislação

Leia mais

ARTHUR TRIGUEIROS e WANDER GARCIA. Edição 2013. Coordenadores CONCURSOS POLICIAIS. 2 a Edição 2013 2.000 QUESTÕES COMENTADAS

ARTHUR TRIGUEIROS e WANDER GARCIA. Edição 2013. Coordenadores CONCURSOS POLICIAIS. 2 a Edição 2013 2.000 QUESTÕES COMENTADAS Edição 2013 ARTHUR TRIGUEIROS e WANDER GARCIA Coordenadores CONCURSOS POLICIAIS 2 a Edição 2013 2.000 QUESTÕES COMENTADAS SUMÁRIO SUMÁRIO 1. Direito Constitucional 13 1. PODER CONSTITUINTE... 13 2. TEORIA

Leia mais

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas.

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. Programa de DIREITO PENAL I 2º período: 80 h/a Aula: Teórica EMENTA Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. OBJETIVOS Habilitar

Leia mais

SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: momento processual para a aceitação do benefício MARCIO FRANCISCO ESCUDEIRO LEITE

SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: momento processual para a aceitação do benefício MARCIO FRANCISCO ESCUDEIRO LEITE SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: momento processual para a aceitação do benefício MARCIO FRANCISCO ESCUDEIRO LEITE PROMOTOR DE JUSTIÇA ASSESSOR DO CENTRO DE APOIO OPERACIONAL CRIMINAL DO MINISTÉRIO PUBLICO

Leia mais

O acórdão em análise é oriundo do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento de um agravo regimental em Recurso Especial e assim dispõe:

O acórdão em análise é oriundo do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento de um agravo regimental em Recurso Especial e assim dispõe: 3. COMENTÁRIOS À JURISPRUDÊNCIA 3.1 QUESTÕES PONTUAIS SOBRE EXECUÇÃO PENAL ÉRIKA DE LAET GOULART MATOSINHO Oficial do Ministério Público do Estado de Minas Gerais Bacharel em Direito 1. Escolha do acórdão

Leia mais

COMENTÁRIOS DA PROVA DE DIREITO PENAL ANALISTA PROCESUAL MPU 2004

COMENTÁRIOS DA PROVA DE DIREITO PENAL ANALISTA PROCESUAL MPU 2004 COMENTÁRIOS DA PROVA DE DIREITO PENAL ANALISTA PROCESUAL MPU 2004 01- Podemos afirmar que a culpabilidade é excluída quando a) o crime é praticado em obediência à ordem, manifestamente legal, de superior

Leia mais

O INDULTO E AS PENAS RESTRITIVAS DE DIREITO [in Boletim IBCCRIM. São Paulo, v.12, n.142, p. 2-3, set. 2004]

O INDULTO E AS PENAS RESTRITIVAS DE DIREITO [in Boletim IBCCRIM. São Paulo, v.12, n.142, p. 2-3, set. 2004] O INDULTO E AS PENAS RESTRITIVAS DE DIREITO [in Boletim IBCCRIM. São Paulo, v.12, n.142, p. 2-3, set. 2004] Salo de Carvalho Advogado e Professor da PUC/RS Após a tramitação dos Processos de Execução Penal

Leia mais

A PRESCRIÇÃO SOB A ÉGIDE DA NOVA LEI DE FALÊNCIAS

A PRESCRIÇÃO SOB A ÉGIDE DA NOVA LEI DE FALÊNCIAS A PRESCRIÇÃO SOB A ÉGIDE DA NOVA LEI DE FALÊNCIAS Com a entrada em vigor, em maio de 2005, da nova lei que regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência das empresas (Lei 11.101 de 09.02.2005),

Leia mais

DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS

DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS Atualizado em 03/11/2015 4. Competência Material Ratione Materiae: Divide-se em competência da Justiça Estadual, Federal, Eleitoral e Militar (não falamos da Justiça

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº DE 2011

PROJETO DE LEI Nº DE 2011 PROJETO DE LEI Nº DE 2011 Altera a Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990, a Lei 8.666, de 21 de junho de 1993 e a Lei nº 8.884, de 11 de junho de 1994. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º O art. 4º

Leia mais

Professor Márcio Widal Direito Penal PRESCRIÇÃO

Professor Márcio Widal Direito Penal PRESCRIÇÃO PRESCRIÇÃO Professor Márcio Widal 1. Introdução. A perseguição do crime pelo Estado não pode ser ilimitada no tempo, por força, inclusive, da garantia da presunção de inocência. Além disso, o Estado deve

Leia mais

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS ALESSANDRO CABRAL E SILVA COELHO - alessandrocoelho@jcbranco.adv.br JOSÉ CARLOS BRANCO JUNIOR - jcbrancoj@jcbranco.adv.br Palavras-chave: crime único Resumo O presente

Leia mais

CÓDIGO PENAL: PARTE ESPECIAL

CÓDIGO PENAL: PARTE ESPECIAL CÓDIGO PENAL: PARTE ESPECIAL Ataídes Kist 1 1 Docente do Curso de Direito da Unioeste, Campus de Marechal Cândido Rondon. E-mail ataideskist@ibest.com.br 10 ATAÍDES KIST RESUMO: Na estrutura do Direito

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br A responsabilidade administrativa no Direito Ambiental por Carolina Yassim Saddi * Uma data que merece reflexão foi comemorada no dia 5 de junho do corrente ano: Dia Mundial do Meio

Leia mais

Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM?

Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM? Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM? A Justiça Militar Estadual por força de expressa vedação contida no art. 125, 4º, da CF/88, não tem competência

Leia mais

Palavras-chaves: Impeachment, Presidente da Republica, Infrações Político- administrativas.

Palavras-chaves: Impeachment, Presidente da Republica, Infrações Político- administrativas. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA IMPEACHMENT Fernando França Caron Especialista em Direito Constitucional pela Faculdade Damásio de Jesus Docente do Curso de Direito da UNILAGO RESUMO A Constituição Federal de

Leia mais

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Omissão de Notificação da Doença DIREITO PENAL - Omissão de Notificação de Doença CP. Art. 269. Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja

Leia mais

DEZ ANOS DA LEI 9605/98: BALANÇO E PROPOSTAS CONCRETAS DE APERFEIÇOAMENTO LEGISLATIVO

DEZ ANOS DA LEI 9605/98: BALANÇO E PROPOSTAS CONCRETAS DE APERFEIÇOAMENTO LEGISLATIVO 13 Congresso Brasileiro de Direito Ambiental Mesa Redonda IX DEZ ANOS DA LEI 9605/98: BALANÇO E PROPOSTAS CONCRETAS DE APERFEIÇOAMENTO LEGISLATIVO Presidente: Damásio de Jesus Relator Geral: Eladio Lecey

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2016

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2016 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2016 Disciplina: Direito Penal II Departamento III Penal e Processo Penal Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo: Anual 3º ano Docente Responsável: José Francisco Cagliari

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br As Medidas de Segurança (Inconstitucionais?) e o dever de amparar do Estado Eduardo Baqueiro Rios* Antes mais nada são necessárias breves considerações acerca de pena e das medidas

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br A competência nos pedidos de adoção, guarda e tutela Rogério Medeiros Garcia de Lima* 1. INTRODUÇÃO A vigência do novel Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei federal 8.069, de

Leia mais

Prof. José Nabuco Filho. Direito Penal

Prof. José Nabuco Filho. Direito Penal Direito Penal 1. Apresentação José Nabuco Filho: Advogado criminalista em São Paulo, mestre em Direito Penal 1 (UNIMEP), professor de Direito Penal desde 2000. Na Universidade São Judas Tadeu, desde 2011,

Leia mais

Capítulo 1 Notas Preliminares...1

Capítulo 1 Notas Preliminares...1 S u m á r i o Capítulo 1 Notas Preliminares...1 1. Introdução... 1 2. Finalidade do Direito Penal... 2 3. A Seleção dos Bens Jurídico-Penais... 4 4. Códigos Penais do Brasil... 5 5. Direito Penal Objetivo

Leia mais

PARECER Nº, DE 2008. RELATOR: Senador ANTONIO CARLOS VALADARES I RELATÓRIO

PARECER Nº, DE 2008. RELATOR: Senador ANTONIO CARLOS VALADARES I RELATÓRIO PARECER Nº, DE 2008 Da COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E CIDADANIA, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 370, de 2008, do senador Papaléo Paes, que altera o Código Penal, para incluir o crime de induzir

Leia mais

A CORRUPÇÃO DE MENORES NA LEI Nº 12.015/09

A CORRUPÇÃO DE MENORES NA LEI Nº 12.015/09 A CORRUPÇÃO DE MENORES NA LEI Nº 12.015/09 Breve histórico. O crime de corrupção de menores foi criado a partir da iniciativa do juiz de direito Waldyr de Abreu, após o exercício, por um ano, no cargo

Leia mais

Capítulo I - Dos Direitos e deveres individuais e coletivos (art. 5º) Diferenciação entre Direitos, Garantias e Remédios Constitucionais.

Capítulo I - Dos Direitos e deveres individuais e coletivos (art. 5º) Diferenciação entre Direitos, Garantias e Remédios Constitucionais. Diferenciação entre Direitos, Garantias e Remédios Constitucionais. Direitos: Declarações que limitam a atuação do Estado ou dos cidadãos. Garantias: Blindagem que envolve o Direito, evitando sua violação.

Leia mais

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI Nº 5.555, DE 2013 (Apensos: PL 5822/2013; PL 6630/2013; PL 6713/2013; PL 6831/2013; e PL 7377/2014) Altera a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006

Leia mais

ARTIGO 14 da Lei nº 6368/76: CRIME HEDIONDO!

ARTIGO 14 da Lei nº 6368/76: CRIME HEDIONDO! ARTIGO 14 da Lei nº 6368/76: CRIME HEDIONDO! ELIANE ALFRADIQUE O artigo 14 da Lei nº 6.368/76 tem causado certa dificuldade em sua aplicação prática. O enunciado do artigo em questão, tipifica a associação

Leia mais

COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E MINORIAS

COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E MINORIAS COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E MINORIAS PROJETO DE LEI N o 6.418, DE 2005 (Apensados os Projetos de Lei n os : 715/1995; 1.026/1995; 1.477/2003; 5.452/2001; 6.840/2002; 2.252/1996 e 6.573/2006) Define

Leia mais

ASPECTOS RELEVANTES DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL

ASPECTOS RELEVANTES DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL ASPECTOS RELEVANTES DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL Everton Gomes Correa Jéssica Aline de S.Silva Resumo: O presente artigo busca destacar as mudanças trazidas em diferentes épocas vividas em nosso

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal RECURSO EXTRAORDINÁRIO 715.268 RIO DE JANEIRO RELATOR RECTE.(S) PROC.(A/S)(ES) RECDO.(A/S) ADV.(A/S) : MIN. LUIZ FUX :UNIÃO :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO :JOSE SOARES GONCALVES : JOÃO ALVES DE GOES E OUTRO(A/S)

Leia mais

CONFEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL CONDSEF

CONFEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL CONDSEF Nota Técnica AJN/CONDSEF n. 07/2011 CONDSEF. Possibilidade de conversão de tempo de serviço prestado em condições especiais em tempo de serviço comum após o advento da Medida Provisória n. 1.663, posteriormente

Leia mais

CASOTECA DIREITO GV PRODUÇÃO DE CASOS 2011

CASOTECA DIREITO GV PRODUÇÃO DE CASOS 2011 CASOTECA DIREITO GV PRODUÇÃO DE CASOS 2011 CASOTECA DIREITO GV Caso do Campo de Algodão: Direitos Humanos, Desenvolvimento, Violência e Gênero ANEXO I: DISPOSITIVOS RELEVANTES DOS INSTRUMENTOS INTERNACIONAIS

Leia mais

Papel e estratégias do Ministério Público na defesa dos direitos das mulheres e principais limitações na aplicação da Lei Sobre Violência Doméstica

Papel e estratégias do Ministério Público na defesa dos direitos das mulheres e principais limitações na aplicação da Lei Sobre Violência Doméstica Papel e estratégias do Ministério Público na defesa dos direitos das mulheres e principais limitações na aplicação da Lei Sobre Violência Doméstica (Síntese a partir dos slides) Por Lúcia Maximiano (Procuradoria

Leia mais

4 NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO EM INFORMÁTICA

4 NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO EM INFORMÁTICA 4 NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO EM INFORMÁTICA 4.1 Legislação aplicável a crimes cibernéticos Classifica-se como Crime Cibernético: Crimes contra a honra (injúria, calúnia e difamação), furtos, extorsão,

Leia mais

ROTEIRO DE AULA TEORIA GERAL DAS PRISÕES CAUTELARES.

ROTEIRO DE AULA TEORIA GERAL DAS PRISÕES CAUTELARES. CURSO DIREITO DISCIPLINA PROCESSO PENAL II SEMESTRE 7º Turma 2015.1 ROTEIRO DE AULA TEORIA GERAL DAS PRISÕES CAUTELARES. 1. DO CONCEITO DE PRISAO A definição da expressão prisão para fins processuais.

Leia mais

TRÁFICO DE PESSOAS CONCEITO E CARACTERÍSTICAS. Daianny Cristine Silva

TRÁFICO DE PESSOAS CONCEITO E CARACTERÍSTICAS. Daianny Cristine Silva TRÁFICO DE PESSOAS CONCEITO E CARACTERÍSTICAS Daianny Cristine Silva TRÁFICO DE PESSOAS CONCEITO E CARACTERÍSTICAS Daianny Cristine Silva Assessora Administrativa da Procuradoria-Geral de Justiça do Estado

Leia mais

PLANTÃO JUDICIAL. HABEAS CORPUS N.º 4000932-10.2015.8.04.0000 - Plantão Judicial Portaria n.º 357/2015

PLANTÃO JUDICIAL. HABEAS CORPUS N.º 4000932-10.2015.8.04.0000 - Plantão Judicial Portaria n.º 357/2015 fls. 678 PLANTÃO JUDICIAL HABEAS CORPUS N.º 4000932-10.2015.8.04.0000 - Plantão Judicial Portaria n.º 357/2015 IMPETRANTE PACIENTE IMPETRADO PLANTONISTA : Aldemir da Rocha Silva Junior : Gregorio Graça

Leia mais

TRABALHO CARTILHA DO REEDUCANDO

TRABALHO CARTILHA DO REEDUCANDO TRABALHO VOLTA AO CRIME CARTILHA DO REEDUCANDO CARTILHA DO REEDUCANDO ÍNDICE Introdução...5 Deveres...6 Direitos...7 Disciplina...10 Sanções...11 Formulário para Habeas Corpus...12 Petição Simplificada...13

Leia mais

MEDIDA: RESPONSABILIZAÇÃO DOS PARTIDOS POLÍTICOS E CRIMINALIZAÇÃO DO CAIXA 2

MEDIDA: RESPONSABILIZAÇÃO DOS PARTIDOS POLÍTICOS E CRIMINALIZAÇÃO DO CAIXA 2 MEDIDA: RESPONSABILIZAÇÃO DOS PARTIDOS POLÍTICOS E CRIMINALIZAÇÃO DO CAIXA 2 16ª P R O P O S T A L E G I S L A T I V A ANTEPROJETO DE LEI Altera a Lei 9.096/95 para prevê a responsabilização dos partidos

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2014

PROJETO DE LEI Nº, DE 2014 PROJETO DE LEI Nº, DE 2014 (Da Sra. Flávia Morais) Altera o art. 20 da Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993 Lei Orgânica da Assistência Social, e o art. 34 da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003

Leia mais

JORNADA DE TRABALHO/PONTO ELETRÔNICO

JORNADA DE TRABALHO/PONTO ELETRÔNICO JORNADA DE TRABALHO/PONTO ELETRÔNICO 1 O art. 19 da Lei nº 8.112/90, com a redação dada pela Lei nº 8.270/91, estabelece que os servidores públicos deverão cumprir jornada de trabalho fixada em razão das

Leia mais

Assim, o bem jurídico tutelado é o meio ambiente natural, cultural, artificial e do trabalho, englobáveis na expressão BEM AMBIENTAL.

Assim, o bem jurídico tutelado é o meio ambiente natural, cultural, artificial e do trabalho, englobáveis na expressão BEM AMBIENTAL. ASPECTOS DA TUTELA PENAL DO AMBIENTE 1. Introdução Como conseqüência da consciência ambiental, o legislador brasileiro não só previu a proteção administrativa do meio ambiente e a denominada tutela civil

Leia mais

ENUNCIADOS. Suspensão Condicional do Processo. Lei Maria da Penha e Contravenções Penais

ENUNCIADOS. Suspensão Condicional do Processo. Lei Maria da Penha e Contravenções Penais ENUNCIADOS Suspensão Condicional do Processo Enunciado nº 01 (001/2011): Nos casos de crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher não se aplica a suspensão condicional do processo. (Aprovado

Leia mais

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ AULA IX DIREITO PENAL II TEMA: MEDIDA DE SEGURANÇA E REABILITAÇÃO PROFª: PAOLA JULIEN O. SANTOS MEDIDA DE SEGURANÇA 1. Conceito: sanção penal imposta pelo Estado, na execução de uma sentença, cuja finalidade

Leia mais