DIFERENÇAS SOMAM Viva a diversidade!

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1 DIFERENÇAS SOMAM Viva a diversidade!

2 Nossa diversidade é nossa riqueza Cada um de nós é único, diferente e especial. Diversidade é a regra e é também uma riqueza, pois proporciona o encontro de ideias, perspectivas e experiências distintas, tornando o mundo um campo mais fértil e a colheita bem temperada. A ArcelorMittal acredita nisso e esta crença está consolidada em sua Política de Diversidade e Inclusão, que você vai conhecer aqui. A Política foi implementada pelo Grupo em agosto de 2009 e destaca valores como respeito, cooperação, solidariedade, flexibilidade e equidade todos eles valores que a empresa sempre cultivou e buscou incentivar na sua equipe. Mais que um documento, a Política de Diversidade e Inclusão é um compromisso. E um compromisso que pede o seu engajamento, porque valorizar a diversidade é um exercício de diálogo e aprendizado constantes. Desafio e oportunidade A ArcelorMittal é uma empresa mundial e lida cotidianamente com as diversidades regionais, locais e pessoais em suas unidades espalhadas por 28 países. Esse é um grande desafio empresarial, mas também uma enorme oportunidade. Sim, oportunidade de desenvolver um conhecimento profundo das realidades locais e de criar um ambiente de trabalho sadio e empolgante.

3 A riqueza do mundo está no diálogo da sua diversidade. E valorizar esse diálogo é um exercício cotidiano e um aprendizado para a vida toda. Para a empresa, um ambiente rico em diversidade é fundamental para o sucesso dos negócios. Isto porque pessoas que pensam de forma diferente geram soluções inovadoras e respostas mais criativas diante de desafios, impulsionando a empresa cada vez mais além. Para o mundo, seja nas relações regionais seja em âmbito global, o encontro sadio de diversidades tem efeito similar. Diferenças que se respeitam e dialogam proporcionam mais formas de ver e resolver problemas e abrem mais possibilidades de tolerância, respeito mútuo e desenvolvimento. Por isso, entender e valorizar a diversidade é tornar o mundo um lugar mais interessante e criativo. Você vai conhecer agora a Política de Diversidade e Inclusão da ArcelorMittal e saber um pouco mais sobre o tema: o que a empresa já faz no Brasil em relação à inclusão e à valorização da diversidade; entender um pouco melhor conceitos; conhecer algumas estatísticas; ter dicas de como lidar com a diversidade no dia a dia e de como se relacionar com pessoas com deficiência, entre outras informações. Esperamos que o material lhe sirva de inspiração para o trabalho e para a vida. E lembre-se sempre de que diferenças somam.

4 Política de Diversidade e Inclusão Nosso objetivo é construir um ambiente de trabalho moderno e flexível que revele a originalidade e o talento de nossos empregados. Considerar todo o potencial presente neste ambiente ampliará nosso sucesso ao nos ajudar a definir novos mercados, responder aos desafios dos nossos clientes e corresponder às expectativas de nossos stakeholders com inovação e criatividade. A ArcelorMittal é a maior e mais completa companhia de aço do mundo, com operações em 28 países e busca assegurar que a implementação de nossas atividades em todos os lugares considere as leis a serem cumpridas e também a riqueza cultural de cada país onde estamos presentes. Acreditamos no poder da ousadia que cria oportunidades para ressignificar a excelência, que integra a nossa indústria e que nos leva ao nosso maior objetivo: transformando o amanhã. Nós estamos convencidos de que a diversidade da nossa equipe é uma riqueza. Ela traz novas ideias, perspectivas e experiências num ambiente acolhedor e que fortalece nossos valores de Sustentabilidade, Qualidade e Liderança. Para a ArcelorMittal, diversidade significa uma equipe que contenha diferentes culturas, gerações, gêneros, grupos étnicos, nacionalidades, competências, origens sociais e todas as outras características que nos tornam singulares. Inclusão diz respeito à criação de um ambiente no qual cada um tenha a oportunidade de participar plenamente na criação do sucesso do negócio e onde todos os empregados são valorizados em suas diferentes habilidades, experiências e perspectivas. Sustentabilidade Para transformar o amanhã e para continuar evoluindo, estamos desenvolvendo padrões internacionais de liderança, que tenha ao mesmo tempo um conhecimento profundo da realidade local e os conhecimentos específicos exigidos na ArcelorMittal. Nós consideramos as diversas ideias e diferentes maneiras de ser e trabalhar dentro da Organização para continuamente criar e incrementar nossa performance e para melhor servir aos nossos clientes.

5 Qualidade Precisamos atrair e manter os melhores talentos, sermos identificados como um empregador atraente ao maior número possível de talentos potenciais e reconhecidos por apoiar todos para que atinjam seu pleno potencial e para que contribuam para o sucesso da ArcelorMittal. Para que isso aconteça, estamos empenhados em: Identificar, analisar e abordar de maneira pró-ativa os desafios da diversidade dentro do Grupo e suas unidades, de maneira a apoiar a implementação desta política. Garantir que todas as unidades de negócio (BUs) cumpram com as obrigações legais, regulamentos, o Código de Conduta e a prática de nossos Valores. Eliminar comportamentos de discriminação em qualquer etapa da vida profissional e em qualquer nível hierárquico. Dar o direito a todos os empregados e prestadores de serviços de acesso a um ambiente de trabalho livre de assédio. Adaptar processos e procedimentos internos para tornar possível a diversidade e a inclusão. Fornecer capacitação e sensibilização sobre as responsabilidades de todos para com a diversidade e inclusão, bem como sobre seus benefícios, visando a promover maior compreensão de nossas diferenças e semelhanças, a diminuir os preconceitos e a aumentar o respeito e a flexibilidade, ampliando, assim, a eficiência de nossas equipes multiculturais. Liderança Nossa gente coloca em prática no dia a dia as normas e os comportamentos estabelecidos pelo nosso Código de Conduta, a definição das competências e nossos valores. Nossos líderes praticam uma abordagem aberta e inclusiva na gestão das atividades, nas relações com a comunidade, fornecedores, clientes e outros stakeholders, buscando o aprimoramento contínuo e níveis sustentáveis de performance.

6 Sintonia global A DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL Em 2001, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) publicou a Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural. O documento demonstra que a valorização das diversidades das culturas é um caminho fundamental para o desenvolvimento sustentável e coexistência pacífica mundial. Para reforçar, o dia 21 de maio foi adotado como Dia Mundial da Diversidade Cultural. A Declaração afirma que cada indivíduo deve reconhecer não só o outro em todas as suas formas, mas também o caráter plural de sua própria identidade dentro de sociedades igualmente plurais. Só assim é possível conservar a diversidade cultural em sua dimensão dupla de processo evolutivo e fonte de expressão, criação e inovação. Conheça alguns trechos do texto da Declaração da Unesco:

7 A cultura adquire formas diversas através do tempo e do espaço. Essa diversidade se manifesta na originalidade e na pluralidade de identidades que caracterizam os grupos e as sociedades (...) Fonte de intercâmbios, de inovação e de criatividade, a diversidade cultural é, para o gênero humano, tão necessária como a diversidade biológica para a natureza. Nesse sentido, constitui o patrimônio comum da humanidade e deve ser reconhecida e consolidada em benefício das gerações presentes e futuras. Em nossas sociedades cada vez mais diversificadas, torna-se indispensável garantir uma interação harmoniosa entre pessoas e grupos com identidades culturais a um só tempo plurais, variadas e dinâmicas, assim como sua vontade de conviver. As políticas que favoreçam a inclusão e a participação de todos os cidadãos garantem a coesão social, a vitalidade da sociedade civil e a paz. A diversidade cultural amplia as possibilidades de escolha que se oferecem a todos; é uma das fontes do desenvolvimento, entendido não somente em termos de crescimento econômico, mas também como meio de acesso a uma existência intelectual, afetiva, moral e espiritual satisfatória.

8 O que o tema tem a ver conosco? O QUE JÁ FAZEMOS NO BRASIL EM RELAÇÃO À DIVERSIDADE E À INCLUSÃO A ArcelorMittal já atua em várias frentes de valorização da diversidade e da inclusão. São ações internas e externas que fortalecem a filosofia e os valores corporativos. No ambiente interno, as ações demonstram a importância que a empresa dá à expressão plena dos empregados e à valorização de talentos. Externamente, mostram o compromisso da ArcelorMittal com a inclusão profissional e social e com a valorização das identidades culturais das comunidades onde está presente. Conheça algumas dessas ações: Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência (ArcelorMittal Aços Longos) Busca promover a qualificação profissional e contribuir para a inclusão de pessoas com deficiência e para o reingresso de profissionais parcial ou totalmente incapacitados no mercado de trabalho. A ação tem a parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e abrange as áreas administrativa e de manutenção mecânica. Programa Somar (ArcelorMittal Tubarão) Incentiva a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, por meio da capacitação profissional, contratação de pessoas qualificadas, formação de banco de currículo e inclusão em programas de estágio. O programa também busca envolver empregados, familiares e comunidades, de forma a contribuir para a conscientização em relação ao tema. Projeto Catavento (ArcelorMittal Tubarão) Iniciativa desenvolvida em parceria com a Ação Comunitária do Espírito Santo (ACES) e outras 22 instituições, foca a inclusão social de pessoas com deficiência por meio da educação e da arte. Oferece cursos e oficinas de capacitação, orientação aos familiares dos beneficiários, e busca também difundir uma visão livre de preconceitos com relação às potencialidades das pessoas, por meio do apoio a eventos voltados a debater o tema e a buscar novas formas de atuação.

9 Programa de Aprendizagem Industrial para Pessoas com Deficiência (ArcelorMittal Inox Brasil) Objetiva promover a inclusão social e o convívio com a diversidade, oferecendo acesso à formação e futuras oportunidades para pessoas com deficiência. Em convênio com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), oferece curso na área de manutenção elétrica, que tem boa demanda no mercado de trabalho. O conteúdo envolve o desenvolvimento de habilidades básicas e específicas, em treinamentos teóricos e práticos. Projeto Educar na Diversidade (Fundação ArcelorMittal Brasil) Busca mobilizar educadores para que promovam a transformação nas práticas pedagógicas de escolas comuns e especiais, de forma a se alcançar o sucesso da inclusão escolar de alunos com deficiência. O projeto capacita educadores da rede pública, com conteúdo teórico e atividades práticas e de planejamento, de forma a preparar os educadores para o atendimento educacional especializado. Incentivo cultural A ArcelorMittal promove a valorização da diversidade também por meio de sua Política do Investimento Cultural. A empresa apoia a expressão das diversidades regionais por meio do patrocínio de projetos culturais, com foco na formação de gestores, artistas e públicos, e na ampliação do acesso das comunidades a bens e serviços culturais. Os projetos incluem cursos, seminários, palestras, workshops, oficinas, publicações, espetáculos e exposições. Promoção social A ArcelorMittal leva o esforço de inclusão também para fora da empresa, com várias ações de inclusão social nas comunidades onde está presente. São, entre muitos, programas de alfabetização, projetos de capacitação e cursos profissionalizantes, que buscam proporcionar a públicos menos privilegiados melhores condições de geração de renda e de acesso ao mercado de trabalho.

10 Diversidade AFINAL, DO QUE ESTAMOS FALANDO QUANDO FALAMOS EM DIVERSIDADE? O mundo internacionalizado em que vivemos nos dá a ilusão de que somos iguais. Mas não somos realmente iguais, não é mesmo?! Olhe para si e à sua volta: não existe nenhum outro ser igual a você. Temos semelhanças e temos diferenças. Esse conjunto é que é diversidade. Diverso não é o outro. Somos todos. Falar de diversidade não é falar dos outros, mas de todos nós, pois todos somos diversos. De alguma maneira, somos todos singulares. Um costume arraigado, que precisa ser abandonado, é a ideia de normalidade : como se existisse um padrão considerado normal e tudo que não se encaixasse nele fosse o diferente. Esta é uma ideia equivocada. Afinal, como podemos falar em normalidade em

11 um mundo com quase 7 bilhões de pessoas de culturas tão diversas; em um país, como o Brasil, com 200 milhões de indivíduos de comunidades tão particulares; em um grupo empresarial, como a ArcelorMittal, presente em 28 países tão culturalmente distintos; e em uma empresa, como a nossa, que tem raízes em mais de 60 municípios de identidades plurais? Portanto, esqueça-se de que existe um padrão que pode ser chamado de normal. Isso é um um mito. O normal é ser diverso. Ampliando a visão É comum, quando pensamos em diversidade, achar que a questão se restringe a gênero e raça/etnia. Esta é uma visão estreita que precisa ser ampliada. Diversidade engloba muito mais: precisamos considerar outras particularidades, como idade, condição socioeconômica, experiências e história de vida, estilo de trabalho, estado civil, orientação sexual, religião, condição de saúde, deficiência física ou intelectual, personalidade, gostos e preferências, crenças e valores, entre tantas e incontáveis outras diferenças/semelhanças. O preconceito nem sempre é consciente Muitas vezes reproduzimos padrões de preconceito e discriminação herdados. São posturas, às vezes sutis, que reproduzimos sem sequer nos darmos conta. Somos produto de nossas experiências de vida e de heranças culturais. Por isso, nossas crenças e valores são relativos e parciais. Mudar isto é um desafio diário e para a vida toda, um aprendizado constante.

12 São pequenas falas do tipo: apesar de ser mulher, fulana é muito eficiente ; mesmo com deficiência, fulano desenvolve um trabalho ótimo. Isto é preconceito inconsciente. A diversidade (ser mulher, ter deficiência ou qualquer outra particularidade) não se contrapõe à capacidade e, quando falamos coisas desse tipo, estamos no fundo sendo preconceituosos e desrespeitosos. Respeitar é mais que tolerar Diante de diferenças, podemos simplesmente não considerá-las e apenas tolerá-las. Isso não é respeitar a diversidade. Respeitar não é simplesmente conviver com. Sabemos que existem pessoas com valores e objetivos de vida diferentes e nem sempre compatíveis com os nossos. Respeitar é abranger essas diferenças e, de fato, interagir com o diverso e permitir a troca. Nem sempre é fácil: precisamos aceitar que nossas crenças e valores são relativos, subjetivos e parciais. Mas é fundamental: só assim estaremos valorizando a diversidade e explorando o melhor que ela tem para oferecer. Ao permitir-se dialogar com um outro diferente de nós, e por vezes quase intolerável, abrimos nossas vidas para novas perspectivas. Se conseguirmos dar esse passo, podemos nos surpreender. Dialogar com o diverso pode nos levar a reavaliar conceitos, a mudar valores pessoais ou, ao contrário, reforçá-los. Pode também nos unir em laços de cooperação para construir algo maior e para enfrentar juntos problemas comuns. Mas lembre-se: para isso, a troca é imprescindível. No final das contas, ao trocar, as diferenças sempre somam, sempre agregam. Não dar esse passo é ser intolerante. A intolerância fecha nossos olhos e nos torna inflexíveis. E a rigidez pode nos levar ao isolamento. Se somos diversos, como fica a questão da igualdade? Diversidade não se opõe a igualdade. Logo em seu primeiro artigo, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (proclamada em 1948, na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas) nos lembra: Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade. Lendo o texto com atenção, percebemos que é uma declaração de igualdade que não exclui a diversidade. Ao contrário. Ao orientar para o espírito de fraternidade, nos chama para uma atitude de respeito pelo outro. E respeitar o outro não é sumir com as diferenças, e sim considerá-las na construção de regras de convivência no sentido da harmonia.

13 Conheça algumas estatísticas DEFICIÊNCIA 14,5% da população, ou seja, mais de 24 milhões de pessoas, apresentam algum tipo de deficiência (visual, auditiva, física, intelectual ou múltipla). GÊNERO Mulheres: 51,2% (97,19 milhões) Homens: 48,8% (92,62 milhões) IDADE Idosos: 10,5% (20 milhões de pessoas com mais de 60 anos, sendo 11 milhões de mulheres e 9 milhões de homens). Jovens: 18% (34 milhões de pessoas entre 15 a 29 anos) COR/RAÇA Negros: 49,7% (94,34 milhões) - 7,4% pretos e 42,3% pardos (que engloba mulatos, caboclos, cafuzos, mamelucos ou mestiços de preto com outra cor/raça). Brancos: 49,4% (93,77 milhões) Amarelos e indígenas: 0,9% (1,51 milhão) RELIGIÃO Católicos: 73,89% Evangélicos: 16,22% Sem religião: 7,35% Espírita (Espiritualistas, Kardecistas): 1,35% Outras: 1,19% ORIENTAÇÃO SEXUAL Não há estatísticas oficiais no Brasil sobre orientação sexual. Estimativas apontam que mais de 10% da população sejam homossexuais. Também não existe consenso sobre a nomenclatura para os diferentes tipos de orientação além da heterossexual. O termo homossexual cobriria apenas um deles. A tendência tem sido a de utilizar a sigla LGBT ou LGBTTTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros e simpatizantes) para identificar quaisquer orientações sexuais e identidades de gênero divergentes do sexo designado no nascimento. (Fontes: Censo IBGE 2000, FGV/IBGE 2005, IBGE/PNAD 2008)

14 Inclusão DEFINIR PARA COMPREENDER O atual conceito de deficiência foi introduzido pela Convenção sobre Direitos da Pessoa com Deficiência (ONU, 2006) e indica que pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de natureza física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas. COMO DENOMINAR: atualmente, a denominação utilizada é pessoa com deficiência. Ela foi escolhida porque assinala que o aspecto adjetivo ( com deficiência ) é apenas uma dentre várias características da pessoa. As denominações acompanham a particularidade da deficiência: pessoa com deficiência física, pessoa com deficiência auditiva, pessoa com deficiência visual e pessoa com deficiência intelectual. No caso de pessoas com deficiência visual ou auditiva total, os termos cego e surdo são aceitáveis. Não é correto dizer que alguém é surdo-mudo. Muitas pessoas surdas não falam porque não aprenderam a falar, mas não implica necessariamente que elas não possam falar. Uma questão interessante é a adoção de deficiência intelectual como substituta da denominação deficiência mental. A justificativa para a troca é que o termo intelectual é mais apropriado por referir-se ao funcionamento do intelecto especificamente, e não ao funcionamento da mente como um todo. Outra razão é que a adoção dessa denominação evita a confusão de deficiência com doença mental (que é uma condição absolutamente distinta). COMO NÃO DENOMINAR: deixe de lado denominações superadas, como portador de deficiência, pessoa com necessidades especiais, portador de necessidades especiais, e nunca utilize expressões desrespeitosas e pejorativas, como inválido, retardado, excepcional, incapaz, aleijado etc. Lembre-se: todos têm limitações, sejam pessoas com deficiência ou não.

15 RELACIONANDO-SE BEM COM PESSOAS COM DEFICIÊNCIA Por falta de informação, nem todos sabem como se relacionar com pessoas com deficiência e acabam criando barreiras para a inclusão. Confira algumas dicas que podem contribuir para um relacionamento de respeito e cooperação: Não tente ignorar a deficiência É comum achar que fingir não notar a deficiência é uma forma de respeitar a pessoa. Não é! A deficiência está ali e não pode ser ignorada. Ao contrário, já que a pessoa vai ter uma ou mais necessidades específicas que precisam ser consideradas nas rotinas. Lembre-se de que o tratamento igualitário deve levar em conta as necessidades individuais. Relacione-se com naturalidade Ao encontrar uma pessoa com deficiência, procure agir com naturalidade. Não a trate como se ela fosse uma criança, nem como se estivesse doente.

16 Ajude só quando necessário Se você achar que uma pessoa com deficiência precisa de ajuda, ofereça. Se a pessoa aceitar, pergunte qual a forma mais adequada para auxiliá-la. Não se ofenda se a ajuda for recusada. Muitas vezes, a ajuda não é necessária ou determinada atividade pode ser melhor desenvolvida sem assistência. Seja sincero Em situações embaraçosas, tenha em mente que o respeito, aliado à delicadeza, à sinceridade e ao bom humor, sempre ajuda. E, se você não se sentir confortável ou seguro para fazer algo solicitado por uma pessoa com deficiência, sinta-se livre para recusar, mas procure alguém que possa ajudá-la. Potenciais e limitações são comuns a todos nós Assim como todos têm potenciais, também têm limitações. Para as pessoas com deficiência, a regra não muda. Em função de uma deficiência, a pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas atividades, mas ter extrema habilidade para outras exatamente como todo mundo. Procure enxergar essa habilidade da pessoa, seu talento, seu potencial e outras qualidades. Respeite o espaço da pessoa Considere que os acessórios utilizados pelas pessoas com deficiência fazem parte de seu espaço. Cadeiras de rodas, muletas, bengalas e até cães-guias só devem ser tocados quando permitido ou solicitado. Seja um promotor da inclusão Observe se o seu local de trabalho pode receber melhorias para atender às pessoas com deficiência. Confira se a entrada oferece condições de acesso para quem tem alguma dificuldade de locomoção; se há condições internas para a circulação de uma pessoa em cadeira de rodas; se o banheiro precisa ser adaptado; e se há sinalização adequada. Lembre-se de que respeitar as diferenças significa considerá-las na construção de regras, modos de convivência, na adaptação de processos e procedimentos para tornar a inclusão uma realidade. Torne a postura inclusiva uma atitude para a vida Agir para garantir a igualdade (de direitos) na diversidade (de particularidades) é uma questão ética de co-responsabilidade. Por isso, faça o exercício diário de praticar posturas inclusivas não só na empresa como também na sua vida em comunidade.

17 DICAS ESPECÍFICAS PARA AS DIFERENTES DEFICIÊNCIAS É importante conhecer um pouco da realidade de cada tipo de deficiência para saber a melhor forma de se relacionar. E não se esqueça: aja com naturalidade e sem preconceitos. DEFICIÊNCIA VISUAL Identifique-se sempre Quando se aproximar de uma pessoa com deficiência visual, identifique-se. Não deixe de apertar sua mão ao encontrá-la. Da mesma forma, sempre que deixar o lugar, informe que você está saindo; ela pode não perceber que você se foi. Guie com segurança Para guiar uma pessoa com deficiência visual, devemos deixá-la segurar nosso braço, de preferência no cotovelo ou no ombro, para que ela sinta nossos movimentos e possa nos acompanhar. Evite pegá-la pelo braço sem permissão e puxá-la com você. Além de perigoso, isso pode assustá-la. Descreva o trajeto Durante o trajeto, avise à pessoa sobre a existência de degraus e outros obstáculos. Procure descrever o percurso, indicando, por exemplo, o número de degraus de uma escada e o lado onde fica o corrimão. Converse à vontade e lembre-se de que a deficiência é visual e não auditiva Não fique receoso quando conversar com uma pessoa com deficiência visual. Procure manter a conversa com naturalidade e não grite. Lembre-se de que a pessoa não enxerga, mas escuta normalmente às vezes a audição de uma pessoa com deficiência visual é até mais desenvolvida que o normal. Integrar significa tornar um só. Pense em quantas interações criativas a inclusão pode gerar.

18 DEFICIÊNCIA AUDITIVA Faça contato físico ou visual Ao falar com uma pessoa com deficiência auditiva, acene para ela ou toque levemente seu braço para que ela volte a atenção para você. Facilite a leitura labial Fique de frente para a pessoa, deixando a boca visível, de forma a possibilitar a leitura labial. Evite fazer gestos ou segurar objetos em frente à boca. Fale em tom normal de voz, de forma bem articulada, distinguindo palavra por palavra, mas não exagere. Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contato visual. Não grite Lembre-se: falar mais alto com um deficiente auditivo é inútil. Seja expressivo ao falar Expressões faciais, gestos e movimentos do corpo, que indicam sentimentos de alegria, surpresa, sinceridade etc., substituem as mudanças sutis do tom de voz, que não são percebidas pelas pessoas com deficiência auditiva. Não deixe de comunicar-se Normalmente, a voz de uma pessoa com deficiência auditiva é diferente, já que ela não escuta o som que está emitindo. Se você tiver dificuldade para entender, fique à vontade para pedir que a pessoa repita ou escreva a mensagem em um papel. O importante é se comunicar. DEFICIÊNCIA FÍSICA Respeite o ritmo de cada um Se você estiver acompanhando uma pessoa com deficiência física, procure acompanhar o seu ritmo de deslocamento. Conduza uma cadeira de rodas com cuidado Tenha atenção ao conduzir uma pessoa em cadeira de rodas, tomando cuidado ao passar por obstáculos e pessoas. Em uma descida ou degrau, o ideal é ficar de

19 costas e guiar a cadeira de marcha a ré ou com a frente da cadeira suspensa, para evitar a perda de equilíbrio. Para subir ou descer mais de um degrau, é aconselhável pedir ajuda para mais uma pessoa. Pergunte se você pode ajudar Algumas pessoas que utilizam cadeira de rodas preferem movimentá-la sozinhas. Por isso, mesmo nos casos em que ela pareça estar precisando de auxílio, pergunte antes, para certificar-se de que ela deseja ser ajudada. Não se apoie na cadeira de rodas A cadeira de rodas representa uma extensão do corpo da pessoa que a usa. Apoiar-se ou encostar-se na cadeira sem a permissão do usuário pode ser considerada uma atitude de invasão e desrespeito. Olhe no olho Ao conversar por mais que alguns minutos com uma pessoa que usa cadeira de rodas, procure sentar-se também ou inclinar-se, para que vocês fiquem com os olhos no mesmo nível. DEFICIÊNCIA INTELECTUAL Seja paciente Pessoas com deficiência intelectual podem apresentar dificuldades de aprendizado e raciocínio. Por isso, é importante que você respeite as limitações e mantenha-se sempre disposto a ajudar. Não subestime a capacidade Permita que as pessoas com essa deficiência tentem cumprir suas tarefas sem a sua ajuda. Elas tendem a realizar as atividades de forma mais lenta, entretanto isso não quer dizer que elas sejam dependentes. Lembre-se de ajudar apenas com o que for realmente necessário e só quando for solicitado. Relacione-se normalmente Adote um tratamento natural para as pessoas com deficiência intelectual. Cumprimente-as e mantenha um diálogo sempre que for possível.

20 M:IB O mundo é um mosaico de bilhares de partes diversas. Ouse imaginar este mosaico em movimento constante. O que somos hoje podemos não ser amanhã. A diversidade é móvel e isto é o tempero da vida.

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