ALÔ QUERIDA! UMA LIGAÇÃO HOLLYWOOD ANÁPOLIS

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1 1 DAIANE GOMES DE LIMA ALÔ QUERIDA! UMA LIGAÇÃO HOLLYWOOD ANÁPOLIS Anápolis - Goiás 2009

2 2 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIAS UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE CIÊNCIAS SÓCIO-ECONÔMICAS E HUMANAS CURSO DE HISTÓRIA ALÔ QUERIDA! UMA LIGAÇÃO HOLLYWOOD ANÁPOLIS Trabalho de Conclusão de Curso entregue a Coordenação do Curso de História da Unidade de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas de Anápolis, Universidade Estadual de Goiás, para obtenção de grau de Licenciatura em História. Orientador: Prof. Dr. Robson Pereira Mendonça Anápolis/GO 2009

3 3 DEDICATÓRIA À minha amada mãe, Sebastiana; para as minhas queridas irmãs: Márcia, Marisa e Lila; e à Jade, de quem sinto muita saudade. Amo vocês!

4 4 AGRADECIMENTO Ao meu orientador Prof. Dr. Robson Mendonça por sua confiança em meu projeto de pesquisa, por seus preciosos ensinamentos e pela compreensão nos momentos em que tive dificuldade. À minha família pela paciência, carinho, e amor em todos os momentos da minha vida. Por me guiarem pelos caminhos corretos, me ensinarem a fazer as melhores escolhas, me mostrando que a honestidade e o respeito são primordiais à vida. È a elas que devo a pessoa que me tornei, sou extremamente feliz e tenho muito orgulho por pertencer a está família Aos amigos Robertson Abdalla; Luiz Flores; Marco Aurélio, Marília e Felipe Moura; e às queridas amigas Letícia Sousa e Vera pelo apoio incondicional que tornaram minha caminhada para a realização deste trabalho mais agradável. Obrigada pelo amor e amizade! À Tiziano Chiarotti e ao Museu Histórico de Anápolis pela valiosa colaboração sem a qual este trabalho não seria possível. À Irmã Verônica pela grande contribuição do seu depoimento. Aos professores do curso de História da UEG e aos meus colegas de turma, em especial à Graziano Magalhães, pelos incentivos e gestos de amizade ao longo de todos estes anos de formação. Especialmente ao meu grande amigo Cristiano Oliveira por me ajudar com as traduções, e me dar uma força mesmo nos momentos em que estava ocupado; pelo companheirismo durante as longas madrugadas de trabalho, sempre ao meu lado mesmo estando tão longe; pelo apoio emocional, e por ser sempre a voz sensata que me confortava nos momentos difíceis; pela infindável paciência e pelos maravilhosos momentos em que passamos juntos! Você é inesquecível... A Deus, meu refúgio e minha força!

5 Eu não podia saber naquele tempo que o caboclo tem fé num Deus misericordioso e onipotente. Um Deus que não somente nota a queda de um pardal, como põe na terra tudo aquilo que o homem precisa, no lugar e na ocasião propícia, um Deus que não se esquece dos humildes. ]ÉtÇ _ÉãxÄÄ 5

6 6 RESUMO Joan Lowell, atriz/escritora, e Leek Bowen, capitão de navio, vieram para a região de Anápolis no final da década de 1930, por que naquela época esta cidade era a que mais se destacava em Goiás. Estes norte-americanos se aventuraram no interior de Goiás numa época em que estímulos federais, como a Marcha Para o Oeste, buscavam povoar e desenvolver economicamente os vazios demográficos do interior do país. Outros norte-americanos por influencia de Joan Lowell, que lançou em 1952 no seu país um livro sobre sua vida no interior do Brasil, adquiriram terras em Anápolis, entre eles a atriz Janet Gaynor e seu marido Gilbert Adrian. Outra atriz, Mary Martin veio para a cidade por causa da amiga Janet Gaynor. Ela e seu marido, Richard Halliday se encantavam com as características naturais da localidade, bem como por sua paisagem urbana onde conviviam harmonicamente o moderno e o arcaico. Palavras-chave: Anápolis, Joan Lowell, Terra Prometida, Janet Gaynor e Mary Martin.

7 7 RESUME Joan Lowell, actress / writer, and Leek Bowen, ships captain, came to the region of Anápolis in the late 1930s, because in this time this city was the most important in Goiás. These North Americans if had ventured into Goiás at a time when federal incentives, such as the Marcha Para o Oeste, had the purpose in the populate and to develop economically the empty demographic in the interior of the country. Others North Americans for influences of the Joan Lowell, which launched in 1952 in his country a book about his life in the interior of Brazil, they had acquired land in Anápolis, including the actress Janet Gaynor and her husband Gilbert Adrian. Another actress, Mary Martin came to town for the sake of her friend Janet Gaynor. She and her husband, the Richard Halliday were enchanted with the natural features of the site, as well as for its urban landscape where lived together and harmonically the modern and the archaic. Key-words: Anápolis, Joan Lowell, Promisse Land, Janet Gaynor e Mary Martin.

8 8 SUMÁRIO INTRODUÇÃO FAR-WAST O BRASIL É NOVA FRONTEIRA A incrível Joan Lowell EUA e America Latina Instrumentos de Dominação dos EUA na América Latina EUA e Brasil: Os Bons Vizinhos A TERRA PROMETIDA Rumo ao Desconhecido O Casal Bowen Chega a Goiás A Manchester do Cerrado Os Pioneiros As Concepções de Fronteira Como Prender um Homem Sem Ser Útil? A Mais Corajosa das Mulheres Quem Conta Um Conto Aumenta um Ponto No Caminho de Bernardo Sayão James Fanstone A Marcha Para o Oeste e a CANG Joan Lowell e Léa Sayão Cobra-Sêca Está Chegando! A Frente de Expansão e a Frente Pioneira Em Anápolis THE END? Hollywood Vem Para o Cerrado Joan Lowell e os Conflitos de Terras A Fraternidade Eclética Espiritualista Universal Bye-Bye Anápolis Porque Mary Martin Amava a Selva Visitas Ilustres A Volta CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...116

9 9 INTRODUÇÃO Em meados de 1930, começaram a chegar a Anápolis, uma cidade do interior de Goiás, um grupo de imigrantes diferentes daqueles que já haviam chegado à cidade. Anápolis já havia recebido levas de imigrantes de muitos lugares do mundo, havia na cidade: árabes (sírio-libaneses), norte-americanos e ingleses ligados a Igreja Presbiteriana, uma das primeiras igrejas protestantes a se instalarem na cidade a partir de 1920 (ROCHA, 2007). Além disso, houve enorme migração de outras localidades para a cidade de Anápolis, que nesta época se despontava por seu desenvolvimento econômico. Nesta mesma época chegou à cidade um casal bem diferente das pessoas da região, eram elas, a atriz e escritora americana Joan Lowell e seu marido o comandante naval Leek Bowen. Estes foram as primeiras de muitas outras celebridades ligadas ao cinema e ao teatro norte-americano que viriam para Goiás a passeio, e em alguns casos para fixar moradia. Entre os artistas americanos que vieram para Anápolis entre o final da década de 1930 e meados de 1950, permanecendo por aqui até o final dos anos 1980, merecem destaque figuras importantes como Janet Gaynor, primeira mulher a receber um Oscar, o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos da América; Mary Martin, atriz e cantora do teatro e do cinema, famosas por peças como Peter Pan e South Pacific, e seu filho, o também ator Larry Hagman, o J.R. da série televisiva Dallas ; Janet Gaynor a primeira mulher a ganhar um Oscar; Joan Lowell, escritora e atriz do cinema mudo que realizou um

10 10 filme com Charles Chaplin, Em Busca do Ouro de Estiveram em Anápolis também vários outros atores e atrizes e pessoas ligadas ao cinema norte-americano, para visitá-los ocasionalmente. O objetivo deste trabalho era relatar quais foram os motivos que trouxeram estes famosos norte-americanos para Anápolis, e quais as conseqüências da estadia deles no município, levantando fatos que ocorreram com eles enquanto viviam na cidade e relacionando-os com a história local. O estudo deste acontecimento se insere na chamada história regional, e sua relevância está na contribuição que a realização do mesmo significará também para a história geral, pois como citou Barbosa (1998) pode-se construir uma história nacional a partir da contribuição de trabalhos de caráter regional. A história regional é um método que é explicado de várias maneiras, destacamos a contribuição de Neves (2002), que afirma que esta forma de escrever a história é uma proposta de estudo da história de algum grupo social que tem por característica uma base territorial com práticas econômicas, manifestações culturais e organização social em comum. No presente estudo, o aspecto em comum a todos os atores que participaram dos acontecimentos, é a localidade em que eles residiam: Anápolis, e regiões circunvizinhas. No decorrer deste texto as referências que foram feitas da história de outros lugares, nesse caso dos Estados Unidos da América e também da história do Brasil durante o período que foi estudado, que tiveram o objetivo de comprovar ou refutar as hipóteses levantadas contextualizando nossa discussão e análise dos fatos. Procuramos relacionar o contexto brasileiro e mundial com a realidade goiana e principalmente da cidade de Anápolis, pois segundo Biavaschi (2003) o historiador

11 11 deve ter cuidado para não tomar uma parte pelo todo, e elaborar sua pesquisa a partir da análise de vestígios de um contexto específico que depois é aplicado indiscriminadamente à totalidade de uma formação social. Barbosa (1998) ressalta que existe a necessidade do historiador que trabalha com História Regional de relacionar a dinâmica da história geral com espaço que ele se propôs a estudar, para não criar uma história artificial descolada do contexto geral. Assim no primeiro capítulo falamos sobre a vida de Joan Lowell antes de ela vir para a região de Anápolis, e sobre as relações entre o país natal da atriz/escritora e o Brasil, destacando elementos que interligavam Anápolis aos EUA. Enfatizamos que a presença dela e de outros norte-americanos no interior de Goiás aconteceu em uma época em que os Estados Unidos interferiam em todos os países da América, através instrumentos como a conhecida Política da Boa Vizinhança. E mesmo estas pessoas não estando ligadas oficialmente a nenhum programa do governo estadunidense que fomentasse as relações entre Brasil e EUA, e tão pouco a serviço do governo norte-americano no país, percebemos que a chegada delas a Anápolis não deixa de relacionar-se com a vinda de tantos outros americanos ao Brasil, bem como a ida de muitos brasileiros para os Estados Unidos. O segundo capítulo analisa o livro Terra Prometida de autoria de Joan Lowell, onde ela afirma ter vindo abrir uma estrada no interior de Goiás, numa região onde posteriormente foi construída a colônia agrícola, antes mesmo da chegada de Bernardo Sayão à região goiana do Vale do São Patrício. A vinda destes norte americanos para o interior do Brasil acontece exatamente no momento em que o governo brasileiro implementava um programa que incentivava o povoamento e exploração dos chamados vazios demográficos, as regiões do interior do país que

12 12 não estavam inseridas na economia nacional. Este programa foi a Marcha para ao Oeste do governo de Getúlio Vargas, em vigor desde 1937, e cujas medidas propiciaram a expansão da fronteira agrícola e o aumento da produção de mantimentos para o abastecimento do mercado interno (BORGES, 2008). A política varguista para o povoamento do interior brasileiro previa a criação de colônias agrícolas, que grandes extensões de terras que eram doados para os cidadãos brasileiros (e com algumas restrições também para estrangeiros) tinham um núcleo onde ficavam concentrados todos os serviços essenciais para os moradores locais, como escolas, postos de saúde, comércios e a administração da colônia (LENHARO, 1986). Dentre estas colônias a mais conhecida foi a CANG, a Colônia Agrícola Nacional de Goiás, comandada por Bernardo Sayão. Joan Lowell conhecera Bernardo Sayão na região da colônia e tornou-se sua grande amiga. Além de tratar sobre a Marcha para o Oeste, o capítulo relaciona a história de Joan Lowell com os fatos que ocorriam em Goiás, em especial Anápolis, a cidade que era referência para boa parte do interior goiano daquela época. Desde antes de eles virem morar no interior do Brasil, Anápolis era uma importante cidade goiana. A cidade já no segundo decênio deste século tornou-se ponto de atração para os comerciantes tropeiros, nela fixando-se e instalando estabelecimentos comerciais. Asseguravam com tais iniciativas, oportunidades de expansão dos negócios não só porque a cidade estava no projeto do percurso da via férrea, mas também pela grande afluência de pessoas, que já estava se processando, atraídas para o município (FRANÇA, s/d) O terceiro capítulo trata da vida de Joan Lowell e de seu marido, o capitão de navio Leek Bowen, após terem saído da região do Vale São Patrício e vindo morar em Anápolis, cidade em que o casal residiu a maior parte do tempo em que estiveram no Brasil, apesar de quase nada se ter documentado sobre este período.

13 13 Devido à falta publicações sobre muitos aspectos deste período, foi necessário recorrer a fontes como: as biografias dos norte-americanos, bem como a jornais nacionais e internacionais que fizessem alguma referência à vinda destas pessoas a Anápolis. Ressalta-se que a maioria dos jornais, foram consultados em ambiente virtual (exceto os publicados no próprio município e em cidade vizinhas). São muitas as histórias ligadas à estadia destas estrelas em Anápolis, porém quando livros, revistas, jornais, biografias, páginas eletrônicas, entre outras fontes grafadas ou iconográficas, não cobrem suficientemente todos os aspectos da história, a falta de documentação pôde ser resolvida com a realização de entrevista. Caprini (2007) reconhece a importância das fontes orais para a história regional, pois quando as fontes primárias e secundárias são escassas, devido ao fato da pesquisa ser a primeira sobre o assunto, os testemunhos são as únicas fontes que se tem disponível. É preciso então que o pesquisador esteja metodologicamente bem preparado para que não se cometa equívocos, ficando sua pesquisa comprometida com os interesses dos entrevistados. Entre os outros artistas norte americanos que vieram para Anápolis por influência de Joan Lowell, merece destaque Janet Gaynor e Mary Martin, que chegaram à cidade em meados da década de 1950, e adotaram a cidade como refúgio, e recebiam em suas fazendas vários amigos, igualmente famosos. Nesta década, a cidade não passava mais por um momento tão próspero, este foi um período de decadência para o município, se comparado aos anos de 1930, quando a ferrovia havia finalmente chegado. A proximidade das duas capitais, Goiânia e Brasília, acabou por ofuscar em muito o brilho da cidade. Ao concorrer com a capital federal Anápolis perdeu Joan Lowell e Leek Bowen, que se mudaram para lá mesmo

14 14 antes de sua inauguração oficial em Mary Martin e seu marido Richard Halliday, permaneceram em Anápolis ainda por muitos anos, pois não procuravam um lugar de prosperidade econômica. A cidade conquistou este casal pela possibilidade de uma vida pacata, ainda assim gozando de um relativo conforto.

15 15 CAPÍTULO 1. FAR-WEST: O BRASIL É A NOVA FRONTEIRA 1.1. A Incrível Joan Lowell A atriz e escritora norte americana Joan Lowell foi a primeira a chegar a Goiás. Seu nome verdadeiro era Hellen Joan Wagner 1, quanto aos nomes de seus pais segundo uma revista norte-americana eram Lazzarrevich e Emmaline Trask Lowell 2 ; mas de acordo as informações de um documento da Fraternidade Eclética Espiritualista Universal, igreja de Anápolis que a atriz/escritora freqüentou, os nomes de seus pais seriam Nicolas Lowell e Emmaline Trask; já para um jornal norte americano o pai de Joan chamava-se Nicholas Wagner. 3 Se os nomes de seus pais aparecem diferentes em algumas das fontes consultadas, quanto à profissão de seu pai são todas unânimes, ele era um capitão de navio. A atriz/escritora nasceu em 23 de novembro de 1902 em Berkeley, uma cidade do estado norte americano da Califórnia. Ela foi atriz do teatro e do cinema, estrelando um de seus filmes ao lado de Charles Chaplin, o Em Busca do Ouro (1925) e participou ainda, de mais seis filmes nas décadas de 1920 e de Joan foi ainda jornalista e escritora, escreveu livros autobiográficos, The Cradle of the Deep em 1929, Gal Report em 1933, 5 e Promisse Land em 1952, ou Terra Prometida na versão brasileira. O primeiro de seus livros descreve sua infância e adolescência onde ela teria vivido a bordo do navio Minnie A. Caine, o livro narra a história emocionante de sua vida no mar, desde o convívio com os 1 Jornal The Milwaukee Journal Sentinel, Milwaukee, 7-abril-1929, p Revista Time, New York, 18-mar Idem 1. 4 Sítio eletrônico especializado em cinema, o IMDb. 5 Revista Time, New York, 24-Jul-1933.

16 16 marinheiros, passando pelas adversidades da vida em um navio, às explorações de florestas na América Central. 6 O livro foi um grande sucesso editorial, um best seller para a década de Joan Lowell se transformou em uma celebridade, a mídia a elogiou, outros escritores também defenderam a qualidade da obra da jovem escritora. Readers took the bait. Lowell's memoir, a Book-of-the-Month Club selection, sold more than 100,000 copies. Lowell was profiled in newspapers, photographed on ships and wrote a Saturday Evening Post essay about lessons learned from a life on the sea (Los Angeles Times, 14-março- 2008). 7 Mas a decepção veio pouco tempo depois, quando descobriram que Joan Lowell tinha mesmo vivido em um navio, mas apenas em algumas ocasiões e por pouco tempo, sua infância e adolescência fora como de qualquer outra criança, pelas ruas de Berkeley, na Califórnia. E o navio de seu pai, que segundo seu relato havia naufragado na costa da Austrália após um incêndio, o que teria obrigado a escritora a nadar até a praia com seus animais de estimação agarrados às suas costas, descobriu-se posteriormente estar repousando placidamente no Porto de Oakland, na Califórnia. 8 A descoberta da mentira de Joan Lowell aconteceu logo após a publicação de seu livro no ano de Em 18 de março do mesmo ano a Revista Time publicava um artigo falando sobre a história de The Cradle of The Deep em tom 6 Idem 2. 7 Os Leitores morderam a isca. As memórias de Lowell, selecionado como o livro do mês do Clube do Livro do Mês, vendeu mais de cópias. Lowell foi retratada em jornais, fotografou a bordo de navios e escreveu um ensaio para a revista Saturday Evening Post sobre as lições aprendidas com a vida no mar (Tradução Livre). 8 Revista Time, New York, 15-abril Todas as fontes consultadas afirmam que o livro foi lançado em 1929, entretanto o jornal The Evening Independence (St. Petersburg, 08-jun-1923: p.13) em uma matéria sobre Joan Lowell falava a respeito se seu livro. Este fato evidencia que a edição de 1929 não era a 1ª edição de The Cradle of the Deep.

17 17 elogioso. No mês seguinte a farsa foi descoberta, e um jornal norte americano fez uma análise dos diários de Bordo do Minnie A. Caine e atestou que o pai de Joan realmente foi comandante deste navio, mas por apenas 15 meses e não 17 anos, e nesta época a atriz/escritora já era adolescente e não um bebê, como ela havia afirmado. A mesma matéria ainda revelou outros fatos: 10 That the actually was a fire, the log of the ship shows. But this fire occurred at an Adelaide, Australia, wharf, and instead of swimming to shore Joan Lowell walked down the gangplank to the dock. The ship was scuttled, but salvaged, repaired and taken back to San Francisco. The ship's log further shows that Joan was not the only "woman thing" aboard the vessel. Her book says that Joan's mother "hated the sea", and never sailed with her husband, but the records show that Mrs. Wagner made the voyage to Australia. The log also refers to "the two children, indicating that Joan's memoir was faulty when she wrote that never played with another child. 11 Depois do escândalo da descoberta de que sua autobiografia era composta por várias partes fantasiosas e não verídica Joan Lowell ficou desacreditada, os elogios deram lugar ao sarcasmo, ela foi criticada por diversos meios de comunicação dos Estados Unidos que antes não haviam economizado glórias para ela e para com o seu livro. Segundo o jornal The Evening Independence do dia 29 de abril de 1929 (p. 05), após a descoberta das mentiras contidas em seu relato, Joan passou por diversos problemas, entretanto, (...) the book, with all the yelping, continues to sell hot cakes and to the tune of many, many thousands of dollars for Miss Lowell Idem Que realmente havia um incêndio, o registro do navio mostra. Mas o fogo como ocorreu em Adelaide, na Austrália, com o navio atracado, o que fez Joan Lowell em vez de nadar para a costa, descer de prancha de desembarque para a doca. O navio foi rapidamente salvo, reparado e levado de volta para San Francisco. O diário de bordo mostra ainda que Joan não era a única mulher, a bordo do navio. O livro diz que a mãe de Joan "odiava o mar" e nunca viajou com o marido, mas os registros mostram que a Sra. Wagner fez a viagem para a Austrália. O registro também se referia a "duas crianças", indicando que a memória de Joana foi falha quando escreveu que ela nunca brincava com outra criança (Tradução livre). 12 (...) o livro, com todo este alvoroço continua a vender como pão quente e ao som de muitos, muitos milhares de dólares para Lowell (Tradução livre).

18 18 No ano de 1929 após a quebra da Bolsa de Nova York, a crise econômica assolou todo o mundo capitalista. Também para Joan Lowell este ano não foi bom, pois depois de ter tido seu livro desmentido e de ter ficado conhecida como mentirosa, seu casamento com o jornalista e dramaturgo Thompson Buchanan passou por uma grave crise. 13 E mesmo com as tentativas de reconciliação, tempos depois a relação terminou. Joan posteriormente passou a viver em Nova York, onde escrevia para um jornal de Boston, Daily Recorde, em 1933 publicou outro livro autobiográfico, Gal Reporter, sobre sua experiência como repórter do jornal em uma viagem a bordo de um navio da Guarda Costeira americana em expedição ao deserto do Mojave, no estado da Califórnia. 14 O navio partiu de Boston, cidade localizada às margens do oceano Atlântico, e levou a tripulação até o deserto que fica no estado da Califórnia, na costa do Pacífico. Em 1934 Joan Lowell protagonizou e roteirizou a película Adventure Girl, que foi uma tentativa de da atriz/escritora de se desculpar com seus leitores pela farsa contida no seu primeiro livro. Now she steps out again, this time as skipper of the black Hawk, a 48 foot schooner on which she made an adventurous voyage to Central America. For the sake of a graphic record, she took a movie camerman (sic) along on this latter trip, and now the party has returned, Bring back a full-length feature picture. It is titled Joan Lowell - "Adventure Girl", and will be shown at the Princess Theatre Sunday (Kentucky New Era, 25-ago-1934: p. 03). 15 Este filme é uma espécie de documentário autobiográfico em que ela tentou 13 Jornal Pittsburgh Post- Gazette, Pittsburgh, 26-dez-1929, p Idem Agora ela saiu novamente, desta vez como capitã do Black Hawks, uma escuna de 48 pés em que ela fez uma viagem de aventura à América Central. Para fazer o registro gráfico, ela levou um cinegrafista junto nesta última viagem, e agora o grupo voltou, trazendo de volta as imagens do longa-metragem. É intitulado por Joan Lowell como Adventure Girl, e será apresentado no Teatro Princess domingo (Tradução livre).

19 19 justificar as façanhas descritas no seu primeiro livro, mostrando na película as aventuras que dizia ter vivido em alto mar, a bordo do Minnie A. Caine. Ela filmou na Guatemala, e de lá trouxe uma criança mestiça de 6 anos, chamado Marino Valdéz, encontrada abandonada nas selvas durante a gravação do filme. 16 Joan pretendia adotar esta criança e educá-la, mas provavelmente não conseguiu, pois não há registro de nenhum herdeiro seu. É interessante notar o quando a história de vida de Joan Lowell está intimamente ligada ao mar, e a navios. Filha do capitão de um navio chamado Minnie A. Caine, Joan narrou no livro Cradle of the Deep as façanhas que ela teria vivido no mar ao lado de seu pai, posteriormente descobriu-se que isto não teria passado de uma estratégica literária (como justificou seu primeiro marido, o escritor Thompson Buchanan) onde ela juntou várias experiências que ela teria vivido em navios em um mesmo relato. 17 Com o ator Basil Rathbone ela estrelou a peça teatral Port o London na qual interpretava a filha de um capitão do mar. 18 A escritora ainda participou de uma expedição a um deserto californiano a bordo de um navio com a Guarda Costeira americana; tempos depois ela foi a bordo do navio Black Hawk filmar The Adventure Girl e finalmente conheceu seu marido, com o qual se aventurou em terras brasileiras justamente em um navio, do qual ele era capitão. Joan Lowell era de fato uma mulher muito aventureira (o que se comprova pelo fato dela largar todo o conforto do seu apartamento em Nova York para viver uma aventura no Brasil), a escritora é descrita por muitas pessoas como uma mulher corajosa, Léa Sayão, filha de Bernardo Sayão e sua amiga, descreveu-a certa vez como sonhadora (FREITAS, 2002). 16 Revista Time, New York, 19-fev Idem Idem 2.

20 20 No entanto a maior aventura que Joan Lowell viveria seria muito longe de onde ela se encontrava nesta época. Ela começa a se delinear durante um cruzeiro pelas costa das Américas, num Transatlântico de luxo, quando a escritora conheceu Leek Bowen, o capitão do navio e seu futuro marido. O capitão revelou a atriz seu sonho de vir viver uma aventura desbravando o interior do Brasil, e numa história digna de um roteiro cinematográfico, Joan e Bowen se apaixonaram e resolveram viver na América do Sul (LOWELL, s/d). Segundo Joan Lowell, Leek Bowen disse a ela as seguintes palavras, como que a convidando para vir com ele: Existem, lá, muitas terras desabitadas (...). O Brasil ainda tem regiões inexploradas, que se oferecem aos colonizadores (...). Sabe, desde menino, desejei descobrir um rincão, o mais longe possível da civilização (LOWELL, s/d: p.13). Joan Lowell (s/d) relata que primeiro ela veio sozinha, morando em uma praia deserta na costa paulista, perto do porto de Santos a espera do amado, posteriormente Leek Bowen veio, após ter conseguido se desfazer de suas posses nos Estados Unidos e de pedir demissão do emprego. Ao chegar aqui eles ainda não sabiam por onde começar a empreitada pelo interior do país. Novamente a história toma um rumo inesperado, bem ao estilo Joan Lowell. Mesmo morando em uma praia deserta e longe dos aglomerados urbanos Joan (s/d) conta que algumas pessoas sabiam da existência naquelas redondezas de um casal americano, sabiam também da vontade de ambos de desbravar o interior do país. Então em uma manhã bateu a porta do casal dois homens que ofereceram a eles a proposta de vir para o interior de Goiás abrir uma estrada em terras selvagens que necessitavam de uma via de acesso, ainda que precária, para

21 21 que pudessem valorizar as terras para eles posteriormente vendê-las. O casal aceitou o acordo que previa ainda que Joan viesse com o marido para que outras esposas não temessem vir morar na localidade caso algum homem resolvesse se mudar para lá. Assim começou a aventura de Joan Lowell e Leek Bowen pelo Planalto central, o capitão partiu primeiro e combinou que sua esposa o esperaria voltar para buscá-la depois de sondar o local onde deveria ser aberta a estrada. Joan Lowell não ficou à espera de seu marido sabendo que ele estava embrenhado no meio do mato num local desconhecido, e sem ao menos saber comunicar-se em português. Ela juntou seus pertences e rumou com destino ao interior do país um dia após seu marido ter saído. Foi assim, segundo seu próprio relato, que Joan Lowell e seu marido vieram parar em Goiás para descobrir o que eles chamavam de terra livre aos colonizadores (LOWELL, s/d). Estando ela naquele momento no sertão de Goiás não haveria mais mar, mas Joan Lowell não precisava dele para conseguir vivenciar as mais inusitadas aventuras. Em seu livro sobre sua vida no Brasil Joan Lowell não cita muitas datas, sabemos que ela chegou ao Brasil no final do ano de 1935 pelo seu relato no começo do primeiro capítulo de seu livro: Talves (sic) a política da boa vizinhança ainda não fosse oficial entre o Brasil e os Estados Unidos, em novembro de 1935, mas tive uma recepção amistosa, cordial, quando voltei 19 dos Estados Unidos, dali a dois meses, desembarcando em Santos. E não trazia passagem de ida e volta (LOWELL, s/d: p.17). 19 Joan fala que foi bem recebida quando voltou ao Brasil por que no cruzeiro em que ela conheceu o marido, Leek Bowen, ela já havia passado pelo país em uma das paradas do navio e desembarcado no Rio de Janeiro (LOWELL, s/d: p.14).

22 22 Joan Lowell neste trecho cita uma das formas que os norte-americanos usaram para intervir nos países latino americanos, a conhecida Política da Boa Vizinhança, uma postura aparentemente solidária para com o restante dos países da América, que estavam desabando perante as conseqüências da crise de 1929 e pela instabilidade política. É muito difícil estabelecer quais foram os motivos para a escolha deste casal de vir viver aqui no Brasil, alem é claro do que já está relatado no seu livro autobiográfico, sobre a vontade de Leek Bowen de desbravar terras selvagens. Mas a vinda deste casal para este país aconteceu em um momento da história mundial em que os Estados Unidos impunham sua presença em quase todos os países da América Latina, e mesmo em outras partes do mundo, de várias formas. A prática de interferência nas questões nacionais de outros países é um traço sempre presente na política internacional norte-americana, basta lembrarmo-nos da entrada dos EUA na guerra do povo grego contra a dominação britânica, em 1947; no apoio ao golpe de 1954 na Guatemala; no Japão em 1947, cujas ações americanas reverteram uma quadro que iria levar o país a democratização; na Coréia durante a Guerra do Vietnã,em 1959, entre tantas outras intervenções (CHOMSKY, 1999). (...) os Estados Unidos nunca tiveram uma política para a América Latina, mas sim uma só grande doutrina, uma Estratégia Global voltada para sustentar a posição norte americana no mundo a longo prazo. Por conseguinte, as relações para com o restante do continente americano derivam dessa doutrina maior; são elas um ramo menor de todos por vezes o menos significativo deles (SCHILLING, 2002:15).

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