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1 Patrocinadores Globais APDSI

2 AS TIC E A PRODUTIVIDADE A ESCASSEZ DE INVESTIMENTO NO SOFTWARE EM PORTUGAL 16ª Posição do Grupo de Alto Nível da APDSI 1

3 PLANO DA APRESENTAÇÃO A. INTRODUÇÃO B. ANÁLISE C. RECOMENDAÇÕES 2

4 INTRODUÇÃO No one doubts today that computing in particular and ICT in general have significantly contributed to economic growth in the industrialized world during the 1990s and 2000s. (Impact of broadband on the economy; Research to Date and Policy Issues; April 2012; ITU; Technical change in the production of information technology assets lowers the relative price, induces massive high tech investment, and is ultimately responsible for the recent productivity revival. ( What Drives Productivity Growth? ; Kevin Stiroh; FRBNY Economic Policy Review / March 2001 ) 3

5 INTRODUÇÃO AS TIC E O CRESCIMENTO DA PRODUTIVIDADE Os dados estatísticos disponíveis permitiram que se chegasse a um amplo consenso no que respeita às TIC, já que provam, de facto, que estas estão a aumentar a taxa de crescimento da produtividade. Por último, há uma compreensão mais ampla da forma como as TIC estão a alterar a vida das empresas, dos trabalhadores, das administrações e dos cidadãos em geral O aumento acelerado da produtividade e do crescimento económico registado nos anos noventa está estreitamente associado àevolução no sector das TIC " COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO CONSELHO E AO PARLAMENTO EUROPEU SOBRE O IMPACTO DA E ECONOMIA NAS EMPRESAS EUROPEIAS Bruxelas, ; COM(2001) 711 final TIC (Associam se aos equipamentos produtivos máquinas agrícolas, máquinas ferramenta, robots, instrumentos de controle de processos, CAD, CAE, CAM, e aos sistemas de educação, de saúde, de transportes, de energia...) AUMENTAM TAXA DE CRESCIMENTO DA PRODUTIVIDADE (agrícola, industrial, dos serviços) 4

6 INTRODUÇÃO INVESTIMENTO NAS TIC a chave do aumento da produtividade consiste no aumento da eficiência dos fatores de produção através do incremento dos conhecimentos, do progresso tecnológico e da melhoria organizacional. Ora, melhorar os conhecimentos, o capital físico e os fatores organizativos passa pelo investimento nas TIC e pela sua boa utilização, em particular pela utilização de software adequado. INVESTIMENTOS TIC (Investimento em equipamentos de computação, equipamentos de telecomunicações, software) CHAVE DO AUMENTO DA PRODUTIVIDADE (Inovação dos processos, flexibilização, produção personalizada 5

7 INTRODUÇÃO INVESTIMENTO EM SOFTWARE Quem dominar a indústria do software vai sempre ter um papel dominante na sociedade da informação; é no software que se vai fazer a diferença e vai ser o software a principal fonte de inovação nos próximos anos. É neste sentido que nós entendemos que as TIC podem gerar os aumentos de eficiência necessários para o incremento da produtividade multifator, do trabalho e do capital. SOFTWARE PRINCIPAL FONTE DE INOVAÇÃO AUMENTOS DE EFICIÊNCIA INCREMENTO DA PRODUTIVIDADE MULTIFATOR, DO TRABALHO E DO CAPITAL. 6

8 INTRODUÇÃO INVESTIMENTO NA QUALIFICAÇÃO DOS GESTORES, UTILIZADORES E ESPECIALISTAS DAS TIC É necessário investir nas TIC, bem como na qualificação dos profissionais (gestores, utilizadores e especialistas) que as implementam e utilizam, para promover aumentos da produtividade das empresas, da administração pública, das regiões e do país, o seu desenvolvimento económico e social e a sua competitividade. A qualificação dos profissionais e especialistas das TIC é fundamental para garantir os aumentos de produtividade e não a sua diminuição, evitando o paradoxo da produtividade. INVESTIR NA QUALIFICAÇÃO (gestores, utilizadores, especialistas) AUMENTOS DE PRODUTIVIDADE (evitando o paradoxo da produtividade) 7

9 INTRODUÇÃO DESENVOLVER A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO baseados na análise de dados, fornecidos principalmente pela OCDE, constataremos que o investimento nas TIC (eixo fundamental da sociedade da informação e do conhecimento) tem uma importante contribuição para o crescimento do PIB e da produtividade. DESENVOLVIMENTO DA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO INVESTIMENTO NAS TIC (IMPORTANTE CONTRIBUIÇÃO PARA O CRESCIMENTO DO PIB E DA PRODUTIVIDADE) 8

10 ANÁLISE INVESTIMENTO NAS TIC* EM PAÍSES DA OCDE Portugal 2000 : 11,4% 2004 : 12,9% EUA 2000 : 31,4% 2009 : 31,5% Finlândia 2000 : 29,7% 2009 : 12,7% O investimento nas TIC oscilou com o comportamento da economia. O investimento éaltamente influenciado pelos ciclos económicos O efeito do investimento TIC no processo produtivo exige tempo de adaptação (nova infra estrutura, novos processos, novos conhecimentos ) * % do total de FBCF não residencial Fonte: OCDE Importante investimento nas TIC nos EUA, Suécia, RU, Finlândia Portugal éum dos países da OCDE que menos investe nas TIC 9

11 ANÁLISE INVESTIMENTO EM SOFTWARE E EQUIPAMENTOS TIC* Equipamentos de comunicações Portugal (2003) : 8,1% Portugal (2005) : 7,0% Equipamentos TI Portugal (2003) : 4,3% Portugal (2005) : 4,5% Software Portugal (2003) : 1,2% Portugal (2005) : 1,2% Portugal (2003, 2005) foi exceção, em relação àmaioria dos países mais desenvolvidos da OCDE * % da FBCF não residencial Fonte: OCDE Importante investimento em software, exceto em Portugal 10

12 ANÁLISE PORTUGAL PRIVILEGIOU O INVESTIMENTO EM EQUIPAMENTOS DE COMUNICAÇÃO indicadores do Eurostat* que mostram que Portugal, quando comparado com a média da União Europeia e, por exemplo, com a Bélgica, a Espanha ou a Suécia, tem maior percentagem de utilizadores da Internet dedicados a atividades sociais e menor percentagem dedicados a atividades económicas *Eurostat, Statistics in Focus 50/2012: "Internet use in households and by individuals in 2012", available free of charge in pdf format on the Eurostat web site. The full set of data can be found in the dedicated Section: under "Data"» 11

13 ANÁLISE INVESTIMENTO EM INFRA ESTRUTURAS DE TELECOMUNICAÇÕES * 1997: 157 Investimento na infra estrutura de telecomunicações no total dos países da OCDE 2000: : 142** 2007: 185 Crise dot.com entre 2000 e 2003 * Total do espaço da OCDE (mil milhões de $EUA) Mil milhões de $USA 300,00 250,00 200,00 150,00 100,00 50,00 0,00 Crise dot.com Total OCDE Fonte: OCDE 12

14 ANÁLISE INVESTIMENTO EM INFRA ESTRUTURAS DE TELECOMUNICAÇÕES EM PORTUGAL Portugal tem uma taxa de cobertura do território em banda larga notável mas, não obstante a importante adesão à banda larga móvel as adesões da população aos acessos de alta velocidade são dificultadas pelo baixo poder de compra e pela elevada iliteracia que ainda se verifica em algumas zonas do país e em certos estratos populacionais. para rentabilizar os investimentos feitos e para se alcançarem os objetivos estabelecidos na Agenda Digital Europeia e na Agenda Portugal Digital os acessos à banda larga de alta velocidade terão que crescer. 13

15 ANÁLISE CONTRIBUIÇÃO* DO INVESTIMENTO NAS TIC PARA O CRESCIMENTO DO PIB PAÍSES DA OCDE Austrália(1): 0,92 EUA: 0,79 Suécia: 0,72 Portugal: 0,47 Alemanha: 0,38 * Pontos percentuais Pontos percentuais 1,00 0,90 0,80 0,70 0,60 0,50 0,40 0,30 0,20 0,10 0,00 Austrália USA Suécia Contribuições do investimento nas TIC para o crescimento do PIB Dinamara RU Bélgica Canadá Japão Nova Zelândia (1) para Austrália, França, Japão, Nova Zelândia e Espanha. Fonte: OCDE A contribuição do investimento TIC para o crescimento do PIB aumentou em todos os países Espanha Holanda Portugal Finlândia Irlanda Grécia Itá lia Alemanha França Áustria (1) 14

16 ANÁLISE CONTRIBUIÇÕES* PARA O CRESCIMENTO DO PIB EM PAÍSES DA OCDE Portugal Crescimento do PIB: 0.80% Investimentos TIC: 0,30 Investimentos não TIC: 0,36 Trabalho: 0,10 Multifator: 0,03 Alemanha Crescimento do PIB: 0,54% Investimentos TIC: 0,19 Investimentos não TIC: 0,17 Trabalho: 0,24 Multifator: 0,43 Em Portugal, no período , o PIB cresceu em média anual 2,4%, com contribuições de capital TIC 0,5 p.p. e não TIC 0,9 p.p., fator trabalho 0,5 p.p. e produtividade multifator 0,4 p.p. (CE,DGEI;2006) 2009: PIB da UE27 decresce 5,5%, de Portugal 1,6% e da Alemanha 3,5% * Pontos percentuais Crescim ento médio anual (% ) Contribuiç ões (p ontos p ercentuais) 4,00 3,50 3,00 2,50 2,00 1,50 1,00 0,50 0,00 0,50 1,00 Dinamarca Fonte: OCDE Nova Zelândia Australia Reino Unido Contribuições para o crescimento médio anual do PIB Período de baixo crescimento (exceto Coreia e países Anglosaxões). Investimento físico TIC e não TIC menos relevante do que a produtividade multifator Bélgica EUA Holanda Suécia Japão Canada Espanha Suiça França Austria Coreia P ortugal Irlanda Finlândia Itália Alemanha Produtividade multifator Trabalho (Input) Investmentos não TIC Investmentos TIC 15

17 ANÁLISE PORTUGAL PRECISA DE MELHORAR O INVESTIMENTO NAS TIC Para potenciar o crescimento económico, Portugal precisa de melhorar a contribuição dos investimentos TIC e da produtividade multifator, inovando e promovendo o progresso organizacional e o progresso tecnológico, incrementando os conhecimentos do fator trabalho, simplificando as leis, melhorando a justiça, diminuindo a burocracia 16

18 ANÁLISE INVESTIMENTO TIC NO TOTAL DO INVESTIMENTO DOS SETORES PRODUTIVOS DOS EUA E DO CANADÁ Setores com maior Investimento TIC Gestão de Empresas EUA 83,5% Canadá 55,1% Indústrias da Cultura e da Informação EUA 76,1% Canadá 68,1 % Serviços Profissionais Científicos e Técnicos EUA 63,6% Canadá 53,5% Finanças e Seguros EUA 56,5% Canadá 44,6 % Investimento TIC no total de investimento dos sectores produtivos do Canadá e EUA 2010 Administração Pública Outros Serviços (excepto Administração Pública) Serviços de Hotelaria e Alimentação Artes Entretinimento e Recreio Cuidados de Saúde e Assistência Social Serviços Educacionais Suporte Administrativo Geat ão de Companhias e Empresas Serviços Profissionais Científicos e Técnicos Imobiliário e Leasing Finanças e Seguros Indústrias da Cultura e da Informação Transporte e Armazenamento Comércio a Retalho Comércio por Grosso Indústria Const rução Água, Gás e Electricidade M inas e Extração de Gás e Petróleo Agricultura Florestas Pesca e Caça Sector Empresarial Gestão de Empresas, Indústrias da Cultura e da Informação, Serviços Profissionais Científicos e Técnicos e Finanças e Seguros são os setores que mais investem nas TIC 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 Investimento TIC no total do investimento - EUA Investimento TIC no total do investimento - Canadá Fontes: BEA National Economic Accounts; Statistics Canada 17

19 ANÁLISE INVESTIMENTO NAS TIC FINANCIADO POR CAPITAL DE RISCO (2006) * Investimento TIC financiado por capital de risco República Checa: 68% EUA: 56,2% Alemanha: 9.9% Espanha: 8,4% Portugal: 5,9% UE: 22,6% OCDE: 30,3% * % total do investimento financiado por capital de risco OCDE EUA Canadá Japão Austrália Nova Zelândia União Europeia República Checa Irlanda Polónia Dinamarca Austria Reino unido Holanda Finlândia Suécia Grécia Noruega It ália França Bélgica Alemanha Espanha Port ugal Portugal praticamente não utiliza capital de risco para financiar o investimento nas TIC % do investimento TIC no total do investimento financiado por capital de risco Outros bens electronicos e relacionados Computadores e relacionados Comunicações % em relação ao total do investimento financiado por capital de risco Fonte: OCDE 18

20 ANÁLISE PORTUGAL PRECISA DE UMA POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DAS TIC Tendo em conta a experiência de países mais avançados, Portugal deveria implementar uma política que promovesse prioritariamente o investimento TIC nos domínios de maior impacto na produtividade (empresas, organizações públicas e de caráter social, serviços científicos e técnicos, sistemas de ensino, sistemas de saúde ). Para tal, deveria recorrer em maior escala ao capital de risco, mais flexível e adequado para financiar muitos projetos TIC, vitais para a modernização das empresas e de muitas outras organizações, em particular da economia social. 19

21 RECOMENDAÇÕES 1. Fomentar o investimento nas TIC para se obterem ganhos de produtividade 2. Orientar mais investimento para o software 3. Melhorar a penetração da banda larga fixa e sobretudo móvel e rentabilizar os investimentos feitos nas redes de telecomunicações 4. Fomentar o aumento da contribuição do investimento nas TIC e da produtividade multifator para o crescimento do PIB promovendo a inovação, a eficiência dos fatores de produção, maiores qualificações nomeadamente no domínio das TIC, reduzindo a entropia ou indeterminação das leis e da sua aplicação, reduzindo a burocracia 5. Aumentar o recurso às entidades financiadoras de capital de risco para promover o investimento nas TIC e às Universidades para promover investigação e desenvolvimento conducente àinovação e ao aumento da eficiência dos produtos/serviços, dos processos e dos sistemas de informação das empresas e demais organizações da sociedade 6. Desenvolver uma atitude de avaliação. Portugal investiu mal porque não avalia o retorno do que investe. Esta Tomada de Posição éum contributo para alterar essa má tradição 20

22 DISCUSSÃO QUESTÕES Como pode Portugal desencadear a batalha da produtividade? Como assegurar o aumento da produtividade investindo nas TIC? Desenvolver a sociedade da informação e do conhecimento em Portugal assegura a reabsorção do desemprego e a reindustrialização do país? 21

23 DISCUSSÃO IMPACTO ECONÓMICO DA POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DAS TIC Política de desenvolvimento das TIC => Investimento em equipamentos de computação e de comunicação e investimento em software => aumento da produtividade do trabalho (empresas) e aumento da produtividade multifator (justiça, educação, saúde, serviços públicos) => crescimento do PIB e aumento do rendimento devido aos multiplicadores de investimento e consumo Política de desenvolvimen to das TIC Investiment o TIC Aumento da produtividade do trabalho Crescimento do PIB Aumento do rendimento Aumento da produtividade multifator Indústrias TIC (Progresso técnico) Output TIC Input Agentes económicos (Aumento da produtividade e do PIB) 22

24 DISCUSSÃO INVESTIMENTO NAS TIC, PRODUTIVIDADE E DESEMPREGO 1. Recessão econômica => Diminuição da atividade econômica => Desemprego 2. Investimento nas TIC => Aumento da produtividade => Desemprego momentâneo => Maior emprego Investimento nas TIC Aumento da produtividade Diminuição de custos Diminuição de preços Maior consumo Maior produção Maior emprego Desemprego momentâneo Fonte: Adaptação de 23

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