BREVES COMENTÁRIOS SOBRE O CRIME

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1 PROFESSOR: AMADO PEREIRA DISCIPLINA: DIREITO PENAL CURSO: AUDITOR FISCAL DE ATIVIDADES URBANAS BREVES COMENTÁRIOS SOBRE O CRIME 1. CONCEITO DE CRIME = CONTRAVENÇÃO PENAL Conceito Formal de Crime: Crime é aquilo que esta estabelecido em uma norma penal incriminadora, sob ameaça de pena. Crime é comportamento humano causador de lesão ou perigo de lesão a um bem jurídico tutelado, passível de sanção penal. Conceito Analítico: este conceito leva em consideração os elementos que compõem a infração penal, variando conforme a doutrina/ teoria adotada. prevalece que o crime é um fato típico, ilícito e culpável. 2. SUJEITO ATIVO: é o autor da infração penal. - quem pode ser sujeito ativo: qualquer pessoa humana com idade = ou superior a 18 anos capaz penalmente. - pessoa jurídica pode ser sujeito ativo de crime? R: correntes: 1ª) corrente: PJ não pode ser sujeito ativo de crime, nem mesmo os ambientais, não podendo ser responsabilizada penalmente. Assim, responsabilizar a PJ é responsabilidade penal objetiva. 2ª) corrente: PJ pratica crime ambiental, sendo sua responsabilidade objetiva autorizada pela CF/88. 3ª) corrente (adotada pelo STJ): PJ não pratica crime, mas pode ser responsabilizada penalmente nos delitos ambientais. É a chamada responsabilidade penal social. Essa corrente exige requisitos, que estão não lei 9605/98, artigo 3º, para que possa responsabilizar a PJ, sendo: a) que a infração seja cometida por ente coletivo e, b) no interesse ou beneficio da entidade. 3. SUJEITO PASSIVO: pessoa (física ou jurídica) que sofre as conseqüências da infração penal. - quando o crime tem como vitima ente despersonalizado é denominado de crime vago. Ex: crime contra honra do morto. - os crimes em que há obrigatoriamente pluralidade de vitimas é chamado de crime de dupla subjetividade passiva. Ex1: artigo 125 (aborto sem consentimento da gestante = gestante + feto). ex2: violação de correspondência (vitimas = remetente + destinatário).

2 - pessoa jurídica pode ser vitima de crime contra a honra? R: correntes: 1ª) pode ser vitima de calunia (se vitima de falsa imputação de crime ambiental) e difamação. - obs.: não pode ser vitima de injuria, pois não tem dignidade nem decoro. 2ª) (STF e STJ) - pode ser vitima apenas de difamação. Não pode ser vitima de calunia pois não pratica crime. 3ª) (Mirabetti) - não pode ser vitima de nenhum crime contra a honra, pois os crimes contra a honra estão no titulo que protege somente pessoa humana. - PJ pode ser vitima de extorsão mediante seqüestro? R: é possível. Seqüestra o diretor e quem paga é a PJ. Ela não pode ser vitima da privação da liberdade. 4. OBJETO MATERIAL - Pessoa ou coisa sobre a qual recai a conduta criminosa. - não se pode confundir SP com OM. Ex: A furta carteira de B. A - ativo; B - passivo; carteira OM. Ex2: A mata B. A ativo; B - passivo; Objeto Material = B. - ato obsceno e falso testemunho são exemplos de crime sem objeto material. 5. OBJETO JURIDICO - interesse tutelado pela norma. - no crime de homicídio = vida; calunia = honra; furto = patrimônio. - há crimes de dupla objetividade jurídica. Ex: extorsão mediante seqüestro (artigo 159 CP) = liberdade e patrimônio; ex2: artigo ELEMENTOS DO CRIME - em regra o crime possui três elementos: fato típico, ilícito e culpável. Vou tecer comentários somente sobre o rato típico para relembrar. Fato Típico. Fato humano indesejável, norteado pelo principio da intervenção mínima, consistente numa conduta produtora de um resultado e que se ajusta forma e materialmente a um tipo

3 penal. Conduta Desejáveis (X) Fatos hunanos indesejaveis tipico Nexo causal resultado Natureza (X) Norte = Principio da Internvencao Minima tipicidade Noções Gerais CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO O patrimônio, mais amplo e abrangente que a propriedade, constitui uma universalidade de direitos. Apesar de configurar um universitas juris, nem todos os direitos estarão abarcados em seu âmbito, mas somente aqueles que disponham de valor econômico, pertencentes a determinada pessoa. Esta é a noção civilística do patrimônio. Seu conceito penal, todavia, não coincide por inteiro com o civil, já que determinados objetos, que não disponham propriamente de valor patrimonial, mas sim de valor afetivo, nem por isso restam excluídos da tutela penal. Furto Art Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. Conceito: É o assenhoramento da coisa com o fim de apoderar-se dela de modo definitivo. Objetividade Jurídica:

4 Protege-se a propriedade, a posse e a detenção do patrimônio. É indiferente que a vítima possua a coisa em nome próprio ou alheio ou que se trate de posse ilegítima. Sujeito Ativo: Qualquer pessoa. Sujeito Passivo: É a pessoa física ou jurídica que tem a posse ou a propriedade. Tipo Objetivo: O núcleo do tipo é subtrair (tirar). O objeto material é coisa alheia móvel (que tem algum valor). Entende-se que não haverá furto se: a) forem coisas que nunca tiveram donos; b) coisas abandonadas; c) quando não se sabe quem é o dono ou possuidor da coisa; d) ser humano vivo; e) valor econômico irrelevante. Tipo Subjetivo: O dolo é a vontade de subtrair (animus furandi). Consumação e Tentativa: Sobre a consumação do crime, há quatro teorias: a) concretatio : basta tocar a coisa; b) apprehensio rei : basta segurá-la; c) amotio : exige-se a remoção de lugar; d) ablatio : a coisa é colocada no local a que se destinava. A jurisprudência adotou a teoria da inversão da posse - consuma-se quando o agente tem a posse tranquila da coisa. Repouso Noturno: 1.º - A pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o repouso noturno. Furto Privilegiado: 2.º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa. Coisa Móvel: 3.º - Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico. Furto Qualificado:

5 4.º - A pena é de reclusão de 2 (dois) a 8 (oito) anos, e multa, se o crime é cometido: I - com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa; II - com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza; III - com emprego de chave falsa; IV - mediante concurso de duas ou mais pessoas. Furto de Veículo: 5.º - A pena é de reclusão de três a oito anos, se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior (Lei 9426/96). Principio da insignificância. - requisitos: A. mínima ofensividade da conduta do agente. B. Nenhuma periculosidade social da ação. C. reduzido grau de reprovabilidade do comportamento D. inexpressividade da lesão jurídica provocada. - Valor: A. de troca economicamente apreciável (dependendo o valor, se aplica o principio); B. Sentimental não se aplica o principio da insignificância. Furto Famélico: - furto praticado em estado de necessidade. - é aceito pela doutrina, não pela jurisprudência, que resiste sobre o argumento de que o agente poderia ter praticado outra conduta. diferença do 155 para o 312, 1º - peculato furto ocorre quando o agente, apesar de não ter a posse da coisa, aproveita-se de sua qualidade para subtrair a rés. - funcionário publico pode ser autor de furto, desde que não se aproveite de sua qualidade de funcionário publico. A Apropriação Indébita Art Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção:

6 Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. Objetividade Jurídica: Protege-se o patrimônio. Sujeito Ativo: Qualquer pessoa. Se é funcionário público o crime é de peculato. Sujeito Passivo: É o proprietário ou o possuidor da coisa. Tipo Objetivo: 1. Objeto Material: a) coisa alheia móvel (art. 47 do Código Civil); b) que tenha posse ou detenção (art. 487 do Código Civil). 2. Conduta: a conduta é apropriar-se (apropriação propriamente dita ou negativa de restituição). Tipo Subjetivo: O dolo é o animus rem sibi abendi, animo de apropriar. Consumação e Tentativa: O crime se consuma quando o agente passa a se portar como se proprietário fosse. Inadimplemento Contratual: Se uma pessoa ou firma faz um contrato com outra, recebe o sinal e não executa a contraprestação não é apropriação indébita e sim inadimplemento contratual. Se porém há a vontade de se aplicar o golpe, o crime é de estelionato. Formas Qualificadas: 1º - A pena é aumentada de um terço, quando o agente recebeu a coisa: I - em depósito necessário; II - na qualidade de tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testamenteiro ou depositário judicial; III - em razão de ofício, emprego ou profissão. Depósito Necessário: O depósito pode ser voluntário ou necessário, sendo este último dividido em: a) legal (art. 1282, I do Código Civil): obrigação legal de funcionário público, é crime de peculato; b) miserável (art. 1282, II do Código Civil): chega às mãos do sujeito em razão de calamidade, é o crime do art. 168, 1.º, I; c) por equiparação (art do Código Civil); bagagens de viajantes, hóspedes ou fregueses, é o crime do art. 168, 1.º, III. Estelionato

7 Art Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa. Noções Inicias: Estelionato é o emprego de meio fraudulento, induzindo ou mantendo alguém em erro, e, assim, conseguindo, para si ou para outrem, vantagem ilícita, com dano patrimonial alheio. - OBTER, PARA SI OU PARA OUTREM, VANTAGEM ILÍCITA, EM PREJUÍZO ALHEIO, INDUZINDO OU MANTENDO ALGUÉM EM ERRO, MEDIANTE ARTIFÍCIO(*1), ARDIL(*2), OU QUALQUER OUTRO MEIO FRAUDULENTO(*3): (*1) ARTIFÍCIO: é a encenação material mediante uso de objetos aptos a enganar. (*2) ARDIL: Conversa enganosa (*3) QUALQUER OUTRO MEIO: Ex. Silêncio Perfeitamente possível o estelionato por omissão, que é usado para manter a vítima em erro. ARTIFÍCIO: Utilização de um aparado material. ARDIL: Caracteriza-se por uma ação basicamente intelectual. lábia Objetividade Jurídica: O patrimônio. Secundariamente, porém, existe a proteção ou o amparo em torno da fidalidade ou veracidade dos negócios jurídicos, que também é abalada pelo emprego da fraude por parte do agente. Sujeito Ativo: Sujeito Passivo: Tipo Objetivo: 1. Conduta típica: A conduta típica é induzir ou manter alguém em erro, mediante ardil, artifício ou qualquer outro meio fraudulento. 2. Objeto material: É a vantagem ilícita. Tipo Subjetivo: O dolo é a vontade de praticar a conduta, consciente de que se está iludindo a vítima. Consumação e Tentativa: Consuma-se o estelionato com a obtenção da vantagem ilícita, em prejuízo alheio. Admite-se a tentativa. ATENÇÃO DISTINÇÃO DE CRIMES: Se for fraude praticado por comerciante, antes ou depois da falência em prejuízo a credores será o artigo 168 da Lei /2005. Art Praticar, antes ou depois da sentença que decretar a falência, conceder a recuperação judicial ou homologar a recuperação extrajudicial, ato fraudulento de que resulte ou possa resultar prejuízo aos credores, com o fim de obter ou assegurar vantagem indevida para si ou para outrem.

8 Pena reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa. SUJEITO PASSIVO: COMUM STF Tanto a pessoa encanada pelo agente, quanto a pessoa lesada pelo patrimônio que nem sempre são as mesmas. (interfere diretamente no rol de testemunhas) OBSERVAÇÕES: 1. A vítima do estelionato DEVE SER CAPAZ. a. Se for incapaz o crime será o do 173 do CP. Que é o abuso de incapazes. ABUSO DE INCAPAZES ART ABUSAR, EM PROVEITO PRÓPRIO OU ALHEIO, DE NECESSIDADE, PAIXÃO OU INEXPERIÊNCIA DE MENOR, OU DA ALIENAÇÃO OU DEBILIDADE MENTAL DE OUTREM, INDUZINDO QUALQUER DELES À PRÁTICA DE ATO SUSCETÍVEL DE PRODUZIR EFEITO JURÍDICO, EM PREJUÍZO PRÓPRIO OU DE TERCEIRO: PENA - RECLUSÃO, DE DOIS A SEIS ANOS, E MULTA. 2. A vítima deve ser determinada: a. Vítima indeterminada Crime contra a economia popular. (lei 1.521/51) i. Adulteração de balança. ii. iii. Adulteração de taxímetro. Adulteração de bomba de combustível. 3. Adulteração de combustível Lei 8.176/91 Art. 1º. (não é contra a economia popular) ELEMENTOS ESTRUTURAIS DO ESTELIONATO. 1) EMPREGO DE FRAUDE 2) OBTENÇÃO DE VANTAGEM ILÍCITA. 1. Induzir a vítima em erro. Se a vantagem for lícita será É o agente quem cria na vítima exercício arbitrário das próprias falsa percepção da realidade. razões. 3) EM PREJUÍZO ALHEIO. 2. Manter a vítima em erro. A vítima já está enganada e o agente não desfaz o engano perseguido. Vantagem deve ser necessariamente econômica. OBS: Cesar Roberto Bitencourt, minoria, entende que pode ser qualquer tipo de vantagem. NÃO EXIGE BOA-FÉ DA VÍTIMA. A VANTAGEM TEM QUE SER ECONÔMICA OU PODE SER DE QUALQUER NATUREZA?

9 R: Prevalece que a vantagem deve ser necessariamente de natureza econômica. Crime é de natureza econômica, inclusive é a posição do STF. COLA ELETRÔNICA É ESTELIONATO? R: STF tem fraude, mas não tem obtenção nem de vantagem econômica e nem prejuízo alheio. A cola eletrônica visando fraudar o processo de seleção não configura estelionato por ausência de vítima certa e prejuízo econômico determinado (para o STF é fato atípico) ATENÇÃO Não poderá nem mesmo ser quadrilha, pois o fato é atípico. FRAUDE BILATERAL DESCARACTERIZA O CRIME? R: Não, é o exemplo do bilhete premiado. 1ª Corrente: O tipo não exige a 2ª O legislador não pode boa fé da vítima. Logo a sua má fé não descaracteriza o crime. (STF) amparar a má-fé da vítima, logo se também agiu com fraude, desaparece o crime. (Nelson Hungria) FALSO MÉDICO EM HOSPITAL PÚBLICO? FALSO GINECOLOGISTA? QUAL O CRIME? ART INDUZIR ALGUÉM, MEDIANTE FRAUDE, A PRATICAR OU SUBMETER-SE À PRÁTICA DE ATO LIBIDINOSO DIVERSO DA CONJUNÇÃO CARNAL PENA - RECLUSÃO, DE UM A DOIS ANOS. VÍTIMA ANESTESIADA QUE É ABUSADA QUAL O CRIME? Será estupro ou atentado com violência presumida. SE NO ESTELIONATO FOR USADA DOCUMENTOS FALSOS POR QUAL CRIME RESPONDE? ESTELIONATO + FALSIDADE DOCUMENTAL. 1ª) STJ ESTELIONATO + FALSIDADE DOCUMENTAL 2ª) STF ESTELIONATO + FALSIDADE DOCUMENTAL 3ª) Nelson Hungria FALSIDADE DOCUMENTAL QUE ABSORVE ESTELIONATO Concurso material Art. 69 Concurso Formal. Art. 70 Bens jurídicos diversos Duas condutas Dois resultados. Bens diversos. 1 conduta (dividida em 2 atos) 2 resultados. OBS: Se o falso se exaure no estelionato, o agente responde somente pelo crime patrimonial de estelionato. (doutrina fala sendo em 4ª corrente, mas não é) STJ SÚMULA: 17 QUANDO O FALSO SE EXAURE NO ESTELIONATO, SEM MAIS POTENCIALIDADE LESIVA, E POR ESTE ABSORVIDO. Se o falso não se exaure aplica-se a 1ª corrente do STJ. Ex1. Agente falsifica 1 folha de cheque e com esta única folha de cheque compra-se uma mercadoria. A folha de cheque exauriu-se na compra, responde somente por estelionato.

10 Ex 2. Agente falsifica um cartão de crédito, compra com o cartão falso e sai da loja podendo fazer compras com o mesmo cartão em várias lojas, não se pode aplicar a súmula, porque o falso do cartão não se exauriu naquela compra, a potencialidade lesiva continua viva. ELEMENTO SUBJETIVO: DOLO: INTENÇÃO DE ENGANAR. INDUZIR EM ERRO DOLO FRAUDE Estelionato Privilegiado: 1.º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor o prejuízo, o juiz pode aplicar a pena conforme o disposto no art. 155, 2º. Estelionato Qualificado: 3.º - A pena aumenta-se de um terço, se o crime é cometido em detrimento de entidade de direito público ou de instituto de economia popular, assistência social ou beneficência. CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA O que é fé pública? R: Fé pública é a confiança que a sociedade deposita na autenticidade e veracidade dos documentos. Segundo Noronha, sem ela seria impossível à vida em sociedade. O falso é o meio utilizado pelo agente nas infrações penais em que a fé publica é atacada. Embora neste título a fé pública é que será protegida ele não será o único bem juridicamente protegido. Exemplo disto é o patrimônio que é visado também na proteção no crime de moeda falsa. MOEDA FALSA Art falsificar, fabricando-a ou alterando-a, moeda metálica ou papelmoeda de curso legal no país ou no estrangeiro: Pena - reclusão, de três a doze anos, e multa.

11 O tipo penal previsto no caput se consuma com a falsificação não havendo necessidade que o agente coloque a moeda em circulação no mercado. OBS: Comparando... Art Falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou alterar documento público verdadeiro: Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa. Porque a pena do 297 é mais branda do que a da falsificação de moeda, o papel moeda não é documento publico? Qual seria a diferença entre eles? Diferença entre ambos os delitos está no dano social que podem causar Normalmente no 289 o agente não se limita a falsificação de um único papel moeda, normalmente se falsifica um volume muito grande o que a diferencia do 297, onde se falsifica na grande maioria dos casos um único documento Possui uma grande potencialidade lesiva porque a moeda circula e pode causar inúmeros prejuízos. PRINCIPIO DA INSIGNIFICÂNCIA É POSSÍVEL A SUA APLICABILIDADE? R: A maioria da doutrina entende que NÃO É POSSÍVEL A APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO da insignificância ao crime de moeda falsa. Conduta: Falsificar Alterando e Fabricando Falsificação: É a imitação enganosa da verdade Fabricação: É a produção integral de uma nota ou moeda falsa. Alteração: Ex. Lavagem de uma nota de 10 reais e confecção de uma nota de 50 reais. COMPETÊNCIA: JUSTIÇA FEDERAL, POIS COMPETE A UNIÃO ATRAVÉS DA CASA DA MOEDA EMITIR MOEDA BRASILEIRA. FALSIFICAÇÃO GROSSEIRA SÚMULA 73 STJ SERÁ ESTELIONATO.

12 SÚMULA 73 - A UTILIZAÇÃO DE PAPEL MOEDA GROSSEIRAMENTE FALSIFICADO CONFIGURA, EM TESE, O CRIME DE ESTELIONATO, DA COMPETENCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. A falsificação capaz somente de iludir, cegos, os simples e imaturos de mente não constitui perigo para a fé pública, sendo assim não é punido como moeda falsa, por isto é enquadrado como 171, estelionato. Cidadão com uma nota de R$ 3,00 efetua uma compra. Qual o crime que irá configurar? Conduta Atípica Não é crime, insignificante.. Para se falar em moeda falsa, tem que ser moeda de curso legal no pais ou no estrangeiro. OBS: Pouco importa de onde seja a moeda falsificada. Sempre JF. Falsificação de Dollares / Euros Também está inserida no 289, e também será de competência da justiça federa. Petrechos para falsificação de moeda Art Fabricar, adquirir, fornecer, a título oneroso ou gratuito, possuir ou guardar maquinismo, aparelho, instrumento ou qualquer objeto especialmente destinado à falsificação de moeda: Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa. Importante É um bom exemplo do princípio da subsidiariedade. Quando não se consegue estabelecer a conduta como sendo um delito mais grave, se socorre a um soldado de reserva, neste caso o artigo 291, para aplicação da pena. É uma antecipação da punição. Não conseguiu enquadrar na tentativa, apreende-se os maquinários, aplica-se o 291. CIRCULAÇÃO DE MOEDA FALSA art 289 (moeda falsa) 1º - nas mesmas penas incorre quem, por conta própria ou alheia, importa ou exporta, adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda ou introduz na circulação moeda falsa. O delito previsto no caput do 290 é um delito mais difícil de ser comprovado, tem que se pegar o agente responsável pela falsificação. Normalmente a conduta é do artigo 290 1º que se enquadra os agentes em crimes de moeda falsa. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO: Art falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou alterar documento público verdadeiro: Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa. 1º - se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, aumenta-se a pena de sexta parte. Sujeito Ativo: Crime comum.

13 Sujeito Passivo: Estado e eventual terceiro prejudicado. Condutas: FALSIFICAR ALTERAR Objeto Material: é o documento público falso ou o documento público verdadeiro dependendo da conduta. FALSIFICAR: Criar algo que não existia materialmente. ADULTERAR Documento verdadeiro já existe e é modificado. IDONEIDADE DA FALSIFICAÇÃO: é indispensável que esta seja idônea. ATENÇÃO: O fato da falsidade ser perceptível aos espertos, aos profissionais não torna o crime impossível se o falso é apto a enganar a maioria das pessoas. (majoritário) O que é documento? DOCUMENTO (SENTIDO ESTRITO) É TODO ESCRITO QUE CONDENSA O PENSAMENTO DE ALGUÉM DETERMINADO E QUE BUSCA PROVAR A EXISTÊNCIA DE UM FATO OU A REALIZAÇÃO DE UM ATO JURIDICAMENTE RELEVANTE Tem que ter identificação, autenticação ou rubrica. Há uma grande discussão na doutrina sobre o que seria documento. Para Rogério Greco documento no sentido do direito penal deverá ser aquele que obrigatoriamente é escrito não podendo ampliar seu conceito. O documento para cumprir sua real função deverá ter 3 qualidades básicas. 1. Ser meio de perpetuação e constatação do seu conteúdo; 2. Poder, por intermédio dele, ser identificado o seu autor, exercendo uma função denominada de garantia de sua autoria; 3. Servir como instrumento de prova de seu conteúdo.

14 Vale ressaltar que alguns autores como Luiz Rogério Prado possuem ponto de vista diferente. O QUE É UM DOCUMENTO PÚBLICO? O documento público é aquele expedido pelo funcionário competente para tanto no exercício de suas funções e de acordo com as formalidades legais. Documento substancialmente público É o emanado de agentes públicos no exercício de suas funções, e seu conteúdo diz respeito a interesse público. Documento formalmente público Quando o interesse é privado mas ele é emanado de ente público. Ato praticado por escrivão, tabelião. 2º - para os efeitos penais, equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal, o título ao portador ou transmissível por endosso, as ações de sociedade comercial, os livros mercantis e o testamento particular. OBS: Não é o cheque que é equiparado ao documento público, mas sim o titulo ao portador ou transmissível por endosso. CHEQUE RECUSADO PELO BANCO CONTINUA SENDO DOCUMENTO PÚBLICO? R: Não, pois não pode mais passar por endosso. Fotocópia não autenticada não é documento público. Fotocopia autenticada de documento público É documento público Documentos assinados a lápis também não são documentos públicos pela ausência das formalidades legais. Para o professor A falsificação capaz somente de iludir, o prejuízo e a potencialidade lesiva é inerente a toda e qualquer falsificação. Neste caso concreto o agente responderia pelo 297? Para o Luiz Regis Prado sim. Já que no momento de colocação da foto se tem a alteração do documento. Mirabete: O prejuízo não é presumido e deve ser comprovado no caso concreto. (posição minoritária)

15 1º - se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, aumenta-se a pena de sexta parte. CONSUMAÇÃO E TENTATIVA: Criação total ou parcial ou com a alteração ainda que não aja o uso. TENTATIVA: Possível, embora de difícil configuração, quando o cidadão começa a falsificar, mas não chega a criar o documento parcialmente. STJ SÚMULA: 17 quando o falso se exaure no estelionato, sem mais potencialidade lesiva, e por este absorvido. Muito criticada na doutrina pelo fato do estelionato ter pena inferior ao falso. Se o falso persiste com potencial de ofender a fé pública haverá concurso ESTELIONATO + FALSIDADE DOCUMENTAL. 1ª) STJ 2ª) STF 3ª) Nelson Hungria ESTELIONATO + FALSIDADE DOCUMENTAL ESTELIONATO + FALSIDADE DOCUMENTAL FALSIDADE DOCUMENTAL QUE ABSORVE ESTELIONATO Concurso material Art. 69 Concurso Formal. Art. 70 Bens jurídicos diversos Duas condutas Dois resultados. Bens diversos. 1 conduta (dividida em 2 atos) 2 resultados. OBS: Se o falso se exaure no estelionato, o agente responde somente pelo crime patrimonial de estelionato. Se o falso não se exaure aplica-se a 1ª corrente do STJ. Ex1. Agente falsifica 1 folha de cheque e com esta única folha de cheque compra-se uma mercadoria. A folha de cheque exauriu-se na compra, responde somente por estelionato. Ex 2. Agente falsifica um cartão de crédito, compra com o cartão falso e sai da loja podendo fazer compras com o mesmo cartão em várias lojas, não se pode

16 aplicar a súmula, porque o falso do cartão não se exauriu naquela compra, a potencialidade lesiva continua viva. É NECESSÁRIO PERÍCIA? R: Não. O falso deixa vestígio, mas prevalece na jurisprudência a possibilidade de outros meios de prova, apesar da dicção legal. CRIME FORMAL: Não precisa ser utilizado para a consumação. COMPETÊNCIA: Conforme Frederico Marques não é importante a origem do documento, mas sim o bem jurídico tutelado. STJ - SÚMULA: 62 compete a justiça estadual processar e julgar o crime de falsa anotação na carteira de trabalho e previdência social, atribuido a empresa privada. Ex. Empresa anota tempo de trabalho superior ao real para passar a impressão de experiência suficiente sem buscar qualquer benefício previdenciário. STJ SÚMULA: 107 compete a justiça comum estadual processar e julgar crime de estelionato praticado mediante falsificação das guias de recolhimento das contribuições previdenciárias, quando não ocorrente lesão a autarquia federal. STF contrariando a súmula HC STJ - SÚMULA: 104 compete a justiça estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino. FALSIFICAÇÃO DE TÍTULO ELEITOR SEM FINS ELEITORAIS NÃO É CRIME ELEITORAL. Competência da justiça federal comum.

17 3 O NAS MESMAS PENAS INCORRE QUEM INSERE OU FAZ INSERIR: I - na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social, pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório; Ii - na carteira de trabalho e previdência social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita; Iii - em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. 4 o nas mesmas penas incorre quem omite, nos documentos mencionados no 3 o, nome do segurado e seus dados pessoais, a remuneração, a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços. O ARTIGO 297 E O 298 TRAZ A FALSIDADE MATERIAL. ART FALSIFICAR, NO TODO OU EM PARTE, DOCUMENTO PÚBLICO, OU ALTERAR DOCUMENTO PÚBLICO VERDADEIRO: PENA - RECLUSÃO, DE DOIS A SEIS ANOS, E MULTA. ART FALSIFICAR, NO TODO OU EM PARTE, DOCUMENTO PARTICULAR OU ALTERAR DOCUMENTO PARTICULAR VERDADEIRO: PENA - RECLUSÃO, DE UM A CINCO ANOS, E MULTA. FALSIDADE IDEOLÓGICA ART. 299 A ideológica abrange tanto o documento público quanto o documento particular. Art omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante: Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento é público, e reclusão de um a três anos, e multa, se o documento é particular. Neste caso há necessidade de comprovação do prejuízo.

18 Uso do documento publico falso Antefato impunível Não se pune o crime meio que é a falsificação, devendo o agente ser punido única e exclusivamente pelo crime fim que no caso seria o uso de documento público falso. Há concurso material de crimes. Deve responder por ambas as infrações penais. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO X ESTELIONATO 5 posições. A falsidade é o meio Como a pena do delito Ante factum impunível, utilizado para a prática de falsificação é onde o delito fim do estelionato. superior ao de deverá absolver o Deve ser reconhecido estelionato a doutrina. delito meio. o concurso formal de Defende que a Neste caso o crimes. falsificação deve estelionato absorve o Aplica-se a pena de absorver o estelionato. falso documento acordo com o art. 70 1ª publico. parte, pena mais grave aumentada de 1/6 a ½. STJ Súmula 17. Somente não há concurso de crimes quando o falso não possuísse mais potencialidade lesiva, pois caso contrário seria concurso. O que não se sabe se material ou formal. Este caso é o do exemplo onde com um documento falso se realiza diversas condutas de estelionato. FALSIDADE MATERIAL X FALSIDADE IDEOLÓGICA LEGITIMIDADE Falsidade Material Falsidade Ideológica Se o responsável não possuir legalidade para confeccionar o Se o responsável pela confecção do documento possui documento o delito será de falsidade material. legitimidade para fazê-lo. O documento em si é verdadeiro o que se faz é inserir ou omitir informações. Será Falsidade Ideológica. Se o agente pode fazer o documento será falsidade ideológica. FOLHA ASSINADA EM BRANCO QUAL O CRIME? Quando se engana a pessoa para obter a folha de maneira fraudulenta e se aproveita da folha assinada e forja-se um recibo. Será falsidade material. Quando a empregada assina um documento em branco para que ele seja preenchido com um recibo, conferiu legitimidade ao agente para fazer o recibo. O documento em si existe, mas é inserido informações falsa. Será falsidade ideológica. FOLHA DE CHEQUE ASSINADO EM BRANCO: No momento em que se assina ao cheque e pede para alguém efetuar o pagamento e preencher o cheque confere legitimidade para preenchimento,

19 significa que o documento em si é verdadeiro. Neste caso o crime seria o de falsidade ideológica. QUANDO OCORRE A CONFECÇÃO DE UM CHEQUE? A falsidade será material, no momento em que se falsifica a assinatura seria de falsidade material. Se o cheque não está assinado. OBS Súmula 17 STJ. Quando o falso se exaure no estelionato, sem mais potencialidade lesiva, e por este absorvido. O importante é entender que nem sempre o estelionato irá absolver a falsificação. O que quer dizer é que se no caso concreto a falsidade esgotou sua potencialidade lesiva na hora de obtenção da vantagem ilícita o estelionato absolve a falsificação. A falsidade material de um cheque é 297 (Público) ou 298 (Particular). O CHEQUE É DOCUMENTO PARTICULAR, MAS PARA EFEITOS PENAIS ELE É EQUIPARADO A DOCUMENTO PÚBLICO. Art º - Para os efeitos penais, equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal, o título ao portador ou transmissível por endosso, as ações de sociedade comercial, os livros mercantis e o testamento particular. Em virtude de toda relevância e efeitos que são dotados são equiparados a documentos públicos. OBS: Se o agente faz um cheque pré datado, este vira promessa de pagamento, não configuraria o 2º. FALSIDADE DE DOCUMENTOS DESTINADOS A PREVIDÊNCIA SOCIAL 3 O NAS MESMAS PENAS INCORRE QUEM INSERE OU FAZ INSERIR: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000) É na realidade falsidade ideológica, houve um equivoco do legislador ao colocar este tipo penal neste artigo.

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