GESTÃO DE MATERIAIS: ALMOXARIFADO HOSPITALAR

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "GESTÃO DE MATERIAIS: ALMOXARIFADO HOSPITALAR"

Transcrição

1 José Neto Aristides da Silva Graduando em Logística pelo Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM), Rio de Janeiro, RJ, Brasil José Claudio de Souza Lima Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói, RJ, Brasil Coordenador do Curso de Logística do Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM), Rio de Janeiro, RJ, Brasil RESUMO Este artigo científico tem como objetivo identificar como um almoxarifado hospitalar deve se manter de forma que não haja excesso e nem falta de materiais. Reposição de materiais por meio de políticas de suprimento de estoque baseada em consumo, diário, semanal e mensal, são preocupações relevantes para o fluxo logístico, mantendo o estoque o mais baixo possível com menor custo, sem deixar de atender à demanda. Busca também apresentar as normas e as leis vigentes para recebimento, armazenagem e distribuição de materiais, e com isso relacionar a noção de falta e excesso de materiais, além de identificar em que consiste fluxo logístico e como um estoque dever ser organizado. Palavras-chaves: Estoque. Recebimento. Armazenagem. Distribuição. 1 INTRODUÇÃO A gestão de materiais tem como objetivo melhorar o fluxo logístico do material, apresentando um conjunto de práticas e de políticas que se aplicam para o melhor controle de compra e reposição do material; também podemos incluir os inventários, que são o controle do que há realmente em estoque. De acordo com Ballou (2010, p. 215), técnicas para previsão de curto prazo estão disponíveis. São métodos como média móvel, média com suavização exponencial, regressão múltipla, séries temporais e análises espectrais. Segundo o autor, na gestão de estoques existem técnicas para prever o consumo (demanda) do estoque e ajudar na hora de realizar a compra para repô-lo. Tem como finalidade melhorar os investimentos em estoques, pois os custos que a empresa possui para funcionar nada mais são do que o capital empregado em mercadorias ou em produtos que estão sujeitos à degradação, depreciação ou vencimento. Segundo Ballou (2010, p. 208), o controle de estoques exerce influência muito grande na rentabilidade da empresa. Absorve Capital [...]. Aumentar a rotatividade do estoque auxilia a liberar ativos. A influência que o controle de estoque tem na rentabilidade da empresa é evidente, visto que diminui o capital investido. O autor afirma que o controle de estoque é fundamental para minimizar despesas, diminuindo o capital parado, e esta questão merece ser aprofundada com outras leituras sobre o tema. 35

2 2 DESENVOLVIMENTO A utilização correta e eficiente dos meios de planejamento e de controle são um dos principais objetivos desta atividade e, com isso, é possível contribuir para aumentar o lucro sobre o valor de compra. Colocar os produtos ou serviços certos no lugar certo, no momento certo, e nas condições desejadas, dando ao mesmo tempo a melhor contribuição possível para a empresa. [...] Empresas de varejo estão obtendo sucesso no compartilhamento de informação com os fornecedores, [...] e gerenciar estoques nas estantes [...]. Estoque no canal e falta de produtos são menores. (BALLOU, 2006, p ). Na gestão de matérias, a função de compras tem muita importância, pois o início do lucro ou do prejuízo começa no momento em que a compra é realizada; se a compra for bem sucedida auxiliará na economia, aumentando o lucro sobre o preço de venda. Gerenciar estoques é também equilibrar a disponibilidade dos produtos ou serviços ao consumidor, por um lado, com custos de abastecimento que, por outro lado são necessários para um determinado grau dessa disponibilidade. (BALLOU, 2006, p. 277). 36 No almoxarifado hospitalar, existem produtos que são imprescindíveis para o atendimento ao cliente (paciente), o grau de disponibilidade deve ser imediato, tendo a necessidade da existência de um estoque mesmo que não exista a movimentação do material; por esse motivo pagamos um preço pela disponibilidade do produto que não é consumido e essas particularidades dificultam, assim, o bom gerenciamento do estoque com relação a custos. As falhas nos processos geram muitos problemas para uma empresa. Problemas relacionados à compra de materiais, gerando excesso quando comprado a mais e a falta quando comprado a menos, lembrando que excesso de material é aumento de despesa e falta de material é perda de lucro e ruptura no atendimento ao cliente. No recebimento e na armazenagem de materiais, quando ocorre o recebimento e lançamento errados no sistema gera divergência de estoque. Se o material é armazenado de forma errada, gera avarias e pode ocorrer perda de validade devido ao lote que está vencendo estar saindo por último. Segundo Bowersox e Closs (2001, p. 349), o objetivo é movimentar de modo eficiente grandes quantidades de mercadorias para dentro do depósito, além de expedir produtos. O autor expressa com clareza o objetivo da movimentação do estoque, tanto na entrada de materiais quanto na saída para o cliente. Na expedição do material, o produto transferido erroneamente gera divergência no estoque de origem e no setor de destino. Problemas relacionados ao inventário, como contagem errada, geram divergência ao estoque inventariado. A solução para os problemas é manter um fluxo de compra correto dentro da política de cada item, tais como respeitar os processos e práticas de recebimento, expedição e inventário rotativo, como o melhor controle de materiais mantendo o menor custo possível com a mesma qualidade e sem prejudicar o atendimento ao cliente, minimizando perdas e falhas operacionais. O processo logístico deve ocorrer de forma que haja um bom planejamento, implantação e controle de fluxo eficiente e eficaz de mercadorias, serviços e das informações relativas desde

3 José Neto Aristides da Silva e José Claudio de Souza Lima o ponto de origem até o ponto de consumo, sempre atendendo às exigências dos clientes, excelente definição, uma vez que abrange a noção de que o fluxo das mercadorias deve ser acompanhado desde o ponto em que existem como matérias-primas até aquele em que são descartados (BALLOU, 2006, p. 27). 3 LOCUS DA PESQUISA Assim, este trabalho será baseado na gestão de materiais de um almoxarifado hospitalar, especificamente, que ocorre no Hospital X. A pesquisa tem como objetivo melhorar o fluxo logístico e implantar um método de gestão de estoque que visa ao lucro por meio de políticas de redução de custo, mantendo o menor estoque possível sem deixar de atender à demanda, além de apresentar a correta utilização dos meios de planejamento e controle de estoque. Segundo Ballou (2010 p. 208), a influência que o controle de estoque tem na rentabilidade da empresa é evidente, visto que diminui o capital investido. O autor afirma ainda que o controle de estoque é fundamental para minimizar despesas diminuindo o capital parado, questão que merece ser aprofundada com outras leituras sobre o tema. Os processos do almoxarifado são recebimento, armazenagem e expedição, que estão agregados ao planejamento de estoque. Inventário e controle de validade são ferramentas importantíssimas no planejamento, com este temos a certeza de que os estoques estão corretos. Ballou (2010, p. 134) apresenta os principais elementos existentes nas instalações de um armazém, porém nem todos necessariamente precisam ser usados. No caso do almoxarifado hospitalar existem: entrada, estocagem, gerenciamento de estoques e processamentos de pedidos. Para iniciar as operações é necessário realizar a correta elaboração do layout que determina o fluxo correto do almoxarifado de acordo com a entrada e a saída do material; após a definição do layout é feita a cubagem dos materiais de acordo com seu volume, já se baseando na política de estoque de cada material, ou seja, o máximo de espaço necessário para cada material, isto é, estoque inicial. O layout de depósitos depende do sistema de manuseio de materiais escolhido e exige um plano de uso da área útil, a fim de facilitar a movimentação de produtos. (BOWERSOX; CLOSS, 2001, p. 339). O procedimento ideal para compor o estoque inicial do depósito é fazê-lo com uma lista completa de produtos, antes de iniciar as operações. (BOWERSOX; CLOSS, 2001, p ). O inventário realizado é rotativo, ou seja, feito todos os dias da semana. Encontrada divergência, ela é corrigida. O controle de validade é realizado em todo estoque uma vez a cada mês, coloca-se identificação nos materiais que estão vencendo e os que venceram são retirados do estoque, em seguida corrigidos no sistema e descartados, conforme podemos verificar na tabela 1: 37

4 Tabela 1: Tarefa do controle de lote e validade de produtos. ETAPAS PERIGOS BARREIRAS * Realizado cronograma pela plataforma contendo datas prédefinidas; * A conferência é realizada mensalmente para medicamentos e trimestral para materiais; * Etiquetagem dos medicamentos com validade até 150 dias, etiqueta amarela para sinalização e até 60 dias etiqueta vermelha; * Os produtos com validade até 30 dias são retirados do estoque e segregados em quarentena; * Estocagem dos materiais e medicamentos no setor em até 15 dias de seu vencimento para que haja a reposição de um novo produto; * Realizado o descarte dos produtos após o término de sua validade; * Atualizado todo o fluxo de conferência em planilha. * Falha na conferência * Falha no registro * Quebra dos materiais e medicamentos * Riscos ocupacionais * Comunicação entre as equipes * Dispensação de medicamentos e/ ou materiais fora da validade * Treinamento e capacitação * SESMT * Duplo check * Comunicação entre os setores * Registro seguro É extremamente importante que os processos da cadeia logística se correlacionem, pois desta forma, as organizações conseguem obter satisfatórias vantagens competitivas e consequentemente o aumento dos níveis de serviço perante o cliente e redução dos custos de estoques e armazenagens, principalmente por meio dos canais de distribuição. O processo de recebimento é feito quando o fornecedor entrega o material, a partir das seguintes etapas: O auxiliar de almoxarifado pega a nota fiscal que verifica no sistema (Sistema de gestão de estoque hospitalar WPD), caso exista ordem de compra. Em caso seja afirmativo, deve-se verificar se está de acordo com a nota fiscal e se todas as informações estão corretas, depois se realiza a conferência do material com a própria. Quando é negativo, é necessário que se entre em contato com setor de compras e verifique o porquê da entrada sem ordem de compra. Após o recebimento do material, ele é separado aguardando que seja dada a entrada da compra; após o lançamento da nota fiscal é feita a segunda conferência do material, este é etiquetado e armazenado no endereçamento específico. 38

5 José Neto Aristides da Silva e José Claudio de Souza Lima Tabelas 2: Tarefa do recebimento e lançamento de nota fiscal TAREFA ETAPAS PERIGOS BARREIRAS RECEBIMENTO * Visualizado por meio de ordens de compras(oc) os fornecedores, os materiais, a quantidade, os valores, prazo de pagamento da nota fiscal e prazo de entrega; * Realizada a conferência da nota fiscal com a ordem de compra (oc) do hospital; * Realizada a conferência dos materiais junto a nota fiscal; * Realizado contato com compras, uma vez que venha a nota divergente do pedido, para os devidos ajustes da oc, caso contrário, devolução da nota; * Realizado registro de entrada de materiais por nota. * Falta de registro * Extravio de documentos * Comunicação entre equipes * Incêndio * Falha no recebimento * Quebra de material * Protocolo de Registro Seguro * Treinamento e Capacitação * Rota de Fuga * Controle do SESMT * Check List de recebimento * Livro de protocolo de notas fiscais TAREFA ETAPAS PERIGOS BARREIRAS * Realizada entrega pelo recebimento da nota fiscal devidamente conferida para o assistente administrativo; * Realizado o lançamento da nota fiscal no ESTHOS; * Solicitado coleta de assinatura ao coordenador de almoxarifado e enviado a Direção para validação da nota original e após é enviada ao financeiro; * Enviada uma cópia para o recebimento, para segunda conferência do material e posteriormente armazenagem; após, a cópia da nota fiscal será arquivada no almoxarifado por um período de 6 meses. LANÇAMENTO DE NOTA FISCAL * Falta de registro * Falha no lançamento de nota fiscal * Extravio de documentos * Comunicação entre equipes * Incêndio * Protocolo de Registro Seguro * Treinamento e Capacitação * Rota de Fuga * Controle do SESMT * Relatório do ESTHOS (listagem de compras) A armazenagem é feita na localização disponibilizada no sistema para cada item, como podemos comprovar nos itens relacionados na tabela 3, pois como afirma Ballou. A mais óbvia das finalidades das instalações de estocagem é proporcionar proteção e manutenção ordenadas dos estoques [...] a manutenção de estoques produz a necessidade da estocagem e igualmente a necessidade do manuseio dos materiais. (BALLOU, 2006, p ). 39

6 40 Tabela 3: Tarefa armazenagem de produtos TAREFA ETAPAS PERIGOS BARREIRAS * Realizada a conferência dos materiais junto à cópia da nota fiscal; * Realizada a consulta da localização dos materiais no ESTHOS; * Realizado a armazenagem dos materiais nos locais corretos. ARMAZENAGEM * Extravio de documentos * Comunicação entre equipes * Incêndio * Falha na armazenagem * Treinamento e Capacitação * Rota de Fuga * Controle do SESMT * Consulta de localização no ESTHOS Segundo Bowersox e Closs (2001, p. 226), o estoque consiste em substancial investimento em ativos e, portanto, deve proporcionar pelo menos algum retorno de capital. O estoque é um investimento que deve proporcionar sempre um lucro para o investidor. Não há porque manter um estoque se ele não pode gerar um lucro; melhor seria realizar aplicações financeiras, que teriam certamente algum lucro, mesmo que seja mínimo, comparado à venda de mercadorias. A expedição é realizada por meio de um procedimento que consiste na entrega dos materiais por grupo, formando pequenos estoques, de forma que o atendimento seja realizado em cada andar do hospital para atendimento ao cliente (paciente). Esta ação é realizada duas ou três vezes ao dia, isto é, 24h por dia de acordo com o cronograma estabelecido entre os coordenadores. A expedição, também, realiza atendimento a pedidos de setores que dão suporte (administração, faturamento, higiene); são materiais não faturáveis (canetas, lápis, borracha, impressos interno, folhas A4). Estes pedidos também possuem um cronograma de realização até 12h, de segunda a sexta feira, com previsão e atendimento em 24 h, conforme as etapas na tabela 4: Tabela 4: Tarefa expedição de produtos TAREFA ETAPAS PERIGOS BARREIRAS EXPEDIÇÃO * Realizado cronograma pela plataforma contendo horários e datas pré-definidos; * Realizada confirmação junto ao sistema; * Posteriormente é realizada a entrega. * Falha na contagem * Falha no registro * Quebra dos materiais e medicamentos * Comunicação entre as equipes * Atraso na dispensação * Treinamento e capacitação * SESMT * Controle de Inventário * Duplo check * Comunicação entre os setores * Registro seguro Para que esse processo aconteça corretamente é realizado com base no consumo de cada material um novo lote de compra que satisfaça a política de cada item, ou seja, se a política é manter 20 dias de estoque para todos os produtos, é verificado o consumo do mês anterior e comprado um lote equivalente a 20 dias de consumo. De acordo com o autor, definir a política correta de cada item é a questão mais difícil do gerenciamento de estoque, pois não há base inicial de consumo, apenas especulações.

7 José Neto Aristides da Silva e José Claudio de Souza Lima Para manter o estoque sempre com disponibilidade e não haver faltas o planejamento utiliza o controle de estoque puxado como podemos ver a seguir: O controle avançado de puxar estoques significa que reconhecemos a impossibilidade de determinar com exatidão a demanda e os prazos de entrega. [...] além do estoque regular, mantido para suprir a demanda média dos prazos de entrega, uma quantidade extra é adicionada ao estoque (estoque de segurança ou pulmão). (BALLOU, 2006, p. 286). Esse estoque de segurança é utilizado no caso de algum imprevisto na disponibilidade do produto pelo fornecedor, que em algumas situações atrasa a entrega dos pedidos, de acordo com Ballou (2006, p. 286) Existem dois métodos de controle de estoque representam os fundamentos [...] de gestão de estoque puxado [...]. São eles, o método de ponto pedido e o método de revisão periódica. A política de cada item é definida de acordo com lead time do fornecedor e o custo do produto, pois muitos fornecedores possuem um valor mínimo de compra, obrigando a aumento do lote de compra, conforme processos apresentados na tabela 5: Tabela 5: Tarefa do planejamento TAREFA ETAPAS PERIGOS BARREIRAS * Planejamento e controle contínuo dos níveis de inventário, conforme a política da companhia; * Identificação e controle de produtos críticos à operação hospitalar; * Emissão da requisição de compra e acompanhamento da disponibilização dos produtos geridos pelo setor de planejamento até o seu efetivo consumo nos setores hospitalares; * Manutenção dos indicadores de performance do setor de planejamento e controle de suprimentos; * Análise crítica dos indicadores de performance; * Atendimento às solicitações não-padrão; * Controle D.O.S.(Days of Supply) e giro de inventário; * Análise e controle de produtos SEM movimentação últimos 6 meses; * Elaboração, monitoramento e controle do plano de ação. PLANEJAMENTO DE ESTOQUE * Falta de registro * Extravio de documentos * Comunicação entre equipes * Incêndio * Falha no recebimento * Falta nas análises; * Vulnerabilidade no manuseio das planilhas eletrônicas; * Divergência de Informações físico x sistema; * Impossibilidade de acesso a rede, sistema, queda de link, etc. * Impossibilidade de acesso ao sistema (todas as atividades do Planejamento são dependentes das informações registradas no sistema ERP WPD módulo Estos) 41

8 Conforme supracitado na tabela 5, as etapas são seguidas a fim de evitar a ruptura no atendimento, todo o estoque é analisado e verificado periodicamente de acordo com os padrões pré-estabelecidos pela gerência de planejamento de estoque. Estoque de segurança. Uma parte do estoque médio é composta pelo estoque de segurança, destinado a armazenar o impacto de incertezas. O princípio básico do estoque de segurança é que uma parte do estoque médico deve ser destinada a cobrir variações de curto prazo de demanda e de tempo de ressuprimento. (BALLOU, 2001 p. 229). O autor expressa que o uso de um estoque de segurança é utilizado para garantir que não falte material no caso de falha do fornecedor ao atrasar as entregas e até mesmo em uma variação de demanda, consumo além do previsto. Além da movimentação exposta há também ações que se referem à área dos materiais consignados. Os materiais consignados são materiais descartáveis de procedimentos cirúrgicos, o responsável pela área de consignados é um analista de suprimentos e um auxiliar, que realizam o controle de entrada, saída e faturamento destes materiais. A necessidade da consignação é analisada pela área técnica, médicos e diretores, depois de verificada a necessidade o consignado realiza o contato com o setor de compras solicitando a consignação dos materiais para os fornecedores já cadastrados. Se for um fornecedor que não é cadastrado, ou seja, não possui acordo de valores e queira consignar produtos no hospital, apresenta primeiramente à diretoria do hospital, onde são acordados valores e quantidade; caso seja aceito o setor de compras é informado para realizar o cadastramento. O recebimento de materiais é realizado por nota fiscal de natureza de operação remessa de consignação, que são conferidos e lançados no sistema (WPD) como empréstimo (movimento), etiquetados com etiqueta específica do consignado e guardados no endereçamento específico (Na área do consignados). O material é dispensado por meio de solicitações em nome do paciente, que são feitas pelo auxiliar administrativo de cada andar (controla o estoque do andar). Visto que o material foi utilizado, é solicitado o seu faturamento e reposição; todos os dias é enviada ao setor de compras uma listagem com a cotação dos produtos utilizados do estoque consignado. O setor de compras é responsável por solicitar a reposição e a nota fiscal de faturamento, mediante cotação enviada pelo consignado. Materiais transitórios são os materiais que não estão na consignação, porém são solicitados pelo setor consignado para uma cirurgia eletiva (pré-agendada). O setor de autorizações solicita ao consignado via os materiais necessários para cirurgia, informando o nome do paciente, médico, data e hora da cirurgia; estas informações são repassadas para o setor de compra para que solicite o envio do material. Caso o material seja utilizado o setor de consignados envia uma cotação ao setor de compras solicitando o faturamento, se não for utilizado o fornecedor retira o material. Para os materiais consignados, também, é realizado o inventário rotativo, que é realizado conforme informado anteriormente, e o controle de validade é verificado mensalmente para os materiais que estão vencendo. O fornecedor que consignou tem obrigação de trocar o material sem nenhum custo para o hospital, cujas etapas estão na tabela 6: 42

9 José Neto Aristides da Silva e José Claudio de Souza Lima Tabela 6: Tarefa da área de consignados ETAPAS PERIGOS BARREIRAS * Realizado o controle dos materiais consignados por meio de reposição e faturamento de materiais utilizados; * Realizar cotações diárias de reposição e de apenas faturamento; * Realizar recebimento de materiais que são entregues como remessa de reposição de estoque consignado; * Realizar recebimento de notas que são apenas faturamento, protocolar e encaminhar para o assistente administrativo realizar o lançamento; * Realizar etiquetagem do material com identificação do consignado; * Realizar preenchimento da lista de pendências de materiais do mapa cirúrgico; * Realizar transferência de materiais para atender o mapa cirúrgico, um dia antes da cirurgia; * Realizar solicitação de materiais não padrão para atender às cirurgias eletivas (solicitado via setor de compras); * Recebimento de material por meio de vale do fornecedor para os procedimentos eletivos; * Gerar saldo de materiais que foram entregues por vale para o setor que realizou o procedimento; * Solicitação de cadastro e desbloqueio de materiais; * Realizar controle de lote e validade dos materiais consignados; * Realizar inventário dos materiais consignados; * Realizar devolução de sobra de materiais aos fornecedores. * Falta de registro * Extravio de documentos * Comunicação entre equipes * Incêndio * Falha no recebimento * Falha na reposição e faturamento * Falha na etiquetagem * Falha na comunicação de pendências de materiais * Falha na contagem * Atraso na entrega de matérias * Protocolo de Registro Seguro * Treinamento e Capacitação * Rota de Fuga * Controle do SESMT * Duplo Check * Conferência pelo vale * Confirmação de entrega através do envio de pendências * Relatório de reposição de consignados. Dessa forma, a pesquisa abordada tem como enfoque um estudo de caso a partir da metodologia quantitativa por meio de uma análise minuciosa a respeito de planilhas, notas fiscais, relatórios e outros. Após esta investigação, faz-se necessário, também, uma análise qualitativa no que diz respeito à relação entre a teoria especializada e a prática que ocorre no almoxarifado em questão. 43

10 4 CONCLUSÃO Atualmente na gestão de materiais as empresas estão exigindo redução de tempo, custos e que acompanhe o tempo de vida dos materiais. Exige, também, que o profissional tenha uma visão global e domine o mercado, tenha noções de economia para indicar o melhor tempo de adquirir materiais. Com isso, podemos aumentar o lucro da empresa no que se refere a estoque de materiais e manter o melhor controle deles, minimizando as perdas e falhas operacionais. Sabemos que quando falamos de estoque estamos realizando investimento, pois temos material disponível para manter a operação em funcionamento e a própria venda dos materiais com captação de lucros. O modelo ideal de estoque é fazer com que ele gire o máximo possível, a fim de não deixar capital parado; claro que é impossível o estoque zero quando falamos da área hospitalar, que precisa manter seu estoque, ainda mais quando temos uma demanda instável que exige atenção e cuidado, que são os pacientes que utilizam os materiais e medicamentos. Este artigo apresentou o fluxo logístico do hospital X desde a entrada de materiais até o seu consumo final, ou seja, recebimento, armazenagem, controle de estoque, planejamento de materiais e expedição. Podem ocorrer rupturas no atendimento em qualquer uma das etapas se não existir um processo amarrado e alinhado a fim de minimizar as falhas humanas como, por exemplo, uma validação no final de cada processo realizado. REFERÊNCIAS BALLOU, R. H. Logística empresarial. São Paulo: Atlas, BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: logística empresarial. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, BALLOU, R. H. Logística empresarial: transportes, administração de materiais, distribuição física. São Paulo: Atlas, BOWERSOX, D. J.; CLOSS, D. J. Logística empresarial: o processo de integração da cadeia de suprimento. São Paulo: Atlas, CAMELO, M. G. Administração: a importância da gestão de materiais. [S.l.: s.n.], Disponível em: <http://www.portaleducacao.com.br/educacao/busca/artigos/gestao-demateriais>. Acesso em: 26 abr GASNIER, D. Gestão de materiais: a finalidade dos estoques. [S.l.: s.n.], Disponível em: <http://www.portalpeg.eb.mil.br/artigos/materiais.pdf>. Acesso em: 17 mar PEREIRA, B. J. C. A logística na administração de materiais. São Paulo: Universidade Nove de Julho, 2012.

11 José Neto Aristides da Silva e José Claudio de Souza Lima YASUDA, A. M. Administração de materiais e logística. Anápolis: Anhanguera Educacional, Disponível em: <http://www.administradores.com.br/producao-academica/ administracao-de-materiais-e-logistica/4179/>. Acesso em: 26 abr

Manual do. Almoxarifado

Manual do. Almoxarifado Manual do Almoxarifado Parnaíba 2013 APRESENTAÇÃO O Almoxarifado é o local destinado à guarda, localização, segurança e preservação do material adquirido, adequado à sua natureza, a fim de suprir as necessidades

Leia mais

Responsabilidades/ Autoridades

Responsabilidades/ Autoridades 1/5 1. OBJETIVO Garantir o abastecimento dos materiais Consignados e OPME do Hospital. 2. DEFINIÇÃO E CONCEITO OPME - Órtese Prótese e Materiais Especiais; CAF - Central de Abastecimento Farmacêutico;

Leia mais

Diretor Técnico 01/10/2009 Dr. Jose Carlos dos Santos. Diretor Executivo 01/10/2009

Diretor Técnico 01/10/2009 Dr. Jose Carlos dos Santos. Diretor Executivo 01/10/2009 Versão: 2 Pg: 1/5 ELABORADO POR DE ACORDO APROVADO POR NOME FUNÇÃO ASSINATURA DATA Dr. Ivo Gerente da Fernandes Qualidade 01/10/2009 Dr. Renato de Lacerda Diretor Técnico 01/10/2009 Dr. Jose Carlos dos

Leia mais

Logistica e Distribuição

Logistica e Distribuição Mas quais são as atividades da Logística? Ballou, 1993 Logística e Distribuição A Atividade de Gestão de Estoque Primárias Apoio 1 2 3 4 Conceitulizando Estoque ESTOQUES são grandes volumes de matérias

Leia mais

CAERN. Descrição de Perfis

CAERN. Descrição de Perfis 8 Nível: Médio Reporte: Coordenador Sumário Executar atividades administrativas de apoio às diversas áreas da empresa. Atividades Arquivar documentos Arquivar documentos, classificando-os em pastas específicas,

Leia mais

Abaixo, questionamentos referentes ao certame supracitado e respostas conforme área técnica da CESAMA.

Abaixo, questionamentos referentes ao certame supracitado e respostas conforme área técnica da CESAMA. Juiz de Fora, 17 de maio de 2013. Referência: Concorrência 009/12 Objeto: Contratação de empresa especializada para fornecimento de licenças de uso perpétuo, implantação, customização, treinamento e manutenção

Leia mais

ASSUNTO: SISTEMA OPERACIONAL NO ALMOXARIFADO DO SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO SAAE

ASSUNTO: SISTEMA OPERACIONAL NO ALMOXARIFADO DO SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO SAAE 1/6 1) DOS OBJETIVOS: 1.1) Normatizar os procedimentos de entrada e saída de materiais adquiridos pela autarquia SAAE; 1.2) Garantir recebimento dos materiais no que se refere a quantidade, qualidade e

Leia mais

Processos Administrativos de Compras

Processos Administrativos de Compras Processos Administrativos de Compras INTRODUÇÃO A função compras é um segmento essencial do Departamento de Materiais e Suprimentos, que tem pôr finalidade suprir as necessidades de materiais ou serviços

Leia mais

Decisões de Estoque. Custos de Estoque. Custos de Estoque 27/05/2015. Custos de Estoque. Custos de Estoque. Custos diretamente proporcionais

Decisões de Estoque. Custos de Estoque. Custos de Estoque 27/05/2015. Custos de Estoque. Custos de Estoque. Custos diretamente proporcionais $ crescem com o tamanho do pedido $ crescem com o tamanho do pedido $ crescem com o tamanho do pedido 27/05/2015 Decisões de Estoque Quanto Pedir Custos de estoques Lote econômico Quando Pedir Revisões

Leia mais

SOLICITAÇÃO DE CONSIGNADOS COMPRAS/ RECEBIMENTO/ ARMAZENAGEM E DISTRIBUIÇÃO

SOLICITAÇÃO DE CONSIGNADOS COMPRAS/ RECEBIMENTO/ ARMAZENAGEM E DISTRIBUIÇÃO 1 de 8 Data de Emissão: Histórico de Revisão / Versões Data Versão/Revisões Descrição Autor 1.00 Processo MTQ, OAP, JBM 1 Objetivo Gestão de material de alto custo consignado, estabelecendo fluxo de solicitação,

Leia mais

Principais desafios do administrador de materiais na empresa atual Problema de manutenção do estoque:

Principais desafios do administrador de materiais na empresa atual Problema de manutenção do estoque: ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS A logística e a administração de materiais Logística é uma operação integrada para cuidar de suprimentos e distribuição de produtos de forma racionalizada, o que significa planejar,

Leia mais

Prof. Clesio Landini Jr. Unidade III PLANEJAMENTO E OPERAÇÃO POR CATEGORIA DE PRODUTO

Prof. Clesio Landini Jr. Unidade III PLANEJAMENTO E OPERAÇÃO POR CATEGORIA DE PRODUTO Prof. Clesio Landini Jr. Unidade III PLANEJAMENTO E OPERAÇÃO POR CATEGORIA DE PRODUTO Planejamento e operação por categoria de produto Nesta unidade veremos o Planejamento e Operação por Categoria de Produto

Leia mais

Estudo de caso no estoque de uma loja de materiais para construção

Estudo de caso no estoque de uma loja de materiais para construção Estudo de caso no estoque de uma loja de materiais para construção Camila Cristina Prati Passarini (Unioeste) camila10prati@hotmail.com Rayssa Proença Loiola (Unioeste) rayssaproenca@gmail.com Riquianderson

Leia mais

PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 001/2010 CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS

PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 001/2010 CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 001/2010 Estabelece normas e procedimentos para aquisição de serviços e recebimento, controle, guarda e distribuição de materiais permanentes e de consumo no âmbito do Poder Legislativo

Leia mais

GERENCIAMENTO DE ESCOPO EM PROJETOS LOGÍSTICOS: Um Estudo de Caso em um Operador Logístico Brasileiro

GERENCIAMENTO DE ESCOPO EM PROJETOS LOGÍSTICOS: Um Estudo de Caso em um Operador Logístico Brasileiro GERENCIAMENTO DE ESCOPO EM PROJETOS LOGÍSTICOS: Um Estudo de Caso em um Operador Logístico Brasileiro Matheus de Aguiar Sillos matheus.sillos@pmlog.com.br AGV Logística Rua Edgar Marchiori, 255, Distrito

Leia mais

A Análise dos Custos Logísticos: Fatores complementares na composição dos custos de uma empresa

A Análise dos Custos Logísticos: Fatores complementares na composição dos custos de uma empresa Instituto de Educação Tecnológica Pós-graduação Engenharia de Custos e Orçamentos Turma 01 10 de outubro de 2012 A Análise dos Custos Logísticos: Fatores complementares na composição dos custos de uma

Leia mais

(HOJE É FEITO POR PETICIONAMENTO ELETRÔNICO NO SITE DA ANVISA)

(HOJE É FEITO POR PETICIONAMENTO ELETRÔNICO NO SITE DA ANVISA) ANEXO I Solicitação de Autorização de Funcionamento de Empresas Distribuidoras de Produtos Farmacêuticos (HOJE É FEITO POR PETICIONAMENTO ELETRÔNICO NO SITE DA ANVISA) A empresa interessada em desenvolver

Leia mais

SIGA Manual -1ª - Edição

SIGA Manual -1ª - Edição SIGA Manual -1ª - Edição ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO 4 2. MÓDULO DE PROCESSOS 4 3. ACESSO AO SISTEMA 4 3.1 Acessando o Sistema 4 3.2 Primeiro Acesso 5 3.3 Login do Fornecedor 5 o Teclado Virtual 5 o Máquina Virtual

Leia mais

2. Revisão bibliográfica

2. Revisão bibliográfica 17 2. Revisão bibliográfica 2.1. Logística de transportes A Logística recebeu diversas denominações ao longo dos anos: distribuição física, distribuição, engenharia de distribuição, logística empresarial,

Leia mais

CUSTOS LOGÍSTICOS - UMA VISÃO GERENCIAL

CUSTOS LOGÍSTICOS - UMA VISÃO GERENCIAL CUSTOS LOGÍSTICOS - UMA VISÃO GERENCIAL Data: 10/12/1998 Maurício Lima INTRODUÇÃO Um dos principais desafios da logística moderna é conseguir gerenciar a relação entre custo e nível de serviço (trade-off).

Leia mais

CÂMARA MUNICIPAL DE RONDONÓPOLIS Estado de Mato Grosso

CÂMARA MUNICIPAL DE RONDONÓPOLIS Estado de Mato Grosso INSTRUÇÃO NORMATIVA SCL- Nº. 002/2013- Versão 02 Unidade Responsável: Secretaria Legislativa de Administração Unidade Executora: Setor de Material e Patrimônio Aprovação em: 24/01/13 Dispõe sobre os procedimentos

Leia mais

CAERN. Descrição de Perfis

CAERN. Descrição de Perfis Assistente - Laboratorista 09 Nível: Médio Reporte: Coordenador Sumário Realizar análises físico-químicas e bacteriológicas em amostras de águas e efluentes, determinando os elementos químicos existentes,

Leia mais

TOTVS Gestão Hospitalar Manual Ilustrado Movimentações de Estoque. 11.8x. março de 2015. Versão: 5.0

TOTVS Gestão Hospitalar Manual Ilustrado Movimentações de Estoque. 11.8x. março de 2015. Versão: 5.0 TOTVS Gestão Hospitalar Manual Ilustrado Movimentações de Estoque 11.8x março de 2015 Versão: 5.0 1 Sumário 1 Introdução... 3 2 Objetivos... 3 3 Movimentações de Estoque... 3 4 Parâmetros... 5 5 Cadastros...

Leia mais

Rodrigo Rennó Questões CESPE para o MPU 11

Rodrigo Rennó Questões CESPE para o MPU 11 Rodrigo Rennó Questões CESPE para o MPU 11 Questões sobre o tópico Administração de Materiais. Olá Pessoal, Hoje veremos um tema muito solicitado para esse concurso do MPU! Administração de Materiais.

Leia mais

MÓDULO 2 PLANEJAMENTO LOGÍSTICO ASSOCIADO AO TRANSPORTE

MÓDULO 2 PLANEJAMENTO LOGÍSTICO ASSOCIADO AO TRANSPORTE MÓDULO 2 PLANEJAMENTO LOGÍSTICO ASSOCIADO AO TRANSPORTE 2.1 - Níveis de Planejamento O planejamento logístico tenta responder aos questionamentos de: O QUE? QUANDO? COMO? Nos níveis estratégico, tático

Leia mais

GESTÃO DE ESTOQUE. Fabiana Carvalho de Oliveira Graduanda em Administração Faculdades Integradas de Três Lagoas FITL/AEMS

GESTÃO DE ESTOQUE. Fabiana Carvalho de Oliveira Graduanda em Administração Faculdades Integradas de Três Lagoas FITL/AEMS GESTÃO DE ESTOQUE Fabiana Carvalho de Oliveira Graduanda em Administração Faculdades Integradas de Três Lagoas FITL/AEMS Higino José Pereira Neto Graduando em Administração Faculdades Integradas de Três

Leia mais

MOVIMENTAÇÃO E ARMAZENAGEM DE MATERIAIS

MOVIMENTAÇÃO E ARMAZENAGEM DE MATERIAIS 98 MOVIMENTAÇÃO E ARMAZENAGEM DE MATERIAIS Roberta Ferreira dos Santos Graduando em Logística do Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM), Rio de Janeiro, RJ, Brasil roberta.santos94@yahoo.com.br Leandro

Leia mais

PROCEDIMENTO OPERACIONAL MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS DE OBRAS (MMO)

PROCEDIMENTO OPERACIONAL MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS DE OBRAS (MMO) PO MAT 0 18/10/21 1. REFERÊNCIA/OBJETIVO ÁREA APLICÁVEL Controlar a logística de materiais de obras (físico e contábil), incluindo as requisições reservas de materiais (RM), aplicações mensais, devoluções

Leia mais

Apresentação E&L ERP. Agendamento. Interbase. Domingos Martins ES. v. 1.0

Apresentação E&L ERP. Agendamento. Interbase. Domingos Martins ES. v. 1.0 Apresentação 1 E&L ERP Gestão da Saúde P Agendamento Interbase Domingos Martins ES v. 1.0 2 Introdução: Com o crescente número de pessoas que utilizam os serviços de saúde, cresceu também a necessidade

Leia mais

Ações para Melhorar o Espaço Físico do Almoxarifado da Secretaria de Finanças da Prefeitura de Belo Horizonte. 1 RESUMO

Ações para Melhorar o Espaço Físico do Almoxarifado da Secretaria de Finanças da Prefeitura de Belo Horizonte. 1 RESUMO Ações para Melhorar o Espaço Físico do Almoxarifado da Secretaria de Finanças da Prefeitura de Belo Horizonte. 1 Nanci. Vaz dos Santos 2 Ana Maria Passos Collares. 3 RESUMO Segundo S lack, C hambers e

Leia mais

3 CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO

3 CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO 3 CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO O capítulo 3 apresenta o conceito de distribuição física, com enfoque nos centros de distribuição. São incluídos os processos de distribuição Cross docking, Merge in Transit e

Leia mais

A logística reversa nos centros de distribuição de lojas de departamento

A logística reversa nos centros de distribuição de lojas de departamento A logística reversa nos centros de distribuição de lojas de departamento Gisela Gonzaga Rodrigues (PUC-Rio) giselagonzaga@yahoo.com.br Nélio Domingues Pizzolato (PUC-Rio) ndp@ind.puc-rio.br Resumo Este

Leia mais

FLUXO DE CAIXA: IMPORTANTE FERRAMENTA PARA AS DECISÕES EMPRESARIAIS Cristiane Aparecida MOTA 1 Hiroshi Wilson YONEMOTO 2 Marcela de Souza CABRAL 3

FLUXO DE CAIXA: IMPORTANTE FERRAMENTA PARA AS DECISÕES EMPRESARIAIS Cristiane Aparecida MOTA 1 Hiroshi Wilson YONEMOTO 2 Marcela de Souza CABRAL 3 1 FLUXO DE CAIXA: IMPORTANTE FERRAMENTA PARA AS DECISÕES EMPRESARIAIS Cristiane Aparecida MOTA 1 Hiroshi Wilson YONEMOTO 2 Marcela de Souza CABRAL 3 RESUMO: Este trabalho tem a intenção de demonstrar a

Leia mais

GERENCIAMENTO DE MATERIAIS HOSPITALARES. Farm. Tatiana Rocha Santana 1 Coordenadora de Suprimentos do CC

GERENCIAMENTO DE MATERIAIS HOSPITALARES. Farm. Tatiana Rocha Santana 1 Coordenadora de Suprimentos do CC GERENCIAMENTO DE MATERIAIS HOSPITALARES Farm. Tatiana Rocha Santana 1 Coordenadora de Suprimentos do CC DEFINIÇÕES GERENCIAR Ato ou efeito de manter a integridade física e funcional para algo proposta

Leia mais

Estoque. Como controlar o estoque

Estoque. Como controlar o estoque Estoque Como controlar o estoque Por que é necessário controlar o estoque? Reduzir custos Se há excesso em estoque A empresa terá custos operacionais para manter o estoque, isto significa capital empatado

Leia mais

Administração Materiais X Distribuição Física

Administração Materiais X Distribuição Física ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS AULA PARA A TURMA DE ADMINISTRAÇÃO 2010 2 Administração Materiais X Distribuição Física A é o inverso da Distribuição Física Trata do fluxo de produtos para a empresa ao invés

Leia mais

E&L ERP Almoxarifado

E&L ERP Almoxarifado Apresentação 1 PostgreSQL 8.2/ 8.3 Domingos Martins ES v. 1.0 2 Introdução: Prevendo todas as rotinas necessárias ao bom funcionamento da administração de materiais, o produz automaticamente as médias

Leia mais

TÍTULO: LOGISTICA INTEGRADA COM FOCO EM DISTRIBUIÇÃO: UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO

TÍTULO: LOGISTICA INTEGRADA COM FOCO EM DISTRIBUIÇÃO: UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO TÍTULO: LOGISTICA INTEGRADA COM FOCO EM DISTRIBUIÇÃO: UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO INSTITUIÇÃO: INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR PRESIDENTE

Leia mais

SELECIONAMOS: Faturamento

SELECIONAMOS: Faturamento SELECIONAMOS: Monitoramento Remuneração: R$ 1400.00 Benefícios: _VALE ALIMENTAÇAO R$220,00 _SEGURO DE VIDA Descrição: ATIVIDADES PRINCIPAIS: ABERTURA DE O.S., ACOMPANHAMENTO E CONFERENCIA DE FATURAS DE

Leia mais

PROCEDIMENTOS DE COMPRAS

PROCEDIMENTOS DE COMPRAS PROCEDIMENTOS DE COMPRAS Estas instruções têm como objetivo a padronização dos procedimentos para a realização das compras de materiais de consumo, bens permanentes e prestações de serviços necessários

Leia mais

ANEXO I TERMO DE REFERÊNCIA

ANEXO I TERMO DE REFERÊNCIA COORDENAÇÃO DE COMPRAS COSCOM (GESUS) 1 de 9 OBJETIVO: Este Termo de Referência tem por objetivo definir o escopo do processo licitatório de constituição de Registro de Preço para eventual contratação

Leia mais

www.softtecnologia.com.br smarterp Tecnologia e Gestão Empresarial

www.softtecnologia.com.br smarterp Tecnologia e Gestão Empresarial www.softtecnologia.com.br smarterp Tecnologia e Gestão Empresarial O MERCADO NOSSA METODOLOGIA DE TRABALHO GRANDES VENDORS CONTRATOS CORPORATIVOS ALTO CUSTO DE IMPLANTAÇÃO E CONSULTORIA POUCA CUSTOMIZAÇÃO

Leia mais

PREVISÃO DE DEMANDA - O QUE PREVISÃO DE DEMANDA - TIPOS E TÉCNICAS DE PREVISÃO DE DEMANDA - MÉTODOS DE PREVISÃO - EXERCÍCIOS

PREVISÃO DE DEMANDA - O QUE PREVISÃO DE DEMANDA - TIPOS E TÉCNICAS DE PREVISÃO DE DEMANDA - MÉTODOS DE PREVISÃO - EXERCÍCIOS CONTEÚDO DO CURSO DE PREVISÃO DE DEMANDA PROMOVIDO PELA www.administrabrasil.com.br - O QUE PREVISÃO DE DEMANDA - TIPOS E TÉCNICAS DE PREVISÃO DE DEMANDA - MÉTODOS DE PREVISÃO - EXERCÍCIOS - HORIZONTE

Leia mais

Dúvidas Frequentes. Central de Atendimento ao Fornecedor

Dúvidas Frequentes. Central de Atendimento ao Fornecedor Dúvidas Frequentes Central de Atendimento ao Fornecedor Fornecedor de Material 1- Sou um fornecedor Raízen devidamente Homologado e preciso entregar o material solicitado em uma de suas unidades, como

Leia mais

OS3 SOLUÇÕES EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO LTDA 2010

OS3 SOLUÇÕES EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO LTDA 2010 Telefone: (19) 3119-7246 E-mail: contato@os3ti.com www.os3ti.com 1 CONDIÇÕES GERAIS DE SERVIÇOS Telefone: (19) 3119-7246 E-mail: contato@os3ti.com www.os3ti.com 2 1. DISPOSIÇÕES GERAIS (a) A menos se de

Leia mais

Unidade III MARKETING DE VAREJO E. Profa. Cláudia Palladino

Unidade III MARKETING DE VAREJO E. Profa. Cláudia Palladino Unidade III MARKETING DE VAREJO E NEGOCIAÇÃO Profa. Cláudia Palladino Compras, abastecimento e distribuição de mercadorias Os varejistas: Precisam garantir o abastecimento de acordo com as decisões relacionadas

Leia mais

CATÁLOGO DE APLICAÇÕES Disponibilidade de Estoque

CATÁLOGO DE APLICAÇÕES Disponibilidade de Estoque CATÁLOGO DE APLICAÇÕES Disponibilidade de Estoque Objetivo(s) do projeto Este orçamento pretende alcançar os seguintes objetivos: Analise de Disponibilidade tem por objetivo proporcionar uma visão geral

Leia mais

Planejamento Financeiro de Estoques. Introdução ao Planejamento de Estoque:

Planejamento Financeiro de Estoques. Introdução ao Planejamento de Estoque: Planejamento Financeiro de Estoques Introdução ao Planejamento de Estoque: O Planejamento Financeiro realizado anualmente para determinar os caminhos do exercício seguinte são a melhor forma de uma sociedade

Leia mais

EMPRESA. fornecedor suprimento produção distribuição cliente. Fluxo de informação. Fluxo de materiais. Fluxo Financeiro.

EMPRESA. fornecedor suprimento produção distribuição cliente. Fluxo de informação. Fluxo de materiais. Fluxo Financeiro. EMPRESA fornecedor suprimento produção distribuição cliente Fluxo de informação Fluxo de materiais Fluxo Financeiro Fluxo Logístico Fonte: A. Novaes Poucos itens em estoque compras mais freqüentes qualidade

Leia mais

MANUAL DO USUARIO SISTEMA TOTEM MODULO DE ESTOQUE

MANUAL DO USUARIO SISTEMA TOTEM MODULO DE ESTOQUE C o n t r o l e E m p r e s a r i a l MANUAL DO USUARIO SISTEMA TOTEM MODULO DE ESTOQUE s i s t e m a s SUMÁRIO INTRODUÇÃO CONCEITOS... 3 ENTRADA DIRETA DE PRODUTOS... 3 INCLUSÃO DE FORNECEDORES E CLIENTES...

Leia mais

2015 GVDASA Sistemas Suprimentos 1

2015 GVDASA Sistemas Suprimentos 1 2015 GVDASA Sistemas Suprimentos 1 2015 GVDASA Sistemas Suprimentos 2 AVISO O conteúdo deste documento é de propriedade intelectual exclusiva da GVDASA Sistemas e está sujeito a alterações sem aviso prévio.

Leia mais

Unidade II LOGÍSTICA INTEGRADA. Profa. Marinalva R. Barboza

Unidade II LOGÍSTICA INTEGRADA. Profa. Marinalva R. Barboza Unidade II LOGÍSTICA INTEGRADA Profa. Marinalva R. Barboza A logística integrada A expressão logística integrada surgiu nos EUA em um trabalho de três autores (Lambert, Stock e Ellram) Se destacou pela

Leia mais

Manual de Operacionalização do Módulo de Prestação de Contas PCS

Manual de Operacionalização do Módulo de Prestação de Contas PCS Manual de Operacionalização do Módulo de Prestação de Contas PCS Versão Fevereiro/2013 Índice PCS - Módulo de Prestação de Contas...3 Acesso ao Módulo PCS...3 1. Contas financeiras...5 1.1. Cadastro de

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Considerando as abordagens clássica, burocrática e sistêmica da administração, julgue os itens a seguir. 51 No contexto organizacional, eficácia é a razão dos resultados obtidos pela transformação dos

Leia mais

3 CONTEÚDO PROGRMÁTICO

3 CONTEÚDO PROGRMÁTICO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas Departamento de Administração Curso de Administração Av. Fernando Ferrari, 514 - Campus Universitário - Goiabeiras CEP.

Leia mais

ANÁLISE DO PROCESSO DE GESTÃO DE ESTOQUES EM UMA EMPRESA DE MATERIAIS DE HIGIENE E LIMPEZA LOCALIZADA EM CRICIÚMA - SANTA CATARINA

ANÁLISE DO PROCESSO DE GESTÃO DE ESTOQUES EM UMA EMPRESA DE MATERIAIS DE HIGIENE E LIMPEZA LOCALIZADA EM CRICIÚMA - SANTA CATARINA ANÁLISE DO PROCESSO DE GESTÃO DE ESTOQUES EM UMA EMPRESA DE MATERIAIS DE HIGIENE E LIMPEZA LOCALIZADA EM CRICIÚMA - SANTA CATARINA Daiane Milioli Dagostin 1 Wagner Blauth 2 RESUMO Atualmente as empresas

Leia mais

Confederação Nacional da Indústria. - Manual de Sobrevivência na Crise -

Confederação Nacional da Indústria. - Manual de Sobrevivência na Crise - RECOMENDAÇÕES PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS - Manual de Sobrevivência na Crise - Janeiro de 1998 RECOMENDAÇÕES PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS - Manual de Sobrevivência na Crise - As empresas, principalmente

Leia mais

O QUE É ORÇAMENTO? QUAIS SÃO SUAS CARACTERÍSTICAS?

O QUE É ORÇAMENTO? QUAIS SÃO SUAS CARACTERÍSTICAS? O QUE É ORÇAMENTO? QUAIS SÃO SUAS CARACTERÍSTICAS? OBJETIVOS DA EMPRESA LUCRO? BEM ESTAR DA COLETIVIDADE? MISSÃO? VISÃO? O ORÇAMENTO E O ELEMENTO HUMANO O ORÇAMENTO E A TOMADA DE DECISÕES SLIDE 01 A INCERTEZA

Leia mais

Política Comercial para Clientes e Representantes KNOCKOUT FITNESS

Política Comercial para Clientes e Representantes KNOCKOUT FITNESS Política Comercial para Clientes e Representantes KNOCKOUT FITNESS Uma das principais preocupações da KNOCKOUT FITNESS é oferecer aos nossos clientes produtos da mais alta qualidade, entregues no prazo

Leia mais

CONTROLE DE ESTOQUES Todo erro gerencial acaba gerando estoque.

CONTROLE DE ESTOQUES Todo erro gerencial acaba gerando estoque. CONTROLE DE ESTOQUES Todo erro gerencial acaba gerando estoque. RAZÕES PARA MANTER ESTOQUES A armazenagem de mercadorias prevendo seu uso futuro exige investimento por parte da organização. O ideal seria

Leia mais

Sistema de Acompanhamento Financeiro. Ao Chefe da DOF/CGSG,

Sistema de Acompanhamento Financeiro. Ao Chefe da DOF/CGSG, MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO SUBSECRETARIA DE ASSUNTOS ADMINISTRATIVOS COORDENAÇÃO GERAL DE SERVIÇOS GERAIS DIVISÃO DE GESTÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA SEÇÃO DE ANÁLISE E AVALIAÇÃO ASSUNTO:

Leia mais

Controles Financeiros - Básico-

Controles Financeiros - Básico- Controles Financeiros - Básico- Introdução Este material irá tratar de controles financeiros que sua empresa deve manter a fim de organizar todo o fluxo de informações que servirão de base para os relatórios.

Leia mais

PLANEJAR, ELABORAR E CUMPRIR METAS

PLANEJAR, ELABORAR E CUMPRIR METAS PLANEJAR, ELABORAR E CUMPRIR METAS Fernanda Micaela Ribeiro Theiss Prof. Ademar Lima Júnior Centro Universitário Leonardo da Vinci UNIASSELVI Bacharelado em Ciências Contábeis (CTB 561) 14/05/2012 RESUMO

Leia mais

MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE RECEPÇÃO DE PRODUTOS PARA A SAÚDE DE USO CIRÚRGICO EM CENTRO DE MATERIAIS

MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE RECEPÇÃO DE PRODUTOS PARA A SAÚDE DE USO CIRÚRGICO EM CENTRO DE MATERIAIS 1 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE RECEPÇÃO DE PRODUTOS PARA A SAÚDE DE USO CIRÚRGICO EM CENTRO DE MATERIAIS 2 Apresentação Menos de dez meses depois de ter sido criada pela Associação Médica Brasileira, a Câmara

Leia mais

ARMAZÉM E SUA REPRESENTAÇÃO EM UMA OPERAÇÃO LOGÍSTICA

ARMAZÉM E SUA REPRESENTAÇÃO EM UMA OPERAÇÃO LOGÍSTICA ARMAZÉM E SUA REPRESENTAÇÃO EM UMA OPERAÇÃO LOGÍSTICA Mauro Carlo Santana da Silva Aluno do Curso de Graduação em Logística do Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM), Rio de Janeiro, Brasil mcses@bol.com.br

Leia mais

Relatório de Gestão de Mudanças

Relatório de Gestão de Mudanças - UFRN CISGAP - Comitê Executivo de Integração de Sistemas de Gestão Administrativa e de Pessoas TÍTULO DO PROJETO CICLO-/e-log/SIPAC DEMANDANTE DO PROJETO, DPF e DPRF MÓDULO SIPAC Almoxarifado ÓRGÃO UFRN,,

Leia mais

SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO PÁGINA: 1/11 OBJETIVO DEFINIR O MÉTODO DE FUNCIONAMENTO DA, VISANDO MANTER AS MÁQUINAS, EQUIPAMENTOS, FERRAMENTAS E AS INSTALAÇÕES DA. DE FORMA A GARANTIR A QUALIDADE DO PRODUTO DENTRO DO ESPECIFICADO

Leia mais

Capítulo 1 Conceitos e Gestão de Estoques

Capítulo 1 Conceitos e Gestão de Estoques Capítulo 1 Conceitos e Gestão de Estoques Celso Ferreira Alves Júnior eng.alvesjr@gmail.com 1. GESTÃO DE ESTOQUE 1.1 Conceito de Gestão de estoques Refere-se a decisões sobre quando e quanto ressuprir

Leia mais

Despacho de Ordem de Serviço com OS Mobile. Ciclo PNQS 2015

Despacho de Ordem de Serviço com OS Mobile. Ciclo PNQS 2015 Despacho de Ordem de Serviço com OS Mobile Ciclo PNQS 2015 Organograma A Oportunidade A.1 Qual foi a oportunidade de melhoria (problema, desafio, dificuldade), solucionada pela prática implementada? Informar

Leia mais

Análise Econômico-Financeira

Análise Econômico-Financeira Universidade Federal do Pará Curso de Ciências Contábeis Departamento de Contabilidade Análise Econômico-Financeira Gilvan Pereira Brito 0301007601 Belém-Pará 2007 1 Universidade Federal do Pará Curso

Leia mais

UNIVERSIDADE GAMA FILHO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA GESTÃO DE MATERIAL E PATRIMÔNIO NO SETOR PÚBLICO ELINE COÊLHO DA ROCHA

UNIVERSIDADE GAMA FILHO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA GESTÃO DE MATERIAL E PATRIMÔNIO NO SETOR PÚBLICO ELINE COÊLHO DA ROCHA UNIVERSIDADE GAMA FILHO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA GESTÃO DE MATERIAL E PATRIMÔNIO NO SETOR PÚBLICO ELINE COÊLHO DA ROCHA ORGANIZAÇÃO DO ALMOXARIFADO NO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO

Leia mais

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO Nº FCCIR: 001 Tarefa: Recebimento de mmh e medicamentos para abastecer a farmácia Executante: Farmacêutico e/ou Auxiliar de Farmácia Resultados esperados: Estoque de acordo com a transferência. Recursos

Leia mais

6ª Jornada de Gestão em Tecnologias da. Armazenamento e Distribuição de Materiais e Medicamentos em Ambientes Hospitalares

6ª Jornada de Gestão em Tecnologias da. Armazenamento e Distribuição de Materiais e Medicamentos em Ambientes Hospitalares 6ª Jornada de Gestão em Tecnologias da Informação em Saúde Armazenamento e Distribuição de Materiais e Medicamentos em Ambientes Hospitalares Pauta Apresentação da Associação Projeto de Automação na Farmácia

Leia mais

MANUAL DE GESTÃO DE MATERIAIS 1

MANUAL DE GESTÃO DE MATERIAIS 1 É a uniformidade de procedimentos na aquisição, controle, armazenamento, fornecimento e identificação de materiais, com objetivo de controlar despesas, apurar o estoque ideal, visando à otimização dos

Leia mais

ANÁLISE FUNDAMENTALISTA COM FOCO PARA A RECOMENDAÇÃO DE COMPRA / VENDA DE AÇÕES

ANÁLISE FUNDAMENTALISTA COM FOCO PARA A RECOMENDAÇÃO DE COMPRA / VENDA DE AÇÕES ANÁLISE FUNDAMENTALISTA COM FOCO PARA A RECOMENDAÇÃO DE COMPRA / VENDA DE AÇÕES! A análise do desempenho histórico! Análise setorial! Análise de múltiplos! Elaboração de projeções de resultados! Determinação

Leia mais

CENAIC Centro Nacional Integrado de Cursos

CENAIC Centro Nacional Integrado de Cursos Nome: Data: / /. Dia da Semana: Horário de Aula das : ás :. Nome do Professor: Carlos Roberto Mettitier Esta avaliação teórica tem o peso de 10 pontos. Instruções para realização da avaliação: 1. A avaliação

Leia mais

O GERENCIAMENTO DE ESTOQUE NUM HOTEL LOCALIZADO NO SERTÃO DE PERNAMBUCO

O GERENCIAMENTO DE ESTOQUE NUM HOTEL LOCALIZADO NO SERTÃO DE PERNAMBUCO ISSN 1984-9354 O GERENCIAMENTO DE ESTOQUE NUM HOTEL LOCALIZADO NO SERTÃO DE PERNAMBUCO Área temática: Gestão da Produção Jiceli de Souza Silva jiceli.silva2012@hotmail.com Ana Paula da Silva Farias ana_paula2778@hotmail.com

Leia mais

Um passo inicial para aplicação do gerenciamento de projetos em pequenas empresas

Um passo inicial para aplicação do gerenciamento de projetos em pequenas empresas Instituto de Educação Tecnológica Pós-graduação Gestão de Projetos Aperfeiçoamento/GPPP1301 T132 09 de outubro de 2013 Um passo inicial para aplicação do gerenciamento de s em pequenas empresas Heinrich

Leia mais

4. BANCO DE COMPETÊNCIAS PROPOSTA DE UMA FERRAMENTA DE APOIO À DECISÃO DE CAPACITAÇÃO DE RH

4. BANCO DE COMPETÊNCIAS PROPOSTA DE UMA FERRAMENTA DE APOIO À DECISÃO DE CAPACITAÇÃO DE RH 4. BANCO DE COMPETÊNCIAS PROPOSTA DE UMA FERRAMENTA DE APOIO À DECISÃO DE CAPACITAÇÃO DE RH 1. INTRODUÇÃO Gilson da Silva Cardoso Antonio Carlos Francisco Luciano Scandelari O mundo está experimentando

Leia mais

Administração. Profa. Patricia Brecht. Compras. Compras. Armazenamento, Movimentação e Administração de Compras

Administração. Profa. Patricia Brecht. Compras. Compras. Armazenamento, Movimentação e Administração de Compras Administração Profa. Patricia Brecht Armazenamento, Movimentação e Administração de Compras Compras Envolve todo o processo de localização de fornecedores e fonte de suprimento, aquisição de materiais

Leia mais

SIMCO 5.0 SIMULAÇÃO COMERCIAL

SIMCO 5.0 SIMULAÇÃO COMERCIAL SIMCO 5.0 SIMULAÇÃO COMERCIAL MANUAL DA EMPRESA TODOS OS DIREITOS SÃO RESERVADOS À BERNARD SISTEMAS LTDA. BERNARD SISTEMAS LTDA. Florianópolis, Janeiro de 2008. Todos os direitos são reservados. Nenhuma

Leia mais

UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL CAMPUS UNIVERSITÁRIO DA REGIÃO DOS VINHEDOS DISCIPLINA: ADMINISTRAÇÃO II ADM0317X PROF. ALEXANDRO BERNHARDT

UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL CAMPUS UNIVERSITÁRIO DA REGIÃO DOS VINHEDOS DISCIPLINA: ADMINISTRAÇÃO II ADM0317X PROF. ALEXANDRO BERNHARDT UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL CAMPUS UNIVERSITÁRIO DA REGIÃO DOS VINHEDOS DISCIPLINA: ADMINISTRAÇÃO II ADM0317X PROF. ALEXANDRO BERNHARDT ESTOQUE E LOGISTICA Cristian Francis Grave Michel Baretti 1 2 Estoque

Leia mais

MPU. Atualizada 10/08/2010 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 16

MPU. Atualizada 10/08/2010 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 16 Questões de Concursos 1. BACEN/ESAF 2010. O departamento de administração de materiais de uma empresa recebeu 5.000 requisições no ano de 2009, sendo que cada requisição teve uma média de 1,8 itens. Sabendo

Leia mais

SUPRIMENTOS. Detalhamento de Processos. Entrada de Nota Fiscal. Menu Movimento/Entrada via/nota Fiscal

SUPRIMENTOS. Detalhamento de Processos. Entrada de Nota Fiscal. Menu Movimento/Entrada via/nota Fiscal SUPRIMENTOS Detalhamento de Processos Entrada de Nota Fiscal Menu Movimento/Entrada via/nota Fiscal Para realizar a Entrada via Nota Fiscal: - Informar número e série da nota fiscal - Selecionar através

Leia mais

[ GUIA ] GESTÃO FINANCEIRA PARA EMPREENDEDORES

[ GUIA ] GESTÃO FINANCEIRA PARA EMPREENDEDORES [ GUIA ] GESTÃO FINANCEIRA PARA EMPREENDEDORES D e s c u b r a c o m o m a n t e r o c a p i t a l d a e m p r e s a s o b c o n t r o l e p a r a f a z e r o n e g ó c i o c r e s c e r. Uma boa gestão

Leia mais

INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO DO APE 2010

INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO DO APE 2010 SECRETARIA de ESTADO da EDUCAÇÃO SUPERINTENDÊNCIA de DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL DIRETORIA de ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR COORDENADORIA de ALIMENTAÇÃO e NUTRIÇÃO ESCOLAR INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO DO APE

Leia mais

PROCEDIMENTOS PARA ORGANIZAÇÃO E ENTREGA DE DOCUMENTOS NOVOS

PROCEDIMENTOS PARA ORGANIZAÇÃO E ENTREGA DE DOCUMENTOS NOVOS PROCEDIMENTOS PARA ORGANIZAÇÃO E ENTREGA DE DOCUMENTOS NOVOS Este manual foi elaborado para orientar o Cliente, Órgão/Entidade, sobre os procedimentos necessários a serem seguidos com relação à preparação

Leia mais

SISTEMAS DE GESTÃO DE ESTOQUES EX-PROJECT RESUMO INTRODUÇÃO

SISTEMAS DE GESTÃO DE ESTOQUES EX-PROJECT RESUMO INTRODUÇÃO SISTEMAS DE GESTÃO DE ESTOQUES EX-PROJECT Antonio Evangelino de Carvalho Soares Cintia Silvia Victor dos Santos Claudinei Candido Vieira Érica Natália Martins Silva Kátia Ribeiro dos Santos Marco Túlio

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA CALIBRAÇÃO NO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE

A IMPORTÂNCIA DA CALIBRAÇÃO NO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE A IMPORTÂNCIA DA CALIBRAÇÃO NO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE RESUMO Bruna Cássia Mendes de AZEVEDO¹ Kelly Ariane Dutra do PRADO¹ Osmar de Campos FONSECA¹ Patrícia dos Santos ALVES¹ Renato F. Saldanha

Leia mais

ÍNDICES FINANCEIROS E LUCRATIVIDADE - UM ESTUDO DOS ÍNDICES DE RENTABILIDADE

ÍNDICES FINANCEIROS E LUCRATIVIDADE - UM ESTUDO DOS ÍNDICES DE RENTABILIDADE 1 ÍNDICES FINANCEIROS E LUCRATIVIDADE - UM ESTUDO DOS ÍNDICES DE RENTABILIDADE Giselle Damasceno da Silva Graduanda em Ciências Contábeis pela UFPA RESUMO Este estudo, parte da necessidade de utilização

Leia mais

Entre R$ 10,5 milhões e R$ 60 milhões de faturamento bruto em 2009 Média.

Entre R$ 10,5 milhões e R$ 60 milhões de faturamento bruto em 2009 Média. Instruções o Marcação das respostas: repare que no final de cada pergunta há uma orientação para Marcar mais de 1 resposta OU Marcar apenas 1 resposta. Por favor, siga claramente a forma de marcação indicada

Leia mais

Manual Cartão de Pagamento do Governo Federal. Banco do Setor público

Manual Cartão de Pagamento do Governo Federal. Banco do Setor público Manual Cartão de Pagamento do Governo Federal Banco do Setor público 2 Sumário Introdução 04 Cartão de Pagamento do Governo Federal CPGF 04 Passo a Passo 10 Perguntas e Respostas 12 Legislação I Ementa

Leia mais

PASSO 8 IMPLANTANDO OS CONTROLES

PASSO 8 IMPLANTANDO OS CONTROLES PASSO 8 IMPLANTANDO OS CONTROLES Ter o controle da situação é dominar ou ter o poder sobre o que está acontecendo. WWW.SIGNIFICADOS.COM.BR Controle é uma das funções que compõem o processo administrativo.

Leia mais

Caso de uma Central de distribuição. Fluxos e roteiros de processamento. Injeção de plásticos

Caso de uma Central de distribuição. Fluxos e roteiros de processamento. Injeção de plásticos Max-Prod SIMULADORES DE PLANEJAMENTO E PROGRAMAÇÃO DE ALTA PERFORMANCE OTIMIZAÇÃO NO SEQUENCIAMENTO DE OP S E CARGA DE MÁQUINAS OTIMIZAÇÃO NA ESCOLHA DE MATERIAS DE PRODUTOS E COMPONENTES OTIMIZAÇÃO NA

Leia mais

POLÍTICAS DE SELEÇÃO, AQUISIÇÃO, ATUALIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DA COLEÇÃO DA BIBLIOTECA DA FACULDADE CATÓLICA SALESIANA DO ESPÍRITO SANTO

POLÍTICAS DE SELEÇÃO, AQUISIÇÃO, ATUALIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DA COLEÇÃO DA BIBLIOTECA DA FACULDADE CATÓLICA SALESIANA DO ESPÍRITO SANTO POLÍTICAS DE SELEÇÃO, AQUISIÇÃO, ATUALIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DA COLEÇÃO DA BIBLIOTECA DA FACULDADE CATÓLICA SALESIANA DO ESPÍRITO SANTO ELABORAÇÃO Janine Silva Figueira Vitória 2015 SUMÁRIO 1 POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO

Leia mais

LEAD TIME PRODUTIVO: UMA FERRAMENTA PARA OTIMIZAÇÃO DOS CUSTOS PRODUTIVOS

LEAD TIME PRODUTIVO: UMA FERRAMENTA PARA OTIMIZAÇÃO DOS CUSTOS PRODUTIVOS LEAD TIME PRODUTIVO: UMA FERRAMENTA PARA OTIMIZAÇÃO DOS CUSTOS PRODUTIVOS Sandra Mara Matuisk Mattos (DECON/UNICENTRO) smattos@unicentro.br, Juliane Sachser Angnes (DESEC/UNICENTRO), Julianeangnes@gmail.com

Leia mais

REGRAS E PARÂMETROS DE ATUAÇÃO

REGRAS E PARÂMETROS DE ATUAÇÃO A OLIVEIRA FRANCO SOCIEDADE CORRETORA DE VALORES E CÂMBIO LTDA, em atenção ao quanto disposto na Instrução CVM n. 505, de 27/09/2011, define por este documento, suas regras e parâmetros relativos ao recebimento,

Leia mais

PROGRAMAÇÃO DE SUPRIMENTOS E DECISÕES DE COMPRAS: O IMPACTO EM UMA INDÚSTRIA SALINEIRA

PROGRAMAÇÃO DE SUPRIMENTOS E DECISÕES DE COMPRAS: O IMPACTO EM UMA INDÚSTRIA SALINEIRA PROGRAMAÇÃO DE SUPRIMENTOS E DECISÕES DE COMPRAS: O IMPACTO EM UMA INDÚSTRIA SALINEIRA Ana Clara Cachina Saraiva (UFRN) anaclaracachina@hotmail.com Jose Raeudo Pereira (UFRN) raeudo@hotmail.com Juliana

Leia mais

ANEXO C MANUAL DE POLÍTICA DE FORNECIMENTO PARA ATENDIMENTO ÀS LOJAS DA REDE PRÓPRIA

ANEXO C MANUAL DE POLÍTICA DE FORNECIMENTO PARA ATENDIMENTO ÀS LOJAS DA REDE PRÓPRIA ANEXO C MANUAL DE POLÍTICA DE FORNECIMENTO PARA ATENDIMENTO ÀS LOJAS DA REDE PRÓPRIA Prezados Senhores, Face à constante processo de melhoria contínua nos procedimentos da Rede de Valor Le Postiche, elaboramos

Leia mais