CRI Centro de Referência em Inovação. Relatório do projeto Centro de Referência em Inovação (CRI) Multinacionais

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1 Relatório do projeto Centro de Referência em Inovação (CRI) Multinacionais Autores: Carlos Arruda, Erika Barcellos e Cleonir Tumelero Fevereiro de 2014

2 A Fundação Dom Cabral (FDC), por meio do seu Núcleo de Inovação e Empreendedorismo, deu início em 2012 ao Centro de Referência em Inovação (CRI) Multinacionais, com o objetivo de apoiar o desenvolvimento dos centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) de multinacionais que operam no Brasil, através da identificação de barreiras e gargalos para a operação desses centros, da promoção do intercâmbio de experiências e práticas entre gestores, e da criação de oportunidades de relacionamento e contato das multinacionais com representantes de agências governamentais e entidades acadêmicas. Oito subsidiárias de multinacionais estrangeiras que operam em diferentes setores econômicos no Brasil foram parceiras da FDC no CRI Multinacionais (Quadro 1). Quadro 1 Empresas participantes do CRI Multinacionais Empresa Principal área de pesquisa no Brasil Localização do Centro de PD&I BG Group Petróleo e Gás (P&G) Rio de Janeiro (RJ) Dow Química São Paulo (SP) IBM Tecnologia da informação São Paulo (SP) Rhodia Solvay Group Química Paulínia (SP) SAAB Defesa aeroespacial São Bernardo do Campo (SP) Siemens Eletroeletrônica São Paulo (SP) Telefônica Telefonia São Paulo (SP) ZF Automobilístico São Bernardo do Campo (SP) Todas as empresas participantes possuem em suas matrizes alta maturidade tecnológica alcançada após décadas de investimentos em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). Em algumas, essa maturidade tecnológica também está presente nos seus centros de PD&I no Brasil, enquanto outras iniciaram recentemente suas atividades de pesquisa no Brasil. Todas têm buscado, entretanto, posições de maior relevância estratégica em termos mundiais para as suas unidades brasileiras. Daí os esforços dessas empresas para superar os desafios à obtenção de maior competitividade em suas atividades de PD&I no país, incluindo aspectos internos às empresas, tais como o relacionamento com a matriz, e aspectos ligados ao ambiente brasileiro de inovação. 2

3 Dirigentes e gestores de outras empresas multinacionais, incluindo 3M, BASF, Bosch, Danone, Dell, Dow, Emerson, MARs, Motorola, PSA Peugeot Citroën, PepsiCo, Pirelli, Procter&Gamble, Reckitt Benckiser, Saint-Gobain, Sodexo, Pirelli, P&G e Infosys, contribuíram para o projeto de forma mais pontual, seja através de entrevistas e do fornecimento de dados secundários, seja através da participação nas discussões de alguns dos eventos realizados. Também enriqueceram os debates do grupo as seguintes instituições: Centro de Pesquisa e Inovação Sueco- Brasileiro (CISB), Allagi, Inventta e Rolim Viotti&Leite Campos. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX), a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) e o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) participaram ativamente do projeto, o que permitiu um diálogo entre os setores público e privado com vistas à promoção da inovação no Brasil. As etapas do projeto, realizado entre fevereiro e dezembro de 2012, incluiram a coleta de dados públicos e de documentos internos das empresas, a realização de cerca de 50 entrevistas com executivos das empresas participantes e convidadas, a identificação de benchmarks e a realização de workshops com a presença de especialistas nos temas tratados. A linha teórica que orientou os estudos foi o conceito da Triple Helix Innovation (ETZKOWITZ; LEYDESDORFF, 2000) (Figura 1), que avalia a inovação a partir dos esforços combinados de três agentes: governo, universidade e empresa. Por essa perspectiva, o governo desponta como indutor da inovação, pela criação de políticas favoráveis ao desenvolvimento de indústrias (criando mercado); as universidades (por este estudo também os institutos de ciência e tecnologia - ICTs) atuam como geradores de tecnologias (criadores de desenvolvimento de base); e as empresas desempenham o papel de agentes capazes de combinar conhecimento e necessidades mercadológicas para geração de valor. 3

4 Figura 1- Triple Helix Innovation Fonte: ETZKOWITZ; LEYDESDORFF, Quatro questões direcionaram os trabalhos da comunidade de prática: Quais fatores internos e externos à organização são fundamentais para a atração e sustentação de centros de PD&I de multinacionais no Brasil? Como obter maior competitividade desses centros? Como incluir o Brasil nas estratégias globais de PD&I das multinacionais que operam no país? Como favorecer o reconhecimento de competências das subsidiárias, tornando-se um centro de desenvolvimento para a multinacional? Como manter esse reconhecimento? Qual o papel dos gestores de PD&I das subsidiárias brasileiras para garantir a integração das atividades/projetos locais com a matriz e com outras subsidiárias? A reflexão sobre essas questões levou à seleção de seis temas que se tornaram foco dos trabalhos realizados: I. O Brasil como plataforma para investimentos em P&D: desafios e oportunidades II. Por que o Brasil? Diferenciais competitivos do Brasil que poderiam/deveriam ser explorados por multinacionais para o desenvolvimento local de atividades de PD&I III. Incentivos governamentais (financiamentos e subsídios) para a inovação no Brasil 4

5 IV. Desafios para a operação de uma unidade de P&D no Brasil V. Implementação de uma estratégia de inovação aberta nos centros de PD&I das multinacionais no Brasil VI. Desenvolvimento de educação técnica e científica para a operação de centros de PD&I no Brasil Este relatório inclui as conclusões e recomendações relacionadas aos seis temas citados, as quais foram baseadas em análises e discussões do projeto que também serão detalhadas no texto. Observa-se que essas conclusões e recomendações são uma visão da FDC (não necessariamente comum a todas as empresas do grupo) e que as análises se aplicam preferencialmente às empresas participantes da comunidade de prática. As peculiaridades dessas empresas e a não utilização de métodos quantitativos de pesquisa impossibilitam a generalização de resultados para o universo de empresas multinacionais com sede no exterior atuantes no Brasil. Todavia, a profundidade dos estudos realizados permite considerar que dados, informações e análises evidenciem desafios e oportunidades comuns ao universo de empresas multinacionais que conduzem atividades de P&D no Brasil. A OPORTUNIDADE A recente trajetória econômica tem consolidado o Brasil com um papel de destaque internacional, com uma conjunção de fatores que o coloca em posição favorável para alocar centros de P&D de multinacionais com crescente importância na estratégia global dessas empresas. (Figura 2). 5

6 Figura 2 - Drivers para a localização de atividades de P&D de multinacionais Fonte: Elaborada pelos autores A estabilidade econômica também tem sido um fator central de estímulo à P&D no Brasil, favorecendo o desenvolvimento de uma economia sustentável no país, levando ao crescimento do mercado brasileiro e a um maior interesse das multinacionais de estarem próximas e obterem acesso a esse mercado. Também há a atração de centros em razão das competências e dos recursos humanos disponíveis. As competências científicas e tecnológicas do país em setores como o petrolífero, de agricultura e o aeronáutico contribuem para o estímulo, assim como a presença de recursos humanos qualificados. Nesse último aspecto, a facilidade dos brasileiros na adaptação a novas culturas é uma vantagem. Ao mesmo tempo, em relação a outros países emergentes, os marcos regulatórios beneficiam a escolha do país. Destaca-se aqui a regulamentação na área de sustentabilidade (em termos mundiais) e na gestão da propriedade intelectual (em comparação com outros países emergentes). Os fomentos e incentivos, mencionados por multinacionais como fatores de desempate na escolha dos locais para estabelecimento de atividades de P&D, também favorecem decisões de investimentos no Brasil. Uma análise similar é apresentada em pesquisa de Queiroz (2011), que aponta que os principais fatores de atração de P&D para o Brasil são a oferta de mão de obra qualificada, o tamanho do mercado, a segurança jurídica e patrimonial, a estabilidade política e econômica e a infraestrutura básica do país. 6

7 Com esses estímulos, o Brasil tem alocado centros de P&D de multinacionais em diversos setores da economia. (Figura 3). Figura 3 - Exemplos de Multinacionais com Centros de P&D no Brasil Fonte: Elaborada pelos autores Nota: Levantamento não Exaustivo I - PRÁTICAS DAS EMPRESAS QUE FORTALECEM O SISTEMA DE INOVAÇÃO BRASILEIRO O estudo junto às empresas do CRI Multinacionais permitiu a identificação de algumas práticas dessas empresas que fortalecem o sistema de inovação brasileiro. Essas práticas são fundamentadas em estratégias de inovação aberta que envolvem toda a cadeia de valor das empresas (fornecedores, clientes, universidades, ICTs, concorrentes e sociedade), incluindo projetos de capacitação de pessoas do ensino básico à pós-graduação, investimentos em pequenas e médias empresas através de fundos de investimentos corporativos, integração de tecnologias/sistemas de diversas áreas do conhecimento e desenvolvimento de projetos em articulação com entidades governamentais. (Figura 4). 7

8 Figura 4 - Práticas que favorecem o transbordamento da Inovação no Brasil Fonte: Elaborada pelos autores I-1 Estratégias de inovação aberta Multinacionais com centros de P&D no Brasil frequentemente utilizam fontes externas na busca por novas ideias e/ou tecnologias e desenvolvem projetos inovadores junto a parceiros das suas cadeias produtivas (fornecedores, clientes e outras unidades das empresas), universidades e/ou ICTs. Na busca por novas ideias e/ou tecnologias de fontes externas, as multinacionais entrevistadas envolvem clientes e fornecedores, pesquisadores, estudantes, especialistas, líderes globais e outras empresas, e incluem iniciativas diversas, como User experience, Innovation Day, avaliação da capacidade tecnológica dos fornecedores, Innovation Awards e desafios de inovação. A Dow e a Solvay Rhodia, por exemplo, possuem foco na colaboração com clientes e fornecedores, incluindo programas como o Latin America Customer Academy (LACA) da Dow, e o TechDay da Solvay Rhodia. Por meio do LACA, a Dow dialoga com seus clientes e com especialistas, a fim de desenvolver soluções em produtos para as potenciais oportunidades de mercado. O evento TechDay permite o compartilhamento de experiências ou ideias sobre projetos externos e também sobre os próprios 8

9 projetos da Solvay Rhodia. Há um esforço para alocação de novas ideias, colocando-as em um pipeline e avaliando dentro da cadeia de fornecedores quais ideias fazem sentido e podem ser lucrativas para a empresa. Fusões/aquisições e fundos de investimentos corporativos (corporate venturing) também são frequentes formas de as empresas acessarem novas ideas e tecnologias. A maioria das empresas do grupo possui áreas dedicadas às atividades de fusões e aquisições no Brasil. Algumas, como a Telefônica, a IBM, a Siemens e a Solvay Rhodia, vêm também intensificando suas atividades de corporate venturing no Brasil. Em relação ao desenvolvimento de projetos de P&D junto a parceiros da cadeia produtiva, observa-se que as empresas se auto-organizam quando há a necessidade de desenvolver inovações de forma compartilhada com outra empresa ou instituição de sua rede de relacionamento. Os principais desafios nesse processo são simular as chances de sucesso do projeto para gerar comprometimento e divisão de riscos entre os participantes; alinhar os interesses dos envolvidos, definir os papéis de cada um e coordenar os trabalhos realizados; e a constante venda das competências locais na fase de elaboração dos projetos, quando há envolvimento de diversas unidades da multinacional. Um exemplo de empresa que desenvolve projetos inovadores de alta tecnologia junto à sua cadeia de valor é a Saab. A empresa, que globalmente possui décadas de experiência com um modelo aberto de desenvolvimento de produtos e serviços na área de defesa militar e segurança civil, vem se inserindo com esse modelo no mercado brasileiro através de uma parceria com o Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (CISB). (Quadro 2). O CISB tem como objetivo implementar acordos de cooperação em ciência, inovação e alta tecnologia entre Brasil e Suécia, integrando o maduro e bemsucedido sistema de inovação sueco com o dinâmico sistema de inovação que vem se consolidando no Brasil, além de atrair investimentos e interesse de todo o mundo. Empresas suecas como Saab, Stora Enso e Scania são alguns dos membros do Centro e incentivadoras da iniciativa. O modelo operacional do CISB é inspirado 9

10 nos mundialmente conhecidos Science Parks Suecos, em que laboratórios de P&D de grandes empresas, universidades, institutos de tecnologia, empreendedores e investidores de capital de risco se encontram em um ambiente propício à colaboração para a inovação. Assim como nos Science Parks Suecos, a equipe do CISB atua como facilitador e gestor da rede de colaboração. Quadro 2 - Saab: oportunidade de desenvolvimento da cadeia aeronáutica brasileira através do Gripen A Saab é uma empresa sueca de atuação global em produtos e serviços para a defesa militar e segurança civil. Nos contratos com governos, participa frequentemente de programas de offset. Os offsets são obrigações contratuais utilizadas pelos governos para compensar a aquisição de equipamentos e serviços de defesa no exterior. Esses contratos auxiliam o desenvolvimento da indústria de defesa, envolvem o compromisso de desenvolvimento de fornecedores e a criação de uma estrutura de suporte para essa indústria. No Brasil, uma possibilidade futura para formação de contratos de offset refere-se ao avião de caça Gripen. O Gripen é um Programa de 30 anos de desenvolvimento que exemplifica o modelo da Triple Helix, aplicada ao desenvolvimento de aviões de caça com tecnologias multifuncionais, especialmente a fly by wire. Em 1992, foi tomada a decisão de produzir o caça e, em 1993, foi iniciada uma colaboração entre Saab AB, Volvo, Ericsson e FFV, além da Swedish Defence Material Administration, de outras instituições de pesquisa aeronáutica suecas e de institutos de pesquisa para o seu desenvolvimento. Em 2005, iniciou-se uma nova fase de desenvolvimento, a do Gripen C/D, a partir de uma joint venture da Saab com a BAE Systems, além das primeiras vendas para a África do Sul com um extensivo programa de offset. Em 2010, foi iniciada a fase de desenvolvimento do Gripen Demo, incluindo a demonstração de novas tecnologias e preparação para o lançamento do Gripen NG, em O foco das inovações do Gripen NG está na alta performance, especialmente com a introdução de novos sistemas, a diminuição de riscos, o aumento de alcance, a utilização de novas tecnologias aviônicas e a comunicação via satélite, dentre outras inovações. ripen um projeto de longo prazo e poderá ser desenvolvido em cooperação industrial com o Brasil, também considerando contratos de offset. Trata-se de uma possibilidade de desenvolvimento conjunto extensivo, que incluirá fases de transferência de tecnologia, de desenvolvimento de fornecedores de alto nível e de produção e montagem no Brasil. Fonte: Apresentação CRI Multinacionais: Implementing Innovation: Gripen as an Industrial Example. Saab. Set

11 A geração de spin-offs também é uma consequência das estratégias de inovação aberta das empresas. Um exemplo interessante é a TecTotal. Criada em 2007, a empresa oferece suporte a informática, áudio e vídeo. Em 2011, vendeu 50 mil pacotes por mês. A TecTotal nasceu em um programa de geração de ideias por funcionários na Telefônica. Após a sua incubação, foi incorporada como uma empresa separada em parceria com outros investidores, como a Intel Capital. Transbordamento de inovações para as cadeias de valor Ao optar pela realização de projetos de inovação aberta, empresas nacionais e multinacionais induzem o transbordamento das inovações para o ecossistema das cadeias de valor das quais participam, e também para outras cadeias. Em projetos realizados em setores estratégicos para o Brasil, geralmente há um considerável alinhamento entre governo, universidades e empresas. Esse alinhamento permite que políticas públicas suportem a inovação nesses setores, especialmente através do incentivo a pesquisas realizadas por universidades e empresas em conjunto. Como exemplo de destaque, aparecem os setores de petróleo e gás (P&G) (Figura 5) e de geração de bioetanol e de energia a partir de biomassa (Figura 6). No ecossistema da cadeia produtiva brasileira de P&G, observam-se relações formais e informais entre empresas e universidades/icts para a realização de atividades de P&D em todos os elos da cadeia produtiva, desde a exploração até a distribuição de petróleo e gás. Nota-se que uma série de outras cadeias produtivas também é beneficiada pelas atividades de P&D realizadas na cadeia de P&G de forma aberta, a exemplo da química, energética e de TI. 11

12 Figura 5 Cadeia Produtiva de P&G Fonte: Elaborada pelos autores Nota: Levantamento de empresas, universidades e ICTs não exaustivo Na cadeia de geração de bioetanol e de energia a partir de biomassa, diversas empresas e universidades/icts realizam no Brasil atividades de P&D nos diversos elos da cadeia, incluindo desde pesquisas em genética e insumos agrícolas até a distribuição de energia. Figura 6 Cadeia produtiva de geração de bioetanol e de energia a partir de biomassa Fonte: Elaborada pelos autores Nota: Levantamento de empresas, universidades e ICTs não exaustivo 12

13 I-2 Projetos de capacitação de pessoas A fim de desenvolver pessoas para atuarem nas suas atividades de P&D, as empresas possuem programas sólidos de estágio e de trainees. Nesse aspecto, existe uma forte interação com as universidades para a alocação das vagas para os egressos, considerando que os melhores profissionais são disputados por várias empresas. Outra iniciativa das empresas é o incentivo à participação dos seus funcionários em programas de mestrado e doutorado. Algumas empresas desenvolvem, inclusive, programas de mestrado in company junto a universidades brasileiras. Também são frequentes programas internos de formação de pessoal em áreas tecnológicas estratégicas para as empresas. Parcerias com o governo no programa Ciência sem Fronteiras (CsF), que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional, já ocorre em empresas do grupo, como BG Brasil e Saab (junto ao CISB). Essas empresas têm concedido bolsas de mestrado e doutorado para estudantes brasileiros em universidades internacionais de renome, oferecido seus centros de P&D no exterior para o desenvolvimento das pesquisas dos alunos e facilitado a realocação dos pesquisadores quando estes retornam ao Brasil. Ao mesmo tempo, aproveitando suas competências globais, as multinacionais utilizam a expatriação para fins de qualificação de seus profissionais, assim como a impatriação de profissionais brasileiros que estão no exterior para atuarem nos centros de P&D do Brasil. As experiências da 3M do Brasil ilustram como as multinacionais que possuem atividades de P&D no Brasil contribuem para o desenvolvimento da educação técnica e científica no país, atuando até mesmo em cursos de educação básica em parceria com entidades governamentais para despertar o interesse dos alunos nas áreas ciência, tecnologia, engenharia e matemática.(quadro 3) 13

14 Quadro 3-3M do Brasil: promovendo o desenvolvimento científico no Brasil A formação de cientistas no Brasil e em âmbito mundial é uma das frentes de sustentação da inovação na 3M. Todas as equipes estão inseridas e possuem uma agenda de desenvolvimento científico nessa frente, que possui como um dos focos a formação de pessoas qualificadas nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM - Science, Technology, Engineering & Mathematics). Nessas áreas, que são estratégicas para o avanço tecnológico dos países, a atual disponibilidade de mão de obra qualificada não tem acompanhado a demanda das empresas brasileiras. Além de possuir parcerias com universidades brasileiras em diversos programas (cursos, estágios, intercâmbios e Programa Ciência Sem Fronteiras) que apoiam o desenvolvimento científico no Brasil, a 3M desenvolve no país um programa com foco social e de longo prazo que visa ao encorajamento científico na educação básica (SEnP Science Encouragement Program). O SEnP é desenvolvido em parceria com a Secretaria de Educação do Município de Sumaré, e, por meio de pesquisadores voluntários da 3M Brasil, tem o objetivo de inspirar crianças a seguir carreiras nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. O Programa prevê o alinhamento de planos de aula dos professores ao ensino de tecnologias dominadas pela 3M, além de workshops e outras formas de interação entre cientistas e alunos. Fonte: Apresentação CRI Multinacinais: Our Next Generation of Heroes in 3M Brasil - Creating an Environment for Innovation at 3M. 3M do Brasil Ltda. Nov I-3 Investimentos em pequenas e médias empresas com corporate venturing Dentro de uma estratégia de inovação aberta e visando fortalecer seus ecossistemas de negócios no Brasil, diversas multinacionais têm desenvolvido atividades de Corporate Venturing no país, incluindo aceleradoras e fundos de investimentos em pequenas e médias empresas. A Telefônica, por exemplo, incentiva o empreendedorismo tecnológico no seu ecossistema com o projeto Wayra. (Quadro 4) 14

15 Quadro 4 - Telefônica: corporate venturing no Brasil com o projeto Wayra O core business da Telefônica está migrando de operações para inovações no setor telefônico. Um dos drivers dessa mudança é a necessidade de fornecimento de infraestrutura adequada para acompanhar as demandas crescentes em APPs (applications). Há um ecossistema em torno da empresa já em funcionamento e que demanda mudanças. A Telefônica está buscando entender esse ecosistema e se inserir no mesmo. Com esse objetivo, a empresa possui três iniciativas: integração ao Campus Party; empreendedorismo por meio da aceleradora de start-ups Wayra; e investimentos de venture capital por meio da Amérigo Funds. Com a Wayra, criada na América Latina em 2011, a Telefônica está incentivando o empreendedorismo nas áreas de soluções digitais, cloud services, redes, sistemas, serviços de localização, e-commerce, serviços ao consumidor, e-heath ou outras áreas de TI. A empresa seleciona projetos e depois promove a Wayra Week, em que 10 projetos são escolhidos em cada país participante para receber recursos financeiros, networking, dentre outras formas de apoio para a aceleração do negócio durante seis meses. Passados os seis meses, os empreendedores podem receber investimentos de capital de risco e/ou outros tipos de recursos. As empresas apoiadas pela Wayra recebem suporte de mercado, de desenvolvimento de produto, mas, acima de tudo, são conectadas à rede de relacionamentos da Telefônica, especialmente de outras empresas capazes de receber os projetos desenvolvidos. Assim, há um espaço específico de estímulo à inovação aberta entre empreendedores e a rede de parceiros da Telefônica. Os principais desafios na condução dos projetos apoiados pela Wayra são a definição de parâmetros para avaliação do retorno da iniciativa para a Telefônica; a adequação aos processos existentes versus criação de novos processos; a promoção do envolvimento da organização; o alinhamento das start-ups à operação e aos resultados da Telefônica; a geração de valor ao negócio de uma maneira não convencional; e, por fim, a flexibilidade para lidar com o eventual insucesso. Fonte: Apresentação CRI Multinacionais: Wayra. Telefônica-Vivo. Set Experiências da Siemens em atividades de Corporate Venturing são parecidas com a da Telefônica no Brasil. A empresa possui um fundo global de investimentos corporativos com atuação em diversos países. No Brasil, a Siemens começou a buscar recentemente novos negócios nas áreas de energia e biomassa, incluindo investimentos em startups que possam ser integradas ao portfólio da empresa a longo prazo. Nesse projeto, 100 aplicações foram recebidas e, após um mês de avaliações por especialistas da Siemens, foram selecionadas sete empresas que passaram por uma sessão de coaching com os especialistas de Corporate Venturing do Brasil e Estados Unidos e apresentaram seus projetos para o corpo de diretores da empresa. 15

16 I-4 Integração de tecnologias em diversas áreas do conhecimento Em projetos de PD&I cada vez mais complexos, há a necessidade de se avaliar o conhecimento como de natureza interdisciplinar. A inexistência de uma fronteira rígida que separa as diversas áreas do conhecimento precisa ser considerada, a fim de buscar soluções de inovação transversais a elas. O conhecimento precisa ser tratado como parte de um sistema integrado, sem determinação rígida entre áreas de atuação. Assim, é necessário sair da lógica disciplinada ainda presente em projetos de pesquisa de universidades e ICTs brasileiros, que separa as áreas de conhecimento, e seguir para a lógica da transversalidade, que absorve a interdisciplinaridade das áreas para fazer ciência, evitando duplicação de esforços, dispersão de recursos e a falta de aplicação das descobertas em pesquisa básica. As empresas participantes do CRI Multinacionais contribuem para a adoção da lógica da transversalidade dos conhecimentos no Brasil. Seus projetos de PD&I, geralmente multidisciplinares, integram conhecimentos de diversas áreas, como engenharia, química, agronomia e TIC. Gerenciando sistemas complexos de integração de conhecimentos, as empresas acrescentam valor em novos produtos e serviços no mercado brasileiro. A IBM, por exemplo, integra conhecimentos de diversas áreas, como computação, nanotecnologia, meteorologia, topografia, física e ciências comportamentais, para desenvolver novos produtos/serviços no centro de pesquisa da empresa no Brasil. (Quadro 5). 16

17 Quadro 5 - IBM Brasil: centros de pesquisa integram conhecimentos de diversas áreas A IBM, uma das maiores empresas de tecnologia da informação do mundo, líder em soluções completas de TI, que envolvem hardware, software e serviços, realiza fortes investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) in house. Mais de pesquisadores espalhados pelos centros mundiais suportam um modelo de P&D integrado em rede. A versatilidade das competências humanas integradas à rede global de pesquisa da IBM permite a sua atuação em diversos negócios, como semicondutores, química, computação, módulos de computação, criação de membranas, física dos materiais, behavior science, communities e cidades inteligentes. À rede global de pesquisa da IBM, recentemente foi integrado o nono laboratório mundial, o Centro IBM Research LAB Brasil. O projeto visa utilizar o país como plataforma de lançamento de produtos globais. Na constituição do laboratório, quatro áreas se destacaram em termos de potencial para novas pesquisas. Essas áreas não possuíam níveis maduros de pesquisa em outros laboratórios mundiais, mas hoje se utilizam de tecnologias em estado inicial de pesquisa na rede global de laboratórios. A primeira área é em ciências de serviços. Hoje, a IBM Brasil é uma das maiores prestadoras de serviços da IBM no mundo, a partir do Centro de Serviços da cidade de Hortolândia, no estado de São Paulo. A segunda área é em recursos naturais, como agricultura, pré-sal e mineração. A terceira área é em sistemas humanos. A proximidade de grandes eventos que acontecerão no Brasil, como Copa do Mundo e Olimpíadas, estimula pesquisas que atendam a necessidades da população. Outras áreas focadas em inclusão social de pessoas foram identificadas com potencial de pesquisa para a IBM Brasil, como o desenvolvimento de tecnologias de visão, de audição, de locomoção e de educação vocacional. A quarta área é em nanotecnologia, para o desenvolvimento de smart devices. Pesquisas nessa área interessam pelo potencial de crescimento da indústria brasileira e mundial de microeletrônica, além de estímulos governamentais para o setor. A implantação do laboratório no Brasil segue a estratégia de expansão da sua atuação para o hemisfério sul, fortalecendo a rede de colaboração e de integração de tecnologias entre os países nos quais a empresa possui centros de P&D. Fonte: Apresentação CRI Multinacionais: IBM Research Presence in Brasil Building a Smarter Planet Research Laboratory. IBM Brasil. Ago CNI Inovação em cadeias de valor de grandes empresas- 22 casos

18 I-5 Desenvolvimento de projetos em articulação com o governo Em complemento ao uso dos incentivos fiscais do governo e da obtenção de financiamentos do BNDES e da FINEP para seus projetos de inovação, as empresas participantes do CRI Multinacionais frequentemente desenvolvem projetos de pesquisa junto a Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) do país. Esses projetos, executados pelas empresas junto a universidades e ICTs brasileiros, possuem a capacidade de incentivar a pesquisa em áreas de identificada competência nacional, ou mesmo em áreas em que o país ainda precisa desenvolver massa crítica. As experiências das FAPEMIG e da FAPESP caminham para o modelo de projetos integrados entre FAPs, universidades/icts e empresas. A FAPEMIG, por exemplo, tem realizado editais diretamente com empresas. Dessa forma, vem canalizando recursos para áreas de interesse governamental estratégico, além de evitar impasses na negociação da PI com as empresas. O sistema adotado pela FAPEMIG é flexível e de diminuída burocracia, o que tem permitido o desenvolvimento de projetos com diversas empresas, tais como Whirlpool, Vale, Algar e Cemig, a partir de editais específicos da fundação para colaboração científica e tecnológica. Os editais da FAPESP para projetos integrados incentivam áreas estratégicas de pesquisa, como a de bioenergia. Projetos com a BP Biocombustíveis, com a Braskem, e com a Peugeot Citröen do Brasil são exemplos de pesquisa científica e tecnológica realizada de forma cooperativa entre a FAPESP, universidades/icts e empresas. Em setembro de 2013, a BG Brasil também anunciou um projeto cooperativo com a FAPESP, que prevê investimentos de até US$ 20 milhões em pesquisas sobre produção e consumo de energia limpa. II DESAFIOS Apesar dos avanços descritos, algumas questões precisam ser mais bem trabalhadas para a atração e a operação de centros de PD&I para o país (Figura 7), considerando que a maioria das multinacionais que desenvolvem pesquisa no Brasil ainda possuem foco na adaptação de produtos ao mercado latino. 18

19 Figura 7 Desafios para operação e atração de Centros de P&D para o Brasil Imagem Brasil Educação técnica e científica Criação de mercado Relação com universidades/ ICTs Fomentos e incentivos Fonte: Elaborada pelos autores Muitas das questões identificadas já estão sendo tratadas no novo código de C&T, em discussão no Congresso Nacional. Todavia, ainda há o desafio da implementação bem-sucedida, o que reforça a importância das análises apresentadas neste relatório. II-1 Imagem Brasil Ao contrário de empresas que possuem suas matrizes no Brasil, as empresas multinacionais concentram no exterior suas decisões de investimentos globais em atividades em P&D. Assim, as unidades brasileiras de multinacionais precisam convencer os executivos das suas matrizes a trazer investimentos e centros de P&D para o Brasil. Para esse convencimento, a imagem Brasil como polo científico e tecnológico não favorece. Questões relacionadas ao Custo Brasil, como a alta tributação e burocracia, prejudicam nesse sentido. Além disso, em geral, as matrizes das multinacionais possuem décadas de experiência na condução de atividades de PD&I em modernos laboratórios de pesquisa. Como as unidades brasileiras geralmente não possuem tamanha experiência e estrutura, os executivos das matrizes acreditam que possuem maiores competências para realizar as atividades de PD&I. 19

20 A superação desse desafio revela-se ainda mais importante pelo fato de o Brasil não ter mais vantagens em termos de custos para realização de atividades de P&D em comparação a outros países emergentes e até mesmo em relação a vários países desenvolvidos. Assim, outros argumentos, não o de baixo custo, precisam ser enfatizados pelas unidades brasileiras. Na busca pelo aumento de seus orçamentos para P&D e pela alocação de novos centros de pesquisa, os executivos das unidades brasileiras de multinacionais se empenham em promover a imagem do país como polo para atividades de P&D. Esse esforço envolve articulação política interna e argumentos das competências e dos potenciais benefícios locais, como geografia, mercado emergente, investimentos, cluster tecnológicos e outros. Experiências positivas nesse sentido, como a da Siemens do Brasil, que venceu uma competição interna para o estabelecimento de um centro de P&D em Smart Grid da multinacional alemã (Quadro 6), e a da IBM, que conseguiu atrair um centro de P&D para o Brasil com foco em 4 áreas de atuação (Quadro 5), deveriam receber maior exposição na academia e na mídia nacional e internacional. Fóruns como o CRI Multinacionais, que promovem a troca de experiências entre executivos de diversas empresas sobre a promoção da imagem do Brasil em suas matrizes, também são importantes. Quadro 6 - Siemens: atraindo um novo centro de P&D para o Brasil A implantação do centro de P&D da Siemens na cidade de Curitiba ocorreu a partir de uma concorrência entre unidades da multinacional, para a definição do local de instalação do centro de pesquisa em smart grid da empresa. A Índia era uma opção fortemente considerada, além de outros cinco países. A competição por custos facilitava a escolha da Índia e, portanto, a proposta brasileira para atração do centro deveria agregar valor ao negócio, a fim de compensar o custo Brasil. Como argumentos para atração do novo centro de P&D para o Brasil, a Siemens Brasil defendeu: a posição geográfica do Brasil em relação à Índia e a outros países asiáticos; o mercado local existente e também a nova classe C que está entrando no mercado de consumo brasileiro; a boa posição brasileira para recebimento de investimentos; o potencial para geração distribuída de energia e um mercado de smart grid muito grande; 20

21 uma considerável competência local em clusters tecnológicos, considerando o Lactec, a Copel, a PUCPR e uma equipe de 25 profissionais qualificados. Há poucos anos a tecnologia smart grid ainda era inviável no Brasil, devido aos altos custos da tecnologia da informação. Com o tempo, os custos da TI diminuiram, viabilizando os sistemas de medição inteligente. A escolha da empresa foi pela instalação do centro de P&D no Brasil, mais especificamente na cidade de Curitiba. O centro foi inaugurado em abril de Além do centro de pesquisas em smart grid, em 2011 a Siemens anunciou investimentos de US$ 50 milhões para a construção de um centro tecnológico com atividades de pesquisa na área de óleo e gás, na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro. A existência prévia de uma infraestrutura para pesquisa com óleo e gás no país e a possibilidade de cooperação com a COPPE/UFRJ tiveram um papel importante para a decisão de implantação do centro no Brasil. A estratégia da empresa para os centros envolve a atuação em três fases de desenvolvimento, sendo a primeira de P&D aplicado, a segunda de P&D corporativo e a terceira de alavancagem de novos negócios. Segundo a experiência da empresa, a estratégia para atração de um centro de P&D deve ser diferente para cada tema de pesquisa e deve considerar as vocações de pesquisa de cada localidade. Fonte: Apresentação CRI Multinacionais: Atração de Centros de P&D Siemens. Siemens Brasil. Ago Junto às ações dos executivos das unidades brasileiras, é essencial o trabalho das agências de promoção, tanto regionais como do governo federal (APEX). A aproximação entre multinacionais e entidades governamentais em esforços para a atração de centros de P&D para o país vem sendo intensificada no Brasil, o que se mostra muito eficaz. A GE, por exemplo, obteve o apoio do governo na elaboração dos argumentos necessários para convencer sua matriz a estabelecer no Brasil o seu quinto centro de pesquisa global. Uma das principais iniciativas para a promoção da imagem do Brasil como polo de P&D, entretanto, seria a identificação dos nichos de mercado do país mais propícios à P&D, com base nas competências científicas locais já existentes e/ou que estão sendo desenvolvidas no país. É preciso identificar competências e habilidades científicas e técnicas que são complementares aos outros países onde as empresas possuem P&D. A fim de incentivar a discussão referente a essa identificação, com base em relatórios públicos de entidades governamentais, a FDC fez um levantamento de sete áreas que concentram atuais ou potenciais competências em conhecimento no Brasil: agronegócio; tecnologia da informação e comunicação; energia; 21

22 nanotecnologia; biotecnologia; químicos; aeroespacial, aeronáutica e defesa (Figura 8). Figura 8 - Algumas Competências Estratégicas do Brasil Aeroespacial Fonte: Elaborada pelos autores Um maior detalhamento sobre as competências em P&D nessas sete áreas foi realizado pela equipe da FDC. A identificação dessas competências não foi exaustiva e teve o principal objetivo de servir de modelo preliminar para um trabalho de mapeamento de competências que ainda precisa ser realizado com mais profundidade no Brasil. Os quadros com as sete áreas identificadas como estratégicas para o Brasil, bem como os tipos de competências em P&D e onde estão tais competências são apresentados no Anexo A. II-2 Criação de mercado A existência de um mercado promissor para produtos e serviços inovadores é um dos principais fatores de atração de centros de P&D de multinacionais e, frequentemente, se sobrepõe a barreiras de custos, legislativas, econômicas e políticas em decisões de investimentos das multinacionais. Assim, ações governamentais voltadas para a criação de mercado para produtos e serviços que envolvem atividades de P&D deveriam ser intensificadas no Brasil, seja através de incentivos para consumo de inovações tecnológicas no país (ex: 22

23 incentivos fiscais para uso de energia solar e eólica), seja através do uso de poder de compra governamental. Em relação aos incentivos, nota-se uma relação importante entre o desenvolvimento do parque industrial brasileiro e os investimentos em P&D. Por exemplo, a Bosch do Brasil buscou parcerias com montadoras brasileiras para desenvolver tecnologia de flex fuel, de 1991 a 2002, mas só conseguiu desenvolver essa tecnologia no país após a medida de redução de IPI para carros flex fuel.o poder de compra governamental também pode ter um efeito importante de geração de mercado para produtos e serviços inovadores. Por exemplo, o aumento do consumo governamental de produtos sustentáveis, hoje ainda pequeno, pode incentivar inovações ambientais no Brasil. Nesse esforço de criação de mercado, é importante que o governo tenha agendas de desenvolvimento bem definidas para as cadeias de valor de alguns setores prioritários, pensando nos mercados onde o Brasil pode ser estratégico em termos mundiais. Além disso, a constância e a clareza das políticas e ações governamentais são aspectos relevantes para orientar as empresas em seus investimentos em P&D no Brasil. As iniciativas que orientam investimentos e a formação de entidades para desenvolvimento de competências no país podem ser observadas em alguns programas focados, como o Proálcool. O programa foi responsável pela estruturação do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). O Centro nasceu a partir do apoio de políticas públicas e também de outros atores, como universidades. Iniciativas como a de formação do CTC poderiam ser aplicadas, por exemplo, no setor de biomassa, onde o país possui vantagens competitivas. O setor de biomassa tem potencial para competir com a indústria petroquímica em um futuro breve. Além disso, existe no Brasil uma abundância de recursos que viabiliza investimentos nesse setor. II-3 Educação técnica e científica A indisponibilidade de pessoas qualificadas no volume necessário é um desafio para a operação de centros de P&D no Brasil. Apesar da atual existência de 23

24 pessoas qualificadas, a percepção é a de que a oferta não acompanhará a demanda em alguns setores, como o de petróleo e gás, dado o desafio do pré-sal, por exemplo. Resultados de uma pesquisa da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI) evidenciam esse desafio. A disponibilidade de pessoal em termos de qualidade e quantidade emerge como a principal dificuldade para a ampliação de investimentos em P&D no Brasil (Gráficos 1 e 2). Gráfico 1 - Principais dificuldades para ampliação dos investimentos em P&D no Brasil Disponibilidade de pessoal capacitado* 21% Necessidade do mercado Custo de fazer P&D no Brasil 9% 9% Presença de unidade fabril no Brasil Tamanho do mercado Crescimento do mercado Custo de mão de obra qualificada Excelência da academia em pesquisa Incentivos e políticas públicas Interesse do negócio 7% 6% 6% 5% 5% 5% 5% Outros 21% Fonte: ANPEI (2007) Nota: * Qualidade e quantidade 24

25 Suíça Suécia Portugal Finlândia Alemanha Rep. Eslovaca Reuno Unido Áustria Austrália Holanda Dinamarca Noruega Estados Unidos Eslovênia OECD França Nova Zelândia Grécia Rep. Checa Irlanda Rússia Israel Bélgica Itália Canadá Coreia Japão Espanha Hungria Estônia Polônia Islândia Brasil Turquia México Chile Indonésia % CRI Centro de Referência em Inovação Gráfico 2 - Dificuldades da oferta de mão de obra qualificada para a P&D no Brasil Não há especialistas em quantidade 43% Dificuldade na busca de profissionais em determinados setores 41% Não há especialistas em quantidade e qualidade 5% Não há especialistas em qualidade 5% Dificuldade de Idioma 3% Tamanho do mercado relativo às atividades de P&D 3% Fonte: ANPEI (2007) O desafio é maior quando se buscam pessoas com formação de doutorado. O percentual da população brasileira com nível de doutorado ainda é baixo em comparação a outros países (Gráfico 3). Gráfico 3 - Taxas de gradução em nível de doutorado, como percentual da população (2000 e 2009) (%) Fonte: OCDE (2011) 25

26 Dados do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) também demonstram que mais de 90 mil doutores foram formados no Brasil nos últimos 12 anos (Gráfico 4). Gráfico 4 Número de doutores formados nas universidades brasileiras públicas e privadas Fonte: CNPq (2012) Todavia, apenas 1% desses doutores atua no setor empresarial privado, enquanto 85% atuam no ensino superior público e privado (Gráfico 5). Gráfico 5 - Setor de atuação dos doutores brasileiros cadastrados na Plataforma Lattes Ensino superior público 68% Ensino superior privado 17% Setor governamental público 8% Setor empresarial público Exterior Setor privado sem fins lucrativos Setor empresarial privado Outros 2% 2% 1% 1% 1% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% Fonte: CNPq. Currículos Lattes em set A maioria das empresas afirma ter acesso a pesquisadores de alto nível, todavia, quando recém-contratados, esses pesquisadores possuem bom conhecimento sobre ciência e tecnologia, mas pouca exposição ao ambiente de inovação 26

27 empresarial. Por exemplo, geralmente os pesquisadores saem das universidades sem conhecimentos sobre transferência de tecnologia e gestão da propriedade intelectual. A maior preparação prática desses pesquisadores nas universidades facilitaria para as empresas, pois os custos de desenvolvimento seriam menores. Uma experiência pioneira em termos de formação de engenheiros no Brasil com maior exposição ao ambiente empresarial foi identificada no curso de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do qual o aluno passa os dois primeiros trimestres de estudo na universidade e, a partir do terceiro, passa um trimestre na empresa e outro na universidade, alternando até o final do curso. Trazer profissionais estrangeiros também tem sido uma opção para as empresas na busca por profissionais com alta qualificação, embora ainda haja críticas sobre a burocracia para liberação de vistos, quando comparado com outros países. Segundo dados no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a concessão de vistos permanentes e temporários para estrangeiros trabalharem no Brasil tem aumentado, e muitos brasileiros que vivem fora estão sendo incentivados pelas próprias empresas e por programas governamentais a voltar para o Brasil. (Gráfico 6). 27

28 Gráfico 6 - Vistos permanentes e temporários concedidos a estrangeiros * 7988 Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego Nota: * Previsto para 2012 Permanentes Temporários O desafio nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM - Science, Technology, Engineering & Mathematics) O Brasil não possui bons indicadores quando o assunto é a formação de cientistas. Dados apontam que 60% dos ingressantes de cursos de graduação estão em áreas de ciências humanas. Atualmente sobram vagas nas universidades nas áreas de engenharia. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no Brasil apenas 10% dos títulos de doutorado são conferidos na área de engenharia. Além disso, apenas 6,7% da porcentagem total de empregados no Brasil ocupa vagas na área de ciência e tecnologia, enquanto a média de ocupação nos outros países pesquisados pela OCDE é de 15%. (Gráfico 7). 28

29 Gráfico 7 - Graduação em nível de doutorado em ciências e engenharia (%) % Ciência Engenharia % Fonte: OCDE (2011) Nota: * Porcentagem de todos os títulos de doutorado conferidos no ano de 2009 As matrículas em engenharia nas instituições de ensino superior públicas e privadas vêm aumentando nos últimos anos. (Gráfico 8). Gráfico 8 - Matrículas em engenharia nas IES brasileiras públicas e privadas IES PÚBLICA IES PARTICULAR Fonte: Engenharia Data. Observatório de Inovação da USP Todavia, a taxa de evasão média é da ordem de 20% ao ano (Gráfico 9). 29

30 Gráfico 9 - Taxa de evasão dos cursos de engenharia nas IES brasileiras públicas e privadas 35% 30% 25% 20% 29% 29% 28% 29% 27% 27% 29% 32% 23% 21% IES PÚBLICA 15% 10% 13% 15% 12% 13% 10% 12% 12% 10% 13% IES PRIVADA 5% 7% 0% Fonte: Engenharia Data. Observatório de Inovação da USP (2012) Estudos da Unicamp avaliaram qualidade e quantidade de profissionais disponíveis nas áreas de engenharia, geologia e geofísica. A conclusão foi a de que, especialmente em engenharia, não haverá déficit de profissionais nos próximos anos, considerando projeções de oferta e demanda desses profissionais. O problema não é quantitativo, pois já no ano de 2005 as curvas se cruzaram, ou seja, universidades privadas passaram a formar mais engenheiros do que as públicas. Entretanto, considerando a qualidade dos engenheiros formados em universidades privadas avaliada por notas no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE), há sim um problema de qualidade nessa formação. A Infosys, por exemplo, buscou 100 engenheiros no mercado para suprimento de vagas na sua subsidiária brasileira, mas somente 60 engenheiros puderam ser contratados, por falta de qualificação. As principais dificuldades encontradas foram o não domínio do idioma inglês e de conhecimento mínimo de matemática. Frente ao desafio de formação de engenheiros, o MCTI está trabalhando em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e com o Ministério da Educação (MEC) para a qualificação de pessoal em ciência e tecnologia. O MEC criará um programa para o desenvolvimento de até 100 polos 30

31 de inovação a partir dos institutos federais de educação existentes no País. O esforço será para a contratação de novos professores e para a formação de pelo menos 30 docentes altamente qualificados em cada polo. O foco das ações governamentais está na formação de pessoas para as áreas críticas de suporte à inovação no País. Esse desafio na área de STEM tem origem no sistema de educação básica do Brasil, que possui deficiências relevantes em termos de qualidade. Poucos professores têm conhecimento em ciências para lecionar. Além disso, como a ciência é um assunto mais complexo, é preciso despertar o interesse das crianças por matemática e engenharia. Para tanto, um maior relacionamento com a indústria poderia ser eficaz, como demonstra a experiência da BG Brasil (Quadro 7) e da 3M (Quadro 3). O programa Ciência sem Fronteiras (CsF) O programa CsF vem contribuindo para o desenvolvimento de pesquisadores qualificados para atuar no Brasil. Entretanto, seria desejável uma maior parceria do governo com as empresas para promover a vinculação desses pesquisadores na indústria. Uma proposta de uso do CsF como ferramenta de qualificação avançada do pessoal para apoiar projetos estruturantes, de P&D em grande escala e de inovação pré-competitiva para a indústria brasileira está sendo defendida pela CNI: o programa Ciência Sem Fronteiras para a Indústria. O objetivo da CNI é obter a adesão voluntária das indústrias, viabilizando o financiamento de bolsas de Fomento Científico (nas modalidades de pós-doutorado no exterior, doutorado sanduíche no exterior, treinamento no exterior, pesquisador ou professor visitante especial no país e pesquisador jovem talento no país) prioritariamente para colaboradores indicados pelas indústrias. Dentre as vantagens dessa proposta para a indústria estão a adoção de um fluxo simplificado e contínuo, específico para as demandas das indústrias, e o foco na busca por capacitações consideradas estratégicas para cada indústria. 31

32 Quadro 7 - BG Brasil: desenvolvendo a educação técnico-científica no Brasil A BG Group, uma das maiores empresas de energia do mundo, construirá no Brasil o seu Centro Global de Tecnologia, unidade que vai concentrar todas as atividades de pesquisa e desenvolvimento do grupo, que prevê investimentos de US$ 1,5 a US$ 2 bilhões em pesquisa e desenvolvimento no país. Para sua atuação no Brasil, desde o início o capital humano se demonstrou de fundamental importância, especialmente devido à regulamentação de pesquisa na indústria de petróleo, que demanda a utilização de grande quantidade de pesquisadores brasileiros nas áreas de engenharia. Como parte integrante de seu modelo de tecnologia, a BG Brasil tem apoiado o Programa Ciência sem Fronteiras, a partir do estreitamento de relações com o CNPq. A empresa identifica no programa uma excelente oportunidade para a formação de cientistas, não somente para a empresa, mas também para a indústria como um todo. A formação de cientistas dará o suporte necessário às atividades de P&D da empresa, que serão realizadas através de parcerias em um modelo de inovação aberta. O Centro Global de Tecnologia da empresa não será apenas uma infraestrutura física tradicional de pesquisa no país, e sim um centro de gestão dos projetos que serão realizados a partir de centros de pesquisa atuando em rede e em parceria com as melhores universidades do país e do exterior. O Ciência sem Fronteiras é uma forma de ampliar a oferta atual e futura de profissionais qualificados, por isso a BG Brasil escolheu apoiar bolsas de doutorado pleno e doutorado sandwich e investirá 100 milhões de dólares no programa. Além da formação, há a preocupação em garantir que os alunos retornem ao país e sejam instalados em centros de pesquisa de renome, continuando a conduzir suas pesquisas na indústria brasileira de óleo e gás. Dado o desafio de obtenção de mão de obra qualificada para pesquisa e para as atividades da indústria no curto e longo prazos, a empresa então definiu investimentos sociais em educação nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática no Brasil, para aprimorar o ensino nessas áreas, estimular o interesse de alunos de escolas públicas para áreas científicas e para qualificação profissional de técnicos. A partir de parcerias com as prefeituras de Rio Grande (RS) e Angra dos Reis (RJ), a BG Brasil estruturou projetos piloto com escolas públicas próximas aos estaleiros onde são construídas as plataformas para os consórcios em que a empresa participa. Nesses projetos são utilizadas metodologias de ensino de ciências com experiências lúdicas e resolução de problemas para alunos dos níveis fundamental e do ensino médio. Dessa forma, o investimento social da empresa desenvolve nossos métodos que possam ser internalizados visando construir um legado positivo para o país. Fonte: BG Brasil 32

33 Outras iniciativas importantes para a qualificação dos recursos humanos brasileiros para atividades de PD&I são parcerias das multinacionais com universidades em fóruns de empreendedorismo e de tecnologia, além dos programas de estágio e de trainees oferecidos pelas empresas. A disseminação dessas iniciativas é importante para a formação de mão de obra qualificada no país. A criação de um ecossistema para essa formação é um processo demorado. Entretanto, políticas governamentais consistentes e uma maior cooperação entre empresas e o governo (além das cooperações das empresas com as universidades) podem ser efetivas nesse sentido. II-4 Incentivos e fomentos Apesar dos avanços apresentados pelo governo brasileiro em relação aos incentivos e fomentos para atrair centros de P&D para o país, ainda há um amplo campo para aperfeiçoamento desses instrumentos, incluindo os incentivos da Lei do Bem, os financiamentos e os recursos de subvenção econômica disponíveis para empresas que realizam atividades de P&D no Brasil. Impacto da Lei do Bem nas unidades brasileiras das multinacionais A Lei do Bem mudou a estrutura de incentivos à inovação no Brasil, pois as empresas obtiveram a oportunidade de buscar os incentivos fiscais e depois comprovar os gastos. Em comparação com os fornecidos por outros países, os benefícios da Lei do Bem são considerados atrativos por multinacionais que operam no país. Embora o Brasil esteja entre os 20 países que mais apoiam a P&D por meio de incentivos fiscais (Gráfico 10), do ponto de vista fiscal, frente a outros países, ainda é muito oneroso ter negócios no Brasil. 33

34 Gráfico 10 - Apoio governamental indireto à P&D por meio de incentivos fiscais em 2009 FRA (2008) CAN KOR (2008) BEL (2007) IRL (2008) SVN NLD DNK PRT (2008) HUN (2008) AUT (2007) AUS (2008) GBR JPN (2008) USA (2008) NOR TUR BRA ESP (2007) CZE ZAF (2008) % PIB Fonte: OECD, 2011 Além disso, a não aceitação dos conceitos de inovação da OCDE para a obtenção dos benefícios da Lei do Bem limita os benefícios. Para as multinacionais, a atratividade da Lei do Bem é diminuída pela dificuldade de contabilizar os benefícios fiscais como resultados para a operação no Brasil. Normalmente as unidades das empresas multinacionais respondem pelo resultado operacional, o qual não é afetado pelos incentivos fiscais da Lei do Bem. Esse incentivo impacta no caixa, favorecendo o acionista, na matriz, mas não necessariamente as unidades brasileiras. Para lidar com essa dificuldade, algumas multinacionais realizam uma negociação interna com a matriz para a adoção de um processo chamado neutralização de EBITDA (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Esse processo facilita a negociação do budget para P&D com a matriz e possibilita a alocação nas unidades brasileiras dos benefícios fiscais obtidos em suas atividades de P&D. Alternativamente, o governo poderia oferecer incentivos fiscais para outros impostos federais, ao invés do imposto de renda, de modo que os benefícios 34

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