ANOS MARANHÃO A TV QUE A FAMÍLIA MARANHENSE VÊ COMPORTAMENTO MUNIZ SODRÉ -A TV É O MESMO QUE SE REPETE. alternativa para o modelo maranhense

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1 ENTREVISTA MUNIZ SODRÉ -A TV É O MESMO QUE SE REPETE canal.com Revista laboratório do Curso de Comunicação-UFMA Ano 4 - nº 5 / MARANHÃO 47 ANOS TV TV UNIVERSITÁRIA: uma alternativa para o modelo maranhense História e personagens Tecnologia digital já é realidade COMPORTAMENTO 1 A TV QUE A FAMÍLIA MARANHENSE VÊ

2 TV 47ANOS NO MARANHÃO TV UFMA LINHA DO TEMPO 1963 COMEÇA A FUNCIONAR A TV DIFUSORA CANAL 4, INSTALADA NO DÉCIMO ANDAR DO EDIFÍCIO - JOÃO GOULART, NA AVENIDA PEDRO II (CENTRO). 9 DE NOVEMBRO - VAI AO AR O PRIMEIRO TELEJORNAL, O TELEJORNAL DA DIFUSORA 10 DE NOVEMBRO - PRIMEIRA GRANDE ENTREVISTA COM O PRESIDENTE JK 1964 PRIMEIRO PROGRAMA HUMORÍSTICO: A CIDADE SE DIVERTE - TV DIFUSORA 1965 CHEGADA DO VIDEOTAPE 1969 NASCE A TVE MARANHÃO, NO CANAL A TV DIFUSORA DE SÃO LUÍS PASSA A SER AFILIADA DA REDE GLOBO. ENTRA NO AR A TV DIFUSORA DE IMPERATRIZ 2 DE JUNHO A TV SÃO LUÍS PASSA A SER AFILIADA DA REDE RECORD DE TELEVISÃO MAIO INÍCIO DOS PREPARATIVOS PARA A TRANSMISSÃO EXPERIMENTAL DE SETEMBRO - TV RIBAMAR (HOJE TV CIDADE) AS AFILIADAS DO MARANHÃO PASSAM A TRANSMITIR TODA A PROGRAMAÇÃO DA REDE GLOBO VIA SATÉLITE DE MARÇO - CRIAÇÃO DA TV MIRANTE DE DEZEMBRO - CRIAÇÃO DA TV SÃO LUÍS º DE FEVEREIRO A TV MIRANTE PASSA A RETRANSMITIR A REDE GLOBO. TV DIFUSORA DE SÃO LUÍS E IMPERATRIZ PASSAM PARA O SBT 1998 MAIO ENTRA NO AR A TV PRAIA GRANDE DE SETEMBRO TV PRAIA GRANDE PASSA A SER TV BANDEIRANTES. TV CIDADE AFILIA-SE À REDE MULHER 20 DE NOVEMBRO TV CIDADE AFILIA-SE À REDE TV º DE ABRIL TV CIDADE PASSA A SER REDE RECORD. TV SÃO LUÍS PASSA A SER REDE TV DE DEZEMBRO PRIMEIRA TRANSMISSÃO DIGITAL EM CARÁTER EXPERIMENTAL DE MAIO - LANÇAMENTO OFICIAL DA TRANSMISSÃO DIGITAL EM ALTA DEFINIÇÃO NA TV MIRANTE 16 DE MAIO ENTRA NO AR A TV ARAÇAGI DE SÃO JOSÉ DE RIBAMAR 2

3 Editorial E segue agora o novo desafio do quinto número da Canal.com, uma revista laboratório que busca inovar, levando informação e, ao mesmo tempo, conhecimento, procurando mostrar a realidade local. Desta vez a proposta foi abordar o tema relacionado à televisão, que ainda é o meio de comunicação mais visto neste país. Cerca de 98% da população assiste TV aberta. A televisão, que no Maranhão completou 47 anos de existência foi enfocada de vários ângulos: seu início, os personagens que ajudaram a construí-la, as dificuldades que enfrentou desde sua implantação até a atualidade, quem está nos bastidores produzindo diferentes gêneros de programas, a gestão das TVs enquanto empreendimento e a introdução das novas tecnologias, do padrão analógico para o digital. Este número da Canal.com procura também fazer o levantamento histórico de uma época quando a televisão era apenas um objeto para poucos, criando em São Luís, o hábito de assisti-la nas casas de quem a possuía, os chamados televizinhos. Observa-se que a TV ainda ocupa papel importante como fator de socialização nos lares maranhenses, o que pode variar de acordo com a classe social. Todo esse processo demandou pesquisa por parte dos alunos, que mesmo sendo realizada em tempo exíguo, devido aos prazos de fechamento da revista, já representa um passo significativo para quem queira empreender uma investigação mais aprofundada, pois essa temática não se esgota aqui. Alguns alunos não se limitaram a buscar ilustração para suas matérias, foram além, levantando um acervo iconográfico do começo da instalação da TV no Estado, o que resultou na galeria de fotos (preciosas!) das figuras que ajudaram na construção desse importante meio da comunicação. Destaque para a linha do tempo que ajuda a compreender visualmente esse período histórico. Outro aspecto digno de nota é a entrevista de Muniz Sodré, um dos maiores críticos da televisão brasileira e que deu sua contribuição durante o 8º Encontro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo- SBPjor- realizado em São Luís no período de 8 a 10 de novembro de Enfim, esse processo que vai desde a escolha do tema, passa pela pauta, edição e revisão, é sempre gratificante quando se constata o aparecimento de novos talentos e quando se vê o produto final, digno de poder constar em qualquer banca de revista INDICE Linha do Tempo Editorial Entrevista A opinião de Muniz Sodré Memória Personagens e mudanças que fizeram história Produção local Conteúdos produzido pelas TVs Gestão Modelos de gerenciamento Comportamento A relação entre família e TV Personalidades Personagens do mundo televisivo Tecnologia Modernização da TV no Estado Sociedade Nova tecnologia para poucos Crítica de filme TV Universitária Galeria Retratos de uma época Profa.Vera Lúcia Rolim Salles EXPEDIENTE Reitor Natalino Salgado Filho Vice-reitor Antonio Oliveira Diretor do Centro de Ciências Sociais César Augusto Castro Coordenador do Curso de Comunicação Esnel José Fagundes Chefe do Departamento de Comunicação Francisco Gonçalves Coordenadora do projeto Revista Canal.com e professora da disciplina Jornalismo de Revista Profª Vera Salles Conselho Editorial Bruno Ricardo Castro Lacerda Mariana de Abreu Salgado Marine Noronha Lopes Raila Silva Maciel Rodolfo Rodrigo Silva de Oliveira Edição Henrique Gomes Marine Noronha Lopes Raila Silva Maciel Colaboradores Pablo Habibe Maiara Bentivi Maycon Rangel Memória Bruno Daniel da Silva Rosário Henrique Gomes Gonçalves Jerrimar Araújo Santos Marine Noronha Lopes Mayara de Cássia Moraes Costa Produção de Conteúdo Bruno Ricardo Castro Lacerda Mercado Luciano dos Santos Pontes Comportamento Mariana de Abreu Salgado Personalidades Camila Rocha Tecnologia Marina Fernanda Farias Rodolfo Rodrigo Silva de Oliveira Raila SilvaMaciel Sociedade Daniela Ribeiro Entrevista Raila Silva Maciel Crítica de Mídia Mayara Bentivi Maycon Rangel Editoração Gráfica Jonilson Bruzzaca Impressão Unigraf Tiragem exemplares Revista laboratório da disciplina Jornalismo de Revista do Curso de Comunicação da Universidade Federal do Maranhão 3

4 Entrevista MAIS DO MESMO Professor Muniz Sodré afirma que a televisão é o mesmo que se repete. Raíla Maciel - A televisão chegou ao Brasil há sessenta anos. Ao longo desse tempo, o veículo acompanhou a evolução da sociedade brasileira e ajudou a construir uma relação instigante que envolve hábitos, consumo, criando modelos de identificação com os telespectadores. Para analisar o papel desse importante meio de comunicação, a revista Canal.Com entrevistou um dos mais renomados teóricos da comunicação brasileira na atualidade, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Muniz Sodré, que esteve em São Luís, no dia oito de novembro de 2010, para a abertura do 8º encontro da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo SBPJor. Crítico, ele discorre sobre as principais questões que envolvem a relação entre televisão e cultura no Brasil. Muniz expõe em detalhes a maneira como o veículo se configurou ao longo do tempo, de acordo com as demandas de consumo da sociedade. Além disso, analisa o advento da tecnologia digital e é enfático quando faz previsões sobre o futuro da televisão brasileira. CANAL.COM: A televisão brasileira completou, em 2010, 60 anos de existência. Ao longo dessas seis décadas como se construiu a relação entre TV e cultura no Brasil? SODRÉ: A relação da TV com a cultura se deu primeiro com a cultura erudita, depois a cultura popular apelando para o grotesco. A televisão entrou no Brasil como uma novidade técnica, como um equipamento de entretenimento novo. No início a relação com a cultura brasileira foi de apropriação da cultura culta, erudita, que atravessava os lugares de prestígio do Rio de Janeiro e de São Paulo. Esse modelo era um modelo sem apelo comercial e é interessante notar isso porque a primeira programação que apareceu na televisão brasileira é culturalizada. Depois de 74, quer dizer, já no regime militar, a televisão foi mudando progressivamente e mudou com uma força depois de 77, articulada ao segundo plano nacional de desenvolvimento, montado por Reis Veloso, que era ministro do planejamento. Um dos projetos dele previa a criação de redes de consumo de massa no Brasil. Essa é a época que os brasileiros de classe média começaram a conhecer, com mais facilidade, os eletrodomésticos. É nesse momento de entrada de novos hábitos de consumo que a televisão começa a fazer sua relação com a cultura popular. Do ponto de vista da cultura a televisão começou a montar estratégias de aproximação com classes populares para constituir um público massivo. Toda mídia tem seu público. A televisão tinha um público muito restrito. Se não tem público, não tem anúncio. Então ela criou esse público popularizando a programação. E foi a partir de 77 que começou na televisão o que chamei de estética do grotesco. O grotesco é essa cultura de aproximação de contrários que provoca uma violência risível. CANAL.COM: Como foi constituída a programação televisiva popular? SODRÉ: Essa programação chamei de programação do grotesco. É essa que faz a gente rir, rir da desgraça do outro, da mulher que tem o nariz mais feio, do homem que tem uma cabeça maior, esse tipo de coisa que é de mau-gosto, grosseria, que é na verdade atração circense, interiorana. 4

5 A televisão fez uma espécie de ligação entre o popularesco e a modernidade que ela se oferecia para vender. Ai começou a popularização da TV. Assim foi ganhando público e, consequentemente, anúncios. Então, veja só, toda vez que a televisão precisa atrair público, ela apela para o grotesco. CANAL.COM: Tem espaço para a educação nesse modelo? SODRÉ: Nenhum. Televisão comercial está preocupada com audiência e em conseguir anúncio. Todo discurso educativo é mentira. CANAL.COM: Então, esse não é o objetivo da TV? SODRÉ: Eu não creio que essa é a destinação do veículo. Eu creio que a televisão poderia ser mais informativa, mais educativa, num sentido amplo. Mas aí precisaríamos definir o que entendemos por educação. Uma tentativa de educar pela TV foram os telecursos. E essa iniciativa começou numa instituição que eu dirigi que foi o canal 2, TVE do Rio de Janeiro. Aqui mesmo no Maranhão houve um projeto de telecurso que parecia dar certo na época. Houve algumas experiências de telecursos aqui no Brasil, algumas deram certo por um tempo, mas a maioria fracassou, ou seja, educar pela televisão, no meu entender, na minha visão, é um fracasso total. Eu vejo um relançar dessa proposta com a internet, mas aí é outra coisa. Da internet pode surgir um novo tipo de relação pedagógica. A televisão sempre apelou para o baixo nível. A baixaria sempre foi o valor médio cultural da televisão, sem nenhum moralismo cultural. Baixaria não é mostrar sexo, isso pode aparecer e não ser baixaria, mas há um rebaixamento de padrão que busca atingir um público maior. CANAL.COM: E não há exceções? SODRÉ: Eu diria que a televisão tem instantes gloriosos, mas a televisão é uma cultura do médio, do mediano, uma cultura do medíocre. Ela invade a vida das pessoas. CANAL.COM: As televisões universitárias brasileiras cumprem um papel diferenciado nesse cenário ou obedecem à mesma proposta? SODRÉ: Todas essas televisões menores repetem as televisões de sucesso. O apresentador se comporta de forma certinha, com aquela cara de bom moço. Todo mundo tenta imitar o sotaque carioca porque esse é o padrão dominante. Na verdade, até agora não há alternativa real, há uma variação do mesmo. É como se você pegasse uma garrafa de coca-cola de dois litros e dividisse o conteúdo em quarenta garrafinhas pequenas. Isso muda o conteúdo da coca-cola? Não. Muda a embalagem. Então, simplesmente distribuir os canais não muda a natureza do veículo. Não é a alternatividade de canais que muda o conteúdo cultural televisivo. Precisaria de outro modelo de televisão. CANAL.COM: E que modelo seria? SODRÉ: Ah! Se eu soubesse viria aqui para o Maranhão ser contratado pela família Sarney (risos). Eu diria que a forma da televisão já se instalou de tal maneira que o modelo que poderia relativizar o poder da forma televisiva seria um em que ela não fosse hegemônica e sim que ela fosse parte de um círculo cultural onde junto com a televisão tivesse um núcleo de produção. Digamos: você pega um lugar como São Luis, um lugar extremamente criativo que não está no grande círculo, onde tem um cantor que é bom, um grupo de teatro, uma pessoa que escreve e não tem condições de publicar um livro. É possível colocar a televisão num circuito em que ela seja a estimuladora, o vetor, a propagadora desses grupos para a sociedade global. CANAL.COM: E como a televisão poderia fazer isso? SODRÉ: Só poderia fazer isso se fosse sustentada pelo Estado. Porque se ela continuar no circuito comercial não existe saída. Então, eu a vejo não nesse modelo horizontal da grande televisão, mas como parte de um círculo cultural. Aí ela relativiza o seu poder. CANAL.COM: A televisão digital está chegando com uma grande proposta de inovação tecnológica, que 5 permite a democratização do acesso à TV. Quais as reais implicações desse novo modelo televisivo? SODRÉ: Bom, a gente precisa saber primeiro o que é democracia. O primeiro valor da democracia é a igualdade de oportunidades sociais. Não creio que uma tecnologia nova possa democratizar realmente alguma coisa. Pode aumentar a distribuição dos canais, mas não vejo como a tecnologia digital vai democratizar a televisão. O que eu acho é que ela vai facilitar a vida do consumidor, dar mais oportunidades de consumo. E toda a discussão sobre TV Digital não tem a ver com a cultura, é uma discussão técnica. Esse modelo de TV vai ampliar o espaço virtual, o que eu chamei em um livro de Bios Virtual que é essa vida que nos veste e nós não nos damos conta. CANAL.COM: A TV tem relação direta com o poder. No Maranhão, existe uma grande ligação entre as principais emissoras de televisão e os principais grupos políticos. Como o senhor analisa esse fato? SODRÉ: O local por onde passam as mensagens televisivas é um espaço, assim como a terra que também é um espaço, dividido entre grupos poderosos. Nunca se fez a reforma do ar, nunca se fez a reforma agrária das ondas hertzianas, precisaria. Porque essas concessões são dadas a grupos por interesses políticos. Eu acho que o antigo coronelato foi reproduzido na questão da televisão. A relação com o estado tradicional se reproduziu na televisão. Não é uma relação de democracia plena, nem de consideração com a cultura. É uma relação de poder. É o pior lado que a televisão tem. CANAL.COM: Quais são as perspectivas para o futuro do sistema televisivo brasileiro? Na sua opinião, é possível se esperar que haja uma evolução positiva? Quais são as alternativas? SODRÉ: A alternativa para a televisão é a educação e acredito que a internet obriga toda mídia anterior a se rever. Mas eu não vejo na televisão nada de salutar. É o mesmo que se repete. Nem a utopia generosa se desenha a isso.

6 Memória Hed Bossa Trio, TV Difusora (1964). Da esquerda para direita: Haroldo Rêgo, Elvas Pinheiro e Douglas Santos / Foto de Arquivo Elvas Pinheiro. O INÍCIO DE UMA ERA Henrique Gomes - Jerry Del Marh - Imagine um país onde o rádio permeava a vida de toda sociedade, onde cantores famosos participavam de grandes festivais transmitidos através do rádio para milhões de pessoas e que, em meados da década de 1950, vivia o apogeu da chamada era de ouro. Foi exatamente este Brasil que recebeu, desconfiado, aquele estranho aparelho: a televisão, que prometia mudar as formas de entretenimento. É interessante notar que a chegada dessa nova tecnologia começou a ser construída bem antes, mas foi interrompida pela Segunda Guerra Mundial ( ). Os testes só seriam retomados no final da década de 1940, no Rio de Janeiro, quando o Diretor da Rádio Nacional, Victor Costa, fez uma transmissão televisiva, em circuito fechado, mostrando o que acontecia nos estúdios da Rádio Nacional durante a transmissão do programa Rua 42. Anos depois, no dia 29 de setembro de 1948, Alceu Fonseca, da Rádio Industrial de Juiz de Fora, fez outra transmissão em circuito fechado, transmitindo programas diversos, como o Congressos Eucarístico, os festejos do Centenário da cidade e um jogo de futebol. Em meio a essas experiências, uma figura até então desconhecida começou a ganhar visibilidade. O empresário Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo, que já controlava uma cadeia de jornais e emissoras de rádio sob o nome de Diários e Emissoras Associadas, decidiu entrar de vez na instalação da televisão no país. Para tanto, Chateaubriand foi aos Estados Unidos verificar as reais condições para a instalação e conferir de perto todo o processo de realização da programação. Visualizando um futuro promissor, Chateaubriand adquiriu toda a aparelhagem necessária e trouxe técnicos da RCA América Radio Corporation para que instalassem o sistema televisivo. No total, o preço dessa empreitada girou em torno de astronômicos 16 milhões de cruzeiros ou, atualmente, cerca de cinco milhões de dólares. Mas, antes da inauguração definitiva, era necessário mais um teste, que foi realizado no dia 4 de julho de 1950, quando frei José Mojica fez uma apresentação fechada para televisores dos Diários e Emissoras Associadas. Com isso, meses mais tarde, no dia 18 de setembro de 1950, Chateaubriand inaugurou a primeira emissora de TV do Brasil, a PRF-3 TV Difusora que depois 6

7 ficou conhecida como a TV Tupi de São Paulo. E para dar o pontapé inicial nesse dia histórico, a PRF-3 transmitiu o programa humorístico TV na Taba com artistas famosos como Cassiano Gabus Mendes, Hebe Camargo, Lima Duarte e Lolita Rodrigues. O sucesso dessa transmissão contribuiu para a instalação de uma segunda emissora, a TV Tupi do Rio de Janeiro, em janeiro de Dessa forma, a nova tecnologia estimulou outros empresários a investirem na televisão, dando origem a outros sistemas como a TV Record em 1953, a TV Excelsior em meados de 1959 e ainda a TV Itacolomi em E é exatamente a partir desse ponto que o mundo da televisão começa a alcançar, com ainda mais intensidade, as terras nordestinas, mais precisamente o estado do Maranhão. BEM VINDA AO MARANHÃO! Se tiver uma palavra para definir o que foi a implantação da TV no Maranhão é coragem. Afinal, para começar um projeto duvidoso, em que poucos acreditavam, eram necessários: bons profissionais, capacidade de improvisação e a certeza de que aquela nova tecnologia realmente faria a diferença. E foi com essa ousadia que a televisão chegou ao estado há exatos 47 anos. Quem vê os grandes estúdios de TV dos dias atuais, com várias câmeras, estúdios e computadores, não pode imaginar como foi o início das transmissões. Instalada no décimo andar do Edifício João Goulart, na avenida Pedro II (Centro), a TV Difusora (primeira emissora do estado) tinha como estúdio uma sala pequena, repleta dos mais variados equipamentos eletrônicos recém-comprados. Foi com essa estrutura ainda precária que foi ao ar, no dia 9 de novembro de 1963, a primeira transmissão televisiva do Maranhão, sob o comando de Raimundo Emerson Bacelar, que era o proprietário da Rádio Difusora e, posteriormente, da TV Difusora Canal 4. Entretanto, para dar o impulso inicial e conseguir o resultado esperado, Bacelar recorreu a uma estratégia curiosa: importou uma série de aparelhos de televisão para serem vendidos em São Luís. Como eram caros e de difícil acesso, o fundador da TV Difusora foi responsável por estimular os chamados televizinhos, um fenômeno onde pessoas que tinham TV abriam suas casas para acolher os vizinhos e fazer uma grande reunião para assistir aos programas. Um fato contribuiu muito para a consolidação dos televizinhos : no começo, a TV só funcionava das 19h às 23h. Depois, com o surgimento do videotape (equipamento que permitia a gravação dos programas), esse espaço foi se expandindo de forma gradual: passou das 18h à meia-noite, depois de 17h à 1 da madrugada e assim, sucessivamente, até incluir as 24 horas. Durante esse processo de mudança, o rádio continuou dominando a preferência dos maranhenses pela questão da intimidade que proporcionava. Essa transição do rádio para a televisão acarretou mudanças não só para o público, mas também para os apresentadores e locutores que tiveram que se adaptar ao novo meio. O primeiro sonoplasta de TV no Maranhão, José de Ribamar Elvas Ribeiro, mais conhecido como Parafuso, destaca que a diferença entre rádio e TV era algo marcante para as pessoas. O que me encanta nessa diferença do rádio para a televisão é que na radionovela, por exemplo, o sonoplasta tinha um poder de criar as cenas apenas com sons de forma a moldar as imagens na mente do ouvinte, algo que a televisão não faz porque já está tudo ali, pronto. Por isso as pessoas estranharam tanto a TV. Com o passar dos anos, a sociedade foi se adaptando e, após a TV Difusora, entrou no ar a TVE Maranhão no Canal 2, em Doze anos depois, foi a vez da TV Ribamar (hoje TV Cidade), que teve sua primeira transmissão no dia 8 de setembro de A TV Mirante surgiu em 15 de março de 1987 e, dois anos após, veio a TV São Luís, no dia 6 de dezembro de 1989, consolidando, assim, a primeira etapa do processo televisivo no estado....o sonoplasta tinha um poder de criar as cenas apenas com sons de forma a moldar as imagens na mente do ouvinte, algo que a televisão não faz porque já está tudo ali, pronto. José de Ribamar Elvas Ribeiro, o Parafuso 7

8 Foto 1 Ilmar Furtado, redator e repórter, um dos primeiros jornalistas da televisão maranhense. Foto 2 (página ao lado) A cidade se diverte (1964) 8 Arquivo pessoal de José de Ribamar Elvas Ribeiro, o Parafuso

9 No ar... os que fizeram história Os primeiros programas jornalísticos e humorísticos que abrilhantaram a produção local Marine Noronha Mayara Moraes Nos primeiros anos que seguiram a implantação da TV no Maranhão, a produção local surge como a menina dos olhos dos que se aventuraram nesse novo universo. A pouca experiência em fazer televisão não se constituiu obstáculo frente ao empenho e criatividade do improvisado elenco artístico e jornalístico importado do rádio. Na TV nada se cria, tudo se copia, é assim que José de Ribamar Elvas Ribeiro ou, simplesmente, Parafuso (79) inicia sua descrição sobre os primeiros programas maranhenses. Ele explicou que as primeiras produções televisivas seguiam o modelo radiofônico, os programas de entretenimento eram adaptados do rádio e os jornalísticos eram essencialmente leituras de noticiários produzidos para o rádio e reutilizados na TV. Parafuso participou do processo a implantação da primeira emissora, a TV Difusora, em Iniciou sua carreira no rádio e, posteriormente, migrou para a televisão, onde continuou trabalhando com sonoplastia, sua grande paixão, além de exercer a função de ator no programa de entretenimento A cidade se diverte. DIVERSÃO NA TELINHA Idealizado por Reynaldo Faray, ator, professor de balé e diretor artístico da Difusora, A cidade se diverte foi o primeiro programa humorístico maranhense. Exibido em 1964, nas noites de domingo, contou com a participação de diversos artistas, a maioria iniciantes. Dentre eles destacaram-se Haroldo Rêgo, Douglas Santos, Zé Leite e Parafuso, que juntos, contracenaram em vários quadros, como Potoquildo e Chuteirinha e As aventuras de Vitório e Marieto. Devido ao restrito número de atores, os jovens humoristas se revezavam na encenação dos diversos personagens. Parafuso, por exemplo, representou repórteres, homossexuais, palhaços, entre outros. Havia também produções independentes, como o Consultório Maluco de Rui Dourado, que era exibido às quintas. A temática desse programa de humor girava em torno das trapalhadas de um médico diante dos seus pacientes. Apesar do sucesso que alcançou, A Cidade se Diverte teve vida curta. Em 1965, com a chegada do videotape, a produção local foi substituída por programações de emissoras nacionais que já chegavam aqui prontas para serem veiculadas, eram os chamados enlatados. Exceção para o jornalismo que continuou a ser produzido a nível estadual. NOTÍCIAS EM CENA O primeiro telejornal maranhense foi ao ar em 1963, mesmo ano da implantação da TV Difusora. O Telejornal da Difusora era exibido de segunda a sábado, com duração aproximada de 15 minutos. Apresentado por Leonel Carvalho, o telejornal não tinha produção de notícias, era alimentado por meio de uma seleção dos fatos mais importantes extraídos dos impressos. Eventualmente, realizavam- -se entrevistas com autoridades ou personalidades importantes que vinham ao Maranhão. Tudo era feito ao vivo. Segundo monografia defendida por Maria Célia Santos e Renata Santos, em 2005, no curso de Comunicação Social da Faculdade São Luís, a primeira grande entrevista ocorreu em 10 de novembro de 1963, com Juscelino Kubistchek, um dia após a inauguração da emissora. Posteriormente, outros nomes fizeram história no telejornalismo maranhense, com destaque para os apresentadores Fernando Souza, Moreira Serra e Oscar Pereira, e o redator e repórter Ilmar Furtado, todos já falecidos. 9

10 AS MUDANÇAS QUE FIZERAM HISTÓRIA Bruno Daniel da Silva Rosário A história da TV brasileira é marcada por inúmeras modificações. Desde seu nascimento, em 1950, passou por verdadeiras metamorfoses, que, de alguma maneira, construíram o mosaico televisivo atual. No Maranhão, a TV também passou por algumas inovações, até chegar ao quadro que hoje é apresentado. Mesmo tendo um período de defasagem em relação ao cenário nacional, começa suas transmissões em 1963 e vive momentos de transformação. Um dos primeiros funcionários da TV Difusora, José Ribamar Ribeiro, mais conhecido como o Parafuso, conta um pouco como foi o início: As primeiras mudanças tecnológicas, aconteceram na chegada do VT, em 1965, auxiliando na construção dos programas e no jornalismo maranhense. E 1972, chegou a televisão a cores, proporcionando brilho e alegria na realidade que cerca os telespectadores. Em 1991, as mudanças também chegaram à grade de programação de duas emissoras maranhenses, a Difusora, canal pioneiro das atividades televisivas (1963) e a Mirante, a menina dos olhos do grupo Sarney, fundada em As emissoras por motivos técnicos e políticos promoveram as modificações de rede. A Rede Globo apostou na TV Mirante, pois esta apresentava no inicio dos anos 90, qualidade na produção e transmissão do sinal. Outro ponto que favoreceu a opção pela Mirante foi a possibilidade em atingir os ideais de inovação tecnológica, isso sem mencionar os investimentos na aquisição de equipamentos. Mas conforme a jornalista Renata Serra, o fiel da balança nesta transformação, foi sem dúvida, a amizade e todos os acordos políticos que envolviam as figuras de Roberto Marinho e José Sarney. Na década de 80, quando a TV Mirante iniciou suas transmissões, um acontecimento controverso modificou seus rumos: o dono da TV Difusora, Magno Bacelar, negociou a emissora com Epitácio Cafeteira, candidato ao governo em 1986, devido as dificuldades financeiras motivadas pela falência da empresa e pela derrota política de Magno Bacelar. A candidatura de Cafeteira e a compra da emissora foi estimulada por Sarney e culminou com a perda do patrimônio de Bacelar, dado em garantia às suas empreitadas. Como Magno jamais concordaria com a troca de sinal da emissora líder (Globo) pelo da novata TVS (posteriormente SBT) isso ajudou na construção do império de comunicações do clã Sarney, é o que informa o site Wikipédia, falando sobre a TV Difusora (São Luís). Depois de vencer as eleições, Cafeteira vendeu a emissora para o deputado Edison Lobão, finalizando o plano para a troca entre as emissoras. Consequentemente, a concessão da Globo é direcionada para a TV Mirante, cedida aos filhos de Sarney ainda na época do Presidente da República, João Figueiredo. Assim a TV Difusora perdeu seu monopólio, pois foi a segunda a transmitir em cores no Brasil. Cinco anos depois, ao se filiar ao SBT também mudou seu padrão de qualidade, tornando-se uma TV de caráter popular. O acordo feito entre duas emissoras definiu a renovação para cada quatro anos, e, atualmente, ele já é definitivo. Com um nível de programação inferior ao da Globo, o SBT levou a Difusora a jogar fora um legado de décadas de qualidade e pioneirismo. 10

11 Produção local ZAPPEANDO NAS EMISSORAS DE TV A realidade da produção de conteúdo nas TVs maranhenses preocupa. De um lado, a baixa quantidade de produtos; do outro, programas de qualidade questionável. Bruno Lacerda A região metropolitana de São Luís possui cerca de 18 emissoras de televisão cuja transmissão é gratuita, o que representa um número bastante elevado se comparado a outros estados das regiões Norte e Nordeste do Brasil. Mas, mesmo com um grande número de canais abertos, a produção de programas locais é bastante reduzida, se restringindo, em sua maioria, a telejornais, shows policialescos e produções independentes. Nas duas maiores emissoras de São Luís, por exemplo, TV Mirante (afiliada à Rede Globo) e TV Difusora (afiliada ao SBT), apenas os jornais regionais (com temáticas gerais ou especializadas, como esporte e agropecuária) são produções próprias. Na sucursal do SBT, algumas outras inserções, que vão do colunismo social aos cultos religiosos, utilizam o espaço arrendado da TV para veicular produções cujo conteúdo é produzido externamente. Um outro caso emblemático é o da TV Brasil São Luís, emissora pertencente à EBC Empresa Brasileira de Comunicação, que, apesar de ser uma das quatro sedes do grupo TV Brasil (as outras são Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro), não transmite ou produz programa em rede nacional. Além disso, o volume da sua produção local é irrelevante, restringindo-se aos trinta minutos do jornalístico Maranhão Notícias, exibido no horário do almoço. O AUGE DA PRODUÇÃO Em consequência de estruturas e investimentos relativamente pequenos, as emissoras maranhenses apelam ao arrendamento de horários para preencher sua grade nos finais de semana. Aos sábados, por exemplo, a TV São Luís, retransmissora da RedeTV!, chega a ficar por treze horas consecutivas exibindo produções independentes, caso semelhante ao da TV Maranhense (Band). Na TV Mirante, o espaço é ocupado por especiais jornalísticos (Mirante Repórter) e esportivos (Esporte 10), enquanto a TV Difusora exibe programas de variedades, como o sabático Algo Mais. Na afiliada da Rede Record (TV Cidade), ganham espaço os cultos da Igreja Universal do Reino de Deus e os humorísticos TV Kamaleão e A Tarde é nossa. 11 VIOLÊNCIA NA TV Algo comum a quatro das seis maiores emissoras sediadas em São Luís são os programas cuja temática central abordam crime e violência. Esta faixa de programação que de modo geral, compõe o início da grade logo pela manhã, espetaculariza a barbárie, considerando temas mais pesados (homicídios e agressões) meras trivialidades. Cenas com exposição de cadáveres, com direito a close e comentários sórdidos sobre as causas do óbito são bastante comuns. Outro ponto insistentemente explorado é a entrevista com suspeitos ou indiciados em flagrante, que são pressionados a depor publicamente sobre os crimes com os quais estão envolvidos. O QUE DIZ O PÚBLICO Questionado sobre o seu grau de satisfação com as produções locais nas emissoras maranhenses, o público reage. Através de uma enquete, realizada no perfil TV UFMA da rede social Twitter, constatou-se que mais de 64% dos votantes está parcialmente ou totalmente insatisfeito com a qualidade da programação transmitida pelas 18 emissoras que têm cobertura em São Luís.

12 Gestão O SERVIÇO POR TRÁS DA TELINHA A chegada da TV digital provoca um movimento silencioso e intenso nos modelos de gestão das TVs maranhenses e no mercado da comunicação Luciano dos Santos O controle remoto. Imagens, sons, um programa, um noticiário, a novela favorita e mais nada. O conhecimento da população sobre a televisão fica restrito a sensações produzidas pela tela: emoções que podem levar ao tédio e até mesmo a uma boa soneca no sofá, ou ao êxtase, no título conquistado pelo time favorito a final de campeonato. E só. Pouca gente sabe como funciona a gestão de uma emissora de televisão, como são obtidos os recursos financeiros, para onde são destinados os investimentos e o frisson silencioso causado pela implantação de sistema de TV digital, que até 2016 estará entretendo todos os brasileiros com aparelho de televisão adaptada. A novidade movimenta o mercado da comunicação ludovicense e cria possibilidades de trabalho que soavam até mesmo como utopia, como a geração de concurso público para repórter e outros cargos pela TV Brasil, cuja divulgação de edital foi estipulada para março de

13 A utilização de recursos públicos para o pagamento de funcionários cria na TV Brasil um cenário de estabilidade econômica ausente em qualquer televisão do Maranhão. A consequência disso se reflete na pouca rotatividade do quadro de funcionários. Criada em 1968 sob o nome de Instituto de TV Educativa do Maranhão, a emissora integrou-se à recém fundada TV Educativa em 1996 e passou das mãos do governo do Estado para a Presidência da República. Na ocasião, a Associação de Comunicação Roquette Pinto (Acerp) ficou com as responsabilidades de gestão da emissora. No Maranhão, a sigla TVE significou uma benção para a maior parte de seus trabalhadores, que de uma hora para outra ganharam status e vencimentos de funcionários públicos federais. Em 2007, a TVE ganha novo nome e caráter ao se transformar em TV Brasil, veiculando conteúdos informacionais, culturais, científicos, artísticos e de cidadania. A gestão lentamente passa para a Empresa Brasileira de Televisão (EBT), cujos trabalhos incluem pagamento de salários e benefícios de 195 funcionários da TV Brasil no Maranhão. Da Acerp, hoje sobraram apenas 14 seletistas, mas a previsão é que a EBT tome conta de toda gestão até o primeiro semestre de A cereja do bolo será a realização de concursos públicos para todas as áreas da emissora, inclusive nos campos de jornalismo e radiodifusão. Com o concurso público, haverá valores (de salários) bem acima do mercado local. Vai ser altamente atrativo para quem está começando, afirmou Darlan Borralho, gestor gerente técnico operacional da TV Brasil no Estado. Contudo, esta é uma realidade bem diferente das emissoras de televisão locais. Assim como todas as outras, a TV Cidade se sustenta com recursos adquiridos pela venda de publicidade. Na emissora, o espaço destinado aos produtos publicitários é de 30 segundos durante intervalos de três minutos, em média. Os preços variam de R$ 100,00 até R$ 1800,00 de acordo com os níveis de audiência de cada programa. Mas as negociações com uma grande empresa podem chegar a incríveis R$ 15 mil. A constatação vem do sucesso do programa Balanço Geral, que possui três ou quatro na fila para assinar contrato, segundo Natanael Ferreira Júnior, diretor executivo da emissora. A dependência da publicidade determina diferenças na folha de pagamento dos trabalhadores. Mesmo que o conceito de empresa de televisão ainda gire em torno da produção da redação, são os profissionais de publicidade de uma emissora que recebem os maiores salários. O jornalista, o produtor, têm salários fixos. Na profissão a pessoa tem que se destacar, crescer. Mas no setor publicitário, o pessoal tende a ganhar mais porque tem participação nos resultados, afirmou Natanael. A mesma lógica na defasagem dos salários dos funcionários, dos jornalistas e publicitários, também ocorre em emissoras de televisão de maior estrutura, como é o caso do Sistema Mirante de Comunicação. Porém, ao administrar o departamento de televisão espalhado em cinco regiões do estado, além de abarcar outras mídias como rádio, jornal e portal na internet, o modelo de gestão adotado pela empresa se tornou muito mais complexo, exigindo cada vez mais rapidez e fluidez nas tomadas de decisão. Por isso, desde 1999, toda a parte de gestão foi informatizada. Contas a receber e a pagar, por exemplo, são analisadas instantaneamente pela Controladoria de Gestão da Mirante, com sede na capital. Mesmo sem divulgar a padronizada planilha de preços do convênio com Rede Globo de Televisão, o coordenador da equipe de gestão da emissora maranhense, Júlio César, comentou que 90% dos recursos obtidos pelo sistema de comunicação são provenientes de negociações com agências publicitárias espalhadas pelo estado. Apesar da economia do Maranhão não possuir dinâmica semelhante a de grandes capitais do país, as empresas de televisão de São Luís acompanharam as movimentações em torno da TV digital brasileira, garantindo importantes investimentos na compra de equipamentos e treinamento dos trabalhadores de jornalismo e tecnologia. A TV Brasil começa seus testes do sistema em A Mirante é a pioneira no uso de sinal digital no estado, cujo lançamento do sistema foi realizado em maio de 2010 e a trasmissão iniciada em julho do mesmo ano. Entretanto, na comparação é a TV Cidade que está mais próxima de produzir conteúdos específicos para TV digital, pois nos bastidores tramitam projetos de programas pilotos, segundo Natanael Ferreira Júnior. No total, a Mirante possui 420 funcionários, enquanto que a TV Cidade tem 110, mas ao que tudo indica, haverá ampliação no quadro de recursos humanos de ambas, a medida que o sinal digital for se popularizando. Os profissionais precisarão de mais qualificação e as universidades, de adaptação. 13

14 Comportamento A TV é da família Mariana Salgado Na família de baixa renda a televisão tem papel central e é um meio de interação familiar. A de classe média alta parece ser mais crítica com relação à TV, que tem papel secundário, enquanto, na de classe média, o televisor existe mais em função dos filhos e representa um momento de encontro com os pais. A única televisão (aberta) disponível na residência da dona de casa Conceição Gomes é de 14 polegadas. Está na sala, onde também são servidas as refeições. O aparelho é quase um membro da família, passa quase o dia inteiro ligado, e representa um meio de comunicação e de sociabilidade neste grupo familiar. Na casa modesta de dona Conceição, na Cidade Operária, bairro periférico de São Luís, moram sete pessoas. Além de seus filhos, Josué - 21 anos, Tays, 20, e Lucas, 16, residem ainda, sua irmã Olenice, com duas filhas, Rebeca, de dez anos, e Raquel, de nove. A chefe de família é a típica mulher brasileira: corajosa, obstinada e que luta pela sobrevivência da família. Com o diploma de técnica em enfermagem nas mãos, foi tentar a vida em São Paulo. Sem muito êxito, voltou para o Maranhão. Hoje, afastada do trabalho de diarista por motivos de saúde, tem uma venda de café da manhã e batata frita na porta da sua casa. A rotina começa ainda cedo e, enquanto faz o café para iniciar a venda e as crianças se arrumam para o colégio, a televisão já está ligada geralmente em programas policiais. E, em meio à correria ninguém senta para assistir, mas todos acompanham e comentam o que é noticiado. O grau de violência às vezes me assusta, mas gosto que os meninos vejam a realidade da vida para saber o que acontece, com quem se droga, com quem rouba, é preciso estar informados da realidade lá fora, explica a dona-de-casa, quando questionada sobre a preferência da programação. Muito católica, depois que as crianças vão para o colégio dona Conceição assiste à missa e acompanha as novenas nos canais Aparecida e Rede Vida, sem deixar de atender aos fregueses que batem à porta. Na hora do almoço, a família se reúne à frente da TV. Enquanto comem sentados no sofá, assistem ao Jornal Hoje e, logo depois, ao Vídeo Show. À noite, no horário nobre, os meninos vêem as novelas, mas dona Conceição acompanha só algumas partes por conta da venda e também porque já não gosta muito desse tipo de programação. Acho que influencia muito na vida das pessoas, tem muita maldade, inveja e sofrimento, desabafa. MEIO DE SOCIABILIDADE Aqui, a TV passa maior parte do dia desligada, temos muito cuidado com a programação que as crianças assistem, mas ainda nos unimos em torno dela, define o jornalista Marcelo Amorim, coordenador da ONG Agência de Notícias da Infância Matraca. Ele mora com sua família no residencial Pinheiros, localizado no bairro da Cohama, e lá residem cinco pessoas: sua esposa, Odinéia, seus 14

15 dois filhos, Pedro, de oito anos, e Júlia, de cinco; e sua sobrinha, Jocielma, 17 anos. Na sala principal um aparelho tela plana de 42 polegadas, com TV a cabo, rodeado de brinquedos indica que tudo nesta casa parece girar em tornos dos filhos. Os pais controlam o tempo que as crianças permanecem assistindo a TV e respeitam a classificação indicativa da faixa etária. Pela manhã, o televisor permanece desligado, as crianças estão na escola e só funcionará depois do almoço, do descanso e das atividades escolares, sempre sob o olhar atento da mãe. Os canais de desenho são os preferidos. Pedro gosta do Cartoon Network e Julia do Discovery Kids. Mas a menina já percebe a diferença entre os dois, quando reclama: Os desenhos do Cartoon ensinam a bater, empurrar, chutar, xingar. Os pais concordam com Julia e costumam orientar as crianças para que assistam programas mais educativos e desenhos menos violentos. Quando o Marcelo chega do serviço, é a hora que a família toda se reúne para ver o Jornal Nacional, na TV Mirante. Nesse momento, as crianças brincam e perguntam como o pai passou o dia. Também é a hora do chamego, quando os meninos começam a dormir e deitam no braço, ficam no nosso colo comenta Marcelo. Depois que eles dormem, o casal volta para ver TV, mas prefere os documentários e filmes. OLHAR CRÍTICO A professora universitária livre docente na área de educação, Maria Thereza Soares Pflueger, 73 anos, 15 mora só, desde que ficou viúva, do empresário do ramo de navegações, Ernst Otto Pflueger, há seis anos. Em seu luxuoso apartamento no bairro Renascença, a professora Thereza recebe, quase que cotidianamente, filhos e netos. Na principal sala da casa não há nenhum aparelho televisor. A atitude da professora Thereza é de respeito à tecnologia, mas com alguns limites: A TV não pode ser o centro da casa, porque não podemos deixar de lado o hábito maranhense, em que fui criada, de conversar. A sala de visita é um ambiente em que preservo a troca de idéias. Ela também não concorda com o costume adotado por muitas famílias, de assistir televisão nos quartos, pois acredita que isso gera isolamento e acomodação. Por essa razão, só há um único aparelho na casa, com canais por assinatura, que fica em uma sala reservada. O primeiro contato que a professora teve com a TV foi durante uma viagem que fez aos Estados Unidos, no final da década de 50: Foi surpreendente, o mundo da imagem é mágico, não resta dúvida que McLuhan tem toda razão quando diz que o meio é mensagem. Mesmo tendo participado como júri de um programa de auditório maranhense apresentado por Gerd Pflueger, na Difusora, em meados da década de 60, e de assistir todos os dias aos noticiários e de se admitir apreciadora de novelas, documentários e filmes, a professora é crítica com relação às programações e ao rumo que o jornalismo tomou. Como educadora, se preocupa com o tempo que as crianças dedicam à televisão: Ficam passivas em detrimento das brincadeiras que contribuem para o desenvolvimento psicossocial. Por isso, tenta sempre controlar o que os netos assistem. Critica, o que define como endeusamento da televisão, mais do que um canal de informação e distração, ela acha que a TV está condicionando a forma de consumo das pessoas. A professora também avalia a programação que é oferecida, tanto em canais fechados como abertos e, apesar de admitir a existência de programas positivos, acha que os telejornais abordam as notícias de forma superficial e sensacional, abusando da violência e apresentando os fatos não pelo que é verídico. Para ter uma média do que está acontecendo, além de ver os telejornais, é assinante das revistas Veja e Carta Capital e do jornal Folha de São Paulo. Os programas policiais também preocupam a educadora. Ela acredita que a exibição de cenas violentas, sem nenhum debate, pode gerar agressividade ou ainda criar um profundo temor pela vida: Temos que conhecer a realidade, mas não podemos viver ameaçados nem amedrontados. Na casa da professora Thereza Pflueger a TV tem papel secundário. Pela manhã, prefere a meditação, assiste televisão somente nos intervalos de suas atividades. Não dispensa o hábito da conversa em família e do almoço em conjunto. Apesar de admirar a invenção, não se considera uma grande telespectadora, evita passar muito tempo no sofá e aconselha as amigas da terceira idade a fazer o mesmo.

16 QUEM FAZ A TV? Representantes dos gêneros mais característicos da programação local, telejornalismo, colunismo social e programas populares dominam a programação da tv maranhense Camila Rocha Personalidades Nos bastidores é que se costuma encontrar aqueles que realmente fazem acontecer a TV no Maranhão, pessoas que se dedicam, todos os dias, a levar ao público informação e entretenimento. Para descobrir o que existe por trás dos holofotes é que a Canal.com entrevistou quatro destes profissionais: Soares Jr., Sidney Pereira, Zé Raimundo e Zé Cirilo. TELEJORNALISMO O jornalismo obedece a duas necessidades: uma delas reflete a dinâmica das disputas políticas regionais, onde cada grupo defende seus interesses a partir de concessões públicas a eles alinhadas. A segunda está relacionada ao jornalismo de rede, no qual a equipe local pode ser acionada pela emissora, em caso de fatos de apelo nacional. O professor da Faculdade São Luís, Soares Jr, aponta como o maior furo jornalístico a cobertura pelo repórter da Mirante, Sidney Pereira, do episódio da explosão do VLS (Veículo Lançador de Satélites) em Alcântara, que culminou na morte de 21 pessoas. Nesta ocasião, o repórter Pereira, foi o primeiro a mostrar como ficou a plataforma, aproveitando a fragilidade da segurança por conta da chegada do Ministro. Deu uma volta na Base buscando acesso pelos fundos, conseguindo a notícia antes da barreira militar liberar o acesso aos jornalistas. 16 Canal. Com - Como vocês definem suas trajetórias profissionais? Soares - Sou graduado na UFMA como jornalista desde 1994, tenho pós-graduação em Jornalismo Cultural e Metodologia do Ensino Superior, já tive passagem na UFMA como professor substituto diversas vezes, e sou professor da Faculdade. São Luís. Pretendo fazer mestrado em 3 anos. Penso que um profissional completo, além dos conhecimentos técnicos, teóricos e práticos necessita ter o domínio da tecnologia da informática e de um segundo idioma, preferencialmente o inglês. Trabalho há 19 anos com televisão, comecei na TV Cidade como produtor e repórter. Depois trabalhei também na TV Difusora como repórter, locutor e apresentador. Lá, criei dois programas: O Saúde Popular, que foi para a televisão com o nome de Saúde na TV e o Difusora nos bairros. Ainda na Difusora apresentei o Bom Dia Maranhão por três anos. Logo depois, fui trabalhar na TV Mirante, onde estou até hoje, e sou produtor e apresentador do Bom dia Mirante. Sidney - Sou formado pela UFMA desde Ganhei meu primeiro emprego ao fazer uma apresentação durante um Congresso na Bahia e acabei sendo convidado pelo empresário Cordeiro Filho para trabalhar no Jornal Hoje. Nessa ocasião eu trabalhava como revisor de copidesk e, por isso, entrei em contato com textos das agencias de notícias mais importantes do mundo como United Press, dentre outras. Logo depois fui trabalhar na Mirante onde já estou há 20 anos. Como reconhecimento profissional ganhei, ano passado, o prêmio Tim Lopes categoria Direitos Humanos com uma reportagem-denúncia em que revelei o drama humano nos babaçuais maranhenses, matéria que fiz para o Bom Dia Brasil.

17 Também acho que merece destaque a abertura que se tem visto no mercado para a produção independente PROGRAMAS POPULARES Os programas que dão voz a população, para que ela exponha seus problemas, já existiam no rádio. Estes, eventualmente, são utilizados como plataforma política devido a grande popularidade que alcançam, explorando conteúdos relacionados ao descontentamento da população com as autoridades públicas, problemas de infra-estrutura, saúde pública. Os telespectadores costumam se identificar com esses apresentadores, que, comumente, são vistos como defensores de seus interesses, facilitando o ingresso dos mesmos na carreira política. Como exemplo disso temos a trajetória de Zé Raimundo Rodrigues, apresentador do programa Maranhão TV (no ar desde 1983). O sucesso do apresentador foi tão grande que chegou a ser eleito deputado estadual. Canal.com - O que você tem a destacar a respeito da História da TV do Maranhão? Zé Raimundo - A televisão do Maranhão tem evoluído muito em termos de equipamentos, com a imagem digital como já ocorre na TV Mirante e, em breve, vamos ter também aqui na Difusora. Também acho que merece destaque a abertura que se tem visto no mercado para a produção independente, o que, há alguns anos, seria inconcebível. O aperfeiçoamento da qualidade da imagem na TV instiga também o aperfeiçoamento da qualidade da informação. COLUNISMO SOCIAL Terceiro gênero que define a programação da TV do Maranhão, o colunismo social (comum em todo o Brasil) migrou diretamente das páginas dos jornais. Fatos como casamentos, festas de quinze anos, formaturas, lançamentos de produtos e empresas delineiam esse tipo de programação e refletem a maneira como a sociedade se relaciona. O colunista Zé Cirilo, apresentador do Zé Cirilo na TV, está com o programa há 28 anos no ar. Zé Cirilo - O que mais marcou sua carreira? Canal. com - O acontecimento mais importante da minha carreira foi o evento Garoto da Praia Brasil que aconteceu de 1991 a 1995 onde pude divulgar o Maranhão no país inteiro. Este evento contou com a participação de apresentadores como Otávio Mesquita e Amaury Jr. Este foi o grande episódio da minha vida como profissional. O acontecimento mais importante da minha carreira foi o evento Garoto da Praia Brasil 17

18 Tecnologia TECNOLOGIA DIGITAL MODERNIZA A TV O sistema brasileiro é fruto de um aperfeiçoamento do padrão japonês e se destaca no cenário internacional como um dos mais modernos Marina Farias Rodrigo Oliveira A TV digital diferencia-se da analógica por utilizar uma tecnologia baseada na linguagem binária, na qual as imagens e sons são convertidos em sequências de dados numéricos (0 e 1), os bits, que são transformados em sinais elétricos, transportados através do ar pelas ondas eletromagnéticas e, quando chegam ao receptor, o processo se inverte. Com a transição da tecnologia analógica para a digital, a TV ganha imagem de alta definição (HDTV), pois não está sujeita a interferências causadas por fatores naturais e apresenta mais que o dobro de linhas horizontais do padrão analógico (SDTV), que constituem a definição do aparelho. Essa característica reduz a distância entre o telespectador e a TV, sem falar no aumento do formato da tela e na qualidade do som, proporcionando maior envolvimento do telespectador com a imagem. (veja quadro ao lado) Para ter acesso ao sinal digital, é Ilha de edição TV Cidade preciso que um equipamento decodificador, o Set-Top Box, seja acoplado ao televisor. Porém, a alta definição necessita de aparelhos compatíveis com o novo padrão, como TVs de plasma e de LCD (cristal líquido), que ainda assim necessitarão ser acopladas a um Set-Top Box. Como alternativa, a indústria já lançou modelos de TV com decodificadores integrados. A transmissão analógica ocupa um canal inteiro de TV. Contudo, a tecnologia digital, com o mesmo espaço, permite a transmissão do sinal digital de alta definição para receptores fixos (televisores), e receptores móveis (aparelhos dispostos em meios de transporte), e o sinal de definição padrão (SDTV) para os receptores portáteis (notebooks e celulares). Outra possibilidade proporcionada pela TV Digital é a interatividade, caracterizada pela interação que o telespectador pode ter com dados relacionados ou não à programação e enviados junto com o sinal digital. 18

19 Infográfico 19

20 NO BRASIL Em 2006, o Presidente Luís Inácio Lula da Silva assinou o decreto que estabeleceu a implantação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTD-T) e estipulou um prazo, que termina em 2013, para que as emissoras de TV transmitam toda a sua programação através de sinal digital. A previsão é que, em 2016, estejam encerradas as transmissões analógicas. A primeira transmissão de TV via sinal digital no Brasil foi realizada em 2 de dezembro de 2007, quando um vídeo explicativo sobre a nova tecnologia foi exibido pela Rede Globo para a Grande São Paulo. Desde então, as principais emissoras do país aderiram à TV digital, sendo seguidas por suas retransmissoras no interior dos estados. Segundo o professor e pesquisador Márcio Carneiro, do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Maranhão, o SBTD-T é o sistema mais moderno, no que diz respeito a HDTV (televisão de alta definição) e interatividade. Esse sistema é fruto do aperfeiçoamento realizado por brasileiros do padrão de TV digital ISDB-T, criado pelos japoneses, que foi escolhido porque atende melhor às necessidades de energia nos receptores, à mobilidade e à portabilidade sem custo para o consumidor. Porém, o Brasil não é dependente do sistema japonês no sentido de que Transmissor digital TV Mirante não é um mero comprador de tecnologia, assegura Carneiro. Atualmente, as principais emissoras do país estão operando em simulcast, transmitindo a mesma programação, simultaneamente, nos canais analógicos e nos novos canais digitais, na faixa UHF (frequência muito alta), compreendendo a faixa de 300 Mhz a 3 Ghz, emprestados pelo governo federal às emissoras que já possuem licença de TV aberta. O sistema brasileiro de TV digital é viável, pois 98% dos lares possuem aparelho de televisão, o que torna as expectativas positivas no que se refere à extensão deste mercado para aparelhos fixos, móveis e portáteis. A abrangente rede de telefonia brasileira, os incentivos fiscais dados pelo governo e a associação entre emissoras de TV e centros de pesquisa contribuíram para a criação do padrão brasileiro de TV digital, que tem sido adotado por diversos países da América Latina. Com a rapidez do desenvolvimento tecnológico, caminha-se para a massificação mundial da TV digital, cuja qualidade padrão para entretenimento e informação será a alta definição, abrindo espaço para outras potencialidades da nova tecnologia, como a interatividade, na qual o Brasil é referência internacional. No Maranhão A TV Mirante, afiliada da Rede Globo, foi a pioneira no uso da tecnologia digital no estado. Desde 9 de de- zembro de 2009, o sinal digital está sendo transmitido em caráter experimental, sendo que os preparativos foram iniciados em maio de O lançamento oficial da transmissão digital em alta definição na TV Mirante ocorreu em 3 de maio de Foram investidos cerca de R$ 6,5 milhões referentes à compra da torre, antena, transmissor, câmeras digitais, equipamentos de transmissão, reforma e ampliação de sua sede, entre outros. O Repórter Mirante, atualmente, é o único programa produzido em alta definição pela emissora. A previsão é que em 2012 todos os programas da grade da emissora sejam produzidos em alta definição, declara o diretor de engenharia da TV Mirante, Luis Moraes Costa. À semelhança da Mirante, outras emissoras estão investindo na tecnologia digital, como a TV Cidade, afiliada da Rede Record, que, segundo o diretor executivo de jornalismo Natanael Júnior, já iniciou, este ano, a transmissão experimental em sinal digital. A TV Difusora também não fica atrás. A emissora está adquirindo equipamentos, com previsão de recebimento do primeiro transmissor digital para o mês de dezembro. No começo de 2011, terão início as transmissões experimentais em sinal digital e a capacitação dos profissionais para adequação ao novo padrão, declara o consultor técnico da TV Difusora, Renê Dumont. 20

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