CONTABILIDADE DE CUSTOS. Avaliação de Estoques

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1 CONTABILIDADE DE CUSTOS Avaliação de Estoques

2 IMPORTÂNCIA DO ESTUDO Importância do estudo dos critérios de avaliação dos estoques se justifica: a aquisição de um mesmo material em datas diferentes, com preços diferentes determinar o custo dos materiais estocados. determinar custo dos materiais transferidos à produção; movimentação quantitativa e qualitativa-financeira dos estoques; identificação das fontes de fornecimento e consumo dos materiais; média de consumo; níveis máximo, mínimo e ponto de reposição.

3 Critérios mais conhecidos: Preço Específico PEPS UEPS Preço Médio (ou Custo Médio Ponderado)

4 Critério do Preço Específico: Por este critério, atribui-se a cada unidade de estoque o preço efetivamente pago (custo) por ela. Só é possível aplicar este critério para materiais de fácil identificação física ou então nos casos em que o material é aplicado integralmente na fabricação de um específico produto. Material adquirido especificamente para ser aplicado na fabricação de um produto, através de determinada ordem de produção.

5 CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO DE ESTOQUES Fatos e Valores Hipotéticos para prática: Durante o mês de setembro, ocorreram as seguintes operações na Indústria de Produtos Alimentícios São Luís S.A.: (Observação: Considere que os produtos fabricados com essa matéria-prima são tributados pelo ICMS e pelo IPI). 1) No dia 2 foram adquiridas, do fornecedor Moinho Tatuá S.A., 100 sacas de trigo (60Kg cada), cfe.nf nº 935, a prazo, no valor total da NF de R$ Da NF, constaram ainda: ICMS: R$ e IPI: R$ Além de ter contratado frete no valor de R$ ) No dia 4, foram transferidos para produção, cfe. Requisição nº 02, 60 sacas de trigo.

6 CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO DE ESTOQUES Fatos e Valores Hipotéticos para prática: 3) No dia 10 foram adquiridos, do mesmo fornecedor, a prazo, 50 sacas de trigo no valor total de R$ , cfe.nf º Da NF, contaram ainda: ICMS: R$ e IPI: R$ Houve a contratação de frete e seguros no valor de R$ ) No dia 15 ocorreu nova compra, do mesmo fornecedor, a prazo, de 100 sacas de trigo, cfe. NF 1.060, no valor total de R$ Da NF, constaram ainda: ICMS: R$ IPI: R$

7 CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO DE ESTOQUES Fatos e Valores Hipotéticos para prática: 5) No dia 25 foram devolvidas ao Moinho Tatuá S.A. 10 sacas de trigo recebidas através da NF cfe. nossa NF nº 125, no valor total da NF = R$ Da NF, constaram ainda: ICMS: R$ IPI: R$ Foi paga a uma transportadora a importância de R$ correspondente ao frete pelo transporte das 10 sacas devolvidas. O valor do frete na devolução deve ser considerado como Despesa. 6) No dia 29 foram transferidas para a produção, cfe. Requisição nº 03, 160 sacas de trigo. 7) No dia 30 o almoxarifado que controla os estoques recebeu, em devolução do setor de produção, 10 sacas de trigo.

8 CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO DE ESTOQUES PEPS: primeiro a entrar, primeiro a sair também conhecido por FIFO First In, First Out: Por esse critério de avaliação dos estoques, a empresa sempre atribuirá aos materiais em estoques os custos mais recentes O material utilizado é custeado pelos preços mais antigos, permanecendo os mais recentes em estoques

9 PEPS: primeiro a entrar, primeiro a sair também conhecido por FIFO First In, First Out: as devoluções de compras são escrituradas negativamente entre parênteses na coluna das entradas fazendo que a soma da coluna das entradas corresponderá efetivamente ao valor das compras líquidas; as devoluções de vendas ou da produção são escrituradas negativamente entre parênteses na coluna das saídas fazendo que a soma da coluna das saídas corresponderá efetivamente ao custo dos materiais saídos saídas líquidas;

10 PEPS: primeiro a entrar, primeiro a sair também conhecido por FIFO First In, First Out: as devoluções de compras são registradas na ficha de controle de estoques pelo valor pago ao fornecedor por ocasião da respectiva compra; as devoluções de vendas ou da produção são registradas pelos mesmos valores das respectivas saídas correspondentes aos materiais que estiverem sendo retornados aos estoques; os gastos eventuais, tanto na devolução de compras como na devolução de vendas (fretes, seguros, etc.), devem ser considerados como Despesas Operacionais e não como Custos.

11 FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUE - CRITÉRIO PEPS MATERIAL: TRIGO - SACAS COM 60 KG VR R$ ENTRADAS SAÍDAS SALDO DATA HISTÓRICO QUANT C.UNIT C. TOTAL QUANT C.UNIT C. TOTAL QUANT C. UNIT C.TOTAL 02/09 NF 935 Moinho Tatuá S/A /09 Requisição n /09 NF 1.006,Moinho Tatuá S/A /09 NF 1.060, Moinho Tatuá S/A /09 N/NF N 125 (10) ( ) /09 Requisição n / Devolução de produção (10) ( ) TOTAIS

12 UEPS: último a entrar, primeiro a sair também conhecido por LIFO Last In, First Out: Por esse critério de avaliação dos estoques, a empresa sempre atribuirá aos materiais em estoques os custos mais antigos Com a adoção do UEPS, há tendência de se apropriar custos mais recentes aos produtos feitos, o que provoca normalmente redução do lucro contábil. Não aceito pela Legislação Tributária Brasileira

13 UEPS: último a entrar, primeiro a sair também conhecido por LIFO Last In, First Out: A transferência para produção é sempre feita pelo Custo das últimas aquisições, guardadas as devidas proporções em relação às quantidades adquiridas e seus respectivos custos

14 FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUE - CRITÉRIO UEPS MATERIAL: TRIGO - SACAS COM 60 KG VR.R$ TOTAIS ENTRADAS SAÍDAS SALDO DATA HISTÓRICO QUANT C.UNIT C. TOTAL QUANT C.UNIT C. TOTAL QUANT C. UNIT C.TOTAL 02/09 NF 935 Moinho Tatuá S/A /09 Requisição n /09 NF 1.006,Moinho Tatuá S/A /09 NF 1.060, Moinho Tatuá S/A /09 N/NF N 125 (10) ( ) /09 Requisição n /09 Devolução de produção (10) (90.000)

15 Preço Médio ou Custo Médio Ponderado: Por esse critério de avaliação dos estoques, os materiais estocados serão sempre avaliados pela média dos custos de aquisição, sendo esses custos avaliados após cada compra efetuada Critério mais utilizado no Brasil É chamado de Preço Médio Ponderado Móvel em virtude de que a cada nova aquisição, o preço médio é automaticamente atualizado.

16 Preço Médio ou Custo Médio Ponderado: Por esse critério de avaliação dos estoques, a coluna destinada ao saldo indica as quantidades em estoque e seus respectivos valores médios, atualizado sempre em função das últimas compras para cálculo, basta somar os custos anteriores aos custos da aquisição atual e dividir o valor encontrado nessa soma pela quantidade de unidades existentes, mais as quantidades da última compra, obtendo-se assim o preço médio

17 FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUE - CRITÉRIO PREÇO MÉDIO MATERIAL: TRIGO - SACAS COM 60 KG - VR. R$ ENTRADAS SAÍDAS SALDO DATA HISTÓRICO QUANT C.UNIT C. TOTAL QUANT C.UNIT C. TOTAL QUANT C. UNIT C.TOTAL 02/09 NF 935 Moinho Tatuá S/A /09 Requisição n /09 NF 1.006,Moinho Tatuá S/A /09 NF 1.060, Moinho Tatuá S/A /09 N/NF N 125 (10) ( ) /09 Requisição n /09 Devolução de produção (10) ( ) TOTAIS

18 Resumo Comparativo: CRITÉRIO CUSTO DAS COMPRAS CUSTO TRANSFERIDO PARA PRODUÇÃO CUSTO ATRIBUÍDO AOS ESTOQUES REMANESCENTES PEPS UEPS PREÇO MÉDIO Notem que a adoção deste ou daquele critério tem interferência direta no Custo de Produção e também no valor do estoque final. Nos três critérios, os valores atribuídos ao Custo de Produção bem como ao estoque final foram diferentes

19 Resumo Comparativo: CRITÉRIO CONSUMO (CUSTO TRANSFERIDO PARA A PRODUÇÃO) CUSTO ATRIBUÍDO AOS ESTOQUES REMANESCENTE S LUCRO PEPS BAIXO ALTO ALTO UEPS ALTO BAIXO BAIXO PREÇO MÉDIO MÉDIO MÉDIO MÉDIO

20 Qual dos critérios deve ser utilizado?: Dos três critérios apresentados, o mais indicado é o do Preço Médio, pois é o que espelha maior realidade aos custos transferidos para a produção do período, bem como aos estoques remanescentes O único critério não aceito pela legislação do Imposto de Renda brasileiro é o UEPS, porque esse critério distorce completamente os resultados, atribuindo custos maiores aos produtos e ficando os estoques finais como custo sempre menores

21 Custo ou mercado, o mais baixo: Critério de avaliação do Ativo: Custo de Aquisição ou Valor de Mercado, o que for mais baixo Em relação aos estoques: Preço de reposição para as matérias-primas e para os bens em almoxarifado (basta coletá-lo junto aos fornecedores); Preço líquido de realização para bens e direitos destinados à venda (cálculos necessários).

22 Preço de Líquido de Realização - Exemplo: Dados: Custo contábil do material destinado a venda: R$ 830; Ao ser vendido (sem ser aplicada no processo de transformação: R$ ICMS: R$ 255 Despesas com vendas (salários, comissões, etc.): R$ 120 Margem de lucro: R$ 100

23 Preço Líquido de Realização - Exemplo: Preço de Venda ( - ) Impostos (255) ( - ) Despesas com Vendas (120) ( - ) Margem de Lucro (100) ( = ) Preço Líquido a realizar Preço líquido de realização ($ 1.025) é superior ao preço de aquisição ($ 830). No Balanço essa unidade de matéria-prima é avaliada por R$ 830.

24 Preço de Líquido de Realização - Exemplo: Dados: Custo contábil do material destinado a venda: R$ 830; Ao ser vendido (sem ser aplicada no processo de transformação: R$ ICMS: R$ 187 Despesas com vendas (salários, comissões, etc.): R$ 120 Margem de lucro: R$ 100

25 Preço de Reposição Exemplo: Preço de Venda ( - ) Impostos (187) ( - ) Despesas com Vendas (120) ( - ) Margem de Lucro (100) ( = ) Preço Líquido a realizar 693 Preço líquido de realização ($ 693) é inferior ao preço de aquisição ($ 830). No Balanço essa unidade de matéria-prima será avaliada pelo valor de mercado = R$ 693. Se faz necessário constituir uma Provisão para Ajuste ao Valor de Mercado.

26 Provisão para ajuste ao valor de mercado: Custo 830 ( - ) Valor de mercado (693) ( = ) Provisão para ajuste ao valor de mercado 137 Registro contábil da provisão: D Despesas com Provisão para Redução ao Valor de Mercado (Conta de Resultado) C Provisão para Redução ao Valor de Mercado (Conta Redutora de Ativo) Provisão que se constitui tendo em vista redução ao valor de mercado conf. cálculos 137

27 Provisão para ajuste ao valor de mercado: Demonstração da conta Estoques de Matérias-Primas no Balancete ATIVO ATIVO CIRCULANTE... Estoques Estoques de Matérias-primas 830 ( - ) Provisão para Redução ao Valor de Mercado (137) 693

28 BIBLIOGRAFIA MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. 9ª ed. - São Paulo: Editora Atlas, RIBEIRO, Osni Moura Ribeiro. Contabilidade de Custos Fácil. 6ª ed. São Paulo: Editora Saraiva, 1999

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