Programa para o Departamento de Engenharia Cerâmica e do Vidro Mário Guerreiro Silva Ferreira

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1 Programa para o Departamento de Engenharia Cerâmica e do Vidro Mário Guerreiro Silva Ferreira

2 Programa de acção Um programa de acção para qualquer unidade orgânica deve atender aos objectivos gerais estabelecidos para a instituição onde se integra, de modo a que não seja criada competição entre órgãos de gestão, mas sim compromisso e complementaridade. Na elaboração deste programa para o Departamento de Engenharia Cerâmica e do Vidro (DECV) da Universidade de Aveiro (UA) para o quadriénio , foi tido em atenção o Plano de Desenvolvimento da UA e o programa de acção da candidatura do seu actual Reitor. No programa conjugam-se várias linhas de actuação a que se obrigará o Director do Departamento de Engenharia Cerâmica e do Vidro, de modo a imprimir à gestão do DECV a dinâmica necessária para o conduzir a uma posição de referência na área da ciência e engenharia dos materiais a nível da universidade, do país e da Europa. Apresentam-se diversas medidas a implementar ao longo do mandato, a que me candidato. Visam reforçar a competitividade do DECV, alicerçando-a numa cultura de qualidade e certificação. As mudanças a operar são necessárias, essencialmente ao nível das atitudes, das práticas de ensino e aprendizagem, da investigação e desenvolvimento e dos métodos de governação. O DECV tem tido desde a criação da universidade uma posição de destaque a nível de qualidade científica, tendo estado posteriormente na génese do Laboratório Associado CICECO. No ensino, apesar de formar bons diplomados, necessita de se tornar ainda mais atraente na captação de mais e melhores alunos. A articulação entre ensino e investigação deve ser fortalecida, de modo a tornar o ensino mais motivador para os alunos. De igual modo o DECV deve ser um pólo aglutinador do ensino e investigação de materiais na UA, devendo fomentar a criação duma plataforma interdepartamental que coordene os mesmos. Em contrapartida, às medidas que se apresentam e para as levar a bom termo, espera-se que a Universidade dote o Departamento das correspondentes condições e instrumentos para uma efectiva e adequada gestão dos recursos humanos e materiais. 2

3 Medidas Afirmo a necessidade, entre outras, das seguintes medidas: 1. Usar estratégias adequadas ao acompanhamento e recrutamento dos melhores alunos do secundário, como, por exemplo, a divulgação dos cursos junto das escolas secundárias e o acolhimento dos alunos dessas escolas para visitas e estadias de curta duração (1 ou 2 semanas). 2. Efectuar, conjuntamente com os Directores de Curso, o aperfeiçoamento curricular de forma a dotar os alunos das competências adequadas a cada ciclo de estudos e a integração de matérias entre diferentes áreas curriculares. 3. Promover alterações curriculares que tomem em consideração o feedback recebido dos diplomados e dos empregadores. 4. Promover o ensino centrado no aluno e a adopção de metodologias pedagógicas que envolvam o aluno em situações activas de aprendizagem. 5. Fomentar uma avaliação que evidencie os resultados da aprendizagem de acordo com as competências adequadas a cada ciclo de formação. 6. Promover a articulação com a investigação ao nível dos três ciclos de estudos. 7. Rever a oferta dos 2os ciclos, adequando-a melhor às necessidades da sociedade e da procura. Aumentar o número de dissertações a serem realizadas em empresas ou noutras instituições exteriores à UA, de modo a diversificar a experiência dos alunos. 8. Estabelecer estratégias específicas para os 2os ciclos que permitam fixar os melhores licenciados do Departamento e captar alguns dos melhores de outras instituições e/ou cursos. 9. Fomentar a organização dos cursos numa estrutura modular de programas, de modo a facilitar a mobilidade e a frequência dos módulos por público exterior. 10. Aumentar o número global de estágios curriculares e de inserção profissional, e de primeiros empregos. 11. Trabalhar com as Comissões de Curso de maneira a aumentar a participação activa dos estudantes no que concerne ao planeamento educativo, ao sistema de qualidade e avaliação e à visão global de todo o processo. 3

4 12. Fomentar um plano de acção (tutorado) para acompanhamento dos estudantes por docentes, que permita capacitá-los em termos de metodologias de estudo, gestão e planeamento de tempo, como lidar com o stress e como trabalhar em grupo. 13. Estimular a integração dos jovens investigadores, envolvendo-os nas actividades lectivas (ao nível do 2º e 3º ciclos), e encontrar formas de reconhecer o seu mérito através da atribuição de prémios. 14. Acompanhar o percurso profissional dos graduados. 15. Aumentar o número de estudantes de pós-graduação e investigadores (pósdoutorados) estrangeiros, promovendo o recrutamento internacional, quer através da divulgação do Departamento quer da abertura de bolsas de investigação no âmbito de projectos, divulgadas internacionalmente. 16. Facilitar a colaboração científica com outras universidades, politécnicos, laboratórios de investigação, empresas e centros tecnológicos, fomentando projectos conjuntos de investigação e tecnológicos e o uso recíproco de equipamentos. 17. Estabelecer protocolos com universidades estrangeiras que concretizem efectivas parcerias para o desenvolvimento de programas de doutoramento internacionais conducentes a titulação conjunta ou a múltipla titulação, para a candidatura a programas europeus e para a mobilidade de estudantes, professores e investigadores. 18. Prosseguir a política de estabelecimento de parcerias com instituições congéneres ou outros departamentos da UA, de modo a contribuir para a racionalização do ensino superior e a partilha de competências. 19. Fomentar acordos com empresas para estabelecimento de doutoramentos em colaboração e mobilidade de estudantes, docentes e investigadores. 20. Promover programas de leccionação de cursos não conferentes a grau, como actividades de especialização e actualização de indivíduos na vida activa. 21. Incentivar os investigadores e recém-graduados a terem iniciativas empresariais próprias. 22. Premiar o mérito e dedicação dos docentes (propor abertura de concursos, licenças sabáticas extraordinárias, atribuição de espaços, apoio à participação em congressos ). 23. Intensificar o apoio técnico e administrativo, que apresenta um rácio baixo. 24. Dinamizar a formação especializada e o desenvolvimento pessoal dos não docentes e encontrar formas de premiar o seu mérito. 4

5 25. Promover uma maior diversificação dos financiamentos para o Departamento, através de contratos de planos de desenvolvimento com a Reitoria e prestação de serviços ao exterior. 26. Efectuar a reabilitação de espaços de modo a promover maiores interacções entre professores, investigadores e estudantes dos vários ciclos. 27. Construir e manter uma página Web de grande qualidade. 28. Majorar a ligação entre o CICECO e o Departamento, de modo a ter uma maior proximidade na gestão das duas unidades. 29. Nomear o Conselho de Estratégia com membros maioritariamente externos à Universidade para aconselhamento na qualidade dos programas e facilitar a interacção do DECV com a sociedade. Reunirá, por norma, uma vez por semestre. 30. Cooperar com a Reitoria, Conselho Científico, Conselho Pedagógico, Conselho de Departamento, Unidades de Investigação, outros Departamentos e demais órgãos da Universidade, de modo a uma realização integrada e efectiva da governação. Em síntese: Procurar-se-á desenvolver em cada membro do Departamento a competência e o entusiasmo para trabalhar com saber, criatividade e eficacidade. Aveiro, 10 de Dezembro de

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