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2 Multideia Editora Ltda. Alameda Princesa Izabel, Curitiba PR +55(41) Marli Marlene M. da Costa (Unisc) André Viana Custódio (Unisc/Avantis) Salete Oro Boff (UNISC/IESA/IMED) Carlos Lunelli (UCS) Clovis Gorczevski (Unisc) Fabiana Marion Spengler (Unisc) Liton Lanes Pilau (Univalli) Danielle Annoni (UFSC) Conselho Editorial Luiz Otávio Pimentel (UFSC) Orides Mezzaroba (UFSC) Sandra Negro (UBA/Argentina) Nuria Bellosso Martín (Burgos/Espanha) Denise Fincato (PUC/RS) Wilson Engelmann (Unisinos) Neuro José Zambam (IMED) Coordenação Editorial: Fátima Beghetto Capa: Sônia Maria Borba (Imagem: 3d Illustration of Colorful on white background Licenciado por Foto Stock ras-slava) Apoio Financeiro: S747 CPI-BRASIL. Catalogação na fonte Spengler, Fabiana Marion (Org.) Aceso à Justiça, Jurisdição e Mediação [recurso eletrônico] / organização de Fabiana Marion Spengler e Theobaldo Spengler Neto Curitiba: Multideia, p.; 23 cm ISBN Vários autores/colaboradores (VERSÃO ELETRÔNICA) 1. Acesso à justiça. 2. Mediação. 3. Jurisdição. I. Spengler Neto, Theobaldo (org.). II. Título. CDD 340.1(22.ed) CDU 340 É de inteira responsabilidade dos autores a emissão dos conceitos aqui apresentados. Autorizamos a reprodução dos textos, desde que citada a fonte. Respeite os direitos autorais Lei 9.610/98.

3 Fabiana Marion Spengler Theobaldo Spengler Neto Organizadores ACESSO À JUSTIÇA, JURISDIÇÃO E MEDIAÇÃO COLABORADORES Angela Condello Augusto Reali Beck Charlise P. Colet Gimenez Delton Ricardo Soares Meirelles Elaine Cristina do Rosário Rebouças Eligio Resta Fabiana Marion Spengler Giselle Picorelli Yacoub Marques Gustavo Raposo Pereira Feitosa Humberto Dalla Bernardina de Pinho Theobaldo Spengler Neto Vivian Gama Curitiba 2014

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5 Agradecimentos Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico CNPq e à Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior Capes em função do financiamento cedido por meio do Edital CNPq/Capes nº 07/2011, processo nº /2011-4, cujo aporte financeiro possibilitou a realização do projeto de pesquisa intitulado Acesso à Justiça, jurisdição (in)eficaz e mediação: a delimitação e a busca de outras estratégias na resolução de conflitos.

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7 Prefácio É de comer? Yes, esse e-book é de comer o que de melhor a Europa e os Estados Unidos têm a oferecer. Adivinhe por quê? É um livro de gastronomia? Brincadeira à parte, a resposta é: Não. Sinceramente, não é mesmo uma obra comestível no sentido do que se poderia imaginar. Simplesmente, é o exercício do pensamento complexo puro, encantado, sério com aquilo que funciona e que pode ser adaptado às condições brasileiras. Pensar o acesso à justiça, a jurisdição e a mediação de conflitos, seja extrajudicial ou judicialmente, remete, no caso do Brasil, à deglutição cultural e jurídica enfatizada por países de modernidade tardia ou que ainda não conheceram a modernidade, ou, ainda, países que se tornaram pós-modernos sem, antes, terem passado pela experiência moderna à europeia. Assim, prestes a aprovar o novo Código de Processo Civil e o primeiro Estatuto das Famílias após a Emenda nº 1/2013 e da Resolução 125/2010 do CNJ o Estado brasileiro almeja instituir a técnica da mediação no âmbito do Judiciário, buscando, assim, nas recentes experiências europeia, americana, argentina, australiana e canadense, a cultura milenar do diálogo como mecanismo voltado ao tratamento de conflitos, tendo em vista a construção de um acordo que satisfaça, minimamente, as pessoas envolvidas nos litígios. Só a antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente. Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.

8 8 Mauro Gaglietti Prefácio Tupi, or not tupi that is the question. [...] A magia e a vida. Tínhamos a relação e a distribuição dos bens físicos, dos bens morais, dos bens dignários. E sabíamos transpor o mistério e a morte com o auxílio de algumas formas gramaticais. Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do exercício da possibilidade. Esse homem chamava-se Galli Mathias. Comia. Só não há determinismo onde há mistério. Mas que temos nós com isso? Contra as histórias do homem que começam no Cabo Finisterra. O mundo não datado. Não rubricado. Sem Napoleão. Sem César. No início era o verbo. Pindorama, por exemplo, era o nome do Brasil na língua indígena, o nheengatu. Tupy, or not tupy that is the question. [...] Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago. Antropofagia ou canibalismo? O antropofagismo realça a contradição violenta entre duas culturas: a primitiva (ameríndia e africana) e a latina (de herança cultural europeia), que formam a base da cultura brasileira, mediante a transformação do elemento selvagem em instrumento agressivo. Foi justamente (ou injustamente) o que fez Oswald de Andrade ao amalgamar, em 1928, várias tendências culturais internacionais de forma inédita e fincada nas raízes na história da civilização brasileira em seu Manifesto Antropófago. Afirmou, na ocasião, que a luta entre o que se chamaria Incriado e a Criatura, ilustrada pela contradição permanente do ser humano e o seu tabu, marca em linguagem metafórica repleta de aforismos e refinado humor uma expressão cultural diante da dependência do Brasil em relação à (socio)lógica oriunda da Europa. Assinala-se, ainda, que são inúmeras as influências teóricas identificadas no Manifesto: o pensamento revolucionário de Karl Marx ( ); a descoberta do inconsciente pela psicanálise e o estudo de Totem e Tabu, de Sigmund Freud ( ); a liberação do elemento primitivo nos seres humanos proposta por alguns escritores surrealistas, entre os quais destaca-se André Breton ( ); o Manifeste Cannibale escrito por Francis Picabia ( ) em 1920; as questões em torno do selvagem discutidas pelos filósofos Jean-Jacques Rousseau ( ) e Michel de Montaigne ( ); a ideia de barbárie técnica de Hermann Keyserling ( ). Assim, o primitivismo aparece como signo de deglutição crítica do outro, o moderno e civilizado. Nesse senti-

9 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação do, o mito, que está no plano da irracionalidade, serve tanto para criticar a história do Brasil e as consequências de seu passado colonial, quanto para estabelecer um horizonte utópico, em que o matriarcado da comunidade primitiva substitui o sistema patriarcal. Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud a realidade sem complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias do matriarcado de Pindorama. No entanto, percebe- -se, que não se trata de se opor pura e simplesmente à civilização moderna industrial; antes, as práticas culturais brasileiras primam pela busca de benefícios proporcionados por ela que tornam possíveis formas primitivas de existência. Por outro lado, somente o pensamento antropofágico é capaz de distinguir os elementos positivos dessa civilização, eliminando o que não interessa e, ao mesmo tempo, promovendo, a Revolução Caraíba e seu novo ser humano bárbaro tecnizado. A idade de ouro anunciada pela América. A idade de outro. E todas as girls. Mediante a oposição de emblemas culturais e símbolos míticos, o autor reconta de forma metafórica a história do Brasil. El acceso a la justicia, la jurisdicción y Mediación, Access to justice, jurisdiction and Mediation, L'accesso alla giustizia, la competenza e la mediazione, L'accès à la justice, la compétence et la médiation, acesso à justiça, jurisprudência e mediação... em qualquer língua busca-se os meios mais apropriados para tratar os conflitos humanos, tentando encontrar elementos para entender por que a sociedade torna-se possível, por que o direito é possível? O Direito torna-se possível na medida em que diante de uma sociedade repleta de conflitos procura respostas extrajudiciais e judiciais, e até mesmo híbridas, mesclando elementos concebidos como extrajudiciais dentro dos tribunais. Assim, os autores (e as autoras) dos ensaios deste livro não desconhecem que o conflito é um dos elementos mais significativos e impactantes do processo civilizatório, presente nas mais variadas interações e relações sociais reproduzidas na sociedade, que mantém ou aniquila antigas estruturas, mas também recria novas. Nesses termos, à luz dos textos publicados nesta coletânea, busca-se atribuir ao conflito uma importância bastante cara às ciências sociais aplicadas, entre as quais se destaca o Direito, na medida em que concebe a existência da ação recíproca entre seres humanos sob o prisma de uma singular forma de socialização. A 9

10 10 Mauro Gaglietti Prefácio sociedade, desse modo, seria o resultado de categorias de ação recíprocas, como harmonia e desarmonia, associação e competição, favor e desfavor, sendo, portanto, ambas dotadas de um valor positivo, como já havia assinalado o sociólogo Georg Simmel. Os conflitos, deste modo, adquirem um significado unificador, não havendo nenhuma unidade social em que as direções convergentes de seus elementos não estejam inseparavelmente mescladas com outras divergentes, sendo irreal um grupo absolutamente harmônico no qual nenhum processo vital propriamente dito poderia se produzir. Nesse contexto, a oposição entre elementos em uma mesma sociedade é compreendida como um fator social que não deve ser entendido meramente numa perspectiva negativa, pois, muitas vezes, é o que permite e possibilita a convivência entre o que, de outra forma, seria intolerável. Eis a possibilidade de integração social, de socialização dos sujeitos, o que permite a análise da relação entre conflito e consenso, como algo que empiricamente encontra-se em toda unidade social. Os autores aqui percebem, com sintonia fina, que seria um erro conceber a questão da relação entre unidade e discordância como se uma destruísse o já construído pela outra, já que o resultado dessa interação seria a unidade na adversidade. Em outros termos, seria, na prática, a síntese geral das pessoas, energias e formas que constituem um grupo, a totalidade final na qual estão compreendidas tanto as relações de unidade em sentido estrito, como as de dualidade. Vida e ambivalência, essa é a questão! Nesse contexto, destaca-se como uma das virtudes do conflito a sua capacidade de se constituir num espaço humano e social que permite que as partes, às vezes ásperas e díspares, se encontrem num mesmo plano situacional, impondo-se um nivelamento, um ato de reconhecimento do outro, que é condição necessária para própria disputa e eventual superação porque tanto a contraposição, como a composição, negam a relação de indiferença, a exclusão do relacionamento. O conflito, como forma de socialização, exigiria necessariamente, assim, a ação recíproca, cuja capacidade pode proporcionar o reconhecimento, a relação, ao contrário da exclusão e da indiferença, que atuam como elemento desagregador, como ausência de sociabilidade. Aqui, a indiferença pode vir a assumir, desse modo, uma conotação negativa, por afastar as formas de relação antitéticas ou convergentes, capazes de produzir e modificar grupos de interesse, uniões e organizações.

11 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação Assim, os autores deste livro apreendem com relação à significação sociológica do conflito para a estrutura interior de cada parte, e não entre as partes na experiência diária, que a luta entre dois indivíduos modifica não só a relação de cada um com o outro, mas também o indivíduo em si mesmo. Na verdade, captam que a alma sofreu com a luta uma modificação que já não se pode recompor, não sendo comparada a uma ferida cicatrizada e sim à perda de um membro, como tantas vezes salientou Luis Alberto Warat, o mestre da carnavalização e da antropofagia no âmbito do Direito contemporâneo. Quanto às possibilidades de resolução das disputas, salienta-se acerca da vitória, da construção e da busca do acordo, por intermédio do acerto a partir dos desejos e das necessidades das pessoas envolvidas no conflito, por intermédio da ação dos mediadores, dos conciliadores, produzindo a busca da construção de um acordo entre as partes, superando os limites e as lacunas de uma sentença judicial. Desse modo, a vitória seria muito peculiar na realidade da vida, apresentando-se em incontáveis formas e medidas, mas sem semelhança com os demais fenômenos que cercam as relações entre os seres humanos. Diante da inevitabilidade das relações conflituosas entre os seres humanos, renova-se a pergunta: de que forma o Direito é possível? Assinala-se, neste caso, que o Direito, na condição de ciência social responsável por reger as relações jurídicas, tem como fontes primárias os direitos fundamentais, que são aqueles inerentes a todas as pessoas, indistintamente, pois nascem com elas e delas jamais poderão ser tirados. Associado às fontes primárias, destaca-se a concepção de democracia ao contemplar uma estrutura multidimensional a subordinação da lei aos princípios e direitos fundamentais constitucionalmente estabelecidos, determina, por um lado, um fechamento do Estado Democrático de Direito, já que serve também para subordinar o legislador à lei, e, precisamente, à Constituição, não somente quanto às formas de produção jurídica, mas também quanto aos conteúdos normativos produzidos. Por outro lado, ocorre um fechamento e, ao mesmo tempo, uma ampliação do positivismo jurídico, visto que, graças a ela, acaba positivizado não somente o ser, mas, de igual modo, o dever ser do direito, não só a sua existência, mas também as escolhas e as finalidades que devem presidir à sua produção. 11

12 12 Mauro Gaglietti Prefácio Se, se considera que o acesso à justiça é um dos mais relevantes direitos fundamentais. Aqui, o acesso à justiça não representa apenas o acesso da população às instâncias jurisdicionais estatais, mas, refere-se também, ao acesso à informação e ao respeito às garantias constitucionais do devido processo legal e do juiz imparcial, entre outros. O conceito de acesso à justiça tem sofrido uma transformação importante. Outrora, a teoria era de que, embora o acesso à justiça pudesse ser um direito natural, os direitos naturais não necessitavam de uma ação do Estado para sua proteção. Esses direitos eram considerados anteriores ao Estado e sua preservação exigia apenas que o Estado não permitisse que eles fossem infringidos por outros. O Estado, portanto, no entendimento ampliado, permanecia passivo em relação a problemas tais como a aptidão de uma pessoa para reconhecer seus direitos e defendê-los adequadamente, na prática. De fato, o direito ao acesso efetivo tem sido progressivamente reconhecido como sendo de importância capital entre os novos direitos individuais e sociais, uma vez que a titularidade de direitos é destituída de sentido, na ausência de mecanismos para sua efetiva reivindicação. Nesse caso, o acesso à justiça pode ser encarado como requisito fundamental o mais básico dos direitos humanos de um sistema jurídico moderno e igualitário que pretenda garantir, e não apenas proclamar os direitos de todos. Portanto, a percepção segundo a qual o acesso à Justiça seria, genericamente, o acesso aos tribunais, já não satisfaz, sendo necessário considerá-lo como um direito fundamental formal, em contraposição aos óbices postos, no Brasil, à consecução da justiça. Para que os cidadãos possam usufruir da garantia de fazer valer seus direitos perante os tribunais, torna-se pertinente que conheçam a lei e o limite de seus direitos. Os juízes e as instituições do Judiciário, em segundo lugar, devem ter o compromisso de divulgar o Direito e ampliar sua sensibilidade diante dos conflitos humanos. Em um Estado de Direito, constata-se, que os próprios entes estatais se submetem ao Direito. Este, todavia, não se limita às leis formalmente válidas, cujo conteúdo pode, contrariamente, ser arbitrário ou não ético. Canotilho (1999, p. 21) nota que [...] o Estado de direito transporta princípios e valores materiais razoáveis para uma ordem humana de justiça e paz. São

13 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação eles: a liberdade do indivíduo, a segurança individual e coletiva, a responsabilidade e responsabilização dos titulares do poder, a igualdade de todos os cidadãos e a proibição de discriminação de indivíduos e grupos. 13 É possível constar-se, ainda, que a população carente, na última década, tem cada vez mais buscado assistência judiciária gratuita, não apenas para litígios decorrentes de questões familiares ou criminais, mas também para buscar direitos menos tradicionais. E isso somente é possível em razão da melhora dos sistemas de assistência jurídica, que permitiram a queda das barreiras do próprio acesso à jurisdição. É importante salientar que esta evolução, no Brasil, deve-se, em grande medida, às iniciativas de alguns Defensores Públicos, de Promotores de Justiça do Ministério Público Estadual (o caso de Fortaleza, Ceará, é interessante), aos Núcleos de Prática Jurídicas das Faculdades de Direito (como é o caso do trabalho de mediação judicial levado a bom termo, desde 2009, pela Unisc, junto à Comarca de Santa Cruz do Sul, cujos principais protagonistas são os organizadores deste livro) e aos Núcleos Comunitários, às políticas públicas de acesso à justiça, como, por exemplo, os Territórios da Paz, Mulheres da Paz, o Projeto Justiça Comunitária instalado em mais de 64 cidades do País, e as demais iniciativas da Secretaria da Reforma do Judiciário, vinculadas ao Ministério da Justiça, exemplificativamente, que por meio de equipes treinadas e sensíveis aos problemas das pessoas que buscam seus serviços, auxiliam-nas na consecução de seus objetivos por intermédio de procedimentos administrativos e judiciais 1. Considerando-se tais aspectos, é possível afirmar que o acesso à justiça depende de mecanismos de direito processual e substantivo disponíveis na sociedade, que se destinam a garantir aos indivíduos a chance de provocar o Estado-Juiz, demandando em busca de seus direitos ou de sua reparação, caso tenham sido violados. 1 Destaca-se a relevante atuação do Psicólogo argentino Juan Carlos Vezzulla, da equipe do Sociólogo Boaventura de Sousa Santos (Universidade de Coimbra), que, a convite do Ministério da Justiça do Estado brasileiro, formou e capacitou diversas equipes de mediadores comunitários nos últimos anos em dezenas de bairros e vilas das grandes e médias cidades brasileiras, e, também, em cidades de outros países.

14 14 Mauro Gaglietti Prefácio Outros elementos além dos processuais, contudo, também implicam a realização do direito ao acesso à justiça, tais como instalações físicas adequadas, qualidade dos recursos humanos e materiais disponíveis; a qualidade da justiça efetivamente prestada; o tempo demandado para a prestação da justiça; a moral ilibada do prestador da justiça; o respeito ao devido processo legal, a qualidade dos advogados que assistem às pessoas; a incorruptibilidade e a imparcialidade dos operadores do sistema; a sensibilização, a formação, a capacitação e a remuneração dos mediadores judiciais concursados. Percebe-se, assim, que o acesso à justiça possui um conceito bastante amplo à medida que inclui o caráter, as estruturas e até mesmo a questão qualitativa da justiça que está à disposição dos indivíduos em determinada sociedade, bem como o lugar do indivíduo no interior desse contexto judicial. Salienta-se, ao mesmo tempo, o fato de que o acesso à justiça pode oferecer, sem dúvida, um indicador importante para avaliar tanto a existência do Estado Democrático de Direito quanto a qualidade do governo em determinada sociedade. Por decorrência, tal aspecto denota a insistência atual sobre transparência e boa governança como panaceia eficaz para o desenvolvimento socioeconômico, sobretudo no que tange à aprovação do novo Código de Processo Civil que institucionalizará a mediação e a conciliação como obrigatórias antes do processo judicial. Embora seja difícil conceituar justiça, é possível dizer minimamente com certa liberdade, que tal definição esteja associada à equidade e à imparcialidade. Desse modo, para que exista acesso significativo à justiça, é indispensável que estes dois elementos estejam presentes, como garantia da realização dos direitos fundamentais. Além do mais, para que o direito de acesso à justiça seja efetivo em qualquer sociedade, é fundamental que haja democracia participativa em um Estado Democrático de Direito que garanta uma efetiva infraestrutura básica e forme e capacite pessoas a terem um adequado preparo técnico profissional e que sejam sensíveis à diversidade da condição humana. Dessa maneira, percebe-se a existência de uma interface entre o acesso à justiça e a proteção aos direitos humanos fundamentais. Assim, a relação do acesso à justiça com a proteção aos direitos humanos decorre do fato de que somente se os cidadãos puderem chegar aos tribunais conseguirão defender e reivindicar seus direi-

15 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação tos fundamentais. Ao mesmo tempo, pode-se perceber que o acesso à justiça pode ser obtido mediante outras instâncias extrajudiciais, como, por exemplo, escolas, empresas e demais instituições que possam promover a efetivação dos direitos fundamentais tendo acesso aos métodos não adversariais (mediação, conciliação, negociação, arbitragem, práticas restaurativas) de tratamento de conflitos. Pelo visto, a obra que você tem em mãos foi escrita a várias mãos e corações por renomados pesquisadores reunidos em um único menu, pelo trabalho mágico e árduo, dos Professores e Pesquisadores Fabiana Spengler e Theobaldo Spengler Neto. Dessa forma, a obra busca ampliar os horizontes para além-fronteiras acerca dos métodos atuais utilizados pelo Direito que não encontram adequação entre a complexidade das ações judiciais, as pessoas envolvidas e as técnicas jurídicas aplicadas, o que tem acarretado muita insatisfação por parte das pessoas nos litígios. Dito isso, a leitura deste livro pode auxiliar na pesquisa acerca dos motivos em torno da satisfação (ou da não satisfação) com a função jurisdicional desempenhada pelo Estado em relação às respostas dadas aos conflitos que emergem diante da complexa teia que se transformou a sociedade contemporânea, a qual enfrenta uma crise de efetividade que, por sua vez, demanda a busca de saídas. Sendo assim, comprove tudo isso provando e saboreando, com moderação, as próximas páginas. Nelas você poderá ter acesso a um dos mais novos cardápios da praça, bem variado e extremamente diversificado, carnavalizado. Inicialmente, em GIUDICARE, CONCILIARE, MEDIARE, Eligio Resta nos convida ao pensamento aberto e instigante a respeito da comunidade do conflito e da ecologia política voltada ao exame plurivetorial das mais diferentes dimensões que cercam os conflitos humanos, suas possíveis linhas de tratamento e as perdas e os danos do processo judicial. Diante do desafio de abordar temas tão vastos quanto complexos, o autor reflete em um lindo e profundo texto acerca das experiências institucionais de mediação cultural em vários países ocidentais e que agora fazem parte de um complexo de serviços e ferramentas que se associam ao contrato de cidadania. Assinala-se, ainda, que as bem traçadas linhas remetem à ideia segundo a qual o mediador seria uma espécie de tradutor por se posicionar entre as diferentes linguagens a partir do meio, entre um e outro, sujeitos litigantes, um tipo particular de lugar que se poderia chamar, talvez, a terceira 15

16 16 Mauro Gaglietti Prefácio margem (Guimarães Rosa, Caetano Veloso). Tal atributo confere ao mediador a função de tratar com vários idiomas, línguas, culturas e mundos estranhos. Pode-se, em tal posição, entrar em contato com o diferente, buscando, sempre, e na medida do possível, transformar o potencial que todo o conflito carrega: enriquecimento de trocas a partir dos mecanismos de resolução alternativa de litígios. Tais mecanismos fornecem em potencial um indicador de reestruturação ecológica da relação entre conflito e o tratamento. O capítulo, por fim, assinala a relevância da sociedade do conhecimento que produz uma sabedoria das soluções para os conflitos que podem ser resolvidos no próprio acontecimento, e isso é muito necessário, e, ao mesmo tempo, singular. Tal sabedoria volta-se à construção de uma cultura associada ao pacifismo indispensável: o direito. O ACESSO À JUSTIÇA E A DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO: UMA ANÁLISE DO PERFIL DOS USUÁRIOS E DO OLHAR DOS DEFENSORES SOBRE A SUA FUNÇÃO, o segundo capítulo, produzido por Gustavo Raposo Pereira Feitosa e Elaine Cristina do Rosário Rebouças, inova no campo do Direito ao ousar examinar dados de uma pesquisa de campo na Defensoria Pública da União no Ceará, com o propósito de verificar como a instituição funciona. Soma-se a isso a investigação científica buscando verificar como os defensores, servidores, estagiários e usuários compreendem e avaliam a atuação da instituição. Desenhou-se, assim, uma pesquisa com os assistidos, razão de ser da instituição, bem como com os agentes responsáveis por todo o trabalho nela desenvolvido, incluindo-se defensores federais, assistentes sociais, estagiários, dentre outros. O mérito da pesquisa é ainda ampliado pela temática em foco, na medida em que o Brasil adota um modelo peculiar de organização do seu sistema de justiça, em que a assistência jurídica aos mais pobres, ou simplesmente aos que não podem arcar com o custo de um processo judicial, cabe a uma instituição pública permanente, qual seja, a Defensoria Pública. Delton Ricardo Soares Meirelles e Giselle Picorelli Yacoub Marques carregam o peso do seu teclado no capítulo intitulado A MEDIAÇÃO NO PROJETO DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL: UM DESAFIO EM CONSTRUÇÃO. Nele consta a expressão de uma investigação sobre o instituto da mediação no que se refere, sobretudo, à proposição recente junto ao projeto do Novo Código de Pro-

17 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação cesso Civil (PL 8.046/2010), contextualizando-a no cenário geral de reformas processuais e enfocando a diferença de tratamento entre o procedimento geral e a disciplina para as questões de família, possibilitando a atuação de uma equipe multidisciplinar na abordagem do conflito decorrente das ações familiares. Para tanto, analisou-se o texto normativo do projeto de relatoria e as proposições sobre a mediação, a fim de se verificar em que medida o sistema jurídico nacional busca integrar a mediação às reformas processuais, atendendo à expectativa do jurisdicionado ao resultado prático pela via procedimental adequada. Theobaldo Spengler Neto e Augusto Reali Beck, por sua vez, trazem uma bela contribuição no capítulo cujo título já indica a que veio: CONDIÇÕES E POSSIBILIDADES DE APLICAR A MEDIAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE REDUÇÃO DOS CONFLITOS LABORAIS. Aqui, os autores preocupam-se com a sobrecarga no Judiciário no que se refere aos processos trabalhistas. A situação ganha contornos ainda mais alarmantes no momento em que a satisfação de haveres resultantes de relações de trabalho se estende por longo período de tempo, gerando diversos transtornos ao obreiro e, por decorrência, ao seu núcleo familiar. Nesse insustentável quadro, os autores discorrem sobre a mediação, instituto que conduz à resolução de litígios para fora da alçada do Poder Judiciário e constitui denso filtro de contendas seguramente destinadas ao aforamento. Sua extensão à matéria de competência da Justiça do Trabalho, sendo foco da presente análise, que a especula sob dois ângulos: no primeiro, sua aplicação às relações interindividuais de trabalho; no outro, sua extensão ao segmento juscoletivo trabalhista. REFLEXIONES SOBRE LA MEDIACIÓN JUDICIAL Y LAS GARANTÍAS CONSTITUCIONALES DEL PROCESO, de Humberto Dalla Bernardina de Pinho, é a teorização a partir de sua própria experiência enquanto intérprete e operador do Direito. No capítulo consta uma análise muito interessante a respeito do novo instituto da mediação para o caso do Brasil. Se, por um lado, o autor concebe a mediação como uma forma não adversarial de tratamento de conflito, por outro, examina os potenciais conflitos que podem surgir com a introdução da mediação no processo judicial, dadas as garantias fundamentais do processo. Ao mesmo tempo, se debruça sobre os conceitos do direito estrangeiro e as perspectivas para o processo 17

18 18 Mauro Gaglietti Prefácio civil, especialmente contra as regras adotadas pelo PL 8.046/10, que visa estabelecer o novo Código de Processo Civil. POLISEMIA DELLA MEDIAZIONE: ALCUNE RIFLESSIONI foi concebido por Angela Condello, que tece considerações sobre a complexidade da comunicação humana, sobretudo quando se considera que as ideias são infinitas. Nesses termos, aborda a (inter)mediação como espaço de inclusão e, ao mesmo tempo, discute a relação entre direito e representação. A complexidade desse texto reside precisamente na conceituação polissêmica da mediação, à medida que trabalha conceitos cuja densidade fará a leitura buscar, no âmbito dos estudos em linguística, a pesquisa na teoria da enunciação, incluindo o sujeito na linguagem. O capítulo remete o leitor (a leitora) ao momento criador de uma teoria do sujeito, e do sujeito da enunciação, conquanto essa expressão não apareça de forma muito explícita no texto. Entretanto, o estatuto, as fronteiras teóricas entre direito e linguística, e a maioria dos elementos necessários para a formalização da noção de sujeito em mediação podem ser encontrados nas linhas e entrelinhas. Foi pensando na pessoa, na língua que vimos aparecer, em Benveniste, um sujeito subjetivado na e pela linguagem, deixando suas marcas no que nos é mais cotidiano, ou seja, no diálogo. Vivian Gama é a autora do capítulo intitulado LA PERSPECTIVA COMUNICACIONAL DE LA MEDIACIÓN. A pesquisadora considera a mediação como uma teoria científica em crescente expansão. Discute, na esfera do desenvolvimento científico interdisciplinar, a produção de conhecimento sobre o processo de comunicação na construção e desconstrução de conflitos, para a formação de uma metodologia capaz de fornecer uma base consistente para a intervenção mediadora de comunicação técnica em situação de conflito no âmbito do diálogo e da tecnologia. O propósito do ensaio é sistematizar alguns elementos que possam contribuir com a construção de uma ferramenta de comunicação estruturada trilhando o caminho de coaching e Programação Neurolinguística. A MEDIAÇÃO COMUNITÁRIA COMO POLÍTICA PÚBLICA DE TRATAMENTO DE CONFLITO, de Fabiana Marion Spengler e Charlise P. Colet Gimenez, examina a mediação comunitária como prática alternativa de tratamento de conflitos, cuja sustentação se dá pelo pluralismo de valores, em razão de que reabre os canais de

19 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação comunicação interrompidos e reconstrói laços socialmente destruídos, propondo um modelo voltado para a comunicação, a amizade, a alteridade e a fraternidade. Por essa razão, a mediação comunitária, a partir do resgate do papel da comunidade, estudada do norte- -americano Amitai Etzioni, revela-se como uma cultura de paz, que ultrapassa a jurisdição tradicional, e utiliza práticas consensuais e autônomas que devolvem ao cidadão e à comunidade a capacidade de tratar o seu próprio conflito. Dessa forma, afirma-se que o reconhecimento da mediação comunitária como política pública foca na realização das necessidades essenciais e na existência de um processo democrático de descentralização, participação e comunicação. Sentiu o cheiro?...vá, saboreie com todo o apetite do mundo Prof. Dr. Mauro Gaglietti Outubro de 2013

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21 Sumário Giudicare, Conciliare, Mediare Eligio Resta O acesso à justiça e a Defensoria Pública da União: uma análise do perfil dos usuários e do olhar dos defensores sobre a sua função Gustavo Raposo Pereira Feitosa Elaine Cristina do Rosário Rebouças A mediação no projeto do novo Código de Processo Civil: um desafio em construção Delton Ricardo Soares Meirelles Giselle Picorelli Yacoub Marques Condições e Possibilidades de Aplicar a Mediação como Instrumento de Redução dos Conflitos Laborais Theobaldo Spengler Neto Augusto Reali Beck Reflexiones sobre la Mediación Judicial y las Garantías Constitucionales del Proceso Humberto Dalla Bernardina de Pinho Polisemia Della Mediazione: Alcune Riflessioni Angela Condello La Perspectiva Comunicacional de la Mediación Vivian Gama A Mediação Comunitária como Política Pública de Tratamento de Conflito Fabiana Marion Spengler Charlise P. Colet Gimenez

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23 Eligio Resta È attualmente Professore ordinario di Filosofia, Sociologia e di Política del diritto presso la Facoltà di Giurisprudenza dell Università di RomaTRE. Sommario: 1. Ecologia del conflitto. 2. Conflitti, rimedi. 3. Competition, diffidence, g/ory. 4. L impensabilità del dissidio. 5. La comunità dei confliggenti. 6. A ricorrere al giudice si perde la faccia. 7. Specfaculum. 8. Deciderele liti. 9. Rent a Judge! 10. Questo e quello. 11. La malattia del terzo.i. GIUDICARE, CONCILIARE, MEDIARE 1. Il mondo dei conflitti è sempre per molta parte imprevedibile ed enigmatico. Non c è scienza sociale, per quanto ricca di letteratura specialistica sull argomento, che alla fine ci possa raccontare questo mondo hobbesiano, inestricabile, ricco di passioni, interessi, comportamenti, inclinazioni, motivazioni; lo si descrive in una scala di possibilità che coinvolgono la rivalità, La concorrenza, l invidia, l inimicizia, sempre a metà tra la rottura irrevocabile e la solida conferma della socievolezza. Lo attesta Il ruolo che persino esso assume nella grande riflessione delle scienze sociali: nella costruzione delle teorie sociali alle posizioni cooperativistiche si oppongono quelle conflittualistiche che spiegano La società come costruita sulla inimicizia di fondo che definisce Il modo di essere degli attori, i loro contesti strutturali, le istituzioni, le culture; ma né le une né le altre sono in grado isolatamente di interpretare in maniera definitiva la complessità di fondo Del fenomeno. Dunque se ne avverte la centralità ma si è costretti a spiegare il fenomeno ricorrendo a trasposizioni simboliche o a processi metaforici. Così esso costringe ad un effetto di misconosci-mento che sposta tutto su come si percepisce e si regola collettivamente il rapporto tra i confliggenti e conseguentemente accade che il discorso sui conflitti si costruisca, durkhei-

24 24 Eligio Resta mianamente, sul modo in cui le società si apprestano a regolarlo, col risultato che si hanno delle conclusioni a geografia variabile. I modi attraverso i quali un sistema sociale regola i conflitti che nascono all interno della società sono infatti tanti, tutti diversi, cambiano nel tempo e nello spazio, non sono per nulla eterni. Si vanno a rintanare nei singoli sistemi sociali; sono essi stessi a loro volta complessi sistemi sociali. Solo in parte dipendono dal modo in cui si confligge; a volte accade il contrario, così che il modo in cui si litiga e si confligge dipende dal modo in cui esistono sbocchi del conflitto e sono predisposti culturalmente e socialmente rimedi. Il legame forte tra quei micro-conflitti che sono le liti e il meccanismo dei loro rimedi rimanda sempre a qualche altra cosa: lo si descrive lasciando sempre la porta aperta ad altre spiegazioni e ad altre variabili. Lungo questa paradossale incompletezza si svolgerà anche questa breve riflessione che percorrerà alcune strade ben note ma volgerà lo sguardo anche verso alcune esplorazioni del possibile che ancora le istituzioni sono in grado di percepire ma non di regolare e formalizzare. Guarderemo cioè il fenomeno sempre più frequente del ricorso ai metodi alternativi di risoluzione delle controversie dal punto di vista specifico della ecologia dei conflitti. Questo significa partire da una connessione preventivamente avvertita di una reciproca dipendenza nei sistemi sociali dei conflitti e dei rimedi apprestati. Riprova intuitiva della correttezza e della fecondità di tale approccio sta nel fatto che non dappertutto, ma soltanto nei paesi di cultura occidentale, e non sempre, ma solo a partire dall esperienza post-westfalia del diritto e dello stato moderni, i conflitti sociali sono stati quase generalmente incanalati, regolati e possibilmente risolti da quel complesso e variegato sistema che va sotto il nome di sistema giudiziario. Sulla complessità, oltre che sull autonomia e sull unità interna del sistema giuridico, al quale il sistema giudiziario si riferisce, non potremo fare alcun accenno, anche se è lì che ovviamente uma riflessione accurata dovrà tendere il proprio sguardo. Che sia dunque, sulla base di regole e norme legittimamente valide, il giudice di uno stato a regolare i conflitti, è il risultato storico, e per questo mai definitivo, cui è pervenuto un sistema con le sue informazioni, la sua cultura, la sua capacità di autoregolarsi.

25 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação Si tratta allora di uno dei tanti modi in cui un sistema sceglie di auto-regolarsi; un modo variabile, politicamente dipendente da decisioni, in cui intervengono, come è noto, vari fattori fra cui la tradizione, i ceti e le loro culture. A questa relatività variabile va dunque storicamente ricondotto e con questo sguardo «relativistico» va ancor oggi osservato. Il circuito conflitto/rzmedzo è allora il gioco che si svolge ecologicamente in un sistema dove contano mille cose. Tale osservazione porta a non trascurare i tentativi ecologici di riaggiustamento continuo da parte dei sistemi istituzionali dei paesi occidentali? ed in particolare del nostro, del modo di regolare i conflitti sociali. Si tratta di tendenze comuni ai paesi occidentali; esse mettono in evidenza l inadeguatezza ormai strutturale del carattere esclusivamente monopolistico del sistema giudiziario nella risoluzione dei conflitti; avanzano richieste di revoca del carattere stato-centrico dell amministrazione della giustizia; allargano, senza rifiutare, la dimensione della «legalità». A questo proposito va ovviamente chiarito che la legalità è quel complesso di regole dell azione e di rappresentazione di valori che costituisce il fondamento giuridico di un sistema democratico basato sul primato della legge, ma che non può essere confuso con una amministrazione statualistica di qualsiasi natura. Per altri versi la legalità è dimensione cui, per definizione, tende un sistema politico ma che sarebbe ingenuo identificare in un epoca o in un istituzione o in un paese storicamente dati. Dal punto di vista dei modelli la legalità pone in essere l autoregolazione di un sistema sulla base di una legittimazione legale e razionale; le riflessioni weberiane su questo non sono state ancora mai contraddette. Ma quel modello significa primato della legge e allontanamento da altre forme di legittimazione del potere, non vuol dire ovviamente statualismo esasperato o colonizzazione della vita. Come sappiamo, la legalità ha garantito che diritti soltanto enunciati venissero agiti, difesi e affermati davanti ad un giudice, contro poteri che tendevano a occultarli, ma in nome di quella stessa legalità e di quegli stessi diritti credo che stia emergendo un esigenza di riaggiustamento di strumenti di comprensione e soprattutto regolazione dei fenomeni. Quello che emerge è un tentativo costante del nostro sistema istituzionale di ridefinire il circuito conflitto/rimedio non attra- 25

26 26 Eligio Resta verso ingenue rinunce al sistema giudiziario, ma attraverso una ridefinizione dei suoi confini. Si tratta di processi lunghi che avvengono attraverso giochi complessi di comunicazione; si va dal dibattito interno alla teoria giuridica sulla degiurisdizionalizzazione e degiudiziarizzazione, alla vera e propria istituzionalizzazione di modi alternativi. Basta fermare lo sguardo su tendenze e prassi legislative recenti: dalle direttive comunitarie in materia di difesa dei consu-matori all istituzione di alcune autorità garanti, alla legge sulle Camere arbitrali presso le Camere di Commercio. Né va trascurata, per la sua paradossalità, la situazione che si è venuta a creare in seguito alle ripetute condanne dell Italia per i ritardi nella conclusione dei processi giudiziari. In linea con quanto si era progettato in un decreto del governo viene anche dagli organismi giudiziari e di governo dell unione europea il suggerimento di predisporre strumenti di amichevole composizione della lite tra stato italiano e cittadino danneggiato. La paradossalità neanche tanto nascosta sta nel fatto che si è costretti a «comporre» quello che non si è stati capaci di «regolare»; la reintroduzione di composizioni dentro la struttura autoritativa della decisione butta una luce diversa sulle tante possibilità di risolvere conflitti. Ma va sgombrato il campo da possibili equivoci: sarebbe soltanto ingenuo e fuorviante pensare che la ricerca di modi alternativi di risoluzione delle controversie sia da vedere esclusivamente come rimedio alla crisi quantitativa e qualitativa della giustizia. Che possa in astratto esserlo non è in dubbio e comunque ben venga questo improbabile risultato ; ma sarebbe un errore analitico guardare alle dispute alternative in maniera così subalterna rispetto al meccanismo giudiziario. È noto poi che le cause della crisi della giustizia sono tante e non è un caso che nessuna ricerca sia mai riuscita a dare un modello possibile di tutte le variabili che intervengono. Da parte mia insisto su un processo di forte sbilanciamento della nostra cultura giuridica, politica, istituzionale, sociale verso i «rimedi»; e tale sbilanciamento è tanto forte da far dimenticare totalmente la natura, la forma, la struttura, la cultura dei conflitti. Credo che in un certo senso tale sbilanciamento sia da cercare nella ragione stessa dell esistenza e quindi nel codice genetico stesso del diritto, ma vi è soprattutto negli ultimi secoli una totale disattenzione e quindi un generale misconoscimento di quel vasto

27 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação campo di analisi che va sotto il nome di litigiosità. Vi è al contrario un pensiero «totalizzante» che lavora non solo «riflessivamente» sui rimedi: di fronte agli insuccessi o alle inadeguatezze pensa ricorsivamente al rimedio circa il rimedio. Detto in termini più problematici questo è uno degli aspetti più significativi che la filosofia di questo secolo ha riservato alla critica dell astrazione. Diceva Wittgenstein che il progresso delle società occidentali ha come struttura fondamentale quella di dover progressivamente prendere distanza dalla realtà, e di doversi riferire sempre esclusivamente alla «forma»; l astrazione della forma, scriveva Wittgenstein, è «tipicamente costruttiva». Nel nostro caso il rimedio, cioè il processo, cui si delega un ampio spettro di funzioni che vanno dal controllo alla mediazione dei conflitti, dall accertamento della verità alla politica criminale, è non solo sovraccaricato di compiti non propri, ma, così com è, rappresenta appunto l esempio peggiore del costruttivismo giuridico moderno. Quello che si dimentica focalizzandosi sul processo, per quanto importante esso sia, è che tutto nasce da una litigiosità che, se non altro, viene prima del processo e che, almeno in questo, è da considerare come il segreto motore della storia. Si sa infatti che il costruttivismo porta con sé una quota di ingiustificato artificio in cui il riferimento finisce per essere esclusivamente a se stesso; il ritualismo è un valore se invoca e realizza funzioni di garanzia, è inutile concessione all autogiustificazione se rivolto a se stesso. 2. Di questa astrazione un po perversa possiamo ritrovare initalia un esempio ricorrente nei monotoni discorsi sulla crisi della giustizia: si dice che i conflitti giudiziari crescono. Si lamenta, come dappertutto (anche se noi in Italia, ci mettiamo del nostro) Zitigation explosion e, senza minimamente interessarsi a cosa produca tutto questo, si dice che il rimedio è l aumento del numero dei giudici. Come se la causa della Zitigation explosion fosse solo ed esclusivamente quella dell esiguo numero di magistrati. Qualche dato va suggerito: in Italia a fronte di quasi novemila togati ci sono dodicimila onorari che mandano avanti la baracca. Sono più degli altri e realizzano una quota molto alta di decisioni; di recente una parte della magistratura onoraria, come è noto, è stata investita del compito di esaurire («stralciare») le pendenze che gravano gli 27

28 28 Eligio Resta uffici, owiamente non per azzerare il carico, ma per ridurlo. E owiamente questa non è contingenza di un momento particolare, anche se così spesso viene presentata e letta, ma è tendenza che troviamo costante e crescente nei dati quantitativi perlomeno da un cinquantennio. È vero, come ci mostrano le pur rare ricerche (S. Pellegrini, La Zztigzosità zn Italia, Milano, Giuffrè, 1937)) che rispetto agli inizi del secolo e rispetto ai periodi postbellici, la litigiosità giudiziaria sembra diminuita; ma un confronto con la popolazione e una disaggregazione più puntuale contraddicono questa tendenza e mostrano la crescita costante della quantità relativa di liti. Se poi si parte da un idea più larga di litigiosità tale da ricomprendere i conflitti penalmente rilevanti, i dati diventano più eloquenti. C è più penale di civile e c è, relativamente, maggiore richiesta di provvedimenti esecutivi rispetto a quelli cognitivi. Vi è anche la conferma che l istituzionalizzazione dei diritti e i grandi processi di riforma portano aumento della conflittualità, ma questo è naturale e per certi versi ovvio. Si tratta cioè di registrare una specie di traduzione che il sistema del diritto opera rispetto alla litigiosità sociale per cui quello che sappiamo del conflitto sociale lo sappiamo attraverso la lènte di rifrazione del diritto. Ma è anche l unica fonte che le istituzioni forniscono ed è un dato di per sé indicativo: quanto litighiamo in Italia, ad esempio, dipende dal modo in cui il «rimedio» giuridico e giudiziario è stato costruito e questo owiamente ci fornisce un immagine vera e falsa insieme della litigiosità, che sposta ogni discorso sull ipertrofia del rimedio rispetto alla causa. Anche per questa via si riproduce progressivamente e in maniera inconsapevole il circuito conflitto/rimedio alla ricerca di un sempre precario equilibrio. Oltre il gioco delle imputazioni causali, in simili argomenti c è, nel migliore dei casi, un eccessiva concessione alle logiche dell emergenza. N. Luhmann ha descritto mirabilmente simile logica parlando del finanziamento e della cultura imprenditoriale: i cosiddetti paesi non sviluppati non hanno mentalità imprenditoriale capace di reggere al confronto con i paesi a sviluppo industriale. Chiedono così finanziamenti perché essi cambino la mentalità e facciano nascere spirito imprenditoriale. Poi ci si accorge che questo non

29 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação avviene e si imputa alla mentalità ancora troppo radicata e refrattaria al cambiamento il fatto che non si sia sviluppata la struttura imprenditoriale e, conseguentemente, si chiedono altri finanziamenti che facciano cambiare la mentalità. E così all infinito. Il che, ovviamente, non vuol dire che tutto debba sempre rimanere così com è. Con le owie differenze vale anche per la questione della giustizia questa logica paradossale dell imputazione causale che ribalta il gioco di cause ed effetti; in questo modo si realizza una strana rincorsa tra la mancata realizzazione dell efficienza e la logica quantitativa delle risorse. I conflitti aumentano progressivamente e si attribuisce tutto questo all inefficienza dovuta alla mancanza di risorse; si chiedono così aumenti consistenti di risorse pensando che in tal modo i conflitti possano diminuire. Non soltanto l inferenza causale risulta del tutto gratuita, ma ci si innesta in una logica remediale che contribuisce di per sé non soltanto a non risolvere, ma addirittura a inflazionare il saldo di domanda e offerta. Senza riferirsi al carattere culturalmente indotto della domanda da parte dell offerta, che pure è un discorso possibile e corroborato dai dati quantitativi, il problema di poliq che emerge è quello di un sistema ché investe sul rimedio senza incidere sulle cause; così aumentano le risorse dell apparato giudiziario ma rimane soltanto l illusione che questo faccia diminuire i conflitti. Il rimedio reagisce sul rimedio ma non ha nessuna diretta incidenza su cause, dimensioni, effetti della litigiosità che determinano i conflitti. Questo vero e proprio effetto di misconoscimento realizza un coagulo di attenzione sull apparato giudiziario con un accumulo eccessivo di centralità che focalizza il dibattito pubblico, sovraccarica preventivamente di fiducia, e successivamente di diffidenza, il lavoro del giudice e contribuisce ad offrire l immagine di un «corpo sociale innervosito» costretto a continue fibrillazioni tutte le volte che si parla di giustizia. Oltre la questione posta da A. Pizzorno sul rapporto che si è venuto a determinare tra giudice e «controllo delle virtù» (IZ potere dei giudici, Roma-Bari, Laterza, 1998) vi è questo aspetto che nella nostra prospettiva appare altrettanto strutturale ai fini dell analisi del sistema giudiziario italiano e non soltanto. Si determina silenziosamente una strada a senso unico in cui l enfatizzazione del giudiziario (E. Paciotti, Sui magzstratz, Roma-Bari, Laterza, 1999) si 29

30 30 Eligio Resta allea con l incommensurabilità di un antropologia nascosta che riguarda il complesso mondo della litigiosità. Questa appare come un fenomeno dai contorni definiti e misurabili, persino espresso da andamenti statistici apparentemente inoppugnabili, ma anche come qualcosa di impalpabile. Oltre che fenomeno esternale la litigiosità si presenta come gioco di comunicazione in cui ogni rilevazione di tipologie e ogni classificazione di strutture, attori, modalità, esiti, effetti cioè ogni fenomenologia si scontra con un invisibile e sfuggente legame che sembra vivere di regole sue proprie. 3. Non si tratta ovviamente di novità insorte negli ultimi anni; certo vi sono in questo cinquantennio accelerazioni improvvise, ma i problemi sono di lungo periodo fin quasi a individuare tendenze epocali che non vanno certo trascurate. L antropologia della prima epoca moderna ne aveva avvertito l importanza e ne aveva fornito per prima una formalizzazione. Così attenta all eurzstzca della paura aveva sottolineato la centralità della questione del conflitto e non aveva mancato di addentrarsi nella patina oscura della litigiosità, prima ancora che essa trovasse nel sistema giudiziario il suo luogo sociale privilegiato. Quando quell epoca avverte che il problema cruciale del tempo è quello di come sia possibile l ordine sociale a fronte di guerre perpetue (la storia da osservare dall alto della montagna del diavolo), la risposta che viene avanzata è significativa. La litigiosità da cui muovono i conflitti è un complesso sistema in cui si agitano ragioni e passioni che non sempre è facile decifrare e regolare. Hobbes descrive questo rilievo barocco imperniato su uno sconfinato (apezron) e malinconico desiderio di «potere», e non semplicemente di «avere», degli uomini. Essi lo inseguono simmetricamente e contemporaneamente per cui risulta inevitabile un interferenza «economica» del desiderio che non sopporta né concorrenza né ripartizioni convenzionali; insomma gli uomini confliggono per competztzon, dfizdence and glory. È dunque vasto il mondo del conflitto che si espande dal terreno delle risorse economiche a quello simbolico delle motivazioni, delle preferenze e dei desideri. Si estende lungo reti di combinazioni possibili che vanno dalla motivazione razionale di un agire irrazionale ad un agire razionale sulla base di una motivazione del tutto irrazionale. A guardar bene

31 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação la teoria che si snoderà nell arco dei tre secoli seguenti lungo questo complesso intreccio di passioni e ragioni si inserirà in quella antropologia accentuando alcuni aspetti piuttosto che altri o attribuendo rilevanza ad alcune motivazioni piuttosto che altre senza però alterare la cornice complessiva. In quella teoria si succederanno l egoismo possessivo e l utilitarismo illuminista, il marxismo, la giurisprudenza degli interessi e, dopo, la psicanalisi; ma, dovremmo forse dire che la teoria rappresenta quasi involontariamente, per usare l espressione di C. Schmitt, d irruzione (Eznbruch) del tempo nel gioco del dramma». Sarà M. Weber a dare sistemazione teorica a tutto ciò parlando della crisi del causalismo in quella particolare relazione sociale che è il conflitto; non sarà mai soltanto l interesse economico, prevedibile per quanto perverso, a spiegare il mondo complicato del litigio che scivola con estrema facilità dai piccoli mondi individuali al macro delle grandi relazioni sociali. Semplificazioni di questo genere si riaffacciano sempre e in ogni occasione; basterebbe inseguire l ultima guerra e registrare come tutto venga spiegato, ma non compreso, a partire dal petrolio o dal controllo strategico di un territorio, come se anche questi fossero i motivi univocamente accertati e a loro volta non fossero prodotto di preferenza e motivazioni complesse. Dunque è a quell antropologia della prima epoca moderna che bisogna rifarsi per definire la cornice teorica del problema del conflitto e non è per caso che quella stessa sia anche l epoca che fonda l autonomia del politico non meno che la condivisione di una legge frutto di un patto che regoli e riduca l inimicizia. È anche per questo che tanto il sovrano quanto il suo giudice erano immaginati come automata, macbinae, horologium, distanti dal meccanismo delle passioni, il più possibile lontano dal mondo dei confliggenti e dei loro desideri. Così quella eeuristica della paura» affondava il suo sguardo sul mondo del conflitto e lo decifrava come problema del legame sociale definito da un gioco di passioni che mette insieme la prevedi bili t à della competzzzone rivale l im palp a b ilit à della dzflidence e la evanescenza simbolica della glovy. Sulla loro semantica si potrebbe lavorare in maniera inesauribile, e sarebbe bene farlo, non con l occhio dell analista delle virtù, o del teorico della 31

32 32 Eligio Resta morale, ma con quello meno pretenzioso dello studioso del sistema sociale, e non è questo owiamente il luogo. Ma non si può nello stesso tempo dimenticare che la questione che ci troviamo di fronte affonda lontano le proprie radici: alcune tracce importanti rimontano non a caso all epoca della formazione del diritto e dello stato moderni, e dunque a quell antropologia della prima epoca moderna che fondava le regole sul patto e che giustificava le sue convenzioni tanto sulla base della paura e della necessità, quanto, appena più tardi, sul senso spinoziano della Zaetzzza. A partire da quella tradizione si consolida la consapevolezza che il conflitto è un meccanismo complesso che deriva da molteplicità di fattori; che c è continuità tra il mzcro dei conflitti interindividuali e il macro dei conflitti sociali (siano essi quelli bellici, inter-etnici, culturali, economici, regolati o non regolati, ecc.); che esso è rottura ma anche riaffermazione del legame sociale e dei suoi meccanismi comunicativi; che inoltre deve trovare all interno del sistema sociale un luogo autonomo di regolazione e decisione. Che sia il diritto e un giudice, piuttosto che il sacrificio o il duello, a risolvere il conflitto dipende dal modo in cui l intero sistema sociale ritiene compatibile contenuti e modalità del conflitto stesso. L ipertrofia del giudiziario che oggi lamentiamo nella regolazione e decisione dipende da questa storia ed è sempre lì che bisogna scavare per comprendere come nella logica del sistema sociale si sia verificato questo effetto perverso della delega al giudiziario che sembra ora cercare nuove soluzioni. Proprio da quelle consapevolezze acquisite dalla teoria, non meno che da quelle certezze escluse ma non eliminate, occorre riprendere il discorso. 4. Il primo tentativo di approssimazione sta dunque nel revocare la consapevolezza che senso e significato del conflitto siano esclusivamente definiti dalla regola e dal rimedio e che dunque esso possa essere ridotto soltanto a quella normatività e alla sua decisione. Esso va restituito alla sua caratteristica, spesso misconosciuta nel sapere istituzionale, di essere anche comunità e legame sociale. Non era sfuggito all analisi attenta di G. Simmel il singolare e apparente paradosso «comunitario» del conflitto tra due litiganti.

33 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação Quello che li separa tanto da giustificare il litigio è esattamente quello che li accomuna, nel senso che essi condividono la lite e quindi un intenso mondo di relazioni, norme, legami, simboli che appartengono a quel meccanismo. Per quanto evanescente possa essere, la posta in gioco separa e unisce; taglia di netto possibilità di comunicazione e ne instaura altre, per quanto fraintese e distruttive. Quindi non basta, per Simmel, che i due contendenti appartengano nella loro diversità allo stesso genere, vivano nello stesso «ambiente» e condividano pertanto lo stesso sistema ecologico (Zusammengehorzgkezt.) Questo genere di appartenenza che definisce all interno le diversità fa sì che il conflitto tra due contendenti appaia come un sistema sociale a tre, quando si attende un terzo che dirima il conflitto stesso o si aspetta che il terzo, reciprocamente, si sveli come nemico o come alleato; ipotesi diversa da quella in cui si realizza un sistema sociale con terzo, in cui si aspetta che il terzo, già formalizzato, decida sull esito della lite. In ogni caso si ha condivisione di un terreno comune di linguaggi e di ordini simbolici; anzi, si può dire da un certo punto di vista che si litiga perché si ha lo stesso linguaggio e perché si ha in comune lo stesso ordine di riferimento simbolico. Qui viene in gioco la differenza fondamentale, sempre più importante oggi, tra conflitto e dissidio (dzflerend). Il dissidio non ha terreno comune e divide soltanto; non interrompe alcuna comunicazione per il semplice fatto che comunicazione non ce n è. Questo accade non quando due culture entrano, non a caso, in contatto e comunque sia scelgono forme e modalità persino di esclusione della comunicazione; questo accade invece quando due ordini linguistici, incompatibili perché incommensurabili, entrano in collisione ma non in contatto. È questo il caso del dissidio tra frase affetto e frase argomentata, tra passione e ragione, che, racconta la letteratura, possono coesistere soltanto a patto di schivarsi e di ignorarsi. Il carattere tragico di Antigone è dovuto esattamente all incommensurabilità dei dzssoi Zogoi che contrappone l ozkos alla pozzs senza possibilità di incontro né di mediazione, né, tantomeno, di soluzione terza, lontana com è da sacrificali sintesi hegeliane. Ed è noto che non si tratta di modello letterario lontano nel tempo, ma è esperienza di vita quotidiana costantemente ripetuta. 33

34 34 Eligio Resta Quello che i sistemi sociali hanno da sempre cercato di neutralizzare è proprio il carattere potenzialmente disgregante del dissidio, e questo è stato fatto incorporando la diversità e trasformandola in dispositivo di differenza compatibile. Meccanismo sociale, più che dimensione di «etica comunicativa», è quello, sicuramente tragico, di ogni resistenza e di ogni rivolta che deve trasformarsi in occasione di tolleranza, in contratto o in sottomissione: deve diventare altro per continuare ad essere se stesso. Tipico di questo processo è anche il meccanismo per cui il sistema giuridico internalizza la coppia amico-nemico e la sostituisce con quella nemico-criminale; oltre che riproporre l effetto «sistema», quello che il diritto fa è legato alla necessità di neutralizzazione del dissidio. Esso viene tra-dotto e ri-dotto all interno di un linguaggio che dall alto unifica e ricomprende le differenze (e le sue differenze), a cominciare come è noto dalla differenza fondamentale tra quello che è diritto e quello che non è diritto. Appunto per neutralizzare il carattere dirompente del dissidio il diritto formalizza come proprio principio generale l irrilevanza della ignoranza del diritto (non della legge, come qualche un po troppo ingenuo commentatore sostiene dopo la nota sentenza del 1988 della Corte costituzionale italiana). Rendere irrilevante l ignoranza significa neutralizzare la diversità e imporre dall alto l appartenenza comune; e, del resto, l idea del «contratto sociale» da questo punto di vista chiude il cerchio e colma, con un nuovo paradosso, il vuoto paradossale di un sistema «condiviso per decreto» o immaginato come razionale soltanto quando condiviso o assunto «come se» (als ob) fosse da sempre condiviso. Il dissidio, al contrario, segna l oltrepassamento, individua il non condiviso U.F. Lyotard) ed è quindi il punto estremo al di là del quale non si può pensare la regola comune. Il dissidio, da un certo punto di vista, è impensabile perché non ha parole traducibili per manifestarsi: è, non a caso, incomprensibile. Quando trova le parole è già sulla via delle metamorfosi. Tutto ciò ovviamente impone al diritto non dispositivi accomodanti ma obblighi impegnativi di regolare e decidere tutto: per il giudice non è un caso che viga il divieto del non liquet, che è l equivalente della onni-comprensività della regola che nel linguaggio freddo della teoria generale diventa principio di «completezza dell ordinamento giuridico».

35 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação 5. In maniera più significativa, e forse più inquietante, la comunità dei contendenti mette in rilievo un aspetto diverso che non era sfuggito allo sguardo di G. Simmel. Esso consiste in una singolare complicità rivale, o rivalità complice, che si viene a instaurare tra i due confliggenti e che finisce per essere il cuore segreto del conflitto prima e indipendentemente da motivazioni più o meno razionali o da interessi più o meno razionalizzabili. Gli attori assumono esclusivamente l identità di confliggenti ed è quella identità a definire l orizzonte della loro relazione frutto di simmetria e di reciprocità. Come in ogni canonico gioco dell identità, gli attori si definiscono sulla base della differenza che si coltiva nei confronti dell antagonista; ma questo in maniera simmetrica e reciproca, per cui mai come in questo caso le differenze degli antagonisti sono speculari. E si sa che l identità del confliggente è tanto più forte quanto più essa è costruita non su interessi o ragioni ma sull interesse e la ragione stessa del conflitto. Proprio il carattere simmetrico e speculare determina una specie di equilibrio ecologico tra i due contendenti che non soltanto condividono le loro differenze, ma costruiscono la loro identità sulla base del proprio antagonista: ognuno esiste in funzione dell altro con una complicità nei confronti del rivale che Holderlin definiva Gleicbgewzcbt e che lo spazio della polzs ha da sempre vissuto attraverso il gioco dell inimicizia-amicizia e che, non a caso, si chiama ambiguamente staszs. È la stessa situazione che si verifica, senza reciprocità, nella condizione del resseiztzment in cui il risentito esiste in funzione dell autore del torto e da questo definito nella sua esistenza. In più, nel conflitto, vi è la dipendenza dal próprio rivale nello stesso tempo doppia e reciproca. Questo accade in tutte le forme «relazionali» ad alto contenuto simbolico, come quando si parla di pace-guerra, di centro-periferia, sviluppo-sottosviluppo, Nord-Sud, in cui un polo esiste in virtù del suo «contro»; e peraltro ogni linguaggio locale ne produrrà sempre di nuovi istituendo identità grazie alle loro differenze. Il circuito che si instaura è di definizione dello spazio di azione grazie ala rivalità «fissata» attraverso i poli antagonistici e questo fa ricadere tutto nello schema dei giochi paranoici. Nel linguaggio comune la paranoia è fissazione, ci si sente perseguitati o ossessionati e non ci si riesce a smuovere; e mai c è tanta corrispondenza tra linguaggio comune e linguaggio scientifico 35

36 36 Eligio Resta come nel caso della «fissazione» con cui si indica lo stato del paranoico. Come si sa, nel conflitto ci si «fissa» e si vive in funzione dell altro confliggente. Non c è nemmeno la distanza di sicurezza che ogni strategia garantisce, perché prima di ogni strategia vi è il bisogno di quel conflitto. Formalizzazioni di questo schema si ritrovano in molti luoghi e in molte ricostruzioni; la più lucida ci sembra quella della guerra civile descritta da Carl Schmitt, in cui ognuno pone l altro fuori del diritto in nome del diritto e ognuno nega all altro il diritto di resistenza in nome del diritto di resistenza. Altrove abbiamo descritto questi «giochi» in chiave di antropologia dell invidia, dove l ambivalenza mimetica ritorna con lo stesso schema anche se in altra forma. Tipico è il modello biblico dei «fratelli nemici», ma non meno rilevante mi sembra il gioco «costitutivo» della politica moderna dove il conflitto tra maggioranza e minoranza in um parlamento democratico tutto costruito sulle procedure del vincere e del perdere stabilirà sempre una sorta di complicità rivale tra i due «schieramenti in campo». Essi potranno vincere o perdere ma avranno bisogno dell altro per continuare nel gioco, ovviamente importante, della democrazia. Gli esempi che il sistema sociale offre sono numerosi, ma il più significativo viene da quell immenso osservatorio che è la narrativa. Meglio di ogni accurato saggio scientifico a raccontare della dimensione attrattiva del conflitto vi sono le bellissime pagine di Lawrence che riprendono il vecchio tema epico dei duellanti (The DueZZixts). È la storia di due ufficiali che si inseguono in eserciti diversi e in tempi successivi spinti dalla rivalità personale. Sembra che la storia, le guerre, le strategie militari, persino gli amori, siano soltanto occasione per la loro rivalità. Esempi del tutto particolaridi quell occasionalismo che il romanticismo politico di quell epoca poteva suggerire, i duellanti sono il modello più tipico di attori di un conflitto che costruiscono la loro identità sulla base dell esistenza del rivale; ne dipendono costitutivamente. Altrove, nella teoria dell identità, tutto questo si definisce Zueinandev-geborzgkeit, ossia dipendenza reciproca dell uno dall altro in un invisibile ma imprescindibile legame. Chi frequenta le aule dei tribunali riconoscerà spesso nel volto neutro di ricorrenti e resistenti veri e propri duellanti che

37 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação sono lì a dimostrare con la loro presenza e col loro comportamento processuale, di cui spesso anche altri sono complici, che la vera ragione del conflitto giudiziario non è un diritto controverso, ma è semplicemente l altro. Ogni motivo è superfluo: le cause in materia di separazione e divorzio, che non finiscono mai anche quando sono finite, ne sono l emblema più evidente, tanto è vero che, malinconicamente, la teoria suggerisce che si è adulti quando si «litiga bene». 6. Su tutta questa microfisica dei conflitti agisce un sistema di variabili che possiamo definire genericamente culturali piuttosto che esterne ed esogene. Non se ne è mai data una precisa classificazione ma è indubbio che esista una diretta dipendenza della litigiosità da fattori culturali allargati. Nel tempo e nello spazio la litigiosità cambia qualitativamente e quantitativamente ed è ovvio che, banalmente, essa dipenda dall aria che si respira, cioè da quel complesso di fattori socio-culturali che ne determinano le possibilità. Non si litiga certamente per natura, anche se note teorie vorrebbero farcelo credere, ma si litiga per cultura e, come è noto, su queste sfumature sono proliferate le più note teorie politiche. Più che alla differenza tra fattori endogeni ed esogeni che pretende di definire in maniera troppo rigida il confine di interno ed esterno di un sistema di azione, preferiamo ricorrere alla differenza tra strutturale e motivazionale. Così pensando alla conflittualità sociale possiamo osservare fattori strutturali come il carattere più o meno competitivo del mercato, la flessibilità dell offerta e della domanda di lavoro, il sistema normativo rigido o il potere strutturale degli attori. L esempio su cui vi è anche una certa quantità di ricerche è quello della conflittualità giudiziaria in materia di lavoro che nel periodo seguente all introduzione dello Statuto vedeva fluttuare enormemente le controversie a seconda delle aree geografiche. La ragione era però strutturale piuttosto che altro, dal momento che si verificavano quantitativamente meno cause di lavoro dove le organizzazioni dei lavoratori erano più forti e al contrario si registravano più controversie dove esse erano più deboli. A parità di altre variabili, come il sistema giudiziario che si assume stabile e uniforme solo per definizione, quello che spostava 37

38 38 Eligio Resta era il potere delle organizzazioni che non soltanto controllavano e mediavano i conflitti indipendentemente dal ricorso al giudice, ma che soprattutto grazie al loro potere di intervento gestivano il rischio delle controversie giudiziarie in maniera più razionale. Dove erano più forti rischiavano meno, dove più deboli rischiavano di più. Così la strategia di azione razionale si inseriva in un sistema di variabili complesse in cui vi sono strutture, motivazioni, processi che non esauriscono l intero profilo delle interferenze, ma che certamente aiutano a capire dove nasce e come si sviluppa la tendenza alla litigiosità. Un esempio di tale complessità è offerto dalla sociologia del diritto weberiana che lega la conflittualità al processo certamente più comprensivo della razionalizzazione sociale nella quale il diritto ha un ruolo non secondario. Tenendo presente il carattere multifattoriale dei processi di razionalizzazione ed escludendo um rapporto meccanico di causa ed effetto tra i fenomeni coinvolti, non c è dubbio che in Weber l idea del conflitto oscilli constantemente dal piano individuale a quello sociale attraverso un complesso sistema di azione dove contano molte cose. In un sistema di civiltà che insegue crescenti razionalizzazioni ma che lascia aperto il varco all irrazionalità delle motivazioni, il compito pubblico è quello di predisporre elementi di forte prevedibilità: in questo il ruolo principale è dell economia, come della politica non meno che del diritto. Ma è all etica religiosa che bisogna guardare per vedere come cambi la concezione culturale complessiva del conflitto e dei suoi rimedi. In un sistema orientato al capitalismo concorrenziale e all etica del premio il conflitto appare inevitabile ma gestibile ed è quindi forte il legame tra la razionalizzazione dei sistemi giuridicopolitici e la cultura della vita quotidiana che la accompagna. Lì dunque è molto più decisiva la separazione tra diritto e morale, non ultima quella religiosa, e questo segna la differenza tra oriente e occidente. L idea weberiana è stata poi ripresa più volte e rimescolata in mille salse ma è rimasta nel suo nucleo centrale a indirizzare l analisi. Da ricordare è l utilizzazione che negli anni 60 ha fatto uno studioso scandinavo, T. Eckoff, che nel saggio su Tbe Mediator, tbe Judge and the Administrator in Conflict Resolutzon (in «Acta Sociologica», X, 1966, pp ) avanzava l ipotesi che in culture

39 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação religiose di tipo conciliativo, come il confucianesimo, vi era scarsa propensione privata e bassa attenzione pubblica alla lite giudiziaria. Non che lì non si litighi, ma c è un forte legame tra il disvalore del litigio e l interiorizzazione dei precetti religiosi. Si dice che per la religione confuciana «ad andare dal giudice si perde la faccia», quasi che litigare sia peccato. Questo non avviene in culture cattoliche dove, nonostante l etica del perdono e il divieto del risentimento, si ricorre sempre più spesso al giudice. Owiamente tutto ciò può dipendere dal fatto che l etica religiosa fa i conti con tradizioni giuridico-politiche più impermeabili, che hanno dovuto sperimentare l autonomia rispetto alla morale religiosa (più nell etica protestante che non in quella cattolica). A sostegno della complessità e della profondità storica di tali meccanismi vi è però un aspetto di strana coincidenza: a convincere, però coercitivamente, che ad andare dal giudice si perde la faccia è anche il «potere selvaggio» della mafia che owiamente si autocostituisce come il soggetto monopolista della regolazione dei conflitti grazie alla monopolizzazione sia pure non legittima della forza fisica. La differenza sta tutta e non è poca cosa nella coercitività e nella conquista violenta della monopolizzazione da parte dei poteri selvaggi, da un lato, nell interiorizzazione delle norme richiesta dall etica religiosa, dall altro. È qui che si incontra l altro aspetto importante del problema che attiene all intreccio delle forme del diritto e delle costruzioni delle strutture politiche. 7. È noto come la storia del processo giuridico moderno sia legata non soltanto alla cultura giuridica e alla sua funzione di legi t t im azione razionale, ma rappresenti anche immediatamente la storia del potere e del suo codice politico. Storia, questa, attraversata da ragioni fredde e da passioni calde, o almeno così potremmo dire, che si mescolano nel tessuto weberiano della «legittimazione razionale attraverso la legalità formale». Il processo giudiziario, che di questa storia è la ricaduta più sensibile e l emblema più significativo, lascia trasparire sedimentazioni e tracce di modi di vita collettivi, di processi culturali, di successi e insuccessi della democrazia. Jeu des cartes, lo definisce Cordero, non semplice «macchina», in cui la posta in gioco è molto 39

40 40 Eligio Resta alta: un giudice non condanna ad una pena ma infligge «destino» e spesso lavora sulla «nuda vita», aveva detto W. Benjamin. Nel processo c è molto di più di quella singolare architettura dello sguardo che emerge dalla teatralità del processo penale, visibile e invisibile, che coinvolge un intero popolo e lo esclude nello stesso tempo, che mostra e nasconde. Poco più di due secoli orsono, nel cuore della vecchia Europa, il processo era segreto e la pena pubblica. Per quanto giustificata da una malintesa idea di pudore, la sottrazione allo sguardo pubblico rimetteva la verità del processo al gioco degli arcana che non sopportavano opinioni maggioritarie e che tendevano per umiltà nei confronti del Dio, si diceva alla unanimztas oggi tramontata di potenti più che di sapienti. Pensata a imitazione dell infallibilità del giudizio divino, l unanzmztas era fine più che mezzo: epifania di una plena verztas senza la quale il giudizio sarebbe stato umano, quindi fallibile e lontano dal modello della giustizia divina. Non è poi questione di dettaglio che per raggiungere la plena verztas, che soltanto la confessione realizzava senza dubbi, si ricorresse alla indagati0 per tormentum (salvo a chiamarla «giuramento di Dio»). Contro la segretezza delle procedure la visibilità della punizione sceglieva la fastosità teatrale: si presentava come spectaculum, misto di pedagogia e di puro divertimento popolare che il sovrano donava. Il pubblico ne era elemento costitutivo destinato a legittimare il potere di punire del sovrano, ma era anche e nello stesso tempo destinatario del messaggio pedagogico: così già da tempo si definiva la funzione deterrente della pena. Il pubblico era dunque nella più tipica condizione dello spettatore, con la sua presenza doppia di fine e mezzo, oggetto dell investimento punitivo e, a suo modo, strumentalmente, soggetto della punizione; e tutto questo fa dire a Nietzsche, con impressionante lucidità, che la pena è il «mimo della guerra e della festa». In questa teatralità centrata sulla posizione scenica degli attori e del loro pubblico e costruita sull effetto dell architettura dello sguardo, il processo, senza sostanziali differenze tra il civile e il penale, era soltanto meccanismo anticipatorio; nella procedura sottratta alla visibilità si consegnava la uerztà del giudizio ad una pratica di discrezionalità senza limiti, ovviamente non esente da

41 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação quella strana coerenza presente in tutti i meccanismi «sostanzialmente irrazionali». È su questo che affonda lo sguardo la critica illuminista e, attraverso due secoli, non senza fatica, la «teoria giuridica della democrazia». L effetto visibile è quello del ribaltamento dello sguardo che porta alla pubblicità del processo, come procedura verificabile da svolgersi sotto gli occhi di tutti, e alla segretezza della pena capace di eliminare la fastosità della punizione. Con successi ed insuccessi in questo vi è il cammino della legalità moderna che tende ad orientare i comportamenti collettivi sulla base di una normatività separata dalla morale e astrattamente condivisa. Essa affida al meccanismo giudiziario non l esercizio delle virtù ma il compito difficile di dire l ultima parola sui conflitti e, grazie a questo, minimizzare la violenza evitando il suo perpetuarsi. Depurata da retoriche più o meno giustificate questa è la funzione che il sistema della legalità attribuisce al giudice: interrompere il conflitto e decidere. Questo presuppone che si traduca la litigiosità in un linguaggio formalizzato e compatibile con le possibilità di cgeneralizzazioni congruenti» che il sistema normativo consente. Il vero imperativo funzionale è quello del decidere secondo decisioni che una legge definisce nei loro contorni non sempre netti di contenuto e di metodo. Ma tutto ciò è anche sicuramente «conquista», se può usarsi simile linguaggio, rispetto ad un modo di risolvere i conflitti che o replicava la violenza o rimetteva tutto a poteri discrezionali e spesso incontrollabili. Quand anche si volesse parlare a tutti i costi, come fa ancora qualche attardato funzionalista, del meccanismo giuridico come controllo sociale, non è da dimenticare che soltanto nello stato autoritario, nell ordinamento mafioso e nel più puro dei sistemi disciplinari, i conflitti, come ogni genere di devianza, vengono preventivamente eliminati alla radice attraverso tecniche tipiche dei «poteri selvaggi». Qualcosa del genere si sta profilando in forme del tutto nuove nel sistema che si chiama della etecno-sicurezza». La legalità moderna, dunque, non può vivere senza il suo giudice che decida sui conflitti; fonda il sistema giudiziario ma da esso è a sua volta fondata. Ma la legalità è sistema di vincoli caratterizzato da 41

42 42 Eligio Resta eccedenza procedurale, dove contano non contenuti ma limiti; non dovrebbe ridursi a strumento di un meccanismo onnivoro che si appropria di ogni parte del sistema sociale e lo colonizza attraverso il diritto. Non lo sopporta il progetto stesso della legalità moderna che non deriva dalla sommatoria di tutte le decisioni possibili; al contrario la legalità è filtro dei contenuti oltre che delle forme delle decisioni. Tradendo questa vocazione si è ridotto il modello della legalità alla legge stessa e si è conseguentemente giudiziarizzata a dismisura ogni decisione che avesse assunto la forma di legge; niente di male se non si fosse perso di vista il disegno universalistico della decisione legislativa. Stretta, e non mera legalità, tipica del progetto moderno significa che non basta più soltanto una previsione normativa qualsiasi perché si possano regolare comportamenti. Rispetto al guod principi placuit Zegis habet uigorem della mera legalità la Grundgesetz moderna chiede qualcosa in più da imporre anche al «sovrano». Nelle leggi fondamentali degli stati moderni non a caso vi è il richiamo costitutivo a legislazioni sovranazionali, a dichiarazioni universali che sono positivizzazioni di diritti e doveri fondamentali e che, peraltro, segnano il nuovo punto d incontro tra le due anime della tradizione giuridica moderna, il giuspositivismo e il giusnaturalismo. Ha ragione L. Ferrajoli (Diritto e ragzone, Roma-Bari, Laterza, 1991) quando ricorda che la stretta legalità significa che non tutto si può decidere a maggioranza e che la maggioranza non può decidere su tutto. Questo effetto di sottrazione, come nella scultura rinascimentale, garantisce che la legge, in quanto decisione politica, non incida sui diritti fondamentali che nessun sovrano e nessuna maggioranza potranno «decidere» limitandoli. L auctoritas derivante dalle convenzioni politiche costituisce nello stesso tempo la fonte e l effetto della legalità, ad essa subordinata e contemporaneamente sovraordinata; modello alto di auto-regolazione, la legalità moderna (sistema di «astratta e generale statuizione») rimette ogni possibile controversia che la legge non abbia già indirizzato ad un ultima decisione del giudice «terzo», affinché non ci sia spazio per violenze, ma soltanto violenze, private. Ed è terzo per definizione il giudice perché trova l imparzialità della sua decisione nella decisione legislativa o almeno così dovrebbe

43 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação essere sulla base di un aspettativa normativa che la legge stessa costruisce, salvo, cognitivamente, a vedere se si realizzi imparzialità nel caso concreto. E in ogni caso si potrà dire che il giudice sarà imparziale quando, cognitivamente, lo sarà stato. In questo disegno della legalità moderna il giudice dunque è capace di, ma è anche obbligato a, risolvere tutti i conflitti, non soltanto quelli che siano previsti da una statuizione specifica. Il divieto del non Ziquet è dunque qualcosa di più di una previsione procedurale; oltre che essere direttiva dell azione per il giudice è anche principio chiave della legalità moderna che funziona però anche da clausola di chiusura sistemica. La legalità assume così anche un volto onnicomprensivo e un po totalizzante; ed è qui il problema che discutiamo. Quel principio indica competenza ma anche esercizio obbligato di una funzione risolutiva: il giudice deve comunque decidere sui conflitti, perché il sistema sociale non sopporterebbe la cattiva infinità delle liti. Non c è allora nessun esercizio di «virtù» o di «prudenze» (nel senso di phvoneszs), o se c è non è costitutivamente richiesto; c è al contrario un freddo imperativo funzionale a intervenire nell economia della comunicazione e a decidere il conflitto dicendo l ultima parola, senza che si ripetano altre parole e altre azioni. E dal punto di vista dell economia della comunicazione, la decisione del giudice è «evento» che si inserisce in una rete sistemica fatta di decisioni circa decisioni: quella legislativa che indirizza la decisione giudiziaria che legittima decisioni amministrative che rimanderà a decisioni fattuali. Ad esempio, la decisione codicistica di proibire e punire il furto costituirà la cornice della possibile decisione del giudice se il Sig. Keine sia il ladro, la quale a sua volta autorizza la decisione di eseguire la punizione, le cui modalità concrete, dentro la cornice decisa, saranno rimesse alla decisione amministrativa del sistema carcerario, con processi di retroazione sulla memoria di tutti gli altri attori decisionali che sono repeat playen. Ciò vale per il credito, la responsabilità civile, per l inseguimento dello sciame d api nel fondo del vicino, come per complicate delibere assembleari o per il riciclaggio di denaro sporco. Dunque il compito del giudice, fuori da ogni retorica, è quello di assumere decisioni sulla base di decisioni e di permettere deci- 43

44 44 Eligio Resta sioni sulla base delle stesse decisioni. Paradossalmente però, in un sistema ad altissima complessità, più si decide e più aumenta il bisogno di decisioni dato il carattere di rete interrelata dei sistemi di comunicazione. Il globalismo produce i suoi effetti silenziosamente anche qui; e si sa che quello che avviene qui e adesso può dipendere, si dice, da un battito d ali di farfalla in qualsiasi altro posto lontano. Tutto dipende da tutto; le politiche dell immigrazione, con tutti i loro effetti anche giudiziari, dipendono da processi incontrollabili localmente, mentre, al contrario, alcune importanti decisioni tipiche di meccanismi di ZocaZ justzce impattano con reti di decisioni che non possono che esser prese a livello centrale. L aumento del bisogno di decisione non può esser confuso però con l altro fenomeno sempre più frequente nei nostri sistemi politici e che va sotto il nome di non decision makzng process, e che produce vere e proprie decisioni di non decidere. Ma non va neanche confuso con l altro importante aspetto della struttura decisionale connessa al potere degli attori sociali coinvolti nel conflitto da risolvere. Tipico è il caso delle controversie giudiziarie in materia di lavoro ex Statuto e nuovo processo del lavoro: note ricerche hanno messo in evidenza che le controversie giudiziarie di lavoro aumentavano enormemente dove, e perché, le organizzazioni sindacali erano deboli. Erano numericamente basse dove i sindacati erano forti. La debolezza esponeva di più al rischio dell esito giudiziario e al contrario la «forza» induceva potere mediativo che serviva a trovar soluzione al conflitto fuori delle aule giudiziarie. Più in generale il potere di regolazione del conflitto come virtù connessa all attività degli attori politici viene confermato dalle ricerche degli anni 80 sul parlamento italiano coordinate da G. Amato e A. Pizzorno. Le diverse fasi parlamentari pongono in risalto che più aumenta la capacità politica di aggiudicazione delle risorse ideologiche e materiali più aumenta la possibilità di mediazione dei conflitti. Meno è forte la virtù politica più la mediazione è scaricata su enti di sottogoverno che aumentano la conflittualità. È questa la nota funzione di ombrello del parlamento che, investito di grandi conflitti, ha prodotto enti di controllo che facessero aggiudicazione senza mediazione. Oggi il tema si ripresenta in forme nuove nella nuova organizzazione del sistema

45 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação di direzione e controllo di alcuni settori a forte conflittualità che vengono delegati da tecniche di governo a specifiche autorità indipendenti. Il discorso andrebbe approfondito diversamente, ma va accennato a quanto questo processo sia sintomatico di come si stia ridefinendo il rapporto tra politica e sistema di controllo dei conflitti che la forma «generalista» della politica che aggiudica e della magistratura che risolve i conflitti non è più capace di tenere insieme. Tutto questo è riprova del confine che si riapre tra diritto e politica quando si scivola dal piano del conflitto individuale alla sua dimensione sociale allargata ed è conferma di quella ridefinizione ecologica del conflitto che oggi emerge nel sistema sociale e che noi oggi vediamo sotto forma di dispute alternative. 8. Il fatto che vengano definite in questa maniera non è per caso. Fa parte di un processo di ridefinizione che nasconde spostamenti semantici importanti nell ecologia politica. Li ridefiniamo alternativi, come ci ha suggerito la tradizione anglosassone, perché si riferiscono al modo «normale» di risoluzione delle controversie tipiche di un sistema giudiziario che ha visto centralizzare dentro le sue competenze crescenti e generali la funzione di decisione dei conflitti. Conquista della legalità ma anche, oggi, sintomo di un ipertrofia da correggere, il sistema giudiziario non è più in grado di autoregolarsi e di regolare la propria funzione di decisione. Questo avviene, ci teniamo a ripeterlo, non soltanto per una dimensione quantitativa che può essere risolta riequilibrando i numeri della partita doppia. C è un aspetto qualitativo che è più importante e che attiene al genere e alla fenomenologia dei conflitti che un giudice non può e non deve decidere. Per questo è utile parlare non soltanto di risoluzione alternativa ma anche di dispute alternative, perché si rimette l accento sui conflitti misconosciuti e attirati nella cartina moschicida dei «rimedi» processuali, ma anche perché si ridà spazio agli attori del conflitto e si restituisce al sistema sociale (alla «comunità» si direbbe in altro linguaggio) il problema del conflitto. Dietro la formula restoratzue justzce che si contrappone alla gzustzzza rzsarcztorza, contrapposizione che pure rimane ancorata al dialetto locale delle filosofie della giustizia (meglio, del processo giudiziario), si nasconde esattamente questa nuova ricerca di autodescrizionee auto-regolazione del sistema sociale. Essa ha 45

46 46 Eligio Resta assunto queste definizioni per il carattere determinato del linguaggio e potrebbe essere indicata come un caso tipico di adlinguzsticità, ossia di cambiamento del linguaggio dentro il linguaggio. E ovviamente bisogna distinguere, differenziare all interno di conciliazione, arbitrato, mediazione, che sono i principali meccanismi di soluzione; ma bisogna anche non trascurare gli elementi comuni e generali che tali risoluzioni alternative ci indicano. Quello che hanno in comune è il fatto di essere «alternativi», anche se non estranei, al sistema giudiziario; sia pure diversamente collegati al processo essi attuano sostanziali variazioni rispetto alla rigidità del rito giudiziario che possiamo indicare in differenze di tipo procedimentale e di tecnica risolutiva. Quello però che più di ogni altra cosa distanzia il carattere alternativo dai meccanismi del giudizio è il diverso rapporto «cooperativistico» che si instaura tra gli attori in conflitto, una legittimazione diversa della struttura risolutiva costruita sulla dimensione pattizia e convenzionale che potremmo definire giustizia di prossimità e soprattutto una filosofia della giustizia di tipo restorativo che coinvolge modelli di composizione e gestione del conflitto meno autoritativamente decisori. Dunque la vera diversità sta nel carattere auto-determinato delle forme di risoluzione delle controversie che riduce nettamente il processo di delega al sistema giudiziario. Ciò vale tanto per quell idea weberiana di «pace di mercato», che la lex mercatoria ha da sempre codificato attraverso il principio del alitigare conservando l amicizia», quanto per le più difficili relazioni offensorevittima, che coinvolgono emozioni più radicate nella sfera dei sentimenti e delle pulsioni private (v. le puntuali e importanti ricostruzioni di T. Massa, Il colore della fratellanza, in «Questione giustizia», in corso di stampa; G. Alpa, Riti alternativi e tecniche di risoluzione stragiudiziale delle controversie in diritto civile, in «Politica del diritto», n. 3, 1997, p. 403; S. Chiarloni, La conciliazione stragiudiziaze come mezzo alternativo di risoluzione delle controversie, in «Riv. Dir. Proc.», 1996, p. 695). Ci riferiremo a questi aspetti più che a quelli strettamente procedimentali e processuali perché lungo questa linea di riflessione emerge un idea della auto-regolazione dei conflitti da

47 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação parte del sistema sociale che impatta con una radicale ridefinizione del modello del terzo che il sistema giudiziario ha celebrato, e per certi versi consumato, e che oggi si rileva inadeguato rispetto alla spiccata diversificazione dei conflitti sociali. Non deve meravigliare che questo tentativo «ecologico» di ridefinizione del rapporto rimedio-conflitto mostri qualche aspetto paradossale; d altro canto è noto come i contenuti paradossali si ripresentano in tutti i processi di auto-osservazione del sistema e si manifestano in quote rilevanti di ambiguità. Nel nostro caso ciò è evidente nel modo in cui la legislazione recente prevede in misura sempre crescente il ricorso, anche non obbligatorio, a soluzioni alternative delle controversie, riconoscendo indirettamente il ruolo non esclusivo della giurisdizione. Questo avviene non soltanto nella regolamentazione che ricade sotto la competenza e le direttive di ordine comunitario, ma anche in questioni che ad esempio ricadono sotto il dominio delle autorità indipendenti. Ma l aspetto più significativo è quello del diretto richiamo al dovere dei giudici, in ipotesi determinate, di perseguire alternative rispetto al giudizio. Il paradosso sta nel fatto di dire al giudice di non svolgere il ruolo del giudice, cioè decidere ed aggiudicare, ma di conciliare, mediare, arbitrare; spesso gli si dice di pacificare senza decidere, quando il suo ruolo è tradizionalmente quello di decidere senza necessariamente pacificare. Dunque accanto alla previsione di una conciliazione o mediazione fuori del processo, si è cominciato a parlare, con meccanismi di doppio legame, di giudizio concdiativo. L effetto è quello dell ossimoro, dal momento che normativamente il linguaggio del giudizio non può essere quello della conciliazione. Il giudizio presuppone aggiudicazione siae ira ac studio, proprio sulla base di un impossibilità della composizione; la vera alternatività sta appunto nel fatto che il giudizio è decisione dall alto sulla base di un linguaggio terzo normativamente regolato. Al contrario la conciliazione scioglie la lite, la decompone nei suoi contenuti conflittuali avvicinando i confliggenti che pertanto perdono la loro identità costruita antagonisticamente. Mentre nel giudizio tutto ruota intorno alla centralità della voce terza, alla sua auctoritas come al suo potere di dire l ultima parola, nella conciliazione gli attori sono gli stessi confliggenti. Il 47

48 48 Eligio Resta conciliatore non è necessario che esista e, se esiste, non è certamente al centro della rappresentazione; si limita a dichiarare che il giudizio non ha più ragione di aver luogo o che esso ha perso rilevanza. Non ha un ruolo centrale tanto che l esito della conciliazione sia positivo tanto che sia negativo; nel primo caso ha svolto un ruolo «amicale», del tutto diverso dal giudice, che può essere assolto da qualsiasi persona che è persino indifferente che abbia cultura e competenza giuridica. Il carattere performativo della conciliazione, come della mediazione, consiste nel fatto che conciliatore è colui che sarà stato capace di conciliare. La formalizzazione del suo ruolo ha già un elemento paradossale, che aumenta enormemente tale carattere quando viene normativamente affidato ad un giudice. Questo avviene spesso nei nostri codici, come nel caso dei procedimenti presidenziali di separazione dei coniugi, o nel 183 C.P.C., in cui si impone quel tipico comando paradossale che è il tentativo di «conciliazione obbligatorio», o nel 322 C.P.C. rivolto alla conciliazione dei procedimenti non contenziosi. Le conseguenze che le parole del conciliatore producono dipendono dal fatto che il giudizio che si era instaurato o che aveva sperimentato i propri preliminari ha delle regole autonome la cui cogenza non è nella disponibilità delle parti, ma trova ragione in se stesso e nella autonomia dei suoi propri meccanismi. E proprio per il carattere performativo della sua attività, ogni suo fallimento starà lì ad aspettare il giudice, quasi a verificare l esistenza del conflitto. Ma proprio perché vorremmo che si valorizzasse l istituto della conciliazione, ad essa suggeriamo di guardare come a qualcosa di totalmente diverso dal sistema del processo e di decisamente distante dal linguaggio del giudizio. È da Anassimandro in poi che sappiamo che la separazione tra dike e nomos ha affidato al diritto e al suo giudice compiti, per nulla svilenti, di riaggiustare la contabilità dei diritti. Mentre alla giustizia spetta di rimettere al suo posto qualcosa che è uscito dai suoi cardini (out ofjoint, Aus den fiigen), al diritto e al suo giudice spetta di definire gli errori di contabilità nelle pretese. Compito non di poco conto quello del giudice, anche se svuotato della retorica della phronesis e della virtù «politica» che spesso sentiamo attribuirgli; ma niente più che questo, visto che gran parte dello «squilibrio ecologico» che accompagna il sistema giudiziario deriva dal sovraccarico di

49 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação domande che gli vengono rivolte. Al giudice si chiede tutto, dalla casa alla salute persino alla felicità ed è per questo che di fronte a delusioni annunciate al giudice si imputano tutte le colpe del sistema politico. Credo sia questa curva accentuata di attese e delusioni a spiegare tanto la crescente giudiziarizzazione dei conflitti quanto la critica crescente che viene complessivamente rivolta al sistema giudiziario. In questa cornice si può comprendere come sulla questione della giustizia in Italia, ma non soltanto, riemerga una sorta di corpo sociale innervosito che finisce paranoicamente per concentrarsi sul giudice e per soprawalutare il conflitto politico che lo riguarda. 9. Quello che l ecologia della comunicazione pubblica ci sta indicando è che c è bisogno di tornare ad una maggiore pulizia linguistica quando parliamo di giudice, di conciliatore, di mediatore, di arbitro; liberandoci, ad esempio, di qualsiasi indifferenziazione e di tutte le disgiuntive che persino in qualche testo di legge riaffiorano, come quando si parla genericamente di conciliazione o mediazione. Oltre differenze di tecniche procedimentali, di legittimazione e di efficacia vi sono «antropologie» diverse, se il termine non fosse così impegnativo, che emergono quando si parla di soluzioni alternative. Persino quando, come nell arbitrato rituale ed irrituale, sempre più guardato con favore dalla legislazione comunitaria e sempre più praticato a livello dei soggetti sovranazionali, ci si avvicina decisamente al modello della decisione giudiziaria le differenze sono notevoli ed importanti. Quello che nel ricorso all arbitro viene in discussione è una sorta di scommessa, mai definitivamente persa e liquidata, che ci possa essere una parte zmparzzak: questo è in fondo l arbitro, come descritto dalle sue regole e come definito dalle differenze rispetto al giudice. Il suo ossimoro ci porta al cuore del problema che è la conquista di uno spazio che a partire dai particolarismi, appunto, riscopra la necessità dello stare insieme assumendo il punto di vista dell altro. Questo vale anche per il terzo arbitro, sempre dispari, come si sa, rispetto agli attori e ai loro discorsi opposti e contrastanti. Il terzo nominato di comune accordo tra le parti è per questo vicino e distante nello stesso tempo dagli interessi in gioco: la sua neutralità si definisce non normativamente per un ufficio cui 49

50 50 Eligio Resta si è legittimati per carriera sulla base di un cursus burocraticamente regolato, ma per convenzione e per scelta. In Hobbes, va ricordato, i confliggenti diventano couenants e si accordano per una sovranità che pacifichi definitivamente. Dunque l arbitro deve la sua esistenza di arbitro all accordo delle parti, quindi dipende da esse, ma nello stesso tempo grazie a questa stessa simmetrica e contemporanea dipendenza può essere equidistante ed autonomo. Come si vede si tratta di un percorso differente ma parallelo rispetto al gioco dell imparzialità normativamente attesa del giudice e presunta dal suo spazio di competenza propria e resa valida dal potere statale che la supporta. In qualche saggio statunitense si parla cinicamente di to rent a judge come si affitta una macchina, una bicicletta o si impegna uno skipper per una crociera. Ma anche lì, sfrondato il problema di forzature eccessive, non è da trascurare il profilo del carattere pattizio e della scelta più personalmente motivata di un giudice. In gioco vi è un elemento di prossimità e di partecipazione alla soluzione della lite che sicuramente rimane tale e che, come il giudizio ordinario, ha bisogno di una decisione finale. C è decisione, imparzialità, regole procedurali a volte anche troppo laboriose, spese non sempre più contenute rispetto al giudizio ordinario, ma vi è nello stesso tempo una maggiore partecipazione e quindi maggiore coinvolgimento nella soluzione. Da un punto di vista simbolico il contratto sociale che porta ad investire astrattamente nelle forme giuridico-politiche dello stato (del Levzatano), si particolarizza e si rinnova anche nella soluzione della lite. Certo rimane sacrosanto il principio costituzionale, che pure vincola a dismisura, della non vincolatività dell arbitrato, visto il diritto insopprimibile a ricorrere al giudice, ma qui non è in gioco soltanto la riaffermazione della legalità. Vi è anche un eccessiva presenza di statualismo che non è sicuramente da confondere con la legalità. Più che di giustizia privata soltanto bisogna parlare di scelta più motivata di giustizia di prossimità, che è anche una risposta ad una più o meno vera crisi di legittimità della giustizia. La vera obiezione è quella sociologica legata all accesso alla giustizia arbitrale che, si dice, è tipica dei grandi gruppi che così evitano l impatto con la burocrazia e il controllo statale. Questo è

51 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação vero fino ad un certo punto, primo perché il controllo è sempre possibile, secondo perché da qualche decennio si riscontra un cambiamento nella fruizione della giustizia arbitrale. I dati empirici che si possono ricavare dall applicazione della relativa alle competenze delle Camere di Commercio mettono in rilievo che all arbitrato accedono categorie economiche diffuse di soggetti quando gli interessi economico-sociali appaiono aggregati e organizzati da soggetti professionali attivi nella tutela dei diritti e nella soluzione delle controversie. Peraltro in alcuni settori come quello bancario risulta che l interesse a non accedere a soluzioni arbitrali ma a sfruttare la lunghezza dei procedimenti giudiziari è dei gruppi finanziari e bancari che si sono costituiti apparati legali ormai specializzati. A non definire le controversie possono avere interessi anche i contraenti più forti. Certo se la giustizia ordinaria conquistasse livelli di «prossimità», come talvolta casualmente avviene, di altre forme più competitive non ci sarebbe bisogno. Né bisogna trascurare che la prossimità deve essere requisito comune a tutti i litiganti e non risorsa scarsa e disuguale che finisce per essere privilegio in un senso o nell altro; che questo avvenga non è mistero per nessuno anche se, perché questo si realizzi, senza pensare al caso estremo della corruzione, devono intervenire significativamente la variabile legislativa che, rinunciando al modello astratto e universalistico, introduca particolarismi e elementi di «razionalità materiale e una coscienza diffusa di illegalismo. Altro discorso da svolgere sul piano empirico è quello che ci porta a riconoscere che nelle esperienze concrete dell arbitrato finisce per prevalere per una logica nascosta e perversa un nuovo formalismo e una nuova burocratizzazione del meccanismo della soluzione delle controversie. Anticipando alcuni risultati di una ricerca svolta con G. Alpa, P. Rescigno, S. Rodotà e A. Zoppini, possiamo dire che dall analisi dei Regolamenti di molte Camere arbitrali costituite presso le Camere di Commercio, ora previste per legge, emerge una sorta di mimesi tra le regole arbitrali e i codici di procedura vigenti. Essi sembrano in miniatura dei complessi e inutilmente complicati piccoli codici di procedura con lo stesso sistema rigido di soluzione delle controversie soltanto parallelo al sistema statale. Ma questo dipende dall aria di eccessivo formalismo processuale che da sempre hanno respirato i giuristi che hanno progettato tali sistemi. Questo da certi punti di vista 51

52 52 Eligio Resta appare inevitabile, visto il legame di dipendenza dei meccanismi arbitrali rispetto alla previsione codicistica; ma va anche detto che una serie di rigidità sono superflue e in questo la cultura giuridica ci ha messo del suo. Sembra dunque risiedere qui il motivo di un certo insuccesso dell arbitrato in Italia, diversamente dagli altri paesi di diritto continentale, che la dice lunga sulla mentalità e sul gioco di interessi, di competenze e di potere che intervengono e che poi si risentono nella condizione dello stato della giustizia. Owiamente la fenomenologia con la quale la realtà empirica dell arbitrato si presenta non toglie nulla al senso del giudizio arbitrale che rimane un tentativo importante per reimmettere pluralismo e prossimità nella struttura della soluzione delle controversie; anzi, da un certo punto di vista, quello che viene letto come tradizionalismo che non ha ancora raggiunto il livello del diritto e del potere razionale-legale, può invece essere un meccanismo che corregge un eccessiva chiusura auto-organizzativa del sistema giudiziario e per questo una sua incomprensibile estraneità e un suo possibile rischio di autoritarismo che non deve né sorprenderci, né spaventarci. Per questo suggerivamo fin dagli inizi di queste note di guardare ai conflitti e ai loro rimedi in una dimensione ecologica in cui quello che si sperimenta fa parte di un lungo processo di auto-regolazione del sistema sociale nel sistema sociale stesso. 10. Ancora più evidente appare questo profilo quando si analizza quel complesso modo di comporre i conflitti che, senza l istituzionalizzazione di soggetti e di risultati conciliativi, mette in campo tecniche, saperi, competenze mediative. La differenza rispetto alla conciliazione sta nel fatto che la prima guarda al procedimento attraverso il quale due confliggenti riattivano la comunicazione attraverso l intervento di un mediatore; la seconda è meno procedimento e più effetto, è piuttosto orientata al risultato, mentre la prima è orientata, appunto, al mezzo. Dunque, sgombrando il campo dalla retorica e dall entusiasmo per le mode che si nascondono in tutte le esplorazioni del possibile, torniamo all espressione «mediare un conflitto», sapendo che tra significati suggeriti dal senso comune e significati formalizzati nel linguaggio scientifico vi è più continuità di quanto non si possa immaginare. Ripartire dalle parole ci aiuta a

53 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação comprendere quale sia il mondo dentro il quale si sviluppa e può trovare soluzione quel singolare sistema sociale che costituisce i litiganti. Il primo movimento di approssimazione al problema è quello di ridare spazio al significato un po trascurato che la tradizione attribuisce al concetto di medio, mediare, mediazione. Per questo bisogna svuotare l ipertrofia che i mezzi di comunicazione di massa hanno generato in maniera ridondante ed esagerata intorno al meccanismo dei media e tornare a qualcuno dei significati che il termine aveva alle origini della riflessione eticopolitica, quando la mesotes indicava una singolare virtù che non alimentava differenze tra vita pubblica e vita privata. Era soprattutto uno stare in mezzo e quindi una presa in carico del problema, non lontana dal rifiuto dell zdios (da cui idiota) che chiude gli individui nell egoismo becero del loro punto di vista privato; privato, appunto, nel senso di privo di qualcosa. Dunque indicava soprattutto uno spazio comune, partecipato, che apparteneva anche agli estremi tra i quali si definiva, sia pure i più antagonisti e confliggenti; virtù costituita dallo spazio occupato nell architettura simbolica delle relazioni sociali e quindi lontana dall astrattezza di una terzietà e di un imparzialità soltanto immaginarie. Siamo allora in questo spazio reale tra i due estremi dentro i quali la medietas conquista una posizione difficile ma ricca dello stare in mezzo, del condividere, dell appartenere comune; non spazio di sottrazione, come quello occupato dal giudice che deve perdere la propria identità e mascherarsi, confondendosi, nello spirito della legge. In questo c è un forte suggerimento per il moderno ad abbandonare nella mediazione l illusione ipocrita e analiticamente scorretta della terzietà e dell imparzialità. La virtù del mediatore è quella dello stare in mezzo, del condividere, e persino dello sporcarsi le mani. Si tratta esattamente del contrario rispetto alla sanzione normativa dell imparzialità ripetuta, forse inconsapevolmente, in molti progetti legislativi e in tante raccomandazioni internazionali. Un esempio, a caso, che conferma questa lettura un po7 banale del mediatore è quello della Raccomandazione di Strasburgo del dicembre 1997 (98 - i) e della Convenzione Europea sull esercizio dei diritti dei minori che pedissequamente ripetono che il mediatore è imparziale nel rapporto con le parti ed è neutro nello svolgimento della mediazione. Con questo non fanno altro che confonderlo col 53

54 54 Eligio Resta giudice, senza riconoscerne peraltro poteri e prerogative; ne fanno un mimo e per giunta in formato ridotto. È un errore frequente e quasi rituale che fa perdere il senso reale della mediazione che è tutto il contrario di questa invocazione di terzietà: il mediatore che si ponga come tale smette di essere mediatore ed assume una posizione estranea, super partes, incapace di assumere il litigio come l elemento comune delle parti che è anche la risorsa simbolica da trasformare e da riutilizzare per riattivare la capacità comunicativa. Un mediatore che faccia gli interessi dell uno o dell altro fa fallire la mediazione e perde la sua identità trasformandosi in awocato o in giudice troppo parziale se non corrotto; ma per questo ci sono già i giudici e gli awocati con i loro vizi e le loro tante virtù. La mediazione è altro; è uno stare tra le parti ed essere in mezzo a loro, non trovare uno spazio neutro ed equidistante, in cui risiede la più grande utopia del moderno che è la terzietà. Detto in una formula, mentre il giudice è pensato nei sistemi moderni come nec utrum, né I uno né I altro, neutro appunto, il mediatore deve essere questo e quello, deve perdere la neutralità e perderla fino in fondo. Solo così si realizza la sua identità come differenza rispetto al giudice, ma si realizza la sua differenza, come identità, rispetto alle parti. Mentre le parti litigano e non vedono che il proprio punto di vista, ognuna in maniera simmetrica e opposta rispetto all altra, il mediatore può vedere le differenze comuni ai confliggenti e ripartire di qui operando perché le parti riprendano la comunicazione, appunto il munus comune ad entrambe. Soltanto grazie a questa differenza rispetto al giudice, a questa sua intrinseca parzialità, il mediatore può trovare il rimedio al conflitto. Qui il medio torna ad essere mezzo per risolvere i problemi, esattamente come il medicus lo è grazie al suo sapere rispetto al male. In questo la cura e la medicina ricordano quanto tutto sia frutto di un attività tutta occidentale di un med, tipico del meditare che pure ha dimenticato l inutilità della pensosità e ha scoperto la strumentalità del pensare. Pensare significa trovare rimedi o almeno questo ci suggerisce una semantica che ha escluso, ma non eliminato, altri significati. Il mediatore è allora mezzo per la pacificazione, rimedio per il conflitto grazie allo stare tra i contendenti, né più in alto né più in basso, ma nel loro mezzo; nello

55 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação stesso tempo il mediatore è colui che esercita sapere e discernimento e per questo giudica. Tutti sensi suggeriti dalla pratica delle mediazioni ma anche dalla semantica della parola; E. Benveniste, nel Vocabolario delle istituzioni indo-europee, parlando dell origine del concetto di misura, ne ha fatto una ricostruzione semantico-linguistica importante. In essa possiamo ritrovare alcuni degli strati di senso possibili che riemergono quando si deve «progettare» mediazioni. Benveniste ricorda una famiglia di sensi linguistici che accomunano il meddix che indicava il giudicare, il modus, il medium, il remedium, la medicina, la meditati0 ed altro; e si tratta di strati di senso che non sono consegnati a società lontane ma che al contrario riemergono costantemente, anche oggi, come possibilità escluse ma non eliminate. Proprio quegli strati di senso ci riconducono ad alcuni punti importanti: il primo riguarda la posizione centrale del mediatore che mette in crisi proprio il carattere astratto della terzietà del giudice; il secondo riguarda l attività del mediatore che richiede un esperienza del conflitto che non è normativa ma è cognitiva. Questo significa che non ci muoviamo sul terreno della più grande astrazione dei sistemi giuridico-politici occidentali che è l invenzione del terzo, ma sul terreno concreto dell esercizio di un esperienza, più che da avere, da fare insieme ai confliggenti. Ciò spiega chi può essere mediatore: non è necessario che abbia competenze «weberiane» sulla base della preparazione logicoformale, ma è bene che condivida culture comuni dei confliggenti e sia dentro il conflitto perdendo ogni imparzialità. Mai come in questo caso la tautologia aggiunge qualcosa: può mediare chi può mediare e si può mediare tutto quello che si può mediare. Vi è una forza performativa e di auto-regolazione del sistema del conflitto che la mediazione esalta in maniera netta e non è per caso che ritroviamo forme mediative nel campo delle relazioni internazionali dove manca un esperienza di formalizzazione del terzo e di monopolizzazione della forza sulla base di un ordinamento giuridico comune. Non vogliamo ovviamente dire che si tratta di una forma più avanzata o più arretrata rispetto all ordinamento giuridico che ha vissuto la monopolizzazione statuale; è soltanto un altra cosa, differente e fa parte di quel bagaglio di sapienza del sistema sociale 55

56 56 Eligio Resta che sperimenta meccanismi di auto-regolazione sulla base di autopercezioni del problema che esso stesso ha prodotto. 11. A raccontarci della sapienza del mediatore ci vengono in aiuto la statistica, la geopolitica e l ermeneutica. Tra due valori estremi, che possiamo immaginare come i numeri o i valori esponenziali appartenenti allo stesso genere ma opposti e confliggenti, il rapporto scalare dà risultati diversi: la media, la moda e la mediana. Sommando gli estremi e dividendoli esattamente a metà ritroviamo la partizione eguale dei due campi segnati appunto dalla media che è valore neutro ed equidistante. La media presuppone la separazione e la divisibilità ma esclude la congiunzione, come ricorda la nota recisione del giudizio salomonico. La media risolve il conflitto ma appunto decide recidendo, interrompendo ogni comunicazione ed escludendo passato e futuro: è quanto fa il giudizio che decide sulla base di una distributività contabile e di un elezione fredda. Non a caso il giudizio di questo genere si chiama salomonico e ha dato sempre luogo all esercizio letterario del paradosso del giudizio in cui la sua possibilità è anche condizione della sua impossibilità, come ci racconta il brechtiano Cerchio dz gesso del Caucaso. In questo caso i due valori opposti sono distanti e senza possibilità di composizione se non attraverso esclusioni; con altro linguaggio si può dire che la media presuppone divisibilità contabile e incompatibilità di valori che hanno bisogno di un sacrificio e di un giudice capace di esercitare saggezza paradossale e non competenze normative. La media, dunque, è valore intermedio ma anche misura paradossale della decisione. La mediazione, cerchiamo di mostrare, non è decision making process, ma capacità di attivare risorse comunicative ribaltando il potenziale distruttivo del conflitto e trasformandolo in occasione di espressività riconciliativa delle parti; è sistema di esperienza che si può vagamente accostare al risultato dell autoanalisi che la psicoterapia da sempre cerca di riattivare. Altro valore intermedio tra due estremi opposti è quello della moda che all interno della scala numericamente esprimibile indica semplicemente il valore più frequentato. La moda indica le preferenze maggiormente espresse, accomuna certo la maggior parte ma esclude le minoranze; sa appunto di principio maggioritario. È moda quella descritta da G. Simmel come desiderio

57 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação doppio e pratica ambigua dell includere e dell escludere, del sentirsi appartenenti ad un genere più vasto e di differenziarsi. Come nella moda del vestire o nell esercizio della maggioranza politica o nel costume la moda amplifica il potere della maggioranza ma avvilisce la minoranza; l espressione «seguire la moda» la dice lunga e ci fa notare come non possa esserci mediazione tra i valori estremi se si privilegia il valore che la parte più forte, questa è la maggioranza, sceglie. Diversamente dalla moda che indica il valore più frequentato tra due estremi e la media che separa, appunto, mediamente i due valori oppositivi, la posizione della mediana è quella più significativa per l esperienza di mediazione. In una struttura binaria costituita dall opposizione complice tra due valori estremi, la mediana è quella che indica il punto intermedio che ha il vantaggio di essere a uguale distanza dai termini ultimi. Questo colloca la mediana nella condizione di maggiore prossimità da entrambe le posizioni estreme ed è quindi il vero spazio comune ai due termini che si oppongono. Mentre la media separa, la mediana unisce costituendo il luogo a partire dal quale è possibile che la comunicazione riparta; mentre la prima decide la seconda conserva spazi argomentativi perché ogni altra possibilità si realizzi. La mediazione è appunto questo e questa è la sua differenza rispetto al giudizio; essa non deve concludere e decidere nulla, deve soltanto rimettere le parti confliggenti in grado di ricominciare a comunicare. Come si vede lo spazio intermedio è variegato, multiforme, oscilla da un contenuto ad un altro con molta sottigliezza; esercita l arte della differenziazione per realizzare la virtù dei ricongiungimenti; ha bisogno di tempo e pazienza, ma soprattutto vive di una capacità tutta intrinseca al sistema stesso dei confliggenti. È lontana dai metadiscorsi che il diritto e il suo giudice dicono di praticare; è discorso e non metadiscorso, ma proprio per questo è anche fragile, senza la potenza del carattere coercitivo della legge. Questo porta a stabilire anche i possibili spazi di autonomia relativa della mediazione rispetto al giudizio; autonomia perché si tratta di ordini linguistici differenti, e relativa perché la mediazione può in ogni momento rendere inutile il giudizio, ma può richiedere sempre il giudizio quando essa fallisca. Si tratta soltanto di 57

58 58 Eligio Resta scegliere tecnicamente la soluzione che salvi il maggior numero di possibilità di comunicazione e di pacificazione ma che nello stesso tempo assicuri che in ultima istanza ci sia un giudice che possa dire l ultima parola sui diritti e non sugli affetti. Quest ultimo passaggio tocca un profilo delicato che rimette in gioco tutta la questione della competenza linguistica del giudice e delle sue leggi, che è il vero problema ma che non è da discutere in questo contesto. A suggerirci ancora elementi significativi per quanto riguarda lo spazio di esperienza e la competenza linguistica del mediatore intervengono, come abbiamo avuto occasione di scrivere altrove, la geopolitica e l ermeneutica. Nella geopolitica del Me&-terraneo si ritrova tanto l idea del mezzo attraverso il quale terre diverse, e spesso in conflitto, si ricongiungono, quanto il modello di un luogo comune a culture diverse che solo per occasionali fraintendimenti vivono in contrasto. Franco Cassano nel suo Pensiero merzdzano (Roma-Bari, Laterza, 1997) ha fatto una lettura esemplare del gioco del medzare le terre, del mare che si trova in mezzo alle terre (e che in tedesco suona, simmetricamente, come il «mare di mezzo») e che metaforicamente è l esempio di successi e insuccessi dell esperienza di mediazione politica; e non da oggi. Infine la mediazione ci riporta all antica saggezza dell ermeneutica; a quella pratica del dio che porta messaggi e rende comunicabili mondi e linguaggi diversi; rappresenta contesti, interpreta testi e traduce rendendo accessibili significati altrimenti incomprensibili. Il mediatore è un traduttore che deve stare in mezzo ai linguaggi diversi, deve conoscere due lingue e far da tramite, da mezzo, tra l una e l altra; importante funzione quanto più lingue, linguaggi, culture, mondi entrano in contatto e che trasformano il potenziale conflitto in arricchimento di scambi. È significativo che in molti paesi occidentali si siano sperimentate istituzionalmente esperienze di mediazione culturale e che esse facciano ormai parte di un complesso di servizi e strumenti che attengono al noto «contratto di cittadinanza». Non a caso il dio dell ermeneutica è anche il dio del commercio dove la magia ancora non contaminata dall egoismo fa in modo che si scambino merci dal valore differente trovando il significato comune di «nomi» del tutto diversi. Che da questo si passi alla marxiana astrazione dello scambio è altro discorso che bisogna evitare di dimenticare.

59 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação Quella dell ermeneuta è forse la metafora più «viva» del meccanismo della mediazione; non a caso è attività che il mito attribuisce all arte combinatoria di un dio, la quale impone scommesse ripetute e non sopporta saperi rigidi e formalizzati in contesti disciplinari. Può mediare chi può mediare, si era detto con una tautologia. Ma questa è già una forte costruzione di un identità che stabilisce una inderogabile differenza rispetto al giudice. Ma qui è anche il nocciolo del discorso delle dispute alternative che hanno bisogno di ritrovare ecologicamente linguaggi diversi rispetto al linguaggio del giudice. Oggi ci sentiamo di dover difendere il linguaggio della legalità e del suo giudice più che in altri momenti, ma avendo la consapevolezza che bisogna ridurne l ipertrofia e che occorre riportarlo al confine della sua competenza. Per questo è interessante e tutta da sviluppare la ricerca che si sta definendo intorno ai meccanismi di risoluzione alternativa delle controversie; essi indirettamente forniscono la spia di un riequilibrio ecologico del rapporto tra conflitto e rimedio. Non si inventa probabilmente nulla ma si valorizzano possibilità escluse ma non eliminate; in questo la sapienza del sistema sociale è sicuramente più avanti della possibilità della formalizzazione che qualsiasi scienza possiede, fosse anche la più agguerrita e la più illuminista. Si tratta di un sapere sulla società nella società. Esattamente come la sapienza dei rimedi per i conflitti che si possono risolvere dentro i conflitti stessi; e questa è un indicazione utilissima, per quanto incongrua, per ogni pacifismo, soprattutto per quel pacifismo, difficile ma irrinunciabile, del diritto. 59

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61 Gustavo Raposo Pereira Feitosa Advogado, Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas. Professor do Programa de Pós- -Graduação em Direito Constitucional da Universidade de Fortaleza, Professor adjunto de Processo Civil da Universidade Federal do Ceará. Elaine Cristina do Rosário Rebouças Advogada. Graduada em Direito pela Universidade Federal do Ceará. Pesquisadora na área de processo civil e acesso à justiça. Sumário 1. Introdução 2. Do acesso à justiça e a Defensoria Pública 3. Defensoria Pública e a percepção dos defensores sobre o acesso à justiça 4. O perfil dos assistidos e a atuação da Defensoria Pública da União no Ceará 5. Conclusão Referências O ACESSO À JUSTIÇA E A DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO: UMA ANÁLISE DO PERFIL DOS 1 INTRODUÇÃO USUÁRIOS E DO OLHAR DOS DEFENSORES SOBRE A SUA FUNÇÃO 1 As discussões para a reconstrução institucional ao longo do processo de redemocratização trouxeram à baila a necessidade de repensar o papel do Judiciário na realidade brasileira. Como parte importante da redefinição dos contornos da democracia no País, sobressai o princípio constitucional do acesso à justiça insculpido no artigo 5º, inciso XXXV, da Constituição da República Federativa do Brasil de Visto de maneira isolada e superficial, não se pode avaliar corretamente a importância e o impacto da proteção do acesso à justiça na realidade nacional. Trata-se de algo muito mais profundo do que assegurar um advogado e possibilitar uma 1 O presente estudo faz parte de projeto de pesquisa mais amplo, coordenado pelo Professor Gustavo Raposo Pereira Feitosa acerca do perfil do Judiciário no Ceará, que conta com apoio e financiamento do CNPq. Parte dos dados da pesquisa foram utilizados em trabalho executado pela pesquisadora Elaine Rebouças. Todas as entrevistas estão transcritas e depositadas na biblioteca da Universidade Federal do Ceará como parte do trabalho intitulado O acesso à justiça e a Defensoria Pública da União no Ceará.

62 62 Gustavo Raposo Pereira Feitosa & Elaine Cristina do Rosário Rebouças busca por proteção judicial, mas de, dentre outras coisas, afirmar uma nova lógica de relação com o Estado; projetar uma dinâmica de solução de conflitos que priorize a institucionalidade e os valores republicanos em detrimento do clientelismo; expandir o papel político do Judiciário e superar os paradigmas tradicionais de atuação dos magistrados brasileiros. Se, por um lado, o Brasil segue esse caminho na trilha da consolidação democrática, por outro, não se pode esquecer do claro movimento internacional de expansão do acesso à justiça (em sentido amplo) ocorrido nas democracias por todo o mundo. Repercutiram em diversos países, ao longo da segunda metade do século XX, estratégias de afirmação dos direitos fundamentais, de proteção às minorias e de concretização dos textos constitucionais. Em estágios diferentes e com abordagens bastante distintas, buscava-se nas democracias alcançar objetivos relativamente semelhantes e enfrentar problemas que apresentam grande similaridade em todo o mundo, como a falta de recursos financeiros para custear um processo judicial, a complexidade procedimental, a falta de conhecimentos jurídicos para se reconhecer como titular de direitos etc. 2. Nesse cenário, o Brasil adota um modelo peculiar de organização do seu sistema de justiça, em que a assistência jurídica aos mais pobres, ou simplesmente aos que não podem arcar com o custo de um processo judicial, cabe a uma instituição pública permanente, qual seja, a Defensoria Pública. No presente estudo, optou-se por concentrar a análise na atuação e funcionamento da Defensoria Pública da União. O tamanho e a diversidade de realidades encontradas nas defensorias públicas estaduais e as diferenças marcantes de competência e organização justificam uma abordagem em separado. Para consecução do estudo, desenhou-se uma pesquisa de campo na Defensoria Pública da União no Ceará. Por meio dela, tentou-se analisar a maneira como a Defensoria Pública vem funcionando, bem como compreender como defensores, servidores, estagiários e usuários compreendem e avaliam a atuação dessa instituição. Desenhou-se, assim, uma pesquisa com os assistidos, razão de ser da instituição, bem como com os agentes responsáveis por todo 2 As raízes teóricas dessa interpretação serão discutidas nos tópicos a seguir.

63 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação o trabalho nela desenvolvido, incluindo-se defensores federais, assistentes sociais, estagiários, dentre outros. Por meio de aplicação de questionários com perguntas fechadas e de conversa com 100 assistidos da DPU/CE, buscou-se, primeiramente, obter o perfil e a opinião dessas pessoas que são destinatárias dos serviços prestados por toda a equipe que compõe essa instituição. As entrevistas individuais duraram cerca de quinze minutos, com informantes escolhidos de maneira aleatória dentre os assistidos que compareciam à DPU/CE com o objetivo de verificar o andamento de seu Processo Eletrônico de Assistência Jurídica (PAJ). A coleta dos dados ocorreu durante os meses de novembro e de dezembro de 2012 e de janeiro de 2013, tanto no período matutino quanto no vespertino, a depender do dia, de maneira a abranger, simultaneamente, as respostas tanto daqueles que só podem comparecer à DPU/CE pela manhã quanto daqueles que lá aparecem apenas durante à tarde. Vale salientar ainda que apenas foram coletados dados de assistidos que estavam comparecendo à DPU/CE pela segunda vez, no mínimo. Assim, geralmente, somente atendimentos de retorno foram considerados 3, enquanto que os atendimentos iniciais, que ocorrem no primeiro comparecimento à DPU/CE para abertura de PAJ, não foram juntados aos dados constantes neste capítulo. Evitou-se, dessa feita, a extração da opinião daqueles que ali estavam pela primeira vez, de forma a obterem-se respostas e opiniões mais consolidadas, com uma experiência potencialmente mais longa com o sistema da justiça e o mais próximas da realidade quanto possível. As entrevistas com os defensores públicos federais lotados no Ceará, bem como com os estagiários e com demais servidores, foram aplicadas nos meses de dezembro de 2012 e de janeiro de 2013 e compuseram-se de perguntas abertas, de forma a extrair-se diversas e variadas opiniões acerca dos pontos abordados A não ser que o assistido tenha, naquele instante da entrevista, comparecido à DPU/CE, para a abertura de novo Processo Eletrônico de Assistência Jurídica PAJ, mas que já tenha sido ou que já esteja sendo assistido pela instituição, de maneira a já ter nela comparecido pelo menos uma vez antes do momento da entrevista. 4 Optou-se por manter em sigilo a identidade dos entrevistados. Omitiram-se os nomes de todos os defensores e demais participantes da pesquisa. Não

64 64 Gustavo Raposo Pereira Feitosa & Elaine Cristina do Rosário Rebouças A investigação foi complementada com a observação participativa dos investigadores, havendo atuação direta da coautora Elaine Rebouças no atendimento da população e no acompanhamento cotidiano de todas as atividades da DPU/CE. As análises dos dados obtidos com a pesquisa acima mencionada constituem o fundamento deste capítulo, conforme os tópicos a seguir. 2 DO ACESSO À JUSTIÇA E A DEFENSORIA PÚBLICA Reconhecendo-se, dessa feita, a essencialidade de um efetivo acesso à justiça como complemento imprescindível à consolidação dos direitos constitucionais e legais da sociedade, faz-se, por bem, ora destacar a conceituação de acesso à justiça, bem como citar e resumidamente comentar as três ondas do acesso à justiça de Mauro Cappelletti e Bryant Garth. Pretende-se, com essa discussão inicial, lançar os fundamentos para a posterior compreensão da importância do papel da Defensoria Pública nesse contexto de promoção de acesso à justiça, atuando como elo fundamental no reconhecimento de uma gama de direitos de pessoas economicamente hipossuficientes, que têm seus direitos bastante desrespeitados. Mauro Cappelletti e Bryant Garph (1998, p. 8), na obra intitulada Acesso à Justiça, fizeram uma síntese das ideias discutidas ao longo do Projeto Florença, estudo elaborado durante os anos setenta do século XX acerca do movimento mundial de acesso à Justiça, e destacaram a dificuldade de conceituação da expressão que dá título à obra, nos seguintes termos: A expressão acesso à Justiça é reconhecidamente de difícil definição, mas serve para determinar duas finalidades básicas do sistema jurídico o sistema pelo qual as pessoas podem reivindicar seus direitos e/ou resolver seus litígios sob os auspícios do Estado. Primeiro, o sistema deve ser igualmente acessível a todos; segundo, ele deve produzir resultados que sejam individual e socialmente justos. obstante, todas as entrevistas foram gravadas e transcritas e encontram-se depositadas na biblioteca da Universidade Federal do Ceará.

65 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação Esses autores identificaram e distinguiram três ondas do acesso à justiça. A primeira, denominada de assistência judiciária; a segunda relacionada à representação jurídica para os interesses difusos e a terceira foi por eles denominada de enfoque de acesso à justiça. Pode-se dizer que cada uma dessas três ondas representam estágios da evolução histórica do movimento mundial de acesso à justiça. A primeira onda da assistência judiciária aos pobres, mais primitiva, caracterizou-se pela concessão de advogados àqueles desprovidos de recursos, que não tinham condições de arcar com os serviços advocatícios. Ocorre que esses profissionais trabalhavam, em alguns países, de forma caritativa, sem receber qualquer incentivo ou recompensa econômica do Estado e, quando seus serviços eram custeados, como em alguns países ocidentais, como Inglaterra, França, Áustria, Holanda e Alemanha Ocidental, por meio do sistema conhecido como judicare, limitava-se a desfazer as barreiras dos custos, de maneira que os pobres tinham que, sozinhos, reconhecer seus direitos e procurar o auxílio necessário. Daí advêm as críticas a essa primeira onda, já que ela não proporcionava a conscientização da população carente acerca da existência de seus direitos e das formas de concretizá-los. Além do mais, limitava-se à prestação de serviços advocatícios a causas individuais, sem manifestar preocupação com os problemas comuns e gerais de toda a classe formada pelos economicamente menos desfavorecidos (CAPPELLETTI; GARTH, 1998). A segunda onda foi marcada pela preocupação com as demandas coletivas e com os interesses difusos, como os direitos dos trabalhadores, dos consumidores, dos preservacionistas etc., na tentativa de organizar ações coletivas em substituição, quando necessário e adequado, às ações isoladas e individuais. Tudo isso como forma de fortalecimento dos interesses coletivos e difusos, que, em pleitos isolados, não possuem tanta força quanto em litígios coletivos, em que se denomina um representante adequado para atuar em benefício da coletividade em representação (CAPPELLETTI; GARTH, 1998). A terceira onda, tratada por Mauro Cappelletti e Bryant Garth como novo enfoque de acesso à justiça, veio dar importância a outros procedimentos de solução dos conflitos. Nessa nova onda, 65

66 66 Gustavo Raposo Pereira Feitosa & Elaine Cristina do Rosário Rebouças não se pretendeu eliminar os métodos das duas técnicas anteriores, mas sim, aprimorá-los e tratá-los como apenas algumas de uma série de possibilidades para melhorar o acesso (CAPPELLETTI; GARTH, 1998, p. 68). O novo enfoque de acesso à justiça surgiu, então, como uma onda crítica de toda a tradicional estrutura e funcionamento do aparelho judicial, demonstrando a necessidade de reformas, as quais estão concentradas, primordialmente, em três importantes mudanças, quais sejam: o juízo arbitral, a conciliação e os incentivos econômicos. Como se vê, todo o presente contexto tem como focos principais maneiras de reforma dos tribunais e de alternativas de solução de litígios fora das paredes dos órgãos jurisdicionais. Outro ponto, também destacado como fundamental por Cappelletti e Garth (1998), diz respeito à especialização de instituições e de procedimentos judiciais, por meio da criação de tribunais especializados nas demandas mais importantes e recorrentes para a sociedade, como forma, não de eliminar ou de dar menor importância aos tribunais tradicionais, mas de beneficiar toda a sociedade, tornando mais fácil o acesso das pessoas, principalmente das mais carentes e menos instruídas. Estas, em grande parte, não propõem ações nos fóruns ou tribunais tradicionais quando lhes cabem. Ou porque não possuem a consciência dos seus direitos, ou porque não procuram esclarecimentos e o auxílio jurídico necessário, ou porque não possuem condições econômicas de enfrentar os custos processuais ou os riscos inerentes da sucumbência etc. Nesse diapasão, torna-se facilmente perceptível a amplitude do conceito de acesso à Justiça, o qual não abrange somente o acesso ao Judiciário, mas também o acesso às informações concernentes aos direitos e deveres dos indivíduos e de toda a coletividade. Tão somente possibilitar a existência do Poder Judiciário não é nem nunca foi suficiente para permitir o acesso de todos ao sistema judiciário. Dessa forma, como ressalta Beatriz Xavier (2002), acesso à justiça e acesso ao Judiciário são conceitos que guardam relação de gênero e espécie, e a expansão das defensorias se insere no grande campo gênero do acesso à justiça. O acesso à justiça engloba, assim, a promoção de meios de conscientização social, bem como de concessão de alternativas

67 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação àqueles que demonstrem não possuir condições econômicas de arcar com os custos de um processo judicial. Boaventura de Sousa Santos (2001, p. 170) observa que, dentre os fatores que podem explicar a desconfiança, a resignação ou mesmo a incapacidade de procurar o Judiciário, é possível citar o temor de represálias, as experiências negativas anteriores e a incapacidade de reconhecer seu problema como uma questão jurídica. Para o autor: 67 Quanto mias baixo é o estrato sócio-econômico do cidadão menos provável é que conheça advogado ou que tenham amigos que conheçam advogados, menos provável é que saiba onde, como e quando pode contactar o advogado e maior é a distância geográfica entre o lugar onde vive ou trabalha e a zona da cidade onde se encontram os escritório de advocacia e os tribunais. Situações com essas aplicam-se perfeitamente à realidade brasileira, marcada por elevada desigualdade, acesso precário a serviços públicos essenciais, tradição violenta e autoritária de intervenção governamental sobre os mais pobres, bem como pela presença de indicadores socioeconômicos ruins, como renda e escolaridade. Toda essa conjuntura de barreiras ao acesso à justiça é, portanto, real e bem comum, de maneira que grandes e essenciais reformas precisam ser adotadas e concretizadas, a fim de se fazer valer os direitos previstos nas legislações, independentemente da camada social ou do nível de alfabetização do cidadão. E é nesse contexto que a Defensoria Pública emerge como instituição facilitadora desse acesso, ao desempenhar atividades fundamentais para a real efetivação do princípio consagrado no artigo 5º, XXXV, da Constituição Federal de DEFENSORIA PÚBLICA E A PERCEPÇÃO DOS DEFENSORES SOBRE O ACESSO À JUSTIÇA Somente com a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, o termo Defensoria Pública foi expressamente mencionado em âmbito federal, embora seja remota a preocupação legislativa na institucionalização de um órgão público apto à prestação de

68 68 Gustavo Raposo Pereira Feitosa & Elaine Cristina do Rosário Rebouças serviços jurídicos gratuitos às camadas menos favorecidas da população. Inserida no Capítulo IV da CF/88, intitulado Das Funções Essenciais à Justiça, na Seção III, denominada Da Advocacia e da Defensoria Pública, no artigo 134, mais especificamente, sendo caracterizada pelo constituinte originário como instituição essencial à função jurisdicional do Estado, a Defensoria Pública ficou responsável por proporcionar assistência jurídica integral e gratuita a todos que comprovarem insuficiência de recursos, nos termos do artigo 5º, LXXIV. O texto constitucional constituiu a Defensoria Pública para o desenvolvimento da sempre necessária e importantíssima função de prestação aos necessitados de assistência jurídica, em todos os sentidos dessa expressão, englobando a orientação jurídica e a defesa dos brasileiros e dos estrangeiros residentes no Brasil que comprovassem não possuir meios de arcar com os gastos e riscos inerentes a qualquer procedimento judicial e até administrativo, sem ter seu sustento e o de seus familiares comprometidos. O modelo constitucional adotado para a Defensoria deixa de lado a concepção de estrita assistência judiciária realizada majoritariamente com advogados dativos para compreender esta nova instituição de maneira mais ampla e sintonizada com a nova ordem constitucional. Como ressalta Amélia Rocha (2005, p. 2), [...] a diferença fundamental entre advocacia dativa e Defensoria Pública: compromisso institucional legal com o acesso à justiça e o seu papel transformador, e não, como ocorre com a advocacia dativa, apenas acesso ao Judiciário. A defesa técnica não é a função primeira do Defensor Público; esta é apenas mais uma das suas muitas possibilidades e prerrogativas viabilizadoras da efetividade do acesso à justiça ao necessitado. Com esse novo enfoque, a Lei Complementar 80/94 veio dar mais relevo a institucionalização, em âmbito federal, da Defensoria Pública da União (DPU), cujo estudo de sua atuação foi utilizado, neste capítulo, como ponto de partida para a reflexão do estágio de democratização do acesso à justiça alcançado pelo Brasil. Somente com a Lei 9.020/95, entretanto, dispôs-se acerca da implantação da

69 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação Defensoria Pública da União, nascendo esta para atuar em toda a Justiça da União, como na Justiça Federal, na Justiça Militar, na Justiça Eleitoral e na Justiça Trabalhista, em Juízos de Primeiro Grau, Tribunais Regionais, Tribunais Superiores e Supremo Tribunal Federal. Com a edição da Emenda Constitucional 45, de 30 de dezembro de 2004, conhecida como Emenda da Reforma do Judiciário, o fortalecimento da Defensoria Pública passou a ser uma orientação política importante do Governo Federal, ao se declarar publicamente o papel fundamental dessa instituição no aprimoramento do acesso à justiça. Em outubro de 2009, foi promulgada a LC 132/09, aumentando as garantias do acesso à justiça, ao ampliar as funções institucionais da Defensoria Pública da União, além de modernizar e de democratizar sua gestão. Ao longo desses dezoito anos, desde a edição da Lei 9.020/95 até este ano de 2013, a DPU cresceu e espalhou-se pelo Brasil, tendo atualmente representação na capital de todos os Estados, bem como em vários municípios interioranos. Tudo isso com vistas a se buscar as regiões de mais baixo desenvolvimento humano e nelas atuar de forma a minimizar as barreiras do acesso à justiça, bastante ligadas à pobreza e à marginalização social (BRASIL, DPU, online). Quanto à quantidade de unidades da DPU pelo Brasil, entretanto, melhoras ainda precisam acontecer. Verifica-se ausência de defensores em diversos locais, onde já se encontram instaladas varas da Justiça Federal, ou em regiões com grande demanda de serviços para a Defensoria, mesmo sem a presença de unidades judiciais. Essa análise é corroborada pela fala dos próprios defensores ao definir como prioridade o aumento do número de defensores públicos: 69 O aumento do número de defensores para melhorar a atuação das atuais unidades da DPU e para expandir a atuação desta para cidades do interior dos Estados (interiorização da DPU), algo que já está em vias de implementação através da recente aprovação pelo Congresso Nacional do Projeto de Lei n.º 4367/12 que cria 789 cargos de defensor público federal. (DEFENSOR PÚBLICO 3, 2013)

70 70 Gustavo Raposo Pereira Feitosa & Elaine Cristina do Rosário Rebouças Valem ser mencionadas ainda as atuações extrajudiciais, que vêm sendo realizadas por essa instituição no intuito de desenvolver sua função constitucional de prestação de assistência jurídica aos necessitados, como a criação de redes internacionais pela América do Sul, com países africanos de língua portuguesa e com o Timor- Leste, como meio de intercâmbio de saberes e de experiências ligadas à assistência jurídica gratuita (BRASIL, DPU, online). Além disso, com o objetivo de concretizar sua função de orientação jurídica, de implementação dos direitos humanos e de defesa, em todos os graus, judicial e também extrajudicial, dos direitos dos necessitados, segundo o disposto no artigo 1º da LC 80/94, são desenvolvidos pela DPU diversos projetos ligados ao que Cappelletti e Garth (1998) chamaram de terceira onda de acesso à justiça, referentes à difusão do conhecimento jurídico às pessoas mais marginalizadas do entendimento e da efetivação de seus direitos. Assim, podem ser citados, segundo informações oficiais da própria instituição, o Projeto DPU nas Escolas, levando educação em cidadania aos alunos de todo o Brasil e difundindo a existência e o papel, infelizmente ainda pouco conhecido, da Defensoria Pública às novas gerações; o Projeto DPU Itinerante, divulgando nas comunidades mais remotas os direitos e deveres, individuais e coletivos, implementados pela Constituição e pelas legislações, e as formas de reivindicá-los; o Projeto DPU nas Comunidades, realizado em comunidades dos centros urbanos, como os mutirões que são realizados na Praça do Ferreira, no Centro da Cidade de Fortaleza, Ceará, no intuito de divulgar o trabalho da Defensoria Pública e de esclarecer a população dos seus direitos e deveres (BRASIL, DPU, online). A existência desses projetos revela uma percepção de acesso à justiça ampliada, compatível com modelos que se orientam pela proteção aos direitos não apenas como algo realizado no espaço do processo judicial. Com tal orientação, merecem destaque as palavras de um defensor público (DEFENSOR 1, 2012) acerca da importância da orientação jurídica prévia colocada em prática pelos projetos acima mencionados. Para o entrevistado: O acesso à justiça representa uma oportunidade aos postulantes de terem resolvidas suas demandas de forma justa. A parti-

71 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação cipação da Defensoria Pública significa um instrumento de grande valia aos cidadãos hipossuficientes, pois a orientação jurídica prévia facilita bastante no alcance dos objetivos traçados. Por conseguinte, o acompanhamento de todo o processo judicial por um defensor oportuniza segurança jurídica ao assistido. (Grifo nosso). 71 Com o objetivo de humanizar o cumprimento da pena, a DPU faz ainda trabalhos de divulgação e conscientização nas instalações do Sistema Penitenciário Federal, levando aos custodiados informação sobre direitos, diversidade religiosa e cultural, como forma de humanizar o cumprimento da pena, já que todas essas ações estão incluídas na sua função institucional de promoção de assistência jurídica integral e gratuita (BRASIL, DPU, online). Os projetos sociais desenvolvidos pela DPU são, assim, inúmeros, podendo ainda ser citados a proteção a vítimas de tráfico de pessoas e do trabalho escravo; auxílios a moradores de rua e a presos estrangeiros; erradicação do escalpelamento na Amazônia; assistência jurídica aos hansenianos na Amazônia, etc., tendo recebido reconhecimento e premiação do Instituto Innovare, que qualifica ótimas condutas para a evolução jurídica brasileira (BRASIL, DPU, online). Importante faz-se frisar ainda que, segundo dados do III Diagnóstico da Defensoria Pública no Brasil, no ano 2009, as entidades públicas e privadas, na I Conferência Nacional de Segurança Pública, reconheceram a essencialidade e a imprescindibilidade da Defensoria Pública na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, de forma a serem aprovados meios de fortalecimento da instituição para o desempenho do seu papel de efetivação do acesso à justiça por meio da assistência jurídica e da defesa dos hipossuficientes (BRASIL, MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, 2009). O conjunto dos documentos analisados, a legislação e as informações trazidas pelos defensores entrevistados revelam uma percepção de acesso à justiça amplamente associada ao que Cappelletti e Garth chamaram de terceira onda de acesso à justiça. As concepções inerentes a tal modelo influenciam fortemente o desenho institucional da DPU e o conjunto de políticas projetado para guiar sua atuação. Sobressaem, nos documentos, notícias, entrevis-

72 72 Gustavo Raposo Pereira Feitosa & Elaine Cristina do Rosário Rebouças tas e textos de promoção institucional, bem como perspectivas de um acesso focado, não apenas na assistência judiciária aos mais pobres, mas na defesa de direitos coletivos, na educação jurídica, na difusão do conhecimento sobre os direitos, etc. Esta perspectiva segue a leitura de Amélia Rocha (2005, p. 2) acerca do sentido dado à função da Defensoria no cenário brasileiro pós Para a autora: É a Defensoria Pública, desta forma, a responsável pela descoberta do verdadeiro problema que aflige o brasileiro excluído (na grande maioria dos casos, o diagnóstico inicial, provocador da procura do Defensor, é a ponta de um iceberg). Tal descoberta é viabilizada por um atendimento digno, estruturado, inserido em uma verdadeira rede de cidadania, mediante estrutura humana e material na conformidade da determinação constitucional. O simples ato de protocolizar uma petição inicial apenas aumentaria o tamanho da parte submersa que um dia acabará por estourar e, provavelmente, prejudicar a vida em sociedade. Não se pode simplesmente diminuir a febre, mas tem-se que curar a infecção. Longe de repercutir os documentos produzidos pela própria DPU ou as falas dos seus membros de maneira acrítica, busca-se antes compreender como a instituição e seus integrantes enxergam seu papel e elaboram os projetos destinados a assegurar o acesso à justiça. E, nessa perspectiva, mostra-se evidente um olhar que traz o enfoque integrado do acesso à justiça como concepção predominante. Trata-se um modelo institucional plasmado em todas as esferas da Defensoria e reafirmado na legislação. Não obstante o olhar a partir das instituições e de seus agentes, precisa-se ressaltar uma análise do olhar e do perfil dos usuários, a fim de se compreender, de maneira mais profunda, como funciona e atua a DPU, bem como entender como tal atendimento é recebido pelo cidadão. Por esse motivo, no tópico a seguir, foi analisado como os usuários veem e interpretam o papel desempenhado pela Defensoria Pública da União. 4 O PERFIL DOS ASSISTIDOS E A ATUAÇÃO DA DEFENSORIA PÚBLICA DA

73 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação 73 UNIÃO NO CEARÁ Nas informações que constituem o perfil pessoal dos assistidos, incluem-se características concernentes à idade, ao sexo, ao estado civil, à profissão, à renda pessoal, dentre outras. Com relação à aquisição de suas opiniões, focou-se no que eles pensam sobre a DPU/CE e na maneira como eles enxergam o trabalho que nessa instituição é desempenhado, extraindo-se também uma nota geral sobre a estrutura, a maneira de funcionamento e a qualidade do atendimento da DPU/CE. O objetivo da elaboração do perfil pessoal dos assistidos entrevistados teve como fundamento a obtenção de um panorama das características mais comuns das pessoas que buscam os serviços prestados pela DPU/CE. IDADE E SEXO A maioria das pessoas assistidas pela DPU/CE possui entre 41 e 70 anos de idade, conforme se observa no Gráfico 1. Como perceptível nesse gráfico, de todos os entrevistados, 24% possuem entre 41 e 50 anos, 27% entre 51 e 60 anos e 19% entre 61 e 70 anos, totalizando 70% de pessoas naquela faixa etária. Esse resultado relaciona-se à grande demanda por atendimentos na área previdenciária, envolvendo pedidos relativos a benefícios previdenciários e assistenciais, geralmente necessitados por pessoas que já trabalharam bastante e/ou que são portadoras de doenças advindas do avanço da idade, deixando-as, provisória ou permanentemente incapacitadas para o desempenho de suas atividades laborais.

74 74 Gustavo Raposo Pereira Feitosa & Elaine Cristina do Rosário Rebouças Fonte: Pesquisa de campo desenvolvida na DPU/CE. O estudo da DPU/CE apontou que grande volume dos processos cíveis deve-se a problemas com a Caixa Econômica Federal (CEF), geralmente relacionados a dívidas ocasionadas com financiamentos de imóveis. Isso pode ser uma das explicações da maior porcentagem de assistidos dentro da faixa etária de 41 a 70 anos de idade, em cujas idades a constituição de famílias e os gastos com os filhos e o lar levam ao endividamento ou ao questionamento acerca da taxa de juros cobrados por essa empresa pública. Verifica-se no Gráfico 2, ainda, que o percentual de mulheres e de homens dentro dessa faixa etária de 41 a 70 anos é praticamente o mesmo, visto que se constatou um percentual de 35% de mulheres para 34% de homens. Isso mostra que, para o campo de competências da DPU, não existe uma clara situação de maior vulnerabilidade da mulher, como o ocorrem em outros segmentos atendidos pelas defensorias estaduais, como na violência doméstica e nas questões de família. A análise do Gráfico 3, que relaciona a distribuição dos sexos dos assistidos componentes do espaço amostral, objeto de tais dados, confirma o anteriormente mencionado, apontando pequena diferença quantitativa no público masculino em comparação com o feminino.

75 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação Dessa feita, dos 100 entrevistados, 48 são do sexo masculino, enquanto que o sexo feminino compõe-se de uma parcela apenas um pouco superior, totalizando 52 membros, em clara convergência com os dados demográficos coletados pelo IBGE. Os dados do censo informam uma composição demográfica de pouco mais 51% de mulheres no perfil da população brasileira (IBGE, online). Os dados gráficos abaixo revelam, assim, que não há uma componente de gênero clara nas motivações que levam à busca de assistência na DPU. 75 Fonte: Pesquisa de campo desenvolvida na DPU/CE.

76 76 Gustavo Raposo Pereira Feitosa & Elaine Cristina do Rosário Rebouças ESTADO CIVIL O Gráfico 4 representa as informações sobre estado civil dos assistidos. Os dados revelam que 41% deles disseram ser casados, enquanto que somente 5% admitiram viver em união estável. Ressalte-se ainda que uma significativa proporção de 34% afirmou ser solteira, na medida em que 10% declarou ser viúva, 5% separada e 5% divorciada. A distribuição dos estados civis declarados destoa do conjunto da população e indica uma maior presença proporcional de pessoas casadas. Uma forte hipótese para esta situação devese ao grande número de problemas previdenciários trazidos à DPU por força da sua área de atuação legal. Assim, questões envolvendo benefícios previdenciários, como pensões deixadas por cônjuge condicionam fortemente o perfil do usuário. Este dado precisa ser analisado em conjunto com os dados sobre o tipo de questão jurídica, conforme se verá a seguir. Gráfico 4: Estado civil Solteiro (a) Casado (a) Separado (a) Divorciado (a) Viúvo (a) União estável Fonte: Pesquisa de campo desenvolvida na DPU/CE. PROFISSÃO Nesse instante, insta destacar as profissões declaradas pelos assistidos entrevistados, conforme o que declara a Tabela 1. Nela estão presentes tipos de respostas dadas no quesito profissão. Emerge daí uma situação preocupante relacionada à grande proporção de desempregados. Apesar de as respostas terem aponta-

77 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação do variados tipos de atividades desenvolvidas pelos entrevistados, 18% deles declararam desemprego, de forma que a resposta desempregado(a) foi a mais afirmada quando comparada às demais. Em segundo lugar, ficaram os aposentados, com 15 pessoas, situação não tão estranhável quando se considera que, conforme visto no subtópico que trata da idade e do sexo dos assistidos, grande parte dos que procuram auxílio jurídico da DPU/CE possuem mais de 50 (cinquenta) anos de idade. Vale ser ressaltado ainda que a porcentagem de donas de casa também mostrou-se bem significante: 12% das pessoas afirmaram ser donas de casa, o que corresponde a 23% das mulheres pesquisadas. A relevância de tal resposta aumenta mais ainda quando se ressalta que todas as pessoas que declararam tal profissão eram mulheres. A quantidade de estudantes, 6%, e de motoristas, 5%, também se destaca dentre as tantas profissões mencionadas, conforme segue na Tabela 1: 77 Tabela 1 Profissão dos Entrevistados Profissão Nº Profissão Nº Profissão Nº Desempregado 18 Mecânico 2 Motoqueiro 1 Aposentado 15 Diarista 2 Auxiliar de cozinha 1 Dona de casa 12 Churrasqueiro 1 Agricultor (a) 1 Estudante 6 Operador de máquinas 1 Merendeira 1 Motorista 5 Trabalhador braçal 1 Plataformista 1 Autônoma 4 Agente administrativo 1 Turismóloga 1 Doméstica 3 Pintor 1 Serralheiro 1 Vigilante 3 Artesã 1 Contínuo 1 Costureira 2 Frentista 1 Auxiliar contábil 1 Bombeiro 2 Arrumador 1 Microempresário 1 Professora 2 Pedreiro 1 Chefe de construção 1 Vendedor 2 Estampador 1 Estofador 1 Fonte: Pesquisa de campo desenvolvida na DPU/CE.

78 78 Gustavo Raposo Pereira Feitosa & Elaine Cristina do Rosário Rebouças CIDADES E BAIRROS RESIDIDOS O Gráfico 5 revela que 84% dos entrevistados residem em Fortaleza, enquanto os demais moram em cidades próximas à capital do Ceará, como Maracanaú, Aquiraz, Caucaia, Maranguape, etc. Nesse contexto, tomando-se como base os 84 (oitenta e quatro) entrevistados que afirmaram residir em Fortaleza, estabeleceu-se um desenho dos bairros da capital do Ceará, onde, majoritariamente, residem as pessoas assistidas pela DPU/CE. Fonte: Pesquisa de campo desenvolvida na DPU/CE. Obteve-se, conforme a Tabela 2, cinquenta diferentes respostas, apontando a diversificação de regiões fortalezenses resididas pelos assistidos da DPU/CE. O bairro que obteve maior quantidade de resposta foi o Parque Genibaú, com cinco pessoas tendo afirmado nele constituir sua residência, o que equivale a quase 6% do total de entrevistados. Os Bairros Carlito Pamplona e Messejana ficaram em segundo lugar, com quatro pessoas em cada um deles morando, e os bairros Passaré, Granja Lisboa e Henrique Jorge destacaram-se em terceiro lugar, por, em cada um deles, residirem três dos assistidos entrevistados. Os demais bairros apareceram na Tabela 2, por terem sido apontados por duas ou por uma pessoa.

79 Acesso à Justiça, Jurisdição e Mediação Tabela 2 - Distribuição dos entrevistados por bairros de Fortaleza 79 Bairro Nº Bairro Nº Bairro Nº Parque Genibaú 5 Antônio Bezerra 2 Barra do Ceará 1 Carlito Pamplona 4 Ellery 2 Caça e Pesca 1 Messejana 4 Parangaba 2 Castelão 1 Passaré 3 Montese 2 Parque Araxá 1 Granja Lisboa 3 Vila Velha 2 Conjunto Ceará 1 Henrique Jorge 3 Jardim das Oliveiras 2 Conjunto Jereissati 1 João XXIII 2 Planalto Pici 2 Adilson Bezerra 1 Padre Andrade 2 Jereissati II 1 Bela Vista 1 Centro 2 Praia do Futuro 1 Jacarecanga 1 Jereissati I 2 Maraponga 1 Aldeota 1 Presidente Kennedy 2 José Walter 1 São João do Tauape 1 Papicu 2 Jardim Iracema 1 Colônia 1 Bom Jardim 2 Mondubim 1 Centro 1 Granja Portugal 2 Bom Futuro 1 Parque Santa Rosa 1 Aerolândia 2 Conjunto Palmeira 1 Siqueira 1 Jóquei Clube 2 Conjunto Timbó 1 Vicente Pizón 1 Parque Dois Irmãos 2 Conjunto Industrial 1 Fonte: Pesquisa de campo desenvolvida na DPU/CE. O bairro Aldeota, onde se encontra o prédio da DPU/CE, constitui a residência de somente um dos assistidos entrevistados, e os bairros limítrofes ou próximos a ele, como o Centro e o Papicu, por exemplo, foram citados por pouquíssimos entrevistados, respectivamente, um e dois assistidos. Essa informação faz provocar questionamentos acerca da acessibilidade do local onde funcionam os trabalhos da DPU/CE. Como pode ser observado, essa instituição, localiza-se na capital cearense em um bairro nobre, Aldeota, distante dos bairros onde residem mais de 90% de seus assistidos. A fim de provocar tal discussão, foi inserida na conversa com os assistidos que residem em bairros distantes à Aldeota, onde se encontra o atual prédio da DPU/CE, perguntas referentes à acessibilidade física a essa instituição. As respostas foram, na maioria delas, favoráveis, opinando os assistidos que a localidade não era um problema ao acesso, pois, embora distante fisicamente, possui um acesso facilitado, por se encontrar em uma avenida em que

80 80 Gustavo Raposo Pereira Feitosa & Elaine Cristina do Rosário Rebouças transitam variadas linhas de ônibus, valendo aqui ser ressaltado que os coletivos são o meio de transporte mais utilizado pelos assistidos da DPU/CE. ESCOLARIDADE Do Gráfico 6, aufere-se que, no geral, os assistidos da DPU/CE possuem baixa escolaridade. Isso porque, apesar de os entrevistados serem, em sua maioria, pessoas adultas, com mais de 30 anos de idade, conforme o Gráfico 1, mais de 50% deles não chegaram nem a concluir o Ensino Fundamental. Além do mais, 8% são analfabetos, proporção superior a 6% daqueles que possuem Ensino Superior Incompleto e, principalmente, ao percentual de 3% daqueles que concluíram o Ensino Superior e de 2% dos que são pós-graduados. Tais resultados, muito provavelmente, devam-se à baixa renda pessoal e per capita do núcleo familiar dos assistidos, como será mais detalhadamente analisado no tópico seguinte, o que os obrigaria a trabalhar, ao invés de dedicarem-se aos estudos. Gráfico 6: Escolaridade Escolaridade Fonte: pesquisa de campo desenvolvida na DPU/CE.

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