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2 Sumário Apresentação A Missão do Dirigente Municipal de Educação A Agenda dos Cem Primeiros Dias Aspectos gerais a) Uma leitura da realidade do município em termos sociais, econômicos, políticos e culturais. b) Um entendimento sobre as relações de poder. c) Uma compreensão das aspirações gerais da população. Aspectos específicos a) A relação e cópias de todos os Programas e Projetos implantados e em implementação pela gestão anterior, incluindo convênios e contratos, bem como prestação de contas. b) A relação de providências para iniciar o período letivo. c) O quadro de recursos humanos com os quais vai trabalhar. d) O inventário de bens móveis e imóveis. e) O números da demanda escolar. f) Orçamento detalhado, fluxo financeiro, contas bancárias e seus valores e as dívidas do órgão. g) Quadro geral de dispêndios com Pessoal e Encargos, Manutenção e Investimentos. h) O grau de inadimplência do município em relação a estruturas complementares que deverão ser criadas no âmbito da educação municipal. i) A organização administrativa e pedagógica da rede escolar. j) A documentação legal e textual referente à estrutura, organização e funcionamento da rede municipal de ensino. k) A relação de entidades da sociedade civil, dos movimentos sociais e outras vinculadas ao mundo da educação e da escola para possíveis parcerias. l) O levantamento das necessidades básicas das escolas para que funcionem regularmente. m) A situação dos depósitos e armazéns para guarda dos produtos da merenda escolar, livro didático e material escolar. n) O sistema de transporte escolar e distribuição dos materiais para a rede escolar. o) A conquista da autonomia gerencial. p) A organização da etapa municipal da Conferência Nacional de Educação. Aspectos programáticos a) Conjunto de providências de curto, médio e longo prazos, a partir dos diagnósticos das etapas anteriores agenda.indd 2 2/3/ :48:33

3 Apresentação Prezado(a) Dirigente Municipal de Educação, A Undime, em parceria com o Unicef e Ministério da Educação, lança uma agenda com orientações para os novos Dirigentes Municipais de Educação. Após o pleito eleitoral de 2008, estima-se uma mudança de no mínimo 60% de gestores dessa área. As instituições pretendem contribuir com a superação de algumas das principais dificuldades dos gestores públicos: dar continuidade aos programas e projetos que o município já desenvolvia. Por isso, o documento foi elaborado com base no papel do Dirigente e sua importância no contexto nacional da educação e visa a garantia do direito de aprender de todos e de cada um. Intitulado Agenda dos Cem Primeiros Dias, o documento busca contribuir com o trabalho dos Dirigentes. Em seu texto fica claro o entendimento de que compete ao gestor assegurar o acesso à educação pública com qualidade social. Esse Direito está respaldado na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases, no Estatuto da Criança e do Adolescente, e ainda, em acordos internacionais. Um dos pontos principais da Agenda é a necessidade de se ter conhecimento dos programas e projetos implantados e em implementação pela gestão anterior, incluindo convênios e contratos, bem como as prestações de contas. Tudo deve estar relacionado e devidamente arquivado para fácil localização. O novo Dirigente poderá contar com o Memorial da Gestão da Educação Municipal, elaborado pela gestão , a partir da matriz produzida pelo Programa de Apoio aos Dirigentes Municipais de Educação Pradime da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação. Para tanto, Unicef, SEB/MEC e Undime incentivaram os Dirigentes que concluíram a gestão em 2008, a elaborar o histórico na expectativa de se promover uma transição republicana democrática. Vale destacar que a Agenda tem por objetivo listar os compromissos que os Dirigentes devem assumir como gestores públicos, mas a temporalidade da execução de cada item listado depende das condições organizacionais de cada um dos municípios, assim como de suas realidades locais e regionais. Boa leitura e bom trabalho! agenda.indd 3 2/3/ :48:33

4 4 Agenda dos Cem Primeiros Dias - Orientações ao Dirigente Municipal de Educação A Missão do Dirigente Municipal de Educação Ser um Dirigente Municipal de Educação¹ - DME no atual contexto brasileiro e internacional é um desafio. Gestores educacionais de pequenos, médios e grandes municípios, sejam pobres ou ricos, desenvolvidos ou não, enfrentam muitas dificuldades para implementar seus projetos. A educação, como um dos principais direitos do cidadão, deve ser entendida como uma meta importante para qualquer povo que queira atingir desenvolvimento sustentável e humano, diminuir desigualdades e promover oportunidades iguais para todos. A educação, portanto, encontra-se na base da formação social, econômica, política e cultural de qualquer sociedade. No mundo contemporâneo, o conhecimento ganha ainda mais valor, como ferramenta de emancipação de toda uma nação. Em um contexto de globalização econômica, a educação possibilita que as políticas públicas sejam efetivadas em várias camadas sociais, informando a população sobre seus direitos e deveres. Os Dirigentes Educacionais precisam, portanto, dispor, além de sua força de trabalho, de uma cota pessoal de responsabilidade e compromisso à causa que abraçaram. Só assim o Dirigente cumprirá efetivamente sua missão de gestor público: garantir o direito de aprender de todos e de cada um em sua plenitude, isto é, reunir bons conteúdos escolares a uma formação cidadã. 1 - A opção da Undime em utilizar o termo Dirigente ao invés de Secretário de Educação visa demonstrar o entendimento da Undime quanto à importância do cargo. O responsável pela educação no município não deve ser apenas um executor das políticas de governo, mas, sim, assumir seu papel mobilizador na construção de políticas de Estado no âmbito municipal. É preciso fazer com que seu trabalho, de algum modo, contribua para superar os desafios de um sistema público de ensino que ainda não tem correspondido às necessidades educacionais dos brasileiros. O DME deve ter ética e consciência de sua responsabilidade pública, postura que está determinada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação - LDB em vigor e nos demais ordenamentos jurídicos que regulam o seu papel, como a própria Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente e em diversos outros documentos internacionais dos quais o Brasil é signatário. agenda.indd 4 2/3/ :48:33

5 5 Agenda dos Cem Primeiros Dias - Orientações ao Dirigente Municipal de Educação A Agenda dos Cem Primeiros Dias Devidamente nomeado e empossado, o novo Dirigente Municipal de Educação, nos seus cem primeiros dias de trabalho, precisa organizar uma ferramenta indispensável para dar a largada à gestão que se inicia. Essa ferramenta é uma agenda político-administrativa com dados e informações essenciais sobre o contexto e a instituição que ele começa a dirigir. É preciso conhecer a realidade do órgão público que agora está sob sua responsabilidade, bem como o contexto social em que está inserido. Mesmo estando à frente de uma Secretaria de Educação de um município pequeno, com menos de 10 mil habitantes, esse conhecimento prévio é fundamental para o planejamento e gestão da instituição educacional. Aspectos gerais a) Uma leitura da realidade do município em termos sociais, econômicos, políticos e culturais. b) Um entendimento sobre as relações de poder entre os entes federados. c) Uma compreensão das aspirações gerais da população. Aspectos específicos a) A relação e cópias de todos os Programas e Projetos implantados e em implementação pela gestão anterior, incluindo convênios e contratos, bem como prestação de contas. b) A relação de providências para iniciar o período letivo. c) O quadro de recursos humanos com os quais vai trabalhar. d) O inventário de bens móveis e imóveis. e) Os números da demanda escolar. f) O orçamento detalhado, fluxo financeiro, contas bancárias e seus valores e as dívidas do órgão. g) O quadro geral de dispêndios com Pessoal e Encargos, Manutenção e Investimentos. h) O grau de inadimplência do município em relação a estruturas complementares que deverão ser criadas no âmbito da educação municipal. i) A organização administrativa e pedagógica da rede escolar. j) A documentação legal e textual referente à estrutura, organização e funcionamento da rede municipal de ensino. k) A relação de entidades da sociedade civil, dos movimentos sociais e outras vinculadas ao mundo da educação e da escola para possíveis parcerias l) O levantamento das necessidades básicas das escolas para que funcionem regularmente. m) A situação dos depósitos e armazéns para guarda dos produtos da merenda escolar, livro didático e material escolar. n) O sistema de transporte escolar e distribuição dos materiais para a rede escolar. o) A conquista da autonomia gerencial. p) A organização da etapa municipal da Conferência Nacional de Educação. Aspectos programáticos a) O conjunto de providências de curto, médio e longo prazos, a partir dos diagnósticos das etapas anteriores. agenda.indd 5 2/3/ :48:33

6 6 Agenda dos Cem Primeiros Dias - Aspectos gerais Aspectos gerais a) Uma leitura da realidade do município em termos sociais, econômicos, políticos e culturais. Conhecer a história do povo e do lugar onde o Gestor vai trabalhar é fundamental. Saber como aquela sociedade se formou e como se multiplicou ao longo dos anos, quais as estruturas políticas que estiveram à frente do governo e os traços fortes da cultura local são elementos analíticos fundamentais para que o agente público oriente e organize a sua proposta educacional. Com certeza sua gestão será vista com mais respeito e credibilidade porque será percebida de imediato como uma atuação que valoriza as particularidades locais. O Gestor deve ter um bom preparo pessoal e sensibilidade para estruturar uma equipe técnica específica e qualificada para desenvolver projetos coletivos. Atingir a condição de Dirigente Educacional sem compreender a história e a cultura da população a que se propôs servir é uma missão com altíssima possibilidade de fracasso. b) Um entendimento sobre as relações de poder. Conhecer os atores e as regras da política municipal é outra ação importante. É necessário saber como o poder local está estruturado e organizado, quem são os dirigentes e dirigidos, movimentos sociais, sociedade civil organizada e como este poder se articula local, estadual, nacional e internacionalmente. O cargo que o Secretário de Educação ocupa é simultaneamente técnico e político. Não basta que ele seja um competente gestor e educador, que esteja atualizado nas teorias da educação. Estes fatores são importantes, mas não são suficientes para o desempenho da função. O Gestor também deve se perceber e assumir a condição de agente político para conquistar êxito na implementação das políticas educacionais adequadas ao seu município. O Dirigente enfrentará, inclusive no seu próprio grupo político, desafios da prática local reivindicando tratamentos diferenciados para seus eleitores. Outro desafio a ser superado é manter as alianças políticas sem, contudo, submergir aos interesses individuais ou de grupos que neguem o direito público e coletivo de aprender. Essa sensibilidade política e essa capacidade de se colocar diante das pressões possibilitarão a dinamização do seu projeto de direção. Tal postura evitará a perda de confiança e credibilidade diante da população e dos setores organizados da sociedade. agenda.indd 6 2/3/ :48:33

7 7 Agenda dos Cem Primeiros Dias - Aspectos gerais c) Uma compreensão das aspirações gerais da população. A Educação, por se tratar de um direito público, deve ser gerida com o conhecimento das necessidades e aspirações das comunidades e das famílias, que reconhecem na educação um meio de melhorar sua qualidade de vida. Para a grande maioria dos habitantes dos municípios, o acesso à educação representa praticamente a única oportunidade de ascensão social e de inclusão produtiva. Sem esse conhecimento ficará muito mais difícil obter a adesão e a parceria da população, peça importante em sistemas de governança participativos e democráticos. Não é difícil obter esse diagnóstico. Uma das formas é realizar encontros com as lideranças locais da sociedade civil. Outra que jamais deverá ser negligenciada é a de ouvir e manter vínculos estreitos com os estudantes, mães, pais e familiares. Sempre será relevante promover encontros que captem os sentimentos e aspirações das famílias sobre a educação que está sendo ofertada aos seus filhos pelas escolas públicas municipais. Outra atitude importantíssima a cargo do Gestor é fazer regularmente visitas às escolas sejam da zona urbana ou do campo - e a outros órgãos da educação municipal. Deverão ser visitas planejadas, que contribuam para uma gestão descentralizada da política educacional, por intermédio de fóruns de pais e de outras células comunitárias. O grande objetivo é a construção da escola que a comunidade escolar e seu entorno desejam e necessitam. agenda.indd 7 2/3/ :48:34

8 8 Aspectos específicos a) A relação e cópias de todos os Programas e Projetos implantados e em implementação pela gestão anterior, incluindo convênios e contratos, bem como prestação de contas. Item fundamental para superar os prejuízos causados pelas descontinuidades administrativas, comuns em muitas gestões públicas do país. Esta relação possibilita, ainda, saber das pendências existentes e avaliar os resultados atingidos. Preocupado com essa questão, o Pradime incentivou os Dirigentes que concluíram a gestão em 2008 a elaborar o Memorial da Gestão da Educação Municipal, na perspectiva de contribuir para a construção de uma transição republicana democrática, considerando que, em 2009, novas gestões se iniciam em todo o país. A idéia central é preparar o caminho para quem chega, que, em geral, antes dessa iniciativa, assumia o cargo de Secretário sem nenhuma informação panorâmica. Se os novos Gestores puderem contar com informações seguras sobre o estágio em que se encontra a política educacional local, escaparão dos efeitos negativos da descontinuidade administrativa e poderão avançar no desenvolvimento de suas gestões. Além disso, na transição governamental, é importante que o novo Gestor conheça os programas, projetos e convênios da Prefeitura Municipal que já estão em andamento, para que possa dar seguimento ao que foi proposto, apresentar documentos requisitados ou acompanhar as prestações de contas do município. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE coloca à disposição dos Gestores a Central de Atendimento Institucional 2, que informa sobre os programas e projetos desenvolvidos na instituição. Atualmente são ofertadas pela União duas linhas básicas de apoio financeiro às unidades federadas: 2 - Os contatos podem ser feitos pelo telefone ou na sede do FNDE (SBS, Q. 2, Bl. F, Edifício Áurea Brasília, DF) Transferências Legais Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar PNATE Programa Nacional de Alimentação Escolar PNAE Programa Dinheiro Direto na Escola PDDE agenda.indd 8 2/3/ :48:34

9 12 9 Programa Nacional do Livro Didático PNLD Programa Nacional do Livro para o Ensino Médio PNLEM Programa Nacional do Livro Didático para a Alfabetização de Jovens e Adultos PNLA Programa Nacional Biblioteca da Escola PNBE Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino e Valorização dos Profissionais da Educação Fundeb Transferências Voluntárias Plano de Ações Articuladas PAR Programa Nacional de Reestruturação e Aparelhagem da Rede Escolar Pública de Educação Infantil ProInfância Programa Caminho da Escola. Atenção especial deve ser dada ao Plano de Ações Articuladas - PAR dos municípios que, está disponível no Sistema Integrado de Planejamento, Orçamento e Finanças - Simec. Desde 2007, ano do lançamento do Plano de Desenvolvimento da Educação - PDE, o apoio do MEC aos Municípios, Estados e Distrito Federal, seja por assistência financeira, por meio de transferências voluntárias do FNDE, ou mesmo de assistência técnica, está condicionado à elaboração do Plano de Ações Articuladas. O PAR busca conjugar esforços dos entes federados pela melhoria da qualidade da Educação Básica. Deve ser elaborado ou reelaborado com base no levantamento da situação educacional local em conjunto com equipe técnica do Ministério da Educação e, resulta em um planejamento plurianual com quatro eixos: 1) Gestão Educacional; 2) Formação de Professores e dos Profissionais de Serviço e Apoio Escolar; 3) Práticas Pedagógicas e Avaliação; e 4) Infra-Estrutura Física e Recursos Pedagógicos. O apoio da União se dará por meio de suporte técnico ou financeiro e os participantes serão atendidos segundo critérios de prioridade. Os municípios que já possuem seu PAR revisado pelo MEC podem consultar o resultado da análise técnica, o texto do Termo de Cooperação e acompanhar a liberação dos recursos pelo FNDE por meio do Portal do MEC: Basta clicar no banner eletrônico do PAR e marcar as opções desejadas. Isso permite, ainda, o controle social por parte da sua comunidade Para elaborar o PAR é preciso a assinatura do Termo de Adesão ao PDE pelo município. Esse termo formaliza um compromisso do gestor público em elevar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - Ideb, gradativamente, a partir da adoção de um conjunto de diretrizes. O gestor municipal deve verificar a existência do Termo, os dados e informações disponíveis no Simec e a projeção do Ideb do município para os próximos anos. É necessário verificar a existência de um comitê, composto por pessoas da sociedade civil organizada e do poder público local e exigido pelo Termo agenda.indd 9 2/3/ :48:34

10 10 A situação de adimplência do município junto ao FNDE pode ser verificada na página: sispcoweb Para intensificar o controle social, o Governo Federal dispõe de Portal na Internet - www. portaltransparencia. gov.br - em que podem ser acessados os repasses a entidades governamentais e não governamentais desde 2004 de Adesão do PDE, cuja responsabilidade é acompanhar a execução das ações planejadas no PAR. É importante conhecer os integrantes do Comitê local e apoiá-los para o exercício da responsabilidade assumida. O Plano de Ações Articuladas deve ser elaborado ou reelaborado, diretamente no Simec, por uma equipe do município devidamente orientada pelo Ministério da Educação. Para ter acesso ao Sistema, é necessária uma senha que pode ser solicitada pelo Gestor da educação municipal no próprio Simec. O acompanhamento da prestação de contas dos convênios e contratos é essencial. Segundo o disposto no parágrafo único do Art. 70 da Constituição Federal, a prestação de contas é dever de... qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária. A prestação de contas efetiva-se mediante a apresentação de um conjunto de formulários e documentos, instituídos por atos legais e normativos, de forma a comprovar a boa e regular aplicação dos recursos repassados. Uma das mais importantes ações do PAR está relacionada ao Levantamento da Situação Escolar LSE que permite ao Gestor Municipal de Educação conhecer a atual situação da infra-estrutura de todas as escolas da rede pública municipal para estabelecer prioridades de intervenções nos aspectos estruturais e materiais das escolas públicas municipais. É importante ressaltar que a liberação de recursos, pelo governo federal está vinculada, obrigatoriamente, as informações desse levantamento. b) A relação de providências para iniciar o período letivo. Além da atenção que deve ser dada ao conjunto de iniciativas ligadas ao item anterior, sobretudo por envolverem aspectos que afetam a dinâmica institucional, asseguram o cumprimento das responsabilidades assumidas anteriormente e garantem a continuidade dos trabalhos regulares do órgão gestor, outro tópico da Agenda, da mais alta relevância, é o que trata das providências que precisam ser tomadas visando ao início do período letivo. O Dirigente deve, de imediato, montar uma equipe responsável por tomar todas as medidas necessárias ao início normal das aulas. agenda.indd 10 2/3/ :48:34

11 12 11 É preciso recuperar o planejamento do período letivo a ser iniciado, verificar a disponibilidade de professores, dos trabalhadores em educação, as condições físicas das escolas para atender ao quantitativo de estudantes matriculados, a disponibilidade de carteiras e cadeiras escolares, de material de apoio didático, a situação do livro didático, da merenda escolar, a situação dos bebedouros, da limpeza e da segurança, do transporte escolar, a situação das escolas da zona urbana, do campo, entre tantas outras questões que, se não estiverem equacionadas, causarão transtornos e produzirão um desgaste à nova equipe, além de prejudicar os alunos. Fica evidente que o levantamento das necessidades a serem supridas, para que as aulas comecem sem atrasos e garantam o cumprimento do calendário escolar, implica na disponibilidade de recursos financeiros, materiais e humanos capazes de assegurar a superação das carências e deficiências identificadas. Portanto, de posse do diagnóstico rigoroso da situação, o Gestor terá de se empenhar para viabilizá-los, no menor prazo possível. c) O quadro de recursos humanos com os quais vai trabalhar. Uma das estratégias essenciais para a autonomia das redes e sistemas de ensino diz respeito à qualidade dos recursos humanos que atuam na área educacional. Atenção especial deve ser dada à montagem da equipe pedagógica e da equipe de assessoria técnica e administrativa. É impossível melhorar a qualidade da educação sem professores e técnicos competentes. Consulte o Título VI da LDB, artigos 61 ao 67 tratam das exigências aos professores do ensino básico. O novo Gestor deve realizar os seguintes levantamentos iniciais: Quantos professores possui a rede de ensino? Qual o nível de escolaridade de docentes, técnicos e administrativos? Quantos precisam ser habilitados e titulados para cumprir as exigências da legislação em vigor, que estabelece limites para o professorado do ensino básico? Outras informações fundamentais são: habilitação dos professores e as disciplinas que cada um leciona; relação dos servidores licenciados (licença maternidade, tratamento de saúde, licença prêmio); relação dos servidores à disposição de outros órgãos ou que foram removidos de sua lotação; quantitativo de funcionários pelas várias categorias (agentes administrativos, assistentes, auxiliares de contabilidade, auxiliares de serviços gerais, digitadores, eletricistas, motoristas, professores pelos vários níveis). agenda.indd 11 2/3/ :48:34

12 12 É recomendável verificar o vínculo jurídico dos servidores com a Prefeitura e com a Secretaria de Educação. Deve-se conhecer quantos estão efetivados, quantos estão em estágio probatório e quantos estão em situação irregular, isto é, ainda não fizeram concurso público e estão trabalhando, com ou sem contrato, verificando inclusive se o instrumento contratual é legal e se não esbarra com a legislação interna e externa. d) O inventário de bens móveis e imóveis. O próximo procedimento administrativo é inventariar os bens. A inventariação é importante para que se obtenha condições objetivas de trabalho. Os recursos humanos podem desenvolver de maneira mais eficiente suas funções se existirem meios físicos e materiais para isso. Sem um ambiente propício é impossível avançar no desenvolvimento de um trabalho intelectual realmente criativo. Além disso, o Gestor é o responsável pela educação em todas as suas dimensões, possui responsabilidades formais com a guarda e preservação dos bens móveis e imóveis existentes, podendo ser punido se negligenciar essa tarefa. Assim, mesmo que esta informação não esteja disponível em moldes técnicos, ela não pode ser omitida, tanto por exigências legais, como pela necessidade do Gestor saber quais os recursos materiais que dispõe para implementar sua programação. É vital obter, por exemplo, a relação das unidades escolares existentes, em construção, reforma e ampliação e a situação em que se encontram cada uma delas. Este é um requisito básico para assumir a gestão da Secretaria de Educação. e) Os números da demanda escolar. Quantos estudantes estão matriculados na rede de ensino e qual é a demanda reprimida, por níveis e modalidades de ensino? O gestor deve conhecer os novos procedimentos metodológicos que compõem o Censo Escolar e identificar eventuais erros e omissões. Discutir com a equipe técnica quais os dados, os indicadores educacionais, as taxas e índices estatísticos que serão periodicamente levantados e acompanhados, tomando por base os resultados anuais do Censo Escolar e demais censos estatísticos sobre a educação. agenda.indd 12 2/3/ :48:34

13 12 13 É importante lembrar que existem muitas informações que ainda não foram produzidas, embora estejam em estado bruto no órgão municipal de educação e que poderão contribuir para melhorar a gestão, como, por exemplo: condições de funcionamento das escolas, relação dos conselhos escolares existentes e de grêmios estudantis, nível educacional do corpo de diretores escolares, modelos estatísticos para calcular as necessidades docentes, por unidades, modalidades de ensino, séries e salas de aula, entre outros. Se o gestor não dispuser de boas e consistentes estatísticas sobre a demanda escolar - seus déficits - não conseguirá formular e executar projetos educacionais. f) O orçamento detalhado, o fluxo financeiro, as contas bancárias e seus valores e as dívidas do órgão. Aqui reside uma das maiores dificuldades para a gestão plena da educação pública municipal. Por certo viés histórico, associado à baixa autonomia de boa parte dos Secretários de Educação, o planejamento e gestão do orçamento e das finanças escapam ao seu controle. Acostumados a enxergar o seu papel limitado a questões de ordem puramente pedagógica, os Gestores acabam involuntariamente contribuindo para que essa tarefa venha a ser monopolizada pela área financeira e administrativa da Prefeitura e mesmo por escritórios de contabilidade contratados. Atenção especial ao pagamento dos aposentados. Não é permitido o pagamento com os 25 % destinados à educação O Siope é a ferramenta que o Governo Federal utiliza para regular a correta aplicação dos 25% dos recursos em Educação por parte dos municípios e Estados. Segundo o FNDE, o preenchimento completo e atualizado dos dados orçamentários relativos à educação é indispensável para a realização de transferências voluntárias pelo FNDE. O Sistema está disponível na página: O Dirigente Educacional, no atual contexto, precisa cuidar não apenas da oferta de educação, mas deve atribuir peso equivalente ao conjunto de atividades ligadas à gestão operacional do sistema ou rede de ensino, cujo controle sobre os recursos orçamentários e financeiros se faz indispensável. Se, eventualmente, por razões políticas ou técnicas, ainda não for possível atingir esse estágio de gestão, o Dirigente não pode se omitir ao enfrentamento da situação, devendo, com sua equipe, perseguir estratégias que culminem com este objetivo. Afinal, pelo menos 25% das receitas de impostos que formam o orçamento municipal estão vinculados à política de manutenção e desenvolvimento do ensino, sendo o dirigente co-responsável pela aplicação desses recursos. Omitir-se dessa responsabilidade é uma espécie de renúncia cívica, cujos resultados poderão contribuir para a manutenção dos baixos índices educacionais que ainda existem em muitos municípios brasileiros. agenda.indd 13 2/3/ :48:34

14 14 É importante conhecer a Emenda Constitucional nº19 que trata de contratação de funcionários públicos e remunerações É importante acompanhar pelo Portal da Undime: br o processo de julgamento de liminar da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4167 no Supremo Tribunal Federal - STF, ajuizada na Corte por cinco governadores contra a Lei / 08 (Lei do Piso Salarial Profissional Nacional para os Profissionais do Magistério Público da Educação Básica). g) O quadro geral de dispêndios com Pessoal e Encargos, Manutenção e Investimentos. Para uma boa gestão de pessoal e também financeira, é necessário conhecer a composição da folha de pagamento, detalhada entre trabalho docente e trabalho técnico-administrativo. A radiografia da folha de pagamento, detalhando despesas em cada modalidade de ensino, ao lado do acompanhamento dos descontos previdenciários, ajuda a identificar eventuais incorporações indevidas, muito comuns em municípios pouco institucionalizados. Isso evita futuras avaliações negativas por parte dos Tribunais de Contas, Controladorias, Auditorias e outros semelhantes. Detalhar todos os valores que compõem a remuneração dos cargos, somando salário básico mais funções comissionadas e gratificadas e outros tipos de incentivos também é importante. O Plano de Cargos e Vencimentos é referência para as seguintes verificações de valores: vencimento básico; gratificações (quais são e a fórmula para sua valoração); incentivos (quais e a partir de que critérios); funções gratificadas e comissionadas; incentivos e direitos trabalhistas do servidor, como salário-família, abonos, anuênios e qüinqüênios, aposentadorias, pensões, custo dos afastados, custo das gratificações e incentivos, auxílio transporte, terço de férias, desconto de faltas, recolhimentos, bem como os encargos sociais da Folha de Pagamento. A implantação de critérios para avaliação de desempenho não pode ser negligenciada, inclusive nos estágios probatórios, ou em casos de promoção ou progressão na carreira. É preciso observar também o fluxo do processo administrativo relativo à solicitação de direitos, mudança de nível, pagamentos por serviços realizados, entre outros. Uma questão que deve merecer toda a atenção do Gestor é a relacionada às licenças para tratamento de saúde, sem a real necessidade, expediente muito utilizado na área de pessoal, que, se não for enfrentado com a devida atenção produzirá transtornos na gestão dos recursos humanos docentes e administrativos. Uma medida imediata diz respeito ao disciplinamento interno dessa matéria, seguindo o que está configurado na legislação específica. Outra medida importante é criar uma Comissão de Assuntos Disciplinares para resolver litígios, sindicâncias e inquéritos. Na mesma linha, estão as remoções e pedidos de disposição para outros órgãos de professores e pessoal administrativo. Em muitos municípios agenda.indd 14 2/3/ :48:34

15 12 15 ainda se pratica excessivamente processos de remoção e disposição de servidores, o que pode ocasionar enormes prejuízos para a organização do trabalho da Secretaria e da rede escolar. Essa Comissão deve ser encarregada do gerenciamento e orientações preventivas dos servidores sobre seus direitos e deveres correlatos, constantes no regime jurídico trabalhista em vigor. Conhecendo melhor o comprometimento dos recursos financeiros com as despesas de Pessoal e Encargos, o Gestor terá melhores condições para planejar de modo seguro os dispêndios com Manutenção e Investimentos, fundamentais para garantir uma educação com qualidade social. h) O grau de inadimplência do município em relação a estruturas complementares que deverão ser criadas no âmbito da educação municipal. Um dos mais graves problemas enfrentados pelas redes de ensino municipais vincula-se à sua baixa institucionalidade. Entende-se por institucionalidade a existência de instituições, órgãos e demais componentes que integram a estrutura organizacional das redes ou sistemas de ensino. É impossível atingir a autonomia se não houver um esforço claro de fortalecimento institucional das Secretarias Municipais de Educação visando, sobretudo, assegurar a sua capacidade de gestão da rede de ensino. O Conselho Municipal de Educação é um grande aliado do DME e deve ser visto como apoio às ações da Secretaria Municipal de Educação Alguns exemplos de institucionalidade que ainda não se encontram operando em boa parte dos municípios são: Sistemas Municipais de Ensino; Conselhos Municipais de Educação; Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente; Conselhos Escolares; Grêmios Estudantis; Planos de Carreira e Remuneração, entre outros. Mesmo estruturas de existências compulsórias, como os Conselhos da Alimentação Escolar e do Fundeb, em muitos casos, são prefeiturizados, isto é, seguem prioritariamente as orientações decisórias dos titulares das Prefeituras, enfraquecendo o controle social e minimizando a credibilidade destes Conselhos. Por serem legalmente obrigatórias, a inexistência de muitas dessas institucionalidades implicará em sérios prejuízos ao município, como suspensão de transferências voluntárias de recursos da União e sanções propostas pelo Ministério Público. agenda.indd 15 2/3/ :48:34

16 16 i) A organização administrativa e pedagógica da rede escolar. É preciso bastante cuidado nessa questão. É comum hipertrofiar a Secretaria de Educação em relação à rede escolar e demais órgãos vinculados à área educacional. Deve-se lembrar que a Secretaria de Educação é, acima de tudo, um espaço de facilitação e mediação do desenvolvimento do ensino, cujo lugar privilegiado de referência é a escola. Assim, as atribuições e competências da escola devem ser respeitadas, evitando-se que a Secretaria as assuma indevidamente. Apesar disso, observa-se ainda uma fraca organização administrativa e pedagógica da rede escolar, muitas escolas sem planejamento, planos e projetos pedagógicos e administrativos. O começo de tudo passa pelo conhecimento do número de escolas existentes, localização geográfica e a condição de regularização, identificando as que são autorizadas e as que são reconhecidas. É preciso verificar também a situação em termos de existência de unidades executoras escolares registradas em cartório, de Regimentos Escolares atualizados, Planos de Desenvolvimento da Escola e reformas curriculares. É vital dispor da relação com o nome de todos os diretores, vice-diretores e demais cargos existentes nas escolas, procurando saber as gratificações que recebem, a experiência no cargo e o nível de formação acadêmica, além de quanto é repassado para a escola. Igualmente importante é conhecer as múltiplas fontes de recursos repassados às unidades escolares e acompanhar a execução dos mesmos. Atenção especial deve ser dada aos Projetos Político-Pedagógicos das escolas e a seu modelo de gestão, sobretudo examinando o padrão de relacionamento e participação dos estudantes, dos pais e da comunidade. A Secretaria de Educação jamais terá condições de substituir a escola e o seu papel especial no desenvolvimento da educação. Um bom Gestor é aquele que respeita essa realidade e coloca a sua gestão a serviço do desenvolvimento da rede escolar, que deverá cada vez mais se estruturar e organizar visando à aprendizagem dos seus estudantes. j) A documentação legal e textual referente à estrutura, organização e funcionamento da rede municipal de ensino. É outro requisito relevante, pois não é fácil dispor dessa documentação, por prevalecer uma baixa preocupação com a preservação da memória e da história institucional. Organogramas, Manuais de Organização, processamento administrativo, estrutura de cargos e funções, coletâneas de Leis e normas internas, Decretos e Resoluções pertinentes, entre tantos outros, precisam ser mantidos e recuperados com todo o zelo possível. agenda.indd 16 2/3/ :48:34

17 12 17 k) A relação de entidades da sociedade civil, dos movimentos sociais e outras vinculadas ao mundo da educação e da escola. Essa relação é importante para mapear o capital social existente, começando pelos grêmios estudantis, associações e uniões municipais estudantis, e ainda, sindicatos e associações de trabalhadores da educação e de pais. Além disso, é vital conhecer as premissas do Sindicato de Professores e demais servidores e de imediato buscar o diálogo para enfrentar as reivindicações. Um passo importante é levantar os termos do Acordo Coletivo de Trabalho em vigor, ligado aos profissionais da educação, que muito contribuirão para a continuidade do seu cumprimento pela nova equipe que está assumindo a direção do órgão gestor da educação municipal. l) O levantamento das necessidades básicas das escolas para que funcionem regularmente. É fundamental tanto em termos de insumos para o trabalho pedagógico e administrativo, como em termos de segurança, verificar as condições das bibliotecas, sanitários, material de consumo e material pedagógico. Além das carências de equipamentos como computadores, bebedouros entre outros. O LSE é um instrumento que orienta o Gestor Municipal de Educação na tomada de decisão, pois, os dados e informações coletadas classificam as edificações passíveis de adequações para um ambiente escolar mais confortável e adequado. m) A situação dos depósitos e armazéns para guarda dos produtos da merenda escolar, livro didático e material escolar. O Gestor cuidadoso reserva uma atenção especial a esses aspectos da administração educacional e escolar. Qualquer descuido pode levá-lo a situações desconfortáveis junto à comunidade. Além dos prejuízos financeiros acarretados pela má administração dos estoques e locais de armazenagem, que acabam prejudicando a dinâmica escolar e o processo de aprendizagem dos estudantes. Uma medida de grande alcance é criar uma Comissão de Fiscalização e Recebimento dos materiais adquiridos pela Secretaria e pelas escolas, buscando monitorar essa atividade. agenda.indd 17 2/3/ :48:34

18 18 Infelizmente ainda são freqüentes as tentativas de fraude por parte de fornecedores, que tentam ofertar produtos com validade vencida, com defeitos ou de qualidade duvidosa. Cabe ressaltar a frequência com que pessoas tentam se fazer passar por representantes ou parceiras de instituições sérias ligadas à educação, para facilitar fraudes. A Comissão deve atuar mais fortemente ainda nas escolas, onde, em geral, as condições de acompanhamento e fiscalização são mais precárias. A administração dessa área é muito trabalhosa e complexa e requer, portanto, medidas técnicas que sejam capazes de realizar uma boa gestão dos estoques dos bens existentes. Uma boa alternativa é a informatização do setor, acompanhada de um programa para trabalhar o fluxo de estoques das mercadorias adquiridas. É importante lutar pelo cumprimento dos parágrafos 5º e 6º do artigo 69 da LDB n) O sistema de transporte escolar e distribuição dos materiais para a rede escolar. A gestão do transporte escolar continua sendo um dos mais contundentes desafios colocados aos Gestores Educacionais. Apesar dos esforços do MEC, do FNDE e de outras instituições, a solução definitiva do problema ainda vai perdurar por bastante tempo. Informações que são fundamentais para o Gestor: tamanho da frota de veículos (carros próprios e alugados); se adotam terceirizações; e se existe implantado um sistema de distribuição da merenda escolar, do material escolar e demais materiais e equipamentos suplementares, oriundos da União, do Estado ou adquiridos com recursos próprios do município. É desse conjunto de dados e informações que será possível definir a melhor logística de atendimento. É importante destacar que as etapas municipais poderão ser realizadas em microrregionais, ou seja, reunindo vários municípios. Converse e se informe com a Undime de seu Estado para obter informações mais detalhadas e atualizadas. o) A conquista da autonomia gerencial. Esta é a questão mais complexa a ser enfrentada, uma vez que os sistemas de poder locais, em especial nas áreas menos desenvolvidas do país, ainda não reconhecem a autonomia dos Gestores Educacionais. A autonomia será uma conquista, que se iniciará nas primeiras horas do exercício do cargo. Tão logo seja alcançada, ainda que sem a sua plenitude, deve ser formalizada progressivamente, por exemplo, por meio de um Decreto do prefeito, em que fiquem configurados esses graus e as competências que serão delegadas para o exercício dessas atribuições. Os diplomas legais que dão apoio à medida são: as leis orgânicas municipais e a LDB. Tal conquista não será mecânica e muito menos uma concessão aos Dirigentes Educacionais mais capacitados. Para sua permanência e sustentabilidade é fundamental que seja uma conquista da comunidade agenda.indd 18 2/3/ :48:35

19 12 19 educativa, por força de sua capacidade técnica e política, centradas na participação e envolvimento ativos da comunidade local. Sem autoridade técnica e política é impossível conquistar a autonomia sustentável das redes e sistemas de ensino. p) A organização da etapa municipal da Conferência Nacional de Educação. A Conferência Nacional de Educação será realizada de 23 a 27 de abril de Mas, para isto acontecer deverão ser realizadas as etapas municipais no primeiro semestre de 2009 e as etapas estaduais no segundo semestre. É importante a participação de todos, principalmente dos atores fundamentais do processo educacional: estudantes, professores, gestores, pais, entidades sindicais, movimentos sociais, conselhos de educação, entre muitos outros segmentos. Serão debatidas e apresentadas propostas para melhorar a Educação Básica, Educação Superior, Educação Profissional e Tecnológica e as demais etapas e modalidades de ensino. Em cada Estado, está estruturada uma Comissão Organizadora Estadual, com representação de diversas entidades educacionais entre as quais a Undime. A temática, os eixos e os colóquios da Conferência Nacional deverão ser tratados nas etapas municipais, mas isso não impede que outros temas locais também sejam tratados de forma mais específica. Das etapas municipais, a partir de critérios estipulados pela Comissão Estadual, serão eleitos delegados para as etapas estaduais, e destas, para a etapa nacional. Aspectos programáticos a) O conjunto de providências de curto, médio e longo prazos, a partir dos diagnósticos das etapas anteriores. O terceiro estágio da Agenda, a se processar após o diagnóstico amplo da situação, compreende um conjunto de providências de curto, médio e longo prazos. Tais providências serão adotadas imediatamente pelo novo Gestor, com a finalidade de resolver problemas observados a partir do balanço feito, produzindo impactos junto à comunidade, sobretudo por se referirem também a problemas identificados a partir do levantamento das expectativas da população em relação à política educacional. Além disso, é preciso pensar em novas soluções para problemas antigos e alternativas para dificuldades futuras. Fica evidente que nesse estágio do processo é chegada a hora de se iniciar a construção de um Planejamento e Gestão democráticos, dotados de qualidade social, em que os objetivos, diretrizes e metas de desenvolvimento educacionais estejam configurados. agenda.indd 19 2/3/ :48:35

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