CRIMES CONTRA A HONRA NO CÓDIGO PENAL BRASILEIRO

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1 CRIMES CONTRA A HONRA NO CÓDIGO PENAL BRASILEIRO Eduardo Rodrigues Alves Mazzilli SUMÁRIO: Introdução; I Teorias da classificação dos tipos penais; I.i) Teoria clássica; I.ii) Teoria finalista bipartida; I.iii) Teoria finalista tripartida; II Crimes contra a honra; II.i) Disposições gerais; II.ii) Honra objetiva; II.iii) Honra subjetiva; III Rol dos crimes contra a honra; IV Calúnia; IV.i) Disposição legal do tipo penal; IV.ii) Análise doutrinária do tipo penal; IV.iii) Exceção da verdade; V Difamação; V.i) Disposição legal do tipo penal; V.ii) Análise doutrinária do tipo penal; V.iii) Exceção da verdade; V.iv) Retratação; VI Injúria; VI.i) Disposição legal do tipo penal; VI.ii) Análise doutrinária do tipo penal; VI.iii) Perdão judicial; VI.iii.i) Provocação reprovável; VI.iii.ii) Retorsão; VI.iv) Injúria real; VI.v) Injúria preconceituosa; VII Conclusão; VIII Tabelas; IX Jurisprudência; Referências. INTRODUÇÃO O presente artigo foi desenvolvido em sete capítulos e respectiva nota conclusiva, cujo objetivo principal é dissociar a calúnia, difamação e injúria, condutas criminosas previstas no Código Penal, como se sinônimas fossem, trazendo as características fundamentais de cada uma e as consequências destas, comparando, para tanto, diversos doutrinadores. Pretendemos, também, cotejar, analisar e estudar, de forma exemplificativa e para elucidar as questões tratadas, trechos de letras de músicas da banda funk brasileira, do Estado de Minas Gerais, denominada U.D.R A escolha da referida banda foi feita de forma impessoal, sem qualquer razão decorrente de preconceito, repúdio ou situações assemelhadas, sendo unicamente com a finalidade de estudo acadêmico. 1

2 Essa banda se originou com o encontro habitual de seus integrantes, que possuem admirável conhecimento histórico, religioso e mundano, com o fim de se divertirem. Porém, após criarem algumas letras e músicas, bastante interessantes, acabaram se organizando como um grupo musical do underground. As letras por eles criadas são muito ricas, pois abordam temas relevantes, como a discriminação social, conflitos religiosos, drogas e diversas condutas praticadas no cotidiano, por alguns subgrupos, o que possibilita uma análise ampla e profunda dos mais variados temas jurídicos e sociais. Por esses motivos resolvi utilizá-la como exemplo neste artigo, originalmente apresentado como tese de conclusão do curso de Ciências Jurídicas e Sociais. No primeiro capítulo, há algumas teorias acerca da classificação dos tipos penais, indicando suas diferenças, sem grande aprofundamento, bem como os doutrinadores que as adotam. Após, há uma disposição geral acerca dos crimes contra a honra, indicando a vontade do legislador ao incluí-los no ordenamento jurídico brasileiro, bem como o objeto jurídico tutelados por estes, expondo uma breve diferenciação acerca deles. No terceiro capítulo, é apresentado o rol dos crimes contra a honra, informando a sua disposição no Código Penal brasileiro e explicando a importância desses serem estudados com afinco, ante suas similitudes e frequentes confusões feitas acerca do aperfeiçoamento de cada um dos crimes e uma disposição geral acerca de cada artigo. 2

3 No capítulo posterior, analisa-se o crime de calúnia, abordando-se, para tanto, suas características, hipóteses de ocorrência e modalidades qualificadas, comparando-as doutrinariamente e exemplificando-as, principalmente com letras da banda U.D.R. Fazem-se, ainda, distinções entre o crime de calúnia e os crimes estudados nos Capítulos V e VI, que abordam, respectivamente, os crimes de difamação e injúria, estudados sobre a mesma ótica e metodologia. Por fim, conclui-se o presente artigo, informando genericamente as consequências da perpetração dos crimes contra a honra e sugestões para a redução da ocorrência deles na sociedade. I TEORIAS DA CLASSIFICAÇÃO DOS TIPOS PENAIS A palavra teoria tem vários significados, o que pode ser observado no texto a seguir, extraído e editado da enciclopédia virtual e livre Wikipédia 2 : É o conhecimento especulativo, puramente racional. O substantivo theoría significa ação de contemplar, olhar, examinar, especular [...]. Também pode ser entendido como forma de pensar e entender algum fenômeno a partir da observação. [...] O termo é aplicado a diversas áreas do conhecimento, sendo que em cada área possui uma definição. No Direito Penal incide a Teoria da Tipicidade 3 : [...] é o princípio da legalidade, segundo o qual uma ação tida como punível deve ser típica, isto é, deve corresponder a um dos esquemas ou delitos característicos objetivamente descritos pela lei penal. 2 Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/teoria>. Acesso em: 13 out AQUAROLI, Marcelo; COSTA; Wagner. Dicionário jurídico. São Paulo: Madras,

4 Sendo assim, as teorias de classificação dos tipos penais resultam da análise feita por estudiosos do Direito acerca dos comportamentos sociais por gerações sucessivas, originando correntes doutrinárias diversas, pois uma geração se comporta de modo diferente da anterior, valorizando e priorizando direitos a serem tutelados, fato este decorrente da alteração na ordem jurídica de cada Estado; e apesar da existência de diversas teorias, que datam desde a antiguidade, há de se estudar as mais contemporâneas para a análise dos crimes contra a honra. I.i) Teoria clássica 4 A Teoria Clássica define o aperfeiçoamento do crime como a realização da conduta, seja por ação ou omissão, abrangendo tanto o dolo como a culpa, devendo haver nexo causal para os crimes que exijam resultado naturalístico, o que não ocorre nos crimes contra a honra, que são crimes formais e nos quais há previsão do resultado naturalístico, mas não se exige a ocorrência deste para a consumação do crime. Sendo assim, não discute a antijuridicidade ou ilicitude, nem reconhece a culpabilidade do executor dos fatos, ou seja, todo aquele que agir em consonância com a norma penal pratica crime nela previsto, independentemente se o fez ante qualquer das excludentes de ilicitude 5, nem da culpabilidade do agente, podendo ser aplicado o elemento normativo secundário do tipo penal inclusive aos inimputáveis, dispensando para a caracterização do ilícito a potencial consciência da ilicitude, bem como a exigibilidade de conduta diversa. 4 Vide Tabela 1. 5 As causas excludentes de ilicitude estão arroladas nos arts. 23 a 25 do Código Penal. 4

5 Portanto, classicamente a perpetração do crime é caracterizada pela simples execução de uma conduta prevista na lei penal, ou seja, do fato típico. Os adeptos dessa corrente teórica são: Edgard Magalhães Noronha, Nelson Hungria, entre outros. I.ii) Teoria finalista bipartida 6 A Teoria Finalista Bipartida exige, para o aperfeiçoamento do tipo penal, conduta prevista em lei, seja perpetrada por ação ou omissão, logo, dolosamente ou culposamente, devendo haver nexo causal para os crimes que exijam resultado naturalístico, o que não ocorre nos crimes em apreço, pois são crimes formais, previstos no tipo penal. Contrariamente a Teoria Clássica 7, esta considera para a aplicabilidade da lei penal em abstrato ao caso concreto se o agente do fato agiu motivado por alguma das previsões compreendidas nos arts. 23 a 25 do Código Penal. Todavia, apesar de ampliar a interpretação acerca da aplicabilidade da conduta criminosa ao caso concreto, verificando outras circunstâncias existentes em sua perpetração, que não somente o local dos fatos, o horário, a data, mas também se o agente aperfeiçoou-a ante uma situação de perigo atual ou iminente; para repelir uma agressão injusta, seja real ou iminente, putativa, contra si ou terceiro; ao cumprir uma determinação legal que lhe foi atribuída; exercendo um direito lhe garantido por lei. 6 Vide Tabela 2. 7 Vide item I.i) Teoria clássica. 5

6 Os adeptos dessa corrente teórica são: Damásio de Jesus, Júlio Fabbrini Mirabete, Celso Delmanto, Fernando Capez, entre outros. I.iii) Teoria finalista tripartida 8 A Teoria Finalista Tripartida abarca o disposto na Bipartida e acrescenta à análise do crime a culpabilidade do agente, verificando se, por enfermidade mental 9, era, ao tempo da ação ou omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato; se tinha a possibilidade, nas circunstâncias em que se encontrava no momento da perpetração do crime, de agir de forma diversa. Julio Fabbrini Mirabete 10 acrescenta ainda haver a possibilidade de configuração de causa de excludente de culpabilidade e consequente inaplicabilidade do tipo penal pela existência de erro de tipo e erro de proibição, institutos acrescentados ao ordenamento jurídico brasileiro pela reforma do sistema penal, por meio da Lei nº 7.209, de 11 de julho de 1984, logo, é essa a Teoria adotada atualmente no Brasil. Ademais, ressalta que a culpabilidade acrescentada como elemento indispensável à responsabilidade penal é oriunda da intenção do legislador em adotar novas medidas penais para crimes de menor potencial ofensivo, mas que possibilitou, também, o agravamento da pena para a perpetração de crimes, perpetrados por violência ou grave ameaça. Por esse fato, Damásio de Jesus afirma que o crime consiste na tipicidade e antijuridicidade, e o elemento extra-adotado pela Teoria Tripartida apenas 8 Vide Tabela 3. 9 Conceito extraído e editado do Dicionário Aurélio on-line: Enfermidade é, na seara medicinal debilidade, doença, ou outra causa que produza fraqueza, como ocorre com os idiotas, bestas e bobos. 10 MIRABETE, Julio Fabbrini. Manual de direito penal. 25. ed. rev. e atual. São Paulo: Atlas, p

7 influi na aplicabilidade da conduta, descartado-o para o aperfeiçoamento do crime. Os adeptos dessa corrente teórica são: César Roberto Bitencourt, Luiz Régis Prado, entre outros. II CRIMES CONTRA A HONRA II.i) Disposições gerais Edgard Magalhães Noronha 11 afirma haver, no Código Penal, um marco de significativa importância, pois, no capítulo dos crimes contra a honra o referido diploma legal, passa a tutelar o bem imaterial, da honra, sendo que, nos bens jurídicos protegidos consignados pelo legislador nos dispositivos anteriores a estes, se resguardam bens materiais. Guilherme de Souza Nucci defende, na 4ª edição de sua obra 12, que a honra consiste na apreciação ou no senso que as pessoas têm sobre outra, levando-se em consideração aspectos morais 13 do sujeito sob análise. Verifica-se, para tanto, se a pessoa é honesta, se possui bom comportamento perante aquela sociedade e naquele determinado momento, ou seja, em um cenário específico, no qual é avaliada inclusive a sua profissão, entre outras inúmeras características intrínsecas e exógenas, que possibilitam a valoração da postura calcada nos bons costumes. 11 NORONHA, Edgard Magalhães. Direito penal. 29. ed. São Paulo: Saraiva, p NUCCI, Guilherme de Souza. Código penal comentado. 4. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, p Moral é um conjunto de regras de conduta desejáveis num grupo social (HOUAISS, Antônio. Minidicionário Houaiss da língua portuguesa. 2. ed. rev. e aum. São Paulo: Rio de Janeiro: Objetiva, p

8 Já, na 8ª edição 14, o referido doutrinador mantém essa linha de raciocínio, acrescentando que a análise da honra abarca, sem exceção, aspectos positivos ou virtudes do ser humano, sendo incompatível com defeitos e más posturas, apesar deste não ser um conceito absoluto, ou seja, uma pessoa pode não ter boas condutas acerca de determinado aspecto, mas em outras sim, mantendo-se honrada nestas. Entretanto, o principal motivo para sua proteção legal não é o simples fato do que as pessoas acham ou pensam e a consequente reputabilidade que elas têm sobre as outras e vice-versa, mas sim porque a honra está vinculada ao comportamento social delas, funcionando como um desincentivo 15 para que pratiquem condutas contrárias às tipificadas na lei penal, que, ao contrário dos demais ramos do Direito, dispõem ações que não devem ser executadas, auxiliando para a manutenção da paz social. A honra é um instituto amplo, que se subdivide em honra subjetiva e objetiva, pois abarca aspectos da integridade psíquica do ofendido, bem como sua reputação perante a sociedade, a qual não se restringe ao aspecto do sítio habitacional, estendendo-se, por exemplo, ao ambiente laboral, acadêmico, ou qualquer outra comunidade da qual participe, inclusive as virtuais, compostas por blogs, fotolog, Orkut, etc., e o bom conceito que tem sobre si. Acrescenta, ainda, Edgard Magalhães Noronha que a honra pode ser compreendida como comum, na qual há objetividade e subjetividade, ou especial, relacionada à profissão de uma pessoa, pois é inadmissível aceitar afirmações desabonadoras, como afirmar que um médico é 14 NUCCI, Guilherme de Souza. Código penal comentado. 8. ed. rev., atual. e ampl. 2. tir. São Paulo: Revista dos Tribunais, p Steven Levitt desenvolve em seu livro Freakanomics uma complexa linha de raciocínio baseada em incentivos e desincentivos que levam pessoas à prática de condutas nocivas à sociedade, muitas delas criminosas. 8

9 gerente de empresa funerária, um juiz sepultura de autos 16, ou ainda declarar que aquele que trabalha na marinha é putanheiro e cheirador 17, etc. Sobre esse aspecto especial da honra, Fernando Capez afirma 18 existir a honra-dignidade, que trata de aspectos morais, como a honestidade, a lealdade e a conduta moral do indivíduo; a honra-decoro, caracterizada por atributos desvinculados da moral, como a inteligência, sagacidade, dedicação ao trabalho, atributos físicos e outras características particulares da pessoa; a honra comum, como sendo a que todos possuem; e, por fim, a profissional, que se refere ao grupo social, ou profissional, ao qual um indivíduo pertence, ou seja, integra. Todavia, essas descrições integram, como um todo, o instituto da honra, um direito fundamental do ser humano, tutelado não somente pelo Direito Penal, mas pelo Direito Constitucional, no art. 5º, inciso X, da Constituição da República Federativa do Brasil; logo, é observado por todos os demais ramos do Direito. Sendo assim, o conceito de honra é muito vasto, o que enseja Cézar Roberto Bitencourt 19 ao afirmar que, devido a sua extensão, é inadequado e impreciso distinguir a honra em objetiva e subjetiva, pois essas conceituações são adjetivos limitados, imprecisos e superficiais, porque a essência do bem jurídico protegido nos crimes contra a honra é a pretensão ao respeito da própria personalidade, ou seja, tutela a dignidade da pessoa humana, direito natural da pessoa, fundamental para a sua 16 NORONHA, Edgard Magalhães. Manual de direito penal. 29. ed. São Paulo: Saraiva, p Disponível em: <http://vagalume.uol.com.br/u-d-r/o-cais.html>. Acesso em: 10 nov CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal. 3. ed. rev. e atual. São Paulo: Saraiva, v. 3, p BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de direito penal. 7. ed. rev. e atual. São Paulo: Saraiva, v. 4, p

10 própria existência. II.ii) Honra objetiva A honra objetiva consiste na reputabilidade que um indivíduo tem perante a sociedade da qual participa, ou seja, é literalmente o que as pessoas pensam sobre elas. Guilherme de Souza Nucci define como o julgamento que a sociedade faz de determinada pessoa, logo, é a imagem 20 que esta possui no seio social. Por sua vez, Paulo José da Costa Jr. sintetiza essas circunstâncias em reputação e respeito que se desfruta no seio social 21. Define Edgard Magalhães Noronha, ainda, a objetividade como o apreço próprio, ou seja, [...] juízo que cada um tem de si 22. Fernando Capez 23, por sua vez, amplia tal conceito ao afirmar que a honra objetiva diz respeito aos atributos físicos, intelectuais, morais de alguém, ou seja, novamente a conceituação do indivíduo perante a sociedade, logo, os crimes de calúnia e difamação ofendem a referida honra, pois atingem o valor social do indivíduo. Como exemplo, há o seguinte trecho da música Bonde do amor incondicional, da Banda U.D.R., no qual os autores da referida obra narram que alguém, ao entardecer, no alto mirante, consumiu, após 20 Imagem = Conceito de que uma pessoa goza junto a outras, mas que decorre da existência da honra, ou seja, sem esta sua significância seria meramente econômica, utilizada como uma mercadoria, um logo de uma empresa, por exemplo. 21 COSTA JR., Paulo José da. Curso de direito penal. 7. ed. rev. e consolidada em um único volume. São Paulo: Saraiva, p NORONHA, Edgard Magalhães. Op. cit., p CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal. 3. ed. rev. e atual. São Paulo: Saraiva, v. 3, p

11 adquirir para consumo pessoal, droga em desacordo com determinação legal ou regulamentar, crime previsto no art. 28 da Lei nº , de De mãos dadas, com você Seu rosto na luz do entardecer Do alto do mirante, te vejo no céu Ouço as coisas que tu fala quando tu fuma beréu. É evidente que para a configuração da calúnia, no exemplo citado, e consequente ofensa à honra objetiva, o autor da referida música deveria substituir o pronome pessoal você, determinando a pessoa que fez uso do entorpecente beréu, sabendo que o fato lhe imputado é falso, conforme estudo aprofundado desse crime no Capítulo IV Calúnia dessa obra. Outro exemplo de configuração da ofensa à honra objetiva, mas em detrimento da perpetração do crime da difamação, pode ser observado no seguinte trecho da música Vômito podraço, do mesmo grupo musical, que narra a prática de um ritual, uma orgia pagã, no equinócio de outono, por mendigos, um grupo já discriminado, cuja situação só se agrava com a existência de tais obras. Equinócio de outono, o ritual Conclamando as hordas de meu pai Nergal Mendigos se reúnem, numa orgia pagã Celebrando a Thelema, festejo de Pã [...] 11

12 Também de forma evidente, conforme estudo aprofundado no Capitulo V Difamação, que trata do crime referido no próprio título, deveria contar, na narração, o local dos fatos da prática desse ritual. Acrescenta Fernando Capez 24 que a pessoa ofendida por ambos os crimes referidos nos exemplos acima passariam a ter má fama no seio da coletividade e, consequentemente, a sofrer prejuízos de ordem pessoal e patrimonial, pois, no primeiro exemplo, a vítima, provavelmente, viria a perder o seu emprego, a ser excluída de rodas sociais e, em ambas as exemplificações, a sofrer discriminações. Ademais, não há que se falar na necessidade de haver para o aperfei-çoamento dos crimes já mencionados, pois se trata de uma obra literomusical, cujas ofensas são rogadas em shows, meios eletrônicos de comunicação, como sites da Internet, CDs e qualquer outro meio existente de comunicação, salvo os dispostos na Lei de Imprensa, declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, que não é objeto principal do presente estudo. II.iii) Honra subjetiva A honra subjetiva se caracteriza pelo juízo de valor que cada indivíduo faz sobre si, Guilherme de Souza Nucci a define 25 como o sentimento de autoestima, de autoimagem, que está interligado com o conceito de dignidade 26, o qual, por ser, como o nome diz, subjetivo, ou seja, um elemento intrínseco, alguém, ao ser vitimado pelas condutas 24 Idem, p NUCCI, Guilherme de Souza. Código penal comentado. 4. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, p Dicionário Aurélio on-line: [...] 3. Autoridade moral; honestidade, honra, respeitabilidade, autoridade: É pessoa de alta dignidade. 4. Decência, decoro: Mantevese em todo o incidente com perfeita dignidade. 5. Respeito a si mesmo; amor-próprio, brio, pundonor: Empobrecido ao extremo, sabe conservar a dignidade. 12

13 descritas nos itens IV.i, V.i e VI.i, reage de forma diversa de outra, para tanto, não podem ser ignorados os demais fatores tratados no item II.i. Paulo José da Costa Jr. novamente sintetiza essas explanações 27, afirmando ser o aspecto subjetivo da honra a dignidade e o decoro, como se verifica com maior ênfase no capítulo do crime de injúria. Fernando Capez 28, por sua vez, conceitua o instituto em apreço como sendo a opinião do sujeito a respeito de si mesmo, abrangendo seus atributos físicos, intelectuais e morais, ou seja, o seu amor-próprio, logo, não há necessidade de que o fato imputado a alguém seja conhecido por outrem, mas que o ofendido se sinta ultrajado, o que poderia ocorrer no seguinte caso extraído da música Bonde do aleijado, de autoria da banda U.D.R.: Fui pego pela Rota e por pouco não fui preso Escondi minha cocaína no joelho do Cerezo Caçoar de aleijados é a minha diversão Inscrevi o Gerson Brenner numa aula de baião. Observa-se na referida exemplificação que funcionários públicos, membros da Rota, poderiam se sentir ultrajados ao serem objetos de uma música, na qual são chamados de incompetentes por não efetuarem a prisão em flagrante delito da pessoa, que ocultou a cocaína, substância entorpecente que causa dependência física e psíquica, na prótese utilizada por um deficiente físico. Todavia, devesse analisar a vontade dos criadores da referida canção de violar ou não a honra dessas supostas vítimas. 27 COSTA JR., Paulo José da. Op. cit., p CAPEZ, Fernando. Op. cit., p

14 Há, também, a pessoa de Cerezo, que, pela sua condição física, foi utilizada pelo possuidor da droga como um objeto, no qual a droga foi ocultada e, após, divulgou tal ato. Por fim, o autor da música também pode ter atingido a honra subjetiva de Gerson Brenner, ator baleado em um crime de roubo, executado com o emprego de arma de fogo, e que após ser atingido, adquiriu uma deficiência física e consequente limitação para exercer determinadas atividades, como dançar. III ROL DOS CRIMES CONTRA A HONRA Os crimes contra a honra estão compreendidos, como já exposto na introdução, no Título I, Capítulo V, do Código Penal, que abrange o art. 138 ao art. 145 do referido diploma legal. Todavia, é imprescindível o estudo mais cauteloso dos artigos que tipificam a conduta dos crimes contra a honra, seja calúnia, injúria, ou difamação, por serem frequentemente compreendidos no cotidiano como sinônimos, o que se torna visível quando o ofendido diz que irá processar seu agressor por injúria, calúnia e difamação 29, exemplo ministrado pela Professora Lilian Barçalobre Manoel, nas aulas do Curso de Direito Processual Penal. Sendo assim, faz-se necessário a análise dos tipos penais previstos neste capítulo, bem como a interpretação doutrinária acerca deles, que variam de acordo com a teoria classificatória dos tipos penais adotadas pelos doutrinadores, além das decisões proferidas pelos Magistrados nos casos concretos. 29 RSE , ( / ), Sorocaba. 14

15 No caput do art. 138 do Código Penal brasileiro está tipificado o crime de calúnia, cujo 1º amplia os possíveis sujeitos ativos do tipo e no 2º há extensão do sujeito passivo. Já o 3º dispõe sobre a exceção da verdade e em seus três incisos as possibilidades de admissibilidade do referido instituto. O art. 139 do mesmo diploma legal tipifica no caput o crime de difamação e, no parágrafo único, a hipótese em que a exceção da verdade poderá ser empregada no caso concreto. Há, no art. 140 da mesma lei, a tipificação do crime de injúria, sendo que, em seu 1º o legislador dispôs, em dois incisos, casos em que o juiz pode deixar de aplicar a pena e, tanto no 2º como no 3º há a disposição de modalidades qualificadoras do referido crime. Nos arts. 141 ao 145, todos do Código Penal brasileiro, há disposições comuns acerca dos crimes contra a honra. Sendo que o primeiro prevê em seu caput situações de agravamento das penas previstas nos artigos anteriores e possui quatro incisos. No I, II e IV, há agravante acerca da pessoa ofendida e, no III, em detrimento das circunstâncias e meios em que o crime foi concretamente aperfeiçoado. Já, no parágrafo único, o legislador se preocupou em punir de modo mais rigoroso o criminoso pelos motivos que o ensejaram a praticar o crime. O art. 142 prevê possibilidades de exclusão dos crimes de injúria ou difamação. Nos incisos I e III há a excludente em razão da profissão, do local e das circunstâncias da prática dos referidos crimes e, no inciso II, o legislador se preocupa com o direito de liberdade de expressão. Todavia, o parágrafo único estende a aplicabilidade do crime a terceiros que divulguem as ofensas proferidas nos termos dos incisos I e III. 15

16 O art. 143 dispõe uma causa extintiva de punibilidade abordada com ênfase nos Capítulos IV Calúnia e V Difamação. O art. 144 tutela o instituto do pedido de explicações em juízo, faculdade de alguém acionar o Judiciário, pois está com dúvida se foi vitimada por um dos três crimes em estudo, face alusões, ou frases proferidas contra ela por outrem, pedindo assim que este se explique, ou seja, visa a esclarecer se a conduta praticada em seu desfavor foi criminosa ou não 30. Por fim, o art. 145, caput, parágrafo único, dispõe acerca da procedibilidade de cada caso. Logo, é uma disposição de cunho processual, que não será abordada com afinco em capítulo à parte. Logo, no caput do referido artigo há a disposição de que os crimes contra a honra somente de procedem mediante queixa, ou seja, a competente ação inicial acusatória será a ação penal privada, salvo se a conduta praticada for a prevista no art. 140, 2º, e se a violência empregada na ação resultar em lesão corporal, circunstância que a ação será pública incondicionada, pois, conforme Guilherme de Souza Nucci 31, o crime de lesão corporal, à época da edição do tipo penal de injúria real, era, igualmente, de ação pública incondicionada, e por se tratar de um crime complexo, composto pela injúria mais a lesão corporal ou vias de fato, não incide sobre este a Lei nº de 1995, que prevê o cabimento de ação penal pública incondicionada para os crimes de lesão corporal leve e lesão corporal culposa. Consta ainda, no parágrafo único do referido dispositivo legal, que a ação penal será pública, condicionada à requisição do Ministério da Justiça, se a vítima de algum dos crimes contra a honra for o Presidente da República, ou chefe de governo estrangeiro, ou, ainda, condicionada a 30 RTJ 142/816, Rel. Min. Celso de Mello. 31 NUCCI, Guilherme de Souza. Código penal comentado. 8. ed. rev., atual. e ampl. 2. tir. São Paulo: Revista dos Tribunais, p

17 representação da vítima se esta for funcionário público e a ofensa for em razão de sua função. IV CALÚNIA IV.i) Disposição legal do tipo penal Art. 138 do Código Penal: Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime. Pena detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. 1º Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga. 2º É punível a calúnia contra os mortos. 3º Admite-se a prova da verdade, salvo: I Se, constituído o fato imputado crime de ação privada, o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível; II Se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I do art. 141; III Se do crime imputado, embora de ação pública, o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível. 17

18 IV.ii) Análise doutrinária do tipo penal O crime de calúnia se configura com a narrativa de um fato criminoso imputado por uma pessoa a outrem, no qual consta o suposto local de perpetração do crime, o local, e o momento de sua execução, que sabe ser falso, logo, é um crime doloso, com a finalidade específica de ofender a honra alheia. Uma vez que o dolo é específico e não há previsão da modalidade culposa para o crime em apreço, Paulo José da Costa Jr. afirma não ser a conduta suscetível de dolo eventual 32. Acrescenta Edgard Magalhães Noronha que, basta determinada pessoa afirmar que outra, por exemplo, subtraiu específico objeto de outra, para perpetrar o crime de calúnia 33, pois o fato imputado pode configurar crime contra o patrimônio, ou seja, roubo, previsto no art. 157, ou furto, disposto no art. 155 do Código Penal brasileiro, ou inclusive configurar o crime contra a Administração, previsto no art. 312, 1º do referido diploma legal, ou outras condutas previstas na lei penal. Sendo assim, a atribuição do fato criminoso, nos termos do art. 138 do Código Penal, não pode ser confundida com a ofensa consistente em injúria 34, nos termos do art. 140 do mesmo diploma legal, pois nesta não há descrição específica de tipos penais, contendo autor, situação e objeto 35. O mesmo ocorre quando alguém imputa a si um fato criminoso que sabe ser falso, pois conforme acrescenta Paulo José da Costa Júnior 36, a autoa-cusação falsa configura crime diverso, previsto no art. 341 do 32 COSTA JR., Paulo José da. Op. cit., p NORONHA, Edgard Magalhães. Op. cit., p Ver Capítulo VI Injúria. 35 TACrimSP, HC, Rel. Santi Ribeiro, JUTACrim 88/ COSTA JR., Paulo José da. Op. cit., p

19 Código Penal, cuja redação é: Acusar-se, perante a autoridade, de crime inexistente ou praticado por outrem. Há ainda, no 1º do art. 138 do Código Penal, um dispositivo que amplia a conduta tipificada no caput do art. 138, no qual é possível perpetrar a ofensa à honra não somente imputando a alguém fato criminoso, não podendo ser uma contravenção, que sabe ser falso, requisito imprescindível para a configuração do conceito analítico do crime, conforme Guilherme de Souza Nucci 37, mas também por aquele que dissemina a agressão anteriormente realizada por outrem. Na análise do núcleo do tipo penal, verifica-se a existência dos verbos caluniar e imputar, os quais, para Guilherme de Souza Nucci 38, são sinônimos de atribuir, o que o faz sugerir a seguinte redação: Atribuir a alguém, falsamente, fato definido como crime, vez que em sua convicção a calúnia é uma difamação qualificada. Todavia, Fernando Capez 39 afirma existir várias espécies de calúnia, como a inequívoca ou explícita, na qual o sujeito ativo do crime afirma explicitamente a falsa imputação; inequívoca ou implícita, que se configura com a ofensa proferida de forma indireta, exemplificando-a com não fui eu que por muitos anos me agasalhei nos cofres públicos, conduta que descreve um crime perpetrado por um funcionário público contra a Administração; e, por fim, há a modalidade reflexa, cuja imputação de fato criminoso a alguém atinge outro, citando um caso de corrupção, que atinge o funcionário público que aceitou a vantagem indevida ou promessa de tal vantagem e aquele que ofereceu ou prometeu a referida vantagem. Constata-se, ainda, a existência do vocábulo alguém, resultando no questionamento se o ofensor e o ofendido podem ser somente pessoa 37 NUCCI, Guilherme de Souza. Op. cit., p Idem, p CAPEZ, Fernando. Op. cit., p

20 física, ou, também, jurídica. Como alguém é um pronome indefinido, que se refere a alguma pessoa, é inadmissível que o sujeito ativo ou passivo do tipo seja uma pessoa jurídica 40. Entretanto, Guilherme de Souza Nucci 41 afirma que tal acepção é cabível se a pessoa jurídica figurar no polo passivo, nos casos em que os crimes a essa imputados são contra o meio ambiente. Todavia, para Luiz Régis Prado 42, é inadmissível que alguém responda criminalmente pelo crime de calúnia se este narrou uma conduta criminosa, nos termos do art. 138, perpetrada por uma pessoa jurídica, pois essa atingiria os seus administradores, os quais passariam a ter legitimidade ativa para figurarem na persecução criminal. Porém, com o advento do Decreto nº 3.179, de 21 de setembro de 1999, que tipifica diversas condutas praticadas por pessoas jurídicas contra o meio ambiente, fomenta a discussão se essas podem ou não serem sujeitos ativos ou passivos do crime em apreço, mas como o referido diploma legal prevê em seu art. 1º que as condutas nele perpetradas configuram apenas infrações administrativas ambientais, não há a possibilidade de haver calúnia, pois não são condutas criminosas. Semelhante questionamento cabe aos inimputáveis e pessoas mortas, entretanto, esses primeiros, apesar de terem condições para realizarem o fato típico e antijurídico, carecem de culpabilidade, elemento indispensável para a caracterização do crime, conforme a Teoria Finalista Tripartida adotada no Brasil, nos termos do art. 13 do Código Penal. 40 RSE /6, Comarca: Guarujá, AP 257/ NUCCI, Guilherme de Souza. Op. cit., p PRADO, Luiz Regis. Curso de direito penal brasileiro. 7. ed. rev., atual e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, v., p

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