Alguns indicadores de avaliação de bem-estar em vacas leiteiras revisão. Some indicators for the assessment of welfare in dairy cows a review

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1 ARTIGO DE REVISÃO REVISTA PORTUGUESA DE CIÊNCIAS VETERINÁRIAS Alguns indicadores de avaliação de bem-estar em vacas leiteiras revisão Some indicators for the assessment of welfare in dairy cows a review Joaquim L. Cerqueira 1,2 *, José P. Araújo 1,3, Jan T. Sorensen 4, João Niza-Ribeiro 2,5 1 Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo 2 Centro de Ciência Animal e Veterinária da UTAD (CECAV) 3 Centro de Investigação de Montanha (CIMO-IPVC) 4 Department of Animal Science, Aarhus University - Denmark 5 Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto Resumo: A preocupação e o interesse da sociedade pelo bem-estar animal (BEA) têm aumentado nos últimos anos. Em simultâneo, a necessidade de sustentação científica na avaliação das condições em que os animais são criados para fins de assessoria, credibilização e certificação de produtos é uma evidência. Nos sistemas de produção dos países do norte da Europa e no modo de produção biológico, recorrem-se a programas de avaliação de BEA, para salvaguardar a saúde, conforto e garantir princípios éticos e legais na produção, proporcionando maior confiança ao consumidor final. As cinco liberdades conferem uma indicação inicial sobre os aspectos relevantes a considerar na apreciação do bem-estar. A utilização de uma escala de pontuação baseada em atributos de ordem geral e ambiental apresenta dificuldades na interpretação do BEA. Por outro lado, se a avaliação for orientada para o animal torna-se mais precisa. Na presente revisão são apresentados e discutidos os principais indicadores de avaliação de BEA em vacas leiteiras usados actualmente. Recolheu-se evidência em publicações científicas, que demonstram a importância dos indicadores comportamentais, de saúde e de maneio na avaliação e monitorização do BEA. Descreve-se a metodologia de utilização dos indicadores, referindo-se as suas vantagens e limitações. Mencionam-se os critérios de interpretação e a sua relação com a produtividade e o BEA. Para avaliação do BEA é fundamental a mensuração de um conjunto de indicadores, mediante várias visitas à exploração. Palavras-chave: Bem-estar, vacas leiteiras, indicadores Summary: The concern and interest of the society for animal welfare (AW) have increased in recent years. Simultaneously, the need for scientific support when assessing the conditions under which animals are raised for purposes of advice, credibility and certification of products are evident. In production systems in countries of northern Europe and in organic production, the use of AW programs to safeguard animal health, and comfort and to ensure ethical and legal principles in production, provide greater confidence to the final consumer. The five freedoms give an initial indication of the relevant aspects to consider in assessing the AW. The use of a scoring scale based on general and environmental attributes presents interpretation difficulties. Moreover, if the evaluation is directed to the animal, it becomes more precise. In this review the main indicators for evaluating AW currently used in dairy cows are *Correspondência: Tel: +(351) Fax: +(351) presented and discussed. Evidence collected in scientific publications demonstrates the importance of behavioral, health and husbandry indicators in the evaluation and monitoring of AW. The methodology these indicators use is described as well as its advantages and limitations. We also mention the criteria for interpretation and its relation to productivity and AW. For AW assessment it is primordial to measure a set of indicators, through several visits to the farm. Keywords: Welfare, dairy cows, indicators Introdução A reestruturação que se tem verificado nos últimos anos ao nível das explorações leiteiras em Portugal traduziu-se num aumento da dimensão média do efectivo e de uma intensificação da actividade. Este cenário associado ao consequente aumento de encabeçamento e do rendimento por vaca, o qual se encontra actualmente ao nível da média da União Europeia (UE), conduz a maiores exigências no que se refere à observância das normas de bem-estar animal (BEA). Ainda que a produção média por exploração se encontre aquém da média da UE, a maior parte do leite é recolhido em explorações com uma dimensão superior a 150 toneladas, sendo de salientar que 50% da produção nacional é assegurada por apenas 10% das explorações (com produção acima das 300 toneladas/ano) vocacionadas exclusivamente para a produção de leite (Araújo et al., 2007). A profissionalização dos produtores e das suas explorações traduziu-se em melhor controlo sanitário e da alimentação animal, maior valor genético 1 dos efectivos e permitiu, nos últimos anos, alcançar os padrões europeus ao nível da produtividade das vacas. Simultaneamente verificou-se um aumento qualitativo do leite produzido, sendo de destacar que, quer o 1 Fruto de programas de melhoramento e por via da aquisição de vacas de alto valor genético provenientes de outros Estados Membros como a França, Países Baixos e Dinamarca. 5

2 aumento de dimensão quer a concentração regional das explorações conduziram também a ganhos de eficiência através da optimização na logística de recolha (MADRP, 2007). No entanto associado ao aumento da produção de leite, surgem problemas relacionados com mastites (Schreiner e Ruegg, 2003), transtornos podais (Bach et al., 2007) e reprodutivos, resultando no refugo precoce das vacas (Webster, 2005). As elevadas produções podem comprometer o BEA, induzindo distúrbios na saúde, desconforto e diminuição da qualidade do leite (Fulwider et al., 2007). A avaliação de BEA engloba a legislação, o conhecimento científico e a ética, entendida esta, como a responsabilidade ética dos criadores cuidarem adequadamente os seus animais (Broom, 1991). O BEA pode ser avaliado através da observação do comportamento dos animais, o estado de activação dos seus sistemas fisiológicos e o seu estado geral, sendo factores importantes o alojamento e as condições das instalações (Veissier et al., 2007). O conforto da vaca leiteira tem-se assumido como um dos factores mais influentes para o aumento de produção na última década. Um ambiente de conforto deficitário influi negativamente o consumo de matéria seca, a saúde do úbere, a fertilidade, estando na origem de problemas podais (Bach et al., 2007). Vários estudos têm sido desenvolvidos para avaliar o impacto dos tipos de alojamentos no comportamento dos animais, na produção de leite, na incidência de mastites, na contagem celular, na pontuação de locomoção e nos problemas podais (Fregonesi e Leaver, 2001; Regula et al., 2004). Um número significativo de vacas leiteiras é refugado no início da vida produtiva por várias razões, incluindo claudicação crónica. Assegurar um nível de bem-estar aceitável das vacas leiteiras, é importante para permitir um eficiente grau de produção, reduzir a incidência de patologias, satisfazer a procura de produtos derivados de animais criados sob condições de bem-estar ideais e para possibilitar um incremento da produção local que possa competir com importações procedentes de países com níveis de bem-estar animal inferiores. A avaliação do BEA pode ser utilizada como instrumento preventivo e de assessoria aos criadores, fonte de informação para a elaboração de directivas e de esquemas de qualidade para os consumidores (Napolitano et al., 2005), existindo protocolos desenvolvidos, testados, implementados e publicados para vacas de leite (Whay et al., 2003). Os protocolos baseiam-se em índices indirectos, derivados a partir de uma combinação de observações directas, registos e estimativas do criador (Webster, 2005). Esta revisão tem por finalidade descrever e analisar os sistemas de indicadores de avaliação de bem-estar para vacas leiteiras que se considerou serem os mais consistentes, rigorosos e úteis, entre os que se encontram actualmente descritos e publicados. Metodologia Esta revisão sobre os principais indicadores indirectos de bem-estar em vacas leiteiras. Optou-se por classificar os sistemas numa das três categorias seguintes de indicadores: comportamentais, de saúde e de maneio. Seleccionaram-se os sistemas de indicadores com base em três critérios: a) serem largamente referenciados na bibliografia de diversos grupos de trabalho (sempre que possível a pesquisa bibliográfica foi realizada tendo por critério existir maior número de citação do artigo científico e simultaneamente incluir as publicações mais recentes), b) possuírem critérios de avaliação objectivos, possíveis de medir com rigor (repetibilidade e reprodutibilidade) e c) possibilitarem interpretações para estados de saúde ou de bem-estar animal adequadamente validadas e publicadas por pelo menos um investigador ou grupo. Para cada sistema de indicadores é evidenciada a metodologia de abordagem, assim como os respectivos critérios de classificação. Descrevem-se ainda as suas potencialidades e limitações, a respectiva forma de interpretação e as implicações que a pontuação de resultados possui em termos de produção, saúde e bem-estar animal. Desta revisão foram excluídos alguns indicadores de avaliação de bem-estar, tais como: doenças, parasitas na pele, lesões no corpo, estado da pele, descarga vulvar, descarga nasal, descarga ocular, diarreia, taxa de respiração, condição podal e consistência das fezes, que apesar da sua utilização em protocolos de avaliação de bem-estar, são pouco referenciados em revistas científicas. Referem-se de forma muito sintética alguns sistemas de avaliação de bem-estar desenvolvidos e implementados na Áustria e na Alemanha. Indicadores comportamentais As alterações comportamentais dos animais nas explorações são frequentemente utilizadas como um indicador para a avaliação do bem-estar animal. Por isso o conhecimento abrangente das actividades comportamentais dos animais é fundamental para a melhoria da produção animal (Gordon, 1995). Estudos recentes indicam que interacções negativas homem-animal poderão influenciar negativamente a produção das vacas leiteiras (Rushen et al., 1999; Breuer et al., 2000). Atitudes negativas podem conduzir a interacções agonísticas, medo, desregulação hormonal e stress com reacções nefastas sobre a produção, bem-estar e dificuldades no maneio animal, aumentando o risco de lesões para os animais. Por outro lado, a manipulação dos animais de uma forma tranquila permite aumentar o seu desempenho reprodutivo e de produção de leite. Os métodos experimentais de avaliação comportamental, como a observação directa e a análise de 6

3 gravações em vídeo, têm evoluído nos últimos anos permitindo progressos neste domínio. Os primeiros têm alguns inconvenientes, sobretudo devido à interferência humana; os segundos são métodos demorados e que exigem mão-de-obra especializada. Muller e Schrader (2003) desenvolveram um método de gravação automática da actividade comportamental de vacas leiteiras que consiste num sistema de vigilância mediante dispositivos electrónicos fixados aos membros dos animais. Este método pode medir objectivamente a actividade comportamental e monitorizar os movimentos e períodos de repouso e actividade dos animais, sem restrição à liberdade de circulação dos mesmos. São diversos os factores de incerteza associados às observações feitas com estes métodos. Em ambientes mais complexos, como a estabulação livre ou em sistemas de pastoreio pode tornar-se difícil observar a actividade ininterruptamente durante vários dias. Caso estejam envolvidos mais do que um observador, poderão surgir problemas adicionais com as interpretações dos diferentes operadores (Martin e Bateson, 1993; Schwarz et al., 2002). A consistência do observador também pode variar devido a factores como distracções por motivos específicos. Acresce ainda a possível perturbação do investigador durante a observação ou análise (Martin e Bateson, 1993). Por último, a observação directa pode influenciar o comportamento dos animais ao serem observados (Gordon, 1995). A avaliação da relação homem-animal é uma componente muito importante para o conhecimento do bem-estar nas explorações de vacas leiteiras (Rousing e Waiblinger, 2004). Para estes autores a realização dos testes de abordagem voluntária e forçada do animal para a sua avaliação é importante. A distância de evasão dos animais, por exemplo, poderá reflectir o nível de relacionamento homem-animal. Embora os testes de abordagem sejam muito influenciados por factores externos, a sua inclusão deve ser equacionada nos estudos de comportamento (Waiblinger et al., 2003). Teste de abordagem voluntária do animal Consiste na avaliação da motivação do animal para explorar um humano, devendo ser executado pela manhã, cerca de uma hora após a distribuição do alimento. Determina-se uma área de ensaio no sistema de alojamento livre com cubículos, posicionada de forma central e amplamente em relação à zona de alimentação e a uma distância mínima de 10 m dos bebedouros. Procede-se à medição com fita e marcação a giz, serradura ou palha moída, de uma zona de 2,5 m de diâmetro, no centro da qual fica localizado o operador durante o teste (centro do teste). Aproximadamente 5 minutos após a conclusão da marcação da área de ensaio, o operador caminha lentamente para o centro da área de teste e coloca-se de costas para os cubículos, permanecendo parado durante 15 minutos e o teste inicia-se imediatamente. Regista-se o número de vacas em pé na zona de 2,5 m e são assinalados os animais que efectuam a primeira travessia da zona bem como os possíveis contactos com o operador. Teste de abordagem forçada do animal Baseia-se na avaliação da reacção do animal, ao teste de aproximação de uma pessoa, numa amostra aleatória de vacas em sistema de estabulação livre. A pessoa aproxima-se da vaca de uma forma pacífica, abordando o animal pela frente, caminhando lentamente (aproximadamente um passo por segundo), olhando para a vaca, mas sem fixar os olhos e mantendo braços e mãos junto ao corpo. O operador deve permitir que as vacas o visualizem antes da aproximação individual a cada animal. À distância aproximada de 1 m da vaca, o operador estende lentamente a mão e passados cerca de 10 segundos tenta tocar no seu pescoço. O teste termina quando a vaca se afasta do operador, dando passos bem definidos. As respostas deste teste são classificadas em cinco categorias, a partir do momento de retirada da vaca, em relação à distância da pessoa ou à aceitação (sem fugas), da seguinte forma: Categoria 1 - A vaca evita a pessoa a uma distância superior a 2 m; Categoria 2 - A vaca retira-se a uma distância entre 1,5 a 2 m; Categoria 3 - A vaca retira-se a uma distância inferior a 1,5 m e evita a pessoa quando esta estende a mão, após estar imobilizada a cerca de 1 m; Categoria 4 - A vaca aceitou o teste da pessoa ao esticar a mão, mas evitou ser tocada; Categoria 5 - A vaca aceitou ser tocada pela pessoa. Teste de comportamento na sala de ordenha As vacas leiteiras são geralmente manipuladas através de rotinas diárias, sendo a ordenha uma das mais importantes, que se realiza duas ou três vezes ao dia. Esta rotina é um factor importante para o bem-estar das vacas, uma vez que o seu comportamento é ajustado às preferências de cada animal (Arave e Albright, 1981). A escolha de um dos lados da sala de ordenha é um factor valorizado por alguns animais, pois existem alguns estudos evidenciando que as vacas eram consistentes na opção, por isso têm uma clara preferência lateral (25,8% das vacas) (Hopster et al., 1998). No entanto Costa e Broom (2001), não encontraram evidências de desconforto, inclusive nas vacas que evidenciavam alta consistência de preferência lateral. As vacas normalmente identificam as pessoas individualmente na ordenha e o medo perante estranhos presentes no local, poderá aumentar substancialmente o leite residual e reduzir a produção 7

4 final de leite nessa ordenha (Rushen et al., 1999). Segundo Rousing et al. (2006) os animais na ordenha são avaliados em dois momentos distintos. O primeiro relaciona-se com a abordagem à máquina de ordenha (convencional ou automática), sendo atribuída a pontuação 1 para os animais que entram normalmente no equipamento e 2 para os que efectuam uma paragem no momento do ingresso à ordenha. O segundo prende-se com a existência de passos e/ou coices durante a ordenha. Os passos são definidos como a deslocação suave dos membros mantendo-se contudo numa posição vertical; os coices são definidos como sendo o movimento violento dos membros e sua elevação, muitas vezes dirigidos para a frente. Estes dois eventos são avaliados separadamente classificando-se do seguinte modo: Classe 1 Nenhuma ocorrência durante a ordenha; Classe 2 Uma ocorrência por ordenha; Classe 3 Duas ou mais ocorrências durante a ordenha. Para além desta avaliação poderá ser oportuno ainda o registo de outras ocorrências como, coices por nos componentes da ordenha, cauda presa, tentativa de fuga do animal e a defecação. As respostas fisiológicas e comportamentais de vacas leiteiras, tanto em sistema de ordenha automática como convencional foram relativamente baixas e típicas para o padrão da espécie, sendo ambos os sistemas igualmente aceitáveis no que se refere à observância dos requisitos de bem-estar animal (Hopster et al., 2002). Contudo a frequência de passos na ordenha automática foi significativamente superior à convencional (Wenzel et al., 2003). Num estudo de comportamento durante a ordenha, em ambiente familiar e não familiar, Rushen et al. (2001) verificaram que as vacas efectuam menos passos e exibem mais coices em situação familiar, pois em geral tal como descrito por Rousing et al. (2004) o comportamento de passos e coices é realizado por vacas não temerosas e/ou confiantes. Além disso, em unidades automáticas as vacas escoiceiam principalmente no final da ordenha, provavelmente pelo desconforto, devido ao baixo fluxo de leite e pressão do sistema de vácuo. O comportamento de passos durante a ordenha foi associado positivamente à produção diária de leite. As vacas com lesões nos tetos foram mais propensas a coices durante a ordenha, devido a dor e desconforto, especialmente nas que toleravam o contacto no teste de abordagem humana. Não foi encontrada relação entre claudicação ou outros sinais de distúrbios nos membros e propensão para coices ou comportamentos anormais durante a ordenha (Rousing et al., 2004). Este teste pode revelar-se muito útil, como ferramenta de avaliação do bem-estar ao nível da saúde do úbere, técnicas de ordenha, lesões na pele e qualidade das rotinas de maneio em efectivos leiteiros. Ascensão do animal e posturas O tipo de estabulação influencia o comportamento das vacas em descanso. O tempo médio de repouso e a frequência com que cada animal se deita é influenciado pelo tipo de dieta, pela hierarquia social, pela estrutura do cubículo, incluindo o tipo de piso, entre outros factores associados (Dechamps et al., 1989). Segundo Krohn e Munksgaard (1993), o tempo que as vacas se mantêm deitadas é geralmente de 8 a 14 horas, durante períodos de observação dos animais de 15 a 25 horas. A duração de cada período varia, de apenas alguns minutos (perturbação dos animais), até mais de 3 horas. Neste domínio o teste de ascensão tornou-se muito popular. No teste de ascensão desenvolvido por Chaplin e Munksgaard (2001), as vacas são observadas individualmente, ao amanhecer previamente à limpeza dos alojamentos. Consiste em encorajar os animais a levantarem-se dos cubículos, sendo atribuída pontuação de acordo com a seguinte descrição: 1. Movimento suave e fluído com sequência normal de posturas; 2. Pequena pausa nos joelhos com sequência normal de posturas; 3. Longa pausa nos joelhos com sequência normal de posturas; 4. Longa pausa nos joelhos e/ou alguma dificuldade em levantar-se, tal como embaraçosa torção da cabeça e do pescoço, mas com sequência normal de posturas; 5. Ascensão anormal, desviando-se da sequência normal de posturas, tal como levantar primeiro os membros anteriores ou simplesmente recusa levantar-se. A sequência normal de posturas no momento em que o animal está deitado e se levanta é descrita e ilustrada (Tabela 1), devendo ser tido em conta para avaliação deste parâmetro. Existe ainda uma versão simplificada deste teste, em que o observador se posiciona posteriormente à vaca deitada no cubículo, sendo esta incentivada a levantar-se através de simples estímulo oral do operador e seguidamente por um ou mais toques suaves na parte posterior do animal. Assim o nível de encorajamento é classificado da seguinte forma: Baixo Sem encorajamento ou apenas um toque na parte posterior; Médio Encorajamento de voz e 2 a 3 toques na parte posterior; Alto Encorajamento de voz e mais do que 3 toques na parte posterior. Dificuldades dos animais no deitar e levantar podem provocar lesões, desconforto e descanso insuficiente, sendo importante a realização deste teste nas explorações numa amostra representativa de vacas. Comportamento social O comportamento social é considerado um factor de extrema importância no bem-estar em sistema de 8

5 Tabela 1. Sequência normal de posturas quando uma vaca está deitada e se levanta Descrição da sequência de posturas dos bovinos em ascensão Ilustração A região do esterno começa a elevar-se sobre o piso Alongamento da cabeça e pescoço para a frente com flancos sobre o piso Peso do animal sobre os joelhos e quartelas distendidas Membros posteriores estirados Permanece equilibrada com as quatro patas no chão Fonte: Adaptado de Mattiello et al. (2005) estabulação livre para bovinos de leite (Bouissou et al., 2001). O sistema de cubículos, correctamente dimensionado permite aos animais expressar uma variedade de comportamentos naturais incluindo a locomoção, com implicações positivas no ambiente social entre animais. A relação social pacífica no efectivo leiteiro pode ter um efeito positivo e benéfico na redução de episódios promotores de agitação e de instabilidade para as vacas, no entanto o risco de agressão e perturbação social pode ocorrer, provocado por animais mais combativos. Em grupos dinâmicos é frequente o aparecimento de interacções agressivas que levam à instituição e manutenção da ordem social hierárquica. Além disso a competição por recursos (alimento, água e áreas de repouso), agravada no caso de estábulos mal concebidos, é um importante factor de perturbação, gerando comportamentos agressivos e instabilidade social no efectivo leiteiro. Em sistemas de estabulação livre para vacas leiteiras é prática comum proceder-se à descorna, prevenindo comportamentos agonísticos entre indivíduos, a ocorrência de lesões na pele, facilitando o maneio e transporte dos animais e reduzindo a probabilidade de lesões dos tratadores. Com a descorna as distâncias individuais entre animais diminuem, o que exerce um grande efeito sobre a ordem social dentro do efectivo leiteiro, pois um maior espaço por vaca traduz-se na redução da frequência de comportamentos agonísticos e associados a ocorrência de lesões. A integração de animais jovens nos efectivos leiteiros de adultos é outro factor potencial de stress e lesões. Verificou-se que, nas explorações onde o criador tinha os animais por lotes de diferentes idades, monitorizando devidamente as integrações, a frequência de lesões foi menor do que nos efectivos leiteiros em que as vacas mais jovens foram integradas sem qualquer medida adicional (Menke et al., 1999). Keyserlingk et al. (2008), afirmam que o reagrupamento é prática comum no maneio de explorações leiteiras. Estes autores ao analisarem o efeito do reagrupamento na alimentação, no comportamento social e na produção de leite, comparando o desempenho dos animais três dias antes do reagrupamento, constataram que as vacas despenderam, aproximadamente menos 15 minutos na alimentação e abandonaram em média 25 vezes mais frequentemente a área de alimentação. O número de vezes que os animais se deitaram diminuiu de 12,2±0,9 para 10,5±0,9 e o tempo que permaneceram deitados no cubículo mostrou uma tendência semelhante. A produção de leite passou de 43,4±1,5 kg para 39,7±1,5 kg e manteve esta quebra nos dias seguintes. Wemelsfelder et al. (2001) sugerem a utilização da metodologia experimental "Free Choice Profiling" (FCP), para a avaliação qualitativa do comportamento, que reflecte o nível de organização do animal, permitindo interpretar as medidas comportamentais e fisiológicas do bem-estar global do indivíduo. 9

6 A qualidade da relação homem-animal parece ter uma nítida influência sobre o comportamento social de vacas leiteiras. Um contacto próximo entre criador e animais, com uma situação pessoal estável contribui positivamente para um apropriado comportamento social do efectivo leiteiro (Waiblinger et al., 2003). Indicadores de saúde A doença pode ser considerada como um importante indicador de bem-estar, porque em muitos casos pressupõe-se estar associada a experiências negativas, como a dor, desconforto ou stress. Os distúrbios que têm maior impacto sobre o bem-estar são processos que causam sofrimento a longo prazo em condições que envolvem dor crónica progressiva. Para além disso, as doenças de natureza multifactorial, sempre com importante componente ambiental, aparecem como resultado do efeito de factores cuja incidência sobre o animal provoca stress, por isso o aparecimento dessas alterações morfológicas ou doenças é, ele mesmo, um efeito de factores stressantes repetidos. Um indicador na avaliação de bem-estar ao nível da exploração poderá centrar-se na prevalência e intensidade de alguns problemas de sanidade do efectivo leiteiro e outros casos críticos podem ser incluídos (por exemplo, animais abatidos ou refugados). A estabulação livre combinada com o exercício regular dos animais no exterior, foi significativamente associada a melhor sanidade e bem-estar. O exercício regular revelou-se igualmente benéfico para vacas mantidas em estabulação presa relativamente à claudicação e lesões dos tetos. Além do sistema de estabulação, o maneio adequado dos animais constitui um factor essencial na influência do estado de saúde e de bemestar das vacas leiteiras (Regula et al., 2004). Analisamos nesta revisão indicadores incidindo sobre quatro aspectos relevantes de saúde: condição corporal, claudicação, higiene dos animais e lesões dos tetos. Condição corporal A avaliação da Condição Corporal (CC) é um meio muito útil para a determinação do estado de gordura corporal em vacas de leite (Edmonson et al., 1989; Waltner et al., 1993) e a variação da CC é essencial para estimar o balanço energético (Otto et al., 1991; Ferguson et al., 1994; Komaragiri e Erdman, 1997). Condição corporal excessiva é reconhecida como factor de risco para a saúde, com influência no consumo de alimento, no desempenho reprodutivo e na produção de leite. De igual forma baixa CC tem sido associada a uma fraca performance reprodutiva acompanhada de diminuição na produção de leite (Garnsworthy e Topps, 1982; Gearhart et al., 1990; Domecq et al., 1997). Consequentemente a CC tem merecido especial atenção como ferramenta de auxílio no maneio alimentar de efectivos leiteiros (Waltner et al., 1993). Os animais são classificados com base numa escala de cinco pontos, de acordo com o estado de gordura das zonas lombar e pélvica da vaca. Vacas muito magras são pontuadas com 1, vacas magras com 2, vacas médias com 3, vacas gordas com 4 e vacas obesas com 5 (Wildman et al., 1982). Vários utilizadores têm apurado a escala unitária, utilizando meio ponto (0,5) e quarto de ponto (0,25) com a finalidade de alcançar maior precisão nas alterações de gordura corporal (Edmonson et al., 1989, Otto et al., 1991, Waltner et al., 1993). No entanto esse grau de especificidade torna-se mais difícil de aplicar para pontuações inferiores a 2 e superiores a 4 (Ferguson et al., 1994). A CC é atribuída à vaca com base na cobertura do tecido ósseo e nas proeminências observadas nas regiões do dorso, lombo, garupa e pélvis. Regiões de observação específica incluem os processos espinhosos e transversos das vértebras lombares, as tuberosidades ilíacas e isquiáticas, a região sacra e coccígea, ventralmente o trocanter maior do fémur, em que o tecido de cobertura pode ser estimado através de palpação, inspecção visual ou ambas (Edmonson et al., 1989; Ferguson et al., 1994). Um sistema de pontuação deve ser simples, replicável e fácil de transmitir aos técnicos e criadores, pois as mudanças na gordura corporal, não são independentes mas ocorrem de forma coordenada em todo o organismo, sendo imprescindível distinguir cada característica de CC, facilitando a formação de avaliadores na perspectiva de melhorar a repetibilidade e reprodutibilidade do teste (Ferguson et al., 1994). Uma amostragem de 30% dos animais do efectivo leiteiro é suficiente para estimar a média da sua CC, podendo ser avaliada por especialistas, sem necessidade de deslocação à exploração (Ferguson et al., 2006). A escala de 5 pontos repartida em centesimais de 0,25 da unidade, descrita por Ferguson et al. (1994) é aparentemente a utilizada pela maioria dos classificadores (Tabela 2). Índice de claudicação A claudicação constitui actualmente um dos problemas de saúde, económicos e de bem-estar mais importantes nas explorações leiteiras. É um grave problema das vacas leiteiras, pelo impacto negativo na redução da produção como no conforto animal (Green et al., 2002; Whay, 2002; Espejo et al., 2006; Ettema e Ostergaard, 2006; Thomsen et al., 2008) e contribui também para a diminuição da eficiência reprodutiva, causando perdas económicas (Lucey et al., 1986; Sprecher et al., 1997). A taxa de incidência anual de claudicação varia entre 4 a 56% em vacas adultas, em função da exploração, do local e do ano do estudo (Booth et al., 2004). As vacas clinicamente afectadas nas úngulas 10

7 Tabela 2 Pontuação de condição corporal baseada na forma das regiões corporais Região do corpo Ângulo da garupa Tuberosidade iliaca Tuberosidade isquiática Processos transversos das vértebras lombares Pontuação de Condição Corporal (CC) 2,00 2,25 2,50 2,75 3,00 3,25 3,50 3,75 4,00 4,25 4,50 4,75 5,00 V U plano redondo angular angular > 50 % visíveis 25 a 50% visíveis palpável sem gordura redonda redonda 10 a 25% visíveis extremidades visíveis extremidades não visíveis não pouco não Ligamento coccígeo pouco não Ligamento do sacro Fonte: Ferguson et al. (1994) pouco não demonstraram estros menos frequentes, intervalos entre parto e primeira inseminação mais longos e maior dificuldade de concepção. A taxa de concepção é menor nos animais com problemas de claudicação e o aumento da sua prevalência incrementa os índices de refugo (Lucey et al., 1986; Peller et al., 1994). As superfícies de cimento, limitações de espaço e o efeito da nutrição dos animais na transição do período de secagem para a lactação, foram identificados como os principais factores responsáveis pela claudicação em vacas leiteiras (Sprecher et al., 1995). Com o parto estabelecem-se patologias podais influenciadas pelo relaxamento do aparelho suspensor da terceira falange por influência hormonal. As claudicações reduzem o número voluntário de ordenhas por dia, principalmente em sistemas automáticos, levando à necessidade de uma maior intervenção humana para encaminhar os animais para a ordenha e o mesmo acontece quando se verificam comportamentos anormais por parte dos ordenhadores (Grove et al., 2003; Klaas et al., 2003). Os sistemas de estabulação e maneio diferem entre países sendo a problemática das claudicações de origem multifactorial. Um estudo realizado nos Países Baixos, em 19 explorações englobando vacas, indicou que factores como a dieta, a presença de pedilúvio e a realização de tratamentos podais, estavam associados a excelentes performances de locomoção (Amory et al., 2006). Neste estudo, as vacas encontravam-se em estabulação livre durante o Inverno, usufruindo da pastagem no Verão. Espejo e Endres (2007) num estudo realizado em 50 explorações e vacas, no Minesota, salientaram que o tempo dispendido pelas vacas nos parques de espera, na ordenha, o nível de conforto das instalações, a frequência de corte funcional de úngulas e o piso em cimento influenciaram a prevalência de claudicação no grupo de vacas de alta produção. Já em 1966 a postura de arqueamento do lombo era associada a lesão podal, tendo contribuído para o desenvolvimento de novos métodos experimentais, envolvendo a avaliação da marcha dos animais (Sprecher et al., 1997). O sistema de pontuação da locomoção, proposto por estes autores, incide na postura e andamento do animal, atribuindo-se classificações distintas, em função do desempenho observado. Os referidos autores, associam um maior grau de claudicação a um desempenho reprodutivo inferior e a refugo precoce. É fundamental avaliar o estado de claudicação de um número significativo de vacas, utilizando procedimentos simples, rápidos e fidedignos. Uma vez concluída a avaliação de um efectivo importa identificar na exploração os factores de risco, que afectam a incidência e prevalência de claudicação, a avaliação do seu impacto sobre o bem-estar e a produção, bem como uma ferramenta para a gestão da saúde no efectivo leiteiro (Thomsen et al., 2008). Existem diversos sistemas de pontuação da claudicação em vacas leiteiras, no entanto são muito semelhantes entre si, sendo vulgarmente mais utilizado o sistema de Sprecher et al. (1997). Este sistema foi avaliado cientificamente relativamente à sua repetibilidade e reprodutibilidade tendo sido documentados bons resultados (Flower e Weary, 2006; Thomsen e Baadsgaard, 2006; Thomsen et al., 2008). A importância da qualidade dos dados relaciona-se com uma correcta interpretação dos resultados do próprio estudo e pela necessidade de comparação dos resultados inter-estudos. Na Tabela 3 apresentam-se os índices de claudicação, assim como a classificação da marcha e seus critérios de avaliação numa escala de 1 a 5 pontos. As classificações 4 e 5 são tipicamente identificadas como clinicamente claudicantes, devido à marcha alterada dos animais. O índice 3 corresponde a um estádio intermédio, no entanto o animal apresenta uma 11

8 postura e marcha anormais. À pontuação 2 corresponde uma claudicação muito ligeira e na 1 incluem-se os animais com postura e marcha normais. O índice de claudicação superior a 3 (escala de Sprecher et al., 1997), teve um efeito depreciativo sobre a ingestão de alimento, sobre o local ocupado pelas vacas na manjedoura, o número de visitas diárias ao sistema de ordenha mecânica, sobre a produção de leite, e resultando em perdas económicas, motivadas pelo acréscimo de trabalho com estes animais, e pela necessidade de refugo (Bach et al., 2007). A detecção precoce de claudicação, usando a pontuação de locomoção é vital para reduzir as perdas de produção de leite da exploração e para a indústria, mas principalmente para melhorar o bem-estar das vacas. Esta deve permitir identificar as vacas na fase inicial de claudicação, circunscrevendo e minimizando os custos com tratamento e as perdas de produção e possibilitando a recuperação célere dos animais afectados. Almeida et al. (2007), referem que a pontuação da locomoção não é fiável para detecção de casos ligeiros de claudicação em vacas leiteiras, tendo para o efeito, realizado um estudo para avaliar um equipamento em placa de pressão na detecção de claudicação. Algumas novilhas demonstraram melhores aprumos (pico de força vertical) e simetria entre membros relativamente às mais claudicantes, possibilitando esta técnica identificar anomalias nas úngulas que não seriam sinalizadas utilizando o índice de claudicação. Pontuação da higiene dos animais O grau de higiene da vaca leiteira é um importante indicador de bem-estar (Bowell et al., 2003). Inicialmente a pontuação de higiene dos animais foi utilizada para avaliar o efeito do corte da cauda (Tucker et al., 2001; Schreiner e Ruegg, 2002), na determinação das relações entre higiene do animal e infecções intra-mamárias subclínicas (Schreiner e Ruegg, 2003) e para determinar o risco de contaminação microbiológica do leite (Sanaa et al., 1993). Um elevado nível de limpeza da vaca, é indicador de menor risco de exposição a agentes patogénicos ambientais, contribuindo para a segurança alimentar em sistemas de garantia da qualidade (Hughes, 2001). A maior sujidade das vacas correlaciona-se positivamente com elevada incidência de mastites (Ward et al., 2002) e altas contagens individuais de células somáticas (Reneau et al., 2005). A pontuação de higiene das vacas com e sem cauda não diferiu, indicando que o seu estado de limpeza não é influenciado pela amputação desta, contudo poderá representar um possível benefício para o conforto do ordenhador (Tucker et al., 2001). Ward et al. (2002), em quatro efectivos leiteiros estudados, observaram que a menor incidência de mastite ocorreu nas vacas mais limpas e que dispunham de camas em melhores condições higiénicas. Os factores que afectam a higiene da vaca e que Tabela 3 Pontuação da claudicação e critérios de avaliação dos animais. Índice de claudicação Descrição da marcha Critério de avaliação 1 Normal A vaca caminha normalmente. Na maioria dos casos, o lombo mantém-se plano, tanto quando a vaca está parada como a caminhar. Sem sinais de claudicação ou marcha irregular. Sem sinais de peso desigual entre os membros. Sem sinais de balanceamento da cabeça quando a vaca caminha. 2 Irregular A vaca anda (quase) normalmente. Na maioria dos casos, o lombo mantém-se plano quando a vaca está parada, mas arqueado ao caminhar. Sem sinais de balanceamento da cabeça ao caminhar. A marcha pode ser um pouco irregular e a vaca pode caminhar com passos curtos, mas não há sinais evidentes de claudicação. 3 Claudicação leve Marcha anormal com passos curtos em um ou mais membros. Na maioria dos casos, o lombo apresenta-se arqueado, tanto quando a vaca está parada como a caminhar. Na maioria dos casos, não há sinais de balanceamento da cabeça ao caminhar. Na maioria dos casos, um observador não será capaz de identificar o membro afectado. 4 Claudicação A vaca está evidentemente claudicante, em um ou mais membros. Um observador será capaz de dizer, na maioria dos casos, qual dos membros se encontra afectado. Na maioria dos casos, o lombo revela-se arqueado, tanto quando a vaca está parada como a caminhar. Na maioria dos casos, o balanceamento da cabeça é evidente quando caminha. 5 Claudicação grave A vaca está evidentemente claudicante em um ou mais membros. É incapaz, mostra-se relutante, ou muito reticente em suportar peso sobre o membro afectado. Na maioria dos casos, o lombo revela-se arqueado, tanto quando a vaca está parada como a caminhar. Na maioria dos casos, o balanceamento da cabeça é evidente quando caminha. Fonte: Thomsen et al. (2008), adaptado de Sprecher et al. (1997). 12

9 estão associados a animais conspurcados, estão relacionados com cubículos deficientemente dimensionados (Bowell et al., 2003) e com a consistência das fezes, em que o incremento do fluído fecal se encontra positivamente correlacionado com animais mais sujos (Ward et al., 2002). Estes autores referem também que explorações com fezes mais firmes estão associadas a animais mais limpos e que o risco de infecção intramamária é superior em animais com sujidade húmida relativamente a sujidade seca. Estão documentados vários métodos de pontuação de higiene (Hughes, 2001; Cook, 2002; Schreiner e Ruegg, 2003; Reneau et al., 2005) que têm sido utilizados para associar a falta de higiene do úbere e regiões limítrofes a problemas de saúde das vacas. A pontuação da higiene na exploração, permite quantificar o grau de sujidade e matéria fecal presente nas diferentes regiões anatómicas e fazer uma avaliação global da limpeza do animal (Hughes, 2001; Tucker et al., 2001; Schreiner e Ruegg, 2002; Bowell et al., 2003; Reneau et al., 2005). O leite do tanque de efectivos leiteiros com reduzida contagem de células somáticas exibiu uma correlação positiva com baixas pontuações de higiene das vacas, associando-se a elevada qualidade do leite, com relação mais forte para efectivos explorados no modo de produção biológico comparativamente ao sistema convencional (Ellis et al., 2007). Animais com pontuação de higiene 3 e 4 foram 1,5 vezes mais susceptíveis de infecção por um agente patogénico, do que vacas com pontuação 1 ou 2. O estudo indicou apenas uma fraca associação entre a pontuação de higiene das pernas e a prevalência de microrganismos patogénicos isolados do úbere dos animais (Schreiner e Ruegg, 2003). Método de Cook O método mais usado é o de Cook (2002), no qual, o grau de contaminação da vaca é avaliado numa escala de 1 (limpo) a 4 (muito sujo), para três regiões, separadamente: perna, úbere, coxa e flanco. Segundo Cook (2002) em efectivos com menos de 100 vacas deve efectuar-se a pontuação de todos os animais, e nas explorações maiores, pelo menos 25% das vacas. Classificação da parte inferior das pernas: Esta pontuação permite classificar o grau de sujidade presente nos animais e a sua distribuição na parte inferior dos membros posteriores, mediante os seguintes índices: Índice 1 - pouca ou nenhuma sujidade nos membros; Índice 2 - ligeira sujidade; Índice 3 - são visíveis distintas manchas de esterco nos membros, mas com pêlo ; Índice 4 - manchas sólidas de esterco até à parte superior dos membros. Classificação do úbere: A presença de esterco perto dos tetos é um factor de risco para a infecção do úbere. O procedimento consiste em observar o úbere da retaguarda e lateralmente, recorrendo-se aos seguintes índices: Índice 1 - o úbere encontra-se praticamente limpo; Índice 2 - existência de alguns salpicos de esterco no úbere e próximo dos tetos; Índice 3 - evidência de distintas placas de esterco sobre a metade inferior do úbere; Índice 4 - existência de placas de esterco incrustado no úbere e em torno dos tetos. Classificação da coxa e flanco: Visualizam-se as regiões da coxa e flanco do animal e atribuem-se as seguintes pontuações: Índice 1 - sem sujidade; Índice 2 - ligeiros salpicos de esterco; Índice 3 - distintas placas de esterco espalhadas pela zona; Índice 4 - continua placa de esterco a cobrir a zona. Na maior parte dos casos estas zonas são contaminadas quando os animais se deitam em cubículos sujos, em estábulos com deficiente higienização, ou através da incrustação com esterco da base da cauda e ao seu redor incluindo a garupa. Num estudo realizado em 58 explorações britânicas, observou-se que em média 19% dos úberes apresentaram pontuação 3 e 4, associados a elevado risco de infecção. Vacas em estabulação presa têm geralmente a parte inferior das pernas mais limpa e a coxa e flanco mais sujos comparativamente à estabulação livre. Neste sistema existe um maior risco de conspurcação do úbere, por intermédio da sujidade das pernas, quando a higiene do estábulo é descurada (Cook, 2004). Ellis et al. (2007), num ensaio de pontuação de higiene, realizado a um número significativo de explorações leiteiras na Inglaterra, observaram altos índices de reprodutibilidade entre operadores, revelando ser um método funcional na avaliação do estado higiénico dos animais. A evidência acumulada por vários trabalhos realizados em todo o mundo mostra a importância de manter os animais tão limpos quanto possível, especialmente as vacas de maior rendimento em início de lactação, evitando surtos de mastites e permitindo a produção de leite de elevada qualidade. Lesões nos tetos As lesões nos tetos podem ter origem traumática, ambiental, infecciosa ou erosão química, sendo também provocadas pelo deficiente funcionamento da máquina de ordenha. Estas alterações na pele e nos tecidos do canal do teto, normalmente estão associadas a elevado risco de mastite. Por outro lado, a reduzida frequência de ordenha implica muitas vezes a perda de leite através do canal do teto, maior tempo de ordenha e distensão do úbere, com impactos negativos sobre a capacidade locomotora, conforto da vaca e a saúde do úbere. A avaliação da qualidade do funcionamento dos equipamentos de ordenha tem sido testada por inter- 13

10 médio da medição de parâmetros de bem-estar, nomeadamente pela observação do comportamento animal e pela inspecção de alterações da morfologia dos tetos. Derrame de leite O derrame de leite em vacas leiteiras é um sintoma de diminuição da função do esfíncter do teto. A fuga de leite está relacionada com o aumento do risco de mastite em novilhas e multíparas, provocando graves problemas de higiene (Klaas et al., 2005). A frequência do derrame de leite através do canal do teto é variável entre explorações, podendo atingir valores máximos de 36% no efectivo leiteiro (Schukken et al., 1991). A fuga de leite também ocorreu com maior frequência nos quartos posteriores do que nos anteriores (Persson et al., 2003). Para as vacas que se encontram estabuladas durante a lactação, o derrame de leite possibilita o desenvolvimento de microrganismos nas camas proporcionando um risco acrescido de incidência de mastite ambiental (Elbers et al., 1998; Waage et al., 2001), sendo as implicações para a saúde das vacas em pastoreio menos conhecidas. Alguns estudos têm mostrado que, nos efectivos com elevada ocorrência de derrame de leite, existe maior susceptibilidade para o aparecimento de mastite clínica por Escherichia coli (Schukken et al., 1991; Elbers et al., 1998). O sistema de ordenha automática parece aumentar o risco de derrame de leite, possivelmente devido aos intervalos de ordenha irregulares, pois neste sistema 62% de primíparas e 28% de multíparas derramaram leite pelo menos uma vez (Klaas et al., 2005). Segundo estes autores, as vacas primíparas com elevado pico de fluxo de leite e com canal do teto profuso apresentaram um maior risco de derrame de leite. Por outro lado, factores como alto pico de fluxo de leite, tetos curtos e invertidos, canal profuso e fase inicial da lactação são propícios ao aumento do risco de derrame de leite em vacas multíparas. A metodologia adoptada para o estudo do derrame de leite consiste em examinar a fuga de leite no momento de entrada dos animais na sala de ordenha, efectuando o seu registo (Klaas et al., 2005). Nesta, as vacas são pontuadas positivamente, quando existe derrame de leite de um ou mais tetos; quando os animais são positivos na primeira observação e negativos na segunda ou vice-versa, classificam-se globalmente como positivos (Gleeson et al., 2007). Hiperqueratose dos tetos A hiperqueratose ou calosidade do teto é outro indicador de bem-estar importante. É definida pelo aparecimento de um anel espesso no orifício do teto, por vezes acompanhado de rugosidade. Este distúrbio é a resposta do canal do teto a traumatismos repetidos e altera a sua capacidade para se manter completamente fechado e impedir a infecção do úbere por microrganismos patogénicos, dificultando ainda uma correcta desinfecção da extremidade do teto (Neijenhuis et al., 2000). O nível de hiperqueratose do teto poderá estar directamente relacionado com as condições específicas da máquina de ordenha, nomeadamente a intensidade de vácuo durante a ordenha e a prática de sobreordenha. Contudo factores associados ao animal tais como, forma da extremidade, posição e comprimento do teto, assim como produção de leite e a paridade revelaram igualmente relação com a calosidade do teto (Bakken, 1981). Gleeson et al. (2007) menciona que o grau de hiperqueratose aumentou com o acréscimo da produção de leite e do tempo de ordenha e diminuiu quando as tetinas foram removidas com um caudal de leite na ordem de 0,8 kg/minuto, em comparação com 0,2 kg/minuto. Referiram também um aumento da hiperqueratose durante os primeiros cinco meses de lactação com tendência para redução na fase final da lactação. O método universalmente utilizado para a classificação da calosidade dos tetos, foi desenvolvido por (Neijenhuis et al., 2000) e consiste na apreciação do tipo de calosidade e grau de severidade (Tabela 4). Os dois sistemas de classificação, com a distinção entre calosidade suave e rugosa são utilizados de acordo com as características dos tetos permitindo obter uma pontuação mais rigorosa da sua condição física. Os níveis de hiperqueratose do canal dos tetos amplificam-se nos primeiros quatro meses de lactação e a rugosidade é por volta do segundo mês, existindo ainda uma elevada correlação com o tempo de ordenha e com a paridade, no entanto a hiperqueratose é mais precoce nas novilhas e mais frequente nas vacas multíparas. Normalmente os tetos anteriores apresentam maior nível de calosidade do que os posteriores, devido à sua inferior produção de leite, ficando expostos mais tempo aos efeitos nefastos da sobreordenha (Neijenhuis et al., 2000). Normalmente associado aos indicadores de derrame de leite e de calosidade do teto é comum realizar-se a classificação do úbere e tetos, cujas designações se encontram descritas na tabela 5. Para reduzir a prevalência de vacas com derrame de leite é importante incluir este parâmetro em programas de melhoramento genético, onde a selecção de vacas multíparas com tetos curtos e extremidade invertida poderá ser benéfica e melhorar a performance dos efectivos leiteiros nesta disfunção (Klaas et al., 2005). A forma dos tetos também é passível de influenciar a hiperqueratose, pois tetos redondos e pontiagudos têm maior risco de apresentar calosidade e rugosidade, relativamente aos tetos com canal invertido, possivelmente pela maior exposição dos primeiros às forças de compressão das tetinas (Neijenhuis et al., 2000). 14

11 Tabela 4 Classificação dos diferentes tipos de calosidades dos tetos Tipo Nenhuma Ligeira Moderada Espessa Extrema Anel de calosidade suave N 1A 1B 1C - Anel de calosidade rugoso N 2A 2B 2C 2D Fonte: Adaptado de Neijenhuis et al. (2000) Tabela 5 Descrição dos critérios de avaliação das características dos tetos e tamanho do úbere para vacas leiteiras. Variável Nível Definição Forma do teto Curto e fino Comprimento < 4,5 cm e diâmetro < 2 cm Curto e grosso Comprimento < 4,5 cm e diâmetro 2 cm Normal Comprimento - 4,5 a 6,5 cm, diâmetro 2 a 3 cm Cónica Diâmetro da extremidade do teto < diâmetro da base Grosso Comprimento > 6,5 cm, diâmetro > 3 cm Extremidade do teto Invertida Pouco ou claramente invertida Lisa Plana ou levemente em placa Redonda Pouco ou claramente redonda Pontiaguda Pouco ou claramente afunilada Orifício do teto Normal Orifício intacto, sem lesões Profuso Canal do teto profuso com delgado anel rosa Calosidade branca Anel espesso e branco com superfície lisa Anel de calosidade áspera Anel espesso e branco com superfície gretada Lesão aguda/tecido cicatricial Qualquer lesão aguda ou crónica no orifício do teto Tamanho do úbere Reduzido a metade da distância entre curvilhão e prega do flanco Pequeno Acima do nível do curvilhão, mas metade da distância entre curvilhão e prega flanco Normal Altura ao nível do curvilhão Profundo Abaixo do nível do curvilhão Fonte: Adaptado de Klaas et al. (2005) Tabela 6 Indicadores de avaliação de bem-estar em vacas leiteiras Tipo de indicador Teste Descrição Patologias associadas Autor Comportamental Abordagem voluntária do animal Avaliação da motivação para Medo e stress Waiblinger et al. explorar um humano (2003). Abordagem forçada do animal Avaliação da motivação para Medo e stress evitar um ser humano Comportamento na sala de ordenha Registo de comportamentos de Lesões nos tetos Rousing et al. desconforto na sala de ordenha (2006) (passos e coices). Ascensão do animal e posturas Postura da vaca ao levantar-se Lesões nos membros Chaplin e no cubículo Munksgaard (2001) Comportamento social Observação das interacções e Lesões na pele Wemelsfelder hierarquias entre animais Medo e stress et al. (2001) Saúde Condição corporal Avaliação da condição física Distúrbios metabólicos Ferguson et al. do animal (1994) Índice de Claudicação Avaliação da facilidade de Lesões nas úngulas e Thomsen et al. locomoção membros (2008) Pontuação de Higiene Avaliação da higiene ao nível Mastites Cook (2002) das pernas, úbere, coxa e flanco Feridas na pele Derrame de leite Avaliação da susceptibilidade à Lesões nos tetos e no Klaas et al. fuga de leite dos tetos esfíncter (2005) Mastites Hiperqueratose dos tetos Avaliação de lesões nos tetos, Calosidade dos tetos Neijenhuis et al. principalmente o tipo de Mastites (2000) calosidade Maneio Avaliação das dimensões e condições das instalações (cubículos e corredores) Rousing et al. Avaliação do maneio geral do efectivo (nutrição, sanidade e reprodução) (2007) 15

12 Indicadores globais baseados no maneio Existem alguns sistemas globais para avaliação do bem-estar, como o sistema TGI-35-L desenvolvido na Áustria (Bartussek, 1999) e o TGI-200 desenvolvido na Alemanha. Estes incidem sobre as condições ambientais, densidade animal, características dos cubículos e maneio. O sistema Austríaco ("Animal Needs Index" ANI-35-L), discrimina cinco condições essenciais de avaliação, de entre as quais se destaca o contacto social com os membros da mesma espécie, além da possibilidade de mobilidade, o tipo de piso, ambiente do estábulo (ventilação, luz e ruído) e a intensidade dos cuidados prestados pelos operadores (Bartussek, 1999). Com estas abordagens tenta-se ultrapassar a dificuldade que existe em avaliar individualmente a enorme diversidade de factores susceptíveis de perturbar o bem-estar da vaca leiteira (Angus et al., 2005). Outra motivação para o desenvolvimento de sistemas globais tem sido a necessidade da observância das normas de bem-estar animal; estas têm motivado muitos estudos experimentais. Pouco métodos, contudo, têm sido desenvolvidos para a realização de uma avaliação global de bem-estar dos animais, em condições de campo nas explorações. Os sistemas Austríaco e Alemão, apesar de muito úteis, pois apenas com uma visita à exploração, permitem o registo de todos os factores mais importantes, apresentam limitações. Segundo Capdeville e Veissier (2001) as medidas directas de saúde, comportamento entre outras, realizadas nos animais, conferem uma avaliação mais precisa do verdadeiro estado de bem- -estar do que indicadores indirectos. Estes autores desenvolveram um protocolo de avaliação de bem- -estar nas explorações baseado nas cinco liberdades, recomendando a realização de várias visitas à mesma exploração para uma recolha de dados mais completa e fiável. Outros autores enumeram diferentes sistemas de medição de bem-estar, com base em diferentes parâmetros de maneio animal, tais como Tosi et al. (2001), Main et al. (2003), Whay et al. (2003), Webster et al. (2004) e Angus et al. (2005). Mais recentemente Rousing et al. (2007), referenciam a importância das rotinas de maneio ao nível dos cubículos e da qualidade das camas, do encabeçamento animal na exploração, da alimentação e abeberamento dos animais, da sanidade animal e de limpeza do estábulo, gestão dos ciclos reprodutivos, procedimentos de ordenha, funcionalidade das escovas higiénicas e dos pedilúvios, condições atmosféricas do ambiente, conduta adequada no reagrupamento e movimentação dos animais, assim como tratamento apropriado dos animais em caso de doença. Em sistemas de produção com pastoreio o tempo dispendido na pastagem, a presença de abrigos e sombra, bem como as características do estábulo e distâncias percorridas parecem exercer um forte impacto sobre o bem-estar animal. Considerações finais A utilização de indicadores comportamentais, de saúde e maneio na avaliação de bem-estar em vacas leiteiras é uma ferramenta muito valiosa (Tabela 6), considerando a dificuldade da utilização de indicadores fisiológicos e imunológicos, quer pelo inconveniente de recolha de amostras, como pelos custos inerentes. Os índices de classificação de bem-estar descritos nesta revisão são aqueles que evidenciam maior interesse de utilização para vacas leiteiras, demonstrado por equipas de investigadores e técnicos em diferentes países da União Europeia. O potencial dos indicadores difere substancialmente na interpretação da condição animal e, portanto, foram divididos em três grupos compreendendo: (1) indicadores comportamentais (teste de abordagem voluntária e forçada do animal, teste de comportamento na sala de ordenha, ascensão do animal e posturas e comportamento social); (2) indicadores de saúde (condição corporal, índice de claudicação, pontuação da higiene dos animais e lesões nos tetos); (3) indicadores de maneio. A tabela 6 apresenta uma síntese dos diferentes indicadores de comportamento e de saúde utilizados para avaliação de bem-estar e abordados na presente revisão, fazendo a sua descrição sintética e indicando a relação existente com patologias das vacas leiteiras. Tanto investigadores, como técnicos e produtores, consideram extremamente importante a implementação de testes para inclusão em sistemas de avaliação de bem-estar, demonstrando que a integração de diferentes áreas de informação, desde os sistemas de estabulação e rotinas de maneio até à saúde e comportamento animal, são decisivos para a avaliação de bem-estar ao nível do efectivo leiteiro. Agradecimentos Este trabalho foi realizado no âmbito de uma bolsa mista de doutoramento da FCT, em parceria com o Centro de Investigação Foulum da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade de Aarhus na Dinamarca, cujo apoio os autores agradecem. Bibliografia Almeida PE, Mullineaux DR, Raphael W, Wickens C e Zanella AJ (2007). Early detection of lameness in heifers with hairy heel warts using a pressure plate. Animal Welfare, 16, Amory JR, Kloosterman P, Barker ZE, Wright JL, Blowey RW e Green LE (2006). Risk factors for reduced locomotion in dairy cattle on nineteen farms in the Netherlands. 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13 importance of factors that affect on-farm welfare of the dairy cow. Animal Welfare, 14, Araújo JP, Cerqueira JO, Alonso JM, Mamede J, Niza Ribeiro J e Cantalapiedra J (2007). Algunos indicadores de los sistemas de producción de leche en la región de Entre Douro e Minho. In I Congreso Nacional de Zootecnia, Libro de Memorias, Sesión-2 -B/46- Araújo.pdf, 8p., URL: /CNZ_Libro-Memorias.zip. Arave CW e Albright JL (1981). Cattle behavior. Journal of Dairy Science, 64, Bach A, Dinare M, Devant M e Carre X (2007). Associations between lameness and production, feeding and milking attendance of Holstein cows milked with an automatic milking system. Journal of Dairy Research, 74, Bakken G (1981). Relationships between udder and teat morphology, mastitis and milk production in norwegian red cattle. Acta Agriculturae Scandinavica, 31, Bartussek H (1999). 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