ERGONOMIA: UM ESTUDO DE CASO DAS POSTURAS DE TRABALHO UTILIZADAS POR UM REPOSITOR DE SUPERMERCADO VIÇOSA M/G

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1 ERGONOMIA: UM ESTUDO DE CASO DAS POSTURAS DE TRABALHO UTILIZADAS POR UM REPOSITOR DE SUPERMERCADO VIÇOSA M/G Ana Carolina de Freitas Drumond Estudante de Economia Doméstica da UFV Ana Paula Tolentino Cabral Bacharel em Psicologia formada pela UFMG Marta Regina Rodrigues Estudante de Economia Doméstica da UFV Simone Caldas Tavares Mafra Professora Adjunta do Departamento de Economia doméstica da UFV RESUMO Este trabalho trata de um estudo de caso realizado em um supermercado localizado na cidade de Viçosa utilizando como ferramenta a Análise Ergonômica do Trabalho. O objetivo foi analisar a tarefa de reposição de mercadorias, para mensurar até que ponto estas posturas corporais utilizadas por ele podem provocar tensões musculares, dores, fadiga e lesões na coluna. A partir das visitas ao local, pode-se confirmar que as posturas utilizadas pelo repositor observado durante a realização da tarefa eram inadequadas. Também foi detectado problemas na estrutura física do depósito do supermercado, relacionados à fiação, falta de ventilação e rebaixamento do teto. Além dos fatos mencionados observou-se a necessidade de verificar a disposição das mercadorias na prateleira, visando melhorar o manuseio das mesmas para o repositor e o consumidor. Através deste trabalho pode-se perceber a necessidade de treinamento e conscientização do trabalhador no que se refere a posturas corretas e principalmente segurança e higiene no trabalho para o desempenho da tarefa. Palavras Chave: Repositor, Postura, Tarefa ABSTRACT This work treats of a case study accomplished in a located supermarket in the city of Viçosa using as tool the Ergonomic Work Analysis. The objective was to analyze the task of replacement of goods, to measure to what extent these corporal postures used by him they can provoke muscular tensions, pains, it fatigues and lesions in the column. Starting from the visits to the place, it can be confirmed that the postures used by the replacement of goods observed during the accomplishment of the task they were inadequate. It was also detected problems in the physical structure of the deposit of the supermarket, related the spinning, ventilation lack and lowering of the roof. Besides the mentioned facts the need was observed of verifying the disposition of the goods in the shelf, seeking to improve the handling of the same ones for the replacement of goods and the consumer. Through this work it can be noticed the training need and the worker's understanding in relation to correct postures and mainly safety and hygiene in the work for the acting of the task. Key Words: Replacement of Products, Posture, Task 1 INTRODUÇÃO O surgimento da ergonomia nos anos 40, representou uma abordagem diferente do trabalho humano e suas relações no contexto social e tecnológico. A origem e evolução da ergonomia é conseqüência das transformações sócio-econômicas e, sobretudo, tecnológicas que ocorreram no

2 mundo do trabalho a partir da segunda metade do século passado. Da produção artesanal, passando pela automação à robótica, a relação do homem com seu trabalho tem sofrido mudanças estruturais profundas (IIDA, 1993). A ergonomia, superando a concepção Taylorista de HOMO ECONOMICUS, para além do reducionismo do trabalho físico, surge tentando demonstrar a complexidade da situação de trabalho e a multiplicidade de fatores que a compõem. A interdisciplinaridade sobre a qual se fundamenta a ergonomia, como área do conhecimento, mostrou que as fronteiras entre as disciplinas que estudam o trabalho são cada vez mais tênues. O avanço científico e a evolução tecnológica estão exigindo novas conexões, ainda inexistentes, entre áreas do conhecimento. Essa forma de cooperação representa bem a convergência de competências que permite constituir um objeto mais complexo e abrangente do que aquele resultante da simples adição de pontos de vista. Nos primórdios de sua história, a ergonomia preocupou-se em desenvolver pesquisas e projetos voltados para os aspectos antropométricos, definição de controles, painéis, arranjo do espaço físico e ambientes de trabalho. Atualmente, com o aumento crescente da automação nos setores secundário e terciário da economia, e com o aparecimento da robótica, tais setores produtivos começaram a perceber que os meios técnicos e organizacionais devem ser adaptados às especificidades do funcionamento humano (IIDA, 1993). Transformar o trabalho constitui a primeira finalidade da ergonomia, para tanto, ela utiliza um conjunto de conhecimentos científicos relativos ao homem e necessários para a concepção de ferramentas máquinas e dispositivos que possam ser utilizados com o máximo de conforto, segurança e eficácia (WISNER, 1987). Conforme afirma Laville (1977), a atividade postural se expressa na imobilização de partes do esqueleto em posições determinadas, solidárias umas às outras e que conferem ao corpo uma atitude de conjunto. Essa atitude indica o modo pelo qual o organismo enfrenta os estímulos do mundo exterior, e se prepara para reagir. Seja no início, no decorrer ou no fim de um movimento dirigido no espaço, a atitude constitui um aspecto fundamental da atividade de motriz. Ainda segundo o autor, pode-se questionar a redução completa do esforço físico, quando se constata, o número elevado de postos de trabalho, tanto nas indústrias pesadas e de transformação, quanto nos setores de serviços e administração, onde as posturas de trabalho que os trabalhadores devem adotar são desequilibradas e penosas: posturas ajoelhadas, postura nas pontas dos pés, postura com os braços esticados além da sua capacidade e posturas em pé durante muito tempo. Além da fadiga muscular imediata, os efeitos a longo prazo dessas posturas desequilibradas são numerosas: sobrecarga imposta ao aparelho respiratório, formação de edemas e varizes, artrose, bursite, etc. De acordo com Ferreira (1993), o grande desafio da ergonomia é, criar instrumentos para poder analisar a atividade real dos homens em situação de trabalho, saber interpretá-los a luz dos conhecimentos sobre o comportamento humano e propor modificações que facilitem o trabalho humano. A grande contribuição que a ergonomia tem a dar é realmente este estudo da realidade do trabalho. Assim, ela não só pode enriquecer as outras ciências e as práticas sobre o trabalho dos homens como se firmar como campo do conhecimento autônomo. O presente estudo teve como objetivo caracterizar os problemas relacionados às posturas utilizadas e ao ambiente observado, buscando indicar possíveis metodologias e/ou mudanças, visando melhorias nas condições físicas e ambientais de trabalho. 2 METODOLOGIA Esta pesquisa foi desenvolvida utilizando-se da metodologia de Análise Ergonômica do Trabalho (AET), para uma abordagem mais globalizante, por meio do processo de decomposição/recomposição da situação de trabalho, como propõe Santos (1997).

3 A AET está embasada no sistema homem/tarefa, considerando-se os aspectos ergonômicos e sociais. É composta por três etapas: Análise da demanda: consiste, a partir da fonte de detecção do problema, em delimitá-lo, enfocando os fatores sociais envolvidos; Análise das tarefas: consiste em identificar o que é realizado pelo trabalhador e sob que condições ele as realiza; Análise das atividades: consiste em fragmentar as tarefas, analisando-se efetivamente os passos dados pelo trabalhador para executá-las. Aqui determinam-se os componentes da situação de trabalho que serão analisados e medidos. O plano metodológico de análise da situação de trabalho é composto por: a) Levantamento de dados, para a partir deste formular hipóteses de trabalho; b) Análise dos dados, para interpretá-los e dividi-los de acordo com sua pertinência e relevância entre as três fases da AET; c) Diagnóstico, para recomendações de procedimentos ergonômicos de cada situação de trabalho analisada. 3 CARACTERIZAÇÃO DO AMBIENTE DE TRABALHO O trabalho do repositor é realizado nos setores de Artigos para Animais, Higiene Pessoal e Papelaria, de um supermercado de grande porte da cidade de Viçosa. O supermercado é bem ventilado e iluminado. Para realizar o seu trabalho, o repositor utiliza um carrinho de compras, um caixote de plástico (que normalmente é utilizado para entregar as compras dos clientes em casa) e uma etiquetadora. Freqüentemente o repositor necessita ir aos depósitos que se localizam no pavimento inferior (estacionamento). O depósito é bem iluminado, mas pouco ventilado, fazendo com que apresente odores muito fortes, principalmente de produtos de limpeza e ração, este problema é agravado pelo fato dos depósitos não terem janelas e as portas permanecerem fechadas por muito tempo. Como um dos depósitos fica bem abaixo da rampa, ele apresenta uma inclinação acentuada gerando um rebaixamento do teto, o que dificulta ao repositor o procedimento de localizar e pegar as mercadorias que estão neste local, chegando a ficar totalmente agachado para alcançálas. Outro problema observado foi o fato destes depósitos apresentarem fiações elétricas desprotegidas, o que pode acarretar em acidentes. Notou-se que as mercadorias encontram-se nestes depósitos sem muita organização, sob o piso de cimento. Sendo que em um dos depósitos as vassouras estão empilhadas de forma incorreta, ocupando muito espaço, e o estrado que deveria ser usado para o empilhamento de produtos alimentícios, é utilizado para o empilhamento de caixas de computadores. Existe também um refeitório para os funcionários do supermercado fazerem refeições. Este ambiente é bem iluminado, ventilado e limpo. Mas observou-se que também é utilizado como depósito de mercadorias, sendo que encontramos mercadorias organizadas de forma inadequada e carrinhos de supermercado com suporte para bebês. 4 ANÁLISE DA TAREFA E DA ATIVIDADE A demanda inicial deste estudo surgiu após observações feitas no supermercado, de posturas utilizadas pelos repositores que poderiam causar futuros problemas musculares e lesões na coluna. A partir da demanda, observaram-se as diferentes etapas das atividades realizadas pelo repositor de mercadorias, para mensurar até que ponto a questão das posturas corporais no trabalho podem provocar tensões musculares, dores, fadiga e lesões na coluna. A tarefa de repor as mercadorias nas prateleiras exige duas atividades prévias, que consiste em verificar qual mercadoria está em falta na prateleira e necessita ser reposta, e buscar esta

4 mercadoria no depósito, que se localiza no pavimento inferior do prédio (junto ao estacionamento). Para buscar a mercadoria no depósito, o repositor utiliza um carrinho de compras comum, descendo com este por uma rampa até o estacionamento. Após colocar as mercadorias no carrinho, ele sobe pela mesma rampa, empurrando-o até o supermercado. Após verificar qual mercadoria precisa ser reposta e buscá-la, faz-se à reposição destas nas prateleiras. Às vezes, além de repor as mercadorias é necessário etiquetá-las com seu preço (como é o caso dos chinelos e das vassouras), para tal tarefa o repositor utiliza uma etiquetadora manual comum. A tarefa de reposição propriamente dita consiste basicamente em organizar e colocar as mercadorias nas prateleiras, mas estas atividades realizadas variam de acordo com o tipo de mercadoria a ser reposta e a sua localização na prateleira (na parte inferior ou superior, por exemplo). Para uma melhor compreensão, analisaremos, separadamente, as atividades de reposição das seguintes mercadorias: Pano de chão, palha de aço, papel higiênico, fósforo, ração para gatos e chinelos. E também a atividade de buscar tais mercadorias no depósito. Como já foi dito anteriormente, para realizar a atividade de reposição das mercadorias, antes é necessário buscá-las no depósito. Esta atividade de descer a rampa com o carrinho, entrar no depósito, pegar a mercadoria e subir a rampa até o supermercado é realizada em quatro minutos em média. Como o repositor pesquisado trabalha nos setores de Artigos para Animais, Higiene Pessoal e Papelaria, observa-se que ele não empurra mercadorias pesadas no carrinho, subindo a rampa sem dificuldades. Ao realizar esta atividade o repositor adota uma postura onde o dorso encontra-se levemente inclinado para frente. A tarefa de repor a mercadoria Pano de Chão consiste em dobrá-los e colocá-los na prateleira como mostra a figura 1. Como os panos de chão vêm do depósito dobrados ao meio e amarrados, para realizar a tarefa, o repositor necessita de desamarrá-los e dobrá-los de forma adequada. A atividade de dobrar os panos de chão é realizada no próprio carrinho, o que leva a um cansaço físico maior, pois na medida que a mercadoria vai sendo reposta, o repositor precisa se inclinar cada vez mais para alcançá-las. Então, o seu dorso, que no início da atividade estava levemente inclinado para frente, vai se inclinando cada vez mais, na medida que a quantidade de mercadoria diminui dentro do carrinho. Como o repositor deixa o carrinho a uma distância aproximada de 80 cm da localização dos panos de chão na prateleira, e realiza a reposição de uma pano por vez, o seu trabalho torna-se lento, pois terá que dobrar os panos, dar uma média de três passos até a prateleira, repor a mercadoria, andar de novo até o carrinho e repetir todo esse procedimento novamente. O ideal seria que o repositor deixasse o carrinho o mais próximo possível da prateleira, não necessitando andar até ele. Figura 1 Reposição da mercadoria Pano de Chão

5 Os panos de chão encontram-se na parte inferior da prateleira, a 20 cm do chão. Então ao realizar esta atividade, o repositor inclina, por várias vezes, de forma abrupta, o seu dorso para frente a um ângulo de aproximadamente 90 º, mantendo suas pernas distantes e flexionadas, sendo que seu pé esquerdo fica sem apoio. Para realizar a tarefa de reposição da mercadoria Palha de Aço, o repositor terá que abrir (rasgar) a embalagem onde esta se encontra e colocá-las num cesto inserido na prateleira. Esta tarefa é relativamente mais fácil e rápida. O cesto se localiza na parte médio-inferior da prateleira, a aproximadamente 70 cm do chão. Durante esta atividade, o repositor deixou o carrinho localizado ao seu lado, bem próximo ao seu corpo. A atividade realizada consiste em torcer o corpo para o lado, pegar os pacotes fechados com palha de aço, retomar sua posição corporal, abrir os pacotes no cesto deixando as mercadorias caírem, e as ajeitar no cesto. Enquanto trabalha sobre o cesto, o dorso encontra-se inclinado para frente, mantendo uma angulação aproximada de 45 º. A reposição do papel higiênico consiste em abrir os fardos contendo pacotes com quatro rolos de papel higiênico. Para realizar a atividade de abrir os fardos, o repositor os coloca no chão, e depois os pega um por um e vai colocando-os na prateleira. O fato de colocar o fardo no chão é um problema, pois a medida que a atividade é realizada, o dorso do repositor vai se inclinando para frente, cada vez mais, para alcançar a mercadoria no chão. Ao colocar uma pequena quantidade de mercadoria na prateleira mais alta (aproximadamente 180 cm de altura), o repositor adotou uma postura inadequada, onde os dois braços ficavam posicionados muito acima do ombro, e com o peso do corpo sendo sustentado pelas pontas dos pés, gerando com isso um estiramento excessivo do tronco. Figura 2 Reposição da mercadoria Papel Higiênico Ao realizar a reposição dos fósforos, o trabalhador pesquisado utiliza um caixote de plástico, que normalmente é usado nas entregas de compras dos clientes, como banquinho. Assim como a palha de aço, os fósforos se encontram em cestos que se localizam na parte inferior da prateleira, a 30 cm do chão. A tarefa consiste em retirar os fósforos da caixa e organizá-los no cesto. Ao realizar a tarefa o repositor deixa a caixa contendo os fósforos ao seu lado. Então, sempre que este vai retirar os fósforos necessita torcer o dorso para alcançá-los. Ao sentar no caixote, a própria posição de suas pernas dificulta a atividade de colocar e organizar os fósforos no cesto, fazendo com que o repositor necessite inclinar o seu dorso sobre as suas pernas para alcançar o cesto.

6 Para realizar a tarefa de reposição da ração para gatos, o repositor também utiliza o caixote de plástico, só que neste caso ele sobe sobre o caixote com o intuito de alcançar as prateleiras mais altas. Foi observado que, ao subir neste caixote, o repositor evita pisar no centro deste (onde o plástico é pouco resistente e não agüentaria o seu peso), mantendo seus pés nas laterais, onde o plástico já é mais resistente (ver figuras 3 e 4). Figuras 3 e 4 - Repositor subindo no caixote para reposição de Ração para Gatos Ao adotar esta atitude, o repositor corre o risco de cair ao subir, pois colocando o primeiro pé numa das laterais, e ao elevar o outro, o peso do seu corpo se concentrará no pé que já está apoiado no caixote, o que pode fazer este virar. Esta tarefa de reposição consiste em pegar os pacotes de ração no carrinho, subir no caixote e organizar as mercadorias na prateleira. Durante a realização da tarefa, o repositor sobe e desce no caixote várias vezes, o que atrasa a realização da tarefa. A tarefa de reposição da mercadoria chinelo consiste em pegar a mercadoria no carrinho, etiquetá-la com seu preço e organizá-la na gôndola fornecida pelo fabricante. Também na realização desta tarefa, o repositor deixa o carrinho localizado ao seu lado, por este motivo toda vez que este pega uma mercadoria no carrinho, necessita torcer o seu dorso para o lado e inclinálo para frente. Ao avaliar a tarefa de reposição das mercadorias nas prateleiras, observou-se que o repositor adota posturas inadequadas, onde, muitas vezes, inclina o seu dorso para frente ou o torce para um dos lados. Apesar de afirmar não sentir dores no corpo, a adoção destas posturas, pode acarretar com o tempo, o aparecimento de lesões na coluna, tensões musculares, dores e fadiga. Com relação às exigências físicas, observou-se que quase não existe trabalho estático, devido à natureza do serviço exigir movimentação. Não foram observados movimentos que exigem contração contínua de músculos para manter uma determinada posição. Normalmente, o repositor não fica mais do que 15 minutos repondo a mesma mercadoria, e quando este começa a repor outra, os movimentos para executar esta nova atividade são diferentes permitindo com isso intercalação de movimentos. Por isso, podemos dizer que, em sua maioria, os movimentos são dinâmicos, apesar do trabalho ser realizado na postura em pé e sentada. Enquanto realiza seu

7 trabalho na posição em pé ou sentada, o repositor apresenta uma inclinação do dorso para frente, que ás vezes chega a cerca de 90 º, o que pode ocasionar dores no pescoço e no dorso. Geralmente este trabalho é feito de forma descontínua, com muitas interrupções, pois a reposição das mercadorias só é realizada quando houver necessidade, sendo que há dias onde o repositor trabalha mais que outros. Em média, são realizadas 25 reposições por dia. As atividades que envolvem a tarefa de repor as mercadorias na prateleira são: verificar qual mercadoria precisa ser reposta, descer ao depósito com o carrinho, localizar a mercadoria no depósito, pegála, colocá-la no carrinho, subir até o supermercado, desembalar as mercadorias, se necessário etiquetá-las, colocá-las nas prateleiras. É também uma tarefa do repositor, auxiliar a fazer os pedidos que são enviados aos fornecedores, visto que este tem mais contato com o setor de estoque do supermercado. 5 DIAGNÓSTICOS E RECOMENDAÇÕES ERGONÔMICAS 5.1 Diagnóstico Apesar do repositor não relatar sentir dores na região dorsal do corpo e na coluna, pôde-se verificar que, durante a realização do trabalho, este adota posturas inadequadas que podem ocasionar com o tempo o aparecimento de lesões na coluna e músculos. As principais posturas inadequadas observadas foram: inclinação do dorso para frente, observada na realização da atividade de buscar as mercadorias no depósito e nas reposições das mercadorias: pano de chão, palha de aço, papel higiênico e fósforo. As situações mais críticas foram observadas na reposição do pano de chão, papel higiênico e fósforo, onde a inclinação do dorso chega a ultrapassar os 90 º ; Torção do dorso para o lado, observada nas reposições das mercadorias: palha de aço, fósforo e chinelo. Esta situação ocorria sempre que o repositor deixava as mercadorias, dentro do carrinho ou sobre a sua caixa, ao lado do seu corpo. Ainda foram observados outros fatores relevantes, que podiam prejudicar a realização da tarefa ou até mesmo ser um fator de estresse no ambiente de trabalho. São eles: Os problemas observados no depósito, que são: o rebaixamento do teto, a falta de ventilação e a instalação elétrica exposta; O fato de se encontrarem localizadas no refeitório mercadorias e carrinhos de compras em função deste local ser considerado de descanso e alimentação; A exposição inadequada de certas mercadorias como os chinelos, as vassouras e até mesmo a exposição de mercadorias grandes e/ou pesadas nas prateleiras mais altas. 5.2 Recomendações Durante a realização da tarefa de reposição de mercadorias foram detectados vários problemas, principalmente relacionados com as posturas utilizadas. Para um melhor entendimento optou-se por fazer as recomendações ergonômicas relacionando-as com cada atividade separadamente. Para amenizar os problemas detectados durante a reposição da mercadoria pano de chão, sugere-se que o repositor realize a dobra do produto fora do carrinho, de preferência em uma mesa. Recomenda-se ainda que durante a atividade este deixe o carrinho mais próximo de seu corpo, de forma que não necessite andar até este e nem torcer o dorso, dessa forma seu trabalho será mais produtivo e menos agressivo a seu corpo. Ainda nas atividades de reposição das mercadorias palha-de-aço, fósforo e chinelo, recomenda-se que o carrinho ou a caixa do produto seja posicionada de forma que não necessite

8 torcer o dorso toda vez que for pegar uma mercadoria. Também é necessário que o repositor fique atento com a postura utilizada, evitando inclinar muito o seu dorso para frente. Durante a atividade de reposição de papel higiênico é recomendável que o repositor evite deixar os fardos com pacotes no chão, é preferível deixá-los em cima do carrinho. Importante ressaltar que se deve evitar colocar mercadorias nas prateleiras mais altas sem a utilização de uma escada, mesmo que a quantidade seja pequena, para evitar extensão excessiva do dorso. Quanto a utilização do caixote, tanto para sentar quanto para subir, não é considerado prudente. Primeiro porque, ao sentar no caixote, as suas pernas (joelhos) ficam muito altas, prejudicando a realização da tarefa. O recomendável seria que o repositor utilizasse um banquinho numa altura mais adequada. O problema encontrado quando o caixote é utilizado para alcançar as prateleiras mais altas, é o fato do repositor pisar sempre nas laterais deste, que é mais resistente, evitando sempre usar o meio. Nessa posição ele fica mais propenso a quedas. O ideal seria a utilização de uma escada. Ainda para a reposição das prateleiras mais altas, recomenda-se que outro repositor o ajude pegando as mercadorias do carrinho, evitando que este tenha que subir e descer várias vezes durante a realização da tarefa. Apesar do fato de terem sido observadas as noções de ergonomia na montagem das prateleiras, nota-se que não foi oferecido treinamento aos repositores para que estes realizassem o seu trabalho de uma forma mais ergonômica. Por isso recomendamos que o supermercado realize um treinamento, com a utilização de palestras e vídeos explicativos, a fim de mostrar aos funcionários a necessidade e importância de estarem atentos as posturas e movimentos que utilizam durante a realização da atividade, evitando que futuramente esses mesmos funcionários tenham problemas musculares, lesões na coluna, dores e fadiga, que podem gerar ausência no trabalho. Recomenda-se ainda que a empresa adote a ginástica laboral, treinando um funcionário para que fique responsável por esta atividade no início e término do expediente. Reservando 10 minutos para que a ginástica laboral possa ser realizada, em forma de alongamentos. Esta atividade deverá abranger todos os níveis e atividades das pessoas que trabalham na empresa, promovendo o bem-estar, a qualidade de vida e prevenindo problemas de saúde relacionados com a postura, a realização de uma atividade por um período prolongado de tempo ou mesmo aqueles causados por um conjunto de fatores no ambiente de trabalho. Quando aos problemas observados nos depósitos, recomenda-se: que as instalações elétricas sejam refeitas de forma adequada, evitando assim acidentes como curto-circuito com respectivo incêndio; que mercadorias pesadas não sejam colocadas na área do depósito onde o teto se encontra rebaixado; que não se misture produto alimentício com materiais de limpeza, principalmente por causa do cheiro forte que os materiais de limpeza apresentam; recomenda-se a construção de um suporte na parede para as vassouras obtendo assim um maior espaço de circulação e maior organização das outras mercadorias. Em relação às observações feitas sobre a exposição das mercadorias nas prateleiras, percebeu-se que estas não estão dispostas de maneira segura. Sugere-se que a forma de exposição seja modificada de modo que as mercadorias maiores e mais pesadas não fiquem na prateleira mais alta para não caírem sobre o consumidor quando este for pegá-las, ou o consumidor ainda pode deixar cair no chão por não agüentar o seu peso, ou pegá-las de maneira que estas escorreguem, ou ainda por sentir desconforto (machucando-se) devido a algum defeito na embalagem. Recomendamos ainda, que os chinelos sejam expostos nas gôndolas de acordo com o tamanho, e não pela cor, pois assim o consumidor irá gastar menos tempo procurando pelo número que deseja. 6 CONCLUSÃO

9 A metodologia da Análise Ergonômica do Trabalho permitiu através da decomposição e recomposição da tarefa do repositor de supermercado identificar diferentes aspectos que poderiam interferir na realização da tarefa e na saúde do trabalhador. Acredita-se que mais complicado do que avaliar as condições ergonômicas de trabalho, seria a realização das mudanças indicadas, pois são necessários gastos financeiros nos quais os empregadores, muitas vezes, não se conscientizam de que realmente são necessários. Outro fator importante e decisivo para que o treinamento funcione, é fazer com que o repositor entenda a necessidade e a importância de realizarem o trabalho utilizando posturas corretas, o que evitaria futuros danos físicos ao trabalhador, as faltas e licenças médicas. O que seria um prejuízo tanto para o empregador quanto para o empregado. 7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COUTO, H.A. Ergonomia Aplicada ao Trabalho: o manual técnico da máquina humana. Belo Horizonte, M.G Ergo Editora, Volume I FERREIRA, L.L. Reflexões e Considerações sobre a Ergonomia. Teoria e Pesquisa. Brasília, DF, 1993 LAVILLE, A. Ergonomia. São Paulo, S.P EPU, IIDA, Itiro. Ergonomia: Projeto e Produção. São Paulo, S.P Editora Edgard Blüncher, SANTOS, N.; FIALHO, F. A. P. Manual de análise Ergonômica do Trabalho. Gênesis: Curitiba, p. WISNER, A. Por Dentro do Trabalho. Ergonomia: Método e Técnica. São Paulo, S.P Editora FTD, 1987.

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