Iniciativas financeiras e fiscais para o Investimento, Crescimento e Emprego. Vítor Gaspar

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1 Iniciativas financeiras e fiscais para o Investimento, Crescimento e Emprego Vítor Gaspar Lisboa, 23 de maio de 2013

2 Início de uma nova fase do processo de ajustamento 1ª fase: Prioridade na consolidação orçamental 2ª fase: Reconstrução Gradual das condições de financiamento da economia 3ª fase: Recuperação da atividade económica 4ª fase: Crescimento sustentável Cumprimento dos limites quantitativos para assegurar o desembolso do financiamento oficial Recuperação da credibilidade e confiança dos credores oficiais e privados Alinhamento da procura e oferta interna, com uma posição de capacidade de financiamento da economia Sistema bancário capitalizado, com níveis adequados de liquidez e confiança dos depositantes Perspetiva de presença regular nos mercados de divida de médio e longo prazos Relançamento do investimento privado Melhoria das condições de financiamento Início da trajetória de crescimento económico Criação durável de emprego Finanças públicas sustentáveis e estabilidade financeira Sucesso da participação de Portugal na área do euro 2

3 A recessão abrandou no 1º trimestre de 2013 Evolução trimestral do PIB %, variação face ao trimestre anterior -0,1-0,3-1,0-0,9-1,8 I Trimestre II Trimestre III Trimestre IV Trimestre I Trimestre

4 aproximando-se da queda do PIB na área do euro Evolução do PIB na área do euro no 1º trimestre de 2013 %, variação face ao trimestre anterior 0,6 4ºT ºT ,0 0,1 0,1 0,3 0,1-1,2-1,3-1,0-0,5-0,5-0,8-0,9-0,3-0,6-0,2-0,2-0,2-0,1-0,1-0,1-0,4-0,6-0,1-0,7-1,8 Chipre Estónia Espanha Itália Portugal Área euro França Holanda Alemanha Finlândia Áustria Bélgica Eslováquia Nota: dados do 1º trimestre de 2013 ainda não disponíveis para Irlanda, Grécia, Luxemburgo, Malta e Eslovénia. Fonte: Eurostat, maio de

5 Iniciativas para a melhoria das condições de financiamento das empresas Principais pontos Reforço do papel da Caixa Geral de Depósitos no financiamento à economia Intensificação dos esforços para combater a fragmentação financeira Colaboração do Governo alemão no financiamento à economia portuguesa Atuação da Caixa Geral de Depósitos enquadrado por uma Carta de Missão Canalização dos recursos disponíveis do banco para a recuperação da economia, através da dinamização do crescimento do crédito, salvaguardando a gestão e controlo do risco de crédito Reorientação da estrutura de crédito da CGD para o financiamento à atividade produtiva, privilegiando os bens e serviços transacionáveis, o apoio às exportações e à internacionalização de empresas portuguesas e fomentando a capitalização do tecido empresarial Português, em particular para apoio às PMEs Crescimento desejável do valor agregado de crédito da CGD a empresas não financeiras em 2.600M ao longo do triénio Portugal foi dos primeiros países a defender o aprofundamento da integração financeira e o combate à fragmentação financeira Urgência em superar a fragmentação financeira reconhecida pelas instituições europeias e pelos restantes estados-membros, que têm concentrado esforços na concretização da União Bancária Papel do Banco Europeu de Investimento na promoção da integração financeira na União Europeia, como é o caso aumento de capital acordado no final de 2012 que permitirá reforçar o papel do BEI na concessão de financiamento às PMEs europeias Apoio direto do banco de desenvolvimento alemão KfW Apoio técnico e financeiro, nomeadamente através de linhas de crédito e participação no capital das empresas, intermediado por instituições portuguesas Colaboração na criação da nova instituição financeira de desenvolvimento Celebração de um acordo que formaliza o apoio técnico do KfW 5

6 Medidas fiscais como catalisador da recuperação do investimento 1 Projeto de lei que aprova o Crédito Fiscal Extraordinário ao Investimento 2 Projeto de Decreto-Lei que propõe a criação de condições fiscais atrativas para estimular o investimento produtivo e a criação de emprego 3 Criação do Gabinete Fiscal do Investidor Internacional 6

7 1 Crédito Fiscal Extraordinário ao Investimento sem precedente em Portugal Principais pontos Montante Investimento elegível Despesas elegíveis Sujeitos passivos elegíveis Medidas de controlo Dedução à coleta de IRC no montante de 20% do investimento, até 70% da coleta anual No limite, pode reduzir para 7,5% a taxa geral efetiva de IRC Realizado entre 1 de junho de 2013 e 31 de dezembro de 2013 Investimento máximo de euros Dedutível à coleta de IRC por um período de 5 anos (em caso de insuficiência de coleta nos exercícios anteriores) Investimentos em ativos fixos tangíveis e intangíveis sujeitos a deperecimento, adquiridos em estado de novo e comprovadamente afetos à atividade operacional da empresa Ativos adquiridos até 31 de dezembro de 2013 e afetos à atividade operacional da empresa até 31 de dezembro de 2014 Exercício, a título principal de uma atividade de natureza comercial, industrial ou agrícola e preenchimento cumulativo das seguintes condições: Contabilidade regularmente organizada, de acordo com a normalização contabilística e outras disposições legais em vigor para o respetivo setor de atividade; Lucro tributável não determinado por métodos indiretos; e Situação fiscal e contributiva regularizada. Regime sancionatório agravado para a utilização indevida do benefício Obrigatoriedade de inscrição do benefício num anexo declarativo específico de forma a facilitar a atividade da ação inspetiva Exclusão das despesas com ativos passíveis de utilização pessoal (e.g. mobiliário, embarcações de recreio) 7

8 2 Criação de condições fiscais atrativas para estimular o investimento Principais pontos Consolidação de diversos benefícios fiscais no Código Fiscal do Investimento, melhorando alguns aspetoschave para os investidores Reforço do Regime Fiscal de Apoio ao Investimento Alargamento dos Benefícios Fiscais ao Investimento de Natureza Contratual Redução do Prazo de Resposta de Informações Vinculativas Aumento do período de vigência do regime de 2013 para 2017 Aumento do limite do benefício dos atuais 25% para 50% da coleta de IRC Redução do valor do investimento mínimo exigido para acesso ao regime dos atuais 5M para 3M, alargando a aplicação do regime a um maior número de investimentos; Estabelecimento de um prazo máximo de 60 dias úteis a contar da data da pronúncia Conselho Interministerial de Coordenação dos Incentivos Fiscais ao Investimento para aprovação do benefício; Redução em 30 dias do prazo de resposta máximo aos pedidos de informação vinculativa em matéria fiscal, de forma a conferir maior segurança e estabilidade aos investidores 8

9 3 Criação do Gabinete Fiscal ao Investidor Internacional Equipa da Autoridade Tributária e Aduaneira afeta ao esclarecimento e apoio atempado de todas as questões colocadas por potenciais investidores estrangeiros em Portugal. Trabalho em articulação com a AICEP no apoio aos investidores. Articulação com a reforma dos projetos de potencial interesse nacional, de forma a agilizar a promoção do Investimento Direto Estrangeiro. Criação de pontos de contacto que articulem de forma mais eficaz a relação entre os investidores e a administração tributária 9

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