AULA 5 16/03/11 O SUICÍDIO E O INFANTICÍDIO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "AULA 5 16/03/11 O SUICÍDIO E O INFANTICÍDIO"

Transcrição

1 AULA 5 16/03/11 O SUICÍDIO E O INFANTICÍDIO 1 O SUICÍDIO 1.1 O CONCEITO Suicídio ou autocídio é a conduta humana visando a supressão da vida do próprio autor. É forçoso observarmos que a figura prevista no art. 122, do Código Penal 1, incrimina a conduta de terceiro que participa do suicídio de outrem e não o comportamento do suicida. O legislador não criminalizou a conduta do suicida por dois motivos. O primeiro questão de ordem humanitária: aquele que se propõe a ceifar a própria existência não se intimidaria ante a possibilidade de, em caso de insucesso, sofrer alguma sanção legal. O segundo questão de ordem prática: se o autor tiver sucesso inexistirá sujeito a ser punido. Ante as argumentações sobreditas, aflora um questionamento: se o suicídio não é crime, trata-se de uma conduta lícita. A resposta é: não. O fundamento reside no art. 146, 3º, II, do Código Penal 2, cujo texto cuida de uma excludente de ilicitude. Segundo o dispositivo, aquele que emprega violência vis absoluta ou vis compulsiva para impedir o suicídio não responde pelo crime de constrangimento ilegal. 1 Código Penal do Brasil (1940): Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio Art Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça: Pena - reclusão, de dois a seis anos, se o suicídio se consuma; ou reclusão, de um a três anos, se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave. Parágrafo único - A pena é duplicada: Aumento de pena I - se o crime é praticado por motivo egoístico; II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência. 2 Ib.: Art Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda: Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa. [...] 3º - Não se compreendem na disposição deste artigo: [...] II - a coação exercida para impedir suicídio.

2 24 DIREITO PENAL 1.2 O BEM JURÍDICO TUTELADO O bem jurídico protegido pelo art. 122, do Código Penal é a vida humana extra-uterina. Vale lembrar que, o referido dispositivo encontra-se assentado na Parte Especial, mais especificamente no Título I (Dos Crimes Contra a Pessoa), Capítulo I (Dos Crimes contra a Vida). 1.3 O SUJEITO ATIVO No crime de participação do suicídio, o sujeito ativo é aquele que pratica um dos verbos do tipo, quais sejam: induzir, instigar ou auxiliar alguém a suicidar-se. Note que ele não pratica ato executório. Tratando-se de crime tido por comum dispensa, no tocante ao agente, qualificação qualquer. 1.4 O SUJEITO PASSIVO É o titular do bem jurídico protegido, ou seja, a vítima o suicida. Destaque-se que, para que figure como tal faz-se necessário que o mesmo tenha uma capacidade mínima de resistência. Não apresentam tal capacidade: o infante, o senil e o alienado. Vale dizer que, induzir, instigar ou auxiliar alguém que não possui capacidade de resistência a atentar contra a própria vida não configura o crime do art. 122, mas sim aquele estampado no 121, o homicídio, tratando-se de hipótese de autoria mediata. 1.5 O TIPO OBJETIVO Aponta-se, firmemente, que o tipo penal em apreço se expressa através de três verbos, quais sejam: induzir, instigar e auxiliar. Note que, trata-se, portanto, de atitude comissiva, exigindo do agente uma conduta ativa, um fazer.

3 25 AULA 5 O SUICÍDIO E O INFANTICÍDIO Induzir: é levar, coligir. O agente participa do suicídio levando a idéia de dar cabo da própria existência ao agente passivo. Note que, neste caso, o suicida não tinha tal intento, que nele nasceu por obra do agente ativo. A idéia sucede a conduta do agente criminoso. Instigar: é estimular, excitar. O agente participa do suicídio reforçando a idéia de dar cabo da própria existência ao agente passivo. Perceba que, neste outro caso, o suicida já tinha tal intenção, que nele foi avigorada por obra do agente ativo. A idéia precede a conduta do agente criminoso. Auxiliar: é ajudar, assessorar. O agente participa do suicídio assistindo o suicida a dar cabo da própria existência. Intua que, neste terceiro e último caso, o agente assiste de modo material (ex.: fornece arma de fogo) ou moral, ideal ou intelectual (ex.: instrui uso de arma de fogo). Aclara-se que, praticando, o agente ativo, ato executório qualquer, arrefece-se a figura típica da participação do suicídio em prol de uma outra, qual seja, o homicídio. Exemplo: o suicida pede ao agente para auxiliá-lo dando um piparote em uma cadeira objetivando o enforcamento. Aponta-se, ainda, que a modalidade do art. 122 é de crime de ação múltipla ou de conteúdo variado. Quer dizer que, há diversas condutas enunciada; e, ainda que o agente pratique duas ou mais delas (ex.: dê a arma e ensine a usá-la), responderá por um único crime. Por fim, cabe comentário acerca da conduta omissiva. Nesta tangente, a doutrina não é uníssona no que concerne a admissibilidade do cometimento deste crime por omissão. Em termos gerais podemos apresentar duas grandes correntes de entendimento: A primeira: admite-se a prática do crime por omissão, desde que a inércia do agente tenha relevância jurídica, o que é expresso em lei 3. O chamado garantidor tem a obrigação de assegurar a saúde física e psíquica de seus custeados. Exemplos: pai que se mantém inativo ante ao anuncia da filha desonrada de que pretende dar cabo da própria vida; diretor de estabelecimento prisional que observa inerte a greve de fome de um dos sentenciados que cumpre pena. 3 Código Penal do Brasil (1940): Relação de causalidade (Redação dada pela Lei nº 7.209, de ) Art O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de ) [...] Relevância da omissão (Incluído pela Lei nº 7.209, de ) 2º - A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem: (Incluído pela Lei nº 7.209, de ) a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; (Incluído pela Lei nº 7.209, de ) b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; (Incluído pela Lei nº 7.209, de ) c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado. (Incluído pela Lei nº 7.209, de )

4 26 DIREITO PENAL A segunda: não se admite a prática do crime por omissão, posto que induzir, instigar ou auxiliar implica necessariamente em uma conduta positiva, um fazer, indicando o absoluto domínio do fato por parte do titular do bem jurídico. Note o exemplo que se segue: uma testemunha de Jeová recusa-se a receber transfusão de sangue e derivados, em razão do que seu quadro clínico se agrava culminando com o óbito. O médico, que faz às vezes de garantidor, responderá por homicídio. 1.6 O TIPO SUBJETIVO Na participação do suicídio, o que anima a conduta do agente ativo é o dolo, jamais a culpa cuja aplicação exige expressa contextualização. Neste norte, aquele que induz, instiga ou auxilia o faz por vontade, nunca por negligência, imperícia ou imprudência. A consumação, em se tratando de um crime material, pode dar-se duas maneiras: óbito do suicida ou lesão corporal grave 4 do suicida (sem morte). O tipo não admite a modalidade tentada, porquanto o que seria uma tentativa (lesão corporal grave) tenha sido dada por consumação. 1.7 AS CAUSAS DE AUMENTO DE PENA O motivo egoístico: é a motivação que visa a atender interesse comezinho de ordem pessoal. Exemplo: fulano induz, instiga ou auxilia o suicídio do próprio pai tendo por objetivo último herdar-lhe todos os bens acumulados ao longo da longa vida. A vítima menor: percebe-se por menor aquele com menos de dezoito anos de idade, porem ainda com alguma capacidade de resistência. Logo, abaixo de sete ou seis anos deve-se levar em consideração a maturidade: se presente suicídio com pena agravada; se ausente homicídio. 4 Código Penal do Brasil (1940): Lesão corporal Art Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: Pena - detenção, de três meses a um ano. Lesão corporal de natureza grave 1º Se resulta: I - Incapacidade para as ocupações habituais, por mais de trinta dias; II - perigo de vida; III - debilidade permanente de membro, sentido ou função; IV - aceleração de parto: Pena - reclusão, de um a cinco anos. 2 Se resulta: I - Incapacidade permanente para o trabalho; II - enfermidade incurável; III - perda ou inutilização do membro, sentido ou função; IV - deformidade permanente; V - aborto: Pena - reclusão, de dois a oito anos. [...].

5 27 AULA 5 O SUICÍDIO E O INFANTICÍDIO 1.8 OS EXEMPLOS CARICATOS A Roleta Russa Alcunha-se de roleta russa a brincadeira mortal mediante a qual um grupo de pessoas, em posse de uma arma de fogo não automática, procede a disparos individuais, passando a arma de mão em mão e sendo a mesma direcionada a cabeça daquele que dispara. Há três possibilidades: a vítima morre sobreviventes respondem por participação ao suicídio; ela sofre lesão corporal grave (ex.: paraplegia) sobreviventes respondem por participação ao suicídio; ou ela sofre lesão leve (ex.: perda de um molar) ou nada sofre caso atípico A Câmara de Gás O epíteto câmara de gás é auferido pela brincadeira moral em que um grupo de pessoas, enclausuradas em um quarto hermeticamente vedado, permitem que se dê o vazamento de um bujão de gás através da abertura de seu ferrolho. Consideremos, por exemplo, um grupo de quatro pessoas: (A), (B), (C) e (D). Observa-se a presença de inúmeras variedades possíveis ao se considerar qual ou quais deu causa e qual ou quais sofreu qual conseqüência (morte, lesão grave, lesão leve ou ausência de lesão). Uma possibilidade: (A) e (B) abrem a válvula. (A) sofre lesão corporal grave; (B) sofre lesão corporal leve; (C) vai a óbito; e (D) nada sofre. Tipifiquemos a conduta de (A) e de (B) em cada um dos participantes da câmara de gás. (A) em relação à (A) - caso atípico (princípio da austeridade: agressão à bem jurídico próprio). (A) em relação à (B) tentativa de homicídio. (A) em relação à (C) homicídio consumado. (A) em relação à (D) caso atípico (ausência de crime). (B) em relação à (A) participação no suicídio. (B) em relação à (B) caso atípico (princípio da austeridade: agressão à bem jurídico próprio). (B) em relação à (C) participação no suicídio. (B) em relação à (D) caso atípico (ausência de crime).

6 28 DIREITO PENAL Note que, aquele que não pratica ato executório responderá por participação no suicídio (em relação a quem sofreu morte ou lesão); ao passo que, aquele que pratica ato executório responderá sempre por homicídio tentado ou consumado (haja morte ou não). 2 O INFANTICÍDIO 2.1 AS CONSIDERAÇÕES GERAIS Durante muito tempo, o infanticídio foi identificado em inúmeros diplomas legais como sendo uma modalidade de homicídio privilegiado. Neste norte, tratava-se de uma modalidade do tipo matar alguém, modalidade esta diferenciada por um privilégio. Levando-se em consideração os avanços experimentados pelas ciências médicas, entendeu-se, por bem, em determinado momento da evolução do direito penal, retirá-lo do crime sobredito e elevá-lo à condição de estrutura típica incriminadora autônoma O BEM JURÍDICO TUTELADO O bem jurídico que é alvo de proteção do dispositivo em tela é a vida humana do nascente (aquele que está nascendo, logo durante a vigência do trabalho de parto) ou do neonato (aquele que já nasceu, logo após a conclusão do trabalho de parto). No tocante ao estado puerperal, aponta-se que a mulher, ao dar a luz, sobre diversos gravames de ordem física e psíquica. Estes últimos correspondem às desordens de cunho emocional. Nesta tangente, toda mulher passa pelo estado puerperal ou puerpério. Todas as parturientes passam pelo estado puerperal, entretanto, muito poucas delas são influenciadas de maneira tão incisiva a ponto de atentarem contra a vida da própria prole. Destarte, assim agindo, terão do legislador tratamento mais benevolente. 5 Código Penal do Brasil (1940): Infanticídio Art Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após: Pena - detenção, de dois a seis anos.

7 29 AULA 5 O SUICÍDIO E O INFANTICÍDIO Delimitar o intervalo de tempo do estado puerperal é algo problemático. Inicia-se com a deflagração do trabalho de parto e finda com o retorno às condições pré-gravídicas, algo por volta do quadragésimo segundo dia do pós-parto. É definição nascida dos julgados, não da medicina. Note que, ocorrido o crime dentre deste período observa-se presunção, logo se dispensa a necessidade de fazer prova. Entretanto, ocorrido o crime após esse período, será preciso fazer prova no intuito de se comprovar que a mulher agiu em razão do puerpério. Por fim, aponta-se a diferença para com a psicose puerperal: a mulher é portadora de doença mental preexistente à concepção e que, pelo momento do parto ou do pós parto, depara-se com a desestabilização do quadro. Pode ser causa de semi ou inimputabilidade. 2.3 O SUJEITO ATIVO Em se tratando de crime próprio, somente pode ser praticado por mulher, durante o estado puerperal e contra sua própria prole. Admite co-autoria: quem auxilia, conhece do estado puerperal de quem pratica o verbo matar e não é garantidor, responde pelo mesmo crime. Rememoremos que, as condições de caráter subjetivo não se comunicam, salvo se elementares do crime 6. As condições em apreço (mulher, parturiente, puérpera e mãe) são elementares elementos do tipo. Portanto, segundo a teoria monista, quem adere ao propósito responde pelo mesmo crime 7. Exemplificando, consideremos que uma puérpera, internada em uma enfermaria, solicite à uma outra puérpera, que lhe é colega de quarto, para que segure seu filho a fim de que ela possa introduzirlhe o dedo na moleira. Será esta última co-autora e responderá por infanticídio. Por outro lado, aproveitando o exemplo sobredito, substituindo a colega de quarto por um enfermeiro o quadro muda. O enfermeiro, na condição de garantidor dos pacientes internados, ao ajudar a puérpera a praticar o verbo matar, responderá por homicídio. 6 Código Penal do Brasil (1940): Circunstâncias incomunicáveis Art Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando elementares do crime. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de ) 7 Ib.: Regras comuns às penas privativas de liberdade Art Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de ) 1º - Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de ) 2º - Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de )

8 30 DIREITO PENAL

Crime Unisubjetivo: quando o crime pode ser cometido por uma única pessoa. Crime Plurisubjetivo: quando o crime exige uma quantidade de pessoas.

Crime Unisubjetivo: quando o crime pode ser cometido por uma única pessoa. Crime Plurisubjetivo: quando o crime exige uma quantidade de pessoas. CONCURSO DE PESSOAS Crime Unisubjetivo: quando o crime pode ser cometido por uma única pessoa. Crime Plurisubjetivo: quando o crime exige uma quantidade de pessoas. Nos crimes unisubjetivos o concurso

Leia mais

AULA 7 30/03/11 ABORTAMENTO

AULA 7 30/03/11 ABORTAMENTO AULA 7 30/03/11 ABORTAMENTO 1 O CONCEITO Conforme preleciona Nelson Hungria, o abortamento pode ser percebido como a interrupção do processo gravídico com a conseqüente destruição do produto da concepção.

Leia mais

PONTO 1: Suicídio PONTO 2: Infanticídio PONTO 3: Aborto PONTO 4: Lesão Corporal. 1. Suicídio art. 122 do CP:

PONTO 1: Suicídio PONTO 2: Infanticídio PONTO 3: Aborto PONTO 4: Lesão Corporal. 1. Suicídio art. 122 do CP: 1 PONTO 1: Suicídio PONTO 2: Infanticídio PONTO 3: Aborto PONTO 4: Lesão Corporal 1. Suicídio art. 122 do CP: Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio Art. 122 - Induzir ou instigar alguém a suicidar-se

Leia mais

Questões relevantes Parte Especial CP

Questões relevantes Parte Especial CP Direito Penal 2ª Fase OAB/FGV Aula 07 Professor Sandro Caldeira Questões relevantes Parte Especial CP Crimes contra a vida; ; Homicídio simples Art. 121 CP. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte

Leia mais

OAB 139º - 1ª Fase Regular Modulo II Disciplina: Direito Penal Professor Patrícia Vanzolini Data: 31/07/2009

OAB 139º - 1ª Fase Regular Modulo II Disciplina: Direito Penal Professor Patrícia Vanzolini Data: 31/07/2009 9ª Aula: Parte Especial: Homicídio, Infanticídio, Participação no Suicídio, Aborto e Lesão Corporal. 1. HOMICIDIO 1. Homicídio simples: Caput pena de 6 a 20 anos de reclusão. É crime hediondo? Não, salvo

Leia mais

FATO TÍPICO. Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Nexo de causalidade Tipicidade

FATO TÍPICO. Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Nexo de causalidade Tipicidade TEORIA GERAL DO CRIME FATO TÍPICO Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Resultado Nexo de causalidade Tipicidade RESULTADO Não basta existir uma conduta. Para que se configure o crime é necessário

Leia mais

Julio 2008 O CRIME DE PARTICIPAÇÃO EM SUICÍDIO NO CÓDIGO PENAL

Julio 2008 O CRIME DE PARTICIPAÇÃO EM SUICÍDIO NO CÓDIGO PENAL Julio 2008 O CRIME DE PARTICIPAÇÃO EM SUICÍDIO NO CÓDIGO PENAL Marcelo Nunes Apolinário Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato: Nunes Apolinário, M.: O crime de participação em suicídio

Leia mais

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Omissão de Notificação da Doença DIREITO PENAL - Omissão de Notificação de Doença CP. Art. 269. Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja

Leia mais

CODIGO PENAL PROPOSTAS DE ALTERAÇÃO

CODIGO PENAL PROPOSTAS DE ALTERAÇÃO Homicídio simples Art 121. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos. TÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A PESSOA CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A VIDA Caso de diminuição de pena 1º Se o agente comete

Leia mais

Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal)

Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal) Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal) Decreto-Lei nº 2.848, de 7.12.1940 (Código Penal) Reforma o Código Penal Brasileiro. Código Penal. O CONGRESSO

Leia mais

Prof. José Nabuco Filho. Aborto

Prof. José Nabuco Filho. Aborto Aborto Apostila 1. Introdução Sob o nomem juris de aborto, o Código Penal tipifica quatro crimes diferentes: 1 duas definidas no art. 124, tendo como sujeito ativo a gestante; outras duas, em que o sujeito

Leia mais

Aborto. Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque:

Aborto. Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: - Aborto provocado pela Aborto Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena - detenção, de um a três anos. - Introdução: - O abortamento é a cessação da gravidez, antes

Leia mais

NOVO CÓDIGO PENAL E A RESPONSABILIDADE PENAL DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE. José Arthur Di Spirito Kalil

NOVO CÓDIGO PENAL E A RESPONSABILIDADE PENAL DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE. José Arthur Di Spirito Kalil NOVO CÓDIGO PENAL E A RESPONSABILIDADE PENAL DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE José Arthur Di Spirito Kalil O aborto e o Código Penal Atual (Dec. Lei 2.848, de 1940) O aborto e o Anteprojeto do Código Penal Aborto

Leia mais

PONTO 1: Concurso de Pessoas PONTO 2: Concurso de Crimes

PONTO 1: Concurso de Pessoas PONTO 2: Concurso de Crimes DIREITO PENAL PONTO 1: Concurso de Pessoas PONTO 2: Concurso de Crimes PONTO 1 CONCURSO DE PESSOAS 1- Introdução 2- Requisitos 2.1 Exigem-se, pelo menos, duas condutas: ou duas condutas principais (coautoria)

Leia mais

CONDUTA TEO E R O I R AS A a) c ausal b) c ausal valora r tiva (neoclássica) c) finalista d) s ocial e) f uncionalistas

CONDUTA TEO E R O I R AS A a) c ausal b) c ausal valora r tiva (neoclássica) c) finalista d) s ocial e) f uncionalistas DIREITO PENAL Prof. Marcelo André de Azevedo TEORIA GERAL DO CRIME INTRODUÇÃO TEORIA GERAL DO CRIME FATO TÍPICO CONDUTA RESULTADO NEXO DE CAUSALIDADE CONDUTA TEORIAS a) causal b) causal valorativa (neoclássica)

Leia mais

LFG MAPS. Teoria Geral do Delito 05 questões

LFG MAPS. Teoria Geral do Delito 05 questões Teoria Geral do Delito 05 questões 1 - ( Prova: CESPE - 2009 - Polícia Federal - Agente Federal da Polícia Federal / Direito Penal / Tipicidade; Teoria Geral do Delito; Conceito de crime; Crime impossível;

Leia mais

CRIMES CONTRA A INTEGRIDADE FÍSICA

CRIMES CONTRA A INTEGRIDADE FÍSICA LESÕES CORPORAIS Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: Pena - detenção, de três meses a um ano. Lesão corporal de natureza grave 1º Se resulta: I - Incapacidade para as ocupações

Leia mais

O TROTE NA PERSPECTIVA DOS DIREITOS HUMANOS

O TROTE NA PERSPECTIVA DOS DIREITOS HUMANOS 1. Introdução O TROTE NA PERSPECTIVA DOS DIREITOS HUMANOS Mônica Alves Costa Ribeiro* Na definição da profª Maria Helena Diniz, trote é: b) troça que os estudantes veteranos impõem aos calouros. 1 Ou seja,

Leia mais

PARTE ESPECIAL TÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A PESSOA CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A VIDA

PARTE ESPECIAL TÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A PESSOA CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A VIDA Homicídio simples Art 121. Matar alguém: PARTE ESPECIAL TÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A PESSOA CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A VIDA Pena - reclusão, de seis a vinte anos. Caso de diminuição de pena 1º Se o

Leia mais

TEMA: CRIME CONSUMADO E CRIME TENTADO CRIME CONSUMADO

TEMA: CRIME CONSUMADO E CRIME TENTADO CRIME CONSUMADO TEMA: CRIME CONSUMADO E CRIME TENTADO CRIME CONSUMADO Significado: Terminar, acabar. Importância: Termo inicial da prescrição e na competência territorial (não esquecer da teria da ubiqüidade quanto ao

Leia mais

TCU ACE 2008 DIREITO PENAL Prof. Dicler Forestieri

TCU ACE 2008 DIREITO PENAL Prof. Dicler Forestieri Caros concurseiros, é com imensa satisfação que hoje trago os comentários da prova de Direito Penal do cargo de Analista de Controle Externo do TCU, aplicada pelo CESPE/UnB no último fim de semana. Tenha

Leia mais

Autor: Marcos Espínola Advogado Criminalista

Autor: Marcos Espínola Advogado Criminalista Autor: Marcos Espínola Advogado Criminalista 1 SUMÁRIO DEDICATÓRIAS E AGRADECIMENTOS 02 CARTA DE APRESENTAÇÃO 03 O QUE SERIA O SOFRIMENTO FÍSICO? 04 E O SOFRIMENTO MENTAL? 04 TORTURA-PROVA 05 TORTURA

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR. Questões comentadas de Direito Penal da prova objetiva do concurso de 2009 para Defensor do Pará

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR. Questões comentadas de Direito Penal da prova objetiva do concurso de 2009 para Defensor do Pará Cacildo Baptista Palhares Júnior: advogado em Araçatuba (SP) Questões comentadas de Direito Penal da prova objetiva do concurso de 2009 para Defensor do Pará 21. Para formação do nexo de causalidade, no

Leia mais

FATO TÍPICO CONDUTA. A conduta é o primeiro elemento integrante do fato típico.

FATO TÍPICO CONDUTA. A conduta é o primeiro elemento integrante do fato típico. TEORIA GERAL DO CRIME FATO TÍPICO CONDUTA A conduta é o primeiro elemento integrante do fato típico. Na Teoria Causal Clássica conduta é o movimento humano voluntário produtor de uma modificação no mundo

Leia mais

TEMA: CONCURSO DE PESSOAS (concursus delinquentium) CONCURSO DE AGENTES / CONCURSO DE DELINQUENTES / CO-AUTORIA/ CODELINQÜÊNCIA/PARTICIPAÇÃO

TEMA: CONCURSO DE PESSOAS (concursus delinquentium) CONCURSO DE AGENTES / CONCURSO DE DELINQUENTES / CO-AUTORIA/ CODELINQÜÊNCIA/PARTICIPAÇÃO TEMA: CONCURSO DE PESSOAS (concursus delinquentium) CONCURSO DE AGENTES / CONCURSO DE DELINQUENTES / CO-AUTORIA/ CODELINQÜÊNCIA/PARTICIPAÇÃO INTRODUÇÃO Normalmente, os tipos penais referem-se a apenas

Leia mais

NEXO CAUSAL PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES

NEXO CAUSAL PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES NEXO CAUSAL PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES 1 Conceito. Causa. É elemento do fato típico. É o vínculo entre conduta e resultado. O estudo da causalidade busca concluir se o resultado decorreu da conduta

Leia mais

Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11.

Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11. Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11. Ricardo Henrique Araújo Pinheiro. A breve crítica que faremos neste

Leia mais

PROGRAMA APRENDA DIREITO PENAL EM 3 MESES

PROGRAMA APRENDA DIREITO PENAL EM 3 MESES PROGRAMA APRENDA DIREITO PENAL EM 3 MESES Perguntas/Respostas alunos Módulo 2 Seguem abaixo as respostas aos questionamentos elaborados pelos alunos. Bons estudos! PERGUNTA 1 Aluna: Talita Késsia Andrade

Leia mais

Aula de Direito Penal. 2015.02. Professor Jomar Sarkis. Teoria do Crime. Conteúdo programático.

Aula de Direito Penal. 2015.02. Professor Jomar Sarkis. Teoria do Crime. Conteúdo programático. Aula de Direito Penal. 2015.02 Professor Jomar Sarkis. Teoria do Crime. Conteúdo programático. Conceito analítico do crime. A teoria bipartida e tripartida do crime. Crime é uma conduta típica, ilícita

Leia mais

DIREITO PENAL ÍNDICE DE DIREITO PENAL Danilo D. Oyan. Aula 01 HOMICÍDIO (artigo 121 do C.P.)

DIREITO PENAL ÍNDICE DE DIREITO PENAL Danilo D. Oyan. Aula 01 HOMICÍDIO (artigo 121 do C.P.) DIREITO PENAL ÍNDICE DE DIREITO PENAL Danilo D. Oyan Aula 01 HOMICÍDIO (artigo 121 do C.P.) 1. HOMICÍDIO SIMPLES ART. 121 CAPUT DO C.P. 1.1. Homicídio Simples: 1.1.1. Objeto jurídico (bem jurídico tutelado):

Leia mais

Dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento e dá outras providências.

Dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento e dá outras providências. Legislação LEI Nº 9.434, DE 4 DE FEVEREIRO DE 1997. Dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Leia mais

SUPERVENIÊNCIA DE CAUSA INDEPENDENTE CAUSAS INDEPENDENTES

SUPERVENIÊNCIA DE CAUSA INDEPENDENTE CAUSAS INDEPENDENTES RETA FINAL MINISTÉRIO PÚBLICO DE SP Direito Penal André Estefam Data: 1º/09/2012 Aula 2 RESUMO SUMÁRIO 1) Relação de Causalidade (continuação) 2) Superveniência de Causa Independente 3) Relevância Penal

Leia mais

Dos crimes contra a vida

Dos crimes contra a vida Direito Penal Parte Especial Professor Sandro Caldeira Dos Crimes Contra a Vida Parte II Art. 123 - Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após: Pena - detenção,

Leia mais

OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Penal Data = 04.06.2009 Aula = 7

OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Penal Data = 04.06.2009 Aula = 7 TEMAS TRATADOS EM SALA CRIMES CONTRA A VIDA TITULO I I - Homicídio = Art. 121. II - Induzimento/Instigação/Auxílio ao Suicídio = Art. 122. III - Infanticídio = Art. 123. IV - Aborto = Art. 124/128. 1.

Leia mais

Roger Ancillotti. Considerações médico-legais sobre os crimes contra a liberdade sexual

Roger Ancillotti. Considerações médico-legais sobre os crimes contra a liberdade sexual Considerações médico-legais sobre os crimes contra a liberdade sexual Médico. Perito Legista, Professor de Medicina Legal. Ex-Diretor Geral do Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto (RJ). Autor do livro

Leia mais

Núcleo de Pesquisa e Extensão do Curso de Direito NUPEDIR VII MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA (MIC) 25 de novembro de 2014

Núcleo de Pesquisa e Extensão do Curso de Direito NUPEDIR VII MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA (MIC) 25 de novembro de 2014 A OMISSÃO DE SOCORRO E A PERICLITAÇÃO DA VIDA Juliane Drebel 1 Taís Bianca Bressler 2 Rogério Cezar Soehn 3 SUMARIO: 1 RESUMO. 2 CONCEITO. 3 SUJEITOS DO DELITO. 4 ELEMENTOS OBJETIVOS DO CRIME. 5 ELEMENTOS

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL E PENAL NA ÁREA DA SEGURANÇA DO TRABALHO

RESPONSABILIDADE CIVIL E PENAL NA ÁREA DA SEGURANÇA DO TRABALHO RESPONSABILIDADE CIVIL E PENAL NA ÁREA DA SEGURANÇA DO TRABALHO RESPONSABILIDADE CIVIL E CRIMINAL DECORRENTE DE ACIDENTES DE TRABALHO Constituição Federal/88 Art.1º,III A dignidade da pessoa humana. art.5º,ii

Leia mais

PONTO 1: Teoria da Tipicidade PONTO 2: Espécies de Tipo PONTO 3: Elementos do Tipo PONTO 4: Dolo PONTO 5: Culpa 1. TEORIA DA TIPICIDADE

PONTO 1: Teoria da Tipicidade PONTO 2: Espécies de Tipo PONTO 3: Elementos do Tipo PONTO 4: Dolo PONTO 5: Culpa 1. TEORIA DA TIPICIDADE 1 DIREITO PENAL PONTO 1: Teoria da Tipicidade PONTO 2: Espécies de Tipo PONTO 3: Elementos do Tipo PONTO 4: Dolo PONTO 5: Culpa 1.1 FUNÇÕES DO TIPO: a) Função garantidora : 1. TEORIA DA TIPICIDADE b) Função

Leia mais

TIPO 1 TIPO 2 TIPO 3 TIPO 4 59 60 61 64 60 61 60 63 61 62 59 62 62 59 64 59 63 64 63 61 64 63 62 60 65 66 67 68

TIPO 1 TIPO 2 TIPO 3 TIPO 4 59 60 61 64 60 61 60 63 61 62 59 62 62 59 64 59 63 64 63 61 64 63 62 60 65 66 67 68 Tabela de Correspondência de Questões: XIII EXAME UNIFICADO OAB 1ª. ETAPA TIPO 1 TIPO 2 TIPO 3 TIPO 4 59 60 61 64 60 61 60 63 61 62 59 62 62 59 64 59 63 64 63 61 64 63 62 60 65 66 67 68 PROVA TIPO 1 Questão

Leia mais

Turma e Ano: Delegado Civil (2013) Matéria / Aula: Direito Penal / Aula 3. Professor: Marcelo Uzeda. Monitor: Marcelo Coimbra

Turma e Ano: Delegado Civil (2013) Matéria / Aula: Direito Penal / Aula 3. Professor: Marcelo Uzeda. Monitor: Marcelo Coimbra Turma e Ano: Delegado Civil (2013) Matéria / Aula: Direito Penal / Aula 3 Professor: Marcelo Uzeda Monitor: Marcelo Coimbra 1) Concurso de Pessoas (continuação): Na aula passada estávamos falando no concurso

Leia mais

ERRATA. Luiz Carlos Bivar Corrêa Júnior. Noções de Direito Penal

ERRATA. Luiz Carlos Bivar Corrêa Júnior. Noções de Direito Penal ERRATA Luiz Carlos Bivar Corrêa Júnior 2011 2011 Vestcon Editora Ltda. Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos pela Lei nº 9.610, de 19/2/1998. Proibida a reprodução de qualquer

Leia mais

1 CLASSIFICAÇÃO DOS CRIMES

1 CLASSIFICAÇÃO DOS CRIMES DIREITO PENAL Classificação dos Crimes RESUMO DA AULA 1 CLASSIFICAÇÃO DOS CRIMES; 2 QUESTÕES COMENTADAS. INTRODUÇÃO 1 CLASSIFICAÇÃO DOS CRIMES O CRIME PODE SER VISTO POR INÚMEROS ÂNGULOS E, DEPENDENDO

Leia mais

Arthur Migliari Júnior

Arthur Migliari Júnior Arthur Migliari Júnior Doutorando pela Universidade de Coimbra. Mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Professor universitário e de cursos preparatórios para concursos.

Leia mais

PLANO DE RESPOSTA DA PROVA DISSERTATIVA PARA O CARGO DE DELEGADO

PLANO DE RESPOSTA DA PROVA DISSERTATIVA PARA O CARGO DE DELEGADO PLANO DE RESPOSTA DA PROVA DISSERTATIVA PARA O CARGO DE DELEGADO PEÇA D E S P A C H O 1. Autue-se o Auto de Prisão em Flagrante; 2. Dê-se o recibo de preso ao condutor; 3. Autue-se o Auto de Apresentação

Leia mais

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS ALESSANDRO CABRAL E SILVA COELHO - alessandrocoelho@jcbranco.adv.br JOSÉ CARLOS BRANCO JUNIOR - jcbrancoj@jcbranco.adv.br Palavras-chave: crime único Resumo O presente

Leia mais

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 8ª ª-

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 8ª ª- DIREITO PENAL IV LEGISLAÇÃO ESPECIAL 8ª - Parte Professor: Rubens Correia Junior 1 Direito penal IV 2 EXTORSÃO Art. 158 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter

Leia mais

CRIME = FATO TÍPICO + Antijurídico + Culpável

CRIME = FATO TÍPICO + Antijurídico + Culpável 1. O FATO TÍPICO 1 CRIME = FATO TÍPICO + Antijurídico + Culpável Elementos do FATO TÍPICO: FATO TÍPICO 1) CONDUTA DOLOSA OU CULPOSA Conceito: É fato material que se amolda perfeitamente aos elementos constantes

Leia mais

Dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento e dá outras providências.

Dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento e dá outras providências. LEI N 9.434-4 de Fevereiro de 1997 Dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL DE SHOPPING CENTER EM CASO DE SUICÍDIO

RESPONSABILIDADE CIVIL DE SHOPPING CENTER EM CASO DE SUICÍDIO RESPONSABILIDADE CIVIL DE SHOPPING CENTER EM CASO DE SUICÍDIO ROBERVAL CASEMIRO BELINATI Desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios Membro da 2ª Turma Criminal Professor

Leia mais

CRIME DOLOSO E CRIME CULPOSO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES

CRIME DOLOSO E CRIME CULPOSO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES CRIME DOLOSO E CRIME CULPOSO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES Espécies de Conduta a) A conduta pode ser dolosa ou culposa. b) A conduta pode ser comissiva ou omissiva. O tema dolo e culpa estão ligados à

Leia mais

Questões relevantes Parte Especial CP

Questões relevantes Parte Especial CP Direito Penal 1ª Fase OAB/FGV Aula 5 Professor Sandro Caldeira Questões relevantes Parte Especial CP Crimes contra a honra Crimes contra o patrimônio; Crimes contra a dignidade sexual; Crimes praticados

Leia mais

Aula 5 Pressupostos da responsabilidade civil (Culpa).

Aula 5 Pressupostos da responsabilidade civil (Culpa). Aula 5 Pressupostos da responsabilidade civil (Culpa). Pressupostos da responsabilidade civil subjetiva: 1) Ato ilícito; 2) Culpa; 3) Nexo causal; 4) Dano. Como já analisado, ato ilícito é a conduta voluntária

Leia mais

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas.

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. Programa de DIREITO PENAL I 2º período: 80 h/a Aula: Teórica EMENTA Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. OBJETIVOS Habilitar

Leia mais

Assim, o bem jurídico tutelado é o meio ambiente natural, cultural, artificial e do trabalho, englobáveis na expressão BEM AMBIENTAL.

Assim, o bem jurídico tutelado é o meio ambiente natural, cultural, artificial e do trabalho, englobáveis na expressão BEM AMBIENTAL. ASPECTOS DA TUTELA PENAL DO AMBIENTE 1. Introdução Como conseqüência da consciência ambiental, o legislador brasileiro não só previu a proteção administrativa do meio ambiente e a denominada tutela civil

Leia mais

FATO TÍPICO. Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Nexo de causalidade Tipicidade

FATO TÍPICO. Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Nexo de causalidade Tipicidade TEORIA GERAL DO CRIME FATO TÍPICO Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Resultado Nexo de causalidade Tipicidade NEXO DE CAUSALIDADE O nexo causal ou relação de causalidade é o elo que une

Leia mais

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 8ª ª-

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 8ª ª- DIREITO PENAL IV LEGISLAÇÃO ESPECIAL 8ª - Parte Professor: Rubens Correia Junior 1 Direito penal Iv 2 ROUBO 3 - Roubo Qualificado/Latrocínio 3º Se da violência resulta lesão corporal grave, a pena é de

Leia mais

Direito Penal Aula 3 1ª Fase OAB/FGV Professor Sandro Caldeira. Espécies: 1. Crime (delito) 2. Contravenção

Direito Penal Aula 3 1ª Fase OAB/FGV Professor Sandro Caldeira. Espécies: 1. Crime (delito) 2. Contravenção Direito Penal Aula 3 1ª Fase OAB/FGV Professor Sandro Caldeira TEORIA DO DELITO Infração Penal (Gênero) Espécies: 1. Crime (delito) 2. Contravenção 1 CONCEITO DE CRIME Conceito analítico de crime: Fato

Leia mais

AULA 08. CONTEÚDO DA AULA: Teorias da Conduta (cont). Teoria social da ação (cont.). Teoria pessoal da ação. Resultado. Relação de Causalidade Início.

AULA 08. CONTEÚDO DA AULA: Teorias da Conduta (cont). Teoria social da ação (cont.). Teoria pessoal da ação. Resultado. Relação de Causalidade Início. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Direito Penal / Aula 08 Professora: Ana Paula Vieira de Carvalho Monitora: Mariana Simas de Oliveira AULA 08 CONTEÚDO DA AULA: Teorias da (cont). Teoria social

Leia mais

1. CONCURSO DE PESSOAS.

1. CONCURSO DE PESSOAS. 1. CONCURSO DE PESSOAS. Conceito: ciente e voluntária cooperação de duas ou mais pessoas na mesma infração penal (Noronha). Trata-se, portanto, da convergência de vontades para um fim comum, ou seja, a

Leia mais

Germano Marques da Silva. Professor da Faculdade de Direito Universidade Católica Portuguesa

Germano Marques da Silva. Professor da Faculdade de Direito Universidade Católica Portuguesa Germano Marques da Silva Professor da Faculdade de Direito Universidade Católica Portuguesa UNIVERSIDADE CATÓLICA EDITORA LISBOA 2012 PREFÁCIO Publiquei em 1998 o Direito Penal Português, II, Teoria do

Leia mais

Capítulo 12 Dos Crimes Contra a Dignidade Sexual

Capítulo 12 Dos Crimes Contra a Dignidade Sexual Capítulo 12 Dos Crimes Contra a Dignidade Sexual 645. (CESPE / Promotor de Justiça - MPE - ES / 2010) No ordenamento jurídico brasileiro, apenas o homem pode ser autor do delito de estupro; a mulher pode

Leia mais

Direito Penal III. Aula 07 21/03/2012 2.3 DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE. 2.3.1 Introdução

Direito Penal III. Aula 07 21/03/2012 2.3 DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE. 2.3.1 Introdução Aula 07 21/03/2012 2.3 DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE 2.3.1 Introdução a) Crime de perigo os da periclitação da vida e da saúde são denominados como crimes de perigo, cuja consumação se dá com a exposição

Leia mais

A p s e p c e t c os o s Ju J r u ídi d co c s o s n a n V n e t n ilaç a ã ç o ã o M ec e â c n â i n ca

A p s e p c e t c os o s Ju J r u ídi d co c s o s n a n V n e t n ilaç a ã ç o ã o M ec e â c n â i n ca Aspectos Jurídicos na Ventilação Mecânica Prof. Dr. Edson Andrade Relação médico-paciente Ventilação mecânica O que é a relação médico-paciente sob a ótica jurídica? Um contrato 1 A ventilação mecânica

Leia mais

DIREITO PENAL. PARTE ESPECIAL ESBOÇO DE PROGRAMA I INTRODUÇÃO. 1. Parte especial como conjunto de tipos de crime e como ordem de bens jurídicos.

DIREITO PENAL. PARTE ESPECIAL ESBOÇO DE PROGRAMA I INTRODUÇÃO. 1. Parte especial como conjunto de tipos de crime e como ordem de bens jurídicos. Teresa Quintela de Brito DIREITO PENAL. PARTE ESPECIAL ESBOÇO DE PROGRAMA I INTRODUÇÃO 1. Parte especial como conjunto de tipos de crime e como ordem de bens jurídicos. 2. Relações entre a parte geral

Leia mais

Art. 1º, LICP as infrações penais representam um gênero que se divide em duas espécies:

Art. 1º, LICP as infrações penais representam um gênero que se divide em duas espécies: DO CRIME Introdução O Brasil adotou somente dois tipos de infrações penais como a doutrina denomina de sistema dicotômico ou bipartido, conforme se extrai da leitura do art. 1º da Lei de Introdução ao

Leia mais

www.apostilaeletronica.com.br

www.apostilaeletronica.com.br DIREITO PENAL PARTE GERAL I. Princípios Penais Constitucionais... 003 II. Aplicação da Lei Penal... 005 III. Teoria Geral do Crime... 020 IV. Concurso de Crime... 027 V. Teoria do Tipo... 034 VI. Ilicitude...

Leia mais

Espelho Penal Peça. Endereçamento correto da interposição 1ª Vara Criminal do Município X 0 / 0,25

Espelho Penal Peça. Endereçamento correto da interposição 1ª Vara Criminal do Município X 0 / 0,25 Espelho Penal Peça O examinando deve redigir uma apelação, com fundamento no artigo 593, I, do Código de Processo Penal. A petição de interposição deve ser endereçada ao juiz de direito da 1ª vara criminal

Leia mais

AULA 3 23/02/11 A ANÁLISE TIPOLÓGICA DO ART. 121

AULA 3 23/02/11 A ANÁLISE TIPOLÓGICA DO ART. 121 AULA 3 23/02/11 A ANÁLISE TIPOLÓGICA DO ART. 121 1 CÓDIGO PENAL, ART. 121, CAPUT O caput do art. 121, do Código Penal 1, trata da forma simples do crime de homicídio. É a forma basilar do tipo, desprovida

Leia mais

COMENTÁRIOS DA PROVA DE DIREITO PENAL ANALISTA PROCESUAL MPU 2004

COMENTÁRIOS DA PROVA DE DIREITO PENAL ANALISTA PROCESUAL MPU 2004 COMENTÁRIOS DA PROVA DE DIREITO PENAL ANALISTA PROCESUAL MPU 2004 01- Podemos afirmar que a culpabilidade é excluída quando a) o crime é praticado em obediência à ordem, manifestamente legal, de superior

Leia mais

Prof. José Nabuco Filho. Direito Penal

Prof. José Nabuco Filho. Direito Penal Direito Penal 1. Apresentação José Nabuco Filho: Advogado criminalista em São Paulo, mestre em Direito Penal 1 (UNIMEP), professor de Direito Penal desde 2000. Na Universidade São Judas Tadeu, desde 2011,

Leia mais

MATERIAL DE APOIO - MONITORIA

MATERIAL DE APOIO - MONITORIA INTENSIVO II Disciplina: Direito Penal Especial Prof. Rogério Sanches Aula nº 02 MATERIAL DE APOIO - MONITORIA Índice 1. Artigo Correlato 1.1 O crime de participação em suicídio no código penal 2. Jurisprudência

Leia mais

PLANO DE ENSINO. Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015. Carga

PLANO DE ENSINO. Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015. Carga 1 PLANO DE ENSINO Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015 Unidade Carga Horária Sub-unidade Introdução ao estudo do Direito Penal 04 hs/a - Introdução. Conceito

Leia mais

1. PRINCÍPIOS. 2. NORMAS PENAIS.

1. PRINCÍPIOS. 2. NORMAS PENAIS. 1. PRINCÍPIOS. Princípio da Legalidade: os tipos penais só podem ser criados através de lei em sentido estrito. Princípio da Anterioridade: a lei penal só pode ser aplicada quando tem origem ANTES da conduta

Leia mais

CONCURSO DE PESSOAS DIREITO PENAL II 4º SEMESTRE PROFESSORA PAOLA JULIEN OLIVEIRA DOS SANTOS ESPECIALISTA EM PROCESSO.

CONCURSO DE PESSOAS DIREITO PENAL II 4º SEMESTRE PROFESSORA PAOLA JULIEN OLIVEIRA DOS SANTOS ESPECIALISTA EM PROCESSO. CONCURSO DE PESSOAS DIREITO PENAL II 4º SEMESTRE PROFESSORA PAOLA JULIEN OLIVEIRA DOS SANTOS ESPECIALISTA EM PROCESSO. MACAPÁ 2011 EMENTA: Concurso de pessoas. Conceito. Teorias. Distinção entre coautoria

Leia mais

COMENTÁRIOS DAS PROVAS DE DIREITO PENAL DO TRE PB Autor: Dicler Forestieri Ferreira

COMENTÁRIOS DAS PROVAS DE DIREITO PENAL DO TRE PB Autor: Dicler Forestieri Ferreira Saudações aos amigos concurseiros que realizaram a prova do TRE PB. Analisei as questões de Direito Penal (área judiciária e área administrativa) e estou disponibilizando o comentário das mesmas. Na minha

Leia mais

Dermeval Farias Gomes Filho Promotor de Justiça do MPDFT; Membro Auxiliar do CNMP; Professor de Direito Penal da Fundação Escola Superior do MPDFT.

Dermeval Farias Gomes Filho Promotor de Justiça do MPDFT; Membro Auxiliar do CNMP; Professor de Direito Penal da Fundação Escola Superior do MPDFT. Breves considerações sobre a proposta do novo Código Penal- Projeto de Lei do Senado n. 236 de 2012: o tratamento dos crimes de peculato, corrupção e enriquecimento ilícito. Dermeval Farias Gomes Filho

Leia mais

Distinção entre concurso eventual e necessário

Distinção entre concurso eventual e necessário Conceito O concurso de pessoas é o encontro de duas ou mais pessoas para a prática de crimes, vulgarmente intituladas de cúmplices, comparsas, parceiros, amigos, companheiros, irmãos, manos, enfim, recebem

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br O Crime de Aborto e Suas Principais Características Carlos Valfrido Aborto Conceito: Aborto é a interrupção de uma gestação com a conseqüente morte do feto. Do latim ab (privação),

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA. PROJETO DE LEI Nº 1.262, DE 2003 (Apensos os PLs 3.398 e 3.750, de 2004)

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA. PROJETO DE LEI Nº 1.262, DE 2003 (Apensos os PLs 3.398 e 3.750, de 2004) COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 1.262, DE 2003 (Apensos os PLs 3.398 e 3.750, de 2004) Revoga o art. 123 do Decreto-Lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940 Código Penal.

Leia mais

Responsabilidade Civil e Criminal em Acidentes de Trabalho. M. J. Sealy

Responsabilidade Civil e Criminal em Acidentes de Trabalho. M. J. Sealy Responsabilidade Civil e Criminal em Acidentes de Trabalho O Conceito de Acidente de Trabalho (de acordo com a Lei 8.213/91 Art. 19) Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço

Leia mais

Direito Penal Emerson Castelo Branco

Direito Penal Emerson Castelo Branco Direito Penal Emerson Castelo Branco 2014 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. DIREITO PENAL CONCEITO DE CRIME a) material: Todo fato humano que lesa ou expõe a perigo

Leia mais

LICENCIAMENTO: ASPECTOS CRIMINAIS

LICENCIAMENTO: ASPECTOS CRIMINAIS LICENCIAMENTO: ASPECTOS CRIMINAIS ABRAMPA II Congresso Nordestino de Direito Ambiental, Salvador, 13/02/2014 Eladio Lecey Escola Brasileira de Direito e Política Ambiental Instituto O Direito por um Planeta

Leia mais

Anotações de aula Aline Portelinha 2015

Anotações de aula Aline Portelinha 2015 Anotações de aula Aline Portelinha 2015 Aula 10 CONSELHOS DE MEDICINA Conselhos de Medicina O que são Constituem, em seu conjunto, uma autarquia federal, cada um deles dotado de autonomia administrativa

Leia mais

DIREITO PENAL DO TRABALHO

DIREITO PENAL DO TRABALHO DIREITO PENAL DO TRABALHO ÍNDICE Prefácio à 1º Edição Nota à 4º Edição Nota à 3º Edição Nota à 2º Edição 1. CONCEITOS PENAIS APLICÁVEIS AO DIREITO DO TRABALHO 1.1. DoIo 1.1.1. Conceito de dolo 1.1.2. Teorias

Leia mais

Direito Penal. Teoria do Crime. Prof. Saulo Cerutti

Direito Penal. Teoria do Crime. Prof. Saulo Cerutti Direito Penal Teoria do Crime Prof. Saulo Cerutti A necessidade da teoria do delito consiste na maior facilidade na averiguação da presença ou não do delito em cada caso concreto. A teoria do delito é

Leia mais

LEI DE TORTURA Lei n. 9.455/97

LEI DE TORTURA Lei n. 9.455/97 LEI DE TORTURA Lei n. 9.455/97 DUDH Artigo 5º Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante. ART. 5º DA CF Inciso III Ninguém será submetido à tortura nem

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO DE CRISES Técnicas e Recomendações Práticas Para Preparação das Organizações para o Enfrentamento de Momentos Críticos

ADMINISTRAÇÃO DE CRISES Técnicas e Recomendações Práticas Para Preparação das Organizações para o Enfrentamento de Momentos Críticos Técnicas e Recomendações Práticas Para Preparação das Organizações para o Enfrentamento de Momentos Críticos C W M C O M U N I C A Ç Ã O WALTEMIR DE MELO ASPECTOS DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL ASPECTOS CRÍTICOS

Leia mais

Faculdade Cathedral Curso de Direito 6º Semestre Direito Penal IV Prof. Vilmar A. Silva AULA 1 A 4 PARTE 2

Faculdade Cathedral Curso de Direito 6º Semestre Direito Penal IV Prof. Vilmar A. Silva AULA 1 A 4 PARTE 2 Faculdade Cathedral Curso de Direito 6º Semestre Direito Penal IV Prof. Vilmar A. Silva AULA 1 A 4 PARTE 2 Crime qualificado pela provocação de lesão grave ou em razão da idade da vítima Art. 213, 1º Se

Leia mais

Conflitos entre o Processo Penal E o Processo Administrativo sob O ponto de vista do médico. Dr. Eduardo Luiz Bin Conselheiro do CREMESP

Conflitos entre o Processo Penal E o Processo Administrativo sob O ponto de vista do médico. Dr. Eduardo Luiz Bin Conselheiro do CREMESP Conflitos entre o Processo Penal E o Processo Administrativo sob O ponto de vista do médico Dr. Eduardo Luiz Bin Conselheiro do CREMESP PRÁTICA MÉDICA A prática médica se baseia na relação médicopaciente,

Leia mais

LEIS PENAIS ESPECIAIS

LEIS PENAIS ESPECIAIS LEIS PENAIS ESPECIAIS Prof. Marcel Figueiredo Gonçalves Especialista em Direito Penal e Direito Processual Penal (PUC-SP) Mestre em Ciências Jurídico-Criminais (Universidade de Lisboa) www.cienciacriminal.com

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB PADRÃO DE RESPOSTAS PEÇA PROFISSIONAL Jerusa, atrasada para importante compromisso profissional, dirige seu carro bastante preocupada, mas respeitando os limites de velocidade. Em uma via de mão dupla,

Leia mais

TRIBUNAL DO JÚRI: A NOVA QUESITAÇÃO

TRIBUNAL DO JÚRI: A NOVA QUESITAÇÃO TRIBUNAL DO JÚRI: A NOVA QUESITAÇÃO Delmar Pacheco da Luz Procurador de Justiça 1 Questionário Seguramente este é um dos tópicos do Procedimento do Júri que sofreu as mudanças mais profundas. Há muito

Leia mais

ALTERAÇÃO NO CÓDIGO PENAL: O DELITO DE FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL

ALTERAÇÃO NO CÓDIGO PENAL: O DELITO DE FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL ALTERAÇÃO NO CÓDIGO PENAL: O DELITO DE FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL. Nomen juris: a Lei nº 12.978/2014 alterou o nome

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 TÍTULO VIII DA ORDEM SOCIAL CAPÍTULO II DA SEGURIDADE SOCIAL Seção II Da Saúde Art. 199. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. 1º As instituições

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015 Disciplina: Direito Penal I Departamento III Direito Penal e Direito Processo Penal Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo: Anual 2º ano Docente Responsável: Prof.

Leia mais

LEI N.º 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990

LEI N.º 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990 LEI N.º 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990 O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: LEI DOS CRIMES HEDIONDOS Dispõe sobre os crimes hediondos, nos termos do art. 5º, inciso XLIII, da Constituição Federal, e determina outras

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO

DIREITO ADMINISTRATIVO DIREITO ADMINISTRATIVO RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO Atualizado até 13/10/2015 RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO NOÇÕES INTRODUTÓRIAS Quando se fala em responsabilidade, quer-se dizer que alguém deverá

Leia mais

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 1ª ª-

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 1ª ª- DIREITO PENAL IV LEGISLAÇÃO ESPECIAL 1ª - Parte Professor: Rubens Correia Junior 1 TEORIA GERAL DO CRIME REVISÃO CRIME É : FATO TÍPICO CONDUTA - DOLO E CULPA NEXO CAUSAL/NEXO DE IMPUTAÇÃO RESULTADO TIPICIDADE

Leia mais

1. Crimes contra Administração Pública: Conceito de Funcionário Público para fins penais art. 327 1, CP: (É diferente do art. 5º 2 da Lei 4898/65)

1. Crimes contra Administração Pública: Conceito de Funcionário Público para fins penais art. 327 1, CP: (É diferente do art. 5º 2 da Lei 4898/65) 1 PONTO 1: Crimes contra Administração Pública PONTO 2: Introdução aos crimes em espécie PONTO 3: Crimes em espécie 1. Crimes contra Administração Pública: Conceito de Funcionário Público para fins penais

Leia mais