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1 LINHAS DE INVESTIGAÇÃO 01 saúde, desporto e actividade física a) Actividade física e qualidade de vida b) Actividade física em populações especiais c) Actividade física na terceira idade d) Actividade física, genética e saúde e) Actividade física e diversidade 02 treino e rendimento desportivo a) Metodologia do treino b) Tecnologia adaptada ao Desporto Rendimento c) Treino de capacidades coordenativas, condicionais e cognitivas d) Treino da técnica, táctica em Desp. Rendimento e) Biomecânica e rendimento desportivo f) Psicologia Desportiva 03 educação física e desporto a) Educação física escolar b) Educação Física e Desporto Escolar c) Formação e avaliação em Educação Física d) Formação e avaliação dos profissionais de Educação Física e de Desporto 04 gestão, organização e factores sociais da actividade física e desporto a) Equipamento e instalações desportivas b) Gestão e organização do desporto c) Actividade física para todos d) Desporto e Turismo e) Direito desportivo ÍNDICE 03 Editorial saúde, desporto e actividade física investigação 05 A avaliação da resistência - Efeitos da aplicação de um programa de treino na aptidão cárdio-respiratória numa corporação de bombeiros profissionais Mourão, P.; Gonçalves, F. técnico 13 A avaliação da composição corporal - A medição de pregas adiposas como técnica para a avaliação da composição corporal Gonçalves, F.; Mourão, P. treino e rendimento desportivo investigação 23 A utilização dos membros superiores nos saltos verticais - Estudo comparativo entre um salto sem contramovimento sem a utilização dos membros superiores e um salto sem contramovimento com a utilização dos membros superiores Mourão, P.; Gonçalves, F. investigação 29 Treino proprioceptivo na prevenção a reabilitação de lesões nos jovens atletas Domingues, M. técnico 39 Pressupostos de validação de um questionário de avaliação psicossocial Gonçalves, F.; Mourão, P. técnico 51 Avaliação táctica no voleibol - O posicionamento defensivo e zonas vulneráveis em função da zona do ataque adversário no 5º jogo da fase final do Play-Off Divisão A1 Gonçalves, F.; Mourão, P. revisão 59 O treino da flexibilidade muscular e o aumento da amplitude de movimento: uma revisão crítica da literatura Santos Coelho, L. F. educação física e desporto investigação 73 A composição corporal, o VO2máx. e o estilo de vida de jovens estudantes do ensino superior Leal, M. J.; Calvo, G. T.; Miguel, P. A.; Antúnez, M. R.; Gimeno, C. E. técnico 81 Ficha de observação/avaliação motora - Ficha para verificação da qualidade de jogo dos alunos do 3º ciclo do Ensino Básico, nos Jogos Desportivos Colectivos Gonçalves, F.; Mourão, P.; Aranha, A. estudo de caso 91 Avaliação/classificação da disciplina Seminário - Métodos e técnicas de avaliação, estudo no curso de Desporto da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Gonçalves, F.; Aranha, A.

2 v04 n04 OUTUBRO/DEZEMBRO 2008 Revista de Desporto e Saúde da Fundação Técnica e Científica do Desporto DIRECTOR Prof. dr. Ruben Gonçalves Pereira DIRECTORES ADJUNTOS Prof.ª dr.ª Ana Paula Ferreira de Brito (UV, Espanha) Prof. dr. Espregueira Mendes (Hospital São Sebastião) Mestre Alípio Oliveira (Comité Olímpico de Portugal) DIRECTOR DE REDACÇÃO João Paulo Lourenço (FTCD) PROPRIEDADE E EDIÇÃO FTCD - Fundação Técnica e Científica do Desporto CONCEPÇÃO GRÁFICA E PAGINAÇÃO Laura Alves Lourenço IMPRESSÃO E ACABAMENTO Publidisa TIRAGEM 1000 exemplares PERIODICIDADE Trimestral ICS n.º ISSN n.º X DEPÓSITO LEGAL /05 EDITOR CHEFE Prof. dr. Ruben Gonçalves Pereira (ULP, Portugal) EDITORES ASSOCIADOS Prof.ª dr.ª Ana Paula Ferreira de Brito (UV, Espanha) Prof. dr. Vitor Reis (UTAD, Portugal) Dr. Filipe José Aidar (UTAD, Portugal) Prof. dr. Estélio H. M. Dantas (UCB, Brasil) Prof. dr. António José Silva (UTAD, Portugal) Prof. dr. Mário Marques (UBI, Portugal) Prof. dr. Ricardo Jacó Oliveira (UCB-DF, Portugal) Prof. dr. José Vasconcelos Raposo (UTAD, Portugal) Dr. André Carneiro (Funorte-MG, Brasil) COMITÉ EDITORIAL INTERNACIONAL Prof. dr. Ovídeo Costa (Dir. CMD Porto, Portugal) Prof. dr. José Luís Garcia Soidán (Uvigo, Espanha) Prof. dr. José Fernandes Filho (EEFD/UFRJ, Brasil) Dr. António Serôdio (UTAD, Portugal) Prof. dr. Paulo M. Silva Dantas (UNIGRANRIO-RJ, Brasil) Prof. dr. Carlos Albuquerque (ESSV, Portugal) Prof. dr. Francisco Bessone Alves (FMH-UTL, Portugal) Prof. dr. João Paulo Brito (ESDRM-IPS, Portugal) Prof. dr. Manuel Sérgio (Instituto Piaget, Portugal) Prof. dr. João Paulo Vilas-Boas (FADE-UP, Portugal) Prof. dr. José Rodrigues (ESDRM, Portugal) Prof. dr. Leandro Machado (FADE-UP, Portugal) Prof.ª dr.ª Maria Dolores Monteiro (UTAD, Portugal) Prof. dr. Rodolfo Benda (UFMG-MG, Brasil) Prof.ª dr.ª Joana Branco (BioCant, Portugal) Dr.ª Paula Pedreira (CMD Porto, Portugal) Prof. dr. João Breda (FPC, Portugal) Prof. dr. Tiago Barbosa (IPB Bragança, Portugal) Mestre Ivo Rêgo (Portugal) CONSULTORES Prof.ª dr.ª Lúcia Oliveira (ULP, Portugal) Mestre Jaime Tolentino (Funorte-MG, Brasil) Prof. dr. Jefferson Silva Novaes (UFRJ-RJ, Brasil) Mestre António Moreira (ESDRM-IPS, Portugal) Dr.ª Ana Maria Almeida Torres (Hospital São Teotónio de Viseu, Portugal) ENDEREÇO FTCD - Revista de Motricidade Av. 5 de Outubro, 12, 1.ºE Santa Maria da Feira Tel Fax ASSINATURAS ASSINATURA ANUAL Portugal e Europa: 60 euros América Latina e PALOP: 80 euros Outros Países: 80 euros

3 EDITORIAL Nos dias que correm, existe um certo consenso sobre algumas considerações, repetidas sobretudo pelos políticos e fazedores de opinião acerca do papel da Investigação (I&D) na sociedade. Efectivamente, todos nós concordamos: - Que a investigação, a procura do conhecimento, o desenvolvimento e a inovação são essenciais ao crescimento económico e social de um País; - Que os investigadores e as instituições de investigação devem, cooperativamente com o grupo empresarial, definir e delimitar formas estratégicas cada vez mais estreitas de cooperação; - Que é essencial cada vez mais, atrair jovens para a área das tecnologias e que o número ainda muito reduzido de doutorados, em especial nas escolas públicas e nas empresas, justifica um esforço de crescimento profundo e determinado nesta direcção. Mas, para quem se preocupa com este tema, a pergunta que surge é: Como fazer? Como conseguir que estas afirmações passem de um conjunto de generalidades e banalidades a compromissos claros de proficiência para com o desenvolvimento? Falamos do desenvolvimento de uma cultura científica que, apesar de tudo, é profundamente estranha ao País. Considere-se o reduzido número de licenciados na força de trabalho e o elevado abandono do ensino Secundário para perceber onde se encontram as preocupações da generalidade da nossa população. As perspectivas de desemprego vão aumentar nos próximos tempos, vida difícil está para chegar. Mesmo no nosso burgo académico, seja-me permitida a generalização, onde parte da nossa inteligência se agrupa, esta estranheza cultural é também factual e real. Atente-se na resistência oferecida pela conservadora Academia ao processo de Bolonha como recente ilustração. Felizmente parece-nos que foi ultrapassada. Sendo certo que, no nosso País, um importante historial de I&D reside nas universidades públicas, e que nas definições de políticas e estratégias de desenvolvimento os seus académicos são sistematicamente implicados, nas mais diversas áreas, logo se percebe porque tudo continua sem mudar. E apesar das nossas crescentes dificuldades, nada se faz para tratar as raízes do problema : - Não existem programas de fomento / atracção científica tão cedo quanto o 1.º ciclo de formação; - Não existem políticas de Empreendedorismo nas escolas de forma profícua e continuada; - As Universidades (e aqui as públicas são, por motivos históricos, as únicas relevantes) não se renovam, não têm plano estratégico que não seja o da gestão corrente de tesouraria, sem preocupações de promoção das actividades de I&D ou até da qualidade do ensino e, apesar dos seus enormes orçamentos de funcionamento, continuam a ser geridas por conselhos amadores; - Os Institutos públicos (de I&D) são dissolvidos com a mesma coerência com que foram criados, através de sistemas de avaliação responsabilização pouco transparentes, que o próprio estado não questiona; - Os programas que visam a promoção do acesso das empresas a I&D são, por muitas razões, inoperantes: - O apoio (do estado através da FCT) à I&D está longe de corresponder à procura, e às necessidades do País, bastando apreciar o número (absurdo) de projectos recusados em cada concurso. Que potencial científico poderá então servir de base ao desenvolvimento que todos esperamos? E qual o papel, neste contexto, das Universidades estatais e privadas? Grandes mudanças exigem grandes rupturas. Como essas não se antevêem, não se esperem grandes modificações do estado da arte, sobretudo nas Universidades. E as Universidades privadas que, apesar de sempre relegadas pelo poder político para um plano secundário, têm sido uma verdadeira pedrada no charco no sistema educativo, podem apenas questionar o actual status e, nalguns casos, tentar fazer personalizado / / diferente. Mesmo que o acervo científico, tecnológico e humano das instituições públicas seja incomensuravelmente maior. Por outro lado, o pouco que instituições como a Fundação Técnica e Científica do Desporto têm, pode e deve ser maximizado e utilizado na perspectiva dos resultados, com permanente avaliação dos processos. E neste quadro, os privados, podem continuar a contribuir seriamente para o fomento da I&D não só pelos exemplos que fornecem, como pelos resultados que conseguem. Desde que à sua dimensão e, obviamente, não caindo na tentação de querer replicar os modelos públicos de organização e funcionamento cuja proficiência está bem demonstrada. Pensar e ser diferente pela positiva tem que ser o ónus do caminho que nos rege para o futuro. Ruben Gonçalves Pereira e

4 saúde, desporto e actividade física

5 investigação A AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA - EFEITOS DA APLICAÇÃO DE UM PROGRAMA DE TREINO NA APTIDÃO CÁRDIO-RESPIRATÓRIA NUMA CORPORAÇÃO DE BOMBEIROS PROFISSIONAIS THE RESISTANCE EVALUATION EFFECTS OF A SPECIFIC TRAINING PROGRAM ON PROFESSIONAL FIRE-FIGHTER CARDIO-RESPIRATORY FITNESS AUTORES Paulo Mourão 1 Francisco Gonçalves 2 1 Licenciado em Educação Física pelo ISMAI e Mestre em Ciências do Desporto pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro 2 Licenciado e Doutorando em Educação Física e Desporto pela Universidade de Trás-os- -Montes e Alto Douro A AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA - EFEITOS DA APLICAÇÃO DE UM PROGRAMA DE TREINO NA APTIDÃO CÁRDIO-RESPIRATÓRIA NUMA CORPO- RAÇÃO DE BOMBEIROS PROFISSIONAIS 4(4): 5-11 PALAVRAS-CHAVE resistência; aptidão cárdio- -respiratória; bombeiro; saúde. KEYWORDS resistance; cardio-respiratory fitness; fire-fighter; health. data de submissão Abril 2007 data de aceitação Junho 2007 RESUMO Os bombeiros têm uma mais alta incidência de doenças cardíacas e mais alto índice de morte prematura, que outros indivíduos que desempenham, também, profissões de alto risco. Uma má aptidão física limita, obviamente, a performance dos bombeiros assim como diminui a sua saúde. No entanto, a má aptidão física do bombeiro não o prejudica apenas a ele como a toda a instituição, colocando em causa a segurança dos bens e das pessoas. De entre as várias componentes da aptidão física, a aptidão cárdio-respiratória tem sido identificada como a mais importante. Neste sentido, foi desenvolvido um programa de treino de 12 semanas, tendo em vista o desenvolvimento da capacidade cárdio-respiratória numa corporação de bombeiros profissionais. Verificamos que, antes da aplicação do programa de treino, estes bombeiros, não possuíam uma aptidão cárdio-respiratória suficiente para desempenhar as suas tarefas em segurança e com eficácia (VO 2 máx = 44,17ml/kg/min) e que, após o programa de treino, essa aptidão melhorou (VO 2 máx=52,69 ml/kg/ /min), permitindo-lhes desta forma realizar as suas tarefas com eficácia e segurança. ABSTRACT The fire-fighters have an increased risk for developing cardiac pathologies and also a higher index of premature death than other individuals that perform high risk jobs. In this way, low physical fitness obviously limits fire-fighter performance, as well as degrades their health. However this fact not only damages the individual fire-fighter but also the institution that he represents hence severely questioning property and general public safety. The cardio-respiratory fitness had been identify as the most important physical fitness component. In this way, we developed a 12 weeks training program, to improve the cardio-respiratory fitness in a professional fire-fighters corporation. According to reference values, before training these fire-fighters did not have enough cardio-respiratory fitness to adequately perform their job requirements with efficacy and safety (VO 2 máx=44,17ml/kg/min). However after training there was great improvement (VO 2 máx=52,69 ml/kg/min), providing a safe and more qualified service for the general population.

6 06 07 investigação técnico original opinião revisão estudo de caso ensaio INTRODUÇÃO A componente cárdio-respiratória da aptidão física e fisiológica tem sido, habitualmente, vista como a mais importante do ponto de vista da saúde 6. A qualidade e quantidade de exercícios que visam atingir a óptima saúde cardiovascular são incertos, embora, a incidência de doenças cardiovasculares seja substancialmente reduzida em homens activos que despendem mais de 2000 cal/ /dia a andar, a subir e a praticar desportos 38. Blair et al. 5 mostraram que a baixa aptidão aeróbia foi um factor de risco de entre todas as causas de morte, reportando que a tendência da mortalidade ajustado à idade do homem (média de 45 anos) foi de 35 ml/kg/min. Nos Estados Unidos da América e Canadá tem sido dada alguma atenção, fundamentalmente, à correlação entre estilo de vida (manutenção do próprio peso, actividade física, etc.) e a performance e produtividade do trabalhador. Vários estudos 37 sugerem que os empregados que praticam bons hábitos de saúde, tendem a incorrer em menos custos médicos e são menos ausentes do que os empregados que não o fazem. Também benefícios fisiológicos, tais como, baixa pressão arterial, diminuição da frequência cardíaca e aumento do VO 2 máx, estão relacionados com o aumento da produtividade no trabalho 37. A natureza altamente esgotante do combate ao fogo, bem como, a incidência de lesões relacionadas com a profissão e a morte prematura entre bombeiros estão bem documentadas 4,7,20. De entre as várias actividades profissionais consideradas stressantes, salienta-se a actividade do combate ao fogo. Em consequência disso, os bombeiros têm um stress adicional, que lhes afectará inevitavelmente a sua aptidão física. Daí que, qualquer bombeiro corre mais riscos que a população em geral 7. Têm-se registado, cada vez mais, casos de bombeiros que sucumbem, vítimas de complicações cardíacas. As estatísticas provam que a maioria destes, tinham idades inferiores a 45 anos de idade 33. Esta situação, tem sido atribuída ao facto dos exercícios fatigantes serem realizados sem o prévio aquecimento, juntamente com o stress térmico e a inalação de poluição, com que se deparam 20. Quando ouvem o alarme, enquanto viajam para o incêndio e enquanto o combatem, o ritmo cardíaco dos bombeiros é demasiado alto, entre os 150 e os 190 batimentos por minuto e, por vezes, permanece em altos níveis, por longos períodos de tempo 20. Felizmente, podem ser tomadas medidas preventivas, uma vez que o risco de doenças cardíacas e de morte prematura é mais baixo em indivíduos com alto nível de aptidão cárdio-respiratória 20. Assim, quando os bombeiros não estão bem fisicamente há muitas probabilidades destes adoecerem, contraírem lesões ou mesmo morrerem. Simultaneamente, também o seu desempenho profissional, é medíocre 2,7,8,16,35. Assim, a segurança dos cidadãos depende, grandemente da aptidão física dos bombeiros, uma vez que não só o cidadão estará mais protegido com a boa condição física do bombeiro, como também a própria saúde deste depende daquela 29. Num estudo realizado por Sothmann et al. 37, para definir o custo energético da supressão do fogo, verificou que 7 a 32 bombeiros veteranos não tinham o poder aeróbio necessário para realizar as tarefas que lhes eram exigidas durante o trabalho. Apesar de, vários estudos 23,26,40 considerarem que o poder aeróbio diminui com a idade, a classe etária dos bombeiros deste estudo, com suficiente capacidade aeróbia foi de anos, sugerindo-se que a capacidade para apagar fogos foi mais em função da aptidão do que da idade 26. Assim, o autor concluiu que as mudanças no poder aeróbio ao longo do tempo não dependem somente da idade, mas também do nível de actividade física. Um estudo realizado por Adams e Johnson 1 verificaram que existe um decréscimo dos parâmetros físicos de abdominais, push-ups, flexibilidade com o avançar da idade. Num estudo realizado 44 foi avaliada a relação entre aptidão física e os tempos de performance dos bombeiros numa tarefa de combate ao fogo. Os resultados indicam que as variáveis de aptidão física estão relacionadas significativamente com os tempos da performance do combate ao fogo. A habilidade dos bombeiros na execução das tarefas de combate ao fogo está relacionada significativamente com a força muscular, resistência muscular e aptidão cardiovascular. Vários investigadores têm examinado os requisitos físicos e fisiológicos necessários para o combate ao fogo, com o intuito de delinear as capacidades que um bombeiro deve possuir e têm consistentemente identificado, como um importante factor, o consumo máximo de oxigénio (VO 2 máx) 12,31,36,41. Vários autores debruçaram-se sobre a pesquisa de qual o VO 2 máx necessário e ideal para a actividade de combate ao fogo.

7 Revista de Desporto e Saúde da Fundação Técnica e Científica do Desporto i Assim, uns observaram que o combate ao fogo solicita consumos de oxigénio de 60-80% do máximo 32. Por sua vez, outros autores 12 concluíram que os bombeiros necessitam, no mínimo, de um VO 2 máx de 3,0 l/min e um óptimo VO 2 máx de 3,5 l/min ou superior, para lhes assegurar uma relativa segurança no ambiente hostil em que desempenham a sua actividade. Um outro autor 20 concluiu que é necessário um VO 2 máx de 45 ml/ /kg/min para um combate ao fogo, com sucesso. Outros investigadores recomendam um VO 2 máx de pelo menos 39,6 ml/kg/min e 45 ml/ /kg/min 20. Um outro estudo realizado 20 indica que, durante as operações mais exigentes dos bombeiros, que são também as mais encontradas, o VO 2 máx foi 41,5 ml/kg/min. Devido ao tempo restrito imposto pelo árica (máscara de oxigénio), a duração máxima destas operações foi limitada a 10 minutos. O trabalho máximo para esta duração não pode exceder aproximadamente 85% VO 2 máx 3. A partir daqui, o VO 2 máx necessário para suportar esta intensidade de trabalho deve ser 47,4 ml/kg/min. 90% das operações de combate ao fogo que foram investigadas requerem um VO 2 máx de 23,4 ml/kg/min (entre 16,9 e 44,0). O trabalho desta intensidade durante 1 a 2 horas, geralmente, corresponde a aproximadamente 50% do VO 2 máx 3. Daqui em diante, o VO 2 máx necessário para suportar esta intensidade de trabalho é 46,8 ml/kg/min. Assim, valor mínimo de VO 2 máx recomendado para os bombeiros é 45 ml/kg/min e o valor óptimo é 52 ml/kg/min 20. Porém, existem vários factores que influenciam na actividade destes indivíduos. Duncan et al. 20 referem que o peso e propriedades de insolação da roupa de protecção, especialmente em ambientes quentes, são dois grandes contributos que influem no alto nível de exigência profissional. Estudos indicam que a actividade utilizando o árica, provoca um aumento de 25% na ventilação quando comparada com o exercício em calção, t-shirt e sapatilhas 13. O uso de um árica incrementa 0,54 l/min no consumo de oxigénio 20 e reduz a capacidade máxima de desempenho cerca de 20% 20. Isto é atribuído a um aumento de Kg de carga do árica 24 e ao aumento no trabalho de respiração, resultante da resistência inspiratória e expiratória. A aptidão cardiovascular e respiratória é assim, a determinante mais importante na capacidade do bombeiro, de trabalhar por longos períodos. O índice mais usado de aptidão cardiovascular e respiratória é o consumo máximo de oxigénio (VO 2 máx). O VO 2 máx pode ser determinado directamente, por teste de esforço máximo, ou pode ser estimado através de testes submaximais. Embora os testes estimativos tenham uma margem de erro de 10 a 15%, são consideravelmente mais económicos, em termos de administração, de tempo e de custos 21. Por isso, são frequentemente empregues. Contudo, a determinação directa do VO 2 máx, usando máscara no tapete rolante ou cicloergómetro é recomendada sempre que possível. O tapete rolante é preferível, uma vez que envolve uma maior massa muscular e requer do participante o suporte total do seu próprio peso 12. Em suma, em prol da segurança da população em geral e dos próprios bombeiros, é essencial, para além dos exames médicos regulares, que todos os bombeiros possuam capacidades físicas que lhes permitam lidar com as exigências do ofício 19,33. Os vários estudos apontam para a necessidade dos bombeiros possuírem valores de VO 2 máx mínimos de 45 ml/kg/min. Adicionalmente, possuir bons níveis de força e resistência muscular e flexibilidade do tronco. Com base nestes pressupostos, objectivamos para o nosso estudo a verificação dos níveis de aptidão física cárdio-respiratória na corporação de bombeiros do aeroporto Francisco Sá Carneiro, a verificação dos efeitos da aplicação de um programa de treino de 12 semanas na mesma corporação e, a verificação do nível final da aptidão cárdio- -respiratória destes indivíduos e se esta lhes permite lidar com as exigências da profissão com eficácia e em segurança. METODOLOGIA Amostra A amostra é constituída por 23 bombeiros do aeroporto Francisco Sá Carneiro, todos do género masculino, com 23,94 ± 1,89 anos; com 176,37 ± 5,08 cm; e com 74,43 ± 7,90 Kg. Procedimentos A avaliação da aptidão cárdiorespiratória dos bombeiros foi determinada através do teste de Cooper (12 ). Foi utilizado o teste de Cooper pela facilidade de medição, por questões económicas e pela alta correlação com o consumo máximo de oxigénio (r=0,90) 21,22.

8 08 09 investigação técnico original opinião revisão estudo de caso ensaio Fase 1-4 semanas 5-8 semanas 9-12 semanas Aptidão Cárdio-respiratória 65-75% da FC máx 70-80% da FC máx 80-90% da FC máx Resistência Muscular Específica Percurso específico* Percurso específico* Percurso específico* *o percurso específico continha actividades específicas da actividade dos bombeiros e visava o treino da capacidade cárdio-respiratória e resistência muscular. QUADRO1 Programa de treino aplicado e sua distribuição pelas três fases. Neste teste, o sujeito deve percorrer a maior distância possível durante 12 minutos. A determinação do consumo máximo de oxigénio (VO 2 máx), através do resultado do teste Cooper foi feita através da equação, citada por Grannell e Cervera 21 : VO 2 máx (ml/kg/min) = 22,351 x distância (Km) - 11,288 A frequência cardíaca máxima, foi obtida no período imediato após esforço, individualmente, através de palpação manual na artéria carótida, durante 15 segundos, sendo este valor multiplicado por quatro. NOTA: Todos os procedimentos realizados respeitam as normas internacionais de experimentação com humanos (Declaração de Helsínquia, 1975). Média VO 2 máx 44,17 PRÉ-TREINO SD 8,97 PÓS-TREINO Média SD 52,69 4,77 Como instrumentos para avaliação da aptidão cárdio-respiratória, foi utilizada uma Fita métrica (Stanley ), sinalizadores de plástico, um Apito e um Cronómetro Adidas ABS case Os testes foram realizados nas instalações do Serviço de Socorros do Aeroporto Francisco Sá Carneiro no dia 5 de Março (pré- -teste) e no dia 4 de Junho de 2001 (pós-teste), ambos às 10 horas da manhã. O programa de treino foi dividido em 3 fases (1ª fase - 11/03 a 05/04; 2ª fase - 08/04 a 03/05;3ªfase-06/05 a 31/05). Procurando atingir os níveis de aptidão cárdio-respiratória necessários para as tarefas de combate ao fogo, cada bombeiro participou num programa de treino de 5 horas semanais (duas sessões de duas horas e uma sessão de uma hora), durante 12 semanas. GANHOS abs. % 8,52 16,46 VALORES t p -5,02 0,000* *Diferenças estatisticamente significativas (p<0,05). QUADRO2 Resultados da avaliação consumo máximo de oxigénio, determinado através dos resultados do teste Cooper. Valores médios, desvios padrão, ganhos absolutos (Abs.) e percentuais (%) e comparação dos valores médios nos dois momentos de avaliação para o consumo máximo de oxigénio (VO 2 máx). A aptidão cárdio-respiratória foi desenvolvida através do método contínuo constante. Na primeira fase, foi trabalhada a 65-75% da frequência cardíaca máxima, na segunda fase, a 70-80% da frequência cardíaca máxima e na terceira fase a 80-90% da frequência cardíaca máxima. Estatística Foram calculadas a média e o desvio padrão, de forma a obter um quadro descritivo das diferentes colecções de dados. Para estudar a presença ou ausência de ganhos, entre os dois momentos do estudo, recorreu-se ao teste-t de medidas repetidas. O nível de significância foi estabelecido em 5% (p<0,05). A análise dos dados foi efectuada a partir do recurso ao programa estatístico SPSS for Windows. RESULTADOS Quanto aos resultados obtidos na avaliação da aptidão cárdio-respiratória, descritos no quadro 2, o primeiro aspecto que se salienta é a constatação do nível inicial de consumo máximo de oxigénio, ligeiramente abaixo do mínimo recomendado (44,17ml/kg/min metros). Isto se tivermos em conta que o valor mínimo de VO 2 máx recomendado pela literatura para as tarefas de combate ao fogo, é 45 ml/kg/min, então, antes da aplicação do programa de treino, estes bombeiros não estavam aptos a desempenhar as suas tarefas em segurança e com eficácia. Através da observação da figura 1, podemos claramente verificar esses valores recomendados e a colocação da amostra relativamente a esses valores.

9 Revista de Desporto e Saúde da Fundação Técnica e Científica do Desporto i A linha contínua e a linha tracejada representam os valores, mínimo e óptimo, respectivamente, recomendados pela literatura. Analisando os valores de t e p do quadro 2, verificamos claramente que houve ganhos com significado estatístico (p<0,05), que em termos percentuais foram de 16,46% (52,69 ml/kg/min metros). Desta forma, podemos afirmar que o programa de treino aplicado incutiu nos candidatos um aumento significativo na sua capacidade cárdio-respiratória, levando-os a níveis óptimos de desenvolvimento das suas tarefas. Em comparação, num outro estudo realizado 41, o qual visava o aumento da capacidade cárdio-respiratória, da força e resistência muscular e da flexibilidade, através da aplicação de um programa de treino de 16 semanas, os autores concluíram que o grupo teve um aumento de 28% no seu VO 2 máx, alcançando o VO 2 máx recomendado. Uma explicação para a diferença de ganhos entre esse estudo e o nosso, será a duração do programa de treino, 12 semanas do nosso estudo comparativamente às 16 semanas do referido estudo 41. Pensamos que também o nível de aptidão inicial, poderá influenciar esta diferença. Se considerarmos o valor do VO 2 máx no pré-teste do nosso estudo (44,17ml/kg/min), verificamos que se encontra próximo do mínimo recomendado (45ml/kg/min) enquanto que no outro estudo 41, o valor do VO 2 máx do pré-teste foi de 35 ml/kg/min. Desta forma, no nosso programa de treino, não seria tão urgente o incremento nos níveis de VO 2 máx, enquanto no outro estudo 41, esse incremento urgia. Também a faixa etária poderá ter influenciado estes resultados. Se tivermos em conta, um estudo realizado por Makrides et al. 41, no qual era comparado o VO 2 máx entre dois grupos antes e após a aplicação de um programa de treino durante 12 semanas (3 sessões de 1 hora por semana). O primeiro grupo era constituído por jovens (20-30 anos), sedentários e sãos, e, o segundo grupo era constituído por idosos (60-70 anos), sedentários e sãos. Os autores concluíram que o grupo dos jovens experimentou um aumento de 28% no seu VO 2 máx, enquanto o grupo dos idosos, experimentou um aumento de 38% no seu VO 2 máx. Estes resultados podem ser explicados através dos programas de treino aplicados e factores como a idade e níveis iniciais de aptidão física. Daí que, para além dos níveis iniciais de aptidão física, também a faixa etária poderá estar na origem das diferenças de ganhos entre o nosso estudo (23,94±1,98 anos) e o estudo de Roberts et al. (28,3± 4,3 anos) 41. Desta forma, podemos concluir que estes bombeiros, antes da aplicação do programa de treino, não possuíam uma aptidão cárdio- -respiratória capaz de responder com eficácia e segurança às exigências da actividade dos bombeiros, uma vez que o seu VO 2 máx era inferior a 45 ml/kg/min. No entanto, após a aplicação do programa de treino, verificou-se que estes, possuíam uma aptidão cárdio-respiratória de 52,69 ml/ /kg/min considerada óptima pela literatura (VO 2 máx óptimo 52 ml/ /kg/min), capaz de responder com eficácia e em segurança às exigências da profissão, principalmente relativas ao combate ao fogo VO 2 máx Pré-teste FIGURA1 Resultados do consumo máximo de oxigénio nos dois momentos de avaliação. Os resultados são expressos em ml/kg/min. A linha contínua representa o consumo de oxigénio mínimo, e a linha a tracejado representa o consumo de oxigénio óptimo recomendado pela literatura. (*p<0,05) Uma das limitações do nosso estudo prende-se com o facto da frequência cardíaca ter sido calculada, pela percepção manual individual. Para diminuir esta possível subjectividade, é recomendada a utilização de métodos de obtenção da frequência cardíaca mais fiáveis, como por exemplo cárdio-frequencímetros. Outro aspecto a ter em linha de conta é a validade da equação utilizada para a determinação do VO 2 máx, que não foi validada para a população Portuguesa. * LEGENDA Pós-teste

10 10 11 investigação técnico original opinião revisão estudo de caso ensaio CORRESPONDÊNCIA Francisco Gonçalves Travessa Comendador Seabra da Silva, n.º Oliveira de Azeméis Tlms: Tlf: REFERÊNCIAS 1. Adams DL, Johnson KD (1996). Selected fitness and health characteristics of male fire-fighters. Med. Sci. Sport Exerc. 28:5 supplement: Adams TD, Yanowtiz FG, Chandler S, Specht P, Lockwood R, Yeh MP (1986). A study to evaluate and promove total fitness among fire fighters. J. Sports Med. 26: Astrand P, Rodahl K (1986). Textbook of work physiology. 3 rd edition. New York: Mcgraw-hill. 4. Bahrke MS (1982). Voluntary and mandatory fitness program for firefighters. Phys. Sportsmed. 10: Blair SN, Khol WH, Paffenbarger JR, Clark SR, Cooper HK, Gibssons LW (1989). Physical fitness and all-cause mortality: a prospective study of health men and women. JAMA. 262: Bouchard C, Shepard RJ, Stephens T (1994). Physical activity, fitness, and health. Champaign: Human Kinetics Publishers. 7. Cady LD, Thomas PC, Kawasky MS (1985). Program for increasing health and physical fitness of firefighters. J. Occup. Med. 27: Carter RW (1982). Legal aspects of maintaining physical fitness. The Police Chief, March, Collingwood TR, Hoffman R (1995). Fit for Duty The Peace Officer s to Total Fitness. Champaign: Human Kinetics Publishers. 10. Collingwood TR, Hoffman R, Sammann P (1995). Fitforce administrator guide The peace officer s total fitness program. Champaign: Human Kinetics Publishers. 11. Davis PO, Dotson CO, Santamaria DL (1982). Relationship between simulated firefighting tasks and physical performance measures. Med. Sci. Sports. 14: Davis PO, Dotson CO (1987). Physiological aspects of firefighting. Fire Techn. 23: Donovan KJ, Mcconnell AK (1999). Do Fire-fighters develop specific ventilatory responses in order to cope with exercise whilst wearing self-contained breathing apparatus? Eur. J. Appl. Physiol. 80: Fagard RH, Tipton CH (1994). Physycal activity fitness, and hypertension. In Bouchard C, Shepard RJ, Stephens T (Eds) Physical activity, fitness and health. Champaign, II: Human Kinetics Publishers. 15. Fraser E (1986). Physical fitness maintenance: a developmental process. The Police Chief: 53: Frias JC; (1999). Provas de aptidão física na polícia de segurança pública. Estudo comparativo entre testes de aptidão Física geral e testes de habilidade física policial. Tese de licenciatura não publicada. Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna: Lisboa. 17. George JD, Fischer AG, Vehrs PR (1999). Tests y pruebas físicas. 2ª Edición. Barcelona: Editorial Paidotribo. 18. Gillum RF, Mussolino ME, Ingram DD (1996). Physycal activity and stroke incidence in women and men. Am. J. Epidemiol. 143: Gledhill N, Jamnik VK (1992a). Development and Validation of a Fitness Screening Protocol for Firefighter. Can. J. of Spt. Sci. 17: Gledhill N, Jamnik VK (1992b). Characterization of the Physical Demands of Firefighting. Can. J. of Spt. Sci. 17: Granell JC, Cervera VR (2001). Teoría y Planificación del Entrenamiento Deportivo. Barcelona: Editorial Paidotribo. 22. Heyward VH (1996). Evaluación y Prescripción del ejercicio. Barcelona: Editorial Paidotribo. 23. Hoffman R, Collingwood TR (1995). Fit for duty The peace officer s guide to total fitness. Champaign: Human Kinetics Publishers. 24. Horowitz MR, Montgomery DL (1993). Physiological profile of firefighters compared to norms for the Canadian population. Can. J. Public Health. 84: Jackson AS (1994). Preemployement physical evaluation. Exer. Sport. Sci. 22: Jackson AS, Beard EF, Wier LT, Ross RM, Stuteville, Blair SN (1995). Changes in aerobic power of men, ages yr. Med. Sci. Sport Exer. 27: Kaman RL, Patton RW (1992). Costs and benefits of an active versus an inactive society. In Bouchard C, Shepard R, Stephens T (Eds), Physical activity, fitness and health. Champaign: Human Kinetics Publishers, Kiely DK, Wolf PA, Cupples LA, Breiser AS, Kannel WB (1994). Physical activity and stroke risk: The Framingham Study. Am. J. Epidemiol. 140:

11 Revista de Desporto e Saúde da Fundação Técnica e Científica do Desporto i 29. Klinzing EJ (1980). The Physical fitness of police officers. J. Sport Med. 20: Kohl HW, Mckenzie JD (1994). Physical activity, fitness, and stroke. In Bouchard C, Shepard RJ, Stephens T (Eds). Physical activity, fitness and health. Champaign, II: Human Kinetics Publishers. 31. Lemon PW, Hermiston RT (1977a). The human energy cost of firefighting. J. Occup. Med. 19: Lemon PW, Hermiston RT (1977b). Physiological profile of professional firefighters. J. Occup. Med. 19: Loy S (2001). Play by the numbers to measure department fitness Martin D, Carl K, Lehnertz K (2001). Manual de Metodología del Entrenamiento Deportivo. Barcelona: Editorial Paidotribo. 35. Mealey M (1979). New fitness for police and firefighters. Phys. Sports Med. 7: Misner JE, Plowman SA, Boileau R (1987). Performance differences between males and females on simulated firefighting tasks. J. Occup. Med. 29: Monteiro LF (1998). Aptidão física, aptidão metabólica e composição corporal dos agentes da PSP: estudo comparativo entre patrulhas a pé e patrulhas de carro. Dissertação de mestrado não publicada. Lisboa: Faculdade Motricidade Humana. 38. Paffenbarger RS, Hyde RT, Wing AL, Steinmetz CH (1984). A natural history of athleticism and cardiovascular health. JAMA. 252: Phillips WT, Pruitt LA, King AC (1996). Lifestyle activity current recommendations. Sports Med. 22: Pollock ML, Gettman LR, Meyer BU (1978). Analysis of physical fitness and coronary heart disease risk of Dallas area police officers. J. Occup. Med. 20: Roberts MA, O dea J, Mannix ET (2002). Fitness levels of firefighter recruits before and after a supervised exercise training program. J. Strength Conditioning research. 16: Romet TT, Frim J (1987). Physiological responses to fire fighting activities. Eur. J. Appl. Physiol. 56: Shephard RJ, Astrand PO (2000). La resistencia en el deporte. Barcelona: Editorial Paidotribo. 44. Williford HN, Duey WJ, Blessing (1996). The relationship between fire fighter physical fitness and performance. Med. Sci. Sport Exer. 28: 5. Supplement: 199.

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13 técnico A AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL - A MEDIÇÃO DE PREGAS ADIPOSAS COMO TÉCNICA PARA A AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL AUTORES Francisco Gonçalves 1 Paulo Mourão 2 1 Licenciado e Doutorando em Educação Física e Desporto pela Universidade de Trás-os- -Montes e Alto Douro 2 Licenciado em Educação Física pelo ISMAI e Mestre em Ciências do Desporto pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro A AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL - A MEDIÇÃO DE PREGAS ADIPOSAS COMO TÉCNICA PARA A AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL 4(4): PALAVRAS-CHAVE composição corporal; antropometria; pregas adiposas. KEYWORDS body composition; anthropomety; skinfold. data de submissão Abril 2007 data de aceitação Junho 2007 RESUMO Com o nosso trabalho, pretendemos elaborar um documento de pesquisa e apoio, assim como de orientação para futuros avaliadores da Composição corporal, através da Antropometria e mais concretamente, através da medição de pregas adiposas. Isto surge porque a análise detalhada da composição corporal permite a quantificação de grande variedade de componentes corporais e torna-se de extrema importância pois permite determinar a quantidade total e regional de gordura corporal (Fragoso e Vieira, 2000). Existem várias técnicas para a avaliação da mesma Composição Corporal, desde técnica directas, técnicas indirectas e técnicas duplamente indirectas. Logicamente, as técnicas directas são mais precisas, mas infelizmente são as mais dispendiosas e morosas, pelo que se tornam de difícil execução. Assim, torna-se bastante importante a existência das outras técnicas que são bem mais acessíveis, como é o caso da Antropometria e a medição de pregas adiposas. No entanto, mesmo nesta técnica existem cuidados e procedimentos, tais como o tipo de instrumento utilizado, os locais de medição, etc., que devem ser tidos em conta, de forma a minimizar erros de medida. ABSTRACT With our work, we intend to elaborate a document of research and support, as well as of orientation for future appraisers of the Body Composition, through the Anthropometry and more concretely, the measurement of Skinfolds. This arise because the detailed analysis of the Body Composition allows the quantification of many body components and becomes of extreme importance therefore allows to determine the total and regional amount of body fat (Fragoso and Vieira, 2000). Exists several techniques for the evaluation of the same Body Composition, since direct technique, indirect techniques and doubly indirect techniques. Logically, the direct techniques are more exactly, but unhappyly they are expensive and slow, for that, they become of difficult execution. Thus, the existence of the other techniques becomes very important because are more accessible, as it is the case of the Anthropometry and the measurement of Skinfolds. However, even in this technique exists very cares and procedures, such as the type of used instrument, the places of measurement, etc., that must be had in account, to minimize measure errors.

14 14 15 investigação técnico original opinião revisão estudo de caso ensaio 1. INTRODUÇÃO A composição corporal é a proporção entre os diferentes componentes corporais e a massa corporal total, sendo normalmente expressa pelas percentagens de gordura e de massa magra. Pela avaliação da composição corporal, podemos, além de determinar os componentes do corpo humano de forma quantitativa, utilizar os dados obtidos para detectar o grau de desenvolvimento e crescimento de crianças e jovens e o estado dos componentes corporais de adultos e idosos (Heyward e Stolarczyk, 2000). A sua análise detalhada permite a quantificação de grande variedade de componentes corporais e torna- -se de extrema importância porque permite determinar a quantidade total e regional de gordura corporal (Fragoso e Vieira, 2000). É neste sentido, que a avaliação da Composição Corporal se revela como extraordinariamente importante. Existem várias formas de o fazer, no entanto, as mais precisas são bastante dispendiosas e morosas. Porém, existem formas indirectas de calcular a Composição Corporal, que são mais acessíveis a todos os níveis. Uma dessas formas é a Antropometria. No nosso trabalho, centramo-nos e aprofundamos uma técnica antropométrica para o cálculo da Composição Corporal, que é a Medição de Pregas Adiposas. Assim, no nosso trabalho, começamos por descrever o que é a Composição Corporal, referindo a importância da avaliação da mesma. Seguidamente, iremos referir algumas formas de medição e avaliação da mesma, até chegarmos à Medição de Pregas Adiposas, onde iremos abordar entre outros, as fontes de erro de medida, a técnica de medição e os locais de medição padronizados. Desta forma, esperamos que o nosso trabalho sirva de linha de orientação a futuros avaliadores da composição corporal, através da antropometria e mais concretamente, através da medição de pregas adiposas. 2. REVISÃO DA LITERATURA 2.1. COMPOSIÇÃO CORPORAL Segundo em Heyward e Stolarczyk (2000), a Antropometria tem sido utilizada para avaliar o tamanho e as proporções dos segmentos corporais, através da medição de circunferências e comprimento dos segmentos corporais. Por volta de 1915, a espessura do tecido adiposo subcutâneo foi medida utilizando- -se o método das pregas adiposas. Nos anos 60 e 70, essas medidas foram utilizadas para desenvolver várias equações antropométricas para predizer a densidade corporal total e a gordura corporal. Um outro método de avaliação da composição corporal aplicável em ambientes de campo e clínico é a análise da Bioimpedância. Esta técnica foi iniciou-se no início dos anos 60, e é um método que avalia essencialmente a quantidade de água total no organismo, através da aplicação de uma corrente eléctrica, baseando-se no princípio de que só as substâncias ionizadas têm, de conduzir corrente eléctrica. Caracteriza-se por ser um método rápido e não invasivo, porém é mais caro que o método das pregas adiposas e antropométrico. De acordo com Fragoso e Vieira (2000) existe ainda a densitometria radiológica de dupla energia, sendo um método não invasivo que se utiliza para medir o conteúdo mineral ósseo, a quantidade de gordura corporal e a quantidade de massa isenta de gordura feita através da quantificação da quantidade de feixe de raio-x que é retardado ao atravessar aquelas superfícies. Actualmente, e segundo Heyward e Stolarczyk (2000), a composição corporal é a proporção entre os diferentes componentes corporais e a massa corporal total, sendo normalmente expressa pelas percentagens de gordura e de massa magra. Pela avaliação da composição corporal, podemos, além de determinar os componentes do corpo humano de forma quantitativa, utilizar os dados obtidos para detectar o grau de desenvolvimento e crescimento de crianças e jovens e o estado dos componentes corporais de adultos e idosos. Segundo Fragoso e Vieira (2000), quando falamos em composição corporal referimo-nos ao estudo de diferentes componentes químicos do corpo humano. A sua análise detalhada permite a quantificação de grande variedade de componentes corporais, tais como a água, as proteínas, a gordura, os hidratos de carbono, os minerais, etc., apesar das proporções corporais relativas destes componentes serem idênticas em todos os indivíduos, sendo o maior constituinte corporal a água, seguindo-se as proteínas e as gorduras, os hidratos de carbono, os minerais e os outros componentes, a quantidade de cada constituinte corporal varia de indivíduo para indivíduo IMPORTÂNCIA DA MEDIÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL Em termos de condição física, torna-se primordial a medição da composição corporal, porque esta

15 Revista de Desporto e Saúde da Fundação Técnica e Científica do Desporto t avalia a quantidade total e regional de gordura corporal. Segundo Heyward e Stolarczyk (2000), podemos utilizar a composição corporal para: - Identificar riscos de saúde associados a níveis excessivamente altos ou baixos de gordura corporal total; - Identificar riscos de saúde associados ao acumulo excessivo de gordura intra-abdominal; - Proporcionar a percepção sobre os riscos de saúde associados à falta ou ao excesso de gordura corporal; - Monitorizar mudanças na composição corporal associadas a certas doenças; - Avaliar a eficiência das intervenções nutricionais e de exercícios físicos na alteração da composição corporal; - Estimar o peso corporal ideal de atletas e não atletas; - Formular recomendações dietéticas e prescrições de exercícios físicos; - Monitorizar mudanças na composição corporal associadas ao crescimento, desenvolvimento, maturação e idade. Katch e McArdle (1983), demonstraram que a percentagem de gordura corporal (avaliada através das pregas adiposas) de rapazes e raparigas, em idades compreendidas entre 5 a 18 anos, estava correlacionada com factores de risco de doença coronária (pressão sanguínea, colesterol total e proporção das lipoprotaínas) em crianças e adolescentes. Este, pode ser um dos factores que levam a que a avaliação da composição corporal, deva ser incluída no currículo de Educação Física (Heyward e Stolarczyk, 2000) MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL Existem várias técnicas para a determinação da composição corporal, chamando-se a estas métodos. Estes procedimentos podem- -se classificar em (Pontes, 2003): MÉTODO DIRECTO É aquele em que há separação e pesagem de cada um dos componentes corporais isoladamente. De acordo com Costa (2001), a dissecação de cadáveres é a única metodologia considerada directa. Neste método procede-se à separação dos diversos componentes estruturais do corpo humano, com o intuito de verificar a sua massa isoladamente e estabelecer relações entre os diversos componentes e a massa corporal total. Desta forma, podemos perceber a razão pela qual há tão poucos estudos tendo como base este método, pois é uma metodologia de difícil consecução MÉTODOS INDIRECTOS São aqueles em que não há manipulação dos componentes separados, mas utilizam-se princípios químicos e físicos que visam a extrapolação das quantidades de gordura e de massa magra; Estes métodos são aqueles em que não há manipulação dos componentes separados, pois realizam as estimativas a partir de princípios químicos e físicos com base na extrapolação das quantidades de gordura e de massa magra. Entre os métodos indirectos, a Pesagem Hidrostática tem sido considerada como referência para a validação de métodos duplamente indirectos. Esta baseia-se no Princípio de Arquimedes segundo o qual todo o corpo mergulhado num fluido (líquido ou gás) sofre, por parte do fluido, uma força vertical para cima, cuja intensidade é igual ao peso do fluido deslocado pelo corpo. A Pesagem Hidrostática define o volume corporal pelo cálculo da diferença entre a massa corporal aferida normalmente e a medição do corpo submerso em água. Na Pesagem Hidrostática, primeiro verifica-se a massa do indivíduo fora de água, e seguidamente dentro de água. Na pesagem dentro de água, o indivíduo deve realizar uma expiração máxima, visando eliminar a maior quantidade de ar possível dos pulmões. Como este procedimento envolve adaptação ao meio líquido, são realizadas de 8 a 12 pesagens submersas, apresentando, na fórmula a média das três maiores medidas. Outro dos métodos indirectos que tem sido utilizado para validação dos métodos duplamente indirectos é a Densitometria Radiológica de Dupla Energia. Este método é considerado como uma técnica avançada para avaliar a composição corporal (Costa, 2001). Segundo Fragoso e Vieira (2000) este método é um método não invasivo que se utiliza para medir o conteúdo mineral ósseo, a quantidade de gordura corporal e a quantidade de massa livre de gordura. O princípio básico em que se fundamenta é o de que, o osso e os tecidos moles do corpo podem ser atravessados, até uma profundidade de 30 cm, por feixes de raio-x com energias diferentes, emitidos alternadamente, sendo a predição do conteúdo mineral ósseo, da massa gorda e da massa livre de gordura feita através da quantificação da quantidade de feixe de raio-x que é retardado ao atravessar aquelas superfícies.

16 16 17 investigação técnico original opinião revisão estudo de caso ensaio MÉTODOS DUPLAMENTE INDIRECTOS São aqueles que surgem a partir dos métodos indirectos e que se encontram devidamente validados. Os procedimentos duplamente indirectos podem ser validados por um método indirecto, mais frequentemente a Pesagem Hidrostática e a Densitometria Radiológica de Dupla Energia, sendo que os mais utilizados em estudos de campo são, nos dias de hoje, a Bioimpedância e a Antropometria. A análise de impedância bioeléctrica (Bioimpedância) é um método rápido, não-invasivo e relativamente barato para avaliar a composição corporal em situações de campo e clínicas. Uma corrente eléctrica de baixo nível é passada através do corpo do indivíduo e a impedância, ou oposição ao fluxo da corrente, é medida com um analisador de Bioimpedância. A resistência ao fluxo da corrente será maior em indivíduos com grande quantidade de gordura corporal, dado que o tecido adiposo é mau condutor de corrente eléctrica pela sua relativa baixa quantidade de água. Existe uma forte relação entre as medidas de impedância total do corpo e água corporal total, por este motivo sugere-se que o método de Bioimpedância seja uma ferramenta valiosa para a análise da composição corporal e avaliação da água corporal total no ambiente clínico (Heyward e Stolarczyk, 2000). No entanto, para a avaliação clínica ou para o estudo de grandes grupos populacionais surgem diversas dificuldades com a utilização de técnicas indirectas. Como tal, surgem alternativas para minimizar essas mesmas dificuldades. Uma das alternativas mais comuns é o uso de algumas técnicas baseadas na utilização de medidas antropométricas. Estas técnicas incluem proporções massa estatura, perímetros corporais e medidas de pregas adiposas ANTROPOMETRIA De acordo com Costa (2001), devido ao baixo custo operacional e à relativa simplicidade de utilização, os métodos antropométricos são aplicáveis a grandes amostras e podem proporcionar estimativas nacionais e dados para análise de mudanças. A predição da composição corporal através da Antropometria utiliza medidas relativamente simples como massa, estatura, perímetros, diâmetros ósseos e espessura das pregas adiposas. Quando o objectivo é estimar somente a percentagem de gordura corporal, as medidas mais utilizadas são as pregas adiposas. A Antropometria pode ser usada para identificar indivíduos em risco de doença, sendo indicada para pesquisas epidemiológicas de larga escala e propósitos clínicos (Nobre, 1995). As medidas de perímetros e diâmetros ósseos são indicadores de massa corporal magra, enquanto que, alguns perímetros são altamente associados à componente de gordura. Isso confirma que as medidas de circunferência reflectem tanto a gordura, quanto a massa livre de gordura da composição corporal. Com base em Heyward e Stolarczyk (2000), a exactidão e a fidelidade das medidas antropométricas podem ser afectadas por: - Equipamento; - Habilidade do Avaliador; - Factores Individuais; - Equação de predição utilizada. Um outro método de avaliação da composição corporal é o Índice de Massa Corporal. Este método é definido pela proporção do peso do corpo para altura ao quadrado (Heyward e Stolarczyk, 2000). O Índice de Massa Corporal é um método de grande importância prática e mostra uma boa correlação com a mortalidade e morbilidade gerais e com a mortalidade e morbilidade relacionadas com diversas patologias. Uma outra medida antropométrica com potencial para prognosticar a distribuição de gordura e risco de doença. O Índice de Conicidade é baseado na ideia de que o corpo humano muda de formato de um cilindro para o de um cone duplo, com o acumulo de gordura ao redor da cintura PREGAS ADIPOSAS A medição das pregas adiposas, também denominadas pregas de gordura subcutânea ou skinfold, constitui um dos métodos de avaliação da gordura corporal mais utilizados, pela facilidade de utilização, baixo custo e pela sua grande correlação com a gordura corporal total (Fragoso e Vieira, 1994). Esta metodologia baseia-se no facto de cerca de 50% da gordura corporal total estar localizada subcutaneamente, constituindo aquilo que se designa por massa adiposa subcutânea ou panículo adiposo. Em virtude da espessura da pele representar apenas cerca de 1,8 mm, a maioria da espessura da prega é representativa de gordura subcutânea (Moreira, 1995). Pesquisas demonstram que a gordura subcutânea, avaliada pelo método das pregas adiposas em doze locais, é similar ao valor obtido nas imagens de ressonância magnética (Heyward Stolarczyk, 2000).

17 Revista de Desporto e Saúde da Fundação Técnica e Científica do Desporto t A medição das pregas adiposas possui uma elevada correlação com os outros meios mais sofisticados de avaliação da composição corporal. Para além disto, constitui uma alternativa simples, menos dispendiosa e precisa (Moreira, 1995). Para Ferreira (1998), a espessura das pregas subcutâneas quer no braço (tricipital) quer no tronco (subescapular), permitem uma avaliação mais específica para a obesidade ou sobrecarga ponderal, do que a utilização isolada do Índice de Massa Corporal FONTES DE ERRO DE MEDIDA Para Heyward e Stolarczyk (2000), a exactidão teórica das equações de pregas adiposas para predizer a Densidade Corporal é 0,0075 g/cm 3 ou 3,3 Gordura Corporal devido à variabilidade biológica em estimar a gordura subcutânea através da espessura das pregas adiposas e diferenças inter-individuais na relação entre a gordura subcutânea e a gordura corporal total. Portanto, erros de predição 3,5% Gordura Corporal ou 0,0080 g/cm 3 para equações de pregas adiposas são aceitáveis, porque uma parte desse erro é atribuída ao método de referência. Na estimativa da Gordura Corporal, a validade e fiabilidade das medidas e do método das pregas adiposas são afectadas pelos seguintes factores: (Heyward Stolarczyk, 2000): - Habilidade do avaliador; - Aproximadamente 3 a 9% da variabilidade em medidas de pregas adiposas podem ser atribuída a erro de medida devido a diferenças entre avaliadores. Para que a diferença seja a menor possível, é necessário que haja uma padronização dos procedimentos do teste (marcação do local da prega e bom conhecimento das localizações anatómicas). - Tipo do adipómetro: - As pregas de adiposidade subcutânea são medidas através de um instrumento designado de adipómetro, cujas normas de construção estão padronizadas. De entre os mais utilizados, destacam-se os adipómetros de Lange e de Harpenden. Contudo, face ao seu custo elevado custo, têm aparecido no mercado adipómetros fabricados em material plástico, mais baratos, mais leves e cuja a precisão de medida tem merecido uma atenção crescente por parte dos seus fabricantes à semelhança do que acon-tece com o adipómetro de Slimguide. Seja qual for o tipo de adipómetro utilizado, é importante ter em atenção que os mesmos são susceptíveis de conduzirem a diferentes resultados, contudo, todos eles devem exercer um a pressão constante de 10 g/mm 2 sobre a pele e permitirem leituras até às décimas de milímetro. De salientar que o adipómetro utilizado ao longo do estudo deve ser sempre o mesmo. (Heyward e Stolarczyk, 2000; Claessens, Beunen e Malina, s/d). FIGURA1 Adipómetros de alta precisão e de plástico (Heyward e Stolarczyk, 2000). - Factores individuais: - A variabilidade em medidas das pregas adiposas entre indivíduos pode ser atribuída não apenas à diferença na quantidade de gordura subcutânea no local, mas à diferença na espessura da pele, compressibilidade do tecido adiposo, manuseio e nível de hidratação. Para tal é necessário ter alguns cuidados. Assim, as pregas adiposas não devem ser medidas: - Imediatamente após o exercício, devido à mudança dos fluidos corporais para a pele tender a aumentar o tamanho prega; - Nas mulheres, durante período menstrual, devido à retenção de água que aumenta a espessura da prega; - Dos dois lados (direito/esquerdo). Ainda não existe um padrão sobre qual o lado do corpo, em que as medidas antropométricas devem ser medidas. Segundo Harrisson et al. (1988), estas devem ser medidas do lado direito do corpo. - Equação de predição utilizada: - As equações de predição devem ser seleccionadas baseadas na idade, sexo, etnia e nível de actividade física TÉCNICA DE MEDIÇÃO Para se desenvolver a habilidade como avaliador de pregas adiposas, é necessário muito tempo e prática. Seguir procedimentos padronizados aumenta a exactidão e fidelidade das medidas (Harrisson et al., 1988; Heyward e Stolarczyk, 2000; Claessens, Beunen e Malina, s/d).

18 18 19 investigação técnico original opinião revisão estudo de caso ensaio Músculo Gordura Osso Pele FIGURA2 Anatomia de uma prega adiposa (adaptado de Heyward e Stolarczyk, 1996). Segundo Moreira (1995), a técnica de medição deve respeitar os seguintes procedimentos: - Efectuar todas as medidas das pregas adiposas do lado direito do corpo; - A temperatura ambiente deve situar-se entre os 18 e os 22ºC e a humidade deve ser inferior a 60%; - Cuidadosamente identificar, medir e marcar o local das pregas adiposas, especialmente tratando-se de um avaliador inexperiente; - Para a medição, é preciso definir- -se o eixo maior da prega e esta deve ser segura, firmemente, entre o polegar e o indicador da mão esquerda. A prega é destacada 1 cm acima do local a ser medido; - Destacar a prega, colocando o polegar e o indicador a uma distância de 8 cm, numa linha perpendicular ao eixo longo da prega. É nas extremidades destes 8 cm (4+4) que a elevação da prega vai ser realizada. O eixo longo é paralelo em relação às linhas naturais da pele. Entretanto, para indivíduos com pregas adiposas extremamente grandes, o polegar e o indicador necessitam de separar mais de 8 cm para que se consiga destacá-la; - Manter a prega pressionada enquanto a medida é realizada; - Colocar as hastes do adipómetro perpendiculares à prega, aproximadamente 1 cm abaixo do polegar e do indicador, e soltar a pressão das hastes lentamente; - Efectuar as medições das pregas adiposas 4 segundos após a pressão ter sido aplicada para haver estabilização do ponteiro do adipómetro; - Afastar as hastes do adipómetro para removê-lo do local. Fechar as hastes lentamente para prevenir danos ou perda da calibragem. Ponto Antropométrico 1cm Eixo maior da prega 1cm 4cm FIGURA3 Representação esquemática da marcação do local de medição. Para aumentar a habilidade do avaliador de pregas adiposas há aspectos que devem ser levados em conta, como por exemplo: - Ser meticuloso ao localizar os pontos anatómicos usados para identificar o local da prega, ao medir a distância e no momento de marcar o local com uma caneta; - Ler o mostrador do adipómetro ao 0,1 mm mais próximo (Harpenden ou Holtain), 0,5 mm (Lange) ou 1 mm (adipómetros plásticos); - Efectuar no mínimo de duas medidas para cada local. Se os valores diferem em mais de +/- 10%, efectuar medidas adicionais; - Efectuar medidas de pregas adiposas numa ordem rotativa, em vez de leituras consecutivas em cada local; - Efectuar medidas das pregas adiposas, quando a pele do indivíduo estiver seca e sem cremes; - Praticar as medidas de pregas adiposas em 50 a 100 indivíduos; - Evitar usar adipómetros plásticos no caso de se tratar de um avaliador inexperiente; - Treinar com avaliadores experientes e comparar seus resultados; - Usar um vídeo sobre medidas de pregas adiposas que demonstre a técnica correcta; - Procurar treino adicional. Após a marcação dos pontos de referência, Bubb (1986), refere que o procedimento mais adequado é realizar sucessivamente a medição dos vários skinfolds (pregas adiposas) por 2 ou 3 vezes, confrontando-se então os resultados obtidos. Para Jackson (1984), devem ser efectuadas no mínimo 2 medições em cada local e, no caso destas variarem em mais de 1 mm, efectuar então uma terceira medição. Se os valores obtidos se forem tornando mais pequenos nas sucessivas medições, então isso é indicativo de que a gordura já está a ser comprimida, o que aliás é muito frequente em pessoas com muito tecido muscular.

19 Revista de Desporto e Saúde da Fundação Técnica e Científica do Desporto t O indivíduo que é alvo da medição deve estar em posição antropométrica, caracterizada do seguinte modo (Moreira, 1995): - Posição vertical com braços pendentes ao lado do tronco e palmas das mãos em contacto com a face lateral das coxas (Fragoso e Vieira, 2000), as palmas das mãos do indivíduo devem estar voltadas para a frente, com os polegares voltados para fora e os restantes dedos para baixo; - A cabeça deve estar no plano de Frankfurt, que pode ser determinado adoptando os seguintes procedimentos: - Localizar o ponto Orbitale, localizado na margem inferior da cavidade orbitaria; - Localizar o ponto Tragion, situado ao nível do pavilhão auricular, por cima do osso; - Considerar uma linha imaginária unindo os dois pontos definidos anteriormente. Essa linha imaginária corresponde, de forma quase exacta, ao eixo do olhar quando o indivíduo tem os seus olhos dirigidos para a frente. - O indivíduo deve estar descalço, com os calcanhares unidos, formando um ângulo de 60 o entre si e os dedos dos pés devem apontar para a frente LOCAIS DE MEDIÇÃO DAS PREGAS ADIPOSAS Os locais de medição estão devidamente normalizados e mesmo pequenas modificações na sua determinação são susceptíveis de alterar os resultados obtidos de uma forma significativa (Harrisson et al. 1988). Nome da prega SUBESCAPULAR PEITORAL MIDAXILAR SUPRAILIACA Direcção da prega Oblíqua (de cima para baixo e de fora para dentro, cerca de 45 0 ) Oblíqua (de cima para baixo e de fora para dentro) Horizontal Oblíqua (de cima para baixo e de fora para dentro) Pontos de referência Linha de clivagem natural da pele junto ao ângulo inferior da omoplata Subescapular Peitoral Axilar média Supra-ilíaca Prega axilar anterior mamilo Linha midaxilar Apófise xifoide do externo Linha midaxilar Bordo superior da crista ilíaca Medição da Prega Adiposa Posição antropométrica Costas voltadas para o avaliador (prega na parte posterior do tronco) Masculino - meia distância entre a prega axilar anterior e o mamilo; Feminino - 2/3 da distância do mamilo Sobre a linha midaxilar na junção do alinhamento desta coma apófise xifoide do externo 2 cm de distância da linha midaxilar sobre a crista ilíaca, seguindo a clivagem natural da pele e formando um ângulo de 45 0 com a horizontal Colocação do adipómetro 1 cm por baixo dos dedos indicador e polegar esquerdos do avaliador 1 cm por baixo dos dedos indicador e polegar esquerdos do avaliador 1 cm à frente dos dedos indicador e polegar esquerdos do avaliador 1 cm à frente dos dedos indicador e polegar esquerdos do avaliador QUADRO1 (CONT.) Medição das várias Pregas Adiposas (Adaptado de Moreira, 1995).

20 20 21 investigação técnico original opinião revisão estudo de caso ensaio Nome da prega ABDOMINAL TRICIPITAL Direcção da prega Vertical ou horizontal Abdominal Vertical Pontos de referência Umbigo Processo acromial da omoplata Processo olecrâniano do rádio Medição da Prega Adiposa 5 cm de distância do centro do umbigo e do lado do mesmo Na parte posterior do braço a 1/2 distância entre o processo acromial e o processo olecrâniano Colocação do adipómetro 1 cm distal dos dedos polegar e indicador esquerdos do avaliador 1 cm distal dos dedos polegar e indicador esquerdos do avaliador Fragoso e Vieira (2000), defendem que a prega tricipital é a mais útil para avaliar a percentagem global de gordura corporal e obesidade periférica, enquanto a prega subescapular avalia perfeitamente a gordura no tronco. Neste contexto o quociente entre ambas é um bom indicador do predomínio da obesidade em uma ou outra localização. Um quociente elevado indica a existência de uma obesidade central, que se correlaciona mais estreitamente com as alterações dos lípidos plasmáticos, arteriosclerose, patologias cardiovasculares e hipertensão. Triceps BICIPITAL ANTEBRAÇO CRURAL Vertical Biceps Vertical Vertical Coxa Músculo bicípide Parte posterior do antebraço Dobra inguinal Bordo próximal da rótula Zona de maior volume do músculo dedos polegar e 1 cm distal dos bicipede a meia indicador esquerdos do avaliador distância entre processo acromial e o processo olecrâniano Máxima circunferência do ante- dedos polegar e 1 cm distal dos braço, com o indicador esquerdos do avaliador membro superior em total extensão Anterior da coxa, 1 cm distal dos a meia distância dedos polegar e entre a prega indicador esquerdos do avaliador inguinal e o bordo próximal da rótula 3. CONCLUSÕES Ao longo deste trabalho, procuramos focar a importância da avaliação morfológica bem como as diversas formas de o fazer. Centramos o nossa investigação numa das diversas formas de medir e avaliar a Composição corporal, que foi a avaliação antropométrica, mais concretamente através da medição de pregas adiposas. Focamo-nos nesta área específica pela extrema facilidade e utilidade, relativamente às outras técnicas. Esta forma de medição, sendo mais acessível e de mais fácil aplicação, torna-se num instrumento muito utilizado. Desta forma, esperamos que o nosso trabalho sirva de linha de orientação a futuros avaliadores da composição corporal, através da antropometria e mais concretamente, através da medição de pregas adiposas. QUADRO1 (CONT.) Medição das várias Pregas Adiposas (Adaptado de Moreira, 1995).

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