BANKING. Serviços Financeiros para Áreas Rurais. Resumo da Conferência & Principais Conclusões. Agent. Mobile. Linkage

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1 BANKING Resumo da Conferência & Principais Conclusões Serviços Financeiros para Áreas Rurais 28 à 29 de Outubro de 2014 Maputo, Moçambique Linkage Mobile Agent

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3 ÍNDICE INTRODUÇÃO... 1 AGENDA... 3 DIA 1, Terça Feira, Dia 28 de Outubro de DIA 2, Quarta Feira, Dia 29 de Outubro de AGENTES BANCÁRIOS... 6 Discurso de Sérgio José de Mesquita Gomes... 6 Três Considerações Chave para a Criação de Redes de Agentes Bancários... 7 Assuntos Emergentes nos Agentes Bancários... 8 Agente Bancário: Estratégias e Experiências do Gana e Índia FEIRA DE OPORTUNIDADES Organizado por FSD Moç DINHEIRO MÓVEL Modelos de Negócios Liderados pela Banca vs. Opeardores de Telefonia Móvel, Aspectos Regulamentares e Operacionais Desenvolvimentos de Dinheiro Móvel em Moçambique LIGAÇÃO FINANCEIRA Ligação Financeira: Estrategias e Experiências do Uganda e Índia SERVIÇOS FINANCEIROS PARA ÁREAS RURAIS EM MOÇAMBIQUE Diários Financeiros em Moçambique Desafios e Abordagens para Prestação de Serviços Financeiros em Moçambique Rural SESSÃO DE CONCLUSÃO - REFLEXÃO DOS RESULTADOS & LIÇÕES APRENDIDAS ENCERRAMENTO ANEXO Biografias dos Participantes Lista de Abreviaturas Lista de Participantes Fotos da Conferência

4 INTRODUÇÃO Como podem os serviços financeiros alcançar as áreas rurais? O que funciona? Onde funciona? Quais são as pré-condições? Estas perguntas foram discutidas em Maputo, Moçambique, nos dias 28 e 29 de Outubro de 2014 entre 130 participantes de bancos comerciais, bancos de micro finanças, operadores de dinheiro móvel, bancos centrais, ONGs, empresas de programação e comunidade de doadores internacionais. A nível global, clientes de baixa renda tem dificuldade de serem atingidos pois não são prioridades para os bancos. Em Moçambique, isto reflecte-se no facto de apenas 11% da população adulta (Finscope Mozambique, 2009) ter acesso aos serviços financeiros formais, tais como contas bancárias, contas poupanças, empréstimos e serviços de transferências um nível muito baixo comparado a outros países Africanos. Isto é devido a níveis de educação muito baixa no geral, e da educação financeira em particular, e acima de tudo a falta de instituições financeiras nas áreas rurais. Actualmente, existem cerca de sete vezes mais sucursais de bancos em áreas urbanas e cidades do que em áreas rurais. Por causa da dificuldade de encontrar uma agência bancária,mais de 100,000 pessoas juntaram-se a grupos de poupanças e empréstimos informais. Independentemente disso, o potêncial de crescimento de MSMEs e o desenvolvimento económico da população são severamente constrangidos pela falta de acesso aos serviços financeiros. Contudo, novas tecnologias e modelos de negócios parecem promissores para ultrapassar esta situação. Agentes bancários trazem serviços financeiros formais mais próximos a população rural de baixa renda. Dinheiro móvel oferece serviços financeiros básicos com fácil acesso e requisitos CSC (Conheça Seu Cliente) reduzidos. A ligação financeira usa grupos de poupanças e empréstimos informais existentes e liga-os a uma conta bancária formal. Durante a conferência, estes três mecanismos para inclusão financeira foram discutidos e foi analisado como funciona, onde funciona, e sob que condições. O principal objectivo da conferência era de compartilhar experiências entre instituições financeiras, reguladores, operadores de telefonia móvels e provedores de terceira parte de Moçambique e outros países. Foram apresentadas experiências Veja o video de introdução no YouTube internacionais e discutiu-se como estas experiências poderiam ser aplicadas no contexto Moçambicano; e sob que pré-condições estes serviços financeiros funcionariam. Do Brasil, aprendeuse sob a perspectiva reguladora dos agentes bancários; do Gana, aprendeu-se sobre como um banco comercial implementa a a banca através de agentes; da Índia, aprendeu-se sobre um modelo de negócio para agentes (e.x. correspondentes de negócios); e do Quénia, aprendeu-se de como agentes bancários diferenciam-se de agentes de dinheiro móvel. GSMA, a associação global das telecomunicações, trouxe uma perspectiva global de dinheiro móvel e melhores práticas para a conferência em Maputo, concentrando-se em modelos de negócios de dinheiro móvel. Junto com 1

5 os representantes dos dois operadores do dinheiro móvel em Moçambique, discutimos o que seria necessário para que o dinheiro móvel descolasse e qual seria a aplicação assassina para Moçambique. Uganda e Índia apresentaram suas experiências de ligação financeira, ambos de uma perspectiva micro e macro, e mostraram o como este pode funcionar em zonas geográficamente difíceis. Finalmente, dados existentes e vindouros para a distribuição de serviços financeiros em áreas rurais Moçambicanas foi apresentado e os painelistas de todos sectores (governo, ONG, banca, dinheiro móvel e investigação) discutiram as abordagens existentes. A sessão Feira de Oportunidades deu a chance das empresas apresentarem seus productos e serviços, variando de criadores de programas para gestores de rede de agentes. Numa exposição, os participantes da conferência tiveram a chance de se informarem sobre os produtos e serviços oferecidos e iniciarem com negócios. A conclusão geral da conferência enfatizou a forte necessidade de parcerias entre todos sectores. Foi reconhecido que o mesmo desafio era grande para ser enfrentado por um único actor. Parcerias entre bancos e operadores de telefonia móvel, governo, sociedade civil e doadores seriam necessário para fazer funcionar os serviços financeiros nas áreas rurais de Moçambique. Uma lista de todos oradores, painelistas e moderadores, bem como participantes da conferência, podem ser achados no fim do presente documento. Filme "Desafios da Inclusão Financeira em Moçambique" no YouTube 2

6 AGENDA DIA 1, TERÇA FEIRA, DIA 28 DE OUTUBRO DE Registo dos Participantes Boas vindas e Abertura Shaida Seni (Mestre de Ceremônias) Michael Tröster (Embaixada da Alemanha) Agentes Bancários Discurso Aspectos Regulamentares dos Agentes Bancários Vantagens e Desvantagens do Modelo Brasileiro de Agentes Bancários Apresentação Três considerações chaves a ter em conta pelos bancos na construção de redes de agentes Intervalo de Café Painel de Discussão Questões emergentes sobre Agentes Bancários Quais as estrátegias que os bancos utilizam para desenvolver grandes redes de agentes, e como elas se comparam as seguidas pelas operadoras de dinheiro móvel? Quão longe pode um agente bancário ir nas zonas rurais? Intervalo de Almoço Apresentação e Discussão Agentes Bancários: Estratégias e Experiências de Ghana e India Sérgio José de Mesquita Gomes (Banco Central do Brasil) Mike McCaffrey (Helix Institute of Digital Finance) Sérgio José de Mesquita Gomes (Banco Central do Brasil) Mike McCaffrey (Helix Institute of Digital Finance) Merene Botsio (Fidelity Bank Ghana) Moderado por Annabel Schiff (Helix Institute of Digital Finance) Merene Botsio (Fidelity Bank Ghana) C P Mohan (NABARD India) Moderado por Mike McCaffrey (Helix Institute of Digital Finance) Feira de Oportunidades Intervalo de Café B2B Market Place / Feira de Oportunidades Moderado por Anne Marie Chidzero (FSD Moç) Sessão de Conclusão William Diaz Alvarado (GIZ Moçambique) Cocktail com apresentação de danças Moçambicanas 3

7 DIA 2, QUARTA FEIRA, DIA 29 DE OUTUBRO DE 2014 Dinheiro Móvel Apresentação Modelos de negócios de Dinheiro Móvel - Liderados pela Banca vs. Liderados pelos Operadores de Dinheiro Móvel Aspectos Regulamentares e Operacionais Painel de Discussão Desenvolvimento do Dinheiro Móvel em Moçambique Intervalo de Café Brian Muthiora (GSMA) Brian Muthiora (GSMA) Dylan Lennox (M-Pesa Moçambique) Abubacar Chutumia (Carteira Móvel) Moderado por Brigit Helms (USAID SPEED) Ligação Financeira Apresentação & Discussão Ligação Financeira: Estratégias e Experiências de Uganda e India Michael Jjingo (Centenary Bank Uganda) C P Mohan (NABARD India) Moderado por Kathryn Larcombe (Banco Oportunidade de Moçambique) Intervalo de Almoço Serviços Financeiros para Áreas Rurais em Moçambique Apresentação Diários Financeiros em Moçambique Quais são as ferramentas financeiras dísponiveis para as famílias pobres gerirem o seu dinheiro? Painel de Discussão Desafios e abordagens para a prestação de serviços financeiros nas zonas rurais em Moçambique Que ferramentas financeiras estão disponíveis e quais são necessárias para atingir a população rural de baixa renda? Intervalo de Café Sessão de Conclusão Reflexões dos Resultados e Lições aprendidas Henriqueta Hunguana (ICC Moçambique) Leia Bila (Ministério da Administração Estatal) Kathryn Larcombe (Banco Oportunidade de Moçambique) Manuel Queiroz (ADEM) Rob Bakker (Kambeny Financial Services) Henriqueta Hunguana (ICC Moçambique) Moderado por William Diaz Alvarado (GIZ Moçambique)) Brigit Helms (USAID SPEED) Encerramento William Diaz Alvarado (GIZ Moçambique) 4

8 DISCURSO DE BOA VINDAS POR MICHAEL TRÖSTER CHEFE DA COOPERAÇÃO, EMBAIXADA DA ALEMANHA, MAPUTO Michael Tröster, Chefe da Cooperação na Embaixada da Alemanha em Maputo, desejou boa vindas a todos participantes da conferência e sublinhou a oportunidade que a mesma apresenta para compartilharem experiências, discutir novas abordagens, e networking tudo com o objectivo final de aumentar a inclusão financeira nas áreas rurais. Mais adiante, ele afirmou que 3 mil milhões de pessoas a volta do mundo tem um telefone, mas apenas 2 mil milhões tem conta bancária. Isto enfatiza a grande oportunidade dos serviços financeiros digitais, tais como dinheiro móvel. Estas novas tecnologias têm o potencial de mudar como lidamos com dinheiro. Ele afirmou Ter um telemóvel hoje pode ser similar a ter um banco nas suas mãos. Estas tecnologias e abordagens são especialmente relevantes para o contexto Moçambicano: 80% da população Moçambicana vive em áreas rurais. De acordo com o estudo da FinScope de 2009, apenas 11% tem acesso a serviços financeiros formais. Contudo, 77% da população com esse acesso vivem em áreas urbanas e cidades. Isto significa que apenas 4.2% da população rural tem acesso a serviços financeiro formais. Michael Tröster continuou a citar alguns factos que destacam a importância de expandir os serviços financeiros nas áreas rurais em Moçambique. Por exemplo, em 2012 existiam 529 sucursais bancárias, 395 dos quais em zonas urbanas, e 191 na Cidade de Maputo apenas. Isto significa que apenas 134 sucursais bancárias estavam espalhadas para 63 distritos por todo pais. Porque o acesso aos serviços financeiros tem um impacto importante no desenvolvimento económico e social, a Cooperação Alemã apoia o desenvolvimento de um sector financeiro inclusivo em Moçambique, especialmente em áreas rurais. Uma pré-condição para o sector financeiro expandir para as áreas rurais é um ambiente regulador favorável. Com relação a isto, Moçambique esta num bom caminho. Em Abril de 2013, o Conselho de Ministros aprovou a Estratégia de Desenvolvimento do Sector Financeiro com o objectivo de fortalecer, aprofundar e expandir o sector financeiro em Moçambique. Alem disso, Mozambique está a desenvolver uma Estratégia Nacional de Inclusão Financeira e na semana passada o governo Moçambicano lançou seu Programa de Educação Financeira. O Governo Alemão pretende apoiar Moçambique na implementação destas estratégias e programas e também coopera com o sector privado, ex. bancos, e sociedade civil. Ele destacou que um esforço coordenado será necessário para atingir altos níveis de inclusão financeira e que precisaremos de um sector financeiro que gostaria de experimentar e pilotar novos modelos de negócios. Michael concluiu agradecendo em especial aos convidados do exterior por compartilhar suas experiências durante o decurso da conferência. Michael Tröster, Embaixada da Alemanha em Maputo 5

9 AGENTES BANCÁRIOS DISCURSO DE SÉRGIO JOSÉ DE MESQUITA GOMES Aspectos Reguladores de Agente Bancário Vantagens e Desvantagens do Modelo Brasileiro de Agente Bancário Durante o seu discurso, de Sérgio de Mesquita Gomes discutiu as vantagens e desvantagens do modelo Brasileiro de Agente Bancário de uma perspectiva reguladora. Inicialmente, ele explicou a experiência do Brasil; olhando na densidade populacional, divisão rural/urbana, e a importância do Agente Bancário para inclusão financeira. Por exemplo, 34% das cidades Brasileiras não têm balcões bancários, masapenas 4.2% não pode prestar serviços financeiros a sua população. Isto é devido a alta presença de agentes bancários no Brasil. Entre 2001 e 2014, o número de agentes bancários aumentou de 69,929 para 329,887. Outro aspecto importante é do Banco Central do Brasil exigir que seus agentes retenham certos padrões de qualidade, especialmente no que concerne o atendimento do cliente, integridade, confidencialidade e cumprimento das leis e regulamentos. O modelo brasileiro de agente bancário funciona como o seguinte: um agente pode ser contratado por qualquer banco e também por mais do que um banco, o que significa que ele não tem que dar exclusividade a uma instituição financeira. Os serviços que os agentes são permitidos a oferecer incluem receber e encaminhar a documentação para abertura de conta, depósitos nas contas bancárias existentes, pagamentos de contas de água, electricidade e gás, e troca de remessas até 10,000 doláres americanos, entre outros. Sérgio de Mesquita Gomes, Banco Central do Brasil A principal vantagem da banca através de agentes são custos de infraestruturas reduzidos para os bancos, enquanto ao mesmo tempo mantém os bancos responsáveis das transacções. Contudo, também existem desafios, especialmente relacionados com a qualidade da prestação de serviços, riscos de fraude e riscos de lavagem de dinheiro. Para mitigar estes riscos o Banco Central do Brasil toma a seguinte abordagem: ele supervisiona a instituição financeira, que por sua vez controla o agente. O Banco Central concentra-se na qualidade do serviço prestado, operações irregulares e uso ilegal dos serviços financeiros. Para isto, faz visitas aos locais dos agentes e também toma medidas preventivas onde possível. Sérgio de Mesquita Gomes concluiu que o crescimento contínuo do número de agentes no Brasil e o crescimento de transacções de agentes ao longo do tempo são a prova da confiança que os clientes dão ao modelo Brasileiro de agente bancário. 6

10 APRESENTAÇÃO TRÊS CONSIDERAÇÕES CHAVE PARA A CRIAÇÃO DE REDES DE AGENTES BANCÁRIOS Mike McCaffrey, The Helix Institute of Digital Finance Mike McCaffrey, Chefe de Finanças Digitais na MicroSave, baseado em Nairobi, Quénia, apresentou três considerações chaves que os bancos devem ter em conta quando pretendem criar redes de agentes. A MicroSave realiza investigações sobre agentes e gestão de agentes em quarto países Africanos, depois agrega e integra os dados em cursos de aceleradores de rede de agentes ministrados pelo The Helix Institute of Digital Finance. As seguintes reflexõesbaseam-se em centenas de entrevistas realizadas com agentes. Mike McCaffrey declarou que o sistema de venda de recargas e os orçamentos disponíveis em operadores de telefonia móvel oferece vantagens sobre os bancos no desenvolvimento de redes de agentes. Além disso, os bancos não possuem experiência em distribuição. As três considerações chaves para os bancos ao desenvolver redes de agente são: (1) A proposição de valor para ancorar os seus serviços; (2) a estrutura do pessoal e de gestão do banco; e (3) o carácter dos agentes. Com relação ao primeiro ponto, ele sublinhou a importância do iniciar com níveis baixos: serviços que o banco já conhece, como desembolso de salários. Com relação a estrutura do pessoal e gestão do banco, Mike McCaffrey não apenas sublinhou a importância de ter um pessoal suficiente para gerir os agentes, mas também enalteceu o tipo de pessoas que melhor trabalham com redes de agentes. Enquanto, funcionários Mike McCaffrey - The Helix Institute of Digital Finance bancários são formados para serem muito prudentes e cuidadosos, os melhores gestores de rede de agentes tem uma experiência em BCMR (bens de consumo e movimentação rápida). A tabela abaixo mostra as similaridades e diferenças entre BCMR e serviços financeiros digitais (SFD), que enaltece a importância de tomar em conta empresas com experiência em BCMR (tais como a CocaCola) ao desenvolver uma rede de agentes. Conceito BCMR SFD Entender o cliente Entender a abilidade disposição de pagar Entender a direcção e velocidade das transações Conhecimento do número de Tentar integrar todos Selecção de um canal insicivo lojas Politica de Serviço ao Cliente Garantia do produto e política de devolução Politíca de reversão e politicas de linhas de clientes Investimento Sustentável Entender vendas & logisticas Entender vendas & finanças Rotinas e Processos de Gestão Gestão do Estoque Gestão do Float 7

11 Mike McCaffrey explicou a partir desta tabela que as grandes diferenças entre SFD e BCMR é que BCMR geri estoque, o que pode ser feito semanalmente ou mesmo mensalmente, enquanto no SFD geri-se o float, o que tem que ser feito diariamente. Outra diferença é que os clientes poderiam querer maior privacidade ao lidar com SFD comparado com quando eles compram shampoo. No entanto, fora disso, o modelo de distribuição e gestão é basicamente o mesmo. O ponto final da apresentação olhou para as características dos agentes. É importante que os agentes comecem de pequeno e subam de escala depois, usando clientes bancários existentes, tais como SMEs como primeiros agentes. Ele enfatizou que qualidade vem muito antes de escalar a quantidade. Como conclusão, os bancos não estão especializados em mover dinheiro em espaços geográficos. Assim, transferências de pessoa para pessoa (P2P) não é um produto ideal para iniciar a banca através de agentes. Históricamente, os bancos não oferecem produtos a segmentos do mercado de massa, e por tanto não desenvolveram sistemas de distribuição adequados. Desenvolver estas redes requer pessoal maior e com conhecimento especializado, assim sendo, os bancos devem contratar este tipo de especialistas, do que fazé-lo por si próprio. Finalmente, os agentes são a cara dos serviços dos bancos e representam a marca da empresa. Marcas de bancos devem ter altos níveis de confiança com os clientes e no entanto precisam de representantes que possam manter a confiança. Isto significa que os bancos devem concentrar-se mais profundamente na qualidade dos agentes nas suas redes. DISCUSSÃO DO PAINEL ASSUNTOS EMERGENTES NOS AGENTES BANCÁRIOS Com Sérgio José de Mesquita Gomes, Mike McCaffrey, Merene Botsio e Annabel Schiff Os painelistas trouxeram experiências da perspectiva reguladora, investigativa e do sector privado. Sérgio José de Mesquita Gomes do Banco Central do Brazil apresentou o ponto de vista de regulador. Mike McCaffrey de The Helix Institute of Digital Finance, realizou investigações em 8 países Africanos e Asiáticos, entrevistando 20,000 agentes. Merene Botsio contribuiu com a sua experiência no Fidelity Bank Ghana, o primeiro e até agora o único banco no Gana engajado no agente bancário. A sessão foi moderada por Annabel Schiff, também do Instituto de The Helix Institute of Digital Finance. A primeira questão que os painelistas discutiram era até que ponto pode se estender o agente bancário nas áreas rurais. Na discussão tornou-se claro que os bancos muita das vezes usam as sucursais como ponto central para os agentes e que muitos agentes bancários estão relativamente próximos das sucursais bancárias. Isto limita o alcance dos agentes nas áreas rurais. Contudo, o exemplo do Brasil também mostra que a localização do agente depende muito dos serviços que o agente oferece. Se o banco apenas oferece pagamento de contas a partir dos agentes, eles podem estender-se mais para as áreas rurais. Enquanto, se os agentes oferecem serviços bancários como crédito, a localização é um factor de limitação. O painel depois discutiu as principais diferenças entre tercialização e desenvolvimento de uma rede de agentes. Mais uma vez, o Brasil, mostrou-nos que os tipos de serviços financeiros que são oferecidos a partir do agente são um factor significante. Quanto mais arriscado os serviços financeiros, mais controlo o banco precisa ter sob seus agentes. Esta noção foi exposta por Mike McCaffery, que disse que a consideração mais importante é o desejo da organização de controlar a rede. Contudo, duma perspectiva de um ecossistema, a tercrialização é o 8

12 caminho mais eficiente de criar redes de agentes, especialmente para bancos pois eles não sãonegócios de distribuição em massa. Depois disso, o debate concentrou-se nos factores contribuintes que ajudam a gerir as redes de agentes nas áreas rurais. Merene Botsio enfatizou que a selecção dos agentes é critica. Os agentes deviam ser membros de confiança da comunidade. Mais adiante, é extremamente importante ter o sistema de incentivo certo para que os agentes mantenham Sérgio de Mesquita Gomes, Mike McCaffrey, Merene Botsio, Annabel Schiff interesse na operação. Esta opinião foi fortemente apoiada por outros painelistas. No Brasil existem critérios claros para selecção de agentes, o que se defere de acordo com os servicos os agentes irão providenciar.. E também importante ter critérios claros para desactivar e tirar a marca dos agentes quando eles são inactivos. Numa escala global, inactividade é um grande problema. Apenas 12% de todos agentes são activos e isto é por causa de gestores de rede de agentes não passarem tempo suficiente na estratégia e selecção de agentes. Precisa ser analisado o grupo demográfico do canal que pode distribuir melhor o produto.. Além disso, há necessidade de ter um sistema de assistência, geralmente uma central de chamadas e visitas frequentes ao local. Isto é vital para manter os agentes activos. No que concernente a selecção de agentes, Mike sublinhou que os gestores de agentes são importantes. Pessoas trabalhando nos bancos são geralmente muito prudentes e tentam minimizar os riscos. Pessoas com experiências diferentes tais como negócios de telecomunicação ou BCMR são mais aptas para tomar decisões que podem funcionar bem em larga, mas também levam a erros. Após 10 anos de experiência com agente bancário no Brasil, Sérgio de Mesquita Gomes concordou com isto. É fácil perder a vista para a inovação sendo constantemente auditados e controlados. A troca é entre velocidade vs. escala, e inovação vs. segurança. Após isso, Annabel Schiff, a moderadora, desafiou o painel da necessidade de existir regulamentos diferentes para agentes rurais e/ou clientes rurais ou de baixa renda? No Brasil, isto já acontece: contas que são transaccionadas abaixo de 700 doláres americanos por mês não precisam providenciar nenhuma documentação e toda informação dada ao provedor de serviços financeiros é declarada pelo cliente, mas não é verificado pelo banco. Os painelistas também debateram que regulamentos existentes em muitos países relacionam-se a infraestruturas bancárias físicas. Não é possível manter isto quando engajadando-se em agentes bancários e banca rural no geral. Contudo, a demanda de serviços financeiros existe nas áreas rurais, o que é a précondição mais importante ao expandir para as zonas rurais. Ainda assim, tornar-se rural é desafiador, como Merene Botsio declara: Ir para as zonas rurais é um pesadelo logístico e extremamente caro. Finalmente, o debate concluiu que a maioria dos serviços financeiros digitais começam nas áreas urbanas e movem-se para as áreas rurais depois. Parece que o único exemplo onde os provedores começaram em áreas rurais é Paquistão, onde o Pagamento do Governo para Pessoas (G2P) está sendo feito por agentes. Também depende muito dos produtos oferecidos. Os produtos devem ser adaptados às necessidades da população rural para que o agenciamento bancário rural funcione. 9

13 Na discussão com o plenário, o assunto de interoperabilidade entre contas móveis e bancariás foi considerado e se o dinheiro móvel tem o potencial para competir com os serviços bancários de longo prazo. O debate concluiu que inicialmente, os agentes precisam de sucursais bancárias para gerir a sua liquidez; e segundo, dinheiro móvel está tentar substituir o dinheiro em numerário nas carteiras das pessoas, não suas contas bancárias. Então os dois serviços são altamente complementares e a interoperabilidade é muito desejável. APRESENTAÇÕES AGENTE BANCÁRIO: ESTRATÉGIAS E EXPERIÊNCIAS DO GANA E ÍNDIA Merene Botsio, Fidelity Bank Ghana & C P Mohan, NABARD Índia Fidelity Bank é o primeiro e até agora o único banco no Gana trabalhando com agentes bancários. Merene Botsio, responsável pelas Parcerias Estratégicas e RSE (Responsabilidade Social Empresarial), explicou como o Fidelity Bank começou as operações de agente bancário. Antes de mais nada, é importante mencionar que agente bancário é inclusão financeira e uma unidade inteira dentro do banco e não apenas uma medida RSE. Isto é necessário para certificar a viabilidade comercial dos modelos de negócios. O Fidelity Bank é tradicionalmente um banco de clientes da alta renda no Gana, e está usar os agentes bancários para atrair e adequar-se aos mercados de baixo rendimento. O Fidelity Bank pilotou o modelo de negócios durante um período de um ano com 24 agentes num ambiente urbano. O modelo era escalado apenas depois de ter aprendido lições muito importantes durante este período. De modo a fazer o modelo adequado aos clientes alvos, o Fidelity Bank contrata, treina e certifica comerciantes tercializados para oferecer serviços bancários em nome do Fidelity Bank. Além disso, o Fidelity Bank também criou um produto especial com requisitos CSC reduzidos. O chamado Smart Account é uma conta de pleno direito que requer apenas um B.I. nacional válido e pode ser aberta dentro de 5 minutos usando um telemóvel. O modelo é Veja no YouTube muito bem sucedido: dentro de um ano, o Fidelity Bank recrutou mais de 300 agentes e abriu mais de 160,000 Smart Accounts. A chave para o sucesso é a literacia financeira para clientes e agentes. Contudo, desafios continuam: conectividade é um problema, mesmo nas zonas urbanas. Fazer dos agentes lucrativos e mante-los com cometimento é outro desafio constante. Ainda assim, agentes bancários são comercialmente viáveis e têm um impacto significante nageração de receitas do banco, bem como assegura uma vasta presença a nível nacional. Subsequentemente, C P Mohan, Gerente Chefe Geral na NABARD, apresentou um modelo de negócios correspondente na Índia como uma forma eficaz de alcançar a população financeiramente excluída. Neste modelo, correspondentes de negócios ou agentes servem como intermediários para ligar pessoas sem relações com a banca a rede bancária. Os correspondentes de negócios prestam uma série de serviços financeiros e não financeiros. Serviços não financeiros são, por exemplo, concientização, colecta e processamento preliminar de documentação de empréstimos. Os serviços financeiros providenciados pelos correspondentes incluem 10

14 depósitos e levantamentos de valores, desembolsos e re-pagamento de microcréditos, e vendas de micro seguros. Correspondentes de negócios (CN) podem ser empresas, ONGs, indivíduos específicos e funcionários autorizados de grupos de poupanças e créditos bem sucedidas e ligados aos bancos. Cada correspondente de negocio está ligado a uma sucursal bancária designada, onde a distância entre o CN e a sucursal bancária é definida pelo regulador. O modelo é bem sucedido: actualmente existem oito vezes mais correspondentes de negócios que sucursais bancários na Índia, e os depósitos feitos com CN duplicaram de 303 mil mihões de dólares americanos em Marco de 2013 para 650 milhões até Março de A discussão da plenária das duas apresentações passou entre assuntos da literacia financeira e formação de agentes, e um controlo de agentes e padrão de qualidade. Houve um consenso geral que a literacia financeira é o factor chave e deveria ser tratado á vários níveis. Antes de mais nada, a literacia financeira deve de certa forma ser integrada em produtos, de modo a manter os custos baixos. Mais adiante, estruturas existentes, tais como grupos de poupança e crédito deveriam ser utilizados uma vez que estes apresentam uma vantagem fulcral de já estarem em zonas remotas e com confiança dos clientes. Mas os agentes como ponto de contacto directo são cruciais. Portanto, a formação de agentes é extremamente importante. No Gana, o Fidelity Bank desenvolveu vídeos de formação que são instalados nos smartphones dos agentes, C P Mohan, NABARD de modo a que eles possam ter um treino contínuo. No concernente ao controlo de agentes, o Sr. Mohan enfatizou que em muitos países, agentes não providenciam serviços bancários complexos. Por tanto, os riscos gerais são baixos e o controlo não deve condicionar a sua expansão. FEIRA DE OPORTUNIDADES ORGANIZADO POR FSD MOÇ A Feira de Oportunidades B2B tem intenção de juntar provedores de serviços na área de pagamentos, bem como outras tecnologias, com o objectivo de apresentar soluções de Mercado para possibilitar provedores de serviços financeiros e outras partes interessadas de alcançar o mercado não bancarizado com soluções inovadoras e de custos eficazes. Uma exibição possibilitou as empresas de apresentar os seus produtos e serviços a todos participantes da conferência, em particular aos representantes dos bancos e operadores de dinheiro móvel. Mais adiante, a Feira de Oportunidades permitiu aos provedores de serviços financeiros ganharem conhecimentos de diferentes soluções que o mercado oferece e providenciou um espaço para networking. Durante a sessão de apresentação, cada empresa teve exactamente 4 minutos de apresentar-se a audiência da conferência com seus produtos e serviços. 11

15 Oradian é uma empresa baseada na Croácia que oferece um sistema central bancário baseado num cloud Instafin. Durante o curto tempo de apresentação, serviu 5 pessoas! Tacheyon está baseada na África do Sul e trabalha com bancos, bancos centrais e departamentos governamentais em toda a África, oferecendo dados electrónicos e sistema de pagamento chamado E- DAPT. Wizzit, também baseada na África do Sul, oferece uma plataforma de banco móvel. Na plataforma, clientes tem a escolha de usar USSD, WAP, J2ME, BlackBerry, iphone e Android. A solução pode também ligar telemóveis ao cartões de crédito e débito de Maestro/Visa e outros.. Comza está baseada nas Maurícias e é um provedor de soluções adicionado para as empresas de telecomunicações, instituições financeiras e sectores relacionados. A Comza apresentou dois produtos para audiência: ComzaXtraCash e Next Gen Mobile Financial Platform. Techno Brain é uma empresa IT baseada em Moçambique e oferece soluções IT e produtos nas áreas de gestão de identidade, consultoria ICT, automação de negócios, infraestrutura IT, entre outros. Fluxo Control é uma empresa de consultoria Moçambicana, especializada na implementação de dinheiro móvel, mudança organizacional nas empresas de ICT e criação de sistemas de central de chamadas na industria de cuidados caseiros. UX é baseada em Moçambique e focaliza-se na criação de produtos e serviços de soluções IT para o desenvolvimento industrial. A ideia é providenciar soluções auto sustentáveis, de longo prazo e dirigidas ao Mercado para responder às necessidades de desenvolvimento. 12

16 DINHEIRO MÓVEL APRESENTAÇÃO MODELOS DE NEGÓCIOS LIDERADOS PELA BANCA VS. OPEARDORES DE TELEFONIA MÓVEL, ASPECTOS REGULAMENTARES E OPERACIONAIS Brian Muthiora, GSMA Brian Muthiora, Especialista na GSMA Mobile Money baseado em Nairobi, começou sua apresentação com alguns princípios básicos. Primeiro lembrou a audiência que o acesso a serviços financeiros formais e formas seguras de poupar melhoram considerávelmente a vida dos desfavorecidos. Permite-lhes de gerir melhor os riscos diários, aliviando os efeitos de choques financeiros, e possibilitando mais investimentos nas suas vidas. Ele continuou explicando a distinção entre dinheiro móvel e banco móvel. Quando falamos de banco móvel, referimos-nos a extensão dos serviços bancários através de um telemóvel. Estes serviços são frequentemente providenciados pelos bancos tradicionais, onde o telemóvel meramente serve como um canal. Dinheiro móvel, de outro lado pode ser providenciado por instituições bancarias e não bancarias, e guarda dinheiro mas não capta depósitos. Assim, aplicam-se princípios de pagamentos em vez de princípios de capitação de depósitos / princípios bancários. Brian Muthiora define princípios de pagamento como os seguintes: Protecção salvaguardar os fundos do cliente Segurança isolamento de riscos de liquidez Eficiência sistemas robustos, eficiência de custos, processamento de transacções em tempo real, interoperabilidade Solidez fundado em base jurídica sólida Acessibilidade acesso financeiro GSMA, Mobile Money for the Unbanked, State of the Industry 2013 De modo similar, agentes de bancos e agentes de dinheiro móvel também tem diferentes características. A distinção mais importante é de que agentes de bancos aceitam depósitos em nome do banco, enquanto agentes de dinheiro móvel trocam dinheiro electrónico (float) por dinheiro. É importante que esta transacção não seja um depósito, mas basicamente uma compra. Um cliente leva seu dinheiro e compra dinheiro electrónico com ele. 13

17 Após clarificar estes princípios básicos, Brian Muthiora olhou para a oportunidade de dinheiro móvel em Moçambique e globalmente. De uma população de 25 milhões, apenas 11% de Moçambicanos tem acesso a serviços financeiros formais, no entanto existam 9 mil milhões de subscritores de telefonia móvel. Podemos observar a mesma tendência a nível global. Dos 2.5 mil milhões de pessoas no mundo que ainda não tem acesso ao sistema financeiro, 1.7 mil milhões já tem um telemóvel. Provedores de serviços móveis identificaram o potencial e novos serviços de dinheiro móvel iniciam cada ano. Actualmente existem 219 serviços de dinheiro móvel em 84 países. Com o aumento do número de serviços de dinheiro móvel, tambem aumenta o potencial para a interoperabilidade, como mostra o mapa acima. As oportunidades tornam-se mais evidentes quando consideramos os seguintes factos: em 43 países existem mais pontos de venda de dinheiro móvel que sucursais bancárias e em 9 mercados há mais contas de dinheiro móvel que contas bancárias. 9 serviços de dinheiro móvel ultrapassaram o limiar de 1 millhão de usuários activos. Brian Muthiora, GSMA Em jeito de conclusão, Brian Muthiora apresentou os princípios reguladores chave para condicções equivativas e abertas. Estes incluem: Devia ser encorajada a diversidade de métodos de pagamento Instituições bancárias e não bancárias devem ser permitidas de providenciar serviços de dinheiro móvel, especialmente operadores de telefonia móvel. Providores devem ser exigido a delimitação dos fundos colocadas com um zelador (normalmente um fideicomissário) Com relação as devidas diligencias do cliente, a regulação deveria permitir agentes registrarem o clientes remotamente por uso de registos de SIM. A regulação deveria permitir terciailização de serviços de numerário e registo de clientes enquanto baixa os custos, e expande o alcance, aumentando assim a inclusão financeira. Operadores deveriam ser responsáveis pelo comportamento e acções dos seus agentes. Os sistemas deveriam ser capazes de trocar valores / interoperabilidade 14

18 PAINEL DE DISCUSSÃO DESENVOLVIMENTOS DE DINHEIRO MÓVEL EM MOÇAMBIQUE Com Brian Muthiora, Abu bacar Chutumia, Dylan Lennox e Brigit Helms O painel combinou profissionais de dinheiro móvel de Moçambique, bem como especialistas internacionais. Brian Muthiora de GSMA Mobile Money apresentou um ângulo da indústria global, enquanto Abubacar Chutumia, PCA do serviço de dinheiro móvel Carteira Móvel mkesh, e Dylan Lennox, PCA de serviços de dinheiro móvel Vodafone M-Pesa, contribuiram com sua experiência prática em Moçambique. A sessão foi moderada por Brigit Helms, uma especialista internacional de renome sobre inclusão financeira. No contexto das lições apresentadas durante a conferência até agora, especialmente na apresentação de Brian Muthiora, os painelistas discutiram o que é relevante para Moçambique, e qual é o estado presente da indústria de dinheiro móvel em Moçambique. Abubacar Chutumia, PCA da Carteira Móvel, discutiu os grandes desafios da gestão da rede de agentes num país como Moçambique, onde as distâncias são muito largas e a densidade populacional é muito baixa. Ele explica a estratégia que a Carteira Móvel usou para tercializar a gestão da rede de agentes para super agentes. Infelizmente, esta estratégia não foi tão bem sucedida como esperado e dos agentes que foram recrutados pela Carteira Móvel no principio da sua implantação, apenas 400 á 500 estão activos agora. Dylan Lennox,PCA da Vodafone M-Pesa, enfatizou a importância de ter o apoio do quadro superior da empresa para que o dinheiro móvel seja bem sucedido, porque mesmo com 100% de compromisso por parte da empresa, levará 4 á 5 anos para fazer o dinheiro móvel bem sucedido e lucrativo. Mais em diante ele sublinhou a importância da educação do cliente. As pessoas não devem saber apenas as características do produto, mas também precisa-se mostrar as pessoas como usar o produto, como navegar no menu, etc. No lado do cliente, ambas empresas juntas tem cerca de clientes activos. Os clientes activos são definidos por ambas as empresas como clientes que tenham realizado uma transacção que gerou receitas dentro dos últimos 30 dias. Após discutir o estado da indústria, o painel discutiu as Brian Muthiora, Dylan Lennox, Abubacar Chutumia, Brigit Helms oportunidades para Moçambique. Todos painelistas concordaram que a vasta exclusão financeira observada em Moçambique é a grande oportunidade para o dinheiro móvel. Eles também concordaram que transferências P2P e pagamento de contas têm um grande potencial de descolar neste momento. Ainda, os desafios também são consideráveis. A iliteracia, baixos níveis de educação financeira e baixos níveis de saber usar tecnologias são alguns dos grandes 15

19 constrangimentos. Se pessoas têm dificuldades de usar o menú ou simplesmente não podem ler as opções do menú, isto exclui estes automaticamente de usarem o serviço. Os painelistas, também enfatizaram a importância de desenvolver um ecossistema confiável. Ter uma experiência ma com um serviço provavelmente ira impedir o cliente de experimentar outros serviços. Os bancos maiores oferecem serviços de banca móvel e, portanto, devem abraçar o dinheiro móvel, não vê-lo como concorrência. Ainda, os provedores de dinheiro móvel também sublinham a importância da sustentabilidade ao entrar em parcerias. Não faz sentido fazer um projecto piloto, após outro se não conseguir que o serviço básico seja comercialmente viável. Subsequentemente, a plenária desafiou o painel com a seguinte questão: será que os produtos de dinheiro móvel providenciados respondem as necessidades das pessoas? Parece que em casos bem sucedidos, como o serviço pré-pago de electricidade Credelec, a educação financeira e iliteracia não foram um elemento proibitivo. O ponto é que as pessoas são criativas e podem descobrir como usar os serviços que elas realmente precisam, mesmo sem ser letradas. Este ponto foi bem recebido pelo painel. O painel concluiu que o dinheiro móvel tem um grande potencial, mas é um negócio muito difícil. Isto reflecte-se no facto deque apenas 15 das 200 implantações de dinheiro móvel a nível mundial são bem sucedidas..contudo, os painelistas concordaram que Moçambique devia fazer parte desses 15 bem sucedidos, ou então, tornar-se na dêcima sexta implantação de dinheiro móvel bem sucedida. LIGAÇÃO FINANCEIRA APRESENTAÇÕES LIGAÇÃO FINANCEIRA: ESTRATEGIAS E EXPERIÊNCIAS DO UGANDA E ÍNDIA Michael Jjingo, Centenary Bank Uganda & C P Mohan, NABARD India O Centenary Bank começou há 30 anos atrás como SACCO (Savings and Credit Cooperative Organisation). Hoje Centenary Bank está licenciado como banco comercial e tem 62 sucursais, 148 ATMs, membros e 1,5 milhões de clientes. É o quarto maior banco no Uganda e tem a segunda maior rede de sucursais. Michael Jjingo, Centenary Bank Uganda Começou com a abordagem de ligação financeira na região de Karamoja, que é uma área extremamente não atendida pelos serviços financeiros com apenas 1% da população usando servidos financeiros formais. Dentro do sistema de ligação financeira, Centenary Bank instalou sucursais na região e engajou-se na educação financeira, especialmente para grupos de poupanças. Dentro de um ano, conseguiram mobilizar grupos de poupanças, amotinando até

20 indivíduos. No total, quase 1,5 milhões dedólares americanos foram depositados em contas de poupança. O principal factor de sucesso foram as parcerias com uma variedade de partes interessadas, entre eles o governo local, ONGs que promovem grupos de poupanças, e doadores para subsidiar o projecto. Contudo, o Centenary Bank verificou que a literacia financeira e aconselhamento de grupos de poupança são críticos. Além disso, grupos de poupanças são muito sensíveis ao custo e o propósito do valor para o cliente é outro elemento chave. Depois, C P Mohan de NABARD Índia apresentou a perspectiva Indiana de grupos de poupança, os chamados Self-Help-Groups (SHGs), que sublinhou uma perspectiva holística: da inclusão social, inclusão financeira, inclusão económica, para a inclusão de mercado. A Índia começou com o sistema de ligação financeira em 1992 com uma fase piloto de dois anos. Durante estes dois anos, grupos participaram, depositando uma pequena centena de dólares em contas bancarias. Hoje, 7,43 milhões de grupos beneficiam deste sistema, tendo acumulado milhões de dólares americanos em poupanças bancárias. A regulação na Índia também permite grupos de candidatarem-se a crédito sem colaterais. Hoje, esses grupos têm cerca de milhões de dólares americanos em crédito bancário em circulação. O modelo é unanimemente implementado em toda Índia, a partir de guiões e programas de formação que o NABARD oferece. O impacto do projecto é muito positivo: poupanças caseiras aumentaram entre 100 a 200%, o valor médio de activos por domicilio aumento de 50 a 150%, e o emprego subiu de 15 a 30%. Mais em diante, 15% dos membros SHG vivendo na pobreza subiram para acima da linha de pobreza e o emponderamento social dos membros da SHG (particularmente mulheres) melhorou significativamente em termos de autoconfiança, melhor tratamento por parte dos membros da família, espaço de comunicação melhorado para se expressar livremente com os outros e tomar decisões colectivas. Há alguns anos atrás, NABARD e sua subsidiária, NABFINS, promoveram um novo modelo de sistema de ligação financeira, combinando a banca com agente bancário, o chamado modelo agente com ligação. NABFINS é uma empresa única de micro finanças não bancária, que usa ONGs e outras organizações de voluntários como agentes. Assim SHGs podem também agir como agentes, tornando-se uma espécie de ponto de venda bancáriona sua comunidade. Contudo, o grande desafio é a qualidade do grupo. Michael Jjingo, C P Mohan, Kathryn Larcombe Durante a discussão, a moderadora Kathryn Larcombe, Directora de Operações do Banco Oportunidade em Moçambique, resumiu algumas lições chave: primeiro, é importante aplicar uma abordagem integrada e envolver uma variedade de pessoas interessadas, porque uma única organização não poderá responder adequadamente aos desafios. O regulador tem um papel especialmente importante neste aspecto e requisitos CSC reduzidos para contas de baixa renda deveria ser parte de negociações do projecto. Outro factor de sucesso é ter uma consistência na implementação do projecto, como aprendeu-se da Índia. 17

21 Um assunto levantado pelos participantes da conferência foi de que muitas ONGs que promovem grupos de poupança temem que os grupos deixariam de existir, uma vez ligados aos serviços financeiros formais. No entanto, experiências em todo o mundo indicam que este não é o caso. Outro ponto de discussão foi a viabilidade comercial dos programas de ligação financeira é a necessidade de subsídio para implementação de tais iniciativas. Michael Jjingo do Uganda confirmou que os subsídios são muito importantes para o programa no Karamoja devido a altos custos de expansão para áreas remotas. Os custos altos incluem subsídios de dificuldades e privação para funcionários, compra de geradores e instalação de sistemas solares devido a falta de electricidade, entre outros. O Centenary Bank calculou que levaria-lhe 15 anos para atingir o ponto de equilibro financeirose tivesse que pagar todos custos. C P Mohan argumentou que todas iniciativas de desenvolvimento levam um longo tempo e deveriam no entanto ser julgadas numa base de longo prazo. Ele sugeriu que ao em vez de falar de subsídios, deveríamos falar de despesas de desenvolvimento de negócios. SERVIÇOS FINANCEIROS PARA ÁREAS RURAIS EM MOÇAMBIQUE APRESENTAÇÃO DIÁRIOS FINANCEIROS EM MOÇAMBIQUE Henriqueta Hunguana, ICC Henriqueta Hunguana, PCA do ICC, actualmente dirige o projecto de Diários Financeiros em Moçambique, em nome do BFA e CGAP. O estudo procura analisar quais ferramentas financeiras estão disponíveis para as pessoas mais pobres gerirem seu dinheiro. Como o projecto de investigação está ainda em andamento, Henriqueta Hunguana apresentou a metodologia, algumas conclusões preliminares e resultados esperados. Os Diários Financeiros é uma pesquisa com um ano de duração que examina a gestão financeira em famílias pobres a partir de entrevistas quinzenais. Assim os Diários Financeiros providenciam informação sobre como famílias de baixa renda vivem e permite comparar esses dados com estudos já existentes. A informação também permite conceber produtos mais adequados para clientes de baixa renda, adequando-os as necessidades das famílias de baixa renda. O estudo já foi concluído em México, Quénia, Índia, Bangladesh, Henriqueta Hunguana, ICC 18

22 USA, África do Sul e Ruanda. No momento, esta sendo conduzido em Moçambique, Tanzânia e Paquistão. É financiado por CGAP (Banco Mundial). Em Moçambique, o estudo concentra-se em dois locais na província de Nampula. Em Rapale 32 famílias estão em estudo, e no Estaleiro e Kalima 64 famílias tomam parte do projecto de Diários Financeiros. O projecto tem um foco especial em camponeses de pequena escala. Camponeses de pequena escala não só precisam gerir os ganhos de diferentes culturas com escalas de colheita diferente, mas também outras fontes de lucro. O projecto tem uma duração total de 14 meses. Durante os primeiros dois meses foram realizadosquestionários iniciais. A seguir as famlílias serão observadas durante 12 meses de Diários Financeiros. O primeiro questionário concentrou-se na informação sobre acomodação, membros da família, níveis de educação e colheitas. O segundo questionário focou-se nas fontes de receita, tipos de pertenças e propriedades, bem como seu valor. O último questionário coleccionou informação detalhada sobre os instrumentos financeiros que são usados dentro das famílias. Seguindo esta fase inicial, o real Diário Financeiro iniciou, regularmente coleccionado informação relacionada com o bem estar da família, ocorrências diárias (e.x. se existiram problemas na família, tal como assuntos médicos, problemas com a policia, etc.). Mais em diante, o Diário Financeiro faz a monitoria da produção de alimentos, vendas, perdas, colheitas, o fluxo de caixa da família, a renda e despesas da família e o uso de instrumentos financeiros. Cada vez, os investigadores perguntam se existiram mudanças desde a última visita, por exemplo se têm novas fontes de renda ou usam novos instrumentos financeiros. Além disso, colecciona-se informação sobre eventos da vida da família, tais como casamentos, novas crianças nascidas, funeráis, etc. Resultados preliminares mostram que a vasta maioria de famílias têm terra própria (mesmo sem títulos oficiais da terra), e que a maioria das famílias sofreu perdas de colheitas devidos a varias razões. Mais do que a metade das famílias declararam que pelo menos um membro sofreu de fome no ano passado; e que levam meia hora em media para a fonte de agua ou poço mais próximo. A apresentação concluiu por discutir o que esperamos aprender do projecto de Diário de Financeiros de Moçambique: Informação acerca da sazonalidade das rendas e despesas Riscos e pressões que as famílias sofrem e que mecanismos poderiam mitiga-los A gama de necessidades de serviços financeiros das famílias Níveis de uso de instrumentos financeiros Qual é o maior constrangimento de camponeses de pequena escala? Como pode-se conceber produtos mais apropriados? Como pode-se conceber mecanismos de dedistribuição mais apropriados? PAINEL DE DISCUSSÃO DESAFIOS E ABORDAGENS PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS FINANCEIROS EM MOÇAMBIQUE RURAL Com Leia Bila, Kathryn Larcombe, Manuel Queiroz, Rob Bakker, Henriqueta Hunguana e William Diaz Alvarado O painel de discussão a seguir da apresentação dos Diários Financeiros centrou-se nas seguintes questões: Primeiro, que ferramentas financeiras estão disponíveis para a população Moçambicana, e segundo, que instrumentos financeiros são necessários para alcançar a população rural de baixo rendimento? Estes assuntos 19

23 foram discutidos pelos painelistas com uma variedade de contextos: Leia Bila é a Coordenadora de Finanças Inclusivas no Ministério da Administração Estatal; Kathryn Larcombe representou o sector de microfinanças, sendo Directora de Operações no Banco Oportunidade de Moçambique; Manuel Queiroz é director da Agência de Desenvolvimento Económico de Manica; Rob Bakker tem uma vasta experiência como antigo super agente de um serviço de dinheiro móvel; e Henriqueta Hunguana contribuiu com seu conhecimento como consultora de inclusão financeira e investigadora. O moderador, William Diaz da GIZ Moçambique, pediu aos painelistas que discutissem três aspectos chaves com relação as ferramentas financeiras disponíveis e desejadas: acesso, uso, e qualidade. Como já havia sido sublinhado durante as sessões anteriores, o dinheiro móvel ainda não é um produto apropriado para a população rural. Rob Bakker explicou que a maioria dos produtos de dinheiro móvel são projectados para a população urbana, tal como pagamento de contas. Em áreas sem electricidade e água canalizada, estes pagamentos são quase irrelevantes. Além disso, dinheiro móvel não é fiável o suficiente para a população rural em Moçambique. Além dos problemas óbvios com a liquidez do agente, problemas de conectividade também tem um papel importante. Até agora, o dinheiro em numerário tem sido mais conveniente, mais fiável e menos dispendioso para a população rural. Mais adiante, Rob Bakker declarou que o credito é o produto financeiro mais procurido pela população de baixo rendimento rural. Como dinheiro móvel não oference crédito, esta é mais uma razão de baixo uso do mesmo. Ele concluiu que não se pode vender a população algo que ela não querou precise. No entanto, os outros painelistas não concordaram que o crédito seja o produto financeiro mais exigido. De acordo com a experiência do Banco Oportunidade, a população rural está mais interessada em produtos de poupança. Contudo, Kathryn Larcombe destacou que providenciar estes serviços a população rural é extremamento dispendioso devido a grandes despesas de infraestruturas que o banco tem que arcar. De modo a prestar serviços financeiros de maneira mais conveniente aos clientes rurais, o Banco Oportunidade agora oferece repagamentos de créditos via M-Pesa e funciona muito bem. Isto enfatiza mais uma vez a grande necessidade de parcerias entre todos tipos de provedores de serviços financeiros. Outro assunto discutido pelo painel foi a necessidade de habilidades técnicas por parte dos clientes. Até agora, literacia financeira tem-se concentrado em produtos da banca. Contudo, pessoas precisam ser treinadas no uso Rob Bakker, Kathryn Larcombe, Manuel Queiroz, Leia Bila, Henriqueta Hunguana, William Diaz Alvarado 20

24 de ICT tais como telemóveis e mesmo ATMs, sublinhou Manuel Queiroz. A necessidade de desenvolvimento de capacidades foi também apoiada por Leia Bila. Desenvolvimento de capacidades ou educação financeira não deviam ser limitados a produtos financeiros ou mesmo tecnologia, mas também incluir os seguintes quatro aspectos: primeiro, como ganhar dinheiro; segundo, como investir dinheiro; terceiro, como usar dinheiro e por último, como desfrutar o dinheiro. A falta de capacidade financeira e/ou produtos que não respondem as necessidades da população rural de baixo rendimento pode também ser a razão da questão provocadora da Henriqueta Hunguana: mesmo que o número de sucursais bancários quase duplicou nos últimos anos, será que o perfil de clientes mudou? Pode ser, argumentou, que a expansão das sucursais bancárias não tenha elevado a inclusão financeira porque os serviços ainda não chegam à população de baixa renda em zonas rurais. O painel concluiu que os produtos financeiros presentes podem não estar adequados para a população rural e que mesmo dinheiro móvel pode não ser acessível para a população mais pobre nas áreasrurais. Ainda que, até agora a bala de ouro, a aplicação assassina, o produto ou serviço financeiro que faria a diferença, ainda não foi encontrado em Moçambique. Espera-se, que o projecto de Diários Financeiros dee-nos mais conhecimento sobre o assunto e ajude a desenhar produtos e serviços que irão realmente melhorar as vidas da população rural de baixa renda. SESSÃO DE CONCLUSÃO REFLEXÃO DOS RESULTADOS & LIÇÕES APRENDIDAS Brigit Helms, USAID-SPEED Durante o decurso da conferência, os participantes da conferência tiveram a chance de fixar as suas questões num quadro. Palestrantes e painelistas foram convidados a responder a estas questões na sessão final. Após as clarificações finais, Brigit Helms concluiu a conferência por partilhar seis lições aprendidas nos últimos dois dias, tendo discutido quatro tópicos diferentes: 1. Clientes de baixa renda são surpreendentemente sofisticados, mais mesmo assim sem suficiente literacia financeira 2. Agentes são a chave do sucesso do modelo de negócio 3. Oferecer produtos certos ao mercado alvo é mais difícil do que parece 4. Bancos e operadores de telefonia móvel são ʺanimaisʺ completamente diferentes 5. A regulação deve balançar devidamente inclusão com o risco sistemico 6. Doadores internacionais e subsídios continuam com um papel crucial Pode achar estas seis lições detalhadas em Depois foi pedido aos participantes que anotassem num cartão uma única lição ou momento da grande ideia da conferência e uma acção chave eles levam como resultado. Em seguida, cada participante da conferência juntou-se a um parceiro anteriormente desconhecido para discutir suas lições e acções chave. 21

25 Resumido de uma vasta quantidade de lições apreendidas pelos participantes da conferência, estas foram os assuntos de destaque: O potncial do agente bancário de alcançar áreas rurais e a complexidade de desenvolver redes de agentes. É possível ter uma rede de agentes bem sucedida! Dinheiro móvel é apenas dinheiro electrónico. Porque usa-lo? Porque é conveniente e seguro. A literacia financeira é crucial! Parcerias! As questões que foram discutidas durante a conferência exigem ecossistemas complexos e ferramentas complexas. Então parcerias são cruciais! A necessidade de uma abordagem integrada e parcerias entre reguladores, provedores de serviços financeiros, comunidades, doadores e outras partes interessadas. Os serviços de dinheiro móvel e bancos devem trabalhar juntos eles são complementares, não competidores. Bancos são necessários para os serviços de dinheiro móvel rebalancarem. Provedores de dinheiro móvel devem trabalhar juntos para aumentar acesso dos serviços financeiros nas áreas rurais Apesar de serem concorrentes. Precisamos de maior foco nos serviços de valor acresentadoe comercializa-los para os clientes. A ligação financeira é uma forma de melhorar os negócios e melhorar as vidas da população rural. 22

26 Os participantes comprometeram se nas seguintes acções: Irei traçar um plano de parcerias e tentar realizar isto em conjunto. Irei desenvolver maiores parcerias. Vou puxar parcerias com bancos mais forte e rapidamente. A interconexão com os bancos é crítica e uma visão sinergética nos agentes bancários para alcançar áreas rurais é crucial. Eu irei abrir uma conta M-Pesa! Eu farei uma proposta para realizar um estudo de basesobre agentes em Moçambique. Eu compartilharei as lições desta conferência com colegas no Banco Central do Brasil que estão neste momento a trabalhar na regulação de dinheiro móvel. Eu prepararei uma apresentação para o conselho de administração da minha instituição sobre as oportunidades de modelos de negócios, constrangimentos e a necessidade de implementação. Eu explorarei a possibilidade de uma abordagem ganha-ganha de ligação entre grupos de poupanças e bancos. 23

27 ENCERRAMENTO William Diaz Alvarado, GIZ Moç ambique Os dois dias foram muito intensos e revelaram que providenciar serviços financeiros para áreas rurais é um desafio complexo e difícil, especialmente em Moçambique. Contudo, modelos de negócios bem sucedidos a volta do mundo também mostram que é possível. Mais a adiante, uma das maiores conclusões da conferência é a grande necessidade de parcerias entre todos tipos de actores. De facto, parcerias parece ser a palavra chave da conferência. Os participantes comprometeram-se todos em tomar acções e ultrapassar o desafio. William Diaz Alvarado agradeceu aos convidados pela sua participação activa na conferência, especialmente aos convidados internacionais que percorreram distâncias longas para compartilhar suas experiências com Moçambique. Numa perspectiva mais alargada, criatividade, coragem de experimentar, e parcerias parecem ser os factores mais importantes para enfrentar o problema de exclusão financeira em Moçambique. 24

28 ANEXO BIOGRAFIAS DOS PARTICIPANTES Abubacar Amir Chutumia Director Geral, Cartéira Móvel Moçambique Abubacar Amir Chutumia, para além da formação como perito contabilista, tem os graus de bacharel em economia e licenciatura em gestão de empresas pela Universidade Eduardo Mondlane. No âmbito profissional, trabalhou durante 10 anos no Ministério das Finanças e, posterior e sucessivamente, trabalhou como técnico com funções de chefia e/ou de consultor, para as seguintes empresas e instituições: Sociedade de Construções Soares da Costa; Companhia da Zambézia; Projecto Moz/92/005 da DNA financiado pelo PNUD; Ernst & Young. Nos últimos anos, de 2003 a 2007 exerceu funções de Director Financeiro da Empresa Telecomunicações de Moçambique TDM e, de 2007 a Dezembro de 2013, exerceu funções de Administrador Financeiro da mcel, acumulando o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Carteira Móvel SA. A partir de Março de 2014, passou a exercer as funções de Director Geral da Carteira Móvel SA, acumulando a função de Presidente do Conselho de Administração da mesma empresa. Annabel Schiff Gerente Sénior, Marketing& Communicação de Serviços Financeiros Digitais, MicroSaveAfrica Quénia Annabel é gerente sénior que trabalha com foco no marketing e comunicação de serviços financeiros digitais para MicroSave. Ela tem mais de cinco anos de experiência internacional em desenhar e implementar estratégias de marketing, comunicação e branding para empresas multinacionais de bens de grande consumo.actualmente está baseada na Quénia onde liderou o lançamento de várias marcas locais antes de juntar-se a MicroSave.Agora Annabel aplica o seu conhecimento de marketing e comunicação para apoiar bancos e provedores de telecomunicações em tácticas tais como below-the-line marketing e contrução de percepções de confiança com produtos de mercados de massa. Quando se juntou a MicroSave, ela liderou o desenho e desenvolvimento da marca do The Helix Institute (www.helix-institute.com) providenciando treinamentos de nível mundial e dados de ponta para provedores de serviços financeiros digitais. É membro do corpo docente do Helix Institute, onde da treinamentos em áreas técnicas de gestão de redes de agentes. Annabel também está envolvida em consultorias técnias para MicroSave. Recentemente realizou um projecto de avaliação das necessidades de treinamento com Tigo Tanzania, e realizou uma revisão da avaliação e estratégia das actividades dos agentes e o processo de integração de novos agentes do First Bank Nigeria. Annabel trabalhou em seis países do mundo. Ela formou-se em Espanhol: Negócios, Língua e Literatura na Universidade de Bristol, Inglaterra. 25

29 Anne-Marie Chidzero Directora, Financial Sector Deepening FSDMoç Moçambique Anne-Marie lidera o Financial Sector Deepening (FSDMoç), tem mais de 20 anos de experiência em finanças e desenvolvimento do sector privado. Antes de se juntar ao FSDMoç, Anne-Marie trabalhou em países como Estados Unidos, Zimbabwe e Africa do Sul, em organizações como WB em Washington onde fez parte da equipa que criou o CGAP (The Consultative Group to Assist the Poor), ICC em Zimbabwe onde liderou os serviços de consultoria desta empresa para clientes como World Bank, DFID, UNDP, USAID, EU e GTZ na África Austral e Oriental. Desde 2010, Anne-Marie é membro do comité de investimento e do conselho de direcção do Africa Enterprise Challenge fund. Ela também é a presidente do conselho de administração da New Faces New Voices. Desde 2005 Anne-Marie assume o cargo de presidente de conselho de AfriCap Microfinance Investment Company, e desde 2011 ela é directora executiva da mesma empresa, gerindo os investimentos do fundo. Anne Marie tem um mestrado em Economia pela Universidade de Toronto, Canada. Brian Muthiora Especialista em Assuntos Regulatórios, GSMA Mobile Money Quénia Brian é especialista em assuntos regulatóriosna GSMA Mobile Money. Na sua função, apoia operadores de telefonia móvel em assuntos relacionados a barreiras regulatórias e contribui para o seu envolvimento em assuntos regulatórios. Brian tem experiência sólida em leis e regulamentos de tecnologia e serviços financeiros. Trabalhou cinco anos na Safaricom, providenciando apoio legal e regulador a equipe que criou a inovação de serviços financeiros móveis M-PESA e M-Shwari. Também trabalhou na TransUnion Kenya, Equity Bank e Kencall. O seu trabalho influenciou resultados no âmbito da regulação, tendo sido fundamental no desenvolvimento do quadro regulador para a regulação do dinheiro móvel em Quénia o regulamento do Sistema Nacional de Pagamento. Brian é advogado é tem um bacherelato e mestrado em Direito. Brigit Helms Directora, SPEED Moçambique Brigit é a directora do SPEED (Support Program for Economic and Enterprise Development). Ela tem mais de 25 anos de expriência em desenvolvimento do sector privado e financeiro, encontrando soluções inovadoras para problemas de desenvolvimento em mais de 30 países em África, Asia e America Latina. Antes de se juntar à equipa do SPEED, Brigit foi especialista senior para Inclusão Financeira em McKinsey and Company, onde trabalhou com bancos e empresas de telecomunicações para construir novos modelos de negócios para alcançar clientes de baixa renda. Antes disso, foi directora executiva de Unitus, Inc., uma empresa global sem fins lucrativos dedicada a serviços financeiros na África Oriental e India. Trabalhou durante quatro anos na Asia com a International Finance Corporation onde liderou os serviços de consultoria desta organização na Indonesia em áreas tais como desenvolvimento da agricultura, silvicultura sustentável, 26

30 infraestruturas, ambiente de negócios e serviços financeiros. Brigit foi membro fundador da equipe de liderança de CGAP, um centro global de excelência para serviços financeiros. Brigit doutorou-se em Economia de Agricultura e Desenvolvimento da Universidade de Standford e tem um mestrado em Estudos Internacionais da Universidade John Hopkins SAIS. Brigit é cidadã Americana e fala Espanhol, Francês, Italiano, Bahasa Indonésio, e está començando a aprender Portugès. Vive em Maputo com o seu marido e duas crianças. C P Mohan Gerente-General, NABARD India Shri C P Mohan é Gerente-Geral donational Bank for Agriculture and Rural Development (NABARD), um banco criado pelo Parlamento Indiano. Actualmente lidera o escritório regional de NABARD no estado Indiano de Uttarakhand, localizado nas montanhas do Himalaya. Antes disso, ele foi indicado Presidente do Conselho de Administração e Director Executivo da subsidiária de NABARD, a NABARD Financial Services Limited (NABFINS) em Durante o seu mandato, a empresa começou a operar. NABFINS é uma empresa de microfinanças nãobancária, a única que adoptou um modelo de ligação e agências (Linkage com agency model) para providenciar empréstimos à populaçao de baixa renda. Mohan tem um diploma de pós-graduação em Gestão Rural do Instituto para Gestão Rural Anand etem um bacharelato da Universidade G B Pant para Agricultura e Tecnologia Pantnagar, Uttarakhand. Durante este tempo, foi-lhe atribuido o ICAR Junior Fellowship in Plant Breeding & Genetics. As suas áreas de especialidade incluem Finanças Rurais e Inclusão Financeira, especialmente a expansão de crédito rural através de abordagens inovadoras, produtos fáceis para os clientes e distribuição apropriada com foco na inclusão. Além disso, tem vasta experiência em microfinanças e na remoção de barreiras através de uma abordagem baseada em valores morais e ética, e o fortalecimento de modelos de longo alcance baseados em correspondentes (agentes) e facilitadores, banca de desenvolvimento, avaliação de projectos, monitoria e estratégia nas áreas de agricultura e desenvolvimento rural, entre outros. Dentro das suas áreas de foco eleapoiao comité de Microfinanças e Crédito Rural do Banco Central da India, que recomendou os modelos de correspondente (agente) e facilitadores e a criação de um fundo de IT para iniciativas direccionadas na inclusão financeira. Dylan Lennox Director Executivo, M-Pesa Moçambique Dylan graduou-se como revisor oficial de contas no PWC (Price Waterhouse Coopers) em A seguir integrou-se na Vodacom Africa do Sul onde ocupou várias posições de gestão dentro da equipe da facturação e administração. Em 2004, Dylan mudou-se para Vodacom Tanzania onde trabalhou durante 8 anos como responsável para o desenvolvimento do negócio, desenvolvimento de produtos e funções do m-comércio, incluindo a introdução de M-Pesa em Abril de Actualmente, Dylan assume a função de director executivo da Vodafone M-Pesa, SA, a subsidiária de serviços financeiros da Vodacom Moçambique e é responsável pelo negócio M-Pesa. Dylan tem um bacharelato em Comércio da Nelson Mandela Metropolitan University e é membro do instituto Sul- Africano de Revisores Oficiais de Contas. 27

31 Henriqueta Hunguana Directora Executiva, ICC Moçambique Moçambique Henriqueta é a Directora Geral da ICC Moçambique. Ela tem mais 25 anos de experiência directa no desenvolvimento das PME em Moçambique e mais de 15 anos de experiência de consultoria em Acesso a Finanças, desenvolvimento da MPME e planeamento estratégico. Henriqueta tem experiência de trabalho fora de Moçambique incluindo Angola, Cabo Verde, Botswana, Zâmbia e Brasil. Henriqueta é a Chapter Director da New Faces New Voices (NFNV) em Moçambique, uma organização Pan-Africana de mulheres profissionais do sector financeiro e corporativo, que promove mudanças no sector financeiro para garantir que África beneficie dos recursos económicos ainda não explorados. Em Setembro de 2013, Henriqueta foi eleita como membro do Conselho de Direcção da Associação de Comércio e Indústria (ACIS), a maior associação Moçambicana de empresas. Kathryn Larcombe Directora de Operações, Banco Oportunidade de Moçambique Moçambique Kathryn juntou-se ao Banco Oportunidade de Moçambique (BOM)em Junho de 2011 como Directora de Operações. As suas responsabilidades incluem os departamentos de Operações, IT, Gestão de Mudança, Manutenção, e Procurement. Desde que trabalha no BOM, ela supervisionou os desenvolvimentos para a transferência de fundos electrónicos, cartões de débito e ATMs, acesso às contas via telemóvel e internet, e trabalha actualmente para uma parceria no âmbito do dinheiro móvel. Kathryn trabalha em Moçambique há mais de 22 anos. Ela chegou em 1992 como assessora para a Agência para a Promoção das Pequenas Empresas do Governo. Depois disso, trabalhou por conta própria durante alguns anos, realizando consultorias na área de gestão de desenvolvimento, microcrédito e análise de negócios. Começou a trabalhar em microfinanças nos finais dos anos 90 quando foi envolvida no desenvolvimento do Banco Tchuma, a primeira instituição de microfinanças 100 % Moçambicana. Saiu do Tchuma em 2009 para trabalhar num novo banco para o desenvolvimento, o Banco Terra. Antes de vir a Moçambique, Kathryn trabalhou para uma empresa internacional de consultoria de gestão, um conglomerado de têxtil e da confecção, e para a associação Británica daindústria de têxtil e da confecção Está formada em Línguas Modernas na Universidade de Liverpool, Inglaterra. Leia Alexandre Bila Coordenadora do Projecto de Finanças Inclusivas, Ministério da Administração Estatal, Moçambique Depois de leccionar por mais 17 anos no ensino Secundário Geral, entre 1978 a 1994, tornou-se Analista de Políticas de Finanças Rurais no país e exerce actualmente as funções de Coordenadora do Projecto de Finanças Inclusivas, baseado no Ministério da Administração Estatal, na Direcção Nacional de Promoção do Desenvolvimento Rural, financiado pelo PNUD. Desde 1994 até ao momento trabalha na área de desenvolvimento rural, tendo passado sucessivamente pelo Instituto de Desenvolvimento Rural (INDER), Ministério de Agricultura, Ministério da Planificação e Desenvolvimento e de momento no Ministério da Administração 28

32 Estatal. Leia liderou o processo de concepção e posterior lançamento da Campanha Nacional de Promoção da Poupança, lançada pelo Governo em Junho de 2012;o processo de elaboração da Estratégia de Finanças Rurais, aprovada pelo Governo, em 2011; e foi membro do Grupo de Trabalho que, em 2004, fez a revisão da Lei 15/99 do Banco de Moçambique que resultou na aprovação da Lei 57/2004 que incorpora a figura dos Microbancos, como instituições de captação de poupança. Antes de Participou em diferentes fóruns nacionais e internacionais de capacitação e de troca de experiência em matérias relacionadas com as Microfinanças e Finanças Rurais. Leia concluíu o grau de Mestrado em Desenvolvimento Agrário, Ramo de Economia e Análise de Políticas Agrárias, na Universidade Eduardo Mondlane em Anteriormente, obteve o grau de Licenciatura em Engenharia Agronómica em 1994 na mesma Universidade. Manuel Queiroz dos Santos Júnior Director Executivo, ADEM Moçambique Manuel é director executivo da ADEM, a Agência para o Desenvolvimento Económico de Manica em Moçambique. As suas áreas de foco são gestão agrícola, gestão de projectos, treinamento e orientação em serviços de desenvolvimento de negócios, ligação financeira, comercialização de produtos agrícolas, desenvolvimento instituicional/organzacional de ONGs, instituições públicas, PMEs, associações/cooperativas, e desenvolvimento comunitário. Antes de se juntar à ADEM, Manuel era professor de economia e alimentação de animais no Instituto Agrário de Manica nos anos 1998 à 1999; e era director do Centro Provincial de Formação Agrícola de Manica nos anos 1997 à Desde 2012 Manuel é Presidente do Conselho de Directores do Instituto Politécnico de Manica. Manuel lidera o ASCA Task Force Moçambique (ASCA = Accumulated Savings and Credit Associations/Grupos de Poupança e Empréstimos). É formado em gestão agrícola e actualmente é estudante de mestrado em gestão de empresas (MBA) no MANCOSA na África do Sul. Merene Botsio Gerente Parcerias Estratégicas & RSE, Fidelity Bank Ghana Merene tem três anos de experiência em desenvolvimento internacional, dos quais dois no âmbito da inclusão financeira. Actualmente é gerente de Parcerias Estratégicas e Responsabilidade Social das Empresas (RSE) no Fidelity Bank Ghana Ltd., o maior banco indígena em Ghana. Subordinado ao Director de Inclusão Financeira e RSE, ela supervisona as parcerias estratégicas e a responsabilidade social do banco, contruindo sinergias entre estes para ilustrar como osnegócios respondem as intervenções sociais eficazes. Actualmente gere orçamentos consideráveis e projectos com GIZ, CARE International, e UNCDF que usam a plataforma de agentes bancários do Fidelity Bank para incluir no sector financeiro formal habitantes rurais e semi-urbanos, na sua maioria mulheres agricultoras de pequena escala. Ela joga um papel importante em impulsionar as estratégias do banco para agentes bancários e expansão rural. Antes de se juntar ao Fidelity, Merene trabalhou no Center for Financial Inclusion at Accion, em Washington onde jogou um papel importante no Fórum Global FI2020. Merene formou-se em Relações Internacionals e Estudos Africanos no Wellesley College, Wellesley, Massachusetts (Estados Unidos).Também éfellowdo Instituto Madeleine Korbel Albright para Assuntos Globais em Wellesley. 29

33 Michael Jjingo Gerente-Geral Crescimento do Negócio, Centenary Bank Uganda A procura duma carreira na banca, Michael juntou-se ao Centenary Bank em Junho de 2002 como oficial. Continuamente subiu de cargo até Supervisor de Agência em 2003, Gerente Assistente em 2006, e Gestor de Agência em Depois disso foi nomeado Gerente de Relações com o cliente na sede do banco. Em 2012 Michael foi nomeado Gerente Geral Crescimento do Negócio. Nesta posição é responsável para a gestão de relação com o cliente, crescimento geral do negocio de activos, passivos e rendimentos. Durante este tempo, os passivos do banco cresceream de 870 bilhões à 1.1 trilhões de Shillings Ugandeses, e crescimento de 1,1 à 1,5 milhões de clientes. Michael tem um bacharelato em Economia da Universidade Makerere e mestrado em Gestão de Empresas (Finanças) da Universidade Martyrs de Uganda, Nkozi. Michale é um associado do Instituto da Banca de Uganda. Michael Tröster Chefe da Cooperação, Embaixada da Alemanha em Maputo Moçambique Michael trabalha como Chefe da Cooperação na Embaixada da Alemanha em Maputo. Ele é responsável para a coordenação geral e a condução política da Cooperação Alemã com Moçambique. Por incumbência da Cooperação Alemã, Michael preside ao Private Sector Working Group que é um fórum de coordenação de acções para melhoria do ambiente de negócios entre o Governo, sector privado e comunidade de doadores. Antes de vir a Moçambique, era Director Adjunto da Direcção para as Nações Unidas dentro do Ministério Alemão para o Desenvolvimento e Cooperação Económica. Antes de se juntar ao Minstério, trabalhou na fundação Friedrich-Ebert com foco regional na Ásia. Tem um mestrado em Siências Políticas e Economia da Universidade de Berlím. Mike McCaffrey Director de Serviços Financeiros Digitais, MicroSave Africa Quénia Mike lideraos trabalhos de MicroSave na área de inclusão financeira digital em Africa. Tem mais de 9 anos de experiência trabalhando com bancos centrais, agências bilaterais e multilaterais, ministérios governamentais e provedores de serviços financeiros. Trabalhou em mais de 15 países em via de desenvolvimento. O seu foco actual é como serviços financeiros digitais podem ser desenhados deforma a aumentar o seu uso e atingir níveis nacionais. Alguns dos projectos de grande dimensão em que esteve envolvido: Lançar e gerir o Helix Institute of Digital Finance, desenhado para oferecer claridade estratégica e conhecimentos operacionais para bancos, empresas de telecomunicações, e providores terceiros; gerir o projecto Acelerador de Redes de Agentes que vai implementar uma série de instrumentos de pesquisa qualitativa e quantitativa para coleccionar boas práticas de mais de agentes em oito países do mundo; e desenvolver e implementar a estratégia para apoiar de forma táctica o desenvolvimento de serviços financeiros digitais em mercados emergentes em toda África. Mike tem um mestrado em Economia de Desenvolvimento da Universidade de Princeton,Woodrow Wilson School, Estados Unidos. 30

34 Rob Bakker Consultor, Fluxo Control Moçambique Rob é um gestor de projectos senior, formado em psicologia cognitiva. Tem mais de 25 anos de experiência professional. Os projectos em que está envolvido normalmente realizam-se no âmbito onde a tecnologia encontra a mente humana. Tem uma empresa de consultoria chamada Fluxo Control, especializada em gestão de projectos/programas e gestão de serviços. Nos últimos anos foi Director Geral do superagente de mkesh, Kambeny Financial Services onde se concentrou na criação e na gestão de uma rede de agentes para mkesh bem como para outros produtos. Os projectos rurais maiores tomaram lugar em Nampula com agricultores de gergelim e em Mancia e Sofala com membros de ASCAs. Antes disso, trabalhou durante 12 anos para várias empresas na indústria de Sistemas Globais para Comunicações Móveis, incluindo Vodafone Holanda e mcel Moçambique; com mcel estava envolvido quase desde o íncio da empresa realizando projectos TICs bem como desenvolvimento de negócios, criando uma unidade de gestão de projectos para implementar novos produtos e aplicações. Até o ano 2000, Rob trabalhou na Holanda como consultor para o desenvolvimento organizacional especializado na re-organização de departamentos IT, gestão de serviços e mudanças organizacionais. Sérgio José de Mesquita Gomes Banco Central do Brasil Brasil Formado em Administração de Empresas, actua na Diretoria de Fiscalização do Banco Central do Brasil há sete anos. Desde 2013 ocupa posição na Supervisão de Conduta dos Bancos e Conglomerados Bancários, directamente responsável pela fiscalização da actuação das instituições financeiras no tema Relacionamento com Clientes e Usuários de Produtos e Serviços Financeiros, em especial quanto à gestão de Correspondentes Bancários, Tarifas, Ouvidoria e normas de Contratação. Antes de ingressar ao serviço público federal, actuou como consultor por sete anos em programas de ética empresarial e relacionamento com stakeholders em empresas dos mais diversos segmentos, como mineração, têxtil, metalomecânica e alimentícia, em países da América Latina, Europa e Ásia. Shaida Seni Especialista de Desenvolvimento do Sector Privado, GIZ Moçambique Economista formada pela Universidade Católica de Moçambique, com mais de 18 anos de experiência ao serviço de desenvolvimento do sector privado e ambiente de negócios em Moçambique, com especial foco na simplificação de procedimentos para abertura de empresas e diálogo público privado. Nos últimos anos tem dado um contributo directo nos processos de elaboração participativa da Estratégia nacional para Melhoria do Ambiente de Negócios II (EMAN II) bem como na concepção e implementação de processos e mecanismos de monitoria e avaliação tanto de EMAN I como EMAN II. Ela já trabalhou tanto no sector privado, associações comerciais e organizações internacionais para o desenvolvimento. Actualmente lidera a equipa do programa ProEcon da GIZ que assessora o Ministério da 31

35 Indústria e Comércio em reformas e acções para a melhoria do ambiente de negócios incluindo a implementação e monitoria da Estratégia Nacional para Melhoria do Ambiente de Negócios EMAN II). Facilitadora Professional certificada pelo International Institute of Facilitation and Change (IIFAC). William Diaz Alvarado Especialista de Desenvolvimento do Sector Financeiro, GIZ Moçambique É um especialista em Desenvolvimento do Sector Financeiro e Inclusão Financeira que actualmente coordena as atividades desta natureza que o Programa ProEcon da GIZ implementa em Moçambique. Nessa função, ele é responsável pelo suporte em temas referentes ao marco regulatório junto do Banco de Moçambique assim como promover parcerias com instituições financeiras para expandir seus serviços nas áreas rurais. William tem uma solida experiência acumulada ao longo 25 anos que vai desde a gestão de entidades microfinanceiras; passando pelo fortalecimento institucional e formação de quadros de entidades dessa natureza atendendo áreas urbanas e rurais; também no desenvolvimento de estratégias e acompanhamento de iniciativas para provisão de serviços financeiros usando telefonia móvel; fortalecimento institucional de reguladores em temas da arquitetura financeira tais como Sistemas de Informação de Créditos (credit bureaus) e Registo de Colaterais assim como aspetos regulatórios do uso de agentes por instituições financeiras; e apoio na implementação de Estratégias Nacionais de Inclusão Financeira. Esta experiência iniciou em Perú, seu pais de origem, e já trabalhou em vários países da América Latina, Sudeste Asiático e África. William é graduado em Gestão de Empresas e possui um mestrado em Economia. 32

36 LISTA DE ABREVIATURAS BC BCMR CSC DDC G2P NABARD ONG P2P SACCO SFD SHG Business Correspondent ( = correspondente de negócios; e.g. agente bancário) Bens de Consumo e Movimentação Rápida Conheça Seu Cliente Diligências Devidas ao Cliente Governo para Pessoa National Bank of Agriculture and Rural Development (India) Organização Não Governamental Pessoa para Pessoa Savings and Credit Cooperative Organizations Serviços Financeiros Digitais Self-Help Groups 33

37 LISTA DE PARTICIPANTES Nome Abdul Neves Abubacar Chutumia Aderito Pilica Admiro Gama Angelio Pita Alok Pattnayan Amanda Fong Ana Amorim Ana Conjo Annabel Schiff Anne Marie Chidzero Augusto Isabel Aurelio Rogerio Cuinica Aurora Foguete Ben Botha Bernardo Luis Tempo Bill Mabasso Boaventura Huo Brian Le So Brian Muthiora Brigit Helms C P Mohan Carla Fernandes Carlos Chauque Organisação Bayport Carteira Móvel Banco de Moçambique COGER Banco de Moçambique Gapi USAID Bayport GIZ The Helix Institute of Digital Finance FSD Moç FARE-Maputo BOM GIZ Socremo Hluvuku GIZ Instituto de Formacao Bancária BFA GSMA USAID/Speed NABARD Banco de Moçambique Gapi 34

38 Carlos Moamba Cathy Montgomery Chamaine Goves Charles R. Claire Zimba Claudia Kaufmann FSD Moç Tacheyon SABRI Wizzit SA IPEME AHK Cristian Bwavira Daniel dos Santos Denise Cortez Keyer Dercio Pedro Dirk van Eijk Dylan Lennox Eduardo da Cruz Eilen Miamidian Elda Monteiro Elisio Sabiri Elsa Januario Elsa Mapilele Emanuel Ofinar Emilio Cossa Emmett Costei Enoque Changamo Erastus Oyango Erica Conselho Essita Singauque Ezra Bumyenyezi Fion de Vletter Friedrich Kaufmann Gorson ACIS FSD Moç GIZ/EnDev M-Pesa Banco de Moçambique Ayani Banco de Moçambique BCI GIZ USAID BCI SICS G Planet CCOM ADC GIZ Nicovida ComzAfrica Consultant AHK 35

39 Gabriel Mambo Gersonia Rosse Gisela Fonseca Gloria Baltazar Graça Caifaz Hagira Gelo Hamid Tayob Helder Langa Henriqueta Hunguana Ilidio Bata Illse Fuernkranz Ivan Arizcurinaga Jane Grob Jens Dorn João Gomes Jorge Faria José Delgado José Jaime José José Mussande Katharina Braun Kathryn Larcombe Katia Agostinho Leia Bila Leonel Mulando Loide Mudanisse Loren Hostetter Lorena Machado Lucrecia R. Ministério das Finanças Millenium Bim M-Pesa Moza Banco Ministério da Indústria e Comércio Ministério das Finanças ADEL-Sofala Techobrain ICC Project Hope GIZ PNUD Techo Serv KFW Makesen Banco Mundial Techobrain Banco Terra AMB GIZ BOM FSD Moç Ministério da Administração Estatal BCI GIZ MEDA BCI M-Pesa 36

40 Luis Pedro Majeed Isaak Manuel Augusto Manuel Queiroz Marco Abalroado Marco Horta Maria Violante Manuel Mariamo Abubacar Mauro Litsure Merene Botsio Michael Tröster Michael Jjingo Mike McCaffrey Nadia Lima Paul Rippey Pedro Falcão Piedade Macamo Ralph Pecker Raymond Jumah Reinhard Gless Rob Bakker Samson Geth Sérgio Dista Sergio Gomes Sérgio Malwana Sérgio Mesquita Gomes Shaida Seni Sheila Omargi Bayport MocCom Kukula ADEM Moza Banco Dimagi Instituto de Formação Bancária FARE-Maputo Banco Terra Fidelity Bank Embaixadad da Alemanha CRDB-Uganda The Helix Institute of Digital Finance CTA FSD Moç GIZ Ministério das Finanças Tacheyon ComzAfrica GIZ Fluxo Control Techobrain DFID Millenium Bim BOM Banco Central do Brasil GIZ IPEME 37

41 Siro Alvaro Sonia Ernesto Sophie Teyssier Sualeh Baraza Susana Herrera Tamara Kangombe Tasia Costa Tavares Cebola Tobias Stolz Tuaha Mote Vania Cardoso Victor Cremente William Diaz Yolanda Vilanculos IPEME SICS Calipso Lda KFS GIZ Banc ABC M-Pesa UX GIZ INCM AFD Millenium Bim GIZ Project Hope 38

42 FOTOS DA CONFERÊNCIA 39

43 40

44 41

45 Publicado por Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH Escritórios registados Bonn and Eschborn, Alemanha Programa ProEcon: Desenvolvimento Económico Sustentável em Moçambique Av. Francisco Orlando Magumbwe n 976 Maputo, Moçambique T F E I Versão Dezembro de 2014 Desenho & Layout Katharina Braun Fotos Susana Flores Reinhard Gless Katharina Braun Texto Katharina Braun Tradução Arão Levi Mahalambe A GIZ é responsável pelo conteúdo desta publicação. Por incumbência de Ministério Federal para a Cooperação Económica e o Desenvolvimento (BMZ) da Alemanha

46 Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH Escritórios registados: Bonn and Eschborn, Alemanha Programa ProEcon Desenvolvimento Económico Sustentável em Moçambique Av. Francisco Orlando Magumbwe n 976 Maputo, Mozambique T F E I

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