UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ Curso de Pós-Graduação em Direito RODRIGO LUIZ ALVES CARVALHO A ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DE BENS IMÓVEIS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ Curso de Pós-Graduação em Direito RODRIGO LUIZ ALVES CARVALHO A ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DE BENS IMÓVEIS"

Transcrição

1 1 UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ Curso de Pós-Graduação em Direito RODRIGO LUIZ ALVES CARVALHO A ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DE BENS IMÓVEIS Rio de Janeiro 2008

2 2 UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ Curso de Pós-Graduação em Direito RODRIGO LUIZ ALVES CARVALHO Artigo apresentado como exigência do Curso de Pós-Graduação em Direito Público e Direito Privado da Universidade Estácio de Sá Rio de Janeiro 2008

3 3 SUMÁRIO 1 ÍNDICE INTRODUÇÃO RELEVÂNCIA SOCIAL DA ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DE BENS IMÓVEIS OUTROS PROCEDIMENTOS EXTRAJUDICIAIS DE RETOMADA A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DE IMÓVEIS O PROCEDIMENTO EXTRAJUDICIAL DE RETOMADA OS CERTIFICADOS DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS DEBATE DOUTRINÁRIO E JURIPRUDENCIAL FORMALIZAÇÃO E PROCEDIMENTOS PARA REGISTRO CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MODELOS... 40

4 4 2. INTRODUÇÃO O presente trabalho tem como objetivo analisar a adoção de um dos mais novos instrumentos de garantia real utilizado pelas empresas que trabalham com a construção ou financiamento de imóveis no país. Trata-se da alienação fiduciária de imóveis que, inovando dentre as modalidades de garantia já há muito previstas no Código Civil Brasileiro, ou legislação extravagante, busca dar celeridade à recuperação dos créditos por ela garantidos. Veja-se que, já há tempos, uma das maiores queixas daqueles que trabalham com a construção ou financiamento de bens imóveis para a população do país, é a extrema lentidão do Poder Judiciário nacional na recuperação de tais créditos diante daqueles que acabam por inadimplir com as obrigações assumidas no contrato de financiamento. Tal lentidão da instituição judiciária, creditada no custo Brasil, transparece através de ações judiciais que, muitas vezes, tramitam por anos, sem que possa o construtor e/ou financiador recuperar o seu crédito visando o desenvolvimento de novos empreendimentos. Com a promulgação da Lei 9.514/97 e edição da Medida Provisória nº 2.223/01, os legisladores instituíram a Alienação Fiduciária Sobre Bens Imóveis, a qual, por retirar do âmbito do Poder Judiciário boa parte dos mecanismos de retomada dos imóveis cujos adquirentes estejam inadimplentes para com as obrigações contraídas, evidentemente, lançou um grande incentivo para as empresas que militam no mercado de financiamento imobiliário pátrio. Entretanto, seja pela aversão ao novo, pelo apego à tradição, ou até pela questão corporativista, muitos Magistrados mostram resistência a tal sistema, sob alegações várias como se fora tal nova modalidade de garantia um ultraje ao princípio da segurança jurídica, ou do devido processo legal.

5 5 E assim agem, porque a execução dos débitos vinculados ao instituto da alienação fiduciária se dá quase que exclusivamente no âmbito do cartório registral, o qual, através de um procedimento detidamente descrito na legislação que rege o sistema, dá ao devedor toda a possibilidade de purgar a mora e, na hipótese de não fazê-lo no prazo fixado, aí sim, reverter a titularidade do bem para o Credor, determinando-se ao mesmo a realização de uma praça para venda do imóvel pela melhor oferta. O que não verificaram os antagonistas do instituto, é que o instituto da fiducia já é previsto desde os ordenamentos romanos e, no país, já é aplicado com enorme sucesso nos financiamentos de bens móveis duráveis, notadamente no setor de financiamento de automóveis. A alienação fiduciária de bens móveis, implementada no país através da promulgação do Decreto Lei 911/69, de igual forma, trouxe enormes debates sobre o tema, com seus adversários argumentando - como agora - que a retomada liminar do bem das mãos do devedor feria o princípio constitucional do devido processo legal e, portanto, era inconstitucional. O debate perdurou por vários anos, até que o Supremo Tribunal Federal, após julgar inúmeras ações judiciais sob o fundamento da inconstitucionalidade, pacificou o entendimento sobre a matéria e, a partir daí, o instituto da alienação fiduciária de bens móveis se difundiu no país como o mais utilizado para a garantia real de bens derivados de financiamento bancário ou de empresas financeiras e de consórcio. A jurisprudência sobre o tema da alienação fiduciária de imóveis está em formação no país e, assim, o embate entre os defensores do instituto, e aqueles que o combatem ferozmente está se criando, tal como anteriormente ocorreu no precedente da alienação fiduciária sobre bens móveis, acima descrito. A doutrina está se posicionando de igual forma e, por se tratar de matéria de cunho técnico, mas que, no final, se difundirá pela sociedade, alcança primeiro os operadores de mercado, por meio de pareceres e consultas a vários doutrinadores. O presente trabalho tem o objetivo de analisar e cotejar o instituto da alienação fiduciária de imóveis com as demais modalidades reais de garantia, ressaltando questões como efetividade, custo, formalidade na elaboração e registro, tempo de processamento da execução e receptividade da garantia pelas empresas que militam na área do financiamento imobiliário.

6 6 Pretende, ainda, demonstrar se é cabível e compatível a existência de um procedimento extrajudicial para retomada de um bem imóvel do devedor, com o princípio constitucional do devido processo legal, analisando as posições confrontantes dos operadores do direito nesse sentido. Busca-se pesquisar a posição da jurisprudência nacional durante a primeira década de adoção de tal modalidade de garantia, ressaltando as eventuais posições antagônicas e aquela que seja majoritária. Se fará menção às questões controversas e, através de pesquisa, se verificará sua adoção pelos operadores do mercado imobiliário. 3. RELEVÂNCIA SOCIAL DA ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DE BENS IMÓVEIS Trata-se de tema de enorme relevância social, eis que, na atual conjuntura econômica do país, onde faltam efetivas ações governamentais para o fomento de um grande projeto habitacional para a população, é evidente que deve a sociedade buscar alternativas que levem ao incremento da construção e financiamento de imóveis novos ou usados sem a agora inviável participação do capital público no negócio. Evidentemente, os detentores do capital privado somente se lançarão a tais novos investimentos se lhes for dada a devida segurança jurídica para a recuperação do capital investido e, mais certo ainda, se a recuperação do crédito ocorrer em prazo ao menos razoável que lhes permita a entrega de um empreendimento imobiliário já com a recuperação do capital investido para o início de outro projeto. A população, por outro lado, será beneficiada com uma maior oferta de financiamentos imobiliários que, além de ensejar o suprimento de moradias visando cobrir a enorme defasagem vigente, certamente reverterá em juros mais baixos, ante a compreensão do investidor de um risco menor na recuperação do crédito e, ainda, pela concorrência entre os agentes do mercado.

7 7 Ademais, a inovação trazida pela possibilidade de elaboração de instrumentos particulares para registro da garantia fiduciária possibilita economia de tempo e de custo tanto para os operadores do mercado imobiliário, como para a população em geral, que se beneficia com um custo menor na aquisição do bem. O país, por sua vez, verá o incremento da construção civil, nicho de mercado com notória contratação de mão de obra e oferta de empregos diretos e indiretos, assim como, pelos impostos arrecadados na cadeia construtiva. 4. OUTROS PROCEDIMENTOS EXTRAJUDICIAIS DE RETOMADA Aqui tratamos do novo instituto da alienação fiduciária em garantia e, via de conseqüência, da simplificação dos procedimentos de retomada do bem pelo credor, visando sempre o Legislador o incremento do financiamento imobiliário pátrio através da rapidez na recuperação do crédito concedido aos adquirentes finais dos imóveis. Entretanto, é de se ressaltar que, já há muito, buscava o legislador o incremento da construção civil e da comercialização de imóveis no país por meio de procedimentos que dessem aos investidores ou aos próprios órgãos financiadores uma agilidade da recuperação de seus créditos ou do próprio imóvel financiado. Era pública e notória a dificuldade encontrada pelos agentes do Sistema Financeiro da Habitação na retomada do crédito concedido, nas hipóteses em que incidia o adquirente final da unidade imobiliária no inadimplemento contratual. A primeira, e até então única, tentativa de simplificação de procedimentos para recuperação de tais créditos veio por meio da Execução Extrajudicial de Hipotecas prevista pelo Decreto Lei 70/66, com aprovação pela Resolução nº RD 08/70 do BNH. Tal procedimento, desde o início, foi seriamente questionado junto aos tribunais pátrios, haja vista alegações de flagrante inconstitucionalidade, por alegarem vários doutrinadores cercear o instituto ao devedor seu lídimo e constitucional direito de defesa, assim como, por retirar do Poder Judiciário a exeqüibilidade da dívida e a análise dos eventuais excessos por parte do Credor.

8 8 Alegavam mais, que o Decreto-Lei em causa, afrontava o inciso LV do art. 5º da Constituição Federal, pois afirma dito preceito constitucional que ninguém pode ser privado de seus bens sem o devido processo legal, isto é, sem defesa e contraditório, como alegavam impor o Decreto Lei 70/66. O debate sobre o princípio constitucional da ampla defesa e do contraditório, e o eventual confronto com os institutos extrajudiciais de retomada de bem, dada sua relevância, será tratado mais adiante nesse estudo. E, durante muitos anos, em que pese sua extrema relevância para tal área de extrema importância econômica do país, o Decreto Lei 70/66 foi reiteradamente taxado junto aos tribunais pátrios como inconstitucional. Alegavam doutrinadores e juristas renomados que teria ocorrido a revogação dos arts. 30, 31 e 38 do Decreto Lei 70/66 pelo art. 5º, LV e demais desígnios da então nova Carta Magna de Após amplos debates, a matéria chegou ao Supremo Tribunal Federal que, em seguidos julgados, assim se posicionou: " Existindo incompatibilidade entre a lei antiga e a Constituição que lhe é posterior, o caso será de revogação e não de inconstitucionalidade. 1 "Com efeito leis anteriores à Constituição não podem ser inconstitucionais em relação a ela, que só mais tarde veio a ter existência. Se entre e ambas houver inconciliabilidade ocorrerá revogação segundo as normas do Direito Intertemporal onde a lei posterior revoga a anterior." 2 1. Supremo Tribunal Federal, ADI DF Julgto Supremo Tribunal Federal, ADI RS Julgto

9 9 Tal situação perdurou por vários anos, ensejando um acervo de processos infindáveis, com sérios prejuízos para os agentes do Sistema Financeiro de Habitação que, engessados por contratos ditos inconstitucionais, não logravam a retomada dos bens financiados, que terminavam em poder dos próprios devedores. Eis que, com a promulgação do Novo Código Civil Brasileiro, reformas introduzidas na Lei de Hipotecas e na própria Carta Magna e, por fim, a elaboração e promulgação de leis com previsão de execução extrajudicial de novas modalidades de garantias, como a própria alienação fiduciária de imóveis, houve uma total reversão no entendimento acima descrito. Após tais alterações normativas, assim passou a decidir o E. Supremo Tribunal sobre a questão em análise: EMENTA: 1. Execução extrajudicial: firme o entendimento do Tribunal no sentido de que o Decreto-lei 70/66 é compatível com a atual Constituição. (cf. RE , Moreira, DJ ; RE , Galvão, DJ ). 2. Agravo regimental: inovação de 3 fundamento: inadmissibilidade. EMENTA: CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECRETO-LEI 70/66. ALEDAGA OFENSA AO ART. 5º, XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A orientação desta Corte é no sentido de que os procedimentos previstos no Decretolei 70/66 não ofendem o art. 5º, XXXV, LIV e LV, Constituição, sendo com eles 4 compatíveis. II - Agravo regimental improvido. Como vemos, hoje, o Pretório Excelso já acata, em sua plenitude, a execução extrajudicial prevista pelo Decreto Lei 70/66 em contratos de financiamentos de imóveis, o que, com quase certeza, é um prenúncio do que virá quando o tema da alienação fiduciária em estudo chegar àquela Corte. 3. Supremo Tribunal Federal - RE-AgR SE Rel. Min. Sepúlveda Pertence Julgto: Supremo Tribunal Federal AI-AgR SP Rel. Min. Ricardo Lewandowski Jilgto. 27/11/07

10 10 5. A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA A alienação fiduciária tem sua origem na fidúcia romana e, quando se fala em termos de garantia negocial, nos leva à fiducia cum creditore, também conhecida como fiducia pignoris causa cum creditore, modalidade de garantia onde o devedor transferia, por meio de uma venda seus bens ao credor e, em tal transação fazia a ressalva de recuperá-los mais adiante quando fosse resgatada a dívida. De início, a obrigação do Credor de devolver a coisa era de cunho moral, até que, mais adiante, criou-se a chamada actio fiduciae contraria, por meio da qual o devedor, quitada a dívida, podia exigir do Credor a restituição da coisa dada em garantia, se esse se negasse a fazê-lo voluntariamente. Note-se, portanto, que sem os parâmetros de regulação hoje existentes, tratava-se de um instituto de garantia muito parecido com a alienação fiduciária atual, eis que, havia a obrigação de restituição do bem pelo Credor, quando quitada a dívida, em que pese a ressalva de que, em tal época, não se lhe exigia fosse dada em garantia a própria coisa adquirida com o produto do empréstimo a ser resgatado. No direito pátrio, houve uma tentativa de implantação do contrato de fidúcia quando da elaboração do Projeto do Código de Obrigações de 1965, a qual, entretanto, não veio a ser consolidada no momento em que foi votado o Anteprojeto de 1972/73. Afirma Caio Mário 5 que, quando recebeu o encargo de colaborar na reforma de nosso direito privado, fez inserir no Projeto do Código de Obrigações de 1965 o contrato de fidúcia (art. 672), sem perder a reminiscência histórica e aproveitando a experiência do trust do direito anglo-americano, que outros sistemas ocidentais querem igualmente abrigar. Termina por afirmar que, ao mesmo tempo em que cuidava da tipificação do negócio fiduciário em nosso direito positivo (contrato de fidúcia), a lei especial de disciplina do mercado de capitais (Lei de 14 de julho de 1965) introduziu em nosso direito a alienação fiduciária em garantia. 5. PEREIRA, Caio Mário da Silva Instituições de Direito Civil, 19ª. Edição Forense, pág. 425

11 11 E, então, pelo art. 66 da Lei 4.728/65, posteriormente alterado pelo Decreto Lei 911 de 01 de outubro de 1969, foi implantado no direito brasileiro o instituto da alienação fiduciária que, de plano, foi absorvido pelos operadores do mercado financeiro, notadamente como garantia direta para a recuperação dos créditos destinados aos bens móveis duráveis. Logo no artigo primeiro, ao efetivar a alteração do art. 66 da Lei 4.728/65, definiu o Decreto Lei 911/69 a alienação fiduciária como sendo o instituto de garantia que transfere ao credor o domínio resolúvel e a posse indireta da coisa móvel alienada, independente da tradição efetiva do bem, tornando-se o alienante ou devedor em possuidor direto e depositário com todas as responsabilidades e encargos que lhe incumbem de acordo com a lei civil e penal. Entretanto, Moreira Alves 6 bem distingue as figuras jurídicas da alienação fiduciária em garantia e da propriedade fiduciária, afirmando ser a primeira o contrato que serve de título à constituição da propriedade fiduciária que esta sim é a garantia real criada em nosso direito, tanto pelo art. 66 da Lei 4728 como, posteriormente, pela modificação aí operada pelo Decreto Lei 911/69. Mais recentemente, a alienação fiduciária passou a figurar no Código Civil de 2002 que, através do art e sgts, faz uma regulação superficial da matéria ainda sob o foco da aplicação do instituto à alienação das coisas móveis. É de se destacar, entretanto, que toda a evolução histórica do instituto no direito brasileiro se deu com a alienação fiduciária de coisas móveis. E não se pense que sua introdução no sistema jurídico pátrio se seu de forma pacífica pois, tal como hoje buscam eivar os doutrinadores e alguns juristas a alienação fiduciária sobre coisa imóvel como inconstitucional, naquela época, também, fortes correntes se levantaram contra a nova garantia real. Forte foi a oposição gerada, notadamente ao se referirem ao Decreto Lei 911/69 como um resquício ditatorial imposto aos cidadãos pelo regime militar em favor das instituições financeiras. Entretanto, uma correta análise do instituto, demonstra que tal não teve tal cunho autoritário, pois, muito ao contrário, buscou ofertar ao mercado nacional novas modalidades de financiamento com uma forma mais ágil de retomada da garantia para o Credor. 6. ALVES, José Carlos Moreira Da alienação fiduciária em garantia Ed. Forense, 3ª. Ed., fls. 46

12 12 Vemos hoje, já com o passar dos tempos, que toda vez que se permite ao financiador um meio de retomada mais ágil do capital ofertado, cai na mesma proporção o custo do financiamento que, mais do que qualquer outro benefício, vem sempre de encontro ao maior desejo do consumidor: preço mais baixo. Mais recentemente, com a introdução do art A pela Lei /04, buscou o legislador afastar o eventual conflito entre as disposições do Código Civil e os novos institutos fiduciários que eventualmente venham a ser criados por leis especiais. Evidentemente, dentre tais leis especiais, situam-se a Lei de 20 de novembro de 1997 e a Medida Provisória nº 2.223/01 que, fazendo evoluir o instituto da alienação fiduciária no país, permitem sua aplicação sobre os contratos de financiamento imobiliários, os quais, então, são objeto de estudo neste trabalho. 6. A ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DE IMÓVEIS A alienação fiduciária de imóveis, instituída pela Lei nº de 20 de novembro de 1997, adaptada do quanto lançado nos primórdios do Decreto Lei 911/69, afirma que trata-se do negócio jurídico pelo qual o devedor, ou fiduciante, com o escopo de garantia, contrata a transferência ao credor, ou fiduciário, da propriedade resolúvel de coisa imóvel (art. 22). Ou seja, em tal modalidade de contrato, o imóvel de titularidade do construtor quando novo - ou de qualquer outro alienante de bem imóvel quando usado é financiado ao adquirente e/ou devedor, ocasião em que a coisa alienada passa a assumir a forma de propriedade fiduciária, com caráter resolúvel, de tal forma que o domínio do bem somente será efetivamente transmitido ao adquirente, ao final do contrato, e com a quitação do preço avençado. No contrato, quem aliena a coisa imóvel é o próprio devedor ou fiduciante, por que se este não pagar o financiamento contratado, a propriedade do imóvel que serve de garantia, na forma disposta no art. 26 da mesma lei, será consolidada em nome do credor.

13 13 Portanto, para efeitos de registro imobiliário, sempre figurará como proprietário fiduciário o credor, e como fiduciante o devedor, operando-se o desdobramento da posse (art. 23, p.u.) que, como na alienação fiduciária das coisas móveis, será classificada como posse direta (a do devedor fiduciante) e posse indireta (a do Credor fiduciário). Algumas inovações fundamentais apresentam-se com tal nova modalidade de garantia, valendo-se destacar, dentre elas, a de que poderá o Credor operar a cessão do crédito sem a ciência do devedor (art. 35), a grande inovação do procedimento extrajudicial de retomada do bem, que se opera por via do registro imobiliário (arts. 26 e 27), mas, também, aquela que impõe ao Magistrado, quando chamado a intervir, a concessão, via liminar, de uma ordem de reintegração do fiduciante na posse do bem, se adjudicado por este ao final do processo. Aqui, é importante ressaltar que, não poderá o devedor pretender a retenção da coisa por benfeitorias eventualmente realizadas (art. 27, 4º). Uma das inovações em relação às alienações fiduciárias de coisas móveis surge com obrigatoriedade de quitação da dívida pelo Credor ao final do processo de retomada do bem, o que leva à dispensa de garantia acessória (como fianças, p. ex.). Em tal obrigação de quitação compulsória da dívida, difere a alienação fiduciária de imóveis da alienação fiduciária de bens móveis, eis que, nessa, após a venda extrajudicial do bem, mantinha-se o devedor obrigado a liquidar o saldo do preço, se houvesse, assim como, poderia receber o que eventualmente sobejasse o valor da dívida. Aqui, se realizado o leilão do imóvel (art. 27), por falta de eventuais interessados na sua arrematação, for o mesmo adjudicado pelo Credor, estará este obrigado a outorgar um termo de quitação em favor do devedor (art. 27, par. 5º) sendo-lhe vedado demandar a cobrança de saldo remanescente, se houver. Em ocorrendo a quitação pontual e regular da dívida, dispõe o art. 25 da Lei 9.514/97 que o Credor deverá expedir em um prazo máximo de trinta dias, em favor do devedor, um termo de quitação, sob pena de, não o fazendo, ser apenado com uma multa de meio por cento / mês, sobre o valor do contrato. No mais, autorizou o legislador a formalização do negócio por meio de instrumento particular entre as partes, o que gera substancial economia para aqueles que, no geral, estão demandando a compra e/ou financiamento do primeiro imóvel.

14 14 7. O PROCEDIMENTO EXTRAJUDICIAL DE RETOMADA Os arts. 26 e seguintes da Lei de 20 de novembro de 1997, tratam do procedimento extrajudicial para retomada do bem pelo Credor, ou fiduciário, na hipótese do inadimplemento das obrigações assumidas pelo devedor, ou fiduciante. A grande inovação da norma, é o fato de que todo o procedimento se dará no âmbito do cartório de registro de imóveis onde esteja matriculado o imóvel objeto da garantia fiduciária, cumprindo ao oficial do registro o acompanhamento das diligências, e certificação dos prazos previstos em lei. De tal forma, não honradas as prestações contratadas, após determinado prazo de carência previsto no próprio contrato no geral entre sessenta e noventa dias - apresentará o Credor ao oficial do registro imobiliário uma notificação (art. 26) com a estimativa detalhada do débito (encargos, juros, multa...), rogando seja a mesma expedida para o devedor, o qual terá um prazo de quinze dias para purga da mora. Tal notificação se fará preferencialmente de forma pessoal na pessoa do fiduciante, ou procurador por este nomeado, sendo que, na hipótese de não vir a ser encontrado, certificará o oficial do registro a ocorrência e, aí, estará autorizado a proceder sua notificação editalícia em jornais de grande circulação do local. Se, notificado o devedor, decorrer o prazo de quinze dias sem o competente pagamento do débito e demais encargos, mediante o pagamento do imposto de transmissão e laudêmio se houver - registrará o oficial do cartório a consolidação da propriedade do imóvel em nome do devedor. Porém, na forma do art. 27 do mesmo diploma, o Fiduciário ou Credor, em um prazo máximo de trinta dias do registro da consolidação do domínio do imóvel em seu nome, deverá dar início ao leilão do bem visando arrecadar o numerário necessário à quitação da dívida. Tal leilão, se fará como aqueles previstos no ordenamento processual pátrio, ou seja, realizando-se o primeiro, o imóvel deverá ser arrematado por seu valor de mercado e, somente no segundo, poderá ser vendido pelo valor da dívida, acrescida dos encargos incidentes sobre a coisa (despesas com o leilão, prêmios de seguro, taxas condominiais, impostos, etc...).

15 15 Se arrematado for o imóvel por valor superior ao da dívida e seus encargos acessórios, o Credor deverá restituir ao devedor, em cinco dias, o saldo que sobejar, dando-se a recíproca quitação. Se no leilão não se apresentarem interessados na aquisição do bem, ou o lance ofertado não cobrir a dívida e suas despesas, a titularidade do imóvel poderá permanecer em mãos do Credor, a quem já favorecerá o registro anterior, mas este estará obrigado a, no mesmo prazo de cinco dias, outorgar a quitação do débito ao devedor, por meio de termo próprio a este remetido. Ao adquirente em leilão, cessionário dos direitos creditícios, ou ao próprio Credor, na forma do art. 30 da norma, é assegurada a reintegração na posse do bem, ou sua imissão, a qual será concedida liminarmente pelo juiz para desocupação pelo devedor ou sucessores no prazo de sessenta dias, desde que, evidentemente, comprovada a titularidade, por meio do competente registro imobiliário. Saliente-se que, na forma do art. 37-A da lei, o fiduciante, enquanto na posse do imóvel após sua arrematação em leilão, pagará ao Credor ou adquirente, um aluguel correspondente a 1% do valor disposto no art. 24, VI, até a data da sua imissão na posse do bem. Tal procedimento acima descrito, retirado em uma apertada síntese do quanto à melhor disciplinado na própria lei em comento, será melhor analisado mais adiante, inclusive com a confrontação dos entendimentos daqueles que são favoráveis ao sistema novo, e aqueles que, tal como no passado, apontam irregularidades formais ou legais na nova modalidade de garantia criada pelos legisladores brasileiros. Será, de igual forma, analisada a posição dos tribunais nacionais em relação ao novo procedimento, e a agilidade que ele possa alcançar por não trilhar os trâmites judiciais que, hoje, em muito são comentados por sua morosidade excessiva. Surpreendente será o resultado de tal estudo pois, ao contrário do que muitos imaginam, posicionam-se os tribunais em notória maioria a favor do avanço trazido por tal novo sistema que, no passado, já foi imensamente debatido quando incidia sobre bens móveis. Mais, portanto, veremos mais adiante.

16 16 8. OS CERTIFICADOS DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS Logo em seu início, trata a Lei 9.514/97 dos Certificados de Recebíveis Imobiliários, os quais são, além da possibilidade de execução extrajudicial da garantia, uma das grandes novidades introduzidas pela norma que, ao final, maior incremento trará ao sistema da habitação nacional. E tal grande novidade é baseada no fato de que, terminada a construção e negociado o imóvel - ou até antes de tal procedimento - pode o construtor negociar os seus recebíveis imobiliários, ou seja, os créditos alcançados com as vendas financiadas dos imóveis em questão, através de títulos lançados no mercado local que lhe possibilitem a recuperação imediata do capital investido. Ora, de grande valia é tal possibilidade, eis que, no passado, só lhe era possibilitada a venda do imóvel por meio de financiamentos concedidos por agentes financeiros que, muitas vezes, devido a elevadas taxas de juros e correção monetária, inviabilizavam a colocação do imóvel no mercado. Agora, pode o próprio construtor fixar as bases do financiamento a ser concedido aos adquirentes finais dos imóveis e, concretizada a venda, por meio dos CRI, buscar no mercado a securitização do seu crédito, na forma do art. 6º e seguintes da Lei 9.514/97, os quais serão livremente negociados entre investidores interessados nas margens de lucro de tais créditos. Reembolsa-se o construtor dos valores então já despendidos na obra e seus consectários obrigatórios e, assim, encontra-se habilitado a buscar novos negócios com o retorno mais rápido do negócio realizado. Por outra ótica, cria-se um novo título de crédito plenamente negociado em mercado, com lastro real instituído sobre o próprio bem construído e negociado que, então, já estará gravado com o instituto da alienação fiduciária em sua origem. Para o investidor, a certeza do retorno é quase total, dada a garantia imobiliária introduzida no negócio e, ademais, a rapidez trazida pela lei na recuperação extrajudicial de tal crédito, diminui o risco do negócio para os investidores.

17 17 9. DO DEBATE DOUTRINÁRIO E JURISPRUDENCIAL SOBRE A MATÉRIA Voltando ao tema inicial, vê-se que, desde que se consolidou no país a utilização dos contratos de alienação fiduciária como meio de garantia das transações imobiliárias, tal como no momento da implantação da mesma modalidade de garantia sobre coisas móveis, iniciou-se um grande debate sobre a constitucionalidade do procedimento extrajudicial de retomada do imóvel financiado e, ainda, sobre a possibilidade de consolidação do domínio da mesma em nome do Credor. Funda-se tal debate, no caso do procedimento extrajudicial de retomada, na inexistência da intervenção judicial em defesa dos interesses do devedor, o qual, segundo alguns doutrinadores, estará sujeito a um procedimento sumário de retomada do seu imóvel, sem que a lei explicite os meios legais da defesa de seus direitos. Sobre tal questão, afirma o ilustre Magistrado Hélio do Valle Pereira 3 :... o procedimento previsto nos arts. 27 e seguintes (mesmo que optada pela venda judicial) é inconstitucional. Não se vê ali, simples ato de venda da coisa. Na realidade, todos os atos voltados à satisfação do direito (desde a constituição em mora, até quitação do autor) são realizados dispensando o contraditório. Cuida-se de técnica diferente da estabelecida pelo Decreto Lei 911/69, onde apenas a venda do bem pode ser feita sem a fiscalização judicial. No sistema do Decreto Lei 911/69, o credor não satisfaz pretensão pelas próprias forças... No regime da Lei 9.514/97 tudo é feito sem facultar defesa à parte devedora. Neste ponto está a ofensa constitucional. Em que pesem os fortes argumentos que se levantam contra o procedimento de retomada, entendo que falta base a seus defensores, eis que, de início, em momento algum a norma em comento subtrai ao devedor o acesso ao poder judiciário para defesa de seus direitos. 7. PEREIRA, Hélio do Valle Alienação Fiduciária em garantia: Aspectos Processuais, Ed. Habitus, pág.194.

18 18 Se entende este consumidor e devedor haver incorreção nos valores cobrados, poderá se valer da consignação judicial das parcelas devidas; se entende, ainda, abusiva alguma cláusula disposta no ajuste, poderá demandar a declaração judicial de tal abusividade e, por fim, se não foi respeitado qualquer dos dispositivos legais durante o processo de retomada e cobrança, poderá se opor à reintegração e/ou imissão do Credor ou de terceiro na posse do imóvel, buscando a nulidade do ato. Ademais, uma leitura atenta do procedimento extrajudicial em análise, fatalmente demonstrará que o processo extrajudicial de leilão do imóvel em muito pouco, ou quase nada, difere daquele procedimento previsto nas execuções judiciais em trâmite contra os devedores ordinários. É prevista na Lei 9.514/97 a realização do leilão - praça, na verdade - em duas etapas, sendo a primeira pelo preço de avaliação, e a segunda pelo valor da dívida, enquanto que, nas execuções que tramitam pela via judicial, a segunda oferta na licitação poderá se consolidar até por valor inferior ao real devido, o que trabalha em prejuízo do próprio exeqüido, que responderá pela diferença apurada. Outrossim, no procedimento de retomada previsto para a alienação fiduciária de bens imóveis, está obrigado o Credor a, não havendo licitantes que ofertem preço maior pelo bem, assim que consolidada a titularidade do bem em seu nome, outorgar a quitação do contrato em favor do devedor, o que não ocorre nas execuções comuns onde, fatalmente, não havendo a oferta superior à do valor da dívida, continuará obrigado este a responder pelo saldo com a penhora de novos bens, se os tiver. Por fim, e mais importante, se a oferta suplantar o valor da dívida, é fixado prazo ao Credor para restituir ao devedor o saldo que sobejou a dívida, o que, assim como nas execuções judiciais de dívida, lhe remunera com a restituição total ou parcial dos valores anteriormente pagos no curso do contrato. Portanto, seja pela similitude entre o procedimento judicial e o extrajudicial de retomada como, ainda, pela inexistência de vedação de acesso do devedor às esferas judiciais para defesa de seus direitos, não se verifica a suposta inconstitucionalidade aventada por alguns doutrinadores.

CURSO DE ATUALIZAÇÃO JURÍDICA Disciplina: Direito Comercial Tema: Contratos Mercantis Prof.: Alexandre Gialluca Data: 19/04/2007 RESUMO

CURSO DE ATUALIZAÇÃO JURÍDICA Disciplina: Direito Comercial Tema: Contratos Mercantis Prof.: Alexandre Gialluca Data: 19/04/2007 RESUMO RESUMO 1) Alienação fiduciária 1.1) Alienação fiduciária de bens móveis (Dec-Lei 911/69) Na doutrina há quem diga que se trata de contrato acessório e a quem diga que se trata de contrato incidental. Na

Leia mais

LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR

LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR ATUALIZAÇÃO 9 De 1.11.2014 a 30.11.2014 VADE MECUM LEGISLAÇÃO 2014 CÓDIGO CIVIL PÁGINA LEGISLAÇÃO ARTIGO CONTEÚDO 215 Lei 10.406/2002 Arts. 1.367 e 1.368-B Art. 1.367. A propriedade fiduciária em garantia

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º 6.525, DE 2013 (Do Sr. Carlos Bezerra)

PROJETO DE LEI N.º 6.525, DE 2013 (Do Sr. Carlos Bezerra) CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI N.º 6.525, DE 2013 (Do Sr. Carlos Bezerra) Altera a Lei nº 9.514, de 20 de novembro de 1997, que "Dispõe sobre o Sistema de Financiamento Imobiliário, institui a alienação

Leia mais

DO REFINANCIAMENTO DA DÍVIDA IMOBILIÁRIA COM TRANSFERÊNCIA DE CREDOR SUB- ROGAÇÃO

DO REFINANCIAMENTO DA DÍVIDA IMOBILIÁRIA COM TRANSFERÊNCIA DE CREDOR SUB- ROGAÇÃO DO REFINANCIAMENTO DA DÍVIDA IMOBILIÁRIA COM TRANSFERÊNCIA DE CREDOR SUB- ROGAÇÃO Inovações trazidas pela Lei Federal n.º 12.810 de 15 de maio de 2013. João Pedro Lamana Paiva* 1 Desde o advento da Lei

Leia mais

CONTRATOS DE INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA. *Afranio dos Santos Evangelista Junior.

CONTRATOS DE INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA. *Afranio dos Santos Evangelista Junior. CONTRATOS DE INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA. *Afranio dos Santos Evangelista Junior. Sumário: I Considerações iniciais; II Características dos contratos de incorporação imobiliária; III Elementos dos contratos

Leia mais

COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N o 76, DE 2011. I RELATÓRIO

COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N o 76, DE 2011. I RELATÓRIO COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N o 76, DE 2011. Veda a utilização do sistema francês de amortização, ou tabela Price, nos empréstimos e financiamentos de qualquer natureza.

Leia mais

PROMESSA DE VENDA E COMPRA DE VEÍCULO AUTOMOTOR APREENDIDO POR CONTA DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA

PROMESSA DE VENDA E COMPRA DE VEÍCULO AUTOMOTOR APREENDIDO POR CONTA DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA PROMESSA DE VENDA E COMPRA DE VEÍCULO AUTOMOTOR APREENDIDO POR CONTA DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA Realização de promessa de venda e compra de veículos apreendidos, objeto de busca e apreensão, em face de alienação

Leia mais

Questões problemáticas da Alienação Fiduciária Bem Imóvel

Questões problemáticas da Alienação Fiduciária Bem Imóvel Questões problemáticas da Alienação Fiduciária Bem Imóvel 28 de Outubro de 2011 ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DE BENS IMÓVEIS Alienação fiduciária de bens imóveis - surgiu com a edição da Lei 9.514, de 20 de novembro

Leia mais

Breves notas sobre a promessa de compra e venda de imóvel.

Breves notas sobre a promessa de compra e venda de imóvel. Breves notas sobre a promessa de compra e venda de imóvel. Dentre as inúmeras espécies contratuais previstas na legislação civil, emerge uma utilizada em larga escala no dia-a-dia tanto empresarial como

Leia mais

Melhim Namem Chalhub Jurista especializado em Direito Imobiliário. Rio de Janeiro 6 de Setembro 2015

Melhim Namem Chalhub Jurista especializado em Direito Imobiliário. Rio de Janeiro 6 de Setembro 2015 Melhim Namem Chalhub Jurista especializado em Direito Imobiliário Rio de Janeiro 6 de Setembro 2015 NOVO SISTEMA E GARANTIAS NO BRASIL Lei 9.514/1997 Propriedade fiduciária Garantia dos financiamentos

Leia mais

Securitização De Créditos Imobiliários

Securitização De Créditos Imobiliários Securitização De Créditos Imobiliários Operações Imobiliárias A 1. O que é securitização de créditos imobiliários? Securitização é um processo estruturado, coordenado por uma instituição especializada

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO 9ª Câmara de Direito Privado ACÓRDÃO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO 9ª Câmara de Direito Privado ACÓRDÃO Registro: 2014.0000760XXX ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0057XXX- 94.2009.8.26.0405, da Comarca de Osasco, em que é apelante COOPERATIVA HABITACIONAL PLANALTO, é apelado

Leia mais

RESOLUÇÃO N.º DE DE 2015. O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ), no uso de suas atribuições legais e regimentais,

RESOLUÇÃO N.º DE DE 2015. O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ), no uso de suas atribuições legais e regimentais, RESOLUÇÃO N.º DE DE 2015 Regula o procedimento a ser adotado nas medidas assecuratórias em matéria processual-penal e as providências a serem adotadas quando decretada a perda de bens móveis ou imóveis

Leia mais

Precedente da Câmara. APELAÇÃO DESPROVIDA. EDUARDO SANTOS DA SILVA

Precedente da Câmara. APELAÇÃO DESPROVIDA. EDUARDO SANTOS DA SILVA APELAÇÃO CÍVEL. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO APRESENTADO EM JUÍZO. RECURSO DO RÉU. A transação em juízo não exige a intervenção de advogados, restando válido o acordo pactuado no presente

Leia mais

ACÓRDÃO. Salles Rossi RELATOR Assinatura Eletrônica

ACÓRDÃO. Salles Rossi RELATOR Assinatura Eletrônica fls. 1 ACÓRDÃO Registro: 2012.0000382774 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação nº 0001561-08.2012.8.26.0562, da Comarca de Santos, em que é apelante PLANO DE SAÚDE ANA COSTA LTDA, é apelado

Leia mais

08/11/2012 PLENÁRIO : MIN. GILMAR MENDES

08/11/2012 PLENÁRIO : MIN. GILMAR MENDES Decisão sobre Repercussão Geral Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 08/11/2012 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675.505 RIO DE JANEIRO RELATOR RECTE.(S) ADV.(A/S) RECDO.(A/S)

Leia mais

PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO. Advogado: Marcelo Terra

PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO. Advogado: Marcelo Terra PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO Advogado: Marcelo Terra 1. Objetivo do patrimônio de afetação O patrimônio de afetação se destina à consecução da incorporação correspondente e entrega das unidades imobiliárias

Leia mais

Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte

Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte Procedimento Ordinário nº: 0102193-73.2014.8.20.0001 Autor: F.C.L.N. Réu: Delphi Engenharia Ltda e Horizonte Macaíba Empreendimento Imobiliário Ltda DECISÃO F.C.L.N.,

Leia mais

JUROS NA INCORPORAÇÃO

JUROS NA INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA JUROS NA INCORPORAÇÃO Inicialmente, é importante esclarecer de forma bastante sintética, que os juros na incorporação imobiliária, consistem na remuneração do capital que os incorporadores

Leia mais

WWW.MFRA.COM.BR. Apresentação

WWW.MFRA.COM.BR. Apresentação WWW.MFRA.COM.BR Apresentação 10 de outubro de 2014 ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA ÍNDICE Conceito e Aplicação: alienação fiduciária em garantia de bens móveis e imóveis Diferença entre Propriedade Fiduciária e Propriedade

Leia mais

ACÓRDÃO. O julgamento teve a participação dos Desembargadores LUIS MARIO GALBETTI (Presidente sem voto), MIGUEL BRANDI E RÔMOLO RUSSO.

ACÓRDÃO. O julgamento teve a participação dos Desembargadores LUIS MARIO GALBETTI (Presidente sem voto), MIGUEL BRANDI E RÔMOLO RUSSO. fls. 300 Registro: 2015.0000529177 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação nº 1106882-72.2014.8.26.0100, da Comarca de São Paulo, em que é apelante ANA LIGIA PAES NASCIMENTO, é apelado

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo. Voto nº 23951

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo. Voto nº 23951 10ª Câmara Seção de Direito Privado Apelação com Revisão n 4002213-20.2013.8.26.0562 Comarca: Santos Ação: Compromisso de Venda e Compra e Repetição de indébito Apte(s).: API Assessoria Consultoria e Intermediação

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Registro: 2015.0000329XX ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação nº XXXXXX-42.2014.8.26.0565, da Comarca de São Caetano do Sul, em que é apelante LIBERTY INCORPORADORA LTDA, são

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO Registro: 2013.0000259028 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos de Agravo de Instrumento nº 0061195-35.2013.8.26.0000, da Comarca de São Paulo, em que é agravante CRISTIANO DE BRITO BANDEIRA,

Leia mais

APELAÇÃO CÍVEL COM REVISÃO n 541.479-4/5-00, da Comarca de. LIMEIRA, em que são apelantes e reciprocamente apelados RIO

APELAÇÃO CÍVEL COM REVISÃO n 541.479-4/5-00, da Comarca de. LIMEIRA, em que são apelantes e reciprocamente apelados RIO f PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACÒRDÃO/DECISAOMONOCRATICA ACÓRDÃO REGISTRADO(A) SOB N Vistos, relatados e discutidos estes autos de APELAÇÃO CÍVEL COM REVISÃO n 541.479-4/5-00, da

Leia mais

Direito das Coisas II

Direito das Coisas II 2.8 DO DIREITO DO PROMITENTE COMPRADOR Ao cabo do que já era reconhecido pela doutrina, o Código Civil de 2002, elevou o direito do promitente comprador ao status de direito real. Dantes, tão somente constava

Leia mais

Caixa Econômica Federal - DIJUR. Alienação Fiduciária de Imóvel

Caixa Econômica Federal - DIJUR. Alienação Fiduciária de Imóvel Caixa Econômica Federal - DIJUR Alienação Fiduciária de Imóvel Alguns aspectos relativos à recuperação do crédito Setembro/2012 1 Expectativa de prazo da cobrança judicial Fazenda quer acelerar cobrança

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.237.894 - MT (2011/0026945-1) RELATOR : MINISTRO SIDNEI BENETI RECORRENTE : BANCO DO BRASIL S/A ADVOGADO : NAGIB KRUGER E OUTRO(S) RECORRIDO : SUSSUMO SATO E OUTRO ADVOGADO : GILMAR

Leia mais

Editorial. Artigo da Vez. Aquisição de imóvel em leilão judicial

Editorial. Artigo da Vez. Aquisição de imóvel em leilão judicial Editorial Nesta edição, nosso informativo Linha Cível apresenta um artigo buscando esclarecer as cautelas que devem ser tomadas na aquisição de imóvel em leilão judicial. Ainda sobre a compra de imóvel,

Leia mais

1 - AÇÕES. Modelo: AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL - DÍVIDA ATIVA ESTADUAL (PROCEDIMENTO ORDINÁRIO)

1 - AÇÕES. Modelo: AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL - DÍVIDA ATIVA ESTADUAL (PROCEDIMENTO ORDINÁRIO) Modelo: AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL - DÍVIDA ATIVA ESTADUAL (PROCEDIMENTO ORDINÁRIO) ESC.DIV.ATIVA EST. 1106-4 211,76 Recolhimento das custas referentes ao ato dos escrivães no valor de R$ 211,76,

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECLAMAÇÃO Nº 14.696 - RJ (2013/0339925-1) RELATORA : MINISTRA MARIA ISABEL GALLOTTI RECLAMANTE : BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S/A ADVOGADO : JOSÉ ANTÔNIO MARTINS E OUTRO(S) RECLAMADO : TERCEIRA TURMA

Leia mais

SENTENÇA. Processo nº: 1026847-91.2015.8.26.0100 Classe Assunto: Procedimento Ordinário - Rescisão do contrato e devolução do dinheiro

SENTENÇA. Processo nº: 1026847-91.2015.8.26.0100 Classe Assunto: Procedimento Ordinário - Rescisão do contrato e devolução do dinheiro fls. 375 SENTENÇA Processo nº: 1026847-91.2015.8.26.0100 Classe Assunto: Procedimento Ordinário - Rescisão do contrato e devolução do dinheiro Requerente: Luiz Eduardo Possagnolo Requerido: Gafisa Spe-127

Leia mais

CÂMARA DOS DEPUTADOS Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira

CÂMARA DOS DEPUTADOS Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira Estudo Técnico n.º 1/2010 Aperfeiçoamentos no DL nº 167/67 - Emolumentos extrajudiciais e garantias reais em Cédulas de Crédito Rural-CCR e em Cédulas de Crédito Bancário-CCB Eber Zoehler Santa Helena

Leia mais

Introdução Origem e Utilização

Introdução Origem e Utilização Precatórios Introdução Origem e Utilização PRECATÓRIOS: ORIGEM E UTILIZAÇÃO Descrição e Histórico Precatórios: são ordens judiciais de pagamento objeto de decisões finais proferidas contra entidades governamentais

Leia mais

INSTRUMENTO PARTICULAR DE COMPROMISSO DE VENDA E COMPRA DE IMÓVEIS, CESSÃO DE DIREITOS AQUISITIVOS SOBRE BENS IMÓVEIS E OUTRAS AVENÇAS

INSTRUMENTO PARTICULAR DE COMPROMISSO DE VENDA E COMPRA DE IMÓVEIS, CESSÃO DE DIREITOS AQUISITIVOS SOBRE BENS IMÓVEIS E OUTRAS AVENÇAS INSTRUMENTO PARTICULAR DE COMPROMISSO DE VENDA E COMPRA DE IMÓVEIS, CESSÃO DE DIREITOS AQUISITIVOS SOBRE BENS IMÓVEIS E OUTRAS AVENÇAS As Partes: PROMITENTE VENDEDOR ITAÚ UNIBANCO S.A., com sede em São

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.507.239 - SP (2014/0340784-3) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO BELLIZZE: Trata-se de recurso especial interposto por Santander Leasing S.A. Arrendamento Mercantil, com fundamento

Leia mais

ESTADO DO RIO DE JANEIRO PODER JUDICIÁRIO. NONA CÂMARA CÍVEL Agravo de Instrumento nº 0047746-68.2014.8.19.0000 Desembargador GILBERTO DUTRA MOREIRA

ESTADO DO RIO DE JANEIRO PODER JUDICIÁRIO. NONA CÂMARA CÍVEL Agravo de Instrumento nº 0047746-68.2014.8.19.0000 Desembargador GILBERTO DUTRA MOREIRA 1 Agravo de instrumento. Mandado de segurança. Suspensão de exigibilidade de tributo. ICMS. Desembaraço aduaneiro. Contrato de afretamento de embarcação em regime de admissão temporária. REPETRO. Decisão

Leia mais

i iiiiii um mu um um um um mu mi mi

i iiiiii um mu um um um um mu mi mi PODER JUDICIÁRIO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRATICA REGISTRADO(A) SOB N i iiiiii um mu um um um um mu mi mi Vistos, relatados e discutidos estes autos de Agravo de Instrumento

Leia mais

Processo nº: 0000018-42.2014.8.26.0968 ACÓRDÃO

Processo nº: 0000018-42.2014.8.26.0968 ACÓRDÃO fls. 1 Registro: 2014.0000019861 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Pedido de Uniformização de Interpretação de Lei nº 0000018-42.2014.8.26.0968, da Comarca de São Carlos, em que é MICHELLE

Leia mais

A responsabilidade pelo pagamento das cotas condominiais em caso de aquisição do imóvel mediante arrematação judicial

A responsabilidade pelo pagamento das cotas condominiais em caso de aquisição do imóvel mediante arrematação judicial A responsabilidade pelo pagamento das cotas condominiais em caso de aquisição do imóvel mediante arrematação judicial Por Maria Angélica Jobim de Oliveira À luz do artigo 1.336, inciso I, do Código Civil,

Leia mais

PODER JUDICIáRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO

PODER JUDICIáRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO PARTE A ADV/PROC PARTE R REPTE ORIGEM RELATOR : JORGEVALDO ROBINSTON DE MOURA : FÁBIO CORREA RIBEIRO E OUTROS : INSS INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA ENTIDADE : JUÍZO

Leia mais

Informativos do STJ Ordenados por matérias e assuntos a partir de 2012 Alienação Fiduciária

Informativos do STJ Ordenados por matérias e assuntos a partir de 2012 Alienação Fiduciária Um novo conceito em preparação para concursos! Informativos do STJ Ordenados por matérias e assuntos a partir de 2012 Alienação Fiduciária Atualizado até o Informativo 552. Cópias não são autorizadas e

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL FRANCISCO BARROS DIAS

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL FRANCISCO BARROS DIAS RELATÓRIO O Excelentíssimo Senhor Desembargador Federal FRANCISCO BARROS DIAS (Relator): Trata-se de recurso de apelação interposto por JOSÉ PINTO DA NÓBREGA contra a sentença que, em sede de mandado de

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.084.748 - MT (2008/0194990-5) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO SIDNEI BENETI : AGRO AMAZÔNIA PRODUTOS AGROPECUÁRIOS LTDA : DÉCIO JOSÉ TESSARO E OUTRO(S) :

Leia mais

Breves Considerações Sobre a Alienação Fiduciária de Bens Imóveis

Breves Considerações Sobre a Alienação Fiduciária de Bens Imóveis Direitos Reais Breves Considerações Sobre a Alienação Fiduciária de Bens Imóveis 25 CLÁUDIA CARDOSO DE MENEZES 1 O instituto da alienação fiduciária é um direito real que está inserido dentro do direito

Leia mais

A PORTABILIDADE DE FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO DA LEI FEDERAL N.º 12.703/2012 E SEUS REFLEXOS

A PORTABILIDADE DE FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO DA LEI FEDERAL N.º 12.703/2012 E SEUS REFLEXOS A PORTABILIDADE DE FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO DA LEI FEDERAL N.º 12.703/2012 E SEUS REFLEXOS A portabilidade de financiamento imobiliário (com transferência de alienação fiduciária de bem imóvel em garantia)

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO ACÓRDÃO Registro: 2013.0000166668 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação nº 0203107-50.2009.8.26.0100, da Comarca de São Paulo, em que é apelante VERSAILLES INCORPORADORA SPE LTDA, são

Leia mais

5) COMPROMISSO PARTICULAR DE VENDA E COMPRA E OUTRAS COMPROMISSÁRIO VENDEDOR:..., brasileiro, solteiro, produtor rural, inscrito no CPF sob o

5) COMPROMISSO PARTICULAR DE VENDA E COMPRA E OUTRAS COMPROMISSÁRIO VENDEDOR:..., brasileiro, solteiro, produtor rural, inscrito no CPF sob o 5) COMPROMISSO PARTICULAR DE VENDA E COMPRA E OUTRAS AVENÇAS PARTES CONTRATANTES COMPROMISSÁRIO VENDEDOR:..., brasileiro, solteiro, produtor rural, inscrito no CPF sob o n.... e no RG sob o n...., residente

Leia mais

Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Tribunal de Justiça de Minas Gerais Número do 1.0024.12.273016-1/001 Númeração 2730161- Relator: Relator do Acordão: Data do Julgamento: Data da Publicação: Des.(a) Marcos Lincoln Des.(a) Marcos Lincoln 11/02/2015 23/02/2015 EMENTA: APELAÇÃO

Leia mais

DES. LUÍS AUGUSTO COELHO BRAGA (PRESIDENTE) E DES.ª ELISA CARPIM CORRÊA

DES. LUÍS AUGUSTO COELHO BRAGA (PRESIDENTE) E DES.ª ELISA CARPIM CORRÊA Agravo de instrumento. Recuperação judicial. Contrato de crédito. Hipótese em que a garantia do banco é dinheiro dos depósitos em conta corrente e aplicações financeiras na forma de penhor. Incidência

Leia mais

DO EQUIVALENTE EM DINHEIRO ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA NAS AÇÕES DE DEPÓSITO EM CONTRATOS DE. ROGERIO DE OLIVEIRA SOUZA Juiz de Direito TJ/RJ

DO EQUIVALENTE EM DINHEIRO ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA NAS AÇÕES DE DEPÓSITO EM CONTRATOS DE. ROGERIO DE OLIVEIRA SOUZA Juiz de Direito TJ/RJ DO EQUIVALENTE EM DINHEIRO NAS AÇÕES DE DEPÓSITO EM CONTRATOS DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA ROGERIO DE OLIVEIRA SOUZA Juiz de Direito TJ/RJ O Decreto-Lei 911, de 01.10.1969, deu nova redação ao art. 66 da Lei

Leia mais

DIREITO CIVIL. 5. A simples interpretação de cláusula contratual não enseja recurso especial.

DIREITO CIVIL. 5. A simples interpretação de cláusula contratual não enseja recurso especial. SÚMULAS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ DIREITO CIVIL 5. A simples interpretação de cláusula contratual não enseja recurso especial. c Art. 105, III, da CF. c Art. 257 do RISTJ. 16. A legislação

Leia mais

CÓPIA. Coordenação Geral de Tributação. Relatório. Solução de Consulta Interna nº 22 Cosit Data 28 de agosto de 2013 Origem

CÓPIA. Coordenação Geral de Tributação. Relatório. Solução de Consulta Interna nº 22 Cosit Data 28 de agosto de 2013 Origem Fl. 21 Fls. 1 Coordenação Geral de Tributação Solução de Consulta Interna nº 22 Data 28 de agosto de 2013 Origem DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL EM GOIÂNIA, GOIÁS ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO

Leia mais

Direito Empresarial II. Foed Saliba Smaka Jr. Curso de Direito ISEPE Guaratuba 2015/2

Direito Empresarial II. Foed Saliba Smaka Jr. Curso de Direito ISEPE Guaratuba 2015/2 Direito Empresarial II Foed Saliba Smaka Jr. Curso de Direito ISEPE Guaratuba 2015/2 Contratos Aula 18 Contratos: Teoria Geral; Classificação; Requisitos; Objetos; Elementos; Contratos em Espécie: Compra

Leia mais

Certificado de Recebíveis Imobiliários - CRI

Certificado de Recebíveis Imobiliários - CRI Certificado de Recebíveis Imobiliários - CRI Diversos veículos podem ser utilizados para securitizar recebíveis imobiliários, entretanto o uso dos Certificados de Recebíveis Imobiliários -CRI- vem caminhando

Leia mais

P O D E R J U D I C I Á R I O

P O D E R J U D I C I Á R I O Registro: 2013.0000791055 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0024907-79.2012.8.26.0564, da Comarca de São Bernardo do Campo, em que é apelante CRIA SIM PRODUTOS DE HIGIENE

Leia mais

22/10/2015 https://pje.tjdft.jus.br/pje/consultapublica/detalheprocessoconsultapublica/documentosemloginhtml.seam?ca=e7a42b30ee6f6d0ff5bb5ab6f2d34

22/10/2015 https://pje.tjdft.jus.br/pje/consultapublica/detalheprocessoconsultapublica/documentosemloginhtml.seam?ca=e7a42b30ee6f6d0ff5bb5ab6f2d34 Poder Judiciário da União TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS 2JEFAZPUB 2º Juizado Especial da Fazenda Pública do DF Número do processo: 0706261 95.2015.8.07.0016 Classe judicial:

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 814.808 - DF (2015/0292510-8) RELATOR AGRAVANTE ADVOGADO AGRAVADO AGRAVADO ADVOGADOS : MINISTRO MOURA RIBEIRO : BOULEVARD EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA : LUCIANO ANDRADE

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.376.550 - RS (2012/0256822-0) RELATOR : MINISTRO MOURA RIBEIRO RECORRENTE : COMPANHIA DE SEGUROS ALIANÇA DO BRASIL ADVOGADOS : CANDIDO RANGEL DINAMARCO E OUTRO(S) MAURO FITERMAN E

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.054.163 - RS (2008/0098396-0) RELATORA : MINISTRA MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA AGRAVANTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL INSS PROCURADOR : TATIANA SILVA DE BONA E OUTRO(S)

Leia mais

C O N C L U S Ã O S E N T E N Ç A

C O N C L U S Ã O S E N T E N Ç A fls. 360 C O N C L U S Ã O Em 31 de agosto de 2015 faço estes autos conclusos ao(à) MM(a). Juiz(a) de Direito Dr(a). Eduardo Palma Pellegrinelli. Eu (Eduardo Palma Pellegrinelli), Juiz de Direito, subscrevi.

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.093.501 - MS (2008/0208968-4) RELATOR : MINISTRO JOÃO OTÁVIO DE NORONHA RECORRENTE : BV FINANCEIRA S/A CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADVOGADO : MARIANA DE CÁSSIA GOMES GOULART

Leia mais

A execução incide somente sobre o patrimônio do executado. É sempre real.

A execução incide somente sobre o patrimônio do executado. É sempre real. PRINCÍPIOS DA EXECUÇÃO - Princípio da Patrimonialidade A execução incide somente sobre o patrimônio do executado. É sempre real. Art. 591. O devedor responde, para o cumprimento de suas obrigações, com

Leia mais

RESOLUÇÃO EXTRAJUDICIAL DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA IMOBILIÁRIA POR INADIMPLEMENTO ABSOLUTO DO QUESTÕES ATUAIS E OUTRAS NEM TÃO ATUAIS...

RESOLUÇÃO EXTRAJUDICIAL DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA IMOBILIÁRIA POR INADIMPLEMENTO ABSOLUTO DO QUESTÕES ATUAIS E OUTRAS NEM TÃO ATUAIS... RESOLUÇÃO EXTRAJUDICIAL DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA IMOBILIÁRIA POR INADIMPLEMENTO ABSOLUTO DO COMPRADOR QUESTÕES ATUAIS E OUTRAS NEM TÃO ATUAIS... Rubens Leonardo Marin SECOVI / SP 11/05/2015 O problema:

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL FRANCISCO BARROS DIAS

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL FRANCISCO BARROS DIAS APELAÇÃO CÍVEL Nº 450834/RN (2008.84.00.001559-4) APTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL E OUTRO ADV/PROC : MARCELO NEVES DE ALMEIDA E OUTROS APDO : ALDO DE MOURA ROLIM ADV/PROC : SAMUEL MEDEIROS DA CUNHA

Leia mais

ESCRITURA DE COMPRA E VENDA

ESCRITURA DE COMPRA E VENDA RGI N: ESCRITURA DE COMPRA E VENDA VENDEDOR: COMPRADORA: IMÓVEL: VALOR DA VENDA E COMPRA: R$ VALOR VENAL DE REFERÊNCIA: R$ INSCRIÇÃO CADASTRAL: S A I B A M quantos esta pública escritura virem aos ----

Leia mais

Site Jurídico S.O.S Estagiários (www.sosestagiarios.com) Trabalhos Prontos Gratuitos LEI DE ARBITRAGEM EVOLUÇÃO HISTÓRICA

Site Jurídico S.O.S Estagiários (www.sosestagiarios.com) Trabalhos Prontos Gratuitos LEI DE ARBITRAGEM EVOLUÇÃO HISTÓRICA LEI DE ARBITRAGEM EVOLUÇÃO HISTÓRICA Nos primórdios da sociedade romana, surgiu o instituto da arbitragem como forma de resolver conflitos oriundos da convivência em comunidade, como função pacificadora

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.154.988 - MT (2009/0168081-6) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO SIDNEI BENETI : BANCO DO BRASIL S/A : FRADEMIR VICENTI DE OLIVEIRA E OUTRO(S) : FRANCISCO XAVIER

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 9.514, DE 20 DE NOVEMBRO DE 1997. Dispõe sobre o Sistema de Financiamento Imobiliário, institui a alienação fiduciária de coisa

Leia mais

MODELO DE CONTRATO DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL

MODELO DE CONTRATO DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL Sugestão de Contrato de Promessa de Compra e Venda de Imóvel MODELO DE CONTRATO DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL Pelo presente instrumento de promessa de compra e venda, de um lado como promitente

Leia mais

Apresentação: Leandro Ibagy. Vitória, mar/2010

Apresentação: Leandro Ibagy. Vitória, mar/2010 Apresentação: Leandro Ibagy Vitória, mar/2010 Ao proteger excessivamente o locatário, restringindo a reprise, ninguém mais se interessava adquirir imóveis para destiná-los a locação. Nível de aquisição

Leia mais

! " # $ $ % & $ $ ' (#! ) * + ),! -+!, #. + ) + / -+ /, 0

!  # $ $ % & $ $ ' (#! ) * + ),! -+!, #. + ) + / -+ /, 0 Durante dezenas de anos, os proprietários de imóveis na Barra da Tijuca (Jardim Oceânico e Tijucamar), tiveram seus imóveis devidamente registrados no 9º Ofício de Imóveis como alodiais ou seja livres

Leia mais

RESOLUÇÃO NORMATIVA - RN No-328, DE 22 DE ABRIL DE 2013

RESOLUÇÃO NORMATIVA - RN No-328, DE 22 DE ABRIL DE 2013 RESOLUÇÃO NORMATIVA - RN No-328, DE 22 DE ABRIL DE 2013 Altera a Resolução Normativa - RN 4, de 19 de abril de 2002, que dispõe sobre o parcelamento de débitos tributários e não tributários para com a

Leia mais

O MERCADO DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO, A ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA E O REGISTRO DE IMÓVEIS. Francisco José Rezende dos Santos

O MERCADO DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO, A ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA E O REGISTRO DE IMÓVEIS. Francisco José Rezende dos Santos O MERCADO DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO, A ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA E O REGISTRO DE IMÓVEIS O que é a propriedade fiduciária? A propriedade fiduciária decorre de um negócio jurídico, denominado alienação fiduciária,

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal AGRAVO DE INSTRUMENTO 854.226 MINAS GERAIS RELATORA AGTE.(S) ADV.(A/S) AGDO.(A/S) PROC.(A/S)(ES) : MIN. ROSA WEBER :INDÚSTRIA DE MÓVEIS PYA LTDA :MARCELO TOSTES DE CASTRO MAIA :UNIÃO :PROCURADOR-GERAL

Leia mais

Que fazem entre si, de um lado a empresa..., na..., aqui representada. por..., brasileiro,

Que fazem entre si, de um lado a empresa..., na..., aqui representada. por..., brasileiro, 34) INSTRUMENTO DE CONTRATO DE COMPRA E VENDA Que fazem entre si, de um lado a empresa..., inscrita no CNPJ/MF sob nº...., com sede na..., aqui representada por..., brasileiro, maior, casado, administrador

Leia mais

DE BENS IMÓVEIS. Melhim Namem Chalhub. www.melhimchalhub.com

DE BENS IMÓVEIS. Melhim Namem Chalhub. www.melhimchalhub.com ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DE BENS IMÓVEIS Melhim Namem Chalhub www.melhimchalhub.com DEFINIÇÃO LEGAL Negócio jurídico pelo qual o devedor, ou fiduciante, com o escopo de garantia, contrata a transferência ao

Leia mais

ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gabinete do Des. José Di Lorenzo Serpa

ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gabinete do Des. José Di Lorenzo Serpa ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gabinete do Des. José Di Lorenzo Serpa APELAÇÃO E RECURSO ADESIVO N. 2001997051712-0/001 Relator Des. José Di Lorenzo Serpa 1 Apelante Banco do Nordeste do Brasil

Leia mais

TERMO DE CONCLUSÃO SENTENÇA

TERMO DE CONCLUSÃO SENTENÇA fls. 138 Aos 13 de fevereiro de 2015, eu, TERMO DE CONCLUSÃO MM. Juiza de Direito Dr. (a) Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi. SENTENÇA, escrevente técnico, faço estes autos conclusos a Processo Digital

Leia mais

O DIREITO DE ARREPENDIMENTO NA INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA POR PARTE DO COMPRADOR.

O DIREITO DE ARREPENDIMENTO NA INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA POR PARTE DO COMPRADOR. O DIREITO DE ARREPENDIMENTO NA INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA POR PARTE DO COMPRADOR. BRUNO MATTOS E SILVA O DIREITO DE ARREPENDIMENTO NA INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA POR PARTE DO COMPRADOR. BRUNO MATTOS E SILVA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.355.554 - RJ (2012/0098185-2) RELATOR RECORRENTE RECORRIDO : MINISTRO SIDNEI BENETI : GAFISA S/A : RICARDO DE MENEZES SABA E OUTRO(S) : TÂNIA BARRETO SIMÕES CORREA E OUTRO : MARCELO

Leia mais

ANEXO I DECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE AÇÃO JUDICIAL

ANEXO I DECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE AÇÃO JUDICIAL ANEXO I DECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE AÇÃO JUDICIAL (razão social do devedor), com inscrição no CNPJ nº, devidamente representada por (nome e qualificação do representante), DECLARA, para os fins da RN

Leia mais

E M E N T A A C Ó R D Ã O

E M E N T A A C Ó R D Ã O PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA PRIMEIRA REGIÃO APELAÇÃO CÍVEL N. 0002466-70.2013.4.01.3807/MG RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL DANIEL PAES RIBEIRO APELANTE : MARCOS JUNIO CORDEIRO PRIMO ADVOGADO

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA PROJETO DE LEI N o 5.423, DE 2009 Acrescenta dispositivo à Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, estabelecendo

Leia mais

RESCISÃO CONTRATUAL ART. 53 DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR I. RESCISÃO DE COMPROMISSO DE VENDA E COMPRA

RESCISÃO CONTRATUAL ART. 53 DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR I. RESCISÃO DE COMPROMISSO DE VENDA E COMPRA RESCISÃO CONTRATUAL ART. 53 DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR I. RESCISÃO DE COMPROMISSO DE VENDA E COMPRA Ocorre a rescisão de um compromisso de venda e compra de bem imóvel, via de regra, quando uma

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO SÃO PAULO

PODER JUDICIÁRIO SÃO PAULO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 614.481-0/4 - Agravante: Finasa Leasing Arrendamento Mercantil S.A. Agravados: Panorama Turismo Ltda. Aparecida Sircelj Parte: Banco Safra S.A. EXECUÇÃO. ARREMATAÇÃO. PENHORA.

Leia mais

AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA ANEEL RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 531, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2012.

AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA ANEEL RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 531, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2012. AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA ANEEL RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 531, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2012. Altera a metodologia de cálculo das garantias financeiras associadas ao mercado de curto prazo, estabelece

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE CODÓ ESTADO DO MARANHÃO

PREFEITURA MUNICIPAL DE CODÓ ESTADO DO MARANHÃO LEI Nº 1552, DE 18 DE AGOSTO DE 2011. Disciplina a dação em pagamento de obras, serviços e bem móvel como forma de extinção da obrigação tributária no Município de Codó, prevista no inciso XI do artigo

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL A Secretaria de Administração do Estado X publicou edital de licitação, na modalidade concorrência, para a elaboração dos projetos básico e executivo e para a realização

Leia mais

APELAÇÃO COM REVISÃO Nº 768.054-0/0 - Araçatuba Apelante: Erta Indústria, Comércio e Representações Ltda. Apelado : Bernardo Paulo Gehrke

APELAÇÃO COM REVISÃO Nº 768.054-0/0 - Araçatuba Apelante: Erta Indústria, Comércio e Representações Ltda. Apelado : Bernardo Paulo Gehrke APELAÇÃO COM REVISÃO Nº 768.054-0/0 - Araçatuba Apelante: Erta Indústria, Comércio e Representações Ltda. Apelado : Bernardo Paulo Gehrke AÇÃO DE EXECUÇÃO. EMBARGOS DE TERCEIRO OPOSTOS PELO ADQUIRENTE

Leia mais

PARECER Nº, DE 2010. RELATOR: Senador ANTONIO CARLOS JÚNIOR I RELATÓRIO

PARECER Nº, DE 2010. RELATOR: Senador ANTONIO CARLOS JÚNIOR I RELATÓRIO PARECER Nº, DE 2010 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÔMICOS, sobre o Projeto de Lei da Câmara nº 57, de 2007 (PL 4760, de 2005, na origem), que altera o art. 3º da Lei nº 8.100, de 5 de dezembro de 1990, para

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECLAMAÇÃO Nº 14.424 - PE (2013/0315610-5) RELATORA : MINISTRA MARIA ISABEL GALLOTTI RECLAMANTE : SANTANDER LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL ADVOGADO : ANTÔNIO BRAZ DA SILVA E OUTRO(S) RECLAMADO : SEXTA

Leia mais

CERTIFICADO DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS CRI

CERTIFICADO DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS CRI CERTIFICADO DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS CRI Diversos veículos podem ser utilizados para securitizar recebíveis imobiliários, entretanto o uso dos Certificados de Recebíveis Imobiliários CRI vem caminhando

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo fls. 1 Registro: 2014.0000669915 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0007471-13.2013.8.26.0002, da Comarca de, em que são apelantes ODEBRECHT REALIZAÇÕES IMOBILIÁRIAS E PARTICIPAÇÕES

Leia mais

INSTRUMENTO PARTICULAR DE COMPRA E VENDA DE BEM IMÓVEL

INSTRUMENTO PARTICULAR DE COMPRA E VENDA DE BEM IMÓVEL INSTRUMENTO PARTICULAR DE COMPRA E VENDA DE BEM IMÓVEL Por meio deste instrumento de contrato particular pelo qual: De um lado NOME PROPRIETÁRIO(OS), brasileiro, comerciário, solteiro, RG SSP/SP, CPF,

Leia mais

(6^_ê0â1R0) (D=:A5) - Nº Lote: 2013101705-2_1 - REEXAME NECESSÁRIO N. 2008.34.00.006506-3/DF - TR14403 V O T O RELATÓRIO

(6^_ê0â1R0) (D=:A5) - Nº Lote: 2013101705-2_1 - REEXAME NECESSÁRIO N. 2008.34.00.006506-3/DF - TR14403 V O T O RELATÓRIO (6^_ê0â1R0) PODER JUDICIÁRIO RELATÓRIO Trata-se de reexame necessário de sentença em que o magistrado da 9ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, em ação de mandado de segurança, concedeu

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO COLÉGIO RECURSAL DA COMARCA DE SANTOS ACÓRDÃO. Recurso nº 0007220-95.2012.8.26.0562. Registro 2012.0000021251

PODER JUDICIÁRIO COLÉGIO RECURSAL DA COMARCA DE SANTOS ACÓRDÃO. Recurso nº 0007220-95.2012.8.26.0562. Registro 2012.0000021251 fls. 1 Registro 2012.0000021251 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos de Recurso Inominado nº 0007220-95.2012.8.26.0562, da Comarca de Santos, em que é recorrente L I V - INTERMEDIAÇÃO IMOBILIÁRIA

Leia mais

STJ00085281 NOTA À 9." EDIÇÃO... OBRAS DO AUTOR... 1.2 Operações bancárias... 18. 1.4 Natureza dos contratos de crédito bancário...

STJ00085281 NOTA À 9. EDIÇÃO... OBRAS DO AUTOR... 1.2 Operações bancárias... 18. 1.4 Natureza dos contratos de crédito bancário... STJ00085281 SUMÁRIO NOTA À 9." EDIÇÃO.................. OBRAS DO AUTOR................... 5 7 1. CRÉDITO BANCÁRIO........ 17 1.1 Atividade creditícia dos bancos.............. 17 1.2 Operações bancárias..........................

Leia mais

Vistos, relatados e discutidos estes autos de. RIBEIRÃO PRETO, em que é agravante COMPANHIA HABITACIONAL

Vistos, relatados e discutidos estes autos de. RIBEIRÃO PRETO, em que é agravante COMPANHIA HABITACIONAL TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACÓRDÃO AC REG.STRADO(A)SOBN Vistos, relatados e discutidos estes autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO n e 682.409-5/0-00, da Comarca de RIBEIRÃO PRETO, em que é agravante COMPANHIA

Leia mais

CONTRATO DE CRÉDITO PRÉ-APROVADO

CONTRATO DE CRÉDITO PRÉ-APROVADO CONTRATO DE CRÉDITO PRÉ-APROVADO Por este instrumento e na melhor forma de direito, a COOPERATIVA, doravante designada simplesmente COOPERATIVA, neste ato devidamente representada na forma de seu Estatuto

Leia mais