BuscaLegis.ccj.ufsc.br

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "BuscaLegis.ccj.ufsc.br"

Transcrição

1 BuscaLegis.ccj.ufsc.br Crimes contra honra Aline Ramalho Alana Ramalho Aretusa Notelo Luceli Cruz Suely Soares * "A honra é um atributo da pessoa, estando de tal modo ligado e vinculado à personalidade que lhe dá a dimensão moral do seu valor na sociedade. Pode assumir várias formas, pois se trata de verdadeira virtude, que destaca o caráter de dignidade da pessoa que tudo faz para viver com honestidade, conquistando apreço de seus concidadãos"(1). Como sabemos, a honra é um bem considerado constitucionalmente inviolável, conforme expresso no inciso X do artigo 5º da nossa Carta Magna. Bem pode ter um sentido amplo, ou seja, ser definido como tudo aquilo que apresenta-se como útil, necessário, valioso. Segundo Bitencourt, o bem jurídico não é algo que a lei cria, mas deve possuir um sentido social próprio. É indiscutível, que em nosso ordenamento jurídico, a honra recebe uma tríplice proteção, na esfera constitucional, civil e penal. A Constituição Federal, no artigo 5º inciso V, estabelece expressamente, o direito de resposta e a indenização por dano moral, que se busca através da esfera civil. A doutrina, tradicionalmente, distingue a honra sob os aspectos subjetivo e objetivo. A chamada honra objetiva diz respeito à reputação do sujeito no seio social. Subjetivamente, a

2 honra seria o juízo que a pessoa tem de si mesma. Entretanto, é interessante ressalvar, que honra subjetiva e honra objetiva são conceitos que se interligam, formando na verdade um conceito único. O Código Penal elencou três delitos contra a honra, quais sejam: calunia (art. 138), difamação (art. 139) e injuria (art. 140). Calúnia: A calunia, apontada como o mais grave dos crimes contra a honra previstos pelo Código Penal, consiste na imputação de um fato à vítima, fato este, que deve ser, obrigatoriamente falso, e, além de falso o fato deve ser definido como crime. Trata-se de um delito de ação livre que pode ser praticado por qualquer meio, ressalvando-se a hipótese do emprego de meios de informação, o que constituirá crime previsto na Lei de Imprensa, ou no uso de propaganda eleitoral, em que o fato será enquadrado no código eleitoral. Em decorrência de ser um delito que repousa sobre a honra objetiva do ofendido, o crime em tela é considerado consumado, quando um terceiro toma conhecimento do fato determinado imputado à vítima. O crime de calúnia só é admitido na forma dolosa, mesmo porque, o ofensor tem de saber ser falsa a imputação dirigida ao ofendido, ou seja, cometer o crime assumindo o risco de vir a ser processado por isso. Observe, pois, que deve existir a vontade de ofender, de denegrir a reputação do indivíduo - animus calunniandi. O ilícito abordado, não admite a modalidade culposa, afirmação justificada pelo art. 18, parágrafo único, do Código Penal. Ademais, fica muito difícil, para não dizer impossível, que na prática alguém calunie por imprudência, imperícia ou negligência. Em se tratando de crime comum, qualquer pessoa física pode ser sujeito ativo do crime de calúnia, desde que seja imputável, pois, parte-se do pressuposto, de que os inimputáveis não podem cometer crimes, em face da ausência de uma das características necessárias ao

3 reconhecimento da infração penal, vale dizer, a "culpabilidade". Caluniador não é apenas o autor original da imputação, mas também quem a propala ou a divulga ( art. 138, 1º). Quanto ao sujeito passivo, em regra, admite-se que pode ser qualquer pessoa. Disto, decorrem duas situações importantes a serem indagadas, que é a questão dos inimputáveis e a da pessoa jurídica. Em relação à pessoa jurídica, esta pode ser sujeito passivo do crime de calúnia, visto que, a mesma possui honra objetiva. Conforme assevera Cezar Roberto Bitencourt, os inimputáveis podem ser sujeitos passivos do delito de calúnia, dependendo da capacidade de entender o significado do fato que lhe foi imputado. Dispõe o 2º, do art. 138, do Código Penal, ser punível a calúnia contra os mortos. Embora não sejam sujeitos ativos de crime, admite-se a ofensa não propriamente a eles, mas à sua memória. O Código Penal somente ressalvou a possibilidade de calúnia contra os mortos, não admitindo as demais modalidades de crimes contra a honra, vale dizer a difamação e a injúria, ao contrário da Lei de Imprensa, que fez previsão expressa de todas as modalidades. A ação penal será de iniciativa privada, sendo, contudo, de iniciativa pública condicionada à requisição do Ministério da Justiça quando o delito for praticado contra o Presidente da República ou chefe de governo estrangeiro, ou de iniciativa pública condicionada à representação do ofendido, quando o crime é cometido contra funcionário público em razão de suas funções. Será possível a confecção de proposta de suspensão condicional do processo, nos termos do art. 89 da Lei 9099/95. Difamação: A difamação consiste na imputação a alguém de fato ofensivo a sua reputação (art. 139 do Código Penal). Reputação é a boa fama, o bom nome ou conceito que a pessoa que a pessoa merece de seus concidadãos. Trata-se de honra objetiva.

4 Ainda que verdadeira a imputação subsiste o crime, pois não há a necessidade de ser falsa, como ocorre com a calúnia. O fato imputado à vítima não pode ser definido como crime, pois se assim fosse estar-se-ia diante do crime de calúnia. O crime se consuma, quando a imputação chega ao conhecimento de alguém, que não a própria vítima. A exceção da verdade é admitida na calunia, excepcionalmente, na difamação, e é vedada na injúria. Conforme preconiza o parágrafo único, do art. 139, do Código Penal, "A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções". Considerado crime comum quanto ao sujeito ativo, a difamação pode ser praticada por qualquer pessoa. Da mesma forma, qualquer pessoa pode ser considerada sujeito passivo do referido delito, sendo irrelevante, se pessoa física ou jurídica. No caso de pessoas jurídicas, consideramos que, é possível que elas sejam sujeitos passivos no crime de difamação, porque a pessoa jurídica goza de reputação no meio social. O Superior Tribunal de Justiça já se posicionou a respeito em sua Súmula 227: "a pessoa jurídica pode sofrer dano moral". Segundo Bitencourt os inimputáveis podem ser sujeitos passivos do crime de difamação, desde que possuam capacidade suficiente para entender que estão sendo ofendidos em sua honra pessoal. O renomado autor defende que a "honra é um valor social e moral do ser humano, bem jurídico e imaterial inerente à personalidade, e, por isso, qualquer indivíduo é titular desse bem, imputável ou inimputável"(2). Conforme esclarecimentos de Rogério Greco, "O delito de difamação somente admite a modalidade dolosa, seja o dolo direto ou mesmo eventual. Exige-se, aqui, que o comportamento do agente seja dirigido finalisticamente a divulgar fatos que atingirão a honra objetiva da vítima, maculando-lhe a reputação". Em decorrência da inércia da nossa legislação penal, não é punível a difamação culposa.

5 A ação penal será de iniciativa privada, sendo, contudo, de iniciativa pública condicionada à requisição do Ministério da Justiça quando o delito for praticado contra o Presidente da República ou chefe de governo estrangeiro, ou de iniciativa pública condicionada à representação do ofendido, quando o crime é cometido contra funcionário público em razão de suas funções. Será possível a confecção de proposta de suspensão condicional do processo, nos termos do art. 89 da Lei 9099/95. Igualmente ao que ocorre com o delito de calúnia, é irrelevante à configuração da difamação a falta de credibilidade do agente. Embora não exista regra expressa nesse sentido, como houve na tipificação do crime de calúnia, quem propala ou divulga uma difamação, deve responder por este delito. Luiz Regis Prado afirma: "Caso a imputação seja dirigida diretamente à pessoa visada, sem que seja ouvida, lida ou percebida por terceiro, não configura a difamação". Injúria: O delito de injúria consiste na ofensa dirigida à dignidade ou ao decoro de outrem. De todas as infrações penais que tutelam a honra, a injúria na sua modalidade fundamental, é considerada a de menor potencial ofensivo, conforme se comprova a partir a observação de sua pena cominada em abstrato. O crime de Injúria, dentre todos os delitos contra a honra, é o único que atinge a honra no seu aspecto subjetivo, pois tal ilícito atinge a consciência, o sentimento, a auto-estima da vítima. Há que se observar, contudo, que o Código Penal trabalha com três espécies de injúria: a injúria simples ( caput do art. 140 ), a injúria real ( 2º do art. 140) e a injúria preconceituosa ( 3º do art. 140). A injúria preconceituosa é, dos crimes contra a honra da

6 pessoa, o mais grave de todos. Deve-se observar a proporcionalidade entre as penas, uma vez que a pena cominada em abstrato à injúria preconceituosa é mais grave que a de homicídio culposo. Como regra geral, qualquer pessoa física, imputável ou não, pode ser considerada sujeito passivo da mencionada infração penal. Entretanto, é impossível que o pólo passivo seja ocupado por pessoa jurídica, haja vista que a pessoa moral não possui honra subjetiva a ser protegida, mas tão somente honra objetiva. Por se tratar de crime comum, qualquer pessoa física pode ser sujeito ativo de delito de injúria. O delito de injúria se consuma no momento em que a vítima toma conhecimento das palavras ofensivas à sua dignidade ou decoro, não se fazendo, entretanto, necessária a presença da vítima no momento em que o agente profere as ofensas. A tentativa é admitida, assim como nos crimes de difamação e de calúnia quando se tratar de injúria escrita, pois neste caso vai ser possível se visualizar iter criminis. O delito de injúria só é admitido na forma dolosa (consciência e vontade de ofender a dignidade ou o decoro de terceiro). O dolo de injuriar pode ser direto ou eventual. Deve o agente agir, portanto, com o chamado animus injuriandi, pois caso contrário o fato será atípico. O tipo penal prevê que, configurando-se o crime de injúria, o juiz pode deixar de aplicar a pena, "quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria", ou " no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria". Duas são as modalidades qualificadas do delito de injúria. Na injúria real, a violência ou as vias de fato não são utilizadas com a finalidade primeira de ofender a integridade corporal ou a saúde da vítima, mas sim no sentido de atingir a sua honra subjetiva. Quando tal modalidade se configurar, o agente, além de ser responsabilizado pela injúria real, deverá responder, também, pela prática do delito de lesão corporal. Todavia, se na prática desse delito o agente se valeu das vias de fato, ele só responderá pela injúria real.

7 A injúria preconceituosa "consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. No entanto, é interessante considerarmos que o crime de injuria preconceituosa, não se confunde com os delitos resultantes de preconceitos de raça ou de cor, tipificados na Lei 7.716/89. O agente, na pratica desta modalidade, usa elementos ligados a raça, cor, etnia, etc. Com a finalidade de atingir a honra subjetiva da vítima. A ação penal será de iniciativa privada, tanto no caso da injúria simples, como no caso da injúria preconceituosa, sendo, contudo, de iniciativa pública condicionada à requisição do Ministério da Justiça quando o delito for praticado contra o Presidente da República ou chefe de governo estrangeiro, ou de iniciativa pública condicionada à representação do ofendido, quando o crime é cometido contra funcionário público em razão de suas funções. No caso de injúria real, quando da violência resultar lesão corporal, a ação penal será de iniciativa pública incondicionada. Será possível a confecção de proposta de suspensão condicional do processo, nos termos do art. 89 da Lei 9.099/95, nas três modalidades de injúria, desde que, no caso da injúria preconceituosa, não incida a majorante prevista no art. 141 do Código Penal. Ao contrário do que ocorre com o delito de calúnia, a injúria não pode ser proferida contra os mortos, pois estes não possuem mais consciência, sentimento, ou mesmo, auto-estima, afinal o crime de injúria atinge a honra subjetiva de alguém. Para a caracterização da injúria, não se exige que as imputações ofensivas à honra subjetiva da vítima sejam falsas. Disposições comuns aos crimes contra a honra

8 Causas de aumento de pena: O Código Penal em seu artigo 141 prevê que, caso a injúria, a difamação e a calúnia sejam cometidas em pelo menos alguma das situações a seguir listadas, a pena cominada será aumentada de um terço. São situações: - Cometer crime contra a honra do Presidente da República ou de Chefe de Governo Estrangeiro. Tutelou-se a dignidade do cargo representativo de toda uma nação. Procurou o legislador sancionar de forma mais gravosa a conduta ofensiva dirigida ao representante maior da nação. Devido à elevada função ocupada, a mácula à honra individual do Chefe de Governo e/ou Estado pode vir a representar uma ofensa à coletividade representada por ele. Interessante ressaltar, que se a calúnia ou a difamação tiver motivação política, será aplicada a Lei nº 7.170/83 (Lei de Segurança Nacional), e não o Código Penal. - Cometer crime contra a honra de funcionário público, em razão de suas funções. A tutela aqui é dada à dignidade da função pública. Embora proferida a ofensa em razão da função que era exercida, não haverá a majorante caso o ofendido não mais seja funcionário público. Caso a ofensa seja dirigida ao funcionário, na presença deste, o crime poderá ser o de desacato (artigo 331), desde que a ofensa diga respeito ao exercício da função pública. - Cometer crime contra a honra de outrem na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação. Trata-se de uma majorante que tem em vista a maior facilidade de divulgação das ofensas, de modo que os danos causados ao ofendido podem ser maiores. A doutrina é pacífica no que tange à presença mínima de três pessoas (quando a lei se contenta com apenas duas pessoas, ela o diz expressamente), a fim de que se configure a majorante em epígrafe. Na divulgação mediante a imprensa, não incidirá a majorante prevista no caput do artigo Cometer crime contra a honra da pessoa maior de sessenta anos ou portadora de deficiência, excetuando-se o caso da injúria, senão haveria bis in idem. O inciso IV foi

9 introduzido no artigo 141 pela Lei nº /03 (Estatuto do Idoso), de forma a dar maior proteção às pessoas maiores de sessenta anos e àquelas portadoras de deficiência. Outra majorante é a que se encontra prevista no parágrafo único do referido artigo: se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa, aplica-se a pena em dobro. É uma causa de aumento que incide sobre a motivação torpe para o cometimento do delito. Nos posicionamos paralelamente aos doutrinadores que defendem que, tanto o mandante quanto o executor devem responder igualmente pelo crime com a pena dobrada. Causas de exclusão do crime Há uma divergência doutrinária, em estabelecer se as causas elencadas no art. 142 do Código Penal são excludentes de licitude, tipicidade ou punibilidade. Ficamos ao lado do entendimento de Bitencourt, preferindo denominar as hipóteses de causas especiais de exclusão de crime. É preciso notar que o delito de calúnia não é atingido por estas causas, subsistindo apenas em relação aos delitos de injúria e de difamação. São, pois, hipóteses em que haverá exclusão do crime: - A ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador. Trata-se da imunidade judiciária. - A opinião desfavorável da crítica literária, artística ou científica, salvo quando inequívoca a intenção de ofender ou difamar. Todo autor que publica sua obra está sujeito à crítica, tanto favorável quanto desfavorável. O Estatuto Penal admite a crítica literária, artística ou científica; no entanto, tal admissão não é absoluta, de modo que restando comprovada a intenção de difamar ou de injuriar, não haverá a exclusão do crime. - O conceito desfavorável emitido por funcionário público, em apreciação ou informação que preste no cumprimento do dever do ofício. É sabido que o funcionário público, no

10 exercício de suas funções, tem o dever de fazer relatos, dar opinião, transmitir informações. Todavia, bastantes vezes, para que haja fidelidade no relato dos fatos, faz-se preciso empregar termos ultrajantes, emitir conceitos desfavoráveis. Neste último caso e no caso da imunidade judiciária, aquele que der publicidade às ofensas responderá por injúria ou por difamação. Retratação O artigo 143 do Estatuto Penal prevê, a hipótese de que se o querelado, antes da sentença, retratar-se cabalmente da calúnia ou da difamação, haverá extinção de punibilidade, ficando isento de pena (artigo 107, VI combinado com o artigo 143). A retratação consiste em retirar o agente o que disse, o que só se faz possível nos crimes que atentem contra a honra objetiva dos indivíduos, pois nestes casos, é interessante para o ofendido que o ofensor declare os fatos à ele anteriormente imputados, inverídicos. Na injúria, a retratação não é possível, haja vista que a reconsideração do que foi dito pode implicar em prejuízos morais muito mais amplos do que os que foram originariamente provocados. Os doutrinadores de direito penal explicam que, como na calúnia e na difamação o que é ferido é a honra objetiva, ou seja, o conceito que a sociedade tem do indivíduo, pode haver retratação, a qual extingue a punibilidade. No caso da injúria, não há que se falar em retratação, porque o que se fere é a honra subjetiva, ou seja, o amor-próprio do indivíduo. Por outro lado, alguns doutrinadores afirmam, que depois de oferecida queixa, antes de haver sentença, pode haver perdão do ofendido ou perempção, ambas previstas no Código de Processo Penal. A retratação é permitida porque é muito mais útil ao ofendido que a condenação penal do ofensor. A retratação é ato unilateral que independe, pois, do aceite do ofendido, o que seria diferente, se estivéssemos diante do perdão do ofendido, o qual é ato jurídico bilateral, que

11 depende do aceite do ofendido. Observe-se, também, que a retratação só é cabível nos crimes em que a ação penal é de iniciativa exclusivamente privada, não estando, pois, sujeitos à retratação os casos dos incisos I e II do artigo 141. Pedido de Explicações em Juízo Prevê o artigo 144 que se de referência, alusões ou frases, se infere calúnia, difamação ou injúria, quem se julga ofendido pode pedir explicações em juízo. Aquele que se recusa a dálas ou, a critério do juiz, não as dá satisfatórias, responde pela ofensa. O dispositivo é bem explícito: na dúvida, aquele que se sentir ofendido pode interpelar o possível ofensor, a fim de que este torne claro o que quis dizer, para que assim se verifique, se houve realmente um crime contra a honra do qual se sentiu ofendido ou se este entendeu errado o que aquele quis dizer. Como a decadência do direito de queixa ou de representação se opera em seis meses, a partir do conhecimento do autor do possível crime, conforme explicita o artigo 38 do Código de Processo Penal, o pedido de explicações deve ser feito antes que o direito decaia. Conclusão Conforme foi exposto, a honra é um bem constitucionalmente protegido e inviolável. Podendo-se, quando esta for violada, buscar a tutela do direito constitucional e civil, quanto aos danos morais. E a penal, já que a sua violação também é penalmente punível. No tocante ao direito penal, o nosso Código dedicou o capítulo V, do título I - parte especial, para a tipificação "DOS CRIMES CONTRA A HONRA", que são: calúnia (art.138), difamação (art.139) e injúria (art.140). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

12 BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de direito penal: parte especial. 6.ed. São Paulo: Editora Saraiva, 2007, volume 2. GRECO, Rogério. Curso de direito penal: parte especial. 3.ed. Rio de Janeiro: Editora Impetus, 2007, volume 2. NOGUEIRA, Paulo Lúcio. Em defesa da honra: doutrina, legislação e jurisprudência. São Paulo: Editora Saraiva, RIBEIRO, Daniel Mendelski. Os crimes contra a honra e a nova Lei nº /01. Porto Alegre: Editora Verbo Jurídico, MORAIS, Alexandre de. Direito Constitucional. 16.ed. São Paulo: Editora Atlas, Notas: 1 - NOGUEIRA, Paulo Lúcio. Em defesa da honra: doutrina, legislação e jurisprudência, p BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal-Parte Especial 2, ed.6ª, p. 296

13 * Aline ramalho, Alana Ramalho, Aretusa Notelo, Lucelia Cruz, Suely Soares, todas bachareis em Direito, 5º período noturno, pela Faculdade (UNIPÊ) Centro Universitário de João Pessoa. Disponível em:< > Acesso em.: 18 jun

Questões relevantes Parte Especial CP

Questões relevantes Parte Especial CP Direito Penal 2ª Fase OAB/FGV Aula 07 Professor Sandro Caldeira Questões relevantes Parte Especial CP Crimes contra a vida; ; Homicídio simples Art. 121 CP. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Considerações sobre os crimes contra a honra da pessoa humana Julio Pinheiro Faro Homem de Siqueira* Assim como a dignidade da pessoa humana, a honra é um valor pessoal que corresponde

Leia mais

FACULDADE METROPOLITANA SÃO CARLOS

FACULDADE METROPOLITANA SÃO CARLOS FACULDADE METROPOLITANA SÃO CARLOS DIREITO CHEYENNE BERNARDES CLÁUDIO GUALANDE JALLON NOGUEIRA KARINA CAVICHINI MARCELO NUNES DE JESUS MARCO ANTÔNIO TEIXEIRA MAYRA RAMOS PAULO RODRIGO MARTINS PEDRO LEMGRUBER

Leia mais

Questões relevantes Parte Especial CP

Questões relevantes Parte Especial CP Direito Penal 1ª Fase OAB/FGV Aula 5 Professor Sandro Caldeira Questões relevantes Parte Especial CP Crimes contra a honra Crimes contra o patrimônio; Crimes contra a dignidade sexual; Crimes praticados

Leia mais

1. Objetividade jurídica: é a incolumidade física e a saúde da pessoa.

1. Objetividade jurídica: é a incolumidade física e a saúde da pessoa. Perigo de contágio venéreo Art. 130 - Expor alguém, por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio de moléstia venérea, de que sabe ou deve saber que está contaminado: Pena - detenção,

Leia mais

PONTO 1: Introdução PONTO 2: Crimes contra a Honra continuação PONTO 3: Crimes contra a Liberdade Pessoal. 1. Introdução:

PONTO 1: Introdução PONTO 2: Crimes contra a Honra continuação PONTO 3: Crimes contra a Liberdade Pessoal. 1. Introdução: 1 PONTO 1: Introdução PONTO 2: Crimes contra a Honra continuação PONTO 3: Crimes contra a Liberdade Pessoal 1. Introdução: - Teoria da dupla imputação art. 225, 3º 1, CF. - STF RE 628582. - INF 639, J.

Leia mais

PARTE ESPECIAL TÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A PESSOA CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A VIDA

PARTE ESPECIAL TÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A PESSOA CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A VIDA Homicídio simples Art 121. Matar alguém: PARTE ESPECIAL TÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A PESSOA CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A VIDA Pena - reclusão, de seis a vinte anos. Caso de diminuição de pena 1º Se o

Leia mais

DOS CRIMES CONTRA A HONRA

DOS CRIMES CONTRA A HONRA DOS CRIMES CONTRA A HONRA * Paula Ieno Carvalho ** Professora Vânia Maria Bemfica Guimarães Pinto Coelho Resumo A honra objetiva e a subjetiva constituem bens jurídicos disponíveis. Basta verificar todos

Leia mais

Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa.

Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa. CRIMES CONTRA A HONRA CALÚNIA DIREITO PENAL Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa. 1º - Na mesma pena incorre

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015 Disciplina: Direito Penal III Departamento III Direito Penal e Direito Processo Penal Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo: Anual 4º ano Docente Responsável: Gustavo

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2015 (Da Sra. Soraya Santos)

PROJETO DE LEI Nº, DE 2015 (Da Sra. Soraya Santos) CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº, DE 2015 (Da Sra. Soraya Santos) Torna mais rigorosa a punição dos crimes contra a honra cometidos mediantes disponibilização de conteúdo na internet ou que ensejarem

Leia mais

ALTERAÇÕES A TIPOS PENAIS

ALTERAÇÕES A TIPOS PENAIS ALTERAÇÕES A TIPOS PENAIS COMO É HOJE VERSÃO DO PL ANTERIOR SUBSTITUTIVO APRESENTADO em 22 de setembro de 2015 Art. 141 - As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes

Leia mais

Código Penal Disposições relevantes em matéria de Comunicação Social

Código Penal Disposições relevantes em matéria de Comunicação Social Código Penal Disposições relevantes em matéria de Comunicação Social Parte especial Título I Dos crimes contra as pessoas Capítulo VI Dos crimes contra a honra Artigo 180. o (Difamação) 1. Quem, dirigindo-se

Leia mais

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Omissão de Notificação da Doença DIREITO PENAL - Omissão de Notificação de Doença CP. Art. 269. Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja

Leia mais

Estudo da Legislação Penal de Combate ao Racismo

Estudo da Legislação Penal de Combate ao Racismo Estudo da Legislação Penal de Combate ao Racismo Professor: Almiro de Sena Soares Filho 1. Introdução A declaração de direitos humanos da Organização das Nações Unidas de 1948 significou um divisor de

Leia mais

PROGRAMA APRENDA DIREITO PENAL EM 3 MESES

PROGRAMA APRENDA DIREITO PENAL EM 3 MESES PROGRAMA APRENDA DIREITO PENAL EM 3 MESES Perguntas/Respostas alunos Módulo 2 Seguem abaixo as respostas aos questionamentos elaborados pelos alunos. Bons estudos! PERGUNTA 1 Aluna: Talita Késsia Andrade

Leia mais

EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE

EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE RETROATIVIDADE DA LEI QUE NÃO MAIS CONSIDERA O FATO COMO CRIMINOSO ART. 107, III ABOLITIO CRIMINIS O CRIME É APAGADO CONSIDERA-SE INEXISTENTE PRESCRIÇÃO ART. 107, IV CP PRESCRIÇÃO LIMITAÇÃO TEMPORAL DO

Leia mais

A RESPONSABILIDADE CIVIL NOS CRIMES CONTRA A HONRA: calúnia, injúria e difamação

A RESPONSABILIDADE CIVIL NOS CRIMES CONTRA A HONRA: calúnia, injúria e difamação A RESPONSABILIDADE CIVIL NOS CRIMES CONTRA A HONRA: calúnia, injúria e difamação RESUMO Marcelo Santos Sousa 1 Rafael Vieira de Azevedo 2 Aldecir Batista Dias Filho 3 Este trabalho procura discorrer acerca

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL DA COMARCA DE PALMAS-TO REGIÃO

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL DA COMARCA DE PALMAS-TO REGIÃO EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL DA COMARCA DE PALMAS-TO REGIÃO CENTRAL CARLOS ENRIQUE FRANCO AMASTHA, brasileiro, casado, empresário, portador do RG nº 4.437.999-6

Leia mais

FATO TÍPICO. Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Nexo de causalidade Tipicidade

FATO TÍPICO. Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Nexo de causalidade Tipicidade TEORIA GERAL DO CRIME FATO TÍPICO Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Resultado Nexo de causalidade Tipicidade RESULTADO Não basta existir uma conduta. Para que se configure o crime é necessário

Leia mais

Núcleo de Pesquisa e Extensão do Curso de Direito NUPEDIR VII MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA (MIC) 25 de novembro de 2014

Núcleo de Pesquisa e Extensão do Curso de Direito NUPEDIR VII MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA (MIC) 25 de novembro de 2014 A OMISSÃO DE SOCORRO E A PERICLITAÇÃO DA VIDA Juliane Drebel 1 Taís Bianca Bressler 2 Rogério Cezar Soehn 3 SUMARIO: 1 RESUMO. 2 CONCEITO. 3 SUJEITOS DO DELITO. 4 ELEMENTOS OBJETIVOS DO CRIME. 5 ELEMENTOS

Leia mais

01 MOEDA FALSA. 1.1. MOEDA FALSA 1.1.1. Introdução. 1.1.2. Classificação doutrinária. 1.1.3. Objetos jurídico e material

01 MOEDA FALSA. 1.1. MOEDA FALSA 1.1.1. Introdução. 1.1.2. Classificação doutrinária. 1.1.3. Objetos jurídico e material 01 MOEDA FALSA Sumário: 1. Moeda falsa 2. Crimes assimilados ao de moeda falsa 3. Petrechos para falsificação de moeda 4. Emissão de título ao portador sem permissão legal. 1.1. MOEDA FALSA 1.1.1. Introdução

Leia mais

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS ALESSANDRO CABRAL E SILVA COELHO - alessandrocoelho@jcbranco.adv.br JOSÉ CARLOS BRANCO JUNIOR - jcbrancoj@jcbranco.adv.br Palavras-chave: crime único Resumo O presente

Leia mais

Professor Márcio Widal Direito Penal PRESCRIÇÃO

Professor Márcio Widal Direito Penal PRESCRIÇÃO PRESCRIÇÃO Professor Márcio Widal 1. Introdução. A perseguição do crime pelo Estado não pode ser ilimitada no tempo, por força, inclusive, da garantia da presunção de inocência. Além disso, o Estado deve

Leia mais

Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal)

Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal) Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal) Decreto-Lei nº 2.848, de 7.12.1940 (Código Penal) Reforma o Código Penal Brasileiro. Código Penal. O CONGRESSO

Leia mais

ALTERAÇÃO NO CÓDIGO PENAL: O DELITO DE FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL

ALTERAÇÃO NO CÓDIGO PENAL: O DELITO DE FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL ALTERAÇÃO NO CÓDIGO PENAL: O DELITO DE FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL. Nomen juris: a Lei nº 12.978/2014 alterou o nome

Leia mais

TCU ACE 2008 DIREITO PENAL Prof. Dicler Forestieri

TCU ACE 2008 DIREITO PENAL Prof. Dicler Forestieri Caros concurseiros, é com imensa satisfação que hoje trago os comentários da prova de Direito Penal do cargo de Analista de Controle Externo do TCU, aplicada pelo CESPE/UnB no último fim de semana. Tenha

Leia mais

Súmulas em matéria penal e processual penal.

Súmulas em matéria penal e processual penal. Vinculantes (penal e processual penal): Súmula Vinculante 5 A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. Súmula Vinculante 9 O disposto no artigo

Leia mais

Direito Penal. Prof. Davi André Costa TEORIA GERAL DO CRIME

Direito Penal. Prof. Davi André Costa TEORIA GERAL DO CRIME TEORIA GERAL DO CRIME 1. Conceito de infração penal: a) Unitário (monista): infração penal é expressão sinônima de crime. Adotado pelo Código Penal do Império (1830). b) Bipartido (dualista ou dicotômico):

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br O Estatuto do idoso em Benefício do Réu. Roberto Dantes Schuman de Paula * DA NOVATIO LEGIS IN PEJUS Em outubro de 2003 a ordem jurídica foi inovada com o advento da lei 10741/03,

Leia mais

CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA:

CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: COMENTÁRIOS DA PROVA Questões da prova de Oficial de Justiça PJ-H/2014 Questão 48 (art. 325) Questão 47 (art. 312 parágrafo segundo) QUESTÃO 48 - GABARITO: D QUESTÃO 47 - GABARITO: C CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO

Leia mais

Crime Unisubjetivo: quando o crime pode ser cometido por uma única pessoa. Crime Plurisubjetivo: quando o crime exige uma quantidade de pessoas.

Crime Unisubjetivo: quando o crime pode ser cometido por uma única pessoa. Crime Plurisubjetivo: quando o crime exige uma quantidade de pessoas. CONCURSO DE PESSOAS Crime Unisubjetivo: quando o crime pode ser cometido por uma única pessoa. Crime Plurisubjetivo: quando o crime exige uma quantidade de pessoas. Nos crimes unisubjetivos o concurso

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL E PENAL NA ÁREA DA SEGURANÇA DO TRABALHO

RESPONSABILIDADE CIVIL E PENAL NA ÁREA DA SEGURANÇA DO TRABALHO RESPONSABILIDADE CIVIL E PENAL NA ÁREA DA SEGURANÇA DO TRABALHO RESPONSABILIDADE CIVIL E CRIMINAL DECORRENTE DE ACIDENTES DE TRABALHO Constituição Federal/88 Art.1º,III A dignidade da pessoa humana. art.5º,ii

Leia mais

Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais Para Reflexão Ao indivíduo é dado agir, em sentido amplo, da forma como melhor lhe indicar o próprio discernimento, em juízo de vontade que extrapola

Leia mais

A (IN)COMPATIBILIDADE DA TENTATIVA NO DOLO EVENTUAL RESUMO

A (IN)COMPATIBILIDADE DA TENTATIVA NO DOLO EVENTUAL RESUMO 331 A (IN)COMPATIBILIDADE DA TENTATIVA NO DOLO EVENTUAL Cícero Oliveira Leczinieski 1 Ricardo Cesar Cidade 2 Alberto Wunderlich 3 RESUMO Este artigo visa traçar breves comentários acerca da compatibilidade

Leia mais

LFG MAPS. Teoria Geral do Delito 05 questões

LFG MAPS. Teoria Geral do Delito 05 questões Teoria Geral do Delito 05 questões 1 - ( Prova: CESPE - 2009 - Polícia Federal - Agente Federal da Polícia Federal / Direito Penal / Tipicidade; Teoria Geral do Delito; Conceito de crime; Crime impossível;

Leia mais

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 8ª ª-

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 8ª ª- DIREITO PENAL IV LEGISLAÇÃO ESPECIAL 8ª - Parte Professor: Rubens Correia Junior 1 Direito penal Iv 2 ROUBO 3 - Roubo Qualificado/Latrocínio 3º Se da violência resulta lesão corporal grave, a pena é de

Leia mais

ANTIJURIDICIDADE. 1.3 - Conceito segundo a Teoria Constitucionalista do Delito: fato formal e materialmente típico e antijurídico.

ANTIJURIDICIDADE. 1.3 - Conceito segundo a Teoria Constitucionalista do Delito: fato formal e materialmente típico e antijurídico. ANTIJURIDICIDADE 1 - Crime 1.1 - Conceito Clássico: fato típico, antijurídico e culpável. 1.2 - Conceito segundo o Finalismo: fato típico e antijurídico. 1.3 - Conceito segundo a Teoria Constitucionalista

Leia mais

Faculdade Cathedral Curso de Direito 6º Semestre Direito Penal IV Prof. Vilmar A. Silva AULA 1 A 4 PARTE 2

Faculdade Cathedral Curso de Direito 6º Semestre Direito Penal IV Prof. Vilmar A. Silva AULA 1 A 4 PARTE 2 Faculdade Cathedral Curso de Direito 6º Semestre Direito Penal IV Prof. Vilmar A. Silva AULA 1 A 4 PARTE 2 Crime qualificado pela provocação de lesão grave ou em razão da idade da vítima Art. 213, 1º Se

Leia mais

TIPO 1 TIPO 2 TIPO 3 TIPO 4 59 60 61 64 60 61 60 63 61 62 59 62 62 59 64 59 63 64 63 61 64 63 62 60 65 66 67 68

TIPO 1 TIPO 2 TIPO 3 TIPO 4 59 60 61 64 60 61 60 63 61 62 59 62 62 59 64 59 63 64 63 61 64 63 62 60 65 66 67 68 Tabela de Correspondência de Questões: XIII EXAME UNIFICADO OAB 1ª. ETAPA TIPO 1 TIPO 2 TIPO 3 TIPO 4 59 60 61 64 60 61 60 63 61 62 59 62 62 59 64 59 63 64 63 61 64 63 62 60 65 66 67 68 PROVA TIPO 1 Questão

Leia mais

O DESACATO CONTRA POLICIAL MILITAR EM SERVIÇO

O DESACATO CONTRA POLICIAL MILITAR EM SERVIÇO O DESACATO CONTRA POLICIAL MILITAR EM SERVIÇO FERNANDO EDSON MENDES 1 1 - INTRODUÇÃO O serviço de policiamento ostensivo, embora seja em sua essência primordialmente preventivo, torna-se repressivo quando

Leia mais

Coordenador WANDER GARCIA. Um dos maiores especialistas em Exames da OAB do País COMO. passar na ENCARTE DE ATUALIZAÇÃO

Coordenador WANDER GARCIA. Um dos maiores especialistas em Exames da OAB do País COMO. passar na ENCARTE DE ATUALIZAÇÃO Coordenador WANDER GARCIA Um dos maiores especialistas em Exames da OAB do País COMO passar na OAB! ENCARTE DE ATUALIZAÇÃO ALTERAÇÕES LEGISLATIVAS PENAL E PROCESSO PENAL www.focojuridico.com.br 3 Encarte

Leia mais

AULA 01. Direito Civil, vol.4, Silvio Rodrigues, editora Saraiva.

AULA 01. Direito Civil, vol.4, Silvio Rodrigues, editora Saraiva. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Responsabilidade Civil / Aula 01 Professora: Andréa Amim Monitora: Mariana Simas de Oliveira AULA 01 CONTEÚDO DA AULA: Bibliografia. Estrutura da Responsabilidade

Leia mais

Direito Penal Dr. Caio Paiva Aprovado no Concurso para Defensor Público Federal

Direito Penal Dr. Caio Paiva Aprovado no Concurso para Defensor Público Federal Direito Penal Dr. Caio Paiva Aprovado no Concurso para Defensor Público Federal Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados. 1 Direito Penal Parte Especial do

Leia mais

1 Conflito de leis penais no tempo.

1 Conflito de leis penais no tempo. 1 Conflito de leis penais no tempo. Sempre que entra em vigor uma lei penal, temos que verificar se ela é benéfica ( Lex mitior ) ou gravosa ( Lex gravior ). Lei benéfica retroage alcança a coisa julgada

Leia mais

GABARITO DIREITO Processual Penal e Penal Professor Emílio Oliveira

GABARITO DIREITO Processual Penal e Penal Professor Emílio Oliveira GABARITO DIREITO Processual Penal e Penal Professor Emílio Oliveira QUESTÕES PROCESSO PENAL 1- É possível a incomunicabilidade do indiciado na atual conjuntura constitucional brasileira? Segundo o art.

Leia mais

Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros

Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros Os direitos fundamentais previstos na Constituição brasileira de 1988 são igualmente garantidos aos brasileiros e aos

Leia mais

Leonardo de Medeiros Garcia. Coordenador da Coleção

Leonardo de Medeiros Garcia. Coordenador da Coleção Leonardo de Medeiros Garcia Coordenador da Coleção Marcelo André de Azevedo Promotor de Justiça no Estado de Goiás. Assessor Jurídico do Procurador-Geral de Justiça e Coordenador da Procuradoria de Justiça

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br O Crime de Aborto e Suas Principais Características Carlos Valfrido Aborto Conceito: Aborto é a interrupção de uma gestação com a conseqüente morte do feto. Do latim ab (privação),

Leia mais

PLANO DE ENSINO. Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015. Carga

PLANO DE ENSINO. Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015. Carga 1 PLANO DE ENSINO Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015 Unidade Carga Horária Sub-unidade Introdução ao estudo do Direito Penal 04 hs/a - Introdução. Conceito

Leia mais

O Dano Moral por Uso Indevido da Imagem do Empregado. O direito à imagem é um dos direitos de personalidade alçados a nível constitucional.

O Dano Moral por Uso Indevido da Imagem do Empregado. O direito à imagem é um dos direitos de personalidade alçados a nível constitucional. 1 O Dano Moral por Uso Indevido da Imagem do Empregado. O direito à imagem é um dos direitos de personalidade alçados a nível constitucional. Art. 5. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer

Leia mais

Assim, o bem jurídico tutelado é o meio ambiente natural, cultural, artificial e do trabalho, englobáveis na expressão BEM AMBIENTAL.

Assim, o bem jurídico tutelado é o meio ambiente natural, cultural, artificial e do trabalho, englobáveis na expressão BEM AMBIENTAL. ASPECTOS DA TUTELA PENAL DO AMBIENTE 1. Introdução Como conseqüência da consciência ambiental, o legislador brasileiro não só previu a proteção administrativa do meio ambiente e a denominada tutela civil

Leia mais

O Dano Moral e o Direito Moral de Autor

O Dano Moral e o Direito Moral de Autor O Dano Moral e o Direito Moral de Autor Guilherme L. S. Neves Advogado especializado em Direito do Entretenimento Associado à Drummond e Neumayr Advocacia 11/05/2007 Introdução: Como é cediço, o direito

Leia mais

ENUNCIADOS. Suspensão Condicional do Processo. Lei Maria da Penha e Contravenções Penais

ENUNCIADOS. Suspensão Condicional do Processo. Lei Maria da Penha e Contravenções Penais ENUNCIADOS Suspensão Condicional do Processo Enunciado nº 01 (001/2011): Nos casos de crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher não se aplica a suspensão condicional do processo. (Aprovado

Leia mais

Prof. José Nabuco Filho. Aborto

Prof. José Nabuco Filho. Aborto Aborto Apostila 1. Introdução Sob o nomem juris de aborto, o Código Penal tipifica quatro crimes diferentes: 1 duas definidas no art. 124, tendo como sujeito ativo a gestante; outras duas, em que o sujeito

Leia mais

DISCIPLINA: DIREITO PENAL

DISCIPLINA: DIREITO PENAL ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO DISCIPLINA: DIREITO PENAL QUESTÃO Nº 109 Protocolo: 11913003657-0 Não existe qualquer erro material na questão. Nada a ser alterado. O recorrente

Leia mais

A R E R S E PONS N A S B A ILID I A D D A E D E C I C VIL N O N

A R E R S E PONS N A S B A ILID I A D D A E D E C I C VIL N O N A RESPONSABILIDADE CIVIL NO DIREITO DE FAMÍLIA 06.09.2014 Dimas Messias de Carvalho Mestre em Direito Constitucional Promotor de Justiça aposentado/mg Professor na UNIFENAS e UNILAVRAS Advogado Membro

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 215, DE 2015 (EM APENSO OS PLS NºS 1.547 E 1.589, DE 2015)

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 215, DE 2015 (EM APENSO OS PLS NºS 1.547 E 1.589, DE 2015) COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 215, DE 2015 (EM APENSO OS PLS NºS 1.547 E 1.589, DE 2015) Acrescenta inciso V ao art. 141 do Decreto- Lei nº 2.848, de 7 de dezembro

Leia mais

Capítulo 1 Crimes Hediondos Lei 8.072/1990

Capítulo 1 Crimes Hediondos Lei 8.072/1990 Sumário Prefácio... 11 Apresentação dos autores... 13 Capítulo 1 Crimes Hediondos Lei 8.072/1990 1. Para entender a lei... 26 2. Aspectos gerais... 28 2.1 Fundamento constitucional... 28 2.2 A Lei dos

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR. Questões comentadas de Direito Penal da prova objetiva do concurso de 2009 para Defensor do Pará

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR. Questões comentadas de Direito Penal da prova objetiva do concurso de 2009 para Defensor do Pará Cacildo Baptista Palhares Júnior: advogado em Araçatuba (SP) Questões comentadas de Direito Penal da prova objetiva do concurso de 2009 para Defensor do Pará 21. Para formação do nexo de causalidade, no

Leia mais

COMENTÁRIOS DA PROVA DE DIREITO PENAL ANALISTA PROCESUAL MPU 2004

COMENTÁRIOS DA PROVA DE DIREITO PENAL ANALISTA PROCESUAL MPU 2004 COMENTÁRIOS DA PROVA DE DIREITO PENAL ANALISTA PROCESUAL MPU 2004 01- Podemos afirmar que a culpabilidade é excluída quando a) o crime é praticado em obediência à ordem, manifestamente legal, de superior

Leia mais

Art. 316 CONCUSSÃO. 3. ELEMENTO DO TIPO 3.1. Ação nuclear. Objeto material. Elemento normativo do tipo

Art. 316 CONCUSSÃO. 3. ELEMENTO DO TIPO 3.1. Ação nuclear. Objeto material. Elemento normativo do tipo Art. 316 CONCUSSÃO 1. CONCEITO Reza o artigo 316, caput, do Código Penal: Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função, ou antes, de assumi-la, mas em razão dela, vantagem

Leia mais

1. PRINCÍPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS art. 62 da Lei 9.009/95 2. OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL

1. PRINCÍPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS art. 62 da Lei 9.009/95 2. OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL 1 PROCESSO PENAL PROCESSO PENAL PONTO 1: Princípios dos Juizados Especiais Criminais PONTO 2: Objetivos PONTO 3: Competência PONTO 4: Fase Policial PONTO 5: Fase Judicial PONTO 6: Recursos PONTO 7: Atos

Leia mais

O Dano Moral no Direito do Trabalho

O Dano Moral no Direito do Trabalho 1 O Dano Moral no Direito do Trabalho 1 - O Dano moral no Direito do Trabalho 1.1 Introdução 1.2 Objetivo 1.3 - O Dano moral nas relações de trabalho 1.4 - A competência para julgamento 1.5 - Fundamentação

Leia mais

VI CONGRESSO DO MERCOSUL DE DIREITO DE FAMÍLIA - IBDFAMRS

VI CONGRESSO DO MERCOSUL DE DIREITO DE FAMÍLIA - IBDFAMRS RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. QUEIXA-CRIME. CONTEÚDO. OFENSA À HONRA. AUSÊNCIA. DANO MORAL. INEXISTÊNCIA. RESPONSABILIDADE DAS PARTES PELA CONDUTA DO ADVOGADO. INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES DO STJ.

Leia mais

Prof. José Nabuco Filho. Direito Penal

Prof. José Nabuco Filho. Direito Penal Direito Penal 1. Apresentação José Nabuco Filho: Advogado criminalista em São Paulo, mestre em Direito Penal 1 (UNIMEP), professor de Direito Penal desde 2000. Na Universidade São Judas Tadeu, desde 2011,

Leia mais

Questão de Direito Penal 1,0 Ponto PADRÃO DE RESPOSTA.

Questão de Direito Penal 1,0 Ponto PADRÃO DE RESPOSTA. Poder Judiciário da União Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios XL Concurso Público para Provimento de Cargos de Juiz de Direito Substituto da Justiça do Distrito Federal SEGUNDA PROVA

Leia mais

DIREITO PENAL ÍNDICE DE DIREITO PENAL Danilo D. Oyan. Aula 01 HOMICÍDIO (artigo 121 do C.P.)

DIREITO PENAL ÍNDICE DE DIREITO PENAL Danilo D. Oyan. Aula 01 HOMICÍDIO (artigo 121 do C.P.) DIREITO PENAL ÍNDICE DE DIREITO PENAL Danilo D. Oyan Aula 01 HOMICÍDIO (artigo 121 do C.P.) 1. HOMICÍDIO SIMPLES ART. 121 CAPUT DO C.P. 1.1. Homicídio Simples: 1.1.1. Objeto jurídico (bem jurídico tutelado):

Leia mais

1. CRIMES CONTRA A HONRA.

1. CRIMES CONTRA A HONRA. 1. CRIMES CONTRA A HONRA. Fundamentos Jurídicos: arts. 138 a 145, CP. art. 5º, X, CF. Integridade Moral; consideração social; auto-estima; dignidade. Espécies: Calúnia: Imputação falsa de um ato criminoso

Leia mais

www.apostilaeletronica.com.br

www.apostilaeletronica.com.br DIREITO PENAL PARTE GERAL I. Princípios Penais Constitucionais... 003 II. Aplicação da Lei Penal... 005 III. Teoria Geral do Crime... 020 IV. Concurso de Crime... 027 V. Teoria do Tipo... 034 VI. Ilicitude...

Leia mais

SUPERVENIÊNCIA DE CAUSA INDEPENDENTE CAUSAS INDEPENDENTES

SUPERVENIÊNCIA DE CAUSA INDEPENDENTE CAUSAS INDEPENDENTES RETA FINAL MINISTÉRIO PÚBLICO DE SP Direito Penal André Estefam Data: 1º/09/2012 Aula 2 RESUMO SUMÁRIO 1) Relação de Causalidade (continuação) 2) Superveniência de Causa Independente 3) Relevância Penal

Leia mais

Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11.

Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11. Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11. Ricardo Henrique Araújo Pinheiro. A breve crítica que faremos neste

Leia mais

Núcleo de Pesquisa e Extensão do Curso de Direito NUPEDIR VII MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA (MIC) 25 de novembro de 2014

Núcleo de Pesquisa e Extensão do Curso de Direito NUPEDIR VII MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA (MIC) 25 de novembro de 2014 DOS CRIMES CONTRA A VIDA HOMICÍDIO Camila Beatriz Herschaft 1 Jenifer Maldaner 2 Marciele Burg 3 Rogério Cézar Soehn 4 SUMÁRIO: 1 INTRODUÇÃO. 2 HOMICÍDIO. 2.1 O PRIMEIRO HOMICÍDIO. 2.2 OBJETO JURÍDICO.

Leia mais

OAB 139º - 1ª Fase Regular Modulo II Disciplina: Direito Penal Professor Patrícia Vanzolini Data: 31/07/2009

OAB 139º - 1ª Fase Regular Modulo II Disciplina: Direito Penal Professor Patrícia Vanzolini Data: 31/07/2009 9ª Aula: Parte Especial: Homicídio, Infanticídio, Participação no Suicídio, Aborto e Lesão Corporal. 1. HOMICIDIO 1. Homicídio simples: Caput pena de 6 a 20 anos de reclusão. É crime hediondo? Não, salvo

Leia mais

Ministério da Educação Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Sociais e Humanas Departamento de Direito PLANO DE ENSINO

Ministério da Educação Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Sociais e Humanas Departamento de Direito PLANO DE ENSINO Ministério da Educação Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Sociais e Humanas Departamento de Direito PLANO DE ENSINO 1) Identificação Disciplina Direito Penal III - DIURNO Carga horária

Leia mais

Conflitos entre o Processo Penal E o Processo Administrativo sob O ponto de vista do médico. Dr. Eduardo Luiz Bin Conselheiro do CREMESP

Conflitos entre o Processo Penal E o Processo Administrativo sob O ponto de vista do médico. Dr. Eduardo Luiz Bin Conselheiro do CREMESP Conflitos entre o Processo Penal E o Processo Administrativo sob O ponto de vista do médico Dr. Eduardo Luiz Bin Conselheiro do CREMESP PRÁTICA MÉDICA A prática médica se baseia na relação médicopaciente,

Leia mais

Desenvolver as habilidades essenciais para uma verdadeira formação profissional do Bacharel em Direito.

Desenvolver as habilidades essenciais para uma verdadeira formação profissional do Bacharel em Direito. 1. IDENTIFICAÇÃO CÓDIGO DA DISCIPLINA: D-09 PERÍODO: 3 CRÉDITO: 04 NOME DA DISCIPLINA: DIREITO PENAL I NOME DO CURSO: DIREITO CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 60 2. EMENTA Introdução:

Leia mais

TRIBUNAL DO JÚRI: A NOVA QUESITAÇÃO

TRIBUNAL DO JÚRI: A NOVA QUESITAÇÃO TRIBUNAL DO JÚRI: A NOVA QUESITAÇÃO Delmar Pacheco da Luz Procurador de Justiça 1 Questionário Seguramente este é um dos tópicos do Procedimento do Júri que sofreu as mudanças mais profundas. Há muito

Leia mais

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 8ª ª-

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 8ª ª- DIREITO PENAL IV LEGISLAÇÃO ESPECIAL 8ª - Parte Professor: Rubens Correia Junior 1 Direito penal IV 2 EXTORSÃO Art. 158 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter

Leia mais

Aulão Polícia Civil Direito Penal Questões Emerson Castelo Branco

Aulão Polícia Civil Direito Penal Questões Emerson Castelo Branco Aulão Polícia Civil Direito Penal Questões Emerson Castelo Branco 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. 1-Fundação Pública Federal contrata o técnico de informática

Leia mais

PLANO DE ENSINO EMENTA DA DISCIPLINA OBJETIVOS DA DISCIPLINA. 1-Identificar os bens jurídicos tutelados no Código Penal Brasileiro.

PLANO DE ENSINO EMENTA DA DISCIPLINA OBJETIVOS DA DISCIPLINA. 1-Identificar os bens jurídicos tutelados no Código Penal Brasileiro. FACULDADE: FACULDADE DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS CURSO: DIREITO DISCIPLINA: DIREITO PENAL PARTE ESPECIAL I CÓDIGO: CARGA HORÁRIA: 075 4º- SEMESTRE: 2013 PROFESSOR(A): LÁSARO MOREIRA DA SILVA PLANO

Leia mais

Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso do Sul

Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso do Sul fls. 82 SENTENÇA Autos n. 0844615-78.2013.8.12.0001 Ação: Representação Criminal/notícia de Crime Requerente: ADALBERTO BUENO NETTO Requerido: DARIA RODRIGUES DE SOUZA e outros Vistos... Cuidam os presentes

Leia mais

MPE Direito Penal Aplicação da Lei Penal no Tempo e no Espaço Emerson Castelo Branco

MPE Direito Penal Aplicação da Lei Penal no Tempo e no Espaço Emerson Castelo Branco MPE Direito Penal Aplicação da Lei Penal no Tempo e no Espaço Emerson Castelo Branco 2013 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. 1. APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO E NO

Leia mais

Das causas extintivas da punibilidade Fernando de Almeida Santos

Das causas extintivas da punibilidade Fernando de Almeida Santos Das causas extintivas da punibilidade Fernando de Almeida Santos Punibilidade é a possibilidade jurídica de o Estado impor uma sanção ao autor de uma conduta típica, antijurídica e culpável. Impende mencionar

Leia mais

Noções de Direito e Legislação da Informática FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC GOIÁS GESTÃO EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Noções de Direito e Legislação da Informática FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC GOIÁS GESTÃO EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC GOIÁS GESTÃO EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO LUIZ GUILHERME JULIANO PIROZZELLI TULIO TSURUDA WISLIY LOPES Noções de Direito e Legislação da Informática GOIÂNIA JUNHO DE 2014 RELACIONAR

Leia mais

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas.

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. Programa de DIREITO PENAL I 2º período: 80 h/a Aula: Teórica EMENTA Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. OBJETIVOS Habilitar

Leia mais

Responsabilidade Civil e Criminal em Acidentes de Trabalho. M. J. Sealy

Responsabilidade Civil e Criminal em Acidentes de Trabalho. M. J. Sealy Responsabilidade Civil e Criminal em Acidentes de Trabalho O Conceito de Acidente de Trabalho (de acordo com a Lei 8.213/91 Art. 19) Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço

Leia mais

TEMA: CRIME CONSUMADO E CRIME TENTADO CRIME CONSUMADO

TEMA: CRIME CONSUMADO E CRIME TENTADO CRIME CONSUMADO TEMA: CRIME CONSUMADO E CRIME TENTADO CRIME CONSUMADO Significado: Terminar, acabar. Importância: Termo inicial da prescrição e na competência territorial (não esquecer da teria da ubiqüidade quanto ao

Leia mais

Ações Possessórias. Grace Mussalem Calil 1 INTRODUÇÃO

Ações Possessórias. Grace Mussalem Calil 1 INTRODUÇÃO Ações Possessórias 131 INTRODUÇÃO Conceito: Grace Mussalem Calil 1 Há duas principais teorias sobre a posse: a Subjetiva de Savigny e a Objetiva de Ihering. Para Savigny, a posse é o poder físico sobre

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº DE 2011

PROJETO DE LEI Nº DE 2011 PROJETO DE LEI Nº DE 2011 Altera a Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990, a Lei 8.666, de 21 de junho de 1993 e a Lei nº 8.884, de 11 de junho de 1994. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º O art. 4º

Leia mais

A injúria racial pode ser considerada crime de racismo? 1*

A injúria racial pode ser considerada crime de racismo? 1* A injúria racial pode ser considerada crime de racismo? 1* Aline Silva Rios 2** Resumo: Trata-se de um estudo acerca da Injúria Racial e do Crime de Racismo, tendo em vista que os mesmos possuem características

Leia mais

INSTITUIÇÕES DE DIREITO PUBLICO E PRIVADO MÓDULO 18 COMPETÊNCIA

INSTITUIÇÕES DE DIREITO PUBLICO E PRIVADO MÓDULO 18 COMPETÊNCIA INSTITUIÇÕES DE DIREITO PUBLICO E PRIVADO MÓDULO 18 COMPETÊNCIA Índice 1. Competência...3 1.1. Critérios Objetivos... 3 1.1.1. Critérios Subjetivos... 4 1.1.2. Competência Territorial... 4 2. Dos Processos...4

Leia mais

Proposta de Razão Recursal

Proposta de Razão Recursal Concurso: Banca examinadora: Proposta de Razão Recursal Oficial Escrevente FAURGS Questões recorríveis: 46, 47, 48, 49 e 52 Professor: Davi André Costa Silva Objeto de recurso Questão Motivo 46 Objeto

Leia mais

Exercícios da lei 9.455/97 - lei de tortura. Prof. Wilson Torres

Exercícios da lei 9.455/97 - lei de tortura. Prof. Wilson Torres Exercícios da lei 9.455/97 - lei de tortura. Prof. Wilson Torres 01- A prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes, o terrorismo e os crimes definidos como hediondos podem ser imputados, com

Leia mais

CAPÍTULO I PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS. Artigo 1º Âmbito de aplicação

CAPÍTULO I PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS. Artigo 1º Âmbito de aplicação PROPOSTA ESTATUTO DISCIPLINAR DOS ESTUDANTES (Aprovada pelo Conselho Geral em reunião de 29.10.2012, órgão com competência para aprovar o regulamento, nos termos do disposto no artigo 90º, n.º 1 dos Estatutos

Leia mais

Aula 5 Pressupostos da responsabilidade civil (Culpa).

Aula 5 Pressupostos da responsabilidade civil (Culpa). Aula 5 Pressupostos da responsabilidade civil (Culpa). Pressupostos da responsabilidade civil subjetiva: 1) Ato ilícito; 2) Culpa; 3) Nexo causal; 4) Dano. Como já analisado, ato ilícito é a conduta voluntária

Leia mais

REGULAMENTO DISCIPLINAR CAPÍTULO I. Artigo 1º Âmbito de aplicação

REGULAMENTO DISCIPLINAR CAPÍTULO I. Artigo 1º Âmbito de aplicação REGULAMENTO DISCIPLINAR CAPÍTULO I PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS Artigo 1º Âmbito de aplicação 1. O presente Regulamento Disciplinar é aplicável aos estudantes do ISAL - Instituto Superior de Administração e

Leia mais

CRIMES DE INFORMÁTICA. Introdução. O QUE É CRIME - Toda conduta humana (ação ou omissão) - típica, - antijurídica e - culpável.

CRIMES DE INFORMÁTICA. Introdução. O QUE É CRIME - Toda conduta humana (ação ou omissão) - típica, - antijurídica e - culpável. CRIMES DE INFORMÁTICA Introdução O QUE É CRIME - Toda conduta humana (ação ou omissão) - típica, - antijurídica e - culpável Introdução O QUE É CRIME - Tipicidade: perfeito enquadramento da conduta ao

Leia mais