NOTÍCIA E ENTRETENIMENTO RESSIGNIFICADOS NA REDE: o caso Jack Sparrow 1

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1 NOTÍCIA E ENTRETENIMENTO RESSIGNIFICADOS NA REDE: o caso Jack Sparrow 1 Duílio Fabbri Júnior 2 Fabiano Ormaneze 3 Resumo: A partir de uma entrada ao vivo de uma emissora de televisão em que um acontecimento inusitado, cômico e imprevisto surpreende a informação jornalística, este artigo tem o objetivo de discutir como a possibilidade de compartilhar informações na internet, via blogs, sites e redes sociais digitais, ressignifica os conceitos de informação, de notícia e de entretenimento, envolvendo, inclusive, a discussão sobre interesse público e interesse do público. No caso analisado, o compartilhamento gerou milhares de visualizações, menos pelo caráter informativo e mais pelo elemento de entretenimento que o link gerou. A partir disso, demonstra-se que, conforme Kunczik (2002), a separação de informação e entretenimento, existente em organogramas teóricos e na prática das empresas de comunicação, não tem nenhum sentido para os receptores e ressignifica, na internet, conceitos-chave da prática jornalística. Palavras-chave: Entretenimento; Notícia; Compartilhamento; Internet; Jornalismo. Abstract: From a live input of a television station where an unusual, unforeseen event and comic surprises journalistic information, this article aims to discuss the possibility of sharing information on the internet via blogs, social networking sites and digital, reframes the concepts of information, news and entertainment, including involving the discussion about public interest and the public interest. In the case analyzed, the share generated thousands of views, the less informative and more for the entertainment element that generated the link. From this, it is shown that, as Kunczik (2002), the separation of information and entertainment, existing theoretical charts and practice of media companies, has no meaning for the receivers and reframes, internet, key concepts of journalistic practice. Keywords: entertainment; news; sharing; the Internet; Journalism. 1 Trabalho apresentado no Seminário Temático Redes de Produção e Circulação do Conteúdo Audiovisual, durante a I Jornada Internacional GEMInIS, realizada entre os dias 13 e 15 de maio de 2014, na Universidade Federal de São Carlos. 2 Jornalista. Mestre pela Faculdade Cásper Líbero. Professor da PUC-Campinas. Gerente de Jornalismo no G1/EPTV. 3 Jornalista. Mestre pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Professor da PUC-Campinas. 1

2 1. Um pirata invade o link Os teóricos da Escola de Frankfurt, já nos anos 1940, mostraram que, na relação de consumo estabelecida entre os meios de comunicação e seus públicos, a falta de delimitação clara entre informação e entretenimento apresenta-se como uma das características na busca por audiência. No entanto, o que se percebe hoje é que, nem sempre, esse processo de inter-relação entre a informação e o entretenimento ocorre apenas como estratégia mercadológica ou de alienação, como compreendiam os frankfurtianos, mas também que esse é um processo em que o próprio receptor, por meio de interpretações daquilo que vê e lhe chama a atenção e pela possibilidade de compartilhamento via internet, ressignifica o foi produzido inicialmente como informação, diante de qualquer sinal que lhe entretenha. A separação clássica entre entretenimento e informação, colocando o jornalismo como o espaço da neutralidade, da objetividade e da seriedade trazidas pelos ideais positivistas, é dirimida não só pelos próprios meios de comunicação, mas também pelo público, diante do que ele considera como entretenimento, ainda que isso esteja relacionado a um fato que, inesperadamente, acompanhou. Este artigo aborda esse processo, por meio da análise descritiva do ocorrido durante uma reportagem produzida pela EPTV Sul de Minas 4 sobre um apagão que deixara 45 mil pessoas sem luz na cidade de Pouso Alegre (MG). No dia 05 de fevereiro de 2014, o telejornal Jornal da EPTV, exibido no horário do almoço, realizou uma entrada ao vivo para abordar a queda de energia elétrica. Era uma abordagem completamente factual que, depois de exibida, provavelmente, teria algumas dezenas de page-views no internet, mas seria esquecido depois, como é natureza da informação jornalística factual, em que um fato corriqueiro, sem grandes desdobramentos, é narrado. 4 Afiliada da Rede Globo de Televisão. Abrange uma área que envolve 143 cidades e cerca de habitantes. É ligada ao grupo EPTV, que mantém afiliadas da Rede Globo também nas cidades de Campinas, Ribeirão Preto, São Carlos e Varginha. A EPTV Sul de Minas surgiu em

3 Ocorre que, cerca de dois minutos e seis segundos após o início da transmissão das imagens ao vivo, em que o repórter Thiago Luz entrevistava o representante da companhia de energia da região, Alexandre Ribeiro de Almeida, um homem fantasiado de capitão Jack Sparrow 5, personagem interpretado por Johnny Depp na série cinematográfica Piratas do Caribe (direção de Gore Verbinski, com cinco versões entre 2004 e a quinta prevista para 2015), sai de um portão, ao fundo da imagem, e coloca-se em posição estratégica diante da câmera da TV por cerca de 30 segundos (30% do tempo total do link), enquanto a entrevista se desenvolve em primeiro plano. O homem fantasiado chegou a fazer uma espécie de perfomance durante o período em que esteve em cena. A reportagem, a partir desse fato inusitado, gerou, de acordo com reportagem do site O Globo, quase 130 mil compartilhamentos no Facebook e outras 2,5 mil postagens no Twitter (O GLOBO, 11 fev. 2014) 6. Esse número é consideravelmente superior ao que se observa em outros vídeos factuais veiculados no mesmo site. No mesmo dia, 05 de fevereiro de 2014, uma matéria regional, que envolvia 66 cidades da região do Sul de Minas, mas com perfil nacional, cujo titulo era Caixa libera repasse de RS 28 mi para investimento em 66 cidades da região, teve 41 compartilhamentos. Outra reportagem, de interesse público, na mesma região do Sul de Minas e na mesma data, cujo título era Polícia Militar apreende 50 kg de dinamite em pedreira de Passos, MG, teve apenas cinco compartilhamentos. A reportagem com a aparição de Jack Sparrow, com o acontecido e com a possibilidade de compartilhamento via internet, tornou-se, rapidamente, um meme, como o próprio jornal O Globo, na edição já citada, passou a classificá-la: acabou virando um meme, que vem rodando a internet desde segunda-feira. 5 O capitão Jack Sparrow, na história, é filho de um destemido pirata. Jack já foi um "funcionário" da Companhia das Índias e comandava o Wicked Wench, uma embarcação mercante, desenvolvendo trabalhos para o Cutler Beckett. Entretanto, quando Jack se recusa a transportar escravos, e os liberta na África, Beckett ordena que o Wicked Wench seja queimado, e cataloga Sparrow como pirata. Jack incorporou seu status de fora da lei, transformando-se em um pirata bem-sucedido com nenhum desejo de retornar à vida de antes. 6 Disponível em: Acesso em: 1 mar

4 O termo meme foi cunhado pelo biólogo britânico Richard Dawkins, em 1976, no livro O gene egoísta 7. O autor compara a evolução cultural com a genética, em que o meme seria o gene da cultura, perpetuando-se por meio de replicadores, no caso, as pessoas. Os memes, como define Dawkins, estão diretamente relacionados com o estudo da difusão da informação e do tipo de ideia que sobrevive e é passada à frente, ou seja, que tipo de ideia sai do plano privado e, pelo compartilhamento, vira pública. O termo tornou-se referência para nomear múltiplos compartilhamentos de ideias, vídeos e imagens a partir do surgimento das redes sociais digitais, nos primeiros anos do século 21. A reportagem com a aparição do personagem transformou-se em meme graças a algumas características: em primeiro lugar, tratava-se de uma entrada ao vivo, sem a possibilidade de edição, que, provavelmente, impediria tal imagem de ser veiculada. Em segundo lugar, houve a disponibilização do vídeo na internet atualmente prática comum dos telejornais. Se a reportagem fosse exibida apenas no telejornal, como era prática até cerca de 10 anos atrás, no máximo, poderia haver comentários ou menções em revistas especializadas em televisão, mas o público a que atingiria seria inferior. Por último, a possibilidade de interação do leitor, por meio dos compartilhamentos, replicou em milhares de vezes a visibilidade da cena. A partir dessa contextualização, investigase a seguir como a rede possibilita que sejam criadas novas relações entre informação e entretenimento. 2. Da separação à homogenização entre informação e entretenimento A questão que se coloca é que os compartilhamentos da reportagem foram feitos muito mais por entretenimento do que pela informação. Isso coloca-nos diante de uma pergunta: o que é entretenimento? 7 Dawkins (1976, p. 192) escreve, ao propor a definição de meme, que we need a name for the new replicator, a noun that conveys the idea of a unit of cultural transmission, or a unit of imitation. 'Mimeme' comes from a suitable Greek root, but I want a monosyllable that sounds a bit like 'gene'. I hope my classicist friends will forgive me if I abbreviate mimeme to meme. If it is any consolation, it could alternatively be thought of as being related to 'memory', or to the French word meme. It should be pronounced to rhyme with 'cream'. 4

5 Dejavite (2006, p. 41) lembra que há duas definições principais. A primeira delas difunde a ideia de que (...) é tudo aquilo que diverte, que distrai e que promove a recreação. Essa conceituação é um pouco mais ampla do que a segunda, com uma perspectiva mais crítica: [O entretenimento é] um espetáculo destinado a interessar ou divertir, ou seja, uma narrativa, uma performance ou qualquer outra experiência que envolva e agrade alguém ou a um grupo de pessoas, que traz pontos de vista e perspectivas convencionais e ideológicas. Isso porque seu significado remete, na maioria das vezes, à antisseriedade, à rejeição da moralidade, à política e à não-estética. (DEJAVITE, 2006, p. 41). Além dessas duas definições, Gabler (1999), ao analisar a indústria cinematográfica, e Winch (1997) agregam duas outras possibilidades de conceito. O primeiro o expõe como um sinônimo de comunicação de massa, com o poder de levar o expectador cada vez mais para dentro dele e de si mesmo (p. 25). Winch considera que o entretenimento é entendido por muitos como um mero negócio, criado para aumentar lucros. O autor, no entanto, lembra que essa perspectiva é também preconceituosa, pois deixa de considerar que o entretenimento é um elemento essencial para a vida. Essa busca de liberação de tensões a partir do espetáculo/entretenimento tem sua gênese observada na Antiguidade, no teatro grego. É disso que surge o conceito de catarse, conforme definido por Aristóteles, ou seja, uma fuga da pressão emocional. Platão, por outro lado, considerava o entretenimento como negativo, à medida que, também como a arte, distanciaria os homens da verdade. Na Idade Média, os filósofos encontraram apenas aspectos negativos no entretenimento e no riso, à medida que acreditavam que os homens, pela diversão, distanciar-se-iam da fé. Já na Idade Moderna, Montaigne retoma a posição positiva sobre o entretenimento, indicando-o que, num mundo menos sacralizado e mais marcado pela solidão, o lazer funciona como escapismo. Os autores que abordam o entretenimento como elemento essencial para a vida partem do princípio de que ele leva à distração e à evasão, ou seja, objetiva proporcionar uma válvula de prazer e de diversão ou, pelo menos, de nossas emoções e sentidos (GABLER, 1999, p. 25). Há de se considerar, no entanto, que o 5

6 entretenimento, mesmo ao servir como escapismo, pode ter uma dimensão negativa, próxima, inclusive, da manipulação, quando vislumbra simplesmente a audiência ou a venda de produtos, ao mesmo tempo em que diminui tensões e ansiedades de forma momentânea e paliativa. Dejavite (2006) indica que o entretenimento é um valor emergente na sociedade da informação. Dertouzos (2000), por sua vez, considera que ele é um dos principais ramos a sofrer mudanças e corrobora com a ideia de que será um dos valores mais importantes na sociedade do início do século 21. De acordo com o autor, o entretenimento será o primeiro aspecto das nossas vidas a sofrer um impacto dramático, pois as pessoas o buscam sofregamente (...). Este será o principal uso comercial do Mercado da Informação (DERTOUZOS, 2000, p. 185) São muitas as evidências dessa busca. Uma prova disso é a quantidade de equipamentos multimídia que congregam, num só suporte, ferramentas de informação e de entretenimento. Hoje, grande parte das pessoas utiliza computadores, celulares e tablets tanto para se informar, como para trabalhar e para se divertir, seja por meio de redes sociais digitais, por acesso a músicas, filmes ou séries, ou então por meio de jogos ou aplicativos criados especialmente para esses suportes ou adaptados a eles pela indústria do lazer. Na sociedade em que os mesmos dispositivos tecnológicos dão acesso à informação e ao entretenimento, sem tornar claras as diferenças entre os dois processos, Kunczik (2000, p. 106) lembra que para o receptor, o entretenimento é simplesmente aquilo que entretém, vale dizer, a ausência do tédio. Basicamente, a separação de informação e entretenimento, que ainda existe nos organogramas de muitas empresas de comunicação, não tem nenhum sentido para os receptores. Para eles, o oposto da mensagem de entretenimento dos meios de comunicação não é o conhecimento informativo, mas o conteúdo que não lhes agrada. No caso da reportagem compartilhada, é o que se observa e se materializa na diferenciação entre interesse público e interesse de público, um binômio muito discutido pelos teóricos do jornalismo. Thompson (2001) explana que o desenvolvimento da mídia ajudou a criar um mundo em que os campos de interação podem se tornar mais 6

7 ágeis em escala e em alcance, e os passos da transformação social podem ser acelerados pela velocidade do fluxo de informação. Nesses novos processos, os limites do interesse público e do publico se confundem e trazem à tona novas ofertas, trabalhando a reelaboração de identidades culturais dentro de territórios específicos, como expõe Fabbri Júnior (2006). No momento em que o valor da notícia é afetado e o público passa a ter um interesse específico, os contornos locais também caem e o fato local ganha dimensões globais. Dá-se um afastamento de eixos tradicionais de identidade em um cenário de crescimento e produção global. O fato local ganha uma valorização ligada diretamente ao poder dessa oferta, com contornos não precisos em escala local-global 3. Leitura na internet e compartilhamento A ascensão dos meios de comunicação digitais, com a possibilidade de interatividade, criou um novo modelo de leitura, que, consequentemente, acompanhou as fases do jornalismo na internet. De modo geral, é possível narrar a história do jornalismo digital em três grandes momentos. O primeiro, que corresponde aos anos iniciais da produção para websites, é marcado por uma mera reprodução dos conteúdos publicados em outras mídias. Foi o período em que os jornais impressos, por exemplo, publicavam em seus sites os mesmos textos, a partir do upload de arquivos de suas páginas. Num segundo momento, correspondente ao primeiro quinquênio do século 21, o que se verificava era um jornalismo digital que já produzia conteúdo específico para a internet, mas ainda sem a possibilidade da interatividade e sem a importância construída pelas redes sociais digitais, marcas da terceira fase dessa história, que se vivencia atualmente. Na atual fase dessa evolução, o conteúdo é produzido em linguagem própria para a web, com a tendência da convergência de linguagens e a participação cada vez mais crescente dos internautas, por meio de comentários, replicação de material publicado pelos sites em redes sociais digitais e a possibilidade de o próprio internauta se tornar produtor de conteúdo, fazendo escolhas do que, como e onde quer se informar. Aos poucos, os produtores de mídia foram percebendo, portanto, que a emergência do 7

8 ciberespaço acompanha, traduz e favorece uma evolução geral da civilização (LEVY, 1997, p. 26) e que uma técnica [no caso, a forma de produzir e publicar informações via rede] produz-se dentro de uma cultura, e uma sociedade fica condicionada pelas suas técnicas (LEVY, 1997, p. 26, grifo no original). Assim, as características do sujeito-leitor foram se constituindo na internet e demonstrando comportamentos diferentes do que se via até então em outras plataformas de leitura e informação. Santaella (2004), a partir da teoria semiótica de Charles Sanders Peirce, classifica a evolução do leitor do papel à internet em três grandes estágios. O primeiro deles, chamado pela autora de leitor contemplativo, é próprio do período em que a principal forma de informação e leitura era os livros e os primeiros periódicos após o surgimento da imprensa, com Gutenberg, em Nesse período, com poucos concorrentes para a informação, o leitor estabelecia uma relação íntima com o livro ou jornal em suas mãos. A leitura era, praticamente, uma ação solitária, contemplativa, sem que a atenção fosse disputa por quaisquer outros meios. Num segundo momento da evolução da história da relação sujeito-objeto de leitura, está o leitor do tipo movente ou fragmentado. Esse período, a partir do século 19, marca-se pelo desenvolvimento de grandes metrópoles europeias, como Londres e Paris, motivadas pela Revolução Industrial, que, entre outras inovações, trouxe o telégrafo, o telefone e a consolidação das redes de opinião, os jornais, com métodos mais industriais de produção, com opiniões rápidas e imediatas. O leitor movente ou fragmentado, como defende Santaella, é aquele que foi se ajustando à velocidade experimentada pela sociedade. É, pois, um leitor de fragmentos, de tiras de jornal e fatias de realidade (SANTAELLA, 2004, p. 29). É uma leitura menos contemplativa, mais ligada ao movimento, às massas, aos diferentes estímulos: forças, movimentos, traços, cores. Leitor cujo organismo mudou de marcha, sincronizando-se à aceleração do mundo (SANTAELLA, p. 2004, p. 30). As transformações no mundo da comunicação no século 20 vieram atribuir novas características a esse panorama do leitor movente. Cada novo surgimento de mídia, como o rádio, na década de 1920, ou a televisão a partir dos anos 1940, trouxe novos estímulos, novos signos nesse processo de aceleramento da leitura de mundo. 8

9 Todos esses estímulos serviram, na verdade, como um processo de preparação para o surgimento do terceiro estágio de tipos de leitor: o imersivo ou virtual. A internet foi a responsável, principalmente a partir da transição para o século 21, por criar esse terceiro tipo de relação entre o leitor e os signos com os quais ele entra em contato a partir da leitura. A possibilidade de se informar por diversos veículos, todos eles disponíveis na tela de seu computador, celular ou demais dispositivos móveis, criou não só uma liberdade maior de tempo e espaço para receber informações, mas também uma nova relação sensória, perceptiva e cognitiva. Esse terceiro tipo de leitor trata-se, na verdade, de um leitor implodido cuja subjetividade se mescla na hipersubjetividade de infinitos textos num grande caleidoscópio tridimensional onde cada novo nó e nexo pode conter uma outra grande rede numa outra dimensão (SANTAELLA, 2004, p. 33). Diante dessa nova dimensão de leitura, Hernandes (2006) classifica o leitor que se informa pela internet como um enunciatário impaciente, ou seja, um sujeito nervoso que, se não encontra o que quer com rapidez, tem sua autoimagem afetada, julga-se incompetente, assim como também passa a julgar o site ruim (...) por isso, irrita-se com qualquer demora ou obstáculo (HERNANDES, 2006, p. 247). Evidentemente, esse comportamento observa-se não só na busca por informações jornalísticas, mas de qualquer tipo, inclusive, por entretenimento. A fragmentação do discurso, por meio do hipertexto, é uma das marcas da narrativa na internet. O leitor tem acesso a informações fragmentadas, que vão se completando, por meio de um caminho que ele constrói por vários sites ou por vários textos, imagens e vídeos. Não há começo ou fim, onde começar ou terminar. A personalização do discurso, ou seja, a construção de um caminho a partir de seus interesses, permite ao leitor que ele vá construindo uma forma de ler/ receber informações e, inclusive, de desconfiar delas, ou então, como se observará no estudo de caso relatado neste artigo, essa personalização permite ao leitor, inclusive, transformar a natureza das informações, promovendo até mesmo a passagem da informação para o entretenimento no mesmo objeto de leitura, como ocorreu no caso Jack Sparrow. Assim, os sentidos numa postagem maximizam a ideia de linguagem em curso: o hipertexto e os compartilhamentos diversos, com a possibilidade de reedições, inclusive, permitem 9

10 dobras inimagináveis de significados, um movimento constante de criação de sentidos e funções para uma mesma informação. A comunicação virtual, portanto, transgride ao mesmo tempo em que apresenta um novo modelo o clássico paradigma da comunicação definido por Roman Jackobson, por meio do qual um emissor lança uma mensagem a um receptor por meio de um código e de um canal. No contexto da convergência que Jenkins define como um novo momento cultural na evolução das comunicações o emissor, antes ativo no processo, não mais simplesmente emite mensagens para um receptor completamente passivo. O emissor, na verdade, ao lançar seus signos ou ser invadido por eles, como no caso em análise neste artigo não emite mais mensagens simplesmente, mas constrói um sistema possível de rotas, mas que pode, a qualquer momento, ser transformado noutra por um suposto receptor a quem se dirige, mas que, na verdade, é completamente senhor de seus caminhos. Como diz Santaella (2004, p. 163), a mensagem passa a ser um programa interativo que se define pela maneira como é consultada, de modo que a mensagem se modifica na medida em que atende às solicitações daquele que manipula o programa. Interessante notar que o suposto receptor não só organiza sua navegação, mas atribui sentidos àquilo que consulta, repassando-os a outros conforme a sua leitura e destacando o que lhe chamou a atenção. Se o fato inusitado de uma invasão na reportagem atrai mais que a informação condicionada à região geográfica, nesse caso o link é compartilhado como entretenimento. Os signos da informação são desconsiderados no processo de compartilhamento. Constituem-se, assim, formas de elaborar pensamentos. Os programas são formas de elaborar pensamentos e levam o usuário a incorporar identidades geradas no ciberespaço. No caso aqui analisado, por exemplo, a maioria dos compartilhamentos nas redes sociais digitais vinha acompanhada da informação de qual minuto deveria ser acessado para se assistir ao que se tornara o foco. A maioria deixava claro, já no texto que acompanha a postagem, que o internauta deveria acessar a partir dos 2 06 do vídeo para ver Jack invadir a cena do link: 10

11 A pessoalidade do cibernauta se pulveriza em tramas infinitas de nexos e passagens por situações e sítios virtuais, nos quais emissor e receptor perdem seus limites definidos para ganhar uma face plural, universal, global. Em quaisquer dos casos, a interação via computador tem uma estrutura que força seus usuários a desconstruir muitas das ferramentas culturais que estão na base de todos os sistemas mais convencionais. (SANTAELLA, 2004, p. 163) Os nexos e compartilhamentos se fazem maiores ainda quando O Globo, jornal da rede de comunicação homônima, à qual a EPTV é afiliada, produz uma notícia no dia seguinte à veiculação do link, abordando o aparecimento do pirata na reportagem como um meme. O texto de O Globo, no site, até o final de fevereiro, já contava com outros 1,2 mil compartilhamentos no Facebook e 322 postagens no Twitter. O próprio jornal trazia, como foto, a captura da tela com destaque para a aparição do homem fantasiado. Percebe-se com isso que o próprio produto jornalístico, na dinâmica de consumo e mercado, gera novos compartilhamentos e mesclas entre entretenimento e informação. A transposição de plataformas, num âmbito atual, possibilitou o aumento da capacidade de transmissão de mensagens ideológicas em contextos práticos da vida de uma população. Mas é necessário lembrar que o conteúdo dessas mensagens vai depender de como os indivíduos vão recebê-las, refletir e incorporá-las como sujeitos e como vão usá-las na prática. Dessa forma, o jornalismo pode, então, trabalhar na criação de identidades culturais, à medida que auxilia na construção de uma nova realidade, dando-lhe forma de narrativa, difundindo-a e convertendo-a em realidade pública. O caso Jack Sparrow tornou-se, como entretenimento, um dos sucessos de acesso à internet, o que se percebe já numa consulta ao nome do pirata usando o Google, principal site de buscas e que, entre os mecanismos de hierarquização das sugestões dadas diante de palavras-chave, está o número de acessos às páginas. Quanto mais visitado, o site é mais bem pontuado e, consequentemente, aparece nas primeiras posições. Cerca de 20 dias após a exibição da reportagem e seus milhares de compartilhamentos, ao digitar Jack Sparrow no Google, as sugestões dadas ao internauta eram, em primeiro lugar, a reportagem de O Globo e, na sequência, aparecia o link para a página sobre o personagem cinematográfico na enciclopédia digital 11

12 Wikipédia. Depois, novamente, a menção era para o site naosalvo.com.br, especializado em humor, em que a manchete era Jack Sparrow é visto completamente perdido em Minas. Na primeira página do Google, havia ainda outra menção à reportagem, no site cinemacomrapadura.com.br, também de cunho humorístico. Neste site, o fato é retratado como Jack Sparrow aparece em matérias da Globo e vira fenômeno. Aparecem ainda nas buscas do Google, links de compartilhamentos no YouTube, com diversos títulos, tais como Achamos Jack Sparrow perdido em Minas e Jack Sparrow invade reportagem da Globo. Considerações Finais A falta de delimitação clara entre informação e entretenimento, além das questões da abrangência e da utilização da imagem como retórica da verdade, mostramse como fatores presentes na busca por audiência. A TV tem essa habilidade de fazer alianças com outros campos, capazes de condicionar o imaginário, moldar percepções e gerar novos sentidos, uma vez que a notícia tem um apelo mercadológico. Esses elementos combinados facilmente incorporaram a TV à sociedade do espetáculo. Portanto, quando fatos inusitados acontecem na televisão, ainda assim há ganhos do ponto da audiência, por causa das transposições de plataformas pertencentes ao mesmo grupo de mídia, como no caso do portal G1 e da EPTV, diante do caso analisado. Isso ocorre por causa da inserção das mídias na sociedade do espetáculo. Os elementos da sociedade do espetáculo, que leva ao culto do grotesco e do sensacionalismo, levam a distorções o fator de notícia na celebração do ordinário e do inusitado. O erro se transforma no assunto e vira uma nova oferta, num menu cujos contornos são flexíveis. Mas quais as consequências de tudo isso para o público? Os usuários criam muitas expectativas com as notícias. Como resultado, os sentidos elaborados diante do que é noticia podem refletir concepções intuitivas, influenciadas pela mídia, à contramão da intenção primeira. Afinal, como afirma Melo (1985, p. 24), notícia é: O processo social que se articula a partir da relação (periódica e oportuna) entre organizações formais (editoras e emissoras) e a coletividade (público/receptor) através de canais de difusão (jornal, 12

13 revista, rádio, TV, cinema) que assegura a transmissão de informações atuais de natureza científica e tecnológica em função de interesses e expectativas (universos culturais e/ou ideológicos). No atual momento da evolução das mídias digitais, é impossível delimitar os sentidos que são gerados a partir da produção de uma notícia, ainda que todos os elementos do processo sejam acompanhados e estejam sob o controle da emissora. Não há como medir, a exemplo do que ocorria no passado, o futuro de uma informação colocada num telejornal. Os compartilhamentos via internet, a possibilidade de capturar vídeos e alterá-los usando para isso programas acessíveis a qualquer usuário de computador com acesso à internet potencializam processos de ressignificação. Quando a produção de uma informação é atravessada pelo grotesco, pelo insólito ou pelo imprevisto, como ocorreu no caso aqui analisado, os sentidos são ainda mais difíceis de serem delimitados, haja vista a natural complexidade sígnica que envolve o embate entre informação e entretenimento. Referências Bibliográficas DAWKINS, Richard. The selfish gene. Oxford: Oxford University Press, DEJAVITE, Fabia Angélica. Infotenimento: informação + entretenimento no jornalismo. São Paulo: Paulinas, DERTOUZOS, Michael. O que será: como o novo mundo da informação transformará nossas vidas. São Paulo: Cia. das Letras, FABBRI JÚNIOR, Duílio. A tensão entre o global e o local: os limites de um noticiário regional na TV. Campinas: Akademika, GABLER, Neal. Vida, o filme: como o entretenimento conquistou a realidade. São Paulo: Cia. das Letras, HERNANDES, Nilton. O portal: jornalismo na internet. In:. A mídia e seus truques. São Paulo: Contexto, 2006, p JENKINS, Henry. Convergence culture: where old and new media colide. New York: New York University Press, KUNCZIK, Michael. Conceitos de jornalismo: norte e sul manual de comunicação. 2. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo,

14 LEVY, Pierre. Cibercultura. Lisboa: Instituto Piaget, MELO, José Marques. A opinião no jornalismo brasileiro. Petrópolis: Vozes, O GLOBO. Homem vestido de Jack Sparrow transforma reportagem em sucesso na internet. Disponível em: Acesso em: 1 mar SANTAELLA, Lucia. Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo. São Paulo: Paulus, THOMPSON, John B. A mídia e a modernidade: uma teoria social da mídia. Petrópolis: Vozes, WINCH, Samuel. Mapping the cultural space of journalism. How journalists distinguish news from entertainment. Connecticut: Praeger,

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