CONSELHO ECONÓMICO E SOCIAL COLÓQUIO A GLOBALIZAÇÃO E A ECONOMIA PORTUGUESA

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1 CONSELHO ECONÓMICO E SOCIAL COLÓQUIO A GLOBALIZAÇÃO E A ECONOMIA PORTUGUESA (Organizado pelo Conselho Económico e Social, na Aula Magna do ISCTE, a 29 de Abril de 1998) LISBOA, 1998

2 ÍNDICE Investimento Estrangeiro Prof. Guilherme Costa Relator 4 Prof. António Romão Comentador 13 Internacionalização das Empresas Portuguesas Prof. Víctor Corado Simões Relator 24 Prof. Víctor Santos Comentador 25 Comércio Externo Prof. César das Neves Relator 33 Prof.ª Maria Paula Fontoura Comentadora 54 Globalização Financeira Dr. Rui Martins dos Santos Relator 72 Dr. João Costa Pinto Comentador 84 Implicações para a Economia Portuguesa Prof. Álvaro Martins Relator 90 Prof. João Joanaz de Melo Comentador 91 Programa 97 2

3 Investimento Estrangeiro 3

4 Professor Guilherme Costa * Relator Antes de mais nada, muito obrigado Sr. Professor Silva Lopes, pelas palavras e pelo convite. Minhas senhoras e meus senhores, Começaria por confessar que optei por não ter uma exposição escrita. Se percebo um pouco o âmbito e os objectivos deste Colóquio por parte do Conselho Económico e Social, penso que há neles um triplo objectivo: o objectivo da informação do ponto da situação, o objectivo da reflexão e o objectivo do levantamento das ideias que podem mobilizar os vários intervenientes, os vários agentes económicos em Portugal, para a tomada de decisões e para o apoio a determinadas acções. Nesse sentido, mais do que uma intervenção demasiado articulada, pareceu-me, preferível tentar identificar aquilo que eram as questões informativas e as questões críticas para a promoção do investimento estrangeiro em Portugal. Começaria por referir que o investimento estrangeiro em Portugal ganha dimensão minimamente significativa a partir da adesão de Portugal à CEE. O investimento acumulado entre 1986 e 1996 foi 28 vezes superior ao acumulado no período de Ao longo desta última década, portanto entre 1986 e 1996, é importante, do meu ponto de vista (até para tirarmos conclusões de ordem prática), distinguir três períodos: Um primeiro período que termina no final de 1991 e caracterizou-se por taxas de crescimento do investimento directo estrangeiro em Portugal extremamente elevadas, em que o valor do investimento directo estrangeiro, face ao Produto Interno Bruto e face à Formação Bruta de Capital Fixo, passou de 0,5% e 2%, respectivamente, para 4,5% e 17%, entre 1986 e Há depois um segundo período abrangendo grosso modo, 3-4 anos, entre 1992 e meados de 1995, que é caracterizado por taxas negativas de crescimento do investimento directo estrangeiro em Portugal, em que os valores que acabei de referir voltaram a baixar, vindo o IDE a situar-se em 2,2% de percentagem do PIB e 9,7% da percentagem da FBCF. Esta evolução terá, a ver com razões simultaneamente estruturais e conjunturais. Não podemos desligar este período da recessão económica mundial que, naturalmente, implicou uma retracção do investimento, não só em Portugal mas também a nível internacional, como também não podemos desligá-lo da alteração de algumas das condições que fizeram de Portugal, no período anterior, um país na moda em matéria de atracção de investimento estrangeiro. Já lá voltaríamos, porque não posso deixar de referir o terceiro período, a partir de 1995 até ao momento, em que se verificou, uma inversão na tendência decrescente * Presidente do ICEP. 4

5 dos três anos anteriores, assistindo-se a uma retoma do crescimento dos fluxos de capitais externos no nosso país, voltando os dois indicadores a atingir valores semelhantes aos atingidos em ,2% do PIB e 17% da FBCF. Segunda informação quantitativa que me parece importante reter para as conclusões que possamos tirar a seguir, é que no início de cada um destes períodos que eu referi, portanto em e depois em 95, há saltos no desinvestimento em Portugal. Portanto, o desinvestimento em Portugal, até é praticamente nulo, os valores do desinvestimento em Portugal dão um salto em e dão um segundo salto em O fluxo líquido começa a ser afectado, e a sua evolução a descolar da evolução dos fluxos brutos. Pessoalmente, não tenho a certeza que devamos sempre raciocinar em termos de saldos, penso que pode ser útil raciocinarmos em termos de in-flows e out-flows e já voltaria a esse assunto, mas creio que esta informação era importante ser dada, ou seja, os valores de desinvestimento atingiram recentemente, em Portugal, ordens de grandeza, num ou outro ano, dos 75% do investimento, o que é significativo. Outro elemento novo que ocorre neste último período é o investimento directo português no estrangeiro. Portugal era, praticamente, inexistente como investidor no exterior. A partir de 1995, os fluxos de investimento português no exterior atingem níveis que não são ainda muito significativos em termos absolutos, mas que marcam, também eles, do ponto de vista qualitativo, uma inversão clara da situação anterior. De tal maneira, que em 1996 e 1997 e em termos líquidos, a situação do investimento internacional, no que respeita a Portugal, está mais ou menos equilibrada, ou seja, o saldo líquido do investimento estrangeiro em Portugal equilibra-se com o saldo líquido do investimento português no estrangeiro. Portanto, penso que há dois temas que poderíamos retomar a partir destas ideias, que é o tema do desinvestimento que é um tema novo, e é o tema do investimento português no estrangeiro, sem esquecermos, obviamente, o tema principal que nos traz aqui que é o fluxo do investimento estrangeiro em Portugal. Tentando provocar alguma reflexão sobre esse fluxo do investimento estrangeiro em Portugal, eu partiria duma citação do senhor John Richardson, director-geral da DELPHI-DELCO REMY em Portugal, retirada duma publicação que é um instrumento de promoção em que ele acedeu a colaborar com o ICEP as success stories do investimento estrangeiro em Portugal não tomando posições de carácter publicitário, mas dando um depoimento sobre o seu investimento em Portugal, depoimento que me parece particularmente interessante e que vou tomar a liberdade de citar em inglês, porque me parece mais sugestivo. Ele diz a páginas tantas do seu depoimento o seguinte:... if you want to come to Portugal to put a couple of boxes on top of a table and assemble stuff, stay home. If you want to come to Portugal to put a manufacturing system together which is going to compete globally in critical areas such as cost and quality, then this is the place. 5

6 O que é que pretendo com esta citação num colóquio com esta natureza? Creio que, tendo esta citação objectivos promocionais, apesar de tudo coloca as verdadeiras questões que se põem em termos de investimento, e se quiserem também desinvestimento, de capital estrangeiro em Portugal. Mudou o quadro global onde os fluxos de investimento internacional ocorrem. Aquilo a que se chama a economia global tem um determinado sentido que, para mim, é a gestão global dos cash-flows, quer do ponto de vista dos preços, quer do ponto de vista dos custos. Portanto, há uma racionalização à escala global de todos os estabelecimentos que uma multinacional detém em qualquer país. Mudaram também os factores competitivos que Portugal detinha em matéria de atracção do investimento estrangeiro. Portugal já não é, e cada vez menos será, na medida em que prossiga o seu desenvolvimento económico e em que outras áreas se abram à captação do investimento estrangeiro, uma localização privilegiada para o investimento estrangeiro em busca, exclusivamente, do factor mão-de-obra barata. Portanto, actividades exclusivamente de montagem, ou manufactureiras não integradas no tal sistema das empresas globais, deixam de fazer sentido ou, tendencialmente, fazem cada vez menos sentido em Portugal. Portugal tem que se posicionar em torno de outras vantagens competitivas, o que não é fácil, como já procurei bem mostrar; mas Portugal tem que se posicionar oferecendo e, sobretudo, fazendo conhecer outras vantagens competitivas que não, exclusivamente, as da mão-de-obra barata. Relativamente a esta matéria, o ponto que de seguida gostaria de abordar é de quanto a promoção pode ser importante aqui. De facto, nós constatamos, e fizemos alguns estudos encomendados a empresas consultoras internacionais, que há duas questões interessantes. Em primeiro lugar há uma diferença muito grande na avaliação dos factores competitivos da economia portuguesa, entre as empresas multinacionais que estão instaladas em Portugal e as empresas multinacionais que não estão instaladas em Portugal. As respostas, em termos da avaliação dos nossos factores competitivos, são clara e nitidamente diferenciadas nesse inquérito que fizemos. A segunda constatação interessante que fizemos é que as empresas que não têm a história duma presença produtiva em Portugal têm de Portugal uma imagem estereotipada, assente em informação dispersa e superficial e construída nos tais anos de apogeu da atracção do investimento estrangeiro em Portugal. Portugal é visto como o país de mão-de-obra não qualificada não há atribuições suplementares a esta classificação. Portugal é, geralmente, incluído no grupo de países europeus com o regime laboral mais rígido. As economias latinas são, geralmente, tipificadas como sendo instáveis, com fortes índices de inflação e desemprego e Portugal é automaticamente associado a estas economias latinas. Constatamos uma coisa curiosa: Portugal sofre pelo facto de ser relacionado com aspectos, também eles estereotipados, de Espanha absentismo, número de greves, etc., etc. 6

7 Pessoalmente, eu penso que esta avaliação não é realista, que Portugal teve uma melhoria significativa em vários destes factores. Mas o que me parece mais importante constatar é que as empresas presentes em Portugal qualificam e avaliam diferentemente vários destes factores, designadamente, relativamente à mão-de-obra. Isto é, a opinião das empresas multinacionais presentes em Portugal continua a referir Portugal como gozando de uma vantagem comparativa em termos de custo da mãode-obra o preço da mão-de-obra é significativamente mais barato do que em Espanha, do que em França, do que na Alemanha, o que, aliás, se constata pelos números mas, facto significativo, a produtividade da mão-de-obra portuguesa é reconhecida pelas empresas transnacionais estabelecidas em Portugal como sendo excelente. Esta produtividade é associada ao espírito industrial de recursos humanos portugueses. O que também é interessante nos estudos efectuados e que gostaria de vos dar conta nesta lógica de reflexão, e não propriamente na lógica de tirarmos grandes conclusões, é que um outro factor começa a ser significativo: o management é cada vez mais português nas empresas multinacionais presentes em Portugal. Quer em termos quantitativos, quer em termos da opinião expressa pelas multinacionais presentes em Portugal, há um claro reconhecimento pela qualidade dos quadros médios e superiores, inclusivamente ao nível de administrador e director-geral, que é possível obter em Portugal. São estes elementos que me parece importante trabalhar, até porque é um elemento que, do ponto de vista de promoção, não é muito fácil de fazer passar. Os indicadores que normalmente se utilizam para tentar fazer as comparações internacionais de produtividade, não são, de facto, muito favoráveis a Portugal. Os índices de qualificação de mão-de-obra, as despesas de formação, etc., etc., não nos colocam no topo da hierarquia dos países que são os nossos principais concorrentes. Mas a verdade é que há uma cultura industrial e de mercado em Portugal, que é reconhecido nas multinacionais presentes em Portugal e de uma forma que não é apenas a da opinião expressa, na medida em que Portugal se caracteriza por um número elevado de projectos de expansão da sua própria actividade. Assim, quando comparamos o número de projectos de expansão que ocorrem em Portugal, com o número de projectos de expansão que ocorrem noutros países, Portugal está bem classificado. Por outro lado, e já agora fazendo referência aos outros dois pontos, vale a pena começar por analisar a questão do regime laboral extremamente rígido em Portugal. É evidente que, na letra da lei, o regime laboral é rígido em Portugal. Quem cá está sabe que é possível, não digo necessariamente contornando a lei, mas indo para além dela, conseguir uma grande flexibilidade por exemplo, refiro o exemplo da Auto-Europa, que fez um acordo com as comissões sindicais e as comissões de trabalhadores, tendo conseguido um dos regimes de horários mais flexíveis que ambas as empresas a Ford e a Volkswagen conseguiram enquanto multinacionais em toda a Europa. E portanto, estes são elementos que, de facto, não se constatam numa avaliação de long- 7

8 list, em que um conjunto de indicadores são retidos e são comparados através de algumas visitas de técnicos e depois na sede, mas que, de facto, os gestores só se conseguem aperceber após uma presença assídua e sistemática em Portugal. Quanto à questão da instabilidade instabilidade económica e da instabilidade social, a questão da inflação, e a questão do desemprego creio que é um elemento de promoção e propaganda importante o facto de Portugal estar dentro dos critérios de Maastricht e estar no pelotão da frente da constituição do Euro. Já me pude aperceber em colóquios feitos no estrangeiro que esta informação não é, nalguns casos, suficientemente conhecida pelas opiniões públicas e até pelos decisores e quando é dada provoca, de facto, uma ligeira inversão na forma como Portugal é visto no estrangeiro. Prosseguindo, duas questões parecem-me importantes Por um lado, os factores competitivos não são os mesmos e isso provoca efeitos, quer ao nível dos fluxos de investimento, quer ao nível dos fluxos de desinvestimento. A percepção que os investidores estrangeiros têm ao nível destes factores competitivos ainda não está suficientemente formada. Podem dizer-me: é culpa do ICEP, é culpa da acção de promoção, a promoção é que deve obviar a essas questões. Já lá iremos, à organização da promoção do investimento estrangeiro em Portugal. Por outro lado há um segundo factor importante a referir que é a alteração do contexto dos fluxos de investimento internacional. Já disse, num ou noutro colóquio, que temos que nos habituar a que a internacionalização já não é o que era, ou seja, o modelo ciclo de vida do produto fazia com que, tarde ou cedo, chegasse o momento do investimento estrangeiro em qualquer país que não estivesse claramente à margem das regras mínimas de funcionamento duma economia de mercado. Este processo sequencial e lento em que se aprendia com os países mais próximos, e dessa aprendizagem resultava um investimento sequencial nos países sucessivamente menos próximos do ponto de vista do desenvolvimento económico, do ponto de vista geográfico ou do ponto de vista cultural corresponde a um modelo que tende a desaparecer. Aquilo que é característico da economia global, da rapidez da circulação da informação, com reflexos no problema dos conhecimentos, das transferências de tecnologia, dos modos de consumo, é que o tempo para organizar a obsolescência dos produtos está drasticamente diminuído e, portanto, os investimentos são têm que ser amortizados a uma escala global e têm pouco tempo para essa amortização. Para vos dar uma ideia, ontem em conversa com um grande investidor estrangeiro na área da electrónica, ele dizia: Nós temos três anos para fazer o projecto de um produto e construir a fábrica e os equipamentos que vão produzir esse produto produto que tem um ciclo de vida de um ano e meio. É evidente que é um exemplo um pouco extremo, não é isto que se passa na maior parte dos sectores económicos, mas é uma realidade dos nossos dias que tem implicações, por exemplo e estou sistematicamente a tentar fazer a ponte para esse domínio ao nível da negociação. Quando nós negociamos um grande projecto de investimento estrangeiro não 8

9 podemos limitar-nos a uma análise técnica do business plan, do valor acrescentado, do montante das exportações... Há investidores que nos dizem: Mas eu nem sei que produto, exactamente, é que vou ter. Sei que vou produzir um produto nesta área, sei as características tecnológicas, aproximadas, que ele vai ter, sei que o mercado, mais tarde ou mais cedo, há-de precisar deste produto, mas tenho alguma dificuldade em preencher, com certezas, todos os quadros que, nos termos tradicionais, nós exigíamos para avaliação, segundo um conjunto de critérios muito determinados, do valor industrial e do interesse económico e social desse projecto para Portugal. Associado a esta globalização da actividade económica, há dois elementos que me parecem importantes e relativamente ameaçadores para Portugal. Um deles, com pontos fortes e fracos, é a integração ibérica e a integração europeia. A integração ibérica e a integração europeia provocam uma racionalização da presença das multinacionais, ao nível da Península Ibérica e ao nível da Europa, que nem sempre é favorável a Portugal. E o segundo elemento é que há novos concorrentes em matéria de atracção do investimento estrangeiro. Há concorrentes já antigos, como todos os NPI s, mas há novos concorrentes extremamente activos hoje em dia, que são os países da Europa de Leste os chamados PECO s que, de facto, estão sistematicamente, nas short-lists das empresas estrangeiras que se apresentam em Portugal. Entre três/quatro países que as multinacionais guardam para decisão em termos de short-lists, nós estamos, sistematicamente, em confronto, pelo menos, com um desses países de Leste. Se quiserem é basicamente a compreensão e a interiorização deste quadro de mudança que coloca, à economia portuguesa, desafios. Eu não digo que nós estamos condenados pela globalização, em matéria de atracção do investimento estrangeiro, eu diria que nós temos que actuar de forma diferente em matéria de atracção e captação de investimento estrangeiro porque, quer em termos exógenos, ou seja, de quadro concorrencial e de comportamento das multinacionais que se nos depara, quer em termos endógenos dado o desenvolvimento económico e social que felizmente ocorreu no nosso país os factores de competitividade não são os mesmos. É deste desafio e é da interiorização, por parte de todos os agentes económicos e sociais, deste desafio, que o futuro do investimento estrangeiro, em Portugal, será mais favorável ou menos favorável. Explicado este quadro, os meus dois últimos pontos tinham a ver, muito rapidamente, com dois tipos de questões diferentes. O primeiro é: é ou não é importante o investimento estrangeiro para Portugal? E em que termos é que devemos captar esse investimento estrangeiro para Portugal? A primeira é uma questão que, de certa maneira se deixou de pôr, mas que, por vezes, sub-repticiamente, reaparece nas discussões e, portanto, penso que valia a pena, embora muito brevemente, passar por aí. A segunda questão o que é que há a fazer? abrange quer uma consciencialização colectiva do que se pode fazer e designadamente do que é que o 9

10 ICEP pensa que está bem e que está mal e do que pode ser melhorado naquilo que depende da sua capacidade de decisão e da sua capacidade de actuação. Relativamente ao primeiro problema, recorro a um autor muito conhecido, sempre interessante, Alain Minc, que começa o seu último livro dizendo: La globalisation est..., ou seja, podemos discutir vantagens e desvantagens da globalização mas a globalização está, está aí e tem que ser tomada em conta, de forma definitiva e de forma clara, por parte de todos os agentes económicos. E se a globalização está aí eu penso que é impensável a participação de Portugal numa economia global em que os fluxos de investimento estrangeiro para Portugal e os fluxos de investimento português para o estrangeiro não estejam em aceleração. É esse o quadro da organização da economia mundial que, progressivamente, se vai construindo e é nesse quadro de organização que me parece, relativamente, irrelevante discutir se nos interessa muito ou pouco o investimento estrangeiro em Portugal. Se Portugal não for capaz de atrair investimento estrangeiro para Portugal e, eu diria que, simetricamente, se Portugal não for capaz de investir no exterior, Portugal ficará, aí sim, em posição periférica relativamente a esta dinâmica de construção da economia global que temos pela nossa frente. Mas isso não quer dizer, do meu ponto de vista, que nós tenhamos, necessariamente, que encarar o investimento estrangeiro segundo as mesmas regras que o encarávamos há dez anos atrás. Primeiro: deixou de haver uma relação directa do IDE com os saldos da balança de pagamentos. Aliás, com algum exagero, é possível dizer que, com a nossa adesão ao Euro, Portugal deixa de ter balança de pagamentos eu sei que estou a ser propositadamente simplista, e quero com isto dizer que o problema está depois a jusante, mas não na balança de pagamentos isto é, problemas tradicionais da balança de pagamentos não se põem. Em segundo lugar: creio que temos que perceber quais são os elementos mais importantes, em matéria de atracção de investimento estrangeiro: primeira característica importante é a capacidade de nos inserirmos no mercado mundial ou de trazer elementos, segmentos, do mercado mundial para o nosso interior e de nos articularmos com os fornecimentos que possamos fazer a esses nós das redes globais, a esses agentes do mercado mundial. Segunda característica importante: a capacidade de trazer ou atrair competências, sobretudo competências tecnológicas e competências organizacionais, para o nosso país, que possam ser rapidamente imitadas por outras empresas. Em terceiro lugar, a capacidade de suscitar o aproveitamento de trabalho qualificado. Aquilo que passa pelo chavão do investimento estruturante, do meu ponto de vista, é sobretudo isto. Assim, obviamente que é importante o volume de emprego e o volume das exportações, mas, creio que, a par destes objectivos tradicionais, temos que dar um peso importante aqueles três outros objectivos, em termos de projectos prioritários de captação do investimento estrangeiro. Quanto à questão do que pode fazer uma agência de promoção de investimento para acelerar esta captação de investimento estrangeiro para Portugal, eu referiria 10

11 basicamente duas questões: a primeira, ter a ver com a construção, a actualização, o upgrading da imagem do país enquanto factor de localização de investimento estrangeiro em Portugal. Já vimos que a imagem percebida pelas grandes multinacionais não presentes em Portugal, está em atraso relativamente àquilo que é a realidade e a própria imagem percebida das multinacionais presentes em Portugal e portanto, há aqui um esforço de promoção e de actualização da nossa lógica de promoção que tem que ser feito. Em segundo lugar, diria que, há problemas de organização de vária natureza. Primeira constatação, a promoção do investimento estrangeiro em Portugal tem que ser muito mais pró-activa junto das empresas, tem que ser mais dirigida também para opinion leaders e multipliers nos países de destino ou seja, uma série de agentes intermediários, como por exemplo bancos de investimento, que podem suscitar a reflexão sobre Portugal como futura localização de investimento estrangeiro. Não podemos ter uma posição passiva, não podemos estar à espera que as multinacionais nos venham visitar ou nos anunciem que nos vêm visitar, porque esse é um dos grandes problemas de Portugal na captação de investimento estrangeiro: também constatamos que nós estamos menos vezes na long-list do que na short-list das multinacionais. O que é que isto quer dizer? Quer dizer que Portugal é menos vezes pensado, à partida, como localização possível de investimento estrangeiro, do que admitido como uma boa localização quando entramos na comparação com outros países e, portanto, isto é um problema, que só uma promoção activa ou pró-activa pode inverter. Segundo tema em matéria de organização, penso que seria importante que houvesse uma melhor coordenação. É o problema da burocracia, é o problema do funcionamento da máquina administrativa, é um problema que temos que encarar seriamente, continuamos a ouvir queixas, por parte dos investidores estrangeiros, da dispersão e da demora em matéria de decisão. É preciso não esquecer que, atendendo ao nosso sistema de incentivos, há o IEFP, há, nalguns casos, o Ministério da Agricultura, há o Ministério do Ambiente, há o IAPMEI, há o ICEP, há o Ministério das Finanças, a entrarem na composição do pacote de incentivos que se oferece ao investidor estrangeiro. Há as câmaras municipais, através dos terrenos, há, às vezes, o Ministério dos Transportes. Portanto há vários agentes e há a necessidade de uma coordenação e uma decisão rápida, em torno destes vários agentes, para decidir aquilo que se oferece e para cumprir aquilo que se oferece e esta é, uma segunda conclusão que eu tiraria. A terceira constatação que faria, é que há, mesmo para uma agência de promoção, um efeito indutor a montante que é possível e que deve ser ousado, ou seja, dou um exemplo a questão dos terrenos. Portugal é carenciado em matéria de localizações boas para grandes investimentos estrangeiros. Porquê? Porque os terrenos não estão previamente identificados, não estão convenientemente estruturados e infraestruturados. Frequentemente, sempre que há a pesquisa de um terreno para 11

12 investimento estrangeiro, há fenómenos especulativos que fazem aumentar o respectivo preço. Esse factor infra-estrutural é um factor que, creio eu (talvez com alguma ingenuidade) pode ser organizado e que pode ser melhorado e que pode melhorar o nível do nosso produto. Por último, diria que, há factores relativamente aos quais nós temos alguma dificuldade. Por exemplo, em matéria de custos de energia, estamos sistematicamente desfavorecidos em comparação com as outras localizações alternativas. É uma questão que, a longo prazo, deve ser reflectida, mas que, creio que, seria cair num academismo, eventualmente estéril entrar por todos os factores e dizer: vamos mudar as características do nosso produto. Concluindo, tentar fazer conhecer melhor e tentar valorizar melhor as características favoráveis que temos de atracção do investimento estrangeiro, é uma primeira tarefa que se põe ao ICEP. A segunda é tentar melhorar onde é possível, e tentar minorar as desvantagens em matéria de atracção do investimento estrangeiro, relativamente aos quais uma actuação concertada das autoridades públicas é possível. Refiro dois exemplos: uma intervenção integrada e de direcção única, embora coordenando os vários ministérios envolvidos, como resposta aos grandes investidores estrangeiros; uma intervenção em matéria de terrenos industriais disponíveis e de fixação do respectivo preço parece-me também necessária, porque os países nossos concorrentes (e temos sempre que analisar a concorrência) cada vez apostam mais na oferta de terrenos, na oferta das infra-estruturas e na oferta, até, da construção da respectiva fábrica, como um dos elementos do pacote de atracção do investimento estrangeiro. Termino deixando uma mensagem: a concorrência actual em matéria de atracção do investimento estrangeiro para Portugal não permite que nós abdiquemos do recurso aos sistemas de incentivos. Quando integramos a short-list, a questão do montante do sistema de incentivos é muitas vezes determinante e é sempre importante. Ou seja, temos dois tipos de problemas: o produto, propriamente dito e o preço, raciocinando em termos de marketing-mix. O preço depende da forma como o custo dos factores de produção e o custo do investimento é influenciado pelo pacote de incentivos e define a atractividade ou a não atractividade de cada projecto. E, portanto, a questão de uma reflexão, em termos de 3.º Quadro Comunitário de Apoio, de como vamos construir e como vamos reservar meios financeiros para os pacotes de incentivos, se queremos apostar a sério na atracção de investimento estrangeiro, parece-me também crucial. 12

13 Professor António Romão * Comentador Queria começar por agradecer ao Dr. Silva Lopes o convite que me fez para estar aqui presente, e dizer que é sempre um pouco difícil comentar um texto que não se conhece e não tendo eu, propriamente, os dotes de ultra-repentista, acabei por estruturar a minha intervenção com algumas notas que tomei que espero que não sejam maçadoras para os senhores e que vos possam dar algumas indicações úteis procurando, na medida do possível, também, ligar àquilo que o Prof. Guilherme Costa referiu. O tema geral é globalização e a economia portuguesa e, depois, como subtema, a questão do investimento estrangeiro. Se me permitem, estruturava a minha curta intervenção uma vez que o Dr. Silva Lopes teve a amabilidade de me dar 20 minutos em quatro pontos essenciais. Uma breve referência, ao conceito de globalização, procurando, de seguida, apresentar algumas das suas características. Depois, um terceiro ponto que tem que ver com a globalização e as exclusões sociais, onde penso que podemos integrar, justamente, a questão do investimento estrangeiro na perspectiva da exclusão de um espaço económico e territorial, que está a ser progressivamente ou vai ser, no futuro, progressivamente marginalizado, face a zonas mais centrais. E, finalmente, o último ponto que é desenvolver um pouco esta ideia da exclusão ou marginalização de certos espaços económicos e territoriais, tornando-os mais periféricos, face aos centros de poder e aos centros de decisão. E é isso que explica, do meu ponto de vista, algum do comportamento do investimento estrangeiro em Portugal. Pegando no primeiro ponto a globalização e para ser bastante telegráfico, aproveitando notas de uma intervenção que fiz a semana passada, a propósito de uma comunicação do Prof. Ricardo Petrella: a globalização, hoje, está na moda. Todos nós utilizamos a expressão, às vezes dando-lhe um conteúdo diferente, utilizando-a de uma maneira conceptualmente diferente. O certo é que, recordando uma citação do Glen Peters que, em 1996, num artigo que publicou numa revista, dizia que até esse momento Dezembro de 1996 estimava que se tinham já escrito mais de 250 milhões de páginas sobre globalização. Isto dá bem a ideia de como é que a globalização hoje é utilizada com conceitos diferentes, adjectivada ou não globalização de mercados, tecnológica, financeira, etc., etc. No mundo de língua francesa não se usa tanto a palavra globalização, mas sim a palavra mundialização, e, portanto, há aqui uma certa confusão. No fundo a globalização, do meu ponto de vista, não é nada de novo, é uma fase nova no processo que teve já outras designações, começando pela internacionalização, e que adquire hoje características específicas. * Professor do Instituto Superior de Economia e Gestão ISEG. O texto que se segue é uma adaptação do texto retirado da gravação efectuada. 13

14 Não há dúvida que se desenvolve mais a partir dos anos 60 e, fundamentalmente, a partir dos anos 80 e que aparece associada a duas grandes perspectivas na análise económica. Uns autores pondo mais a ênfase e realçando as transformações por que passam as empresas transnacionais em termos de organização e aí temos autores como o Levitt, o Ohmae, o Dekker, etc., que põem a ênfase na globalização dos mercados, na globalização das actividades, na globalização das próprias empresas transnacionais e há outra perspectiva, uma outra abordagem, que é aquela que foi difundida pelo Grupo de Lisboa, que publicou aqui há alguns anos um livro, em Portugal, sobre essa temática bem como outros autores que seguem essa linha em que realçam que o problema da globalização tem que ver com transformações estruturais que implicam restrições nas políticas económicas dos governos nacionais, transferindo essa capacidade de regulação da produção e da distribuição da riqueza, para agentes económicos, públicos ou privados. Não me vou deter mais sobre isto. Evidentemente que se trata aqui de uma síntese daquilo que haveria a dizer sobre o assunto. E passo ao segundo ponto, pondo em ênfase ou em evidência que este processo de globalização tem um conjunto de características que eu não vou aqui enunciar muito longamente, mas vou referir três ou quatro elementos que julgo que têm alguma importância. Dados recentes da ONU e isto tem que ver com o problema da globalização e as exclusões individuais, de grupos sociais e de territórios a nível mundial referem-nos que, actualmente, com o processo de globalização, em curso, integrando vastas áreas do mundo, exclui outras. Cerca de 24% da população mundial não tem ainda água potável, 28% não tem habitação digna. Em 1994, os 20% mais ricos do mundo detinham 85% da riqueza, os 20% mais pobres detinham apenas 1,4% da riqueza, contra 2,5%, em Os fluxos financeiros são, hoje, 50 vezes superiores aos fluxos derivados das transacções de bens e serviços. O volume de vendas das 20 maiores empresas transnacionais é superior ao Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA. Há uma imensidão de exemplos que se podem dar e que são resultado de todo este processo, que se tem apresentado como globalização. Ora, justamente, neste processo de exclusão e de concentração do poder e da riqueza, há também a concentração das actividades económicas em determinados espaços e há a consequente marginalização de outros espaços. E é nesse quadro que eu insiro o problema do investimento estrangeiro em Portugal, bem como, por exemplo, a situação que se vive hoje, de desemprego na União Europeia, sendo também um problema de exclusão social ou perda de direitos sociais que tem que ver com este processo de globalização. Não é por acaso que em Junho de 1996, na Cimeira de Lyon do G7, os aspectos negativos da globalização estiveram na agenda e foram objecto de análise. Todos estes elementos, creio eu, podem justificar alguma reflexão e ajudar-nos a compreender um pouco melhor a questão do investimento 14

15 estrangeiro em Portugal, sendo que o investimento português no estrangeiro e o Prof. Guilherme Costa referiu isso muito por alto é de facto ainda diminuto. Trouxe alguns acetatos que gostaria de projectar. Neste primeiro acetato (cf. Quadro 1) apresenta-se uma série entre 1985 e 1997, tem o inconveniente, de serem valores a preços correntes. Na primeira coluna temos o investimento, que eu diria o investimento bruto, ou seja, as entradas, na segunda coluna o desinvestimento, na terceira o investimento líquido e depois a relação desinvestimento/investimento. Estes dados revelam aquilo que há pouco também o Prof. Guilherme Costa referiu que há um salto grande nas entradas após a adesão, e que se acentua fundamentalmente a partir de 1988 e que prossegue regularmente. Há um salto enorme no desinvestimento por volta de 1991/1992 e depois, um bastante grande, a partir de 1995, e sobretudo em O que significa que, se olharmos para a coluna do investimento líquido, há anos em que se situa com valores bastante baixos. Na quarta coluna a relação entre o desinvestimento e o investimento apresentou em 1995 quase 84%, do investimento bruto. Em 1996 quase 85% e em 1997, 77% isto dá bem uma ideia de grandeza do problema. Anos Investimento Desinvestimento Quadro 1 Evolução do IDE em Portugal Unidades: milhões de contos Inv. líquido (Des/Inv)* 100 FBCF PIB IDE/ FBCF ,612 2,596 50,016 4, ,5 4035,1 5,45 1, ,083 3,239 40,844 7, ,0 5061,6 3, ,953 10,275 72,678 12, ,6 5928,3 5,22 1, ,086 11, ,737 7, ,6 6955,5 7,90 2, ,261 20, ,727 6, ,0 8284,7 13,65 3, ,878 77, ,624 15, ,4 9621,1 18,79 5, , , ,084 32, , ,7 19,25 4, , , ,395 37, , ,2 15,83 3, , , ,231 47, , ,6 15,91 3, , , ,206 39, , ,8 10,44 2, , , ,219 83, , ,7 18,07 4, , , ,123 84, , ,3 18,56 4, , , ,911 77, , ,8 29,89 7,49 ACUM. 5673, , ,795 53,368 Fonte: IDE: Banco de Portugal. FBCF/PIB: DPP IDE/ PIB 15

16 Gráfico 1 Evolução do IDEP O acetato seguinte (Quadro 2), dá também uma ideia do investimento português no estrangeiro, até Temos os valores anuais e o acumulado. Verifica-se que os montantes são relativamente baixos no período em análise ( ). O valor mais elevado situa-se, em 1997, quando atinge 307 milhões de contos, com um desinvestimento relativamente diminuto nesse ano, contrariamente ao ano anterior. O que há aqui a salientar é que no ano de 1995, se tomarmos em consideração os saldos líquidos de entradas no país e de desinvestimento que vimos no quadro anterior e a saída do investimento português, praticamente os fluxos equilibraram-se e que, em 1996 houve até um saldo negativo para Portugal. Não vou agora aqui dizer se esse fenómeno é positivo ou se é negativo, há que referenciá-lo. Com certeza, do meu ponto de vista, que é positivo o facto do investimento português no estrangeiro assumir montantes já relativamente elevados. O que me parece mais problemático é a questão de Portugal, com o seu nível de desenvolvimento, não ser um país suficientemente atractivo de capital, e de capital estrangeiro estruturante, não aquele capital que entra de manhã e que saí à tarde, como veremos mais adiante. Anos Investimento Quadro 2 Evolução do ID Português no Exterior Desinvestimento Inv. líquido (Des/Inv)* 100 FBCF PIB IDE/ FBCF ,004 0,157 3,847 3, ,5 4035,1 0,42 0, ,327 0,553 2,774 16, ,6 0,27 0, ,264 6,900-1, , ,6 5928,3 0,33 0, ,590 1,045 6,545 13, ,6 6955,5 0,39 0, ,907 0,950 14,957 5, ,7 0,71 0, ,855 0,938 30,917 2, ,4 9621,1 1,22 0, ,665 7,560 68,105 9, , ,7 2,67 0, ,519 4,666 92,853 4, , ,2 3,20 0, ,188 30,597 22,591 57, , ,6 1,78 0, ,914 7,933 46,981 14, ,8 1,67 0, ,361 35, ,338 25, , ,7 3,85 0, ,267 40, ,011 25, , ,3 4,09 0, ,514 17, ,347 5, , ,8 6,91 1,73 Acumulado 953, , ,630 16,126 Fonte: IDE: Banco de Portugal. FBCF/PIB: DPP IDE/ PIB 16

17 Gráfico 2 Evolução do IDPE Se passarmos ao acetato seguinte (Quadro 3), temos a evolução do investimento por tipo de operação. Na nomenclatura do Banco de Portugal os investimentos estrangeiros estão divididos em duas grandes rubricas: operações no capital das empresas, e uma outra rubrica que são outras operações de capital, onde há uma muito importante que são os conhecidos empréstimos e suprimentos. No Quadro 3 limitamo-nos a apresentar a primeira rubrica e as mais significativas das outras operações de capital. Desta análise fica de fora o investimento em carteira por razões óbvias. Por aqui se vê que as operações no capital das empresas sobem em termos relativos até 1991 e que após este ano perdem posição até Evolução inversa têm os empréstimos e suprimentos. Ou seja, o investimento estrangeiro entrado em Portugal para operações no capital das empresas tem vindo a reduzir-se relativamente e tem sido substituído por esta rubrica dos empréstimos e suprimentos, que em 1997 atingiu 75%, enquanto que em 1985 só representava 15%, contrariamente às operações no capital das empresas que representavam em 1985, 61% e representaram em 1997, 20%. Portanto, há aqui uma alteração substancial. Depois há uma outra operação relevante, que é a operação sobre imóveis que é uma rubrica, apesar de tudo, mais pequena que ainda tinha 20%, em 1985 e que em 1997 somente representou 2,6% do total. 17

18 Anos T.O. Operações no capital das Empresas Investimento Quadro 3 Investimento Directo Estrangeiro em Portugal por Tipo de Operação % Investimento Empréstimos e Suprimentos % Investimento Operações sobre imóveis % Investimento Outros Total Geral % Investimento , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ACUM , , , , Fonte: Banco de Portugal. Investimento Directo Estrangeiro em Portugal por tipo de Operação Vejamos agora o problema das saídas de capitais, o desinvestimento (Quadro 4). No desinvestimento podemos constatar, mais uma vez, que, tal como no investimento, os empréstimos e suprimentos assumiram uma importância muito elevada. Temos uma evolução semelhante. Quer dizer que, mais uma vez, os empréstimos e suprimentos que representavam 52% em 1985, representaram 82% em Esta alteração qualitativa no tipo de investimento que é feito em Portugal merece alguma reflexão. 18

19 Anos T.O. Operações no capital das Empresas Desinvestimento Quadro 4 Desinvestimento Estrangeiro em Portugal por tipo de Operação % Desinvestimento Empréstimos e Suprimentos % Desinvestimento Operações sobre imóveis % Desinvestimento Outros Total Geral % Desinvestimento , , ,86 0 0, , , ,40 0 0, , , ,01 0 0, , , , , , , ,64 0 0, , , ,60 0 0, , , ,28 0 0, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ACUM , , , , Fonte: Banco de Portugal. Desinvestimento Estrangeiro em Portugal por tipo de Operação O resultado destes dois movimentos traduz o que está no Quadro 5, que são os montantes e a estrutura do investimento líquido. Esta mostra-nos que as operações no capital das empresas vieram a perder progressiva importância e que os empréstimos e suprimentos vieram a aumentar, verificando-se até que, no ano de 1996, tal como referi há pouco, as entradas e as saídas acabaram por se traduzir negativamente para Portugal. Quadro 5 Investimento Líquido Estrangeiro em Portugal Por Tipo de Operação T.O. Operações no capital das Empresas Empréstimos e Suprimentos Operações sobre imóveis Outros Total Geral Anos Inv. Líquido % Inv. Líquido % Inv. Líquido % Inv. Líquido % Inv. Líquido , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ACUM , , , , Fonte: Banco de Portugal. 19

20 Investimento líquido Estrangeiro em Portugal por tipo de Operação Estes dados que acabo de apresentar, embora estejam ainda a ser trabalhados permitem, desde já, retirar algumas conclusões que são naturalmente provisórias. A primeira nota é para acentuar a evolução do investimento bruto, em que se verifica, de facto, um salto entre 1986 e Depois há uma certa inversão entre 1992 e 1994 e um novo acréscimo a partir de Constata-se a existência de montantes elevados no desinvestimento, sobretudo a partir de 1991 e depois um novo salto a partir de 1995 e até Como resultado do antecedente, o investimento líquido apresenta valores, do meu ponto de vista, relativamente baixos para um país, com o grau de desenvolvimento como o nosso. Outra ideia a retirar é o peso, progressivamente mais reduzido, que tem vindo a ter o investimento no capital das empresas e a importância crescente da rubrica empréstimos e suprimentos. Nós no ISEG estamos a elaborar um trabalho sobre esta matéria, para o GEPE do Ministério da Economia, ICEP e IAPMEI. A pesquisa que está em fase de conclusão, permite-nos desde já dizer que o peso dos empréstimos e suprimentos tem várias razões: primeiro, há uma razão de ordem contabilística, subjacente ao facto de o Banco de Portugal, a partir de 1993 ter passado a contabilizar os empréstimos e suprimentos como investimento ou como desinvestimento, conforme o fluxo e não o levando à dívida externa, como até aí. Há também uma outra razão, com implicações a partir de 1995, quando passaram também a ser consideradas como aplicações e reembolsos de tesouraria, entre as empresas do mesmo grupo, os empréstimos e suprimentos de curto prazo. São movimentos efectuados numa lógica de gestão integrada de tesouraria, e, por conseguinte, isso veio aumentar o peso dos empréstimos e suprimentos. De referir que este tipo de empréstimos e suprimentos representa, actualmente, cerca de 75% do total da rubrica. Mas, para além destas alterações de contabilização, os dados sugerem que há um número limitado de empresas 20

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